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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

segunda-feira, 26 de maio de 2014

OPINIÃO: NO PALÁCIO ASSOMBRADO, NINGUÉM MORRE SEM DEIXAR SUA “FOTO”.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Filomeno Pina
                                                  
Na casa onde nenhum inquilino, ao longo de quarenta anos, tendo sido Chefe de Estado, terminou o seu mandado, pois, inquilino a inquilino foram sucessivamente travados por golpes de Estado consecutivos e, até o assassinato de um dos Presidentes aconteceu em pleno mandato no País.

Realmente, isto deixa no ar a ideia de “maldição” associada ao período pós-independência na Guiné-Bissau, falando de mortes suspeitosas, de conspirações ou de mortes configuradas em doenças esquisitas, estranhas, que também aconteceram e puseram fim à vida de todos os antigos Presidentes da Republica da Guiné-Bissau.
Interrogamo-nos hoje em silêncio, sobre esta estranha forma de partir desta vida, para o mundo dos anjos? Diria que no mínimo é cruel, para um Povo desde a sua independência, não ficar com um único ex-Presidente vivo, para contar a história aos mais novos Presidentes ou políticos.

Dá que pensar seriamente em tudo isto, pois, hoje na prática política, o nosso Povo é dirigido sem os nossos “mais-velhos” por perto, hoje estes morreram quase todos! A contar com o nosso Intelectual Revolucionário, Amílcar Lopes Cabral, seguido de muitos outros líderes carismáticos, também desaparecidos precocemente.
Deus queira que a Guiné-Bissau, nunca chegue à “Republica di Mininos”, como no filme do nosso Realizador, Flora Gomes?

Espiritualmente os Guineenses ficaram apanhados no obscurantismo das mortes, num ambiente espiritual complexo, muitos de nós trás na memória histórias macabras de lutas pelo poder com final infeliz e triste, entre amigos de longa data.
Alguns deles, desde os tempos das bolas de meias, cozidas à mão, trazidas de casa para partilharem um joguito de futebol, entre amigos. São outros tempos camaradas, mas bons tempos, um tempo em que éramos felizes sem saber porquê, no melhor que nos aconteceu até hoje na Terra que guarda o nosso umbigo!
Hoje não somos felizes e sabemos bem porquê, sabemos que a Guiné-Bissau não está a ombrear com os outros Países em desenvolvimento progressivo, porque os homens do poder não se entendem, por desonestidades cometidas, ignorância e exploração do tesouro do Estado.
Mas na Diáspora, estamos de “pedra e cal” profissionalmente engajados no sistema de trabalho, desde os andaimes da construção civil, passando por quadros técnicos e superiores especializados, e também como docentes Universitários, para terminar, nos calabouços (poucos, com problemas na justiça) a cumprirem pena, enfim, estamos fora de Casa, nos quatro cantos do mundo, onde há pessoas de bem, sociedades organizadas, num Estado de Direito! Precisamente o que falta no nosso País – UM ESTADO, onde as leis são para se cumprir, e sistema político social que seja sustentável, para arrancar de vez com o nosso País, acredite!

Num tempo antigo, tempo fazedor de amigos verdadeiros, alguns tornaram-se depois inimigos de estimação, já com “barbas-brancas”, deviam ter juízo, mas têm contas por ajustar entre uns e outros, com altas somas milionárias, imóveis disputados na praça pública, mas, muitos de proveniência duvidosa.
Riqueza reunida em curto espaço de anos, hoje é milionária. Gente que conviveu na traição, que com ponta de sorte, conseguiu sair da categoria de “testa de ferro”, para o lugar de “donos” legítimos, de tudo um pouco, arrecadados à revelia do ex-amigo, o menos esperto talvez!
Os há com este perfil repetitivo, algumas histórias de “amizades” com contornos semelhantes no meio ambiente Bissau Guineense, infelizmente. Falaram de “amigos” que viraram inimigos, assumindo o seu verdadeiro rosto, finalmente, mudando por causa do dinheiro e de outros bens materiais em disputa!?

Com todo este mistério no segredo dos Deuses (histórias com finais infelizes), as mortes por desvendar na justiça, a impunidade, os Tribunais sem tempo certo, parece não haver motivação na justiça, e a desigualdade social cresce diferencialmente como as cores do arco-íris, que podiam ser cores do dinheiro o motivo principal desta descriminação implícita na justiça. Dá ideia haver dois pesos e duas medidas, sem transparência, absolutamente nenhuma, em matéria de luta contra o crime organizado. Com os tribunais a adiar o "som do estoiro" do martelo do Sr. Dr. Juiz! Haja coragem meus senhores, e olhai meus caros, acreditai numa única Justiça – a Cega!

