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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sábado, 7 de junho de 2014

Ruanda: Paul Kagamé ameaça os desestabilizadores de serem mortos em plena luz do dia.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Le président rwandais Paul Kagamé, le 11 mai 2014 à Nairobi.
O presidente ruandês Paul Kagamé, em 11 maio de 2014 em Nairobi. © AFP

A resposta de Paul Kagame ao Departamento de Estado dos EUA, nesta quarta-feira, sobre preocupação com prisões arbitrárias em Ruanda, não demorou muito. O Chefe de Estado rejeitou as críticas em ameças aos desestabilizador de serem "mortos em plena luz do dia."

Fidelidade a seus hábitos, Paul Kagame enviou uma resposta contundente aos seus críticos. Quinta-feira, 5 de junho, ele replicou às acusações do Departamento do Estado americano sobre detenções arbitrárias, com ameaças de que aqueles que procuram desestabilizar o Ruanda, serem "mortos em plena luz do dia", informou a imprensa local.

"Vamos continuar a prender mais suspeitos e possivelmente matar em plena luz do dia, aqueles que tentam desestabilizar o país", disse o presidente de Ruanda, segundo comentários divulgados pelo jornal The East African.

Respostas ao ataques da FDLR?

Quarta-feira, 4 de junho, o Departamento do Estado americano disse que está "extremamente preocupado com a detenção e desaparecimento de dezenas de cidadãos ruandeses" e pediu a Kigali para "explicar o destino dos detidos nos últimos dois meses e atualmente na prisão. " Em Maio, a ONG de direitos humanos, Human Rights Watch, já havia denunciado a onda de "desaparecimentos forçados" em  Ruanda.

O governo ruandês tinha reagido fortemente às críticas dos EUA, dizendo que "agiu legalmente para responder às ameaças à sua segurança" causada pelas Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda (FDLR). "Um processo judicial está sendo desencadeado por ataques recentes da FDLR" tendo feito vários mortos no norte de Ruanda, explicou.

Na semana passada, quase uma centena de rebeldes hutus ruandeses se renderam no leste da RDC. Eles querem um diálogo com Kigali, que ele sempre negou.

# jeuneafrique (Com AFP)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

E-mails mostram extensão do fracasso dos EUA no Afeganistão.

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E-mails mostram extensão do fracasso dos EUA no Afeganistão. 20421.jpeg


E-mails mostram extensão do fracasso dos EUA no Afeganistão3/6/2014, Patrick Cockburn (The Independent, UK, in Information Clearing House)
http://www.informationclearinghouse.info/article38693.htm

"Para os EUA, receber de volta o único prisioneiro norte-americano que ainda havia naquele país os afasta ainda mais do Afeganistão. Para os afegãos, receber de volta os
seus cinco comandantes prisioneiros em Guantánamo é sinal e reconhecimento da força e da legitimidade dos Talibã."

"O exército dos EUA é a maior piada que há hoje para o mundo rir" - escreveu o sargento Bergdahl num e-mail depois publicado pela revista Rolling Stone.[1]

É dura condenação para qualquer exército em dificuldades. E foi escrita por um soldado norte-americano, Bowe Bergdahl, no último e-mail para o pai e a mãe, enviado pouco antes de ele abandonar sua base no leste do Afeganistão, dia 30/6/2009.

Em questão de horas Bergdahl foi capturado pelos Talibã, que o mantiveram prisioneiro por cinco anos,até ser trocado por cinco altos comandantes dos Talibã[2] que estavam presos na prisão norte-americana na Baía de Guantánamo.

"O exército dos EUA é a maior piada que há hoje para o mundo rir" - escreveu o sargento Bergdahl num e-mail depois publicado pela revista Rolling Stone. - "É exército de mentirosos, traidores, doidos e pervertidos. Os poucos sargentos que prestam estão caindo fora o mais depressa que podem, e recomendam que nós, os cabos, façamos o mesmo."

O Sargento Bergdahl alistou-se no exército quando faltavam soldados para mandar ao Afeganistão como parte de "avançada" [orig. surge] no número de brigadas de combate naquele país. Com absoluta falta de alistados, os EUA começaram a distribuir "credenciais" a recrutas acusados de crimes ou que tinhamproblemas com drogas e que antes haviam sido rejeitados pelo Exército. No caso do Sargento Bergdahl, campeão de tiro, bem educado e com uma visão romântica do que seria servir profissionalmente ao exército, a desilusão não demorou a implantar-se.

Sua companhia estava em desarranjo e com a moral baixa. Ele reclama que três bons sargentos foram obrigados a trocar de companhia e "não há maior merda do que ser mandado comandar essa equipe". O comandante de seu batalhão era "velho doido arrogante" e os outros oficiais não eram melhores: "No exército dos EUA, você é perseguido se for honesto (...) mas se for um merda arrogante rico você pode fazer o que quiser e sempre acabará promovido."

O Sargento Bergdahl levou a sério a estratégia de contrainsurgência, que ele supunha que visasse a ganhar "corações e mentes" dos afegãos. Mas em vez disso, só viu que os soldados norte-americanos tratavam os afegãos com menosprezo agressivo: "Tenho vergonha de tudo que vejo aqui. Essas pessoas precisam de ajuda, mas o que recebem é o país mais arrogante do mundo a dizer a eles que eles não prestam, que são estúpidos, que não sabem viver."

Conta que viu uma criança afegã ser esmagada por um tanque blindado dos EUA, evento que seus pais estimam que tenha sido o que o levou a abandonar a base. O pai do Sargento Bergahl respondeu à última mensagem do filho com um e-mail no qual se lia, no campo "Assunto": "Obedeça sua consciência."

As histórias da vida dos seis homens - cinco afegãos e um americano - que foram trocados nessa final de semana mostra o quão rapidamente o espírito dos exércitos no Afeganistão pode mudar, de plena confiança na vitória, para frustração e derrota. No verão de 2001, os Talibã acreditavam, com razão, que estavam próximos de tomar todo o Afeganistão, com seus inimigos cercados nas montanhas do nordeste.

