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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sábado, 18 de junho de 2011

O Presidente de Rwanda, SE Paul Kagame fala da África para a diáspora rwandense nos States.

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Perdoar é preciso!

Olhando para trás, o Presidente Paul Kagame não seria assim tão ovacionado como vemos no vídeo, se a imagem do genocídio recobrisse a memória dos presentes na platéia recordando a morte de um irmão, uma mãe, um pai, um vizinho, um primo, etc, etc. Assim como os Rwandenses se perdoam, nós devemo-nos se perdoar, para traçarmos novos rumos para o tão almejado desenvolvimento do país.
 




Prezados leitores,

Eu, Samuel Vieira, sempre levei em consideração que a informação joga um papel preponderante na evolução da sociedade. E quando ela é ilustrada, ou seja, transmitida quer na forma escrita, verbal ou através da imagem, nossa capacidade de absorver essas informações transcendem as expectativas. Os meios de comunicação nos favorecem hoje e de que maneira; a acompanhar o desenrolar da vida em qualquer parte do planeta e muitas vezes em tempo real, pelo que agradecemos os meios de comunicação e a evolução da tecnologia da informação. Não sou jornalista de profissão, porém, uso minha mera capacidade no domínio tecnológico e em meu blog, para favorecer a outros tantos leitores ou curiosos, com informações que na minha óptica são imprescindíveis para favorecer evolução do conhecimento.  
Disponibilizo aqui uma mine palestra proferida em vídeo pelo actual Presidente de Rwanda, Paul Kagame aos seus compatriotas residentes nos States. A palestra é em inglês com tradução para o francês, pelo que acredito que será bem interpretada pela maioria dos guineenses na diáspora e mais ainda, pelos que vivem no país onde uma boa parte usa o francês como língua de trabalho ou de negócios, ou os que viveram e aprenderam o francês em países vizinhos, onde se fala francês.
Kagame falou e falou muito bem sobre perspectivas futuras para o nosso continente e exortou os rwandenses para o regresso à pátria.

Veja o vídeo:

Rússia - Fórum de São Petersburgo Cobrou Força.

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Photo: RIA Novosti
A “Internet” deixou de ser um meio de comunicação, chegando a ser um fator político muito poderoso. Os que ignoram esta mudança nada entendem da vida contemporânea – declarou Dmitri Medvedev durante a discussão sobre as possíveis vias de desenvolvimento da “Grande Rede”. O tema do futuro da WEB esteve no centro das discussões travadas na sexta-feira, 17 de junho, no Fórum Econômico Internacional em São Petersburgo.
Ultimamente, nenhuma discussão internacional importante tem estado contornando os acontecimentos ocorridos no espaço digital. O presidente lembrou que o tema havia surgido pela primeira vez como um tópico dos debates durante a cúpula do “Grupo dos Oito” na cidade francesa de Deauville. E não é para menos, porque presentemente a “Internet” não somente vai mudando ela própria, como também passa a ditar novas regras de jogo – pensa Dmitri Medvedev. E continua:
Se encararmos a “Internet” como um fenômeno integral, se pensarmos no futuro, então saberemos encontrar um lugar russo no meio internético. Em todo caso, estou contente de termos podido alcançar a ideia relacionada ao registro do domínio de nível superior. Estou me referindo à Federação Russa. Ao que me consta, isso criou um certo lugar específico para a “Internet” russa. E também enriqueceu a “Internet” em geral.
Os especialistas estrangeiros entrevistados pela “Voz da Rússia” assinalam que o reconhecimento dado pelo Governo à força da influência da “Teia Mundial” e ao papel por ela desempenhado no desenvolvimento do País é um passo positivo. Em entrevisra exclusiva à nossa emissora, o presidente da corporação “Google”, Eric Schmidt, apontou que os investimentos nas telecomunicações e as tecnologias digitais contemporâneas são um penhor de desenvolvimento do capital humano na Rússia. Ela acha que na Rússia não faltam recursos e potencial para desenvolver ativamente esse ramo. Disse mais adiante:
Confio sinceramente na importância decisiva que tem o desenvolvimento das tecnologias de acesso à banda larga e sem fio à Grande Rede. A “Internet” cria novos postos de trabalho.
Este ano, Eric Schmidt foi uma figura central do encontro em São Petersburgo. Durante seu seminário aberto denominado “Mundo Através dos Olhos da `Google´”, a sala estava á cunha. Entre outras coisas, o palestrante disse que as pesquisas em tecnologias de informação realizadas por Universidades russas têm um nível bastante alto.
Todavia, a Rússia não pode apenas copiar cegamente a experiência ocidental – disse em entrevista à nossa emissora o ministro das Comunicações e Telecomunicações, Igor Chiogolev. Diante dos fatores regionais específicos, um desenvolvimento heterogêneo das diversas regiões e as imensas vastidões do País, o Estado tem de desempenhar um papel regulador importante. E prosseguiu:
Estamos desenvolvendo, por exemplo, um projeto de “Internet” via satélite. Claro que essa modalidade da WEB não permite alcançar as mesmas velocidades que as alcançadas com facilidade através da fibra ótica. Mas, por outro lado, isso permite abarcar com um dinheiro razoável os gigantescos territórios da Rússia e reduzir o hiato informativo digital que hoje existe entre as diversas regiões.
Um projeto inovador com uma envergadura sem precedentes capaz de fundamentar toda a tecnologia de comércio varejista em uma base eletrônica de última geração foi apresentado por Anatoli Tchubais, presidente da corporação governamental “RosNano”. Trata-se das chamadas marcas de radiofrequência. Essa tecnologia está sendo ensaiada em muitos países, entre os quais a Rússia. Disse mais adiante:
É uma loja em que o código de barras tradicional, o qual vai caducando a olhos vistos, é substituído pelo “Radio Frequency Identification”, o cartão que registra sem contato todos os dados sobre o produto e da mesma forma transmite a informação sobre seu preço e sobre o fato de sua compra. Se quisermos simplificar ao máximo a situação, poderemos dizer que em tal loja desaparece a necessidade de caixa registradora. E surge uma tecnologia qualitativamente nova, ou seja, o comprador chega, pega os produtos que deseja e vai embora.
Como se sabe, uma missão principal do Fórum Econômico Internacional em São Petersburgo consiste em entabular contatos negociais com parceiros estrangeiros desejosos de investir na economia russa. Por isso, as palavras de Dmitri Medvedev sobre a necessidade de intensificar o processo de privatização motivou uma discussão ativa entre os financistas. Muitos especialistas logo se puseram a falar sobre uma venda iminente de um pacote de ações do “Sberbank” e VTB, os mais importantes da Rússia. O presidente do banco VTB24, que forma parte do grupo bancário VTB, Mikhail Zadornov, está certo de que é uma medida positiva capaz de atrair um grande volume de investimentos. Todavia, é preciso evitar uma pressa que possa fazer baixar a capitalização de companhias, também uma situação em que a demanda não consegue acompanhar a oferta.

