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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Artigo de opinião: UM FOCO DE RESISTÊNCIA ABSTRATA, INVADE CENTROS DE DECISÃO DO ESTADO DA GUINÈ-BISSAU.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Quer queiramos quer não, um marca passo na curta distância que nos separa da meta, tem mantido incerto qualquer tentativa de ganhar ritmo estruturante, para um denominador comum pretendido, a partir de um único alicerce (interesse nacional) para unirmos forças para um objectivo comum de alcançarmos a Paz e prosperidade para o nosso País.
Neste momento temos um ritmo mais parecido ao “Jaz” do que ao nosso Gumbe-dynóz. Esta versão actual (importada) do ritmo emprestado, ainda está confuso para muitas cabeças recem iniciadas no pensamento complexo (sem ofensa), porque é demasiado exigente para sua concentração/adaptação exigida num tempo curto e certo, este compasso e ritmo de andamento do processo de resolução da crise também ele, do ritmo destas decisões num pára arranca, tornando tudo ainda mais difícil, é a dificuldade normal a tomarmos em conta neste momento, como temos vindo a assistir desde o golpe de Estado na Guiné-Bissau, é o verdadeiro problema da nossa imagem actualizada.

Sem decidirmos qual o estilo musical a adoptar para um público indefinido ou dividido, estamos neste momento a participar num único desafio de futebol, mas com duas equipas contrárias a marcarem para a mesma baliza, deixando uma delas sem guarda-redes, num jogo sem arbitragem, onde as faltas cometidas ficam a cargo de um público-juíz dividido, mas atento ao jogo. Uma confusão na baliza dy-báz (confusão numa das balizas). 
Em nenhuma das balizas há defesas ou guarda-redes como seria de notar ou esperar, mais parece que temos tudo a monte e fé em Deus, pois só Ele sabe o desfecho desta confusão que tarda em relação a resultados positivos esperados. Desde sempre esta esperança morreu na praia com o ritmo das ondas, sem efeito que satisfaça qualquer uma das duas equipas do campeonato. Ninguém se contenta com o que tem, todos ralham, são eles insaciáveis perseguidores do prazer por prazer, pouco importa aqui o princípio da realidade, em nada mudaram, por enquanto, assistimos a provocações que têm na base o instinto de malvadez e vinganças persecutórias, um ciclo que persiste com raízes profundas na elite do poder institucional do Estado, este “Pai” saturado, cansado de se ver rodeado de “filhos” preguiçosos, parasitas, habituados a lamber o “Pai” (Estado), de onde nunca se afastaram para nada, porque não sabem lutar pela vida, fazem profissão suas guerras pelo poder, mais não sabem fazer se não um jogo de cintura para não se afastarem do “mel”, “eles comem tudo e não deixam nada” como diria o nosso Zeca Afonso.
Para este jogo dentro do poder temos como música de fundo e escolhida deliberadamente para um concerto nacional, um ritmo do “Jaz”, num compasso difícil com um tempo incerto, melodia difusa, com espaços “esburacados”, só para maestros mafiosos compreenderem, os habituados a orquestras temáticas da política, cultura ou análise de conflito, onde fazem o seu melhor para cair nos próprios bolsos, aliás, os sinais de riqueza exterior falam por si e, sem falar do bolo escondido nos Bancos Internacionais, não deixam mentir ninguém com olhos de ver, um facto, estamos atentos ao que se passa na vizinhança mais próxima, vamos indo e vamos vendo camaradas.
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Os que são capazes de desmanchar este nó cego trazido por baixo  do queixo, numa “gravata” que destoa com o resto da farda ostentada para o engate de milhões, tudo isto ainda num queixo centrado nos ombros, de onde se lê um colarinho marcadamente suado e sujo, transpirado da malandrice feita na acção contra o Estado, estes mafiosos ainda não tiveram tempo para abandonar, numa muda decentemente aguardada (com afastamento compulsivo) e continuam na melhor aparência possível como um líder que quer impressionar, são estes, aqueles que trouxeram os destinos de um País na ponta do lápis até ao dia do golpe de Estado. Inventaram soluções nada fáceis de suportar, em décadas mantiveram o País em constantes crises, sem um fundo à vista.
Num Índico de problemas sociais, problemas de sobrevivência da nossa postura de Estado de Direito, isto é, nas fronteiras internacionais do nosso relacionamento até aqui e como uma Nação fracassou sem dúvida.
Este golpe de Estado veio interromper um ciclo, é certo e não há dúvidas, mas a ver vamos se este governo de transição impõe ou não algo de novo, de diferente em doze meses e, de acordo com as prioridades pré-estabelecidas, nós vamos aguardar e desejamos um bom trabalho técnico, bons projectos e o seu cumprimento em datas anunciadas, só.

O bom nome da Guiné-Bissau na boca bendita de Amílcar Cabral, desde os Anos/60, nos quatro cantos do mundo, em defesa dos Povos oprimidos no mundo e em particular África oprimida, colonizada, que até a última gota de sangue a defendeu, este Líder soube genialmente enaltecer a causa, a dignidade, o carácter, o espírito revolucionário desta luta, os valores da luta pela independência da Guiné-Bissau e Cabo-Verde, um Homem intelectual revolucionário que deu a vida pela causa da humanidade livre e progressista, foi assassinado por gente inferior e mentecapta, que nunca se apercebeu do tão valioso que era esta motivação inteligente, no meio de todos aqueles que conviveram com o Líder, Amílcar Cabral.
Mataram e continuam a matar, parece que nunca soubemos preservar o que é bom entre nós Guineenses, interagimos mortalmente como se numa partilha de “prendas” trocássemos algo como prémio. Por isso, hoje, quando olhamos os nossos líderes actuais, desconfiamos do seu cadastro criminoso colado às costas, e pergunta-se hoje, se será pelo crime, assassinatos, corrupção, ou se pelos membros de uma organização mafiosa chegaram para exercer altos cargos públicos à frente dos destinos da Guiné-Bissau, porquê então, deixo esta reflexão para todos nós meus compatriotas e amigos, Pensarmos.

NINGUÉM TEM O DIREITO DE UTILIZAR OU VENDER ESTE PAÍS, QUE CUSTOU SANGUE E SACRIFÍCIO AOS NOSSOS HERÓIS NACIONAIS, DURANTE A LUTA DE LIBERTAÇÃO, NINGUÉM!

