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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Angola: Maria José Ramos ‘A biblioteca deve ser o centro da informação’.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Quem vem a Biblioteca encontra na fachada, e no átrio, um tarja onde se lê que o depósito legal é uma obrigação de todos e um direito da Nação. O que pretendem dizer com isso?
Trata-se de um slogan da nossa campanha sobre o depósito legal. A Biblioteca Nacional é a instituição responsável em Angola pela gestão do sistema do depósito legal. O depósito legal é a obrigação legal de registo e entrega à nossa instituição, de um determinado número de exemplares (não especifico porque varia com o tipo de documentos), publicados à Biblioteca Nacional. Primeiro faz-se o registo, para efeito de controlo bibliográfico, e depois faz-se a entrega à Biblioteca. Por exemplo, para os livros e revistas são seis exemplares. A Lei nº 27/03 de 10 de Outubro, do Depósito Legal, desde a sua aprovação observamos que tem havido um aumento do número de registos de publicações.
Contudo, ainda não alcançamos os cem por cento daquilo que é publicado no nosso país, quer em termos de registo, quer em termos de entrega.

As pessoas não entenderam ainda a importância do registo e do depósito?
A situação é um bocadinho mais complexa. Se calhar perceberam, se calhar alguns não valorizam. Penso que há uma diversidade de situações.
Porque nós temos verificado que, por exemplo, há registos feitos que depois não são acompanhados pela entrega das respectivas publicações. Há também o caso de quem não efectua o registo mas depois vem oferecer exemplares à Biblioteca Nacional, até em número superior àquilo que a lei estabelece.
Decidimos avançar para uma campanha de carácter pedagógico, vamos informar amplamente a sociedade, não o estamos a fazer com a amplitude que gostaríamos, porque os meios não nos permitem, ainda. Uma campanha mais agressiva, vamos produzindo os materiais desta campanha gradualmente para informarmos a sociedade, especialmente o público-alvo sobre o depósito legal, a sua importância, etc…

Haverá a ideia da não obrigação entre o tal público-alvo? Ou pensam que não têm a obrigação, ou, e é a mais corrente: seis exemplares?
É muito! O que vão fazer com isso? Eu tenho uma tiragem de mil e quinhentos exemplares e ficamme com seis? Isto é muito.
Mas não é muito, porque nós temos a obrigação de preservar e divulgar.
E dentro de alguns anos, quando precisarem…

Dos seis quantos ficam para consulta?
Colocamos dois para consulta e os outros quatro são para conservação.
No sistema de depósito legal temos identificadas instituições subdepositárias, ainda não funciona correctamente o sistema do envio às instituições subdepositárias, mas ficamos com os quatro exemplares. Quando o sistema estiver a funcionar correctamente, aqueles que forem objecto de interesse por parte dos subdepositários, porque depende do interesse da instituição, em função do seu carácter, nós enviaremos aos subdepositários e ficaremos com dois para conservação. Portanto, são dois de consulta, dois de conservação e dois destinados ao envio aos subdepositários.

E quem são os subdepositários?
Os que estão estabelecidos na Lei do Depósito Legal. Isto respondendo aos princípios que a UNESCO estabelece para a legislação sobre o depósito legal que obriga à identificação de instituições subdepositárias, por questões de segurança. São uma espécie de arquivos de segurança. Em caso de acontecer alguma coisa aqui na Biblioteca Nacional esses exemplares poderiam ser encontrados noutras instituições, nomeadamente a Assembleia Nacional, ou … identificamos, por exemplo, a biblioteca do Arquivo Histórico, que tem colecções com determinado cariz, viradas para a investigação histórica. E também o Ministério da Comunicação Social, mais por causa dos periódicos.
Nós unificamos o sistema. Antes da lei tínhamos um conjunto de disposições, dispersas, sobre o depósito legal.
Por exemplo, a Lei de Imprensa tratava do depósito legal, o Regime Jurídico da Assembleia Nacional tratava do depósito legal… não com o carácter que o depósito legal deve ter, que é o da preservação a longo prazo, e divulgação, mas sempre na perspectiva da recolha para efeitos de aquisição gratuita dos documentos. Talvez não fosse assim para a Comunicação Social mas para os demais eu penso que era uma via de aquisições também.

Mais para o coleccionismo que propriamente para a divulgação e preservação?
Sim, porque quem tem esta obrigação da preservação e conservação é a Biblioteca Nacional.O Ministério da Comunicação Social dispõe de um o Centro de Documentação e teria a obrigação de preservar pelo menos os periódicos. Têm uma boa colecção de periódicos…

E fora de Luanda, como é que se faz?
Deixe-me concluir. Então decidimos unificar e acabamos por entender que, seguindo o princípio da UNESCO, e aquilo que já existia, conciliamos os interesses e essas instituições entraram na listagem dos subdepositários. O Ministério da Comunicação Social, a Biblioteca da Assembleia Nacional, a Biblioteca do Arquivo Histórico de Angola e a Cinemateca Nacional, por causa do arquivo das imagens em movimento… são essas as instituições que estão identificadas como subdespositárias.
Estamos a divulgar. A lei ainda não é observada a cem por cento, mas notamos já um incremento no número de livros e periódicos registados e também um incremento no número de títulos e periódicos entregues, mas o mesmo já não posso dizer sobre outros tipos de documentos. Acho que ainda nos está a faltar mais trabalho no sem tido de divulgarmos, com maior amplitude, a lei e passarmos a um processo mais agressivo de fiscalização, ou de criação de mecanismos de fiscalização da lei, que passa por verificar periodicamente aquilo que é publicado, aquilo que está a circular e que não consta no nosso arquivo e nos nossos registos.
Nas outras províncias… neste momento ainda passamos pelo registo centralizado na Biblioteca Nacional.
Nas províncias que têm editoras há uma certa disciplina. por exemplo Benguela, Cabinda, que têm uma certa vida editorial, eles fazem o registo.
Sempre que me desloco as províncias levamos a informação sobre o deposto legal, sempre que identifico, ou identificamos alguma publicação a circular, que não tenha o número do registo e que não tenha sido entregue na Biblioteca Nacional, nós enviamos uma carta ao editor, anexamos uma cópia da lei e solicitamos o envio dos respectivos exemplares. Tem estado a surtir efeitos.

E como ficam as peças de teatro, escritas e exibidas mas não editadas.
Não há o risco de se preservar os cartazes, panfletos e perder-se os textos que os nossos grupos e autores vão produzindo?
O ideal seria registar. E ainda que a obra não seja editada, não seja distribuída amplamente, já que está escrito, que este documento seja no mínimo registado na Direcção dos Direitos de Autor. Não sei se eles procedem o registo nos Direitos de Autor.
Nós estamos vocacionados para a preservação daqueles documentos que são publicados, sejam de distribuição gratuita, de circulação limitada, ou ampla circulação. A nossa vocação é preservar tudo aquilo que é publicado.
A obra de teatro, ao ser exibida está a ser publicada, de facto, mas o texto da obra, nestes casos, não é editado e distribuído amplamente. Penso que nestes casos têm de ser salvaguardados no mínimo os direitos de autor.
Contudo, como não é uma situação habitual, teria de revisitar a lei para ver se dispõe alguma coisa a este respeito.
Nós não teríamos qualquer resistência em conservar este tipo de documentos. Aliás, temos aqui alguns originais de manuscritos que por iniciativa dos seus autores são depositados na biblioteca.
(O Estado) “não está a ter a devida atenção relativamente à questão da observância da Lei do depósito Legal”
E as instituições do Estado portamse bem?
Portam-se muito mal. Se repararmos, quase todos os ministérios têm um boletim informativo e raramente vai encontrar lá um número de registo na Biblioteca Nacional e raramente também vai encontrar aqui os exemplares. Temos alguns que depositam, de facto, mas de forma geral, se fizermos uma comparação entre as entidades que existem e que publicam e a quantidade de instituições que entregam, eu diria que oEstado porta-se muito mal. Não está a ter a devida atenção relativamente à questão da observância da Lei do Depósito Legal. Nós enviamos para todos os ministérios uma cópia da lei, enviamos para todas as editoras. Esta campanha do depósito legal tem várias etapas, várias acções, além da divulgação que passa pela produção de cartazes e, provavelmente, pela produção de anúncios publicitários, palestras, etc. Já enviamos correspondência de divulgação da lei às gráficas, editoras, ministérios, empresas, governos provinciais. Não sei porque razões, mas a resposta ainda não é satisfatória.