Fonte: vozdarussia

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Economia da Guiné-Bissau cresce com ajuda de Angola.

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Por João Carlos e Carlos Martins, DW

DW -
A economia da Guiné-Bissau deverá crescer este ano 4,3 por cento, contra os 3,5 por cento alcançados em 2010. A previsão é da ministra do Plano e Integração Regional, Helena Embaló.

Em entrevista exclusiva à DW em Lisboa, a ministra Helena Embaló falou da estratégia nacional de combate à pobreza e ao narcotráfico, dos efeitos positivos do perdão da dívida de 283 milhões de dólares e da importância da cooperação com Angola.

Angola é um parceiro crucial para a etapa de estabilidade da Guiné-Bissau, depois das várias crises político-militares que levaram alguns parceiros a suspenderam a ajuda ao país. Reconhece a ministra guineense da Economia, Plano e Integração Regional, Helena Embaló.

Angola ajuda a Guiné Bissau

“Angola tem sido um parceiro fundamental. Quando em 2010, tendo em conta o levantamento militar, alguns parceiros retiraram a sua ajuda, Angola veio apoiar a Guiné Bissau", disse a ministra para em seguida acrescentar "graças a um programa de cooperação militar que abrange várias componentes da reforma do setor de defesa e segurança, tem contribuído muito para a estabilidade no país”, concluiu.

Helena Embaló realça também o apoio financeiro concedido pelo Governo de Luanda para cobrir o défice orçamental da Guiné-Bissau.

“E está em perspetiva uma linha de crédito para apoiar as iniciativas empresarias no montante de 25 milhões de dólares" e explica a governante guineense "isto porque já começa a haver investimentos angolanos importantes no país – refiro-me particularmente à exploração do bauxite, à construção das linhas férreas e à construção do porto de Buba”.

Fazendo parte dos países frágeis, a Guiné-Bissau augura com esse estatuto mobilizar mais recursos dos doadores internacionais para a execução de reformas imprescindíveis para o seu desenvolvimento, abrangendo a administração pública, justiça, ensino, saúde e infraestruturas. Helena Embaló assegura que o país vai continuar a dar mostras de uma gestão mais criteriosa dos fundos que recebe.

“Porque se nós conseguirmos de facto restaurar aquela confiança, a credibilidade junto da comunidade internacional, aí eles sentir-se-ão enconrajados a dar mais ajuda”,destacou a senhora Embaló.

Neste contexto, o alívio da dívida externa em Maio último, através do Clube de Paris, é um impulso a este esforço, frisou a ministra guineense na entrevista exclusiva concedida à DW.

“Foi fundamental e também é uma forma de ajuda. O país poderá utilizar esses recursos obviamente para redução da pobreza e para o seu programa de crescimento económico”.

E quais as perspectivas para este ano?

“Este ano, prevemos um crescimento de 4,3% e tudo leva a crer que esta trajetória positiva se vai manter. Nós acabámos de elaborar a nossa estratégia de redução da pobreza e também elaborámos estudos para melhor analisar as fontes de crescimento"disse a ministra guineense tendo por outro lado sublinhado que " isso é importante porque agora já há uma maior estabilização do ponto de vista fiscal e é preciso agora implementar uma estratégia que permita valorizar todo o potencial económico que o país tem” afirmou.

Mas, o combate ao narcotráfico é outro desafio nacional, regional e intercontinental, para o qual o país também definiu uma estratégia.

“Mas a Guiné-Bissau não conseguiu mobilizar os fundos de que carecia totalmente para a sua implementação", lamentou a ministra do Plano, Integração Regional da Guiné Bissau que acrescentou ... "neste momento há uma revisão dessa estratégia, uma atualização e este plano vai em paralelo com o reforço das próprias instituições judiciárias". Porque, segundo a governante guineense "é muito importante termos um sistema judicial sólido e robusto, que possa agir e reagir de forma firme contra esse tráfico”...concluiu a ministra guineense da Economia, Plano e Integração Regional, Helena Embaló.

Autor: João Carlos (Lisboa) / Carlos Martins
Edição: António Rocha
Fonte: DW

Filho de Presidente angolano suspeito de lavagem de dinheiro.

