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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Brasil reforça influência em Cuba.

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Megaprojeto no Porto de Mariel confirma crescente interesse de elevar cooperação econômica com a ilha caribenha, como deixou claro Dilma em Havana. Para especialistas, governo brasileiro já mira eventual fim do embargo.

Dilma Rousseff e Raúl Castro em Cuba nesta segunda-feira (27/01): cooperação crescente

Brasil e Cuba têm mais em comum do que as críticas aos Estados Unidos – os dois países mantêm uma cooperação especial, que se tornou mais intensa nos últimos anos. Enquanto médicos cubanos desembarcam em território brasileiro, a ilha caribenha recebe produtos agrícolas. Agora, ambos trabalham juntos no megaprojeto do Porto de Mariel, cuja primeira parte foi inaugurada nesta segunda-feira (27/01) pela presidente Dilma Rousseff.
O Brasil se vê no momento como um dos motores do desenvolvimento, ainda que lento, da economia cubana. E mira, segundo especialistas, um eventual fim do embargo americano, que já dura mais de cinco décadas. Em discurso na ilha caribenha, Dilma não escondeu o desejo de reforçar a cooperação com o governo de Raúl Castro.
"Laços profundos unem os nossos países, um sentimento de amizade aproxima nossas sociedades. O Brasil acredita e aposta no potencial humano e econômico de Cuba", afirmou a presidente. "O Brasil quer tornar-se parceiro econômico de primeira ordem para Cuba."
Mais empréstimos
Não é coincidência que o Porto de Mariel, maior projeto de infraestrutura em andamento em Cuba, esteja a cargo de uma empreiteira brasileira, a Odebrecht. O financiamento da obra também tem o governo brasileiro por trás: o BNDES aprovou empréstimos de 682 milhões de dólares para financiar a construção, que tem custo total de 957 milhões de dólares.
Dilma e Raúl na inauguração do Porto de Mariel
Nesta segunda-feira, Dilma ainda ofereceu um crédito adicional de 290 milhões de dólares, dinheiro a ser destinado também para a zona econômica especial do Porto de Mariel. "É a expressão do compromisso brasileiro de apoiar o desenvolvimento econômico de nossos irmãos caribenhos", disse o Itamaraty em nota à DW.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram o crescimento da parceria comercial entre os dois países. As exportações do Brasil para Cuba aumentaram de 80 milhões de dólares em 2003 para 568 milhões em 2012. De janeiro a setembro de 2013, o valor das exportações já atingia cifra próxima a 515 milhões de dólares.
Desde 1998, o BNDES garantiu empréstimos no total de 703 milhões de dólares a empresas brasileiras que investem em Cuba. Em 2013, Cuba foi o terceiro maior destino de financiamentos do banco para exportação de bens e serviços do Brasil. Para especialistas ouvidos pela DW, não há dúvida: os investimentos são estratégicos.
"O porto é visto como uma maneira de se antecipar aos investidores americanos", explica Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV. Segundo ele, tem-se no Brasil a concepção de que numa Cuba pós-Castro a liberalização da economia prosseguirá mais rapidamente e pode levar, em consequência, ao levantamento do embargo americano.
À espera do fim do embargo
A agência de investimentos alemã GTAI já aposta há um bom tempo no relaxamento do embargo a Cuba. Peter Buerstedde, especialista da agência, observa que, como Raúl Castro quer permanecer na presidência apenas até 2018, existem indicações de mudança em médio prazo nos rumos da ilha. "O Porto de Mariel poderá se tornar um centro de logística no Caribe quando os EUA levantarem o embargo", prevê.
A construção do Porto de Mariel em Cuba foi, em grande parte, financiada pelo BNDES
Na próxima reunião de cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), nos dias 28 e 29 de janeiro, em Havana, já são evidentes alguns sinais de uma diminuição das animosidades.
Pela primeira vez, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, aceitou o convite para participar do evento. Insulza quer impulsionar as conversações com Cuba, que foi excluída da organização em 1962 por pressão dos EUA.
"O modo como os EUA lidam com Cuba é visto em toda a região como nada construtivo", explica Stuenkel. Para ele, o Brasil se prepara para entrar no lugar da Venezuela como o principal parceiro do regime cubano. "A Venezuela não consegue mais transferir, em longo prazo, ajuda de grande porte a Cuba, porque luta internamente com seus próprios problemas econômicos."
Na opinião de Stuenkel, a intensidade dos confrontos ideológicos entre a esquerda latino-americana e os Estados Unidos está diminuindo. Sem Hugo Chávez, Cuba não poderia ir muito longe. "Se governo cubano perder um apoio de grande porte, as mudanças em larga escala serão inevitáveis", aposta.
O Ministério das Relações Exteriores já busca, de longa data, fortalecer os laços políticos com Cuba. "As relações Brasil e Cuba atravessam excelente momento. Por trás da cooperação existe uma visão compartilhada", afirmou o Itamaraty à DW. "Nossos governos acreditam que não basta crescer; é preciso promover o desenvolvimento social e melhorar as condições de vida dos mais necessitados."

# DW.DE


França: Pelo menos 150 detidos e 19 polícias feridos em manifestação contra François Hollande.

