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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Cabo Verde: Novo administrador comercial da TACV "quer alcançar os melhores resultados da história".

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O novo administrador comercial da TACV, Arik De, congratulou-se com o crescimento de 20% alcançados pela empresa neste primeiro trimestre, face ao período homólogo. Para este indiano com larga experiência na aviação, caso este cenário se mantenha por mais nove meses, a TACV terá “oficialmente os melhores resultados da sua história em muito tempo”. Este responsável, que esteve em Lisboa para apresentar o novo plano de expansão de voos e de negócio da companhia de bandeira nacional, diz que a TACV pretende abrir novas rotas nas Américas, Europa e África e fazer com que a companhia funcione como um “hub”.

Novo administrador comercial da TACV

As receitas dos TACV estiveram no primeiro trimestre deste ano 20% acima do período homólogo do ano passado (a companhia nacional transportou no primeiro trimestre deste ano 29.587 passageiros entre Lisboa e Cabo Verde - mais 53,5% do que no primeiro trimestre de 2014).
Motivo de satisfação para Arik De que diz chegar à TACV com o objectivo de “tornar a companhia mais estável financeiramente e fazê-la crescer”. Para esse fim, tem já um plano que implica mudar a imagem da empresa, torná-la “mais cabo-verdiana”, abrindo mais rotas para as Américas, Europa e África. Mais: ainda fazer com que a companhia aérea de bandeira nacional funcione como um “hub”.
Entretanto há trabalho a ser feito antes dessa expansão, garantiu Arik De, sublinhando que é necessário alterar os horários dos voos para que Cabo Verde funcione como um “hub” com voos dos Estados Unidos e Brasil – depois distribuídos para a Europa e África. Mostrou-se confiante no aumento dos clientes através das conexões. "A perspectiva é que se venha a ter 60% dos clientes a fazer conexões – actualmente a cifra dos TACV está entre os 3 e 5%", explicou, apontando ainda a ilha do Sal como o “hub ideal" por ser "pequeno e eficiente”.
Bons ventos nas asas dos aviões da TACV é o que Arik De espera. Mostra-se optimista com o futuro: “Mais três trimestres como este, teremos oficialmente os melhores resultados da nossa história em muito tempo”. Para isto é entretanto preciso, conforme o indiano com larga experiência em aviação, controlar os custos e corrigir a distribuição online.
As estratégias da TACV passam ainda por mudar a imagem da companhia, tornando-a “mais cabo-verdiana”. Arik De quer servir "morabeza" a bordo dos aviões da TACV. Quer que os passageiros entrem nas aeronaves e sintam que estão a ir para Cabo Verde. Vão ouvir Cesária Évora e degustar refeições, café e vinhos locais. Arik De começou por trabalhar como consultor nos TACV, há cinco meses. Iniciou as funções como CCO a primeiro de Abril deste ano.
# asemana.publ.cv

Guiné Bissau apela a governos da CPLP para reforço de sinergias.

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(EURONEWS)

O líder da Câmara do Comércio da Guiné-Bissau, Braima Camará, apelou esta quarta-feira aos empresários da comunidade lusófona ao reforço das parcerias estratégicas a partir das “mais-valias” de cada um dos países e assim ajudarem os seus Governos.
Braima Camará acredita que a partir de alianças entre os empresários dos países lusófonos, o espaço da lusofonia poderá conquistar “mais mercados” e potenciar produtos de cada um dos Estados-membros.
O presidente da Câmara do Comércio guineense deu como exemplo a somatória entre “a tecnologia brasileira e o capital angolano” que daria para transformar o caju da Guiné-Bissau.
Braima Camará notou que dessa sinergia poderia sair “um produto final de excelente qualidade em qualquer parte do mundo”, o que, reforçou, podia ser feito também com o atum de Cabo Verde ou com o camarão de Moçambique.
“Temos é de ter consciência da riqueza que representamos e dos espaços em que estamos inseridos para, de forma inteligente, aproveitarmos a pertença de todos e de cada um de nós”, declarou.
O presidente da Câmara do Comércio da Guiné-Bissau defendeu a ideia na abertura de uma conferência sobre eventos empresariais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorre em Bissau até quinta-feira.
O encontro é coorganizado pela Confederação Empresarial da CPLP e a Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS) da Guiné-Bissau. (euronews.com)
por Lusa

Guiné-Bissau: Funcionamento dos tribunais causa apreensão à ordem dos advogados.

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José Mário Vaz esteve reunido com o bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau

A Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau encontra-se bastante apreensiva com a situação atual do sistema judicial do país, tendo manifestado essas preocupações ao presidente do país, José Mário Vaz, noticia a Rádio Jovem de Bissau.

«A nossa preocupação é que os tribunais funcionem melhor. Que as condições sejam criadas e que sejam dignificados os magistrados e as funções do advogado no âmbito da administração da Justiça», disse Basílio Sanca, bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau.

Sanca pretende que o José Mário Vaz exerça a sua magistratura de influência para melhorar o funcionamento dos tribunais e fortalecer o combate à corrupção.

«O chefe de Estado foi recetivo e prometeu analisar todos os pedidos», referiu o bastonário no final do encontro com o Presidente guineense.

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Rede elétrica pública foi atacada por «organizações criminosas», garante diretor da EAGB

Os cortes de energia elétrica nos últimos dias na capital da Guiné-Bissau devem-se à ação de «organizações criminosas», acusou o diretor da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), René Barros.

«O sucesso verificado na reposição de energia em todos os lares de Bissau terá incomodado muita gente, o que leva a empresa a acreditar que estas avarias constantes e inexplicáveis estejam mesmo ligadas a organizações criminosas ainda não identificadas», referiu René Barros, em comunicado.

O fornecimento regular de energia elétrica e água canalizada na maioria dos bairros de Bissau passou a ser garantido em permanência desde o mês de dezembro, depois de mais de uma década de escuridão.

Nas últimas três semanas, porém,o fornecimento da eletricidade tem sido alvo de cortes repentinos, que já chegaram a deixar toda a cidade de Bissau às escuras durante largos períodos de tempo.

# abola.pt

domingo, 26 de abril de 2015

O ex-Presidente do Brasil - Lula da Silva: INSTITUTO LULA CRIA O “CONSELHO ÁFRICA”.

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Lopes e Lula. Imagem: Ricardo Stukert/Instituto Lula.

O Instituto Lula vai constituir o seu “Conselho África“, nessa quinta-feira (23), em São Paulo. O lançamento ocorre agora, durante mais um encontro da série “Conversas sobre África”, com a participação de Carlos Lopes, atual secretário-geral adjunto e secretário-executivo da Comissão Econômica para a África da ONU. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participa do encontro.

O “Conversas sobre África”, realizado pelo Instituto Lula desde 2012, propõe trazer para o debate estudiosos, especialistas, autoridades e pessoas preocupadas em fortalecer as relações entre Brasil e África. Carlos Lopes, que é natural da Guiné-Bissau e reside em Adis Abeba, capital da Etiópia,vai falar sobre os principais desafios que o continente enfrenta neste século.

O “Conselho África” será um espaço para conectar os colaboradores africanistas do Instituto Lula e acompanhar as atividades da Iniciativa África. Farão parte do Conselho historiadores, representantes de movimentos sociais e organismos multilaterais, diplomatas e estudiosos.


Escuta AQUI:

Lançamento Instituto Lula.

#blogdogusmao.com.br

Costa do Marfim: Alassane Ouattara investido candidato da coalizão para a presidência.

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Des affiches d'Alassane Ouattara, le 25 avril 2015 à Abidjan.
Posters de Alassane Ouattara, em 25 de abril de 2015 em Abidjan. © Sia Kambou / AFP

O Presidente cessante Alassane Ouattara foi investido neste sábado em Abidjan como  "candidato único" da coalizão governista nas eleições presidenciais da Costa do Marfim, marcadas para outubro, sendo ele o grande favorito.

"Eu anuncio a investidura do candidato único da União dos Houphoutistas para a Democracia e Paz (RHDP no poder) para a eleição presidencial", disse Henri Konan Bédié, ex-chefe do Estado marfinense e principal aliado de Alassane Ouattara, durante uma cerimônia com a presença de dezenas de milhares de partidários no maior estádio em Abidjan.

O Presidente da Costa do Marfim Ouattara foi oficialmente designado em 22 de março o candidato de seu partido, o "Rassemblement des Républicains (RDR)" para presidencial de outubro,crucial para a Costa do Marfim em uma década de crise política e militar.

Ouattara, usando um chapéu branco e uma camisa da mesma cor, fez uma entrada triunfal na câmara de 35.000 assentos, a bordo de um conversível.