Mas o 11/9 mudou tudo isso e, em novembro, os EUA estavam em avançada e já haviam obtido sucesso fácil. Oito anos depois, as razões do sargento Bergdahl para abandonar a própria base sem autorização ilustram o quanto, até que ponto, o Afeganistão converteu-se, para os EUA, em guerra desmoralizante e impossível de vencer.
Os Talibã também viram azedar suas esperanças de vitória, e em período ainda mais curto. Mullah Mohammed Fazl, também conhecido como Mullah Fazel Mazloom, comandava 10 mil Talibã considerados responsáveis pelos massacres dos hazara e tadjiques no norte do Afeganistão. Rendeu-se à Aliança do Norte, da oposição, em 2001. Com ele, estava o governador da província de Balkh, Mullah Norullah Noori. Foram embarcados no navio de guerra USS Bataan e dali enviados para a prisão de Guantánamo.

Desde o início das primeiras conversas exploratórias entre os EUA e os Talibã, a primeira demanda dos Talibã sempre foi a libertação desses dois comandantes. Outro nome, na mesma lista, era Khirullah Said Wali Khairkhwa, fundador dos Talibã em 1994.

Naqueles dias, EUA super-autoconfiantes não viam razão alguma para ceder a qualquer demanda dos Talibã, nem davam qualquer importância a ex-comandantes Talibã. Os dois detentos remanescentes, também trocados afinal essa semana pelo sargento Bergdahl, são altos oficiais da segurança dos Talibã.

QUEM teria suposto, no final de 2001, que 13 anos depois, os EUA estariam trocando prisioneiros com os Talibã? Para os EUA, receber de volta o único prisioneiro norte-americano que ainda havia naquele país os afasta ainda mais do Afeganistão. Para os afegãos, receber de volta os seus cinco comandantes é sinal e reconhecimento da força e da legitimidade dos Talibã. *****
 # pravda.ru



Brasil: O ex-jogador Ronaldo responde a manifestantes - minha vergonha é política.

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O Atacante disse que críticas acontecem porque ele emite mais opiniões na atualidade
Foto: Alan Morici / Terra

ex-jogador Ronaldo respondeu as críticas que sofreu na tarde desta quinta-feira, em frente à sede 9ine  da agência que ele é dono, na zona Oeste de São Paulo.Cerca de 30 pessoas do movimento Juntos! manifestaram contra suas recentes declarações sobre hospitais e protestos durante a Copa do Mundo. Durante a ação, manifestantes gritavam: "ô Ronaldo, preste atenção, povo não quer estádio, quer saúde e educação".
Através do Facebook, o ex-jogador respondeu na mesma moeda: “ôô galera, presta atenção! Eu pago meus impostos por saúde e educação! Ôô galera, se liga então! Não é na minha agência que rola corrupção!”.
Ronaldo disse que levou a situação na esportiva e tentou explicar o porque de ter falado para “baixar o cacete” durante os protestos. “Quando falei em ‘baixar o cacete’, deixei bem claro que me referia aos vândalos, que se aproveitam da boa intenção das manifestações pacíficas para saquear estabelecimentos e depredar patrimônio público”.
O ex-jogador também deixou clara sua insatisfação com a política do País. “A minha vergonha é política. Única e exclusivamente. Fora de campo, que fique claro, de uma vez por todas: os meus anseios, como brasileiro, são os mesmos de vocês. Pago altos impostos e pouco desfruto do que é público”, e ainda completou: “ô galera! Preste atenção! Na Copa eu torço, manifesto na eleição!”.

Confira na íntegra a resposta de Ronaldo:
'Cala a boca Ronaldo': movimento protesta contra ídolo; veja

Ôô galera, presta atenção! Eu pago meus impostos por saúde e educação! Ôô galera, se liga então! Não é na minha agência que rola corrupção! Ôo galera, qual a intenção? Ninguém aqui é contra a sua manifestação!
Levei na esportiva a baderna que alguns manifestantes do coletivo "Juntos!" fizeram hoje na porta da 9ine WPP. Porque não é possível que alguém esteja realmente levando isso a sério, é? Acho lamentável o tempo e a energia desperdiçados. Não é aqui, onde há vários funcionários trabalhando, nem de mim, que vocês devem cobrar nada. Eu não sou político, sou cidadão comum! Minha honestidade não é vulnerável, nem está à venda. E estou tão insatisfeito quanto vocês!
Quando falei em "baixar o cacete", deixei bem claro que me referia aos VÂNDALOS, que se aproveitam da boa intenção das manifestações pacíficas para saquear estabelecimentos e depredar patrimônio público. Alguém em sã consciência apoia esse tipo de comportamento?
Estamos às vésperas de sediar o maior evento midiático do planeta, com 32 bilhões de espectadores em audiência acumulada no total de jogos. A Copa do Mundo, para mim e para tantos, sempre foi um sonho. Infelizmente, não pude desfrutar do prazer de jogá-la em casa, mas nunca imaginei que trabalhar voluntariamente para recebê-la aqui pudesse me render tantos desafetos.
O fato é que as pessoas estão confundindo as coisas.
1° - Ninguém merece ser insultado por qualquer opinião – seja ela boa ou ruim – a respeito da Copa. Visões distintas não justificam agressões. Quem quer curtir tem o direito de curtir sem culpa, sem pressão, sem imposição.
2° - “Não faz sentido achar que festa de aniversário é hora adequada para mamãe e papai discutirem a relação. Poderemos debater nossos problemas com a profundidade e a urgência que eles merecem quando as visitas forem embora. A Copa não é do governo, a Copa é nossa.” (Nizan Guanaes)
A minha vergonha é política. Única e exclusivamente. Mas o que entra em campo no dia 12 de junho é o nosso futebol. É o futebol do mundo. É a miscigenação. É a riqueza cultural. É o esporte pela paz, pela ciência, pela sustentabilidade e pelo respeito à diversidade étnica. É a nossa seleção – a mais vezes campeã – rumo ao Hexa!
Fora de campo, que fique claro, de uma vez por todas: os meus anseios, como brasileiro, são os mesmos de vocês. Toda a infra-estrutura de que o Brasil carece interfere diretamente na minha qualidade de vida. Não sou alheio ou indiferente aos nossos problemas sociais. Para pobres e ricos, a honestidade custa caro por aqui. Pago altos impostos e pouco desfruto do que é público. Sem saúde, educação, transporte e segurança de qualidade, sou obrigado a recorrer aos serviços particulares - ou seja, pago duas vezes. E nunca esqueci as minhas origens, sei também o que é ter o serviço público como única opção.
Mas represento o futebol, quero que a Copa seja linda e ponto final. Não há politicagem na minha posição. Tanto não há que deixo clara a minha desaprovação ao governo. Repudio a corrupção; sou prejudicado por tudo que prejudica cada brasileiro; e também desejo uma melhor e mais transparente gestão para o Brasil. Só não permito que a minha visão política me deixe cego para os inquestionáveis legados da maior competição internacional de esporte único sediada no nosso país.
A frustração com o governo deve se refletir nas urnas, e no engajamento político de cada cidadão para que as campanhas não se aproveitem tanto do analfabetismo funcional gerado pela cultura de massa. Mas as eleições são em outubro. A Copa do Mundo é agora!
Devemos permitir que a política do nosso país, que já nos priva de tantas coisas, também nos prive agora de viver essa alegria?
Ôô galera! Preste atenção! Na Copa eu torço, manifesto na eleição!


