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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sexta-feira, 5 de abril de 2019

ANGOLA: … E AS PALAVRAS VOAM, VOAM.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



A Procuradoria-Geral da República (do MPLA) abriu – tanto quanto diz a máquina de fabrico de boas intenções – uma investigação sobre o caso em que o Estado foi lesado em 4.700 milhões de dólares (4.100 milhões de euros) com investimentos privados feitos com fundos públicos.

Citado (obviamente) pelo Jornal de Angola, o general Hélder Pitta Grós indicou que a PGR está a recolher toda a documentação necessária (o que poderá levar muito tempo) para depois chamar os cidadãos envolvidos no desvio do dinheiro do Estado. Seria bom chamar também os que permitiram esse desvio, seja por acção ou omissão.
“Quando se chegou à conclusão de que havia utilização irregular dos recursos, identificaram-se logo algumas pessoas, mas é necessário que tenhamos toda a documentação e ouvi-los sobre a situação”, disse Hélder Pitta Grós, que acredita que alguns processos que estão a ser investigados “terão uma solução rápida”.
“Os processos não são iguais. Alguns casos podem ter uma solução mais rápida e pode acontecer que alguns casos possam não seguir a via judicial. Os processos em posse da PGR continuam a correr a sua tramitação normal”, afirmou o PGR.
Hélder Pitta Grós indicou que, em 40 anos, a PGR (do MPLA) procurou afirmar-se, realizando as suas competências constitucionais, embora nem tudo tem sido fácil.
“Tem havido muitos obstáculos, dentro e fora da PGR, mas temos conseguido vencê-los com muito empenho”, disse, reconhecendo que nem sempre as acções da PGR agradam a todos.
“Mas vamos procurar ter sempre em conta que a nossa actividade é servir e temos procurado servir da melhor forma possível”, disse, prometendo unir todos os procuradores para que se identifiquem com os ideais que a instituição defende.
“Temos de despir-nos de alguns preconceitos e procurarmos ser uma equipa em que todos temos de dar um contributo determinante”, sublinhou, garantindo que vai trabalhar para que a instituição tenha uma equipa “coesa e dialogante”.
A denúncia foi feita a 13 de Março passado num comunicado do Conselho de Ministros, em que o Governo indicou ter sido lesado naquele montante, valor definido nos trabalhos de uma Comissão Multissectorial criada em Dezembro de 2018 pelo Presidente de Angola, João Lourenço.
No dia seguinte, no acto de abertura do ano judicial de 2019, no Lobito, João Lourenço considerou ser, “no mínimo, chocante e repugnante” o relatório sobre os investimentos privados realizados com recurso a “avultados fundos públicos”.
O Presidente referiu que, após os seis meses de graça que a lei conferiu aos visados para devolverem o dinheiro ao país, prazo que terminou em 26 de Dezembro de 2018, o Estado “está no direito de utilizar todos os meios ao seu alcance para reaver o que ao povo angolano pertence”, no quadro do Repatriamento Coercivo de Capitais.
A Lei de Repatriamento de Capitais foi aprovada em 26 de Junho de 2018 com o objectivo de devolver a Angola os montantes investidos no exterior do país, ilegalmente colocados em paraísos fiscais e outras praças financeiras, prazo que terminou em 26 de Dezembro do mesmo ano e cujo total já eventualmente retornado ainda está por relevar.
“Passados que são três meses [desde o final do prazo, tendo entrado em vigor a Lei de Repatriamento Coercivo de Capitais], estamos empenhados a trabalhar nesta direcção, com o concurso dos cidadãos que denunciam, dos competentes serviços de investigação, do Ministério Público e dos tribunais, que intervirão quando chegar o momento certo”, afirmou João Lourenço.
Em 18 de Março, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz, garantiu que o executivo iria revelar, “nos próximos dias”, a lista de investidores e de investimentos privados feitos com fundos públicos que lesaram o Estado, tendo, nove dias depois, idêntica garantia sido dada pelo secretário de Estado da Justiça, Orlando Fernandes, mas até hoje nada foi adiantado.

