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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O comércio internacional de droga e a lavagem de dinheiro.

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O comércio internacional de droga e a lavagem de dinheiro. 19794.jpeg

O comércio internacional de droga e a lavagem de dinheiro
por Valentin Katasonov [*]

Em 01/Janeiro/2014 a Rússia assumiu a presidência do Grupo dos Oito (G8), um clube internacional que une os governos da Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Canadá, Rússia, EUA, França e Japão. Os países participantes do G8 representam cerca de 50% do PIB mundial, 35% das exportações mundiais e 38% das importações. A 40ª cimeira do G8 será em Sochi, Rússia, dias 4-5/Junho/2014. A Rússia propôs para a cimeira uma agenda na qual o comércio internacional de droga está no topo da lista.

Lavagem de dinheiro: A ligação entre o comércio da droga e os bancos

A questão do comércio da droga é extremamente vasta. Por regra, as organizações criminosas envolvidas neste comércio trabalham em quatro áreas principais:

a) assegurar a produção e o processamento de drogas e levá-las à rede de distribuição por grosso;

b) organizar as vendas de drogas através de redes grossistas e retalhistas, entregando-as a consumidores finais e recebendo cash pelas mercadorais;

c) legalizar o cash recebido, que é "lavado" injectando-o no sistema bancário e transformando-o em dinheiro  não-cash;

d) depositar o dinheiro em  contas bancárias em vários sectores da economia legal, completando o processo de lavagem do dinheiro.

As actividades do comércio de droga pressupõem sua estreita interacção com bancos, os quais recebem o dinheiro  sujo. Por vezes a máfia da droga utiliza bancos sem o conhecimento do banco, mas isto habitualmente verifica-se quando pequenas quantias de cash são injectadas no sistema bancário. No caso de somas significativas e transacções regulares, a máfia da droga negocia directamente com banqueiros para a cooperação a longo prazo. Durante a última crise financeira ocorreu uma situação única: os próprios bancos começaram a procurar contactos com a máfia da droga e a lutar por absorver dinheiro  "sujo" como meio de salvarem-se da bancarrota...

Os conceitos de "dinheiro  sujo" e "lavagem de dinheiro"

A expressão "lavagem de dinheiro " foi utilizada pela primeira vez na década de 1980 nos EUA em relação às receitas do comércio de drogas para designar a transformação do dinheiro  obtido ilegalmente em dinheiro  legal. Foram propostas muitas definições deste conceito. Em 1984, o presidente da Comissão sobre Crime Organizado, dos EUA, utilizou a seguinte descrição: "Lavagem de dinheiro  é o processo de ocultar a existência, a fonte ilegal ou a aplicação ilegal de rendimentos e o disfarce daquele rendimento para fazê-lo parecer legítimo".

No direito internacional, uma definição pormenorizada da legalização ("lavagem") de rendimentos de actividades criminosas e uma lista de tipos e meios de tal legalização está contida na Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico Ilícito em Drogas Narcóticas e Substâncias Psicotrópicas, de 19/Dezembro/1988, a qual influenciou muito o desenvolvimento de legislação relevante em países ocidentais. A Convenção de Viena, de ONU, de 1988 declarou a lavagem de dinheiro  recebido do comércio ilegal de droga como um crime, mas o desenvolvimento do crime organizado levou a um aumento do rendimento de organizações criminosas de outras espécies de crimes (tráfico humano, prostituição, tráfico de órgãos humanos, comércio ilegal de armas, extorsão, possuir secretamente substâncias radioactivas ou outras especialmente perigosas, etc). Uma parte deste rendimento também começou a ser lavado e investido na economia legal.

A Convenção do Conselho Europeu Nº 141 "Sobre lavagem, investigação, captura e confisco das receitas do crime", datada de 8/Novembro/1990, declarou que acções relacionadas com a lavagem de dinheiro recebido não só do comércio de droga como também de outras espécies de actividades criminosas, serem crimes. Diferenças na legislação de países individuais residem principalmente na lista de acções das quais procedem os fundos a serem legalizados. Nas leis de alguns países, todas as receitas recebidas durante o cometimento de qualquer violação criminosa é definida como dinheiro  "sujo"; em outros, só receitas recebidas em consequência de tais violações criminosas são assim definidas; em outros ainda, mesmo rendimento ligado a violações civis e administrativas é considerado "sujo". Num certo número de países o dinheiro recebido como suborno (corrupção) também cai na categoria de dinheiro "sujo".

