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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dois acompanhantes de Bubo Na Tchuto no momento de sua detenção, presos pelo governo guineense para investigações.

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Os dois homens asseguraram o transporte para o alto mar do antigo chefe da marinha e outros três oficiais guineenses presos pela brigada da DEA.

Capitão N'Tchama (centro) um dos detidos actualmente pelos Estados Unidos juntamente com o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto
Capitão N'Tchama (centro) um dos detidos actualmente pelos Estados Unidos juntamente com o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto.

Esta manha, os militares convocaram uma conferência de imprensa para se pronunciar sobre o assunto, mas tal não aconteceu, porquanto, segundo informações disponibilizadas pelo Estado-maior, o Presidente interino da Assembleia Nacional Popular, Ibraim Sory Djaló, interveio, convencendo que precisava ainda abordar o assunto com o Representante Especial do Secretário-geral das Nações Unidas, José Ramos Horta.

Mas, até a hora do nosso despacho, este propósito não se tinha concretizado, já que Ramos Horta ainda se encontrava ausente do país. Seja como for, o facto do Estado-maior querer falar com os jornalistas, indica quão as acusações sobre António Indjai, nomeadamente de contrabando de armas, tráfico de droga e outros crimes, ser uma matéria muito embaraçosa para as autoridades guineenses. A expectativa é enorme, enquanto Bubo Na Tchuto e mais outros dos seus colaboradores, estão sob custódia da justiça americana.

Ora, na operação da DEA, no princípio deste mês, que resultou na impressionante captura do antigo Chefe de Estado-maior da Armada, os dois elementos que faziam parte da equipa de José Américo Bubu Na Tchutu, afinal, foram soltos pelos agentes americanos ainda em Cabo-verde por não constituírem elementos importantes, ou seja, carentes de graves antecedentes que comprovem um histórico pesado no mundo de narcotráfico.

Tratam-se de Vasco da Silva, que, afinal, teria transportado Na Tchutu, da praia de Surro para Cacheu, através de uma vedeta, donde partiram depois para o navio que os esperavam ao largo da Costa, e Luís Sanha, piloto de piroga, civil recrutado por Vasco da Silva. Os dois estão sob custódia da contra inteligência militar e já foram ouvidos a respeito. Das declarações a que tivemos acesso, alegaram que o antigo Chefe de Estado-maior da Armada foi preso dentro das águas territoriais guineenses e a bordo do navio norte americano estavam cerca de cinquenta agentes da DEA que os esperavam em posição inimiga.

Os citados dois indivíduos, um militar da marinha e o tal civil, apesar de constituírem elementos de suspeita da inteligência militar, porquanto há quem considere curioso que os dois tenham sido libertados, após uma operação em que foram apanhados em flagrante delito, provavelmente serão postos em liberdade nas próximas horas.

Uma fonte do Estado-maior General das Forças Armadas disse a Voz de América que destes dois indivíduos apurou-se que a operação da captura de José Américo Bubu Na Tchutu contou com a participação de dois agentes da Policia Judiciária Cabo-verdiana. Uma informação que, para já, se se confirmar, vai alimentar ainda mais a vontade de algumas vozes dentro da actual estrutura do poder em querer hostilizar as autoridades de Cabo-verde sobre este caso.

fonte: VOA


Guiné-Bissau: EUA acusam Indjai de envolvimento em tráfico de drogas.

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Antonio Indjai é acusado de envolvimento num negócio de tráfico de armas e na importação de grandes quantidades de cocaína para os EUA.

António Indjai

A justiça americana acusou formalmente o chefe de estado-maior das forças armadas guineenses, António Indjai de conspiração narcoterrorista.

Num comunicado tornado público aqui em Washington, Indjai é identificado como co-autor de um plano, que previa a intermediação das forças armadas guineenses num negócio de armas, nomeadamente o fornecimento de mísseis terra-ar para a guerrilha colombiana das FARC.

Recorde-se que a mesma acusação recai sobre Mamadi Mane, um dos detidos recentemente no âmbito da operação encoberta da agência americana de combate ao tráfico e drogas, DEA.

Antonio Indjai é acusado de usar o seu poder e as suas funções, para envolver o estado e as instituições guineenses num negócio de tráfico de armas e na importação de grandes quantidades de cocaína para os Estados Unidos.

António Indjai, foi chefe do exército guineense e liderou o golpe de Abril de 2012 que afastou o governo do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

Estas acusações são semelhantes aquelas que foram feitas pelo mesmo tribunal de Nova Iorque contra o antigo chefe da marinha guineense Bubo Na Tchuto e outros 4 guineenses detidos no âmbito da operação da DEA.

Duas outras pessoas envolvidas na conspiração foram detidas na Colômbia e aguardam extradição para os Estados Unidos.

fonte: VOA

A França teria pago o resgate a Boko Haram? Após a libertação dos ex-reféns franceses, surgem dúvidas.

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Tanguy Moulin-Fournier, sa femme Albane, et son frère, Yaoundé, le 19 avril 2013 / AFP
Tanguy Moulin-Fournier, sua esposa Albane, e seu irmão, Yaounde, em 19 de Abril de 2013 / AFP

A família Moulin-Fournier é libertado e seu retorno à França é esperado para amanhã 20 de abril. Os sete franceses foram imediatamente levados para a Embaixada da França em Yaoundé. Laurent Fabius, o chefe da diplomacia francesa está a caminho para Camarões.

Mas agora, surgem questões sobre as condições de sua libertação. Alguma razão para que tenham pago aos sequestradores? Houve algum arranjo?

Questões que se colocam com situação ainda mais aguda do que nos lembramos das reivindicações da Boko Haram, quando a seita nigeriana confirmou ser o seqüestrador da família francesa, na cidade de Dabanga no extremo norte de Camarões, no dia 19 de fevereiro.

No primeiro vídeo postado no dia 25 de fevereiro de Boko Haram, incluindo a libertação de presos membros da seita na Nigéria e Camarões. Naquele momento, ou mais tarde, nenhum pedido de resgate é feito pela seita islâmica, pelo menos oficialmente.

Issa Tchiroma Bakary, porta-voz do governo camaronês e ministro da Comunicação foi o primeiro a anunciar a nova versão da família Moulin-Fournier, 19 de abril. Tem sido tranquilo na forma como as operações foram concluídas e apenas disse que este "foi feito sem alarde."

Tudo o que se sabe é que o casal Moulin-Fournier, seus quatro filhos e irmão Tanguy Moulin-Fournier, foram liberados na noite de quinta-feira para sexta-feira.

Do lado francês, é o mesmo assunto ou o mesmo critério. François Hollande, numa conferência de imprensa em 19 de abril, disse que era necessário que a França agisse discretamente.

O chefe do Estado francês fez simplesmente agradecimento "as autoridades camaronesas e nigerianas que trabalharam neste resultado positivo, incluindo o presidente Biya, em estreita cooperação com a França."

Hollande recordou a doutrina da França, que não era para pagar o resgate para seqüestradores.

fonte: slateafrique


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Dispositivo português diz tipo de sangue em minutos.

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Dispositivo português diz tipo de sangue em minutos


Uma jovem portuguesa criou um dispositivo capaz de identificar o tipo sanguíneo em apenas cinco minutos, uma solução que poderá ser de ouro em cenários de emergência e catástrofe. A invenção valeu a Ana Ferraz a vitória na Final Nacional da Imagine Cup 2013, a maior competição tecnológica à escala mundial dirigida a estudantes universitários.
 
O projeto "For a Better World" ("Por um Mundo Melhor", em português), desenvolvido pela aluna de doutoramento da Universidade do Minho, que agora representará Portugal na Final Mundial da prova, na Rússia, materializa-se num dispositivo portátil que permite, de forma automática e em sensivelmente cinco minutos, detetar o grupo sanguíneo.
 