As palavras vão voando, voando…

Ogeneral Hélder Pitta Grós, Procurador-Geral da República do MPLA, o único partido que governa Angola há 43 anos, afirmou no dia 16 de Novembro de 2018 que a falta de verbas estava a condicionar a cooperação internacional e o cumprimento de diligências como cartas rogatórias. Que chatice. É preciso arranjar quem nos dê mais uns milhões de fiado para resolver este problema. Talvez a Rússia, não?
Hélder Pitta Grós falava na Assembleia Nacional do MPLA num encontro entre as primeira e décima Comissões de Trabalho Especializadas e representantes do Tribunal Supremo, Tribunal de Contas, Tribunal Constitucional, Tribunal Supremo Militar e o Ministério da Justiça e Direitos Humanos, no âmbito da (suposta) apreciação do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2019.
Segundo o Procurador-Geral da República, “os novos ventos, que este ano surgiram”, levou a PGR a realizar actividades inéditas que tiveram de ser feitas “com ou sem recursos”. É obra, reconheça-se. Fazer “actividades inéditas” e ainda por cima “sem recursos” não é para qualquer um. Bravo, general Hélder Pitta Grós.
“Não deixamos de fazer o nosso trabalho porque não tínhamos recursos”, disse Hélder Pitta Grós, para enumerar as dificuldades por que passam para a execução das actividades.
“Temos outros técnicos que trabalham connosco, trabalham um, dois meses, a ordem de saque não é paga e ele vai embora, porque diz que não está para trabalhar de borla”, disse o PGR. Então como é senhor Presidente da República? Então como é senhor Titular do Poder Executivo? Então como é senhor Presidente do MPLA? Assim não vale! Trabalho escravo, só mesmo para os angolanos de segunda.
A situação repete-se com “os próprios investigadores, os magistrados”, apontou Hélder Pitta Grós. Num Estado de Direito, que é algo que Angola (ainda) não é, o PGR seria demitido (já que, reconhecidamente, não tem coragem para se demitir) ou o Presidente da República (João Lourenço) viria a público – numa comunicação ao país – pedir desculpa e reconhecer que, afinal, um ano depois só mudaram (algumas) moscas.
“Eles trabalham o dia inteiro, de manhã até à noite, e têm de tirar do seu bolso, precisam de comer, de fazer telefonemas, têm de pagar o seu saldo, têm de tirar fotocópias e utilizam o seu dinheiro para isso. Portanto, temos de saber bem aquilo que a gente quer. Temos não só de combater os crimes, como também de fazer a prevenção, e a prevenção também custa dinheiro”, disse Hélder Pitta Grós.
A PGR conta também com a cooperação internacional, que tem sido fundamental, segundo o magistrado, tendo exemplificado que, em 2017, registaram um total de 124 cartas rogatórias nos dois sentidos – recebidas e enviadas.
“Até Setembro deste ano, já estamos em 300, e isso também é dinheiro, porque as cartas rogatórias têm de ter tradução, de ter fotocópias. Muitas vezes temos de buscar especialistas para nos ajudarem, porque não podemos ver a cooperação judiciária só num sentido, dos outros para connosco. Nós também temos de dar alguma coisa e sentimos isso, às vezes, quando temos contactos com algumas entidades no exterior, em que nós procuramos informação”, referiu.
“Eles perguntam: ‘e vocês o que têm?’ A cooperação judicial não é só ir buscar, tem de se receber e ir buscar e quanto mais se dá, mais se recebe. Se não se dá nada, não se recebe nada e isso é dinheiro”, frisou.
Hélder Pitta Grós disse estar ciente das dificuldades por que o país passa, mas espera alguma abertura do Ministério das Finanças. Bem pode esperar sentado, o que certamente fará num cadeirão cómodo e bem estofado. Nem o ministro Archer Mangueira nem o Presidente João Lourenço estão interessados em resolver este e milhares de outros problemas que o MPLA criou ao longo dos últimos 43 anos.
“Temos consciência de que o dinheiro é pouco, mas, se trabalharmos em conjunto com o Ministério das Finanças, podemos ver a melhor forma de gastarmos o pouco que existe. Agora, quando apresentamos uma proposta e depois recebemos a contraproposta, sem termos sido ouvidos, da forma como é feita, dificulta um bocado todo o exercício que se queira fazer”, lamentou.
O Orçamento Geral do Estado para 2019, foi já aprovado, na generalidade, pela Assembleia Nacional, que se prepara agora para a sua discussão na especialidade.


Folha 8 com Lusa

Senegal: [Dossier - 4 de abril] (5/5): Anna Sémou Faye, dama de ferro.

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"Margaret Thatcher", «Badiène» ... Apelido de contraste para descrever a primeira mulher Directora-Geral da Polícia Nacional (NPD), a comissária divisional da classe excepcional, Anna Faye Sémou. Rigorosa e firme na gestão de homens e mulheres, esta mãe e cristã fervorosa é todavia terna e solidária.

"Senhora Anna Sémou Faye, comissária divisional da classe excepcional, anteriormente coordenadora da Comissão da luta contra as drogas Interministerial, é nomeada Director-Geral da Polícia Nacional (NPD), em substituição ao Sr. Abdoulaye Niang, da classe Polícia Divisional excepcional, chamado para outras funções ".

O comunicado do Conselho de Ministros de 25 de Julho de 2013, tornava pública a sua nomeação que veio como uma onda, varrendo tudo em seu caminho. É o fim de décadas de monopólio masculino (a primeira mulher DGPN) para uma posição de prestígio e altamente estratégica.

Desconhecida para o público em geral, todo mundo tenta colocar um rosto no nome dessa policial cujos méritos são exaltados. De fato, Anna Faye Sémou pintada como a personificação de firmeza foi nomeada, é dito que é para livrar a polícia de uma elite que flerta com os bandidos. portanto, chegou ela para dar um chute no formigueiro, a sua nomeação vem num momento em que a reputação de seu corpo original foi contaminado por um escândalo de drogas em que o seu antecessor foi salpicado.

O porta-voz do governo de então, Abdou Latif Koulibaly para desenhar a caricatura do novo DGPN "Anna Semou Faye que está entre as fileiras da polícia. Ela foi escolhida por sua idade, o seu rigor e experiência (...) Queremos que ela não se entregue as pessoas, e requer a posição mais séria para a polícia para recuperar a sua boa reputação. "

A escolha não poderia ser mais sensível, disseram eles, sob suas listas como muitas, com a reputação surpreendente e boa atrás da ex-coordenadora do Conselho Interministerial de luta contra a droga.

