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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

domingo, 8 de setembro de 2013

Síria para Macky Sall, "a França não está sozinha".

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O presidente senegalês, Macky Sall, disse neste sábado, em Nice, França, que a "França não está só" sobre a questão da Síria, garantindo que "até a próxima semana, as coisas mudariam" com os relatórios dos peritos da ONU.

"A França não está sozinha (...) o que está acontecendo na Síria, condenamos de forma mais forte (...) Nós condenamos fortemente o uso de armas (químicas), nós precisamos do suporte da ONU (...) esperamos  por elementos de provas que virão a seguir. na verdade, pensamos que na próxima semana as coisas vão mudar ", disse ele aos repórteres, o presidente Sall, referindo-se ao relatório de especialistas da ONU sobre o ataque químico de 21 de Agosto perto de Damasco.

Sall falava após uma reunião com o presidente François Hollande, à margem da cerimónia de abertura dos 7º Jogos da Francofonia.

"Eu creio, que teria ele percebido, que o presidente Hollande sabia muito bem do G20 e que as linhas não estavam se movendo, mas o que vai mover as linhas, eu acho,  que vai ser a conclusão do relatório dos inspectores das Nações Unidas, e, certamente, na próxima semana".

fonte: Slate Afrique

sábado, 7 de setembro de 2013

Angola: Jornalista absolvido por inexistência do crime de que é acusado.

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O juiz Salomão Filipe absolveu hoje, em audiência de julgamento no Tribunal Provincial de Luanda, o jornalista Domingos da Cruz, acusado de instigação à desobediência colectiva.
No seu despacho de pronúncia, o juiz considerou a acusação improcedente por não haver, na legislação vigente, a tipificação do crime de que era acusado o réu.

O advogado de defesa, Walter Tondela,  referiu o estranho procedimento legal do procurador Rui André durante a sessão de julgamento. “O procurador estava à procura de uma nova disposição legal para enquadrar ou formular uma nova acusação contra o meu cliente”, disse o advogado.

Segundo Walter Tondela, “finalmente, o procurador Rui André concluiu que não havia enquadramento legal para as pretensões do Ministério Público e declarou a acusação como improcedente”.

A 8 de Agosto de 2009, Domingos da Cruz publicou um texto de opinião, no semanário Folha 8, intitulado “Quando a Guerra É Necessária e Urgente”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou-o de  ter perturbado a ordem pública e de ter incitado o povo à guerra, com a publicação do referido texto.

No seu texto, Domingos da Cruz opinou sobre os métodos de governação do presidente José Eduardo dos Santos a quem reputou de autoritário, corrupto e insensível ao sofrimento do povo.
  
No entanto,  a PGR apresentou queixa e formulou a sua acusação com base na Lei dos Crimes contra a Segurança de Estado (Lei  n° 7/78), revogada em 2010. Walter Tondela reiterou, para conhecimento público, que, na actual Lei dos Crimes contra a Segurança de Estado  (Lei  n° 7/78), “o crime de instigação à desobediência colectiva não consta em nenhuma redacção”.
  
Quanto ao desfecho do seu caso, Domingos da Cruz manifestou-se “tranquilo, do ponto de vista psicológico”.

Domingos da Cruz afirmou, ao Maka Angola, que a decisão do juiz em nada alterou o seu ponto de vista sobre o país. “Vivemos às ordens de um regime autoritário. Precisamos de reformas a todos os níveis.  Penso que já esgotamos as vias da escrita e de outros processos cívicos para influenciar mudanças”, disse.

“Só uma manifestação generalizada, ao estilo da Tunísia, poderá alterar esse quadro de abusos”, acrescentou.
fonte: makaangola

Nokia estava escondendo segredos da Microsoft, incluindo um smartphone.

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Nokia estava escondendo segredos da Microsoft, incluindo um smartphone
Um Lumia com Android estava nos planos da Nokia? (Fonte da imagem: Reprodução/TalkAndroid)

Ao que parece, a Nokia estava mantendo um plano B caso a parceria com a Microsoft e o Windows Phone não desse certo. Em entrevista à CNET, Joe Belfiore, chefe de design do Windows Phone, disse que a empresa estava escondendo alguns segredos, incluindo um smartphone.
Segundo Belfiore, há “exemplos reais” de que a Nokia estava desenvolvendo um dispositivo e mantendo as informações sobre o assunto em segredo. Dessa forma, a Microsoft priorizaria os seus planos de software sem saber exatamente o que a Nokia estava planejando a respeito do hardware.

segundo o The Verge apurou, um dos segredos diz respeito ao começo da parceria entre as duas empresas. A Nokia teria ficado frustrada com algumas restrições impostas pelo Windows Phone ao software da câmera do Lumia 1020.
De acordo com fontes familiarizadas com o assunto, a Microsoft teria feito mudanças essenciais no Windows Phone, e as restrições teriam tornando mais difícil o processo de armazenamento de grandes imagens, dificultando o acesso aos arquivos.

Deixarão de ocorrer agora que a Microsoft comprou a Nokia e a colaboração entre as empresas ajudará a gigante de Redmond a focar em suas prioridades.
Por exemplo: um recurso de compartilhamento de arquivos via Bluetooth é especialmente popular em países em desenvolvimento, mas a Microsoft não estava ciente de que os consumidores americanos não costumam usá-lo. “Nós nem se quer tínhamos esse recurso, e nunca compreendemos o quanto ele era crítico”, disse Belfiore.

E os outros parceiros?

A decisão da Microsoft em adquirir a Nokia é visto por muitos como uma forma da empresa garantir o futuro do Windows Phone. A marca finlandesa controla atualmente mais de 80% do mercado de Windows Phones, e os 20% restantes são divididos entre HTC, Samsung e Huawei.
E, ao que parece, a Microsoft não está muito preocupada com os outros parceiros e se eles ficaram chateados com a compra da Nokia. “Alguns dos nossos parceiros tem vindo e alguns deles tem ido ao longo dos anos”, afirmou Belfiore.
Com a Nokia integrando o time, a Microsoft agora quer triplicar sua participação no mercado do smartphones até 2018.

fonte: tecmundo


RDC: nenhuma amnistia ou integração para crimes graves.

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A enviada especial da ONU para a região dos Grandes Lagos, Mary Robinson, descartou a possibilidade de uma anistia e integração ao exército congolês dos rebeldes do M23 e outros grupos armados que cometeram crimes graves, informou no sábado, das Nações Unidas.

"Acreditamos que não devemos conceder anistia para os acusados ​​de cometer crimes graves e que essas pessoas não devem ser integradas nas forças armadas" da República Democrática do Congo, declarou a Sra. Robinson citado em um comunicado da ONU.

"Não vamos repetir os erros do passado ", disse o responsável, que efectuou  uma visita a região.

A declaração da ONU refere-se especificamente aos rebeldes do Movimento de 23 de Março, que enfrenta a batalha contra o exército congolês desde maio de 2012, na província de Kivu do Norte, na fronteira com Ruanda e Uganda, bem como os muitos grupos armados prevalente no leste da RDC .

A base do M23 é composta de ex- rebeldes que tinham sido integrados no exército congolês depois de um acordo de paz em Kinshasa em 2009. Esses homens então se amotinaram em Abril de 2012, em primeiro lugar, exigindo melhores condições de vida e a plena aplicação do acordo de 2009, que consideram que os termos não foram cumpridos .

O exército congolês prevê o final de agosto para fazer recuar o M23 da linha fronteiriça onde está ameaçada a cidade de Goma, capital do Kivu Norte, que os rebeldes ocuparam desde novembro de 2012 .

