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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

terça-feira, 4 de abril de 2023

ANGOLA QUEM AFOCINHA SEMPRE… FOÇA.

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O ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, destacou, esta segunda-feira, o clima de estabilidade e confiança, resultante do processo de paz no país implementado (é claro) pelo MPLA. Quem não estiver de acordo já sabe… leva no focinho. Ogeneral Francisco Pereira Furtado teceu estas considerações a propósito do 21° aniversário da assinatura do Memorando de Entendimento para Paz no reino do seu patrono, Angola. Num brilhantíssimo exemplo do clima de estabilidade e confiança, o ministro de Estado, disse que este marco permitiu que as instituições, a democracia e a estabilidade pudessem progredir, bem como a reposição da administração do Estado nas localidade antes ocupadas pelas forças militares da UNITA. Recorde-se que general Francisco Pereira Furtado afirmou no passado dia 4 de Fevereiro, em Mbanza Kongo, que o Executivo do MPLA está a trabalhar para a materialização das promessas feitas no âmbito das eleições gerais de 24 de Agosto de 2022. É verdade. Os activistas, por exemplo já estão a “levar no focinho”, como prometeu o general Furtado bem antes de o seu camarada de armas, brigadeiro “Barba Branca”, levar ele próprio (no Brasil) “no focinho”… Ao discursar no acto central do 4 de Fevereiro, falsamente considerado pelo MPLA como “Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional”, em representação do general João Lourenço, Presidente da República, Francisco Furtado apontou, entre as promessas anunciadas para a província do Zaire, a construção de uma Refinaria no Soyo, de um novo aeroporto para a cidade de Mbanza Kongo, assim como a edificação de duas centralidades em dois municípios da região. Consta, igualmente, das promessas feitas pelo Presidente do general Francisco Furtado, a reabilitação da estrada Mbanza Kongo/Cuimba/Buela, a conclusão este ano das obras do Hospital Geral do Zaire e a construção de um instituto superior na província. De acordo com o ministro, muitas dessas obras já estão a ser executadas, provavelmente algumas tiveram início há 47 anos, com destaque para a construção do novo aeroporto de Mbanza Kongo, com um grau de execução física que ronda os 30 por cento, e o Hospital Geral do Zaire, com 85 por cento de execução física. Em relação à Refinaria do Soyo, Francisco Furtado disse que se encontra em fase de mobilização dos materiais para o arranque das obras. “Portanto, decorridos poucos meses da realização das eleições gerais de Agosto de 2022, já se vai passando das promessas para realizações visíveis”, asseverou o ministro de Estado, acrescentando que essas e outras acções estruturantes vão garantir mais o desenvolvimento da província do Zaire e proporcionar mais emprego para a juventude local. Referiu também que, tal como acontece em todo o território nacional, decorrem, também, nos seis municípios da província do Zaire, diversas obras inseridas no Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), num total de 91 projectos sociais. Francisco Furtado ressaltou, igualmente, a implementação em todos os municípios do Zaire do programa Kwenda (transferências sociais monetárias) que, de certo modo, tem reduzido a precariedade das famílias mais vulneráveis. Segundo diz, a nível da província do Zaire, o Kwenda já beneficia 21.916 agregados familiares dos 27.030 registados até ao momento. Francisco Furtado disse que o Executivo central em parceria com o Governo Provincial está empenhado em baixar os níveis de pobreza entre a população da região e gerar mais empregos para os jovens. Francisco Pereira Furtado, que foi incorporado nas FAPLA em Setembro de 1974 e guarda-costas do assassino António Agostinho Neto, disse que a melhor forma de homenagear os heróis do 4 de Fevereiro é apostar nos estudos e no trabalho, abraçando boas práticas que concorrem para o desenvolvimento social e económico do país. “Honremos os nossos heróis preservando a paz duramente alcançada, assim como resgatando os bons princípios e valores morais, cívicos e patrióticos”, observou o general, sem referir que uma das regras fundamentais da Educação Patriótica é “dar no focinho” a quem criticar o MPLA. O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República apelou, na ocasião, aos jovens a continuar a respeitar os símbolos nacionais e as instituições do MPLA, nomeadamente o Presidente da República, o Parlamento, o Executivo e o poder Judicial que asseguram a democracia, os direitos, liberdades e as garantias fundamentais dos cidadãos. “Os jovens precisam de respeitar os bens públicos e privados e manterem boas regras de convivência social. Bons cidadãos garantem uma boa sociedade”, aconselhou, certamente lembrando-se do que lhe foi ensinado no Centro de Instrução Revolucionária do Cazage – 3ª Região Militar. Francisco Furtado destacou a bravura e a determinação dos heróis do 4 de Fevereiro de 1961, cuja acção culminou com a conquista da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975. Participaram no acto que decorreu sob o lema “Preservando os valores da Pátria, Honremos os nossos Heróis”, ministros e secretários de Estado, forças da defesa e segurança, autoridades tradicionais e religiosas, antigos combatentes e veteranos da pátria e populares. Não consta que tenham estado presentes familiares dos milhares e milhares de angolanos que Agostinho Neto mandou assassinar nos massacres de 27 de Maio de 1977. Em Dezembro de 2021, Francisco Furtado disse, em Luanda, que iam ser orientadas medidas concretas para fazer face aos actos de vandalização de bens públicos que se verificavam no país. Francisco Furtado liderou uma delegação composta por dirigentes do Ministério da Energia e Águas, do governo da província de Luanda e da Polícia Nacional numa visita a ruas da capital angolana, com o objectivo de avaliar a iluminação pública. O governante constatou em várias artérias de Luanda o furto de 160 metros de cabo, deixando a zona totalmente às escuras, segundo uma nota do Ministério da Energia e Águas. “É preciso acabarmos com esses comportamentos, com essas atitudes, e esperemos que nos próximos dias haja uma resposta mais adequada das forças da ordem e segurança para acabarmos com esse tipo de comportamentos, que estão a afectar não só a segurança do país, mas também estão a causar danos consideráveis à economia”, disse, em declarações à imprensa, o general Francisco Furtado. O governante considerou que o Estado tem que impor regras, e “pôr as coisas nos seus devidos lugares, porque continuar com este comportamento dá sempre possibilidade de continuar a haver este tipo de actos”. “Então vamos orientar de facto as medidas concretas a serem tomadas a partir de agora e espero que daqui em diante os mentores destes actos tenham os dias contados”, salientou. Repare-se. Segundo Francisco Furtado, não são os actos que terão “os dias contactos”. São os mentores. As autoridades estavam já a trabalhar para repor os cabos que foram retirados, realçou Francisco Furtado, frisando que o mais importante é que sejam tomadas algumas medidas para impedir que esse tipo de situações volte a acontecer, particularmente na cidade. Quatro meses antes, no dia 17 de Agosto de 2021, o ministro do Interior, Eugénio Laborinho, que discursava na abertura do primeiro Conselho Metodológico da Direcção de Administração e Serviços do Ministério do Interior, manifestou preocupação com a vandalização de bens públicos, um fenómeno que se vem registando e aumentando na sociedade angolana nos últimos tempos. O titular da pasta do Interior referiu que este crime tem estado a ganhar contornos alarmantes, se se olhar para os prejuízos que tem causado ao Estado angolano. O governante pediu o apoio dos órgãos de comunicação social para sensibilizar a sociedade que a destruição de postes de transformação de energia, o furto de 400 parafusos da linha do Caminho-de-Ferro de Luanda, como ocorreu nessa altura, são “a todos os níveis inaceitáveis, pois o comboio é um bem público, cujo acesso ao mesmo não se faz na diferenciação por estrato social”. “Devemos ser todos fiscais da coisa pública, porque beneficia a todos”, disse o ministro. A Polícia anunciara na altura que tinham já detido cinco suspeitos do furto de 400 parafusos da linha do Caminho-de-Ferro de Luanda, que deixou destruídos 150 metros da linha no ramal ferroviário do Zenza-do-Itombe, no Dondo, município de Cambambe, província do Cuanza Norte. Se, como pedia o ministro, “devemos ser todos fiscais da coisa pública, porque beneficia a todos”, recordamos que o ministro Eugénio Laborinho louvou no dia 2 de Fevereiro de 2021 a acção das forças de defesa e segurança na zona de Cafunfo, município do Cuango, província da Lunda Norte, onde no final de Janeiro se registou – segundo ele – um “acto de rebeldia e de insurreição”. Eugénio Laborinho, que falava em conferência de imprensa para esclarecimentos sobre o incidente ocorrido em Cafunfo, que resultou em dezenas de mortos e feridos, disse que estavam na base da situação interesses económicos, nomeadamente o garimpo de diamantes. O pessoal de Cafunfo não “garimpa” parafusos… O governante disse que cerca de 300 pessoas, divididos em três grupos, atacaram a esquadra da polícia, munidos de “armas de guerra, objectos contundentes, meios artesanais e instrumentos cortantes”, usando “indumentária de rituais tradicionais e supersticiosos”, causado ferimentos a dois agentes da polícia e das forças armadas. “Não é possível estar num posto a fazer a guarnição e aparecer um grupo armado e atacar o posto. Eu sou o garante da ordem, o que é que vou fazer? Tenho que responder. Se estão a atirar contra mim, com catanas e armas, a resposta é igual e a proporção diferente”, disse Eugénio Laborinho. O titular da pasta do Interior lamentou a atitude dos atacantes, reforçando que não havia outra hipótese “se não manter a segurança pública e a ordem no território”. “A autoridade do Estado tem que ser mantida a todo o custo. Nós apelamos mais uma vez que entendam, compreendam, que a atitude de resposta da polícia foi de acordo à situação surgida no momento”, sublinhou. Segundo o ministro, “o grupo de rebeldes” não está autorizado por lei a fazer qualquer manifestação, admitindo que no dia 16 de Janeiro, num dia de semana, os mesmos pretenderam realizar uma manifestação contra o governo provincial, mas foram impedidos. “Já tínhamos domínio [noção] que este movimento que queriam fazer ia dar uma situação fora do normal, uma vez que eles não tinham sido autorizados”, disse. O ministro repetiu que atacar uma esquadra policial, um posto de comando militar “é um acto de rebeldia”. Pelo contrário, ser indiferente aos 20 milhões de pobres e tudo fazer para que os angolanos aprendam a viver sem… comer é um acto de patriotismo. Legenda. Um cidadão à espera de avião no aeroporto de Mbanza Kongo folha8

CONGRESSO DO PDCI-RDA E REUNIÃO DO PPA-CI: Eleições locais na mira.

