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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sábado, 9 de maio de 2020

Senegal: Covid-19: Alimentos do Governo gera um clima prejudicial nos subúrbios.

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A distribuição de alimentos do estado acabou criando problemas em todos os lugares nos subúrbios de Dakar. Assim, confusão em Pikine-Leste, Pikine-Oeste, Djiddah Thiaroye Kao, Guinaw Rails South, Guinaw Rails North, Guinaw Rails North, Keur Massar, Jaxaay, entre outros. De acordo com L´As, o desconforto é perceptível em todos os lugares. As pessoas protestam contra a distribuição de ajuda alimentar.

fonte: seneweb.com


O Senegal acaba de registrar seu 15º caso de morte ligado ao Covid-19.

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O Senegal acaba de registrar seu 15º caso de morte ligado ao Covid-19. As informações são fornecidas pelo diretor do gabinete do Ministro da Saúde e Ação Social e também porta-voz do referido ministério, doutor Aloyse Waly Diouf. É uma mulher de 37 anos e vive em Fass.

De acordo com o comunicado de imprensa dos serviços do Ministério da Saúde divulgados, a vítima morreu neste sábado, 9 de maio, às 16h no centro de Cuemo, no hospital de Fann. O documento esclareceu, no entanto, que ela também sofria de uma doença crônica.

A triste notícia chega menos de 24 horas após a 14ª morte do país por coronavírus. O falecido tinha 85 anos e residia em Gouye Mbinde (Touba).

fonte: seneweb.com

75 anos do fim da 2ª Guerra Mundial celebrados sob confinamento.

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Emmanuel Macron, Presidente francês, e Édouard Philippe, Primeiro-ministro francês, celebraram os 75 anos da capitulação do regime nazi, que ditou o fim da 2ª Guerra Mundial.

Emmanuel Macron, Presidente francês, e Édouard Philippe, Primeiro-ministro francês, celebraram os 75 anos da capitulação do regime nazi, que ditou o fim da 2ª Guerra Mundial. © REUTERS - CHARLES PLATIAU
O fim da 2ª Guerra Mundial ocorreu há 75 anos, a 8 de Maio de 1945, no entanto os festejos foram em formato reduzido devido à pandemia de Covid-19. A França não escapou a essas cerimónias diferentes do costume.
Emmanuel Macron, o Presidente francês, celebrou os 75 anos da capitulação do regime nazi germânico junto ao Arco do Triunfo, em Paris, numa cerimónia em dimensão reduzida no Túmulo do soldado desconhecido.
Emmanuel Macron estava acompanhado pelos ex-presidentes Nicolas Sarkozy e François Hollande, bem como personalidades do mundo político, entre elas o Primeiro-ministro Édouard Philippe, e a Presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo.
Para evitar o uso de máscaras, todas as pessoas presentes respeitaram o distanciamento social, medida imprescindível em tempo de confinamento.
De notar que Emmanuel Macron depositou uma coroa de flores na estátua dogénéral de Gaulle, líder da resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial, isto antes de se dirigir para o Arco do triunfo.
Na Alemanha, a data de 8 de Maio, revelou algumas polémicas este ano. As autoridades da capital, Berlim, decretaram feriado municipal. Heiko Maas, ministro dos Negócios Estrangeiros germânico, admitiu ter dúvidas de que esta data acabe por ser um feriado nacional permanente.
partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) condenou as celebrações. Alexander Gauland, líder do partido, afirmou que este dia é o dia “da derrota absoluta” da Alemanha.
Quanto à chanceler alemã, Angela Merkel, depositou uma coroa de flores em memória das vítimas do Holocausto.
fonte: RFI

Como Segunda Guerra afeta netos de quem viveu o conflito.