Na quinta-feira, a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos ( ICGLR ), que reúne onze estados, exigiu que o M23 parasse " todas as atividades militares" e que as negociações com Kinshasa se concretizem " dentro de três dias " .

Robinson, que participou da conferência, depois de passar alguns dias na RDC deve se encontrar sábado, em Kigali, Ruanda, com o ministro da Defesa, James Kabarebe e seu colega dos Negócios Estrangeiros, Louise Mushikiwabo .

A ONU e a República Democrática do Congo acusaram Ruanda e Uganda de apoiar os rebeldes do M23, o que Kigali e Kampala sempre negaram .

fonte: Slate Afrique

Histórico Ronaldo dá vitória a Portugal.

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Cristiano Ronaldo assinou um hat-trick e passou a estar a quatro golos de Pauleta, melhor marcador de sempre da seleção portuguesa.

Histórico Ronaldo dá vitória a Portugal

Por João Agre

Portugal venceu, esta sexta-feira, a Irlanda do Norte por 2-4, em jogo a contar para as contas do Grupo F, no apuramento rumo ao Mundial2014, que se disputou em Windsor Park, em Belfast. Cristiano Ronaldo marcou três dos quatro golos portugueses na partida, mantendo as esperanças à equipa das quinas para marcar presença no Brasil.
Para o desafio desta noite, Portugal estava proibido de perder pontos para as contas do Grupo F e só podia pensar na vitória frente à Irlanda do Norte.
Paulo Bento não fez grandes alterações na defesa e no meio campo luso. Para o ataque, o selecionador de Portugal optou por Vieirinha em vez de Nani. O jogador Wolfsburg jogou ao lado de Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga.
Com um ambiente hostil em Belfast, principalmente para Cristiano Ronaldo, que foi obrigado a ouvir os adeptos irlandeses a gritarem por Lionel Messi, o seu grande rival no campeonato espanhol, Portugal entrou a assumir o jogo mas algo nervoso. Fruto disso foi o primeiro cartão amarelo da partida, para Pepe, por protestos, logo aos sete minutos de jogo.
Aos 16 minutos de jogo, Bruno Alves ameaçou pela primeira vez a baliza da Irlanda do Norte, até que, cinco minutos depois, o central do Fenerbahçe conseguiu inaugurar o marcador. Na sequência de um canto da direita de João Moutinho, surgiu o primeiro desvio de Postiga ao primeiro poste, com a bola a sobrar para Bruno Alves que,  à entrada da área, rematou colocado de primeira, sem hipóteses de defesa para Roy Carroll.
Apesar da vontade de dominar o encontro, a equipa das quinas demonstrou algum nervosismo na defesa e desentendimento entre os jogadores. Aos 36 minutos, num pontapé de canto da direita de Ferguson, McAuley desenvencilhou-se da defesa lusa e cabeceou na área para o empate.
Perto do intervalo, Postiga foi expulso, deixando a equipa portuguesa reduzida a dez elementos. O avançado do Valência encostou a cabeça a McAuley e o árbitro holandês Danny Makkelie mostrou o cartão vermelho direto ao ponta de lança. O capitão Cristiano Ronaldo, na tentativa de defender o colega, viu o cartão amarelo por protestos.
Ao intervalo, a formação orientada por Paulo Bento estava empatada a um golo, resultado que não interessava aos portugueses.
A etapa complementar começou da pior forma para Portugal com o golo da Irlanda do Norte. Novamente num canto da direita cobrado por Ferguson, após o primeiro desvio de cabeça de Jonny Evans, a bola sobrou para Ward que encostou para o fundo das redes, fazendo a reviravolta no marcador. Contudo, o jogador da Irlanda do Norte estava em posição de fora de jogo.
Em desvantagem, Paulo Bento colocou Nani, que recentemente renovou contrato com o Manchester United, para o lugar de Raul Meireles e a Irlanda do Norte também viu um jogador ser expulso, deixando as duas equipas com dez jogadores.
Aos 68 minutos, e com mais um pontapé de canto, Cristiano Ronaldo saltou e cabeceou certeiro para o empate. Com este golo, o avançado do Real Madrid igualou Eusébio nos melhores marcadores da seleção portuguesa, com 41 golos. Curiosamente, o Pantera negra fez o seu 41º e último golo com a equipa das quinas frente à Irlanda do Norte.
Mas esta estatística durou pouco tempo, uma vez que, minutos depois, o avançado do Real Madrid marcou mais dois golos, um de cabeça (77’) e outro de livre direto (82’), ultrapassando assim a antiga glória do Benfica e tornando-se assim no segundo melhor marcador de sempre, atrás de Pauleta. Neste jogo, o hat-trick valeu três importantíssimos pontos.
Ainda esta tarde, a seleção russa goleou o Luxemburgo por 4-1, com 15 pontos. A equipa lusa mantém a liderança com 17 pontos, mas com um jogo a mais que os russos nas contas para o Grupo F de apuramento para o Mundial2014.
Portugal ainda tem mais dois encontros para disputar, a 11 de outubro frente a Israel e, a 15 do mesmo mês, diante do Luxemburgo, todos em território português.

Conteúdo publicado por SportInforma

fonte: sapo.pt

Rússia: Mentiras - Desinformação e Guerras Criminosas.

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Mentiras - Desinformação e Guerras Criminosas. 18835.jpeg

Obama esteve na Suécia numa curta visita de 24 horas a caminho da cimeira dos G-20 na Rússia. Na sua estada na Suécia nada de muito especial aconteceu. Tudo foi de acordo com o protocolo dessas ocasiões. Seu encontro com a mídia não apresentou nada de novo. Depois dessas 24 horas Obama partiu para o encontro dos G-20, na manhã de 5 de setembro. Essa viagem não deverá ter tomado mais do que uma hora e meia, mais ou menos.

Anna Malm direto de Estocolmo* 
 
Lá em São Peterburgo, que antes da queda da União Soviética era conhecida como Leningrado, Obama deverá ter encontrado uma outra realidade do que a experimentada na Suécia. 

Vladimir Putin, presidente da Rússia, vem rejeitando consistentemente as alegações americanas de que o governo da Síria de qualquer maneira estivesse usando armas químicas contra o seu povo. Vladimir Putin caracteriza essas afirmaçoes como extremamente absurdas, como um disparate. Isso ele o faz por boas razões e baseado em evidências substanciais.