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As notícias políticas do último fim de semana na Costa do Marfim foram muito quentes. Com efeito, o Partido Democrático da Costa do Marfim-Reunião Democrática Africana (PDCI-RDA) de Henri Konan Bédié, reuniu em congresso extraordinário, o 7.º do género desde a existência da formação política. E o mínimo que podemos dizer é que a mobilização estava aí, como se dissesse que apesar da sangria de executivos, o PDCI-RDA está fazendo bonito. Podemos também nos congratular com o fato de que os jovens canhões dentuços do partido que, por enquanto, não cederam às sirenes do partido no poder, diminuíram suas ambições de mostrar unidade, mesmo que apenas na frente, em torno Presidente Bédié, para fazer deste comício um sucesso. Saia, portanto, o sonho de ver este congresso virar a página do Velho para dar lugar à geração mais jovem. Mas já sabemos que todos os olhares se voltam para as eleições autárquicas marcadas para o final de 2023. É aliás nesta perspetiva que se insere o tema do congresso, assim redigido: "PDCI-RDA: novas questões e desafios, novas atitudes rumo a 2025”. A "festa do renascimento" cumpriu todas as suas promessas E o Presidente Bédié, por ocasião da abertura deste 7º congresso do seu partido, não deixou de recordar esta importante questão no seu discurso de abertura: "As próximas eleições autárquicas são importantes para vencer as eleições presidenciais de 2025…não posso repetir suficiente. As próximas eleições são decisivas na estratégia do nosso país. Por isso, é importante que cada um de nós entenda que se trata de reunir todos os nossos bens”. Quer dizer, em poucas palavras, que o congresso PDCI-RDA pretendia fazer o comício para derrotar a ambição de manutenção do poder do Rassemblement des Houphouëtistes pour la democratie et la paix (RHDP) do Presidente Alassane Dramane Ouattara com quem Bédié e seus companheiros políticos romperam relações. E para virar a panela do RHDP na fogueira, seu ex-aliado sabe contar com os demais partidos de oposição que não regatearam a presença na abertura do congresso, ainda que, aliás, o RHDP que é alvo de fogo cruzado de aspirantes ao poder do estado, também estava na lista de convidados presentes. Paralelamente ao congresso do PDCI-RDA, cujas portas se encerraram no domingo, o Partido dos Povos Africanos da Costa do Marfim (PPA-CI) realizou uma reunião no dia 31 de março de 2023. O orador principal foi o chefe do partido hilmsef, Laurent Gbagbo. Ainda que não tenhamos encontrado a tribuna destacada que conhecíamos, a “festa do renascimento”, como baptizámos esta assembléia, cumpriu todas as suas promessas. Porque drenou vários milhares de participantes. Foi, portanto, diante de uma multidão elétrica que o ex-presidente relembrou seus anos de prisão no Tribunal Penal Internacional de Haia (TPI) antes de convidar a Costa do Marfim a buscar, com vistas à construção da paz, os verdadeiros culpados da crise eleitoral de 2010, que resultou em 3.000 mortes. Podemos nos parabenizar pelo tom sereno durante os dois comícios políticos "Se a Costa do Marfim quer ser uma nação de paz, justiça, verdade, aconselho nosso querido país a continuar procurando os culpados", disse ele, citando desordenadamente "o exército francês", "o exército da ONU" ou mesmo os «rebeldes». Laurent Gbagbo também falou sobre o emprego dos jovens antes de chegar ao principal motivo do encontro que é, sem dúvida, a perspectiva das eleições presidenciais de 2025. Pensando nisso, fez um balanço das possíveis alianças políticas que o O PPA-CI poderia forjar para vencer a eleição. Isso significa que se as duas partidas, a do PDCI-RDA e a do PPA-CI, foram disputadas remotamente, a questão era a mesma: trata-se da retomada do poder em 2025. No casamento anunciado, cada partido mede suas forças em a perspectiva de uma aliança que premiasse o peso real de cada um no terreno, mas também que ocupasse o terreno e fizesse temer o adversário. E para isso, cada um dos dois líderes políticos conta com a juventude de seu partido mesmo que, aliás, nenhum deles esteja pensando em aposentadoria política para promover o surgimento de um jovem líder carismático. E é por causa dessa inconsistência que se pergunta se seu apelo a essa franja da população será ouvido, especialmente porque o partido no poder não ficará de braços cruzados e sem dúvida não hesitará em trazer dinheiro vivo para atrair uma juventude um tanto ociosa . Entretanto, podemos felicitar-nos pelo tom sereno dos dois comícios políticos; o que pode ser um bom presságio para as próximas eleições. E isso já é uma piada. fonte:le pays

CARGA DO EX-PRESIDENTE AMERICANO: Donald Trump como líder de "país de merda".

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Donald Trump volta a ser notícia, desta vez não pelas suas declarações arrebatadoras, mas sim por uma das suas dezenas de noites de belas festas que organizou com mulheres de evidente lascívia, sobretudo com esta estrela porno que mais do que uma vez o mandou para " 7º céu" nos anos 2000. A um ano das eleições presidenciais a que pretende concorrer, é um escândalo que teria corrido bem, sobretudo nesta América puritana onde o comportamento sexual muitas vezes influencia e determina a carreira política dos candidatos a cargo eleito. Esse traço de comportamento sexual, Donald Trump compartilha com outros altos funcionários americanos, como Gary Hart, que teve que desistir de sua candidatura à presidência do país em maio de 1987 por ter traído sua esposa e mentido sobre seu relacionamento extraconjugal quando o pot - aux-roses foi descoberto. E como não voltar no tempo para citar o primeiro escândalo sexual no topo da grande América, o de Thomas Jefferson neste caso, que respingou este último em 1802 quando o caso inapropriado que teve com sua escrava menor, foi feito público? Obviamente, não esqueceremos John Kennedy, cuja lista de aventuras sexuais é tão densa quanto uma enciclopédia, menos ainda Bill Clinton, que se viu preso na mais estrondosa "bunga bunga" do século XX, com o caso Monica. estagiária com quem teve várias sessões de sexo no Salão Oval. Visto de "Gondwana", todo esse tumulto em torno das escapadas extraconjugais de Donald Trump, pronto para sorrir A última pegadinha conhecida antes da de Donald Trump é a de Anthony Weiner, ex-candidato às eleições municipais de 2013, que foi desclassificado por ter sido flagrado várias vezes em flagrante e por ter enviado um close de sua cueca com uma saliência sugestiva de uma de suas muitas conquistas. Se o apetite sexual dos altos funcionários americanos é conhecido por todos. O caso de Donald Trump, que admite usar sua celebridade para obter os favores de mulheres, é carregado de circunstâncias agravantes neste caso, já que ele supostamente subornou sua parceira em 2016 para obter seu silêncio; o que lhe valeu ser indiciado e intimado pela Justiça de Nova York em 4 de abril de 2023. Não sabemos se neste caso de moral, o ex-presidente perderá a batalha pela verdade que pouco lhe importa, mas sabemos por por outro lado, que ganhará a das classificações e aproveitará para se reposicionar na corrida à presidência em 2024, pelo menos se a investigação aberta sobre sua participação no assalto ao Capitólio por seus partidários em 2021, não não resultará em sua condenação e, portanto, na invalidação de sua candidatura, conforme previsto na Constituição americana. Nem suas declarações ultrajantes nem seus delírios conspiratórios podem salvá-lo, se necessário. Porque você não pode se comportar como um líder de um "país de merda" nesta América onde você não brinca impunemente com a moralidade sexual e onde a vida privada é inseparável da vida pública. Mas visto de "Gondwana", portanto da África, todo esse tumulto em torno das escapadas extraconjugais de Donald Trump, pronto para sorrir. Pois não ocorreria a ninguém processar um político desta envergadura por este incidente trivial e corriqueiro em nossos trópicos. Muitos de nossos líderes são sedutores compulsivos, contra os quais nenhum processo por assédio ou fornicação é possível. O ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, o ex-chefe de Estado gambiano Yahya Jammeh e o último monarca absoluto da África que reinou incontestado sobre Eswatini por 37 anos, o rei Mswati III por não nomeá-lo, são conhecidos por serem os mais líderes lascivos do continente, senão do mundo, e certamente estão rindo dessa saga legal pendente contra Trump por um mero peccadillo. Na África, quem tem a coragem ou a temeridade de criar tais lebres é processado e perseguido pela Justiça no melhor dos casos, por crimes de lèse-majesté, ofensa ao Chefe de Estado ou invasão da vida privada do presidente . E é por isso que não é raro vermos moças desfilarem por alguns dos nossos palácios com decotes sedutores, para felicidade e por vezes para infelicidade do chef, como teria acontecido a este presidente de um grande país da África Ocidental, cujo coração cedeu após "trabalho de interesse comum" de rara intensidade com um peripatético. Hamadou GADIAGA

[Especial 4 de abril] 2/4 golpes militares na África Ocidental: as razões da exceção senegalesa.

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Estamos em 2023 DC. Todos os países do Sahel foram atingidos pelo menos uma vez pelo fenômeno do “golpe de estado”. Todos ? Não ! No meio deste oceano turbulento, navega serenamente um país cujo nome é inspirado numa canoa: Senegal. Contra todas as probabilidades, conseguiu evitar esta tendência e manter uma tradição de estabilidade política desde a sua independência em 1960. Quais são as razões para este equilíbrio? Elementos de resposta nesta análise. Paz, um conceito forte com suporte frágil. Desde os primórdios do mundo, os povos sempre usaram a violência para conquistá-lo, confirmando assim a frase latina “Se queres a paz, prepara-te para a guerra”. Foi precisamente ao participar numa delas (1940-1945) que muitos países africanos obtiveram posteriormente um conceito tão importante como a paz: a liberdade. Em 1960, as ex-colônias francesas, em uníssono, proclamaram sua independência. Uma nova era que vem com sua cota de inconveniências. Em 13 de janeiro de 1963, a África negra experimentou seu primeiro golpe no Togo. Sylvanus Olympio, o primeiro presidente do país, é morto a tiros após um golpe que levou Nicolas Grunitzky ao poder. Este golpe terá um efeito bola de neve nos outros países porque, no mesmo ano, ocorrerão dois golpes (República do Congo e Benin). E desde a independência até os dias atuais, o continente registrou 212 golpes. No Senegal, a situação é bem diferente. Melhor ainda, o país de Teranga tem um nome apropriado, é um terreno fértil para a paz em uma região hostil. Para além das “tentativas” de golpe (1962 e 2011), cuja veracidade se discute, o Senegal é uma verdadeira exceção neste domínio. Em várias ocasiões, aconteceu até para ajudar os países vizinhos em dificuldade. Foi o que aconteceu em 1998 na Guiné-Bissau durante a “Operação Gabou”. Os soldados senegaleses foram dar uma mãozinha ao presidente João Bernardo Vieira diante de uma rebelião. Mais recentemente, o Senegal participou, desempenhando um papel importante, na operação “restaurar a democracia” na Gâmbia que facilitou a subida ao poder de Adama Barrow. Mas então, como o Senegal tem feito para preservar sua estabilidade durante todos esses anos? Democracia: entre a herança colonial e a democracia assumida Ao contrário de muitos outros países da África Ocidental, o Senegal desfrutou de uma tradição relativamente estável de administração colonial sob a França. Isso possibilitou o desenvolvimento de uma classe política relativamente experiente. Deve-se esclarecer que a manutenção da estabilidade política e da democracia no Senegal não se deve apenas à herança colonial francesa, mas também resulta de fatores internos específicos do país. É verdade que a França teve uma influência importante na formação do Estado senegalês e no desenvolvimento de suas instituições políticas. Durante sua ocupação, a França impôs um sistema político centralizado, no qual o poder estava concentrado nas mãos da elite política e administrativa francesa. No entanto, após a independência, os líderes senegaleses conseguiram estabelecer um sistema democrático que demorou a decolar, pois a primeira mudança pacífica de poder ocorreu em 2000. Além disso, o Senegal tem uma história política particular, marcada por movimentos nacionalistas e lutas pela independência lideradas por personalidades como Léopold Sédar Senghor, Mamadou Dia e Cheikh Anta Diop. Esses movimentos ajudaram a desenvolver uma cultura de democracia e participação política. Além disso, o Senegal goza de relativa estabilidade económica, com uma agricultura diversificada e uma economia orientada para os serviços. Essa estabilidade econômica contribuiu para a consolidação do sistema democrático e a prevenção de golpes de Estado. Líderes religiosos, garantes da paz Com mais de 95% de fiéis, o Senegal é um país predominantemente muçulmano. Distinguindo-se de outros países, o Islã no Senegal é marcado por inúmeras irmandades lideradas por líderes religiosos. Eles desempenham um papel importante na vida social e política. Freqüentemente, eles agiam como mediadores entre diferentes partidos políticos e ajudavam a resolver conflitos antes que eles se tornassem violentos. Recordamos que os acontecimentos de março de 2021 experimentaram um forte relaxamento em grande parte graças ao chamado desses guias, entre eles o califa-geral dos Mourides, Serigne Mountakha Mbacké. Ou seja, eles têm uma influência considerável nas decisões e no comportamento de seus seguidores, o que lhes permite agir em favor da paz e da reconciliação. O outro ponto forte da coesão social no Senegal é o diálogo islâmico-cristão. E os líderes religiosos de lá são. fonte: seneweb.com

