Postagem em destaque

Tshisekedi critica Kabila: "Ele foi o coveiro da nossa transição de poder."

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... O presidente congolês Félix Tshisekedi endureceu sua posição contra Jo...

domingo, 10 de maio de 2026

Congo Kinshasa: “Golpe de Estado constitucional”: Martin Fayulu soa o alarme e promete desobediência popular em 2028.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Kinshasa, sexta-feira, 8 de maio de 2026. Dirigindo-se a uma grande imprensa, Martin Fayulu não poupou palavras. Em uma sala atenta… Kinshasa, sexta-feira, 8 de maio de 2026. Dirigindo-se a uma grande imprensa, Martin Fayulu não poupou palavras. Diante de uma plateia atenta, o presidente do partido ECiDé denunciou o que chamou de "golpe de Estado constitucional". Segundo ele, o presidente Félix Tshisekedi está tentando mudar as regras do jogo político por meio de uma proposta de reforma constitucional e um referendo controverso. "Caros amigos da imprensa, convidei vocês aqui para denunciar o golpe de Estado que Félix Tshisekedi está orquestrando por meio de sua tentativa de alterar a Constituição e realizar um referendo", declarou o líder da oposição. Sem qualquer formalidade ou encenação especial, Fayulu fez um discurso agressivo. Ele afirmou seu desejo de impedir que o país mergulhe em uma grande crise institucional. Uma proposta de lei no centro da controvérsia O principal alvo de Martin Fayulu continua sendo uma proposta de lei para referendo, patrocinada pelo deputado Paul Gaspard Ngondankoy. Para alguns observadores, o texto parece puramente técnico. No entanto, o líder da oposição o vê como um verdadeiro "cavalo de Troia legal". Seu argumento se baseia em uma contradição que ele considera perigosa. Por um lado, o Artigo 6 reafirma a inviolabilidade dos Artigos 218 a 220 da Constituição. Essas disposições restringem, notadamente, o número e a duração dos mandatos presidenciais. Mas, por outro lado, os Artigos 87 a 90 introduzem um mecanismo ligado a uma potencial "disfunção grave". Segundo Fayulu, essa redação poderia permitir que os limites constitucionais atuais fossem contornados. Uma "porta dos fundos" para um terceiro mandato? Para o presidente da ECiDé, essas disposições abrem uma "porta dos fundos" para uma permanência prolongada no poder. "Não se mudam as regras do jogo no meio da partida. Não estamos apenas defendendo um texto, estamos defendendo a liberdade de expressão, estamos defendendo o Congo e estamos impedindo a balcanização do país", insistiu. O líder da oposição acredita que nenhum consenso político, nenhuma maioria parlamentar e nem mesmo um referendo popular justificariam o desafio aos artigos protegidos da Constituição. Fayulu acusa Tshisekedi de usar a guerra. Martín Fayulu também abordou a crise de segurança no leste da RDC. Há vários meses, a violência armada mergulhou a região dos Grandes Lagos em uma situação explosiva. No entanto, o líder da oposição vai além. Segundo ele, o governo está explorando essa guerra para preparar uma tomada de poder político. "Félix Tshisekedi está usando a guerra para perpetuar sua permanência no poder", disse ele a repórteres. "Félix Tshisekedi está usando a guerra para perpetuar sua permanência no poder", disse ele a repórteres. Em seguida, ele lançou uma pergunta capciosa: “Quem se beneficia com esta guerra?” Com essa pergunta, Fayulu sugere que o conflito poderia ser usado para justificar um possível adiamento das eleições gerais previstas para 2028. A memória ardente de janeiro de 2015 Para reforçar sua mensagem, Martin Fayulu relembrou um momento crucial da história política congolesa: os protestos de janeiro de 2015. Na época, a população se mobilizou contra uma reforma da lei eleitoral percebida como favorável a Joseph Kabila. Por fim, sob pressão popular, o Senado recuou. Hoje, o líder da oposição espera ver o mesmo cenário se repetir. Ele está pedindo aos membros do parlamento que “simplesmente” removam os artigos 87 a 90 do texto contestado. Além disso, Fayulu acredita que os proponentes desse projeto de lei devem ser responsabilizados por seus atos perante os tribunais. Uma mensagem clara para as eleições de 2028 Ao final de sua coletiva de imprensa, Martín Fayulu estabeleceu um objetivo político claro: as eleições presidenciais de 2028. Falando em uma mistura de francês e kikongo, ele fez um alerta direto ao chefe de Estado: “O povo me deu uma missão clara: ‘alinga alinga te, ako kende en 2028’”, que significa: “quer ele queira ou não, ele terá que sair em 2028”. Essa declaração agora confere ao debate uma dimensão nacional. Por trás das discussões jurídicas e dos artigos de lei, muitos enxergam uma batalha decisiva pelo futuro da democracia congolesa. Entre os defensores da reforma institucional e os defensores da ordem constitucional vigente, o cabo de guerra político está apenas começando. fonte: journaldekinshasa.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é sempre bem vindo desde que contribua para melhorar este trabalho que é de todos nós.

Um abraço!

Samuel

Total de visualizações de página