O Ministro das Relações Exteriores da Russia, o Sr. Sergei Lavrov, depois de ter tomado conhecimento do relatório apresentado pelos americanos  tinha concluido que esse relatório não apresentava nenhuma evidência concreta que pudesse apoiar as suposições tomadas por eles como fatos. O Ministro acrescentou que de quando perguntando os americanos a respeito de informação mais substancial a resposta teria sido de que essas não poderiam ser dadas porque eram informações caracterizadas como classificadas, ou seja, secretas.. Entende-se então que o que realmente acontece é que não existem fatos a serem apresentados. [1]
Em 19 de março desse ano um ataque envolvendo substâncias químicas tirou a vida de 26 pessoas no norte da Síria. Esse ataque tinha apresentado todas as indicações de terem sido efetuados pelos rebeldes, dos quais o grupo mais importante e ativo é o grupo terrorista ligado a Al-Qaida, o grupo terrorista conhecido como an- Nusra, grupo esse então, que por incrível que pareça, e ao que tudo indica, continua sendo direta e indiretamente apoiado pelos Estados Unidos. Como isso se enquadraria numa "guerra ao terrorismo" é um assunto ainda por ser discutido, especialmente quando se tiver em vista discussões quanto a responsabilidades a serem distribuidas, e tomadas. Tribunais do tipo de Nuremberg, quando do final da segunda guerra mundial, é o que espontaneamente vem a mente.Nesse contexto vejamos então o que o respeitado analista Bill Van Auken [1] nos diz a respeito da situação hoje, 5 de setembro:- - O governo russo publicou na quarta-feira, 4 de setembro, o seu relatório de informações o qual tinha anteriormente sido apresentado as Nações Unidas, ONU. Esse relatório é baseado nas amostras e provas recolhidas por especialistas da Rússia, diretamente na cena do ataque na cidade de Khan al-Assal, cidade essa que fica  perto de Aleppo, e na no qual 26 pessoas morreram nesse ataque no qual substâncias químicas foram usadas, no 19 de março do corrente ano. A maioria dos mortos nesse ataque foram os soldados do exército regular do governo sírio.
Baseando-se nas análises dos elementos químicos e dos foguetes usados para lançá-los o relatório concluiu que o ataque tinha sido feito pelas milícias operando na Síria. Ressalto então que há inúmeros grupos terroristas vindo de muitos e muitos países a terrorizar a Síria, e que são essas que são entre outras apoiadas pelo ocidente e seus associados, e as quais denominam de "o povo sírio."
Tem-se então que o relatório afirmava que:-
"Foi determinado que em 19 de março os rebeldes lançaram um foguete Bashair-3 sem guia, contra a cidade de Khan al-Assal, a qual estava abaixo do controle do governo," afirmou o embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Vitali Churkin.
" O resultado da análise mostra claramente que os instrumentos usados para o bombardeamento não tinham sido produzidos em fábricas, e que esses continham sarin."  As análises químicas, disse o embaixador russo, demonstravam que não se tratava de "a standard chemical charge"- ou seja, "carregamento químico padrão"  a ser encontrado em  armas de forças governamentais. Em outra palavras, esses instrumentos seriam de construção não profissional. Via de regra instrumentos militares são de uma natureza profissional/militar.
Bill Van Auken disse então que Washington tinha rejeitado a ampla evidência de que os chamados "rebeldes" tinham armas químicas e de que as tinham usado. Ressaltou então que isso dava de cheio com os pretextos manufaturados pelos americanos, e associados, para prosseguirem com uma guerra que levasse a uma mudança-de-regime. A denominação "mudança de regime" é uma maneira ilusória de se apresentar um golpe-de-estado, armado ou não. 
Van Auken continua explicando, o que a mim me parece muito assustador, que o Ministério do Esterior da Rússia tinha chamado a Agência Internacional de Energia Atômica da ONU, para que essa providenciasse em urgência uma análise do potencial risco acarretado por um ataque aéreo americano acertando num pequeno reactor nuclear perto de Damasco. As consequências poderiam ser catastróficas e os russos querem ter isso exatamente esclarecido pela ONU.
Van Auken também disse que Vladimir Putin, o presidente russo, falando em Moscou nessa quarta-feira 4 de setembro, tinha  advertido contra um ataque unilateral por parte dos Estados Unidos declarando que tudo que, nesse contexto, estivesse fora do Conselho de Segurança da ONU, excepto por própria-defesa, seria agressão. O presidente Vladimir Putin tinha dito que o Congresso Americano poderia no máximo, dadas as circunstâncias, legitimizar uma agressão. O presidente russo ressaltou que isso era inadmissivel, por princípio.
O Presidente Vladimir Putin tinha caracterizado o Secretário de Estado norteamericano John Kerry como um "mentiroso", isso sendo por causa do testemunho do mesmo frente ao comité do Senado americano na terça-feira, 3 de setembro. Perguntado por um senador se seria verdade que os denominados "rebeldes" tinham sido, no decorrer do tempo, infiltrados pela Al-Qaida, Kerry tinha respondido "Não, isso não é, básica e realmente verdade. Isso é basicamente incorreto."
Vladimir Putin explicou que os grupos da Al-Qaeda constituiam os principais escalões militares lutando contra o governo da Síria, e que os americanose deveriam saber disso. O presidente russo disse que para ele então essa mentira tinha sido desagradável e surpreendente. Ele disse também que os representantes russos falavam com os americanos partindo do princípio de que esses seriam pessoas de bem e decentes, mas que se tinha que concluir que o representante oficial americano estava mentindo sabendo muito bem que o que estava dizendo era mentira.
Acrescento então que mesmo depois dos ataques com substâncias químicas de 19 de março, determinado pelos técnicos russos como vindo da parte dos "rebeldes," a administração de Obama continua agindo a respeito dos também trágicos acontecimentos ocorridos nesse último 21 de agôsto como se os "rebeldes" nunca tivessem tido nada a ver com substâncias químicas, e isso mesmo apesar da polícia da Turquia ter apreendido elementos do grupo Al-Nusra, grupo esse ligado a al-Qaeda, trazendo consigo a mortal substância química sarin. E agora aqui estamos. A espera de uma guerra ilegal e criminosa.
fonte: pravda.ru

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Eleições na Guiné-Bissau podem ser adiadas, admite Ramos-Horta.

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Dificuldades logísticas e de financiamento podem motivar o adiamento das eleições, justificou o representante especial da ONU no país. O atraso pode agravar a instabilidade polítia e social na Guiné-Bissau.
A informação foi dada por José Ramos-Horta quando falava, na quinta-feira (05.09), num encontro com jornalistas, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde participou numa reunião com os 15 membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o centro de informação da ONU, Ramos-Horta referiu: "é preferível que as eleições se realizem a 24 de novembro, mas se forem adiadas é para uma data muito próxima". O representante da ONU na Guiné-Bissau deixou o alerta: um atraso mais significativo pode "desestabilizar a situação política e colocar em risco tudo o que já se conquistou".
Amnistia para autores do golpe de 2012
Entretanto, o governo de transição da Guiné-Bissau anunciou pretender que os militares que protagonizaram o golpe de Esatdo, em abril de 2012, sejam amnistiados antes da realização das eleições gerais. A lei vai ser discutida na Assembleia Nacional Popular até à próxima terça-feira (10.09).
Presidente de transição guineense, Serifo Nhamadjo, na cerimónia de entrega de novas insígnias aos militares
De lembrar que, um mês após o golpe que depôs o governo eleito, a maioria dos partidos políticos da Guiné-Bissau rubricou um Pacto de Transição para gerir o país até as novas eleições gerais. Nesse acordo ficou assente que seriam amnistiados os autores do golpe de Estado militar.
Para já, o governo defende a lei da amnistia como garante da estabilidade antes do pleito eleitoral. "Entendemos que os guineenses devem reconciliar-se, pôr de lado todo o tipo de divergências e essa política de costas viradas, por forma a procurarmos uma paz duradoura e a estabilidade para o país", destacou Fernando Vaz, porta-voz do governo de transição.
Questionado sobre que tipo de amnistia será concedida aos autores do golpe militar, Fernando Vaz disse que tal compete aos deputados decidirem.

Recorde-se que, em 2007, a Assembleia Nacional Popular guineense aprovou uma lei geral de amnistia para todos os crimes de natureza subversiva ou militar cometidos no país desde a independência até 2004. Na altura, a lei foi bastante criticada.
"Cadogo" pode regressar ao país para viver como qualquer cidadão guineense
Também o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Antonio Indjai, defende que é preciso que os guineenses se unam para a estabilização do país.
Antonio Indjai (esq.) foi promovido a general de quatro estrelas e Mamadu Ture (dir.) a gerenal de três estrelas
Nesse sentido, Indjai terá dito que não tem nada contra o regresso de Carlos Gomes Júnior, antigo primeiro-ministro, deposto por ele no golpe de Estado.