# terra.com.br

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Os desafios do próximo presidente do Egito.

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O ex-Marechal Abdel Fatah al Sissi, o atual Presidente do Egito.

SETE vezes os egípcios têm comparecido nas urnas, depois do colapso de Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011, incluídas duas eleições presidenciais, a última delas ganha pelo marechal Abdel Fatah al Sisi, chefe do Exército quando do golpe militar, em julho passado, que tirou do poder o governante eleito democraticamente, Mohamed Morsi.

Mulher egípcia com um cartaz do candidato presidencial Abdel Fatah al Sisi.
Al Sisi, 59 anos, desfruta de grande popularidade entre alguns setores egípcios por comandar, em julho de 2013, o derrubamento de Morsi. O militar obteve mais de 96% dos votos ante seu único contrário, o político Hamdínm Sabbahi, de esquerda, que somente teve 3% de apoio, numas eleições onde votou menos de 50% das pessoas inscritas. A posse do presidente eleito será em 7 de junho, segundo meios jornalísticos da região.
Na busca da estabilidade, Al Sisi deverá enfrentar vários desafios e problemas em todos os setores da vida cotidiana, no maior país do mundo árabe, acirrados por causa dos turbulentos últimos três anos.

ECONOMIA CAMBALEANTE
Estabilizar economicamente o país será a maior dificuldade que enfrentará o novo governante egípcio, devido ao panorama atual: o déficit fiscal e a dívida pública aumentaram, desde 2011 até hoje, atingindo 14% e aproximadamente 100% do PIB, respectivamente. Devido à instabilidade política e à insegurança, não existe investimento estrangeiro. Um quarto da população (25,2%) vive na extrema pobreza, o desemprego atinge 13% e, ao mesmo tempo, 70% dos desempregados têm entre 15 e 29 anos. "Estes dois problemas socialmente explosivos estavam entre as principais causas que incitaram o levante popular contra Mubarak, e os dois pioraram nos últimos três anos", advertiu numa análise publicada no jornal onlineSada, o economista cairota Mohammed Samhouri.
Para completar, a instabilidade e a insegurança têm afetado o setor turístico (que representava 11,3% do PIB e proporcionava 12,5% do emprego), ao ponto tal que o ano 2013 foi considerado pelo governo como "o pior ano (para a indústria) na história moderna" do país. A isto se acrescenta que logo após do derrubamento de Morsi, boa parte do pouco dinheiro existente nas arcas egípcias provém de seus aliados da Arábia Saudita, Kuweit e dos Emirados Árabes Unidos. Ainda se desconhece em troca de quê se entrega esta ajuda (uns US$ 20 bilhões nos últimos 10 meses) nem até quando vai durar.

SUBVENÇÕES VERSUS APOIO
Qualquer solução econômica em longo prazo implicará algum corte aos amplos subsídios estatais, sobretudo ao pão e ao combustível, que consomem perto de um terço do orçamento nacional.
"Qualquer eliminação dos subsídios seria politicamente custosa e requereria de um consenso social, quase impossível de conseguir atualmente", escreveu no jornal australiano The Sydney Morning Herald, Adel Abdel Ghafar, especialista em temas árabes da Australian National University.

INTERESSES DO EXÉRCITO
Ainda que seja popular, ter o apoio do poderoso exército não garante a Al Sisi um futuro prometedor. A instituição possui seu próprio império econômico e qualquer reforma poderia afetar seus interesses, que englobariam 40% de toda a economia egípcia, segundo o jornal britânico The Guardian.

GRUPOS EXTREMISTAS
Desde 3 de julho passado até hoje, mais de 1.400 pessoas — a maioria seguidores de Morsi — têm sido assassinados por policiais e soldados, segundo a agência France Presse. Em resposta a esta violenta repressão, centrada principalmente contra os Irmãos Muçulmanos e seu entorno, os insurgentes yihadistas têm multiplicado os atentados contra as forças militares.
Embora seus ataques se concentrem na península do Sinai, também houve alguns no Cairo. Por tal motivo, nos dez meses decorridos desde o golpe de Estado, os ataques extremistas já deixaram mais de 500 mortos, segundo o jornal espanhol El Mundo. A maioria deles foram reivindicados pelo grupo Ansar Beit al Magdis. O governo interino tentou aplicar mão de ferro e não funcionou. Al Sisi prometeu o mesmo.

# (Redação do Granma Internacional e das agências)
 

Expetativas sobre o novo governo na Guiné-Bissau.

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Os guineenses aguardam com expetativas a formação do novo governo que será encabeçado por Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC. A comunidade internacional defende um governo inclusivo mas analistas discordam.

