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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

terça-feira, 18 de julho de 2017

GOVERNO DA GUINÉ-BISSAU LANÇA CONSÓRCIO PARA GERIR CABO SUBMARINO DE FIBRA ÓTICA

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


O Governo da Guiné-Bissau lançou hoje o consórcio que vai gerir o cabo submarino que vai trazer Internet de "melhor qualidade" ao país dentro de 18 meses, mas os trabalhadores da Guiné Telecom criticaram a iniciativa.

O consórcio designado Bissau Cabo, empresa que vai gerir o cabo submarino, é integrado pelas operadoras dos telemóveis móveis Orange (francesa) e MTN (sul-africana), com 51%, enquanto o Estado guineense detém os restantes 49%.

Na assinatura do memorando que cria o consórcio, o ministro dos Transportes e Telecomunicações, Fidélis Forbs disse que o projeto "é estruturante e que vai ajudar ao desenvolvimento" do país.

A representante do Banco Mundial (BM) em Bissau, Kristina Svenson, considerou como "muito importante" o projeto da instalação do cabo submarino, que irá trazer "Internet de melhor qualidade, mais rápida e mais barata" à Guiné-Bissau, dentro de 18 meses, enfatizou.

Svenson destacou o facto de, durante o exercício do ano passado, entre o Banco Mundial e a Guiné-Bissau, o projeto do cabo submarino ter sido "metade do portfólio" da instituição na sua relação com o Governo guineense.

A responsável salientou que o BM desbloqueou 35 milhões de dólares (30,5 milhões de euros) para o projeto.

Os trabalhadores da Guiné Telecom criticaram a forma como o Governo partilhou o capital social da nova empresa.

David Mingo, presidente do sindicato dos trabalhadores da Guiné Telecom, disse ser "inaceitável e incompreensível" que o Estado guineense "seja minoritário" num consórcio por si criado para gerir "uma infraestrutura tão importante" como é o cabo submarino.

Aquele dirigente sindical antevê ainda o fim da Guiné Telecom, porque, enfatiza, serão duas empresas estrangeiras que vão gerir o cabo da fibra ótica do país o que, alerta, será "um desastre" para a própria Guiné-Bissau.

"Em todos os países do mundo a empresa do Estado, neste caso a Guiné Telecom, é que gere toda a rede base do sistema de telecomunicações", defendeu David Mingo.

A Guiné Telecom deixou de operar desde o inicio dos anos de 2000 devido a problemas de gestão da empre

Conosaba/Lusa

MOÇAMBIQUE: Negociação de paz é único ponto positivo consensual na governação de Nyusi.

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Em entrevista à DW África, o CIP considera que dizer que, nestes dois anos e meio, "o país voltou aos carris é uma falácia”. Já o analista Egídio Vaz frisa o papel do Presidente moçambicano na garantia da paz no país.
fonte: DW ÁFRICA
Mosambik Filipe Nyusi (DW/B. Jequete)
O Presidente moçambicano Filipe Nyusi completou este fim de semana dois anos e meio do seu mandato e aproveitou a data para fazer um balanço do seu trabalho. Num documento distribuído à imprensa, Filipe Nyusi mostrou-se "orgulhoso” do trabalho desenvolvido desde o dia em que tomou posse, a 15 de janeiro de 2015, e evidenciou os progressos do país em áreas como a agricultura, saúde, educação, turismo e acessibilidades. No entanto, nem todos parecem partilhar da visão "otimista” do Presidente Nyusi.
Em entrevista à DW África, Edson Cortez, do Centro de Integridade Pública (CIP), afirma que dizer que, nestes dois anos e meio de governação de Filipe Nyusi, "o país melhorou e voltou aos carris, constitui uma falácia”. Segundo este responsável, o único ponto positivo a apontar à governação de Nyusi é o "calar das armas". "Os passos que foram dados ao nível das negociações entre o Presidente Nyusi  e o presidente do partido RENAMO é um dos poucos aspectos positivos da sua governação porque, contrariamente ao seu antecessor, Nyusi mostrou maior proatividade para resolver este assunto”, deu conta.
De resto, o CIP entende que "Moçambique não está melhor e está a atravessar uma crise profunda”. E Edson Cortez dá exemplos de alguns dos problemas atuais do país: "o setor privado reclama, cada vez, mais da crise financeira que o país está a atravessar, há maior desemprego, a contestação social tem vindo a aumentar - algo que há muito tempo que não víamos que eram as greves por parte de funcionários públicos [voltaram a aparecer] -, a questão da tensão político-militar que, pese embora, tenha dado alguns passos, ainda não está bem definida”.
Discurso motivador
Egidio Vaz Historiker aus Mosambik (Marta Barroso)
Já o analista político Egídio Vaz encara o discurso positivo do Presidente moçambicano como uma forma de motivar o seu povo. "[O Presidente] quis apresentar um espírito um pouco mais positivo aos moçambicanos que já sabem que estão em situações difíceis”, deu conta este responsável, constatando, no entanto, que "Moçambique cresceu claramente pouco – apenas 1%” e que a "divulgação do relatório da Kroll também adensou o ceticismo em relação à forma como os negócios são feitos” no país.
Ainda assim, acrescentou este analista, são notórios alguns progressos. Para Egídio Vaz, "o feito mais louvável não são aqueles quilómetros de estrada ou, eventualmente, aqueles números que [o presidente Nyusi] citou. O feito mais importante é aquilo que, constitucionalmente, ele deve ao povo moçambicano, que é garantir a paz e a segurança, e isso ele tem estado a cumprir”. Destaca ainda "a forma como está a ser conduzido o diálogo com os seus parceiros internacionais”.
E as dívidas ocultas?
No documento conhecido este fim de semana, para além de frisar ter assumido "funções num momento difícil” para o país, Filipe Nyusi admite também que "existe ainda trabalho a fazer” em Moçambique. No entanto, o Presidente não fez qualquer referência ao caso das dívidas ocultas. Um facto que, aos olhos do CIP, não pode ser ignorado, uma vez que é, segundo a instituição, o que marca este dois anos de governação de Nyusi. "Não sei qual era o propósito do Presidente ao ignorar esse passo, talvez dar essa imagem otimista sobre o país na sua liderança, mas a realidade prática de Moçambique demonstra que estamos muito longe de ter feito avanços ao longos dos últimos dois anos e meio”, acrescenta Edson Cortez.
Amtseinführung des neuen mosambikanischen Präsidenten Filipe Nyusi (DW/Leonel Matias)
Filipe Nuysi tomou posse como presidente de Moçambique a 15 de janeiro de 2015
Egídio Vaz tem outra opinião. O analista considera que não "seria bom” para um Presidente da República pronunciar-se sobre um processo judicial ainda a decorrer. "Tratando-se de um documento que já tem contornos judiciários, não julgo que nem aqui em Moçambique, nem na América ou na Alemanha, seria aconselhável ao Presidente da República, que é intitulado de órgão de soberania, pronunciar-se sobre um processo que ainda está sob investigação”, dá conta.
Próximos dois anos e meio
Para o CIP, são "enormes” os desafios que o Presidente tem pela frente. Primeiro, explica Edson Cortez, "tem que trazer uma paz efetiva para o país, porque sem ela o desenvolvimento económico não será alcançado”. O segundo, "é conseguir ter um desfecho que ajude a explicar e a trazer transparência no que realmente aconteceu no processo de contração das dividas ocultas”. Para o CIP, "se não houver grandes mudanças, o Presidente corre o risco de fazer cinco anos de mandato num mandato muito difícil”.
Já para Egídio Vaz, a prioridade de Nuysi para o tempo restante do seu mandato deverá ser, não só a manutenção da paz, mas também o desbloqueio internacional. "Existe um problema imediato a resolver que é prosseguir um acordo de assistência pelo Fundo Monetário Internacional por via do qual os demais Estados que apoiam o Orçamento Geral do Estado também se poderão pronunciar”, dá conta este analista.
"Meta é paz efetiva", diz Nyusi
Para além de ter feito um balanço positivo da primeira metade do seu mandato, no documento divulgado na sexta-feira (14.07), Filipe Nyusi debruça-se também sobre o futuro. "Se na primeira metade do meu mandato me dediquei a trazer Moçambique de volta aos carris do progresso, na segunda metade deste mandato, em simultâneo, quero empenhar-me em assegurar que os benefícios do nosso crescimento tenham impacto directo e sejam sentidos por cada um dos moçambicanos. Continuaremos a investir na saúde, educação, infraestruturas, turismo e agricultura, ao mesmo tempo que combatemos vigorosamente a corrupção e todas as suas manifestações", afirma.
O Presidente moçambicano afirma que o seu Governo continuará "a encorajar os investidores estrangeiros e potenciais parceiros a apostarem em Moçambique".
Nyusi afirma ainda que "através de um diálogo franco, aberto e sem preconceitos com todas as forças vivas da sociedade, incluindo a RENAMO, temos conseguido uma paz relativa, rumo à consolidação de um ambiente de concórdia e reconciliação entre os moçambicanos. A nossa meta é uma paz efetiva e duradoura"..

