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Postagem em destaque
MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...
domingo, 3 de novembro de 2024
Guiné-Conacri: Retirada do principal patrocinador Guicopres, FGF nega e tranquiliza.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Apesar da notícia de que o Patrocinador do campeonato nacional e da selecção guineense, Guicopres SA teria suspendido o seu contrato de patrocínio com a Federação Guineense de Futebol, o organismo reagiu rapidamente e desmentiu a notícia antes de tranquilizar...
Isto é um grande espinho nos pés da Federação Guineense de Futebol, que está prestes a perder um dos seus maiores apoiantes financeiros. Este é o Grupo Guicopres vinculado à instituição que está sediada em Teminetaye desde outubro de 2022 e que movimenta 15.000.000.000 GNF por ano.
Segundo informações publicadas na imprensa guineense na manhã deste sábado, a construtora suspendeu o contrato de patrocínio com a Federação Guineense de Futebol por incumprimento de determinadas obrigações contratuais.
Só que na noite deste sábado, 2 de novembro de 2024, a Federação Guineense de Futebol, através de um comunicado de imprensa, apoia que “GUICOPRES continuará a apoiar o futebol guineense…” e confirma que “GUICOPRES não retirou o patrocínio e não irá sei fazer por motivos óbvios…”.
O órgão assegura que “o Presidente e CEO do Guicopres, Sr. Kerfalla Camara KPC, reiterou na tarde de sábado, 2 de novembro de 2024, a sua vontade de apoiar o futebol guineense e indicou claramente que nunca o tinha dito que o abandonou. Pelo contrário, esperava que o processo de trocas sobre os principais aspectos do contrato fosse revisto, evitando doravante tudo o que pudesse afectar a sua boa execução..."
Flash na panela ou problema real se aproximando? só o tempo dirá.
fonte: guin360.com
África: China anuncia construção de grandes infra-estruturas.
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A Tanzânia dá um passo crucial no seu programa de infra-estruturas com a assinatura de uma parceria estratégica com a China Communications Construction Company Limited (CCCL) para a construção de uma ponte importante em Dar es Salaam. Este projecto, anunciado no dia 22 de Outubro pelo Ministério das Obras Públicas através das suas redes sociais, visa melhorar a rede rodoviária e agilizar o trânsito numa cidade onde as infra-estruturas são frequentemente testadas por condições meteorológicas severas.
A nova infra-estrutura, com uma extensão de 390 metros, está prevista no eixo rodoviário Fire-Ubungo, com um custo total estimado em 97,1 mil milhões de xelins tanzanianos (aproximadamente 35,6 milhões de dólares). Esta ponte faz parte de um plano mais amplo de modernização das estradas em Dar es Salaam, concebido para mitigar os impactos das chuvas sazonais, particularmente as causadas pelo fenómeno climático El Niño, que degrada significativamente a rede rodoviária.
As recentes chuvas agravaram os problemas de mobilidade na província de Dar es Salaam, tornando algumas estradas intransitáveis. Esta ponte pretende aliviar o congestionamento, nomeadamente nas zonas mais afetadas pelas intempéries, permitindo um trânsito mais tranquilo e reduzindo os frequentes engarrafamentos que atrasam o transporte urbano.
Para levar a cabo este projecto, o governo da Tanzânia, através da sua agência rodoviária TANROADS, conta com parcerias sólidas, particularmente com a China, um grande interveniente no sector das infra-estruturas em África. Além de financiar esta ponte específica, a Tanzânia atribuiu um envelope de 125 mil milhões de xelins (46 milhões de dólares) para um programa de reabilitação de estradas na região de Dar es Salaam, destinado a restaurar infra-estruturas danificadas pelas chuvas torrenciais.
As obras, que deverão durar 24 meses, marcam um grande passo em frente na estratégia de desenvolvimento de infra-estruturas da Tanzânia. O país pretende reforçar não só as suas estradas e pontes, mas também a sua resiliência aos desafios climáticos. O governo esforça-se por garantir uma rede rodoviária sustentável, capaz de resistir aos caprichos das estações chuvosas, e permitir o desenvolvimento económico contínuo.
Este projecto não é simplesmente uma resposta imediata aos actuais problemas de mobilidade. Faz parte de uma visão mais ampla, a de transformar Dar es Salaam numa cidade mais bem equipada para o futuro, apoiando o crescimento económico do país e facilitando o transporte de mercadorias e pessoas. Esta ponte deverá também contribuir para uma melhor ligação entre as diferentes zonas da cidade, optimizando o comércio e melhorando a qualidade de vida dos residentes.
FONTE: https://lanouvelletribune.info/2024
ANGOLA: PGR DO MPLA FALA BEM QUANDO ESTÁ… CALADO!
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A empresária angolana Isabel dos Santos, que reside no Dubai, reiterou hoje, num comunicado, aquilo que todos (nomeadamente a Procuradoria-Geral da República de Angola) sabem. Ou seja, que sempre esteve localizável e disponível para ser ouvida num processo em que é acusada de 12 crimes associados à sua gestão na petrolífera Sonangol.
Aposição de Isabel dos Santos, que insiste que é visada num processo “político” surge em resposta a declarações do Procurador-Geral da República de Angola, Hélder Pitta Groz, feitas na quarta-feira em Portugal em que afirmou que o pedido de detenção de Isabel dos Santos no Dubai já foi enviado “há mais de um ano” e que continua à espera que seja cumprido.
“O tratamento é manifestamente desigual. Se não se tratasse de um processo político contra a filha do antigo Presidente da República de Angola [José Eduardo dos Santos, falecido a 8 de Julho de 2022), o próprio Comité de Avaliação e Análise para o Aumento da Eficiência do Sector Petrolífero, em 2016 dirigido por Edeltrudes Costa, que ordenou e decidiu a contratação de consultores para a reestruturação da Sonangol, seria investigado, bem como os ministros que também seriam investigados e detidos. Isto se não fosse todo este processo, um processo político contra uma única pessoa: Isabel dos Santos”, afirma Isabel dos Santos no comunicado.
Nas declarações aos jornalistas em Lisboa, o PGR do MPLA (versão general João Lourenço) lamentou que as autoridades árabes não procedam à detenção de Isabel dos Santos, mas salientou que o mais importante é que a filha do antigo Presidente de Angola se coloque à disposição das autoridades.
“As declarações do Senhor Procurador-Geral da República de Angola confirmam que eu não estou (nem nunca estive) em parte incerta ou desconhecida. Ou seja, é falso que as autoridades angolanas não me conseguem localizar. Como ele próprio declarou, conhece a minha morada e o meu paradeiro há mais de ano e meio, confirmando o que eu sempre afirmei: não sou fugitiva da Justiça”, afirma Isabel dos Santos.
“Estou, e sempre estive, disponível para prestar esclarecimentos no interesse da verdade. Durante mais de quatro anos participei e respondi em todos os processos, em Angola, Portugal ou qualquer outra jurisdição, sempre que fui solicitada”, acrescenta.
Pitta Groz, correspondendo às ordens superiores do Presidente João Lourenço, negou as alegações de processo político apresentadas pela defesa de Isabel dos Santos.
“A melhor forma de ela [Isabel dos Santos] poder demonstrar que é um processo político é colocar-se à disposição dos órgãos de justiça de Angola e aí poder mostrar, como diz, com provas concretas, que é um processo político e não que há factos ilícitos, é o melhor caminho para isso”, disse o Procurador angolano.
No entanto, segundo Isabel dos Santos, há mais de quatro anos que os processos estão todos sob segredo de justiça, tanto em Portugal como em Angola.
“Não me é possível saber as razões ou suspeitas que existem sobre mim pois é-me negado o acesso aos processos. Em consequência do ‘segredo de justiça’ também não me é permitido prestar esclarecimentos ou apresentar provas contraditórias, que podem eliminar as suspeitas e demonstrar a minha inocência e esclarecer a verdade”, responde a empresária angolana.