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(D.R)

Pelo menos 150 pessoas foram detidas e 19 polícias ficaram hoje feridos durante confrontos registados em Paris, no final de uma manifestação a exigir a demissão do presidente francês, disse fonte policial.
A polícia disse que 17 mil pessoas integravam a manifestação, mas os organizadores – um coletivo denominado ‘Dia de Cólera’ que integra movimentos de direita, de extrema-direita e de católicos conservadores – referiram a presença de 120 mil.
Os jornalistas no local consideraram este valor sobreavaliado.
Os organizadores disseram exigir a “demissão imediata” de Hollande, caso contrário o “‘Dia de Cólera’ vai continuar os protestos nas ruas e depois derrotá-lo nas urnas”.
Os manifestantes desfilaram aos gritos de “Não ao casamento homo” ou “Europa secessão, a França é uma nação”.
A manifestação saiu da praça da Bastilha e percorreu cinco quilómetros até ao largo dos Inválidos, onde terminou.
O final da manifestação ficou marcado por confrontos entre as forças de segurança e algumas centenas de jovens, que lançaram projéteis, garrafas, petardos, barras de ferro e caixotes do lixo. A polícia respondeu com granadas de gás lacrimogéneo.
O ministro do Interior francês, Manuel Valls, declarou “condenar firmemente a violência contra as forças de segurança, perpetrada por indivíduos e grupos de extrema-direita, cujo único objetivo é instalar a desordem”. 
# (angop.co.ao)

Cuba: 55 anos de política exterior revolucionaria.

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Cuba receberá a próxima Cúpula da Celac com um histórico de mais de 50 anos defendendo princípios de justiça e soberania na arena internacional

SERGIO ALEJANDRO GÓMEZ

 CUBA é um país pequeno e pobre em recursos econômicos, mas durante os últimos 55 anos tem mantido uma política exterior com alcance e influência global, baseada em princípios e valores revolucionários.
Esta opinião é compartilhada inclusive por seus poucos — embora poderosos — adversários, que não têm podido evitar que se espalhem e diversifiquem os laços forjados com povos e governos do mundo inteiro.
Na própria essência da nação, em sua insularidade e composição multiétnica, estão algumas das claves para compreender a ativa relação que Cuba tem mantido com o exterior ao longo de sua história.
Situada no mar Caribe, região que o dominicano Juan Bosh qualificou de fronteira imperial, nosso país sempre tem estado submetido às tentativas de dominação das grandes potências, desde Espanha e Grã-Bretanha, até os Estados Unidos.
Nestas circunstâncias, o principal interesse nacional, além de qualquer conjuntura, tem sido e é garantir nossa soberania, independência e autodeterminação.
O triunfo da Revolução em 1º de janeiro de 1959 foi o acontecimento histórico que materializou esses objetivos, pospostos por uma república neocolonial dependente dos EUA. A eleição do caminho da construção do socialismo a 90 milhas da principal potência capitalista, fez da consolidação de uma eficiente política exterior um assunto de vida ou morte.

ANTI-IMPERIALISMO, INTERNACIONALISMO, ANTICOLONIALISMO

Os Estados Unidos não podiam permitir o exemplo que Cuba representava para a América Latina e o Caribe, bem como para os países do Terceiro Mundo. Sua política de agressão encaminhou-se a tentar derrubar o novo governo por todas as vias possíveis.
Em Punta del Este, Uruguai, os Estados Unidos reuniram em 1962 os países da Organização de Estados Americanos (OEA) para impor-lhe sua política de isolamento contra a Revolução cubana. Ali, a maioria dos governos das oligarquias locais aderiram aos interesses norte-americanos.

“A OEA ficou desmascarada como o que realmente é: um ministério de colônias ianques”, disse Fidel ao povo, reunido na Praça da Revolução em 4 de fevereiro de 1962, para escutar a Segunda Declaração de Havana.
“Vamos ter a solidariedade de todos os povos libertados do mundo, e vamos ter conosco a solidariedade de todos os homens e mulheres dignos do mundo”, afirmou nesse então o líder cubano.

Cuba teve que olhar a milhares de quilômetros rumo ao leste para encontrar aliados na construção de um novo tipo de sociedade, mais justa e solidária, sobre a base de uma economia subdesenvolvida e mono-produtora.
Por razoes políticas, econômicas e de segurança, as relações com o campo socialista, nomeadamente com a União Soviética, começaram a ocupar um papel predominante na política exterior.

Contudo, jamais se fecharam as portas para melhorar as relações com as nações da América Latina e o Caribe, e inclusive, com os Estados Unidos. De fato, na medida em que nas décadas seguintes as ditaduras militares e os governos de direita aderidos aos interesses dos EUA foram dando passo a forças menos retrógradas, a Revolução criou importantes espaços de intercâmbio com seu espaço geográfico natural.
Além disso, Cuba apoiou a causa dos países do Terceiro Mundo e foi membro fundador, de vez que ator de peso, no Movimento de Países Não-Alinhados, que presidiu por primeira vez entre 1979 e 1983, em pleno auge da guerra fria.

Os combatentes e cooperantes cubanos ofereceram sua ajuda desinteressada a várias nações que lutavam por sua independência, principalmente na África e na América Latina, como prova dos princípios anti-imperialistas e anticolonialistas da Revolução. Além disso, dezenas de milhares de médicos, professores e assessores civis de diversos tipos colaboraram com o desenvolvimento social e econômico dos países do Sul.
A independência de Angola e Namíbia, o começo do fim do apartheid, a formação de milhares de profissionais que educavam, salvavam vidas ou construíam seus novos países, são só alguns dos sucessos que se podem contar nesta etapa.