"O presidente ADO!"
Gritando "Presidente ADO! (As iniciais de Alassane Ouattara), o presidente foi saudado por seus partidários, a maioria vestidos com camisetas com sua imagem.
O Presidente gabonês Ali Bongo Ondimba também participou da "convenção inaugural" no estádio Felix Houphouet-Boigny, em Abidjan.

A aliança do Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCI) do Sr. Bédié e RDR já fizeram suas prévias. No segundo turno das eleições presidenciais em novembro de 2010, Sr. Bédié (ficou em terceiro lugar no primeiro turno) tinha pedido votos para Ouattara, ajudando na vitória contra Laurent Gbagbo, que estava no poder há 10 anos.

Mas, depois de uma década de instabilidade política e militar na ex-colônia francesa, Gbagbo recusa a reconhecer a vitória de Ouattara e tinha mergulhou o país em uma crise sem precedentes. Mais de 3.000 pessoas morreram.
Hoje, quando o Sr. Gbagbo espera em Haia para ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por "crimes contra a humanidade", o presidente Ouattara emergiu como o grande favorito para a próxima eleição.
Sem um líder incontestável e à mercê de fortes divisões, o partido de Gbagbo, a Frente Popular Marfinense (FPI), ainda não decidiu se quer ou não lançar-se para a batalha.

(AFP)

sábado, 25 de abril de 2015

Costa do Marfim: Annick Girardin, Secretária de Estado francês para o Desenvolvimento e da Francofonia em visita ao Burkina Faso depois da queda de Compaoré.

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Annick Girardin, lors de sa visite à Conakry, en novembre 2014.

Annick Girardin,  chega este sábado 25 abril a Abidjan, a primeira etapa de uma turnê a África Ocidental. Ela vai notadamente passar pelo solo Burkinabé, e ela será o primeiro membro do governo francês a trilhar este solo depois da queda do Blaise Compaoré.
Annick Girardin é lindo ser secretário de Estado, ela deve ser recebida com grande pompa nos próximos dias por dois líderes: Michel Kafando, Burkina Faso, em 27 de abril, e Mahamadou Issoufou, no Niger, no dia seguinte.
Ela, que acompanhou o presidente François Hollande, durante sua turnê à África em julho passado (Costa do Marfim, Níger e Chade) se encontra desta vez sozinha em uma visita oficial. Sua turnê, que irá abranger três países (o que é inédito para ela na África Ocidental) retomará as etapas, das quais, François Hollande visitará com exceção de uma: Burkina Faso, em vez de Chade.
É que, depois da passagem de Holanda, Blaise Compaoré foi deposto pelos Burkinabés (foi em outubro) e o país embarcou em uma transição perigosa. Annick Girardin, que será o primeiro membro do governo francês a visitar o país depois desse episódio, percorrerá esse passo em 48 horas (a mais longa de sua viagem) para mostrar a solidariedade de Paris e se reunir com vários atores políticos, incluindo o chefe de Estado.

Palu e clima ao menos 
Os outros temas de sua turnê vão estar relacionados ao relatório do seu portfólio: saúde (ela se rende a Abidjan, por ocasião do Dia Mundial contra a malária), a ajuda ao desenvolvimento e, especialmente, a luta contra as alterações climáticas, particularmente no Níger, país do Sahel que enfrenta o risco de desertificação. Paris, que será o anfitrião da Cimeira COP21 sobre o Clima, em dezembro, não poupará seus esforços para tentar torná-la um sucesso para o crédito de François Hollande.

#jeuneafrique.com

Presidente da República 25 de Abril: Cavaco volta a apelar a consenso entre partidos

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As comemorações dos 41 anos do 25 de Abril no parlamento ficaram hoje marcadas pelo retomar do apelo do Presidente da República, para a necessidade de compromissos interpartidários como forma de garantir a estabilidade e a governabilidade do país.
25 de Abril: Cavaco volta a apelar a consenso entre partidos

No dia em que também passam 40 anos das primeiras eleições universais, livres, para a Assembleia Constituinte, Aníbal Cavaco Silva proferiu o seu último discurso de 25 de Abril, uma vez que concluirá o segundo mandato em março de 2016.

Também Assunção Esteves fez a sua última intervenção nesta data, enquanto presidente da Assembleia da República.
"Ao fim de quatro décadas de democracia, os agentes políticos devem compreender, de uma vez por todas, que a necessidade de compromissos interpartidários é intrínseca ao nosso sistema político e que os portugueses não se reveem em formas de intervenção que fomentam o conflito e a crispação e que colocam os interesses partidários de ocasião acima do superior interesse nacional", afirmou o chefe de Estado na sessão solene do 25 de Abril, na Assembleia da República.
Retomando os apelos ao consenso e diálogo, Cavaco Silva sublinhou que só desse modo será possível alcançar "compromissos imprescindíveis para garantir a estabilidade política e a governabilidade do país" e para enfrentar com êxito os desafios que o futuro coloca.
Nas leituras ao discurso do Presidente da República (PR), os partidos da direita aplaudiram a necessidade de consensos enquanto à esquerda as forças políticas sublinharam que Cavaco Silva saiu em defesa da direita.
O vice-presidente do PSD José Matos Correia aplaudiu as referências do PR à necessidade de consensos, responsabilizando o PS por não terem sido possíveis compromissos em áreas estratégicas, como a Segurança Social.
Pelo CDS, Filipe Lobo D´Ávila afirmou: "Não me parece que seja uma colagem com o discurso do Governo, bem pelo contrário, parece-me um discurso bastante realista com o esforço que o país fez nos últimos anos e sobretudo com os desafios que tem de enfrentar nos próximos anos".
À esquerda, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou o discurso de Cavaco Silva "um fraco testamento".
"É um discurso, de facto, de um fraco testamento, apenas um apelo a que se salve a política de direita", sublinhou Jerónimo de Sousa.
A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, considerou que o melhor do discurso de Cavaco Silva é "ser o último" enquanto Presidente da República e disse ter ficado com dúvidas se "não seria Passos Coelho ou Paulo Portas quem estava a fazer a intervenção".
O deputado de "Os Verdes" José Luís Ferreira acusou o PR de proferir uma intervenção que foi "um aplauso às políticas do Governo" e de pedir "consensos em torno da austeridade".
O secretário-geral do PS, que falou mais tarde e na sede nacional dos socialistas, recusou os apelos ao seu partido para "compromissos, consensos ou conciliação" com o Governo, contrapondo que o voto é a arma do povo e que a escolha se faz entre alternativas.
"Que ninguém peça ao PS compromissos, consensos ou conciliação com a política que quer mudar", declarou António Costa.
Também comentando o discurso de Cavaco Silva, o ex-presidente da República Ramalho Eanes defendeu a necessidade de entendimentos em áreas fundamentais e considerou que, sem liberdade e igualdade de oportunidades, a democracia torna-se "uma designação de fachada".
Por seu lado, o antigo chefe de Estado Mário Soares e o ex-candidato presidencial Manuel Alegre recusaram-se a comentar o discurso do PR, no parlamento, alegando ambos que não o ouviram. Ambos estiveram ausentes do parlamento nas comemorações do 25 de Abril.
No 41.º aniversário do 25 de Abril, o cante alentejano marcou o início da cerimónia solene na Assembleia da República, com o tema "Grândola, vila morena" a ser entoado das galerias por um grupo coral de Serpa.
Nos seus discursos na sessão solene, PCP, BE e Verdes acusaram os sucessivos Governos de desvirtuarem as conquistas do 25 de Abril e os "executantes da política de direita" de quererem manter a austeridade, uma crítica estendida pelo BE ao Presidente da República.
O líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, criticou os que apresentam a austeridade "como o alfa e o ómega, o princípio e o fim de todas as escolhas".
Na mesma linha, a deputada do PCP Carla Cruz considerou que os progressos de Abril "têm vindo a ser seriamente atacados e destruídos, em especial nos últimos anos", e criticou os que cortaram salários e pensões para continuarem a pagar juros "de uma dívida insustentável", empobrecendo o povo e aumentando os lucros do grande capital.
O deputado socialista Miranda Calha, vice-presidente da Assembleia da República e deputado da Assembleia Constituinte eleita em 1975, fez uma veemente defesa do "primado da política" perante "extremismos populistas" e a "economia especulativa" e sustentou que a substância democrática da Constituição será "confirmada" nas próximas eleições legislativas e presidenciais.

#noticiasaominuto.com


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Senegal: Decroix - "Nada justifica o envio de tropas para Arábia Saudita"

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O Partido Democrata e seus aliados, reagrupados no seio da Frente Patriótica para a Defesa da República (FPDR) - são contra a vontade do presidente Macky Sall de enviar tropas para Arábia Saudita.