Este sistema, que se baseia na tecnologia Visual Studio 2012 e que, segundo a Microsoft Portugal, "promete ser uma aposta forte na final mundial da competição", disponibiliza informações precisas que pretendem auxiliar profissionais de saúde em situações de emergência, reduzindo os riscos de incompatibilidade, nomeadamente em transfusões.
 
O dispositivo apresenta uma metodologia de determinação do grupo sanguíneo inovadora, mais rápida, mais simples e menos dispendiosa em comparação com os métodos tradicionais, podendo contribuir para a resolução de problemas como a celeridade na obtenção dos resultados, decisiva para a adequação do tratamento em emergências.
 
Outra vantagem da invenção de Ana Ferraz é a sua "portabilidade", já que pode ser transportado de forma simples, contrariamente aos dispositivos atuais, o que facilita a utilização em diferentes contextos.
 
De realçar que este equipamento possibilita ainda a análise e a realização de outros testes de pré-transfusão sanguínea, por meio dos quais é possível detetar a presença de antigénios no sangue do paciente e perceber que possíveis incompatibilidades podem existir no processo de transfusão, reduzindo a possibilidade de erro humano associada.


 
Esta segunda-feira, a estudante da Universidade do Minho conquistou, com este dispositivo, o primeiro prémio na final nacional da Imagine Cup, no valor de 3.000  euros, na categoria "Cidadania", e a oportunidade de representar o nosso país na "finalíssima" internacional da competição, que decorre, entre 8 e 11 de Julho, em São Petersburgo, na Rússia.
 
No total eram 10 os projetos portugueses a concurso na Imagine Cup. Tiago Fernandes, aluno da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), garantiu o segundo lugar ao vencer na categoria "Inovação" com uma plataforma - a Taggeo - que permite que utilizadores de telemóveis troquem mensagens geolocalizadas.
 
A completar o pódio ficou o projeto de uma equipa de estudantes da Universidade da Beira Interior, que ganhou na categoria "Jogos" com o desenvolvimento do jogo de plataformas Kieran's Journey, revelou a Microsoft Portugal.
 
Notícia sugerida por Andreia Melo


fonte: http://boasnoticias.sapo.pt

Mubarak é transferido de hospital militar para prisão no Egito.

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Khaled Elfiqi/Efe

Reuters
O presidente deposto do Egito Hosni Mubarak foi levado de volta para a prisão de um hospital do Exército, nesta quinta-feira, depois de parecer bem de saúde na audiência cancelada de seu julgamento sobre a acusação de cumplicidade no assassinato de manifestantes em 2011.
Centenas de partidários do ex-presidente bloquearam a rua em frente ao hospital, na noite de quarta-feira, atrasando a transferência, disse a agência de notícias estatal Mena.
"Nós te amamos Mubarak" e "Abaixo, abaixo o regime da Irmandade Muçulmana", gritavam os manifestantes, referindo-se ao grupo do novo presidente Mohamed Mursi.
O julgamento de Mubarak vai recomeçar em 11 de maio, informou um tribunal de apelações do Cairo nesta quarta-feira. A primeira tentativa fracassou no sábado, quando o juiz se retirou do caso e o remeteu para outro tribunal.
O juiz Mustafa Hassan Abdullah havia sido amplamente criticado por absolver seguranças acusados de atacar manifestantes num incidente em que multidões foram atacadas por homens montados em camelos durante o levante de 2011 que derrubou Mubarak.
Muitos egípcios ficaram furiosos quando Mubarak, de 84 anos, que estava gravemente doente no ano passado, apareceu em boas condições de saúde, sorrindo e acenando para o público no tribunal, no sábado, e houve apelos para que ele fosse enviado de volta para a cadeia.
O gabinete do procurador-geral disse que tinha decidido que Mubarak seria devolvido à prisão Torah, nos arredores de Cairo. Mubarak foi levado de carro do Hospital Militar Maadi para a prisão em um comboio da polícia fortemente vigiado nesta quinta-feira, informou a Mena.
(Reportagem de Shaimaa Fayed, Maggie Fick e Ahmed Tolba) 


Os Netos de Madiba argumentam que eles não são "avarentos", mas estão determinados a cruzar espadas na justiça.

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Billets de banque à l'effigie de Mandela, novembre 2012 / REUTERS


Os netos de Nelson Mandela emitiram um comunicado nesta quinta-feira criticando a forma como a mídia noticiou uma disputa sobre o legado do primeiro presidente negro da África do Sul, dizendo que a família do grande homem não está unida.

"Temos observado com consternação as insinuações e mentiras divulgadas recentemente contra as nossas mães e calúnias contra tias. (...) Nós também vimos como o advogado Bizos e o ministro Sexwale tentaram usar os meios de comunicação sul-Africanos e de retratar os membros da família como insensíveis, desprovidos de respeito pelo nosso avô ", dizem os netos em um texto divulgado à imprensa.

Briga pública

Os Mandelas fazem referência a uma disputa divulgada na semana passada pela imprensa sul-Africana, em torno da gestão de dois fundos pertencentes ao Nobel da Paz, representando US $ 1,7 milhões no total.

As duas filhas de Nelson Mandela, agiram em nome da família, entrando com uma ação de despejo de três pessoas, incluindo o famoso advogado George Bizos, amigo do ex-presidente Sul-Africano, na gestão destes fundos de investimento.

Makaziwe e Zenani, as filhas, afirmam que o advogado George Bizos, e o ministro da Habitação Tokyo Sexwale e outro advogado são impossados como os diretores de harmonioso Investimento Holdings e do magnífico Investmento Holdings. Os três homens alegaram que foram nomeados pelo próprio Nelson Mandela.

Aos 94 anos, o herói nacional não é mais capaz de decidir sozinho.

"Não é uma grande quantidade de dinheiro"
A ação de Makaziwe e Zenani "não é uma questão de dinheiro, mas sim, exploração do nome do Mandela", dizem os herdeiros, em seu comunicado à imprensa:

"Esta ação visa ao contrário corrigir as anomalias de funcionamento e administração das duas empresas."

Filhas de Mandela não dão detalhes sobre as "anomalias" em questão.

"Teríamos preferido resolver a questão em particular com a família", acrescentou o comunicado. As duas irmãs e seus advogados "têm feito inúmeras tentativas nos últimos anos para resolver o problema sem recorrer ao tribunal, e para evitar que o caso se tornasse público. Mas, dada a confusão esmagadora, a nossa família não tinha escolha a não ser ir ao tribunal ".

A Imprensa do fim de semana, em particular, fez chamar atenção nesse negócio, jogando o amor dos sul-africanos, que eles chamam de "Madiba". Os jornais têm tentado mostrar que a discussão era sobre o controle de "milhões de Madiba" e que sua família já está disputando a herança, mesmo antes de sua morte.

Nelson Mandela passou 10 dias no final de março e início de abril no hospital para tratamento de pneumonia. De acordo com sua esposa Graça Machel entrevistada segunda-feira, disse que ele está bem.

AFP

quarta-feira, 17 de abril de 2013

OPINIÃO: SENTENÇA CEGA, COM HORA MARCADA.

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“Praia/Cabo verde - (Rádio Comercial, 13 de Abril de 2013) - A ONU, União Africana (UA), Cabo Verde e Brasil reuniram-se ontem na Praia para concertar acções para o debate sobre a Guiné-Bissau, que se realizará em Maio no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque.” In, http://www.gbissau.com/?p=5450.

Abram os olhos Camaradas, aqui está o perigo de uma demora na resolução de problemas que muitos de nós conhecemos só no formato e não no seu conteúdo, temos como exemplo esta crise global na Guiné-Bissau. Vista como um conjunto de problemas separados entre si, mas que formam um super problema, que, no entanto, constatamos os menos atentos a insistirem em soluções de chapa importada, trazida de outras realidades politicas e sociais que não a nossa, para introduzir à força, sem pelo menos lapidar as arestas, com o intuito de facilitar a adaptação necessária hoje, nesta Guiné-Bissau actual. É o que parece quando vemos uma equipa de “concertação” que prepara uma reunião para se discutir os problemas da Guiné-Bissau e, na sua configuração parece que é “alérgica” aos da Terra, ou talvez não, mas ressalta à vista a hipótese de uma resistência estranha em democracia por parte dos mesmos.