Eleições: Reações à recusa de Angola em assinar memorando com UE.

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Reações dos partidos políticos e cidadãos à recusa de Angola em assinar memorando com UE sobre observação eleitoral.
fonte: DW ÁFRICA
Angola - Poster Wahllokal 1266 in den allgemeinen Wahlen (B. Ndomba)
Eleições gerais angolanas estão marcadas para 23 de agosto de 2017.
Segundo o chefe da diplomacia angolana, Georges Chikoti, Luanda recusou o pedido da União Europeia (UE) para a assinatura de um memorando de entendimento prévio para observar as eleições gerais de 23 de agosto em Angola. Os partidos da oposição em Angola criticam a atitude das autoridades e questionam a transparência deste pleito eleitoral.
A UE foi uma das entidades convidadas pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), indicadas pelo Presidente da República de Angola, para observar as eleições gerais angolanas, tal como, entre outras, a União Africana, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ou a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). No entanto, o ministro angolano das Relações Exteriores, Jorge Chikoti, citado pelo Jornal de Angola afirmou que o seu país não quer quaisquer acordos específicos com cada uma destas organizações.
O ministro acrescentou que o memorando proposto pela UE previa a circulação e visita dos observadores em todo o território nacional, exigindo ainda segurança, elemento com que, disse Chikoti, o Governo angolano se comprometeu. O chefe da diplomacia acrescentou que "isso não leva a que tenhamos de assinar um memorando de entendimento com qualquer um dos observadores".
Violação da lei eleitoral
Alcides Sakala ACHTUNG SCHLECHTE QUALITÄT (DW/João Carlos)
Alcides Sakala: "Angola não está preparada para ter processos eleitorais transparentes".
Contactamos a UNITA, para conhecermos a sua reação face a este posicionamento das autoridades. Alcides Sakala, porta-voz do maior partido da oposição em Angola, considerou a medida um precedente negativo porque "significa que Angola não está preparada para ter processos eleitorais transparentes”.
Segundo o porta-voz, "se não houvesse nada a esconder, não haveria problema nenhum em celebrar este memorando de entendimento”. Alcides Sakala refere que a UNITA defende a assinatura deste memorando "em nome da transparência, da inclusão e justiça eleitoral”.
Para Sakala, esta decisão de Luanda restringe a liberdade aos observadores internacionais, viola a própria lei eleitoral e vem reforçar o que tem sido a principal preocupação da UNITA manifestada nos últimos meses. "Identificadas as irregularidades, deve-se corrigir estas mesmas irregularidades para se ter um processo transparente”, frisa.
Presença da UE pode dar transparência às eleições angolanas
Para Mendes de Carvalho, líder parlamentar da CASA-CE, é de todo o interesse que a missão de observação europeia esteja presente durante as eleições gerais em Angola. Defende que "toda e qualquer posição contrária a um convite a ser formulado à UE é condenável”.
Segundo o líder parlamentar da CASA-CE, não há razões para que se dificulte a observação eleitoral por parte da UE. "Quem não deve não teme”, diz, acrescentando que "a presença da UE seria uma forma de emprestar credibilidade e transparência ao processo [eleitoral]”.
Mendes de Carvalho eröffnet Wahlkampf der Oppositionspartei CASA-CE (Quintiliano dos Santos)
Mendes de Carvalho é o líder parlamentar da CASA-CE.
Mendes de Carvalho considera que desde o início deste processo as eleições parecem estar inquinadas. "O processo do registo eleitoral violou a constituição” pois, segundo o líder, foi um ministério do poder executivo que fez esse trabalho, mas que deveria ter sido um órgão de administração eleitoral independente. "Portanto a transparência, mais uma vez, fica inquinada”, afirma.
Por outro lado, o líder parlamentar considera que "a forma como se contrataram as empresas que vão levar a cabo o trabalho, sob o ponto de vista logístico e tecnológico, desobedeceu à lei. A CNE resolveu corrigir o processo, mas a própria lei da contratação pública diz que, quando se corrigem peças fundamentais, o processo deve reiniciar e eles não o fizeram.”
Alcides Sakala, da UNITA, resume este imbróglio numa frase: "falta vontade política das autoridades angolanas" porque "as irregularidades estão identificadas”. Acrescenta que "ainda por cima, estes países querem ajudar a aprofundar o processo democrático angolano, com uma observação isenta, mas aos quais o governo fecha a porta na cara”
Opiniões dos eleitores sobre ato eleitoral
A DW África ouviu as reações de cidadãos que vão votar nas eleições de 23 de agosto. José de Oliveira, formando em Hotelaria e Turismo entende que a recusa das autoridades demonstra uma falta de confiança. Oliveira acredita que há um segredo por de trás da decisão de Angola: "isto é falta de segurança e confiança, porque se fosse um Governo sério, e com a quantidade de militantes que alegam ter, abririam as mãos a qualquer um que quisesse observar as eleições".
O taxista António Filipe diz que "é bom que a UE venha e assista às eleições como mandam os seus regulamentos. O importante para nós, é que as eleições aconteçam sem nenhum problema", aponta. 
Por seu turno, Nelito Ekuikui, candidato a deputado pela UNITA, diz que não há necessidades que obriguem as autoridades a negarem as exigências da UE. Segundo o político do maior partido da oposição em Angola, o processo eleitoral não está a ser conduzido com transparência: "acho que a CNE tem desconfiança e não está a realizar o processo conforme mandam as regras universais", defende o candidato.
Angola - Nelito Ekuikui Kandidat der Oppositionspartei (B. Ndomba)
Nelito Ekuikui: "A CNE não está a realizar o processo conforme mandam as regras universais".
Nelito Ekuikui diz que os observadores eleitorais devem andar pelo país para acompanhar de perto o processo. "Tu não vais tirar observadores da Europa para Angola para estarem confinados num hotel, para estarem confinados numa ou noutra assembleia onde as coisas vão correr efetivamente bem", clarifica. 
UE pode observar as eleições sem o memorando
O diretor executivo do Instituto Angolano de Sistemas Eleitorais e Democracia (IASED), Luís  Jimbi, disse que as declarações do ministro não significam uma barreira à presença dos observadores da UE nas eleições angolanas. "Não é o pronunciamento do ministro que vai auferir maior substância qualitativa daquilo que são as tarefas da missão da UE”, disse em declarações à DW África, acrescentado que "também não acredito que seja uma barreira de querer impedir que a UE venha para Angola".
O especialista em questões eleitorais diz que a UE pode observar as eleições sem o referido memorando: "é um documento facultativo, não é obrigatório, a UE pode fazer a missão de observação sem este memorando, já o fez uma vez", concluiu. 

São Tome e Príncipe é acolhedor, dizem os estrangeiros.

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Ilha do Príncipe

Vivem no país 1541 estrangeiros; 598 são portugueses.
Os estrangeiros residentes em São Tomé e Príncipe dizem que o país é de fácil integração. Até o “leve leve”, o devagar devagarinho do povo das ilhas é facilmente adoptado.
O Sociólogo, Gualter Vera Cruz, explica que a fácil integração dos estrangeiros no território São-tomense tem a ver com a natureza acolhedora dos habitantes deste arquipélago.
O Serviço de Migração e Fronteira diz que residem legalmente em São Tome e Príncipe 1541 cidadãos estrangeiros. A maioria são Portugueses, 598. Os restantes são de dezenas de países.
As áreas mais procuradas pelos estrangeiros são o comércio, hotelaria e construção civil.
Acompanhe a reportagem:
fonte: voaportugues.com

EUROATLANTIC AIRWAYS REDUZ PARA UMA LIGAÇÕES SEMANAIS À GUINÉ-BISSAU.

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A companhia aérea portuguesa euroAtlantic Airways anunciou hoje, em comunicado, que a partir de 02 de agosto vai realizar apenas um voo semanal para a capital da Guiné-Bissau devido ao "excedente de oferta de mercado".

A companhia aérea realiza atualmente dois voos semanais para Bissau, um à quarta-feira e outro à sexta-feira.

"A euroAtlantic Airways anuncia a suspensão a partir de 02 de agosto de 2017 da atual ligação a Bissau de quarta-feira, face a um excedente de oferta no mercado, mantendo a normal ligação às sextas-feiras no horário habitual", refere a empresa.

No comunicado, a euroAtlantic Airways refere também que vai "continuar a aguardar da parte do Governo e da autoridade aérea da Guiné-Bissau, a conclusão do processo de Certificação do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, exigido pelas autoridades da União Europeia para transporte de carga aérea, de países terceiros para a Europa".

"A euroAtlantic Airways refira-se, desde que opera em Bissau e até à atual data, nunca pode disponibilizar no mercado guineense a capacidade de transporte de cargas das suas aeronaves, tendo transmitido aos seus parceiros guineenses, toda a informação necessária à conclusão do dossiê", acrescenta no comunicado.

Focada na operação de voos para outras companhias e 'charters', a euroAtlantic Airways opera voos regulares entre Lisboa e Bissau e é acionista de referência da STP Airways, que assegura ligações regulares entre Lisboa e São Tomé.

Conosaba/Lusa

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Líder do PAICV eleita vice-presidente da Internacional Socialista.