Faz-se um silêncio sepulcral e assiste-se ao “ENTERRO” da verdade dos factos, com a distância que crescem dos prazos rumo a aspiração dos mesmos prazos perante a lei. Cada vez mais assistimos a uma utilização pública acrescida do uso de - coletes à prova de justiça - por impunidade da justiça ou por outras manobras criminosas, que não permitem certos casos avançar, chegarem à barra dos tribunais, para serem julgados?  
Levantam-se questões de ordem Jurídica, Social, Politica e Moral, num Estado de Direito, perante julgamentos “congelados” que se acumulam, e não se houve falar em nada, parecendo haver telhados de vidro, espalhados entre os principais arguidos nos processos mediáticos.  
É triste! Porque o crime na Guiné-Bissau já tem uma apresentação do tipo de acção criminosa (tipologia do crime)  praticada noutros Países ditos desenvolvidos. Só que com proporções quantitativas mínimas até agora no País, convém lembrar que é mais fácil dobrar o ferro quente, do que frio! 

Travar o crime organizado, a corrupção no País, é no fundo travar “fantasmas” que assombram a legitimidade do Povo e o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Aqui pretendo realçar a travagem necessária fazer, aos criminosos, no "oculto" de guerras políticas mafiosas e corruptas. Guerras mafiosas que disputam o poder institucional no País, com o principal objectivo de mover influências no terreno, colocando “seus” lideres nos lugares públicos de destaque, param manipular e desviar atenções sobre o tesouro público. 

Pensar na cadeira do Presidente da Nação num Palácio assombrado, mais parece a imaginação de uma “cruz” colocada no fundo do túnel, do que, lembra uma cadeira real doirada numa poltrona dum Chefe de Estado, como símbolo de respeito pelo Povo que representa em qualquer parte do mundo e também pelo poder institucional, como árbitro da Nação, portador do reconhecimento das aspirações do Povo.  

Muitos que por lá passaram (na cadeira do presidente), não tiveram tempo de aquecer o lugar sentado, estruturar sequer o vínculo político institucional, para colocar o punho em cima da secretária a fazer de “pisa-papel” a sua inteligência, experiencia política, e durante o mandato completo,  assegurando o sucesso desejado nos projectos sustentados para o País. Nenhum teve tempo de servir o País, em pleno gozo da sua sapiência, gestão política e institucional do Estado.
Por isso o princípio de Estado de Direito Democrático, a cidadania activa, a igualdade de direito, etc. fracassaram e bateu no fundo, a Guiné-Bissau.

Ao invés do Estado servir o Povo, muitos operacionais/líderes serviram-se do tesouro do Estado, criando um fosso e uma separação profunda, entre o Povo e o seu Líder.
Uma desconfiança instalada, pelo descrédito de várias décadas de governação falhada, no território nacional no seu todo. Estes fantasmas palacianos que assombraram o poder no País, deixaram descalço o Estado, mas fugiram, alguns estão aí de novo.
Para eles o bom tempo “voltou”, pensam invadir de novo o mesmo Estado, são uma praga para novas colheitas, porque são "camaradas" desonestos e reaccionários.
Pois querem retomar as velhas posições de outros “campeonatos”, para continuar a desgraça do País se nada for feito. Mas o Povo acordou! Seria bom não permitir os mesmos, para governar mal, sem moral, como sempre fizeram a maioria deles.

Este sentimento perverso de passar sentado uma eternidade na “cadeira do poder”, que alguns políticos mantêm, custe o que custar, - faz lembrar um paraplégico numa cadeira de rodas - tem sempre lugar sentado…, preferiria o inverso, com certeza, o mesmo que abandonar a sua condição de deficiência física/motora!

Cito este exemplo importante, sem ofensa para os que apresentam este quadro clínico grave (paraplégico). Lembrando que eles nos enchem de exemplos corajosos de luta pela qualidade de vida, através do esforço pessoal, que muitas vezes são obrigados em desigualdade de condições e de circunstâncias, ao tentarem viver sem limites impostos à sua natureza física/motora.
Daqui um enorme abraço do tamanho do mundo para todos, do fundo do coração, para estes heróis corajosos da sociedade sem fronteiras...

Será que alguns camaradas do “costume”, que lutam pelo poder sem olhar aos meios utilizados, pensam que serão novamente os mesmos convocados para ocupar lugares sentados na política activa ou fazer disso eterna profissão?
    
Pensamos nós que já basta de ver o País parado, há que formar uma Equipa Selectiva séria e transparente para as "quatro-linhas" deste mandato de 2014. Devemos colocar no banco de suplentes profissionais igualmente bem preparados, para provável substituição, caso seja necessário, e mais, quem sabe até, termos uma "equipa-sombra" com olheiros espalhados pelo território nacional e Diáspora.

