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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 26 de julho de 2017

«INFRA-ESTRUTURAS» PRIMEIRO-MINISTRO DA GUINÉ-BISSAU, GENERAL UMARO SISSOCO ANUNCIA REABILITAÇÃO EM SETEMBRO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE.

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Bissau,25 Jul 17 (ANG) – As obras de reabilitação das instalações do Ministério da Saúde Pública, em estado de degradação progressiva, vão começar no mês de Setembro do ano em curso anunciou hoje o Primeiro-ministro.

Em declarações à imprensa, depois da visita àquela instituição sanitária, Umaro Sissoco Embalo disse que neste momento não é possível executar as obras devido as chuvas.
Umaro Sissoco Embaló procedeu na ocasião a reabertura dos Serviços de Urgência do Hospital Nacional Simão Mendes, totalmente reabilitado e com melhores condições para acolher e tratar os doentes.

O Chefe do Executivo afirmou que a recuperação desses serviços foi possível graças a política adoptada pelo governo, relativamente a concentração das receitas do estado no Ministério da Economia e Finanças ou seja no Tesouro Público.

O Primeiro-ministro aconselhou aos familiares dos doentes internados para não deitarem lixos nos corredores e no recinto do serviço de urgência do hospital.

Por outro lado, referiu que o Centro de hemodiálise do hospital Simão Mendes poderá entrar em funcionamento ainda no decurso deste ano, uma vez que os técnicos contratados para instalação de equipamentos já se encontram em Bissau.

O Director-geral do Hospital Nacional Simão Mendes garante apoio medicamentoso aos doentes com dificuldade económica.

Instado a falar sobre atendimento tardio dos doentes por falta de dinheiro, o director do hospital, Francisco Aleluia Lopes reconheceu a existencias dessas praticas mas garantiu que a sua direcção está a tentar combatê-la.

Conosaba/ANG/LPG/JAM/SG

Guiné-Bissau: «FOTOS» ONTEM, CELSO DE CARVALHO, JOSÉ ANTÓNIO MARQUES, ARAFAM MANÉ E MUTARO PROMOVIDOS GENERAIS DE BRIGADAS NA POP.

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Quatro oficiais superiores da polícia foram promovidos aos generais de brigadas. 
A cerimónia foi presidida pelo primeiro-Ministro, o general umaro el mocktar sissoco. Os quatro oficiais são: Celso de Carvalho, José António Marques, Arafam Mané e Mutaro Djalo.













terça-feira, 25 de julho de 2017

Novo livro sobre Mandela retirado das prateleiras a pedido da família.

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Nelson Mandela

Nelson Mandela

A viúva de Mandela, Graça Machel, ameaçou processar o autor, o que foi apoiado pela família.
A editora Penguin retirou, ontem, do mercado sul-africano o livro “Mandela´s Last Years” (os últimos anos de Mandela), após familiares próximos terem apresentado queixas sobre o seu conteúdo.
O livro escrito pelo médico militar Vejay Ramlakan, que assistiu Mandela nos últimos anos, apresenta detalhes que a família considera confidenciais.
A editora disse que o livro pretendia revelar a coragem e determinação de Mandela até os seus últimos momentos de vida e não pretendia de forma nenhuma desrespeitá-lo.
A viúva de Mandela, Graça Machel, ameaçou processar o autor, o que foi apoiado pela família.
Machel sublinhou que o autor violou a confidencialidade médico-doente.
Nelson Mandela morreu em 2003, aos 95 anos, após prolongada doença. Foi esculado que o carismático líder era mantido vivo por aparelhos por razões políticas.
A Fundação Nelson Mandela informou que o livro não deveria ter sido publicado e que estava a avaliar as suas imprecisões.
O autor disse à imprensa sul-africana que tivera permissão da família, sem contudo especificar.
fonte: VOA

ANGOLA: POLÍCIA IMPEDE ASSISTÊNCIA E ESCONDE JOVEM “PERIGOSO”.

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A Polícia (mais ou menos) Nacional, mais concretamente da esquadra do “Bone Chapéu”, Zona da Fubu, em Luanda, está a ser acusada de ter escondido o jovem Mariano Ribeiro, que na madrugada do dia 21 de Julho foi violentamente espancado, por desconhecidos.