A política exterior, como a Revolução mesma, tinha seus ideais. Essa realidade, embora tardiamente, foi reconhecida inclusive nas fileiras inimigas. “Castro era talvez o líder revolucionário no poder mais genuíno daqueles momentos”, escreveu em suas memórias o político estadunidense Henry Kissinger.

ROMPER O CERCO

No início de 1990, a desintegração da União Soviética e o colapso do campo socialista representou um duro golpe para Cuba, que de repente perdeu seus principais mercados e fontes de fornecimentos essenciais.
Os setores mais extremistas e anticubanos nos Estados Unidos, ante a impossibilidade de dar a estocada final, acirraram o bloqueio com a aprovação da Lei Torricelli, em 1992, e a Helms-Burton, em 1996, entre outras medidas. Ao mesmo tempo, destinaram centenas de milhões de dólares extras à subversão e criação de uma suposta dissidência interna.
Contra todos os prognósticos daqueles que contavam os dias finais da Revolução, Cuba não só conseguiu resistir, senão que ficou fortalecida em diversas frentes.

As relações com os países do Sul ganharam auge, especialmente com a América Latina e o Caribe, Ásia e África. Com isto, deu-se continuidade aos nossos princípios e propósitos nos organismos internacionais, foi privilegiada a busca da paz, a decisão da integração e da colaboração.

As políticas agressivas, ilegais e extraterritoriais de Washington foram tão arrogantes, que suscitaram um quase unânime repúdio internacional e levaram a níveis maiores a solidariedade com Cuba, inclusive em países tradicionalmente aliados dos norte-americanos.
Exemplo disto são as votações da Assembleia Geral das Nações Unidas que desde o início de 90 condenam anualmente o bloqueio estadunidense: se em 1992, 59 países votaram a favor, três contra e a imensa maioria, 71, abstiveram-se; em 1997 (um ano depois da aprovação da Hels-Burton), 143 países votaram a favor, três contra e 17 abstenções.

Apesar das vicissitudes econômicas, a solidariedade cubana multiplicou-se. Inclusive durante os anos mais difíceis do período especial, Cuba não hesitou em pôr a disposição dos povos do mundo seu capital humano, e até seus poucos recursos econômicos. Esse foi o caso da ajuda médica gratuita oferecida a vários países da América Central que foram devastados pelos furacões George e Mitch, em 1998.

As escolas continuaram abertas não só para os cubanos, mas para milhares de estudantes estrangeiros que compartilharam necessidades para formar-se como engenheiros, professores e outras profissões.

SUCESSOS E AMEAÇAS DE UM NOVO SÉCULO

A primeira década do século 21 iniciava com um fato que abalou os alicerces da nação: a luta pelo retorno do garoto Elián González, retido ilegalmente nos Estados Unidos. Nesta ocasião, o povo saiu para as ruas em massa, em manifestações que não cessaram até que seu pai, Juan Miguel González, tocou solo cubano com seu filho nos braços.

A década também trouxe novas ameaças. Durante oito anos, o povo teve que suportar o governo do republicano George W. Bush, talvez o pior presidente que os Estados Unidos tenha tido, e que iniciou uma das etapas mais negras da política exterior norte-americana.
Guerras preventivas, danos colaterais, cárceres secretos, torturas a prisioneiros, tornaram-se termos comuns em seu mandato.O atentado contra o World Trade Center de Nova York foi utilizado para desatar uma guerra paranóica contra um novo e escorregadiço inimigo: o terrorismo.

A política hostil levada a cabo pelos Estados Unidos constituiu uma ameaça direta, pois a Ilha “passou a fazer parte do grupo de 60 ou mais cantos escuros do mundo” acusados de patrocinar o terrorismo, e portanto sujeitos a uma “guerra preventiva”.
Os argumentos eram ridículos. Mais de meio século de agressões dos EUA contra a Revolução, eram mais que suficientes para provar que esse país pratica com sistematicidade o terrorismo de Estado para conseguir seus objetivos.

Além disso, em território norte-americano se hospedaram e protegeram organizações terroristas e criminosos que causaram morte e destruição em Cuba, como Luis Posada Carriles e Orlando Bosh, e muitos outros.

Em lugar de detê-los e julgá-los por seus crimes, as autoridades estadunidenses se dedicaram a perseguir e deter um grupo de jovens cubanos cuja missão era obter informação sobre essas mesmas estruturas terroristas que punham em perigo a segurança dos cidadãos.
A partir desse momento, Cuba leva a cabo uma batalha pela libertação dos Cinco cubanos, declarados Heróis no país, batalha que virou centro do conflito histórico com os Estados Unidos e um dos pontos mais importantes de sua política exterior.
A campanha internacional pela liberdade destes antiterroristas, que leva já mais de 15 anos, tem reunido mostras de solidariedade no mundo todo, inclusive dentro de importantes setores da sociedade civil norte-americana.

Por outro lado, e como ratificação de seu protagonismo nas causas do Terceiro Mundo, Cuba assumiu em 2006 novamente a presidência do Movimento de Países Não-Alinhados.
Ao longo da primeira década do século, a Ilha teve importantes sucessos na esfera multilateral como as condenações em massa contra o bloqueio estadunidense na Assembleia 
Geral das Nações Unidas.