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Na Alemanha, grande parte da geração que vivenciou a guerra se calou sobre traumas e crimes cometidos neste período. Agora, descendentes buscam desvendar o passado de suas famílias.
Sebastian Heinzel segura foto do avô
Heinzel passou seis anos investigando história de seu avô
Tudo começou com pesadelos recorrentes quando ele tinha cerca de 25 anos. O cineasta alemão Sebastian Heinzel, nascido em 1979, sonhava que estava lutando em batalhas, andando em tanques, com cenas da Segunda Guerra Mundial na Rússia.
Ele não tinha explicação para seus sonhos, os filmes eram o mais próximo de que ele havia chegado da guerra. Ele também não teve nenhuma vivência direta com qualquer tipo de violência. Os pesadelos o estressavam, então, procurando respostas, ele começou a investigar a história de sua família.
Tudo o que sabia era que os dois avós haviam estado na guerra. Esse foi o ponto de partida para uma pesquisa longa, durante a qual Heinzel constatou que não estava sozinho com suas preocupações. O Arquivo Nacional da Alemanha, que guarda, entre outras coisas, os arquivos das Forças Armadas nazistas, recebe anualmente dezenas de milhares de pedidos de consulta de pessoas que buscam desvendar a história de suas famílias.
"Nossos antepassados nos moldam mais do que pensamos", diz Heinzel. Sua busca durou seis anos e resultou no documentário The War in Me (A guerra em mim, em tradução livre).
Os alemães ocidentais precisaram de anos para começar a resgatar historicamente o nazismo. O domínio de Hitler durou 12 anos; a guerra que a Alemanha nazista iniciou com a invasão da Polônia em 1º de setembro de 1939 custou a vida a cerca de 60 milhões de pessoas; e cerca de seis milhões de judeus foram assassinados durante o Holocausto. Mas após a capitulação da Alemanha em 1945, muito deste passado foi negado e reprimido até a década de 1960.
Os protestos estudantis que tiveram seu ápice em 1968 alimentaram a reflexão crítica deste capítulo histórico. Hoje, a comunidade internacional elogia a cultura alemã da memória. Em entrevista, a filósofa americana Susan Neiman disse recentemente que a forma como os alemães aceitaram sua história foi uma "conquista magistral". Isso não significa que o racismo ou o antissemitismo não existam mais na Alemanha.
Hoje, a reflexão crítica da história alemã tem um lugar firme nos currículos escolares e nas instituições educacionais. Toda criança na Alemanha precisa estudar o período nazista em detalhes a partir do 8ª ou 9ª série, com cerca de 14 anos, seja nas aulas de alemão, história ou ciências sociais.
Assim, Heinzel também conheceu os fatos chocantes sobre os nazistas e o Holocausto. Mas na época, ele não sentiu nenhuma conexão pessoal com isso. "Em algum momento, como estudante, eu não aguentava mais ouvir tudo aquilo e questionava o que isso teria a ver comigo".
Uma pergunta que pode surpreender – afinal, pelo menos um de seus avós havia lutado na guerra. Mas, assim como em muitos outros lares na Alemanha, a família de Heinzel raramente falava sobre esse período. O assunto era muito delicado, e talvez houvesse vergonha pela questão da culpa. "Nem meu pai e nem sua irmã sabiam o que meu avô fez durante a guerra ou onde ele esteve", afirma o cineasta.
Falta de reflexão sobre a história familiar
A psicóloga alemã Iris Wangermann, nascida em 1975, passou por uma experiência semelhante. Atualmente, ela ministra oficinas para os chamados "netos de guerra", termo cunhado na década de 1990 para aqueles cujos pais foram marcados significativamente quando crianças pela guerra.
Há uma "névoa emocional" em muitas famílias, uma espécie de "emudecimento", explica Wangermann, acrescentando que isso não é realmente uma surpresa diante dos horrores da guerra. "Quem quiser trabalhar esses sentimentos precisa ser capaz de regulá-los e suportá-los", aponta a psicóloga, argumentando que essa reflexão requer estabilidade emocional interior. "Mas a geração de crianças que vivenciaram a guerra não foi capaz, muitas vezes, de desenvolver tal estabilidade, razão pela qual elas simplesmente não tocam nestes assuntos, como uma espécie de reação protetora inconsciente."
O problema é que vivências ou traumas não processados afetam a vida cotidiana e podem ser transmitidos para a próxima geração. Se os pais não conseguem se abrir emocionalmente devido a experiências incisivas, eles não podem passar essa habilidade aos filhos. Assim, isso é transmitido através das gerações.
A boa notícia é que esse processo pode ser interrompido quando há uma reflexão sobre a história familiar, seja sozinho, com ajuda de amigos, em cursos ou em terapia. Segundo Wangermann, muitos que participam dos cursos que ela oferece buscam orientação. "Muitos não têm ideia de quem realmente são", revela a psicóloga.
Iris Wangermann