A nativa de Ndiobene (Mbour) não perdeu tempo a assobiar o fim do recesso e substituir as tropas não à saída de uma audiência com o Presidente Macky Sall em 05 de agosto de 2013, após a sua nomeação (fechada) em 30 de julho do mesmo ano. Ela tomou uma decisão firme para lutar contra "o grande e pequeno crime" que mina a polícia sob a ordem do Presidente da República. "Ser vigilante e firme na gestão de homens". Uma regra de conduta que sempre impôs a seus elementos que os mantêm lembrando o lema sagrado da polícia: "Em honra a serviço da lei."

Uma guerra sem descanso contra os "ripoux"

Então este é o começo de uma guerra sem descanso contra os "ripoux". Anna sempre foi uma arrasadora com os corruptos durante seus 31 anos de carreira nas várias delegacias de polícia e direções que ela teve que liderar. Um dos primeiros passos foi a remoção do famoso "walu Comissário  " (o comissário, em wolof), o nome dessas uniões informais criadas na maior e ilegal forma de organizar esquemas de proteção na rede rodoviária. A resposta não demorou a vir de algum policial de elite gentrified, ansioso para colocar a "Dama de Ferro" longe de suas fronteiras.

Para um hype da mídia como nenhuma outra, está pronta a quem carinhosamente colocaram o apelido de "Badyen" "anti-social": "Topato WUL Kene (ela sonda alta a todos)", "Policiais Descontentes, Anna Sémou Faye coloca seus homens "; "Anna Sémou Faye acusada de administração do clã"; "Anna Sémou Faye colocou os quarentena oficiais superiores." As acusações estão se multiplicando.

Bem em suas botas, ela não vacila. Adversidade, ela sabe bem o que enfrentar durante todo o seu curso na polícia.

Um curso louvável!

Nascida a 14 de abril de 1958 e possui um mestrado em jurisprudência (opção judicial), ela é da força policial as portas desde 1984. Ela rapidamente subiu na hierarquia após um batismo de fogo que conseguiu na Segurança Pública como assistente de direção. Ela herdou a polícia da Medina e do Planalto, em seguida, Dieuppeul e Bel-Air antes de aterrar na delegacia do Porto, para terminar no aeroporto. Ela também dirigiu a Polícia e Fronteiras, a Direcção da Polícia de Estrangeiros e documentos de viagem, o Poder de inspecção dos serviços de segurança e da Direcção da Polícia Judiciária (DYP).

Internacionalmente, a sua participação é notável em grupos de trabalho internacionais (de investigação e identificação das missões migrantes irregulares na Suíça e na Espanha, as negociações bilaterais sobre a gestão da migração na França-Espanha, segurança interna em Marrocos), tudo isso reforçou a sua reputação.

fonte: seneweb.com

Senegal: Governo - Dionne vai demitir-se nesta sexta-feira.

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Segundo informações da AS, o primeiro-ministro, Mahammad Dionne, anunciará nesta sexta-feira, 5 de março, sua demissão e a de sua equipe ao presidente Macky Sall. Este último nomeará, à tarde, um novo chefe de governo, que montará sua equipe que será conhecida durante o final de semana.

O jornal indica que todas as consultas para a formação da nova equipe do governo já foram feitas. O AS informa que a espinha dorsal da equipe antiga será mantida pelo menos até depois das eleições locais, marcadas para dezembro próximo.

O Libération, por sua vez, revela que Dionne será renovada e que haverá três novas entradas no governo e tantas saídas.

fonte: seneweb.com

Senegal: 4 de abril desfile: A verdade sobre a ausência de Tanor.

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Foi amplamente divulgado ontem que o presidente do Alto Conselho de Comunidades Territoriais (OCCM), Ousmane Tanor Dieng, não teve permissão para acessar o estandarte oficial durante o desfile de 4 de abril de 2019, por ter chegado atrasado.

Falsa! diz Libertação, que relata que o secretário geral do Ps nem sequer se deslocou para o local por causa de uma doença que o acolheu. O jornal diz que ele está hospitalizado.

AS, por sua vez, entende que Ousmane Tanor Dieng sofreu um golpe de fadiga.

fonte: seneweb.com

Brasil: Justiça Federal de SP aceita denúncia do MPF e Temer vira réu

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    Denúncia diz respeito à reforma da casa da filha do ex-presidente, Maristela Temer,supostamente bancada pelo coronel Lima.