Após a eliminação da antiga Comissão de Direitos Humanos, foi eleita como membro pleno do novo Conselho de Direitos Humanos, onde os EUA não tinham cadeira, o que deitou por terra a justificação que esgrimiam para manter sua política de agressões e subversão, evidenciando seus verdadeiros interesses e objetivos.

FIM DA LONGA NOITE NEOLIBERAL

Durante os primeiros dez anos do século 21, a América Latina e o Caribe sofreram uma transformação radical que mudou a correlação de forças, até então dominada pela direita e o neoliberalismo.
Nesse período de tempo, como tem dito o presidente equatoriano Rafael Correa, acabou “a longa noite neoliberal” que tinha colocado na miséria as grandes maiorias, enquanto enriquecia uns poucos privilegiados.

A chegada de Hugo Chávez à presidência venezuelana em 1999, e o triunfo posterior de movimentos progressistas e de esquerda na Argentina, Uruguai, Brasil, Equador, Bolívia, Paraguai e Nicarágua, e outros, criaram um novo ambiente de cooperação e intercâmbio entre os países da região. No início de novembro do ano 2005, na cidade argentina de Mar del Plata, teve lugar um ponto de inflexão que evidenciou os novos ares que corriam. Ali foi desterrada a ALCA que o EUA propunham para criar um espaço de livre comércio em todo o continente.

Meses antes, tinha tido lugar outro acontecimento em prol da união dos povos latino-americanos. Em dezembro de 2004 o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, e o líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, assinaram a Declaração Conjunta para a criação da Alternativa Bolivariana para os Povos da América (ALBA), realizando-se em Havana a primeira cúpula deste organismo.

Nos anos posteriores aderiram a esta iniciativa a Bolívia, Nicarágua, Dominica, Equador, São Vicente e as Granadinas, Antígua e Barbuda e Honduras. Este último país abandonou o organismo em 2009, após o golpe de Estado que tirou do poder o presidente constitucional Manuel Zelaya.

“Afirmamos que o princípio cardinal que deve guiar a ALBA é a solidariedade mais ampla entre os povos da América Latina e o Caribe, com base no pensamento de Bolívar, Martí, Sucre, O’Higgins, San Martín, Hidalgo, Petión, Morazán, Sandino e muitos outros próceres, sem nacionalismos egoístas que neguem o objetivo de construir uma Pátria Grande na América Latina, segundo o sonharam os heróis das nossas lutas emancipadoras”, expressa seu documento constitutivo.

SOLIDARIEDADE: PRINCÍPIO E FIM

Neste novo cenário e depois de deixar atrás as mais graves vicissitudes econômicas, o alcance da cooperação internacionalista cubana virou exemplo do que um país pode conseguir quando atua por princípios de justiça.

Surgiu o Programa Integral de Saúde que buscava estender os serviços médicos a uma centena de países, fundamentalmente África e América Latina. Isto também incluía a formação e capacitação de recursos humanos nas áreas onde trabalham os médicos cubanos como na Ilha. A Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), que no ano letivo 1999-2000 contava com mais de 3 mil estudantes de 23 nações, multiplicou as matrículas para converter jovens pobres em médicos para suas próprias comunidades.

Em 2005, as graves inundações provocadas pelo furacão Katrina nos Estados Unidos, motivaram que Cuba organizara a Brigada Médica Henry Reeve, batizada assim por Fidel em honra a um médico nova-iorquino que lutou pela independência de Cuba.

Essa brigada, rejeitada pelos norte-americanos, começaria a trabalhar pouco tempo depois no Paquistão, afetado por um forte terremoto, considerado a pior catástrofe natural desse país, com um saldo aproximado de 80 mil mortos e mais de 3 milhões de desabrigados.
A brigada Henry Reeve assumiu a partir desse momento mais de uma centena de missões ante a ocorrência de terremotos, cheias e outras situações de catástrofes na Guatemala, Paquistão, Bolívia, Indonésia, Belize, Peru, México, Equador, China, Haiti, El Salvador e Chile.
Se bem o setor da saúde tem sido o navio insigne da cooperação internacional, noutras áreas como a educação a contribuição também tem sido importante. Mediante o programa cubano Sim, eu Posso, desenvolvido por especialistas da Ilha no início da década, foram alfabetizados milhões de pessoas adultas no mundo todo.

Além disso, como parte da ALBA, Cuba e Venezuela têm levado a cabo missões internacionais de maneira conjunta, como é o caso da Operação Milagre, que tinha como objetivo operar 6 milhões de pessoas de diferentes padecimentos oftalmológicos em dez anos. O plano começou na Venezuela e abrangeu uma trintena de países da América Latina, Caribe, Ásia e África.
Os profissionais também cumpriram em território venezuelano Missões sociais que têm mudado a fisionomia desse país. Como é o caso do programa Bairro Adentro, que significou o acesso à saúde de milhões de cidadãos pobres dessa rica região.

A cooperação internacional cubana, por seu alcance e importância, virou elemento principal nas relações de Cuba com o Terceiro Mundo.
Sem abandonar os princípios solidários que sempre a tem guiado, tem-se transformado num sistema de cooperação sul-sul, com benefício para ambas as partes.

UMA CÚPULA HISTÓRICA

A 2ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) que terá lugar em Havana, nos finais deste mês de janeiro, constitui um acontecimento histórico. Com ela terminará a presidência Pro Tempore anual do nosso país à frente do primeiro organismo que agrupa as 33 nações independentes da América Latina e o Caribe, sem depender de nenhum fator externo.