“Há mais de quatro anos que tenho as contas bancárias bloqueadas, há mais de quatro anos que estou impedida de trabalhar, há mais de quatro anos que estou impedida de pagar impostos ou, até, de viajar, há mais de quatro anos que as minhas participações nas minhas empresas estão bloqueadas; há mais de quatro anos que não me posso verdadeiramente defender, pois tudo é secreto”, insistiu.
Para a defesa de Isabel dos Santos, os países que respeitam os mais básicos Direitos Humanos não sujeitam as pessoas a segredos de justiça, negando assim, há vários anos, o direito da pessoa conhecer as suspeitas que recaem sobre si, de se defender e apresentar provas ou esclarecimentos para descoberta da verdade.
“Ao contrário do que afirma a PGR de Angola, o meu caso trata-se claramente de um processo político e a realidade dos factos assim o demonstra. Caso não se tratasse de um processo político, todos os outros membros do Conselho de Administração da Sonangol, que comigo trabalharam e decidiram contratar e pagar consultores, seriam acusados e teriam ordens de detenção, bem como as empresas consultoras como a BCG, McKinsey, PWC, Vieira de Almeida — Sociedade de Advogados, entre outros, que estiveram a trabalhar na Sonangol em 2016 e 2017 com mais de 130 consultores na sua sede, em Luanda. Também estes teriam ordens de detenção e as contas bancárias e empresas bloqueadas”, argumenta Isabel dos Santos no comunicado.
Antes considerada a mulher mais rica de África, Isabel dos Santos, idolatrada pelas mais insignes figuras políticas de, por exemplo, Portugal, que vive fora de Angola há vários anos, é acusada de 12 crimes num processo que envolve a sua gestão à frente da petrolífera estatal Sonangol entre 2016 e 2017.
O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação revelou em 2020 mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de Luanda Leaks, que pormenorizam alegados esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, entretanto falecido, que lhes terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano através de paraísos fiscais.
Independentemente das teses da PGR do MPLA e de Isabel dos Santos, parece cada vez ais claro que todo o processo, para além de mostrar que os seus pés de barro estão a desmoronar-se, é um acerto de contas mal feito e politicamente letal para as partes envolvidas. E se parece…
“Arrestar não só os bens pessoais, como o produto de contas bancárias, mas os activos que constituem o império económico e financeiro de Isabel dos Santos em Portugal, como a NOS, o EuroBic ou a Efacec, é fundamental para começar a desmontar este império sujo que Isabel dos Santos criou com enorme cumplicidade das autoridades políticas e regulatórias portuguesas”, afirmou na altura João Paulo Batalha, presidente da direcção da Associação Cívica Integridade e Transparência, no dia 15 de Abril de 2020 à DW, comentando a decisão da justiça portuguesa, tomada em Março, de congelar as participações da filha do ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, em empresas como a NOS e Efacec.
Para João Paulo Batalha, este era um passo importante para evitar que Isabel dos Santos fuja com o referido património e se ponha a salvo da justiça, quer portuguesa quer angolana. Em Janeiro deste ano, as autoridades angolanas solicitaram a colaboração da justiça portuguesa para o arresto das participações que Isabel dos Santos detém nas sociedades NOS, Efacec e no Eurobic, como via para obter garantia de retorno patrimonial de 1,2 mil milhões de dólares (cerca de 1,15 milhões de euros).
Certo é que este é um imbróglio que não consegue separar o que é da justiça e o que é da (baixa) política: De certa forma, até a justiça portuguesa está a ser instrumentalizada pela PGR de Angola.
Em Abril de 2020, a Winterfell, empresa de Isabel dos Santos que controlava a Efacec, acusou a justiça angolana de provocar “danos injustificáveis” às empresas portuguesas e estar a usar indevidamente a justiça em Portugal para “fins não legais e desproporcionais”.
Em comunicado citado pela agência Lusa, a empresa salientou na altura que a justiça angolana, além de ter arrestado bens num valor superior ao suposto crédito reclamado a Isabel dos Santos (1,1 mil milhões de euros), dá um tratamento diferente a empresas portuguesas e angolanas, solicitando medidas judiciais em Portugal que não foram aplicadas em Angola.
Como exemplo, a Winterfell lembrava que, em Angola, “o procurador não solicitou o bloqueio das contas das empresas, nem impediu que fossem pagos salários, rendas, impostos, água e luz”, enquanto em Portugal “pediu o bloqueio das contas, impedindo-as de operar e forçando a sua insolvência, levando ao despedimento de uma centena de trabalhadores”, situação agravada à época pela crise decorrente da pandemia de Covid-19.
A PGR angolana dá passos maiores do que a perna e não sabe como é que há-de descalçar a bota e nem repara que está descalça… E, portanto, está de alguma forma a tentar que a justiça portuguesa faça o trabalho que ela não consegue fazer.
O próprio processo movido contra Isabel dos Santos é um processo juridicamente mal feito e que politicamente tenta mostrar uma realidade que, de facto, não corresponde aos factos. Quer o Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, quer a justiça portuguesa, em geral, não têm (ou não quer ter) a noção de que este é um caso político, um acerto de contas mal feito por parte da PGR angolana.
João Paulo Batalha nas declarações à DW mostrou-se esperançado que seja possível devolver ao povo angolano grande parte dos activos desviados, mas considera também fundamental investigar a origem da fortuna de Isabel dos Santos e os crimes de corrupção, de favorecimento e de branqueamento de capitais que eventualmente lhe são imputados, respectivamente em Angola e Portugal. O presidente da Integridade e Transparência considerou que a justiça portuguesa continuava a agir de forma tímida e pedia mais investigação sobre as cumplicidades políticas e económicas que permitiram à filha primogénita de José Eduardo dos Santos ser tão bem recebida em Portugal e acumular o seu vasto património.
Em causa, afirmou, estavam “as responsabilidades não só de Isabel dos Santos, mas de toda esta rede que a ajudou a montar todo este império e que continua provavelmente activa no apoio a outras altas figuras do Estado angolano”, também elas com fortunas de origem suspeita ou desconhecida e que continuam a fazer negócios e a trazer para Portugal muita riqueza acumulada de forma suspeita.
Recorde-se que, na mesma altura, a plataforma Projecto de Investigação ao Crime Organizado e Corrupção (OCCRP, sigla em inglês), revelou que mais de uma dezena de entidades de influência da elite angolana e seus familiares usaram o sistema bancário para desviar centenas de milhões de dólares para fora do país, incluindo companhias alegadamente associadas a Isabel dos Santos.
Folha 8 com Lusa
NIGÉRIA “REGRESSA” A ANGOLA
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O grupo Heirs Holdings, que actua na área de investimentos com sede em Lagos, Nigéria, pretende estabelecer uma presença sólida em Angola a partir de 2025, para apoiar e acompanhar empresas angolanas e jovens empresários, e contribuir para a transformação económica do país.
Aintenção foi expressa pelo CEO da empresa, Tony Elumelu, que falou à imprensa após uma audiência com o Presidente da República, general João Lourenço (foto), no Palácio Presidencial, em Luanda.
Entre as iniciativas que a empresa tenciona implementar em Angola, Tony Elumelu destacou a criação de programas de financiamento para pequenos empresários, com valores a partir de cinco mil dólares, a fim de criar empregos e o fortalecer a economia.
“Haverá várias formas de apoiar os nossos jovens empresários, tanto através da minha fundação como também do banco. Para os pequenos empresários, haverá verbas a partir de cinco mil dólares, para que possam lançar os seus negócios”, disse.
O CEO disse estar satisfeito por estar em Angola, pela segunda vez e lembra que começou a ter contacto com o país em 2010, através da sua fundação, a Tony Elumelu Foundation, que apoiou jovens empresários angolanos com 10 mil dólares para iniciarem os seus negócios.