                                                                                             bone
Encontrado por um cidadão no seu quintal, este levou-o ao hospital geral de Luanda, pois estava com os membros inferiores partidos e os olhos semi-arrancados.
De acordo com a Polícia, que reconheceu o jovem gravemente ferido, tratava-se de um delinquente altamente perigoso. E com esse carimbo, a Polícia impediu que Mariano Ribeiro ali fosse tratado, transferindo-o para o Maria Pia. Aqui chegado, foi atirado para o chão e quando os familiares chegaram viram uma cena macabra.
Sem poder abrir os olhos, todo quebrado e inconsciente, Mariano Ribeiro foi usado pela investigação do SIC que – para “provar” o seu alto grau de perigosidade – fez um vídeo obrigando o jovem a confessar que tinha assaltado um camião com uma arma de fogo e que fora apanhado pelo camionista.
Estranho é o facto de alguém apanhado e desarmado ter sido violentado de forma selvagem, provavelmente com blocos e paus, e o dito motorista nem sequer ter aparecido.
E, mais grave, segundo o Folha 8 apurou, no final a família assistiu à colocação do jovem, doente e gravemente ferido, no porta bagagens de um turismo dos homens do SIC (Serviços de Investigação Criminal). Desde esse dia que a família não sabe do seu paradeiro, pois a Polícia nega-se a dar pormenores, limitando-se a informar a família, segundo uma irmã da vitima, de que “se trata de um delinquente altamente perigoso, que já estávamos à procura dele há muito tempo, cerca de 10 anos, para o matar”.
Ora, mesmo tratando-se de um delinquente perigoso (segundo a versão do SIC) não deixa de ser – presumimos – um ser humano, pelo que a Polícia deveria antes de tudo dar ou permitir assistência médica, mesmo mantendo-o sob vigilância ou detenção policial, e quando estivesse recuperado e autorizado pelo corpo clinico, então ser interrogado.
Registe-se que uma possível vítima de Mariano Ribeiro, garante não ter sido o jovem a roubar a sua casa, como diz o SIC, pois encontrou vestígios de um crime praticado fora e depois arrastado para o local onde foi encontrado.
“Eu acho impossível ser esse moço que roubou na minha casa. Eles apanharam-no às três da manhã e depois trouxeram-no para aqui, mas bem partido e sem os olhos. Levei-o ao hospital, mas ainda tive de levar os polícias que não tinham carro e só diziam que esse é bandido e assaltou um camião”, conta a testemunha.
Até este momento, o jovem continua desaparecido e a mãe angustiada, não sabe o que fazer, pois a Polícia está – tanto quanto admitem os familiares – a escondê-lo num porta bagagens, apesar do seu estado crítico.
Contactada a Polícia de “Bone Chapéu” essa limita-se a dizer estar o mesmo com o SIC, por se tratar de um delinquente altamente perigoso.
Estranha-se esse comportamento da Polícia Nacional de denegar assistência médica a quem considera delinquente perigoso, por ser do povo e pobre, mas mantém à solta os grandes delinquentes que delapidam os cofres do Estado e mantém a maioria dos cidadãos e o país nessa crise.


Este comportamento da Polícia contraria, aliás, as instruções e a metodologia operacional que o Comandante Provincial da Polícia de Luanda, José Sita, tenta implantar na corporação. Admite-se, na circunstância, que esteja a ser enganado quanto aos reais motivos deste tipo de actuação da polícia.
fonte: http://jornalf8.net


Camarões lançam novo programa para combater HIV/SIDA.

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Em breve, grávidas da região norte dos Camarões poderão ser testadas para saber se estão infetadas com o HIV/SIDA, de modo a prevenir a transmissão do vírus para os seus bebés. Governo espera melhorias já este ano.
fonte: DW África
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Asta Gumanji, de 26 anos, vive com a doença há seis anos, mas só recentemente soube disso. Por isso, também a sua bebé foi infetada.  "No hospital, disseram-me que ela precisava de uma transfusão de sangue e que, para isso, teria de fazer testes ao HIV. Foi aí que me informaram que tanto eu, como a minha filha, éramos portadoras do vírus", recorda.
Agora, Asta Gumanji e a filha estão ambas em tratamento. O marido morreu pouco depois de lhes ter sido feito o diagnóstico. A jovem mãe sonha encontrar um novo parceiro nas mesmas condições que ela, para ter algum apoio na educação da sua filha. "Quando lhes digo que estou infetada com o vírus, eles fogem", conta.
O seu marido já sabia que era portador do vírus, mas recusou-se a contar-lhe e, em segredo, estava a fazer tratamento antirrretroviral. Asta também não teve quaisquer cuidados pré-natais e teve a bebé em casa.
Hourei Issa, representante do Governo camaronês e porta-voz da prevenção contra o vírus da imunodeficiência humana, confirma que Asta Gumanji faz parte da lista de mulheres que deu à luz em casa em 2016, sem saber qual o seu estado de saúde.
"Temos promovido programas para que as parteiras tradicionais não retenham as mulheres nas suas comunidades", explica Hourei Issa. O trabalho passa também pelas aldeias, onde se procura ajuda para a passar a mensagem dos riscos que advém da falta de acompanhamento natal e pré-natal. "Esperamos que as coisas melhorem este ano", afirma o porta-voz.
Testes a recém-nascidos
Também se espera que diminua o tempo de espera dos resultados dos testes ao HIV feitos aos recém-nascidos nos hospitais da região, com a hipótese de usar máquinas de análise ao sangue que permitam realizar o diagnóstico a bebés com menos de 18 meses.
Isto iria permitir testar as amostras localmente, sem terem que percorrer grandes distâncias até ao centro de análises mais próximo, explica Wekang Georgette, oficial do Ministério da Saúde e responsável pelo combate à doença.
"Os resultados demoram seis meses, às vezes sete, a chegar. Já aconteceu os resultados chegarem já depois da morte da criança", explica. Além disso, lembra Wekang Georgette, "há um estigma muito grande" e muitas mulheres não regressam com os seus bebés para saber os resultados.
Nos Camarões, as mulheres são o principal grupo de risco, sendo o maior número de pessoas a viver com a doença. São também muito mais estigmatizadas do que os homens portadores da doença.

México: Comemora-se aniversário de Simón Bolívar.