Em 2008, em resposta a um chamado do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, os países que hoje integram a Celac reuniram-se na Costa do Sauípe, Brasil.
Ali foi decidida a incorporação de Cuba ao Grupo do Rio e acordou-se formar uma união da América Latina e o Caribe sem a presença dos Estados Unidos.
Cuba participou ativamente da discussão para a criação do que hoje conhecemos como a Celac, que teve sua primeira cúpula em Caracas, dezembro de 2011.

Sua constituição, qualificada por Fidel castro como o fato institucional mais importante do último século, demonstrou a madurez da região para conseguir um novo paradigma  de integração com inclusão social, não só baseado em seus interesses mercantis. O fato de que Cuba tenha sido o segundo país selecionado para assumir a presidência não é casual, mas sim o reconhecimento da validez e permanência dos princípios, valores e objetivos da política exterior cubana ao longo de mais de meio século.

Também constitui uma mensagem direta de unidade da região contra as agressões que Cuba sofre por parte dos Estados Unidos. Um país que tem ficado totalmente isolado em sua política de bloqueio e subversão.

# granma.cu

domingo, 26 de janeiro de 2014

Nigéria prepara-se para realizar eleições presidencial e de deputados da Assembleia Nacional em 14 de fevereiro de 2015.

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A Nigéria prepara-se para realizar a sua próxima eleição presidencial em 14 de fevereiro de 2015 disse a comissão eleitoral nesta sexta-feira, com o cabeça em exercício da Presidência do Estado, Goodluck Jonathan esperando para conquistar um segundo mandato.

"A comissão agendou eleições presidencial e de deputados da Assembleia Nacional para 14 fevereiro de 2015 ", disse em um comunicado a Comissão Eleitoral Nacional Independente ( CENI ).

A comissão disse que as eleições para governadores e  para deputados estaduais serão realizadas em 28 de fevereiro do próximo ano .

Também fixou 21 de junho e 09 de agosto deste ano para as eleições para governador em Ekiti e Osun, dois estados, no sudoeste do país, onde novas eleições ocorrerão quando expira o mandato dos titulares.

Jonathan assumiu o cargo em maio de 2010, depois de ter sido nomeado como vice-presidente para assumir o cargo com a morte de seu antecessor, Alhaji Umaru Yar'Adua. Ele foi eleito para permanecer por um mandato de quatro anos, em 2011.

Embora ele não tenha declarado publicamente a sua ambição de continuar, mas ele é amplamente esperado para conquistar um novo mandato na eleição a ser realizada no Dia dos Namorados no próximo ano.

A Nigéria é o país mais populoso da África e o seu maior produto de exportação é o petróleo. Ele detém influência regional significativa.

O país, no entanto, também tem uma longa história de práticas ilícitas eleitorais e violência, e está passando por tensões ao norte, onde tem vindo a trabalhar para esmagar uma revolta liderada pelo grupo islamita Boko Haram.

# africareview

O recém eleito Presidente de Madagascar escapa da explosão de uma bomba após o seu empossamento.

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A explosão ocorreu a 200 metros, do local onde o presidente Rajaonarimampianina (foto) fora empossado. FOTO | RAVISON RIVONALA.

A explosão de uma bomba matou um e feriu muitas pessoas na capital Antananarivo, neste sábado, no dia da posse do novo Presidente eleito Hery Rajaonarimampianina.

Uma criança de 4 anos, também disse ter sido gravemente ferido na incidência. Ainda não se sabe o número exato de feridos.

Respondendo para os jornais, o novo presidente de Madagascar Hery Rajaonarimampianina lamentou a violência que ocorreu nesta sábado depois de sua posse como o primeiro líder eleito pós-golpe na ilha.

"Isto é violência, e não podemos tolerar isso em todas as suas formas ", disse o novo presidente depois de visitar os feridos no hospital da capital Antananarivo.

"É um Estado de Direito, é uma autoridade do Estado ", e, portanto, " não podemos aceitar esse tipo de violência ", disse o presidente, prometendo que os investigadores irão levar os criminosos à justiça.

A explosão de granadas ocorreu a cerca de 200 metros ( metros) do estádio onde Rajaonarimampianina tinha sido empossado horas antes com vários dignitários estrangeiros presentes.

O ministro da Saúde do governo cessante, Olga Ramaroson, disse que 38 pessoas foram internadas no hospital.

# africareview.com


sábado, 25 de janeiro de 2014

Política de imigração a pretexto de "Novas diretrizes em tempos de paz".

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Política de imigração a pretexto de

A Escola da Noite discute política de imigração a pretexto de "Novas directrizes em tempos de paz “.

 A Escola da Noite apresenta em Coimbra, entre 30 de Janeiro e 2 de Fevereiro, uma curta temporada do espectáculo "Novas diretrizes em tempos de paz", de Bosco Brasil. A história do emigrante polaco que tenta entrar no Brasil em 1945 serve de pretexto para dois debates sobre a política de imigração em Portugal e na Europa, organizados em parceria com a Licenciatura em Relações Internacionais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Pelo Teatro da Cerca de São Bernardo passarão investigadores, representantes de associações de imigrantes e deputadas do Parlamento Europeu, nas noites de quinta-feira e sábado.