    O ex-presidente Michel Temer virou novamente réu na Lava Jato

    O ex-presidente Michel Temer virou novamente réu na Lava Jato

    Cesar Itiberê/PR/Agência Brasil - 21.12.2018

    A 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo aceitou a denúncia do MPF (Ministério Público Federal) contra o ex-presidente Michel Temer nesta quinta-feira (04). 
    João Baptista Lima Filho, conhecido como coronel Lima, Maria Rita Fratezi e a filha Maristela de Toledo Temer Lulia também se tornaram réu no processo. Os acusados têm dez dias para responder à acusação. A decisão foi assinada pelo juiz Diego Paes Moreira. 
    denúncia contra Temer foi feita pelo MPF na terça-feira (02). Segundo o texto, os réus teriam "ocultado e dissimulado" a origem de R$ 1,6 milhão utilizadas na reforma de um imóvel no Alto de Pinheiros, em São Paulo (SP). A denúncia afirma que o local pertencia à Maristela Temer. 
    A reforma teria sido bancada pelo coronel Lima, e sua mulher, Maria Rita Fratezi.

    fonte: noticias.r7.com

    quinta-feira, 4 de abril de 2019

    COMO O FOLHA 8 PREVIU, EXÉQUIAS DE SAVIMBI SÓ QUANDO O MPLA QUISER;

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    As exéquias de Jonas Savimbi, fundador, líder histórico da UNITA e – apesar de morto – inimigo principal do MPLA, previstas para sábado, foram adiadas indefinidamente até que sejam conhecidos os resultados das análises de DNA, garantiu hoje Alcides Sakala, dirigente do maior partido da oposição que o MPLA (ainda) permite em Angola.

    Segundo o porta-voz da UNITA), Alcides Sakala, nenhum dos três relatórios sobre as análises ao ADN de Savimbi chegou oficialmente à direcção do partido nem à família, pelo que as cerimónias só irão decorrer depois de cruzarem os dados dos exames feitos por instituições portuguesas, sul-africanas e angolanas.
    Por outras palavras, as cerimónias fúnebres terão lugar apenas e só quando o MPLA entender por conveniente. Tudo indicia que os resultados ao ADN de Jonas Savimbi já estão concluídos mas que, mais uma vez, as entidades “políticas” portuguesas e sul-africanas (das angolanas nem vale a pena falar) que supervisionam este dossier (não as que tiveram a incumbência técnica dos exames) aguardam por “ordens superiores” para revelar as suas conclusões.
    E essas ordens, como tudo em Angola, dependem do veredicto do Presidente da República, João Lourenço, ouvido o Titular do Poder Executivo (judicial e afins), João Lourenço, e também o Presidente do MPLA, João Lourenço.
    “Continuamos a aguardar e, tão logo cheguem os resultados, e depois de se cruzarem as informações, a família e o partido divulgarão uma data”, sublinhou Alcides Sakala, garantindo que a “data de referência” – 6 de Abril, próximo sábado – não será possível já cumprir, negando ter proferido declarações, divulgadas pelas redes sociais em Angola, de que o funeral iria decorrer na data prevista.
    O também secretário para as Relações Internacionais da UNITA lembrou que o partido criou, em Janeiro último, uma Comissão Nacional para as Exéquias Fúnebres, salientando que o trabalho “está muito avançado, praticamente concluído”.
    A cerimónia de exumação e recolha de amostras dos restos mortais do líder fundador da UNITA, morto em combate a 22 de Fevereiro de 2002 (há 17 anos), realizou-se a 31 de Janeiro, no Luena, província do Moxico, onde estava sepultado (sob sequestro do Governo) desde a sua morte.
    O Governo do MPLA garantiu no início de Janeiro estarem criadas as condições para a exumação dos restos mortais de Jonas Savimbi, mas avisou que o funeral não terá honras de Estado, uma vez que o antigo presidente da UNITA “não pertencia à família governamental quando faleceu”.
    Falando em Fevereiro, o deputado angolano Rafael Massanga Savimbi, filho de Jonas Savimbi, afirmou que o posicionamento do Governo não preocupa “a família e muito menos a direcção do partido”, porque, observou, o pai “não é reconhecido por decretos”.
    “Penso que, para figuras marcantes como ele (Jonas Savimbi) é o reconhecimento do povo em geral. E é isso o mais importante, sobretudo, a sua contribuição”, realçou.
    As cerimónias fúnebres de Jonas Savimbi, 17 anos após a sua morte, estão previstas (se e quando o MPLA entender) para Lopitanga, província angolana do Bié, onde o resto da família está sepultada.