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México: Comemora-se aniversário de Simón Bolívar

25.07.2017 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
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México: Comemora-se aniversário de Simón Bolívar

Simón Bolívar nasceu em 24 junho de 1783 em Caracas, Venezuela.
Simon Bolivar, o Libertador, foi um precursor da unidade da América Latina e do anti-imperialismo e seu alto valor militar e governamental, deve unir suas habilidades de excelente orador e escritor de ensaios notáveis entre os quais estão "Meu delírio no Chimborazo".
Quando Simón Bolívar obteve a importante vitória de Carabobo não pediu as honras que merecia, mas pediu ao Congresso da Grande Colômbia que os filhos de escravos nascidos no território das novas repúblicas fossem considerados livres.
No aniversário do nascimento de Simón Bolívar, a Embaixada da Venezuela no México convida a exibição do filme Diário de Bucaramanga do realizador Carlos Fung e cuja filmagem foi realizada na Venezuela, França e Colômbia.
O filme é uma adaptação de um romance escrito pelo francês Luis Peru de Lacroix, durante seu mandato como ajudante de Simón Bolívar por três meses em 1828.
O filme recria os últimos dois anos Simón Bolívar e tudo o que aconteceu com sua ideologia política, que incluiu a unidade para toda a América Latina.
Segunda-feira 24 de julho de 2017
18.00
Schiller 326, Colónia Chapultepec Morales.

Cidade do México

Rússia: A vida não é touch screen - leia -->é interessante!

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25.07.2017 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
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A vida não é touch screen

Pensava ser uma geração que só olha para baixo. Agora tenho certeza: é uma Era que só olha para baixo, para o celular, o próprio umbigo. Extasiados, tomados por um autismo pós-moderno, ficamos focados no mundo desfocado e virtual, contabilizando coisas que não têm importância e estão ao alcance apenas das pontas dos nossos dedos. Não sentimos mais o relevo, apenas clicamos. Tudo robotizado, quase um mundo separado, onde não se pode olhar para os lados, estender a mão, dar um abraço demorado. Tão pequeno que cabe na tela de um telefone.
Assim tem sido esse tempo virtual, em nuvem, nebuloso, sem o cheiro das coisas simples ou de um carinho preguiçoso. As casas se tornaram imensas lan houses, cada um em seu compartimento, seu mundo on line, falando com todos, menos com nós mesmo. É um tempo das coisas vãs, das conversas vazias, fugazes, da ausência do afago, da pergunta simples de quem olha nos olhos e lança um despretensioso "como você está?". Estamos todos abduzidos por esse 'tempo do tudo' e não 'do todo'.
Nas redes sociais, onde deveria ser o mundo das interações e trocas de experiências, encontramos os guetos virtuais, multiplicados e compartilhados em suas muitas versões e possibilidades. Tudo direcionado, reto, quando o aberto fica delimitado e se torna, espontaneamente, quase que privado. Nossas prisões internas, nossa primitiva necessidade de grupo, de pertencimento, exercem seu poder primitivo e nos conduzem ao mais amplo, planetário e intransponível encarceramento virtual.
Pelas ruas, caminhamos em linha reta, deixando claro que não queremos ir muito longe, pois o mundo raso que cabe em nossas mãos nos basta! É pouco, é desprovido de sentimento, de sutilidades, povoado apenas pelas coisas que não vivemos e que fazem nenhuma falta. Não estendemos mais as mãos por que elas seguram o celular. Falta poesia, falta cumplicidade, falta o abraço amigo em campos de trigo.
Um dia vi em uma cidade do interior, tarde da noite, jovens espalhados pela calçada de um pequeno prédio, à meia luz, olhando fixamente para o chão. Achei estranha a cena, pensei ser uma legião de drogados naquela pacata cidade. Quando alguém alertou: "eles estão utilizando o wi fi do escritório". Estavam mesmo entorpecidos por aquele momento de viagens e conexões. Usavam assim sua solidão para falar com todos, falar com o mundo, o que não conseguem dizer para os que estão próximos. Esse é um tempo de silêncio e de insuperáveis distâncias. Assim os sentidos vão regredindo na mesma proporção que as palavras e suas descrições. É um tempo de contração do sentimento, do verbo e do verso.
É preciso ser livre para olhar para os lados, sentir o vento bater no rosto, escolher um caminho e seguir apreciando as cores da estrada. É preciso ser livre para exercer o poder da contemplação, com tempo para o coração. É preciso ser livre para sentir as coisas boas das horinhas de descuido e que enchem nossas vidas de sintilâncias e inutilidades. Além desse tempo, a vida vai, por dentro de nós, com nossos sonhos e carências mais infantis. Para nossa sorte, a vida não é touch screen.
Petrônio Souza Gonçalves é jornalista e escritor