"Novas diretrizes em tempos de paz", peça do dramaturgo brasileiro Bosco Brasil, passa-se em 1945, quando a II Guerra Mundial está perto do fim. Clausewitz é um emigrante polaco, que tenta recomeçar a sua vida no Brasil. No porto do Rio de Janeiro, depara-se com o oficial da alfândega, Segismundo, que desconfia das suas intenções e se recusa a permitir-lhe a entrada no país.

O espectáculo é a 59ª produção d'A Escola da Noite e estreou em Janeiro de 2013, com a presença do autor. Depois de uma intensa digressão nacional e internacional, que incluiu apresentações no Rio de Janeiro (Brasil) e em Luanda (Angola), o espectáculo apresenta-se em 2014 com um novo elenco: a Igor Lebreaud (Clausewitz) junta-se agora o actor Jorge Loureiro, no papel de Segismundo, sob a direcção de António Augusto Barros.

Antes de voltar "à estrada", A Escola da Noite quis mostrar esta nova versão ao público de Coimbra, agendando quatro sessões que terão lugar entre 30 de Janeiro e 2 de Fevereiro - de quinta a sábado às 21h30 e no domingo às 16h00. São praticados os preços e as condições habituais - 5 a 10 Euros - e é aconselhável efectuar reserva antecipada de lugares imigração em Portugal e na Europa.

Escrito em 2001, o texto tem sido apresentado em vários países do mundo e servido de pretexto para debates e conversas sobre temas relacionados com as migrações. Na primeira temporada do espectáculo, a companhia discutiu a questão dos refugiados, em colaboração com o Comité Português para os Refugiados. Nesta nova temporada, A Escola da Noite quer abordar a política de imigração em Portugal e na Europa.

Numa altura em que às tragédias humanitárias sistematicamente ocorridas na costa mediterrânica se vêm juntar crescentes restrições à permanência de cidadãos europeus noutros países comunitários, parece particularmente oportuno conhecer e discutir a evolução recente das principais tendências migratórias, as leis que vigoram neste domínio e, sobretudo, os impactos sociais e humanos da e da sua aplicação.

Os debates organizam-se em duas sessões, nas noites de quinta-feira e sábado. Na quinta-feira discutir-se-á a imigração em Portugal, com os contributos de Maria João Guia, autora da tese de doutoramento "Imigração, crime violento e crimigração", Gustavo Behr, vice-presidente da Casa do Brasil de Lisboa, e José Manuel Pureza, professor universitário e investigador em Relações Internacionais.

No sábado, dia 1 de Fevereiro, terá lugar um debate sobre a política de imigração na Europa com deputados/as do Parlamento Europeu. Estão já confirmadas as presenças de Ana Gomes (PS), Inês Zuber (PCP) e Marisa Matias (BE). A moderação estará a cargo de Ana Cristina Santos, co-coordenadorado Doutoramento em Direitos Humanos nas Sociedades contemporâneas do Centro de Estudos Sociais da Universidadede Coimbra.Os debates começam imediatamente após apresentação do espectáculo e a entrada é gratuita.


TCSB Janeiro - Fevereiro/2014

# pravda.ru

Conheça a brilhante carreira do actual Técnico do Milan ( Itália).

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Clarence Seedorf

Ajax

Em 1992, ele se tornou o jogador mais jovem a vestir a camisa do time profissional do Ajax. Seedorf fez história no Ajax da Holanda, sendo campeão e eleito craque do time chamando atenção do mundo inteiro pela sua idade, potencial e maturidade em campo.

Sampdoria

Em 1995, Seedorf se transferiu ao Sampdoria, onde jogou apenas um ano. Ele não conquistou títulos, mas foi suficiente pra chamar atenção do Real Madrid por carregar a equipe italiana nas competições, segundo a mídia esportiva.

Real Madrid

Seedorf foi para o Real Madrid em 1996, onde, na sua primeira temporada, ajudou a equipa a recuperar o título de La Liga. Na sua segunda temporada (1997-98), ele desempenhou um papel importante no sucesso da equipa na Liga dos Campeões ajudando o Real Madrid a conseguir uma vitória por 1-0 sobre a Juventus na final, o segundo título da Liga dos Campeões de sua carreira. Ainda jogando no Real Madrid, Seedorf marcou um gol de fora da área contra o Atlético de Madrid, um tiro de cerca de 45 metros de distância.
A magia de Seedorf no Real Madrid tornou-se menos proeminente após a chegada do treinador holandês Guus Hiddink na temporada 1998-99 e terminou quando ele foi transferido de volta para a Itália durante a temporada 1999-2000, desta vez para a Internazionale, por uma taxa de cerca de 44 milhões liras italianas (cerca de 23 milhões de euros).
Foi no Real que ele revelou uma maneira diferente de atuar pela faixa direita do gramado. Marcando, armando e chutando com a mesma precisão, confudia a cabeças dos comentaristas, que não sabiam se ele era lateral, volante, meia ou atacante.

Internazionale

Apesar de ajudar a Internazionale para a final da Copa Italia em 2000, um jogo que acabou por perder, Seedorf não pôde ajudar a trazer nenhum troféu importante para o clube. No entanto, ele será lembrado por muitos fãs do Inter por seus dois golos contra o Juventus de Turim em um empate 2-2 em 09 de Março de 2002, ambos em excelentes chutes de longa distância.