O novo Primeiro Ministro da Guiné-Bissau - Domingos Simões Pereira 

Em Bissau discute-se a modalidade do novo executivo liderado por Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Se por um lado a comunidade internacional defende um governo inclusivo, analistas guineenses acreditam que o modelo a ser aplicado será o oposto.
A poucos dias da investidura do novo governo, eleito nas últimas eleições gerais, a esperança de uma Guiné melhor é a palavra de ordem no quotidiano dos guineenses, que colocaram a fasquia alta em relação à formação de um governo que será liderado por um jovem com muita vontade de vencer: Domingos Simões Pereira.
Grandes expetativas
Abre-se uma grande expetativa quanto ao futuro do país. Para muitos chegou a hora de construir a Guiné-Bissau, garantindo a paz, a estabilidade e o progresso, mesmo que ainda não se saiba, quem fará parte do novo executivo.
Fila de votantes nas eleições gerais na Guiné-Bissau em abril de 2014
A verdade é que o sigílo está a marcar a formação do novo elenco governamental. Até ao momento, ao contrário do que acontecia, a imprensa nacional não sabe dizer quem vai fazer parte do governo do engenheiro Simões Pereira. Fodé Mané, analista político e professor da faculdade de Direito de Bissau, diz que será um governo à imagem do Simões Pereira.
“Vamos fazer projeções a partir da sua figura, que sei que é um tecnocrata mas também com muita habilidade política. Nestas situações, nos primeiros momentos, quando um governo sair destas lutas muito renhidas… Portanto, quando o primeiro ministro e o partido vencedor entra em alianças é obrigado a refletir essas alianças no seu primeiro governo. Aí nem sempre tem as pessoas que gostaria de ter. Tem de respeitar aqueles acordos, aquelas alianças. E nesse sentido, temos, por vezes, nos primeiros governos saídos dessas eleições situações em que não vemos em todos os ministros aquilo que o país gostaria de ver.”
Oposição a governo de inclusão
No passado recente, a comunidade internacional defendia a formação de um governo de inclusão, que teria a participação dos partidos da oposição. Mané rejeita essa ideia claramente, alegando que assim ter-se-ía um governo incapaz de funcionar.
“Formar um governo conforme a percentagem eleitoral não é funcional porque vamos ter vários centros de comando. O segundo vencedor, se tiver pessoas no governo que ele indique, o centro de atenção, de obediência vai ser deste. E vamos ter um governo com vários centros como está a acontecer neste momento. Um governo cujo primeiro ministro ninguém ouve. Ninguém escuta. Gere apenas o seu dia a dia e não o do governo, nem do país. Dizemos cada ministro faz aquilo que pretende.”
Problemas por resolver
José Mário Vaz, Presidente eleito da Guiné-Bissau
Espera-se que o novo executivo resolva os graves problemas sociais, principalmente, no sector da educação que corre o risco de ver o ano lectivo ser anulado. Outra área em dificuldades é a saúde, onde se regista a falta de assistência médica e medicamentosa nos hospitais, provocando um elevado índice de mortalidade infantil. Finalmente, destaque para a questão da instabilidade político-militar. Este último problema é particularmente premente, afirma Mané, sublinhando que a ferida ainda não está totalmente sarada com estas eleições.
“Quando houver vontade popular e vier alguém a impor a ordem. É esta força que eu acho que continua a não existir. Mas é preciso trabalhar porque cada vez mais o povo está a afastar-se daquelas forças paralelas que subvertem a ordem constitucional.

Expectativas sobre o novo governo na Guiné-Bissau

José Mário Vaz, eleito presidente da Guiné-Bissau, vai tomar posse a 23 de junho. Depois de assumir funções, o novo líder eleito nas legislativas, Domingos Simões Pereira vai nomear os membros do Governo que irá dirigir como primeiro-ministro. Quatro dias depois de tomar posse, ( 27 de junho), o presidente da Guiné-Bissau desloca-se a Malabo, Guiné Equatorial, para participar na cimeira de chefes de Estado da União Africana sobre Agricultura e Segurança Alimentar. A tomada de posse do Presidente vai acontecer 10 dias depois de empossados os novos deputados da Assembleia Nacional Popular (ANP). A Comissão Nacional de Eleições marcou para 13 de Junho a cerimónia da entrada em funções do novo parlamento guineense.

DW.DE

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Gâmbia: JAMMEH EXORTA O NOVO PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU / A PROSSEGUIR COM A RECONCILIAÇÃO.

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Presidente Jammeh

O presidente da República, pediu ao novo presidente eleito da Guiné-Bissau a prosseguir uma política de reconciliação nacional e esquecer as diferenças do passado, a fim de garantir o desenvolvimento e a paz duradoura no país de língua Portuguesa. Ele disse que a reconciliação deve ser a primeira prioridade do novo presidente, dadas as experiências amargas que o povo daquela nação tinha atravessado.

Sua Excelência Sheikh Professor Dr. Yahya Jammeh Alhaji falava nesta terça-feira à noite no Palácio Presidencial em Banjul durante uma reunião crucial com o presidente eleito da Guiné-Bissau, Sua Excelência José Mario Vaz.

O Presidente da Guiné-Bissau, que ganhou a eleição presidencial com 61,9 por cento dos votos em maio, foi na Gâmbia para uma visita diplomática de dois dias, destinada a fortalecer os laços com a Gâmbia e solicitar o conselho de Jammeh, mesmo antes de seu impossamento oficial.

"Eles [ os guineenses ] sofreram muito e uma coisa chave para o sucesso é a sua crença em Deus Todo-Poderoso, porque o cristianismo e o islamismo adoram apenas um Deus e, a segunda coisa é unificar o seu povo. Deixe o passado no passado; se você quer paz entre duas partes em conflito, você não pergunta quem está errado e quem está certo. Faça ambos os lados esquecerem o passado. Você precisa de todas as mãos unidas para o desenvolvimento da Guiné-Bissau. Mesmo daqueles pessoas que não votaram em você; ter boa vontade para com eles. Seu objetivo é a Guiné-Bissau e não importa quem gostar de você, não acho que todo mundo vai gostar de você ", ele aconselhou o novo presidente.

O apoio da Gâmbia

O Presidente Jammeh garantiu seu homólogo da Guiné-Bissau o apoio continuado da Gâmbia para o indispensável desenvolvimento de seu país, dizendo que Banjul tem laços de longa data com este país da África Ocidental. Ele disse que a Gâmbia vai apoiar a Guiné-Bissau e ajudá-la a resolver seus problemas.

"Nós vamos ficar do seu lado, ajudá-lo, aconselhá-lo, mas não vamos ditar-lhe ou dar-lhe ordens. Meu objetivo para com a Guiné-Bissau não é para governar a Guiné-Bissau ou controlá-la, mas para ver a Guiné-Bissau desenvolver como qualquer outro país, porque a Gâmbia e a Guiné-Bissau têm as mesmas pessoas e não temos de continuar a depender dos outros ", ele disse ao novo presidente.

O líder gambiano aproveitou a oportunidade para parabenizar Vaz por sua vitória nas eleições que acaba de concluir, que segundo ele, foi realizada sob uma condição muito difícil.