segunda-feira, 24 de julho de 2017

O silêncio das ruas do Brasil

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Impopular, suspeito de corrupção e à frente de controversas reformas, Michel Temer tem sido poupado de grandes manifestações. O que está por trás da atual passividade dos brasileiros?
fonte: DW ÁFRICA
Protesto contra o impeachment de Dilma em maio de 2016: atual presidente tem sido preservado
Protesto contra o impeachment de Dilma em maio de 2016: atual presidente tem sido preservado
Um presidente extremamente impopular que tenta aprovar reformas rejeitadas pela maioria da população; escândalos de corrupção envolvendo diretamente o próprio ocupante do Planalto; economia que dá sinais apenas tímidos de recuperação; apoio parlamentar sendo largamente negociado com verbas e loteamento de cargos; pesquisas que apontam que a maioria da população deseja eleições diretas. 
Diante de cenários com bem menos elementos, os ex-presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff tiveram que enfrentar multidões que foram às ruas do Brasil para pedir suas cabeças.
Por que então Michel Temer, que foi gravado em uma conversa comprometedora com um empresário e amarga popularidade de apenas 7% (segundo último levantamento do Datafolha) não está sofrendo com grandes protestos tal como ocorreu com seus antecessores?
Temer enfrentou em seu governo algumas manifestações convocadas por centrais sindicais contra as reformas ou concentrações de apoio à Lava Jato. Mas todas as iniciativas tiveram adesão que ficou longe dos números registrados ao longo de 2015 e início de 2016. Uma greve geral organizada no final de junho acabou sendo um evento esvaziado, mesmo após a apresentação da denúncia criminal contra o presidente. Mais de 2.500 policiais foram convocados para acompanhar manifestantes em Brasília, mas pouca gente apareceu. 
O mesmo se repetiu nos dias do julgamento da Chapa Dilma-Temer pela Justiça Eleitoral, no julgamento pelo Supremo sobre a permanência de Edson Fachin como relator da delação da JBS e após a divulgação do fim da força-tarefa da Polícia Federal em Curitiba que se encarregava dos casos da Lava Jato.
Fadiga?
O silêncio das ruas tem chamado a atenção da imprensa internacional. O jornal Süddeutsche Zeitung, da Alemanha, chegou a publicar em junho que é "surpreendente que não haja milhões nas ruas para exigir a saída de Temer.” Sensação de "fadiga” e "apatia” foram algumas das palavras usadas por jornais estrangeiros para explicar a passividade das ruas diante dos escândalos e da insatisfação com o governo. 
À DW Brasil, o brasilianista Peter Hakim, presidente emérito do Inter-American Dialogue, com sede em Washington, opina que "fadiga” não é a definição mais precisa para explicar o que está acontecendo. "Não é que as pessoas não queiram protestar, mas elas estão sendo desencorajadas pela conjuntura”, afirma.
Segundo Hakim , muitos que protestaram contra Dilma desejam a saída de Temer, mas agora hesitam em sair porque isso pode beneficiar o PT e Lula – aqueles que foram originalmente alvo de protestos.
"A polarização da sociedade continua a desempenhar um papel que impede as pessoas de se unirem. Já o PT e parte da esquerda que convoca protestos transformam regularmente seus atos em um ‘volta, Lula', e não em um ‘Fora, Temer' ou algo que aponte para uma solução política eficaz que seja capaz atrair mais pessoas”, completa o brasilianista. 
Ainda de acordo com Hakim, isso cria um efeito em que "muitas pessoas acabam ficando com a sensação de que a ação política não está resolvendo a situação”. "Não há liderança, não há ninguém que seja capaz de apresentar uma direção ou novas ideias. As pesquisas mostram que a maioria das pessoas quer eleições diretas, mas fica claro elas também não sabem o que  vai acontecer na sequência. Nesse meio tempo, ninguém quer fazer algo que acabe beneficiando o outro lado.”
Agenda oculta
Entre os principais movimentos que pediram a saída de Dilma em 2015 e 2016, a mensagem adotada nas convocações dos protestos esvaziados deste ano tem, por enquanto, passado longe de um "Fora, Temer”, sendo substituída  pela defesa da Lava Jato e repúdio às medidas de anistia para políticos envolvidos com corrupção.
Já o lado que defendeu Dilma tem mostrado oficialmente repúdio às reformas de Temer e pedido eleições diretas para presidente. Mas os eventos muitas vezes se transformam em palco para comícios do ex-presidente Lula, que não esconde o desejo de voltar ao poder.
Segundo o professor de gestão de políticas públicas Pablo Ortellado, da USP, a explicação para a falta de protestos mais incisivos pode ser explicada também pelo comprometimento e agenda de interesses das lideranças que têm a influência para fazer grandes mobilizações.
"Não acho que seja fadiga, não há uma pesquisa que não demonstre insatisfação. O que parece claro é que as lideranças que tem conquistaram legitimidade para mobilizar manifestações, seja na esquerda ou na direita, não estão se empenhando na organização de novos protestos”, diz.
Segundo Ortellado, essas lideranças de ambos os lados "estão altamente comprometidas com o sistema político, que naturalmente não está interessada em manifestações”.
"É preciso muito esforço para mobilizar, são os poucos os grupos que conseguem fazer isso. Mas justamente esses atores têm feito pouco ou nenhum esforço. As lideranças dos grupos que pediram a saída de Dilma deixaram claro que defendem as reformas econômicas de Temer, então não querem que o presidente saia.”
"Já na esquerda petista e nos sindicatos ligados ao partido, a falta de empenho ficou nítida na última e esvaziada greve geral", continua o especialista. "Esses grupos adotam um discurso oficial de ‘Fora, Temer', mas é possível especular que a manutenção do presidente interessa aos políticos aos quais eles são ligados. Quanto mais impopular Temer fica, mais Lula conquista a preferência do eleitorado. Então é interessante que eles deixem Temer sangrando até 2018. O presidente atual também está empenhando em fazer reformas similares àquelas que a própria Dilma propôs no final do seu governo. Dessa forma, também é conveniente deixar outro presidente enfrentar o desgaste de aprová-las.”
Histórico
Em maio, logo depois da divulgação da delação do empresário Joesley Batista, da JBS, que acabou rendendo ao presidente uma denúncia por corrupção, os movimentos de direita Vem Pra Rua (VPR) e Movimento Brasil Livre (MBL) chegaram a convocar um ato em São Paulo contra o presidente. Mas esses movimentos que tanto se esforçaram para encher as ruas contra Dilma logo voltaram atrás e cancelaram a manifestação.
A justificativa foi que a PM não poderia garantir a segurança – a decisão contrastou com o ato que foi convocado em cima da hora em março de 2016 logo após a divulgação de um grampo de um diálogo entre o ex-presidente Lula e Dilma. Dias depois da divulgação do escândalo envolvendo Temer, o MBL recuou da sua posição de pedir a renúncia do presidente.
Oficialmente, até agora o VPR é o único que abraçou publicamente o "Fora, Temer”. O grupo chegou a anunciar um site com um mapa da intenção de voto de cada deputado em relação à denúncia criminal contra Temer. Por outro lado, uma convocação para protestos, com o slogan genérico de "contra a impunidade”, só foi marcada para o distante 27 de agosto, quando se espera que a denúncia já tenha sido votada pela Câmara.
Na quinta-feira (20/07), centrais sindicais e o PT convocaram uma série de protestos pelo país. Apesar de as demandas incluírem um "Fora, Temer”, a pauta principal foi mesmo a exaltação do ex-presidente Lula, recentemente condenado pelo juiz Sérgio Moro.