    E como o MPLA (ainda) é o dono disto tudo…

    OGoverno do MPLA, que continua a agir como se fosse proprietário de Angola e dos angolanos, garantiu que o funeral do fundador da UNITA “não terá honras de Estado”. Se Savimbi pudesse dar uma opinião sobre o assunto também não quereria essas “honras”. Antes livre de barriga vazia do que escravo com ela cheia, diria.
    A posição colonial do MPLA foi transmitida pelo ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente João Lourenço, Pedro Sebastião, que falava aos jornalistas sobre o funeral de Jonas Savimbi, morto em combate, em 2002.
    “Uma vez que o antigo presidente da UNITA não pertencia à família governamental quando faleceu”, justificou o governante do MPLA/Estado, certamente carcomido pela certeza de que se a honorabilidade de Savimbi se medisse pelo nível dos seus detractores do regime, João Lourenço e os seus acólitos o amesquinhavam totalmente.
    Pedro Sebastião frisou que não existem razões para se fazer paralelismos com o funeral de Estado do general Arlindo Chenda Pena “Ben-Ben”, antigo chefe-adjunto do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA) e ex-comandante do antigo exército da UNITA (FALA), cujos restos mortais permaneciam desde 1998 na África do Sul.
    Jonas Savimbi, o líder histórico da UNITA, morreu em combate a 22 de Fevereiro de 2002. Os militantes e angolanos anónimos (sobretudo os que integram o “exército” de 20 milhões de pobres), recordam o que o MPLA/Estado ignora por considerar Savimbi um terrorista e um angolano de segunda.
    Jonas Malheiro Savimbi nasceu a 3 de Agosto de 1934, no Munhango, uma vila situada ao longo do Caminho de Ferro de Benguela. Filho de Loth Malheiro Savimbi e de Helena Mbundo Sakato Savimbi.
    Muito cedo despertou nele o espírito patriótico-nacionalista que o acompanhou durante toda a sua vida. Formou-se em ciências políticas e jurídicas na Universidade de Lausanne – Suíça, com distinção. Muitos por este mundo procuram saber a verdade sobre quem foi Jonas Savimbi cujos adversários tratam de deturpar e ofuscar para apagá-lo da história. Porém, os factos são teimosos e quando se constituem em contributo para a História da Humanidade, eles são inapagáveis.
    Jonas Malheiro Savimbi, inconformado com a realidade colonial no seu País, ingressa na UPA (União dos Povos de Angola) em Fevereiro de 1961. A sua influência fez-se sentir imediatamente, tendo sido nomeado Secretário-geral desse Movimento. A acção política de Jonas Savimbi encorajou muitos jovens intelectuais a aderirem àquela organização nacionalista, facto que veio dar um novo ímpeto à UPA.
    Em 1962 conseguiu convencer os Dirigentes do PDA (Partido Democrático Angolano) e da UPA a uma fusão de que resultou a FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola). Ainda neste ano, com o seu contributo directo, constituiu-se o GRAE (Governo Revolucionário de Angola no Exílio), primeiro instrumento politico – jurídico nacional opositor do regime colonial e Jonas Malheiro Savimbi desempenhou funções de Ministro dos Negócios Estrangeiros desse Governo. A sua habilidade diplomática permitiu, tão cedo, o reconhecimento do GRAE pelas instituições regionais e internacionais.
    Jonas Malheiro Savimbi, em 25 de Maio de 1963 participou na criação da OUA (Organização da Unidade Africana) como Presidente da Comissão de todos os Movimentos de Libertação de África, que endereçou um Memorando aos Chefes de Estado Africanos, lido diante da Assembleia Magna da OUA pelo veterano do Quénia, Onginga Ondinga. Esta Comissão era dinamizada por Jonas Savimbi – Presidente, Mário Pinto de Andrade – Secretário e Julius Kianu – Relator.
    As divergências de pensamento e método político com a Direcção da UPA quanto à condução da luta levaram Jonas Malheiro Savimbi a abandonar a organização e fundar a União Nacional Para a Independência Total de Angola – UNITA, criando assim mais um espaço político de luta de libertação para dar novo impulso à luta anti-colonial, baseando-se em três princípios fundamentais:
    a) Direcção no interior do País;
    b) Contar essencialmente com as nossas próprias forças;
    c) Consciencializar o Povo e uni-lo na luta pelos seus direitos inalienáveis.
    Assim a UNITA, sob Presidência de Jonas Malheiro Savimbi é criada aos 13 de Março de 1966 no Muangai, província do Moxico, apresentando aos presentes o seu Projecto Politico baptizado de Projecto do Muangai ou Projecto dos Conjurados do 13 de Março.
    A 4 de Dezembro de 1966, Jonas Malheiro Savimbi recebe o “baptismo de fogo” no ataque ao posto colonial de Kassamba, comandado directamente por ele. Mas foi a 25 de Dezembro de 1966 no ataque à Teixeira de Sousa que oficialmente a UNITA sob liderança do seu Presidente, inicia a Luta Armada de Libertação Nacional. Este ataque deu à UNITA a sua personalidade politica e o seu reconhecimento nacional e internacional.
    De 1 a 6 de Julho de 1967, Jonas Malheiro Savimbi é detido na Zâmbia, quando fazia uma digressão no exterior do País para angariar meios para a continuação da luta, devido aos ataques que a UNITA levava a cabo ao longo do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB). Aprisionado durante 6 dias, Jonas Savimbi, graças a intervenção do Presidente Nasser, do Egipto, junto do Presidente Kaunda, é exilado no país de Nasser durante nove meses, de onde regressa clandestinamente à Angola, em Julho de 1968.
