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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...
quarta-feira, 13 de julho de 2022
ANGOLA: MORTE NATURAL, MAS…
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O resultado preliminar da autópsia feita, em Espanha, ao antigo Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, aponta para uma morte por causas naturais, mas defende a necessidade de mais exames, disse uma fonte judicial.
Os resultados preliminares da autópsia feita a José Eduardo dos Santos durante o fim-de-semana mostram uma “insuficiência cardíaca” e uma grande infecção pulmonar, mas no relatório entregue à família salienta-se que é preciso complementar esta primeira informação com mais exames antes de uma conclusão definitiva, explicou a fonte judicial.
O resultado preliminar afasta, pelo menos para já, uma das questões levantadas por Tchizé dos Santos, que tinha sugerido que o pai podia ter sido envenenado, e daí a necessidade de ser feita uma autópsia para averiguar essa possibilidade.
A garantia de que José Eduardo dos Santos não foi envenenado foi dada pelo Procurador-Geral da República, que integra a delegação angolana que em Barcelona trata do processo de transladação do corpo do ex-Presidente da República para Angola, a dois dos órgãos do MPLA, Jornal de Angola e TVZimbo, que, no entanto, não citam qualquer frase do general Hélder Pitta Grós.
Fonte judicial ligada à filha do antigo Presidente de Angola, Tchizé dos Santos, disse que o juiz que analisa o processo foi muito claro na afirmação de que o corpo só será entregue a uma das partes após essa decisão, sendo que é possível que as autoridades judiciais queiram fazer novas audições à família antes de decidirem a quem entregam o corpo.
“O tribunal foi muito claro na afirmação de que quaisquer notícias que apontem para uma decisão sobre a quem será entregue o corpo são precipitadas porque o juiz ainda não tomou a decisão”, disse a mesma fonte.
Também hoje, ficou a saber-se que o Governo angolano contratou um escritório de advogados para apoiar o processo judicial da “viúva” de José Eduardo dos Santos, Ana Paula dos Santos, no pedido em tribunal da guarda do corpo do ex-Presidente de Angola, que morreu na sexta-feira em Barcelona.
O escritório de advogados irá defender os interesses de Ana Paula dos Santos, dos seus filhos e representar o Governo angolano nas questões que envolvem a protecção diplomática e institucional de José Eduardo dos Santos, que não tinha nacionalidade espanhola nem era residente em Espanha, disse uma fonte próxima do processo.
“Era uma condição transitória para efeitos de assistência médica e, por isso, o executivo está agora a tratar das questões institucionais e diplomáticas”, adiantou a mesma fonte.
Este é o mais recente episódio do litígio que envolve o Governo angolano e alguns dos filhos de José Eduardo dos Santos, relativamente à entrega e trasladação dos restos mortais do antigo Presidente para Luanda, à qual se opõe parte da família.
Cabe agora aos tribunais a decisão quanto à entrega e eventual trasladação do corpo de José Eduardo dos Santos, que tem oito filhos, de cinco mulheres, e que está a ser disputada no seio familiar.
De um lado, está Tchizé dos Santos e os irmãos mais velhos, que rejeitam celebrar as exéquias em Angola, onde não vão há vários anos, desde que o sucessor do pai (e por este imposto ao MPLA e ao país), João Lourenço, assumiu o cargo em 2017, iniciando uma luta selectiva contra a corrupção e que atingiu sobretudo a filha mais velha, Isabel dos Santos, e o filho “Zenu”.
Do outro, está a “viúva” e mãe de três dos filhos de José Eduardo dos Santos, Ana Paula dos Santos, que estava separada do marido há alguns anos, ressurgindo a seu lado nos últimos meses, e que foi a interlocutora do Governo angolano quando este se encontrava internado na clínica de Barcelona, onde acabou por falecer, na sexta-feira.
O Governo angolano declarou que pretende fazer um funeral de Estado em Luanda, mas a decisão conta com a veemente oposição da filha Tchizé dos Santos, afirmando que essa não era a vontade do pai, e que José Eduardo dos Santos não queria ser sepultado em Angola enquanto João Lourenço estiver no poder.
A decisão judicial sobre a entrega do corpo do ex-Presidente angolano deverá ser tomada esta semana pela justiça espanhola, depois do resultado da autópsia ter sido já comunicado à família.
José Eduardo dos Santos morreu em 8 de Julho, aos 79 anos, numa clínica em Barcelona, Espanha, após semanas de internamento e o Governo angolano decretou sete dias de luto nacional.
Eduardo dos Santos sucedeu a Agostinho Neto como Presidente de Angola, em 1979, e deixou o cargo em 2017, cumprindo uma das mais longas presidências no mundo, pontuada por acusações de corrupção e nepotismo e em que contou o apoio incondicional do seu ministro da Defesa, João Lourenço.
No dia 22 de Novembro de 2018, em Lisboa, João Lourenço admitiu que já sentia “as picadelas” dos afectados pelo combate à corrupção, mas garantiu que “isso não nos vai matar” e vincou que “somos milhões e contra milhões ninguém combate”.
“Quando nos propusemos a combater a corrupção em Angola, tínhamos noção de que precisávamos de ter muita coragem, sabíamos que estávamos a mexer no ninho do marimbondo, que é a designação, numa das nossas línguas nacionais, do terminal da vespa”, disse João Lourenço, respondendo a uma pergunta, no Palácio de Belém, em Lisboa, sobre se a questão do repatriamento de capitais – ilicitamente transferidos para o exterior – não se assemelha a `brincar com o fogo`.
“Tínhamos noção de que estávamos a mexer no marimbondo e que podíamos ser picados, já começámos a sentir as picadelas, mas isso não nos vai matar, não é por isso que vamos recuar, é preciso destruir o ninho do marimbondo”, vincou o governante, depois de se ter escusado a comentar as críticas do antigo Presidente e seu mentor político e partidário, José Eduardo dos Santos, e da empresária Isabel dos Santos. Os marimbondos continuam. Só mudaram de lado. Entretanto, João Lourenço conseguiu “matar” o marimbondo-chefe e, agora, até promete “imunidade” temporária às rebeldes e, quiçá, arruaceiras filhas do marimbondo-chefe.
É certo que enquanto vice-presidente do MPLA e, entre muitos outros cargos de relevo, ministro da Defesa, João Lourenço comandava o exército de marimbondos e não deixava que ninguém se aproximasse do chefe. Mas, como tudo na vida, mudam-se os tempos, mudam-se os interesses. Daí a “matar” o seu criador foi um passo. Passo corajoso? Nem por isso. Até porque apunhalar pelas costas – como foi o caso – é a mais completa prova de cobardia.
Na resposta à questão sobre a tentativa de repatriar os capitais ilegalmente retirados de Angola, João Lourenço afirmou: “Quantos marimbondos existem nesse ninho, não são muitos, devo dizer; Angola tem 28 milhões de pessoas, mas não há 28 milhões de corruptos, o número é bastante reduzido e há uma expressão na política angolana que diz que `somos milhões e contra milhões ninguém combate`”.
Tentando mostrar que tinha o povo ao seu lado na luta contra a corrupção, João Lourenço terminou a resposta dizendo: “Ninguém pense que, por muitos recursos que tenha, de todo o tipo, consegue enfrentar os milhões que somos, portanto não temos medo de brincar com o fogo, vamos continuar a brincar com ele, com a noção de que vamos mantê-lo sempre sob controlo”.
A expressão “brincar com o fogo” foi colocada pelo jornalista português que fez a pergunta sobre as consequências do repatriamento de capitais, mas foi largamente aproveitada por João Lourenço, que iniciou a resposta dizendo: “Se estamos a brincar com o fogo, temos noção das consequências desta brincadeira; o fogo queima, importante é mantê-lo sob controlo, não deixar que ele se alastre e acabe por se transformar num grande incêndio”.
Neste contexto, o Presidente convidou na altura os empresários portugueses (certamente também a nível de… bombeiros) a investirem em Angola para aproveitar o “grande potencial” que o país tem noutras áreas que não o petróleo, dizendo “contar sinceramente com o contributo” dos empresários portugueses.
“Angola vive uma nova fase com importantes reformas que vêm sendo feitas em diversos domínios e com interesse em diversificar a sua economia”, acrescentou o chefe de Estado, Presidente do MPLA (partido no poder desde 1975) e Titular do Poder Executivo e – por “inerência” – comandante do batalhão de caçadores aos marimbondos e dos bombeiros.
“Ao falar da diversificação da economia, não podemos de forma nenhuma deixar de contar com a intervenção de Portugal; dos empresários portugueses, gostaríamos de vê-los em força em Angola, investindo nos mais diferentes domínios da nossa economia e não apenas naquela que constitui a principal fonte de receitas de Angola, que mais contribui para o Produto Interno Bruto, que é o petróleo”, disse o chefe de Estado, agora também recandidato do MPLA nas eleições de 24 de Agosto.
Por sua vez o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, amigo de todos os ditadores enquanto eles estiverem no poder, anunciou que Portugal e Angola iriam assinar acordos nas áreas da educação, saúde, cultura, justiça, economia e finanças e disse esperar que “sirvam necessidades concretas dos povos”.
“Os políticos servem os Estados para servirem os povos. Por isso, é bom que os acordos a celebrar na educação, na saúde, na cultura, na justiça, na economia, nas finanças, sirvam necessidades concretas dos povos”, afirmou.
“Por isso, é bom que o empenho na construção de atractivo ambiente empresarial e na diversificação e descentralização económicas reforcem as legítimas expectativas dos povos”, acrescentou o chefe de Estado português.
E se em 2017, mesmo antes de serem conhecidos os resultados oficiais das eleições, Marcelo Rebelo de Sousa felicitou João Lourenço pela vitória, este ano, segundo revelou o próprio candidato do MPLA, o Presidente português já lhe disse para não se cansar muito porque o MPLA já tinha ganho.
Folha 8 com Lusa
ANGOLA: QUANTO VALE O SILÊNCIO DE “KOPELIPA” E “DINO”?
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Os generais angolanos “Kopelipa” e “Dino”, ambos próximos (tal como general João Lourenço) de José Eduardo dos Santos e que se recusaram a “assassinar” pelas costas o anterior Presidente, estão acusados de vários crimes pela justiça do MPLA (facção João Lourenço), entre os quais os de peculato, associação criminosa e branqueamento de capitais.