Após o encontro com o Presidente João Lourenço, Tony Elumelu disse que vai reunir com jovens empresários angolanos para explorar novas oportunidades de colaboração e identificar áreas específicas de apoio.
Em 2020, Tony Elumelu, na qualidade de presidente do Banco Unido da África (UBA) e uma das pessoas mais ricas da Nigéria, disse à AFP que era necessário um “Plano Marshall” para ajudar África a enfrentar a tempestade. “Há uma necessidade urgente de governos africanos e parceiros internacionais intensificarem um pacote de estímulo económico de emergência para o continente”, disse o magnata, que ofereceu cerca de 12 milhões da sua fortuna para enfrentar a crise (Covid).
Mas as autoridades reclamam que não é fácil fazer com que grandes empresas em África e credores internacionais ajudem rapidamente. “Por enquanto, ninguém realmente participou”, disse uma autoridade da União Africana à AFP sob condição de anonimato. “Os mais inclinados a dar rapidamente são os chineses. É por isso que recebemos a ajuda rapidamente de Jack Ma.”
Queremos que os bilionários africanos sigam esse exemplo, mas infelizmente com muita frequência, é apenas um caso de aparências”, afirmou a fonte. O funcionário apontou as promessas de apoio durante a epidemia de ébola que devastou a África Ocidental de 2014 a 2016. “Além de Dangote e Motsepe, muito poucas pessoas realmente liberaram o dinheiro”, disse.
O império de Aliko Dangote, o homem mais rico de África, está espalhado por todo o continente, com os seus tentáculos de negócios e fábricas. Youssoufou, da fundação Dangote, insiste que quer “comprometer-se com o continente”, mas disse que a prioridade é ajudar a Nigéria.
Agora, à medida que os números aumentam, empresas e governos da região estão intensificando seus próprios esforços para mobilizar fundos.
Aliko Dangote nasceu em Cano uma grande cidade nigeriana que desde 1809 é habitada pelos fulas, uma antiga etnia de nómades da África ocidental da qual Aliko Dangote faz parte, desde 1977 actua no secctor industrial, inicialmente como um pequeno comerciante de cimento e açúcar e produtos alimentícios, hoje o Dangote Group possui mais de 11 000 funcionários e a sua sede fica em Lagos, a maior cidade da Nigéria.
Dangote formou-se na Universidade Al-Azhar, no Cairo, e possui uma enorme passagem na política interna de seu país, já apoiou diversos candidatos políticos que venceram em eleições locais.
Em 14 de Novembro de 2011 foi distinguido com a mais alta condecoração da Nigéria, tornando-se membro da Ordem da República Federal (MF ) pelo presidente Goodluck Jonathan, com quem possui relações políticas e económicas, já que o próprio Aliko Dangote assumiu ter relações com a política interna e externa de seu país.
Aliko Dangote, é dono do Dangote Group, um grande conglomerado da Nigéria, que actua em múltiplos sectores industriais como a Indústria de cimento e alimentos, o grupo possui como principais produtos de venda açúcar, refrigerantes, arroz, batatas, farinha e cimento, e também o sector de investimentos e seguros bancários. Trabalha principalmente na Nigéria, Gana, Benin, Togo e África do Sul. Dangote é a pessoa mais rica da Nigéria e do continente africano, com uma fortuna estimada em 11,2 bilhões de dólares segundo a revista Forbes de 2011, ano em que ficou à frente do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg.
Aliko Dangote controla grande parte do comércio e de “commodities” da Nigéria através das suas conexões empresariais e políticos. O grupo Dangote foi fundado originalmente como uma pequena empresa de açúcar em 1977, e hoje rende milhões de dólares em lucro líquido. O grupo deixou de ser uma pequena empresa de comércio para ser o maior grupo industrial da Nigéria.
Em 23 de Maio de 2010 o jornal britânico Daily Mirror anunciou que Aliko Dangote estaria interessado em comprar 16% das acções do Arsenal Football Club da primeira liga inglesa.
fonte: folha8
Níger – França: uma nova batalha em perspectiva?
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A ruptura nas relações entre a França e o Níger, que começou em Julho de 2023 com a saída das forças militares francesas do território nigerino, está a sofrer uma nova reviravolta. Desta vez, é no plano económico que se desenrola o confronto, estando em jogo o urânio, recurso estratégico do qual o Níger é um dos principais produtores mundiais. Após décadas de presença francesa no sector mineiro do Níger, as autoridades de Niamey comprometeram-se a redefinir as regras do jogo, nomeadamente retirando certas licenças de exploração à Orano, antiga Areva, e manifestando o seu desejo de diversificar as suas parcerias com a Rússia e o Irão .
Uma profunda reestruturação do sector mineiro
O Níger está a preparar activamente uma revolução no seu sector mineiro. A criação da Companhia Nacional de Urânio Timersoi (TNUC) marca o primeiro passo nesta transformação. Esta nova entidade estatal simboliza o desejo das autoridades nigerinas de recuperar o controlo dos seus recursos naturais. Esta estratégia manifesta-se também no empenho da Société du patrimoine des mines du Niger (Sopamina) que acaba de anunciar a aquisição de 210 toneladas de urânio, uma decisão que reflecte a determinação de Niamey em manter a actividade mineira sob o seu controlo directo. Esta reorganização ocorre num momento em que o país afirma querer diversificar as suas parcerias, particularmente com a Rússia e o Irão.
As consequências de uma separação anunciada
Perante estas convulsões, Orano, herdeiro de uma presença francesa que remonta a 1971, encontra-se numa posição delicada. O grupo, que manteve apenas um sítio ativo após o encerramento da Akokan Mines Company em 2021, acaba de anunciar a suspensão da sua produção. Esta decisão, em vigor desde 31 de outubro, surge num contexto tenso marcado pela retirada da licença de exploração da jazida de Imouraren em junho. No centro desta crise, permanecem bloqueadas 1.050 toneladas de concentrado de urânio, num valor estimado de 300 milhões de euros. Se Orano propõe a sua exportação para França ou Namíbia, as autoridades nigerinas contestam esta opção, denunciando uma decisão unilateral que prejudica a governação da Société des mines de l'Aïr (Somaïr), da qual Orano detém 63,4% das ações.
fontw: https://lanouvelletribune.info/2024/
[AO VIVO] Acompanhe a grande reunião de Ousmane Sonko em Kolda (eleições legislativas de 2024).
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Cabeça de lista de Pastef, Ousmane Sonko reuniu-se em Ziguinchor, no âmbito da campanha eleitoral para as eleições legislativas antecipadas. A oportunidade para o Primeiro-Ministro anunciar que a lei de amnistia, votada e aprovada pela Assembleia Nacional há alguns meses, será atacada e revogada assim que o seu partido obtiver maioria na Câmara.
“Numa sociedade, as pessoas não podem esconder-se atrás do Estado, usar os seus meios para conspirar contra os outros, matar manifestantes desarmados e depois tratá-lo como se nada tivesse acontecido (…) Estas pessoas” Aí (o antigo regime) pensam que o a lei de amnistia é para eles, mas não precisamos dela", declarou Ousmane Sonko. O Primeiro-Ministro prometeu: “No dia 17 de Novembro, depois de obter uma esmagadora maioria na Assembleia Nacional, a revogação da lei de amnistia será uma das primeiras decisões”.
Ousmane Sonko também falou do que alguns chamaram de “Protocolo do Cabo Manuel”. “Quando me enviaram emissários ao Cabo Manuel para propor uma lei de amnistia, respondi que não estávamos interessados. O que nos interessa é a libertação dos jovens encarcerados, mas uma lei de amnistia que proteja os assassinos, não a aceitamos. finalmente concordou, após insistência, apenas se permitisse a libertação de jovens, e não para encobrir crimes de sangue", acrescentou em comentários relatados pela RTS.
seneweb.com
Senegal: Finança - Samm Sa Kaddu critica Bassirou Diomaye Faye por perpetuar “dependência tóxica” da dívida.