É preciso dizer às pessoas para que é que serve a Biblioteca, a sua importância?
Eu penso que mais que dizer temos que demonstrar com serviços que correspondam às necessidades do público. Serviços através dos quais as pessoas possam valorizar a informação. Porque o dizer só não basta. Hoje, qualquer pessoa que entreviste vai lhe dizer que a biblioteca é muito importante, e há uma série de frases feitas a respeito disso. Há uma série de frases feitas a respeito da importância do livro, etc., todo o mundo vai dizer que é muito importante. Pelo menos esta noção as pessoas têm. Agora, efectivamente eu penso que ainda não se sente, não se reconhece esta importância. As pessoas ainda não sentem no seu dia-a-dia, não reconhecem, a importância da biblioteca. A biblioteca deve ser o centro da informação. Para tudo: informação para o emprego, informação para a educação; sobre saúde… independentemente da informação científica e técnica recolhida nos mais diferentes tipos de documentos, nos mais variados suportes. E as pessoas ainda não sentem isso. Porque se calhar nós não estamos a fazer bem o nosso trabalho. Se calhar temos de investir mais na capacitação dos nossos recursos humanos para saberem utilizar adequadamente as nossas fontes de informação e levarem estas fontes de informação ao encontro do público. A ideia é nós fazermos o nosso trabalho no sentido de levarmos o público a sentir essa necessidade. Até num trabalho de sensibilização que é preciso fazer, sim, mas depois há esta necessidade clara de se concretizar, com serviços, com factos, de maneira que as pessoas sintam que isto faz parte da nossa vida, que isto é importante.

Parece-me que estamos a falar de comunicar para gente adulta, este trabalho não deveria começar com a habituação à leitura das crianças, com bibliotecas nas escolas, por exemplo?
Sem dúvidas que a cultura da leitura deve vir do berço. Os primeiros estímulos devem acontecer em casa, na mais tenra idade. Depois, nas instituições como creche, jardimde-infância, escola, etc., também deve encontrar bibliotecas com recursos adequados para induzir nela o gosto pela leitura. A escola deve dispor de uma biblioteca escolar com os documentos adequados.
Falo em recursos adequados para quebrar a imagem de as bibliotecas nas escolas terem apenas livros. Não.
Devem ter recursos informativos, nos mais variados suportes. Vamos ter o livro impresso o livro electrónico, vamos ter recursos informativos nos mais variados suportes dentro da biblioteca escolar, para que a criança amplie os seus conhecimentos. É um elemento importante em todo o processo de ensino e aprendizagem. E deve haver orientação no uso destas fontes informativas pela criança. Infelizmente não temos uma rede de bibliotecas escolares forte, que funcione, para participar no processo de formação de leitores.
Não temos.

Os leitores que frequentam a biblioteca, pelo que pude ver, são maioritariamente jovens, o que vêm cá fazer? O que buscam?
Vêm estudar. Vêm procurar geografia, filosofia, história, física, electricidade. São este tipo de temas que eles buscam maioritariamente.

Mas também vai recebendo gente que vem fazer pesquisa mais “profissional”?
Sim. Também temos pessoas que vêm fazer pesquisa, temos um grupo fiel de pessoas que vêm ler os periódicos… mas é interessante que eu já reparei noutras bibliotecas que o público que vai ler os periódicos também é um grupo mais ou menos fixo e mais ou menos fiel. São quase sempre os mesmos que vão para ler os jornais e as revistas. Já vi isso noutras bibliotecas fora de Angola. E ao conversar com colegas já os ouvi a falar dos leitores de periódicos estão sempre e são sempre os mesmos, e eu digo olha também os tenho. Isto é o normal. Também temos aqueles que têm interesse em identificar o jornal do ano tal, por estarem a investigar, ou porque têm de tratar de algum assunto pessoal, precisam daquela informação que foi publicada, ou quer consultar um Diário da República, etc. Mas a maior parte do nosso público é gente jovem, estudantes, com menos de vinte e cinco anos, e que vêm, fundamentalmente, para estudar, resolver tarefas da escola, realizar trabalhos, preparar-se para as provas. Em épocas em que não há aulas, ou em que há provas o número de frequências reduz drasticamente. Por isso é que o mês de Dezembro é quando temos um número de visitas muito reduzido. No primeiro trimestre do ano passado tivemos, por exemplo, 5458 utilizadores e no último trimestre o número passou 7609. Entretanto, no segundo trimestre tivemos 10709, o dobro do que tivemos no primeiro, mas no terceiro houve uma quebra.
Se compararmos estes dados com o calendário escolar, vamos perceber que o período em que tivemos maior frequência é o período lectivo.

A Biblioteca está relativamente perto de algumas faculdades e de escolas do ensino de base e médio.
A frequência de universitários é assinalável?
É mais estudantes do ensino médio e secundário. Vêm universitários, mas muitas vezes vêm para utilizar o espaço da biblioteca para estudar. Não temos uma grande frequência de universitários. Mas nós temos de fazer também um trabalho de melhoria dos nossos indicadores para podermos ter outros dados, mais concretos. Porque os indicadores que temos agora dão-nos dados muito gerais e estamos a precisar de melhorar esses indicadores.

Outro aspecto que eventualmente terá influência na frequência é que o estacionamento aqui não é fácil, a biblioteca está no meio de edifícios governamentais…
A localização da Biblioteca… isto é um espaço quase fechado. Mas acho que não é isso que impede as pessoas de virem a Biblioteca. A maior reclamação é o horário. Porque nós prestamos o nosso serviço no horário da Função Pública. E muitas vezes alguns estudantes universitários, por exemplo, são estudantestrabalhadores e só depois de saírem do serviço é que têm disponibilidade para virem a biblioteca. Nós fechamos às 15h30… é um problema que nós ainda não conseguimos resolver, por causa da tal dificuldade com o pessoal, que não é suficiente para fazermos os turnos como gostaríamos. Entretanto estamos a avaliar, a fazer um estudo para definição de novos horários de atenção ao público. Até Outubro do ano passado abríamos ao público às 9h00, agora abrimos às 8h30. A tendência vai ser criar condições para termos um horário um bocadinho mais amplo.
Não digo que vá até às 20h00 porque é muito difícil, a maior parte do nosso pessoal vive na periferia e o problema é eles chegarem tranquilamente às suas casas. Mas pelo menos ver se prestamos serviço até às 17h00.
‘A Biblioteca nacional é todos os dias’
Com o actual horário as limitações vão até a possibilidade de acolher outras iniciativas como exposições, por exemplo?
Se tivermos uma actividade temos de fazer um exercício para criar condições de as pessoas estarem até à hora da actividade. Mas chegamos a um ponto em que era muito difícil realizar aqui uma actividade, aliás, é sempre difícil realizar actividades depois das 17h00. Nós fazemos aproximar até às 16h00, 16h30, para no máximo até às 18h00 terminar a actividade. Não é fácil, é preciso colocarmo-nos no lugar deles … temos pessoal que vive no Panguila, no Zango, Benfica… a maior parte das pessoas… é difícil. Eu ponho-me no lugar destas pessoas e, olhando um bocado para a situação geral, em termos de segurança e transportes, é muito complicado. Mas vamos fazer o possível para criar condições que favoreçam o público, pelo menos por mais duas horas, uma hora e meia.
Depois veremos como fazer, gradualmente.

Outro aspecto importante é a vossa função de conservadores., quando falha a electricidade, havendo que manter as obras numa determinada temperatura e com um determinado grau de humidade…
É muito difícil. Em termos de conservação tentamos garantir as condições de higiene adequadas, monitoramos a temperatura e a humidade relativa, mas é difícil manter estas condições estáveis sem a resolução de pelo menos um ou dois problemas que temos de resolver. Um deles tem a ver com a climatização da área do depósito, até ao momento o sistema de refrigeração que nós utilizamos não é o adequado. Temos um projecto para a implementação de um sistema de ar condicionado, para melhorar a climatização nas zonas de conservação e o outro problema é a estabilidade no fornecimento de electricidade.
Porque podemos ter o problema dos aparelhos resolvido mas se nos falta a luz temos que ter um backup, que é um gerador, que existe. Mas depois existem outros problemas…

O Estado tem que assumir que aqui é para gastar dinheiro
A Biblioteca Nacional é todos os dias. É muita gente todos os dias, que utilizam os nossos documentos, as nossas instalações, precisamos de energia, de água, de todas essas condições todos os dias.