Como senão bastasse temos que aturá-los (os mafiosos) a tempo inteiro diante dos olhos ou nas nossas memórias de um passado ainda presente. Um País ideal sadicamente maltratado por muitos destes criminosos, que cospem no prato de onde comem e, repetem a dose até saciarem a sede, num recheio que é de todos nós, e ainda assim, matam a esperança de um País próspero, em que tudo o que existe chega e sobra, para todos os seus filhos. Não se percebe porque adiamos uma tentativa de partilha mais justa, avançar na igualdade de direitos e deveres, uns para com os outros, rumo ao progresso e desenvolvimento sustentado. Pergunto, porque falhamos sempre.

Os Homens não se entendem, e as mulheres continuam deliberadamente “caladas”, longe desta guerra de palavra puxa palavra, como sempre sendo as mais inteligentes na gestão da tolerância exigida numa situação de conflito de qualquer natureza e feitio. O que nos faz pensar obviamente que um conflito também faz crescer com maturidade alguns de nós, só.

Mas já há um divórcio escrito no papel entre os líderes de transição e os depostos pelo golpe de Estado. Uma situação que não define quem é quem no seu “papel”, um conteúdo escrito na má-língua, dirigida à Guiné-Bissau tem sido a última moda na comunicação social por este mundo fora.
Os maus ventos incomodam, embora detectados na sua origem, tem sido difícil a sua extinção ou mudança de direcção. Existe uma orquestração apontada sobre a cabeça de quem pensa a Guiné-Bissau positiva, existe um maldizer especializado na intriga que mancha a nossa imagem de País, os abutres num voo parado, centralizaram toda a sua atenção no que se passa ou passará na Guiné-Bissau, uma representação microscópica de tudo sobre o País é transferido diariamente numa troca de informações com objectivos malignos sobre os destinos do nosso País. Não há que ter medo, quem não deve não teme, quem faz o bem para a Guiné-Bissau será compensado eternamente. Este Povo é pessoa de bem, não há que confundir os seus filhos malandros ou assassinos com a Mãe-Terra, nunca confundir o bem com o mal e vice-versa.

Meus amigos há que fechar as portas ao Portas, evitar a corrente de ar frio em direcção a Bissau, porque é castrante para os nossos lados admitir uma “reposição obsessiva”, porque é peneirenta uma conclusão desta natureza, é “poeirento” e neurótico este comportamento que tem vindo compulsivamente do exterior para dentro do País, e sempre do mesmo lugar, de um Rossio distante para a Guiné-Bissau, cada dia uma máscara, num arco-íris de dilúvio de palavras tendenciosas, produzidas pelos que têm todo o tempo do mundo, passeiam suas ideias por palcos ditos dos “amigos” da Guiné-Bissau, com tempo para se coçarem, fazendo intervalos para dizer mal deste País, basta!

Temos que acertar nas cores das nossas linhas preferidas, antes de cozer para tapar os rombos no fundo das calças, também nos buracos directos aos joelhos, rompidos de tanto “rebaixar” para deslocar gatinhando em movimento lento, pois há que cumprir-se a “catarse” e Ser de vez controladas as coisas desejadas ou prioritárias para este Povo.

Seguidamente o saber Ter, no que se conseguir na primeira instância deste conflito, conservar tudo com cuidado especializado para não voltarmos a ser roubados até a nossa própria história, com isto continuarmos na luta até a vitória final num País para todos nós, igual no tratamento e na exigência perante o Estado.

Há que lembrar que temos uma língua que é comum (CPLP), o Português, mas também, as expressões culturais são diferentes entre estas culturas, na sua expressividade social também, embora sejam na fala pronunciados em língua portuguesa, o que deve ser um sinal de alerta, não só para lembrarmos da existência de uma Literatura Africana, mas de Expressão Africana e depois em Língua Portuguesa.
Dito e feito meus queridos amigos, preto no branco como se diz, o que é completamente diferente desta tentativa de “subtracção” desta identidade cultural e política (a nossa), como forma de “branqueamento” dos usos e costumes de um Povo inseridos na organização de Países como a CPLP e outros, que hoje ignora constantemente esta realidade, dando ordens que não estão previstas no seu tratado ou estatutos desta organização, que tem sido uma confusão brutal, este autismo que impera na comunicação, numa fase importante da vida política do Estado da Guiné-Bissau.
Não havendo diálogo mais sim manipulação e chantagem, movendo influências para conseguir uma solução de “rapidinha” em vez de um casamento duradoiro, basta, há que pensar e ser de facto analista profundo deste conflito, molhar o cu enquanto “pescador” de soluções positivas, para um povo que espera e desespera por um lugar ao sol, mas digno e não para servir eternamente interesses neocolonialistas.

Sabemos que esta organização (CPLP) é uma “unidade” a manter sem perda de identidade política individual como País, temos um estatuto predefinido ou com norma/padrão, no entanto assistimos a um teatro quase “gregos” por um lugar no inferno, será.
Falando a mesma língua mas com problemas diferentes, numa análise, interpretação cultural e políticas diferentes, trocamos sabedorias, conhecimentos, em intercâmbio de experiências socioculturais e políticas quanto baste, sem contudo descorar a soberania de cada Estado. Mas há quem nesta fase do campeonato, envenene outros, em cada dentada, deixando o “venenozinho de merda” de encomenda, vindo de outros Países que igualmente de “irmãos” têm pouco, neste momento.

Este impasse nas negociações com o governo de transição torna-se doentio, está estagnado e torna-se impotente para resolver o que é o mais importante, como sendo o saber optar pela vida de uma Democracia jovem e não amputá-la a partir de uma “ordem” que impõe a dor sadicamente ao Povo (fingindo desconhecer este propósito), o seu desprezo, sua desconsideração como um Estado Soberano e, por fim, um perfil “esquizo-estado” com uma das partes em franca demência delirante, sem bom prognóstico à vista, mas que deambula pelos palcos da “fama” em novas versões de cantigas velhas e carecas de um repertório em saldo neste momento.