Este passo poderia ser melhor pensado antes de agir, para se evitar elações menos favoráveis à transparência deste processo na presente conjuntura. Sem complexos, com maior sabedoria acerca da profundidade real dos factos tratados, objectiva e subjectivamente, revistos com frontalidade. Tendo em conta os ânimos exaltados, os pré-conceitos implícitos nas acções de grupos diferenciados no terreno, com os seus pontos de vista, alguns obstáculos complexos dentro dum conflito político e militar que se arrasta há vários anos.

É um lugar comum repetir esta constatação que acabei de afirmar quando se fala da Guiné-Bissau, e no entanto, não é menos verdade, que estes “representantes” que se prepararam em reuniões, também eles, não substituem o Povo ou os seus legítimos representantes, sim, ainda vive gente no País.

Não vá o diabo querer repetir a “história” dos descobrimentos de há séculos, vamos ter de perguntar novamente quem “descobriu” quem (se a visita ou o dono da Casa), i. é, estão a repetir o erro de há um ano atrás, quererem falar dos outros na sua ausência, nas costas, na tentativa de ignorar a sua dignidade política, cultural e a presença física, ocupando os seus lugares de direito (lideres civis e políticos), na mesa das conversações/preparação desta reunião, já em andamento, pelos vistos, para a conclusão de trabalhos a apresentar em Maio deste ano no C. S. N. U. em  Nova Iorque, é?.

Pois parece que é o que está este grande grupo a tentar fazer, pôr de lado o Guineense, como no início deste conflito, e são eles: a ONU, a União Africana (UA), Cabo Verde e Brasil, “bailando” em reuniões mascadas de “concertação” para um debate sobre a Guiné-Bissau (sem a prata da Casa), que se realizará em Maio, segundo dizem, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, perguntamos, é uma reunião secreta?!

Porque não estão representadas as forças cívicas e politicas do País, não digo em Nova Iorque, por imperativos da política internacional, dada a “situação de transição” que tem sido um obstáculo em quase tudo, mas por favor, não pintem a realidade de cor de rosa para disfarçar, estamos atentos, só.

Vai ser uma festa em que a noiva irá nua com certeza (País), por recusar trajar com vestes importadas, e orgulhosamente por preferir um pano dy pymty, da Terra Sagrada, mas que estes amigos desconhecem ou não valorizam.

Por isso então, este conflito prefere a nudez que não se despe fora de Casa, como a única forma de iluminar mentes adormecidas nesta altura do campeonato, pousando olhos nos olhos, em qualquer lugar do mundo, como outrora, quando se “despiu”, fazendo brilhar, com dignidade no discurso de um intelectual revolucionário dos anos /60, na voz activa de – Amílcar Cabral – que hoje, vozes dissonantes, de desconhecidos alérgicos aos donos da Terra, vão falar por nós, passear à custa de consensos colados com cuspo de “amigos”, num coro desafinado, falando apenas do formato deste conflito que arrasta, sem o conhecimento do recheio na voz própria e do Povo, só.

Se não é permitido ao noivo entrar na “igreja”, como pode haver “casamento”? Isto levanta uma suspeição que em nada irá beneficiar o espírito positivo que todos queremos, será isto verdade ou estou a sonhar, como pode ser possível fazer isto com um País que tem um Povo dentro, o próprio não fazer parte destes preparativos, mas, ficar a aguardar por resultados de uma reunião feita longe de tudo e de todos, completamente fechados sobre si, não, aqui há gato!

Isto é um sinal de desconfiança negativa do filho da Guiné-Bissau como testemunho num percurso onde vão falar do próprio. Tendo sido afastados de pensar os seus próprios pensamentos/problemas, recebendo ordens de fora para dentro, já fragilizados, não conseguem unir as diferenças, num denominador comum de interesse colectivo ao serviço da Nação.

É apenas um dos diagnósticos possíveis no meio de tantos outros, esta rejeição da participação directa do Estado, para falarmos directamente dos nossos próprios problemas, seja onde for e não o contrário. Ficarmos em Casa à espera de receber os recados depois é um erro crasso novamente cometido, como no inicio deste conflito, quando Portugal demarcou-se recusando a falar para dentro da Guiné-Bissau, hoje ninguém duvida que esta atitude agudizou mais ainda as dificuldades de compreensão entre as partes interessadas.

O que é que "eles" vão lá dizer sozinhos, pergunto, sem primeiro se sentarem na mesma mesa de preparação desta mesma reunião, com os da CASA primeiros interessados, e falarem dos vários diagnósticos deste processo politico, económico e social em crise profunda, as suas dificuldades generalizadas que mais não são do que a razão fulcral deste embuste político no País.

O que é no mínimo anti-pedagógico esta atitude politica da parte deste grupo que descrimina o papel sociopolítico do Guineense representando-se a si próprio, adivinhamos uma fraca politica tendenciosa, uma vez que as forças cívicas e politicas no País, continuam de fora, em segundo plano, à espera de um rebuçado ou bolo, que há de vir de fora para a Guiné-Bissau "engolir" sem mastigar, sem desconfiar, como miúdos a comer e calar, na hora do lanche.

Este movimento estranho, parece alinhar por baixo numa estratégia de promoção de um conjunto de leis e ordens, para concluir no Conselho de Segurança das Nações Unidas, seguidamente viajar dentro de um envelope para se cumprirem na Guiné-Bissau, isto é triste.

Porquê assim, perguntamos nós. Que tratamento é este?
Que sirva de exemplo, para uma boa reflexão profunda dentro de Casa. Ninguém duvidará, daqui por pouco tempo, acerca disto poder correr mal se este nó cego, no entanto não mostrar uma das pontas, pelo menos, para sairmos da crise quanto antes, será muito mau sinal para todos nós.
Quem sabe não funcionando esta reunião de “concertação” agora, seja o argumento forjado para uma entrada de forças estrangeiras no território nacional, enfim, o que identifica bem com o clima de “chantagem” que temos constatado em certos discursos na comunicação social, quando fazem entender que serão os últimos “cartuchos” desta comunidade internacional a jogar na Guiné-Bissau, e acabando, não há mais, será tolerância “0”, ou talvez não, pergunto?