 " Na vida de um ser humano, seja presidente ou não, a sua primeira lição é o seu coração, ter um coração puro para o seu povo, acreditar no Deus Todo-Poderoso, o que é certo e não ter medo de ninguém . Nós desenvolvemos o nosso país com base em nossos recursos e da boa vontade de nossos bons amigos. Estive em seu país e tive a oportunidade de visitar três regiões e eu lhe digo que, se eu tivesse apenas 25% do que você tem, eu viraria a Gâmbia em Cingapura. Você tem tudo na Guiné-Bissau. O seu país tem enormes campos que você pode usar para transformar a Guiné-Bissau num país exportador de arroz ", observou.

Ele continuou: " Vocês podem se tornar um grande produtor de castanha de caju, e também tornarem-se o maior produtor de arroz na África Ocidental. Mas para alcançar seu objetivo e atender a expectativa do seu povo, você vai precisar de uma equipe de pessoas dedicadas. Uma coisa que nenhum país Africano ou país do Terceiro Mundo vai achar muito fácil é evitar a corrupção e para nós aqui fomos capazes de conseguir o que conseguimos até agora porque estou combatendo à corrupção.

É um inimigo que é difícil de combater porque é muito " indescritível ". Na minha luta contra ela, não tenho nenhum parente; Eu não tenho nenhum tio, irmão, primo e, porque, como presidente, o país inteiro é a sua família. Não é só aqueles que você tem laços de sangue, mas você é o pai da nação e no que diz respeito à propriedade pública, todos devem ser iguais. Então, sendo presidente ou não sendo presidente, Allah vai julgá-lo. "

O presidente eleito, José Mario Vaz, por sua vez, expressou sua determinação em enfrentar a maioria dos problemas que têm atormentado o seu país, acrescentando que seu governo vai garantir que a paz e a estabilidade serão alcançados em sua nação. Ele elogiou o presidente Jammeh por seus esforços contínuos no sentido de assegurar a paz eterna e a estabilidade na Guiné-Bissau, enquanto exaltou suas qualidades de liderança que se traduz na história de sucesso da Gâmbia em termos de desenvolvimento, a paz e a estabilidade.

"Eu vim aqui para receber algumas lições e conselhos, porque às vezes até mesmo seu próprio pai não iria dizer-lhe o que seus amigos lhe podem dizer. Tudo o que você me aconselhou aqui vai me ajudar e estamos a considerar você como um irmão e como um guia. É por isso que sentimos que é muito importante que cheguemos a Gâmbia e conhecê-lo. Você é um amigo e um irmão ", disse o presidente a Jammeh, apreciando seus conhecimentos sobre atividades agrícolas.

Ele acrescentou: " Por favor, não permita que ninguém afaste a sua atenção, para nos ajudar a ter paz e estabilidade para a nossa economia crescer, para que possamos criar empregos para os nossos filhos. "

O secretário-geral, chefe do Serviço Civil e ministro de Assuntos Presidenciais, Momodou Sabally, que presidiu a reunião, opinou que as relações internacionais devem basear-se no benefício e no interesse das pessoas, além de exaltar as qualidades de liderança do líder gambiano.

O ministro das Relações Exteriores  Dr. Abubacarr Senghore, também falou na reunião com a presença do vice-presidente e ministro de Assuntos Femininos, Sua Excelência Dr. Aja Isatou Njie - Saidy e alguns ministros.

Autor: Musa Ndow

# www.observer.gm

Botsuana: Profissionais de sexo em Gabarone.

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Em uma das ruas da capital Botswana, Gaborone. PHOTO | MTOKOSIZI DUBE.


Durante o dia, ela vai dar ao seu cabelo a aparência mais refinada, embora seja em um salão improvisado, mas quando a noite cai sobre a capital de Botswana, Gaborone, Debra Ncube (não é seu nome verdadeiro! ) troca sexo por dinheiro.

Rotineiramente, todas as noites, Ncube, que está em seus 30 anos adiantados, na estrada sashays up Notwane  da extensão 12, um subúrbio de alta densidade em Gaborone, ela está em uma saia curta, apertada, em busca de clientes.

Ela está geralmente acompanhada por algumas outras jovens, que também se acredita serem  suas compatriotas.

Elas se posicionam estrategicamente a alguns 100m da Notwane bar, mas Ncube escolhe seu lugar predileto, uma árvore em frente ao parque de estacionamento iluminado por faróis.

Ela diz que é uma profissional do sexo há cinco anos e já fez sexo com vários homens, ganhando uma média de US $ 52 por noite.

Todas as noites, depois de bater fora de seu emprego "outro emprego" , ela se junta a suas amigas em seu lugar de sempre para atrair os clientes que geralmente freqüentam os três bares no bairro.

Ela faz parte de muitas mulheres de Zimbábue em Gaborone que viajaram para o sul para assumir a profissão mais antiga - a prostituição - quando a economia do Zimbabwe ficou difícel há alguns anos.

" Isto é o que a maioria das mulheres do meu país faz. Na verdade, posso dizer com segurança que é a maioria de nós que trabalha como cabeleireiros nos salões de beira de estrada. Durante o dia, enquanto no nosso tempo fazemos cabelos das pessoas, o que realmente não rende muito. O verdadeiro trabalho começa à noite, por volta 1900hrs ", diz ela.

Ela acrescenta que há algumas que trabalhavam como empregadas domésticas durante o dia e, em seguida, adicionam aos seus magros salários com a venda de seus corpos.

Um relatório recente divulgado pelo Ministério da Saúde de Botsuana indica que existem mais de 1.500 profissionais do sexo do Zimbábue no país da África Austral.

A pesquisa foi realizada entre 2012 e 2013 e focada em três centros - Gaborone, Francistown e Kasane.

A capital Gaborone tem mais de 1.200 profissionais do sexo de Zimbábue, enquanto 300 operaram em Francistown perto do posto fronteiriço Plumtree. A cidade resort, Kasane, têm 100 trabalhadores de sexo do Zimbabué e outras estão espalhadas em várias áreas urbanas em Botswana.

Há quase 4.153 profissionais do sexo nas três cidades. Mais de 70 por cento das mulheres citam o ganho financeiro e a falta de emprego como razões para se envolverem neste tipo de comércio.