Sustentando uma liderança falsa e ausente no exterior, que teimam em ser governo ainda. Esta acção fantástica ainda presente em alguns círculos na praça, ainda tem bilhetes à venda mas com menos público interessado na “festa”.
A Guiné-Bissau neste momento, transporta consigo do exterior, uma imagem de dupla personalidade, delirante, onde é visível a olho nu dois palcos e dois protagonistas, um deles estando fora do País e outro estando dentro (governo de transição) no exercício de um mandato de transição por um ano.
Há portanto um Presidente e um governo de transição que dirige o País neste momento, mas temos outro (alguns dirigentes do regime deposto por golpe de Estado) que ainda pensam que nada mudou (o que parece), julgam-se em pleno exercício como líderes dos destinos do País, o que mais parece quem sonha acordado, ainda, só faz lembrar “o bêbedo encima de uma moto”, que ao avistar numa curva “dois” postes de luz na via pública, esquivou-se como pôde para não bater, até aqui tudo muito bem, só que teve o azar de bater fatalmente no poste que é real, enfim, teve azar como devem calcular e não sobreviveu, será que vamos a tempo de evitar um cenário destes, pergunto.

Pergunto também por quanto tempo vamos ter este espectáculo triste, com um governo real dentro do País e um outro fora, qual deles admitir como real e realista na presente conjuntura em que se encontra o País. Qual deles é neste momento o melhor destino traçado para o nosso País, se são os lideres que temos dentro do País a governar ou se estes, os que estão fora na Europa reivindicando o poder e exigindo a segunda volta das eleições interrompidas por circunstâncias do nosso conhecimento (os do antigo regime deposto).
Será que nesta crise o que faz crescer é realmente este espectáculo pobre, doentio, que para além do mais, trás uma enorme falta de respeito para a Nação e República da Guiné-Bissau, penso que não, basta o que se viu até aqui ou temos vindo a observar.

Este Povo não ganha nada com tudo isto, mas quem não deve não teme, vamos falando dentro de portas, mas trancadas, evitando a corrente de ar frio e tóxico dentro das salas de reuniões do Estado da Nação.

Vamos arrumar a casa para um futuro melhor, e dentro de um ano se possível terminar a agenda prioritária no que toca assuntos “quentes”, mais tarde, outros não menos importantes avançam para uma resolução definitiva.
Penso que sabendo quem sabe, o que tem que ceder, e parando para pensar, chegamos a bom-porto muito rapidamente, embora com a casa no estado em que se encontra, mas nunca para pior do que já está esta Mãe-Terra que é de todos nós, acredite.

Amigos ou zangados uns com os outros, somos obrigados a nos entendermos a partir de uma plataforma de justiça social e, à posteriori, o perdão, a fraternidade, a solidariedade, o amor ao próximo, uma paz na terra para o avanço e desenvolvimento da Guiné-Bissau progressista.

Viva a Guiné-Bissau livre e progressista, viva a liberdade com responsabilidade social para todos, viva a luta pela autonomia económica, financeira, social, cultural e política do País…
Djarama. Filomeno Pina.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

França, o que você fez de suas promessas para a sua equipa de pretos, brancos ou árabes?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Nasri aceitou vestir a camisola da equipa de França. Isso impõe obrigações de comportamento exemplar. Quem que te ensinou isso?

Nasri, Ribery e Diarra a 15 de junho de 2012, em Donetsk (Ucrânia). REUTERS / Alessandro Bianchi.


Então nós temos que se acostumar com a idéia de que a equipa de futebol da França será uma fonte de desordem (por sua assistência), raiva (para os seus fãs) e diversão (para o resto do futebol mundial) para cada um de seus investimentos em uma grande competição internacional.

Houve África do Sul em 2010 e sua famosa greve da unidade (para não mencionar os insultos no vestiário e algumas outras histórias não confirmadas de que acabará por sair um dia), haverá agora a Ucrânia e uma eliminação sem glória contra a Espanha em um contexto de tensão dentro de um ônibus e superou alguns moleques pagos em excesso ou desmotivados.

Além disso, o que tinha sido uma tragédia quase em 1978 - uma história sombria de chuteiras para sapato polonês enegrecido pelos jogadores para esconder o logotipo na publicidade - que figura de pequeno grito, mesmo se, no momento, imprensa hexagonal foi aproveitada para denunciar duramente (sim!) a banda para Platini, eliminou a primeira rodada do Mundial da Argentina ...

Sobre o dinheiro e a mentalidade suja.

Como em todas as vicissitudes da vida do Blues, há várias lições a serem aprendidas com o que aconteceu durante este Euro. É inegável que o futebol francês tem um problema de mentalidade.

Para observar o estilingue de alguns jogadores (Nasri, Menez, Benarfa, M'Villa, ...), a sua arrogância, a complacência, a sua vulgaridade (ah, esses cortes de cabelo ...) e sua indiferença em treinamento e no campo ( a derrota contra a Espanha é um exemplo impressionante), temos o direito de dizer que não tapa de que estamos perdidos.

Neste, estes futebol de milionários (Nasri, Menez, Benarfa, M'Villa, ...), que são emblemáticos de sua geração. Não questionamos, que nós os trouxemos de volta, e portanto, nós jogamos e perdemos (embora nós não provamos nada no campo) e, mais importante, ele age imitando os heróis de seus filmes. São preferidos como o padrinho e Scarface, que é dizer que o nível ...

Pior, ele não reconhece a autoridade de quem detém o talão de cheques. Para a pergunta é: o que pesa uma equipe nacional para enfrentar centenas de milhares de dólares pagos a cada semana pelo Manchester City ou qualquer outro clube europeu?

 Houve uma época em que ser jogar no exterior é merecido. Você tinha que ser o melhor do melhor da selecção e da equipa nacional permissão para vir para a frente. Platini há muito tempo esperou antes de ir para a Itália com a Juventus.

O mesmo vale para Cantona ou mesmo Zidane. Agora, a legislação comunitária exige, nós podemos começar a vinte anos em um clube de prestígio, sem nunca ter provado com a camisa tricolor.

Há poucas semanas, o jogador russo Archavine (outro menino mau) disse que preferia morar em Moscou, porque, muito rico, seu dinheiro lhe permitiu "fazer tudo" com pouco medo de problemas.

É provável que muitos jogadores franceses pensam que o seu salário torna-os imunes a qualquer obrigação de respeitar, incluindo a camisola da equipa de França.

É por isso que talvez seja hora de re-seleção entre marca azul na decisão que deve ser conquistada, independentemente do clube que o jogador pertence.