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Foto: (Reuters)
António Cascais e Cristina Krippahl, DW

DW -
José Filomeno dos Santos, filho do Presidente angolano, tido por alguns observadores um potencial sucessor à chefia do Estado, está na mira da imprensa alemã e suíça por alegados negócios ilícitos.

Zenu, diminutivo pelo qual é conhecido José Filomeno dos Santos, é um homem que já estagiou e trabalhou em várias empresas do regime: foi quadro na Sonangol e foi diretor-adjunto da sua subsidiária AAA, antes de se lançar no mundo dos negócios internacionais: passou pela Suécia, estudou em Inglaterra e participou em vários projetos, como a “Afrikanische Innovations Stiftung”, Fundação para Inovação de África em português, com sede na Suíça.

O jornalista suíço especializado em economia, Lukas Hässig, recentemente publicou um artigo sobre as atividades de Zenu dos Santos naquele país, no qual explica que a fundação foi criada pelo filho do presidente angolano, alegadamente para financiar obras de beneficência em África. “Zenu dos Santos pretende assim criar uma imagem positiva de si próprio”, afirma Hässig.

O dirigente da fundação é um advogado suíço chamado Thomas Ladner, que, ao mesmo tempo, dirige também uma empresa de serviços financeiros de nome Quantum na Suíça. Zenu dos Santos é também um dos promotores do banco Quantum Angola: “Isto para mim é uma teia de empresas - uma rede angolana - sempre com os mesmos protagonistas que trabalham todos em conjunto”, diz o jornalista Lukas Hässig.

O papel pouco claro de um banqueiro alemão

Por trás dos negócios de Zenu dos Santos está Jean-Claude de Morais Bastos, um cidadão suíço originário de Cabinda. Foi através dele que Zenu criou o seu próprio Banco, o “Quantum” recrutando para os seus quadros Ernst Welteke, ex-presidente do Banco Central da Alemanha, que hoje assume as funções de Presidente do Conselho de Administração.

Hässig considera ser “muito peculiar” um ex-presidente do Bundesbank cumprir esta função num banco em Angola, e, ao mesmo tempo, num banco na Suíça com o mesmo nome, mas que - alegadamente - nada têm a ver um com o outro. "Mas olhando para as direções denota-se que são praticamente idênticas. Ernst Weltecke pertence aos dois conselhos de administração e também o cidadão suíço-angolano Basto de Morais está em ambas as empresas".

Acusações de lavagem de dinheiro

Observadores angolanos residentes na Alemanha já lançaram publicamente acusações graves contra esta rede que classificam de máquina de lavagem de dinheiros desviados das finanças públicas angolanas. A lavagem seria feita com a participação e ajuda de personalidades alemãs, como Ernst Welteke, escreve o jornalista angolano residente na Alemanha, Emanuel Matondo, num artigo publicado na revista alemã "afrika Süd". Título do artigo: “Dinheiro sujo procura lavagem”.

O jornalista suíço, Lukas Hässig, diz que apesar de haver indícios, por enquanto não há provas. A Deutsche Welle tentou - em vão - contactar Ernst Welteke, membro do partido Social-Democrata Alemão, que em 2004 foi obrigado a demitir-se do Banco Central Alemão por suspeita de corrupção.

Autor: António Cascais/Cristina Krippahl
Revisão: Helena Ferro de Gouveia
Fonte: DW

Ex-presidente do Banco Central da Alemanha manda retirar artigo de jornalista angolano na Alemanha.

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Foto: Ernst Welteke, ex-presidente do Banco Central da Alemanha (Deutsche Bundesbank). (EFE).
Por António Cascais, DW

DW -
"Dinheiro sujo procura lavagem" foi o título dum artigo do jornalista angolano residente na Alemanha, Emanuel Matondo, publicado pela revista "Afrika Süd". Agora a revista decidiu retirar o artigo cedendo a pressões.

O artigo descreveu as atividades profissionais do ex-presidente do Banco Central da Alemanha (Deutsche Bundesbank), Ernst Welteke, em Angola. Ernst Welteke é acusado de se rodear de (citamos) "pessoas criminosas" e de se ter aceite a chefia do banco Quantum Angola, um banco que o artigo descreve como "banco fundado por ordens do Presidente dos Santos com o objetivo de lavar dinheiro proveniente do petróleo, roubado ao povo angolano".

Também outro jornalista, na Suiça, descreveu em artigos críticos, as atividades consideradas "pouco transparentes" do ex-presidente do Bundesbank, referindo-se ao Banco Quantum Angola SA, assim como da empresa Quantum AG, na Suiça, projetos liderados por Welteke e participados por José Filomeno dos Santos "Zenu", um dos filhos do Presidente angolano.

Welteke nega tudo

Agora o ex-presidente do Bundesbank reagiu. Através dos seus advogados enviou uma carta à pequena revista "Afrika Süd", em Bona, pressionando-a a retirar o artigo de Emanuel Matondo.

A Deutsche Welle tem vindo a acompanhar esta história, pedindo esclarecimentos a todos os intervenientes. O filho do Presidente angolano Zenu dos Santos, que em Abril participou numa conferência sobre negócios com África, na cidade alemã de Frankfurt, não quiz na altura dar uma entrevista à Deutsche Welle sobre os seus negócios na Europa e os seus parceiros suiços e alemães, com destaque para o ex-presidente do banco central alemão.

Ernst Welteke preferiu – nesse dia - apresentar-se ao público em geral, como defensor da transparência e lutador contra a corrupção em Angola e no mundo. Contactado pela Deutsche Welle, Ernst Welteke, sempre se mostrou disponível, manifestando-se indignado e refutando as acusações lançadas por jornalistas contra a sua pessoa.