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Num comunicado de imprensa recebido pela Seneweb, a comissão de comunicações da coligação "Samm sa Kaddu" discutiu as finanças públicas do Senegal. Segundo o partido envolvido nas Legislativas, cujo cabeça de lista é Barthélémy Dias, o governo de Bassirou Diomaye Faye endividou-se na ordem dos 1.100 mil milhões de euros em 7 meses de reinado. Pior, acrescenta a coligação, o Senegal terá de reembolsar 8,125 mil milhões de FCFA entre 2025 e 2027. Aqui está o comunicado de imprensa completo.
“Desde Junho de 2024, as emissões de obrigações sucederam-se, como tantos golpes de martelo sobre a fragilidade económica do país. A manobra mais retumbante foi a Eurobond de 450 mil milhões de FCFA, emitida com uma casualidade alarmante, cujas consequências foram significativamente menos brilhantes. do que as edições anteriores Em 2021, no meio de uma crise de saúde, o Senegal conseguiu angariar 508 mil milhões de FCFA durante um período de 16 anos, com. uma taxa de 5,3%.
Hoje, nem sequer é certo que as receitas arrecadadas possam compensar o colapso do nosso tesouro nacional. A última estimativa do montante da dívida durante a era Diomaye é de mais de 1100 mil milhões em 7 meses.
As organizações da sociedade civil, longe de estarem tranquilizadas, levantaram mesmo a possibilidade de comissões ocultas, levantando questões embaraçosas.
Este sobre-endividamento excessivo conduziu a um serviço da dívida insustentável. A acumulação do serviço da dívida, dos custos com pessoal e dos subsídios consome uma grande parte das receitas ordinárias do Estado do Senegal.
No seu comunicado de imprensa n.º 24/329 de 12 de setembro de 2024, o Fundo Monetário Internacional (FMI) fez as seguintes conclusões:
- Abrandamento da actividade económica durante o primeiro semestre com perspectivas semelhantes até ao final de 2024. Esta situação é provocada pela queda das receitas fiscais e aduaneiras e pelo aumento da despesa (subsídios e dívida de serviços fiscais).
- Crescimento mais lento do que o esperado devido a dificuldades nos setores de mineração e construção
- Um défice orçamental projetado em 7,5%, muito acima dos 3,9% previstos no orçamento inicial
- Dívida superior ao critério de convergência da UEMOA fixado em 70% do PIB
Este quadro sombrio da economia senegalesa estabelecido pelo FMI conduzirá necessariamente a uma deterioração das condições de vida das populações devido à eliminação dos subsídios à electricidade, aos hidrocarbonetos e aos bens de primeira necessidade.
Entretanto, o Senegal deve agora esperar reembolsar 8,125 mil milhões de FCFA entre 2025 e 2027, uma montanha que esmaga o nosso horizonte económico e torna amargas as promessas de um “renascimento” que nos foram vendidos. Então, de que valem estes compromissos se não tivermos a coragem de romper com esta dependência tóxica da dívida, em favor de uma autonomia que teria restaurado a esperança de todo um povo?
A comissão de comunicação da coalizão SAAM SA KADDU"
fonte: seneweb.com
Senegal: Política - Macky Sall e WhatsApp: Um perigoso desafio político?
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Aguente firme, o Senegal entrou claramente na era digital! À medida que as eleições legislativas se aproximam, o ex-presidente Macky Sall decidiu usar o WhatsApp para reanimar as suas tropas. Sim, claro, WhatsApp! Esta não é uma estratégia política, é uma tentativa de salvar o Titanic com uma bóia de espuma!
Sall Ngary, sentado num sofá, com o smartphone na mão, fala como se estivesse a lançar um desafio TikTok. “Amigos, hoje vamos falar das eleições legislativas! » Parece que ele vai revelar uma receita de Maffé, mas não, é um apelo à união... que soa tão convincente quanto um vendedor de flip phone em 2023.
E depois há esta comparação com Karim Wade. Ah, Wade-filho! O homem que conseguiu transformar o Pds numa espécie de relíquia política. Durante anos ele tentou adotar essa abordagem, sem sucesso. Macky, por sua vez, pode estar dizendo para si mesmo: “Se Karim falhou com as mensagens de voz, por que não eu com uma selfie? » Mas atenção, uma selfie que pode acabar virando meme nas redes, porque nesta fase a credibilidade é tão rara quanto um peixinho dourado no deserto!
Mas ele ainda tem chances de ser ouvido. Porque não existe neste governo um certo Moussa Bocar Thiam, este campeão do bloqueio da Internet. Se algum dia decidirmos cortar a rede, os ativistas de Takku Wallu deveriam se acostumar a fazer sinais de fumaça para se comunicarem. Imagine-os agitando bandeiras com a foto de Macky: “Olha, é ele, o homem que fala conosco das sombras! »
Então, o que estamos esperando? As eleições aproximam-se e estamos todos aqui, com os nossos smartphones na mão, à espera do próximo maestro deste caótico concerto. Esperemos apenas que Macky não acabe lançando um desafio viral… “O desafio da unidade: quem consegue fazer a melhor montagem de vídeo da última campanha? »
Vamos, vamos rir juntos! Porque com tal cenário, a política senegalesa poderá muito bem tornar-se a melhor sitcom do ano!
fonte: seneweb.com
sexta-feira, 18 de outubro de 2024
PR de Cabo Verde admite falhas no pagamento de salários à primeira-dama, mas diz que valores foram repostos.
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José Maria Neves fala sobre uma intensa campanha de politização, de procura de ganhos para agendas não declaradas e, pior ainda, de diabolização de pessoas e tentativas de assassinato de caráter.
Praia —
O Presidente de Cabo Verde revelou que o montante pago à primeira-dama, Débora Carvalho, pela Presidência da República, já foi reposto, reconhece que o órgão errou e lembrou os limites impostos pelo respeito devido ao bom nome e à dignidade das pessoas, de todas as pessoas.
“Antes mesmo do pronunciamento dos tribunais, já foi feita a devolução, na íntegra, aos Cofres do Estado, do montante recebido a título de remunerações à senhora primeira-dama”, revelou José Maria Neves numa comunicação ao país nesta sexta-feira, 23, na qual voltou a explicar a decisão da Presidência da República em pagar honorários Carvalho e o seu posicionamento quando a polémica foi despoletada.
fonte: VOA
Cabo Verde: Chefe da Casa Civil da Presidência da República exonerado.
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Avelino Bonifácio Lopes, economista, consultor e antigo ministro é nomeado para o cargo
Praia —
O Presidente de Cabo Verde exonerou o Chefe da Casa Civil, Jorge Tolentino, a pedido deste.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 16, pela Presidência numa nota em que José Maria Neves também anuncia o economista e antigo ministro Avelino Bonifácio Lopes como novo Chefe da Casa Civil, a partir de 1 de novembro.
“A Presidência da República agradece ao Embaixador Jorge Homero Tolentino Araújo pelo seu dedicado serviço, augurando-lhe sucessos na sua caminhada”, diz a nota que deseja, ao mesmo tempo, a Lopes “sucessos nas suas novas funções”.
fonte: VOA
Denis Sassou-N’Guesso conversou com Umaru Sissoco Embalo antes de ir para Malabo.
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O Presidente congolês, Denis Sassou-N'Guesso reuniu-se, esta quinta-feira, 17 de Outubro de 2024, em Brazzaville, com o seu homólogo guineense, Umaru Sissoco Embalo, antes de se deslocar para Malabo, na Guiné Equatorial, onde participará na cimeira Chefes de Estado e de Governo da CEEAC.