A garantia foi deixada pelo recém-promovido brigadeiro-general Daba Na Walna, porta-voz do exército: "'Cadogo' pode voltar a qualquer momento ao seu país porque é um cidadão nacional, mas com a condição de vir para aqui viver como qualquer outro cidadão e com a segurança que é dispensada a qualquer guineense", disse.
Entretanto, após receber a patente de general de quatro estrelas, António Indjai garantiu que doravante os militares vão submeter-se ao poder político para a estabilização do país.
"Vou empenhar-me mais, vou redobrar as minhas forças para mudar a situação das Forças Armadas, porque temos que nos subordinar ao poder político neste país. Não podemos ser sempre motivos de problemas", prometeu o Chefe do Estado-Maior do exército guineense.
Os militares dizem estar fartos de ver seus nomes na imprensa como traficantes de droga na Guiné-Bissau. Assim solicitaram a criação de uma comissão de inquérito internacional para se saber quem é que realmente vende drogas no país, avançou Daba Na Walna.

"Que se crie o quanto antes uma comissão com a tarefa de investigar e descobrir se, de facto, o Chefe do Estado-Maior está envolvido ou se existem outras pessoas envolvidas no tráfico de droga para que as pessoas sejam responsabilizadas", afirmou o porta-voz do exército.
Novas patentes para vários oficiais das FA guineenses
Na quarta-feira (04.09), foram entregues novas insígnias a 18 oficiais dos diferentes ramos das Forças Armadas.
Daba Na Walna, porta-voz do exército
Tratou-se de conformar as patentes militares com as funções que os oficiais já desempenham, há alguns anos, e com o vencimento que já estavam a receber - esclareceu o Chefe de Estado Guineense, Serifo Nhamadjo.
"Não há nenhuma pretensão de agradar as Forças Armadas ou promover simplesmente por promover pessoas. Simplesmente quisemos aplicar as normas instituídas desde 2000", justificou Nhamadjo.
Sobre as novas insígnias, o general Indjai disse que em condições normais não seria ele a ser graduado com a patente mais alta das Forças Armadas da Guiné-Bissau.

fonte: DW.DE

Grandes Lagos: uma reunião de cúpula para nada?

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Foi talvez colocado muita esperança na reunião entre Kabila e Kagamé.

Les leaders de la région des Grands Lacs, Kampala, août 2012 / Reuters
Os Líderes da Região dos Grandes Lagos, em Kampala, em agosto de 2012/ Reuters

Os Presidentes da República Democrática do Congo (RDC) e Ruanda reuniram-se nesta quinta-feira, 5 de setembro em Kampala, Uganda, à margem de uma reunião de cúpula de chefes de Estado da região dos Grandes Lagos dedicados sobre à contínua crise no leste de DRC em Kigali, que é acusado de estar envolvido.

Não foi possível saber se Joseph Kabila (RDC) e a sua congénere do Ruanda, Paul Kagame, se encontraram face a face ou na presença de um mediador e / ou de delegações. Este é o primeiro encontro direto desde o pico do quinquagésimo aniversário da Unidade Africana, em Addis Abeba, em maio.

Uma série de conversações bilaterais continuaram na parte da tarde para permitir que " uma cúpula bem-sucedida de Kampala ", segundo o ministro das Relações Exteriores de Uganda Sam Kutesa, atrasou a abertura da cimeira da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos ( ICGLR ), prevista para o final da tarde.

Presidente Yoweri Museveni , anfitrião da cimeira no complexo hoteleiro de Munyonyo nos arredores de Kampala no Lago Victoria, também se reuniu com vários presidentes separadamente.

Relações frias
A RDC e a ONU acusam Ruanda, que nega veementemente, de apoiar militarmente o Movimento de 23 de Março ( M23 ), que enfrenta a rebelião desde maio de 2012, o exército congolês na província mineira de Kivu do Norte, na fronteira com Ruanda. O envolvimento ao lado do M23 de Uganda, que também foi negado, também foi apontada pela ONU no passado.

De acordo com o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Uganda, Elly Kamahungye, o presidente de Ruanda manteve conversações paralelas com seu homólogo tanzaniano Jakaya Kikwete, cujo país assumiu o controle da nova brigada de intervenção da ONU, recentemente implantado no leste da RDC para erradicar os grupos armados que abundam .

Esta brigada teve apoio do exército congolês em sua ofensiva no final de agosto para remover os M23 nos arredores de Goma, empurrando os rebeldes para cerca de 30 km da capital de Kivu do Norte, que tinham tomado por 10 dias no final de novembro 2012.

Ameaças veladas
Sr. Kagame e Kikwete trocaram recentemente algumas ameaças muito agressivas e veladas, depois que o presidente da Tanzânia aconselhou o Rwanda para negociar com os rebeldes ruandeses das Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda (FDLR ). Uma afronta à Kigali que exclui qualquer diálogo com o FDLR, considerado ex- milícias responsáveis ​​pelo genocídio de 1994 em Ruanda.

Os Chefes de Estado devem considerar o texto de quinta-feira, assinado na quarta-feira pelos 11 ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros da ICGLR, o que requer a recuperação " dentro de três dias " de negociações entre Kinshasa e o M23, iniciado em Kampala e que estavam suspensas desde dezembro até maio, e não devem ultrapassar " o máximo de 14 dias", de acordo com uma cópia cedida pela AFP .

"A M23 vai cessar toda a actividade militar e acabar com a guerra e as ameaças de derrubar o governo legal da RDC ", diz o texto, que também pediu que a brigada "excerça pressão implacável da ONU sobre o M23 e todos outras" forças negativas". 

CIRGL , organização sub -regional que compreende 11 países (Angola, Burundi, República Centro Africana, Congo, República Democrática do Congo, Quénia, Ruanda, Sudão, Tanzânia, Uganda, Zâmbia), fazem mediação entre Kinshasa e os rebeldes do M23 .

O presidente sul-sudanês, Salva Kiir também está presente, e os outros chefes de Estado que está sendo representado. Participaram como os enviados especiais da ONU para os Grandes Lagos, Mary Robinson, e o Presidente da Comissão da União Africana (UA) Nkosazana Dlamini -Zuma disse Kamahungye. Sem agenda específica o encontro não poderia ter acontecido.

Eterno recomeço
Esta é a sétima vez desde julho de 2012, que os Chefes de Estado da ICGLR estão reunidos para tentar encontrar uma solução para a crise no Leste da RDC, sem sucesso notável até agora.

Quarta-feira em Kinshasa, a Sra. Robinson afirmou continuar a acreditar no possível sucesso das negociações. Ela foi para Goma segunda-feira e deverá visitar Kigali na sexta-feira.

Sra. Robinson é responsável por apoiar a implementação do quadro de acordo, em Adis Abeba, assinado no final de fevereiro por 11 países africanos, incluindo Ruanda e Uganda. Os signatários comprometem-se a não apoiar os grupos armados no leste da República Democrática do Congo, uma região rica em recursos naturais que gera inveja .

fonte: AFP


Mali: O Presidente IBK começa mal.