E quanto a formação? Nós não temos cursos de bibliotecnia…
Antes biblioteconomia. A bibliotecnia é só uma vertente da bibliotecologia que abarca a biblioteconomia, embora nos países europeus bibliotecologia seja equivalente a biblioteconomia. Onde eu estudei é bibliotecologia que é uma ciência que abarca a biblioteconomia, a bibliotecnia, etc.

E como é que estamos de formação?
Quando fala em rede de bibliotecas, sobretudo
Não estamos muito bem. Houve uma época em que tivemos formação regular, nos últimos anos fizemos a última formação em 2010. No ano passado não tivemos formação porque a ideia é trabalhar num plano de formação, mesmo respondendo à ideia geral de orientação do Ministério da Cultura que tem como orientação a formação de todo o pessoal.
Então estamos a trabalhar com uma universidade espanhola, em parceria, no sentido de desenharmos um plano de formação para bibliotecários. Já foi feito o levantamento das necessidades, o passo que se segue é a elaboração do plano de formação., para depois identificarmos os parceiros e dos recursos humanos necessários paras prestar essa formação ao nosso pessoal. É imprescindível, quer para nós, quer para o processo de formação da rede de bibliotecas públicas, que de júri já existe.

Instalada a rede, em alguns locais será uma realidade nova, com o que é que vão começar essas bibliotecas em termos de acervo?
O Decreto Presidencial 270/03, que estabelece o regime jurídico da rede das bibliotecas públicas estabelece que as bibliotecas devem ter um orçamento, do qual vinte por cento deve destinar-se a actualização das suas colecções. Quando nós partimos para o projecto de uma nova biblioteca, essa nova biblioteca é vista como um projecto integral. É o edifício, é o fundo documental, porque toda a biblioteca necessita de um fundo inicial, e o pessoal. O projecto tem que ser visto assim, num todo. É neste âmbito que se têm que prever todas as situações.

Não se pensou na rede virtual que permitisse que alguém em NDalatando pudesse consultar um documento do século XVI da Biblioteca Nacional, por exemplo?
Tudo é possível. E não tem de passar necessariamente pelo diploma de que falei. Também pode permitir isso, a partir do momento em que se estabelece que as bibliotecas todas devem estar ligadas em rede. Todas elas devem estar informatizadas. Mas se desenvolvermos uma biblioteca virtual, por exemplo, com documentos dos séculos XVI ou XVII, podemos ter estes documentos em rede. Podemos disponibiliza-los na Internet ou numa rede própria da rede nacional das bibliotecas públicas. É possível. Mas é preciso criar condições adequadas para fornecermos este serviço.

O que é que se paga aqui?
Não se paga nada. A Biblioteca é uma instituição de utilidade pública, que tem obrigações a cumprir para a sociedade. Tem que participar neste processo de formação e desenvolvimento do país. então a maior parte dos serviços são serviços gratuitos.
Isso é uma maravilha Os serviços que se cobrariam seriam aqueles que representassem algum custo para a Biblioteca, como fotocópias, mas os ingressos sempre seriam gratuitos. O nosso serviço de fotocópias não está a funcionar neste momento, já tivemos. Houve uma determinada altura em que também cobrávamos os serviços de Internet mas depois decidimos deixar de cobrar, porque achamos que também temos aí um papel a cumprir, no processo de alfabetização informacional. Termos a possibilidade de participar no processo de inserção de alguém no uso das novas tecnologias, dá também satisfação. Já recebemos aqui pessoas que não sabiam utilizar o computador. É uma maravilha no sentido em que obtemos estas compensações e percebemos que estamos a ser úteis.

Emprestam documentos?
Não.
Têm um clube de leitores?
Não temos. A Biblioteca Nacional, e isto é geral, quer seja em Angola, quer seja noutro país qualquer do mundo, como tem funções de conservação, não empresta. Porque geralmente os documentos que existem numa biblioteca nacional são documentos com um determinado valor e deixar que alguém o leve para casa significa a potencial perda do documento. As bibliotecas nacionais, em regra não emprestam. A Biblioteca nacional José Marti, em Cuba, onde estudei, no entanto, durante anos tinha uma zona de empréstimos circulantes, era um conjunto de documentos destinados ao empréstimo ao domicílio. Não estou segura, mas tenho a impressão que da última vez que lá estive ou eles estavam em vias de acabar com o empréstimo circulante ou já tinham acabado. Também estavam a avaliar o serviço para crianças, porque não é bem a nossa vocação. Para este efeito existem as bibliotecas públicas.
Estas é que não têm, em princípio, compromissos com a conservação de documentos a longo prazo. Estas têm que manter um fundo documental actualizado para satisfazer as necessidades informativas da sua população.
Podem ter alguma raridade e podem conservar, mas não é a sua prioridade. Mesmo aí é preciso é preciso um regulamentos para ver a quem se empresta, como, por quanto tempo, quantos livros se empresta de cada vez e que penalidades para os incumpridores. Para isso serão criadas as bibliotecas públicas.

E as instalações desta Biblioteca são adequadas?
Não têm um átrio deslumbrante, esmagador, próprio das grandes bibliotecas…
Não. A Biblioteca Nacional foi instalada aqui desde a sua fundação em 1969, a título provisório. Em 200º fizemos obras, criamos algumas condições para melhorar a funcionalidade do edifício, quer para o público, quer para o pessoal que trabalha aqui, mas as condições não são as melhores. Digamos que temos uma biblioteca ideal em tamanho micro. Tudo depende de como se encara a biblioteca, se a vamos entender como um espaço de socialização, se o for o átrio ocupa um espaço maior, onde as pessoas vão interagir, porque nas salas de leitura têm outra postura. Se a biblioteca é concebida pensando nela como tendo um papel de sociabilização então o átrio é importante. Nós debatemos isso quando pensamos no projecto da rede pública de bibliotecas. Se teríamos um átrio social ou se apenas um espaço de circulação. Acabamos por decidir que a nossa biblioteca pública seria um espaço de socialização, um espaço para pequenas exposições, com sofás, enfim. Este nosso átrio não é mauzinho, e como temos pouco espaço aqui algumas divisões acabam por se multifuncionais. O nosso átrio funciona como sala de espera, recebe exposições, apresentação de livros… Mas no geral a biblioteca não tem as condições adequadas para as nossas necessidades, nem em termos de gabinetes de trabalho, nem em termos de salas de leitura…

Bem, se toda a gente desata a depositar… ficam sem capacidade
Podem depositar. Temos uma forma de encarar as coisas muito flexível. O pessoal e os espaços têm de ser flexíveis. Temos de buscar soluções. Por exemplo, estamos as substituir as nossas estantes por estantes deslizantes, para aumentar a capacidade de armazenamento. Mas estamos convencidos que, de facto, a nossa situação vai mesmo ser transitória, porque há a perspectiva da construção de um novo edifício para a Biblioteca Nacional. Esta necessidade vai-se tornando cada vez mais iminente face ao crescimento das nossas colecções e a própria necessidade da sociedade. Um país como Angola já necessita de ter uma biblioteca Nacional com um espaço condigno. Geralmente a Biblioteca Nacional de um país acaba por funcionar como uma espécie de sala de visita, é sempre um postal que as pessoas querem visitar.
E nós sentimos isso, pelo número de pessoas que nos vêm visitar vindas dos mais variados pontos do mundo e aos mais variados níveis. Com o que temos mostramos o que podemos, o que temos.

A rede de bibliotecas públicas terá relação com as bibliotecas e arquivos privadas
Nunca deixamos d cooperar com outras bibliotecas, convidamo-las sempre para as nossas acções de formação, por exemplo. Colaboramos com universidades e … tudo isso vai ser potenciado com a rede nacional de bibliotecas públicas. Nas províncias a relação é mais visível, com as bibliotecas privadas, com as universidades….