Os dois líderes sempre demonstraram o seu desejo de dinamizar, diversificar e fortalecer ainda mais as relações entre os dois países.
Jean-Jacques Jarele SIKA / Les Echos du Congo-Brazzavillehttps://lesechos-congobrazza.com
Níger: Place Monteuil agora leva o nome do capitão Thomas Sankara.
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Agora no Níger, a Place Monteuil, localizada em frente à Esquadra da Polícia de Niamey, torna-se “Place Thomas Sankara”, em homenagem ao antigo presidente do Burkina Faso. Foi durante a cerimónia de nomeação de várias avenidas, avenidas, ruas e praças da cidade de Niamey, na terça-feira, 15 de Outubro de 2024. Data que marca também a celebração do 37º aniversário do assassinato do pai da Revolução, em Agosto de 1983. Segundo o Ministro responsável pela Cultura do Níger, Coronel Major Abdourahamane Amadou, esta operação foi iniciada após a observação de que “a maior parte destes locais tinham nomes que não representam marcos no imaginário colectivo dos nossos concidadãos”, justificou. É, portanto, para dar nova vida a estes “heróis locais e nacionais, até pan-africanos, esquecidos e menos valorizados, que se decidiu renomear e nomear determinados espaços da cidade”, acrescentou.
fonte: https://www.aujourd8.net/
Senegal: Ousmane Sonko quer revelar o desvio causado por Macky Sall.
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Ousmane Sonko não está zangado com o antigo presidente senegalês Macky Sall. Durante uma intervenção pública, o líder do PASTEF voltou a acusar o governo cessante de ter manipulado os dados financeiros do Senegal, um ataque que relança o debate sobre a gestão económica do país.
Segundo Sonko, os resultados de Macky Sall são mais sombrios do que o que foi revelado até agora. “Depois da auditoria às finanças públicas, alguns negaram os factos. Mas não se preocupe, nos próximos dias, todos os senegaleses descobrirão a realidade do que o governo cessante fez”, disse ele, sugerindo que novas revelações poderiam surgir. Sonko também afirmou ter-se reunido recentemente com responsáveis do Fundo Monetário Internacional (FMI) e descreveu estas discussões como “frutíferas”. Prometeu que os senegaleses seriam informados das verdadeiras dimensões dos alegados escândalos financeiros.
Apesar da ausência de menção explícita, o ataque de Sonko foi claramente dirigido a Macky Sall, que, numa entrevista recente à imprensa estrangeira, rejeitou estas acusações. Segundo Sonko, o ex-presidente usaria porta-vozes para tentar se defender, mas isso não mudaria a realidade dos fatos. Entre as inúmeras irregularidades denunciadas por Ousmane Sonko estão a falsificação de dados financeiros, a distribuição duvidosa de terras, a sobrefacturação, bem como a exploração de recursos naturais como ouro e diamantes. Ele promete compartilhar essas informações nos próximos dias, reforçando seu compromisso em esclarecer o que chama de má gestão.
fonte: https://www.aujourd8.net/
CONTESTAÇÃO DA VITÓRIA DA FRELIMO NAS ELEIÇÕES GERAIS EM MAPUTO: Rumo a uma crise pós-eleitoral?
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Daniel Chapo, candidato do partido no poder, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), foi declarado vencedor na capital Maputo, com 54% dos votos, no dia 13 de outubro, pela Comissão responsável pelas eleições. Embora muito parciais, estes resultados já são objeto de disputa pelos três adversários que partilham os restantes votos. São eles o general Ossufo Momade, de 63 anos, candidato da oposição, antigo membro da ex-rebelião, Renamo, Lutero Simango, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força política do país, e Venâncio Mondiane, independente candidato, um ex-Renamo. Caminhamos para uma crise pós-eleitoral? Estamos inclinados a acreditar nisso. Principalmente porque esses três candidatos não contam para a manteiga. Na verdade, Venâncio Mondiane, este homem de 50 anos, goza de grande popularidade, especialmente entre os jovens. Isto significa que ele constitui o mais sério adversário deste antigo apresentador de televisão e rádio cuja escolha de defender o padrão da Frelimo foi mais do que surpreendente. Porque, se este ex-governador da província de Inhambane, de 47 anos, não é completamente novo na política, é o único candidato do histórico partido moçambicano que não lutou na guerra civil de 1975 a 1992, mas também o mais jovem. Não importa, ele beneficia da experiência da máquina eleitoral da Frelimo que reinou suprema desde a independência de Moçambique. Em qualquer caso, salvo um terramoto, ele deverá sair vitorioso nestas eleições presidenciais, bem como nas eleições locais, para as quais 17 milhões de eleitores foram às urnas em 9 de Outubro. Principalmente porque beneficiou de recursos estatais durante a campanha que durou quarenta e cinco dias. E não é tudo: o presidente da Comissão Nacional Eleitoral, embora seja bispo anglicano no seu estado, é acusado de ser próximo dos detentores do poder. Daí até pensar que a votação é uma conclusão precipitada, é um passo que alguns deram rapidamente. De qualquer forma, aos olhos de muitos observadores, não haverá milagre. A Frelimo fará os outros três candidatos morrerem. E os resultados da capital não dizem o contrário. O mínimo que podemos dizer é que para além da fraude que alguns candidatos já denunciam, a Frelimo continua a gozar da simpatia dos moçambicanos, dado o papel histórico que desempenhou na independência do país. E tudo sugere que, enquanto não desperdiçar esta rica herança, não devemos sonhar com uma alternativa democrática no verdadeiro sentido do termo em Moçambique.
O mais importante é conseguir que os resultados sejam aceitos por todos os candidatos.
Dito isto, se o candidato da Frelimo está no bom caminho para a vitória contra os outros três candidatos, deve convencer-se de uma coisa: a imensidão dos desafios a enfrentar. Para além das questões económicas, políticas e sociais, existe a questão da segurança. Como prova, estas eleições gerais decorrem num contexto de segurança particular, ao ponto de muitos se questionarem sobre a correcta condução da votação na parte norte do país. Com efeito, desde 2017, a hidra terrorista infiltrou-se na região de Cabo Delgado, onde semeia o terror e a desolação. A violência terrorista dos Shebabs, afiliados ao grupo Estado Islâmico, deixou para trás mais de 4.000 cadáveres e deslocou mais de 600.000 pessoas. Isto significa que a questão não é vencer as eleições, mas sim trabalhar para trazer a paz aos moçambicanos. Em qualquer caso, devemos esperar que a votação seja transparente e que vença o melhor. E para isso, o órgão responsável pela organização das eleições beneficiaria se estivesse à altura do desafio. Porque o mais importante é conseguir que os resultados sejam aceites por todos os candidatos. Um desafio que não se vence antecipadamente.
fonte: lepays.bf
INTERPELAÇÃO E RELAXAMENTO DE KEMI SEBA NA FRANÇA: Tudo isso por isso?
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Preso em 14 de outubro pela Direção-Geral de Segurança Interna (DGSI), depois colocado sob custódia policial em Paris, o influenciador de origem beninense, Kémi Seba, foi libertado em 17 de outubro de 2024, sem processo judicial imediato, segundo o seu advogado. , Eu Juan Branco. Isto significa que, no final, não encontrámos nada contra Gilles Robert Stellio Capo Chichi, presidente do movimento Pan-Africanista de Emergências, cuja detenção teve o efeito de uma bomba. O activista arriscava trinta anos de prisão se fosse considerado culpado das acusações contra ele. Tudo isso, somos tentados a nos perguntar diante do grande clamor que o caso causou? Na verdade, o homem era “suspeito de fornecer informações a uma potência estrangeira com o objetivo de provocar hostilidades ou atos de agressão contra a França”. Para dizer a verdade, esta forma de fazer as coisas assemelha-se, em muitos aspectos, às práticas dos países do Gondwana. Porque, como num país dito de direitos humanos, onde a liberdade de opinião e de expressão é sagrada, podemos proceder à prisão de um cidadão com passaporte diplomático, sem garantir provas irrefutáveis contra ele? O mínimo que podemos dizer é que a DGSI não fez nenhum favor aos líderes franceses. Porque não há dúvida de que este caso do activista Kémi Seba contribuirá para manchar a imagem de França e tornar o activista mais solidário. Em qualquer caso, traz ânimo para aqueles que acusam as autoridades francesas de visarem um africano cujo único crime é denunciar o imperialismo ocidental.