O comércio da droga é o principal fornecedor de dinheiro sujo para o sector bancário

A mais completa avaliação das receitas do crime organizado à escala mundial está contida num relatório do Gabinete das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (United Nations Office on Drugs and Crime, UNODC) de fins de 2011 chamado Estimativa de fluxos financeiros ilícitos resultantes do tráfico de droga e outros crimes organizados transnacionais (Estimating Illicit Financial Flows Resulting from Drug Trafficking and Other Transnational Organized Crimes). [1]

De acordo com este relatório, todas as receitas criminosas no mundo todo em 2009 montavam a cerca de US$2,1 milhões de milhões, ou 3,6% do PIB mundial. O relatório contém uma estimativa mais restrita que inclui apenas receitas do crime organizado internacional. No relatório isto significa tráfico de drogas, contrafacção, tráfico humano, tráfico de petróleo, fauna selvagem, madeira, peixe, arte e propriedade cultural, ouro, órgãos humanos e armas pequenas e ligeiras. Receitas que, na opinião dos autores, estão ligadas primariamente ao sector nacional não foram incluídas nestas estimativas. Isto inclui receitas de fraude, arrombamento, roubo, saque, empréstimo extorsivo ou venda de protecção, etc. Segundo o relatório, receitas do crime organizado transnacional chegam a aproximadamente US$875 mil milhões, ou 1,5% do PIB global. Dentre os tipos de actividade criminosa transnacional, o comércio de droga está em primeiro lugar: segundo o relatório, representa pelo menos a metade de todas as receitas, isto é, quase US$450 mil milhões, ou 0,75% do PIB global. O comércio de droga é uma espécie de crime organizado altamente internacionalizada: mais de 90 por cento de toda "mercadoria" é consumida fora dos países onde é produzida.

Em publicações sobre a questão do comércio mundial de droga também há outras avaliações dos volumes do comércio de droga. A estimativa mais conservadora é de US$400 mil milhões e a mais alta de US$1,5 milhão de milhões. Se bem que o relatório da ONU declare que o comércio de droga representa aproximadamente a metade de todas as receitas do crime organizado à escala mundial, outras fontes citam números muito mais elevados - 70% e ainda mais alto [2] .


A tabela apresenta estimativa de receitas de actividades criminosas em geral e receitas do comércio de droga nos EUA. Ali a fatia do comércio de droga no total de receitas da actividade criminosa é mais baixa do que no mundo em geral. Há mesmo uma tendência rumo a uma redução relativa no nível das receitas do comércio de droga. Mas isto significa que em outras partes do mundo, especialmente na periferia do capitalismo mundial, os números para as receitas do comércio de droga são mais altos do que a média mundial. Exemplo: no Afeganistão, que agora se tornou o principal fornecedor de drogas do mundo, as receitas da produção e exportação de drogas ultrapassam 50% do PIB do país. No vizinho dos EUA, o México, segundo estimativas conservadoras, a receita do comércio de droga chega a 2-3% do PIB.

Nenhum outro tipo de actividade criminosa chega aos pés do comércio de droga em termos de volume absoluta de receitas ou de lucratividade. Exemplo: segundo estimativas do Federal Bureau of Investigation (FBI) dos EUA, as receitas anuais do tráfico humano ilegal em todo o mundo em meados da última década equivaliam a US$9 mil milhões. Segundo estimativas do World Wildlife Fund o volume de tráfico ilegal de fauna selvagem em meados da década passada equivalia a US$6 mil milhões e a taxa de lucro neste negócio estava em segundo lugar após o comércio de droga, oscilando entre 500 e 1000 por cento.

Para onde vai o dinheiro  "sujo"

Qual é o destino do dinheiro recebido de actividades criminosas? Parte do dinheiro sujo permanece na economia "negra" na forma de despesas pelo pagamento de trabalhadores na esfera criminosa, pagamento de "mercadoria" (drogas plantadas por agricultores>), compras de armas, etc. O dinheiro sujo pode fluir de um sector da economia "negra" para outro. Exemplo: receitas do comércio de droga podem ser investidas no comércio de armas ilegais, prostituição, tráfico humano, etc. Contudo, a maior parte do dinheiro sujo é lavada; isto pode ser feito ou no país onde o dinheiro foi recebido ou fora dele. No relatório UNODC acima mencionado é observado que mais de 3/4 do dinheiro sujo recebido de todos os tipos de actividade criminosa e 2/3 do dinheiro sujo recebido de actividades criminosas transnacionais é lavado.

Lavagem de dinheiro da cocaína

Quanto ao nível da lavagem de dinheiro  sujo do comércio de droga, estimativas na literatura variam de 60 a 80 por cento. No relatório UNODC este número é fixado em 62% para receitas do comércio da cocaína. Convém observar que o nível de lavagem de dinheiro do comércio grossista de cocaína era muito mais alto do que aquele do comércio a retalho: 92 e 46 por cento respectivamente.

Isto não é de surpreender. As receitas dos comerciantes (traders) grossistas podem chegar a milhões e dezenas de milhões de dólares; essa espécie de dinheiro  precisa ser investida em algo, e para investimento precisam de dinheiro "limpo". Os lucros dos comerciantes individuais a retalho são uma ou duas ordens de grandeza menores. Uma parte significativa deles vai para utilização pessoal (se não forem para compras especialmente grandes) e parte retorna à economia "negra". Os comerciantes a retalho geralmente não retiram um montante significativo do seu dinheiro  para fora da economia "negra"; o dinheiro sujo permanece ali em circulação constante.