Numa conferência de imprensa nesta sexta-feira, Mamadou Diop Decroix, coordenador da Frente Patriótica para a Defesa da República (FPDR) acho que esta ambição é "desproporcional e sem sentido."

  "Teríamos aprovado o envio de soldados senegaleses se a Arábia Saudita fosse vítima da agressão de fora. Hoje, há uma guerra civil no Iémen. Arábia Saudita não está ameaçada diretamente. Portanto, não há explicação sobre o envio de tropas senegalesas ao Iêmen. Especialmente hoje, que prevemos a paz neste país. O Senegal deve, de fato, se posicionar como reconciliador ", disse Decroix.

Por: Youssoupha MINE

# Seneweb.com

Zimbabwe recebe 737 cidadãos nacionais repatriados da África do Sul.

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O Zimbabwe recebeu nesta sexta-feira o último lote de seus cidadãos deslocados pela violência xenófoba na África do Sul depois de apenas 737 se ofereceram para voltar para casa.

O último lote de 330 zimbabuanos deixou Durban na quinta-feira e era esperado no posto fronteiriço Beitbridge na sexta-feira.

Cerca de 470 pessoas chegaram em Beitbridge na segunda-feira e receberam aconselhamento antes de serem levados para as suas casas.

O Consular-geral do Zimbabwe na África do Sul Batirashe Mukonoweshuro disse à mídia estatal que cinco ônibus haviam sido deslocados para as mais recentes repatriações.

"Nós completamos registro de nossos cidadãos em Durban e nós não registramos novos casos", disse Mukonoweshuro

"Estes repatriados são esperados para chegar em Beitbridge na sexta-feira. Nós também estamos esperando um outro ônibus que deve deixar o acampamento Primrose em transição para Joanesburgo.

" O consulado agradece o apoio do governo anfitrião e as pessoas de negócios em Durban por darem abrigo ao nosso povo."

Maior número

Pelo menos foi noticiado que supostamente 700 pessoas morreram nos últimos ataques xenófobos que abalaram a província de KwaZulu em Natal e Johannesburg.

O Zimbabwe tem o maior número de imigrantes na África do Sul com algumas estimativas colocando-os em mais de três milhões.

Milhares de zimbabuanos tiveram que deixar o país no auge dos problemas econômicos.

África do Sul emitiu 250 000 autorizações de documentos laboral e empresarial  especiais para os zimbabuanos que estavam vivendo ilegalmente no país.

No entanto, acredita-se que a maioria dos migrantes zimbabuenses na África do Sul permanecem documentados.

O Zimbabwe criticou a forma como a África do Sul lidou com a violência contra estrangeiros e o procurador-geral do país convocou para o julgamento o rei Zulu Goodwill Zwelithini por supostamente incitar os ataques.

O Rei Zwelithini foi responsabilizado pela violência depois que ele disse em uma reunião pública que os estrangeiros devem deixar a África do Sul.
Esta semana, o rei resolveu apoiar os assuntos que pedem o fim da violência, mas negou as acusações de que ele incitou a violência.

#africareview.com

A filha do presidente de Angola: Isabel dos Santos quer diversificar investimentos em Portugal.

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Depois das apostas na banca, nas telecomunicações e na comunicação social, a empresária angolana tem agora a firme pretensão de entrar na indústria portuguesa. O preço: 200 milhões de euros.

Isabel dos Santos
Imagem: expresso.pt


A empresária Isabel dos Santos voltou a aparecer nas manchetes da imprensa portuguesa pelo manifesto interesse em ter uma participação maioritária no capital da Efacec Power Solutions. A filha primogénita do Presidente de Angola ofereceu cerca de 200 milhões de euros por esta sociedade do grupo Efacec, criada para reunir os ativos mais rentáveis da Efacec Portugal.
Ao que tudo indica as negociações estão numa fase adiantada, envolvendo a família Mello e os bancos credores da referida sociedade, prevendo-se que a operação fique concluída em breve, o que, a acontecer, poderá deixar de fora os concorrentes chineses da State Grid, acionistas maioritários da REN, empresa portuguesa que gere a rede de distribuição de energia elétrica.
"A Efacec é uma empresa com muito 'know-how' em áreas ligadas à energia. O desenvolvimento do setor energético em Angola é decisivo para o futuro do país. Portanto, do ponto de vista teórico, faz todo o sentido que Isabel dos Santos olhe para a Efacec, para ir buscar essas competências e poder transportá-las para Angola", diz Celso Filipe, um analista económico que segue de perto as pisadas do capital angolano em Portugal.
Energia é motor da indústria
A Efacec é, por outro lado, uma empresa com vasta experiência internacional, atuando nas áreas da energia, engenharia, ambiente, serviços e transportes, com operações nas Américas, na Europa, Ásia e África.
O grupo é visto como um bom parceiro para a pretensão de diversificar os investimentos de Isabel dos Santos. O interesse da empresária africana na Efacec difere dos seus interesses nas telecomunicações e na banca, áreas em que aposta em criar uma malha internacional, argumenta Celso Filipe, autor do livro "O Poder Angolano em Portugal", publicado em 2013.

Celso Filipe, autor de "O Poder Angolano em Portugal"
"Parece-me que o foco está diretamente relacionado com Angola", diz. "Havia um plano de desenvolvimento do setor energético angolano, em parte já desatualizado, mas, entre 2013 e 2017, previam-se investimentos de 15 mil milhões de dólares. Há a convicção generalizada dos governantes angolanos de que, no mínimo, é preciso duplicar a capacidade de produção de energia elétrica para que Angola possa desenvolver o setor industrial e agro-industrial. Nesse sentido, a Efacec encaixa que nem uma luva."
A concretizar-se, a participação maioritária de Isabel dos Santos na Efacec Power Solutions far-se-á, por hipótese, através de um aumento de capital. Segundo Celso Filipe, 200 milhões de euros dariam, neste momento, muito jeito à multinacional portuguesa. "A situação da Efacec é periclitante, há alguma instabilidade laboral na empresa. Haverá, porventura, dificuldades de acesso a financiamento, o que limita a atividade da empresa, que necessita, julgo eu, tão rapidamente quanto possível de encontrar um sócio que lhe permita relançar a atividade e ter acesso a crédito bancário."
O jornalista considera que este interesse de há oito meses e que agora voltou a ser falado, depois da falhada OPA (Oferta Pública de Aquisição) que Isabel dos Santos recentemente lançou à PT, é revelador de que há mais espaço para a entrada do capital angolano em Portugal.
Os investimentos em território português encabeçados pela filha do Presidente de Angola já ascendem a três mil milhões de euros, destacando-se as participações influentes que ela tem na banca (BPI, BCP e BIC) e na área das telecomunicações (ZOPT, resultante da fusão entre a ZON e a SONAE), além de ativos no setor imobiliário e da comunicação social. Como sócia da petrolífera angolana Sonangol, a empresária tem também uma participação na energética portuguesa Galp através do Grupo Amorim.

Delegação da Efacec em Oeiras, nos arredores de Lisboa
#dw.de

Senegal: Sidiki Kaba, Ministro da Justiça - "Hissène Habré nunca será condenado à morte"

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Ministro da Justiça Sidiki Kaba

Uma coisa é certa. O ex-presidente do Chade Hissène Habré cujo julgamento começa em Junho próximo em Dakar, ele poderia, em qualquer caso, ser condenado à morte. "Eu não sei se Habré será condenado ou não. Mas o que eu sei com certeza é que, se por acaso uma condenação ocorrer, ele nunca será condenado à morte, porque Senegal aboliu a pena de morte ", garantiu Sidiki Kaba, Ministro da Justiça.

Ele falava à margem da cerimónia de posse dos juízes encarregados do julgamento de Habré que ele anunciou a abertura para junho.

A cerimônia de posse foi realizada na grande sala de audiências do Palácio. Além disso, Sidiki Kaba, reuniu-se com o ministro chadiano da Justiça e Direitos Humanos, o representante da União Africana, o presidente dos tribunais de recurso em Kaolack, Dakar e Saint-Louis, o Procurador-Geral do Tribunal de Justiça Suprema, o Bastonário e o presidente do Tribunal de Repressão ao Enriquecimento Ilícito, sigla em francês (CREI).

#seneweb.com

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Hackers russos invadem rede de informática do Pentágono.

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Após a detecção, os hackers foram identificados em menos de 24 horas pelos especialistas do Pentágono, disse Carter.