Em dois anos, será a Copa do Mundo no Brasil. Aqueles que não honrarem compromisso por causa de seu comportamento, então, entende-se que eles perderam. E os jovens que seguirão pelo caminho que não conseguimos.

O papel dos agentes de perturbação

No mundo do futebol francês, há também vozes que devem ser ouvidas. O de Emmanuel Petit, antigo internacional e vencedor da Copa do Mundo, um deles.

Certamente, o homem é feroz em seu julgamento e suas palavras são, por vezes, rápidas para designar uma certa classe de jogadores (que significa, que se origina dos subúrbios). Mas quando ele disse que o problema do futebol francês, é também o papel dos agentes nas asas, ele destaca um tabu que até mesmo a imprensa esportiva francesa (para o qual os agentes são informantes valiosos e intermediários com jogadores) não consegue resolver.

Em 2010 como em 2012, agentes e membros da comitiva de alguns jogadores têm alimentado as chamas de divisão, incentivando pequenas vinganças patéticos dentro do vestiário ("por que eu e não ele?" "Eu quero mais", "Eu quero uma sequela", etc ... Por fim, uma pergunta que influenciam um treinador pode ter em um jogador, se ambos têm o mesmo agente ...

Se Nasri

Samir Nasri é uma dessas pessoas, certamente talentoso, mas cuja inteligência e senso de responsabilidade são inadequadas.

É possível que aquele que foi coroado campeão da Inglaterra com o Manchester City não tem idéia do que ele tem e só, porque ele usa um nome do Norte Africano.

Em 1998, o bom comportamento de Zidane durante a Copa do Mundo na França, os seus dois golos na final, a camisa azul, ele beijou cada saída, tudo isso contribuiu para apresentar os jovens de imigrantes como uma contribuição positiva para a França (o famoso black-blanc-beur).

Hoje, quando Nasri se comporta como fez, ou seja, jogando a criança mimada, proferindo inanidades vividas depois de marcar um gol ou uma ofensiva AFP (que, diga-se de passagem não é muito melhor para o lançamento de um 'break up' muito sarkozyen de Nasri), reforça o discurso contra crianças dos subúrbios.

Ele permite que "essas pessoas não valem muito e não fazem como a França" a se espalhar e ser reforçada. Não se deixe enganar. Para muitos, a oportunidade é muito boa.

Apenas culpar o Nasri é criticar a diversidade e assumir um discurso que o estigma foi pensado para desaparecer do resultado prometido da última eleição presidencial.

Mas isso, Nasri talvez não seja consciente ainda ... Ele concordou em vestir a camisola da equipa de França. Neste sentido, impõe obrigações de decência e bom comportamento. Quem que te ensinou isso? O que ele estava certo? Será que ele entende ou acredita nisso com toda a renda, ou porque, o salário indecente que ele e seus colegas são afetados? Em qualquer caso, seu comportamento é muito mais difícil de imaginar ...

Akram Belkaïd

fonte: slateafrique



Costa do Marfim: O Presidente Alassane Ouattara e Dominique(sua esposa) em Israel durante quatro dias - Quatro lições de uma visita que atraiu o Estado judeu.

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© Presidência por DR
Conferência israelense "Enfrentando Amanhã 2012": Presidente Alassane Ouattara no Painel
na Quarta-feira, 20 junho de 2012. Jerusalém (Israel). O chefe de Estado marfinense, o Sr. Ouattara para o Painel da Conferência Presidencial "Facing Tomorrow 2012".



"A Costa do Marfim é amigo de todos e que não é inimigo de ninguém." É neste pensamento que o ex-presidente famoso Houphouet-Boigny, e chefe de Estado na altura baseou a sua filosofia. Na África, o Oriente Médio, o mundo árabe, na Ásia ou na América, a diplomacia marfinense  funciona, disse Alassane Ouattara. Ele vai viajar pelo mundo, para vender o potencial de seu país e explicar aos investidores as vantagens que oferece o país Costa do Marfim.
De 16 a 20 de Junho, o Chefe de Estado, acompanhado por sua esposa( a segunda pessoa a contar da direita, ou seja a esquerda dele!) Dominique Ouattara, fez uma visita oficial a Israel. A visita foi dedicada ao reforço das relações bilaterais entre Israel e Costa do Marfim, mas também para promover oportunidades de investimento no nosso país. Que lições podem ser aprendidas?

1. Diplomacia aquecido

Primeiro, o chefe de Estado marfinense visitou Israel para aquecer as relações diplomáticas dormente desde a morte do presidente Houphouet-Boigny. O primeiro presidente da Costa do Marfim tinha feito uma viagem inesquecível para Israel em 1962. Isto permitiu dar a posição deste diálogo nacional sobre a crise no Oriente Médio. Israel, então, tinha feito muitos investimentos na Costa do Marfim em estradas, hotéis e habitação. Desde então, nada mais. Costa do Marfim está de volta a Israel. E o Chefe de Estado marfinense foi recebido por todos os grandes do país de acolhimento. Presidente Shimon Peres, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, os ministros de Assuntos de Defesa e dos Negócios Estrangeiros e Presidente da Assembleia Nacional para não mencionar o líder da oposição, Shelly Yechmovich com quem ele trocou informações. Todas estas políticas, sem exceção, manifestaram a sua disponibilidade a favor da Costa do Marfim, um país que sempre foi um "amigo de Israel". É um aquecimento de relações diplomáticas é claro. Laurent Gbagbo, auto-proclamado pró-Israel havia desafiado sobre as relações diplomáticas por décadas em favor de redes paralelas. O Chefe de Estado, Alassane Ouattara levou um monte de contatos para  tranquilizar a seus anfitriões de que a Costa do Marfim é realmente uma democracia e voltou a explicar-lhes que a democracia está a funcionar no país após a eleição presidencial, que ele foi eleito. "A democracia é um valor que agora faz parte da vida cotidiana de marfinenses, evidenciada pela progressos significativos registados no caminho de volta à normalidade, disse o Chefe de Estado.