O relatório UNODC menciona algumas estimativas relacionadas com o negócio mundial da cocaína. Uma análise dos números mostra que:

1) a maior parte do uso de droga faz-se fora dos países que a produzem;

2) a grande maioria dos lucros deste tipo de negócio forma-se fora destes países;

3) uma parte significativa do dinheiro recebido do comércio de droga é lavada fora dos países nos quais as drogas são consumidas.

De acordo com o relatório, em 2009 o volume de vendas a retalho deste tipo de droga equivalia a US$85 mil milhões, enquanto os lucros brutos dos comerciantes (grossistas e retalhistas) era de US$84 mil milhões (isto é, os custos directos da produção de cocaína estavam ao nível de aproximadamente US$1 mil milhões). A grande maioria dos lucros brutos foi recebida na América do Norte (US$35 mil milhões) e Europa Ocidental e Central (US$26 mil milhões). Nos lugares onde a cocaína é produzida (América do Sul, incluindo países da Bacia do Caribe) foram recebidos lucros de US$3,5 mil milhões, isto é, 4 por cento do total dos lucros brutos do comércio à escala mundial neste tipo de droga.
31/Janeiro/2014

(1) Estimating Illicit Financial Flows Resulting from Drug Trafficking and Other Transnational Organized Crimes. United Nations Office on Drugs and Crime. Vienna, October 2011.
(2) M. Glenny, por exemplo, perito em crime organizado internacional, estima a fatia do comércio de droga em 70%.
(3) Peter Reuter. Chasing Dirty Money  - the Fight against Money Laundering. - Washington 2004, p. 20; ONDCP, What America's Users Spend on Illegal Drugs, Washington D.C., December 2001, p. 3. World Bank. World Development Indicators (WDI), 2011.
(4) A tabela foi compilada utilizando dados do relatório: Estimating Illicit Financial Flows Resulting from Drug Trafficking and Other Transnational Organized Crimes. United Nations Office on Drugs and Crime. Vienna, October 2011.

[*] Economista. 

O original encontra-se em www.strategic-culture.org/...

Coreias convocam nova reunião de alto nível após falta de acordo.

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Primeira reunião bilateral de alto nível em sete anos terminou sem acordo, nesta quarta-feira.

Representantes da Coréia do Norte e Coréia do Sul durante encontro em 5 de fevereiro entre famílias separadas pela guerra Foto: AFP
Representantes da Coréia do Norte e Coréia do Sul durante encontro em 5 de fevereiro entre famílias separadas pela guerra
Foto: AFP
A Coreia do Norte e a Coreia do Sul convocaram nesta quinta-feira uma segunda reunião para tentar uma aproximação entre as partes e abrir uma etapa de distensão, após a primeirareunião de alto nível em sete anos, realizada durante a madrugada de ontem, terminar sem acordo.
nova reunião vai acontecer amanhã, informou à Agência Efe uma porta-voz do Ministério da Unificação, que qualificou o encontro como "uma continuação das conversas" iniciadas dois dias antes.
Nas conversas - históricas por serem a primeira reunião bilateral de alto nível desde 2007 - os representantes do Norte e do Sul puseram sobre a mesa diferentes prioridades, o que impediu uma aproximação de posturas e acordos concretos.
Na reunião de quarta-feira na aldeia fronteiriça de Panmunjeom, a delegação do Sul exigiu a realização do encontro de famílias separadas pela Guerra da Coreia (1950-53), o primeiro em três anos, programado para entre 20 e 25 de fevereiro.
Por sua parte, a Coreia do Norte exigiu ao Sul que se adie os exercícios militaresKey Resolve e Foal Eagle, que Seul e Washington planejam iniciar no dia 24 de fevereiro, para que não coincidam com os encontros que reunirão por alguns dias 200 famílias separadas por seis décadas.
No entanto, Seul rejeitou o pedido e recusou responder à solicitação do regime de Kim Jong-un para controlar aos meios de comunicação públicos e privados sul-coreanos para que não difamem os líderes do Norte.
Embora se tenha dúvidas sobre a realização do reencontro, por enquanto não se interromperam os preparativos feitos no local onde a reunião está programada, o complexo turístico do monte norte-coreano Kumgang.
Enquanto isso, o secretário de Estado americano, John Kerry, chegou hoje em Seul para debater com o chanceler sul-coreano, Yun Byung-se, assuntos relativos à Coreia do Norte e à situação de segurança na península coreana.
Os EUA mantêm 28.500 soltados na Coreia do Sul e se comprometem a defender seu aliado diante de um hipotético ataque do Norte como vestígio da Guerra da Coreia.
Atualmente, mais de sessenta anos depois, as duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra pois o conflito terminou em 1953 com um armistício que nunca foi substituído por um tratado de paz definitivo.
EFEEFE - Agencia EFE - Todos os direitos reservados.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Camarões expulsa ex-presidente da RCA (República Centro Africana), Bozizeo.

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O Deposto líder da República Centro-Africana François Bozizé. FOTO | Arquivo

Yaoundé expulsou o ex-presidente da República Centro Africana (RCA ), que buscou refúgio em Camarões, revelou a imprensa da África.