"A Guiné é o mestre dos relógios": a resposta de Conakry aos EUA com pressa para ver Doumbouya partir.

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No início de março, a Embaixada dos Estados Unidos na Guiné publicou no seu site o cronómetro que conta os dias que faltam ao Coronel Doumbouya no poder. Este lembrete realmente não agradou às autoridades da transição. Eles mostraram sua discordância, tomando cuidado para evitar desconforto diplomático. Como "supervisor de classe" Na televisão guineense, no passado sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, Morissanda Kouyaté, leu uma declaração em que retratava os Estados Unidos como "um superintendente de classe". “Esta contagem decrescente dá a imagem de um supervisor de turma a vigiar os alunos em exame, o que é obviamente inaceitável para um país ciumento da sua soberania e da sua independência como a República da Guiné”, indicou claramente o líder da diplomacia guineense. Sem pressão" Ele lembra aos Estados Unidos que seu país é o “mestre dos relógios”. "Gostaria de deixar claro que, tanto quanto os Estados Unidos da América são os mestres dos relógios para as atividades decididas pelo governo dos Estados Unidos da América, a República da Guiné é o mestre dos relógios para as atividades decididas pelo governo guineense”, disse Morissanda Kouyaté. Após este desenvolvimento, a autoridade sugeriu que havia trocado com os altos funcionários da embaixada americana. Eles teriam dito a ele que essa “contagem regressiva não tinha a pretensão de pressionar as autoridades” da transição e “seus programas”. " Nós estaremos lá… " “Portanto, não tem valor vinculante e não deveria existir”, continuou o diplomata. Ontem, segunda-feira, a Embaixada dos Estados Unidos emitiu um comunicado de imprensa para tranquilizar as autoridades guineenses. Segundo o documento, a contagem regressiva publicada reconhece e celebra o compromisso do Presidente Doumbouya e das autoridades para concluir a transição em 1º de janeiro de 2025. “Estaremos lá para encorajar e apoiar a nova democracia da Guiné”, continua o comunicado. fonte: seneweb.com

[Especial 4 de abril] 3/4 Operações Fodé Kaba 1 e 2, Gabou, Libéria…: O exército senegalês, “pacificador” no continente.

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Premier contributeur francophone des Nations-Unies, l’armée sénégalaise participe depuis plusieurs décennies aux différentes missions de maintien de la paix de l’Onu et de la Cedeao. Seneweb vous livre quelques faits d’armes de la grande muette, vigie de la démocratie en Afrique et dans le monde. Îlot de stabilité dans une région en proie à toutes sortes de tensions, le Sénégal doit son statut de havre de paix en grande partie à ses forces armées. Ciment de la cohésion nationale et maîtresse d’œuvre incontestée de la stabilité du pays notamment à travers son concept « armée-nation », l’armée sénégalaise n’en est pas moins un « gendarme » du continent africain et un « gardien de la paix » dans le monde. Avec un palmarès reluisant en matière de maintien de la paix en Afrique et dans le monde, la grande muette s’est érigée, au fil du temps, en acteur incontournable pour les organismes sous-régionaux (CEDEAO), continentaux (UA) et internationaux (Nations-Unies). Son apport en moyens humains et logistiques dans les différentes missions de maintien de l’ordre et de la paix à travers le monde, est sans commune mesure. En effet, sa présence dans les théâtres d’opérations extérieures lui a permis de gagner en expérience mais également de se forger un rayonnement international. Une réputation qui vaut aujourd’hui à l’armée sénégalaise, la confiance totale des Nations-Unies dont elle est la première contributrice francophone dans les différentes missions déployées un peu partout dans des pays en crise. Cependant, avant de conquérir le monde comme gardienne de la paix, l’armée sénégalaise s’est d’abord illustrée dans la sous-région en réussissant, sans mandat des organisations régionales ou internationales, à enrayer des tentatives de coup d’État en Gambie en 1980 et en 1981 ou en Guinée Bissau. Opérations Fodé Kaba 1 et 2 (Gambie), Gabou (Bissau) Ses opérations les plus emblématiques restent Fodé Kaba 1 et 2 en Gambie ainsi que Gabou en Guinée Bissau. Déclenchée le vendredi 31 octobre 1980, l’opération Fodé Kaba 1 a duré 8 jours. Deux hélicoptères Puma de militaires sénégalais se sont posés dans la cour du Palais présidentiel et à la cathédrale qui le jouxte. Un autre Fokker transportant un contingent de militaires sénégalais a atterri à l’aéroport. La simple présence des Jambars avait réussi à dissuader les mutins dirigés par Kukoy Samba Sagna. Ce dernier et ses hommes avaient assassiné le Général Mahoney, proche du président d’alors Dawda Kairaba Jawara. Boubacar Cissé, à l’époque sergent à la première compagnie des parachutistes qui avait participé aux deux opérations confie dans un entretien accordé à Seneweb en 2017 : « Général Mahoney a été assassiné chez lui tôt le matin par des inconnus qui voulaient atteindre Jawara. Il était le chef de la police gambienne. Kukoy pensait que si le général était assassiné, le président pourrait facilement être atteint lors des funérailles. Il fallait rapidement descendre pour sauver Kairaba Jawara ». Sur les lieux, l'armée a sécurisé la messe et est restée une semaine à patrouiller dans le pays avant de retourner sur Dakar le samedi 08 novembre 1980. seneweb.com

Transição na Guiné: Embaixada dos EUA lança contagem regressiva para Doumbouya, Conacri irritada.

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No início de março, a Embaixada dos Estados Unidos na Guiné publicou no seu site o cronómetro que conta os dias que faltam ao Coronel Doumbouya no poder. Este lembrete realmente não agradou às autoridades da transição. Eles mostraram sua discordância, tomando cuidado para evitar desconforto diplomático. Como “um supervisor de classe” Na televisão guineense, no passado sábado, o ministro guineense dos Negócios Estrangeiros, Morissanda Kouyaté, leu uma declaração em que retratava os Estados Unidos como “um superintendente de classe”. “Essa contagem regressiva dá a imagem de um supervisor de turma vigiando os alunos nas provas. O que obviamente é inaceitável para um país ciumento da sua soberania e independência como é a República da Guiné”, esclareceu o chefe da diplomacia guineense. Sem pressão" Ele lembra aos Estados Unidos que seu país é o “mestre dos relógios”. “Gostaria de deixar claro que, tanto quanto os Estados Unidos da América são os mestres dos relógios para as atividades decididas pelo governo dos Estados Unidos da América, a República da Guiné é o mestre dos relógios para as atividades decididas pelo governo guineense”, disse Morissanda Kouyaté. Após este desenvolvimento, a autoridade sugeriu que havia trocado com os altos funcionários da embaixada americana. Eles teriam dito a ele que essa “contagem regressiva não tinha a pretensão de pressionar as autoridades” da transição e “seus programas”. "Nós estaremos lá…" “Portanto, não tem valor vinculante e não deveria existir”, continuou o diplomata. Ontem, segunda-feira, a Embaixada dos Estados Unidos emitiu um comunicado de imprensa para tranquilizar as autoridades guineenses. De acordo com o documento, a contagem decrescente publicada reconhece e celebra o empenho do Presidente Doumbouya e das autoridades para concluir a transição a 1 de janeiro de 2025. “Estaremos lá para encorajar e apoiar a nova democracia guineense”, continua o comunicado. fonte: seneweb.com

63º Dia da Independência: Siga o desfile de 4 de abril.