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media

A presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, foi eleita vice-presidente da Internacional Socialista. A eleição ocorreu na reunião do conselho da Internacional Socialista, na semana passada, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, mas o anúncio só foi feito este domingo pelo PAICV, reunido em Conselho Nacional.




Janira Hopffer Almada, presidente do PAICV, na oposição, foi eleita vice-presidente da Internacional Socialista. A eleição aconteceu a 11 e 12 de Julho na reunião do conselho da Internacional Socialista, em Nova Iorque, mas o anúncio foi feito apenas este domingo pelo PAICV.
O Partido Africano da Independência de Cabo Verde revelou a notícia durante o Conselho Nacional que decorreu este fim-de-semana, na Cidade da Praia.
"Este é, inequivocamente, um ganho extraordinário para Cabo Verde, para o PAICV e para a líder, pois esta eleição representa a ascensão ao mais elevado cargo alguma vez ocupado por um partido político em Cabo Verde, na arena internacional, e também o mais elevado cargo que o PAICV já conseguiu a nível mundial, no seu longo percurso na Internacional Socialista", escreveu o partido em comunicado citado na agência Lusa.
O PAICV entrou na Internacional Socialista no Congresso de Berlim, em 1992, sob a liderança de Pedro Pires e com o apoio dos partidos socialistas português e francês e do partido social-democrata da Alemanha (SPD).
Esta organização de partidos sociais-democratas, socialistas e trabalhistas integra 150 partidos, oriundos de mais de 100 países.
O anúncio foi feito ao segundo e último dia de Conselho Nacional do PAICV, no qual foi analisada a situação política nacional e também a vida interna do partido da oposição, com momentos conturbados nos últimos tempos.
Odair Santos esteve a acompanhar os trabalhos do Conselho Nacional.
fonte: pt.rfi.fr    Reportagem de Odair Santos1

Antigo ministro da Justiça de Moçambique condenado a dois anos de prisão.

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Abduremane Lino de Almeida foi condenado por crimes de abuso de cargo e pagamento de remunerações indevidas

Abduremane Lino de Almeida, ex-ministro da Justiça
O Tribunal Judicial de Maputo condenou nesta sexta-feira, 14, o antigo ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Abduremane Lino de Almeida, a dois anos de prisão e seus meses de multas por crimes de abuso de cargo e pagamento de remunerações indevidas, numa viagem à Meca com fundos públicos.
O antigo ministro integrou o Governo de Filipe Nyusi desde o início em Janeiro de 2015, mas foi exonerado em Março de 2016, numa altura em que estava a ser investigado pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) de pagamento indevido a pessoas que não têm qualquer vínculo com o Estado, num valor que ascende a um milhão e 780 mil meticais, cerca de 28 mil dólares.
O juiz João Guilherme entende não proceder o argumento que vinha sendo apresentado pelo antigo ministro de ter recebido ordens do Presidente da República para a realização da viagem.
O antigo ministro aguarda em liberdade o recurso da defesa para segunda instância.
Abduremane Lino de Almeida pagou a três cidadãos das províncias de Cabo Delgado e Nampula, das relações do ex-ministro, uma viagem à Meca, na Arábia Sauidta, para uma cerimónia religiosa.
Eles viajaram e permaneceram 21 dias em Meca, a expensas do erário público, facto que configura violação à lei, de acordo com a acusação.

fonte: voaportugues.com

OPINIÃO: POR UMA POSTURA MAIS TOLERANTE. (Umaro Djau)

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Foto de Umaro Djau II.
Estamos solidários com a Eneida Marta.
 
Por :Umaro Djau II, via facebook

Dói-me quando vejo guineenses a tentarem destruir outros guineenses, sempre que uns se opõem aos outros, no quadro de livre exercício de opinião e da cidadania.


Espanta-me o nível de intolerância. Espanta-me o nível e o tipo de discurso entre os nossos cidadãos e compatriotas. Para quê tanta intolerância?

Fiquei a saber dos ataques pessoais contra a cantora guineense Eneida Marta, nas redes sociais e nos bloques, só por esta ter emitido uma opinião sobre a situação política na Guiné-Bissau durante uma entrevista com uma rádio internacional.

Como disse no meu programa radiofónico de hoje, “Super Domingo”, cabe à cada um de nós julgar a opinião de Eneida, mas não me parece justo insultar e ostracizar uma pessoa pelo seu mero exercício da cidadania, uma prática que aliás todos reclamam, incluindo os que querem privar a Eneida da mesma liberdade.

Guineenses, peço-vos, do fundo do meu coração, que sejamos mais tolerantes. Caso contrário, uma Guiné-Bissau intolerante será para sempre condenada ao atraso, para além doutras consequências menos previsíveis e menos desejaveis.

Para mim, Eneida Marta, independentemente da validade (ou não) da sua opinião política, é já uma figura incontestável -- na Guiné-Bissau, nos PALOPs e no mundo. Ninguém lhe pode retirar o tal mérito.

Hoje, tens a minha solidariedade, 
Eneida Marta. Já tiveste e continuas a ter o respeito de milhões por este mundo fora.
Continua a tua caminhada em prol daquilo que sabes fazer, usando o grande talento e a extraordinária voz que Deus te deu.

--Umaro Djau, 16 de Julho de 2017

WININIE MANDELA ABRE O JOGO SOBRE O FUTURO DA ÁFRICA DO SUL, RACISMO E NELSON MANDELA

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A ativista antiapartheid e deputada do Congresso Nacional Africano concedeu uma entrevista exclusiva ao HuffPost África do Sul.

Em uma entrevista exclusiva, a complexa e polêmica, a ativista antiapartheid e deputada do Congresso Nacional Africano explicou ao HuffPost SA como seu ex-marido Nelson Mandela era "um ser humano comum" e disse que acredita que ele poderia ter feito mais pelos negros nas negociações da Convenção para uma África do Sul Democrática (Codesa).

Quando entramos na casa de Winnie Madikizela-Mandela, temos a sensação de estar na casa de nossa própria avó. No aposento onde fizemos nossa entrevista com ela, há sofás cor de creme com um exagero de almofadas e mantos bordados pendurados na parte de trás deles. Uma pesada mesa de madeira no meio do piso encarpetado mostra uma abundância de livros sem nome colocados aparentemente para decoração, e cada espaço nas paredes está repleto de quadros.