José Kaliengue
31 de Janeiro de 2012


fonte: O País

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Racismo no Brasil: mito ou tabu?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Negros continuam em desvantagem no mercado de trabalho, mas cada vez mais ocupam papeis importantes na sociedade. Quanto desse cenário se deve às políticas de inclusão do governo federal?

Poucos nos dias atuais se referem ao Brasil como “uma democracia racial”. Como afirmou o sociólogo baiano Antônio Riserio em um recente livro: “Está claro que o racismo existe nos Estados Unidos. E Está claro que o racismo existe no Brasil. Mas são tipos diferentes de racismo”. No Brasil, diz ele, o racismo é velado. O país nunca teve algo semelhante ao Ku Klux Klan, ou uma proibição dos casamentos interraciais como a que vigorou em 17 estados norte-americanos até 1967.
A importação de ações afirmativas ao estilo das aplicadas nos Estados Unidos corre o risco de forçar os brasileiros a se posicionarem em rígidas categorias raciais, diz Peter Fry, um antropólogo britânico naturalizado brasileiro. Tendo trabalhado na África do Sul, ele diz que o fato do Brasil ter evitado a “cristalização étnica como uma definição da identidade” é uma grande vantagem na criação de uma sociedade democrática.
Mas para os defensores da ação afirmativa, o racismo velado dos brasileiros explica porque as definições raciais foram ignoradas por tanto tempo. “No Brasil temos um inimigo invisível. Ninguém é racista. Mas quando sua filha começa a sair com um rapaz negro, as coisas mudam”, diz Ivanir dos Santos, um ativista negro do Rio de Janeiro. Se um jovem branco e outro negro com as mesmas qualificações procurarem um emprego em um shopping center do Rio, o branco ficará com o emprego, afirma.
Os governos de Dilma Rousseff e seus dois antecessores, Lula e Fernando Henrique Cardoso, apoiaram as ações afirmativas, mas o fizeram de maneira cautelosa, concentrando-se nas universidades. Desde 2001, mais de 70 universidades públicas introduziram cotas raciais de admissão, e o ProUni, um grande programa federal, concede bolsas de estudos a estudantes negros e pardos nas universidades privadas.
Essas medidas estão começando a fazer a diferença. Embora apenas 6,3% dos negros entre 18 e 24 anos estivessem nas universidades em 2006, esse número representa o dobro da proporção registrada em 2001, de acordo com o IPEA. “Estamos muito felizes, porque nos últimos cinco anos colocamos mais negros nas universidades do que nos 500 anos anteriores”, diz Frei David Raimundo dos Santos, um frade franciscano que comanda a Educafro, uma instituição de caridade que leva educação universitária a comunidades carentes. “Atualmente vivemos uma revolução no Brasil”.
A batalha por empregos
Para os ativistas negros, o próximo alvo é o mercado de trabalho. “Os negros que procuram emprego já começam em desvantagem”, diz Mario Theodoro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Ele afirma que os Estados Unidos, que têm uma população de apenas 12% de negros, têm um presidente, além de vários políticos e milionários negros. “No Brasil, não temos ninguém”. Isso não é exatamente verdade: além de jogadores de futebol e cantores, o Brasil tem um juiz negro no Supremo Tribunal Federal (indicado por Lula) e veteranos na polícia e nas Forças Armadas. Mas essas são exceções. Apenas um dos 38 ministros de Dilma Rousseff é negro (embora dez sejam mulheres). Passe pelos prédios da Petrobras e do BNDES no Rio de Janeiro na hora do almoço, e “você verá que todos os chefes são brancos e os faxineiros são negros”, diz frei David.
A sombra do passado
O que se destaca após uma década de debates sobre ações afirmativas é o fato de elas estarem sendo implementadas de forma bem brasileira. Cada universidade tomou suas próprias decisões. O governo federal tentou promover a política das cotas, mas não a impôs. O STF está lidando com três casos envolvendo cotas raciais. Alguns advogados suspeitam que o tribunal esteja deliberadamente se atrasando na esperança de que a sociedade cuide do caso sozinha.
Essa mesma sociedade está mudando de maneira bem mais rápida. Muitos dos 30 milhões de brasileiros que deixaram a pobreza na última década são negros. O mundo dos negócios já percebeu essa mudança: há muitos mais cosméticos para o público negro nos mercados. Nos voos, a combinação de passageiros agora se assemelha à população brasileira, não à de um país da Escandinávia. Até pouco tempo, os poucos atores que conseguiam papéis nas novelas brasileiras interpretavam empregados ou escravos. Agora eles são protagonistas. Boa parte disso pode ter acontecido independentemente das ações afirmativas.
A pergunta que não quer calar no Brasil é se a melhor maneira de reparar os danos causados pelo período da escravidão é dar direitos extras aos brasileiros de pele mais escura. Sim, respondem o governo e os ativistas negros. Considerando a persistência das desvantagens raciais no país, essa resposta é compreensível.
Mas a abordagem traz riscos evidentes. Até a chegada das ideias acadêmicas norte-americanas, a maioria dos brasileiros acreditava que o arco-íris racial de seu país era um de seus bens mais valiosos, e não estavam errados. Nelson do Valle Silva, um sociólogo da UFRJ, e especialista em mobilidade social, afirma que a etnia afeta as chances na vida dos brasileiros, mas não as determina. E se a discriminação positiva se tornar permanente, esse cenário pode gerar políticas raciais divisivas.
Certamente existem maneiras melhores de estabelecer a igualdade genuína de oportunidades e direitos. O Brasil tem leis antidiscriminação desde os anos 1950, e a Constituição de 1988 transformou o racismo em crime. A tarefa mais difícil é a mudança de atitudes. Muitos brasileiros simplesmente partem do princípio que os negros estão na escala social mais baixa, e os defensores das ações afirmativas têm razão ao reclamar que, com os programas de inclusão, o governo e o país viraram as costas para o problema do racismo. Mas políticas no estilo norte-americano podem não ser a melhor maneira de combater o racismo tão específico dos brasileiros. Uma combinação de ações legais mais fortes contra o racismo e cotas para jovens de classe sociais mais baixas nas universidades para compensar a fraqueza das escolas públicas pode funcionar melhor.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

NOTÍCIAS Senegal: TC rejeita recurso da oposição.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O presidente do Senegal pode tentar a recandidatura nas eleições agendadas para 26 de fevereiro.
A decisão foi tomada pelo Tribunal Constitucional que rejeitou o recurso apresentado pelo artista Youssou N’Dour e dois outros candidatos.
Os opositores argumentam que o chefe de Estado no poder desde 2000 já cumpriu dois mandatos legais de cinco anos e não pode, por isso, concorrer a um terceiro.
Uma posição contestada pelos partidários do presidente que se apoiam nas reformas constitucionais de 2001 e 2008.
Abdoulaye Wade de 85 anos viu, esta segunda-feira, confirmada a decisão do Tribunal Constitucional que na sexta-feira tinha já validadas 13 das 17 candidaturas às presidenciais.

Vídeo: manifestações.

Fonte: euronews

Curtas notícias de África e do resto do mundo.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

MICHELLE OBAMA

50 mil dólares em lingerie? "É mentira", diz Casa Branca.

50 mil dólares em lingerie? "É mentira", diz Casa Branca
Fotografia © reuters
As vendas de uma marca de lingerie terão subido 12% à conta de uma tarde de compras da primeira dama dos Estados Unidos, escreve a imprensa americana e inglesa. Mas a Casa Branca já reagiu.
Michelle Obama terá gasto 50 mil dólares numa tarde de compras da loja da Agent Provocateur, em Nova Iorque, escrevem jornais como "The Telegraph" ou "The Sun". A loja de Madison Avenue terá inclusivamente fechado para receber a mulher do presidente Barack Obama, que estaria acompanhada da rainha do Qatar, Sheikha Mozah.
A primeira dama dos Estados Unidos foi uma cliente tão boa que as vendas da marca terão subido 12%.
A Casa Branca emitiu já desmentiu a informação. "Esta história é 100% falsa", diz diretora de comunicação de Michelle Obama ao Mail Online.

Chávez volta a ameaçar banca privada de nacionalização.