Aqueles que trabalham no salão improvisado ganham uma média de P800 ( 93 dólares ) por mês. O salário  mais baixo, no Bontleng, onde permanece Ncube, provavelmente o salário ronda em torno de P400 ( US $ 46).

Ela diz que não havia absolutamente nenhuma maneira que ela pudesse sobreviver com as transas que ela faz no salão.

" Para a maioria das pessoas, o salão é apenas para encobrir o nosso modo de agir, no caso de as pessoas começarem a suspeitar, especialmente aqueles que nos conhecem. Em uma boa noite, eu posso fazer mais do que a metade do dinheiro que eu ganho em um mês no salão ", diz ela.

Os clientes potenciais

Através disso, ela conseguiu adquirir alguns pertences para seus alojamentos em Botswana e ainda é capaz de enviar dinheiro para casa ao final de cada mês.

Ela fica com uma amiga, identificada apenas como Thoko ( não o nome real) em Bontleng, que fica ao lado de extensão 12 da Central Business e a pouca distância do Districto de Gaborone.

Sua casa está estrategicamente localizada perto de um posto de gasolina no Anel Shopping Sul, onde, ocasionalmente, se verifica a existência de potenciais clientes quando os bares fecham.

Ncube está mal em casa e não está preocupada em não ter fornecimento de energia elétrica.

"E eu precisaria de eletricidade para quê? A casa é apenas para me manter e os meus pertences. A única vez que me encontro em casa, é para dormir. "

Durante o dia, ela está no trabalho.

A partir daí, ela só chega em casa para tomar banho e ir ao seu lugar.

" Às vezes, eu só volto para casa nas primeiras horas do dia seguinte, e às vezes eu recebo clientes que gostariam de ficar comigo por alguns dias. Se eu não fizer isso, não vou sobreviver ", explica ela.

Embora ela não queria discutir seus preços, há indicações de que seus clientes pagam P70 ( US $ 8) por um curto período de tempo, e P350 ( 40 dólares ) para a noite inteira.

De tarde, a polícia tem sido duro com Ncube e suas amigas, que não têm os documentos necessários para viver e trabalhar no Botswana. Mas ela tem dominado uma maneira de vencer seus ataques.

"Sabemos agora que eles ( os policiais ), a maioria deles agora são nossos amigos. Quando eles vêm, pagamos um suborno ou apenas fazemos um curto período de tempo com eles de graça ", diz ela.

Mas essa estratégia só funciona quando elas estão lidando com policiais homens, como ela revela que as mulheres (policiais) são sempre mais intransigente.

Há alguns anos, o governo anunciou novas regras que obrigaram as cervejarias a fechar mais cedo.

O Presidente Ian Khama culpou o alcoolismo, o HIV / Aids e outras doenças, como doenças que atormentam o Botswana.

E foi que Botswana seguiu com uma campanha de que as prostitutas seriam detidas se fossem habitantes locais, ou deportadas se fossem estrangeiras pelo seu comportamento " desordenado e indecente".

E isso representou um duro golpe nos negócios da Ncube.

Por volta da meia-noite

" Muitas pessoas preferem comprar cerveja e levá-la para casa, de que tomar uma bebida no bar. Nós conseguíamos atrair a maioria dos nossos clientes em torno de meia-noite, mas agora somos obrigadas a buscá-los mais cedo, pois não haverá ninguém nos bares em torno desse tempo. "

Mas Ncube encontrou o seu caminho em torno da situação.

Ela mantém contatos com cada homem que que vai com ela para cama, e a longo dos dias, ela vai chamando-os perguntando se eles precisam de seus serviços.

" Em um determinado dia, há sempre pelo menos um deles que vai querer que eu vá passar a noite com ele", ela revela.

Botsuana é o segundo país depois da Suazilândia, em termos de taxa de prevalência do HIV / Aids na África.

Em 2012, estimou-se, pelo menos, que 400 mil pessoas com idade entre 15 e 49 anos no Botswana estavam vivendo com o HIV / Aids.

Botswana tem uma população de 2 milhões de habitantes.

E Ncube está ciente dessas estatísticas e do perigo que seu emprego da noite traz. Uma das maneiras é a sua insistência em usar a proteção o tempo todo.

Ela acrescenta : " Eu sei que há questões sobre o HIV e a Aids, mas o desafio agora é ter certeza de que devo usar proteção sempre. Cada negócio tem os seus riscos, e até mesmo a nossa. Mas temos que encontrar maneiras de lidar com os riscos, sem pôr em perigo a vida ou fazer a minha família saber que isso é o que eu tenho feito. "

o mercado

De volta para casa em Bulawayo, seus parentes pensam que ela é secretária em uma empresa de construção. Ela possui um certificado de secretariado, mas afirma que é difícil conseguir um bom trabalho na área, porque ela é uma estrangeira.

"A maioria das empresas preferem as nacionais para tais cargos, porque quando eles empregam estrangeiros, eles precisam começar a elaborar as autorizações ", diz ela.

Mas Ncube também garante que ela não recebe pessoas que conhecem os seus parentes no pais e que a visitam.

" Meus pais e todos em torno de nossa família acham que eu trabalho para uma empresa de construção como secretária. É o que eu também disse ao meu namorado. O que mais eu poderia fazer, esta é a única maneira que eu posso sobreviver aqui em Gaborone. Esta não é uma boa vida, mas não há nada que eu possa fazer, senão eu morreria como uma mendiga. "

Thoko faz repescagens da situação de muitas mulheres do Zimbábue, dizendo: ". Voltando para casa, muitas pessoas acreditam que temos altos cargos em grandes empresas, mas que não é o caso ".

A maioria das mulheres de Botswana são mais qualificadas e dominam o mercado, deixando apenas alguns poucos bons empregos para estrangeiras.

"A maioria das histórias que você ouve sobre pessoas que trabalham em bancos, empresas de diamantes é tudo mentira. Sabemos que algumas mulheres do Zimbábue que compraram propriedades  foi através deste serviço ( a prostituição ) . "

Com a situação política e económica no Zimbabué continua instável, Ncube e suas amigas fazem o jogo para permanecer um pouco mais em Botsuana para fazer uma vida-não-tão- decente.

# africareview.com 

Rússia e China: Aliança estratégica, eficaz, discreta, sem alarido...