Rússia: Sem achar nas contas de Lula, Justiça bloqueia previdência do ex-presidente.

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22.07.2017 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
Sem achar nas contas de Lula, Justiça bloqueia previdência do ex-presidente. 26984.jpeg

Jornal GGN - Na sequência do congelamento das contas de Luiz Inácio Lula da Silva, em decorrência da condenação do juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, após não encontrar 94% do montante estimado nas quatro contas vasculhadas do ex-presidente, os planos de aposentadoria privada de Lula foram sequestrados.

Conforme o GGN divulgou nesta quarta-feira (19), Moro calculou que o triplex não alcançaria a quantia de R$ 16 milhões, faltando restituir R$ 13,7 milhões dos supostos desvios. Para chegar a essa quantia, três apartamentos de Lula foram bloqueados e o juiz de Curitiba pediu que o Banco Central congelasse outros R$ 10 milhões de possíveis contas relacionadas ao ex-presidente, o que também não foi possível pela inexistência dos recursos nas contas.
Assim, apenas R$ 606.727,12 foram congelados, o que representa pouco mais de 6% da quantia que o magistrado de primeira instância previa para a condenação do ex-presidente. A Justiça recorreu, então, a pagamentos de previdência. O BrasilPrev, do Banco do Brasil, mirou um total de R$ 9 milhões: R$ 7,19 milhões do plano empresarial de previdência privada da empresa de palestras de Lula, a LILS, e mais R$ 1,84 milhões do plano individual do líder petista.
"Esclarecemos que conforme determinação, procedemos com o bloqueio total dos planos em tela, até segunda ordem deste juízo. Desta feita, aguardamos a manifestação de Vsa. Exa. quanto a eventual resgate e transferência para os autos do processo supracitado, hipótese em que incidirá o imposto de renda na forma da lei", informou o departamento jurídico do fundo.
Tratam-se dos planos de previdência complementar abertos pela pessoa física de Lula e pela jurídica, por meio da empresa de palestras, que era destinada aos empregados e dirigentes da LILS.
Caso a sentença de Sérgio Moro pela restituição de R$ 16 milhões seja confirmada pelas outras instâncias da Justiça, os dois carros e três imóveis de Lula, incluindo o de sua atual residência, serão leiloados e o dinheiro - agora do plano de previdência privada de Lula - transferido à União e à Petrobras.
Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Rússia: As veias abertas do narcotráfico na política da América Latina

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24.07.2017 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
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As veias abertas do narcotráfico na política da América Latina