Kémi Seba se beneficiaria se colocasse um pouco de água em seu vinho
Dito isto, se Kémi Seba foi libertado sem acusação imediata, é porque os caçadores da DGSI terão capturado uma “grande caça” por nada. Pelo contrário, França terá oferecido publicidade gratuita ao influenciador o que irá, sem dúvida, reforçar o seu índice de popularidade. E não ficaríamos surpresos se, nos próximos dias, o influente aliado da Rússia e do Sahel liderasse uma campanha de demonização contra a França, que está a perder neste caso. Estamos ainda mais inclinados a acreditar nisso porque a França não encontrou nada que o mantivesse detido, nem o extraditasse para o seu país de origem, o Benim, como temia ainda mais o seu advogado, obter em troca a libertação do presidente deposto Mohamed. Bazoum, como alguns suspeitavam. Quanto à hipótese da troca, Kémi Seba acabou por ser um prisioneiro irrecuperável? Temos motivos para pensar assim. Em primeiro lugar, Kémi Séba poderia ter sido um prisioneiro incômodo para o inquilino do Marina Palace que está a fazer todos os possíveis para normalizar as suas relações com o Níger, cujas autoridades gentilmente ofereceram ao Pan-Africanista um passaporte diplomático. Em segundo lugar, o Presidente Tiani, que bombardeou Kémi Seba como conselheiro especial, não disse uma palavra sobre a prisão deste último. Um sinal, sem dúvida, de que não estava disposto a discutir uma possível troca de prisioneiros com a França, que acusava constantemente, com ou sem razão, de querer desestabilizar o seu país. No entanto, se Kémi Seba escapou impune, deve saber que é porque a França é um Estado de direito onde a justiça é independente. Porque, se estivesse sob outros céus, ele teria sido colocado na masmorra sem qualquer outro tipo de julgamento. Ele está certamente a travar uma luta nobre pela libertação total do Continente Negro, mas parece errar nas suas contradições que beiram a incoerência.
fonte: lepays.bf
Bola de Ouro Africana 2024: a cerimônia será realizada em Marrocos em dezembro.
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Já conhecemos o país que sediará os Prémios CAF para a distinção Bola de Ouro Africana de 2024. É Marrocos, que acolherá o evento desportivo no dia 16 de dezembro. Tal como nas duas últimas edições, o reino Cherifian foi escolhido para a cerimónia pela Confederação Africana de Futebol (CAF), segundo o canal desportivo marroquino Arryadia, que divulgou a informação citando o Gabinete Executivo da CAF. Para esta edição de 2024, os favoritos são o nigeriano Ademola Lookman (Atalanta Bergamo), o guineense Sehrou Guirassy (Borussia Dortmund), o marroquino Brahim Diaz (Real Madrid) e o burquinense Edmond Tapsoba (Bayer Leverkusen).
fonte: seneweb.com
Laurent Gbagbo: Jacques Chirac “não é o único chefe de Estado que me pediu dinheiro…”.
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Na sua obra intitulada “Eles sabem que eu sei tudo: a minha vida em Françafrique”, Robert Bourgi afirmou que Laurent Gbagbo tinha dado 3 milhões de dólares a Jacques Chirac em 2002. O antigo presidente da Costa do Marfim confirmou recentemente as declarações do conselheiro político franco-libanês durante uma entrevista com Alain Foka.
Quando o ex-jornalista da RFI lhe perguntou se tinha medo de dizer não ao Sr. Chirac, a sua resposta não poderia ser mais clara: “Não é uma questão de medo. Em primeiro lugar, é uma surpresa ver um chefe de Estado francês pedir-me dinheiro.”
“Ele está acostumado com os fatos”
“Fiquei surpreso, atordoado, atordoado”, continuou Laurent Gbagbo, acrescentando que Chirac não foi o único líder que lhe pediu dinheiro. A segunda é “africana e é costume fazê-lo”, declarou o natural de Gagnoa, que não quis revelar a sua identidade.
“Depois, fora do microfone, posso sussurrar o nome dele no seu ouvido”, sussurra ele para Alain Foka para acalmá-lo.
Ele me disse: “Laurent, não sou ingrato, poderei lembrar disso”
Sobre Chirac, sublinha que lhe telefonou depois de receber os 2 mil milhões de francos CFA e lhe disse: “Laurent, não sou ingrato, vou lembrar-me disso”. Mas “pelas minhas costas, a França e o Burkina Faso estão a montar uma rebelião que vem atacar-me”, explicou o antigo líder costa-marfinense, um pouco como que para apontar a ingratidão do líder francês da altura.
fonte: seneweb.com
Senegal: “Diomaye-Sonko”: Amadou Bâ mostra suas garras.
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Dirigindo-se aos seus activistas em Parcelles Assainies, o chefe da lista da coligação “Jamm ak Njarin” arranhou o conjunto Diomaye Faye – Ousmane Sonko. "[...]. Eles [Diomaye e Sonko] só têm 6 meses à frente do país. E foram eleitos por 5 anos. Se você vir um único senegalês que está feliz com este regime, mostre-me , pelo contrário, todos estão estressados”, disse Amadou Bâ, ecoado por Bès Bi.
Depois do ex-presidente Macky Sall, esperava-se que o seu antigo primeiro-ministro acusasse o novo regime de falsificar os números financeiros do país. "Quem não sabe fala. Quem sabe fica calado", brinca. Eu disse que preferia observá-los para ver até onde vão levar o país. Achei que teriam de 2 a 3 anos. teste, eles ainda não tiveram um mês, e os senegaleses estão reclamando em todos os níveis 'Xamonna ni fii la laniou Dieum' mas, 'jubbanti weesul', sua responsabilidade.
Amadou Bâ insiste: “Um governo não pode perder tempo a lamentar-se e a gritar. É eleito para tranquilizar e encontrar soluções”.
fonte> seneweb.com
ANGOLA: NOBEL DA DEMAGOGIA PARA O GENERAL.
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O Governo do MPLA (no Poder em Angola há 49 anos) diz pela milionésima vez que vai mobilizar mais recursos no Orçamento Geral do Estado de 2025 para que, de forma progressiva, todas as crianças que estão no sistema público de educação (mais de cinco milhões estão fora) possam beneficiar da merenda escolar, no âmbito do Programa de Alimentação Escolar. A garantia é do general João Lourenço, Presidente da República, Presidente do MPLA e Titular do Poder do Executivo, cargos inerentes ao facto de ser o único proprietário do reino.
Ao apresentar o Estado da (sua) Nação, João Lourenço disse que o Programa de Merenda Escolar cobriu, no ano lectivo passado, pouco mais de um milhão de alunos, e vai continuar a merecer atenção do Executivo, porque os dados demonstram que, “nas localidades onde melhor executamos este programa, é maior a frequência escolar, maior a taxa de sucesso escolar e mais baixa a taxa de abandono escolar”. Uma descoberta, reconheça-se, digna de figurar nos anais da história da… humanidade.
“A componente social continua a ser essencial para que tenhamos sucesso no processo educativo, particularmente para as crianças de famílias mais carenciadas”, sublinhou o general João Lourenço, certamente com vontade de repetir a sua tese de que o MPLA fez mais em 50 anos do que os portugueses em 500.