Hugo Chávez com o ministro da Defesa da Venezuela
Hugo Chávez com o ministro da Defesa da VenezuelaFotografia © Reuters
O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, voltou a ameaçar nacionalizar a banca privada que se nega a financiar os projetos agrícolas que o seu governo promove, insistindo que os principais bancos falharam no cumprimento da legislação sobre a matéria.
"Ou financiam a produção agrícola ou tomaremos medidas, mas já. Não têm alternativa. Os (bancos) privados que não quiserem cumprir a Constituição eu não tenho problema em nacionalizá-los. Temos que fazer cumprir a Constituição e as leis desta República", disse.
Hugo
A advertência teve lugar, domingo, durante o programa dominical "Aló Presidente", depois de o Chefe de Estado ser informado, pelo vice-presidente da República, Elías Jahua, de que os 36.000 milhões de bolívares fortes (6.490 milhões de euros) que a banca deveria ter destinado a empréstimos para as atividades agrícolas e produção de gado, foram outorgados a grandes produtores em detrimento dos mais pequenos.
"Chame os presidentes dos bancos Provincial, Banesco e Mercantil, à la vice-presidência da República e fale com eles, mas que não nos digam +cobas+ (mentiras), porque procuram as mil e uma desculpas", disse Hugo
Por outro lado instou a Juan Carlos Escotet, presidente de Banesco, a dizer "se não pode" cumprir com a legislação vigente em matéria de empréstimos agrícolas para de uma vez nacionalizar o banco.

CIMEIRA DA UNIÃO AFRICANA

Dirigentes não conseguem eleger presidente.

por LusaHoje
Foto de família dos chefes de Estado e Governo da União Africana com Ban ki-Moon, secretário-geral da ONU.
Foto de família dos chefes de Estado e Governo da União Africana com Ban ki-Moon, secretário-geral da ONU.Fotografia © REUTERS/Noor Khamis
Os dirigentes africanos, reunidos hoje em Addis Abeba, não conseguiram eleger um novo presidente para a comissão da União Africana (UA), o órgão executivo da organização, e adiaram a eleição para junho, informou fonte oficial.
"Nenhum dos dois candidatos venceu" a eleição, depois de quatro voltas de escrutínio entre a ministra do Interior sul-africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, e o presidente cessante da Comissão, o gabonês Jean Ping, disse à imprensa o presidente da Zâmbia, Michael Zata, após a reunião.
"A próxima eleição realizar-se-á em junho", acrescentou Zata, referindo-se à próxima cimeira da UA.
Até à eleição, a presidência da Comissão será exercida interinamente pelo atual vice-presidente, o queniano Erastus Mwencha, disseram fontes da organização citadas pela agência France Presse.
O fracasso da eleição de um novo presidente foi confirmado a jornalistas pelo presidente do Togo, Faure Gnassingbé.
Jean Ping obteve mais votos que a rival, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros e ex-mulher do presidente Jacob Zuma nas três primeiras voltas - 28-25, 27-26 e 29-24 -, segundo as mesmas fonte.

Fonte: dn.pt

Curtas notícias de África e do resto do mundo.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

MICHELLE OBAMA

50 mil dólares em lingerie? "É mentira", diz Casa Branca.

50 mil dólares em lingerie? "É mentira", diz Casa Branca
Fotografia © reuters

As vendas de uma marca de lingerie terão subido 12% à conta de uma tarde de compras da primeira dama dos Estados Unidos, escreve a imprensa americana e inglesa. Mas a Casa Branca já reagiu.

Michelle Obama terá gasto 50 mil dólares numa tarde de compras da loja da Agent Provocateur, em Nova Iorque, escrevem jornais como "The Telegraph" ou "The Sun". A loja de Madison Avenue terá inclusivamente fechado para receber a mulher do presidente Barack Obama, que estaria acompanhada da rainha do Qatar, Sheikha Mozah.
A primeira dama dos Estados Unidos foi uma cliente tão boa que as vendas da marca terão subido 12%.
A Casa Branca emitiu já desmentiu a informação. "Esta história é 100% falsa", diz diretora de comunicação de Michelle Obama ao Mail Online.

Chávez volta a ameaçar banca privada de nacionalização.

Hugo Chávez com o ministro da Defesa da Venezuela
Hugo Chávez com o ministro da Defesa da VenezuelaFotografia © Reuters

O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, voltou a ameaçar nacionalizar a banca privada que se nega a financiar os projetos agrícolas que o seu governo promove, insistindo que os principais bancos falharam no cumprimento da legislação sobre a matéria.

"Ou financiam a produção agrícola ou tomaremos medidas, mas já. Não têm alternativa. Os (bancos) privados que não quiserem cumprir a Constituição eu não tenho problema em nacionalizá-los. Temos que fazer cumprir a Constituição e as leis desta República", disse.
Hugo
A advertência teve lugar, domingo, durante o programa dominical "Aló Presidente", depois de o Chefe de Estado ser informado, pelo vice-presidente da República, Elías Jahua, de que os 36.000 milhões de bolívares fortes (6.490 milhões de euros) que a banca deveria ter destinado a empréstimos para as atividades agrícolas e produção de gado, foram outorgados a grandes produtores em detrimento dos mais pequenos.
"Chame os presidentes dos bancos Provincial, Banesco e Mercantil, à la vice-presidência da República e fale com eles, mas que não nos digam +cobas+ (mentiras), porque procuram as mil e uma desculpas", disse Hugo
Por outro lado instou a Juan Carlos Escotet, presidente de Banesco, a dizer "se não pode" cumprir com a legislação vigente em matéria de empréstimos agrícolas para de uma vez nacionalizar o banco.

CIMEIRA DA UNIÃO AFRICANA

Dirigentes não conseguem eleger presidente.

por LusaHoje
Foto de família dos chefes de Estado e Governo da União Africana com Ban ki-Moon, secretário-geral da ONU.
Foto de família dos chefes de Estado e Governo da União Africana com Ban ki-Moon, secretário-geral da ONU.Fotografia © REUTERS/Noor Khamis

Os dirigentes africanos, reunidos hoje em Addis Abeba, não conseguiram eleger um novo presidente para a comissão da União Africana (UA), o órgão executivo da organização, e adiaram a eleição para junho, informou fonte oficial.

"Nenhum dos dois candidatos venceu" a eleição, depois de quatro voltas de escrutínio entre a ministra do Interior sul-africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, e o presidente cessante da Comissão, o gabonês Jean Ping, disse à imprensa o presidente da Zâmbia, Michael Zata, após a reunião.
"A próxima eleição realizar-se-á em junho", acrescentou Zata, referindo-se à próxima cimeira da UA.
Até à eleição, a presidência da Comissão será exercida interinamente pelo atual vice-presidente, o queniano Erastus Mwencha, disseram fontes da organização citadas pela agência France Presse.
O fracasso da eleição de um novo presidente foi confirmado a jornalistas pelo presidente do Togo, Faure Gnassingbé.
Jean Ping obteve mais votos que a rival, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros e ex-mulher do presidente Jacob Zuma nas três primeiras voltas - 28-25, 27-26 e 29-24 -, segundo as mesmas fonte.

Fonte: dn.pt

domingo, 29 de janeiro de 2012

De Filomeno Pina: KOMBERSSAS.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Caros compatriotas, fala-se em candidato presidencial para o mais alto cargo da Magistratura da Nação, nós perdemos o sono mais uma vez, alguns nunca mais dormem até ao último dia do apito final, o dia de "fumo branco" em que alguém anuncia que temos um presidente visível e identificado com os nossos corações, porque já é tempo de SUFRYDUR PADY FYDALGU, estamos cansados de prematuros ou abortos sem necessidade, se escolhermos bem com inteligência social ou causa nacional chegamos a bom porto, uma sociedade transparente é naturalmente uma sociedade desenvolvida e para lá caminhamos, hoje porque é escolher uma única pessoa, não podemos escolher mal, sem pensarmos o futuro e uma nova página nas nossas vidas, somos muitos e cada um de nós é preciso naquilo que faz, precisamos de uma pessoa visível, com  transparência na sua história de vida, um líder com mãos limpas, alguém que tenha medo de DEUS e, com vontade de acompanhar este novo rumo traçado pela natureza dos nossos destinos, mas alguém "novo" na postura e mentalidade, que ninguém tenha dúvidas do seu perfil como pessoa de bem e capaz de estar à frente dos destinos do Povo.