Fontes seguras dizem que François Bozizé irritou autoridades dos Camarões, porque ele supostamente recebia convidados e coordenava suas atividades políticas na casa de hóspedes do estado no elegante bairro de Golfe da capital, que a presidência lhe tinha concedido.

Seu novo lugar de refúgio no entanto permanece não revelado por funcionários camaroneses.

Depois de voltar para os Camarões em 15 de janeiro vindo da França, Bozizé disse ter feito visitas à cidade fronteiriça oriental de Garoua-Boulai onde se reuniu com os seus apoiantes.

Ele nega alegações de que ele está armando e usando milícia anti-Balaka para prolongar o ciclo de violência em seu país de origem.

Bozizé que formou a Frente para o retorno da ordem constitucional na RCA ( FROCCA ) após sua expulsão em março 2013 sempre manteve a posição de que ele é o líder democraticamente eleito e legítimo de seu país.

Bozizé não descartou a possibilidade de retornar para o cargo e concorrendo a uma futura eleição presidencial. A Presidente de Transição Catherine Samba-Panza é esperado para organizar uma eleição geral, em meados do próximo ano.

# africareview


Angola: Vídeos - Diamantes, Milionários, Violência e Pobreza nas Lundas.

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# makaangola

Obama e Hollande trocam elogios.

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# euronews.pt

EUA define agenda da cúpula de África.

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A Secretária Adjunto de Estado dos EUA para Assuntos Africanos, Linda Thomas-Greenfield em foto de arquivo em setembro de 2013.

Paz, segurança, democracia e a questão da juventude serão questões-chave a serem discutidas quando o presidente dos EUA, Barack Obama receber os chefes de Estado africanos ainda este ano, um alto diplomata dos EUA revelou nesta terça-feira.

Mas a secretária de Estado adjunto para os Assuntos Africanos, a Sra. Linda Thomas-Greenfield, disse que a agenda exata será liberada após discussões com especialistas africanos.

"Estamos em consulta com especialistas sobre o continente Africano para determinar quais as questões que eles estão interessados ​​em discutir durante a Cúpula ", disse aos jornalistas via vídeo-conferência.

"Tivemos uma série de questões para serem analisadas daqui para frente. Paz e segurança é uma prioridade na agenda e são consideradas localmente ( por os EUA ) como uma das questões que pretendemos ter na agenda.

O diplomata argumentou que a população jovem do continente causou emoção, mas havia uma necessidade de abordar os números de jovens " não referenciados ".

Quarenta e sete líderes, a maioria da África subsaariana, incluindo o presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta foram convidados a participar de uma conferência sobre as relações EUA-África, em Washington, em agosto.

Os líderes também devem discutir a extensão do tratado AGOA, que prevê formas mais fáceis para a África exportar seus produtos para os EUA.

A Sra Thomas-Greenfield disse que os EUA esperam estendê-la até o final do próximo ano.

A conferência é vista como movimento dos EUA para combater a crescente influência da China no continente. O país do Extremo Oriente tem vindo a acolher uma cúpula semelhante sob o manto da Focus sobre Cooperação China-África (FOCAC ).

E, embora a súbita mudança para o Oriente por líderes africanos, isso é entendido como resultado da não interferência da China, os EUA insiste que não patrocinam África sobre democracia e boa governação.

" Nós ainda acreditamos que os países devem ser transparentes. Nós não estamos mudando nossa posição só porque eles está dando uma vantagem injusta para as empresas chinesas. "

"Queremos sempre uma igualdade de condições, mas as empresas chinesas irão apenas perceber que ela é importante para operar em um ambiente de transparência. "

# africareview

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Campanha para mostrar diversidade da África: "não somos um país".

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Grupo de estudantes africanos que vive nos EUA lançou campanha em uma tentativa de dissipar equívocos e preconceitos sobre o continente.

Grupo de estudantes africanos que vive nos EUA lançou campanha em uma tentativa de dissipar equívocos e preconceitos sobre o continente.



Um grupo de estudantes africanos que vive nos Estados Unidos lançou uma campanha em fotos em uma tentativa de dissipar equívocos e preconceitos sobre o continente em que nasceram. Chamada de The Real Africa: Fight the Stereotype (A Verdadeira África: Combata o Estereótipo, em tradução livre), a campanha no Facebook busca destruir estereótipos e mostrar que o continente africano não é uma entidade homogênea, mas um território diversificado com mais de 50 países. As informações são da CNN.
"Eu não falo 'africano', porque 'africano' não é uma língua", diz o texto, que lembra que estima-se que o continente tenha mais de 2 mil idiomas Foto: Facebook / Reprodução
"Eu não falo 'africano', porque 'africano' não é uma língua", diz o texto, que lembra que estima-se que o continente tenha mais de 2 mil idiomas
Foto: Facebook / Reprodução
A campanha mostra imagens dos membros da Associação de Estudantes Africanos de Ithaca College, em Nova York, segurando com orgulho bandeiras de diversos países africanos. Em cada fotografia, os alunos mostram uma mensagem simples para refutar os comentários ignorantes e ofensivos que costumam ouvir.
"O que nós queríamos fazer era abraçar as bandeiras individuais dos países da África", afiimou Rita Bunatal, chefe de relações públicas da organização. "Nós queríamos mostrar a beleza e o poder da bandeira. Também queríamos quebrar um dos maiores equívocos sobre o continente, o de que a África é um país."
A campanha traz mensagens como "eu não falo 'africano', por 'africano' não é uma língua" e "a África não é uma selva com animais selvagens".