Wangermann também buscou passado da família
De acordo com Wangermann, filhos de pais traumatizados pela guerra, em geral, não espelham suas qualidades próprias. "Esperava-se que essas crianças se comportassem de uma forma que os pais pudessem suportar. Elas não podiam ser elas mesmas. Essa é uma questão fundamental: não ser visto como realmente é".
Wangermann também pesquisou sua história familiar por vários anos, afirmando que, dessa forma, muito se descobre sobre a guerra. Mas a verdadeira resposta para a pergunta sobre impacto desse episódio, duas gerações mais tarde, depende de cada um, diz a psicóloga. Não são necessários heróis e heroínas, mas "pessoas que partem para explorar suas almas, que se atrevem a enfrentar seus próprios demônios".
Foi exatamente isso que Heinzel fez. Na busca pelo avô, ele acabou se encontrando. Ele descobriu que seu avô foi um suboficial da Wehrmacht (Forças Armadas nazistas) estacionado em Belarus e localizou onde ele foi finalmente ferido. Mas Heinzel não foi capaz de descobrir o que exatamente seu avô fez e o motivo pelo qual ele, assim como muitos dos homens de sua época, nunca falou sobre esse passado.
Quando Heinzel pensa em seu avô, ele se lembra de "homem incrivelmente trabalhador". Ele fez parte da geração que reconstruiu a Alemanha no pós-guerra. Com o passar do tempo, o neto percebeu que havia uma espécie de pressão em sua família para ser um homem de sucesso. "Não basta que eu seja do jeito que sou, tenho que fazer algo para ser reconhecido e para que eu tenha orgulho de mim", reconhece o cineasta.
Tanto o avô quanto o pai eram, até certo ponto, viciados em trabalho. Seria uma espécie de compensação inconsciente pela culpa da Segunda Guerra Mundial? Heinzel afirma não poder ter certeza, mas também não pode descartar que isso seja verdade.
"Acho que há muitas coisas que não foram trabalhadas e muitas histórias que não foram contadas", diz Heinzel. Ele acrescenta que, dentro de sua família, coube a ele lidar com esses destroços emocionais. "Faz parte do trabalho da nossa geração." Nos últimos anos, pelo menos, seus pesadelos diminuíram.
fonte: DW África

Brasil tem novo recorde de mortes por covid-19.

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País registrou mais 751 vítimas nas últimas 24 horas e se aproxima da marca de 10 mil. Número de casos sobe para 145.328.
Brasilien Coronavirus Massengrab in Manaus (picture-alliance/dpa/C. Batata)
Enterro em Manaus. Há um mês, país contabilizava 800 mortes.
Pela terceira vez na mesma semana, o Brasil bateu seu recorde de registro de mortes por covid-19 em 24 horas. Nesta sexta-feira (08/05), o país contabilizou mais 754 óbitos, elevando o total para 9.897, segundo dados do Ministério da Saúde.  É o quarto dia seguido em que o país registra mais de 600 mortes.
Nos últimos sete dias, foram registradas 3.136 mortes. É um número superior ao de mortes registradas no período de 17 de março (data do registro do primeiro óbito por covid-19 no Brasil) a 22 de abril, em que transcorreram 36 dias. 
O número de casos confirmados da doença também saltou de 135.106 para 145.328, com 10.222 novos registros nas últimas 24 horas. Também é  o quarto dia seguido em que o país registra cerca de 10 mil novos casos por dia.
 Ainda segundo o ministério, 59.297 pessoas já se recuperaram.
São Paulo segue como o estado mais afetado pela covid-19, com 3.416 mortes e 41.830 casos confirmados. O Rio de Janeiro vem em seguida, com 1.503 óbitos e 15.741 casos. O Ceará aparece em terceiro, com 966 óbitos e 14.956 casos.
O crescimento acentuado de mortes nos últimos dias levou o país a a ultrapassar nesta semana a Bélgica em número de mortes e passar a ocupar a sexta posição entre os países com mais óbitos por covid-19, atrás apenas dos EUA, Reino Unido, Itália, Espanha e França.
O total de casos registrados nos últimos dias também levou o país a ultrapassar a Turquia em número de testes com resultados positivos. Agora, o país ocupa oitava posição entre os países com mais casos identificados oficialmente.
O Ministério da Saúde do Brasil ressaltou que o número de mortes registradas nas últimas 24 não ocorreu necessariamente nesse período. São mortes por coronavírus que foram identificadas entre quinta e sexta-feira e que podem ter ocorrido em dias ou até semanas anteriores. Esse, no entanto, tem sido o padrão desde o início da pandemia no Brasil. E, mesmo assim, o país tem registrado uma crescente de mortes, com mais seis centenas nos últimos quatro dias.
Especialistas também alertam que o número de pessoas infectadas é bem maior do que o contabilizado nas estatísticas oficiais. Um estudo divulgado nesta semana por pesquisadores brasileiros aponta que, no dia 4 de maio, o país já contava provavelmente com 1,6 milhão de contaminados. O país vem sofrendo com subnotificação e tem dificuldades em fazer mais testes.
Até terça-feira, Brasil tinha realizado apenas 1.597 testes por milhão de habitantes. Os Estados Unidos, por exemplo, conduziram 22.591 testes por milhão de pessoas, segundo a empresa de dados Statista.
Há exatamente um mês, o país registrava oficialmente 800 mortes por covid-19 e 15.927 casos, segundo o Ministério da Saúde. A primeira morte no país foi registrada no dia 17 de março.
JPS/ots
fonte: DW África



Angola: "O que há é perseguição", dispara Abel Chivukuvuku.