Lembrando ainda o percurso político presidencial, sabemos que todos os Chefes de Estado receberam "medalha" de mérito e reconhecimento, entraram na casa assombrada, sorridentes da sua escolha, mas, paradoxalmente, como que, marcado para morrer, será?

Imaginando este Palácio assombrado onde entravam e saiam rostos conhecidos, era tradição ver as fotos de todos por ordem de chegada, como residente/Presidente, os retratos a rigor, com faixas de Presidente da República. Assistimos do lado de fora à entrada de todos eles para a nova casa. Seguíamos os acontecimentos também do lado de fora, no entanto próximos dos factos, porque no fundo acabávamos por cruzar como família na Guinendade. O Povo foi achando pouco tempo para mandar e, pior ainda, para viver, porque todos de lá saíram para nunca mais ficarem entre nós. Um azar que continua a matar Chefes de Estado e levanta suspeitas e dúvidas de todas as formas e imaginação (politica, espiritual e, o crime) possível.

Gente com intenções pouco claras acerca da vida e conceito político de sobrevivência dum País, como um Estado de Direito. Faziam parte da convivência prazerosa de fantasmas deste palácio secular, misturados uns nos outros, mas todos diferentes, “mortos” e vivos, pareciam amigos e o engraçado disto, é o facto de só serem identificados pelos dentes, enquanto sorriam. Com risos e gargalhadas, acerca da vida dos seus inimigos do lado de fora deste convívio, que por ironia do destino, seriam os mesmos a denunciá-los ao Povo. Atentos aos acontecimentos deste palácio assombrado, fizeram finca-pé, algumas vezes até se ouviram tiros vindos do interior da casa grande, dizem que foram tiros disparados por fantasmas, vejam só, como alguns quiseram fazer crer ao Zé-povinho, uma mentira nada inteligente, que não pegou! 

Nas vésperas da grande festa com misturas sociais de gente nova nestas andanças, desconfiados dos velhos fantasmas à sua volta e debaixo do mesmo tecto, vão aproveitando como podem, o que há de melhor no ambiente de festa, que paradoxalmente, todo o charme desta inocência foi notório nas posturas dos líderes novatos, aprendizes de feiticeiro, talvez por chegarem só agora, ainda são caloiros.

Muitos trabalham empurrados pelas costas, só quando é preciso, fala-se em provocar parto prematuro no fundo do mar, que custará o peso de ouro bruto, sem dúvida, isso dizem todos o mesmo. Até parece que nada mais será mais forte, para chamar a atenção sobre a Guiné-Bissau, do que o seu "sangue" negro, em forma de crude, mais e mais crude, ainda mais importante do que o próprio País e o seu Povo, SERÁ? Com certeza que não!

Convém não esquecer que os espíritos, também "bebem" pelos olhos e ouvidos, estão atentos, vão estando encarnados nos vivos (nós), são testemunhas audazes que passaram por aqui e por outros lugares, filhos valentes do Povo, que sucumbiram mas estão dentro de cada um de nós, através dos conhecimentos que temos das suas vidas passadas, com exemplos de honestidade, de luta, de patriotismo, de nacionalismo, tudo pelo Povo e para o Povo, enquanto viveram no nosso País.

Cuidado camaradas, os que trazem o lápis e o papel nas mãos! Vejam bem o que assinam ou escrevem, documentos oficiais ao serviço da Nação, etc. Este chão sagrado é de todos nós. A Terra é nossa, de Guineenses, queremos mais transparência na sua gestão, mais frontalidade na comunicação ao País sobre o Estado da Nação. Sempre que justificar falar do Parlamento, para os ouvidos do Povo Soberano, fale alto e sem medo.
Sejam eles os interessados no País, de olhos azuis, verdes, castanhos ou pretos, não convém esquecer que este chão - o sagrado- É nosso – a Guiné-Bissau!

Depois dum cumprimento com aperto de mãos vazias, convém que na despedida, não estejam sujas (untadas) de corrupção activa ou passiva, com descuidos e ignorância em relação aos dossiers de serviço da Nação!?

Devemos evitar o beija-mão serviçal, o pacto entre o explorador e o explorado, com inspiração neocolonial que ainda paira no ar, na memória de alguns estrangeiros que chegam ao nosso País com delírios de grandeza. Há que preparar, estudar bem os dossiers, com sabedoria, inteligência na ponta da língua e, negociar só depois, para ficarmos sempre bem colocados, como líder responsável e agir como um Dum dy Terra!