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Este é o momento de subir ao degrau mais alto do pódio como vencedor da corrida para o Palácio Koulouba e comete o delito. Por enquanto peca pela omissão da palavra. Primeiro, o pecado de omissão . Em seu juramento, Ibrahim Boubacar Keita, como era esperado, manteve as principais prioridades que irão marcar seus cinco anos. Reconciliação nacional, preservando a integridade territorial e os valores republicanos que estarão no coração do programa do governo que está por começar. A escolha ditada pelo estado está atualmente no país, incluindo os experientes últimos 18 meses pela erosão da unidade nacional e da guerra contra os movimentos separatistas no Norte.

Mas se há um tema que merece ser registrado ao raio de luz neste discurso de juramento, mas que o presidente eleito não fez caso, é do secularismo. Em vez disso, IBK rachou um discurso que tinha esfolado ouvido e enfurecido o princípio da separação entre religião e Estado

Na verdade, o ex- candidato do alto Conselho Islâmico sem rodeios apontou na doxologia islâmica, multiplicando inshallah e outros bissimillah Rahmani Rahim (o nome de Deus, o todo Misericordioso ) .

Em um estado secular, há que admitir que há mistura de gêneros.

Eleito para a cabeça de um país que acabou de sair da ameaça islâmica, se é verdade que a ameaça está completamente descartada, IBK sabe melhor do que ninguém que os valores republicanos, que ele quer patrocinar prosperará somente sob terra do secularismo . Assim, caso não faça nenhum ponto desses em seus pontos, ele comete uma falha por omissão .

A pedido do por voz, então. Ele procede o discurso extático realizado em honra do ex-presidente Moussa Traore, que participou da cerimônia. Muitas pessoas, especialmente os pais das vítimas da sangrenta repressão da revolta de 22 de Março de 1991, que caíram das nuvens, ouvindo IBK cantar um hino ao seu antecessor distante. O novo presidente queria trazer o ex-ditador no panteão do Mali que não seria tomado de outro modo.

Pior ainda, a presença irritante de Moussa Traoré na cerimônia foi muito perceptível pela ausência do pai do Mali Konare da renovação democrática .

Como um homem tão consciente da política, como ele pode ter cometido tantos fora da pista na hora de trazer a maior carta do Estado ?

O mínimo que podemos dizer é que IBK teve um mau começo. Mas esperamos que ele corrija isso para perseguir seus projetos, que se anunciam titânicas.


Por: Alain Saint Robespierre

fonte: lobservateur

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Os presidentes da Costa do Marfim e do Senegal na abertura do 7 º Jogos da Francofonia.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Après
Os Presidentes  Macky Sall e Alassane Ouattara.

Bamako (Mali)
Os presidentes do Senegal Macky Sall e Alassane Ouattara da Costa do Marfim participaram sábado em Nice, França, na abertura da cerimônia da 7 ª edição dos Jogos da Francofonia, retratou a APA, fontes desportivas, na quarta-feira, na capital do Mali.

Os dois líderes africanos estiveram ao lado do presidente libanês, Michel Sleiman, o secretário-geral da Francofonia, Abdou Diouf, e o presidente francês, François Hollande, que presidirá a cerimônia às 19 horas, hora local, na Place Masséna.

Um concerto gigante e fogos de artifício sobre a Promenade des Anglais serão os destaques da noite, onde também devem participar vários ministros e autoridades dos Estados membros e os governos da Organização Internacional da Francofonia (OIF).

Realizadas alternadamente no Norte e no Sul, o Jeux de la Francophonie atenderá a cada quatro anos em torno dos jovens, artes e esportes, mais de 3.000 participantes que compartilham o conceito de língua francesa.

França sucede o Líbano que sediou a última edição de 2009, e é a Costa do Marfim que deve assumir a 8 ª edição em 2017.

Para esta edição de 2013 Nice, os participantes vão competir no atletismo, atletismo para deficientes, basquete feminino, futebol masculino, e as lutas africanas livres, tênis de mesa, ciclismo e rota de animação.

fonte: abidjan.net




As mulheres negras não são objectos sexuais.

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Por vídeos musicais retratam mulheres negras como objetos sexuais exóticos?
Cap écran du clip de Major Lazer,Bubble Butt.
Tela Cap do clipe do Maior Lazer, Bubble Butt.

Aos 17 anos de idade, Ikamara Larasi decide não se abrir aos videoclipes. Foi o que ela disse em um blog publicado no site do The Guardian.

Como qualquer uma de sua geração, ela ficou fascinada pela primeira vez pelo ataque diário de clipes na televisão. Mas a euforia é seguida pelo desgosto, Ikamara não endossa clipes que carregam uma imagem degradante das mulheres, especialmente as mulheres negras, étnicas. Ela observou que elas são, mais do que as outras, pelo excesso de sexualizada, reservado a animais exóticos.

Neste corpo fascinante, nádegas ocupam um lugar especial: muitas vezes elas aparecem em primeiro plano. Seja branco ou preto. O autor sugere a inclusão de um dos últimos serviços do artista Miley Cyrus no grupo de MTV. Uma jovem de cueca e trajada de macaco e acompanhada de movimentos eróticos.

Se se faz manter um clipe representante da visão das mulheres negras, pode ser que seja de Maior Lazer, visto na Bubble Butt. "É um exemplo perfeito de como as mulheres negras são retratadas em vídeos de música," Julga o autor.

Estas representações não estão limitadas a um tipo de música ou a um tipo de mulher. O autor da nota fala principalmente sobre sua experiência como uma mulher negra:

"De muitas maneiras, todos nós somos vítimas de discriminação. Como uma jovem mulher negra, minhas experiências de racismo e sexismo não são mutuamente exclusivas".

fonte: Slate Afrique em colaboração com The Guardian



Peixes africanos são sexualmente precoces, mas morrem jovens.

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Uma equipe de pesquisadores observou que alguns peixes Africanos vivem em ambientes hostis, e atingem a maturidade sexual rapidamente.
Nothobranchius rachovii. Wikimedia/ Andreas Wretström

A maturidade sexual pode tornar-se necessário, em certos tipos de animais. Um novo estudo científico, cujos resultados foram publicados na revista EvoDevo revela que pequenos peixes que vivem nos lagos africanos atingem a maturidade sexual muito mais rápidamente do que qualquer outro animal com uma espinha dorsal. Uma das espécies estudadas, como Nothobranchius kadleci começam a se reproduzir após 17 dias, relatou o site da BBC. A velocidade do processo também é confirmado no surto que ocorre após 15 dias. O Dr Martin Reichard e outros pesquisadores do Instituto de Biologia de Vertebrados da Academia de Ciências da República Checa têm estudado o processo de envelhecimento de duas espécies de peixes capturados no sul de Moçambique.

Vivendo em condições extremas, estes peixes são biologicamente obrigados a chegar rapidamente a maturidade sexual. Eles sabem que o seu habitat pode secar em menos de um mês, diz o Dr. Reichard. A velocidade com que o peixe se torna maduro, no entanto, surpreendeu a equipe de pesquisa. O kadleci Nothobranchius e N. furzeri afirmam que são necessários 17 a 18 dias para se tornarem sexualmente madura.

O crescimento explosivo, a maturação sexual precoce são características típicas de extremófilos - esses seres que vivem em habitats temporários e imprevisíveis.

fonte: Slate Afrique em colaboração com a BBC


Mali: IBK ao pé... da colina.

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Hoje(ontem), ele receberá as chaves do palácio Koulouba, coroado com a vitória no segundo turno das eleições presidenciais. Diante de uma platéia convidada, ele será empossado perante os juízes da Suprema Corte, as lentes claras de seus óculos, provavelmente, estão um pouco nublado com lágrimas de emoção. Os convidados aplaudem freneticamente, seguirão as chaves quentes que o privilegiam e que se agarram aos seus ombros, apenas por ele receber uma carga ainda maior.