De acordo com a Acusação, Manuel Hélder Vieira Dias, mais conhecido como General “Kopelipa”, antigo responsável pelos serviços secretos de Angola e da Casa Militar, no tempo em que o antigo Presidente José Eduardo dos Santos, que faleceu na sexta-feira em Barcelona, era Chefe de Estado, foi acusado pelo Ministério Público do MPLA dos crimes de peculato, burla por defraudação, falsificação documento, associação criminosa, tráfico de influências, abuso de poder e branqueamento de capitais, num processo que envolveu várias empresas, entre as quais a petrolífera do MPLA, a Sonangol.
Já Leopoldino Fragoso do Nascimento, conhecido como “Dino”, empresário e um dos homens de confiança do falecido Presidente Eduardo dos Santos, é acusado de burla por defraudação e falsificação de documentos, associação criminosa, tráfico de influência e branqueamento de capitais.
No mesmo processo são ainda arguidas as empresas CIF – China International Fund Angola, Plansmart International Limited e Utter Right Internacional Limited, acusadas de burla por defraudação, falsificação de documentos, tráfico de influência e branqueamento de capitais.
Três empresas, que, de acordo com a acusação, fizeram parte de um esquema montado pelos arguidos, que lesou o Estado angolano em vários milhões de dólares.
De acordo com o texto da acusação, tudo começou pelo acordo de financiamento celebrado em 2003 entre o Estado angolano e a República Popular da China, do qual surgiram, a partir de 2004, várias linhas crédito com o EximBank, CCBB-Banco de Desenvolvimento da China e com a Sinosure – Agência Seguradora de Crédito à Exportação.
O esquema que terá prejudicado o Estado angolano terá sido montado quando “Kopelipa” foi nomeado pelo então Presidente José Eduardo dos Santos para responsável do Gabinete de Reconstrução Nacional.
De acordo com a acusação, Manuel Hélder Vieira Dias Júnior e Leopoldino Fragoso do Nascimento, juntamente com outros dois arguidos no processo, “concertadamente engendraram um plano para enganar o Estado angolano e, a pretexto de uma reestruturação, apropriaram-se” de imóveis construídos com fundos públicos e “comercializaram-nos como se deles se tratasse”.
“O arguido Manuel Hélder Vieira Dias Júnior sabia que o Gabinete de Reconstrução Nacional, que dirigiu, enquanto director, era um organismo público, cujas receitas a si atribuídas também eram públicas e destinadas à reconstrução do país (…) Mais sabia que o referido Gabinete não estava vocacionado a conceder empréstimos, sobretudo, a empresas estrangeiras, com quem assinou acordo de investimento estrangeiro em nome do Estado angolano”, refere o documento.
Mas “ainda assim, não se coibiu de, no ano de 2008, conceder um empréstimo, no valor de USD150. 000.000,00 (cento e cinquenta milhões de dólares) à empresa China Sonangol International Limited”.
Além disso, “Kopelipa” “produziu um documento, cujo teor sempre soube não ser verdadeiro”, que “convenceu o Presidente da República” a permitir a entrada de mercadoria com pagamento dos impostos ‘a posteriori’ no país “o que só foi possível devido à posição que ocupava e da qual se fez valer”.
Em resumo, conclui o Ministério Público que os arguidos naquele processo utilizaram as “empresas Cif China International Fund Angola, Plansmart International Limited e Utter Right International Limited como veículos para o cometimento de crimes”.
Os “arguidos agiram sempre de modo voluntário” e “conscientemente sabiam que tais condutas eram proibidas e punidas por lei”, refere o texto da acusação, datado de 4 de Julho.
E “foi por meio de declarações, que os arguidos tinham conhecimento de serem falsas, que convenceram o antigo Presidente da República a autorizar o Director da Unidade Técnica para o Investimento Privado (…) a assinar e alargar o objecto de contrato de investimento”, acrescentam os procuradores.
Os generais “Dino” e “Kopelipa” foram colegas do então ministro da Defesa, general João Lourenço, não podem ser presos preventivamente antes do despacho de pronúncia, na fase de instrução contraditória, pois “gozam de imunidades”.
“Os oficiais generais das Forças Armadas Angolanas e comissários da Polícia Nacional não podem ser presos sem culpa formada, excepto se em flagrante delito, por crime doloso punível com pena de prisão superior a dois anos”.
Em Fevereiro de 2020, o Serviço Nacional de Recuperação de Activos, da PGR, apreendeu os edifícios CIF Luanda One e CIF Two, na posse da empresa de direito angolano China International Fund Angola, sem precisar os motivos.
Os edifícios em causa, os mais altos daquela zona, com 25 andares, estão localizados no distrito urbano da Ingombota, em Luanda, próximo da antiga Assembleia Nacional, e acolhem escritórios de várias empresas privadas.
A apreensão aconteceu na sequência de uma outra de mais de mil imóveis inacabados, edifícios, estaleiros e terrenos na urbanização Vida Pacífica e no Kilamba, arredores de Luanda, que se encontravam na posse das empresas chinesas China International Fund, Limited (CIF Hong Kong) e China International Fund, Limitada (CIF Angola).
Estes imóveis terão sido pagos com fundos públicos, mas não estavam na esfera patrimonial do Estado. Recorde-se que, segundo a declaração de bens e património de João Lourenço, o Presidente do MPLA nunca beneficiou de fundos públicos para constituir o seu humilde e pobre património.
Em Abril de 2019, a PGR (João Lourenço) já tinha anunciado a recuperação de 262 milhões de euros ao consórcio CIF Angola, na qualidade de entidade gestora do projecto de construção do novo Aeroporto Internacional de Luanda.
A CIF Limited é uma empresa privada chinesa com sede em Hong Kong e um escritório em Pequim, fundada em 2003 para financiar projectos de reconstrução nacional e desenvolvimento de infra-estruturas nos países em desenvolvimento, principalmente em África.
Em Angola, participou na construção de vários empreendimentos sociais e detém vários empreendimentos, incluindo uma fábrica de cimento, na localidade de Bom Jesus, em Luanda.
Segundo um relatório do centro de estudos britânico Chatham House, publicado em 2009, a CIF teria ligações à China Angola Oil Stock Holding Ltd, que negociaria com o petróleo angolano através da China Sonangol International Holding.
Entre os directores da China Sonangol International Holding estaria Manuel Vicente, ex-presidente da petrolífera estatal angolana e ex-vice-Presidente de Angola.
Recorde-se que o Presidente da República, também presidente do MPLA e Titular do Poder Executivo, desafiou, numa entrevista ao jornal português Expresso, o seu ex-patrono e mentor, José Eduardo dos Santos, a denunciar os corruptos. Para João Lourenço, são esses os traidores da pátria. E esses são apenas os que não estão ainda rendidos aos encantos do novo “querido líder”…
É claro que João Lourenço é, também no contexto angolano mas sobretudo do MPLA, uma figura impoluta, íntegra e honorável que nada tem a ver com traidores ou corruptos. Desde logo porque é um general e um político que chegou a Angola há meia dúzia de dias.
Daí para cá a história deste impoluto, íntegro e honorável general é bem mais conhecida. Importa, contudo, reter a comprovação factual de que João Lourenço nunca ouvira falar de corrupção, mesmo sendo ministro da Defesa de José Eduardo dos Santos desde 2014 e vice-presidente do MPLA.
Está, por isso, acima de qualquer suspeita. Na verdade, como é que alguém que aos 20 anos de idade (1974) entrou para o MPLA e fez toda a sua vida nas fileiras do partido poderia ter notado, constatado, verificado ou comprovado que existia corrupção no seio do MPLA e do Governo? Não podia…
João Lourenço diz esperar que a impunidade “tenha os dias contados” em Angola. Insiste na “moralização” da sociedade angolana. Estará a ser ingénuo, imprudente, suicida, estratega ou traidor? Se calhar, fazendo a simbiose de tudo isto, está apenas a gozar com a nossa chipala e fazer de todos nós… matumbos.
O Presidente diz ser necessária a “moralização” da sociedade, com um “combate sério” a práticas que “lesam o interesse público” para garantir que a impunidade “tenha os dias contados”.
É verdade. Mas é verdade há muitos anos e a responsabilidade é do MPLA, partido no qual João Lourenço “nasceu”, cresceu, foi e é dirigente. Então, durante todos esses anos (46), o que fez João Lourenço para combater as práticas que “lesam o interesse público”?
“No quadro da necessidade de moralização da nossa sociedade, importa que levemos a cabo um combate sério contra certas práticas, levadas a cabo quer por gestores quer por funcionários públicos. Práticas que, em princípio, lesam o interesse público, o interesse do Estado, o interesse dos cidadãos que recorrem aos serviços públicos”, disse João Lourenço.
Sendo uma verdade de La Palice, como tantas outras que constituem o ADN do partido do qual é presidente, é caso para perguntar se só agora é que João Lourenço descobriu a pólvora?
Ou será que só agora é que João Lourenço descobriu que Angola é um dos países mais corruptos do mundo? Que é um dos líderes mundiais da mortalidade infantil? Que tem 20 milhões de pobres?
“Esperamos que a tão falada impunidade nos serviços públicos tenha os dias contados. Não é num dia, naturalmente, que vamos pôr fim a essa mesma impunidade, mas contem com a ajuda de todos e acreditamos que, paulatinamente, vamos, passo a passo, caminhar para a redução e posteriormente a eliminação da chamada impunidade”, diz João Lourenço.
Desde que tomou posse, a 26 de Setembro de 2017, na sequência das “eleições” de 23 de Agosto, João Lourenço exonerou diversas administrações de empresas estatais, dos sectores de diamantes, minerais, petróleos, comunicação social, banca comercial pública e Banco Nacional de Angola, anteriormente nomeadas por José Eduardo dos Santos.
Quando João Lourenço garantiu em Luanda que o MPLA iria lutar contra a corrupção, má gestão do erário público e o tráfico de influências… poucos acreditaram. Hoje há mais gente a acreditar? Há, é verdade. Mas as dúvidas continuam a ser mais do que as certezas.
João Lourenço discursava – recorde-se – no acto de apresentação pública do Programa de Governo 2017-2022 do MPLA e do seu Manifesto Eleitoral, mostrando a convicção de que – mais uma vez – os angolanos iriam votar com a barriga (vazia) e que havendo 20 milhões de pobres… a vitória seria certa. E foi. E continuará a ser.
“Para a efectiva implementação deste programa temos de ter os homens certos nos lugares certos”, referiu João Lourenço, efusivamente aplaudido pelos militantes presentes formatados e pagos para aplaudir seja o que for que o soba João Lourenço diga, tal como acontecia com Eduardo dos Santos.
Ainda de acordo com João Lourenço o MPLA iria “promover e estimular a competência, a honestidade e entrega ao trabalho e desencorajar o ‘amiguismo’ e compadrio no trabalho”.