Lembrando ainda o palácio assombrado, quem entrou falante, convém lembrar que saiu morto, ou a morrer aos poucos. Deixou o seu retrato pendurado na parede, típico dos imortais, deixar fotos para culto de personalidade no mesmo local, uma tentativa de permanência da história, através do aqui jaz social, diante dos olhos do Povo, que cuidadosamente os reconhece a todos, antes de saírem pela porta do fundo da linha, já mortos.
Era este o recado escorrido em tintas esquisitas, escrito em tom de vermelho escuro nas paredes da casa assombrada, frases sem sentido, que justificaram tantas e tantas batalhas para perdermos quase tudo no fim? Neste palácio sempre o destino trocou as voltas aos inquilinos, pensando que a casa é outra por apresentar roupagem nova, embora as ossadas sejam da mesma lama do Guineense-secular, tristes, revoltados, mas lutadores que nunca desistem duma guerra, levando-a até ao fim, dando a vida pela causa do Povo, pela honra e por justiça.

Alguns sabiam duma ocorrência estranha no interior desta casa assombrada, o facto de haver fantasmas vingativos, mas ninguém falava dos que lá entraram e não saíram, senão depois de mortos, apareceram os recados de forma estranha, nos conteúdos escritos, falados ou imaginados, sublinhando que afinal há fantasmas e mortes em cerimónias de sangue, na presença de humanos.

De hoje em diante poderá ser diferente, chegou a vez de lá pernoitar um novo inquilino no palácio. Mas este tem tido insónias por ansiedade, ligadas a acontecimentos do passado próximo. Tem o seu primeiro sono comprometido com os caça-fantasmas, pediu ajuda aos murúz e djambakussys, que se saiba ainda não há nada, mas mesmo assim, este novo inquilino não consegue sequer pensar em fechar os olhos e dormir tranquilamente. Com medo do diabo sanguinário à solta, vagueando pelos tectos da casa e pelos cantos húmidos do palácio, perdeu a sua tranquilidade pessoal de sempre. Mas o diabo costuma aparecer durante o sono, para avisar o novo inquilino a não confiar nas armas do senhorio, porque este tem as mãos sujas de sangue, sangue de alguns, que já dormiram no palácio, mas que "acordaram" sem voz e hoje fazem parte do passado, só.  

Tudo dito durante sonos recentes  neste palácio assombrado, no sonho sentiu que foi entrando num corredor longo, sem portas laterais, viu fotos obsessivamente colocados na parede do lado esquerdo, com algumas caras de gente conhecida, também mulheres e homens com o rosto "fechado", sérios, sem um sinal de sorriso sequer, que pareciam todos muito assustados nas suas fotos, os próprios com medo estampado no rosto. Metia pena só de se olhar fixamente para o olhar de cada um deles! Era um pesadelo de cortar a respiração durante o sono, um cenário tenebroso que antevia o horror e existência de mortes por encomenda neste palácio, assassinatos cometidos contra visitantes e convidados vipes, tudo isto, fez parte dos recados deixados ao novo inquilino durante o sonho.

Por último, foi pedido ao novo inquilino um ambiente de culto sagrado dentro do Palácio renovado, um futuro com poucas festas para adultos, mas indiferente, haver festas com as crianças sempre que possível, festas com os mais desfavorecidos no jardim do palácio. Cultivar alegria infantil no território nacional, dando mais atenção às flores da nossa luta. As crianças que deverão ser lembradas dentro e fora do Palácio.
Foram tantos os recados deixados no primeiro sono ao novo inquilino, tudo era sinal de estarmos vivos no palácio assombrado, ainda, num sonho durante a festa medonha, em que se viu morrer muita gente adulta, que “ressuscitou” logo a seguir, para acordarem assustadíssimos sem saber se valeu a pena ter passado por este sonho, ter tido o contacto com uma realidade que desconheciam, e mais um pesadelo para lembrar. Tudo valerá a pena, dependendo do ângulo da análise, respondeu o fantasma aos sobreviventes no sonho.

Pois, chegou a vez de alguém muito importante visitar esta casa e, avançou “para dentro dela”, mal entrou, tirou do bolso uma foto que supunha ser dele, viu que lhe apareceu a cara do último inquilino do palácio, mas ainda vivo. Parecia uma foto de séculos, suja e gasta, só de roçar com os dedos, mas ainda assim e com cuspo, lá conseguiu colar essa foto em substituição da dele, e pô-la no último lugar da fila, olhou e esboçou um sorriso, dizendo baixinho, foi pena mais velho, merecias continuar entre os vivos, mas peço-te, cuida de mim enquanto viver neste mandato aqui dentro, na foto, o “chefe” acenou com a cabeça em sinal afirmativo!
O inquilino escondendo-se,  de seguida, atrás da porta de saída dos fundos, muito assustado com tudo, ganhou coragem e avançou para uma porta que conducente a um enorme Jardim, de perder de vista, uma beleza ímpar em Bissau, e aí, ouviu geladíssimo, qualquer coisa como isto: "afinal ele já morreu", puseram a sua foto no último lugar, mas, não vai ser o último desta fila, já que gostam de dinheiro, vamos continuar a usar o dinheiro como isca e, pacientemente, caçar um por um, e todos, por isso não acreditem no senhorio desta casa, ele tem as mãos sujas de sangue!