2. Oportunidades econômicas

Mas a visita foi principalmente, sobre os objectivos económicos. Sabemos agora, a diplomacia sob Ouattara criou uma nova palavra é "eco-diplomacia". Durante sua viagem, o Chefe de Estado foi acompanhado por empresários de destaque da Costa do Marfim. Industriais, banqueiros, o chefe do Centro de Promoção de Investimentos. A economia, a verdade era a espinha dorsal do movimento do chefe de Estado em Tel Aviv e Jerusalém. Durante a sua estada, Alassane Ouattara não deixou de dizer aos investidores que os israelenses estão de volta a  "Costa do Marfim" Eles especialmente notaram que o nosso país se afirma a cada dia como uma das economias com melhor desempenho na sub-região com uma taxa de crescimento de cerca de 8%. A isso se acrescentam enormes oportunidades de negócio em diversas áreas, tendo em que os investidores podem prosperar. Entre outros, minas, saúde, pesquisa científica, agricultura, energia, etc. "Venha a Costa do Marfim e você não vai se arrepender", sublinhou o Chefe de Estado durante as muitas reuniões que teve com comerciantes israelenses liderados por Michael Federmann, Cônsul Honorário da Costa do Marfim em Israel, um homem de negócios. "Sinto que começamos a construir relacionamentos como eram nos anos 70 e 80", disse ele. De qualquer forma, Alassane Ouattara pintou alguns investidores que se reuniram para ouvi-lo: "Eu gostaria de convidá-los a investir muitos na Costa do Marfim, confiando que o nosso país voltou a paz e estabilidade. Eu sou um liberal e um democrata. Assim, estou convencido que o investimento privado e do empreendedorismo são a espinha dorsal de uma economia. ". Já, a colheita parece promissor. Um anúncio para os próximos 18 meses, a construção de uma termelétrica de 350 megawatts de energia para aumentar a capacidade do nosso país. Vários empresários de outros campos são anunciados. Habitação, agricultura, luta como cibernética têm especial interesse dos investidores israelenses. Uma delegação de empresários israelenses em Abidjan é anunciado em torno de 9 de julho. Os acordos de cooperação quinze entre os dois países estão prestes a ser reativado.

3. Uma visão da África

Uma das atividades importantes de Alassane Ouattara durante sua estadia em Israel, foi a palestra que ele fez no Fórum "Facing Tomorrow 2012" em Jerusalém. Cabeça Africano Único de Estado convidado para este fórum de suprema importância para o Estado judeu, Alassane Ouattara falou da sua visão para o mundo de amanhã. Diante de uma platéia de destaque político e financeiro, como Shimon Peres, Henry Kissinger, Tony Blair e Stanley Fischer, o presidente da CEDEAO disse que sua fé na democracia que é "irreversível na África." Para Ouattara, "os tempos mudaram. Leões africanos estão agora em busca dos tigres asiáticos ". O ex-diretor-gerente Adjunto do FMI , em uma pausa na fala, não citou o afro-pessimismo ou a "guerra contra o imperialismo", atacando as grandes potências. Alassane Ouattara foi bastante otimista e prática, levando os africanos a conta. Figuras para o conselho de apoio, para o continente mostrou que a África tem razão para ter esperança no futuro. Isso faz ele dizer que "África está no caminho certo para atingir o seu arranque económico como a China há 30 anos e na Índia há 20 anos." Mas, empurrando sua análise lúcida até o fim, o chefe de Estado marfinense advertiu o continente contra as armadilhas que se interpõem no caminho da democracia. Além disso, ele deve chamar a comunidade internacional a assumir a responsabilidade de apoiar os líderes locais para garantir a ameaça de segurança em algumas áreas como o norte de Mali. Enfim, para sua visão do amanhã, Alassane Ouattara pensa que o "novo mundo está nascendo." Ele chamou para o diálogo e a paz entre Israel e seus vizinhos árabes para o estabelecimento de dois estados.
4. Visitas edificante. Finalmente, seria difícil para os presentes a Israel não se submeter a um determinado protocolo. Daí a visita ao Museu do Holocausto e os lugares santos da cidade. Locais históricos para lembrar a humanidade quantas vezes pode ser desumano. A lição a este respeito, é a consciência de cada rosto, outro para os mártires do povo judeu, para que em nenhum outro lugar na Terra, alguns não querem repetir o nazismo em sua filosofia, bem como em suas práticas. A primeira-dama, entretanto, continua sua cruzada contra a infância atrasada. Promotor do projecto para construir um grande hospital em Bingerville, Dominique Ouattara foi nos subúrbios de Tel Aviv, colhe um exemplo, que do Hospital Schneider para a Infância. Este centro médico do mais alto nível tecnológico resume a política social do Estado judeu. A primeira-dama, depois de uma turnê, tomou notas e prometeu seguir o exemplo de Schneider Medical Center.
Ao todo, pode-se dizer, a visita de Alassane Ouattara e sua esposa, a Terra Santa e de Jerusalém trouxe mais do que apenas frutas. Ele pediu para que os líderes políticos do Estado judeu revivam Houphouet-Boigny. Mas, com Alassane Ouattara, todos viram "um líder entre os líderes", "um grande Africano, que pode trazer esperança para a África." Israel foi seduzido pelo filho de Houphouet-Boigny. Isto quer dizer que é o mínimo.
Repórter Charles Sanga

fonte: abidjan.net

Brasileira se une a feministas ucranianas e é presa na Europa.

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O grupo Femen voltou a protestar neste domingo antes de partidas da Eurocopa, mas um detalhe chamou a atenção: Sara Winter (à direita) é brasileira e estreou em protestos pelo grupo feminista ucraniano  Foto: EFE
O grupo Femen voltou a protestar neste domingo antes de partidas da Eurocopa, mas um detalhe chamou a atenção: Sara Winter (à direita) é brasileira e estreou em protestos pelo grupo feminista ucraniano.


fonte: terra.com.br

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Angola: Carlos Gomes Júnior agradece ao Presidente.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Candidato mais votado nas eleições presidenciais da Guiné-Bissau recebido pelo Presidente da República.
Fotografia: Francisco Bernardo