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Veja o video: https://youtu.be/ve8lK3a_XFo

quinta-feira, 30 de março de 2023

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No Senegal, a tensão mantém-se elevada em torno da intimação pela Justiça, do opositor Ousmane Sonko convocado a comparecer hoje 30 de março de 2023, após dois arquivamentos de um processo por difamação interposto por um membro do Governo, e que ia abrir em 16 de fevereiro. Por um bom motivo: a mobilização de seus partidários que, apesar da interdição, ainda se reuniram nos dias 29 e 30 de março na rua, para manifestações que já haviam gerado confrontos, no dia 16 de março, data da primeira convocação. Uma situação que não deixa indiferente a Justiça senegalesa que está sob forte pressão e que chegou a denunciar a existência de um grupo “visando a insurreição”. E o Procurador-Geral da República para ser mais claro ao falar de investigações que revelaram a existência de uma organização autodenominada “comando”, que teria como alvos “figuras públicas da Justiça, do aparelho de Estado, religiosos e imprensa” e cujo objetivo é realizam “atividades subversivas que vão desde a fabricação de artefatos explosivos, bombas de fumaça, coquetéis molotov. E o objetivo de tudo isso é realizar ações brilhantes para instalar o medo e o caos. Para a oposição mobilizada em torno de seu líder, o que está em jogo nesses julgamentos vai muito além do simples direito É o que se diz, ainda que Ousmane Sonko considere "ridículas" estas afirmações ao afirmar ter sido objecto, no dia 16 de Março, de uma "tentativa de assassinato" por parte da polícia, à saída do tribunal. O mínimo que se pode dizer é que esta nova intimação do líder da oposição à justiça está apodrecendo ainda mais o clima sócio-político na Terra de Teranga. Uma atmosfera já deletéria pelo caso Adji Sarr, que leva o nome desse funcionário de uma casa de massagens, que atraiu o adversário à justiça, por um caso sombrio de "estupro e ameaças de morte", que também aguarda elucidação. Isso para dizer se os ladrilhos estão se acumulando na cabeça do presidente do Pastef. Mas seus partidários veem nos problemas jurídicos de seu campeão, como muitos meios desviados do poder para tornar inelegível aquele que já se vê como o quase designado sucessor de Macky Sall, no palácio presidencial. Basta dizer que, para a oposição mobilizada em torno de seu líder, o que está em jogo nesses julgamentos vai muito além da simples lei. Até porque, uma possível condenação do adversário, que soaria como o dobre de finados para as suas ambições presidenciais, poderia perturbar os planos da oposição que aposta nele para fazer a alternância contra um Macky Sall cujo silêncio prolongado sobre as intenções de terceiro mandato dado a ele, começa a ser suspeito. Isso quer dizer que julgar Ousmane Sonko hoje poderia mergulhar o Senegal no caos. E, no entanto, teremos de ouvir o adversário, se não quisermos consagrar a impunidade no Senegal, pelo menos para uma determinada categoria de cidadãos. O que seria um precedente infeliz. É por isso que, mesmo que o ex-prefeito de Ziguinchor não possa ser criticado por dar uma conotação política aos seus problemas jurídicos em relação aos precedentes Karim Wade e Khalifa Sall, Ousmane Sonko deve evitar dar a impressão de estar tentando criar problemas para fugir da justiça. O presidente Macky Sall deve ser capaz de libertar seu povo, esclarecendo de uma vez por todas suas intenções Seja um mau sinal, sobretudo vindo de uma personalidade tão elevada que aspira um dia dirigir o seu país, para todos aqueles senegaleses que querem acreditar no Estado de direito. Em todo o caso, ao estabelecer um nexo de causalidade entre a sua intimação e uma eventual candidatura de Macky Sall a um terceiro mandato, a intenção de mostrar a instrumentalização da Justiça parece não só óbvia, como Ousmane Sonko não deixa realmente outra escolha a seus partidários do que a resistência ao que parece ser um projeto desastroso. Isto coloca o Senegal na vertente acentuada da tensão do clima sócio-político, com as consequências que conhecemos, em termos de violência destrutiva num contexto de repressão policial. E quanto mais próximas as eleições, mais a tensão aumentará. No entanto, o Senegal não precisa disso. É por isso que os protagonistas devem saber manter a razão para a preservação da paz social. Por sua vez, o presidente Macky Sall deve ser capaz de libertar seu povo, esclarecendo suas intenções de uma vez por todas. Se caminharem no sentido da renúncia ao terceiro mandato a que supostamente pretende ter, isso terá sem dúvida a vantagem de contribuir para a descontração do clima sócio-político, além de afastar um argumento considerável de Ousmane Sonko e seus muitos partidários, em suas recorrentes bravatas da autoridade judicial de seu país. É o Senegal como um todo que venceria. Caso contrário, se sucumbir à tentação de um terceiro mandato, o Chefe de Estado senegalês terá de assumir toda a responsabilidade por ela perante a história, com todas as consequências, como alguns dos seus pares que, no caso em apreço, tiveram fortunas ambíguas antes dele. O país "

domingo, 26 de março de 2023

SENEGAL: A insalubre tentação do poder (por Aly Baba Faye).

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A situação atual sob os céus do país de Teranga é carregada de tensão. A reunião presidencial de 2024 passou por isso. Em particular a questão das candidaturas. Aliás, é isso que justifica as fibrilações da contingência sócio-política. Para resumir, duas variáveis ​​são consideradas os fatores que podem deteriorar a paz social e a estabilidade política. Trata-se antes de tudo da hipotética terceira candidatura do presidente Sall, e depois da participação ou não do principal líder da oposição, Ousmane Sonko. São estes dois factores eminentemente políticos que estão na origem das tensões e que correm o risco de desestabilizar a República. O receio que perturba o sono do regime instaurado mantém-se, obviamente, na perspetiva do acesso de Ousmane Sonko à magistratura suprema. Com o medo da responsabilidade e uma caça às bruxas. E agora a agenda para o fim do reinado do atual inquilino do Palácio está condicionada à sua sucessão. E a ausência de um golfinho capaz de vencer o desafiante inimigo leva o PR à tentação de se suceder. Em todo caso, é o que pensam seus aliados, mesmo que o interessado mantenha a imprecisão. E sua recente saída sobre esta questão, com a entrevista do Express, alimenta excessivamente a imprecisão. Afogar o peixe nas águas do legalismo é um tanto insalubre onde tudo é uma questão de ética e estética. Não faz sentido remeter o assunto para o Conselho Constitucional. A decisão de concorrer a um terceiro mandato cabe inteiramente a ele. Não é uma questão de constitucionalidade, mas sim uma questão de honra pessoal e elegância republicana. Tanto é que uma cassação poderia desestabilizar o país ao sacrificar a credibilidade de instituições baseadas no judiciário e sua independência. Portanto, é responsabilidade exclusiva do PR evitar a desestabilização do país. Por outro lado, o desejo manifesto de desclassificação do principal desafiante (liquidação pela via judicial) é o outro fator de risco. Tudo, exceto Sonko, não pode valer nosso desejo comum de viver juntos. Teria sido necessário usar os votos dos eleitores para possivelmente perder seu adversário. E não é uma terceira candidatura que resolverá essa questão. Esta opção certamente não é a correta se for apreendida sob o ângulo de uma avaliação de oportunidade. Deve ser descartado para o bem maior da Nação. Que o PR que cumpriu dois mandatos não caia na tentação de cassação foi validado pelo Conselho Constitucional. O PR deve isso ao povo senegalês. "kennë duma sensu si ñetteelu jo?ante", disse ele publicamente. Ele fará "wax waxeet"? Em suma, o debate que surgiu, com todos os sofismas do tecnicismo legal com os políticos se arrogando o status de homens-bomba legais, é moralmente amaldiçoado e socialmente perigoso. De fato, uma terceira candidatura envolve riscos e um eventual terceiro mandato abriria em nosso país um ciclo infernal entre rebelião e repressão que levaria a um enfraquecimento de nossa democracia ou mesmo a uma desestabilização de nossas instituições. O Senegal, que se encontra com uma condição inédita de país do "petróleo e gás", precisará de estabilidade para se projetar ao nível das nações mais desenvolvidas. Que o Presidente seja iluminado pela sabedoria e dignidade de nossos santos e heróis. O Presidente não deve ser candidato, para além do que o Conselho Constitucional possa pensar. Se for um homem de honra, se tiver um pouco de fibra patriótica, não será candidato. Ele mesmo havia dito: "Eu poderia ser esperado em qualquer lugar, mas não em busca de um terceiro mandato". Então, como ele já fez dois, devemos esperar que ele não seja candidato. Se ele apresentar sua terceira candidatura quando já cumpriu dois mandatos, digam o que digam os partidários da nuance, que querem justificar uma possível cassação falando em um segundo mandato de cinco anos. É um palavreado doentio, até porque uma eventual terceira candidatura consistiria em colocar nosso país em um processo de instabilidade. Se o PR tem no coração o destino de nosso querido país, que evite essa mudança. Que ele tente encontrar um golfinho para vencer seus adversários e não a liquidação por meios legais. Em todo caso, a melhor forma de ficar na história é evitar que nosso país afunde... Ele tem 12 anos à frente do Estado, fez o que pôde tanto no bem quanto no mal. Sim, a perfeição pertence somente a Deus! Se a sua ficha se confunde, ainda podemos reconhecer a marca do seu magistério em termos de construção de infraestruturas (além dos custos) Onde pecou é em termos de infraestruturas imateriais que fundam o património de valores do nosso país. Agora o PR tem a possibilidade. Por: Aly Baba Faye fonte: seneweb.com

MINERAÇÃO DE OURO NO BURKINA: Qualquer fraudador deve ser tratado como terrorista.

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Questionado pela Assembleia Legislativa de Transição (ALT) sobre as consequências do encerramento ou abandono de garimpos devido à insegurança ligada ao terrorismo, o ministro responsável pelas minas arrombou uma porta já aberta ao declarar que mais de metade dos garimpos artesanais escapa do controle do estado. “A fraude do ouro é acentuada pelo terrorismo porque existem locais fora de controle nas chamadas zonas vermelhas, exploradas por terroristas”, acrescentou. E basta olhar bem de perto para entender que todas as regiões duramente atingidas pelo terrorismo abrigam minas. Da região leste ao sudoeste, passando pelo Sahel, centro-norte e Boucle du Mouhoun, todos são conhecidos como áreas de mineração. Esta é também a principal razão pela qual despertam a ganância de grupos terroristas armados que procuram submetê-los a cortes regulamentados. O objetivo é saquear o máximo possível do nosso ouro. No entanto, enquanto essas pessoas sem lei continuarem a dominar nossos recursos minerais, o país não conhecerá a paz. É por isso que aprecio a decisão tomada pelas autoridades de fechar alguns locais de mineração. Isso poderia contribuir para esgotar suas fontes de financiamento e, assim, impedi-los de ganhar saúde militar após os graves reveses sofridos após os confrontos com as Forças de Defesa e Segurança (FDS) e seus auxiliares. Dito isto, deve-se tomar cuidado para proteger esses locais de ouro, porque os terroristas são feitos para serem capazes de qualquer coisa. Desordem e fraude se alimentam de frouxidão Eles não devem ter trégua para que, por falta de logística e financiamento, sejam obrigados a assinar sua rendição. Ao mesmo tempo, convido as autoridades a ficarem atentas às ações de certas mineradoras que parecem fazer do deletério contexto de segurança de nosso país um benefício conjuntural. Tanto que usam o terrorismo como pretexto para impedir o acesso a determinados compartimentos de sua mina por funcionários públicos encarregados do controle. Você vê? Esta é uma atitude que simplesmente beira a deslealdade e merece ser severamente punida. Já sabíamos que as mineradoras locais não jogam limpo. Mas a partir daí querer adicionar a isso um comportamento ostensivamente fraudulento, é um passo longe demais que eles deveriam ter cuidado para não cruzar. Infelizmente, se chegamos a isso, é porque o poder permitiu. Porque, como sabemos, o caos e a fraude alimentam-se da lassidão. No entanto, só Deus sabe se a nossa Administração Pública é tão negligente que até os agentes de controlo podem distorcer um relatório se lhes forem entregues algumas notas. Não sou eu que estou dizendo isso. Os fatos falam por si. Por mais que alguns chefes de mineradoras operem no claro-escuro, alguns serviços de controle mostram um clientelismo excessivo; ambos preferindo privilegiar seus interesses pessoais em detrimento dos do Estado. Essas práticas, é preciso dizer, existiam muito antes do advento do terrorismo em nosso país. É verdade, comparação por comparação, mas um fraudador de ouro é nada menos que um terrorista que merece ser tratado como tal.