Assim que a ícone da luta contra o apartheid, de 80 anos, entra na sala, qualquer ansiedade anterior desaparece. Madikizela-Mandela nos cumprimenta como se tivéssemos aparecido para uma visita depois de algumas semanas fora. Seus abraços, apertos de mão e sorrisos são tão calorosos que alguém seria perdoado por esperar um comentário sobre o quanto havíamos crescido. Naquele momento, fico impressionada com o quanto ela é diferente pessoalmente em relação à figura brava e assustadora criada em minha cabeça sobre o que eu havia lido sobre ela.

A cineasta Pascale Lamche lançou seu documentário sobre a história de Madikizela-Mandela, Winnie, no Encounters Documentary Film Festival, em junho. O filme, que busca sem rodeios mudar a narrativa de "mulher amarga" criada em torno dela, ganhou o prêmio de melhor direção em Cinema Mundial — Documentário em Sundance.

Quando perguntada sobre o que achou da forma como sua história foi contada, Madikizela-Mandela cita o filme do produtor Anant Singh, Mandela: O Caminho para a Liberdade, adaptado do best-seller de Madiba — apelido de Nelson Mandela, referente ao clã de sua família — Longo Caminho para Liberdade: Uma Autobiografia.

"Como você condensa aquele tipo de estilo de vida em um episódio que pode ser visto em duas horas? Você fez uma tarefa impossível", diz Madikizela-Mandela para Pascale Lamche, a diretora francesa que produziu o documentário de 97 minutos sobre a ativista.

Talvez incentivada pelo filme, que foca menos em seu canonizado ex-marido e mais em uma versão menos conhecida de sua história, mais favorável à sua figura, Madikizela-Mandela vai direto ao ponto. Ela quase que imediatamente acusa o sistema do apartheid de capturar Madiba e enfraquecer sua militância.

E, talvez, isso mostre que o documentário veio na hora certa. A percepção de que Mandela não fez o melhor que pôde pelos negros é uma ideia que não só tem sido tema de discussão entre vários acadêmicos e comentaristas desde os debates da Codesa nos anos 90, como também voltou às conversas 'mainstream' a convite dos chamados nascidos livres, que exigem uma educação descolonizada, gratuita e que lutam para encontrar seu lugar no arco-íris de Mandela.
"Devo ter sido a tal ponto motivo de orgulho para Niël Barnard que, no final das contas, eles realmente acalmaram Madiba", diz Madikizela-Mandela sobre o chefe do serviço de inteligência nacional na era do apartheid. Barnard, juntamente com ex-chefe do Stratcom, máquina de propaganda da polícia do apartheid, Vic McPherson, relatam irrefletidamente como criaram um conflito entre Madiba e Madikizela-Mandela com o objetivo de ter um melhor controle sobre ele.

"Eles queriam me desestruturar. Esse foi o problema deles, nunca me desestruturei", diz.

Madikizela-Mandela nunca foi uma personalidade fácil de classificar. Ao fazer parte de um bloco radical dentro do partido governista, ela foi forçada a trabalhar como soldada em Soweto durante o encarceramento de Mandela, que começou em 1964. Devido à sua impopularidade com o público, ela foi banida do lar que tinha com Mandela e jogada à margem pelo governo do apartheid. Sua ascensão se deu pelas fileiras do braço armado do Congresso Nacional Africano (CNA), o Umkhonto we Sizwe, nos anos 70 com seu apoio aos jovens que foram chamados em 1985 por seu líder, Oliver Reginald Tambo, para "servir o país ingovernável". Ela acabou se tornando uma das mais importantes e respeitadas representantes do partido, com enorme apoio da população.

Durante esse período, Madikizela-Mandela foi acusada de muitos delitos graves. Uma das polêmicas mais notáveis que a envolveram foi o assassinato de Stompie Seipei, de 14 anos. Ela foi acusada de raptá-lo e, em um recurso, conseguiu pagar uma multa com a suspensão da sentença de dois anos pelo crime. Um integrante de seu time, o Mandela Football Club, cumpriu pena pela morte do adolescente.

O modo de vida complicado e obscuro durante a luta armada contra o apartheid significa que, talvez, nunca possamos compreender totalmente o que aconteceu com Seipei.

"Estávamos em guerra", Madikizela-Mandela explicou algumas vezes durante a entrevista. "Líamos sobre a Alemanha nazista, e equiparávamos nossa situação à Alemanha nazista."

"A luta é um trabalho ingrato. Não saí por aí dizendo: 'Bom trabalho, bom trabalho'", afirmou.

No documentário, Madikizela-Mandela diz que sempre sonhou em ver o Congresso Nacional Africano e a África do Sul liderados por Chris Hani, líder do Umkhonto we Sizwe, que tinha uma inclinação ideológica mais socialista do que outros líderes do CNA. Hani foi assassinado em 1993.

"Tragicamente, acho que teremos sorte se um dia soubermos o que de fato aconteceu. Chris Hani não foi assassinado pela direita. Havia forças mais sinistras do que Janusz [Waluś, ativista de extrema-direita]," disse ao HuffPost SA.

Mandela

No que poderia ser visto como um ato final de desafio, Madikizela-Mandela fala sobre Mandela com uma franqueza que poderia surpreender muitos simpatizantes acríticos de Madiba. Ela disse que ele teve muitos casos extraconjugais e o chamou de "mulherengo" em mais de uma ocasião.

"Ele era daquele jeito por natureza, velhaco. Por isso que sua prole está aumentando", ela brinca. "Toda hora há uma foto de uma pessoa que diz: 'Sou filho de Madiba'. O público não sabia; eu sabia sobre eles, e é verdade. São seus filhos."

Ela explicou que deu apoio a alguns dos filhos do "mulherengo".

"Eu matriculei alguns na escola, sem falar nada. Eu os eduquei. Isso é o que fazemos, temos famílias extensas."