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Em entrevista, líder do PRA-JA diz ser vítima de perseguição política - mas garante que irá lutar pelos seus direitos - defende realização das autárquicas em 2021 e regresso a Angola da família dos Santos.
Angola Portugal - Abel Chivukuvuku, Oppositionspolitiker (DW/J. Carlos)
Em entrevista à agência Lusa, o coordenador da comissão instaladora do projeto político PRA-JÁ Servir Angola, Abel Chivukuvuku, volta a queixar-se de estar a ser "travado" pelo regime após várias tentativas frustradas de legalização do seu novo projeto e afirma que é preciso mostrar que tem os mesmo direitos que os outros cidadãos angolanos.
"Defendo-me aqui e vou lutar aqui por esses direitos", garante o líder do PRA-JA, assegurando que "meter na cadeia, não vão conseguir" porque "o mundo todo vai gritar".
"Chega-se cada vez mais à conclusão de que estamos perante uma estratégia sistemática do regime de tentativa de impedir o cidadão Abel Epalanga Chivukuvuku de participar na vida política nacional", critica, acusando as instituições de estarem a ser "utilizadas pelo regime", em particular o Tribunal Constitucional (TC).
Na semana passada, Chivukuvuku anunciou que vai recorrer ao plenário do Tribunal Constitucional depois de ver indeferido, pela segunda vez, o reconhecimento do PRA-JA Servir Angola.
O despacho, assinado pelo juiz conselheiro presidente do TC, Manuel da Costa Aragão, refere que nas 32.075 fichas de subscrições entregues, só 6.670 estavam conformes, quando eram exigidas, pelo menos, 7.500 assinaturas válidas, e que foram entregues fichas com assinaturas manuscritas sem qualquer correspondência com os Bilhetes de Identidade.
O coordenador-geral da comissão instaladora do PRA-JA contesta a decisão, sublinhando que apresentou, numa primeira fase, assinaturas em número superior ao exigido legalmente, com atestados de residência passados pelos administradores municipais, "todos pertencentes ao MPLA [o partido no poder em Angola há 40 anos], sendo submetidas, numa segunda fase, mais de 8000 assinaturas com certidão notarial para mais de 4.000.
"O tribunal vem dizer que as administrações e os notários não são legais, não são legítimos? Vamos trabalhar como?", questiona, acusando também o TC de ter "orquestrado" a sua demissão de presidente da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) e estar agora a tentar inviabilizar o PRA-JA.
"O que há é perseguição" declarou, considerando que esta atitude não contribui para a credibilização de um país que está "em transição para a democracia".
"Querem passar a mensagem de que Angola é um país sério, uma administração funcional e transparente, mas ao mesmo tempo cometem atos que descredibilizam a mensagem", frisou, admitindo que as próprias instituições do Estado, como o ministério da Administração do Território e o ministério da Justiça e Direitos Humanos, podem vir a ser responsabilizadas pelo dinheiro que gastou em atos notarias que não foram considerados válidos.
"Estaremos presentes tanto na luta das autárquicas - onde não é preciso ter partido político, basta ser cidadão - mas também em 2022 estaremos no processo das eleições gerais", garante.
O político não acredita, no entanto, que as eleições autárquicas, as primeiras de sempre em Angola, se venham a concretizar este ano ao contrário do que foi anunciado pelo Presidente da República, João Lourenço.
"Por um lado, não houve vontade para criar as condições mínimas básicas e, por outro lado, com a pandemia mundial, dificilmente", isso poderá acontecer, disse, admitindo que "seria bom não falhar" em 2021.
Angola Jose Eduardo dos Santos (Getty Images/AFP/A. Pizzoli)

José Eduardo dos Santos (arquivo)
Família dos Santos
"Há um ditado que diz: 'quem não deve não teme' e a ausência dos atores em determinados parâmetros muitas vezes sustenta a análise de que há responsabilidades", diz o coordenador da comissão instaladora do projeto político PRA-JÁ Servir Angola, em relação às alegações de familiares do ex-chefe do Estado que dizem estar a ser perseguidos pelo Presidente angolano, João Lourenço.
"Teria sido bom se eles estivessem aqui e se defendessem aqui, mostrando que têm razão e não temem. Seria muito bom para o país, porque ao estarem longe as pessoas ficam com a ideia que fugiram", frisa o também antigo presidente da coligação CASA-CE e ex-dirigente da UNITA, o maior partido da oposição angolana.
Abel Chivukuvuku avalia que "infelizmente em África", a política tem "riscos e custos", mas "quem tem razão, quem sabe da sua inocência e é justo, assuma isso" porque "todos nós corremos riscos". 
O político sublinha que "gostaria de ver as coisas discutidas aqui [em Angola]", embora admita que a justiça é "excessivamente" partidarizada.
"Tenho noção disso, mas é com a nossa luta que vamos transformar os fenómenos, não é estando ausente disso tudo, é participando, é fazendo face e mostrando ao cidadão: estou aqui", insistiu.
Luta anticorrupção
Questionado sobre a bandeira anticorrupção do Presidente da República João Lourenço e se esta visa alvos seletivos em Angola, como têm vindo a defender vários analistas e setores da sociedade civil e da política, Abel Chivukuvuku apela à firmeza e ao pragmatismo.
"Todos sabemos que a corrupção, os desvios, foram quase uma questão cultural generalizada e institucionalizada e se houver vontade de fazer uma verdadeira luta contra isso, a máquina do Estado acaba. Terá de haver nova gente", sugere.
Escusando-se a comentar a prestação do Presidente que "será avaliada pelos angolanos em 2022", ano de eleições gerais, disse ser "um facto que, em 2018, o país estava apaixonado pelo cidadão João Lourenço, porque se revia na luta contra o abuso de poder e o saque generalizado e institucionalizado", mas duvida que a paixão se mantenha.
"Tenho dúvidas se hoje o país ainda tem essa paixão", destaca.
"Acho que os cidadãos têm razão em questionar [se a luta anticorrupção é seletiva] e as pessoas de bem têm razão em tentar ajudar o Presidente da República", sublinha, apontando, no entanto, o caráter "sistémico" da corrupção que implicaria uma combinação de firmeza e pragmatismo.
"Se significar seletividade, já não é legal nem legítima", conclui.
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  • ANGOLA A MEIO GÁS POR CAUSA DA COVID-19