Imagem: jequieurgente.com

Washington - Hackes penetraram recentemente em uma rede de informática do Pentágono, afirmou nesta quinta-feira o secretário de Defesa americano Ashton Carter na Universidade de Stanford (Califórnia, oeste).

Carter explicou que a invasão foi detectada por profissionais que protegem as redes não classificadas como secretas do Pentágono.

Após a detecção, os hackers foram identificados em menos de 24 horas pelos especialistas do Pentágono, disse Carter. 

"Após recorrer informação útil sobre seu modo de operar, analisamos sua atividade na rede, estabelecemos envolvimento com a Rússia e os expulsamos, de modo a minimizar sus possibilidades de poder retornar", explicou.

O diretor nacional de inteligência dos Estados Unidos, James Clapper, afirmou em janeiro que "a ameaça cibernética russa é mais significativa do que havíamos estimado".

O secretário de Defesa Ashton Carter permanecerá quinta e sexta-feira no Vale do Silício para estreitar laços com as indústrias de alta tecnologia e recrutar os engenheiros e inovadores que o Pentágono precisa.
#correiobraziliense.com.br

Europa busca aval da ONU para operação contra tráfico de emigrantes.

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A operação, que será organizada pela chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, terá por objetivo "capturar e destruir" os barcos utilizados pelos traficantes de pessoas.

Imagem: s2.glbimg.com

Os líderes da União Europeia (UE) decidiram buscar nesta quinta-feira o aval das Nações Unidas para uma operação militar contra o tráfico de pessoas a partir da Líbia, e triplicaram os fundos para as operações de resgate no Mediterrâneo.

Pressionados pela última tragédia envolvendo os emigrantes, que no domingo deixou mais de 800 mortos após um naufrágio na costa da Líbia, os líderes da UE adotaram nesta quinta-feira uma série de medidas de ação, durante uma reunião extraordinária em Bruxelas.

O chefe de governo italiano, Matteo Renzi, disse em entrevista coletiva que França e Reino Unido apresentarão uma resolução ao Conselho de Segurança da ONU com o objetivo de obter seu aval para uma operação militar europeia contra o tráfico de pessoas.

A operação, que será organizada pela chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, terá por objetivo "capturar e destruir" os barcos utilizados pelos traficantes de pessoas.

O presidente francês, François Hollande, anunciou que pretende apresentar a resolução na ONU para destruir as embarcações de traficantes no mar Mediterrâneo.

"A decisão foi tomada para apresentar todas as opções para que os navios sejam apreendidos, aniquilados", declarou Hollande. "Isso só pode ser feito por meio de uma resolução do Conselho de Segurança e a França tomará a iniciativa com outros".

A Alemanha está preparada para mobilizar dois navios, a França também anunciou a disponibilidade de dois navios, a Grã-Bretanha ofereceu o navio de desembarque "HMS Bulwark", além de três helicópteros e dois barcos de patrulha, e a Bélgica informou o envio do navio de apoio logístico "Godetia".

No encontro em Bruxelas, os líderes da UE decidiram ainda triplicar os fundos destinados as suas operações de busca e resgate no Mediterrâneo para enfrentar os naufrágios de navios repletos de imigrantes que tentam chegar à Europa.

"Queremos agir rápido, o que significa triplicar os recursos financeiros" da operação, declarou a chanceler alemã Angela Merkel após a cúpula extraordinária. O montante destinado passará de três a nove milhões de euros por mês.

"Nós triplicamos a Triton, enquanto a proposta era dobrar", ressaltou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

"É importante que avancemos em todos os elementos para que, se possível, uma nova tragédia não volte a acontecer", acrescentou ela.

Sobre o mandato da Triton, Merkel indicou que não houve uma expansão do campo operacional, "mas nós provavelmente precisaremos discutir isso novamente", admitiu.

Em relação ao recebimento dos refugiados, não houve acordo entre os membros da UE sobre o plano de dez pontos apresentado na segunda-feira para "reinstalar" até 5 mil pessoas com o estatuto de refugiado.

"Esperava algo mais ambicioso, mas não foi possível", lamentou Jean-Claude Juncker, que propunha "reinstalar" até 10 mil refugiados.

Merkel disse que os 28 países membros não "estabeleceram metas, porque acreditamos que 5.000 não é suficiente".

Os países também concordaram em "apoiar a proposta da Comissão para testar uma distribuição dos imigrantes em caso de necessidade", acrescentou ela.

Hollande disse que a França fará a sua parte para acolher os refugiados sírios, recebendo entre "500 e 700" pessoas.

"Após a publicação do número de 5 mil, a França fará a sua parte, recebendo entre 500 e 700" refugiados sírios, declarou Hollande em entrevista coletiva ao final da reunião em Bruxelas.

"Sobre a questão do acolhimento dos refugiados, especialmente envolvendo pessoas que pedem asilo (...) a Comissão Europeia fez um pedido, especialmente para os refugiados sírios, e haverá a contribuição de cada país para garantir este dever de solidariedade", afirmou Hollande.

Os líderes europeus também decidiram "incrementar seu apoio à Tunísia, Egito, Sudão, Mali e Níger, entre outros" países, para controlar suas fronteiras e estradas com o objetivo de deter a chegada dos emigrantes ao Mediterrâneo.
#correiobraziliense.com.br

GUINÉ-CONACRY: HOLLAND / CONDÉ - Novo encontro no Palácio do Eliseu.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Após seu encontro com o Chefe de Estado, Barack Obama, na semana passada, um encontro que visava analisar a crise na saúde provocada por vírus Ebola, juntamente com os pares da Libéria e da Serra Leoa. O Presidente da República da Guiné , Prof. Alpha Conde também falou nesta quarta-feira, 22 de abril de 2015, com o chefe do estado francês, François Hollande no Eliseu. Matéria que GCI havia anunciado com exclusividade.

#guineeconakry.info

Crise Boko Haram: Nigéria começa em Sambisa a ofensiva terrestre.

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Exército da Nigéria, com a ajuda de tropas regionais, já recapturaram mais territórios de Boko Haram. FOTO | BBC

Tropas terrestres nigerianas se juntaram para uma ofensiva ao último esconderijo conhecido dos militantes islâmicos do Boko Haram, disse um porta-voz militar.

A vasta floresta Sambisa do Nordeste é onde eles têm muitas bases - e tem sido sujeita a bombardeios aéreos desde fevereiro.

Há especulações de que alguns dos estudantes de Chibok sequestrados a mais de um ano atrás, estão sendo libertados.

Boko Haram matou milhares no norte da Nigéria desde 2009.

Militares da Nigéria, apoiados por tropas dos países vizinhos, lançaram uma ofensiva contra o Boko Haram em fevereiro - e recapturaram a maior parte do território que os militantes tinham tomado no ano anterior.

Algumas das alunas sequestradas, que fugiram logo depois que elas foram apreendidas, disseram à BBC que tinham sido mantidas em campos de militantes na floresta Sambisa.

Os militares nigerianos têm vindo a reivindicar territórios dos insurgentes e vêem a aquisição de Sambisa como um de seus maiores objetivos.

A floresta Sambisa, que incorpora um ex-reserva do jogo, é muito maior do que qualquer outro território que foi disputado até agora.

Os bombardeios aéreos sobre Sambisa, que é principal área no estado de Borno, a nordeste, têm sido retardados por condições meteorológicas e pouca visibilidade, disseram os militares.

O porta-voz militar Major-General Chris Olukolade se recusou a dar mais detalhes sobre a ofensiva.

#africareview.com

Ásia-África: O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Mário Lopes Rosa, alerta para pobreza e alterações climáticas.

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Ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Mário Lopes Rosa

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Mário Lopes Rosa, alertou, nesta quinta-feira (23), para a necessidade de trabalhar intensamente contra a pobreza e as alterações climáticas em todo o mundo, num discurso na Conferência Ásia-África, na capital da Indonésia.

O chefe da diplomacia guineense considerou que são necessários trabalhos "intensos" para "erradicar a pobreza e também os problemas de alterações climáticas", uma situação que afeta todo o mundo.

Num discurso proferido em francês, o governante manifestou o apoio do país aos três documentos que os líderes dos 105 países asiáticos e africanos presentes na cúpula devem aprovar ainda nesta quinta-feira.

Sobre a mesa estão a Mensagem de Bandung, a Declaração de Revitalização da Parceria Estratégica Ásia-África e a Declaração para a Palestina, documentos que ainda não foram disponibilizados à imprensa.

Entre as ideias propostas, figuram a criação de um Centro Ásia-África para abordar problemas partilhados pelas duas regiões, a defesa de alterações em algumas organizações internacionais, como o Conselho de Segurança das Nações Unidas, e o apoio à independência da Palestina, segundo alguns governantes que participam no evento.