E, ou em mais um ato para protegê-lo ou em uma tentativa final de se justificar, Madikizela-Mandela tenta explicar que Madiba não era um mito. Era uma pessoa de carne e osso, que também tinha falhas.

"Era um homem que gostava de mulheres. Era um ser humano comum que tinha uma queda pelas mulheres", disse.

Todas as mulheres agiriam como Mama Winnie agiu? Claro que não. E, talvez, ela mesma não teria se comportado daquela maneira se as circunstâncias tivessem sido diferentes.

"Ele não estava lá para que eu arranhasse sua cara. Estava fervendo de raiva", disse sobre quando soube que ele tinha outros filhos.

"No final das contas, era um ser humano normal... Ele tinha de ser normal. Não era apenas um mito. Esta enorme figura, de que ele era tão incrível, um semideus — ele era apenas um ser humano normal."

E, com uma referência final sobre o homem, Madikizela-Mandela incorporou mais uma vez o que muitas mulheres negras, algumas de nossas avós e mães, tiveram de enfrentar (e ainda enfrentam) para manter as famílias negras vivas.

"Não havia nada que pudéssemos fazer. Esses homens estavam na prisão. O que importava era o país, a África do Sul. O que eles fizeram em suas vidas pessoais era realmente imaterial. Não era nem aqui nem lá. Devemos entender que eram ser humanos normais no final das contas."

Na terra

"A verdade era que talvez tenhamos perdido a terra novamente no processo. Nossa luta era uma luta pela terra. Tudo tinha a ver com o retorno da terra para os donos da terra. Não essa noção tola de levar o homem branco para o mar — a noção de lutar para recuperar nossa terra", explicou.

"Discordávamos de Madiba sobre isso. Você diz: 'Vamos negociar'. Quando negociamos, você diz que a terra pertence a todos que vivem nela, que as portas do aprendizado devem ser abertas. Agora, como podemos comprar a terra de volta daqueles que a roubaram?".

Mas ela alertou contra apropriações de terra também.

"Não íamos receber a terra de volta sem compensação. Haveria graves consequências se tivéssemos feito aquilo. Ainda hoje haveria derramamento de sangue", disse.

"Poderíamos ter chegado a outras decisões em vez de comprador interessado, vendedor interessado" durante a época das negociações, disse.

O que deveria ter mudado

Madikizela-Mandela acredita que as empresas deveriam ter sido mais pressionadas para assumir a responsabilidade de criar empregos, em um esforço para diminuir a desigualdade no país.

"Os capitães da indústria deveriam ter sido parte integrante do acordo na Codesa de que iriam criar empregos. Os governos não criam empregos", disse.

Para ela, as discussões fracassaram porque o CNA se apressou a alcançar um consenso na época, e foi aí onde as diferenças com seu ex-esposo estadista aumentaram.

"Queríamos levantar a bandeira da liberdade, acomodamos as minorias no processo e alertei Madiba. Eu disse: 'Não vai funcionar'. Havíamos lutado com essas pessoas desde baixo. Nós as conhecemos melhor do que a liderança que esteve encarcerada durante anos", disse Madikizela-Mandela.

"Deveríamos ter analisado os tipos de acordo que não iriam vender o país, que não iriam vender o país de volta aos proprietários dos meios de produção", disse. "Aquela foi a base de nossos desentendimentos com Madiba."
Mudanças no CNA

"Temos problemas", Madikizela-Mandela disse sobre o estado atual do Congresso Nacional Africano, mas acrescentou que as coisas podem ser mudadas. Nas últimas eleições locais, o partido perdeu controle de cidades-chave, tais como Johanesburgo e Tshwane, e sofreu derrotas sem precedentes nas eleições parciais.

Em relação aos líderes atuais do partido, Madikizela-Mandela disse que o CNA usaria sua constituição na próxima conferência eletiva para fazer mudanças.

"Vamos reformular o Congresso Nacional Africano. Estamos esperando pela conferência de dezembro. Tudo precisa ser feito estruturalmente", disse. "Quando tudo for dito e feito, vamos trazê-lo de volta à sua antiga glória."

Ela disse que as tentações de captura do Estado eram esperadas.

"Há seres humanos que estão fazendo [isso] ao Congresso Nacional Africano", disse. "Isso é o que acontece aos movimentos revolucionários.... e eu alertei sobre isso há 23 anos."

Madikizela-Mandela tem esperança de que, por meio do judiciário, a glória do CNA possa retornar.

"Graças a Deus ainda temos um judiciário respeitável. É a única instituição que ainda é aceitável às massas", disse, em uma alusão a outras partes do governo — tais como o Parlamento, o legislativo, a mídia — supostamente sendo capturadas.

Durante sua pesquisa para o documentário, Lamche descobriu informações sobre o assassinato de Seipei que ela revela para Madikizela-Mandela pela primeira vez durante nossa entrevista, e que a ativista considera "cruciais".

Jerry Richardson, que confessou durante a Comissão de Reconciliação e Verdade ter recebido uma oferta de 30.000 rands para matar Seipei, disse a Henk Heslinger, policial branco trazido para as operações com o objetivo de desacreditar Madikizela-Mandela, que o estado do apartheid ainda lhe devia dinheiro pelo assassinato. Em 1994, Heslinger checou os dados e comprovou que as informações eram verdadeiras, decidindo assumir o compromisso de quitar a dívida. Richardson pediu que o dinheiro fosse convertido em um solitário de diamantes para uma mulher pela qual ele estava apaixonado.

A informação era importante para que Madikizela-Mandela esclarecesse os fatos.

"Até hoje a direita, mesmo o DA [Aliança Democrática, partido de oposição na África do Sul] para esse assunto, ainda continuam abusando dessa informação e nos chamando de todos os tipos de coisas", afirmou.

Captura do Estado

Em setembro do ano passado, alguns meios de comunicação citaram Madikizela-Mandela dizendo que o CNA tinha "sérios problemas". Ela não mudou sua posição. Mas, enquanto a maioria interpretou a afirmação como uma crítica contra a liderança do presidente Jacob Zuma, ela tem o cuidado de não apontar nenhum dos atuais atores que poderia culpar dentro do partido.

Madikizela-Mandela disse que já não reconhece o Congresso Nacional Africano.