    Senhores donos do MPLA: Jonas Malheiro Savimbi foi o único dirigente dos movimentos de libertação nacional que se encontrava no interior do País por ocasião do 25 de Abril de 1974. Por isso, Jonas Savimbi viu-se obrigado a deslocar-se para o exterior do País com vista a procurar uma aproximação com os outros presidentes dos movimentos de libertação para estabelecerem uma plataforma de cooperação em face da realidade politico-militar. Assim, em 25 de Novembro de 1974 em Kinshasa – Zaire, Jonas Savimbi assinou a plataforma de cooperação com Holden Roberto da FNLA.
    A 18 de Dezembro de 1974 assinou a plataforma de cooperação com António Agostinho Neto do MPLA, no Luso – Moxico. De recordar que as conversações com o Presidente Neto iniciaram em Dar es Salaam/Tanzânia em Novembro do mesmo ano e no Luso assinou-se a plataforma.
    Jonas Malheiro Savimbi promoveu a Conferencia de Mombaça no Quénia em que participaram os Lideres dos três movimentos de libertação, onde concordaram estabelecer uma plataforma de entendimento e cooperação criando condições conducentes à negociação com a entidade colonizadora, para a Independência de Angola. Esta Conferência ocorreu de 3 a 5 de Janeiro de 1975.
    Por ocasião das discussões dos acordos de Alvor, Jonas Savimbi apresentou o texto onde defendia a multirracialidade de Angola e enriqueceu, também, os princípios referentes às eleições gerais. Jonas Malheiro Savimbi foi signatário dos Acordos de Alvor a 15 de Janeiro de 1975 juntamente com Holden Roberto e Agostinho Neto e os seus Movimentos (FNLA, MPLA e UNITA) reconhecidos como os únicos representantes do Povo Angolano.
    Os Acordos de Alvor eram o único instrumento político-jurídico de transição do poder do regime colonial português para os Angolanos, representados pelos três Movimentos de Libertação. Esta transição passaria por eleições livres em Outubro de 1975 e o Governo saído das eleições proclamaria a 11 de Novembro de 1975, em nome de todo Povo Angolano, a Independência do País.
    Muito cedo o MPLA iniciou a inviabilização da aplicação dos Acordos de Alvor, excluindo do processo a FNLA e a UNITA. Em face desse clima de violação dos Acordos, Jonas Savimbi, numa tentativa de salvá-los, a 16 de Junho de 1975, promoveu a cimeira de Nakuru (Quénia) entre os dirigentes dos três Movimentos para se restabelecer a paz no país antes da data acordada para a Independência.
    Infelizmente, o MPLA violou totalmente os Acordos de Alvor e autoproclamou-se como o único representante do Povo Angolano e adjectivou os outros Movimentos de inimigos e por isso nenhum palmo de terra para esses inimigos em Angola.
    Assim, a 11 de Novembro de 1975 Agostinho Neto proclama a Independência de Angola em nome do Comité Central do MPLA e não do Povo Angolano.
    Perante esta exclusão, acrescida a máxima de que para o inimigo (UNITA) nem um palmo de terra, Jonas Malheiro Savimbi apela a uma resistência popular generalizada contra o regime monopartidário e ditatorial do MPLA, apoiado pelo imperialismo russo-cubano.
    Assim, durante 16 anos, Jonas Malheiro Savimbi dirige a Resistência contra o expansionismo russo-cubano e o monopartidarismo, tendo angariado apoios e simpatias interna e externamente. Classificado como estratega político-militar de craveira internacional; combatente pela liberdade; esperança de Angola pelos países amantes da liberdade e democracia, Jonas Savimbi, obrigou à saída dos cubanos de Angola e ao fim do monopartidarismo.
    A 31 de Maio de 1991, Jonas Savimbi assinou os Acordos de Bicesse/Portugal com Eduardo dos Santos, acordos que puseram fim à República Popular de Angola, levando o País às primeiras eleições gerais em Setembro de 1992.
    As eleições de 1992 foram classificadas pela oposição de fraudulentas e não credíveis, reabrindo assim o clima de instabilidade.
    A 16 de Outubro de 1992, Jonas Savimbi, em nome da UNITA aceita os resultados das eleições para evitar o impasse e o regresso a guerra. Mas como as maquinações no sentido de voltar a impor o cenário de 1975/76 tinham amadurecido, o MPLA pôs em marcha a sua estratégia de genocídio politico-tribal, massacrando dirigentes e quadros, assaltando e espoliando todo o património da UNITA
    Mesmo diante deste clima, Jonas Savimbi procurou sempre vias do diálogo para solucionar o conflito pós-eleitoral, protagonizando variadíssimas iniciativas diplomáticas em prol da Paz.
    A carreira de Jonas Savimbi foi fundamentalmente de um cidadão sensível aos problemas do seu Povo; de um empenho total as causas profundas e legítimas do seu Povo; de um condutor de homens cujo pensamento e acção determinaram a evolução do processo de libertação do povo de Angola e de África Austral, tornando-lhe num dos patriotas mais vibrantes e empreendedores do fim do Século XX.
    Jonas Malheiro Savimbi tinha uma visão clara e convicta da dinâmica da sociedade e da necessidade de se ajustar a prática política a evolução inevitável da história. Foi ele, o único dirigente nacionalista angolano que circunscreveu nos ideais do seu Movimento, aquando da sua fundação em 1966, a democracia assegurada pelo voto do Povo através de vários partidos políticos. Impregnado deste valor, Jonas Savimbi, lutou com ele contra o colonialismo e o exclusivismo do sistema monopartidário.