Welteke entregou o caso a advogados

Pressionado, passou agora ao contra-ataque e contactou um conceituado escritório alemão de advocacia. O objetivo é impedir a publicação de mais artigos críticos sobre os seus negócios em Angola e mandar apagar os que já foram publicados. Palavras de Ernst Welteke: „Na Revista Áfrika Süd, edição número 1, de Janeiro de 2011, foi publicado um artigo com o título 'Dinheiro sujo procura lavagem' e o subtítulo era 'Banco Quantum e o novo emprego de Ernst Welteke em África'. Nesse artigo são feitas várias acusações descaradas contra o Banco Quantum e contra mim pessoalmente. E nós reagimos, recorrendo a um advogado que intimou o editor da revista a distanciar-se do artigo em termos de conteúdo e também a retirá-lo da internet. Foi isso que aconteceu."

Ouvimos também a outra parte. Emanuel Matondo, autor do artigo em questão, nasceu em Luanda. Mas sendo antimilitarista e não querendo participar na Guerra civil angolana, abandonou o país, ainda jovem. Uma odisseia que o trouxe à Alemanha, depois de ter passado pelo Congo e Congo Brazzaville.

Emanuel Matondo não recua...

"Eu vou continuar a trabalhar como jornalista, eu sou autor. Estou a falar contra a injustiça num país rico onde a pobreza é extrema, onde a gente morre por falta de medicamentos, onde as crianças morrem nos corredores dos hospitais. Continuarei porque os dinheiros desviados faltam para o desenvolvimento do pais; é uma forma de roubo. Denuncio a corrupção, porque ela está a destruir mesmo a cultura angolana; porque a elite quer manter-se no poder. Esse sistema já domina o mundo financeiro de Angola".

Matondo diz que tem provas suficientes do que afirma; e que por isso não retira uma virgula do artigo que escreveu, acusando Welteke de tentativa de censura: "Depois de publicar a versäo portuguesa completa em Angola, havia ameaças de morte contra os editores de lá. Os jornalistas foram intimidados, disseram-lhe que tinham que acabar com artigos sobre corrupção. E aqui (na Alemanha) nós também nos encontramos sob ameaça dum processo. Isso é uma forma clara de censura, mas brutal…"

Matondo lança um apelo a Ernst Welteke, membro do partido social-democrata alemão (SPD) e destacado membro honorário da fundação Friedrich-Ebert, ligada ao mesmo partido: "Se ele é membro dum partido que pretende combater as injustiças no mundo, como é que pode dar apoio intelectual no sector bancário a um sistema injusto? Como pode dar apoio ao sistema financeiro despótico angolano, que é conhecido como um sistema corrupto?"

De salientar que os editores da revista alemã "Afrika Süd" retiraram o referido artigo de Emanuel Matondo da sua página na internet. Uma mera medida de precaução que não significa que eles se tenham distanciado do conteúdo, segundo os editores da revista. A revista impressa, essa, continua em circulação e os jornalistas prometem prosseguir com as investigações sobre os negócios em Angola de Ernst Welteke, o ex-presidente do banco central alemão.

Autor: António Cascais
Edição: Carlos Martins/António Rocha/Johannes Beck
Fonte: DW

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Directo de Cuba - As ridículas declarações de Yánez-Barnuevo.

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 Com tantos problemas econômicos e sociais que tem a Espanha, com a repressão policial a seus cidadãos, este secretário de Estado dos Assuntos Exteriores e Iberoamericanos, expressou que a situação dos direitos humanos em Cuba continua sendo "preocupante".

OSCAR SÁNCHEZ SERRA

• UMA informação da agência de notícias espanhola Efe, enviada de Madri, em 15 de junho, indica que o secretário de Estado dos Assuntos Exteriores e Iberoamericanos, Juan Antonio Yánez-Barnuevo, expressou que a situação de falta de respeito dos direitos humanos em Cuba continua sendo "preocupante".
É surpreendente e, ao mesmo tempo, ridículo que um representante da chancelaria de um país em meio de uma severa crise econômica e social, faça declarações ingerencistas desse tipo para granjear as boas graças do império, para se congraçar com a direita (para ficar em boa posição com o diabo e com o diabrete), e ferir a sensibilidade de um povo heróico como o cubano que, há mais de meio século, enfrenta ataques e campanhas que tentam desacreditar seu processo revolucionário.
As declarações — segundo noticia a mesma agência — foram enunciadas durante um comparecimento na Comissão dos Assuntos Exteriores do Congresso dos Deputados.
Mais uma vez, se pode verificar que não há diferenças ostensivas na forma de pensar dalguns que, sob a pele "socialista", expressam total conivência com essa retórica anticubana promovida pelo ‘aznarista’ Partido Popular.
Tamanha verborragia a do senhor Yánez-Barnuevo! Será que vive numa outra galáxia? Chegou ontem a Madri?
Este "socialista" deveria professar mais respeito para o povo espanhol. Deveria falar no Congresso com preocupação pelo que está acontecendo em seu próprio país, onde muitos cidadãos estão muito longe de conseguirem o pleno reconhecimento e desfrute dos direitos humanos e liberdades fundamentais.
Ou que é isso que está acontecendo agora com as brutais cargas da polícia espanhola contra manifestantes "indignados" que saíram em multidões às ruas, em cidades como Madri e Barcelona, para protestarem pacificamente pela falta de futuro, justiça e segurança, ademais de nenhuma resposta aos inúmeros problemas que enfrenta hoje essa sociedade, que entre outras mazelas, sofre significativos cortes na despesa pública em saúde, ensino e outros?
Como consequência da repressão, houve centenas de feridos.
Por que não fica alarmado pelo desemprego em seu país, que hoje ultrapassa 20% da população economicamente ativa, a qual representa o incrível número de mais de 4,5 milhões de seus concidadãos que estão sem trabalho, segundo a própria imprensa espanhola?
Yánez-Barnuevo deveria ficar inquieto e se ocupar da quantidade de jovens desempregados, que duplica a média existente nos países da União Europeia, chegando a afetar a mais de 43% da população juvenil em idade trabalhista; ou que oito milhões de seus concidadãos vivam abaixo do nível de pobreza; ou que em 1,3 milhão de lares não haja, sequer, um membro da família que tenha um emprego estável.
Nem sequer chama a atenção deste homem, considerado o número dois da chancelaria espanhola, que uma em cada quatro crianças espanholas enfrente hoje o risco de viver na pobreza?
Organizações internacionais expressaram sua preocupação por causa da situação grave que se apresenta na Espanha com a trata de menores e mulheres procedentes da Europa do Leste e África Subsaariana fundamentalmente, vítimas de redes internacionais de prostituição.
O senhor Yánez-Barnuevo não pode aparecer como uma virgem vestal na política para dar receitas a Cuba com tantos e sérios problemas que enfrenta a Espanha. Qualquer pessoa sensata e honesta concorda em que o governo espanhol está muito longe de ser exemplo no referido ao respeito dos direitos humanos e às liberdades fundamentais.
 