Temos muitos kms a percorrer em poucos segundos, num abrir e fechar de olhos, já aqui estamos, próximos do tempo que ainda não mudou, do luto nacional por um filho sonhador Malam Bacai Sanha, que deixou por acabar a sua tarefa preferida em nome da paz, justiça e solidariedade, ainda com tudo muito fresco e a leste do "paraíso" partiu para não voltar, mas por enquanto temos um lugar vago, onde parece reconhecermos uma sombra do desejo do seu sucessor colada a cadeira do "Presidente", quem será ele ou ela, aquém se dará o apito de árbitro da Nação, quem será o Pai para esta causa, com perfil identificado no tempo em que vivemos com olhos postos no futuro, com caminhos traçados para um desenvolvimento sustentado, com maturidade social e material do nosso Povo, pergunta-se que perfil imaginamos para a terapêutica da magistratura e gestão da Casa-Grande (famílias guineenses)?

Quem será o Pai para um povo que espera e desespera há décadas por um ambiente de paz duradoiro, com gente de bem, humanamente credíveis ou sem telhados de vidro, sem monstros nos bastidores do outro mundo a pedirem "justiça" ou a pedirem para não escolhermos o mesmo pano cheio de nódoas, porque todos eles no outro mundo estão arrependidos do que fizeram de mal aos próprios irmãos, já prestaram contas no céu, hoje querem ver irmãos felizes e com paz e justiça, o mais justo possível, por isso não nos desejam mais escolhas com as mesmas nódoas, há que mudar e não perdermos o rumo, queremos todos PANU-DY-PYNTY estendido no chão, com honra reconhecida e humildade de um bom filho da Guiné-Bissau a pisar firmemente num futuro próximo como Presidente.
Mas quem será este filho da terra TU OU EU, meus amigos assim vai o aparelho mental desta escolha neste momento na nô Tchôm. Atrevo-me a dar um palpite, vejo um Presidente, um 1º Ministro e logo a seguir uma "SOMBRA" (e isso é mau), ou uma nova escolha que possivelmente temos de fazer, este sinal é uma necessidade de se ter de acertar à primeira, e uma vez conseguida é abençoada uma escolha do Povo, será?
Mas seja o que for vamos tendo um presidente de cada vez meus irmãos, até ser possível a escolha certa ou acertada, vamos indo e vamos vendo outros países avançar, é tempo de escolher bem, a mulher ou o homem, um presidente, uma história de vida como espelho da nação, só.

A Constituição deve ser respeitada, não é adaptável em circunstancia nenhuma às cores partidárias ou outros limites de interesses quaisquer, até porque o maior partido na Guiné-Bissau é o seu Povo, este nunca se corrompeu, nunca se alienou, nunca cometeu crimes, nunca vende a "mãe", honra as suas tradições, usos e costumes, tem amor próprio, é solidário, reconhece o sentimento de gratidão, detesta a malvadez, a ganância, a mentira, o roubo, a farsa, não se vende e não compra tudo pelo preço e a dinheiro, é um povo com carácter, com história, um povo humilde e lutador de grandes causas na sua história, não podemos ignorar que temos vindo a distanciarmos do verdadeiro carácter do guineense, nunca fomos um povo com os braços constantemente estendidos e com as mãos abertas a pedir, não somos assim tão frágeis que não conseguimos produzir o suficiente para as nossas necessidades, não podemos esperar sempre o perdão da dívida e, quando acontece nunca mais reavaliamos todo o investimento supostamente executados a partir da módica quantia então perdoada, quem gastou mal, quem desviou da boca do Povo o pão que tem o direito de saber tudo sobre o seu trajecto, mesmo com a dívida perdoada há necessidade de colocarmos ponto nos I's. Até quando continuamos a adiar o ajuste de contas nesta matéria, a teimar não-ver como se fosse uma cegueira propositada ou simplesmente um adiamento constante em tirarmos a prova dos nove a umas contas velhas e carecas de tanto esperar sem ver um sinal de esperança a unir os guineenses no que é denominador comum nosso, honestidade, competência, seriedade, paz, solidariedade, justiça, igualdade de direitos e de deveres entre os cidadãos guineense e não só.

Desta vez vamos escolher bem com certeza, que Deus abençoe as nossas escolhas, objectivos e caminhos, a hora é do filho da terra, mesmo que tenha mais de "quarenta nacionalidades" isto é, usadas como ferramentas para transpor barreiras e obstáculos na Diáspora, SOMOS TODOS GUINEENSES, convém percebermos de uma vez por todas que não podemos continuar as escolhas baseados em pré-conceitos ou outras formas de disfarçar inúmeros complexos que no fundo só justificam um estado de espírito de má fé e outros, o momento é de reunir experiências, sabedoria e conhecimentos para arrancar de uma vez por todas com as nossas potencialidades e certezas rumo ao desenvolvimento sustentado, alicerçados por braços com ligação afectiva a terra mãe que continua a "apodrecer" longe de Casa.

Este momento de luto e crise nos bastidores da politica, é também e ao mesmo tempo um momento especial a ter em conta para grandes mudanças no País, no fundo estamos perante a possibilidade de ultrapassarmos a nós próprios, atingir o estado ideal do nossos desejos, de sermos criativos, inventar soluções com maior credibilidade do que até então conseguimos, por isso há que fazer, o melhor é fazer porque sem fazer não chegamos a saber se seguimos o melhor caminho, nunca. Acredito que vamos superar toda esta crise e continuar de vento em popa até a vitória final, unidos e sem complexos de separação entre irmãos.

Vamos ver como correm as coisas na hora da verdade, estamos juntos e um longo abraço guineense para todos.
Djarama.
Filomeno Pina.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

 Caro Eleitor,
Estão aqui as personalidades (candidatos) que disputaram cegamente à última eleição e ganhou aquele que há poucos dias estava entre nós, mas quisera o destino levá-lo para bem longe, o Reino de Deus, reservando-lhe um descanso merecido.  Os desafios são grandes, porém a confiança do povo em sonhar por dias melhores persiste. O povo guineense não desiste e aprende com os erros do passado.  Uma nova aventura se avizinha forçando os candidatos a uma corrida desenfreada, por caminhos tortuosos, cheios de armadilhas onde os precipitados podem até já convencer uma boa parte da população que sairão vitoriosos. Os dias vão-se subtraindo para o dia “D” e você deve tomar notas de tudo que cada um promete, quer falando pela rádio, televisão, publicando notas em jornais ou revistas, para criar você mesmo um arquivo histórico. Você não precisa ser historiador para fazer isso, mas sua contribuição com informações para compor histórias que circundam o nosso histórico político é indispensável – as REDES SOCIAIS também contribuem para isso.
Caro leitor, sua memória é rapidamente ativada quando olha por estás fotos.  Quem foi ele enquanto candidato e o que ele fez mesmo perdendo eleição e ocupando um cargo público.

       ?

 
Certamente outros tantos e novatos vão engrossar a fileira, mas só um vai estar aqui neste espaço como vencedor das eleições de 2012.


Para isso meu caro compatriota, não se iluda, vá a fundo à busca de informações do candidato ou dos candidatos que concorrem à eleição que se avizinha. Não se esqueça que nessas horas o candidato que se passa por figura de gente, nele “há sempre um lobo vestido de pele de cordeiro”.  Para caçar o seu voto ele vai impressionar, vai pisar nos lamaçais, vai-se identificar com os bairros de lata, vai se abaixar para entrar nas casas humildes, vai sentar-se na  “turpessa” sem se fazer de rogado, pois, nessas horas casa de pobre também é casa de gente. Às vezes a experiência do passado nos faz conhecer-lhe melhor do que ele pensa que conhece a gente.  Por isso sua simplicidade vai fazer a diferença na hora de decidir.  
Não se esqueça que por trás de sua atitude existe o “renovar” da esperança que o nosso povo persegue há décadas.  Seu voto não se vende e nem se dá em troca de algum benefício. Ele bem sucedido engrossa um conjunto de melhorias em áreas de grande carência como: saúde, educação, novas habitações, empregos, capacitações, etc., etc.
2012 é um ano par! Se não me falha memória todas as outras eleições decorreram em anos ímpares (2005 e 2009). Será que por ser diferente (ano par) vai nos levar ao caminho de sucesso? Por trás desse sonho existe algo mais importante que se articula com formação e preparo do candidato que vai assumir. Governar não é tarefa fácil – lembra-nos essa frase de um velho livro português(de capa dura!) da década 60, 70 utilizado por grande maioria das escolas particulares dos bairros da Guiné e dos famosos professores Armando N´doha (Bairro de Sintra) e do Professor Barrão (Bairro de Reno) além de outras tantas escolas espalhadas pela capital.
 Caro leitor, estou voltando aqui neste espaço para fortalecer o meu e o seu sonho – uma Guiné melhor para os seus filhos! Você que teve a sorte de estudar mais entre os vários elementos de sua família, você que estudou fora, que conheceu outras culturas, outros sistemas políticos e principalmente o DEMOCRÁTICO, deve jogar a essas horas um papel importante junto de sua família para mostrar-lhes os frutos da DEMOCRACIA. Senegal, o nosso vizinho é em dos poucos países em África que consolidou o SISTEMA DEMOCRÀTICO. Temos o Gana, Cabo Verde uns exemplos a seguir na implementação do processo DEMORÀTICO. Países hoje com um Governo coeso e uma população que usufrui de grandes melhorias em várias áreas essenciais: educação, saúde e progressos econômicos.