    Folha 8 com Lusa

    ANGOLA: RUSSOS TÊM LUZ VERDE.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



    O Presidente João Lourenço classificou hoje, em Moscovo, como excelentes e privilegiadas as relações político-diplomáticas com a Rússia, defendendo, contudo, o incremento do investimento privado daquele país em Angola. Aos russos, nesta fase, basta pedir que o MPLA dá tudo. Hoje como no passado.

    João Lourenço, que discursava no Parlamento russo, no âmbito da primeira visita oficial que realiza à Federação da Rússia, lamentou que “poucas empresas russas estejam a operar no mercado angolano” e que “estejam limitadas apenas à exploração e produção de diamantes, ao sistema financeiro e à construção de barragens hidroeléctricas”.
    “Angola tem todo interesse em alterar este quadro, através do estabelecimento de parcerias público-privadas ou da criação de empresas mistas angolano-russas, com realce nos domínios da indústria transformadora, da agro-indústria, das pescas, da energia, do turismo, da geologia e minas, entre outros sectores tidos como prioritários”, disse João Lourenço.
    No discurso, o chefe de Estado angolano lembrou os “tradicionais e privilegiados” laços de amizade e solidariedade que ligam os dois povos e países (mais exactamente o MPLA), que se mantiveram “sempre firmes e inabaláveis, apesar das grandes transformações que se operaram no mundo nas últimas décadas”.
    “E isso é o resultado evidente da nossa aposta comum na defesa da paz e segurança, com relações internacionais mais justas e equilibradas e com uma cooperação global e multiforme em todos os domínios, cada vez mais imperiosa numa altura em que forças retrógradas, que julgávamos estar há muito superadas, ressurgem com novo vigor e maior agressividade”, referiu.
    Segundo João Lourenço, Angola (sinónimo de MPLA) pode orgulhar-se de ter merecido sempre o “máximo apoio e solidariedade” da parte da Federação da Rússia, desde os tempos mais difíceis da sua luta de libertação nacional e de resistência contra as agressões externas, “particularmente contra o exército invasor do regime “apartheid” da África do Sul” que apoiou a UNITA, com o apoio da então URSS que com os cubanos ajudaram o MPLA, até aos tempos mais recentes da reconstrução nacional.
    Num momento em que “é urgente” para Angola melhorar as condições para garantir a cooperação económica (sobretudo através de linhas de crédito, vulgo fiado) e o seu desenvolvimento sustentável, João Lourenço afirmou que o país conta com o apoio e solidariedade da Rússia, “que terá a oportunidade de se expressar em novas formas, designadamente através de maiores e mais duradouros investimentos em Angola”.
    “As relações político-diplomáticas, técnico-científicas e de cooperação económica, mutuamente vantajosas, existentes entre ambos são exemplo do novo espírito que deve presidir ao relacionamento de novos Estados soberanos”, frisou.
    A cooperação bilateral está assente em vários domínios, sendo os mais significativos os da geologia e minas, defesa, interior, banca e finanças, ensino superior, telecomunicações e tecnologias de informação, pescas e transportes, sustentadas por vários acordos em vigor, como nos domínios da cooperação parlamentar, técnico-militar, dos serviços aéreos, das pescas e agricultura e de suposto combate ao crime organizado.
    Segundo João Lourenço, nas várias visitas realizadas por dirigentes dos dois países foram também assinados vários instrumentos jurídicos, designadamente os tratados sobre o Auxílio Judicial Mútuo em Matéria Penal, sobre a Transferência de Pessoas Condenadas a Penas Privativas de Liberdade, assim como os memorandos assinados entre companhias dos dois países em diferentes domínios.
    “Como se reafirmou na quinta sessão intergovernamental para a cooperação económica, técnico-científica e comercial, angolano-russa, realizada há menos de seis meses aqui em Moscovo, importa agora conferir um carácter mais pragmático à nossa cooperação, com destaque para áreas que contribuam para a diversificação da economia angolana”, salientou.
    Actualmente, indicou João Lourenço, vários outros acordos estão em negociação, nomeadamente no domínio da exploração do espaço, para fins pacíficos (claro! claro!), da justiça, da marinha mercante e sobre o reconhecimento recíproco de habilitações, qualificações e graus académicos, que espera a sua visita possa contribuir para acelerar a sua solução.


    Folha 8 com Lusa

    Senegal: O Presidente reeleito começa bem - Dia da Independência: 1.066 pessoas absolvidas.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

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    O Presidente da República aproveitou o Dia da Independência para perdoar mil e sessenta e seis (1.066) pessoas. De acordo com um comunicado do Ministério da Justiça, estas pessoas "são condenadas por vários actos e encarceradas em várias prisões no Senegal".

    Esses agora, portanto, os ex-prisioneiros estavam em várias situações. Estas são: "810 remissões totais da sentença, 223 remissões parciais da sentença, 7 menores, 21 gravemente doentes, 2 mais de 65 anos e 3 comutações de prisão perpétua a 20 anos de trabalho forçado", de acordo com a mesma fonte.

    No entanto, os que perpetuaram de certos actos, portanto, os que andavam fora da lei,  não puderam ser perdoados. Estes são: os condenados por "roubo de gado e tráfico ilegal de madeira ou espécies protegidas".

    Ivanka Trump visita Costa do Marfim e Etiópia.