“Vamos contar com aqueles que estão verdadeiramente dispostos a melhorar o que está bem e a corrigir o que está mal”, disse João Lourenço.
João Lourenço admite que o “MPLA tem consciência de que muito ainda há a fazer e que nem tudo o que foi projectado foi realizado como previsto”. Por outras palavras, se ao fim de 46 anos de poder, 20 de paz total, o MPLA só conseguiu trabalhar para que os poucos que têm milhões passassem a ter mais milhões, esquecendo os muitos milhões que têm pouco… ou nada, talvez seja preciso manter o regime do MPLA mais 54 anos no poder.
“Contudo, o país tem rumo e estamos no caminho certo, no sentido da satisfação progressiva das aspirações e dos anseios mais profundos do povo angolano”, disse João Lourenço.
Segundo João Lourenço, para que todos os angolanos beneficiem cada vez mais das riquezas do país, o MPLA tem como foco no seu programa de governação para os próximos anos dar continuidade ao seu programa de combate à pobreza e à fome, bem como o aumento da qualidade de vida do povo.
Para a juventude, a franja da sociedade a quem o MPLA atribui “importância fundamental nos processos de transformação política e social de Angola”, João Lourenço disse que vai continuar “a contar cada vez mais com os jovens nas imensas tarefas do progresso e do desenvolvimento”.
Sobre a consolidação da democracia angolana, destacou a realização de eleições autárquicas (um dia), a permissão para posicionar o país “num movimento de verdadeira descentralização administrativa”.
“Com a instauração das autarquias, a administração estará mais próxima das populações, o que tornará mais fácil a percepção das suas necessidades e aspirações e também a sua satisfação”, realçou. Terá João Lourenço descoberto a pólvora?
Folha 8 com Lusa
domingo, 10 de julho de 2022
Governo angolano quer que funeral de José Eduardo dos Santos seja em Angola.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O Governo angolano está a negociar com a família de José Eduardo dos Santos para que o funeral seja feito no seu país, com direito a honras de Estado, “como merece por tudo o que fez por Angola”.
Governo angolano quer que o “seu Presidente” seja sepultado na terra que, durante 38 anos, governou e lutou para que houvesse paz e desenvolvimento, afirma José João Manuel, embaixador de Angola em Moçambique.
“Para nós, ele é angolano e pai da nação, pelo que é mais justo que tenha todas as honras no seu funeral. Não faz sentido que seja enterrado longe da sua terra. Vamos continuar a sensibilizar a família a deixar que seu pai tenha um enterro condigno e de Estado, e isso só pode ser feito em Angola”, sublinhou.
José Manuel disse, ainda, que o tempo de luto foi estendido de cinco para sete dias, para dar tempo às negociações e todos os preparativos.
O embaixador disse que o Governo e o povo angolano perderam um símbolo da unidade nacional, alguém que dedicou toda a sua vida àquela nação, um homem de bem, de paz, muito sereno e que deixou o seu povo órfão.
“Muito cedo, ele assumiu o poder em condições muito difíceis e, desde aquela altura até à sua saída do poder, dedicou-se a construir um país próspero e de bem-estar para os angolanos. Ele foi o timoneiro de todos os sucessos que Angola conseguiu alcançar até aos dias de hoje”, homenageou o embaixador.
A perda não é só de Angola, mas de toda a África, pois, segundo considera, sempre pensou em resolver os problemas de outros povos. Ajudou, por exemplo a África do Sul, a Namíbia e o Zimbabwe na luta conta o apartheid, mobilizando os angolanos para apoiarem a luta dos povos irmãos.
“Enquanto estes países ainda estavam sob o domínio colonial, ele não mediu esforços. Em Angola, os principais objectivos a que se propôs foram, quase todos, cumpridos. Conseguiu reconciliar os angolanos, num processo difícil e, hoje, os angolanos estão reconciliados e unidos, o que é um grande feito”, referiu o diplomata.
Manuel falou também do início da reconstrução do país, que foi destruído pela guerra civil. Disse que, apesar de nem tudo ter corrido bem, Dos Santos conseguiu tornar Angola num estado que reúne condições para se desenvolver económica, social e politicamente, e morre tendo criado bases para o desenvolvimento do país.
fonte> https://www.opais.co.mz/
No Senegal, a um mês antes das eleições legislativas, flexibilização em processo eleitoral elétrico.
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Um mês antes das eleições legislativas, e após várias semanas de forte tensão política, a coalizão da oposição, Yewwi Askan Wi, está mudando de estratégia. Se mantiver um concerto de panelas nesta quinta-feira à noite, 30 de junho, seu líder Ousmane Sonko anuncia que Yewwi Askan Wi estará bem nas eleições e interrompe as manifestações. Uma retrospectiva de várias semanas de crise pré-eleitoral.
num "beco sem saída político". A expressão - utilizada há poucos dias pela Agence France-Presse - resumia muito claramente a situação em que o Senegal se encontrava um mês antes das eleições legislativas.
Mas hoje há um vislumbre de esperança: o grau de tensão diminuiu esta semana com sinais que Alioune Tine qualifica de "bom", o fundador do centro Afrikajom e uma figura da sociedade civil senegalesa que considera que "as condições são agora favorável a um diálogo político antes das eleições" marcadas para 31 de julho. Em 17 de junho, o mesmo Alioune Tine mencionou, no entanto, um risco de "degeneração democrática".
Leia: Senegal corre o risco de um período de "degeneração democrática", segundo Alioune Tine.
Aquecendo, então. Do lado da oposição, os apelos à manifestação terminaram. Oficialmente, Ousmane Sonko, o principal adversário, explica esta mudança de estratégia pela aproximação do Tabaski (Eid, o feriado muçulmano mais importante e perfeitamente inevitável) que terá lugar este ano a 10 de julho, data da abertura da campanha eleitoral . Sonko também menciona o período de exames nas escolas.
(Re)ver - Senegal: quem é Ousmane Sonko? (março de 2021)
Na segunda-feira, a justiça (muitas vezes acusada pela oposição de servir à agenda política do poder) por sua vez libertou um deputado preso em 17 de junho durante uma manifestação proibida. Outro foi condenado a pena de prisão suspensa.
O descontentamento da oposição deverá, portanto, manifestar-se num novo concerto de panelas esta quinta-feira à noite "desta vez não por dez minutos, mas por trinta minutos", explicou Ousmane Sonko na quarta-feira, embora reconhecendo: "Temos que avançar resolutamente para o preparação das eleições legislativas de 31 de julho. Yewwi Askan Wi (a principal coalizão da oposição, nota do editor) irá a essas eleições!"
(Re)ver - Senegal: oposição adia manifestação e vai participar nas eleições legislativas
Vários episódios marcaram este início do processo eleitoral e alimentaram a deterioração de um clima político que já vinha pesado há meses.
Passou relativamente despercebido, o soluço da reforma eleitoral em abril. É relatado pela revista mensal Jeune Afrique em um artigo intitulado "Legislativo no Senegal: por que o número de deputados não aumentará" que ecoa outro artigo publicado alguns dias antes e intitulado "Legislativo no Senegal: por que o número de deputados aumentará" ...
No final de abril, de fato, apesar de um consenso entre as várias correntes políticas senegalesas, uma reforma da Assembleia Nacional fracassou. Muito técnico, previa passar de 165 para 172 deputados para, em tese, representar melhor toda a população. Mas a oposição acaba por recusar a apor a sua assinatura porque já não quer ser associada a um aumento do número de deputados numa câmara já considerada inchada e ineficiente por boa parte da opinião senegalesa.
Desqualificado
Em 31 de julho, os eleitores senegaleses vão, portanto, nomear seus 165 representantes no Parlamento de acordo com um sistema de votação misto.
Dos 150 deputados eleitos em território senegalês (os outros 15 representam a diáspora desde uma reforma de 2017), 97 virão de listas departamentais maioritárias. Os outros 53 serão eleitos por representação proporcional em listas nacionais.
E é uma das listas nacionais que esteve na origem da grave crise que terá esmaltado nestas últimas semanas.
Com efeito, para o voto proporcional, as organizações apresentam uma lista de titulares e uma lista de suplentes. Em 30 de maio, o Ministério do Interior validou oito listas nacionais. Mas ele declarou "inadmissível" a lista de titulares de Yewwi Askan Wi.
As autoridades censuram a inelegibilidade de um de seus candidatos, aparecendo inadvertidamente tanto entre os titulares quanto entre os suplentes. O Tribunal Constitucional validou esta decisão no início de junho. Para a coalizão Yewwi Askan Wi, é uma eliminação sob a cobertura de meios legais. A outra grande coligação da oposição, a AAR, viu validadas as suas listas nacionais.
A acusação foi rejeitada pelo movimento presidencial, que não deixou de apontar que sua própria lista nacional de substitutos de Benno Bokk Yaakkar também havia sido desqualificada por falta de paridade de gênero.
A rejeição da lista Yewwi Askan Wi e, a propósito, da candidatura de seu líder Ousmane Sonko foi a causa de duas manifestações. Um deles, em 17 de julho.
fonte: seneweb.com
Senegal: Função pública - Macky Sall toma uma ação forte para a integração de graduados com deficiência.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Das muitas saídas mediaticas de graduados com deficiência, para denunciar a discriminação que enfrentam, mudaram as linhas. Pelo menos, se acreditarmos nas informações do diário L'AS.
Ontem, em Conselho de Ministros, levantando a questão da integração dos licenciados com deficiência na Função Pública, o Presidente Macky Sall entregou uma missão ao Ministro da Função Pública e ao seu colega das Finanças e Orçamento.
Em linguagem simples, Mariama Sarr e Abdoulaye Daouda Diallo são convidados “a agilizar os trâmites necessários à rápida execução de um plano especial de recrutamento de licenciados com deficiência, na Função Pública, de acordo com uma determinada quota”.
fonte: seneweb.com
Senegal: Terceira candidatura - Mary Teuw Niane adverte Macky Sall contra "laudadores" e o risco de "jeppi"...
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
"Plaudadores" é como a professora Mary Teuw Niane qualifica essas vozes subindo para uma terceira candidatura do presidente Macky Sall, em um post no Facebook intitulado "o tempo dos louvadores". “Tal como em 2010-2011, os laudadores falaram muito alto para convencer o então Presidente da República, Abdoulaye Wade, a candidatar-se a um terceiro mandato”, recorda o ex-ministro do Ensino Superior. Continuando, explica que "o Presidente Wade teve resultados importantes mas os senegaleses não queriam um terceiro mandato. Além disso, suspeitavam de um estratagema para a transmissão do poder ao filho".