Um grande abraço a todos!

Samuel 

SAI, A ÚLTIMA FEIJOADA.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!..


Ser candidato natural de um Partido pode ter várias interpretações, e pode até significar também que NÃO O É OBJECTIVAMENTE, por circunstâncias subjectivas ou objectivas que possam não ser favorável a intenção ou desejo em se candidatar a um cargo público. Parece-me importante admitirmos que não podemos antecipar quadros em jeito de conclusão quando a procissão ainda vai no Adro. Ser candidato natural até a apresentação normal de uma candidatura, faz muita diferença e esta é distância entre duas estrelas, por isso aguentemos os cavalos de corrida até ao momento da partida, aí sim havemos de reconhecer as personalidades do País que se apresentam para a prova mais bonita e ao mesmo tempo mais difícil desse dia, o primeiro dia de suas vidas como CANDIDATOS NORMAIS ou CANDIDATO NORMAL e não natural ou espontâneo ao cargo.

Conto uma pequena história: uma vez num pequeno restaurante alguém é identificado como o cliente neurótico da feijoada, havendo na ementa este petisco está pedido o prato e sem palavras, a clientela já sabe disso e ele próprio habituado a identificar-se como o rei da feijoada, ele adora. Mas só que um dia ao entrar na sua "tasquinha" preferida, senta-se e fica a saber que já não há feijoada, a última dose está a passar-lhe a frente dos olhos para um cliente ao lado, ele não gostou e então levanta-se, dá um murro na mesa e reivindica a última  dose a poisar na sua mesa, e porquê, uma interrogação que ficou no ambiente do restaurante, ele então diz, porque eu sou o cliente-primeiro da feijoada, por isso é "natural" que me seja servido a última feijoada. 
Esta reacção causou perplexidade e desconfiança entre os clientes que estavam todos a deliciar o que cada um pediu, até porque havia muito por onde  escolher e sentar para comer, murmurava-se; não vale a pena esticar-se tanto porque a cama é curta, ainda por cima há lugares para se sentar para todos e venham mais que há-de chegar. 
Nisto a feijoada fez uma contra-curva e aterrou-se em cima do balcão à espera da segunda ordem de voo, não vá a clientela habitual ficar coçada da desconsideração latente no comportamento do cliente-primeiro. 
Meus caros amigos acreditem que a feijoada ainda continua encima do balcão do restaurante à aguardar um sinal definitivo, no sentido de se saber se vai ser leiloada ou se se atira a moeda ao ar, eis a situação complicada em que se encontra o Sr. Perícia, actual dono do restaurante, em saber se dedica a inesperada feijoada ao cliente-primeiro ou se deve ouvir os restantes do ambiente da tasquinha e decidir o que fazer a esta dose mais desejada na culinária "masculina", todos eles não resistem ao charme e apresentação desta delícia, temos aqui o melhor exemplo disso.
Mas o Sr. Perícia como muito inteligente que é, conhecedor das taras e manias da sua clientela, deve tirar uma solução da manga. E que saiba bem a esmagadora maioria, para sossegar as pupilas gustativas a encher a auto-estima de alguns, facto esse que nos faz adivinhar os próximos capítulos ou cenas eventualmente surpresas a justificar mudanças de estado de espírito e de carácter de alguém visado no meio disto tudo. Vamos ver!  

Por uma questão de bom senso a feijoada devia seguir o seu primeiro destino (mesa ao lado) e, não poisar na mesa do cliente-primeiro, pela mística atrás da orelha, talvez evitasse uma prenda "envenenada", talvez se evitasse o mau "olhado", talvez modificasse o seu comportamento perante os olhos dos "amigos", passar a ser admirado pela tolerância, respeito ao próximo na igualdade de circunstâncias e de condições, porque como cliente ocupado, trabalhador nos projectos iniciados, não vá deixá-los por causa da inesperada e última feijoada a ser servido, deve então comer o que tem entre as mãos, tirar o proveito de uma boa digestão, do que "lutar" por  um inesperado e último prato a ser servido a alguém, vale a pena pensar nisto!

Devemos evitar a angústia de separação entre irmãos por causa da "comida", a comer com as mãos ninguém mete a colher, é mal visto, deve-se dançar como os outros para não levantar suspeitas, não provocar a tranquilidade dos demais do grupo, deve-se respeitar o desejo dos outros e perceber se é desejado primeiro, antes de se intitular ao mais amado, pode estar enganado, pode custar caro, ainda mais caro do que todo o feijão possível e imaginário na cabeça de alguém...

Devemos todos unir esforços e fazer uma corrente de pensamento positivo centrados nesta CAUSA NACIONAL, essa energia magnética dirigida através do magnetismo pessoal, se chegar chegará bem com certeza levando até o que ninguém diz em voz alta, porque o silêncio também é comunicação e exerce função terapêutica, basta sermos intensos no desejo, por vezes resulta meus amigos, tudo de bom e pensamento positivo até o dia da vitória final. Que os camaradas (políticos) que trazem os destinos da Nação na ponta do lapis, tracem com firmeza e transparência os destinos do Povo e, que Deus ilumine e abençoe os objectivos.

Djarama

Filomeno Pina

sábado, 28 de janeiro de 2012

"O Estado da Nação - O "rap" que incomoda governo de Angola.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Image
Foto: (Flickr)
Brigadeiro Dez Pacotes e o seu Estado da Nação são alvo de acções policiais

Por António Capalandanda, VOA

A Policia Nacional em Benguela é acusada de estar a proíbir os vendedores informais de tocarem música do rapper angolano Brigadeiro 10 Pacotes por tecer duras críticas ao governo e ao presidente da república, José Eduardo dos Santos.

Na Praça do Caponte, comerciantes disseram à Voz da América que as autoridades policiais têm detido os que insistiam tocar aquela música no mercado. As acções policiais parece terem silenciado os vendedores

"Estado da Nação" é a mais polémica faixa musical do mais recente trabalho discográfico do Brigadeiro 10 Pacotes e muito ouvida em circuitos informais.

O Brigadeiro 10 Pacotes foca a sua letra nos problemas da sociedade, as desigualdades sociais, a violência política em Angola e o enriquecimento dos filhos de dirigentes de Angola.

Incorpora na sua música o espírito Underground, o estilo de rapper mais revolucionário também conhecido como "Rapper alternativo".

Pembele Zanzo, director provincial da polícia económica em Benguela desmentiu as queixas apresentadas pelos vendedores.

“A nossa acção no mercado informal caso a ocorrer tem-se centrado simplesmente no combate aqueles focos onde se vendem discos que não são produzidos legalmente ou contrafeitos e que não são vendidos nas casas autorizadas legalmente”, disse Pembele, sublinhando que “essas acções nunca visaram algum artista pré-seleccionado”.

O hip hop trouxe consciência social e temáticas que andavam esquecidas no meio artístico angolano. O Rapper underground é o estilo menos comercial dentro do Rap pois dentro do estilo a mensagem e a verdade das letras é o principal.

Face às censuras encontradass em canais oficias.Através dos candongueiros e praças os jovens rappers espalham as suas mensagens por todo país,

O mercado informal da Camponte é tido como uma verdadeira rede social. A julgar pela dificuldade de acesso à informação, ao transporte e à seriedade pedagógica, a música do Brigadeiro 10 Pacotes tem sido uma força na formação de consciência cidadã.