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Rússia e China: Aliança estratégica, eficaz, discreta, sem alarido.... 20410.jpeg


"E isso significará que Moscou e Pequim juntam forças para lançar poderosa contraofensiva no Ocidente? Não, de modo algum. Nem Rússia nem China precisam disso. Esses países precisam, isso sim, de concorrência leal, sem manipulação, sem duplifalar e hipocrisia e sem atividades clandestinas de subversão e terrorismo."


A visita do presidente Vladimir Putin da Rússia a Xangai nos dias 20-21 de maio, atraiu a atenção do mundo inteiro, mas, por várias razões, a significação dessa visita ainda não foi plenamente declarada. É como se o ocidente não conseguisse abrir mão da ilusão de uma sua supremacia, e preferisse não ver a alternativa que se vai configurando e emergindo, no formato de uma aliança russo-chinesa. Além disso, diferente de práticas passadas, Moscou e Pequim não querem alertar o oponente com declarações grandiloquente mas nem sempre claras ou específicas, e têm preferido trabalhar metodicamente e em silêncio, construindo suas relações bilaterais com conteúdo abrangente e exequível.

A maioria dos relatos jornalísticos sobre a visita de Putin, por isso, se centraram nos acordos de gás -, e os componentes militares, políticos e estratégicos de seus encontros em Xangai estão passando praticamente sem registro sequer pelos especialistas. Os críticos reduziram tudo ao fornecimento de matérias primas russas e à "penetração chinesa" no mercado russo... Mas o verdadeiro sentido dessa visita é muito mais profundo, e talvez só possa ser devidamente apreciado, em toda sua significação, por historiadores, no futuro.

Se se examina de perto a "Declaração Conjunta da Federação Russa e da República Popular da China sobre um novo estágio de parceria em ampla escala e relações estratégicas" [orig. ing. Joint Statement of the Russian Federation and the People's Republic of China on a new stage in full-scale partnership and strategic relations[1]] assinado pelos chefes de estado, não é difícil ver que o documento contém vários elementos similares a acordo que crie uma aliança militar e política, mas sem implementação final por lei.

Afinal, se o procedimento de implementação que talvez venha a ser necessário algum dia pode ser feito em bem pouco tempo, o mais difícil e mais demorado é definir os princípios em torno dos quais os signatários estão de acordo. Mas, sim, há há, pronto, uma espécie de acordo 'de reserva', pronto a ser desenvolvido, se preciso.

Rússia e China chamaram a coisa de "um novo tipo" de relações entre estados, enfatizando que

"o resultado de uma parceria ampla e igualitária, de confiança e cooperação estratégica em nível muitomais alto será fator chave para preservar e garantir os interesses vitais dos dois países no século 21, e para criar uma ordem mundial justa, harmoniosa e segura."

Trata-se disso. Isso, precisamente, terá de ser levado em conta por todos, em todo o planeta.

A Declaração Conjunta delineia a filosofia geral da atitude dos dois países em relação aos problemas globais do nosso tempo, chamando sempre a atenção para a natureza fundamentalmente firme, profunda e orgânica - nunca oportunista - da nova parceria. A Declaração Conjunta declara, por exemplo, que

"os dois países continuarão a garantir um ao outro firme apoio em questões relacionadas a interesses-núcleo, como soberania, integridade territorial e segurança. Os dois países opor-se-ão a qualquer tentativa por quaisquer métodos de intervenção em assuntos internos, e apoiarão total adesão às provisões fundamentais da lei internacional consolidada na Carta das Nações Unidas; respeito incondicional aos direitos dos parceiros a escolher independentemente a própria via de desenvolvimento; e respeito incondicional ao direito de defender os próprios valores culturais, históricos, éticos e morais."

Nada além de um modelo liberal tristemente mediano. Mas muito distante do 'modelo' que tem sido universalmente imposto pelo Ocidente. Os dois países destacam a necessidade de

"rejeitar a linguagem das sanções unilaterais, ou a organização, ajuda, apoio, financiamento ou encorajamento de atividades que visem a mudar o sistema constitucional de qualquer outro país, ou de arrastar ou empurrar qualquer outro país para qualquer tipo de bloco unilateral ou união."

Em outras palavras, é a rejeição categórica de incontáveis 'revoluções coloridas' orquestradas por todo o planeta pelo Ocidente; e da expansão de tradicionais blocos de estilo militar e político, como a OTAN. As relações desse "novo tipo" escolhido por Moscou e Pequim são também convenientes, porque não deixam aos EUA nenhum espaço ou terreno para justificar qualquer tentativa para expandir o bloco.

Mas, no processo, China e Rússia admitem a expansão de sua própria 'proto-união', mediante a inclusão de mais uma das grandes potências da política mundial - a Índia. Consideram a interação dessas três potências como

"importante fator para garantir segurança e estabilidade tanto na região como no mundo. Rússia e China continuarão seus esforços para fortalecer o diálogo estratégico trilateral para aumentar a confiança mútua, desenvolver posições comuns sobre questões regionais e globais importantes, e promover cooperação prática mutuamente benéfica."

Deve-se lembrar que o recém empossado novo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, a julgar por suas declarações, está pronto para trabalhar desse modo.

"Permanece a necessidade de reformar a arquitetura financeira e econômica internacional, de realinhá-la às necessidades da economia real, e de aumentar a representação e o direito de voto de mercados emergentes e países em desenvolvimento no sistema da governança econômica global, para restaurar a confiança no sistema."

Deve-se observar que Rússia e China consideram o G-20 como o principal fórum de cooperação econômica internacional, não o notório 'G7', e empenharão esforços ativos para fortalecer a união e aumentar a efetividade das atividades do G-20. Celebrações pelo 'ocidente' depois de a Rússia ter sido expulsa do  'G8' foram pois precipitadas.

Rússia e China visam a transformar também outro grupo, o dos países BRICS,

"num mecanismo para cooperação e coordenação com ação em ampla gama de questões financeiras, econômicas e políticas globais, incluindo o estabelecimento de parceria econômica mais próxima, a necessidade de criar-se brevemente um Banco de Desenvolvimento dos BRICS, e a constituição de uma cesta de moedas de reserva para os negócios internacionais."