De acordo com Mary Teuw Niane, aqueles que ele descreve como "laudadores", "estavam apenas trabalhando para si mesmos, para sua sobrevivência".
O mesmo cenário parece estar se desenrolando se confiarmos nas palavras da professora Niane. "Ainda hoje, vinte meses antes das eleições presidenciais de fevereiro de 2024, os laudadores ressurgem com novos reforços. Pedem modestamente uma terceira candidatura a Presidente da República, para um segundo mandato de cinco anos. Têm um novo léxico que abole o terceiro termo de seu vocabulário."
Mary Teuw Niane adverte contra "uma violação da palavra dada que é o cimento da nossa confiança mútua, que é mais forte do que os contratos assinados pelos europeus".
O candidato malsucedido em Saint-Louis, durante as últimas eleições locais, observa que esses "laudadores" podem exacerbar esse sentimento fatal para todos os regimes no Senegal: jeppi". "Porque se a população internalizar esse sentimento, su nu la jeppèe, loo mën def du ñu ko gis, tudo o que o regime conseguir não será visível aos seus olhos e, portanto, não terá impacto no voto dos cidadãos", analisa.
A professora Mary Teuw Niane convida, sem citá-lo, o Presidente da República à "elegância cavalheiresca de devolver o poder ao povo que o investiu e à nobreza do sinal de respeito pela palavra dada". Finalmente, Mary Teuw Niane espera que "as palavras dos laudadores se esvaiam e que as vozes dos genealogistas, campeões da ética da palavra dada, se levantem com força".
fonte: seneweb.com
Benin: Retorno de Blaise - Entre justiça e segurança, Damiba fez sua escolha.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI
O ex-presidente de Burkina-Faso, Blaise Compaoré, chegou ontem a Ouagadougou, capital do país, quinta-feira 07 de julho. Exilado há oito anos na Costa do Marfim, esta é a primeira vez que pisa no seu país. Um regresso que levanta questões a nível nacional e internacional. Este retorno faz parte de uma reunião de ex-chefes de Estado de Burkinabè e visa acelerar a reconciliação nacional. Com efeito, como antigo Chefe de Estado, Blaise Compaoré foi chamado a participar numa reunião com os outros presidentes do Faso. São eles Jean Baptiste Ouédraogo, Yacouba Isaac Zida, Michel Kafando e Roch Kaboré.
Todos são convidados pelo atual presidente da transição, tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, no poder desde 24 de janeiro de 2022, após um golpe. Como lembrete, Blaise Compaoré foi derrubado por manifestações populares em 31 de outubro de 2014. Ele foi então forçado ao exílio na Costa do Marfim, onde vive desde então. Além disso, sua experiência o torna uma pessoa de recurso na luta contra o terrorismo, porque em 27 anos de reinado, Blaise Compaoré conseguiu preservar seu país dos ataques jihadistas. O que justificaria seu convite. Esse retorno parece trazer bons dias para Faso, já que o atual homem forte do país, chefe da junta militar no poder, busca criar uma "união sagrada" ao seu redor para ajudá-lo na luta contra os grupos jihadistas que semear o terror em Burkina Faso desde 2015 e cujos ataques têm sido cada vez mais numerosos e mortais nos últimos tempos.
Cabe destacar que, apesar de sua longa permanência no exterior, os apoiadores de Blaise Compaoré estão lá para recebê-lo como rei. Mesmo que esse retorno seja o orgulho de alguns, ele cria revolta nas fileiras de muitos outros cidadãos de Burkinabè. É o caso da Unidade de Ação Sindical (UAS) que é surpreendida pela convocação de Blaise Compaoré pelo presidente Damiba. Com base no fato de Blaise Compaoré ter sido julgado à revelia e condenado à prisão perpétua no caso do assassinato de Thomas Sankara, a UAS convidou o governo a permanecer ligado ao tríptico "Verdade-Justiça-Reconciliação".
fonte: https://lanouvelletribune.info/
Benin: Nomeação do mediador para a Guiné-Conacri - Estratégia inteligente para afastar o ex-presidente da República do Benin, Boni Yayi.
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O ex-presidente da República do Benin Boni Yayi é nomeado mediador da crise guineense. Para além do alívio observado na classe política guineense e das felicitações à diplomacia beninense, alguns observadores vêem nela um desejo sibilino: o de afastar-se e ocupar um "adversário" político.
Desde domingo, 3 de julho, Boni Yayi é o mediador da crise guineense. Nomeado pelos atuais presidentes da CEDEAO durante sua 61ª cúpula, Boni Yayi tem a delicada missão de trazer as autoridades da junta militar de volta às propostas razoáveis de transição e trabalhar pelo retorno da paz na Guiné. Para os chefes de Estado, é uma boa operação já que a sua escolha é apelidada pela classe política guineense. Mas é para a diplomacia beninense e seu chefe de Estado Patrice Talon que vai a palma de ouro. O Benin desferiu um verdadeiro golpe diplomático ao conseguir que Boni Yayi fosse nomeado para um cargo de tão alta visibilidade. O ex-chefe de Estado beninense que se adapta tão bem a essas responsabilidades internacionais tem o que é preciso para provar seu talento como homem de paz e negociador que o conhecemos tão bem. No entanto, esta nomeação tem para o Presidente da República uma vantagem política que vai além do mero prestígio que pode derivar da nomeação do seu antecessor.
E com razão, a posição de mediador na crise guineense afastará um pouco Boni Yayi das nossas preocupações beninenses e das nossas intrigas políticas internas. Ele será um pouco mais móvel, um pouco mais ocupado. Ele deve não só fazer visitas frequentes a Conacri, mas também a outras capitais da África Ocidental para se reportar aos presidentes e até para trocar com o Secretário-Geral da CEDEAO. Sabendo como é difícil negociar e mudar a mentalidade dos militares no poder, é seguro dizer que essa missão provavelmente durará vários meses. Entre ônibus, reuniões, entrevistas em palácios e hotéis, Boni Yayi não terá mais tempo para se dedicar às preocupações internas de seu país. Enquanto ele continua a restaurar a ordem constitucional na Guiné, o atual calendário eleitoral no Benin seria implementado gradualmente
fonte: https://lanouvelletribune.info/
ANGOLA: EDUARDO DOS SANTOS SERÁ AUTOPSIADO.
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As autoridades judiciais espanholas concordaram com a realização de uma autópsia ao corpo do ex-presidente angolano, José Eduardo dos Santos, falecido na sexta-feira, em Barcelona, que tinha sido pedida pela filha Tchizé dos Santos. A decisão judicial foi divulgada pela advogada Cármen Varela.
A equipa de advogados de Cármen Varela e Molins Defensa Penal denunciou igualmente a “pressão” do Governo de Angola, que fez viajar para Barcelona vários dos seus membros, juntamente com o Procurador-Geral da Republica, para levar o corpo para Angola e celebrar um funeral de Estado contra a vontade do Presidente de ser sepultado em Barcelona.
Tchizé dos Santos tem-se manifestado publicamente contra a realização de um funeral em Luanda, devido às desavenças entre alguns membros da família dos Santos e o governo angolano, liderado por João Lourenço que, depois de ter sido imposto pelo próprio José Eduardo dos Santos, o apunhalou pelas costas.
Tchizé, bem como a filha mais velha do ex-Presidente, Isabel dos Santos, que enfrenta processos judiciais em vários países, não vão a Angola há vários anos, alegando perseguições políticas e temerem pela própria vida.
José Eduardo dos Santos tem oito filhos, de cinco mulheres, não tendo sido divulgada publicamente a opinião dos restantes familiares.
Na sexta-feira, o Presidente João Lourenço, disse que o governo angolano vai organizar as exéquias fúnebres do ex-chefe de Estado José Eduardo dos Santos, para as quais conta com a presença de todos, incluindo a família “que está lá fora”.
“Se tivermos em conta as actuais circunstâncias não vemos por que razão a família que está lá fora não [possa] acompanhar o seu ente querido, estamos a contar com a presença de todos sem excepção de ninguém”, disse João Lourenço, à saída de uma reunião de emergência do MPLA, partido no poder há 46 anos e do qual José Eduardo dos Santos era presidente emérito.
Os filhos mais conhecidos do antigo chefe de Estado, Isabel dos Santos, Tchizé e o irmão desta, José Paulino dos Santos, mais conhecido pelo nome artístico Coréon Du, e habitualmente mais discreto, partilharam, nas suas páginas das redes sociais, palavras de homenagem e fotos recordando o pai.
Se os dirigentes de Angola (todos do MPLA) têm memória curta, não admira que o Povo ainda a tenha mais curta. Aliás, na maioria dos casos, não tem memória mas apenas e só uma vaga ideia. Tão vaga que, hoje, são poucos os que se recordam que João Lourenço foi colocado por José Eduardo dos Santos na “pole position” do Grande Prémio do MPLA em que, como sempre, os opositores, se limitaram a ser figurantes.
Na linha de partida, ou nas boxes, estiveram para efeitos de marketing outros supostos concorrentes. A Bornito de Sousa, depois dos treinos “à porta fechada”, foi dada a segunda posição da grelha.
Mais atrás, para simular que não há vencedores antecipados… nem impostos, surgiram mais alguns figurantes, “pilotos” como Fernando da Piedade Dias dos Santos, Lopo do Nascimento, Kopelipa e Manuel Vicente.
Por serem mais “low profile”, admitiu-se na altura que a equipa das Forças Armadas também estivesse a equacionar a sua simbólica participação, podendo fazer alinhar França Ndalu e, ou, João de Matos.
Noutra frente, se bem que mais vocacionada para provas de “endurance”, admitiu-se também a participação de uma equipa de figurantes do Sul, patrocinada por Kundi Pahiama, em que os “pilotos” poderiam ser Isaac dos Anjos, Marcolino Moco ou Baptista Kussumua.
Constou, inclusive, que Eduardo dos Santos terá dito a uma comissão encabeçada por Kundi Pahiama: “‘Estou doente, já tenho o meu candidato e agora vocês que apresentem outros candidatos”.
Na altura, o presidente do MPLA, chefe de Estado e Titular do Poder Executivo, José Eduardo dos Santos, afirmou na reunião ordinária do Comité Central do MPLA que o objectivo do partido era dar um ar de democracia às eleições gerais de 2017, embora já estivesse definido que o MPLA ganharia (como sempre) com maioria absoluta.
“O nosso objectivo é ganhar as eleições com maioria qualificada ou no mínimo maioria absoluta e o segredo estará na disciplina, na união e coesão de todos em torno dos nossos candidatos, quer no processo da campanha eleitoral quer no momento da votação”, afirmou José Eduardo dos Santos, durante o discurso de abertura da segunda reunião ordinária do Comité Central do MPLA.