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    Agenda centra-se no empoderamento das mulheres

    Agenda centra-se no empoderamento das mulheres
    A filha e assessora do Presidente americano Donald Trump visitará a Etiópia e a Costa do Marfim ainda neste mês, revelou a Casa Branca nesta quarta-feira, 3.
    Na Costa do Marfim, Ivanka Trump participará numa cimeira sobre o empoderamento económico da mulher e manterá encontros com líderes políticos, executivos e mulheres empresárias.
    Ela terá uma agenda idêntica na Etiópia, à excepção da cimeira.
    Acompanham Ivanka Trump nessa deslocação de quatro dias, Mark Green, administrador da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e David Bohigian, presidente em exercício da Agência de Investimento Privado no Exterior, assim como Kristalina Georgieva, presidente interina do Banco Mundial.
    Esta será a primeira visita de Ivanka Trump à países africanus desde que a Casa Branca assumiu a Iniciativa de Desenvolvimento Global e Prosperidade das Mulheres em Fevereiro de 2019.
    Em comunicado, ela disse que estava "entusiasmada para viajar à África" .

    fonte: VOA

    Relações Angola - Rússia: A transição da ideologia ao dinheiro.

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    As vantagens mútuas da nova era de relações entre os dois países: o papel importante que Angola tem para a estratégia russa em África e a importância do investimento russo em Angola.
    fonte: DW África
    Banknote, 1000 russische Rubel (picture-alliance/imageBroker)
    A independência de Angola foi conquistada também graças ao apoio da União Soviética e no tempo da guerra fria a cooperação militar com esse país permitiu ao MPLA, partido no poder, derrotar os seus inimigos e reafirmar o seu poder.
    Mas o historiador José Milhazes, entendido sobre as relações entre os PALOP e a ex-União Soviética, hoje Rússia, lembra que no campo do desenvolvimento sócio-económico a cooperação foi pouco significativa porque a União Soviética não tinha formas de ajudar países como Angola noutros setores que não fosse no domínio militar, com a exceção do envio de médicos e a exploração de diamantes.
    Mas as dinâmicas atuais determinam outras abordagens, entende Milhazes: "Penso que as relações irão aumentar mas noutras plataformas, primeiro Putin não está disponível a exercer a beneficiência do internacionalismo proletário, ou seja, a fornecer o que quer que seja gratuitamente. Está sim, interessado em cooperar no campo económico com interesses para ambas as partes. E penso que esta também é a posição de Angola e penso que esta nova abordagem das duas partes é mais eficaz."
    Vale todo o tipo de investimentos?
    Berlin Joao Lourenco Präsident Angola
    João Lourenço, Presidente de Angola
    E o Presidente de Angola iniciou uma visita a Rússia esta segunda-feira (01.04.). Em Moscovo, João Lourenço pediu maior investimento russo, deixando claro que há um espaço que não está a ser aproveitado pela Rússia.
    A negociação da instalação de uma fábrica de armamento em Angola estaria na agenda do estadista angolano, algo que responderia positivamente a esta necessidade de investimento.
    O analista angolano Manuel Muanza diz que "a indústria, armamentista ou não, cria empregos. E o interesse de Angola neste momento é que qualquer investimento deve criar emprego e para além disso há também os recursos que o Estado recebe por via dos impostos para o seu orçamento, penso que isto é importante. No caso a Rússia teria o interesse de ter a sua influência na região construindo aqui teria a possibilidade de influenciar os diferentes estados em relação ao que pretende para a região."
    Angola é a aposta da Rússia em África?
    Embora seja pragmático quanto ao assunto, Muanza lembra que o inconveniente da instalação de uma indústria
     
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    Relações Angola - Rússia: A transição da ideologia ao dinheiro

    armamentista é o perigo de fomentar a presença das armas e assim constituir um perigo para o ser humano.
    Quanto aos interesses russos na cooperação, José Milhazes sublinha que "Putin tem um programa concreto para avançar os interesses da Rússia no continente africano, programa esse que é cada vez mais fundamental para a Rússia num momento em que sofre sanções por parte dos EUA e da União Europeia."
    O historiador afirma ainda que "a Rússia está interessada em investir, e investe já, em setores como o petróleo, os diamantes e noutras áreas concretamente em Angola, como por exemplo nas pescas, onde poderá vir a haver investimentos já numa base comercial e não numa base ideológica como acontecia no tempo do Presidente José Eduardo dos Santos."
    Militärübung l Angola s T 72B3 tank l Militär
    Tanque de guerra russo
    Mas quanto a Angola ser a grande aposta da Rússia como uma espécie de ponta de lança em África nesta nova nova abordagem russa Milhazes mostra-se reticente: "Não seria tão optimista, mas Angola tem um papel importante na estratégia russa em África, porque a Rússia como é sabido, tem interesses em outros países nomeadamente no Zimbabué e na República Centro-Africana, dai que Angola será um parceiro importante em África."
    Mas Milhazes destaca o papel de João Lourenço no reforço das relações entre os dois países:  "Devemos recordar que na direção de Angola, nomeadamente o Presidente João Lourenço é um homem que conhece bem a Rússia, viveu e estudou lá, e certamente que isso irá contribuir também para o restabelecimento de relações estreitas entre a Rússia e Angola, até porque esse parece ser o desejo de ambos os lados."

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