Esse Sr. Ministro António Patriota (Brasileiro) que teve a feliz ideia da concertação, podia incluir pelo menos “um” patriota Guineense como representante da Terra, e tolerar o peso das suas ideias na reflexão conjunta desta concertação.
Este esforço podia tornar a “sintonia” pensada e desejada por V. Excias. ainda mais harmoniosa, não acha Sr. Ministro. Cabíamos mais uns quantos ilustres Guineenses na Sala VIP do aeroporto da Cidade da Praia, já que até se coloca a hipótese abrangente da, “à assinatura de um Pacto de Regime, elaboração de um calendário eleitoral, criação de um Governo inclusivo e à realização de eleições gerais antes do fim do ano…”. Com tudo isto na agenda, meu Deus, não se lembraram da melhor parte (os interessados), pois há aqui um erro crucial e antidemocráticos meus senhores, que ainda vamos a tempo de o corrigir, só.
António Patriota esteve em Cabo Verde, reuniu com Ramos Horta (porque não foram fazer esta reunião na Guiné-Bissau e falar com os outros, perguntamos nós), para analisar a crise político-militar na Guiné-Bissau, seguiu para Lisboa, provavelmente para acertar com O Ministro Paulo Portas, E OS GUINEENSES meus caros, não contam, como já descreve este vosso trajecto, traçado com régua e esquadro e emoção complexada, com falta de identificação às partes mais interessadas no assunto, os Guineenses, parece que tudo está decidido, partilhado.
Penso que vai fazer falta mais qualquer coisa para corrigirmos este trajecto descuidado, porque deixou uma má imagem, de prepotência, arrogância, frieza e imaturidade na análise de conflito desta natureza na Guiné-Bissau.
Penso que de entre todos os participantes, o Dr. Ramos Horta, é aquele que tem mais conhecimentos sobre o País (Guiné-Bissau), destacando este conflito político-militar, penso que não foi talvez quem orientasse este trajecto da concertação de “ideias” como se diz, sim, porque esperamos muito mais do nosso Prémio Nobel da Paz. Confiamos na sua experiência politica, administrativa e social de campo, por isso, temos fé e convicção ainda mais forte, acreditamos num final feliz, uma vez que, pelos vistos, não fazemos parte nas reuniões de preparação e nem avançamos sequer como ouvintes para lado nenhum, só.
Fazemos apelo ao seu estatuto de cidadão Guineense conferido a V. Excia, quando pisou o solo Guineense como representante das Nações Unidas, ganhou mais uma Nacionalidade, por competência, maturidade, amor e afectividade de um Povo, que agora olha para si como um amigo do peito e coração, como um filho da Terra, um Guineense do mundo inteiro, um internacionalista da paz universal e da liberdade do Povo oprimido, lembra bem, Che Guevara nesta missão.
Lembrará, com certeza, do Guineense até ao fim da sua vida, como um irmão, um camarada, um amante da Paz se Deus quiser.
DR. RAMOS HORTA, VÁ E FAÇA POR NÓS TODOS, O QUE NÃO PODEMOS FAZER EM VOZ PRÓPRIA, EM NOME DO POVO DA GUINÉ-BISSAU.
Justamente por isto, saberemos explorar e apurar sensibilidades que rodeiam as partes deste conflito, tirando as melhores conclusões, talvez só assim, possamos avançar com transparência total neste processo, pisando firmemente o solo, rumo à vitória que todos nós desejamos e, principalmente, este Povo Guineense. Viva a Guiné-Bissau.
Djarama. Filomeno Pina.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Explosões em Boston são um hediondo e covarde ato de terror, diz Obama.

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Em nova declaração, o líder americano disse que não está claro quem está por trás das explosões que deixaram três mortos e mais de 170 feridos na Maratona de Boston.


Em nova declaração, Obama disse que ainda não se sabe quem está por trás das explosões Foto: Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a afirmar que as autoridades que investigam as explosões na Maratona de Boston ainda não têm pistas sobre quem é o responsável por aquilo que ele classificou como um "hediondo e covarde ato de terrorismo". Em declaração à imprensa nesta terça-feira, Obama também elogiou o comportamento dos cidadãos de Boston, dizendo que é assim que os "americanos respondem ao mal". 
"Não está claro se quem está por trás das explosões são estrangeiros, americanos ou um indivíduo com más intenções", afirmou o líder americano, para em seguida dizer que assim que o FBI ou outros órgãos responsáveis pela investigação souberem de algo, os americanos logo serão informados. Obama também pediu para que os americanos sigam vigilantes e avisem as autoridades para qualquer atividade suspeita.
O presidente afirmou novamente que quem quer que tenha cometido os ataques será levado à justiça, e ressaltou que os Estados Unidos não serão intimidados pelo terrorismo. "Os americanos se recusam a ficar aterrorizados", disse.
Três pessoas morreram, entre elas um menino de 8 anos, e mais de 170 ficaram feridas quando duas bombas explodiram em um intervalo de pouco mais de dez segundos nas proximidades da linha de chegada da Maratona de Boston, uma das mais tradicionais do mundo, na terça-feira. 
"O que eu apresentei a vocês é o que nós sabemos. Nós sabemos que bombas foram detonadas. Nós sabemos que, obviamente, elas causaram um dano severo. Não sabemos quem as fez", indicou. "Não temos uma ideia da motivação ainda. Então todo o resto neste momento é especulação", concluiu Obama.
Obama iniciou seu curto pronunciamento dizendo que o pensamento dos americanos está com as  vítimas dos ataques e elogiou os serviços de primeiros-socorros, os médicos que atenderam os feridos nos hospitais, os padres que abriram suas igrejas e os cidadãos de Boston que ofereceram suas casas para os participantes da prova. "Vocês querem saber como nós respondermos ao mal? Aí está", disse o líder americano. 
Imagem - o Local de explosões isolado para investigações.
fonte: terra.com.br

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Senegal: Karim Wade preso por investigação sobre corrupção no Senegal.

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Karim Wade
Karim Wade era o braço direito de seu pai durante a sua presidência em 12 anos.


Polícia do Senegal deteve o filho do ex-presidente Abdoulaye Wade por suspeita de corrupção.

Karim Wade é suspeito de acumular ilegalmente cerca de US $ 1,4 bilhão de dólares ou (£ $ 900 milhões) de euro durante o governo de seu pai, disseram seus advogados.

Karim foi ministro durante o governo de seu pai de 2000 a 2012, e foi responsável pelo maior projetos de infra-estrutura e energia.

Os investigadores o tinha dado um prazo de até segunda-feira para provar sua inocência, depois de acusá-lo de corrupção há um mês.

Seus advogados disseram que tinha documentos apresentados e relativos aos seus ativos a um tribunal no início do dia.

"Ministro da terra e do céu"

Um dos advogados, Demba Cire Bathily, disse à agência de notícias Reuters que o Sr. Wade tinha sido "violentamente" afastado.

"Foi uma prisão arbitrária", ele comentou dizendo.

A promotoria anunciou uma investigação sobre o Sr. Wade e outros cinco ex-ministros no ano passado.

Que se seguiu à derrota de Abdoulaye Wade em Março de 2012 nas eleições presidenciais, por Macky Sall, que prometeu combater a corrupção.

Na época, muitos acreditavam o senegalês Karim Wade estava sendo preparado como sucessor de seu pai.

Durante o governo de Abdoulaye Wade de 12 anos, Karim Wade ocupou vários cargos ministeriais simultaneamente, incluindo o ministro de infra-estrutura e transporte aéreo.

Seu amplo portfólio o levou a ser apelidado de "ministro da terra e do céu", mas também o coloca no comando de uma grande proporção de orçamento do governo do Senegal, em um momento de grande escala em gastos com infraestrutura.

fonte: BBC News

Atenção internacional cai um ano após o golpe militar de Estado na Guiné-Bissau.

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Oficiais militares da Guiné-Bissau na capital do país, a 15.04.2012, alguns dias pós o golpe militar de Estado