Um sonho horrível que teima em fazer justiça através do sono! Enquanto for assim, tudo ficará pelo sonho mesmo, penso que não haverá problemas com mais ninguém, seja novato ou um antigo, bom será, trocarmos experiências de vida e não a vida por outras coisas menos boas e que não lembram o diabo. Disse o fantasma na sua última intervenção.

No Palácio assombrado, a partir de hoje, haverá morte, sim, mas se Deus quiser será sempre uma morte santa, sem tormentos ou fantasmas a ajudar, será?

Caros compatriotas, desta vez escrevo um artigo de opinião que ganhou vidas duplas, entre o sonho e a realidade, uma aparência ficcional fez o resto do tempero, ora crua e de difícil mastigação e digestão, ora, provavelmente, provocando congestão nos mais sensíveis. Sabemos que sonhar nunca é premeditado, então, este foi apenas uma transcrição em jeito de partilha, só.

O Povo Guineense merece tudo do bom e do melhor! É um cumpridor de longos séculos de história na relação humana. Sempre demonstrou ter coragem como defensor de causas nacionais, está e esteve sempre presente em tudo o que diz respeito à sua vida política, social e cultural.
Sabe tudo o que se passa no seio das suas populações, este Povo é Sábio e Soberano, precisa dos seus melhores filhos,  numa constante dedicação em defesa da sua vida social e desenvolvimento humano e material como Nação Guineense.  

Queremos a Paz real e verdadeira entre Guineenses, os seus líderes que entendam definitivamente a sua linguagem e exigência feita nas urnas, neste Ano de 2014.
Está patente para todos nós, um desejo sagrado dos guineenses expresso em votos, que devemos respeitar, na Guinendade Democrática e liderança responsável!
Devemos unir esforços à volta do País, como forma de resistência política, cultural e social, rumo ao desenvolvimento sustentado.

A vitória da Guiné-Bissau está para além dos partidos políticos e da organização da sociedade civil, abrange a totalidade do Povo, com ou sem registo de identificação no território nacional, com ou sem cartão de eleitor e tendo exercido ou não o voto nas urnas, pense nisto camarada!

Porque basta ser Guineense, lucramos com este novo arranque do comboio gigante nesta fase de vida política ímpar, a partir de 2014. Não existem derrotados, mas, só há eleitos, acredite!

Vale a pena o grito de vitória do Povo, da Liberdade e da Democracia no nosso País.
Faço votos de um bom trabalho e feliz mandato aos eleitos. Viva a Guiné-Bissau!


Djarama. Filomeno Pina.




domingo, 25 de maio de 2014

EGIPTO: Uma votação com vencedor já declarado.

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OS egípcios vão às urnas hoje e amanhã para escolher um novo Presidente, num escrutínio que antes de ser realizado já tem vencedor declarado: Abdel Fattah al-Sissi, o ex-chefe militar que derrubou o islamita Mohamed Morsi.
Na última quarta-feira, a menos de uma semana da realização das eleições presidenciais, a comissão eleitoral egípcia informou que o antigo chefe das Forças Armadas e ex-ministro da Defesa obteve 94,5 por cento dos votos dos eleitores egípcios residentes no estrangeiro.
O político veterano de esquerda Hamdeen Sabbahi, o único adversário de Sissi nas eleições, conseguiu, segundo os mesmos dados, 5,5 por cento dos votos dos expatriados egípcios, que votaram entre 15 e 19 deste mês em 124 países. A comissão eleitoral informou que Sissi venceu em todos os países.
Líder do golpe que depôs em Julho de 2013 o Presidente Mohamed Morsi, o marechal Abdel Fattah al-Sissi, de 59 anos, definiu como prioridades a luta contra a pobreza e os problemas de insegurança do país, argumentos que agradaram a opinião pública egípcia.
Sissi, que conta com o apoio do Exército, tem vindo a apelar para “um reforço do papel do Estado” na economia.
Hamdeen Sabbahi, de 60 anos, que se assume como herdeiro do nacionalismo do carismático Gamal Abdel Nasser (presidente entre 1956 e 1970, ano da sua morte), apresenta-se como um defensor dos ideais de justiça social da revolta de 2011.
O islamismo político é o grande ausente destas eleições, depois de a Irmandade Muçulmana ter sido declarada, em Dezembro último, uma “organização terrorista”.
Para contestar as eleições, que classificam como “farsa”, os islamitas da Aliança para a Defesa para a Legitimidade, que inclui a Irmandade Muçulmana, convocaram uma semana de protestos, que começou na sexta-feira.
jornalnoticias.co.mz

Costa do Marfim: Didier Drogba, estrela africano no Brasil.