# Terra

África do Sul lança selo comemorativo de Mandela.

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Selo foi apresentado na mesma data em que Mandela foi libertado, em 1990, após 27 anos de prisão.

Selo homenageia Nelson Mandela, que se tornou ícone global da paz com sua política do perdão e da reconciliação Foto: AFP
Selo homenageia Nelson Mandela, que se tornou ícone global da paz com sua política do perdão e da reconciliação
Foto: AFP
A África do Sul emitiu nesta terça-feira um selo comemorativo em preto e branco com a efígie do ex-presidente Nelson Mandela(1918-2013), e sua venda beneficiará em parte a fundação que leva seu nome.
O selo, que teve uma emissão de cinco milhões de unidades, representa o pai da democracia sul-africana, fotografado alguns anos antes de sua morte - ocorrida em 5 de dezembro passado -, com o cabelo grisalho e os traços envelhecidos, mas com um sorriso nos lábios.
O selo pode ser comprado nos correios sul-africanos e no exterior via internet, a um preço de 50 rands (equivalente a 4,50 dólares).
Selo comemorativo é apresentado na Fundação Nelson Mandela, em Joanesburgo, nesta terça-feira, 11 de fevereiro Foto: AFP
Selo comemorativo é apresentado na Fundação Nelson Mandela, em Joanesburgo, nesta terça-feira, 11 de fevereiro
Foto: AFP
Dois rands por selo serão repassados ao Centro da Memória Nelson Mandela.
Simbolicamente, o selo foi apresentado em 11 de fevereiro, data do aniversário da libertação de Nelson Mandela em 1990, depois de 27 anos de prisão.







# terra.com.br

Santa Sé: O embaixador da Costa do Marfim Akeo Severin Mathias apresenta suas credenciais para o Sumo Pontífice.

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Saint

© Embaixada por DR 
Santa Sé: Sr. Akeo Severin Mathias, o novo embaixador da Costa do Marfim 
em 9 de janeiro de 2014. Vaticano. Santa Sé. O novo embaixador da Costa do Marfim Sr. Akeo Severin Mathias apresentou suas Cartas Credenciais à Sua Santidade o Papa Francisco no Vaticano. 

O novo embaixador da Costa do Marfim para a Santa Sé, Akeo Severin Mathias, apresentou suas credenciais no domingo, à Sua Santidade o Papa Francisco, no Vaticano.

Sr. Akeo sucede a Tebah-Klah Joseph, chamado para outras funções. O Diplomata de carreira, o novo embaixador da Costa do Marfim para a Santa Sé já atuou como diretor de recursos humanos do Ministério das Relações Exteriores da Costa do Marfim.

Akeo Severin Mathias também já atuou na Nigéria, nos Estados Unidos, em Washington e na Coréia do Sul, antes de ser promovido a embaixador em 2008.

Assumir o cargo coincide com a nomeação do novo Cardeal da Costa do Marfim, Sr. Jean-Pierre Kutwan, Arcebispo Metropolitano de Abidjan. Uma importante delegação oficial marfinense acompanhará, na ocasião, a apresentação da insígnia de seu novo cargo no consistório sob Vaticano de 22 a 23 de fevereiro, nós ficamos sabendo de um comunicado da embaixada na terça-feira.

(AIP)
KKP / CMAS
# abidjan.net

Uma guineense que falou tudo que a maioria dos guineenses que vive no estrangeiro não teve ou tem coragem de dizer. RECADOS - "DA ANTIGA ENFERMEIRA" ROSA MARIA MARTINS GOMES.

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ESTIMADA COMPATRIOTA,

ROSA MARIA MARTINS GOMES. 

EU TENHO CERTEZA DE QUE, QUEM LEU ESTE TEU TEXTO E VIVEU NA PELE O QUE VOCÊ RETRATOU NO TEXTO TODO, SÓ TEM QUE ELOGIAR A SUA CORAGEM E DETERMINAÇÃO AO VIR A ESTE MUNDO GLOBALIZADO (NET) E EXPÔR A REALIDADE NUA E CRUA QUE SE FAZ PRESENTE NO RELACIONAMENTO ENTRE GUINEENSE QUE VIVE NO ESTRANGEIRO E AQUELE QUE VIVE NA GUINÉ. DE TUDO SE ESPERA DAQUELE QUE ESTÁ NO ESTRANGEIRO, MAS POUCO SE RECONHECE DE SUA CONTRIBUIÇÃO. MUITO OBRIGADO POR ESSA SUA VALIOSA CONTRIBUIÇÃO QUE, DE CERTA FORMA, NOS REFORÇA A VONTADE DE VENCER E SER DIFERENTE.