A 12.04.2012, um golpe derrubou o Governo eleito democraticamente e instalou no poder um executivo que se afirma de transição. Atenção da comunidade internacional voltou-se para outros focos de crise.
Na noite de 12.04.2012, militares em revolta invadiram à força a residência do primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior.
É com relutância que ainda hoje o chefe do Governo democraticamente eleito recorda aquela noite, como disse numa entrevista exclusiva à DW África alguns meses mais tarde: "A minha casa ficou totalmente danificada. Saquearam completamente a minha casa. Os mobiliários que não conseguiram abrir, abriram a tiro. Está firmado, está fotografado", lembra Carlos Gomes Júnior.
Carlos Gomes Júnior, o primeiro-ministro destituído: poder civil não resistiu à vontade dos militares
Carlos Gomes Júnior, o primeiro-ministro destituído: poder civil não resistiu à vontade dos militares
"Em todo país democrático, tem que haver justiça", constatou o antigo candidato presidencial, que concorria pelo partido governista PAIGC ao cargo mais alto do país em decorrência da morte por doença, em janeiro de 2012, do antigo presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá.
"E todos estes atos, eu vou traduzi-los à Justiça. Eu vou exigir que essa gente seja traduzida à Justiça", prometeu, na altura, Carlos Gomes Júnior, também conhecido como "Cadogo".
Estava prevista, para aquele dia 12 de abril, a abertura da campanha eleitoral de Cadogo para a segunda volta das presidenciais. O primeiro-ministro era considerado o grande favorito, depois de sair em primeiro lugar na primeira volta, com 49% dos votos, quase a maioria absoluta.
Popularidade versus militares
Militares angolanos deixam Bissau, em junho de 2012: presença de Angola foi um dos motivos para o golpeMilitares angolanos deixam Bissau, em junho de 2012: presença de Angola foi um dos motivos para o golpe
O chefe do Governo gozava de muita popularidade porque soubera dar ao país, vítima permanente de golpes de Estado, alguma estabilidade que resultou até num crescimento económico.
Não obstante a sua popularidade, o político tinha um adversário de peso: o exército. Na Guiné-Bissau nada se faz contra a vontade dos militares. E estes ressentiram-se da tentativa de modernização das forças armadas levada a cabo pelo Governo com a ajuda de Angola. O objectivo era reduzir o número de soldados e oficiais e subjugá-los ao comando civil.
Carlos Gomes Júnior na presidência significava uma ameaça para o poder militar e o seu envolvimento no narcotráfico. Por isso detiveram o primeiro-ministro, seguidamente forçado a exilar-se em Portugal.
Em lugar do Governo formado pelo seu partido, o PAIGC, os militares revoltados instalaram um executivo civil, mas sem legitimação democrática. Desde então, o único acontecimento digno de nota foi  a detenção em alto mar, na semana passada, por agentes norte-americanos, do Almirante guineense Bubo Na Tchuto, que vai ser julgado por tráfico de drogas.
O novo governo da Guiné-Bissau: Sory Djaló, presidente do Parlamento, Serifo Nhamadjo, presidente, (centro) e Rui de Barros (dir.), primeiro-ministro
O novo governo da Guiné-Bissau: Sory Djaló, presidente do Parlamento, Serifo Nhamadjo, presidente, (centro) e Rui de Barros (dir.), primeiro-ministro.
Situação igual, sem eleições
Mas, de resto, pouco se passou nos últimos doze meses, a situação permanece a mesma e as eleições prometidas pelos golpistas não se realizaram. Por isso, o enviado especial das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, o prémio nobel da paz e ex-Presidente de Timor Leste, José Ramos-Horta, exige "a realização de eleições até ao final deste ano, a formação de um governo mais alargado para ser mais legítimo, para gerir o processo até as eleições o mais rápido possível – a partir de abril ou maio, deveria haver um governo mais alargado".
Ramos-Horta também disse querer a mobilização de recursos financeiros e materiais, mas afirmou que esta era "a parte mais simples. A parte mais complexa e sensível é o aspeto político".
Isolamento internacional
Apenas a Comunidade Económica e de Desenolvimento da África Ocidental (CEDEAO) reconheceu o Governo de transição, que se encontra internacionalmente isolado. Mas também a CEDEAO exige eleições até ao final do ano.
No entanto, adverte o analista Paulo Gorjão, diretor do Instituto português de pesquisa da política internacional (IPRIS), as eleições não são uma panaceia universal: "Não é suficiente repor a legalidade constitucional, embora evidentemente seja muito importante, mas é preciso, de facto, resolver de uma vez por todas os problemas que afetam a Guiné-Bissau: a reforma do sector de segurança e, por sua vez, ligada a isso, uma política mais pró-ativa no combate ao narcotráfico", avalia o especialista.

fonte: DW

Ruanda e Costa do Marfim: boa nota em desenvolvimento.

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Ruanda e Costa do Marfim: boa nota em desenvolvimento


Os dois países tiveram bons resultados no Relatório Europeu sobre o Desenvolvimento de 2013. Documento apresentado em Bona revela até que ponto o trabalho das organizações de desenvolvimento no terreno dá frutos.
O Ruanda mostra melhorias significativas no sector da saúde. Nos dez anos entre 2000 e 2010, a taxa de mortalidade infantil reduziu para mais de metade. Aumentou o número de pessoas que recebem assistência médica; há também mais crianças a ir à escola. Estes são alguns dos resultados que se lêem nas 350 páginas do Relatório Europeu sobre o Desenvolvimento de 2013. O relatório pegou nos exemplos do Ruanda, Costa do Marfim, Nepal e Peru para tentar avaliar a utilidade dos projectos de desenvolvimento europeus em África, na América Latina e na Ásia.

O Ruanda é apresentado como um caso particular: em 1994, membros do grupo étnico hutu mataram mais de 800 mil pessoas. A maioria das vítimas pertencia à minoria tutsi ou eram hutus moderados. O genocídio atrasou bastante o desenvolvimento no país.
Ruanda apresenta rápida evolução 
Stephan Klingebiel, do DIE (foto) considera que o Ruanda deve continuar a trabalhar com os olhos postos no futuroStephan Klingebiel, do DIE (foto) considera que o Ruanda deve continuar a trabalhar com os olhos postos no futuro
Entretanto, o Ruanda já conseguiu atingir um nível de desenvolvimento superior àquele que se registava nessa altura, diz Stephan Klingebiel, do Instituto Alemão para Política de Desenvolvimento, o DIE. Klingebiel supervisionou o estudo sobre o Ruanda e afirma que "tendo em conta o genocídio de 1994, é interessante saber como é que o país conquistou estes êxitos em tão pouco tempo".

O relatório dá a resposta: o executivo ruandês investiu o dinheiro da ajuda ao desenvolvimento concretamente em projectos que combatem a pobreza, por exemplo. Mas o Ruanda está dependente dos doadores: 40% do orçamento ruandês é dinheiro da ajuda internacional, segundo o relatório sobre o desenvolvimento.

Stephan Klingebiel avisa que se o Ruanda quer continuar no bom caminho, tem de pensar a longo prazo, tentando "manter os seus programas para a redução da pobreza e para a ampliação das infra-estruturas sociais".

Tal como o Ruanda, a Costa do Marfim também registou melhorias nos últimos anos, diz James Mackie, do Centro Europeu para a Gestão das Políticas de Desenvolvimento (ECDPM), um outro instituto que ajudou a escrever o relatório.
"Economia quer voltar a erguer-se na Costa do Marfim", diz especialista.
No país, as condições para o desenvolvimento também foram desfavoráveis.
Depois das crises, Costa do Marfim quer recuperar. Na foto, o cenário perto de uma base operacional das forças republicanas, em AbidjanDepois das crises, Costa do Marfim quer recuperar. Na foto, o cenário perto de uma base operacional das forças republicanas, em Abidjan
Depois das eleições presidenciais de 2010, Laurent Gbagbo recusou reconhecer a derrota. Seguiram-se confrontos sangrentos, que levaram à morte de 3 mil pessoas. Depois da prisão de Gbagbo e do adversário Alassane Outtara assumir o poder, a situação acalmou no país.

Isso também se reflecte no relatório. James Mackie acredita que "depois de umperíodo marcado por crises, a economia do país quer voltar a erguer-se". No entanto, o país negligenciou o sector da saúde, diz Mackie. Os responsáveis querem agora mudar essa situação com um programa conjunto da Costa do Marfim com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que nos últimos dois anos se tem ocupado da saúde materna.

Apesar das histórias de sucesso na Costa do Marfim, acredita-se que é pouco provável que os dois países atinjam em 2015 os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, estabelecidos pelas Nações Unidas. Mas o Relatório Europeu sobre o Desenvolvimento olha já para o futuro. Os resultados apresentados no documento deverão influenciar também a agenda internacional para o pós-2015.
fonte: DW

Audiência de Bubo Na Tchuto decorreu esta manhã em Nova Iorque.

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Defensora oficiosa do antigo chefe da marinha guineense recusa comentar o processo e diz que depois da audiência segue-se a fase de apreciação de provas.

António Indjai (esq.) e Bubo Na Tchuto (Foto de arquivo)

BISSAU — Os guineenses assistiram hoje com alguma expectativa o início júridico do julgamento do contra-almirante, José Américo Bubo Na Tchutu, preso pelas autoridades americanas, sob acusação de envolvimento no tráfico internacional de droga, de armas e de ter assassinado um agente norte-americano.