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Aos 36 anos, Didier Drogba, a lenda do futebol da Costa do Marfim, está se preparando para desputar a sua terceira fase final da Copa do Mundo no Brasil. Uma de suas últimas chances de brilhar com os elefantes. Ele está atualmente com a seleção, em preparação nos Estados Unidos.

Alemanha 2006. Didier Drogba participou de sua primeira Copa do Mundo. A Costa do Marfim terminou em terceiro no seu grupo, atrás da Argentina e Países Baixos e Drogba saiu em primeiro round. Em 2010, isso não foi diferente ... Quando da edição que se fez no continente Africano (África do Sul), os elefantes terminaram atrás do Brasil e Portugal.

A chance brasileira

É quase uma sessão de captura que vai viver no Brasil o ex-jogador do Chelsea. Com as oportunidades de mostrar o seu talento que será cada vez mais raro. Drogba Será que vai levar para o Brasil para pôr fim a maldição que passaram os elefantes? Se é difícil fazer a Costa do Marfim um favorito no torneio brasileiro, feliz para ele por assinar sua presença em 8ª das finais, o que seria uma primeira vez para a Costa do Marfim.

Porque desta vez, ao acaso fez coisas melhores com a Colômbia, Grécia e Japão, três países que não têm nada para assustar Drogba e seus companheiros de equipe. Para o ícone da Costa do Marfim, que competiu 101 seleções e 64 golos, a oportunidade é boa demais para deixar passar. Certamente, Drogba não tem mais suas pernas de 20 anos. Mas, com uma equipe mais que sólida, ele poderá esperar pelo menos passar da primeira rodada.

No entanto, o ex- Marselha tinha pensado em abandonar a seleção após a eliminação da primeira rodada do Mundial de 2006, devido a fraturas políticas e religiosas no grupo. Hoje, ninguém se esqueceu do seu papel na reconciliação em um país devastado pela guerra civil, e esse jogo de Elefante em Bouaké, reduto da antiga rebelião em 2007.


Um título continental em 2015?

Além do Mundial do Brasil, talvez será no continente que Drogba poderia despedir-se da equipa nacional no Campeonato Africano das Nações em 2015, no Marrocos. Competição que ele nunca ganhou. Durante o CAN de 2008, no Gana, a equipe de Costa do Marfim conseguiu se classificar para a semi-final contra o Egito. Mas os faraós privaram em grande parte a final dos Elefantes. A pontuação foi severa : 4-1.

Quando do CAN de 2010, Drogba e seus companheiros de equipe foram eliminados por (3-2) pela Argélia nas quartas de final. 12 de fevereiro de 2012, durante a final, que teve lugar em Libreville, Gabão, Drogba perde uma cobrança de pênalti. A Zâmbia ganhou o troféu após o desempate com tiro à baliza. Em 2013, a África do Sul, os elefantes não conseguiram passar as quartas de final contra a Nigéria (1-2) e Drogba começa uma partida contra a Tunísia no banco. Ele então retornou após o seu exílio dourado na China (Shanghai Shenhua ).

Depois de sua transferência para o Galatasaray, na Turquia, Drogba está novamente competitivo. E, apesar de sua idade, parece que muitos dos grandes clubes estariam ainda dispostos a se alistar. Isso mesmo, no clube, Drogba ganhou tudo. Continua a ser o herói da final da Liga dos Campeões com o Chelsea em 2012. Duas vezes eleito Jogador Africano do Ano, Didier Drogba ainda tem um pouco de tempo para desfrutar de um título com os Elefantes. A menos que ele decida deixar a cena no Brasil.

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Dia da África é a comemoração anual realizada em 25 de maio desde 1963 pela fundação da Organização de Unidade Africana (OUA).