    Mototáxis nas ruas

    O estado de emergência em Angola prevê, entre outras medidas, o distanciamento social entre as pessoas. As autoridades proibiram, por exemplo, o exercício da atividade de mototáxi por não obedecer ao distanciamento de, pelo menos, um metro entre mototaxista e cliente. Mas há quem desrespeite esta medida - é uma forma de continuar a fazer algum dinheiro.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Covid-19: Número de mortos em África ultrapassa os dois mil e mais de 51 mil casos

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O número de mortos devido à Covid-19 em África ultrapassou hoje, os dois mil, com mais de 51 mil casos da doença registados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nas últimas 24 horas, o número de mortos subiu de 1.959 para 2.012, enquanto as infecções aumentaram de 49.352 para 51.698.
O número total de doentes recuperados subiu de 16.315 para 17.590.
O norte de África mantém-se como a região mais afetada pela doença, com 1.175 mortos e 19.090 casos registados.
Na África Ocidental, há 330 mortos e 14.514 infeções. A África Austral contabiliza 169 mortos, em 8.304 casos de Covid-19.
A pandemia afecta 53 dos 55 países e territórios de África, com cinco países – África do Sul, Argélia, Egipto, Marrocos e Nigéria - a concentrarem cerca de metade das infecções pelo novo coronavírus e mais de dois terços das mortes associadas à doença.
O Egipto regista 469 mortos e 7.588 infectados, a África do Sul conta 153 mortos e 7.808 doentes infectados, enquanto Marrocos totaliza 183 vítimas mortais e 5.408 casos e a Nigéria ultrapassou a centena de mortos (103) e tem 3.145 infectados.
O maior número de vítimas mortais regista-se na Argélia (476), em 4.997 doentes infectados. Apenas o Lesoto e a República Saarauí continuam sem notificar casos da doença.
Entre os países africanos lusófonos, a Guiné-Bissau é o que tem mais infecções, com 475 casos, incluindo o primeiro-ministro no poder e mais três membros do seu Governo, e dois mortos.
São Tomé e Príncipe tem 200 casos e quatro mortos e Cabo Verde regista 191 infecções e dois mortos.
Moçambique conta com 81 doentes infetados e Angola tem 36 casos confirmados de Covid-19 e dois mortos.
A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tem 439 casos positivos de infecção e quatro mortos, segundo o África CDC.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 260 mil mortos e infectou cerca de 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.
fonte: jornaldeangola

Covid-19:12.º caso no Vaticano é de um funcionário do Papa

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O 12.º caso de Covid-19 diagnosticado na cidade do Vaticano pertence a uma pessoa que trabalha para o Papa, anunciou esta quarta-feira o gabinete de imprensa da Santa Sé.

A pessoa está a trabalhar remotamente desde o início de Março e assim que começou a sentir os primeiros sintomas submeteu-se a isolamento profilático na sua casa, fez saber o director deste gabinete, Matteo Bruni.
"Antes de regressar ao local de trabalho, o paciente foi testado com sucesso pelo Departamento de Saúde e Higiene do Vaticano e está agora sob observação em casa", acrescenta.
A Cidade do Vaticano é a sede da Igreja Católica e é um Estado soberano em Roma desde 1929. Tem 605 residentes.
fonte: jornaldeangola

Covid-19: Macau cria bolsa de contactos que ajuda comércio antiepidémico com lusófonos

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Macau anunciou hoje, o lançamento de uma bolsa de contactos ‘online’, para facilitar o comércio de produtos de prevenção e tratamento da Covid-19, com países lusófonos e restante mercado internacional.