Basta dizer que os contornos da apreensão e julgamento de Bubo Na Tchutu prometem apresentar perspectivas e um quadro de crispação interna muito preocupante.


Isto, dias depois do Ministro do Interior, António Suca Ntchama, ter exonerado o Director dos Serviços de Informação do Estado, Serifo Mane, cujas relações não têm sido boas nos últimos tempos, conforme informações apuradas pela Voz de América.

Nada ainda se sabe sobre as razões profundas da demissão de Serifo Mane. Mas, verdade é que muitas vozes, dentro do Governo e de outras estruturas do poder, têm questionado de como é possível que agentes americanos desenvolveram e executaram uma operação desta magnitude, a de apreensão de Bubo Na Tchutu, sem que seja do conhecimento dos serviços da inteligência guineense.

Aliás, dentro das estruturas militares, há quem defenda que os americanos tiveram um empurrãozinho e colaboração de alguém em virtude das divergências que Na Tchutu apresentava com algumas altas patentes da estrutura militar guineense.

Em face ainda deste cenário, envolvendo o Presidente de Transição e o Chefe do Governo, ambos citados pelas agências internacionais, informações disponíveis indicam que o Estado-maior General das Forças Armadas emitiu um despacho, no qual proíbe a deslocação de qualquer oficial militar para o interior ou exterior do país, sem a autorização prévia do Ministro da Defesa, e no caso de oficiais paramilitares, sem a autorização do titular do Interior. Esta medida, considerado de sobreaviso, propõe conter prováveis ou eventuais detenções de mais outros possíveis visados militares ou paramilitares, tal como aconteceu ao almirante José Américo Bubu Na Tchtu.

De referir, entretanto, que o Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação do Governo de Transição, Faustino Faustino IMBALI, encontra-se em Dakar, Capital senegalesa, devendo seguir mais tarde para a Costa do Marfim e a Nigéria.

Aos jornalistas, afirma que a viagem visa informar da situação política vigente, sobretudo quando o país está na fase final do seu período de transição e quando o processo da reforma no sector da defesa e segurança entra numa etapa de execução, sob financiamento da CEDEAO.

Faustino Imbali é portador de uma mensagem do Presidente de Transição, Manuel Serifo NHAMADJO, aos seus homólogos, isto numa altura em que o próprio chefe de Estado de Transição é citado como uma das figuras supostamente envolvidas com o mundo de narcóticos, nomeadamente na aludida operação que resultou na captura de Bubu Na Tchutu.

E, justamente, sobre este particular, o titular da pasta dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, "não tem dúvidas que tudo não passa de insinuações e que estas mesmas informações são falsas e sem fundamento", fim de citação.

fonte: VOA

domingo, 14 de abril de 2013

Guiné-Bissau: 13% mais próximo da guerra!

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Contra-Almirante José Américo Bubo Na Tchuto, considerado um Barão da Droga desde 2010 pelo Departamento d'Estado Americano

Contra-Almirante José Américo Bubo Na Tchuto, considerado um Barão da Droga desde 2010 pelo Departamento d'Estado Americano.


Passado 1 ano do golpe do 12 d'Abril na República da Guiné-Bissau (RGB), o cenário da encruzilhada não poderia ser maior, sobretudo após a detenção do Contra-Almirante Bubo Na Tchuto pela americana Drug Enforcement Agency (DEA), o qual já desde 2010 fazia parte da lista dos chamados "Barões da Droga", do Departamento d'Estado americano. Em cima da mesa estava uma transacção de 4 toneladas de cocaína, da Colômbia para a RGB.
Esta detenção obedece também a um ajuste de contas entre a DEA e Na Tchuto, já que consta que este terá assassinado um dos seus melhores agentes nos idos de 2010. De forma telegráfica, a RGB serviu de refúgio a 3 jihadistas mauritanos após terem assassinado 4 turistas franceses, no sul da Mauritânia na véspera de Natal de 2007. Entre fugas e capturas várias após o crime, os 3 assassinos chegam a Bissau, onde são detidos pelas autoridades locais em colaboração com serviços d'inteligência estrangeiros, conseguindo evadir-se de novo pouco tempo depois. Consta também que o conseguiram através da ajuda e influência do Contra-Almirante agora detido, passando a beneficiar da sua segurança directa. Os americanos, interessados em deter estes indivíduos, enviam para a RGB uma espécie de 007 da Agency em África, o qual acaba por cair nas mãos dos homens de Na Tchuto, sendo mais tarde morto à catanada e com um sinal claro da presença de extremistas islâmicos no local e no acto, já que o corpo estava degolado. Este detalhe reforça as desconfianças de que Bubo Na Tchuto, para além de traficante, terá ligações a células da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) na Mauritânia, na Guiné-Conakri, no Mali e na Gâmbia.
Quanto aos criminosos mauritanos, foram de novo capturados, enviados para o seu país d'origem, julgados e condenados à morte, em 2010.
Consequências da detenção de José Américo Bubo Na Tchuto
a) Percebe-se desta forma porque que é que as autoridades americanas têm pedido a colaboração do CEMGFA António Indjai, sendo que ao mesmo tempo não reconhecem as Autoridades Oficiais Provisórias. O interesse é mútuo, os americanos queriam deter Na Tchuto e Indjai queria livar-se dum concorrente. Decorria um processo de reabilitação da figura do Contra-Almirante no seio da instituição militar, a propósito duma tentativa de golpe d'Estado a 26 de Dezembro de 2011, a qual era acusado de ter liderado. Nada ficou provado, ou achou-se por bem que assim fosse e, Na Tchuto já tinha dito publicamente que só aceitaria o processo de reabilitação, caso fosse reintegrado como CEMGFA, destituindo desta feita o actual, António Indjai;
b) A primeira novidade da acusação apresentada pelos americanos é absolutamente demolidora para as duas principais figuras do Período de Transição. O Presidente Interino Manuel Serifo Nhamadjo e o Primeiro-Ministro Interino Rui Duarte Barros, são implicados nas gravações apresentadas como provas pela DEA. Um "depois de amanhã vou falar com o Presidente da República", terá sido dito por militar d'alta patente envolvido no negócio, sendo que outros também referiram noutros momentos que falariam com "o Primeiro-Ministro e com o Presidente", e que a comissão destes para olharem para o lado enquanto tudo decorreria, seria de 13% do produto/negócio (aqui não é claro se do valor da transacção, ou directamente do produto). Ambos gabinetes já desmentiram e demarcaram veementemente, tanto o PR como o PM destes factos, mas a verdade é que o estrago já está feito. Mesmo que se venha a provar que não são verdades e que foram ditos apenas para impressionar, a dúvida vai sempre pairar.
Uma segunda novidade, não menos demolidora, é a de que o pagamento da transacção seria efectuado em armas, incluindo mísseis terra-ar, legitimamente comprados pelo Estado guineense e depois entregues ao fornecedor da droga, o qual representava as FARC colombianas (agentes da DEA fizeram-se passar por elementos deste grupo marxista revolucionário);
c) Que credibilidade é que este PR e este Governo vão agora ter para continuar o seu trabalho? Do ponto de vista interno, o assunto "recenseamento biométrico/eleições" continua por se definir, há já um ano, sendo que o Período de Transição já foi extendido até ao final do ano, na espectativa de que tudo s'organize um pouco à portuguesa, em cima do joelho, para umas eleições com cadernos eleitorais desactualizados desde 2009, uma das justificações para a recusa da participação na 2ª volta das Presidenciais de há um ano, por parte de Kumba Ialá e dos restantes candidatos eliminados na 1ª volta.
Qual a credibilidade duma prevista remodelação governamental, inclusiva do PAIGC, após este ter finalmente assinado o Pacto de Transição?
Do ponto de vista externo, este Governo e Presidência Interinos, até estavam quase a serem reconhecidos pelas instâncias internacionais, já que estes tinham percebido a inevitabilidade dos respectivos apoios para que o calendário eleitoral fosse cumprido. A determinada altura, pareceu-me que tudo dependeria dum acordo prático que tardou. Marcava-se uma data concreta para a realização das eleições (com ou sem recenseamento biométrico, perdeu-se demasiado tempo nesse debate), aquando duma das reuniões magnas da CEDEAO, a União Africana apoiava, reconhecia o Período de Transição, o que permitiria a que as restantes instituições também o fizessem, sobretudo depois das boas vontades das Nações Unidas em nomearem Ramos-Horta seu representante e também após já este ano o regresso do FMI.
E agora, como fica? Alguém vai reconhecer? Sem reconhecimento não há financiamento e sem financiamento não há eleições. Continua-se a correr o risco, mas agora ainda mais que há um ano, da Comunidade Internacional pura e simplesmente abandonar a RGB e esta ficar ao nível da Somália, conforme já foi aventado pelo Secretário-Geral Ban Ki Moon e passar a ter golpes d'estado, mas de bairro e diários. Haverá certamente sectores na RGB e arredores, interessados em que assim seja e que o poder caia na rua. A RGB pode correr o risco de desaparecer, como já muito bem advogaram o antigo Embaixador Francisco Henriques da Silva, o Representante do Secretário-Geral da ONU Ramos-Horta e demais entendidos no país e na região;
d) Para além da Primatura e da Presidência, a instituição militar também sai muito mal na fotografia. Nas notícias que saiem a público fala-se em oficiais d'alta patente envolvidos, que por ora os nomes são omitidos, mas que muito provavelmente virão a público a partir do próximo dia 15,  data do início do julgamento em Nova York. Com a perspectiva duma mais que certa sentença de prisão perpétua, o mais certo é que os detidos aceitem colaborar e abram jogo, garantindo a redução de penas.
Por outro lado, o Capitão Pansau N'Tchama também está a ser julgado em Bissau, tendo já "disparado" em várias direcções militares e civis (ver gbissau.com )
Quem se aguentará no Poder em Bissau, no meio deste fogo cruzado? Certamente que haverá sectores, indivíduos que optarão por uma fuga para a frente, numa lógica de "perdido por 1, perdido por 1000".
O cenário poderá ser catastrófico, com um regresso a uma guerra nunca tão sangrenta como agora, baseada nas disputas pessoais, ajustes de contas antigos, tensões étnicas e agora religiosas também, sobretudo entre muçulmanos sunitas e xiítas. Um dado novo e recente, este último.
A Guiné-Bissau no contexto da guerra do Mali
O problema do tráfico de droga, trata-se duma questão de dimensão regional e não apenas da RGB. Ora se um dos objectivos da intervenção militar francesa no norte do Mali é o de eliminar os grupos jihadistas que aí encontraram guarida, então convém começar a tratar do assunto a montante, precisamente na RGB, evitando a entrada da droga, cujos dinheiros irão alimentar estes grupos, a par do tráfico d'armas e outros, já que nestas zonas inóspitas do Sahel tudo se trafica, incluindo pessoas/crianças.
Neste sentido, parece-me que a abordagem levada a cabo desde o exterior está a ter esta dimensão e esta coordenação regional.
A grande preocupação actual da CEDEAO relativamente ao Mali, é a de começar a trabalhar os mecanismos burocráticos e legais, para em breve transformar a AFISMA* numa Missão de Peacekeeping. Ora seguindo a lógica da abordagem regional, poderá estar no programa o alargamento/extensão no futuro desta Missão de Manutenção de Paz para a RGB. Mas para que a paz seja mantida, parece-me que primeiro é necessário que haja guerra, cenário cada vez mais provável de acordo com os acontecimentos da última semana.
Como nota final, uma curiosidade local, um wishfull thinking bissau-guineense transversal a toda a sociedade. É normal ouvir-se nas conversas de salão e de café, na RGB e junto da diáspora o seguinte desabafo: "Isto só lá vai com o país a ser governado pelas Nações Unidas", numa alusão clara à presença e exercício da UNTAET em Timor-Leste entre 1999 e 2002, a qual deteve de facto totais poderes executivos, legislativos e judiciais no país. Ora a chegada de Ramos-Horta à RGB veio certamente alimentar esta chama, a qual norteará cada vez mais o cidadão comum da RGB à medida que a situação se for deteriorando. Há a noção da necessidade duma purga. Mais uma, mas que dada a gravidade e insistência da situação, se pretende que seja benígna e a última!