Foram firmados importantes acordos também para a criação de um corredor de transporte para a Rota da Seda, cuja criação o ocidente também muito desejava, por acreditar que seria uma alternativa à rota de trânsito eurasiana pela Rússia, e uma espécie de coluna de contenção nas relações russo-chinesas. Esse projeto, que preocupou a Rússia durante muito tempo, revela-se hoje como item importante e benéfico na cooperação russo-chinesa. Moscou já declarou que

"considera importante a iniciativa da China, para o desenvolvimento do "Cinturão Econômico Rota da Seda"; e aprecia a disposição da China para tomar em consideração os interesses da Rússia, no curso do desenvolvimento e da realização desse projeto. Os dois paíese continuarão a procurar meios possíveis para unir o projeto do "Cinturão Econômico Rota da Seda" e a União Econômica Eurasiana que está sendo criada."

Implica que a nova Rota da Seda não servirá aos interesses geopolíticos do ocidente. Em vez disso, responderá às demandas urgentes de China e Rússia, inclusive em termos da presença estratégica de ambos os países em regiões adjacentes à própria Rota da Seda. Mediante esforços conjuntos, Moscou e Pequim são perfeitamente competentes para tirar a área das mãos do ocidente - o que configura mais uma gigantesca derrota para Washington.

A participação de Putin ao lado do líder chinês Xi Jinping na abertura dos exercícios navais conjuntos na Base Naval Woosung acrescentou mais um tom simbólico à visita de Putin a Xangai. Vale recordar que reunião semelhante aconteceu no início do que viria a ser a Entente Franco-Russa, que foi marcada pela chegada do esquadrão francês a Kronstadt.

Os países também decidiram realizar exercícios conjuntos para comemorar o 70º aniversário da vitória contra o fascismo alemão e o militarismo japonês nos teatros europeus e asiáticos da 2ª Guerra Mundial, além de continuar em sua "oposição decidida contra tentativas de falsear a história e minar a ordem do mundo do pós-guerra". Essa é questão considerada de alto significado estratégico, além do alto significado histórico.

De fato, Moscou e Pequim, em 2014, estão reconhecendo reciprocamente o papel decisivo de ambas as nações na vitória contra a Alemanha, pelo lado russo; e na vitória contra o Japão, pelo lado chinês. Afinal o ocidente sempre se empenha em reduzir, ou até apagar o papel que Rússia e China desempenharam naquela guerra mundial. Os EUA impuseram à força, a todo o planeta, a ideia de a contribuição dos EUA na vitória na 2ª Guerra Mundial teria sido decisiva, se não na Europa, pelo menos na Ásia.

Mas hoje se sabe que as forças terrestres do Japão foram dizimadas principalmente na China, e que aWehrmacht foi dizimada no Front Oriental. O que os norte-americanos fizeram foi, quase exclusivamente, dizimar populações civis nas Ilhas do Japão, em violentas campanhas de bombardeios aéreos, quando usaram inclusive bombas atômicas. Não é mistério o motivo pelo qual o exército Kwantung japonês, de um milhão de soldados, não marchou na direção da Sibéria; não marchou contra a Sibéria porque não conseguiu sair da China, onde foi detido pelos chineses.

Naquela guerra, morreram meio milhão de norte-americanos. Mas morreram 35 milhões de chineses. Toda a glória a todos que morrem em luta por causa justa, mas esses números mostram com clareza qual o país que carregou nos ombros o verdadeiro peso da vitória na 2ª Guerra Mundial. Assim afinal se corrige, não só o conteúdo de uma lembrança histórica, mas, também, a verdade histórica sobre o papel especial que duas potências - Rússia e China - desempenharam para determinar a ordem mundial do pós-guerra.

Dos acordos econômicos práticos firmados pelos dois países, além dos planos de energia, o acordo sobre desenvolvimento conjunto de aviões de grande porte é particularmente interessante. Prevê-se que, no verão de 2014, a Russian United Aircraft Corporation (UAC) e a Commercial Aircraft Corporation COMAC, da China, apresentarão um estudo de viabilidade do projeto aos respectivos governos. O investimento dos países na empresa conjunta ainda não foi especificado, mas a russa UAC informou que será comparável ao projeto do Boeing 787 (cerca de 32 bilhões de dólares norte-americanos) e ao projeto do Airbus 350. Dado que a Rússia já domina o processo de produção dos Sukhoi Superjet 100 de curto alcance e em breve iniciará a produção dos MS-21 de médio alcance, Rússia e China, e adiante talvez Rússia e Índia, poderão entrar na produção de itens para toda a linha de aviões de transporte civil, com motores especiais e alta proporção de itens de tecnologia avançada. Além disso, terão uma vantagem competitiva sobre as empresas Boeing e Airbus, porque estarão orientadas para o mercado doméstico - cerca de 2,5 bilhões de pessoas. Há planos também para o desenvolvimento de um helicóptero de grande porte, sucessor do ainda insubstituível Mi-26. E não é só o esperado sucesso comercial desses projetos que importa. A maior importância deles está em que, com eles, cria-se um novo centro global, independente do ocidente, para produção de tecnologias críticas.

O analista norte-americano Robert Parry escreveu que a aproximação entre Rússia e China é "histórica", entendendo que a crise ucraniana deu à China, país cujo poder econômico está em franco crescimento, e à Rússia, com sua abundância de recursos naturais, ímpeto novo e muito significativo. "China e Rússia uniram-se recentemente num bloco no Conselho de Segurança da ONU, para bloquear iniciativas do ocidente. Significa que, em vez de ter isolado a Rússia na ONU, a abordagem linha-duríssima do Departamento de Estado dos EUA na ONU no caso da Ucrânia teve efeito exatamente oposto: a Rússia tem hoje um novo e poderoso aliado".

E isso significará que Moscou e Pequim juntam forças para lançar poderosa contraofensiva no Ocidente? Não, de modo algum. Nem Rússia nem China precisam disso. Esses países precisam, isso sim, de concorrência leal, sem manipulação, sem duplifalar e hipocrisia e sem atividades clandestinas de subversão e terrorismo a serviço dos 'negócios' dos EUA e da União Europeia.

Tudo isso considerado, em breve será possível comparar e aferir, para determinar qual o melhor modelo. A cada ano que passar, mais e mais difícil será, para o ocidente, continuar a ignorar as justas demandas propostas, cada dia mais claramente, pelos novos polos da política global.
# pravda.ru

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