TENTAÇÃO DO 3º MANDATO NO SENEGAL: E se Macky Sall aprendesse com Abdoulaye Wade?

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A menos de um ano das eleições presidenciais de 2024, o ambiente sócio-político é um dos mais elétricos e deletérios do Senegal. E as facas já parecem desenhadas entre o poder e a oposição que está em pé de guerra e que vê nos problemas jurídicos de seu mentor, o inflamado líder do Pastef, Ousmane Sonko, uma cabala política que visa eliminá-lo da corrida presidencial . Como poderia ser diferente quando, a poucos passos da abertura oficial de sua sucessão, o presidente Macky Sall continua a manter suas intenções vagas? E certamente não é sua recente aparição na mídia em que ele afirma que não há impedimento constitucional para ele buscar um terceiro mandato que corre o risco de aliviar as tensões. Isto para dizer se a tentação do terceiro mandato parece profundamente enraizada na mente do presidente senegalês. E tudo indica que com tal declaração que tende a esclarecer um pouco mais suas intenções, e que não deixa de gerar polêmica, ele avança com passos calculados, esperando cair a máscara no momento oportuno. Há um grande risco de o Senegal cair na polémica sobre a legalidade e legitimidade da sua candidatura Uma atitude que não é isenta de riscos nem de perigos porque não é susceptível de tranquilizar os seus compatriotas, e só Deus sabe que são muitos, que pensam que no final do seu segundo mandato, está constitucionalmente inabilitado para concorrer a outro. O debate está, portanto, aberto. E há um grande risco de o Senegal cair na polémica sobre a legalidade e legitimidade da sua candidatura, com todos os riscos de deslizes e violências que vimos noutros lugares, em circunstâncias semelhantes. É neste contexto que uma centena de intelectuais, incluindo, entre outros, académicos, escritores, jornalistas do Senegal e não só, desafiaram o Chefe de Estado, através de uma plataforma, sobre a “violação de direitos” e “a instrumentalização da justiça”. Uma forma, como qualquer outra, de desafiar o presidente Macky Sall sobre os excessos de seu poder, ao mesmo tempo em que o exorta a respeitar as liberdades individuais e coletivas de seus compatriotas. Vindo de tal categoria de cidadãos que, aliás, dizem se expressar "para além de suas diferenças e divergências ideológicas, políticas e culturais", é uma mensagem que o presidente Macky Sall se beneficiaria em levar a sério. Porque há razões para acreditar que ela repousa sobre fundamentos que vão além de certas considerações partidárias. Em todo caso, na medida em que esta interpelação é desprovida de qualquer cálculo político, não podemos culpar esses intelectuais por não terem soado o alarme. Um alerta que não está longe de se assemelhar a um aviso gratuito para o nativo de Fatick. Pois, tudo indica que todas estas frenéticas agitações da oposição senegalesa, que contribuem para a tensão do ambiente sociopolítico no país de Teranga, derivam das intenções que a oposição atribui, com ou sem razão, ao sucessor de Abdoulaye Wade, para tentar estender seu mandato como chefe do estado senegalês. fonte: le pays

QUEM VÊ A CARA NÃO VÊ O CORAÇÃO: PRIMEIRO AS “PESSOAS” E SÓ DEPOIS OS PRETOS?

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Em 2022, como também em 2023, António Guterres, secretário-geral da ONU, relembrou figuras da resistência negra e diz que “mentira da supremacia racial” está viva. Em causa está o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravatura e do Tráfico Transatlântico de Escravos, que se assinala hoje, abordando (mais para cumprir calendário do que para agir em vez de reagir) o racismo. António Guterres relembrou que por detrás de histórias de sofrimento e dor incontáveis, e de histórias de famílias e comunidades despedaçadas, há também histórias inspiradoras de coragem contra a crueldade dos opressores, tendo destacado figuras como Zumbi dos Palmares no Brasil, ou a rainha Ana Nzinga do Reino de Ndgongo, em Angola. “Precisamos de contar essas histórias de resistência justa, de Zumbi dos Palmares no Brasil, à rainha Babá dos Quilombolas na Jamaica, à rainha Ana Nzinga do Reino de Ndgongo, em Angola, ou Toussaint Louverture de Saint-Domingue no actual Haiti”, disse o secretário-geral da ONU. “Para racionalizar a desumanidade do comércio de escravos, os africanos eram retratados como menos do que humanos. Tropas racistas circularam amplamente, legitimados pela pseudociência e consagrados na lei. Mais de 200 anos desde o fim do comércio transatlântico de escravos, a mentira cruel da supremacia racial permanece viva hoje“, avaliou o secretário-geral. De acordo com Guterres, o racismo encontrou uma nova amplificação nas “câmaras de eco online de ódio”. “O comércio transatlântico de escravos marcou uma ruptura brutal na história africana e tem frustrado o desenvolvimento do continente por séculos. (…) Devemos reverter as consequências de gerações de exploração, exclusão e discriminação, incluindo as suas óbvias dimensões sociais e económicas através de marcos de justiça reparador”, avaliou. “Reconhecer erros do passado, derrubar estátuas de traficantes de escravos e buscar perdão não pode desfazer os crimes. No entanto, às vezes, eles podem ajudar a libertar o presente — e o futuro — das algemas do passado”, acrescentou o secretário-geral da ONU. António Guterres aproveitou ainda para reforçar que fora do continente africano, pessoas de ascendência africana estão entre as últimas a beneficiar de cuidados de saúde, educação, justiça e qualquer outra oportunidade. “A diáspora africana enriqueceu sociedades ao redor do mundo. E ainda assim, ainda enfrenta marginalização, exclusão e viés inconsciente, a sua vida ainda obscurecida pela sombra persistente da escravidão”, frisou o português, apelando à união contra o racismo. MUNDO BRANCO. MUNDO MULTIRRACIAL No artigo “Africanos devem protestar contra o racismo incubado de António Guterres”, William Tonet (Director do Folha 8/TV8) mostra e demonstra que o Secretário-Geral da ONU deveria ser julgado pelo, no mínimo, crime de inacção na guerra movida pela Rússia contra a Ucrânia. Esse texto deveria, aliás, passar a ser de leitura obrigatória na ONU. Em Outubro de 2016, a manchete do Boletim Oficial do regime de sua majestade o rei de Angola de então, José Eduardo dos Santos, dizia tudo: “Portugal agradece apoio”. Apoio, neste caso, à escolha de António Guterres como secretário-geral da ONU. Em Luanda, a então secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Teresa Ribeiro, agradeceu “o apoio activo de Angola” na candidatura de António Guterres: “Portugal está grato a tudo quanto Angola tem feito nesse domínio”. Antes, no dia 21 de Setembro, o antigo primeiro-ministro de Portugal agradecera já o apoio de Angola à sua candidatura ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas, elogiando (é o preço a pagar pelo apoio) o papel do país no contexto internacional. António Guterres, que foi igualmente alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, falava à rádio pública do MPLA, sobre o apoio de Angola, salientando que tem sido “um instrumento muito importante” para que tenha possibilidades de vencer. “Gostaria de exprimir toda a minha gratidão e o meu apreço pelo que tem sido a posição do Presidente José Eduardo dos Santos, do Governo e povo de Angola, a solidariedade angolana tem calado muito fundo no meu coração”, referiu Guterres mostrando que, afinal, bajular é uma questão genética em (quase) todos os socialistas – e não só – portugueses. “Agora compete aos Estados-membros, entre os quais Angola, decidir, mas não queria deixar de exprimir esta grande gratidão em relação à posição angolana, que calou muito fundo no meu coração”, realçou Guterres que deverá ter beijado a mão a muitos dos seus apoiantes, inclusive a de Ângela Dorothea Merkel que, recorde-se, queria que Guterres fosse dar uma volta ao bilhar grande. Pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros da altura, Georges Chikoti, Angola disse que “esta eleição é muito importante para África, para a CPLP, para Angola e para a comunidade internacional em geral. O engenheiro Guterres tem sido um lutador incansável pelas causas importantes da comunidade internacional, em particular dos refugiados”. Chikoti acrescentou: “Temos a certeza que nessa qualidade (secretário-geral) ele vai olhar muito para África e para Angola em particular, queremos esperar que ele consiga promover alguns quadros importantes do continente africano, particularmente da lusofonia”. O que se passou com os africanos na guerra na Ucrânia, como afirma o William Tonet, comprova o nível de estima e consideração que António Guterres não tem pelos africanos… pretos. Enquanto candidato e por necessidade material de recolher apoios, António Guterres confundiu deliberadamente Angola com o regime, parecendo (sejamos optimistas) esquecer que, por cá, existem angolanos a morrer todos os dias, que temos há 47 anos um dos regimes mais corruptos do mundo e que somos um dos países com o maior índice mundial de mortalidade infantil. Numa das suas visitas a Angola, António Guterres disse que, “por Angola estar envolvida em actividades internacionais extremamente relevantes, vejo-me na obrigação de transmitir pessoalmente essa pretensão às autoridades angolanas”. Pois é. Esteve até no Conselho de Segurança da ONU. E, pelos vistos, isso basta. O facto – repita-se todas as vezes que for preciso – de ter tido durante 38 anos um Presidente da República nunca nominalmente eleito, de ser um dos países mais corruptos do mundo, de ser o país onde morrem mais crianças… é irrelevante. “Naturalmente como velho amigo deste país, senti que era meu dever, no momento em que anunciei a minha candidatura a secretário-geral das Nações Unidas, vir o mais depressa possível para poder transmitir essa intenção as autoridades angolanas”, sublinhou António Guterres. Guterres tem razão. É um velho amigo do regime. Mas confundir isso com ser amigo de Angola e dos angolanos é, mais ou menos, como confundir o Oceanário de Lisboa com o oceano Atlântico. Seja como for, confirmou-se que a bajulação continua a ser uma boa estratégia. Nesse sentido, António Guterres não se importou de ter considerado José Eduardo dos Santos como um ditador… bom, de agora considerar João Lourenço como um ditador… excelente. António Guterres sabe que todos os dias, a todas as horas, a todos os minutos há africanos que morrem de barriga vazia e que, em Angola, 70% da população passa fome; António Guterres sabe que 45% das crianças angolanas sofrem de má nutrição crónica, e que uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos; António Guterres sabe que no “ranking” que analisa a corrupção, Angola está entre os primeiros, tal como sabe que a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens, ou seja, o cabritismo, é o método utilizado pelo MPLA para amordaçar os angolanos e que o silêncio de muitos, ou omissão, deve-se à coacção e às ameaças do partido que está no poder desde 1975. António Guterres também sabe que o acesso à boa educação, aos condomínios, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, aos grandes negócios, às licitações dos blocos petrolíferos, está limitado a um grupo muito restrito de famílias ligadas ao regime no poder. Mas também é evidente que António Guterres sabe que ser amigo de quem está no poder, mesmo que seja um ditador, vale muitos votos. Seja como for, António Guterres não deve gozar com a nossa chipala nem fazer de todos nós uns matumbos. A paciência dos africanos em relação aos dirigentes mundiais tem limites. «Portugal que tantas ditaduras apoia e subvenciona, sabe bem o que é isso e a França que explora crianças nas minas, do Leste congolês a zona do Sahel, também o sabe. Porque os interesses económicos falam mais alto que a vida humana. De Pretos! Mulatos ou brancos, nascidos nas nossas Áfricas, no quadro da nossa multirracialidade, menos discriminadora que a europeia e americana», afirma William Tonet, acrescentando: «Para desgraça dos que acreditam num mundo sem discriminação e racismo, mesmo na crise, em plena guerra, na Europa, impera na mente de alguns os resquícios colonialistas e de superioridade, na lógica da “lei de George Orwell: “todos somos iguais mas uns são mais iguais do que outros”.» FONTE: FOLHA8

Macky Sall tira a máscara: rumo a uma terceira candidatura no Senegal?