Fonte: granma.cu

Já que a fraude eleitoral para(2012) está desenhada...

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...Só resta aos angolanos se prepararem para o pior, para que a desilusão seja menor. 
Já dizia um grande historiador Francês( Alexis de Tocqueville): O momento mais perigoso para um mau governo, começa quando este tenta fazer reformas. Mas é ainda mais perigoso, quando este regime se recusa a fazer reformas.
O MPLA sabe que a única garantia, para a continuidade do seu projecto de roubalheira, é jogar no seguro recorrendo á mais uma fraude eleitoral.
Para um regime despótico, que detém cada fracção de poder firme em suas mãos, a tarefa de fraudar eleição, seja quantas forem necessárias, não é nada muito difícil. E principalmente, quando este regime tem consciência de que nada lhe acontece, mesmo havendo provas mais do que suficientes.
O regime sente - se tão avontade, que nem precisa fazer concessões ou reformas, para credibilizar o processo eleitoral que se avizinha. Apenas implementou uma série de mecanismos prévios, que lhe assegure, ainda maior campo de manobra no jogo sujo da batota habitual.
E é curioso que, eles até já estão preparados, e sabem que motivos procurarem para atrasar ou anular os resultados, caso os rumores de fraude aumentem de intensidade.
Eles vão continuar a fraudar enquanto tiverem sob seu controle , a pulsação de um povo, com falta de líderes dinâmicos e pujantes para lhe mostrar o caminho certo.
Sem fraude o regime não sobreviverá á próxima primavera, mesmo apesar de ter nas suas fileiras os melhores demagogos e populistas do momento, que África tem.
Quando se fala sobre a mais do que provável fraude eleitoral para o próximo ano, tornou-se comum as pessoas limitarem o debate, á apenas uma / duas ou três formas de fraude, que conhecem e dominam.
É preciso não esquecer, que os tipos de fraudes possíveis são inúmeros, e se os conhecermos teremos uma visão mais ampla de todo o processo eleitoral.
E nos facilitará a identificar todos os pontos do processo que serão possíveis, de virem a ser atacados por pessoas bem instruídas pelo MPLA, para manobrar as eleições, caso as mesmas se concretizem.
A oposição precisa ir ás ruas não só para aplaudir quem tomou a iniciativa, mais ela própria como organizadora exigindo mais transparencia. Mesmo apesar, de haver pouco a fazer, num país onde os partidos nunca partem em pé de igualdade, para o processo eleitoral.
A oposição tem que se movimentar mais, fazendo sentir a sua presença em todos os cantos do país, para conquistar a simpatia do povo. Se cada povo tem a oposição que merece , para ser sincero, e sem querer beliscar o grande esforço que se tem feito para se mudar o cenário, no nosso país a oposição é quase inexistente.
Enquanto a nossa oposição pensar que só poderá sobreviver, se o regime permitir vai ser muito difícil mudar as coisas em Angola.
A nossa oposição não pode parar, deve ir ás universidades, promover debates, trabalhar com os sindicatos, visitar fábricas, lar dos velhos e hospitais, etc .
Assim como dar uma palavra de conforto, aos miúdos que vivem sem qualquer perspectiva debaixo de pontes ( perdidos no álcool / droga e prostituição). Assim como fazer discursos constantes / organizar comícios por iniciativa própria / porque isto não é, e nem pode ser proibido seja lá por quem for.
Porque afinal se pretendemos uma democracia forte, é preciso haver uma oposição combativa, que defende os seus projectos, e que seja aguerrida, de forma a sustentar essa mesma democracia. Uma oposição que caminhe de braços dados com a juventude, sem medo de ser acusada disto ou daquilo, porque é ela o garante do futuro deste enorme país.
Porque o importante é estar consciente do trabalho construtivo que se faz, em torno desses tantos jovens, que ainda bem, já começam á sair da casca. Uma oposição que faça pesquisas, que aprende cada vez mais com a experiência dos nossos velhos, e com grande arcabouço de propostas nacionais e locais.
Oposição que não pare de denunciar os podres deste regime, que nem por isso, são poucos, e que ao mesmo tempo apresente as suas alternativas. Uma oposição que não feche seus olhos, e nem sua boca, quando sabe que morrem angolanos noutros países em defesa de ditaduras.
Exemplo Costa do Marfim, onde muita coisa ainda não foi revelada, e a mentira foi contada em sintonia, por um regime que fez dela a sua melhor arma.
Este caso acreditem, ainda vai deitar muita tinta, há dados de militares franceses que contrariam completamente a versão oficial, do governo angolano. Inclusive fotos de angolanos que estiveram presos, e seus responsáveis que os conhecemos tão bem, apesar de alguns nomes aldrabados.
Na devida altura os portais online terão acesso, para divulgação da vergonha de um regime. Que até se dá ao luxo, de esconder mortes e prisões de angolanos na Costa do Marfim, se é que não morreram noutros países ?
Angola precisa de uma oposição que trabalhe em parceria com os outros partidos nacionais, estrangeiros e especialmente com a Diáspora.
A fraude está praticamente preparada, e curiosamente alguns dos seus estrategas continuam gozando do mesmo respeito e admiração . Pouca coisa fazer, num país onde alguns partidos já partem para as eleições meio condenados, e sentenciados sem saberem, como aconteceu em 1992 / 2008.
MPLA sabe onde começa a " estupidez " dos outros, e começa á sua habilidade ou seja , matreirice criminosa, para manobrar eleições.
Desde o cadastramento de eleitores, votação, apuração e a totalização dos votos entre outras tantas batotas de costume. Cada um desses documentos será um ponto de ataque, onde o regime irá introduzir fraudes mais ou menos abrangentes.
E disto, eu e outros que trabalham comigo, não temos a mínima duvida, porque conhecemos muito bem o regime por dentro e fora.
Importa dizer que, quer o cadastro, a votação como a apuração e a totalização podem ser burlados, assim como os documentos do eleitor, os votos, os boletins de urnas podem ser falsificados.
E até mesmo os registos consolares de cidadãos, da Diáspora que já estão sendo avisados, que mais uma vez estarão afastados do direito em escolherem os seus legítimos representante. Tremenda desilusão para muitos, que ambicionam usufruir esse seu legitimo direito?
Para mim , não é caso de não aquecer ou arrefecer, mais mesmo que pudesse, não sou de alinhar em farsas. Isto vai acontecer como tudo indica, e infelizmente já não será nada de novo na nossa pobre história, de eleições.
Quem é quem em Angola ?
Para controlar um regime que já mediu forças, ao ponto de limitar aos seus próprios opositores ás possibilidades de o controlar?
Será que algum cidadão sensato deste país, acredita que a famigerada ( CNE ) tenha sido criada para ser transparente e justa?
Será que algum cidadão que conhece tão bem este regime, acredita que a ( CNE ) recebeu instruções para educar o eleitorado como evitar as fraudes / burlas / comercio do voto / e outras trapaças de sempre?
E se o fizer, nada mais será do que numa jogada habitual para iludir os menos atentos, ou se seja, como se diz popularmente, para o inglês ver.
Temos que ser realistas, e não viver na ilusão de que os nossos apelos no sentido de haver mais transparencia, são ouvidos e levados em consideração por este regime?
Alguns nem sei em que planeta vivem, ainda continuam a acreditar nas ditas boas intenções, como se em alguma ocasião o regime já o tivesse provado. Eles têm os seus projectos muito bem definidos na óptica deles, e vão seguir a sua linha, nem que para isto tenham que atropelar, esmagando quem estiver no caminho.
Se as condições e garantias para fraude até lá, não estiverem consolidadas 100 %, o regime ainda pode dar uma cambalhota / pregando um grande susto, e adiar tudo.
Disto podem estar certos, deste MPLA tudo se espera, e nada é impossível.
Fernando Vumby
Fórum Livre Opinião & Justiça
 