OBS.: MAS DE TUDO QUE VOCÊ RELATOU EU SÓ VOU ILUSTRAR UMA SITUAÇÃO QUE MEXEU COM MINHAS ENTRANHAS:
TINHA EU VOLTADO PARA GUINÉ EM OUTUBRO 2013, NA ANSIEDADE ENORME DE FAZER PARTE DE ALGUMA INSTITUIÇÃO E DESENVOLVER O MEU TRABALHO, MAS A SITUAÇÃO ESTAVA TÃO COMPROMETEDORA EM TERMOS DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS QUE QUASE A MAIORIA DOS MINISTÉRIOS NÃO PAGAVA SALÁRIOS. E QUANDO DEI CONTA QUE ALFÂNDEGA NÃO PAGAVA SALÁRIOS A DOIS MESES, AÍ EU DISSE COMIGO, VOCÊ AQUI VAI SE FERRAR! SE ALFÂNDEGA QUE É ALFÂNDEGA NÃO CONSEGUE PAGAR SALÁRIOS, MESMO FAZENDO ARRECADAÇÃO MAIOR QUE QUALQUER OUTRO MINISTÉRIO, QUAL O OUTRO MINISTÉRIO VAI TE PAGAR SALÁRIO?      
O TRISTE DE TUDO ISSO É QUE ME VI, UMA VEZ, NA NECESSIDADE DE PEDIR AJUDA ( 1000,00 FCFA) A UM "AMIGO" QUE CRESCEMOS JUNTOS, ESTUDAMOS NA ANTIGA URSS JUNTOS, DORMÍAMOS JUNTOS, PARTILHÁVAMOS MUITAS COISAS JUNTOS, UM DINHEIRINHO PARA PAGAR PASSAGEM PARA VOLTAR PARA CASA, POIS OS $US100,00 QUE HAVIA TROCADO DE MANHÃ SE ACABARAM COM PAGAMENTOS NA RENOVAÇÃO DE PASSAPORTE, BILHETE DE IDENTIDADE, E INDAS E VINDAS NO MESMO DIA ENTRE CENTRO DE BISSAU E CHAPA DE BISSAU. EU ENCARECIDAMENTE PEDI A ESSE AMIGO PARA QUE ME CEDESSE MIL FRANCO PARA PASSAGEM, POIS, ESTAVA SEM MAIS DINHEIRO NO MOMENTO E PRECISAVA VOLTAR PARA CASA. SABEM O QUE ELE ME DISSE? POXA! NHA ÉRMON, NIN DUCHILIN N´KA TENÉ NA E-KAU-LI, PÁ I BIDA FUGU NA NHA MON SI I MINTIDA! ELE ENTÃO É O GRANDÃO DOS GRANDÕES NAQUELE MINISTÉRIO. 1000,00 FCFA É EQUIVALENTE A $US2,00. ELE NÃO ESTAVA NA RUA, ESTAVA NO PRÓPRIO MINISTÉRIO, DÁ PARA ENTENDER? É O VELHO DITADO: CADA UM DÁ O QUE TEM!
Samuel.

GUINEENSE, estranho no estrangeiro e no próprio PAÍS

 Ser GUINEENSE, é sinónimo de coragem. É ser MACHO.
Quando se é GUINEENSE e viver no estrangeiro, tem que ser duplamente Macho. Viver torna-se mais difícil. A vida no estrangeiro, longe dos familiares, longe da realidade do País de origem, é muito difícil. Tem que se adaptar aos hábitos e costumes, e as intempéries da vida.
Não fazem a ideia os que estão na Guiné, o trabalho que os que estão no estrangeiro, têm de fazer para se sobreviver. Apesar de ser trabalho digno e honesto, não deixa de ser duro. 99% não trabalha na sua profissão eleita, pela qual se formou.
No estrangeiro, reinventa-se a profissão. Todos os que não tiverem a oportunidade de conseguir a equivalência da sua profissão, adapta-se a qualquer trabalho para se sobreviver. De Médicos a Enfermeiros; de Engenheiros a Advogados; de Professores a Músicos; de Economistas a Pilotos; de Escriturário a técnicos de electricidade e água; etc. etc.  
Fazem de ajudantes nas obras, carpinteiros, pedreiros, armadores de ferros, ladrilhadores etc.
Fazem de ajudantes de cozinha, cozinheiras, limpeza, garçón a servir as mesas nos bares e restaurantes.
Fazem de empregadas na casa de patroa ou seja lavam, passam, cozinham, cuidam das crianças.
Fazem de assistentes domiciliárias, nos lares de idosos ou nas casas.
Assistentes de acção médica, ou seja serventes nos hospitais ou nos centros de saúde ou nas clínicas.
Fazem limpezas nas escolas, nos aeroportos, nos ministérios, nas indústrias farmacêuticas, nos transportes públicos, nas empresas, nos bancos, nas ourivesarias, nas farmácias etc. etc.
Fazem camas nos grandes hotéis, nas pensões e nos motéis.
Fazem de segurança. Trabalha-se com a temperatura atmosférica, muito baixa ou com muito calor e seco. Tudo isso para se sobreviver e educar os filhos. São todos trabalhos dignos e honestos. Chega ao fim do mês, o esforço é compensado com o ordenado. Pode ser pouco mas dá para o gasto. Nesse pouco que ganham, muitos que deixaram os familiares no País, mandam algum para lá.
Mas o que se ganha com isso? Nem gratidão e nem reconhecimento.