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dia da africa

Neste dia, os líderes de 30 dos 32 Estados africanos independentes assinaram uma carta de fundação, em Addis Abeba, na Etiópia.
Em 1991, a OUA estabeleceu a Comunidade Económica Africana, e em 2002, a OUA estabeleceu o seu próprio sucessor, a União Africana .
No entanto, o nome e a data do Dia de África foi mantido como uma celebração da unidade Africana tema do Dia de África 2012 é “África e da Diáspora”.
A celebração de Nova York foi realizada em Nova York em 31 de maio de 2011. Em Nairobi, foi comemorado no Parque Uhuru Recreational Park.
Também deve ser notado que o Dia da África é celebrada como um feriado público em apenas cinco países africanos, Gana, Mali, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe.
No entanto, as celebrações são realizadas em alguns países africanos, bem como pelos africanos na diáspora.

Recorde alguns dos acontecimentos mais importantes do continente

Ao longo dos tempos, o continente africano sofreu vários flagelos, quer a nível político, económico e social que mudaram para sempre o rumo da sua história. Em jeito de celebração, a cronologia apresentada retrata os momentos mais marcantes do continente-berço.
3100 AC - Os Faraós unificam o Estado Egípcio. Durante o Antigo Império foram construídas obras de drenagem e irrigação, que permitiram a expansão da agricultura. São desse período ainda as grandes pirâmides dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, construídas nas proximidades de Mênfis, a capital do Egito na época.
Os Faraós unificam o Estado Egípcio
Os Faraós unificam o Estado Egípcio
1240 - Fundação do Reino do Congo. Na sua máxima dimensão, estendia-se desde o oceano Atlântico, a oeste, até ao rio Cuango, a leste, e do rio Oguwé, no actual Gabão, a norte, até ao rio Kwanza, a sul. O reino do Congo foi fundado por Ntinu Wene, no século XIII.
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Ntinu Wene
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Na sua máxima dimensão, estendia-se desde o oceano Atlântico, a oeste, até ao rio Cuango, a leste

1460 – Embarcação portuguesa avista as ilhas do arquipélago de Cabo Verde. O navegador português Diogo Afonso avista Santiago e aporta no local que viria mais tarde a chamar-se de Cidade Velha, o berço da nação cabo-verdiana. Afonso V de Portugal toma o arquipélago como território português e transfere as ilhas para o irmão, o Infante D. Fernando, que se torna no seu administrador.

Ilhas de Cabo Verde
Ilhas de Cabo Verde

1884-1885 - Consolidação do Domínio Europeu em África - Na conferência de Berlim, na Alemanha, África é partilhada pelas potências europeias. Cabinda, em Angola, é colocada como protectorado português.
divisao da africa
1896 - Etiópia sob o comando do Imperador Menelik II. A Etiópia consegue resistir à invasão Europeia, vencendo os italianos na batalha de Adwa. Em 1914, apenas a Etiópia e a Libéria mantêm-se independentes do controlo colonial europeu.

 Imperador Menelik II
Imperador Menelik II

1899 -1902 - Guerra Anglo-Boer na África do Sul - Enquanto os britânicos vencem a guerra, necessitam na mesma de fazer concessões aos Boer e suas organizações políticas para o controlo interno da África do Sul, abrindo caminho para os sul-africanos libertarem-se eventualmente do domínio britânico e, de seguida, dominar a maioria negra em todo país.
 

Guerra Anglo-Boer na África do Sul
Guerra Anglo-Boer na África do Sul

1914-1918 - 1ª Guerra Mundial - África mantinha-se dividida pelos poderes coloniais europeus. A guerra mundial, contudo, diminui o mito da invencibilidade, superioridade e do intitulado direito europeu de comandar o mundo. Alemanha perde as suas colónias africanas para França e Grã-Bretanha, que tinham a missão de preparar o processo de descolonização, dada pela Liga das Nações.

1ª Guerra Mundial
1ª Guerra Mundial
1920 - Congresso Pan-Africano - Sedeado em Paris, o Congresso Pan-Africano é alimentado pela agitação anti-colonial e o nacionalismo africano de missionários negros e das elites do Ocidente. Essa agitação é expressa nos ataques de Serra Leoa e Nigéria. 

Congresso Pan-Africano
Congresso Pan-Africano

1939-1945 - 2ª Guerra Mundial - Na maior parte das regiões africanas o ressentimento da presença colonial transforma-se em agitação política. No período após a Europa manter-se concentrada nos seus próprios problemas, como lidar com mais uma guerra, formavam-se políticos africanos que eventualmente iriam liderar os seus países até a independência.