A exultação passa, e ele poderá se sentir muito sozinho para reconstruir a casa, dos malianos, porque eles nunca se cansam de repetir, será uma tarefa de Hércules que estará de frente para o novo presidente do Mali. E estão conscientes os seus compatriotas, a começar pelo presidente interino, Traore, que, durante sua última visita a Ouagadougou, parecia mostrar interesse que a net tem em balizá-lo no terreno, para que haja menos obstáculos em seu caminho.

" ... É meu dever resolver os problemas antes da chegada de Ibrahim Boubacar Keita. Eu não quero que, uma vez investido, ele tenha que lidar com questões que, na minha opinião, foram deixados no passado. Sua agenda será extremamente ocupada e ele terá de resolver questões de natureza diferente ", confessou para justificar, entre outras coisas, a chegada do capitão Sanogo ao posto de General.

Gerenciar a questão da segurança e reanimar a economia serão as principais prioridades do novo governo. E para isso, a contribuição da comunidade internacional será de grande utilidade. Ela não nos abandonará especialmente no meio do caminho e que o mecanismo de desembolso dos três milhões prometidos por Bruxelas começa a se mover o mais rápido.

A recuperação de um Estado de uma guerra com derramamento de sangue, requer tempo, também é justo que ocorra tão logo o envio de 12 mil soldados da MINUSMA, esta força da ONU com mandato para estabilizar a situação nas principais cidades e contribuir para a restauração da autoridade do Estado em todo o país. O ideal será o apoio ao presidente democraticamente eleito durante seu mandato.

Ibrahim Boubacar Keita legalmente fazer da questão de Tuaregue, um assunto de Estado, a coluna vertebral do deserto sempre minou a integridade territorial, com certeza uma estratégia mais ousada de negociação. Na verdade, faz bem ao intestino longo, e inevitavelmente virá um dia em que se fará sentar-se para muita discussão, especialmente em frente de um velho equívoco de mais de meio século. O outro grande projeto que nasceu em 1946 em Koutiala na região de Sikasso , é a reforma do exército.

Difícil de manobrar é este grande elenco de generais silenciosos e inchados que precisam ser treinados e disciplinados. Para relações de boa vizinhança e de relações amistosas com os países estrangeiros, quer o controle da História e da extensa licenciatura em Política e Relações Internacionais do novo Presidente maliano que precisam de uma grande ajuda para ele.

Já neste programa, começou a traçar os caminhos através de uma visita ao Chade, ao Presidente Idriss Deby para agradecer o seu apoio militar ao Burkina Faso, onde ele também foi para dizer "obrigado " ao Presidente Blaise Compaoré por sua mediação. Se o caminho convencional é seguido, logo fará uma visita à França . " Um presidente Africano como nenhum outro! " Pode zombar de seus detratores que fariam um chauvinismo desagradável, fingindo esquecer que se Mali é reto hoje, foi graças à comunidade internacional.

Então IBK é à prova e está ao pé do morro do poder.


Por: Issa K. Barry

fonte: Lobservateur

Eventos nos EUA por ocasião dos 15 anos de prisão de antiterroristas cubanos.

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WASHINGTON. — Pelo menos oito atos públicos serão realizados entre 11 e 17 de setembro em Washington DC, Nova York e Boston para denunciar os 15 anos de prisão dos Cinco antiterroristas cubanos nos Estados Unidos.

Uma vigília frente a Casa Branca, o início da turnê do escritor canadense Stephen Kimber com seu livro Lo que hay del outro lado del mar. La verdadera historia de Los Cinco cubanos, e um cabido no Congresso, fazem parte do programa.
Os eventos buscam uma maior pressão política sobre Washington para que ponha fim a injustiça, segundo informou o Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco, como são conhecidos Gerardo Hernández Nordelo, Ramón Labañino Salazar, Antonio Guerrero Rodríguez, Fernando González Llort e René González Sehwerert.
Em 12 de setembro, data em que se comemora o 15º aniversário da prisão, “terão lugar protestos em todas partes do mundo frente a embaixadas estadunidenses”, informou o grupo solidário num comunicado tornado público, segunda-feira, 2 de setembro.
A vigília, assinalou o Comitê, começará nesse dia, às 12h00 “frente a Casa Branca para exigir do presidente Barack Obama a imediata liberdade de Gerardo, Ramón, Antonio e Fernando”, ainda presos em cárceres federais.
A esta convocatória aderiram organizações como All-African People’s Revolutionary Party, African Awareness Association, Answer Coalition, Code Pink, DC Metro Coalition to free the Cuban Five, DC Labor Chorus, International Action Center, Institute for Policity Studies, Socialist Workers party e Takoma Park Committee for Free the Cuban Five, e outras.
Entre as atividades já mencionadas se insere, em Nova York, a exposição Eu vou morrer como vivi, de Antonio Guerrero.
A exposição inclui 15 pinturas representando os 17 meses que eles passaram na solitária após serem detidos em Miami, na madrugada de 12 de setembro de 1998.
Hernández Nordelo cumpre uma sanção de duas cadeias perpétuas mais 15 anos de prisão numa penitenciária de máxima segurança em Califórnia; Labañino Salazar, 30 anos; Guerrero Rodríguez, 21 anos, 10 meses e cinco anos de liberdade supervisionada e González Llort, 17 anos e nove meses, termina sua condenação em fevereiro de 2014.
O quinto deles, René González Sehwerert, saiu da prisão em 2011 depois de cumprir sua sentença de 15 anos, depois passou ao regime de liberdade supervisionada e finalmente está em Cuba por um processo que incluiu sua renúncia à cidadania norte-americana.
Os Cinco tinham a missão de alertar seu país dos planos que grupos violentos do sul da Flórida têm fomentado e financiado ao longo de mais de meio século contra a nação cubana, na maioria dos casos com total impunidade das autoridades norte-americanas.
Um painel de especialistas da ONU advertiu desde maio de 2005 que a prisão destes homens é arbitrária e pediu sua libertação, mas o governo dos EUA não escutara, até hoje, essa solicitação. (PL)


fonte: granma.cu


terça-feira, 3 de setembro de 2013

GUINÉ-BISSAU: O QUARENTA, QUARENTA ANOS DEPOIS.

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"A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro."
John F. Kennedy


DISCURSO DE N`SALMA

No dia 23 de Agosto foi depositado no Supremo Tribunal deste país os estatutos e assinaturas necessárias a legalização de uma nova força politica. Um jornalista depois de ter feito a contagem dos Partidos Políticos nacionais, anunciou ao mundo que era a quadragésima que vinha a luz do dia neste país, depois de quarenta anos.

Isso me fez pensar em algumas coincidências que nos vinham ao espirito há já algum tempo. Mas hoje entendi que o que parecia apenas coincidências era algo maior e mais profundo. Ser o quadragésimo Partido Politico a ser criado nesta terra precisamente quarenta anos depois da Independência, era um sinal claro de que não era apenas mera coincidência, mas um sinal claro de que as pessoas ainda não conformaram com o estado do seu país, embora depois de tantos anos de desesperança e descalabro. Que ainda sonham, que vão buscar forças, insuspeitadas, dentro delas para tentar mudar este país. Principalmente os jovens.

Mas as “coincidências” (nada acontece por acaso?), ou os sinais que a Providência envia-nos, não se ficaram por aqui: quando semanas antes, por vontade de um simpatizante, obtivemos uma sede em N`Salma, não pôde deixar de lembrar-me do famoso discurso de Amílcar Cabral em que ele desvendava um pouco a sua ideia quanto ao período que se seguiria depois da Independência. Esse discurso ficou conhecido como o “discurso de N`Salma”.