REPAREM NESTES PORMENORES:
Quando precisam do dinheiro, telefonam todos os dias, até receberem. Depois, nem uma chamada para agradecer. Para quê? Não vale a pena. Se estiverem contentes com a quantia, dizem:” não fez mais do que a sua obrigação “ . Caso contrário, dizem:” não podia mandar mais? É mesmo forreta “.
Mandam pedir telemóveis de dois cartões, com câmara de filmar e touch, smart fone. Um telemóvel que os um emigrante não tem possibilidade para comprar por terem o preço de uma renda de casa. Se mandar um simples que está na seua possibilidade, dizem: “ não presta, é um tijolo, ou é um telemóvel das obras; mal agradecidos.
 Mandam pedir as roupas de marca como Zara, HeM, CeA, Mango, etc. Se não for de marca, ou os sapatos e ténis não forem de marca, dizem: “ foram comprados nas feiras ambulantes. Mal agradecidos.
No estrangeiro, trabalha-se de ano a ano, e não se consegue saciar esses luxos porque, se deve pagarrenda de casa, luz, água, gás, telefone, médico, livros, roupas para crianças e adultos, por cada estação do ano. Para além dos passes para se deslocar para o trabalho e para a escola. Sobra muito pouco para se dar ao luxo de comprar o telefone móvel topo de gama. A não ser a prestações, que vão afectar e muito a rotina da família.
No estrangeiro trabalha-se mesmo a sério para ter uma vida razoável. As Mulheres trabalham no duro paraganhar o pão de cada dia. É desse dinheiro que enviam um pouco para os familiares na Guiné e mesmo assim não há obrigado.
O que fazem no País? Trabalham uma ou duas horas no máximo. Saem no meio do expediente para resolver assuntos pessoais e só voltam no dia seguinte. As mulheres preferem ser concubinas de homens casados para terem uma vida boa. Não importa se será 4ª ou 5ª na lista do amante. E a saúde como é que fica?
As mulheres que vivem no estrangeiro são consideradas empregadas de limpeza na Guiné, mas quando vão de férias, elas pedem roupas, cuecas, e até jóias se as tiver. Quando o dinheiro acabar, de tanto dar aqui e ali, começa a hostilidade. Desaparece a simpatia, o calor humano, os convites para almoços e jantares. Desaparece tudo.                
É preciso ser valente para se deslocar de férias para a Guiné, por ser o País de origem, e ter o direito de lá ir visitar os familiares e renovar a força. Mal chega ao aeroporto, sente logo a hostilidade, a indiferença e a desconfiança. A pessoa sente que não é bem vinda. Caso dos homens é diferente porque precisam do dinheiro que eles levam. São explorados até ao tutano. As mulheres são consideradas rivais. Metem defeitos até na roupa que elas usam.
Acham-se melhores, pensam que a vida e o trabalho que fazem é mais digno do que os que vivem no estrangeiro. Isso é cobardia, porque apesar de terem recursos e trabalham naquilo que gostam, fazem muito pouco.
Corajosos são os que vivem no estrangeiro porque sentem indiferença no País que não é deles e depois têm que suportar a hostilidade no próprio País.
Sejam humanos. Já se sofre demais ter que viver longe dos familiares. Mas ser hostilizado pelos irmãos da Pátria é mesmo desagradável. Vão a Terra porque só querem sentir um pouco de calor humano.
Não sintam a inveja da vidinha que levam no estrangeiro. As mulheres trabalham de sol a sol, de chuva a chuva, de neve a neve. Saem de casa ainda de madrugada e voltam as tantas da noite. As vezes nem encontram os filhos ou os maridos. Chegam a casa, eles já estão a dormir. Saem de madrugada, ainda não estão acordados. Ser n`bindani ou badjuda fulupe, ou ser obreiro, no estrangeiro, é um prestígio. Cada tostão ou tudo o que se manda para a Guiné, é dinheiro merecido.
No estrangeiro o dia começa cedo com a correria para apanhar os transportes para chegar o local de trabalho ou a escola. Por vezes são três transportes até chegar ao destino. No regresso a casa é o mesmo percurso.
Até os filhos começam cedo. Aos 3 meses já vão para a cresce e depois para o infantário e consoante vão crescendo vão para pré-escolar e só depois para elementar ou o ensino básico. A vida aqui, não é pêra doce. Quando se desloca para o emprego, viaja-se quilómetros a quilómetros. As vezes a distância é comparado de Bissau a Mansoa, ou de Mansoa a Gabú, ou de Bissau a Quinhamel, ida e volta todos os dias.
Por isso, sejam solidários com os que vivem no estrangeiro, merecem.
Agradeçam qualquer coisa que vos é oferecido. Eles sacrificam para partilhar convosco. Não vão para lá para tirar o lugar de ninguém e nem tomar o que é vosso. Só querem sentir o calor humano, reviver o passado.
Merecem a vossa solidariedade, a amabilidade e a fraternidade.
Não considerem os Emigrantes vossos inimigos. São vossos irmãos. Usem essa hostilidade quando forem eleger um candidato.
Usem a experiência que tiveram no passado, tais como a opressão, a tortura, a fome, as mortes injustificadas e façam uma escolha acertada.
Escolhem candidatos novos que nunca fizeram parte da corrupção e morte. Não aceitem que vos imponham candidatos escolhidos ou recomendados.
A Guiné precisa entrar no século XXI. A modernidade e o desenvolvimento já atingiu uma fase avançada.
A governação na Guiné deve sair do ciclo vicioso em que se encontra. Escolhem candidatos que levarão desenvolvimento para o País e não os que já fizeram parte de QUERO, POSSO E MANDO e NHA BOCA CASTA LA.
Bola para a frente.
Escolhem mentes abertas e a inteligência pura, que aceitam a opinião do povo e a crítica construtiva, para tirar a Guiné do marasmo em que se encontra.
Na hora da eleição, escolhem a fartura, o desenvolvimento, a liberdade, a saúde e a educação para todos.
Votem PROGRESSO.
O Progresso é o presente e o futuro, não o passado.