O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, recebeu ontem Carlos Gomes Júnior, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, deposto no golpe de Estado de 12 de Abril. O encontro decorreu no Palácio da Cidade Alta e Carlos Gomes Júnior foi acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros, Djaló Pires.
No fim da audiência, Carlos Gomes Júnior disse a jornalistas que o encontro serviu para “agradecer ao povo angolano e ao Presidente José Eduardo dos Santos pela solidariedade prestada ao povo da Guiné-Bissau durante o triste acontecimento que foi o golpe de Estado de 12 de Abril”.
O encontro, disse, serviu também para, formalmente, reconhecer o papel da Missão de Segurança Angolana na Guiné-Bissau (MISSANG). “Era uma missão que foi aprovada pelos governos de Angola e da Guiné-Bissau, e pelas nossas respectivas assembleias nacional e popular, com o único objectivo de fazer o processo da reforma do sector de defesa e segurança”, afirmou.
Carlos Gomes Júnior acrescentou que a Guiné-Bissau tinha a MISSANG como elemento fundamental no processo de normalização da vida nacional. “Pensamos que poderia contribuir grandemente para que a Guiné-Bissau tivesse forças armadas republicanas e com obediência ao poder político, que era o desejado. Infelizmente não foi assim que as pessoas entenderam”, declarou.
Aos angolanos, Carlos Gomes Júnior deixou uma mensagem de fé e esperança: “Queremos é reafirmar ao povo angolano que os nossos laços históricos vêm desde a luta de libertação nacional e mantêm-se vivos. E que tão breve quanto possível faremos tudo para o reforço da cooperação entre os nossos povos e governos.”

Quadro actual



O primeiro-ministro deposto no golpe de 12 de Abril considerou a posição da CEDEAO “um passo errado” ao dar suporte a um processo que não inclui todas as sensibilidades do país e não tem em conta a vontade do povo guineense.  “Pensamos que a CEDEAO, ou melhor, alguns países da CEDEAO, deram um passo errado, mas penso que já reconheceram esse erro”, disse Carlos Gomes Júnior, para quem aquela organização regional “precisa de ser mais inclusiva, discutindo os problemas da Guiné-Bissau e da nossa região com países e organizações internacionais, nomeadamente com a própria ONU”.
Para Carlos Gomes Júnior, a Organização das Nações Unidas é chamada a “assumir as suas responsabilidades”, uma vez que a Guiné-Bissau é também um parceiro da ONU. A residir temporariamente em Portugal, Carlos Gomes Júnior vê com naturalidade o seu regresso à Guiné-Bissau e também o retorno à normalidade constitucional no país.
“O poder é dado nas urnas. Na primeira volta das eleições presidenciais nós vencemos com 49 por cento dos votos e isso tem que ter algum significado. Pensamos que é errado que um partido vença eleições e no dia seguinte alguém decide fazer um golpe de Estado para inviabilizar a vontade do povo”, reclamou.

Futuro político


Carlos Gomes Júnior disse que está fora de hipótese baixar os braços. “Enquanto presidente do PAIGC vou continuar a lutar junto dos meus parceiros, junto de amigos, para que o partido reassuma o poder e a responsabilidade legítima que tem para com o povo da Guiné-Bissau”, declarou o primeiro-ministro que se afirma com “força suficiente para continuar a dar orientação política ao partido que dirige”.
O dirigente guineense destacou os laços históricos entre o PAIGC e o MPLA. “São partidos irmãos desde o tempo da luta de libertação nacional. Naturalmente que há muita acção, e neste contexto geopolítico, vamos continuar o diálogo com todas as forças políticas para que mantenhamos esta cooperação que, como disse, já vem de outros tempos”, sublinhou.

Conferência internacional


No início do mês de Junho, Carlos Gomes Júnior reuniu-se com o Conselho de Segurança da ONU, onde propôs uma conferência internacional para definir uma estratégia com vista à resolução da crise no país. Acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Djaló Pires, Carlos Gomes Júnior esteve em Nova Iorque através de uma iniciativa de Portugal e propôs a convocação de uma conferência internacional sobre a crise no país.
A conferência internacional de alto nível, defendeu, deve ser convocada pelo secretário-geral das Nações Unidas no sentido de encontrar a definição de uma estratégia para a crise, incluindo a conclusão do processo eleitoral, interrompido pelo golpe de Estado após a primeira volta das presidenciais ganha por Carlos Gomes Júnior.

fonte: jornal de angola



Saber é poder.