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O presidente do Senegal, Macky Sall, abordou recentemente a questão de um possível terceiro mandato durante uma entrevista à mídia francesa L'Express. Embora a maioria dos países da África Ocidental tenha mandatos presidenciais limitados, algumas revisões constitucionais permitiram que os líderes concorressem por mais de dois mandatos. Num contexto em que o principal adversário, Ousmane Sonko, enfrenta dificuldades jurídicas, o anúncio de Macky Sall suscita muitas reações. O presidente senegalês não confirmou nem negou sua intenção de concorrer a um terceiro mandato, mas deu a entender que tem o direito de fazê-lo. Segundo ele, o debate jurídico está encerrado, já que seu primeiro mandato foi intangível e fora do escopo da reforma. No entanto, ele reconhece que a questão de sua candidatura a um terceiro mandato continua sendo um debate político. Enquanto o debate ainda está em andamento, alguns meses antes das eleições presidenciais, ocorrem manifestações contra um possível terceiro mandato de Macky Sall. Nesse contexto tenso, Ousmane Sonko, principal adversário e desafiante de Macky Sall, enfrenta sérios problemas jurídicos. Acusado de difamação, insulto público, falsificação e uso de falsificação pela ministra do Turismo, Mame Mbaye Niang, Sonko também está sendo processado por estupro e ameaça de morte pelo massagista profissional Adji Sarr. Esses processos judiciais podem desqualificar Sonko para as próximas eleições presidenciais, abrindo caminho para um possível terceiro mandato de Macky Sall. O juiz encarregado do caso enviou o caso de volta até 30 de março para retomada. As tensões estão aumentando no Senegal, à medida que os apoiadores de Ousmane Sonko entram em conflito com a aplicação da lei, e a situação pode piorar se o presidente em exercício finalmente decidir concorrer a um terceiro mandato. A perspectiva de um terceiro mandato para Macky Sall levanta muitas questões e alimenta as tensões no Senegal. Enquanto o principal adversário, Ousmane Sonko, está envolvido em assuntos jurídicos, a situação política no país permanece incerta e pode levar a uma grande crise se o atual presidente decidir buscar um novo mandato. fonte: https://lanouvelletribune.info/

3º mandato de Patrice Talon: ‹‹ Não cometa este erro ›› segundo Habib Ahandessi.

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O terceiro mandato do presidente Patrice Talon é o desejo de pessoas que perseguem seus interesses pessoais em detrimento dos interesses do país, segundo Habib Ahandessi. ‹‹ Aqueles que gostam de ver você no poder, é porque sua presença atende aos interesses deles. Na sequência das declarações do ex-presidente da Ordem dos Advogados Nacional e membro do partido Bloc Républicain Jacques Migan, segundo o qual o povo do Benin gostaria de um terceiro mandato para o Presidente da República Patrice Talon, o activista Habib Ahandessi apresentou a sua opinião através de um vídeo postado em sua conta no Tiktok. ‹‹ Esta mensagem é dirigida ao Presidente da República. Sr. Presidente, não cometa esse erro. Não se apegue ao poder. Você está quase no final de seus dois mandatos constitucionais. Não tente o terceiro mandato ››, assim expressou o ''Revolucionário''. Anúncio O terceiro mandato do presidente Patrice Talon é o desejo de pessoas que perseguem seus interesses pessoais em detrimento dos interesses do país, segundo Habib Ahandessi. ‹‹ Aqueles que gostam de ver você no poder, é porque sua presença atende aos interesses deles. Mas, eles são inimigos do povo', disse ele. Ele considera que quem aconselha o Chefe de Estado a pensar em um terceiro mandato merece prisão porque é um incitamento à violação da Constituição beninense. ''É uma armadilha'', acrescentou o ''Revolucionário''. Ele pede ao presidente Patrice Talon que não pense em um terceiro mandato se a paz que reina no Benin é importante para ele. ‹‹ Dê a oportunidade a outros beninenses de liderar este país. Porque se você cometer esse erro, não apenas os que estão fora do seu sistema lutarão contra você, mas também os que estão dentro do seu sistema. Quem vai lutar contra você é mais quem está dentro do seu sistema e também espera liderar este país'', explicou. Segundo Habib Ahandessi, os dois mandatos do presidente Talon foram um período muito difícil para os beninenses, apesar da infraestrutura construída. Assim, seria ainda mais difícil para os beninenses enfrentar um terceiro mandato do mesmo presidente. ‹‹ Os mudos são muitos e os que podem fugir estão no exterior. Já se foram os que tiveram que fechar seus negócios e partir. Corporações estatais foram entregues a estrangeiros. Você cometeu muitos erros', disse ele. ‹‹ Você fez o bem e fez o mal, isso é normal. Mas, se você terminar, você vai embora. Que Deus abençoe o Benin ››, concluiu Habib Ahandessi. fonte: https://lanouvelletribune.info/2023

EUA: Irã muda de tom e alerta contra qualquer ataque na Síria.

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A nova tensão entre o Irã e os Estados Unidos ocorre após um ataque a uma base iraniana na Síria em resposta a um ataque de um drone iraniano. O presidente dos EUA, Joe Biden, disse que Washington não está buscando um conflito com o Irã, mas responderá com força a qualquer ataque. O Irã está alertando os Estados Unidos contra qualquer ataque às suas posições na Síria, dizendo que responderá com força a qualquer agressão. O porta-voz do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã disse que as bases foram criadas a pedido do governo sírio para combater o terrorismo e o Estado Islâmico. É a primeira vez que o Irã emite tal advertência aos Estados Unidos desde o assassinato do general iraniano Soleimani, que levou a China a acusar os Estados Unidos de um crime de guerra. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que esse foi um dos crimes de guerra que os Estados Unidos cometeram com abuso de força. A nova tensão entre o Irã e os Estados Unidos ocorre após um ataque a uma base iraniana na Síria em resposta a um ataque de um drone iraniano. O presidente dos EUA, Joe Biden, disse que Washington não está buscando um conflito com o Irã, mas responderá com força a qualquer ataque. Este caso aumenta as crescentes tensões em torno da questão nuclear entre os dois países. Os Estados Unidos restabeleceram as sanções contra o Irã depois que o governo Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015, uma medida que o Irã chamou de violação da lei internacional. Desde então, os dois países continuam em desacordo sobre quem deve dar o primeiro passo para restabelecer o acordo. Anúncio A situação entre o Irã e os Estados Unidos continua tensa e complexa, com importantes interesses políticos, econômicos e geopolíticos em jogo. Ambos os lados precisarão encontrar uma solução pacífica para evitar uma perigosa escalada militar que pode ter consequências desastrosas para a região e para o mundo. fonte: https://lanouvelletribune.info/2023

quarta-feira, 22 de março de 2023

MINI-VIAGEM AFRICANA DO VICE-PRESIDENTE AMERICANO: Washington quer virar a página de Trump.

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Segurança e economia. Estes são os principais temas da agenda da mini-turnê africana que a vice-presidente americana, Kamala Harris, inicia de 25 de março a 2 de abril. Um périplo que a levará sucessivamente ao Gana, Tanzânia e Zâmbia, naquela que é a sua primeira visita oficial à terra dos seus antepassados. Para Washington, a viagem do vice-presidente segue-se à Cúpula EUA-África de dezembro passado e visa “fortalecer as parcerias americanas em toda a África e promover nossa segurança conjunta e prosperidade econômica”. Dois temas que se enquadram bem nas notícias do continente negro que hoje sofre, economicamente, os efeitos induzidos pela guerra na Ucrânia e para o qual o desafio da segurança continua por resolver em todo o seu território. Se esta não é uma forma de Washington mostrar toda a importância que atribui às suas relações com África, é bem assim. Esta ofensiva diplomática do governo Biden parece uma operação de recuperação E esta primeira deslocação do número 2 da Casa Branca a África é tudo menos trivial, quando vemos o esforço incansável do chefe da diplomacia americana, Anthony Blinken, que está a aumentar as suas deslocações a África onde ainda esteve na semana passada, mais especificamente na Etiópia e no Níger para falar, entre outras coisas, sobre paz, desenvolvimento e segurança. Uma posição que contrasta com a do ex-inquilino da Casa Branca, Donald Trump, que nunca escondeu o seu desinteresse por um continente que sempre considerou um conglomerado de "país de merda". Ou seja, se essa ofensiva diplomática do governo Biden, que tem toda a aparência de uma operação de recuperação, senão de redenção do continente negro, pode ser percebida como um desejo de Washington, vire a página de Trump. Estamos ainda mais justificados em acreditar nisso porque esta viagem à África da primeira mulher negra nomeada vice-presidente dos Estados Unidos está alinhada com uma série de viagens de altos funcionários americanos ao continente. ano de 2023. Neste caso, a visita da secretária americana do Tesouro, Janet Yellen, que esteve no Senegal, Zâmbia e África do Sul, de 18 a 28 de janeiro, a da embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas -Greenfield, que visitou sucessivamente o Gana, Moçambique e o Quénia de 25 a 29 de janeiro, a visita da primeira-dama, Jill Biden, à Namíbia e ao Quénia, de 22 a 26 de fevereiro, e a viagem de Anthony Blinken, que em meados de março para a Etiópia e Níger, por sua vez. E até ao final do seu mandato, aguardamos para ver se o Presidente Biden conseguirá concretizar "a sua intenção de visitar os vossos países" que lançou aos dirigentes africanos no final da Cimeira África # Estados Unidos em Dezembro passado em Washington. Cabe a África saber aproveitar esta cooperação diversificada, sabendo definir as suas prioridades. Mas para além do iconoclasta presidente republicano que assumiu a opção de abandonar África até ao fim, a ofensiva diplomática do país do Tio Sam responde também à necessidade de aumentar a presença americana e de contrariar a crescente influência de potências rivais como a Rússia e China, que também estão engajados em um incansável balé diplomático que parece um cruzamento em um continente determinado a diversificar seus parceiros. Um continente que se apresenta hoje como uma bela jovem cortejada por todos os lados pelas grandes potências, pelos interesses económicos, políticos e geoestratégicos que representa aos seus olhos. Mas não há nada de surpreendente nisso, pois é sabido que só os interesses guiam os passos das grandes potências. E não há dúvida de que, vindo para a África, eles sabem o que procuram. Posto isto, cabe a África saber manobrar de forma a tirar o máximo partido desta cooperação diversificada, sabendo definir as suas prioridades. Porque, para um continente que se considera o futuro do planeta, é inconcebível que apesar de toda a sua riqueza que tanto deseja, a África ainda lute, mais de meio século depois da independência, para iniciar verdadeiramente o seu desenvolvimento e continue a vegetam, no que diz respeito à maioria de suas populações, em extrema pobreza e subdesenvolvimento. Isso significa a necessidade de conscientização diante de uma mudança de paradigma. Os líderes africanos são desafiados. fonte: https://lepays.bf/

Senegal: As nomeações do Conselho de Ministros de 22 de março de 2023.