Mário Lopes Rosa considerou que "é tempo de as organizações internacionais verem a realidade" e de as Nações Unidas fazerem "uma mudança".

O chefe da diplomacia guineense elogiou o princípio da realização da Conferência Ásia-África de 1955, cujo 60º aniversário é assinado esta semana na Indonésia, a par do 10º aniversário da Nova Parceria Estratégia Ásia-África.

"Nosso movimento é baseado na prosperidade e na solidariedade entre muitas nações", destacou, ao lembrar que a Guiné-Bissau só viu a independência reconhecida depois do evento de 1955, em concreto em 1974.

Há 60 anos, num encontro na cidade indonésia de Bandung, líderes dos dois continentes lutavam contra a opressão colonial e o domínio das principais potências mundiais e defendiam a independência, a paz e a prosperidade econômica nas duas regiões.

Além dos países presentes, participam nas comemorações desta semana representações de 15 nações na qualidade de observadores e de 17 organizações internacionais.

#vermelho.org.br

quarta-feira, 22 de abril de 2015

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NO TOGO: A OPOSIÇÃO FACE AO HOMEM FAURE.

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Cinco candidatos concorrem a eleição presidencial de 25 de Abril no Togo. Quatro adversários contra o presidente em exercício. 3,5 milhões de eleitores togoleses têm apenas uma volta para escolher seu próximo presidente. Uma configuração que favorece o chefe de Estado cessante, e, particularmente, quando a oposição não conseguiu se articular atrás de um único candidato.

No Togo, os adeptos  das matemáticas políticas privilegiam este ano a multiplicação ao invés de adição. Ao contrário de 2005, mas como em 2010, a oposição partiu em ordem dispersa, a fim de enfrentar o atual presidente Faure Gnassinbgé. Nem Jean-Pierre Fabré, o líder da oposição, nem o seu ex-aliado, o Professor Aimé Gogué, nem o nativo de Sokodé, Mohamed Tchassona Traoré, nem o último que entrou na cena política Gerry Komandega Taama, poderiam concordar com o princípio de um único escrutínio, e, especialmente, sobre a personalidade suposta para enfrentar Faure Gnassingbé.

"A candidatura única, ela não funciona:" Armado imperiosamente, Gogue neutraliza o argumento dizendo que durante as eleições presidenciais na Nigéria no final do mês de março, quatorze candidatos estavam concorrendo ", mas isso não impediu que a oposição ganhasse a eleição. " A teoria se apoia sobre a idéia de que, a multiplicação de candidaturas permitirá irradiar a base eleitoral de Faure Gnassingbe, especialmente na parte norte do país, a fortaleza do atual chefe de Estado. Mas a característica dos teoremas políticos, é justamente que eles podem fazer exatamente o mesmo raciocínio no sentido inverso ao também da razão.

A única lei que é finalmente, essa, que é da relatividade acoplada ao equilíbrio de força. Assim, Jean-Pierre Fabre, o líder da oposição, se considera como candidato natural da oposição, com os seus 16 deputados na Assembleia Nacional. Ele queria que seus colegas fizessem fila atrás dele, mas ele se declarou com cautela para uma candidatura única por medo de ser acusado ​​de hegemonismo por seus colegas da oposição, tanto é verdade que, se verifica regularmente uma outra lei em política: quanto mais a pele é leve, mais o epiderme é sensível. Portanto, Jean-Pierre Fabre reconhece que com a falta de candidatura única, a luta da oposição será mais difícil de realizar.

Uma rodada e depois segue

Para o Togo, depois da lei de 2002, o paradigma político é vinculativa. A eleição presidencial ocorre em uma única rodada, o que significa que ele dispõe de uma maioria absoluta para ganhar a eleição. Este método de eleição, sem dúvida, favorece indubitavelmente o presidente que sai. Desde 2006, a necessidade de reforma é aceita pelo governo. Em 2013, após as eleições parlamentares, quando os políticos olharam para o horizonte das eleições presidenciais, a questão da reforma do sistema de votação por via constitucional ressurgiu.

Com base no acordo de 2006, esta reforma visa restaurar um o escrutínio em duas voltas e limitar a dois o número de mandatos presidenciais. É sobre essa disposição que o diálogo vai tropeçar. Na verdade, a oposição quer tirar proveito desta reforma para evitar que Faure Gnassingbe concorra a um terceiro mandato.

O ANC, a Aliança Nacional para a Mudança de Jean-Pierre Fabré, insiste em uma formulação da Lei Básica estipula para que "um presidente não possa servir em mais de dois mandatos." A Suspeita provável é ver uma falha susceptível de transformar o tempo que vem em uma vala que poderia atolar o atual chefe de Estado. Ele rejeita essa formulação alegando que os contadores estão redefinidos para permitir que o atual inquilino do palácio execute dois novos mandatos de cinco anos.

A oposição se dividiu sobre a estratégia a seguir. Enquanto Jean-Pierre Fabre, o líder do ANC, rejeita a idéia de que Faure poderia buscar um terceiro mandato, outras personalidades como Dodji Apévon, o líder do CAR, o Comité de Acção para a Renovação, defende um compromisso segundo o qual, Faure Gnassingbe seriam autorizado a concorrer à presidência pela última vez em 2015. Após vários meses de disputa e sem qualquer compromisso emergente, a reforma é abandonada.

Este episódio tem implicações importantes para a eleição presidencial, desde então, um franja importante da oposição, liderado pelo CAR de Dodji Apévon recusa a eleição e defende o boicote. A linha quebrada que também divide e enfraquece a sociedade civil, notadamente o poderoso coletivo "Salvemos o Togo."

#togoactualite.com

Cuba: Díaz-Canel recebe governador do estado de Nova York.

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O primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, recebeu na terça-feira, 21 de abril, o sr. Andrew Cuomo, governador do estado de Nova York, que chefia uma delegação de empresários nova-iorquinos que visitam o nosso país.

Photo: Juvenal Balán

O primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, recebeu na terça-feira, 21 de abril, o sr. Andrew Cuomo, governador do estado de Nova York, que chefia uma delegação de empresários nova-iorquinos que visitam o nosso país.
Durante a reunião conversaram sobre o processo de atualização do modelo econômico cubano, as relações entre Cuba e os Estados Unidos e as perspectivas de desenvolvimento das relações entre o estado de Nova York e Cuba.
Estiveram presentes Josefina Vidal Ferreiro, diretora da Direção Geral para os Estados Unidos, do Ministério das Relações Exteriores, e outros funcionários da chancelaria. 
#granma.cu

Oposição angolana diz que 700 membros da seita foram mortos pela polícia.

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A oposição angolana diz que até 700 pessoas podem ter sido sido mortas em confrontos entre membros de uma seita religiosa e a polícia na província do Huambo.

Segundo a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), valas comuns de pessoas mortas pela polícia em ataques de vingança tinha sido encontradas.

A polícia informou que a vingança veio depois que nove de seus colegas foram mortos por membros do Sétimo Dia a Luz do Mundo (Seventh Day the light of the World), também conhecido como Kalupeteca, alusivo ao fundador da seita.

O confronto entre a polícia e membros da seita tinha entrado em erupção, quando as autoridades tentaram prender o líder da seita.

"O partido angolano da oposição pediu ao parlamento para criar uma comissão independente para investigar as mortes", relatou a rádio Voz da América.

Foram enterrados

"Bulldozers foram usadas para enterrar as 700 pessoas," disse o líder parlamentar Raul Danda da Unita.

Ele disse que uma delegação da UNITA iria para a província do Huambo a compadecer com as famílias enlutadas e seus amigos.

O Vice-comandante da polícia angolana Paulo da Almeida disse que apenas 13 civis foram mortos nos confrontos.

A polícia confirmou que houve troca de tiros entre eles e os membros da seita.

"Nós não temos conhecimento dos números e nenhum relatório foi recebido da Comissão que trabalha no terreno," disse o Sr. Almeida.

Os nove policiais mortos pelos membros da seita foram enterrados na segunda-feira.

#africareview.com

terça-feira, 21 de abril de 2015

COSTA DO MARFIM: FPI irá as eleições "se as condições democráticas estiverem reunidas " (Amani N'Guessan)

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Conférence

Bouaké (Costa do Marfim) - O vice-presidente da Frente Popular Marfinense (FPI) encarregado da segurança de Michel Amani N'Guessan, anunciou na segunda-feira à noite em Bouaké a (379 km ao norte de Abidjan) que o seu partido vai as eleições se forem satisfeitas as "condições democráticas".