PUBLICADO NO JUSTIFICANDO. Por Henrique Oliveira
No imaginário da sociedade brasileira, o traficante de drogas é encarado apenas como um jovem negro, pobre e que mora na periferia, pois esse é praticamente o único modelo de traficante que é produzido e reproduzido, principalmente nos meios de comunicação. E ao mesmo tempo se fala também da participação de políticos e empresários no negócio mundial das drogasintenção desse texto é justamente tentar demonstrar a relação existente entre tráfico de drogas, políticos e as eleições. As eleições têm sido uma forma não apenas de eleger pessoas do tráfico de drogas a cargos políticos para facilitar os negócios e trazer proteção, mas também para lavagem de dinheiro do tráfico, quer dizer, transformar esse dinheiro que é obtido através de um mercado ilegal, em algo legal, através das doações eleitorais a candidatos e partidos políticos.
Segundo a UNODC (Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crime), o tráfico de drogas é a atividade criminosa mais lucrativa do mundo, com uma movimentação de 320 bilhões de dólares por ano. E logicamente que esse dinheiro não é transportado em mochilas, ele é investido nos mais diversos setores da economia mundial, entre eles o setor financeiro, os bancos.
Narcotráfico e a Política na América Latina
A relação entre tráfico de drogas e a política teve um dos seus casos mais conhecidos, quando o narcotraficante colombiano Pablo Escobar em 1982 foi eleito suplente de Deputado e dois anos depois teve seu mandato cassado.
Na América Latina tivemos alguns casos em que políticos tiveram relações com o tráfico de drogas. No Peru durante a Ditadura de Alberto Fujimori 1990 - 2000, segundo o Wikileaks em documento divulgados em 2010, autoridades civis e militares tiveram relações com o narcotráfico, além da existência de uma relação direta com o narcotraficante Demetrio Chavez Peñaherrera, que admitiu após sair da prisão, que o Peru vivia um "NarcoEstado".
A relação com o tráfico de drogas também aconteceu nas eleições do ano 2000, quando Alberto Fujimori foi candidato a reeleição, o médico cirurgião Daniel Chuan Cabrera, que era fundador e líder do Peru 2000 foi investigado no mês de Fevereiro, a Terceira Fiscalização Especializada em Drogas e a Direção Nacional Antidrogas queriam saber sobre o transporte de cocaína realizado pelo seu barco pesqueiro.
O ex-presidente peruano, Alan Garcia 2006 - 2011 foi acusado de ter envolvimento com narcotráfico, especialmente com o cartel de Cali, e Óscar Fernando Cuevas Cepeda, conhecido por lavar dinheiro do tráfico de drogas. Em 2006, Alan Garcia quando concorreu as eleições recebeu dinheiro do tráfico de drogas, 5 mil dólares que foram dados por Alfredo Sanchez Miranda, filho de Orlando Sanchéz Miranda.
A família Sanchéz Miranda é conhecida por ter feito sua fortuna com o tráfico de drogas entre os anos de 1977 e 1991, através da atuação dos irmãos Perycles e Simón Sanchéz Miranda. Simón foi assassinado em 1987 no México e a Polícia descobriu que sua fazenda servia de laboratório de cocaína que era enviada para os EUA. Em 2010,3 membros da família Sanchéz Miranda foram acusados de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. No mês de Março de 2016, a Promotoria peruana pediu 28 anos de prisão para os membros da família Sanchéz Miranda por lavagem de dinheiro do tráfico através do financiamento eleitoral.
Nas eleições presidenciais no Peru desse ano, novamente o narcotráfico voltou a ser tema ligado aos candidatos. O segundo turno foi disputado entre Pedro Pablo Kuczynski e Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori, que durante o seu governo como já foi dito, tinha relação com o narcotráfico. E em 2013 foram achados 100 quilos de cocaína na empresa que tem como um dos sócios seu irmão, o Deputado Kenji Fujimori. O jornal inglês The Sunday Times ligou a candidatura de Keiko Fujimori aos interesses dos cartéis do tráfico de drogas, pois na campanha de 2011, Keiko Fujimori recebeu um cheque no valor de 13 mil dólares, do narcotraficante Luiz Calle Quirós.
Nas eleições presidenciais de 1994 na Colômbia, o candidato vencedor, Ernesto Samper do Partido Liberal, foi financiado com dinheiro do Narcotráfico, do cartel de Cali. Essa história também é confirmada pelo candidato que foi derrotado, Andrés Pastrana no seu livro Memórias Esquecidas. A descoberta foi feita após a Polícia colombiana rastrear conversas telefônicas do chefe do Cartel de Cali, Miguel Rodríguez Orejeula.
O jornalista britânico Ioan Grillo, pesquisador e escritor de livros sobre o tráfico de drogas na América Latina, veio na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) e afirmou que o narcotráfico move a política na América Latina.
Tráfico de Drogas e a Política no Brasil
A análise sobre o tráfico de drogas e a política no Brasil será enfocada aqui a partir dos resultados produzidos pela CPI do Narcotráfico divulgado no ano 2000. Segundo o artigo do Centro de Estudos e Pesquisas Sobre Corrupção, o relatório da CPI teve como resultado a cassação de vários vereadores e deputados, entre eles estava o ex-deputado do estado do Acre, Hidelbrando Paschoal do PFL, atual DEM, que foi preso e condenado a 25 anos de prisão por tráfico de drogas, corrupção e assassinato. Hidelbrando se recusou a depor na CPI do Narcotráfico, o que deu brecha para uma abertura do processo de cassação do mandato.
No artigo "Economia da Droga, instituições e política: os casos de São Paulo e Acre na CPI do Narcotráfico", demonstrou que o ex-deputado Hidelbrando Paschoal liderava uma organização que dominava a rota do tráfico de drogas que vinha da Bolívia e Colômbia através do Acre, depois eram distribuídas para os estados de Rondônia, Amazonas, Piauí, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A CPI do Narcotráfico também acusou por envolvimento no tráfico de drogas o deputado José Aleksandro (PSL) do Acre, em Alagoas os deputados Augusto Farias (PFL, atual DEM), João Beltrão Siqueira, José Francisco Cerqueira Tenório (PMN), Antônio Ribeiro Albuquerque (PRTB), Júnior Leão, Cícero Ferro (PRTB), Celso Luiz (PP) e Fátima Cordeiro (PDT). No Espírito Santo foram indiciados o presidente da Assembleia Legislativa do período, José Carlos Grantz também do ex PFL e o deputado Gilson Lopes dos Santos Filho. No Amapá foram três deputados, o ex-presidente da Assembleia Fran Júnior(PMN), Jorge Salomão que também era do PFL, e que agora está no PROS e o deputado Paulo José (PTC).
No Paraná foram indiciadas 117 pessoas, e o impacto da CPI no estado Paraná levou o Senador Roberto Requião a acusar o governador no período, Jaime Lerner (ex PFL) de ter sido financiando pelo tráfico de drogas. No estado do Maranhão foram 23 indiciados pela CPI, entre eles os deputados estaduais que foram cassados José Gerardo (PPB) e Francisco Caíca (PSD).
As eleições do ano de 2016, foram as primeiras eleições após o fim do financiamento empresarial de campanha, e uma das preocupações que foram colocadas pelo Ministro do STF Dias Toffoli e ex-presidente do TSE - Tribunal Superior Eleitoral - ainda no ano passado, era o financiamento do tráfico de drogas para as campanhas eleitorais. Mas essa preocupação já existiu nas eleições do ano de 2010, não só com o dinheiro do tráfico de drogas, mas também dos caça niqueis e do bingo.