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O Conselho de Ministros realizou-se esta quarta-feira, dia 22 de março de 2023, no Palácio da República, sob a presidência do Chefe de Estado, Sua Excelência, o Sr. Macky SALL. SOB MEDIDAS INDIVIDUAIS O Presidente da República tomou as seguintes decisões: Sr. Mamadou Racine SY, é nomeado Presidente do Conselho Senegalês de Turismo; O Sr. Mouhamadou DIABY, Mestre 2 em Gestão Informática, é nomeado Presidente do Conselho Fiscal da Agência Senegalesa de Promoção Turística, em substituição do Sr. Bocar LY, convocado para outras funções; O Sr. Philippe Ndiaga BA, Mestre 2 em Línguas Estrangeiras Aplicadas, ex-Assessor Técnico do Ministério do Turismo e Lazer, é nomeado Director do Regulamento do Turismo, em substituição do Sr. Ismaila Dionne, convocado para outras funções; O Sr. Falilou Mbacké SAMBE, Professor Associado, é nomeado Diretor da Escola Politécnica da Universidade de Cheikh Anta Diop em Dakar; O Sr. Mamadou Ndiaye, Professor Titular, é nomeado Diretor do Centro de Estudos de Ciências e Técnicas da Informação na Universidade Cheikh Anta Diop em Dakar, substituindo a Sra. Cousson Traoré; O Sr. Abdoulaye KEBE, Professor Associado, é nomeado Diretor da Ecole Normale Supérieure para Educação Técnica e Vocacional na Universidade Cheikh Anta Diop em Dakar, substituindo o Sr. Saliou Diouf; O Sr. Alioune DIENG foi nomeado Professor Titular de Literatura Francesa no Centro de Estudos de Ciência e Tecnologia da Informação da Universidade Cheikh Anta Diop em Dakar. fonte: seneweb.com

terça-feira, 21 de março de 2023

SENEGAL: PROBLEMAS DE ORDEM PÚBLICA LIGADOS AO CASO SONKO: Da democracia à anarquia?

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Fartam-se no final, cenas de agitação, desordem, destruição de bens públicos por vezes seguidas de mortes no Senegal, cada vez que o líder dos Patriotas Africanos do Senegal pelo trabalho, ética e fraternidade (Pastef), é convocado pela Justiça! Com efeito, sempre clamando pela vítima expiatória do regime senegalês, Ousmane Sonko arranja invariavelmente forma de lançar na véspera da sua audiência pela Justiça, apela à mobilização do seu rebanho para o acompanhar perante o juiz. A consequência de tais mobilizações que não têm onde estar, sobretudo quando se trata simplesmente de ir responder a uma intimação como faria qualquer cidadão senegalês comum, são perturbações da ordem pública e actos de vandalismo. O líder do Pastef, assim como seus partidários, deve evitar pensar que democracia rima com anarquia, caos, violência. Nenhum estado sério pode tolerar esse tipo de ação. O adversário senegalês parece exagerar aliado à provocação e desconfiança do poder. As autoridades senegalesas estão, portanto, no seu direito de querer preservar a paz social. O presidente Macky Sall que, na ocasião, confidenciou a uma mídia francesa sobre esta notícia candente que seu país está vivendo, martelou: “Nenhum indivíduo pode bloquear a capital com o único pretexto de que é convocado para o tribunal. “E para acrescentar:” Se o Senegal não fosse uma autêntica democracia, acreditem, o seu destino já estaria traçado há muito tempo…”. Ousmane Sonko, como seus partidários, deve entender que não está acima da lei. Sonko preferiria se beneficiar adotando uma postura republicana Quanto ao Estado senegalês, deve manter-se firme e envidar todos os esforços para manter a ordem e a disciplina com vista à preservação da paz social, mas também à salvaguarda da democracia que este país construiu e que, por assim dizer, é o seu orgulho no Sub-região da África Ocidental. Sonko que aspira um dia liderar este país, deve, portanto, saber manter a razão. Deve evitar fazer parte da lógica da beligerância. Ele preferiria se beneficiar adotando uma postura republicana. O jovem líder do Pastef deve, portanto, aceitar responder às intimações da Justiça sempre que as receber. Ele também deve evitar proferir ameaças, injúrias, mesmo que neste caso, não seja para nós, absolver o poder senegalês de forma barata. Precisamos lembrá-lo, Sonko não é o primeiro líder da oposição senegalesa a ter problemas com a Justiça de seu país. Líderes da oposição e não menos importantes também experimentaram sua travessia do deserto, mas assumiram plenamente e se mostraram mais dignos. O líder do Pastef se beneficiaria de se inspirar em seus exemplos. Ben Issa TRAORE fonte: https://lepays.bf/

Abdoulaye Dieye: "Apoie Macky Sall para que ele continue seu trabalho útil à frente do Senegal".

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O Presidente do Movimento Siggi Jotna, Abdoulaye Dièye, concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira, 21 de março de 2023, no Grande Teatro, para discutir a petição para um segundo mandato de cinco anos do Presidente da República, Macky Sall, que ele lançou recentemente. Na ocasião, o Director-Geral do Aeroporto Internacional Blaise Diagne (AIBD) falou das razões pelas quais é importante, no seu entender, que Macky Sall se mantenha à frente do Estado do Senegal nos próximos anos. Seneweb oferece a você todo o seu discurso. “Senhoras e senhores, queridos compatriotas, cidadãos exemplares, Aproveito esta grande oportunidade para agradecer a sua calorosa presença ao meu lado. Minha gratidão é ainda maior porque o que nos une é uma profunda e sincera convicção de trabalhar pela candidatura do Presidente Macky SALL às eleições presidenciais de 2024. Esta cerimónia de apresentação do organismo internacional de supervisão da candidatura do Presidente Macky SALL em 2024, à qual respondeu, enquadra-se na minha iniciativa para conseguir convidar o Presidente a ser candidato do povo senegalês em 2024. Senhoras e senhores, Como já indiquei durante o lançamento oficial desta petição, a República é o garante do nosso equilíbrio étnico, religioso, social e cultural. Constitui, assim, um dos suportes mais infalíveis que mantém o modelo, tão bem ancorado, do "comum-viver-junto" senegalês, tão cantado em todo o mundo. Consequentemente, se devemos reconhecer que o Estado é a mão protetora que garante a eficácia de um Senegal de Todos e para Todos, podemos todos nos sentir honrados pelas extraordinárias conquistas que tem obtido em paz e estabilidade. Nunca esqueçamos que a maioria dos Estados que pertencem à nossa esfera geográfica viveram ou vivem crises estruturais que afetam a sua integridade territorial e a sua convivência. Deste ponto de vista, é tempo de agradecermos ao Presidente Macky SALL que incluiu a sua acção na dinâmica de consolidação das nossas conquistas democráticas e republicanas e de promoção de um Senegal emergente. No entanto, não devemos ser complacentes. Assim, pela ordem e pela força das coisas, é imprescindível que a nossa geração ajude e acompanhe aqueles que, entre nós, trabalham pelo respeito da República. A nossa convicção é que devemos apoiar o Presidente da República Macky SALL para que continue o seu útil trabalho à frente do Senegal nos próximos cinco anos de forma a oferecer à República e ao Estado a escolha do melhor. Em última análise, nosso dever é permitir que o Chefe de Estado Macky SALL conclua o trabalho de emergência econômica para um Senegal de Todos e um Senegal de Todos. Esta é a nossa crença. Para tal, devemos todos decidir juntos dar as mãos para pedir ao Chefe de Estado Macky SALL que aceite ser o candidato do povo senegalês em 2024. Esta iniciativa, gratuita e voluntária, cidadã e popular, independente, acolhe, hoje, a adesão de uma maioria de homens e mulheres senegaleses. Agradecemos-lhes o incentivo que nos dão nesta missão que nos incumbiram ao serviço exclusivo do nosso país. O entusiasmo e a determinação que levam os homens e mulheres senegaleses a apoiar esta iniciativa encontram, na realidade, a sua fonte nesta vontade do nosso povo de continuar, de forma resoluta, a sua marcha rumo à emergência e ao desenvolvimento, sob a direcção de um homem cuja liderança o mundo engrandece. Finalmente, Senhoras e Senhores, permitam-me, mais uma vez, saudar a vossa presença nesta maravilhosa reunião e agradecer-vos a vossa amável atenção. Obrigado."

ANGOLA: ALTA CORRUPÇÃO NA JUSTIÇA (A HORA DE MARCOLINO MOCO).