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educação


A educação é mais do que a simples aquisição de saber. O conhecimento possibilita o crescimento humano e a participação política. O que nem sempre é do interesse dos poderosos.
“O conhecimento em si mesmo é poder”. A célebre frase escrita pelo filósofo inglês Francis Bacon há quatro séculos serviu de fundamento filosófico à Idade Moderna. A sua tese é hoje mais atual do que nunca e explica porque a aquisição de conhecimento é a condição mais elementar para o crescimento económico e político, a democracia e a justiça social. Factos que podem ser comprovados diariamente em todo o mundo. Nesse sentido, os acontecimentos recentes no mundo árabe e no norte da África, a começar pela Revolução de Jasmim na Tunísia, são particularmente expressivos.
Estudantes e intelectuais assumiram um papel crucial na Revolução de Jasmim na Tunísia
Estudantes e intelectuais assumiram um papel crucial na Revolução de Jasmim na Tunísia
Perdedores passam a vitoriosos
Os movimentos de protesto da primavera Árabe foram sustidos pelos intelectuais e a classe média. Os mais jovens tiveram um papel particularmente ativo. Os estudantes e docentes com 20 a 35 anos sentiam que os regimes lhes tinham roubado todas as perspetivas de um futuro digno. De Rabat a Riade, foram sobretudo os médicos, engenheiros e jornalistas que lutaram por mais liberdade, mais participação, oportunidades justas de emprego e perspetivas reais. O combate ainda não está ganho, porque as conquistas devem agora ser alicerçadas em instituições democráticas.
Mais do que não ocupar espaço, como se diz no mundo que fala português, o saber reforça a participação, fator talvez subestimado pelos governantes árabes. Sem a aposta muito forte no ensino básico, secundário e superior nestes países nos últimos 20 anos, o movimento de protesto provavelmente não teria surgido agora. Segundo o Índice de Desenvolvimento Humano, há duas décadas os países árabes começaram a facilitar o acesso da população à educação, com excelentes resultados.
O acesso ao ensino varia muito de região para região
O acesso ao ensino varia muito de região para região
Também o Presidente tunisino deposto, Ben Ali, se empenhou a fundo pela reforma do ensino no seu país. Um número crescente de jovens começou a ter acesso a uma boa formação. Mas esta não lhes servia de nada, pois continuava vedado o caminho ao emprego, às oportunidades e à participação política e social. Os empregos e os cargos eram reservados à nomenclatura. Antes da revolução, a taxa de desemprego na Tunísia era de 40%.  Ditadores como Ben Ali decerto não teriam apostado de forma tão consequente na Educação, se conhecessem de antemão o resultado emancipador dos seus esforços.
Um direito humano básico
Sem educação não há formação. Há muito que a comunidade internacional reconheceu o facto que é hoje a base do seu empenho por este direito humano. O segundo Objetivo do Milénio das Nações Unidas exige o ensino básico para todas as pessoas do mundo. Registam-se alguns progressos, mas estes são lentos e divergem muito de região para região. A taxa de crianças que frequentam o ensino básico subiu apenas sete por cento entre 1999 e 2009 para um total de 89%.
Sem educação não há desenvolvimento
Sem educação não há desenvolvimento
Já hoje se sabe que em muitas regiões da África e da Ásia o objetivo não vai ser atingido até 2015. Nas zonas em vias de desenvolvimento apenas 87 em 100 crianças completam o ensino básico. Em muitos países mais pobres, quatro de dez crianças abandonam a escola antes do fim do curso. As que vivem em zonas rurais ou de crise, ainda têm menos oportunidades de ensino. Ainda há muito que fazer.
Não há desenvolvimento humano sem educação
Não obstante, a experiência nos países emergentes, na Índia e na China, demonstra as grandes vantagens económicas da Educação. Nos anos 50 do século passado, as condições de vida na Coreia do Sul eram piores do que em muitos estados africanos hoje. A par como uma melhoria do setor da Saúde e acesso a contracetivos, a construção de um sistema de ensino com oportunidades iguais para homens e mulheres conduziram a uma redução da taxa da natalidade e um «boom» económico.
Milhões de crianças em todo o mundo são exploradas como mão de obra barata e não podem frequentar a escola
Milhões de crianças em todo o mundo são exploradas como mão de obra barata e não podem frequentar a escola
O crescimento económico em flecha da China também é um resultado da sede de saber: a Educação é um valor central para quase todos os chineses com menos de 25 anos. Ela determina a vida dos mais jovens. Mas a China também é um exemplo para o número ainda demasiado elevado de regimes que apostam mais no ensino sem aumentar a liberdade. Este modelo só funcionará enquanto tiverem o apoio da maioria da população.
A vontade de participar
A longo prazo nenhum regime sem legitimação democrática poderá resistir às reivindicações de uma população educada, que conhece os seus direitos. Nessa altura abrem-se as perspetivas para uma transformação democrática, para mais participação política, como provam os acontecimentos em países como a Rússia, e, de forma mais atenuada, na China e nalguns estados do mundo árabe. 
A educação é um direito humano fundamental
A educação é um direito humano fundamental
A situação é mais complicada em países como o Zimbabué, o Afeganistão e a Coreia do Norte. Enquanto a maioria aqui viver na pobreza, isolada do mundo pela propaganda política, sem acesso a educação nem informação independente, sem a possibilidade, portanto, de comparar o seu país com outros, os regimes e ditadores estarão seguros no poder. Mais uma razão para continuar a lutar pelo direito fundamental à educação.  
Autora: Ute Scheffer
Edição: Cristina Krippahl/António Rocha 
fonte: DW

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Egito: o ônibus(autocarro) do sexo masculino.

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As mulheres do Autocarro 678, diretor Mohammed Diab diz que a luta, por todos os meios, de três vítimas egípcias de assédio sexual e machismo começou.

Imagem de Ônibus 678. Allo cine © Distribuição Pyramide.

Um ônibus, três mulheres, um destino. Em  em sua primeira longa metragem as mulheres apresentam primeiro filme de ônibus 678, Mohammed Diab diz que viveu e lutou contra assédio sexual  em uníssono por três mulheres de diferentes origens.

Fayza (Bushra Rozza) é uma funcionária pública e mãe de dois filhos que mal pagam propinas. Seba (Nelly Karim) encarna sobremaneira a classe superior egípcia. Sensível à beleza da arte, ela passa seus dias fazendo jóias e estatuetas de arame em sua oficina, localizada no Cairo Velho, no coração da al-Khalili Khan souk.

A personagem de Nelly (Nahed El Sebaï) foi inspirado por Noha Rushdi, o egípcio primeiro a ser processado por assédio sexual em 2008. Lançado em 2010 no Egito, este filme fala aos egípcios que se identificam com os lugares, ruas e personagens filmados por Mohammed Diab.
Três mulheres humilhadas

Diariamente, Fayza sofre mal do sexo masculino. Ela gostaria de tomar um táxi, mas seu orçamento não permite. Deve tomar o ônibus se ela quer pagar a escola privada de seus filhos. Caso contrário, eles serão obrigados a frequentar escolas públicas devastada com 95% das escolas egípcias.
 

Velada e vestido com roupas largas, Fayza tentando esconder todas as formas que possam causar qualquer desejo. Mas quando ela entra no ônibus nada é feito. O predador masculino procura por presas. É isso aí. Ela se esquiva, em silêncio. Muito rapidamente ela não pode mais ficar calada e deixar que isso aconteça. Humilhado, ela grita e fere o seu agressor. "Ela é louca", exclamou o homem busca o apoio de outros passageiros.

Em um ataque de machismo generalizado, a vítima se torna o carrasco. Vaiado ele olha, Fayza deixa o ônibus. Ela perguntou para ele, algumas pessoas pensam. A mulher sedutora tem o que ela merece.

Diante de uma sociedade desigual e machista, Fayza decide defender-se e humilhar aqueles que a humilham. Quando um homem faz empreendimentos para acariciar suas nádegas, Fayza reage combativo, cortar-lhe o sexo.
 

Denúncia, apesar de pressão da família
 Sebá circula em 4x4. Ao contrário de Fayza, não é obrigado a tomar o transporte público para chegar ao seu estúdio. Mas o assédio sexual não poupa as mulheres ricas. Em uma noite, sua vida mudou. Grávida, ela acompanha o namorado para uma partida de futebol. Após a vitória, a cena de júbilo nas ruas de Cairo. A multidão é densa e decide por você.
Naquela noite, não Seba domina nada. Ela se esforça em vão. Ela é varrida. No rescaldo do ataque, o comportamento de seu namorado é típico de reações a  agressão que: uma combinação de vergonha, culpa e machismo.
Seba se recusa a ser educada. Ela organizou várias vezes por semana uma reunião de "autodefesa" na Cultura Sawi, um teatro e reuniões em Zamalek, um bairro rico do Cairo. Durante cada sessão, ela incentiva as mulheres a verbalizar sua agressão. Quando? Quantas vezes? Onde?
Nelly dá uma representação na sala de transbordamento. Com seu noivo, ela tenta encontrar um caminho no "one man show (wo)." Como Seba, ela foi agredida. Como Noha Rushdi, Nelly queixa de agressão sexual, apesar da pressão de sua família. 