Fonte: angola24horas


Nigéria - Atentado visa polícias em Abuja.

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Uma forte explosão foi ouvida no quartel geral da polícia nigeriana em, Abuja, a capital federal.
Segundo testemunha terá sido uma deflagração muito forte, uma bomba colocada no parque de estacionamento do edifício, nesta altura não se sabe se a explosão terá causado vítimas.
Os acessos nas imediações encontram-se vedados e toda a zona foi evacuada.

Veja o vídeo:


Fonte: euronews

Ayman al-Zawahiri, apontado como líder da al-Qaeda.

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Zawahiri, advertiu na semana passada que Bin Laden vai continuar a "aterrorizar" os EUA no além-túmulo.
Al-Qaeda nomeou Ayman al-Zawahiri como líder após a morte de Osama Bin Laden, o comandante geral da organização, diz em comunicado.
Bin Laden foi morto por forças dos EUA no Paquistão no começo de maio.
No comunicado, a Al-Qaeda ", anuncia que o xeque Ayman al-Zawahiri, que Deus possa guiá-lo, assumiu a responsabilidade como [líder] do grupo amir".
Ele avisou que vai continuar a lutar contra uma jihad ou guerra santa contra os EUA e Israel, sob sua direção.
O comunicado divulgado em um site militante foi atribuído ao general do comando da Al-Qaeda e foi divulgado pela al-Fajr Media Center, o braço midiático da Al-Qaeda Central.
Zawahiri, nascido no Egito foi deputado de Bin Laden e havia sido amplamente antecipado para substituí-lo no comando.
 
' Renascimento jihadista '
Zawahiri, cujo aniversário de 60 anos acredita-se ser neste domingo, é reivindicada por alguns especialistas de ter sido o "cérebro operacional" por trás do dia  9 / 11 que foi feito ataques contra os EUA.