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Não entrar no local do crime. O país viu. A fita está lá: “CENA DE CRIME”! Gabinete lacrado, com sinalética vermelha STOP, indiciando o bunker do CRIMINOSO. Quem é? Um suspeito proibido de franquear a zona por suspeição do cometimento de ilícitos incompatíveis com a solenidade das funções, mas com o direito constitucional de um justo processo legal. Por William Tonet Joel Leonardo, presidente do Tribunal Supremo, nega, com a legitimidade que lhe assiste, as acusações, mas age sem higiene intelectual, grudando-se no cargo, quando já todos o consideram um produto tóxico a afastar. Quando no mastro de um tribunal flutua, impune, a bandeira da corrupção, o país está sob o aroma não da solenidade jurídica, mas da “pocilga judicial”. A podridão nos sistemas policial (SIC), judiciário (PGR) e Judicial: Tribunais, Supremo, Constitucional e de Contas tem responsáveis, nominalmente identificáveis: os cativos membros das reformas judiciais (desde 1975), Rui Ferreira, Jú Martins, que cunharam as mãos na indicação dos menos capazes e o próprio Presidente da República, que sofre a maior derrota pessoal. A opção exclusiva de escolha de magistrados sem a devida competência académico-jurídico e ética moral, resultaria, inevitavelmente, mais tarde ou mais cedo, na autêntica balbúrdia que enlameia os tribunais. É um nojo! Num Estado de Direito e Democrático, que Angola infelizmente, não é, se sobre um juiz, recaírem suspeitas, de simples desídia, o facto já é bastante para imediata suspensão. No caso de fortes acusações de crimes de extorsão, suborno, desvio de fundos, abusos de poder e corrupção, o presidente do Tribunal Supremo deveria tomar a iniciativa de abrir as comportas para uma inspecção e salvar o apelido da chacota geral, ante o apego ao poder. No meio da classe, a maioria dos juízes integrantes do Tribunal, prescindiram do voto secreto, no 7 de Março de 2023, sugerindo-lhe, olhos nos olhos, a porta de saída para início das investigações e averiguações, ante os riscos de contaminação geral do plenário. Assim, os juízes “solicitaram à Procuradoria-Geral da República que proceda à abertura de um inquérito relativamente às notícias veiculadas nas redes sociais sobre suposta conduta do Venerando Presidente do Tribunal Supremo, no sentido de serem esclarecidos tais factos”. Declaração inédita! Mas, renitente, cego aos sinais dos tempos, Joel acreditou que com galões de queijo suíço, nariz empinado e “matumbez intelectualoide” continuaria a reinar… Ledo engano. Os juízes, diante da casmurrice, em nome da defesa da independência do órgão e de se “desinfestar” da abjecta submissão ao poder executivo, deliberou no 17.03.23, que: “(…) este deverá afastar-se da Presidência dos Plenários e indicar-se a Veneranda Juíza Conselheira Presidente da Câmara mais antiga, para o efeito, enquanto durarem as investigações em curso. Os Juízes Conselheiros deste Tribunal não abdicam do seu dever de julgar, de tal sorte que só não aconteceu, na sessão de hoje, em virtude do Venerando Juiz Conselheiro Presidente não ter anuído à proposta do Plenário”. Histórica! “Jurisprudência” futura, para o resgate da reputação ilibada, da higiene intelectual e da ética jurídica, nos corredores da magistratura. Quando o Tribunal Supremo ao invés de ser uma trincheira de defesa dos direitos da maioria dos cidadãos, se transforma no epicentro de grupos mafiosos, cartéis da droga, extorsão e corrupção, torna-se quase impossível aos cidadãos distinguir delinquentes e juízes, para descrédito das instituições. Dramático é ainda a revelação de uma câmara e um dos juízes, nos últimos anos, lhe serem distribuídos processos à revelia das regras estabelecidas, para favorecer orientações políticas, violando as mais elementares normas do direito. Os intelectuais, os homens de Direito têm de abandonar a covardia e exigir uma verdadeira varredura na magistratura judicial e do Ministério Público, expulsando a partidocracia incompetente, elegendo juízes com reputação ilibada e notório saber jurídico, traves mestras para ascensão à alta corte judicial. Estes requisitos têm, por exemplo, Marcolino Moco, que emprestaria, nesta fase não só uma lufada de ar fresco como de respeitabilidade nacional e internacional. Ousar a sua eleição para um dos tribunais superiores ou Procuradoria-Geral da República só credibilizaria o princípio da independência dos juízes e tribunais. O antigo primeiro-ministro e professor universitário tem fortes conhecimentos jurídicos, reconhecidos além fronteira e uma higiene intelectual que lhe permite manter a coluna vertebral erecta defendendo em qualquer palco posições de liberdade, justiça e democracia. Mesmo quando acossado, Moco mantém a frieza, urbanidade e ética na réplica aos “mercenários jurídicos”. O poder, sem eufemismo, reconheçamos, não é plural, logo, desfila ABSOLUTO e sem confronto, absolutamente, pisoteando tudo e todos. É hora, depois desta sarrabulhada, em nome da verdadeira independência de poderes e interdependência dos órgãos eleger-se soberanas vontades, para emergir um despartidarizado e republicano sistema judicial. Expurgar as ervas daninhas de juízes subservientes é uma missão de nobreza e é possível, mesmo se sabendo da força do MPLA, para tentar o controlo da máquina da justiça. A indicação de um magistrado com ideias inovadoras e farto conhecimento jurídico, no Tribunal de Contas, Supremo ou Procuradoria-Geral da República é urgente e um teste à defesa de afirmação da incipiente democracia, só ela capaz de combater com credibilidade e isenção, os vários crimes de corrupção, peculato, nepotismo, cujos membros desfilam impunes nos órgãos da Administração do Estado. É uma decisão política difícil, mas possível, porque Marcolino Moco pode resgatar a credibilidade perdida. As indicações num passado recente feitas pelo MPLA, Jú Martins, Rui Ferreira e João Lourenço, para preenchimento da Comissão Eleitoral, que garante chorudos negócios, aos tribunais, de tão ruins, reduziram a margem de se continuar a errar, apostando na incompetência. É evidente que quem não tem princípios democráticos e republicanos dificilmente aposta em homens fiéis à Constituição, mesmo a atípica e às leis, como Moco, mas o país nação pode continuar vergado a vaidades umbilicais, quando a competência é assassinada. Se a carruagem da covardia continuar a ser a opção dos bons, o futuro julgará todos quantos pela omissão ou inacção limitaram-se a gritar por mudanças, apenas quando sentados numa sanita contraindo as nádegas, para delas expelir o que não tem serventia, para a mudança que se impõe… A corrupção nos Tribunais de Contas e Supremo, pese o respeito pela presunção de inocência, aos indiciados é uma lição que não deve ser esquecida nem repetida. Os incompetentes irão desembainhar as armas, por ter ousado indicar um cidadão, que não se deixa manietar, nem aceita o papel de marioneta, para a magistratura, como Marcolino Moco. Fi-lo em consciência, tal como o faria em relação ao reverendo Ntony Nzinga, para numa nova aurora, presidir uma carente Comissão de Pacto de Regime e Reconciliação, para estabelecimento de linhas orientadoras para a elaboração de um Projecto-país, congregando representantes de todos os povos, micro-nações e intelectuais, visando a discussão, sobre a denominação do país; a constitucionalidade das línguas dos povos, a soberania, económica, política e territorial. É preciso engalanar as instituições com a impessoalidade, a legitimidade e a reputação ilibada por ser a hora de se desinfestar a magistratura dos assassinos do direito. fonte: folha8

COM OS OLHOS EM PUTIN, EUA SUAVIZAM CRÍTICAS AO MPLA.

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Restrições à liberdade de imprensa e de expressão, violência contra jornalistas, prisões arbitrárias, abusos das forças de segurança e sentimento de impunidade foram alguns dos problemas identificados em Angola pelo Departamento de Estado norte-americano em 2022. Em breve Vladimir Putin vai dizer o contrário, afagando o ego do MPLA que, como se sabe, tem andado a urinar fora do penico de Moscovo. Orelatório do departamento governamental dos Estados Unidos da América (EUA), hoje divulgado, aponta várias violações no campo dos direitos humanos em Angola, no ano passado, lembrando que foi um ano eleitoral – em que o MPLA, partido no poder desde a independência, em 1975, conseguiu ganhar na secretaria e com a cobertura das suas principais sucursais (CNE – Comissão Nacional Eleitoral e Tribunal Constitucional) com 51% dos votos. Apesar de destacar, como foi solicitado pelo MPLA, que a votação decorreu em geral de forma “pacífica e credível” o documento aponta algumas falhas como a falta de uma Comissão Nacional Eleitoral independente e a falta de transparência do processo eleitoral, em que a cobertura do MPLA foi “tendenciosa” e mais alargada do que a dos outros partidos. O departamento governamental norte-americano identificou também abusos cometidos pelas forças da ordem e assassínios arbitrários, extrajudiciais e ilegais. Nada de novo, portanto. Apontou igualmente as detenções arbitrárias e as más condições das prisões, que colocam os detidos em risco de vida, devido à sobrelotação, falta de assistência médica, corrupção e violência. As prisões angolanas tinham capacidade total para 21.000 presos, mas mantinham aproximadamente 25.000 detidos, dos quais cerca de 10.000 em prisão preventiva. Em causa, no relatório, estão também as restrições à liberdade de expressão e de imprensa, incluindo violência, ameaças de violência ou detenções injustificadas de jornalistas, bem como actos de censura e processos de difamação. Notícias sobre corrupção, má governação, abusos e violações de direitos humanos foram as principias razões para os ataques contra jornalistas, que ocorreram com impunidade, segundo o Departamento de Estado norte-americano. “Os jornalistas relataram mais incidentes de violência, assédio e intimidação em comparação com o ano anterior. Outros jornalistas relataram assédio por parte das autoridades durante a cobertura de manifestações pacíficas e comícios eleitorais”, lê-se no documento. Foram também visados jornalistas que cobriam temas relacionados com ocupações de terras, despejos e demolições, com casos de profissionais da imprensa que foram cercados e agredidos e ficaram sem os seus equipamentos. De acordo com fontes de organizações não-governamentais e da sociedade civil, a polícia prendeu arbitrariamente pessoas que participaram ou estavam prestes a participar de protestos antigovernamentais. Estes detidos eram geralmente libertados após algumas horas, mas eram por vezes acusados de crimes. No capítulo dedicado ao anedotário angolano, o Departamento de Estado dos EUA diz que embora o Governo geralmente respeite a independência e imparcialidade do judiciário, o sistema judicial foi também afectado por fragilidades institucionais, incluindo interferência política no processo de tomada de decisão, havendo igualmente relatos de presos políticos, como os activistas Luther King e o líder do Movimento do Protectorado Português da Lunda Norte, José Mateus “Zecamutchima”, recentemente libertado. “O Governo deu passos significativos no sentido de identificar, investigar, acusar e punir responsáveis que cometeram abusos bem como os que estão envolvidos em corrupção”, salientou o Departamento de Estado. No entanto, “a responsabilização pelos abusos dos direitos humanos foi limitada devido à falta de mecanismos de controlo e equilíbrio, falta de capacidade institucional, cultura de impunidade e corrupção do Governo”, aponta-se. Outro aspecto evidenciado são as demolições forçadas ou expropriação de terrenos sem compensação ou processos judiciais, como aconteceu nos terrenos adjacentes ao novo aeroporto de Luanda. O relatório realçou que tratar da documentação relativa à propriedade dos terrenos “demora anos”, fazendo com que muitas pessoas não tenham títulos relativos aos terrenos ou casas onde habitam há vários anos. No campo da igualdade de género, o documento focou a falta de investigação e responsabilização de autores de actos de violência, bem como crimes contra lésbicas, homossexuais, bissexuais, transgénero e intersexuais. Folha 8 com Lusa

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