O ex-ministro da Defesa, no governo de Laurent Gbagbo, falava à imprensa no final de uma missão de prospecção, em preparação para a próxima visita do presidente da FPI, Pascal Affi N'Guessan, a região de Gbeke, agendada para 24 de abril a 9 de maio.

"O FPI de Pascal Affi N'Guessan irá a todas as eleições. Para nós é uma posição de princípio democrático. "Um partido é criado para concorrer ao poder ", disse Amani N'Guessan.
Vamos para as eleições, mas não a qualquer eleição. Para nós, é necessário que as condições democráticas sejam atendidas ", disse ele, convidando o governo ao diálogo.

Sr. Amani N'Guessan, julgou em seguida "terrível" a situação de segurança no país. É por isso que ele insistiu, "O FPI  não pode ir a eleições com péssimas condições de segurança, com os Dozos em aldeias, com um exército a serviço do poder, com uma reforma que se fez por exclusão, à uma boa parte da opinião".

Ele igualmente denunciou o "quadro jurídico onde a cada dia muda alguma coisa no Código Eleitoral, a lei eleitoral é instável. E essa mudança é feita pelo poder de forma unilateral. "
Falando sobre o procedimento do processo de reconciliação em curso no país, o ex-ministro disse que estava decepcionado. "O presidente Ouattara falhou por toda linha no caminho para a reconciliação nacional. Este é um fracasso total. Não é porque nós difundimos na televisão nacional, que reuniremos a cadeia que virá junto, isso são apenas slogans ", continuou ele.

Para ele, "as pontes e as fábricas não podem nos reconciliar." "Somente os Estados Gerais que vão nos levar a uma verdadeira reconciliação e a paz duradoura na Costa do Marfim", disse Amani N'Guessan.

"Hoje, o quê que nós propomos de novo e em urgência aos marfinenses? É o fórum de reconciliação? Não podemos nos reconciliar se fizermos o diagnóstico de mal social que vivemos " incitou o Sr. Amani N'Guessan, para em seguida acrescentar que" Nós iremos em conjunto decidir renunciar ao que nos divide e nós nos concordaremos naquilo que nos une. É nessa ocasião que falaremos francamente. "
"Quando você está com dor e te impedem de falar, você se torna mais doente. O Estado-Maior constitui para nós um quadro de livre expressão para curar a nossa sociedade que está morrendo ", concluiu.

CK / ls

#abidjan.net

GUINÉ-CONACRY: FLASHBACK NA MARCHA DA OPOSIÇÃO: Quando a polícia e os gendarmes colidem na mineração!

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Na manhã de segunda-feira, 20 de abril de 2015, os confrontos ocorreram entre as forças de ordem na Mineração, na cidade de Dixinn. De acordo com nossas fontes, são os homens do coronel da Polícia, o Coronel Ansoumane Camara, de apelido - Bafoé e os do coronel Bala Samura gendarmerie que, por incompreensão se confrontaram.



A contradição teria ocorrido pelo fato de que o primeiro queria supervisionar a marcha para a procissão do líder da oposição guineense, Mamadou Diallo, pudesse passar sem problemas. Por outro lado o outro queria evitar a todo custo que os manifestantes continuassem a sua marcha, disparando gás lacrimogêneo contra manifestantes e policiais que os supervisionavam.
Surpreso com o comportamento dos homens de Coronel Bafoé que não distinguem os manifestantes da polícia, mas que os homens de Bala Samoura se opõem a este ato. Este foi o lugar onde começaram as discussões intermináveis entre os dois órgãos.
Finalmente, eles são contidos e os elementos de Bafoé preferiram se instalar na encruzilhada da mudança. Em seguida, os dois órgãos decidiram proteger a marcha sem quaisquer problemas.

Por: Mariama Sylla para
# GCID 2015- GuineeConakry.Info

Rússia: Linha Direta com Vladimir Putin (Parte 1).

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Presidente Vladimir Putin

Ao mesmo tempo, a nossa sociedade tornou-se mais consolidada. Os índices positivos aumentam, na autoavaliação do povo russo. O que é especialmente interessante é que o nível de felicidade - ou o "índice de felicidade", como os sociólogos chamam - não caiu como se poderia esperar que tivesse acontecido.

Apresentador de Linha DiretaKirill Kleymenov: Boa tarde. Você está assistindo a Linha Direta com o presidente Vladimir Putin. Aqui no estúdio hoje são Maria Sittel e Kirill Kleymenov

Apresentadora de Linha Direta Maria Sittel: Boa tarde. Exatamente um ano se passou desde nosso último encontro em estúdio. Foi ano de dificuldades sérias para a Rússia: as sanções, a queda dos preços do petróleo e da atmosfera da guerra fria. Foi ano para compreendermos a grande tragédia que se abateu sobre um povo irmão, ano em que nosso país enfrentou muitos desafios novos.

Ao mesmo tempo, a nossa sociedade tornou-se mais consolidada. Os índices positivos aumentam, na autoavaliação do povo russo. O que é especialmente interessante é que o nível de felicidade - ou o "índice de felicidade", como os sociólogos chamam - não caiu como se poderia esperar que tivesse acontecido.

Então, hoje, vamos discutir como responderemos a esses desafios e para onde estamos indo. Estamos ao vivo com Vladimir Putin. [...]

Yekaterina Mironova: Aqui no estúdio temos pessoas selecionadas como amostra representativa de toda a Rússia: médicos, professores, agricultores, empresários, trabalhadores de resgate e outros. Todos têm perguntas para o presidente.

Maria Sittel: Vamos começar?

Vladimir Putin: Boa tarde.

Maria Sittel: Boa tarde, Sr. Presidente. O ano que passou foi ano em que o senhor teve que tomar várias decisões difíceis. Pode-se dizer que foi um ano de decisões pessoais para o presidente. Era preciso tomar as decisões com rapidez e precisão, e ninguém poderia tomá-las pelo senhor. Vale para as contrassanções, a maratona diplomática em Minsk e a Crimeia, é claro.

A situação econômica também é complexa. Dada a pressão externa, mas também exigiu decisões pessoais diretas do presidente. Quais os resultados do ano? O que o senhor conseguiu ampliar, o que foi reduzido?

Vladimir Putin: Esta é uma pergunta tradicional. Parti da ideia de que essa pergunta apareceria e, de qualquer modo, é coisa sobre a qual tenho de falar. Então, fiz algumas anotações para me certificar de que não teria de inventar números. Na verdade, grande parte disso já é público, mas alguns números são novos e gostaria de compartilhá-los com você e com todo o país.

Você já falou de alguns dos resultados. A incorporação da Criméia e Sevastopol, e situação econômica externa complicada. Uma coisa da qual temos falado muito, mas vale a pena mencionar outra vez, embora seja evento do ano passado é a nossa vitória nos Jogos Olímpicos de 2014, os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, total sucesso. Tudo isso aconteceu no ano passado.

Também gostaria de mencionar o fato de houve certas limitações externas, que, de uma forma ou de outra tiveram um impacto sobre nossas taxas de crescimento, nosso desenvolvimento, embora no conjunto já possamos ver que o rublo está ganhando força e o mercado de ações está em ascensão. Conseguimos evitar a inflação em espiral.

Vejamos alguns números específicos. Até o final do ano passado, o PIB da Rússia cresceu 0,6 % - pequeno crescimento, mas crescimento. A produção industrial subiu um pouco mais - 1,7%, enquanto a indústria de transformação subiu 2,1%. Alcançamos um novo recorde na produção de petróleo - 525 milhões de toneladas, o mais alto da história recente. Também conseguimos a maior safra de grãos da história recente - 105,3 milhões de toneladas. Em geral, a agricultura demonstrou bons resultados, com crescimento de 3,7%. Também estamos tendo crescimento no primeiro trimestre deste ano, o que é boa notícia.

Há dinâmicas positivas em várias outras indústrias. A indústria química cresceu 4,1%; a produção de fertilizantes minerais, 4,2 e outras. Ao mesmo tempo, como você bem observou, temos alguns problemas. A redução do investimento de capital de empresas de pequeno porte foi sinal negativo. Assim, o investimento global de capital no ano passado caiu 2,5%.

Ao mesmo tempo, a construção de moradias habitação está se saindo muito bem. Nossos trabalhadores da construção civil podem orgulhar-se, porque também alcançaram resultados recordes na história do Estado russo. Nunca antes, nem nos tempos soviéticos, nem no período pós-soviético, nem, com certeza antes dos soviéticos, construímos tantas moradias - em torno de 81, 82 milhões de metros quadrados.