Ninguém do MPLA oficializou ou comentou, na altura, qualquer nome da lista aprovada, sabendo-se apenas que, em simultâneo, o Comité Central aprovou uma moção de “incondicional apoio” a José Eduardo dos Santos, “na defesa dos ideais do MPLA e dos destinos do país”.
Fingir é fácil e tem resultado
José Eduardo dos Santos, ex-líder do MPLA, partido no poder em Angola desde 1975 e ex-Presidente da República durante 38 anos, dizia querer o seu partido a defender, tal como quer o actual Presidente da República, João Lourenço, a luta contra aquilo que existe no partido há mais de 46 anos e que ambos incentivaram e de que beneficiaram: a corrupção.
Dito isto, logo se ouviram os potentes decibéis das gargalhadas dos angolanos, mau grado serem as principais vítimas da corrupção, essa instituição nacional do MPLA. Vítimas que na sua esmagadora maioria o MPLA colocou na miséria (existem 20 milhões de pobres) e a quem é passado um atestado de menoridade intelectual e de matumbez crónica.
Gozando à brava com a nossa chipala, José Eduardo dos Santos primeiro e depois João Lourenço, defendem que o MPLA deve liderar o combate à corrupção e ao nepotismo no país, males susceptíveis de – dizem – manchar a imagem do Estado e do Governo angolano.
Legitimidade para falar de corrupção não falta ao MPLA e muitos menos aos seus principais dirigentes, José Eduardo dos Santos ontem e João Lourenço hoje. Os principais corruptos e ladrões estão todos no MPLA.
Num seminário subordinado ao tema “MPLA e os desafios à corrupção”, promovido pelo grupo parlamentar daquela força política que está no poder, recorde-se, há 46 anos, Dos Santos disse que o MPLA deve posicionar-se na linha da frente para construir uma sociedade “mais justa, solidária e inclusiva”.
José Eduardo dos Santos, que foi Presidente de Angola de 1979 até 2017, substituído pelo seu ministro da Defesa e que foi a sua escolha pessoal (João Lourenço), sublinhou que a corrupção já tem sido definida como o segundo principal mal que afecta a sociedade angolana, depois da guerra, terminada em 2002.
Estão na base desse mal, disse o então patrão, patrono e mentor de João Lourenço, os “excessos” praticados por agentes públicos e privados, “que detinham de forma ilícita vantagens patrimoniais para si ou terceiros, em prejuízo do bem comum, transgredindo a lei e a norma de comportamento social”. Por outras palavras, todos membros do MPLA.
Para o ex-líder do MPLA, como para o actual, o combate a estes males passa pela prevenção e medidas educativas, judiciais e policiais, com vista a desincentivar este tipo de crime e ultrapassar ou minimizar os efeitos nefastos no quotidiano dos cidadãos e no desenvolvimento da sociedade.
Fosse Angola um Estado de Direito, José Eduardo dos Santos e todos os que foram seus acólitos bajuladores, incluindo João Lourenço, teriam sido presos e os seus bens confiscados a favor do país, a favor dos angolanos.
A divulgação das leis e medidas existentes ou necessárias para, de modo pedagógico, prevenir crimes atentatórios à probidade pública, cujo combate se encontra na agenda das sociedades modernas, impõe-se para fazer face a este fenómeno, segundo a hilariante tese do MPLA.
De acordo com o MPLA, o fenómeno da corrupção é antigo e permaneceu ao longo dos tempos, exigindo na sua abordagem um certo enquadramento histórico, social e político. Claro. A culpa é dos colonizadores em geral e, no nosso caso, dos portugueses. E é mesmo. Não fosse Diogo Cão ser “militante” do MPLA e, talvez, as coisas fossem diferentes…
Já como Presidente da República, João Lourenço, afirmou que os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral, desde logo o combate à corrupção, são para concretizar, reconhecendo a existência de “inúmeros obstáculos no caminho”.
Onde andou nos últimos anos o general João Lourenço? Só chegou agora? Não. Sempre foi um homem do sistema, do regime. Queira ou não.
1984 – 1987: 1º Secretário do Comité Provincial do MPLA e Governador Provincial do Moxico; 1987 – 1990: 1º Secretário do Comité Provincial do MPLA e Governador Provincial de Benguela; 1984 – 1992: Deputado na Assembleia do Povo; 1990 – 1992: Chefe da Direcção Politica Nacional das FAPLA; 1992 – 1997: Secretário da Informação do MPLA; 1993 – 1998: Presidente do Grupo Parlamentar do MPLA; 1998 – 2003: Secretário-geral do MPLA; 1998 – 2003: Presidente da Comissão Constitucional; Membro da Comissão Permanente; Presidente da Bancada Parlamentar; 2003 – 2014: 1º Vice-presidente da Assembleia Nacional.
“Precisamos ao mesmo tempo de neutralizar ou reduzir a influência nefasta dos que apenas se preocupam em servir a si mesmos, descurando a necessidade da defesa do bem comum”, disse João Lourenço por ocasião do 42º aniversário da independência de Angola.
Tudo leva a crer que terá acrescentado, como o fez durante 38 anos José Eduardo dos Santos, “olhai para o que eu digo e não para o que faço”…
FONTE: FOLHA8
MORREU JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.
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Morreu esta sexta-feira José Eduardo dos Santos, antigo Presidente de Angola, a poucos meses de completar 80 anos. Recorde-se o ex-governante encontrava-se internado nos cuidados intensivos numa clínica de Barcelona.
Até 2017, o Presidente da República, líder absoluto do MPLA, Titular do Poder Executivo, Comandante em Chefe das Forças Armadas, José Eduardo dos Santos tinha tudo para, ao fim de 38 anos de poder absoluto e absolutista (despotismo, tirania, autocracia) sair menos beliscado ou até, com alguma ousadia e mestria, ganhar na recta final o que não conseguiu ao longo de décadas: o epíteto de estadista patriota.
Mas não. Se o poder corrompe, o poder selvático corrompe selvaticamente. E foi esta a opção de José Eduardo dos Santos. Embevecido pela megalomania de um poder que julgou divino e que, por isso, legitimava a sua tese de que não era Presidente para servir os seus cidadãos mas, antes, para deles se servir, esqueceu-se que era um simples mortal e que, no fim da linha, o seu epitáfio reflectiria o que de facto foi: um reles e déspota ditador.
José Eduardo dos Santos deixou o país, que ajudou determinantemente a ser um reino de características antropófagas em que os mais poderosos se alimentam dos mais fracos, na mais profunda crise da sua história. Um país abençoado por Deus em matéria de riquezas naturais e mosaico humano, mas também por Ele amaldiçoado nestes 46 anos de independência quanto ao nível dos seus dirigentes.
José Eduardo dos Santos esvaziou, deixou que esvaziassem, determinou que esvaziassem e viveu a esvaziar os cofres do Estado, para encher os dos filhos e dos seus amigos de partido, criminosos bajuladores formatados na tese de que o importante não é o que se é mas, apenas, o que se tem. Esqueceu-se, como acontece a todos os ditadores, que o que se tem é efémero e que eterno só é o que se é.
José Eduardo dos Santos promoveu a acumulação política do capital, para criar corruptos de colarinho branco, anafados demagogos e apologistas de que só trabalha quem não sabe fazer outra coisa. E esses, como o seu “querido líder”, limitaram-se a retirar chorudos dividendos do trabalho escravo de milhões de angolanos.
Institucionalizou a política do roubo no Estado, com a expressão “o cabrito come onde está amarrado”, em Malanje, para justificar os roubos de um seu amigo de situação, Flávio Fernandes.
Mesmo não sendo julgado pelos homens, o seu mais implacável juiz foi a tormenta que sempre se abate, qual tsunami, sobre os ditadores: não há forma de comprar, ou alterar, o fim da história terrena. E o fim do “filme” aconteceu hoje.
Nem mesmo um ou outro ténue exemplo de realismo altera a sua criminosa hibernação de 38 anos dos 46 que a parte mais radical da sua seita leva de poder. Vir agora falar de diversificação da economia é como querar aliviar a dor de um pai dizendo que o filho foi assassinado mas que dos sete tiros que levou só um foi… mortal.
Eduardo dos Santos assumiu a falência dos bancos comerciais; CAP; BESA; BPC; BCA; BCI. Não pagou a reforma dos desmobilizados e reformados das Forças Armadas. Fez uma Constituição à sua medida. Privatizou o sistema judicial, que vive a maioria na ilegalidade, violando a sua própria Constituição. Os corruptos, criminosos e gatunos estiveram (e continuam a estar) sob a sua bênção alojados no poder, privatizou o Estado, transformando-o numa sociedade unipessoal.
Não conseguiu na hora da mudança institucionalizar a democracia interna no MPLA. Indicou um sucessor, que a sua máquina levou às costas, sem carisma e capacidade de alterar o quadro dantesco em que o país definha. O país, não os seus dirigentes.
Eduardo dos Santos não conseguiu, por exemplo, resolver ou apontar um caminho, por esburacado e estreito que fosse, para resolver a questão dos massacres de 27 de Maio de 1977, liderados por Agostinho Neto. Não conseguiu instituir um dia dos pais da independência. Mau grado o espelho de aumento que todos os seus acólitos colocam na sua frente, procurando que dessa forma se julgue um gigante, Dos Santos sabia que afinal não passava de um anão. E sabia porque o fim da picada traz, regra geral, momentos de extrema lucidez.
Dos Santos poderia, antes de sair, apadrinhar um Pacto de regime onde todos os actores políticos fossem discutir o país, com seriedade, procurando soluções para estancar a roubalheira, como melhorar a democracia, como terminar com a promiscuidade governantes empresários, como reconciliar os angolanos. Não o fez. Em vez de ser a solução para o problema, mostrou que era um problema para a solução, ainda até ao ponto de perpetuar o problema ao escolher para seu sucessor, João Lourenço.
Por isso é mais do que claro que José Eduardo dos Santos foi um homem que na desmedida ganância de concentrar o poder absoluto, foi forçado a ter de abandonar o seu projecto de governação não de forma voluntária, mas pela doença.
Não deixou uma política de emprego com sustentabilidade, pelo contrário saiu como o maior promotor de desemprego dos angolanos e pai da falência das pequenas e médias empresas angolanas. João Lourenço ainda consegue, agora, fazer mais e pior.