A plataforma do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) está disponível nas línguas chinesa, portuguesa e inglesa, “facilitando o contacto com os comerciantes dos países de língua portuguesa e demais países estrangeiros”.
Esta nova área passa a “facilitar e garantir um adequado contacto entre fornecedores de produtos de prevenção de epidemias e aqueles que estão no mercado à procura”, sublinhou a entidade em comunicado.
A nova área, titulada de “Correspondência de Negócios de Produtos de Prevenção Epidémica, fornece uma plataforma, disponível 24 horas por dia, para receber informações sobre oferta e pedidos de aquisição de produtos de prevenção de epidemias”, acrescentou.
O IPIM salientou que "a procura de equipamentos de prevenção de epidemias, tais como ventiladores, fatos de protecção individual, máscaras cirúrgicas, produtos de desinfecção, equipamentos médicos, tem vindo a aumentar significativamente, tanto a nível de procura interna como externa", razão pela qual lançou esta nova área na plataforma.
“Após efectuar o seu registo, como utilizador, na Plataforma de Serviços de Bolsas de Contactos Online, pode procurar os produtos na secção Correspondência de Negócios de Produtos de Prevenção Epidémica e estabelecer contacto com os fornecedores desses produtos”, detalhou o IPIM.
O IPIM foi criado para apoiar o chefe do Governo de Macau na formulação da política económica, especialmente no que respeita à promoção do comércio externo, à captação de investimentos, ao desenvolvimento de convenções e exposições, bem como à cooperação económica e comercial entre a China e os países lusófonos.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 260 mil mortos e infectou cerca de 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
fonte: jornaldeangola

Jovem inventor ajuda na luta contra a Covid-19 na Etiópia.

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Os inventores na Etiópia têm vindo a desenvolver dispositivos para combater a Covid-19. Um deles, Ezedine Kamil, lamenta que a falta de financiamento impeça que os seus projetos beneficiem plenamente as comunidades.
Äthiopien | Erfinder Ezedin Kamil baut improvisierte Coronahilfsmittel (Ezedin Kamil)
Desde a pandemia do novo coronavírus, os ventiladores, máscaras faciais e luvas tornaram-se itens muito procurados em todo o mundo. A aquisição de equipamento médico e de proteção pessoal é um enorme problema para os países mais pobres, como a Etiópia.
No entanto, a pandemia tem estimulado mentes criativas, incluindo a de Ezedine Kamil. Aluno de ciências naturais, tem 18 anos e é natural de Welkite, uma cidade rural a 160 quilómetros da capital etíope, Adis Abeba.
Lavador de mãos sem contato
Ezedine já criou 30 invenções. Treze foram patenteadas pela organização "SaveIdeas".
A pandemia da Covid-19 deu uma oportunidade única a Ezedine. Ele elaborou um distribuidor de sabão elétrico, sem contato, com um sensor incorporado, que também pode ser acionado através de um pedal mecânico durante falhas energéticas - ocorrências comuns na Etiópia. 
A invenção de Ezedine foi bem recebida pela comunidade local. Cerca de 50 distribuidores de sabão elétricos foram produzidos pela universidade local e distribuídos em bancos e hospitais em Welkite.
Äthiopien | Erfinder Ezedin Kamil baut improvisierte Coronahilfsmittel
Ezedine Kamil também já criou sete aplicações para telemóveis
Escassez de ventiladores
Entretanto, os ventiladores, que ajudam os doentes a respirar, são os produtos mais desejados no momento. A Etiópia dispõe apenas de 557 ventiladores, segundo o Ministério da Saúde do país. Desse total, 214 pertencem a hospitais privados. Restam apenas 163 ventiladores para os doentes da Covid-19 - número escasso para a segunda nação mais populosa de África.
"Quando ouvi falar da escassez global e do elevado preço dos ventiladores [27.613 euros cada um], pensei em construí-los eu próprio", disse Ezedin, em entrevista à DW. "A Etiópia costumava importar essas máquinas, mas não acho que os países estrangeiros nos vão ajudar neste momento".
Tendo em conta que Ezedin nunca tinha construído um ventilador, partiu à pesquisa de manuais online. A sua invenção baseou-se numa bolsa de plástico, conhecida como bolsa "Ambu", um ventilador mecânico e um ecrã operado a partir de um telemóvel.
Depois de testar, com sucesso, um protótipo, começou a produzir e a entregar as novas máquinas à comunidade local.
Äthiopien Addis Abeba | Coronavirus | Ezedin, Erfinder
Alerta de coronavírus
O jovem inventor começou a construir um dispositivo para lembrar as pessoas que não devem levar as mãos à cara, uma das principais recomendações da campanha global de sensibilização na luta contra o novo coronavírus.
"O dispositivo é como um relógio com um sensor", disse Ezedine. "Sempre que a mão se aproxima da cara, o dispositivo toca, de forma a lembrar o utilizador a não tocar no rosto".
O dispositivo é feito de aparelhos elétricos acessíveis, descartados e de materiais plásticos que não se decompõe facilmente. Ezedine descreve o aparelho como "polivalente".
"Pode-se também usar o aparelho para monitorizar o distanciamento físico de 1,5 metro, necessário para combater o vírus, aplicando-o no cinto", acrescentou.
 