Ela afirma que a corrupção no partido governista não faz parte do CNA pela qual ela lutou durante a batalha contra o apartheid.

"O CNA de nossos antepassados desapareceu", disse. "Todos os dias você abre um jornal e há histórias sobre corrupção, captura do Estado, o CNA está tão capturado... Essas são as notícias que lemos hoje sobre meu CNA."

Madikizela-Mandela disse que informou à liderança do partido que as coisas na mesa de negociações da Codesa, nos anos 90, não iam bem e acrescentou que esses problemas eram esperados. "Existem seres humanos que estão fazendo [isto] com o CNA", acrescentou. "Isso é o que acontece aos movimentos revolucionários... E eu alertei sobre isso há 23 anos."

"Nem um tolo pode fingir que não temos problemas", disse Madikizela-Mandela. "Temos muitos, muitos problemas sérios. O CNA está com uma hemorragia."

Madikizela-Mandela disse que viu as acusações de corrupção contra o partido como se fossem contra ela.

"Espero que, depois do sangue e da hemorragia, encontremos um antídoto em algum lugar", afirmou.

'Para o que lutamos?'

Madikizela-Mandela encerrou nossa conversa com uma mensagem de esperança para os sul-africanos e mais um impulso como a chamada mãe da nação.

"Estamos cientes de nossos graves desafios hoje", disse. "As vidas das mulheres nunca foram tão baratas como são hoje", acrescentou. "Os desafios de hoje são realmente uma mancha para o Congresso Nacional Africano. Para o que lutamos?".

"Crianças são estupradas! Estas são as chagas da sociedade que vemos hoje, porque o CNA perdeu aquela imagem de proteger as massas", avalia Madikizela-Mandela.

"Quero [enviar aos sul-africanos] uma mensagem de encorajamento e dizer a eles que nem tudo está perdido no Congresso Nacional Africano. Esperamos que, como remanescentes do Congresso Nacional Africano original, sejamos capazes de restaurar sua dignidade, sua antiga glória."


