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Tshisekedi critica Kabila: "Ele foi o coveiro da nossa transição de poder."
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... O presidente congolês Félix Tshisekedi endureceu sua posição contra Jo...
domingo, 10 de maio de 2026
Tshisekedi critica Kabila: "Ele foi o coveiro da nossa transição de poder."
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O presidente congolês Félix Tshisekedi endureceu sua posição contra Joseph Kabila. Na quarta-feira, 6 de maio, durante uma coletiva de imprensa em…
O presidente congolês Félix Tshisekedi endureceu sua posição contra Joseph Kabila. Na quarta-feira, 6 de maio, durante uma coletiva de imprensa em Kinshasa, o chefe de Estado denunciou as ações de seu antecessor. Ele o acusou de trair a histórica transição de poder de 2019 ao recorrer à rebelião.
"Uma verdadeira bagunça" para a transição de 2019. O presidente expressou, primeiramente, seu pesar pelo caminho escolhido por Joseph Kabila. Em seguida, lembrou que os dois homens haviam conseguido realizar a primeira transição pacífica de poder na República Democrática do Congo em quase 60 anos. Para Félix Tshisekedi, esse legado político não deveria ter sido destruído.
Ele também acredita que a história agora se lembrará de Kabila por seu papel duplo: primeiro, como o arquiteto da transição democrática e, depois, como aquele que minou esse progresso.
Ele lamenta ainda que Kabila "tenha pegado em armas contra o próprio país" ao entrar na clandestinidade.
Tshisekedi justifica sanções dos EUA
Félix Tshisekedi também apoia as sanções financeiras impostas por Washington contra o ex-presidente da RDC. O Departamento do Tesouro dos EUA está visando Joseph Kabila por seu suposto apoio aos rebeldes do M23.
"Os americanos viram o que eu venho vendo há vários anos", afirmou Tshisekedi. Ele também alega ter provas desde o final de 2023.
Segundo ele, a recusa da Frente Comum para o Congo (FCC) em participar das eleições de 2023 já ocultava um plano de desestabilização. O objetivo, continuou, era impedir a eleição e forçar um diálogo político.
"Não pegarei em armas contra meu sucessor." Sem mencionar Kabila pelo nome, Tshisekedi lançou uma clara provocação. Prometeu colocar-se à disposição de seu sucessor após o término de seu mandato. Também descartou formalmente o uso de armas contra ele.
Diversos analistas interpretam essa declaração como uma resposta direta a Joseph Kabila.
O ex-presidente é, de fato, acusado por Kinshasa de apoiar o AFC/M23. Esse grupo armado ocupa Goma e Bukavu há vários meses. Kabila, além disso, foi condenado à morte pela justiça congolesa.
Posse fracassada e quebra de confiança
Félix Tshisekedi revelou posteriormente que havia convidado Kabila para sua posse para o segundo mandato. O ex-presidente não compareceu. Segundo Tshisekedi, ele deixou o país secretamente. Tshisekedi também ressalta que os dois costumavam se comunicar sobre seus deslocamentos. No entanto, essa prática foi interrompida.
Contexto: Guerra no Leste e pressão sobre o mandato presidencial
Esta conferência, no entanto, ocorre em um clima tenso. O leste da RDC permanece em guerra.
Enquanto isso, Tshisekedi é suspeito pela oposição de estar se preparando para um terceiro mandato. O Artigo 220 da Constituição de 2006, porém, proíbe mais de dois mandatos de cinco anos.
Por sua vez, Tshisekedi insinuou em 6 de maio uma possível revisão constitucional.
O cenário político congolês não é nada animador. De acordo com o programa, as eleições estão previstas para 2028. Pouco mais de dois anos separam o país desses prazos, que já estão gerando muita discussão e debate.
Guillaume Mavudila
fonte: journaldekinshasa.com
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