Dos Santos preferiu dar emprego e minas de dinheiro a empresas estrangeiras como a ODEBRECHT, do que às angolanas, inclusive levou à falência simples empresas de recolha e tratamento de lixo para atribuir a empresas brasileiras cujo objecto era a construção civil e obras públicas
Com todo este estado do País, pese o exército de bajuladores, Dos Santos saiu pela porta do cavalo, pela mais pequenina, como um líder falhado, fracassado, incompetente.
Eduardo dos Santos partiu sem ter deixado um verdadeiro plano de país, uma plano económico viável, que não a corrupção institucional. E quando assim é, e assim é de facto, só lhe restava uma saída honrosa, mais abjecta politicamente, sair como um ditador.
Como se isso não fosse bastante, escondeu uma doença que, dadas as suas relevantes funções, deveria ser pública. Deveria, ainda que em desespero, explicar isso mesmo ao Conselho da República. Mas dado o seu atávico desrespeito pelos órgãos de soberania, Assembleia Nacional, Justiça, etc., actos próprios de um ditador, que a exemplo de Luís XIV considera ser ele o Estado.
O legado de Dos Santos foi quase nulo e a ladainha de que salvou os dirigentes da UNITA em 2002 é uma dantesca prova de quem esteve a léguas de ser um Estadista, mesmo que mediano. É, isso sim, a prova de quem elegeu a morte e o assassinato como uma política de Estado, do seu Estado.
A isso acresce que condenou miúdos inocentes cujo único “crime” foi estarem a ler livro sobre aquilo que só aceitou simular que implantava por a isso ter sido obrigado – democracia. Prendeu Kalupeteka por ser um dos maiores fenómenos de mobilização cristã, cometendo um dos maiores genocídios para acabar com uma congregação religiosa.
Apesar de tudo, paz à sua alma.
PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO DECRETA LUTO NACIONAL
Considerando o passamento físico do antigo Presidente da República de Angola JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, ocorrido aos 8 de Julho de 2022;
Tendo em conta que o Presidente JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS foi uma figura ímpar da Pátria Angolana, à qual se dedicou desde muito cedo, tendo tido relevante participação na luta contra a colonização, na conquista da Independência Nacional, na consolidação da Nação Angolana, na sua afirmação no contexto das Nações, na conquista da Paz e reconstrução e reconciliação nacionais;
Convindo homenagear condignamente a sua figura, a sua obra, os seus feitos e o seu legado ao serviço da Nação Angolana;
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea m) do artigo 120, do nº 4 do artigo 125 e da alíne a) do nº 4 do artigo 5º da Lei nº 5/11, de 21 de Janeiro, o seguinte:
1. É declarado luto nacional a ser observado em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares.
2. O luto nacional referido no número anterior tem a duração de 5 dias e inicia às 00 horas do dia 9 de Julho de 2022.
3. Enquanto vigorar o luto nacional, deve-se colocar a Bandeira Nacional à meia-haste e cancelar todos os espectáculos e manifestações públicas.
fonte: folha8
segunda-feira, 27 de junho de 2022
A saga dos americanos negros impedidos de imigrar para o 'paraíso racial' do Brasil nos anos 1920.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Episódios de violência racial e linchamentos se espalhavam pelos EUA, e os Estados do Sul, que haviam perdido a Guerra Civil americana, passaram a implementar rígidas leis de segregação.
Alguns americanos negros planejavam deixar os EUA rumo a países africanos ou da América Latina, em busca de um lugar onde pudessem desfrutar de cidadania plena; na foto, uma família de agricultores em Oklahoma
Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA / BBC News Brasil
No início da década de 1920, um grupo de americanos negros decidiu deixar para trás a violência e o racismo que enfrentava nos Estados Unidos e começar uma nova vida no Brasil.
Essa era uma época em que o Brasil estava em busca de imigrantes, principalmente para trabalhar em lavouras de café. Atraídos por anúncios publicados pelo próprio governo brasileiro em jornais do exterior, os americanos esperavam encontrar um "paraíso racial", onde não havia preconceito e todos tinham oportunidades.
Mas, quando o governo brasileiro ficou sabendo que esse grupo de imigrantes era formado por pessoas negras, houve uma mobilização para impedir sua entrada no país, e o assunto passou a dominar debates na imprensa e no Congresso.
Preocupados em manter a imagem de "democracia racial", que era cultivada pelo Brasil com orgulho, defensores do veto alegaram que os americanos não estavam sendo rejeitados por serem negros, mas sim porque poderiam perturbar a ordem pública. A motivação não seria, portanto, racial, e sim de segurança nacional.
Esse episódio é um entre vários analisados pelo historiador Ousmane Power-Greene, professor da Clark University, no Estado de Massachusetts, em um livro que vai abordar as experiências de americanos negros que deixaram os Estados Unidos entre o fim do século 19 e o início do século 20 para se instalar em outros países.
"Alguns estudos se dedicam aos americanos negros que emigraram para a Libéria, outros aos que foram para o Canadá, ou México, ou Haiti. Mas não há um retrato que englobe todos (esses movimentos)", diz Power-Greene à BBC News Brasil. "Meu objetivo é contar a história da emigração de americanos negros de maneira mais ampla."
Romantização brasileira
Se no Brasil, pelo menos de acordo com a imagem cultivada internacionalmente, pessoas de todas as raças conviviam em harmonia, nos EUA a realidade enfrentada pela população negra no início do século 20 era bem diferente.
O período de Reconstrução, iniciado após o fim da Guerra Civil americana (1861-65), havia resultado em avanços para os americanos negros. Mas logo as conquistas começaram a ser revertidas e, nos anos 1920, essa parcela da população já havia perdido vários dos direitos conquistados após o fim da escravidão.
Episódios de violência racial e linchamentos se espalhavam pelo país, e os Estados do Sul, que haviam perdido a guerra, passaram a implementar rígidas leis de segregação.
"A partir dos anos 1880, as condições para os americanos negros começam a se deteriorar, com altos níveis de violência", observa Power-Greene.
O historiador ressalta que, na época, a maioria da população negra continuava morando no Sul. Diante do aumento da violência e das restrições, eles iniciaram o que se tornaria a "Grande Migração", movimento no qual milhões deixaram a região e se mudaram para outras partes do país em busca de melhores condições.
Na primeira metade do século 20, enquanto o Brasil cultivava uma imagem de país sem preconceitos, a população negra dos EUA enfrentava violência racial e segregação; na foto, família de agricultores do Texas nos anos 1930
Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA / BBC News Brasil
Nesse contexto, muitos passaram a cogitar deixar os Estados Unidos rumo a países africanos ou mesmo da América Latina, onde esperavam poder desfrutar de cidadania plena.
Um dos principais nomes do movimento que defendia o retorno à África era o ativista político e líder nacionalista negro Marcus Garvey, fundador da Unia (Associação Universal para o Progresso Negro e Liga das Comunidades Africanas), que na década de 1920 tinha presença em mais de 40 países.
Power-Greene observa que, quando o projeto de enviar americanos negros para a África começou a enfrentar obstáculos por parte de diversos poderes coloniais, membros da UNIA passaram a focar em outras partes do mundo, entre elas o Brasil.
"Nesse período, havia entre os americanos negros a ideia de que lugares como o Brasil ainda preservavam muito do modo de ser africano, da cultura, da religião", diz ainda Power-Greene. "Então, havia uma romantização do Brasil."
'Oportunidades ilimitadas' no Brasil
Na mesma época em que muitos americanos negros cogitavam deixar seu país, o governo brasileiro vinha anunciando em jornais do exterior o desejo de receber imigrantes e a promessa de trabalho, benefícios e até subsídios para que as famílias se instalassem no Brasil.
Desde o fim do século 19, o Brasil buscava atrair imigrantes para trabalhar na agricultura e também ajudar a povoar áreas remotas no interior. Nas décadas seguintes, milhões de alemães, italianos, espanhóis, portugueses, japoneses, sírios e libaneses, entre outros, chegaram ao país.
No estudo "In Search of the Afro-American 'Eldorado': Attempts by North American Blacks to Enter Brazil in the 1920s" ("Em busca do 'Eldorado' Afro-Americano: Tentativas de Negros Norte-Americanos de Entrar no Brasil nos anos 1920", em tradução livre), de 1988, os historiadores Teresa Meade e Gregory Alonso Pirio listaram vários exemplos de anúncios sobre o tema publicados na imprensa negra americana.
Em 1920, o jornal Baltimore Afro-American, da cidade de Baltimore, detalhava a oferta de passagem, acomodação e crédito de longo prazo para trabalhadores e agricultores dispostos a se estabelecer no Brasil.
Segundo o jornal, o Brasil oferecia "oportunidades ilimitadas", sem segregação racial e com uma população que tinha mais indígenas, negros e mestiços do que brancos. "Um homem negro pode ser presidente do Brasil sem provocar mais comentários do que a eleição de um homem branco aqui (nos Estados Unidos)", dizia o jornal.
Em 1921, em artigos no Chicago Defender, principal jornal da imprensa negra dos EUA na época, o autor E. R. James falava sobre "oportunidades de sobra no Brasil para todos, independentemente de raça, crença ou cor".
Os historiadores destacam que esse tipo de mensagem atraía americanos negros "desiludidos" com as chances de se estabelecerem na África e "condicionados a ver o Brasil como um paraíso racial". Essa imagem era projetada no exterior desde o século anterior, alimentada por relatos de estrangeiros que haviam visitado o Brasil.
Como o governo brasileiro não divulgava no exterior sua relutância em aceitar imigrantes negros, artigos na imprensa negra dos EUA "presumiam equivocadamente que o apelo oficial do Brasil por imigrantes norte-americanos incluía os negros".
'Liberdade e riqueza em uma terra de fartura'
Foi nesse cenário que, em 1920, um grupo de americanos negros da cidade de Chicago criou uma empresa chamada Brazilian-American Colonization Syndicate (Bacs) com o objetivo de comprar terras no Mato Grosso para estabelecer colônias agrícolas.
A empresa logo começou a publicar anúncios nos principais veículos da imprensa negra nos EUA. Um deles, reproduzido por Meade e Pirio, perguntava: "Você quer liberdade e riqueza em uma terra de fartura? Oportunidade e igualdade sem limites?". E concluía: "Então compre terras no Brasil".
Os historiadores lembram que braços da Unia, a organização de Garvey, estavam ligados ao projeto de colonização. Eles citam informações repassadas ao FBI (Federal Bureau of Investigation, a polícia federal americana) por um informante de que, em um encontro da Unia, havia sido mencionada a fundação "de uma república negra no norte do Brasil".
Um dos principais nomes do movimento que defendia o retorno à África era o líder nacionalista negro Marcus Garvey, fundador da UNIA (Associação Universal para o Progresso Negro e Liga das Comunidades Africanas).
Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA / BBC News Brasil
Mas, apesar do desejo de atrair imigrantes e do orgulho da imagem de tolerância racial que o Brasil tinha no exterior, as autoridades brasileiras não tinham a intenção de receber as famílias negras.
Historiadores salientam que, na época, havia no Brasil um esforço para "branquear" a população. "Eles esperavam que, após várias gerações, negros brasileiros e imigrantes europeus se misturassem de maneira que uma população de raça mista, ou 'branqueada', iria predominar", escreveram Meade e Pirio em 1988.
Ao ficar sabendo da intenção da BACS, as autoridades brasileiras trataram de impedir o projeto, vetando a concessão de terras e negando os pedidos de visto.
'Divisão de raças que não conhecemos'
O tema dos americanos negros gerou polêmica no Brasil, em um momento em que já havia no país um grande debate sobre a imigração, inclusive de europeus. Em julho de 1921, os deputados federais Cincinato Braga (SP) e Andrade Bezerra (PE) apresentaram um projeto de lei que proibia a imigração de pessoas negras.
A proposta chegou a receber parecer favorável do Instituto dos Advogados do Brasil, mas fracassou na Câmara, classificada por opositores como "um atentado à Constituição", "à dignidade da raça negra" e "à fé cristã". Críticos salientavam que, "perante a Constituição", não havia "privilégios de raça" ou distinção "entre brancos, negros e pardos".
Na imprensa brasileira, alguns comentaristas criticavam duramente a ideia de proibir os americanos negros de imigrar para o país. Muitos, como o jornalista Assis Chateubriand, consideravam a proposta inconstitucional.
Outros, porém, defendiam o projeto de lei, descrevendo esses imigrantes como "indesejáveis" e citando "uma longa tradição de ódios" da população negra nos Estados Unidos e o temor de que introduzissem no Brasil "uma divisão de raças que não conhecemos".
Um comentarista no Jornal do Brasil resumia a posição de muitos dos que eram favoráveis ao veto aos americanos: "não porque são pretos, mas porque trazem no espírito, contra o branco, um sentimento de hostilidade que será, na nossa ordem social, um perigo e um mal".
Estados do Sul, que haviam perdido a Guerra Civil americana, passaram a implementar rígidas leis de segregação; na foto, homem negro bebe água em bebedouro só para pessoas de cor
Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA / BBC News Brasil
Historiadores ressaltam que havia também o temor de que um ativismo inspirado por ideias como as defendidas por Marcus Garvey ganhasse força no Brasil. Na época, ativistas e organizações negras que combatiam o racismo e as desigualdades no Brasil eram muitas vezes severamente reprimidos.
"O grande esforço do Brasil durante os anos 1920 para impedir negros de entrar no país não era apenas parte da estratégia de branqueamento", escreveram Meade e Pirio em 1988. "As autoridades brasileiras na época estavam muito interessadas em impedir a entrada de ideologias radicais que buscassem aumentar a consciência racial."
Colaboração entre EUA e Brasil
Historiadores destacam a cooperação que havia na época entre autoridades brasileiras e americanas.
Na década de 1920, vários grupos negros que defendiam a emigração eram vigiados pelo governo dos EUA, preocupado com focos de militância. Em seu estudo, Meade e Pirio relataram que agentes do FBI repassaram informações sobre as atividades de alguns desses grupos a autoridades consulares brasileiras.
No fim de 1921, de maneira discreta, "oficiais de imigração no Brasil orientaram cônsules nos EUA a recusar vistos a qualquer pessoa negra".
Essas rejeições, muitas vezes envolvendo turistas, costumavam gerar protestos, mas as autoridades de ambos os países negavam que houvesse qualquer acordo oficial para impedir que americanos negros viajassem ao Brasil.
Assim, ao longo daquela década, mesmo enquanto surgiam cada vez mais notícias sobre americanos negros que tiveram o visto recusado, a imprensa negra dos EUA continuou a publicar artigos exaltando a suposta ausência de preconceito racial no Brasil.
Power-Greene lembra que, apesar desse episódio, outros projetos de imigração tiveram sucesso, e americanos negros estabeleceram colônias em diversos países.
O historiador cita exemplos desde o início do século 19, passando não apenas pela Libéria e países africanos, mas também por Canadá e República Dominicana, entre outros locais nas Américas.
"Movimentos de migração costumam ser repletos de decepção e retorno", destaca. "É importante reconhecer a falta de sucesso. Mas também é importante entender o contexto. E olhar para essas histórias de maneira coletiva."
'Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-6187898'
G7 destinará US$600 bilhões para países em desenvolvimento.
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Os Estados Unidos, juntamente com os demais países do G7, pretendem destinar US$ 600 bilhões até 2027 para investimentos em "infraestruturas de qualidade e sustentáveis" ao redor do mundo.
O anúncio foi feito pelo presidente americano, Joe Biden, durante a cúpula do G7 na Alemanha, neste domingo (26). Os EUA contribuirão com US$ 200 bilhões nos próximos 5 anos.
"A 'Parceria para Infraestrutura e Investimento Global' proporcionará projetos revolucionários para preencher a lacuna de infraestrutura nos países em desenvolvimento, fortalecer a economia global e as cadeias de suprimentos e promover a segurança nacional dos Estados Unidos", informou o democrata.
A iniciativa foi lançada por Biden e outros líderes do G7 na cúpula da Cornualha para oferecer uma alternativa à Rota da Seda e combater a influência da China no mundo em desenvolvimento.
Segundo o líder americano, "quando as democracias se unem, não há nada que não possam alcançar". "Este plano não é caridade. É um investimento que terá retorno para os americanos e para todos os cidadãos do mundo", disse ele ao apresentar a iniciativa de infraestrutura ao G7.
Para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, hoje o mundo precisa desses investimentos mais do que em qualquer outro momento". "Teremos que trabalhar lado a lado".
Antes do anúncio, o chanceler alemão, Olaf Scholz, manifestou a "preocupação compartilhada" pelo G7 devido à situação econômica global, sobretudo por causa do aumento da inflação e da crise energética em decorrência da guerra na Ucrânia.
"Partilhamos desta preocupação", disse ele, enfatizando "a confiança" de que os líderes do grupo saberão lançar "a mensagem necessária de coesão" em meio a situação criada pela "brutal agressão" lançada pelo presidente russo, Vladimir Putin.
Rússia dá 1º calote em dívida externa desde 1917.
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País tenta pagar US$ 40 bilhões em dívidas em moeda estrangeira apesar das sanções ocidentais...
No domingo (26.jun.2022) o país perdeu o prazo para cumprir um período de carência de 30 dias em juros de US$ 100 milhões em 2 títulos...
A Rússia beira a inadimplência em seus títulos soberanos pela 1ª vez desde 1918 diante das sanções econômicas anunciadas pela Ocidente em retaliação a guerra na Ucrânia. No domingo (26.jun.2022) o país perdeu o prazo para cumprir um período de carência de 30 dias em juros de US$ 100 milhões em 2 eurobônus com vencimento em 27 de maio, segundo a Bloomberg....
Funcionários da Casa Branca atribuíram o default às sanções econômicas aplicadas ao país. “As notícias desta manhã sobre a descoberta do default da Rússia, pela 1ª vez em mais de um século, situam o quão fortes são as ações que os EUA, juntamente com aliados e parceiros, tomaram, bem como o impacto dramático sobre a economia da Rússia”, disse um integrante do governo a jornalistas na manhã desta 2ª feira (27.jun), segundo a Reuters. O Ministério das Finanças da Rússia, no entanto, afirma que cumpriu as obrigações e fez os pagamentos ao seu NSD (Depósito do Acordo Nacional, na sigla em inglês)...
Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/europa-em-guerra/russia-da-1o-calote-em-divida-externa-desde-1917/)
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Governo bolsonaro volta a agredir os brasileiros com indicação para presidente da Petrobrás.
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Notícia da revista VEJA, em 24 de maio de 2022, assinada por Josette Goulart:
“Indicado por Paulo Guedes para o cargo de presidente da Petrobrás, Caio Mário Paes de Andrade é formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista (Unip)”.
A Lei que “dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”, é a nº 13.303, de 30/06/2016, assinada por Michel Temer, Alexandre de Moraes, Henrique Meirelles e Dyogo Henrique de Oliveira; portanto não é lei petista nem de esquerda ou comunista. É dos que levaram Bolsonaro ao poder.
Está no artigo 17 desta Lei:
“Art. 17. Os membros do Conselho de Administração e os indicados para os cargos de diretor, inclusive presidente, diretor-geral e diretor-presidente, serão escolhidos entre cidadãos de reputação ilibada e de notório conhecimento, devendo ser atendidos, alternativamente, um dos requisitos das alíneas “a”, “b” e “c” do inciso I e, cumulativamente, os requisitos dos incisos II e III:
I - ter experiência profissional de, no mínimo:
a) 10 (dez) anos, no setor público ou privado, na área de atuação da empresa pública ou da sociedade de economia mista ou em área conexa àquela para a qual forem indicados em função de direção superior; ou
b) 4 (quatro) anos ocupando pelo menos um dos seguintes cargos:
1. cargo de direção ou de chefia superior em empresa de porte ou objeto social semelhante ao da empresa pública ou da sociedade de economia mista, entendendo-se como cargo de chefia superior aquele situado nos 2 (dois) níveis hierárquicos não estatutários mais altos da empresa;
2. cargo em comissão ou função de confiança equivalente a DAS-4 ou superior, no setor público;
3. cargo de docente ou de pesquisador em áreas de atuação da empresa pública ou da sociedade de economia mista;
c) 4 (quatro) anos de experiência como profissional liberal em atividade direta ou indiretamente vinculada à área de atuação da empresa pública ou sociedade de economia mista;
II - ter formação acadêmica compatível com o cargo para o qual foi indicado;
III - não se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas nas alíneas do inciso I do caput do art. 1º da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990 , com as alterações introduzidas pela Lei Complementar nº 135, de 4 de junho de 2010”.
No currículo que está sendo divulgado não consta que nos últimos 10 anos tenha atuação conexa àquela para qual foi indicado. Nem quatro anos em “empresa de porte ou objeto social semelhante ao da sociedade de economia mista”. Efetivamente, ele vem saltitando entre empresas do ramo imobiliário, assistencial e de crédito.