Do tal “discurso” - ou “espírito” de N`salmah” (como o chamei em um texto que se encontra no grupo “Terceira Via” da Facebook) - Cabral preconizava a entrega do poder, depois da Luta, aos “mais esclarecidos e competentes filhos do nosso povo”.

Talvez já intuindo a sua morte breve, Cabral, disse nesse dia o seguinte: “(…) A Luta que levamos a cabo com a arma na mão para tirar os tugas do nosso chão, para a nossa Independência, é o programa mínimo que estamos a cumprir. Não pensem que vamos todos mandar em Bissau. Para aquele que era mecânico, electricista, pescador, agricultor quando entrou na Luta, irão ser criadas condições para ele continuar a sua actividade e viver o seu estatuto de combatente da liberdade da pátria. A nossa Independência termina em Ensalmá. Ela vai ser entregue à gente que virá ao nosso encontro para a assumir. Essa gente é que irá começar a cumprir o Programa Maior que é compor a terra, tarefa maior e mais complicada. (…)”

Conhecia as capacidades dos seus homens. Tinha-os mobilizado preparado e incorporado na Luta; tinha plena consciência das suas capacidades pessoais, ideias e espirito que os norteava ou norteou quando resolveram aderir a Luta. Sabia portanto que nunca poderiam cumprir o Programa Maior, mesmo com ele vivo, ao lado deles; e pior com ele morto; muito pior com ele morto por eles.

No texto referido em cima, disse que esse discurso “era uma heresia, uma traição” para uma certa “classe” de indivíduos que estavam na Luta. Pois na verdade, os “termos de referência” dessas pessoas não lhes permitiria serem os que encabeçariam o país depois da Independência, embora tenham lutado pela mesma. Seria isso um paradoxo? Não; era simplesmente da natureza das coisas. “(…) Aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro." Era simples, dentro dos moldes de bom senso, da normalidade, em qualquer sociedade e em qualquer país do mundo. Por isso já disse que a única revolução que necessitamos neste país é a “Revolução da Normalidade”. Pois no dia que voltarmos a normalidade tudo será diferente e melhor, como com todos os povos do mundo.

II

A PROVIDÊNCIA ESTÁ DO NOSSO LADO

No discurso que fiz diante do Supremo Tribunal, depois da entrega dos estatutos do nosso Movimento politico, não podia deixar de frisar a simbologia do facto de o Programa Mínimo de Cabral ter terminado nesse sítio, em N`salma, como Amílcar Cabral disse: “(…) A nossa Independência termina em Ensalmá. Ela vai ser entregue à gente que virá ao nosso encontro para a assumir. Essa gente é que irá começar a cumprir o Programa Maior que é compor a terra, tarefa maior e mais complicada. (…)”

Nos resolvemos ir ao encontro de Cabral, quarenta anos depois, para assumir o seu legado, o seu ceptro, e ser “essa gente é que irá começar a cumprir o Programa Maior (…)”, como ele sonhava a tantos anos. Sim, o nosso propósito é realizar o seu Programa Maior, a “tarefa maior e mais complicada”. É isto que nos move e nos fez levantar quarenta anos depois. É este o nosso espirito; o verdadeiro espirito de N`salma. È isto que nos move na criação deste novo Movimento politica. Mas quem somos nós?

Somos apenas aquele grupo de cidadãos que durante semanas de duras discussões, por fim gerou este partido? Não, seguramente não. Somos a ponta do iceberg que sempre é menor do que a imensa massa submersa. Na verdade somos o sentimento, de milhares de cidadãos, feito Partido. Movimento patriótico é o Partido esperado de um movimento grandioso de milhares que querem uma nova oportunidade para a sua pátria. Somos a parte visível de um acreditar e de uma revolta que esta latente no coração de milhares de nossos compatriotas. De milhares de jovens que sabem que chegou a hora de agir. Que não querem mais viver na podridão como os seus pais. Somos mais do que a arma da teoria, somos a teoria, a ideologia, o sentir, a revolta e a dor de todo um povo, metamorfoseado em um movimento, no qual aguardamos impacientemente a vossa chegada, numa união de vontades para um futuro grandioso caminhar. Pois sabemos que de nada valem as ideias sem homens que possam pô-las em prática. Por isso, este texto é para os que entendem a necessidade de um Movimento que preconizamos e dela querem fazer parte. No nosso contexto ele precisa de ser grande e poderoso, precisa de todos vos. Só nesta compreensão, conjuntamente com todos vós, ser o início do renascimento. Só assim seremos, todos juntos, o embrião de algo grandioso.

Nós, membros do nosso movimento, tratamo-nos pelo vocábulo “patriota” e não por “camarada”, “amigo”, “companheiro” ou “irmão”; nada que esteja contido nos significados dessas palavras define o nosso propósito. Uma pátria, tão destruída como a nossa, só pode ser construída por genuínos patriotas. Queremos que todos os patriotas entendam um dia que devem unir-se a nós. Que entendam que para criar um Movimento Politico Nacional, fazer uma Revolução nos costumes e hábitos, instruir uma Nação e finalmente construir um Estado forte e coeso, com uma governação mais do que competente, não basta querer. É preciso uma grande massa crítica, indivíduos brilhantes, dotados de uma inteligência e visão superior. Mas isso só será feito por homens sem medo. E independentemente do medo pessoal de sofrerem fisicamente, não tenham medo também de nada que é novo. Sejam novas ideias, novos caminhos, novos movimentos e novas acções. Serem como Kennedy que dizia: "A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro."

A Providência estava do nosso lado quando em 1 de Junho aprovamos os estatutos deste movimento na faculdade de Direito de Bissau, quando nos foi oferecida a sede em N`salma. Mas também estava do nosso lado quando humildes patriotas, cidadãos tão pobres como nós, nos ofereciam sedes em Jaal, em Safim e outras localidades. Quando cidadão anónimos, mesmo que pobres, mas imbuídos numa poderosa fé no triunfo do nosso Movimento, oferecem o pouco que têm, isso só pode dever-se a providência, que nos diz que se pode fazer politica mesmo sem se ser rico. Mesmo sem roubar o dinheiro do povo para isso. Pois não há maior contra-senso e injustiça do que roubar a um povo, para com esse dinheiro, manieta-lo de novo, com enganos, engodos, falsas promessas. A Providência está do nosso lado, mesmo que pela simples razão de que nunca poderia estar ao lado desses.

A Providência estava connosco quando nos foi permitido compreender a necessidade de um recomeço, quarenta anos depois, como se a Independência fosse hoje, A Providência esta do nosso lado quando entendemos que só com a junção a nós de todos os outros trinta e nove Partidos, movimentos, associações podemos criara a verdadeira mudança que é urgente e deve ser agora e não daqui há quatro anos. Não há um dia a perder, a pátria esperou demasiado, o povo foi já demasiadamente destruído. A Providência com a sua clarividência, bondade e paciência, aponta-nos o caminho certo, embora há muito que sabemos que não há outro.

Quem somos nós para desafiar a Providência?

III

TERCEIRA VIA: MOVIMENTO OU PARTIDO?

Porquê um Movimento e não simplesmente um Partido? Um movimento tem objectivos concretos e temporais e quando cumpre esses objectivos deixar de ter razões para existir não se pode perpetuar no tempo apenas para satisfazer as clientelas.