Em Julho a revista Istoé publicou uma matéria falando das pretensões políticas do PCC no estado do Ceará, segundo a revista, o PCC pretendia financiar a eleição de 10 Prefeitos e 50 Vereadores, só que a Istoé que se diz basear em uma investigação Policial que aconteceu em Março, quando foi preso no Ceará o irmão de Marcola, não diz quem são esses candidatos e nem os partidos políticos. A revista apenas fala que o irmão de um traficante cearense estava sendo preparado pelo PCC para ser candidato.
O Ceará se tornou um estado importante para o PCC, o jornal EL País publicou uma série de reportagens, mostrando como uma aliança entre o PCC e o Comando Vermelho do Rio de Janeiro, conseguiu reduzir a violência no estado Ceará, dando ao tráfico de drogas uma nova forma de gestão e organização, que impede a concorrência, as disputas entre os grupos do tráfico de drogas, aumenta os lucros e diminui a necessidade da violência para vender mais drogas. Os homicídios diminuíram e os roubos foram proibidos, pois a violência atrai a Polícia e os roubos dificultam a relação com os moradores dos bairros.
Em 2014 o Partido dos Trabalhadores (PT) expulsou o deputado estadual por São Paulo, Luiz Moura, por ser acusado em uma investigação de está lavando dinheiro do PCC. O deputado era sócio de uma cooperativa de transporte que estaria sendo usada para lavagem de dinheiro do PCC e teria participado de uma reunião com membros da organização.
Em Agosto desse ano a Polícia Civil organizou uma operação para prender lideranças do Movimento Sem Teto de São Paulo (MSTS), que seria um movimento social de fachada, que na verdade servia para lavagem de dinheiro do PCC. E esse movimento social que se dizia lutar por moradia, nas eleições presidenciais de 2014 apoiou o candidato do PSDB, Aécio Neves.
A relação de políticos do PSDB com o tráfico de drogas precisa ser melhor investigada, em 2009 a Polícia Militar de São Paulo achou 19 quilos de cocaína pasta base, e 515 quilos de crack e munição, em uma fazenda localizada na cidade de Pontalinda, que pertence ao Senador Aloysio Nunes (PSDB), que na época era Secretário de Estado em São Paulo. Mas segundo o Delegado, o político do PSDB era vítima, pois os traficantes escolheram a fazenda dele para esconder as drogas por causa da localização. Será mesmo? Agora imagine essa mesma quantidade de drogas na casa de um morador da periferia, você acha que o Delegado chegaria a essa mesma conclusão?
Segundo o Ministério Público de São Paulo, um Vereador que foi eleito em Campinas em 2016 foi financiado pelo PCC, mas a matéria do Estadão não divulgou nem o nome e nem o partido qual pertence o vereador eleito.
Na cidade de Embu das Artes em São Paulo, o candidato que venceu as eleições para Prefeito, Ney Santos do (PRB), já foi investigado em envolvimento de lavagem de dinheiro do PCC. A Polícia Civil diz que em 2010 o Prefeito eleito utilizou postos de gasolina, ONG e uma empresa para lavar dinheiro do tráfico de drogas e financiar a sua campanha.
No Mato Grosso do Sul, o candidato a Vereador pelo PSD, Jovanil Salvaterra de Carvalho foi preso acusado de participar de uma organização que movimentava 4 milhões de reais por mês trazendo cocaína da Bolívia.
Nas eleições de 2012 foi realizada uma operação no Acre, onde foram presas 4 pessoas ligadas à coligação Frente Popular que disputou e venceu as eleições para prefeitura da capital, Rio Branco. A Frente Popular era composta por vários partidos políticos PRB/PT/PTN/PR/PSDC/PSB/PV/PPL/PCdoB. O presidente do PSDC, empresário, foi preso, o filho do Secretário de Obras no período também.
E por fim a família Perrella, o Senador Zezé Perrella (PTB) e o seu filho ex-deputado estadual por Minas Gerais, Gustavo Perrella (Solidariedade), tiveram o helicóptero apreendido pela Polícia Federal em 2013 após pousar na sua fazenda carregando 450 kg de cocaína pasta base. Zezé Perrella se tornou Senador após a morte do ex-presidente Itamar Franco, e entrou na vaga porque era suplente, o Senador é aliado de outro Senador mineiro, Aécio Neves (PSDB).
E mesmo após o helicóptero que pertence à família Perrella ser apreendido com quase meia tonelada de cocaína pasta base, dentro da fazenda que também pertence à família, o Delegado da Polícia Federal inocentou os Perrellas do envolvimento com o tráfico de drogas, porque o piloto acabou assumindo o caso dizendo que recebeu 106 mil reais para fazer o transporte do Paraguai até o Brasil. Só que o ex deputado Gustavo Perrella deu duas versões sobre o caso, primeiro ele disse que sabia do voo realizado pelo piloto, mas que foi enganado sobre a carga e o destino. Mas depois em uma entrevista coletiva na Assembleia Legislativa disse que o helicóptero foi roubado e que iria processar o piloto.
No fim das contas o helicóptero foi devolvido à família Perrella e a droga ninguém sabe e ninguém viu, e o Gustavo Perrella foi nomeado para o cargo de Secretário Nacional de Esportes dentro Ministério do Esporte após o impeachment de Dilma Rousseff (PT).
Igor Kannário e o Tráfico de Drogas nas eleições para Prefeito na Bahia
O cantor de pagode Igor Kannário, conhecido como "Príncipe do Gueto", foi eleito Vereador (PHS) e recebeu mais de 13.000 votos, o que levou a indignação de muita gente nas redes sociais pelo fato dele ter sido preso uma vez com uma pequena quantidade de maconha, junto com mais dois músicos da sua banda, levando a especulações de que cantor seria participante do tráfico de drogas, Igor chegou a assumir em um programa de televisão que é usuário de maconha.
Mas para além de Igor Kannário ser um Vereador usuário de maconha, as eleições para Prefeito daquele ano na Bahia teve a participação do tráfico de drogas. Todos sabemos que o Narcotráfico está fortíssimo na Bahia, a cada ano cresce o número de apreensões de drogas, armas e principalmente da violência no estado, fazendo da Bahia um dos estados com maior número de homicídio no país.
No dia 31 de Julho uma operação da Polícia Federal na cidade Ubatã prendeu o pré-candidato a Vereador pelo Democratas (DEM), Sérgio Andrade em um carro com 147kg de maconha. O segundo Vereador mais votado da cidade Ubaitaba, Messias Aguiar (PMDB) foi preso um dia após ser eleito com 300kg de maconha. A Polícia Civil prendeu na cidade Itapatinga, o Vereador eleito pelo PSDC, Fabrício de Jesus por Tráfico de Drogas, com ele foi encontrado 27 buchas de maconha e 40 papelotes de Cocaína.
O governador da Bahia, Rui Costa (PT) deu uma declaração para o jornal Valor Econômico, de que com a proibição do financiamento empresarial de campanha para as eleições, o tráfico de drogas entrou para financiar os partidos e candidatos.
Os presidentes do PSD, Otto Alencar e do PT na Bahia, Everaldo da Anunciação, disseram que o tráfico de drogas interferiu em vários processos eleitorais no interior da Bahia. O Senador Otto Alencar (PSD), chegou a utilizar a bancada do Senado para denunciar que o candidato do PMDB na cidade de Simões Filho, Tolentino de Oliveira, conhecido como Dinha, foi financiado pelo tráfico de drogas e saiu em uma foto ao lado de um traficante local.
O Narcotráfico e o poder político estão altamente vinculados em toda a América Latina, e esse é um dos motivos pelo qual os políticos e os partidos resistem em discutir a legalização das drogas para acabar com o tráfico.
Diario do Centro do Mundo
fonte: pravda.ru