O rap tem uma batida rápida e acelerada e a letra vem em forma de discurso, muita informação e pouca melodia.

Ouça o Estado da Nação do Brigadeiro Dez Pacotes carregando na barra azul no topo

Fonte: VOA

Líbia: confrontos em Bani Walid - faíscas e rumores de que as forças pró-Gaddafi estão se reagrupando.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Bani Walid, Líbia - A violência e confusão após confrontos em Bani Walid esta semana foram um lembrete preocupante dos perigos remanescentes de troca de lealdades e desconfiança galopante que permanece entre muitas cidades da Líbia.

Depois de os jornalistas cobrirem nesta segunda-feira que os soldados leais ao morto e líder líbio Muammar Gaddafi haviam retomado os confrontos em Bani Walid, grupos de milícias em Trípoli, Misrata e as Montanhas Nafusa foram colocados em alerta máximo, a criação de postos de controle e envio de reforços para garantir as rotas dentro e fora da área .
Como imagens dos combates jogado em telas de televisão de todo o país, muitos temiam o início de uma nova guerra civil e um novo surto de violência entre os rebeldes do antigo regime e as forças atuais no poder.  Um chefe de segurança local em Bani Walid disse que milhares de soldados do ex-Gaddafi tinham se reagrupado.
Mas Ian Martin, um diplomata da ONU e autoridades líbias anunciaram quarta-feira que os relatórios tinha sido falsos e a disputa foi uma questão local. Na quinta-feira, as ruas de Bani Walid estavam calmos.Bandeiras rebeldes pontilhadas na linha do horizonte e não havia presença militar, nem mesmo uma arma, à vista. Moradores negaram que o choque recente foi nada mais do que uma disputa local, que durou várias horas.
Mais de GlobalPost: Esteve melhor sob Gaddafi a Líbia?
"Sempre há brigas em Trípoli e em outras cidades, mas a mídia chama essas brigas"  de confrontos entre grupos rebeldes '", disse o morador Nasa Gheeton como ele apontou vários edifícios bombardeados meses antes pela NATO. "Quando está lutando aqui todos dizem que são forças de 'Gaddafi." Por quê? "
Gheeton rejeitou as alegações de um forte apoio para o antigo regime dentro da cidade, mas admitiu que as coisas são difíceis. Os preços subiram. Empregos tornaram-se escassos e, como um dos últimos redutos remanescentes de Gaddafi, na cidade ainda há várias cicatrizes pesadas desde a invasão rebelde de três meses atrás.
O sinal acima da entrada para a delegacia de polícia local, cheio de buracos de bala, estava legível e uma bandeira rebelde esfarrapada pendia sobre fachada marcada pela estação. Oposto, a entrada para outro prédio do governo escancarada de explosões de bombas.
Sentado à sua mesa, dando respostas apressadas entre um ataque de telefonemas, o cabeça de Bani Walid falou quanto à segurança, Rajeb Mohammed Masoud, repetiu sua afirmação de que o choque tinha sido um ataque planejado por Gaddafi legalistas, um grupo que ele disse contados aos milhares. O grupo armado tem sido uma ameaça constante à segurança, já que as forças rebeldes ganharam o controle da cidade, disse ele.
"Até agora não encontramos solução, porque não temos armas suficientes e agentes de polícia para prendê-los", disse ele, acrescentando que ninguém sabe realmente quantas armas eles têm com eles ou quanto mais armas  pesada de artilharia eles têm escondido nas montanhas do deserto ao redor.
Mais de GlobalPost: A louca corrida para o petróleo da Líbia
Masoud disse na segunda-feira que o grupo atacou a base de uma das duas unidades dos rebeldes local, roubando armas e "tomando tudo" antes de voltar para sua base.
"Se nenhuma força vem de fora para controlá-los, eles vão atacar de novo e eles vão tentar nos matar", disse ele.
Um residente local e chefe de polícia de 32 anos, Masoud disse que sua família apoiou a revolução desde o início. Ele disse que seu filho estava entre os primeiros mortos por forças de Gaddafi na cidade em maio.
Ele alertou dois ex-combatentes rebeldes presente na entrevista que a cidade não era seguro para eles, porque 90 por cento de seus moradores ainda apoiam o regime de Gaddafi e realizou um profundo ressentimento para com as forças rebeldes invasoras.
A unidade de Misrata estava realmente tensa. A estrada deserta e ferida em frente através das planícies vazias como areias do deserto rola assustadoramente em todo o betume. Ocasionalmente, um carro solitário iria passar, mas as mensagens foram misturadas.
Um motorista de caminhão prepara o seu almoço ao longo do lado da estrada alertou que não era seguro para os veículos de Misrata, uma cidade conhecida como um bastião de sentimento anti-Gaddafi. Forças de Gaddafi ainda controla Bani Walid, disse ele, e o carro era um alvo óbvio. Mais adiante, um grupo de quatro rebeldes informaram que as forças Misrata dominam a estrada à frente, mas eles decidiram voltar para trás porque forças pró-Gaddafi pode atacar a qualquer momento.
Mais de GlobalPost: 
Mais perto da cidade, no entanto, uma família de Bani Walid disse que era seguro e o choque menor há poucos dias havia sido resolvido.
Ao longo da rota de 120 quilômetros entre as duas cidades, a única presença militar era um posto de controle pequenos tripulados por rebeldes da cidade vizinha de Zlitan. Em Bani Walid, os rumores de hostilidade e o reagrupamento das forças de Gaddafi eram difíceis de acreditar, mas ainda havia apreensão para os visitantes de Misratan.
"A cidade está tranquila", disse Taha Agela enquanto caminhava pelos corredores de Bani Walid tranquila em direção ao Hospital. "Nós nem sequer têm postos de controle aqui. O senhor vê alguma armas ou carros armados nas ruas? Você ouve tiros ou explosões como você vê em Tripoli ou Misrata? Esta é uma cidade segura porque Bani Walid é uma família. "
Agela disse que os relatos de confrontos na cidade haviam sido exagerados.
"Na tarde de segunda-feira é que que estava cheias de casos", disse ele. "Mas os combates duraram horas, não dias. Os relatórios das tropas de Gaddafi na cidade foram boatos. Como podem estes repórteres sentar-se em Tripoli e dizer às pessoas o que está acontecendo em Bani Walid sem vir aqui e verificar os fatos? "
Agela disse que cerca de seis morreram e 10 com ferimentos graves foram transferidos para Tripoli. Outros pacientes foram vestidos com suas feridas e enviados para casa.
O único caso grave que restou foi do menor de 15 anos de idade, Fara, que sofria de ferimentos causados ​​por estilhaços múltiplos em suas pernas, costas e braços. Como sua mãe sentou-se a seu lado, parecendo preocupada, mas mesmo assim alegre, Fara descreveu o que aconteceu.
"A guerra para nós é normal. Nossa preocupação é que quando ouvimos que a luta prossegue para ir para dentro ", disse ela enquanto estava deitada em sua cama de hospital, com seu lado direito completamente enfaixada. Ela explicou que eles tinham ouvido falar de combates distantes e ela tinha se abrigado na casa com seu irmão mais novo, que também foi ferido na explosão.
"Senti-me que algo quente havia penetrado meus membros. Quando acordei meu irmão estava me sacudindo.  Poeira estava por toda parte ", disse ela.
A família, que não tinha idéia de onde a bomba tinha vindo ou quem  tinham ateado o fogo, parecia certa que a situação na cidade estava sob controle.
Ministro do Conselho Nacional de Transição de defesa fez uma visita à cidade na quarta-feira para atender os anciãos tribais e líderes locais. Relatos contraditórios sobre o que foi discutido surgiu, o que provocou rumores mais que o novo governo da Líbia estava perdendo o controle da cidade.
Agela, como a maioria dos moradores de Bani Walid, negou que houvesse qualquer ligação entre a resistência da cidade para autoridades líbias e uma lealdade para com o antigo regime.
"Mesmo em guerra, os filhos de Bani Walid lutam por Bani Walid, e não por Gaddafi", disse ele. "Nós só queríamos manter as forças rebeldes distante da nossa cidade. Nós apenas queremos ser deixados sozinhos.

fonte: Global Post

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