O general João Lourenço aproveitou a oportunidade para enaltecer o papel importante que algumas empresas têm desempenhado no apoio ao Programa de Merenda Escolar, no âmbito da responsabilidade social.
“Neste, como em muitos outros domínios, a parceria entre o Estado e o sector privado afigura-se acertada. Apelo, por isso, ao nosso sector empresarial privado a juntar-se a esta iniciativa”, acrescentou com o seu habitual brilhantismo capaz de cilindrar o próprio La Palice.
Ainda no domínio do apoio social escolar, o Chefe de Estado destacou o contributo essencial que o Projecto de Empoderamento da Rapariga e Aprendizagem para Todos (PAT II) está a prestar, apoiando raparigas no domínio da saúde sexual e reprodutiva.
O projecto prevê ainda disponibilizar bolsas de estudo, para reduzir os custos das famílias, cujos filhos frequentem o I Ciclo do Ensino Secundário, abrangendo até 2025 cerca de 900 mil alunos.
O general João Lourenço garantiu igualmente que o Governo (do MPLA há 49 anos) vai continuar a prestar atenção ao Programa de Alfabetização e progredir na expansão e melhoria da educação especial, para que o país tenha uma educação cada vez mais inclusiva. Programa que, por culpa dos portugueses, João Lourenço não frequentou o que o leva a dizer se “haver necessidade” em vez de se “houver necessidade”.
“O presente ano lectivo contará, por isso, com mais 237.689 alunos comparativamente ao anterior, elevando o número de alunos matriculados no ensino geral para 9. 253.713, tendo estado disponíveis para a iniciação e a 1.ª classe um total de 1.600 mil vagas para ingresso pela primeira vez”, assegurou.
O Presidente da República apelou aos vários agentes à observância rigorosa dos planos de distribuição, para que as crianças recebam efectivamente, e em tempo útil, os seus manuais.
“Não podemos continuar a aceitar e a permitir que manuais escolares estejam a ser comercializados nos mercados, quando deviam ser gratuitamente distribuídos aos alunos”, declarou o general com a sua habitual erudição, típica de quem acha que pintar riscas nos burros os transforma em zebras.
O também Titular do Poder Executivo informou que o sector já está a implementar os novos suplementos remuneratórios para os professores do ensino superior e investigadores científicos e a melhorar a abordagem da formação contínua dos docentes, com a atribuição de 202 bolsas de estudo para docentes das instituições públicas do ensino superior que se encontravam a realizar formação por conta própria.
“É essencial continuarmos a aprimorar os mecanismos de apoio social aos estudantes, nomeadamente através das bolsas de estudo. Foram, por isso, concedidas 10 mil novas bolsas de estudo internas, perfazendo 31 mil bolsas atribuídas”, realçou.
Sobre o Programa de envio de 300 licenciados e mestres para universidades de referência, João Lourenço informou que 15 médicos concluíram a sua formação em diversas especialidades na Universidade de São Paulo, no Brasil.
As obras de reabilitação do Centro Nacional de Investigação Científica estão, garante, na sua fase final e decorrem a bom ritmo as obras de construção do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda, garantiu o Presidente João Lourenço, que espera estarem disponíveis à comunidade de investigação científica durante o ano de 2025.
SERMOS BONS NÃO NOS CHEGAVA…
«Tenho o doloroso dever de comunicar aos meus amigos e familiares, a morte hoje em Luanda, do saudoso Senhor Ernesto Sasoma, o homem que me ensinou a falar a língua portuguesa, o suficiente e necessário para me poder matricular na escola 32 em 1962/3 em Nova Lisboa», escreveu em Março Lukamba Gato a propósito do falecimento do Professor Ernesto Sasoma.
Quando o mais alto magistrado de Angola, general João Lourenço, diz “se haver necessidade” em vez de “se houver necessidade”, não se está a falar de uma variante angolana da língua portuguesa. Está a falar-se de ignorância e iliteracia. Mas não está só, reconheço. E então quando se junta, seja na esfera pública ou na privada, a impunidade da incompetência… temos o retrato exacto desta Angola do MPLA.
Como certamente nos diria Samuel Pedro Chivukuvuku, em vez de todos lutarmos pela excelência para conseguirmos ser bons, lutamos por ser apenas bons e assim não passamos da mediocridade. Acresce que, por gozarem de impunidade institucional, os medíocres consideram-se excelentes e deles será o reino…
Quando a então ministra da Educação, Ana Paula Tuavanje Elias, falava de “compromíssio” em vez de “compromisso”, não se está a falar de uma variante angolana da língua portuguesa. Está a falar-se de ignorância, iliteracia e valorização da impunidade.
No dia 3 de Maio de 2022, o ministro das Relações Exteriores angolano, Téte António, destacou a “relação secular” de Angola com a língua portuguesa e considerou a comemoração do Dia da Língua como um ganho da diplomacia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Mesmo que a língua portuguesa seja assassinada todos os dias, até mesmo e sobretudo pelos mais altos dignitários do país.
“Ao falar da língua portuguesa, permite-se falar do legado de, já no século XV, os nossos ancestrais terem tomado a decisão de assumirem a língua portuguesa como a língua da corte, à época as escolas eram florescentes e aí já circulavam professores”, afirmou Téte António.
Segundo o ministro angolano, que presidiu na altura, em Luanda, à cerimónia solene alusiva ao Dia Mundial da Língua Portuguesa, Angola tem uma relação secular com a língua portuguesa, porque em alguns reinos, como do Congo, já se falava na época o português.
“Porque na região teriam sido abertas as primeiras escolas não tradicionais e terá sido a primeira região africana a dedicar-se no ensino de uma língua de origem não africana”, descreveu. “Dedicar-se no ensino” ou “dedicar-se ao ensino”?
O Presidente da República, João Lourenço, exigiu em Junho de 2020 mais qualidade no ensino e considerou a formação do homem como uma aposta para “corrigir muitas deficiências” que o sector enfrenta. Tem razão. E, reconheça-se, não é por culpa do MPLA que só está no Poder há… 49 anos. Citando o vernáculo do próprio presidente, se “haver” necessidade, os angolanos aceitam um “compromíssio” (agora citando a ex-ministra da Educação, Ana Paula Elias) para assim continuar por mais 51 anos.
Em Outubro de 2021, o Governo do MPLA disse que o processo de harmonização curricular do ensino superior em Angola poderia entrar em vigor no ano académico 2022-2023 em todas as províncias do país.
Harmonizar significaria aumentar a qualidade, significaria valorizar exclusivamente a competência e banir não só a bajulação como a impunidade?
O anúncio foi feito no dia 5 de Outubro de 2021, pela ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário, no acto solene de abertura do ano académico 2021-2022, presidido pelo Presidente da República, João Lourenço.
De acordo com a ministra, o processo de harmonização curricular estava a ser conduzido por professores e especialistas de ordens profissionais que compõem as comissões curriculares nacionais.
No quadro da melhoria da formação de professores, Maria do Rosário deu a conhecer que se encontrava em fase de conclusão o primeiro ano de três cursos de mestrado em metodologias de educação nos domínios da infância, ensino primário e ensino da língua portuguesa, e estavam a ser capacitados 66 docentes para se tornarem formadores nos institutos superiores de ciências da educação.
Os estudantes destes cursos de mestrado estavam a ser formados numa universidade portuguesa parceira e iriam frequentar estágios pedagógicos em Angola, com apoio de instituições públicas.
Recorde-se, como mero exemplo, que Angola reiterou, em Nova Iorque (EUA), a inclusão do Português como língua de trabalho do Instituto Internacional dos Provedores de Justiça (IOI). A reafirmação foi feita pela provedora de Justiça de Angola, Florbela Araújo, durante a reunião dos directores do IOI, Região África, que decorreu no Fórum Cultural Austríaco, orientado pela presidente regional e provedora de Justiça do Quénia, Florence Kajuju.