Ayman al-Zawahiri

  • Nascido no Cairo, Egito, em 1951
  • Treinado como um cirurgião de olho
  • Ajudou a fundar o grupo egípcio e militante Jihad Islâmica
  • Conhecido como o homem de Osama Bin Laden do lado direito e o principal ideólogo da Al-Qaeda
  • "Cérebro operacional" por trás do ataque de 9 / 11.
  • recompensa de US $ 25 milhões (£ 15 milhões) por sua cabeça
"Hoje, e graças a Deus, a América não está voltado para um indivíduo ou grupo de indivíduos, mas uma nação se rebelando, o que despertou de seu sono em um renascimento da jihad".
O correspondente da BBC Jon Leyne diz que as prioridades para o novo líder da Al-Qaeda podem incluir a tentativa de montar um grande ataque para mostrar que a organização ainda está no negócio.
Além disso, diz ele, Zawahiri vai querer transformar a onda de instabilidade no Oriente Médio para a vantagem da Al-Qaeda - talvez a construção de mais de uma base de poder no Iêmen e de trabalho para intensificar a instabilidade lá.
Zawahiri advertiu há pouco mais de uma semana atrás que Bin Laden vai continuar a "aterrorizar" os EUA no além-túmulo.
Numa mensagem de vídeo postada na internet em 08 de junho, Zawahiri disse que a Al-Qaeda continuará a lutar.
"O xeque partiu do princípio, que Deus tenha misericórdia dele, e anunciou ele como um mártir e de que têm de continuar em seu caminho da jihad para expulsar os invasores da terra dos muçulmanos e para purificá-lo de injustiça", disse Zawahiri.

Divisões?
Em sua mensagem na semana passada, Zawahiri aplaudiu as revoltas árabes contra os "líderes corruptos e tiranos" e exortou as partes envolvidas a prosseguirem a sua "luta até a queda de todos os regimes corruptos que o Ocidente tem forçado em nossos países".
Mas o correspondente acrescenta que a demora em anunciar Zawahiri como chefe da Al-Qaeda - já vem de mais de seis semanas após a morte de Bin Laden, apesar de ser a escolha óbvia - podem apontar para divisões no seio da liderança. 

Análise

 Ayman al-Zawahiri foi sempre e vai ser a opção padrão para o sucesso de Osama Bin Laden.

Um extremista egípcio altamente inteligente, ele era o homem que Bin Laden tinha para "pensamento global" na década de 1990, ampliando a sua mensagem a partir de reclamações sobre tropas dos EUA em solo saudita para uma série de queixas muçulmanos da Caxemira para  Palestina.
Mas especialistas dizem que a Al-Zawahiri não tem o carisma de seu antecessor. Há também dúvidas sobre se, tal como um egípcio, ele vai comandar a autoridade total sobre agentes da Al-Qaeda da Arábia Saudita e outros países do Golfo.
No entanto, Bin Laden e outros líderes e militantes que se acreditava estarem escondidos por lá, mas pelo contrário foram descobertos em cidades paquistanesas e outras cidades.
Matar Bin Laden por forças especiais dos EUA em uma operação secreta na cidade e na guarnição de Abbottabad em 02 de maio provocou tensas relações entre Washington e Islamabad.
O Presidente dos EUA Barack Obama disse que "alguém" estava protegendo Bin Laden, mas o Paquistão negou qualquer conhecimento sobre o paradeiro de Bin Laden e prendeu informantes da CIA.

Fonte: BBC 

 
 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Cerveja Pampa regressou à Guiné -Bissau.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Fabrica pretende aumentar produção dez por cento ao ano.
Guiné-Bissau - cerveja
Por entre golpes de estado, conflitos e outras sublevações, uma constante para muitos países oeste africanos tem sido a presença de uma cerveja nacional.

Depois de ter passado muitos anos sem uma, a Guiné-Bissau conta agora reviver a sua, após a reabertura da sua única fábrica de cerveja.

Actualmente contudo a antiga colónia portuguesa, actualmente com um milhão e 600 mil habitantes, encontra-se presentemente no meio de uma delicada crise de identidade no que se refere a cerveja.

A Pampa recomeçou a sua produção em Março depois de um longo hiato mas tem ainda de recapturar o mercado que já teve contra competidores portugueses, assim como altamente populares bebidas sazonais de sumo e vinho de cajú.

A directora comercial da Pampa, Ben Nair Lopes da Costa, não pensa que se tenha de preocupar muito com isso.

Ela disse que o grupo que está agora a explorar a fábrica Pampa é mais estável do que os anteriores proprietários, a qualidade da cerveja melhorou e os técnicos têm melhor experiência.

A Pampa teve nas últimas décadas uma história aos solavancos, tal como a Guiné-Bissau.

A marca foi fundada por investidores portugueses quando o país obteve a independência em 1974, tendo sido nacionalizada e adquirida por guineenses alguns anos mais tarde.

A empresa mudou de mãos umas quantas vezes depois disso, antes de encerrar completamente as suas portas em 1998 quando a economia do país entrou em colapso em consequência de uma guerra civil de dois anos.

Ainda assim, sobrevivendo quase à bancarrota e a guerras, a Pampa tem persistido. No final de 2010, um grupo de investidores marroquinos sob o nome Holding ABC, Incorporated, comprou a fábrica e refez a marca da cerveja.

No interior da fábrica uma larga cuba de cobre contém todos os ingredientes que dão à Pampa o seu sabor fresco e agradável de malte. Nair da Costa disse que a chave do seu paladar único é a água.

Nair disse que utilizam água mineral natural da Guiné-Bissau bombeada de uma profundidade de 160 metros.  