fonte: publico.pt

Guiné-Bissau: Bubo na Tchuto em tribunal na Segunda-feira.

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Cocaina apreendida pelas autoridades americanas no mar alto

Mistério envolve nomes de importantes figuras envolvidas no tráfico de drogas e que os Estados Unidos não revelaram.


João Santa Rita

O antigo chefe da armada da Guiné Bissau, José Américo Bubo na Tchuto deverá comparecer novamente em tribunal em Nova Yorque na Segunda-feira, isto numa altura em que se adensa o mistério sobre a identidade de várias outras pessoas que alegadamente estiveram envolvidas no plano de contrabando de cocaína mas cujos nomes não foram revelados pelas autoridades americanas.

Pelo menos uma dessas misteriosas personagens reivindicou acesso ao presidente da república e obviamente detém poder suficiente para nomear militares para o representar nas negociações sobre o trafico de drogas e armas.

Vários viajaram para encontros em países da América do Sul e tinham contactos na Holanda para onde queriam que fossem feitos pagamentos.

Bubo na Tchuto foi preso ao largo da costa da Guiné Bissau juntamente com Papis Djeme e Tchamy Yala no passado dia 2 de Abril. Os três compareceram em tribunal no passado dia 5 num audiencia em que o juiz marcou uma nova sessão para o dia 15. Todos fazem face a uma acusação  de conspiração para fazerem entrar drogas nos Estados Unidos e fazem face a uma pena máxima de prisão perpetua.

Dois outros homens, Manuel Mamadi Mané e Saliu Sisse, foram presos numa operação separada. Rafael Garavito-Garcia e Gustavo Perez-Garcia, ambos colombianos  foram presos no seu país e deverão ser extraditados para os Estados Unidos .

Mas a prisão destes sete homens deixa de fora os nomes de sete outros guineenses referidos nos documentos publicados pelo Departamento  de Justiça americano apenas como   CC 1, CC2, CC 3, CC 4, CC5 e ainda Entidade Militar da Guiné Bissau 1 e Entidade Militar da Guiné Bissau 2.

Pela descrição fornecida nos documentos alguns destes homens tinham acesso aos mais altos níveis do governo e das forças armadas e tiveram um papel activo nos planos, alguns deles aparentemente bem mais importante que aquele de Bubo na Tchuto.

Por exemplo em Junho de 2012 “num hotel no Brasil” CC 2 reuniu-se  com agentes americanos a operarem na clandestinidade, num encontro que teve como principal objectivo  “discutir o envio de cocaína da América do Sul para a Guiné Bissau que seria eventualmente transportado para, entre outros países, os Estados Unidos”.

Cerca de cinco dias depois CC 2 volta a reunir-se, agora em Bissau,  com os agentes americanos  e agora com Manuel Mamadi Mane e Saliu Sisse para discutir “a necessidade de se envolver entidades governamentais da Guiné Bissau na operação”.

É nesse encontro que Mane teria concordado em ajudar a obter armas para o grupo de guerrilha colombiano FARC organizando uma reunião com “CC 1 através de CC 3”.

CC1 é obviamente alguém de importância porque numa reunião a 2 de Julho o agente americano  explicou que tinha pedido um encontro face a face com essa entidade para “obter a aprovação de CC1 em movimentar  toneladas de cocaína para a Guiné Bissau usando carregamentos de uniformes militares “.