Também conseguimos evitar aumento acentuado do desemprego. Aumentou, ano passado, é verdade, de cerca de 5,3-5,4 no meio do ano passado, para 5,8 agora. Mas conseguimos segurá-lo.

Enquanto isso, os resultados do ano passado mostram crescimento de 11,4% nos preços ao consumidor. Não é bom, porque afeta os padrões de vida das pessoas. Mas em março, a taxa de inflação caiu. A renda disponível da população caiu 1%, e os salários aumentaram 1,3%. Como você sabe, nossas pensões são indexadas - por tempo de serviço e sociais e as antigas. A incerteza econômica levou a uma saída de capitais. É coisa com que temos de nos preocupar, mas não é nenhum desastre. Se o assunto reaparecer, poderemos falar mais sobre isso, adiante.

Apesar das flutuações significativas no mercado financeiro, o setor bancário da Rússia demonstrou boa dinâmica. A carteira de crédito para o setor real da economia vem crescendo. É particularmente bom que os ativos totais dos bancos russos atingiram 77 trilhões de rublos, e pela primeira vez eles ultrapassaram o PIB do país. É um índice muito bom, que mostra estabilidade e é sinal de que o sistema bancário russo é confiável.

Devo dizer que pessoas físicas e jurídicas que tiraram dinheiro do país, ou que trocaram seu dinheiro por outras moedas no final do ano passado, já estão repatriando o dinheiro que tiraram daqui. Os depósitos de pessoas físicas cresceram 9,4% no ano passado; os de pessoas jurídicas, 40,6% e continuam a aumentar. Em janeiro, os depósitos dos cidadãos aumentaram mais 2,8%, alcançando mais de 19 trilhões de rublos, enquanto os das empresas cresceu 5,1%, para um total de mais de 26 trilhões de rublos.

No geral, se passarmos para questões de orçamento, concluímos o ano passado com um ligeiro déficit de 0,5% e conseguimos evitar que o déficit crescesse em espiral. Em outras palavras, há um déficit, e prevê-se que esse ano chegue a 3,7%, mas é bastante razoável.

Um dos resultados positivos de 2014 foi, sem dúvida, os dados demográficos positivos. A taxa de natalidade vem subindo, contra uma queda na taxa de mortalidade. A média de vida continua crescendo, o que manifesta uma tendência global positiva, e os sentimentos da população em geral.

Estes, brevemente, são os resultados de 2014 e do início de 2015.

Kirill Kleymenov: Senhor Presidente, os números da macroeconomia parecem, sim, bastante positivos, dadas as circunstâncias. No entanto, se tivermos em conta o ponto de vista de uma pessoa comum, e a julgar pelas perguntas que continuam a chegar aos nossos estúdios, o quadro não é tão róseo, e há problemas. Vamos considerar a economia em detalhes, pois esta é a base de tudo.

Gostaria de começar com uma pergunta que foi provocada por uma publicação recente. Alguém, na reunião que o senhor teve com empresários, disse que o senhor alertou os demais presentes naquela reunião que as sanções não serão levantadas em breve; que ninguém espere por isso. Primeiro, vamos confirmar tudo: houve ou não houve essa conversa? E, se houve, como o senhor vê essa questão?

Vladimir Putin: Acabo de falar sobre isso. Falei de uma série de desenvolvimentos positivos, alguns em nível macroeconômico, que são muito importantes para o desenvolvimento. Também disso, que a renda da população sofreu uma queda. Os salários têm crescido um pouco, mas os rendimentos totais caíram devido à inflação de cerca de 11,4%. Também falei sobre isso.

Quanto a sanções, sim, houve essa conversa com empresários; e, sim, eu lhes disse que eles não devem contar com o levantamento das sanções, porque estas são questões puramente políticas, e envolvem alguns dos nossos parceiros. Acredito que as sanções têm a ver com a interação estratégica entre aqueles parceiros e a Rússia, e com dificultarem o nosso desenvolvimento.

Na verdade, eu não acho que essa questão diga respeito diretamente a Ucrânia, porque o objetivo atual é fazer valer os Acordos de Minsk. Estamos fazendo todo o possível para este objetivo, mas Kiev está aproveitando que as sanções não foram levantadas.

O ponto em questão não são as sanções. O que eu disse àqueles empresários? Disse a eles que a questão não se limita às sanções, que temos de encontrar melhores maneiras de gerenciar esses processos em casa, no nosso país, para nossa economia. E isso depende muito do que fazemos.

Falamos sobre preços e salários, mas qual é a razão do que vemos? É claro que a razão é a pressão sobre o rublo, a depreciação do rublo. Por sua vez, é efeito também ligado aos preços do petróleo. Sabemos muito bem que, infelizmente, o nosso desenvolvimento econômico há muito tempo é desequilibrado, e é muito difícil modificar isso.

O que fizemos nos últimos anos? Os salários foram crescendo em ritmo prioritário, muito mais rápido do que a eficiência do trabalho. E o ajuste da taxa de moeda era inevitável - inevitável -, mesmo que não houvesse sanções.

Na verdade, as sanções vieram bem a calhar para o Governo e o Banco Central, que agora podem pôr a culpa de tudo, nas sanções. Mas as sanções não são a única razão. Temos de ajustar a nossa política econômica de forma mais profissional, de forma consistente e rápida. Já fizemos um ajuste inicial.

Essa é uma decisão muito importante, e os dois lados, mercados e investidores responderam àquele ajuste. O ajuste ajudará a melhorar nossa economia e a criar condições básicas para o desenvolvimento. Assim, em resumo, as sanções são importantes e, sim, contribuem para os nossos problemas atuais (se houver dúvidas poderemos voltar a discutir isso), mas as sanções não são o nosso maior problema.

Kirill Kleymenov: Mas, ainda assim, quanto tempo isso tudo pode demorar? Digo, as sanções? Tanto quanto no Irã? Teerã vive há décadas sob sanções.

Vladimir Putin: Para começar, a Rússia não é o Irã. A Rússia é maior; tem economia maior e, por sinal, muito mais diversificada que a economia do Irã. Além disso, nossa política energética é diferente da política praticada pelas autoridades iranianas, e por uma série de razões, que eu não vou analisar agora. Afinal de contas, a indústria de energia russa é baseada no mercado, muito mais do que em alguns países produtores de petróleo e gás. Não se pode, de fato, comparar os dois países.

Quanto a por quanto tempo teremos de suportar as sanções, gostaria de colocar a questão de outro modo. Sem considerar se as sanções ficam ou saem, nós temos de nos aproveitar da situação com as sanções, para atingir novas fronteiras de desenvolvimento. Vale para as políticas de substituição de importações, que ficamos obrigados a implantar. Vamos avançar nessa direção, e espero que esses esforços venham a contribuir para estimular o desenvolvimento dos setores de alta tecnologia da economia, com taxas de crescimento mais altas do que tivemos antes.

O mercado russo está cheio de oportunidades para agricultores nacionais, especialmente depois que a Rússia integrou-se à OMC. Claro que tudo o que estamos vivendo teve impacto negativo em termos de inflação dos preços dos alimentos. Temos de aguentar essa situação por algum tempo, mas a produção agrícola nacional, inevitavelmente, crescerá, e vai crescer, especialmente, como efeito das medidas de apoio que o governo implantou e estão vigentes.

Estou ciente do descontentamento entre os produtores agrícolas. Com certeza estão aí no estúdio, e poderão fazer suas perguntas. Discutiremos, mas é importante lembrar que todos se estão beneficiando do apoio que o governo está dando a eles. A produção doméstica e a segurança alimentar são itens vitalmente importantes, e vamos procurar garanti-las.

Será que teríamos tomado essas medidas sem as sanções? A resposta é não. Mas, com as sanções, estamos trabalhando nessa direção.

Maria Sittel: É verdade que a Rússia é uma nação forte, e nós podemos aguentar. Estamos recebendo muitas mensagens de texto, das regiões, de agricultores e produtores, que dizem que se o apoio do governo só existe por causa das sanções (...) e agora estamos começando a aumentar a produção local, a remoção das sanções, agora, seria um desastre. Voltaremos a esta questão mais tarde.

E há outras perguntas. As pessoas estão lembrando sua conferência de imprensa, há seis meses, durante o qual o senhor disse que a recuperação da economia demoraria dois anos. Talvez seja hora de você ajustar a sua previsão?

Vladimir Putin: Talvez seja possível encurtar esse prazo. Com o que estamos vendo - fortalecimento do rublo, crescimento do mercado e outras coisas. Acho que talvez possa acontecer mais cedo, sim, acho ainda que vá demorar cerca de dois anos. Considerando todos os fatores, esse ano ainda estamos prevendo alguma queda na produção. Mas assumiu-se que o início deste ano veria queda considerável na produção, o que não aconteceu.