Milan


Depois de dois anos com a Internazionale, Seedorf passou para os rivais da cidade em 2002, trocado por Francesco Coco.Em Milão, Seedorf formou uma parceria formidável no meio-de-campo com Gennaro Gattuso e Andrea Pirlo, que começou desde a temporada 2002-03. Sob a orientação do técnico Carlo Ancelotti, seu papel era o de apoiar um meia-atacante, fosse ele RivaldoRui CostaKaká ou Ronaldinho.

Ele ganhou a Copa Italia com o Milan em 2003, que foi a primeira vez que havia vencido a competição em 26 anos. Na mesma temporada, Seedorf ganhou sua terceira medalha na Champions League, para se tornar o primeiro jogador a ganhar a Liga dos Campeões com três clubes diferentes. O Milan bateu a Juventus na disputa por pênaltis, após um empate em 0-0, apesar de Seedorf ter perdido sua penalidade.

Na temporada seguinte, 2003-04, Seedorf jogou um papel no Milan, que ganhou Serie A. Foi também o título da liga Seedorf quarta nacionais vitória da sua carreira, depois de seu título, dois holandeses Ajax e ganha com a vitória de um espanhol com o Real Madrid.
Seedorf teve um papel importante na campanha do Milan rumo à final da UEFA Champions League 2004-05.  Ele começou jogando a grande final contra o Liverpool, realizada em Istambul, que viria a se tornar um jogo histórico. O Milan, após terminar o primeiro tempo com uma vantagem de 3-0 no placar, acabou por ceder o empate no segundo tempo, perdendo o título na disputa por pênaltis. Seedorf não cobrou nenhum desses pênaltis. O Milan também terminou em segundo lugar na Serie A 2004-05, perdendo o Scudetto para a Juventus.
Calciopoli, como ficou conhecido o escândalo da Serie A 2005-06, enfraqueceu o clube, mas foram autorizados a continuar na UEFA Champions League da temporada seguinte, o que levou seus melhores jogadores de permanecer no clube. Ele jogou o seu 100º jogo na Liga dos Campeões em 4 de dezembro de 2006, numa partida contra o Celtic. Seedorf e Kaká tornaram-se cada vez mais impressionantes, para marcar e fornecer os golos que levou o Milan a classificar-se contra Bayern de Munique e Manchester United, chegando a final da Champions League 2006-07, mais uma vez contra o Liverpool, vencendo-os por 2-1, em Atenas, com Seedorf vencendo pela quarta vez o torneio. Ao fim do torneio, foi eleito o melhor meia da Liga dos Campeões. Nesse mesmo ano, fez parte do elenco que venceu a Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2007. Ele acabou ganhando a Bola de Prata da competição.

Botafogo( Brasil )

2012

Em 30 de junho de 2012, Seedorf assinou um contrato de dois anos com o Botafogo e vai receber no total o valor de R$ 18,3 milhões. Seedorf recebeu diverssas propostas do mundo inteiro, inclusive de rivais do Milan como a Juventus, mas prevaleceu o sonho dele de ser campeão e fazer história em uma grande equipe no futebol brasileiro.
O jogador holandês fez sua estreia em 22 de julho de 2012, diante do Grêmio, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em seu quarto jogo com a camisa do Botafogo, marcou seu primeiro gol pelo Glorioso, numa bela cobrança de falta contra o Atlético Goianiense. O primeiro gol no Engenhão, casa do Botafogo, foi marcado contra o Sport,partida vencida pelo alvinegro por 2 x 0, em partida válida pelo 1º turno do Campeonato Brasileiro de 2012. Contra o Cruzeiro Esporte Clube, fez sua melhor partida, marcando dois gols e dando o passe para outro, em partida válida pelo segundo turno do campeonato brasileiro de 2012, partida em que o Botafogo venceu de virada por 3 a 1. Contra o Corinthians, outra bela atuação, marcou os dois gols do empate em 2 a 2 contra o time paulista.

2013

Em 27 de janeiro de 2013 Fez um passe para Bolívar empatar o jogo contra o Fluminense no Engenhão, após dois toques na bola passou para o zagueiro fazer o gol do empate por 1 a 1. Jogou mais uma partida contra o Audax Rio e sua equipe venceu o jogo por 4 a 0 fora de casa e marcou um hat-trick em 3 de fevereiro, contra o Macaé, jogo vencido por sua equipe por 3 a 1 de virada. Após concretizar a marca, Seedorf chorou e dedicou o gol à avó, que morrera dez dias atrás. Marcou mais um gol em 7 de fevereiro, contra o Resende, também dando passe para o segundo gol do Botafogo no jogo. Sua equipe venceu o jogo por 4 a 2 em casa. Em 10 de março, após a vitória botafoguense sobre o rival Vasco da Gama por 1 a 0, Seedorf levantou seu primeiro título com a camisa alvinegra, a Taça Guanabara.
Após o título do primeiro turno estadual, o ex-craque do Milan e da seleção holandesa - assim como o próprio Seedorf - Ruud Gullit se disse orgulhoso pelo sucesso do conterrâneo em solo brasileiro. Ao campeão europeu com a Laranja Mecânica em 1988:
" Vi o jogo e tivemos uma festa juntos também, estou muito orgulhoso dele por ser um holandês jogando no Brasil. Não foram muitos que fizeram isso, então por isso tenho muito orgulho dele."
Em 24 de março, Marcou um gol na vitória por 2 a 1 contra o Madureira fora de casa e no mesmo jogo foi expulso pela primeira vez dentro de campo no final do jogo após demorar a sair de campo depois de ser substituido. Fez o primeiro gol do Botafogo de cabeça na goleada por 4 a 1 em 14 de abril, com gols de seus companheiros Lodeiro e Vitinho. Támbem marcou na semi-final contra Resende em vitória por 5 a 0, e no dia seguinte segundo o jornal italiano 'La Gazzetta dello Sport' Seedorf poderá assumir o cargo de técnico no Milan em caso de não classificação para a próxima edição da Champions. Voltou a marcar no campeonato brasileiro contra a Ponte Preta na vitória por 2 a 0 fora de casa chegando a marca de seu 10º gol pelo Botafogo em campeonatos nacionais.