Em Portugal, o Governo criou em 2022 um programa específico para os refugiados aprenderem a língua portuguesa. O programa foi considerado “essencial para apoiar” os refugiados na “integração e autonomia, seja na escola, no mercado de trabalho ou no dia-a-dia”, segundo a então ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares de Portugal, Ana Catarina Mendes.
A ministra anunciou a criação de um programa de aprendizagem da língua portuguesa específico para refugiados, particularmente os provenientes da Ucrânia, com o propósito de apoiar a integração na comunidade.
Sobre este assunto, registe-se que foi considerada “inconstitucional” a tese do Folha 8 que dizia: “Todos devemos aprender com quem sabe mais e
ensinar quem sabe menos”. Isto porque se institucionalizou a regra de que ser ignorante é um acto revolucionário.
folha8
SODIAM ARRECADA 12 MILHÕES DE EUROS EM DIAMANTES.
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A diamantífera estatal angolana (do MPLA) Sodiam arrecadou 12,9 milhões de dólares (11,9 milhões de euros) com a venda de 44 diamantes, avaliados num total de 1.493 quilates.
Segundo um comunicado da Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam), as 44 pedras licitadas na quarta-feira eram provenientes das minas de Somiluana, Lulo, Kaixepa, Tchegi, Chitotolo, Luele e Catoca, tendo participado no leilão 37 empresas internacionais.
As sessões de avaliação decorreram entre 7 e 15 de Outubro, nas instalações da Sodiam, sendo as licitações submetidas por via electrónica.
No comunicado, o presidente do Conselho de Administração da Sodiam, Eugénio Bravo da Rosa, refere que “este leilão permitiu aferir que, apesar da situação pouco favorável do mercado internacional, onde se verifica uma fraca demanda e elevados níveis de stock nas principais praças, o preço para determinadas categorias das produções angolanas mostrou-se de certo modo satisfatório”.
O responsável da Sodiam sublinha, na mesma nota de imprensa, que os resultados do leilão permitirão “um certo alívio” à pressão sobre a tesouraria das sociedades mineiras e acrescentou que “os diferentes agentes da indústria continuarão a trabalhar em conjunto para encontrar medidas visando minimizar os impactos desta fase negativa do mercado”.
A Sodiam é a empresa estatal responsável pela comercialização de diamantes de Angola produzidos em 18 minas kimberlíticas e aluvionares.
Recorde-se que, no passado dia 30 de Agosto, o Governo do general João Lourenço disse que Angola estava a comercializar os diamantes produzidos no país a metade do preço praticado há dois anos, devido ao contexto internacional, com impacto negativo nas empresas, economia e projectos sociais.
Apesar de tudo parecia, parece, que nem os diamantes ajudam o Presidente João Lourenço a provar que o MPLA fez mais em 50 anos do que Portugal em 500!
Falando a alguns jornalistas, o secretário de Estado dos Recursos Minerais, Jânio Correia Vítor, disse nesse dia que “a nossa arrecadação de receitas está hoje pela metade e isso tem muito a ver com a situação internacional. Estamos a vender hoje (os diamantes) pela metade de preço do que vendíamos há dois anos”.
De acordo com o governante, os preços praticados actualmente têm impacto negativo nas empresas produtoras do mineral, e também na economia do país e nos projectos sociais de desenvolvimento local, no âmbito da responsabilidade social.
Jânio Correia Vítor deu conta, por outro lado, que pelo menos nove milhões de quilates de diamantes tinham sido já produzidos até Agosto, sem avançar o volume de receitas, salientou que até Dezembro as autoridades esperam ultrapassar a barreira dos 10 milhões, sobretudo com a entrada em produção da mina do Luele.
O responsável falava em conferência de imprensa de apresentação da II Conferência Internacional de Diamantes de Angola (AIDC, na sigla inglesa 2024) agendada para os dias 23 e 24 de Outubro em Saurimo, província da Lunda Sul.
“Angola: Investir juntos para fazer a diferença na comunidade” é o lema da conferência, iniciativa do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola que deve juntar perto de 250 participantes de países de África, Ásia, América e Europa.
Investigação geológica mineira, exploração de diamantes em Angola, lapidação, inovação tecnológica e a logística na indústria e no sector semi-industrial são alguns dos temas agendados para esta edição do AIDC 2024.
Já no passado dia 7 de Agosto, a administração da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (ENDIAMA), revelou que os preços dos diamantes angolanos ficaram 30% a 55% abaixo do planificado no primeiro semestre de 2024.
O administrador executivo da ENDIAMA, Laureano Receado Paulo, disse que, “de facto, a situação do mercado dos diamantes não está muito satisfatória. Hoje temos, praticamente, vendas abaixo de 30% a 55% do preço planificado. Se se mantiverem os níveis actuais dos preços provavelmente vamos experimentar algumas dificuldades até o final do ano”.
O responsável, que falava na abertura do workshop de balanço semestral de produção de diamantes neste ano e perspectivas para o futuro, sinalizou também um conjunto de desafios que actualmente o subsector dos diamantes enfrenta.
De acordo com o gestor, o segmento da produção dos diamantes em Angola só poderá melhorar com o conhecimento geológico para a descoberta de novas minas, realçando que já decorrem trabalhos para a melhoria do sistema de desmonte, carregamento, transporte e tratamento de diamantes.
“Continuamos também a dar ênfase à questão relacionada com questões económicas, teremos de trabalhar sempre no sentido de reduzir os custos ambientais e também constitui para nós uma grande missão a questão da responsabilidade social”, frisou.
Laureano Receado Paulo apontou ainda a necessidade de aumentar a capacidade produtiva e investigativa a nível da mina de Catoca, uma das maiores minas do país, para a manutenção da sua produção até os próximos 20 anos, referindo que a mina do Luele estava em fase de consolidação.
“Neste momento temos em fase muito avançada dois projectos da ENDIAMA que é o Chambacanda e o Luaximba, que poderão, num futuro breve, aumentar o ciclo produtivo a nível do subsector dos diamantes”, concluiu.
Segundo o portal Minas de Angola, pelo menos 4,2 milhões de quilates de diamantes foram produzidos nos primeiros cinco meses de 2024 em Angola, período em que o país arrecadou 288 milhões de dólares.
As minas de Catoca e Luele produziram a maior parte dos diamantes neste período, nomeadamente 88% da produção retirados de depósitos primários e 12% dos depósitos secundários.
O ano passado, Angola apresentou as suas potencialidades mineiras na Conferência Mining INDABA 2023, na África do Sul, promovendo também os minerais necessários para a transição energética.
Segundo o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo, que chefiou a delegação angolana ao evento, a divulgação do potencial mineiro do país visava atrair investidores para a prospecção e pesquisa desses minerais em solo angolano.
“Para esta conferência nós trazemos especificamente a promoção dos minerais que são necessários para a transição energética, não queremos com isso dizer que estamos apenas a preocuparmo-nos com os minerais importantes para a transição energética, mas divulgar o potencial que o país tem”, disse o ministro.
Em declarações à margem da conferência, que congregou vários operadores do sector mineiro do continente africano e não só, Diamantino Pedro Azevedo também destacou a presença de empresas angolanas no evento.
“Trazemos a parte institucional, onde damos a conhecer como as empresas podem obter os direitos mineiros para que possam desenvolver a sua actividade no nosso país, bem como as infra-estruturas que já possuímos de apoio à indústria mineira”, referiu.
As acções e potencialidades de Angola a nível da indústria mineira foram abordadas num painel específico, tendo o ministro mantido contactos com dirigentes de várias empresas mundiais do sector e com instituições financeiras interessadas em financiar o sector mineiro angolano.
Folha 8 com Lusa
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