VIVA a nossa GUINÉ. Estamos juntos.

A UFO CULT faz a restauração do primeiro clitóris no hospital na África.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Claude Vorilhon, líder dos Raelianos, fala em 24 de março de 2003, em São Paulo, Brasil, nesta foto de arquivo. A ideia da restauração do primeiro clitóris no hospital no mundo veio da seita. FOTO | AFP.

A UFO CULT está por realizar a primeira restauração do clitóris no hospital na África, em Burkina Faso, previsto para estrear em março, que oferecerá uma cirurgia controversa para vítimas de mutilação genital feminina.

A seita Raelian acredita que os seres humanos foram criados por extra-terrestres para experimentar a alegria. Ela promove a paz no mundo, a democracia e satisfação sexual.

Esta missão levou-os a fazer campanha ativamente contra a mutilação genital feminina (MGF), e a fazer uma clínica em San Francisco, oferecendo uma cirurgia reconstrutiva controversa para as vítimas.

Seus cirurgiões afirmam que podem restaurar a sensação sexual e orgasmos às vítimas, embora os resultados permanecem contestados por alguns médicos.

Agora o movimento está trazendo seu trabalho para Burkina Faso, com um novo centro no sul da cidade de Bobo-Dioulasso, cuja  abertura está prevista para 7 de março.

O centro é chamado de Kamkazo, ou "a casa para as mulheres ", mas é apelidado de "the Pleasure Hospital".

Ele foi construído por Clitoraid, uma ONG criada pelos raelianos para fazer campanha pelo fim da MGF ( Mutilação Genital Feminina). Ele diz que têm financiado o hospital com doações de particulares. O custo total não foi revelado.

"A ideia veio do movimento Raelian, mas eles não são os financiadores. Clitoraid é uma associação sem fins lucrativos, em que ambos os raelianos e não raelianos trabalham", disse Abibata Sanon à AFP, ele faz parte da equipe do projeto.

Nadine Gary, diretor de comunicações da Clitoraid, bem como sendo um Raelian e um cirurgião na clínica San Francisco, disse que as operações " irão restaurar a dignidade da mulher, bem como a sua capacidade de experimentar prazer físico, o que lhes foi tirado contra a sua vontade. "

As operações, que duram cerca de 45 minutos, serão gratuitos.

Já existem 300 mulheres na lista de espera, vindos do Quênia, Moçambique, Etiópia, Senegal, Mali, Costa do Marfim - " e de todos os lugares que a mutilação genital feminina é praticada ", disse Sanon.

O movimento Raelian foi fundada em 1970 por Claude Vorilhon seguindo o seu "encontro" com os extra-terrestres.

O movimento encontrou vários seguidores no Canadá, e ganhou as manchetes em 2002, quando o movimento alegou ter clonado um ser humano.

A Organização Mundial da Saúde estima que entre 100 milhões e 140 milhões de mulheres foram vítimas de mutilação genital em todo o mundo.

É mais prevalente no nordeste e no oeste da África, em particular " excisão ", em que o clitóris e lábios são removidos.

O número de vítimas caiu no Burkina Faso desde que a mutilação genital foi proibida em 1996, mas um estudo realizado em 2010 constatou que 58 por cento das mulheres sofreram com a prática.


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