Aposentadoria

Depois da demissão o técnico Allegri do comando do Milan, ocorreram muitas especulações de que Seedorf seria o novo técnico do clube italiano. No dia 14 de janeiro de 2014, Seedorf anunciou em uma coletiva sua aposentadoria dos gramados.
" Vou parar de jogar futebol depois de 22 anos. Foi uma noite difícil, mas estou satisfeito com o que fiz na minha carreira, no que fiz com o Botafogo. Objetivo de voltar a sonhar, a entrar na Libertadores após 17 anos. Minha felicidade de poder ter deixado também em campo resultados importantes. Carioca foi um começo. Não acabou mal. Conseguimos a vaga na Libertadores. Todos aqui merecem."
Depois de anunciar sua aposentadoria, Seedorf confirmou que será o novo treinador do Milan.

Seleção Nacional

Seedorf sempre foi destaque na seleção e sempre ajudou o time dos Países Baixos a disputar títulos,inclusive ajudou a equipe a chegar na semifinal da Copa do Mundo de 1998. Em 2006, Seedorf preferiu dar chances aos mais novos na copa do Mundo, mesmo jogando as eliminatórias da competição e em alto nivel até então. Inclusive, muitos jornalistas acreditam que a Holanda teria mais chances de conquistar a sua primeira Copa do Mundo,caso o meia jogasse a copa de 2006, onde a Holanda era uma das favoritas e em 2010, quando chegou a final perdendo apenas nos detalhes. A sua carreira e o seu futebol em alto nivel comprovavam isso. Em 2012, o técnico da Holanda, Louis Van Gaal, convidou Seedorf a ser embaixador da seleção durante a Copa no Mundo no Brasil, por causa do seu currículo, disciplina e por está jogando no Brasil.
Seedorf também já atuou pela Seleção do Suriname em jogos não oficiais.
O craque Tostão definiu às vésperas da Copa do Mundo de 1998 "Se o Brasil tivesse um Seedorf, o nosso problema de meio-campo estaria resolvido". Para muitos, numa geração que tinhaPatrick KluivertDennis BergkampMarc OvermarsPhillip CocuEdgar DavidsFrank e Ronald de Boer, Seedorf era o melhor.

Vida pessoal

É casado com a brasileira Luviana e fala português fluentemente, francêsinglêsitaliano e espanhol, e também holandês por ser a língua falada no Suriname. Também tem familiares que jogam futebol, são eles: Chedric Seedorf, seu irmão que joga no Monza, seu sobrinho Regilio Seedorf, que atualmente joga no Gandzasar, e seus primos, o Jurgen Seedorf, que atualmente está sem clube e o Stefano Maarten Seedorf que joga no Alecrim-RN.
Seedorf ao lado de Máxima ZorreguietaWillem-Alexander.

Outros trabalhos


Após um curto período no marketing da empresa Araujo Abreu Engenharia no Brasil, Seedorf se interessou no trabalho relacionada à mídia nos últimos anos. Ingressou na equipe da BBC cobrindo a Copa do Mundo 2010 na África do Sul, trabalhando como comentarista de televisão. Ele também apresentou uma série de recursos para a cobertura da BBC, incluindo um sobre Robben Island. Ele também se juntou ao BBC por sua cobertura no Match of the Day ao vivo da Eurocopa de 2012. Seedorf foi amplamente elogiado por sua contribuição para a cobertura da BBC, junto ao Daily Mail. Ele também fez aparições em Match of the Day 2 durante o intervalo de cado jogo do campeonato inglês.

Por causa de sua forte ligação com o país de Suriname, onde Seedorf nasceu, ele está envolvido em muitos projetos de desenvolvimento social lá. Ele construiu o seu próprio instituto Clarence Seedorf Stadium no distrito do Pará no Suriname. Neste estádio do Pará Juniors na Liga do Suriname está sendo realizada e as equipes da Suri Profs & Irmãos jogar lá regularmente. Com os Campeões para Fundação Children ele apóia projetos para boas causas no Suriname. Para isso, Suriname honrou-o a Comando da alta Ordem da Estrela Amarela e, recentemente, em 2011, a Holanda também homenageou a Cavaleiro da Ordem de Orange-Nassau (OON).

Em 5 de junho de 2009, Seedorf anunciou numa conferência de imprensa após um encontro com Nelson Mandela, que ele se tornou mais recente Campeão do Legado da Fundação Nelson Mandela. Ele se junta a Patrice Motsepe, Tokyo Sexwale, David Rockefeller, Peggy Dulany e Bill Clinton, que também são membros de um seleto grupo de filantropos que estão ajudando a garantir o legado de Mandela.

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