Assistir ao vídeo04:05

Guiné-Bissau: “Homem Novo” em busca da cidade mais limpa de África

Falta de fundos
Apesar dos seus melhores esforços, as invenções de Ezedine tardam em chegar à comunidade local. Entre as suas muitas inovações, apenas um alarme de incêndio e o saboneteiro sem contato foram implementados até agora.
"A produção em massa exige um grande investimento. Está para além da minha capacidade de iniciá-la sozinho. Exige uma grande injeção de capital", revelou Ezedine, afirmando que o maior problema na Etiópia "é que os inventores que querem trabalhar por iniciativa própria nunca obtêm apoio financeiro do Governo".
Quando o Ministério da Ciência e da Inovação da Etiópia, em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), lançou recentemente um desafio Covid-19, Ezedine não tardou a apresentar a sua lista de invenções. Em 2019, ganhou um prémio de 7.415 euros pela conceção de uma bicicleta eléctrica e solar.
Enquanto o estudante brilhante espera, impacientemente, que as suas invenções ontenham apoio financeiro do Governo ou de investidores privados, está focado em transformar a sua paixão pela inovação numa carreira profissional. O seu objetivo é criar emprego para os desempregados.
"O meu grande desejo é aplicar estas invenções para o fim para o qual foram criadas e resolver os problemas presentes na comunidade".
fonte: DW África

Brasil: Tribunal mantém ordem para Bolsonaro apresentar exames de coronavírus.

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Advocacia-Geral da União entregou apenas relatório médico e recorreu de decisão judicial junto ao TRF-3. Tribunal dá razão ao pedido original. "O ocultamento da informação em nada tranquilizaria a população", diz juiz.
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Para juiz do TRF-3, exames de Bolsonaro são de interesse público
O Tribunal Regional da 3ª Região (TRF-3) manteve nesta quarta-feira (06/05) a determinação judicial que obriga a Advocacia-Geral da União (AGU) a entregar os laudos dos exames para detecção do novo coronavírus do presidente Jair Bolsonaro à Justiça.
O governo não havia cumprido a determinação da Justiça que ordenava a entrega de todos os testes de covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2, feitos por Bolsonaro em 18 de março. A AGU, órgão responsável pela defesa do presidente, havia apresentado apenas um relatório médico da coordenação de saúde da presidência, emitido naquela data.
A decisão do juiz federal André Nabarrete aponta a obrigatoriedade da entrega dos exames. "A sociedade tem que se certificar que o Sr. Presidente está ou não acometido da doença. Não convence (...) o caráter satisfativo da medida, dado que o ocultamento da informação em nada tranquilizaria a população", afirmou.
Na segunda-feira da semana passada, a juíza federal Ana Lúcia Petri Betto havia dado um prazo de 48 horas para apresentação dos "laudos de todos os exames" feitos pelo presidente, afirmando que o cidadão tem o direito de saber o estado de saúde do mandatário.
A entrega dos resultados dos testes foi pedida como parte de um processo judicial movido pelo jornal O Estado de S. Paulo. Na última quinta-feira, Petri Betto voltou a determinar que o governo federal apresentasse os exames de detecção da covid-19 feitos por Bolsonaro, com novo prazo de 48 horas, sob pena de multa de 5 mil reais por dia.
A AGU recorreu da decisão ao TRF-3 sob o argumento de que não existe obrigação legal de fornecer os exames.
Na decisão emitida nesta quarta-feira, Nabarrete analisou o recurso da defesa do presidente de que o pedido teria apenas um interesse jornalístico. "O direito de informar tem interesse público e não é de menor importância, uma vez que se refere à saúde do Senhor Presidente da República, agente político máximo, no contexto de uma crise sanitária excepcional", apontou o magistrado.
Ainda de acordo com o juiz federal, a função da imprensa é informar fatos relevantes para a sociedade – e, só por isso, a ação já se justificaria.
No início de março, Bolsonaro fez uma viagem oficial aos Estados Unidos. Após o retorno ao Brasil, vários integrantes da comitiva presidencial foram diagnosticados com covid-19, inclusive o secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten. Bolsonaro foi examinado, mas jamais apresentou os resultados dos testes, apenas afirmou que eles deram negativo.
Nesta quarta-feira, foi tornado público que o porta-voz da Presidência da República, o general Otávio Rêgo Barros, de 59 anos, obteve teste positivo para a covid-19. Segundo sua equipe, ele teve sintomas leves, está bem de saúde e cumpre isolamento em sua casa.
Nabarrete destacou a urgência do processo, lembrando o avanço diário da pandemia do coronavírus, com aumento de mortos e infectados. Na quarta-feira, o Brasil bateu recorde de óbitos, registrando 615 em decorrência da covid-19 em 24 horas, com o total chegando a 8.536. O país tornou o sexto no mundo com maior número de mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins.
RK/ots
fonte: DW África