Um homem, ferido
 O destino dessas três mulheres revela subtileza e realismo com as características da sociedade egípcia, como a dificuldade de se casar, pobreza, ignorância ou mesmo design e prazer do sexo ...
Casar no Egito logo se torna um pesadelo. O marido deve garantir uma qualidade de vida para sua futura esposa. Os pais da noiva muitas vezes exigem um ouro, plana e jóias. E o noivo de Nelly abandona o one man show para uma posição no banco ...
Além das complicações de casamento, Mohammed Diab dá para ver os males da sociedade egípcia.  


Primeiro o silêncio.
 
    
"Por anos, nós colocamos nossas cabeças na areia. A vítima de abuso sexual é escondida, porque dá vergonha. Ninguém ousava se defender ", diz Iman, um professor de francês e ativista feminista no Cairo.
Vestindo um véu de correspondência rosa para suas jóias, luzes freneticamente batem na Imane com seu cigarro. Ela não entende que a agressão sexual pode ocorrer em um país predominantemente islâmico:
 

contra a nossa sociedade. O Islã proíbe a agressão sexual. Concluo que a religião é essencialmente uma aparição no Egito. "

As agressões sexuais não são novas, esse ouro não é muito longo como estas questões têm o seu lugar nas colunas de patos egípcios.

 
A lei sobre assédio sexual já está em questão

 
Sexo ainda é tabu em uma sociedade onde os clipes de cantores sensuais abundam nos canais de música. Imane nunca discutiu o sexo com sua mãe, pelo menos até o dia do casamento.

     "Após o casamento, minha mãe quebrou o silêncio e aconselhou-me a agradar meu marido. E o meu prazer em tudo isso? "Declara Imane.

Que tal uma lei contra o assédio sexual? Ela existe no Egito desde 2009. Antes dessa data, a agressão sexual não era um crime. Mas a luta continua por associações de mulheres desnorteadas pela posição de um membro da Irmandade Muçulmana da oposição que propôs recentemente a abolir a lei contra o assédio sexual.

Nadera Bouazza

 
Mulheres de ônibus 678. Um filme de Mohamed Diab (Egipto), com: Nahed El Sebaï, Rozza Bushra e Nelly Karim, Omar Saeed El - 01:40 - Lançado: 30 de maio de 2012
 

fonte: Slate Afrique 

Brasil: 'Nunca tinha visto um corpo assim', diz legista do caso Yoki.

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Marcos Kitano Matsunaga, executivo-chefe da fabricante de alimentos Yoki, foi morto no final de maio. Foto: Reprodução
Marcos Kitano Matsunaga, executivo-chefe da fabricante de alimentos Yoki, foi morto no final de maioFoto: Reprodução

O médico-legista que examinou o corpo do diretor-executivo da Yoki, Marcos Matsunaga, que teria sido assassinado e esquartejado pela própria mulher, afirmou ao jornalFolha de S.Pauloque em toda sua carreira nunca tinha se deparado com um corpo igual ao da vítima. "Nunca tinha examinado um corpo como o desse moço. Já fiz necropsias em vítimas de acidentes de trem, de carro, sempre muito mutiladas, mas nunca como nesse caso. Não consigo explicar como as partes do corpo estavam num estado de conservação que podemos considerar bom", afirmou o médico.
Foi Jorge Pereira de Oliveira, 64 anos, quem desmentiu a mulher do executivo, Elize Matsunaga, que havia afirmado que esperou dez horas até cortar o corpo do marido. Segundo perícia feita pelo médico, a cabeça e o braço do executivo foram arrancados com ele ainda vivo. "Até agora, o braço direito da vítima não foi encontrado. Porém, de todas as outras partes achadas, apenas o braço esquerdo apresentava estado avançado de putrefação. Todas as outras estavam num estado de conservação muito bom e não foi possível explicar o motivo", afirmou o legista. Outra versão de Elize contestada pelo laudo foi a de que ela teria atirado no marido quando ele ainda estava de pé. No entanto, a perícia apontou que o disparo foi feito de um plano mais alto que Marcos estava. A hipótese é de que ele podia estar de joelhos, sentado ou até mesmo deitado.
Empresário é esquartejado 
Executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, foi considerado desaparecido em 20 de maio. Sete dias depois, partes do corpo foram encontradas em Cotia, na Grande São Paulo. Segundo apuração inicial, o empresário foi assassinado com um tiro e depois esquartejado. Principal suspeita de ter praticado o crime, a mulher dele, a bacharel em Direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, 38 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 4 de junho. Ela e Matsunaga eram casados há três anos e têm uma filha de 1 ano. O empresário era pai também de um filho de 3 anos, fruto de relacionamento anterior.
De acordo com as investigações, no dia 19 de maio, a vítima entrou no apartamento do casal, na zona oeste da capital paulista e, a partir daí, as câmeras do prédio não mais registram a sua saída. No dia seguinte, a mulher aparece saindo do edifício com malas e, quando retornou, estava sem a bagagem. Durante perícia no apartamento, foram encontrados sacos da mesma cor dos utilizados para colocar as partes do corpo esquartejado do executivo. Além disso, Elize doou três armas do marido à Guarda Civil Metropolitana de São Paulo antes de ser presa. Uma das armas tinha calibre 380, o mesmo do tiro que matou o empresário.
Em depoimento dois dias depois de ser presa, Elize confessou ter matado e esquartejado o marido em um banheiro do apartamento do casal. Ela disse ter descoberto uma traição do empresário e que, durante uma discussão, foi agredida. A mulher ressaltou ter agido sozinha. No dia 19 de junho, o juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri no Fórum da Barra Funda, aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo e decretou a prisão preventiva da acusada.
fonte: terra.com.br

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