Um Movimento e não um partido político apenas; porque um Partido não se renova só pelo facto de ter novos militantes ou dirigentes. Um partido não é uma sede e militantes mais ou menos aguerridos à espera de recompensas materiais e postos no aparelho do Estado. É necessário acabar urgentemente com a retrógrada e criminosa mentalidade de que só podemos ser alguém na vida, só podemos realmente alcançar algo material (geralmente sem nenhuma capacidade para tal) se formos militantes de algum partido e levar a vida esperando que ela atinja o poder; ou estando ela no poder esperar que alguém na sua direcção política se lembre de nós e nos nomeie para qualquer posto.

Um Movimento se tiver que durar 10 anos será, se tiver que durar 20 também, mas quando desempenhar o seu papel histórico e deve sair da cena política. E isto independentemente da definição clássica da diferença entre um Movimento de Libertação e um Partido (casos do MPLA, FRELIMO e PAIGC durante as respectivas Lutas de Libertação. PAIGC era Movimento de Libertação, a FRELIMO como o nome indica, era uma frente de Patriotas lutando para a Independência. MPLA que agora é o “Partido do Trabalho” (sem nunca conseguir livrar-se do seu antigo e histórico nome de “Movimento” embora seja hoje “de facto” um Partido, com uma ideologia bem vincada e que sabe o que quer, estejamos de acordo ou não) foi o único que na altura tinha o nome “correcto” ou que definia a sua essência.

Este aparte é necessário para que se entenda que não estaríamos a formar mais uma força política apenas porque todas as razões apontadas por nós para isso sejam validas. Só isso não chega, há outras razões que se prendem com a estratégia, a situação política actual, a quantidade dos partidos, o nível de desenvolvimento sociológico e político da população, entre dezenas de outros factores e considerandos que devem ser analisados antes de se partir para este importante passo. Pois se “A ideia precede a acção como o raio precede o trovão”, as nossas ideias motivarão acções que por sua vez motivarão outras, que colidirão com terceiras e por ai fora, numa dinâmica que muitas vezes já não conhece (nem reconhece) os seus primórdios e paternidades.

 A responsabilidade de formar uma força politica séria é muito maior que a maioria das pessoas pensa. Por isso são formados tantos de ânimo leve. Devemos saber que uma força política pode mudar radicalmente a vida de centenas de seus militantes de um dia para outro. Pessoas podem morrer por pertencerem a um movimento político neste país. Por isso no dia da aprovação dos nossos estatutos na faculdade de Direito de Bissau, era o único que não tinha um semblante sorridente. O peso desse acto, da responsabilidade assumida era enorme. Mas sabendo também que com uma força política capaz, séria e combativa, poderemos mudar a existência do ser humano Guineense de uma vez por todas, não podia deixar de alegrar-me intimamente.

A alegria de ver esses jovens tentando mudar os seus destinos e não aceitar como os seus pais que devem ser conduzidos como carneiros por aqueles que não estão preparados para conduzir a nação nestes próximos quarenta anos. A tristeza de saber que terão que sofrer bastante, penar e perder muitas coisas já dadas como adquiridas para atingirem os seus fins.

Esta dualidade nos meus sentimentos, a alegria e tristeza, desse dia, ainda hoje me ensombram e me fazem recuar no tempo, para lembrar que antes de Cabral fundar o PAIGC já havia na Guiné e fora do território uma dezena de partidos e Movimentos que a história regista. Mas creio que havia muitos mais (que a História não registou, por insignificantes e provavelmente acabaram por cair no esquecimento) e mesmo assim criou o seu Movimento. O PAIGC sempre foi um Movimento (de Libertação primeiro e depois no poder) e não um Partido; e assim permanece até hoje (hoje mais do que nunca), por mais que o nome diga “Partido”.

Um Partido (que se preze e que se quer sério e competente) é uma determinada ideia, uma filosofia concreta, em suma, uma ideologia inabalável num tempo certo, com chefes certos. Pois uma mera substituição de dirigentes nunca será suficiente para desencadear o élan vital, o entusiasmo e o acreditar para a realização de objectivos transcendentais que nos esperam. Só assim podemos realizar o nosso destino como cidadãos, como indivíduos e finalmente como povo. Não há grandes realizações, não há “desenvolvimento”, não há o “sorriso da criança” sem o amor profundo ao Povo, sem querer desesperadamente a sua redenção. É somente no amor ao Povo que o ser humano se realiza e se torna o herdeiro da sua terra; se torna “naquele por quem se espera” e não “naquele que espera”.

No nosso comunicado de imprensa por altura da entrega dos documentos no Supremo Tribunal fomos claros no entendimento que queremos ser a Terceira Via politica, entre os dois grandes partidos nacionais. Uma revindicação antiga, consubstanciada no texto “OS FUNDAMENTOS TEÓRICOS PARA A CRIAÇÃO DO MOVIMENTO NACIONAL GUINEENSE” (publicado neste semanário ano passado, e de onde vamos extrair partes deste texto). Ser a alternativa há muito ansiada entre estes dois grandes blocos que formão este “centrão” cinzento, amorfo, destituídos de ideias, forças e ideologia clara para um novo recomeço.

Mas só isso seria pouco, pois mais que uma revindicação é uma certeza baseada no entendimento que uma Terceira Via não pode ser unicamente política, pois perderia todo o seu sentido. Entendemos a Terceira Via como algo maior que apenas um Partido Politica. Ansiamos por um renascer cultural, económico e social. Preanunciamos um renascer literário, musical, teatral, académico, tudo o que os homens cultivam e vivem em sociedades normais. Ansiamos fazer deste povo um povo culto, rico, sadio, bem vestido, com hospitais, escolas, parques, propriedades agrícolas, cinemas, bibliotecas, centros culturais, ruas, passeios, praças e mercados. Mas tudo isso em liberdade sem medo das suas forças armadas e o seu próprio Governo. Em liberdade para exercer o seu culto, a sua religião e seus costumes. Criar tudo que seja bom e necessário para que o ser humano seja finalmente ser humano neste país. Criar tudo que foi negado a este povo durante tantos anos e que todos os outros povos do mundo usufruem. É isso que queremos para o nosso país e povo e mais do que isso, sabemos que somos capazes disso, sem nenhuma dúvida. Mas, mais que uma certeza é uma constatação baseada no entendimento que uma Terceira Via não pode ser unicamente política, pois perderia todo o seu sentido. Entendemos a Terceira Via como algo maior que apenas politica. Ansiamos por um renascer cultural, económico e social. Preanunciamos um renascer literário, musical, teatral, académico, tudo o que os homens cultivam e vivem em sociedades normais. Só assim seremos parte do futuro Guineense.

Por isso este Movimento Patriótico deve ser social e cultural a vez, possuidora de forças capazes de gerar uma nova mentalidade, numa nova maneira de fazer “politica”, para por fim a “politica” servir o Povo, e não como até agora, servir o militante.

Mas isso só é possível quando o povo não for para nós uma coisa abstracta e longínqua. É nesta compreensão profunda, que disse várias vezes, que temos que amar o nosso Povo mais do que tudo neste mundo; e a nossa Pátria, criada por ele, acima de tudo neste mundo. E é essa compreensão que nos faz entender que a TERCEIRA VIA POLITICA é a única via que sobrou para este povo. Aliás, entendemos, numa certa acepção, que o povo em si é a própria TERCEIRA VIA, que é simplesmente a via do Povo. Por isso viemos para ficar, para realizar os objectivos sagrados, para redimir este povo e faze-lo triunfar finalmente.

Fernando Teixeira

Bissau, 1 de Setembro de 2013, o ano da criação do Movimento Patriótico


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