huffpostbrasil com Conosaba do Porto

Angola recusa-se a assinar memorando para observação das eleições pela UE,

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

UE teria imposto condições para observar as eleições gerais, entre as quais a circulação e visita dos observadores em todo o território nacional. Angola não irá assinar documento, disse ministro das Relações Exteriores.
fonte: DW ÁFRICA
George Chikoti (AP)
Georges Chikoti, ministro angolano das Relações Exteriores
A União Europeia (UE) foi uma das entidades convidadas pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola, indicadas pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, para observar as eleições gerais angolanas, tal como, entre outras, a União Africana (UA), Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ou Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Segundo a edição deste domingo (16.07) do Jornal de Angola, a UE pediu ao Governo angolano a assinatura de um memorando de entendimento prévio para observar as eleições gerais de 23 de agosto. A pretensão foi recusada, segundo declarações do ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, no sábado (15.07).
"O convite é aberto. Mas não queremos quaisquer acordos específicos com cada uma destas organizações. Quem quiser vir, vem e quem não quiser, pode não vir, mas o certo é que o convite é aberto," disse Georges Chikoti, citado na reportagem.
Wahl Angola (Reuters)
Eleições gerais angolanas estão marcadas para 23 de agosto de 2017
Ainda segundo o ministro, o memorando proposto pela União Europeia previa a circulação e visita dos observadores em todo o território nacional, exigindo ainda segurança, elemento com que, disse Georges Chikoti, o Governo angolano se comprometeu.
"Mas isso não leva a que tenhamos de assinar um memorando de entendimento com qualquer um dos observadores," afirmou o ministro, acrescentando que as únicas instituições com as quais Angola tem tratados específicos sobre a observação eleitoral são a União Africana e a SADC.
"Fora destas, não temos obrigações com outras. É assim que o continente funciona em matéria de eleições. E não esperamos que alguém nos vá impor a sua maneira de olhar para as eleições e nos dar alguma lição, como também não pretendemos dar lições em termos de eleições," disse.
Ainda assim, insistiu que a União Europeia "está convidada, à semelhança de outras organizações," para observar as eleições angolanas.
Bildergalerie Wahlen in Angola 2012 (DW)
Comissão Nacional Eleitoral de Angola
Falta de vontade política?
Na semana passada, em entrevista à DW África, a eurodeputada portuguesa, Ana Gomes, acusou as autoridades angolanas de não estarem interessadas na observação europeia. O convite de Luanda para a participação da União Europeia na observação eleitoral só chegou na terça-feira (04.07), segundo confirmou a eurodeputada.
Ana Gomes disse ainda que "o convite não é explícito quanto às condições exigidas pela UE para o desempenho das funções das missões de observação no que toca às garantias da independência de acesso a todas entidades e localidades".
Em maio, o chefe da Delegação da União Europeia em Angola, Tomas Ulicny, publicou um comunicado no site da organização, onde, entre outros assuntos tratados, reiterou a disposição da UE "para apoiar a Comissão Nacional Eleitoral no fortalecimento da sua capacidade institucional e na realização do trabalho com os partidos políticos e demais actores relevantes. Manifestamos igualmente a nossa disponibilidade em enviar uma missão para observar as eleições".
Três mil observadores
Recorde-se que em declarações à imprensa em 30 de junho, a porta-voz da CNE, Júlia Ferreira, disse que o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, apresentou uma lista de 12 entidades para a observação eleitoral, incluido organizações internacionais, entre as quais a União Europeia.
Para as eleições de 2017 foi estipulado o número de três mil observadores nacionais e internacionais.
Os observadores da SADC devem chegar a Angola duas semanas antes das eleições de 23 de agosto, e os representantes da União Africana na semana anterior.
Angola contará com 9.317.294 de eleitores nas eleições gerais de 23 de agosto, segundo os dados oficiais da CNE.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Morre Liu Xiaobo, dissidente sem inimigos nem ódio.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Com o intelectual, vai-se uma parte do movimento pró-democracia na China, após longos anos de prisão. O Prêmio Nobel da Paz lutou pacificamente por seu sonho de um país mais livre e humano.
fonte: DW ÁFRICA
Imagem icônica no Nobel da Paz 2010: diploma de Liu Xiaobo é depositado sobre cadeira vazia em Oslo
Imagem icônica no Nobel da Paz 2010: diploma de Liu Xiaobo é depositado sobre cadeira vazia em Oslo
Liu Xiaobo, morto nesta quinta-feira (13/07) em consequência de um câncer, foi um verdadeiro patriota chinês, um homem de visão, com uma missão para o seu país. Sem deixar de se intimidar pelo praticamente onipotente Partido Comunista (PC), com admirável persistência manteve a própria convicção de que o melhor para a China e os chineses não é a ditadura unipartidária, mas sim democracia, divisão de poderes, Estado de direito.