Certa vez, conversando com Pierre Desprairies, diretor do Instituto Francês de Petróleo, dirigente e articulista da Revue Française de Pétrole, sobre a formação dos Presidentes dos Conselhos de Administração das petroleiras estatais e privadas, no período das crises do petróleo (1970 a 1980), ouvi daquele experiente homem de petróleo que somente a sólida formação profissional, com muita experiência nas atividades petroleiras, conseguira fazer as empresas que dirigiam atravessar aqueles conturbados momentos. Embora a cortesia e a educação deste amigo já falecido não o fizessem citar quem fosse, não havia dúvida que tratava de um professor universitário de história, de curtíssima duração gerencial, em petroleira europeia.
O senhor Caio Mário tem um curso de PUBLICIDADE E PROPAGANDA, o único que a faculdade de Comunicação Social da Universidade Paulista (UNIP) oferece, com duração de quatro anos. O que sem dúvida não deve atender ao item II da lei nº 13.303. Resta demonstrar quais são as pós-graduações em administração, em universidades estrangeiras, muitas vezes se tratando de cursos de curta duração ou de férias.
Ainda quanto à formação acadêmica, reportagem da CNN (20/06/2022), junto ao órgão de “compliance” da Petrobrás, registrou que os cursos no exterior não tiveram a validação pelo Ministério da Educação, o que lhes tira a autenticidade.
Porém é o próprio indicado que afirma obter “sucessos comprovados em tecnologia de informação, mercado imobiliário e agronegócio”. Ou seja, considera-se jejuno em petróleo, apesar dos 18 meses na Petrobrás Pré-Sal (PPSA), ou seja, sem não conseguir o tempo mínimo de 60 meses em cargos de chefia superior.
Ainda resta conhecer dados da vida do candidato, pois a reputação ilibada já eliminou um lobista também indicado pelo governo Bolsonaro para comandar a maior empresa brasileira.
Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.
Ver mais em https://port.pravda.ru/cplp/55527-nomeacao_petrobras/
domingo, 26 de junho de 2022
Abertura da Cúpula do G7 na Alemanha: Macky Sall falará em nome da África.
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Macky Sall, Presidente em exercício da União Africana, foi convidado pelo Chanceler alemão Olaf Scholz a fazer ouvir a voz de África.
Foi durante o encerramento da cerimônia oficial da celebração do centenário da lembrança a Deus de Seydi El Hadji Malick Sy, que o presidente Macky Sall anunciou a notícia. "Está ficando tarde e Deus sabe que amanhã (domingo) tenho que ir à Alemanha para participar de uma reunião do G7", disse ele a Tivaouane, segundo a agência de imprensa senegalesa.
A cúpula acontece de domingo a terça-feira, quando o conflito entre Rússia e Ucrânia entra em seu quinto mês, com todas as suas consequências, incluindo a insegurança alimentar internacional.
Como lembrete, durante esta cúpula do G7, Estados Unidos, Japão, França, Itália, Reino Unido e Canadá se juntarão ao país anfitrião, a Alemanha, para lidar com as principais questões da hora.
fonte: seneweb.com
Biden: 'Vladimir Putin esperava que a Otan e o G7 se separassem: não vamos'.
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Os líderes dos países do G7 deram o tom de sua cúpula, que se reuniu na Baviera e foi amplamente dedicada à guerra na Ucrânia, anunciando no domingo que ampliariam as sanções contra Moscou e pedindo unidade. Este é o primeiro sinal de apoio à Ucrânia deste encontro, que começou ao meio-dia, no suntuoso cenário dos Alpes da Baviera.
“Juntos, o G7 anunciará que proibiremos o ouro russo, uma importante fonte de exportação, que privará a Rússia de bilhões de dólares”, twittou o presidente dos EUA, Joe Biden.
As sete grandes potências (Alemanha, Estados Unidos, França, Canadá, Itália, Japão, Reino Unido) formalizarão seu compromisso após a reunião de terça-feira, mas Washington, Londres, Ottawa e Tóquio já estão lá e já se reuniram.
Este embargo ao ouro recém-extraído na Rússia, sem visar o ouro já vendido, vai "atingir diretamente os oligarcas russos e atacar o coração da máquina de guerra de Putin", assegurou o primeiro-ministro britânico Boris Johnson.
Boris Johnson explica o “risco de fadiga” dos ocidentais diante da guerra
O Ocidente já tomou várias rodadas de sanções contra a Rússia, cuja guerra contra a Ucrânia entrou em seu quinto mês. Mas o governo ucraniano está exigindo mais, depois dos ataques russos em Kyiv na manhã de domingo, um ato de "barbárie" denunciado por Biden.
Diante de um risco de "fadiga", mencionado por Boris Johnson, do campo ocidental, o presidente americano lançou um novo apelo à unidade do G7 e da OTAN contra Moscou. Vladimir Putin esperava "que, de uma forma ou de outra, a Otan e o G7 se separassem. Mas não o fizemos e não o faremos", assegurou Biden antes de uma entrevista com Olaf scholz.
Anfitrião da cúpula, o chanceler alemão também elogiou a unidade dos aliados, que "Putin não esperava", exortando cada país a "compartilhar a responsabilidade" de enfrentar os crescentes desafios deste conflito que se instala na duração.
À medida que as tropas russas avançam no Donbass, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky intervirá na segunda-feira por videoconferência. Boris Johnson e Emmanuel Macron "concordaram que este era um momento crítico para a evolução do conflito e que era possível virar a maré da guerra", segundo um porta-voz do governo britânico.
O primeiro-ministro britânico, no entanto, alertou contra qualquer tentação de uma solução negociada "agora" na Ucrânia, sob o risco de prolongar a "instabilidade global".
Diante do espetacular panorama dos picos alpinos, os líderes tiraram as gravatas para a tradicional foto de família, uma breve pausa antes de várias sessões de trabalho.
O conflito e suas repercussões ocuparão grande parte das discussões com as primeiras entrevistas dedicadas à turbulência econômica global, desde as ameaças de escassez de alimentos até a inflação galopante, passando pela crise energética.
fonte: seneweb.com
Senegal: Manutenção da ordem: Exército recebe equipamentos pesados para enfrentar desafios de segurança.
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O ministro das Forças Armadas, Me Sidiki Kaba, presidiu, esta sexta-feira, 24 de junho, a cerimónia de entrega de equipamento na Direcção do Serviço das Forças Armadas. São veículos para zonas de combate, ambulâncias do exército, robôs, mas também escudos antimotim, capacetes de proteção para braços e pernas.
Dakaractu informa que o exército vai agora apoiar a polícia e a gendarmaria na manutenção da ordem. “Sim, o Exército recebeu equipamentos, mas está na ordem normal das coisas”, esclareceu nossa fonte imediatamente. A aquisição deste equipamento é sobretudo para fazer face aos desafios de segurança que aguardam o nosso país.
"O Exército senegalês poderia, em caso de força maior ou transbordamento, apoiar a polícia e a gendarmaria na sua missão de manter a ordem", cochichou-nos uma fonte próxima do exército, que especificou que Dakar não está para já neste caso . (Paralelismo feito às manifestações recentes que causaram mortes em todo o país).
Recorde-se que no sul do país (Casamance), vemos frequentemente o exército a apoiar as forças de segurança, a polícia ou a gendarmaria na manutenção da ordem em certas zonas de tensão.
Michael Jackson: seu espólio acusa um homem de ter roubado sua propriedade.
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Vários anos após a morte da lenda pop americana e global Michael Jackson, um homem está ganhando as manchetes após acusações do espólio da estrela. Com efeito, este acusa Jeffre Phillips, noivo de um dos irmãos ou irmãs de Michael Jackson, de ter aproveitado a tristeza e o caos que rodearam a morte do intérprete de Liberian Girl, para roubar vários bens localizados na casa do cantor. De acordo com informações divulgadas pela mídia americana TMZ, trata-se de objetos pessoais e privados roubados pelo réu durante sua estada de 9 dias na casa de Michael em Carolwood.
iPhone do falecido artista roubado
De acordo com o espólio, Jeffre Phillips permaneceu na residência após a morte de Michael Jackson. Entre os bens supostamente roubados estão caixas de remédios, a carteira de motorista da Califórnia do falecido artista e um iPhone. A esses objetos são adicionados discos rígidos, computadores, câmeras de vídeo, várias notas manuscritas pertencentes a Michael Jackson, além de uma pasta contendo muitos documentos profissionais e pessoais.
O espólio da estrela continua acusando Jeffre Phillips de roubar o pijama de Michael Jackson, removido por paramédicos horas antes de morrer, e um tubo de ressuscitação que supostamente foi usado nele. Como lembrete, as acusações do espólio de Michael Jackson vêm vários anos após a compra do rancho Neverland do astro americano por um bilionário. De acordo com várias fontes concordantes, este último é o ex-amigo íntimo do cantor e seu ex-assessor de negócios, Ron Burkle. Seu porta-voz disse que o rancho foi comprado por cerca de US$ 22 milhões.
fonte: lanouvelletribune.info
Atentados: Biden critica abertamente a Rússia, que nega ter alvejado residências.
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Algumas horas atrás, a Rússia foi acusada pela Ucrânia de ter bombardeado uma área residencial causando pelo menos uma morte e vários feridos. Moscou negou abertamente e chamou essa informação de Fake news. O país de Vladimir Putin afirma ter como alvo uma fábrica de produção de mísseis em Kyiv e em nenhum caso uma área residencial. "Hoje, civis em Kiev estão sendo atacados enquanto o G7 está se reunindo. (A Rússia) entende que não há armas que possam nos assustar, quer que o mundo inteiro tenha medo. Temer ou agir agora. A escolha é sua!" Defesa Ucraniana O ministro Oleksiy Reznikov twittou.
A Rússia atacou a capital ucraniana no início do domingo, atingindo pelo menos dois prédios residenciais, disse o prefeito de Kyiv, Vitaly Klitschko. Primeira avaliação: um morto e pelo menos seis feridos, incluindo quatro hospitalizados, incluindo "uma menina de 7 anos", segundo o prefeito. Desde a cúpula do G7, o presidente dos EUA, Joe Biden, reagiu ao anúncio, embora a Rússia tenha negado as acusações. O presidente dos EUA, Joe Biden, chamou o bombardeio de áreas residenciais de "bárbaro". Ele também acrescentou que o G7 e a OTAN devem "ficar juntos" contra a agressão russa contra a Ucrânia.
O presidente Volodymyr Zelensky, segundo algumas fontes, participará da cúpula da OTAN por videoconferência na segunda-feira. Ele provavelmente deveria pedir que novas armas pesadas fossem enviadas para lidar com o desastre de seu exército no leste do país. Segundo a Casa Branca citado pela imprensa americana e francesa "um conjunto de propostas concretas para aumentar a pressão sobre a Rússia e mostrar nosso apoio coletivo à Ucrânia".
fonte: lanouvelletribune.info
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