Já começou a "caça ao voto" em Angola.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Teve início este domingo (23.07) a campanha eleitoral oficial para as eleições angolanas de 23 de agosto. O PRS e a CASA-CE escolheram a Huíla, a UNITA começou em Luanda e a APN no Uíge. MPLA e FNLA arrancam esta semana.
fonte: DW África
UNITA elegeu o município de Cacuaco, norte de Luanda, para abrir a campanha
UNITA elegeu o município de Cacuaco, norte de Luanda, para abrir a campanha
Os partidos políticos concorrentes às eleições de 23 de agosto já começaram a apresentar os seus programas de governo nos órgãos de comunicação social públicos, como está previsto na lei angolana.
Quatro das seis formações políticas também fizeram este fim-de-semana a abertura oficial das suas campanhas nalgumas províncias do país. O Partido de Renovação Social (PRS) e a coligação Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) escolheram a província angolana da Huíla para começar a apresentar as suas propostas.
O candidato do PRS à presidência da República, Benedito Daniel, esteve este domingo (23.07) na Praça João Paulo II, na cidade do Lubango. O líder dos renovadores sociais apelou ao voto, mas também deixou um pedido aos militantes e simpatizantes do seu partido.
"Nós respeitamos a diferença, respeitamos a diversidade porque acreditamos que o nosso programa é forte. Devemos respeitar todos os outros. Não devemos entrar em brigas nem com outros candidatos nem com outras formações políticas", apelou.
No mesmo espaço esteve também o cabeça de lista da coligação CASA-CE. Na segunda maior praça política do país depois de Luanda, Abel Chivukuvuku voltou a apelar a uma mudança "pacífica, ordeira, positiva, inclusiva e segura" no dia 23 de agosto.
"A mudança tem de ser dentro dos marcos da Constituição. Quem quiser governar tem de conviver com o cidadão", salientou.
"Uma festa do povo"
Isaías Samakuva, líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), elegeu o município de Cacuaco, norte de Luanda, para abrir a sua campanha. E também promete mudanças caso vença o escrutínio.
Pre-Wahlkampf, Angola, 23 August
Cartazes partidários em Luanda
"Gostaria de apelar para que todos nos comprometamos com a democracia, com o respeito pela diferença e que as eleições sejam uma festa do povo", pediu o presidente do maior partido na oposição.
A Aliança Patriótica Nacional (APN) é a formação política mais nova no mosaico partidário do país. Mas o candidato Quintino de Moreira já concorreu em 2008 e 2012 com a extinta Nova Democracia.
O jovem político escolheu a província do Uíge para apresentar o seu programa eleitoral. "A APN entende que Angola deve-se construir no trabalho. O primeiro compromisso é com o trabalhador, independentemente do género credo ou estratificação social", declarou.
MPLA e FNLA arrancam esta semana
Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder) e a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) ainda não fizeram o lançamento das suas campanhas oficiais. 
O primeiro ato formal com o cabeça-de-lista do MPLA, o general João Lourenço, é um comício na terça-feira (25.07), na cidade do Huambo. Já o "partido dos irmãos" abre as suas atividades na quinta-feira (27.07), no Bié.
Segundo a edição deste fim-de-semana do semanário português "Expresso", o chefe de Estado angolano não vai participar na campanha do MPLA, devido ao agravamento do seu estado de saúde. José Eduardo dos Santos, no poder desde 1979, não concorre às eleições de 23 de agosto.

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