Nesse encontro CC 1 reconheceu que o plano para se obter armas seria feito através dele e do governo da Guiné Bissau

“É através de mim que vocês podem fazer isso. . . É através do governo e eu sou o único intermediário,” disse CC 1. Nesse encontro  CC 1 declarou também que iria discutir o plano com o presidente da Guiné Bissau afirmando que “depois de amanhã vou falar com o presidente da República”.

Nesse mesmo dia Mane disse ter recebido a informação através de CC3 que CC1 “queria um pagamento de 20.000 Euros” como  pagamento adiantado e mais tarde CC1 nomeou “entidade militar 1” como a pessoa que estaria encarregada do negócio das armas e para receber o primeiro transporte de cocaínas. “Entidade militar 2” passou  por outro lado a ser o representante de CC 1 em reuniões.

fonte: VOA


Fique de Olho: JMN - “Cabo Verde está disponível para fazer o seu trabalho de casa”.

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O Primeiro-ministro mostrou-se satisfeito com o percurso de Cabo Verde e assume que é preciso acelerar o passo para atingir a meta de 0,740 no Índice Desenvolvimento Humano. Falando na manhã desta sexta-feira, 12, durante o lançamento do Relatório Mundial do Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), José Maria Neves regozija-se ainda pelo facto de o estudo apontar dados nos domínios da educação, saúde e do Desenvolvimento Humano com incidência do desempenho positivo de muitos países do sul em particular de países africanos.

JMN: “Cabo Verde está disponível para fazer o seu trabalho de casa”
Para o Primeiro-ministro “o crescimento económico não traduz necessariamente o crescimento humano, pois são precisos além dos investimentos, melhorar a equidade incluindo a do género, alargar a participação dos cidadãos, principalmente a dos jovens, resistir as pressões ambientes e gerir as alternativas demográficas”.
“Uma das questões fundamentais e desafios que se coloca hoje a África é a construção de estados capazes de gerir o pluralismo social e políticos existentes nos diferentes países, de construir uma visão de desenvolvimento, de garantir os enormes riscos que se colocam a humanidade neste momento”, defende Neves, dizendo que Cabo Verde deve fazer um esforço para cumprir as metas estabelecidas.
“Nós teremos desde já, no quadro das reflexões que as Nações Unidas estão a fazer, começar a pensar para além de 2015. Neste âmbito já consideramos novos horizontes para podermos fixar metas a nós mesmo. São metas ambiciosas em que podemos não realizá-las completamente, mas serão sempre elementos de tensão e objectivos para em torno deles mobilizarmos os cabo-verdianos e deste modo queremos no horizonte de 2030 ser um país de desenvolvimento avançado e poder ter um rendimento per capta de cerca de 12 mil dólares e poder ter um IDH assentado em 0,740”, perspectiva.
Por isso defende que todos os cabo-verdianos devem ser mobilizados para que estas metas sejam cumpridas. “Os factores subjectivos são fundamentais para o nosso crescimento. A autoconfiança, a autoestima, o pensamento positivo, a ambição a ideia de querer mais para esse nosso Cabo Verde são os elementos da dinâmica de crescimento”.
José Maria Neves diz ainda que podemos constatar que desde 2000 o país tem crescido em termos de Índice e Desenvolvimento Humano. “Éramos 0,523 e hoje somos 0,568. Portanto fizemos esse percurso mas, não podemos estar satisfeitos. Temos de acelerar o passo no grupo de países de desenvolvimento humano, embora estando um pouquinho a mais de que os países da África Subsariana onde a média é 0,465”, avalia o Primeiro-ministro.
José Maria Neves aproveitou ainda para tranquilizar os cabo-verdianos pelo facto de alguns analistas estarem a falar da "troika" em Cabo Verde e que o país poderá ser obrigado a ter um acordo com o Banco Mundial e a FMI.
“Cabo Verde desde 1975 tem acordos com o Banco Mundial e com o FMI e anualmente recebemos ajuda orçamental do Banco Mundial e do Banco Africano para Desenvolvimento. Portanto, se continuarmos com acordos no sentido de continuar a dar-nos ajuda orçamental não sei se será troika, ou o que será. E alguns desses analistas são professores universitários, e temo pela qualidade das aulas que dão”, critica o Primeiro-ministro, garantido que Cabo Verde continuará a manter relações normais com estas instituições financeiras internacionais.
“O importante é começar a criar ideias novas em Cabo Verde e não imitar o que os outros dizem. O relatório alerta para a necessidade de gerarmos ideias novas e é isso que recomendo aos nossos comentaristas quando falam em relação a Cabo Verde e ao seu futuro”, aconselha o Chefe do Governo.
Geremias S. Furtado

Senegal: Estabelecimento de um novo sistema - O governo quer uma comunicação consistente, organizada e eficiente.

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O ministro das Telecomunicações, Comunicação e Tecnologia Digital, Cheikh Bamba Dieye, presidiu ontem, o seminário nacional sobre comunicação do governo. Segundo ele, é para ser eficaz, deve ser organizado, coerente e alcançar o público na sua diversidade.
O governo quer mais consistência e eficiência na comunicação. É neste contexto que um seminário nacional foi aberto ontem, sob a presidência do Ministro da Comunicação, Cheikh Bamba Dieye. Trata-se, segundo ele, para fazer um diagnóstico dos problemas profundos na concepção e implementação de comunicação do Governo. Presidindo a sessão de abertura, o Sr. Dieye salientou a importância da comunicação que é uma ferramenta essencial para a governança democrática. Por isso, diz ele, permite a comunicação para comunicar através dos métodos mais abrangentes, o funcionamento e formas de intervenção das várias estruturas do Estado, de modo que as pessoas possam se beneficiar de impacto do serviço público mais eficiente. Ele enfatizou que o diálogo fundamental entre o Estado e as pessoas sempre foi uma preocupação do governo. Ele lembrou que várias experiências foram tentadas para lidar com esta questão. Nos primeiros anos de nossa independência, o regime governante tinha começado a mobilizar as pessoas para obter a sua livre e voluntária vontade, por si só para levar ao desenvolvimento. Assim, diz o ministro das Comunicações, num extenso programa de combinar modos de comunicação e métodos têm sido desenvolvidos. Estes incluem Ministério transportes, cinemas, rádio de comunicação, de educação rural que foi o alvo principal dos agricultores, pescadores e criadores. Mais recentemente, continua ele, a necessidade de uma comunicação eficaz ainda é fortemente sentida.
Consultas, diz ele, foram realizadas, mas os resultados nunca foram implementados. "Na era do Presidente Macky Sall que instalou seu governo sob o signo de sobriedade e, especialmente, o esforço de reconciliação que nós fornecemos para os senegaleses, cabe-nos a cumprir essa missão. Mesmo se a tarefa é complexa e muito difícil, dado o nível de desenvolvimento da nossa democracia e as pessoas com cidadão de base, mas também de pluralismo, o desenvolvimento dos meios de comunicação, eu não tenho dúvida de que o desafio será atingido através do empenho do Chefe de Estado, o primeiro-ministro e do governo ", disse Dièye. Ele indica que este seminário é a tradução de uma determinação do presidente da República que atribui grande importância para o bom funcionamento das instituições, mas também para atender as expectativas das pessoas que devem estar no início e no final de todos os processos . É por isso que ele deu instruções ao Primeiro-Ministro para uma ampla discussão sobre estas questões que deve ser organizado com tal finalidade, o estabelecimento de uma comunicação abrangente, coerente e eficaz para alcançar uma mais forte e entre eficientes poderes de decisão e as pessoas. "Para ser eficaz, a comunicação de governo deve, portanto, ser organizado, coerente, adaptada para afetar todo o público em toda a sua diversidade, urbana ou rural", disse ele. Em contraste, Cheikh Bamba Dieye achou que a falta de comunicação é um grande obstáculo que impede o diálogo de aproximação dentre administração e administrados. Isso resulta de um conjunto de barreiras na acumulação que impedem as pessoas de perceber o alcance total de ações definidas pelo Estado.

fonte: lesoleil.sn com tradução para o português por Samuel Vieira.


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