Gostaria de dizer-lhe que a produção industrial em março deste ano chegou a 99,4%  da que tivemos em março de 2014; no primeiro trimestre deste ano, a produção industrial chegou a 99,6%  do que produzimos no primeiro trimestre de 2014.

Em termos práticos, não houve queda na produção durante o início deste ano. Alguns crescimentos são possíveis, mas vão depender dos juros, da política econômica do Governo, do Estado e de muitos outros fatores. Ainda assim, temos de fazer o nosso melhor para manter a mesma dinâmica positiva que estamos vendo hoje. Essa dinâmica deve ser preservada e acelerada.

Kirill Kleymenov: Estamos vivendo num ambiente de sanções e contrassanções. O senhor acha que alguma coisa poderia estar sendo feito de outro modo?

Vladimir Putin: Sempre se pode fazer qualquer coisa de modo diferente. Não sei se alguma coisa poderia ter dado melhor resultado. Ainda entendo que nossa abordagem foi a melhor.

Kirill Kleymenov: Senhor Presidente, questão muito importante é saber se vamos ter força e recursos suficientes.

Vladimir Putin: Você sabe que a questão não é falta de força. Quanto aos recursos, com certeza temos muitos. O mais importante são os recursos humanos, habilidades das pessoas e vontade de trabalhar. Tenho tido contato com muita gente, e sei como eles se sentem, principalmente sobre as sanções.

Nossa tarefa - a principal tarefa para o presidente, o governo, o Banco Central e os governadores das regiões - é fazer com que passemos pelas dificuldades desse período, com o mínimo de perdas. Podemos ou não fazer isso? Sim, podemos, e não será preciso esperar muito. Temos de usar a situação para o nosso benefício. E podemos fazer isso.

Maria Sittel: Que outras ameaças a Rússia deve esperar ainda para esse ano?

Vladimir Putin: Você sabe, há muitas ameaças imprevisíveis lá fora, mas se conseguirmos manter uma situação política estável no país e manter os russos unidos como estamos agora, estaremos imunizados contra quaisquer ameaças.

Kirill Kleymenov: Senhor Presidente, acho que temos de nos concentrar em algumas questões negativas. A crise ainda está aqui. O governo veio com um plano de ação para superá-lo, mas, francamente, não vimos nenhum resultado até agora. Às vezes, parece que a principal estratégia resume-se a esperar que melhorem os preços do petróleo, e que o dinheiro do petróleo comece a fluir para o orçamento, que assim se resolverão todos os problemas.

Vladimir Putin: Você está fazendo avaliação exageradamente negativa do trabalho do Governo. Claro que é preciso criticar o governo, o presidente, os governadores, sempre e muito. É indispensável que todos tenham esse feedback crítico, como fato sempre presente. A crítica em geral ajuda a ver as coisas de uma perspectiva diferente, o que é sempre bom.

Mas a verdade é que adotar um plano de estabilização socioeconômica para nosso país, nas atuais circunstâncias, não é fácil e exige abordagem profissional e competente. São coisas que não se podem fazer com improvisações. Não basta jogar dinheiro sobre os problemas, pensando que temos suprimento infinito de dinheiro.

Então, o Governo precisou de algum tempo para analisar as coisas e ver o que precisava ser feito e o que é preciso, para realizar o que tenha de ser feito. Mas o plano de que falei foi aprovado no final de dezembro; agora está sendo implantado gradualmente.

As coisas poderiam ter sido mais rápidas? Provavelmente sim, poderíamos ter-nos movido mais rapidamente. Mas o nosso plano de ação foi pensado cuidadosamente. Acredito que ele reflete adequadamente o estado atual da nossa economia. O que quero dizer é que, em primeiro lugar, trata-se de plano ambicioso, com orçamento de 2,3 trilhões de rublos, o que é muito. Desse montante, 900 bilhões de rublos foram usados ​​para apoiar diretamente o sistema bancário, que é, de acordo com alguns especialistas, a força vital da nossa economia.

Não importa o que haja para criticar no governo ou no Banco Central, deve-se admitir que essas ações estão corretas e há justificativa para todas elas. Aprendemos muito com a crise anterior, de 2008-2009.

Além disso, 250 bilhões foram destinados ao setor de bens-e-serviços, também por meio de bancos, mas com efeito direto sobre a economia real. Decidiu-se aumentar a capitalização da United Aircraft Corporation, ou seja, injetar 100 bilhões de rublos para o setor de fabricação de aeronaves. Mais de 82 bilhões serão fornecidas para apoio ao mercado de trabalho e 200 bilhões em garantias para o setor real e para o projeto específico.

O Banco Central prevê um pacote inteiro do que considero que sejam medidas oportunas e economicamente vitais. Como disse anteriormente, indexamos pensões no início do ano. Significa que uma série de decisões foram tomadas na esfera fiscal, e talvez voltemos a discuti-las adiante. Há um programa separado de apoio ao setor agrícola. Além disso, no setor interno de transportes - transporte ferroviário, por exemplo - as coisas não ainda não foram finalizada, mas já está decidido introduzir imposto zero sobre os serviços de trens urbanos, reduzir os impostos sobre os serviços aéreos domésticos em 10% ... Em outras palavras, há um pacote, um conjunto abrangente de medidas, e eles estão começando a operar.

Não me parece que seja muito correto dizer que não estamos vendo os resultados. Sei que os preços são ainda o que são, mas começaram a cair em março. Talvez não em todas as regiões, mas é evidente a nível nacional. Aí está mais um fato. O rublo também se estabilizou e fortaleceu-se. Portanto, seria injusto dizer que não há resultados. Esperava-se mais, certamente, mas isso é exatamente por isso que digo que devemos encarar a realidade e escolher o caminho certo pelo qual nos movimentar. Eu acredito que o Governo escolheu corretamente e estamos avançando pelo caminho que escolhemos.

Kirill Kleymenov: Mas segundo todas as avaliações, as causas do fortalecimento do rublo são outras.

Vladimir Putin: Você acha? E que causas seriam essas?

Kirill Kleymenov: Primeiro de tudo, os preços do petróleo subiram bem pouco, e pararam de subir. E depois há também um elemento de especulação, porque os fundos estão sendo convertidos em rublos, depois que as taxas de juros aumentaram significativamente.

Vladimir Putin: Mas e por que aumentaram? [Risos]

Os preços do petróleo têm mesmo aumentado um pouco, mas é efeito direto - e os especialistas já começam a ver -, o rublo mais forte está ligado aos preços do petróleo, mas o reforço não tem conexão direta com este aumento.

Há outros fatores envolvidos, e já mencionei o principal. Especialistas já viram que passamos pelo pior, depois que nossos bancos e empresas da economia real pagamos empréstimos externos e ajustamos a taxa de câmbio do rublo. Não houve falências. Está tudo funcionando.

Sei que temos vários problemas: a inflação subiu, o desemprego aumentou ligeiramente - mas menos que na Eurozona: lá é 11%; aqui é de apenas 5,8%. Todos esses são fatores que ajudam a escorar nossa moeda nacional.

Maria Sittel: Vamos convidar os cidadãos para essa conversa. Porque... enquanto o Governo trabalha no plano anticrise, as pessoas comuns estão preocupados com os preços e a carestia: os preços da moradia, dos remédios e dos alimentos.

Vladimir Putin: Perdoe-me, mas gostaria d fazer uma pequena correção, por favor. O Governo já concluiu o trabalho sobre o plano anticrise. Já está pronto. Começamos agora a pô-lo em prática.

Maria Sittel: Muito bem.

Natalya Vorontsova, Território Primorye: "Os preços por aqui subiram dramaticamente, os salários continuam os menos, até menores que antes, e há demissões em massa. Não estamos vivendo, só estamos sobrevivendo. Quanto tempo ainda isso vai continuar?"

Vladimir Putin: Nós, na verdade, já falamos sobre isso. É verdade. Já disse, na abertura, que a renda real das pessoas caiu um pouco por causa da inflação, que saltou para 11,4% ano passado. Temos de considerar isso em nossa política social, auxiliando principalmente os grupos socialmente mais vulneráveis.

A segunda tarefa mais importante é preservar os empregos. Já disse que reservamos recursos, mais de 82 bilhões de rublos, para preservar empregos. Se necessário, esse dinheiro será usado. Espero também que se mantenha a tendência de queda da inflação, no mínimo que permaneça a taxa de redução permaneça a mesma, o que é em parte devido ao fortalecimento da moeda nacional.

Maria Sittel: Obrigado. [Continua]
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