Ele tinha claro que essa atitude poderia colocá-lo em dificuldades: "Perder a liberdade faz parte dos riscos profissionais do dissidente", disse, numa entrevista à DW, num saguão de hotel, em 2007. Na época, antecipando os Jogos Olímpicos de Pequim, as autoridades do país se mostravam um pouco mais abertas com a imprensa estrangeira.
O homem sentado diante do repórter era pequeno, quase frágil, de cabelos curtos e óculos, a acepção do intelectual. E, no entanto, dotado de uma vontade férrea associada a gentileza; uma coragem sem limites complementada pelo humor.
Compromisso com os mortos da Paz Celestial
A essa altura, Liu já conhecera o cárcere, e muito bem. Por três vezes, nos anos 90, estivera atrás de grades, por um total de quase cinco anos. A primeira vez, depois da brutal repressão do movimento democrático, em junho de 1989. Para participar dele, pouco antes Liu regressara especialmente à China, de uma viagem de pesquisa nos Estados Unidos.
Liu Xia
Esposa Liu Xia foi condenada a prisão domiciliar, numa espécie de punição coletiva
Na noite de 3 para 4 de junho daquele ano, ele desempenhou um papel crucial, ao mediar uma retirada pacífica para um grupo de estudantes que protestava na Praça da Paz Celestial. Desse modo, cuidou para que a ofensiva militar da liderança chinesa contra o próprio povo não custasse ainda mais vidas.
O massacre da praça Tiananmen marcou Liu. Como sobrevivente, ele considerava sua obrigação lutar por justiça para os mortos. "Tenho uma espécie de sentimento de dever em relação aos falecidos, de que nunca consigo me livrar", confessou na entrevista em 2007.
Carta 08 e prisão
Em dezembro de 2008, Liu Xiaobo publicou, juntamente com mais de 300 outros intelectuais e ativistas dos direitos civis da China, a Carta 08. O manifesto exigia reformas democráticas na China por meios pacíficos. Foram enumeradas 19 medidas para melhorar a situação dos direitos humanos no país, entre as quais, uma Justiça independente, liberdade para fundar associações, fim do sistema unipartidário.
O regime entendeu a iniciativa como um ataque frontal, tão mais ameaçador por ser assinada por intelectuais de alas muito diversas e em parte antagônicas. Poucos dias mais tarde, Liu era preso como principal iniciador do manifesto. Sem que tivesse a sorte de contar com uma Justiça independente, em 25 dezembro de 2009 ele foi condenado a 11 anos de cárcere por "instigação à derrubada do poder estatal".
John Kamm, fundador do grupo americano de assistência jurídica Dui Hua (Diálogo) constata que Liu recebeu a pena mais longa desde que fora introduzido na lei o delito de tentativa de instigação à queda do Estado, em 1997.
O cronograma pérfido do processo marcou a proclamação da sentença justamente para o dia de Natal, pois, durante as festas de fim de ano, grande parte dos correspondentes de veículos estrangeiros em Pequim vai para casa. Assim, ficava assegurado o menor grau de atenção internacional e um mínimo de manchetes negativas.
Grande ausente do Nobel 2010
O mundo pôde ler a reação de Liu Xiaobo a sua prisão, seu processo e a sentença em fevereiro do 2010. Num ensaio, o dissidente declarava: "Quero dizer, ao regime que me priva da minha liberdade: não tenho inimigos" – e nisso ele incluía expressamente até mesmo policiais, promotores e juízes. "Não aceito a vossa vigilância, vossa prisão, vossas sentenças. Mas respeito a vossa profissão e as vossas personalidades."
Apelos internacionais pela libertação de Liu Xiaobo
Apelos internacionais pela libertação de Liu Xiaobo foram inúteis
Liu se manifestou também contra o ódio: "O ódio corrói a sabedoria e a consciência de uma pessoa. O raciocínio em termo de inimigos é capaz de envenenar o espírito de uma nação, destruir tolerância e humanidade e bloquear o caminho para o progresso e a democracia. Quero estar apto a retribuir a hostilidade do regime com as melhores intenções e abrandar o ódio com o amor."
Esse texto foi lido durante a talvez mais notória "aparição pública" de Liu: uma cadeira vazia representou o preso político no palco, quando, em 10 de dezembro de 2010, lhe foi concedido o Prêmio Nobel da Paz. O Comitê em Oslo o elegera por seu "longo e não violento combate pelos direitos humanos fundamentais na China".
Libertação tardia
Nem mesmo a esposa do intelectual chinês, Liu Xia, pôde representá-lo na entrega do prêmio. Numa espécie de punição coletiva, a artista está sob prisão domiciliar desde 2010.
Antes, quando jornalistas ainda podiam entrevistá-la, ela comentara à Deutsche Welle: "Liu Xiaobo tem uma vontade incrivelmente forte. Quando ele acredita numa meta, vai nessa direção, mesmo sabendo que nunca vai alcançá-la. Ele tem uma coisa incrivelmente teimosa dentro de si."
Todos os apelos ao governo chinês para que libertasse o então enfermo dissidente caíram no vazio. No fim de junho de 2017, Liu Xiaobo pôde finalmente deixar a prisão, mas só para ser imediatamente internado no hospital.
Devido a um câncer hepático em estádio terminal, lhe fora concedido "sursis para tratamento médico", explicou seu advogado, Shang Baojun. No entanto, nem ele nem a esposa obtiveram permissão para viajar para o exterior em busca de um tratamento para o dissidente. Ele morreu aos 61 anos.

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