Covid-19: Estudantes cabo-verdianos pedem ajuda para regressar do Senegal.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Os alunos estão a passar dificuldades para suportar os gastos com alimentação e aluguer no país. Apesar dos pedidos de repatriamento na embaixada de Cabo Verde, eles não estão a ser vistos como prioridade na pandemia.
Alunas cabo-verdianas no Senegal entrevistadas pela DW
Alunas cabo-verdianas no Senegal entrevistadas pela DW
A pandemia da Covid-19 está a complicar a vida de muitos estudantes cabo-verdianos que estão no Senegal por conta própria ou com bolsas de estudo. Muitos deles são de famílias de baixa renda e queixam-se da falta de apoio das autoridades cabo-verdianas. Por causa destas dificuldades, cerca de 30 de estudantes estão a pedir para serem repatriados para Cabo Verde.
Em entrevista à DW, alguns destes alunos confirmaram ter pedido apoio à embaixada cabo-verdiana em Dakar, mas sem sucesso. Aline Sequeira é estudante do 1º ano de Relações Internacionais e Diplomacia e contou como foi o contato com as autoridades.
"Nós chegamos a falar com eles por duas vezes. Na primeira vez, disseram-nos que, naquele momento, não havia como, porque não tinha voos. Entretanto, disseram-nos que poderia vir a surgir um voo para repatriar as rabidantes que estavam aqui e que poderíamos comprar a passagem para que, se no caso desse, fôssemos juntamente com elas", afirmou a estudante.
Segundo a jovem, na hora de adquirir os bilhetes para regressar a casa, não puderam comprar porque não estavam na lista das prioridades.
"Fomos comprar a passagem e nos disseram que não vendiam passagens para os estudantes e que não dava para irmos. Na segunda vez, disseram-nos que naquele momento não éramos a prioridade", completou Aline Sequeira.
Custos no Senegal
Para contornar as dificuldades, os estudantes estão a morar em grupo para diminuir os custos com a renda e suportar as despesas,  explica Alexandra Gomes, que está no 1º ano do curso de Francês:
"Somos quatro meninas num quarto. Uma teve que deixar a sua casa onde morava sozinha, para vir juntar-se a nós. A outra que estuda fora de Dakar, devido ao fecho das escolas por causa desta pandemia, teve que vir para ficar conosco. Agora, estamos todas unidas e nós as quatro dividimos as despesas para ver se conseguimos amenizar os gastos".
Igor Sanches, estudante de Direito na Universidade Cheick Anta Diop, é quem tem dado a cara em defesa dos estudantes cabo-verdianos com dificuldades no Senegal. O estudante critica: "As autoridades não têm estado a ver quais são os nossos problemas no Senegal".
 
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Covid-19: As dificuldades dos mais pobres em Cabo Verde

De acordo com Igor Sanches, os estudantes foram "abandonados". "Nunca fomos vistos no Senegal. Nunca a embaixada nos chamou. Eles têm os nossos números de telefone, mas nunca nos chamaram para saber o que se passa conosco", relatou o estudante de Direito.
Segundo Sanches, a embaixada confirmou que repatriar os estudantes que estão fora do país não é uma prioridade do Governo."Chamei o embaixador para colocar os problemas e a resposta que ele me deu é que a prioridade agora era para aquelas pessoas que estão a enfrentar o coronavírus em Cabo Verde".
Sem apoio do Governo
Cerca 70% dos estudantes cabo-verdianos no Senegal não têm apoio do Governo de Cabo Verde, de acordo com Igor Sanches. Ele lembra que, até agora, a embaixada só alugou uma casa para colocar os 14 alunos que ficaram desalojados devido ao encerramento da residência estudantil, por causa da Covid-19.
"Há muitos estudantes que já ficaram sem pagar a escola. Nós precisamos de mais ajuda no Senegal. Precisamos de mais ajudas para os nossos estudantes. Não se pode abandonar os estudantes desta maneira", apelou.
A reportagem da DW tentou ouvir o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades de Cabo Verde. No entanto, Luís Filipe Tavares pediu-nos para contatar o embaixador de Cabo Verde em Dakar, que, segundo o ministro, tem apoiado os estudantes com rendas de casa e outros apoios pontuais.
Entretanto, o ministro Luís Filipe Tavares lembrou que, neste momento, há centenas de pedidos de repatriamento de estudantes cabo-verdianos em vários países e que o Governo está a analisar esta problemática para ver as melhores soluções.
Até ao fechamento desta reportagem, não obtivemos nenhuma resposta da embaixada de Cabo Verde em Dakar.
fonte: DW África
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