De acordo com um estudo de mercado, os guineenses consomem anualmente, em média, 15 a 20 milhões de litros de cerveja. O objectivo da Pampa é vender três milhões de litros no final do ano e 10 por cento mais em cada ano que passa. Antes da guerra civil a Pampa vendia anualmente cinco milhões de litros.

Mas a competição ainda coloca desafios para a empresa. A importada cerveja portuguesa Cristal domina nos cafés e bares da cidade. E o vinho de cajú, na sua época, é uma bebida fresca e fortemente fermentada que se vende nas ruas por menos de um dólar.

Nair disse que o maior obstáculo da Pampa é que tem de importar do estrangeiro 90 por cento dos seus ingredientes, incluindo malte, açúcar, garrafas, cápsulas e cartões de embalagem.

Afirmou que a cerveja Cristal tem uma vantagem competitiva sobre a Pampa porque não tem o problema de taxas de importação, bem como a interrupção nos fornecimentos.

De facto, o malte que a Pampa tem de importar vem da Bélgica através de Portugal. Ainda assim, os proprietários da Pampa pensam que os guineenses começarão a aparecer e esperam capitalizar a sua sede por uma cerveja local. Afinal de contas, o Senegal tem a Flag e a Gazelle, o ganenses bebem Star e os gambianos podem desfrutar da Julbrew.

Nair da Costa disse que os guineenses preferem a Pampa quando a experimentam pela primeira e são muito nacionalistas e orgulhosos dos produtos locais. Querem apoiar a economia do país.

Uma vista de olhos por uma das mais populares discotecas de Bissau mostrou que a maioria dos seus clientes bebia Cristal. Um empregado de nome Alberto afirmou que as pessoas sabem que a Pampa esta novamente disponível mas que ainda gravitam ao redor da cerveja importada. Tanto a Cristal como a Pampa custam um dólar ou um dólar em meio dependendo do local, por isso o preço não é um factor muito significativo.
E quanto aos altos funcionários e elites da Guiné-Bissau? Será que irão beber uma cerveja local em vez de uma importada? Quando interrogado sobre a sua preferência, o Procurador-Geral da República, Amine Saad, torceu o nariz antes de dizer diplomaticamente que era  ….. um “homem de whiskey”.

Fonte: VoaNews

China Nega Colonizar África.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

A parceria estratégica com África nada tem a ver com neocolonialismo é sim baseada nos princípios da sinceridade, amizade e benefício mútuo em igualdade de termos.

"Estamos preocupados com as práticas de assistência externa e de investimento em África que nem sempre são consistentes com normas internacionalmente aceites de transparência e boa governação" - Clinton.
Secretária de Estado Hillary Clinton, discursando em Dar-es-Salaam.

A China menosprezou esta terça-feira afirmações feitas pela secretária de estado norte-americana, Hillary Clinton, sobre a presença chinesa em África e o aparecimento ali de um novo colonialismo.
Hong lei, porta-voz do Ministério dos Negócios estrangeiros afirmou: “A China e os países de África foram, historicamente, vítimas da ocupação e opressão colonial, e eles sabem de facto o que foi o verdadeiro colonialismo.” Este porta-voz oficial acrescentou: “ Nunca impusemos a nossa vontade aos países africanos. Espero que os que se preocupam consigam ver de forma justa e objectiva a cooperação chino-africana.
Numa entrevista à televisão zambiana Hillary Clinton afirmara que a presença chinesa em África reflecte o crescente interesse daquele país no continente, como o acesso aos recursos naturais e aos mercados, e ainda uma aproximação diplomática. Acrescentou que os Estados unidos não vêem incompatibilidade entre os interesses chineses e os americanos em África.
O comércio Africa-China aumentou 40% no ano passado, atingindo 127 biliões de dólares, na sua maior parte centrado em exportações petrolíferas e minerais, com a qual Pequim alimenta a sua crescente economia.
Contudo, a chefe da diplomacia norte-americana mostrou-se preocupada com as práticas chinesas no continente: “Estamos preocupados com as práticas de assistência externa e de investimento em África que nem sempre são consistentes com normas internacionalmente aceites de transparência e boa governação. E, nem sempre tem utilizado os talentos dos africanos na concretização dos seus interesses financeiros.”
Os projectos de construção chineses em África usam na sua maior parte trabalhadores chineses, que vivem nos locais de construção. Os sindicatos africanos queixam-se que estes projectos não criam postos de trabalho e não se traduzem em treino para trabalhadores locais.
A secretária Clinton advertiu os africanos para os países que apenas lidam com as elites e com frequência minam a boa governação.
“É fácil chegar, retirar os recursos naturais, pagar aos líderes e sair. E quando se sai não se deixa muito atrás, para as pessoas que lá vivem. Não se melhora as suas condições de vida. Não se criam oportunidades. Não queremos ver um novo colonialismo em África.”
O governo de Pequim minimizou as afirmações de Clinton. Num editorial no jornal em língua inglesa “Diário da China” afirmava-se que a China nunca colonizou uma nação em África. Pelo contrário, acrescentava o editorial, os africanos sabem tal como o mundo que a China ajuda África a construir muitas escolas e hospitais.
Acrescentava o diário que muitos governos africanos olham o investimento chinês como uma oportunidade e gostam da política consistente da China de não interferir nos assuntos internos. A parceria estratégica com África nada tem a ver com neocolonialismo mas é sim baseada nos princípios da sinceridade, amizade e benefício mútuo em igualdade de termos.
O jornal escrevia ainda que os africanos são sábios o suficiente para serem capazes de identificar quem são os seus verdadeiros amigos, e que não precisam de ninguém que os ensine sobre isso.

Fonte: VoaNews


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