Africanos na Gerra
Africanos na Gerra

1946 - Os poderes coloniais variam na sua vontade em diminuir o controlo. França demonstra a iniciativa oferecendo poderes reais a políticos africanos, mas sem aceitar mudanças na Tunísia, Marrocos e, acima de tudo, Argélia. Portugal, o pioneiro do colonialismo em áfrica, luta arduamente para manter-se no continente, mantendo brutas e dispendiosas guerras em várias frentes até 1975.
colonialismo em áfrica
1950 - As graves consequências da descolonização no Quénia. Com uma enorme população branca, o Quénia é palco de uma longa campanha de terror e guerrilha contra os britânicos liderada por Jomo Kenyatta e seus rebeldes, denominados “Mau-Mau”.
Mau-Mau
Mau-Mau
1957 - Grã-Bretanha perde influência nas colónias. Segue um caminho mediano, apreciando as aspirações africanas mas instintivamente à procura de compromissos que o fariam preservar algum do seu status quo. Contudo, a pressão para mudanças nas colónias britânicas mais desenvolvidas prova-se irresistível. Ghana torna-se nesse ano, na primeira colónia na África Sub-Sahariana a ganhar a independência.
Ghana torna-se nesse ano, na primeira colónia na África Sub-Sahariana a ganhar a independência.
Ghana torna-se nesse ano, na primeira colónia na África Sub-Sahariana a ganhar a independência.
1963 - Guerra Fria - Período conturbado para o continente. As nações africanas emergentes beneficiam e ao mesmo tempo são prejudicadas pela competição global entre os Estados Unidos e a antiga URSS. O “jogo de xadrez” entre as duas super-potências faz com que estas procurem clientes-estado. A vantagem seria o apoio financeiro em troca de uma simples ideologia: comunismo ou capitalismo. Contudo, vários ditadores africanos mantiveram-se no poder com este patrocínio.
Guerra Fria - Período conturbado para o continente
Guerra Fria – Período conturbado para o continente
1974 – Fim da ditadura em Portugal – O dia 25 de Abril acordou em Portugal num ambiente de revolução contra a ditadura que se iniciou sobre a imagem de António Salazar com o Estado Novo, implementado em 1933. Nesse dia, sob as ordens dos Capitães de Abril, seguidos do apoio popular, o regime foi deposto e deu início à libertação das colónias portuguesas. Cabo Verde foi uma das incluídas.
 António Salazar
O dia 25 de Abril acordou em Portugal num ambiente de revolução contra a ditadura que se iniciou sobre a imagem de António Salazar com o Estado Novo, implementado em 1933
1975 – Cabo Verde torna-se independente. A 5 de Julho é proclamada a independência de Cabo Verde. Motivado pelo fim da ditadura em Portugal, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), juntamente com Portugal instauraram um governo de transição que preparou as eleições da Assembleia Nacional Popular. Nesse ano é formado o primeiro governo cabo-verdiano. Em 1991, o país faz as primeiras eleições mulipartidárias do PAICV, juntamenteo com o Movimento para a Democracia (MpD).
1975 – Cabo Verde torna-se independente
1975 – Cabo Verde torna-se independente
1989 - O fim da guerra fria. As lutas internas pelo poder aumentam de escala e os conflitos étnicos são uma constante na maioria dos países africanos, consequência também do final da Guerra Fria e O genocídio do Rwanda que mais tarde assola o país com a rivalidade étnica entre tutsis e hutus é um exemplo da ingenuidade do mundo em relação aos problemas africanos.
O genocídio do Rwanda
O genocídio do Rwanda
1994 - A “libertação” sul-africana. O poder político é finalmente concedido aos sul-africanos com as primeiras eleições presidenciais. Nelson Mandela, antigo preso político e herói nacional, vence as eleições com maioria absoluta.
Nelson Rolihlahla Mandela é um importante líder político da África do Sul, que lutou contra o sistema de apartheid no país. Nasceu em 18 de julho de 1918 na cidade de Qunu (África do Sul). Mandela, formado em direito, foi presidente da África do Sul entre os anos de 1994 e 1999.
Nelson Rolihlahla Mandela é um importante líder político da África do Sul, que lutou contra o sistema de apartheid no país. Nasceu em 18 de julho de 1918 na cidade de Qunu (África do Sul). Mandela, formado em direito, foi presidente da África do Sul entre os anos de 1994 e 1999.
2010 - Primeira Miss universo Africana. Leila Lopes, fruto de África e de Angola é considerada a mulher mais bonita do mundo.
Leila Lopes
Primeira Miss universo Africana
2011 - “Nasce” o Sudão do Sul. A 9 de Julho, o mundo “ganha” um novo país. O Sudão do Sul torna-se num Estado independente, após um referendo de autodeterminação e vários conflitos com o Sudão do Norte.
Estes são alguns dos acontecimentos mais marcantes do continente que simbolizam a capacidade de superação do povo africano.
Sudão do Sul
Sudão do Sul
sudao-mulher-bandeira-reuters
Sudão do Sul Mulher e a bandeira

Montagem e imagens: Portal Geledés
Fontes: Sapo & Wikipédia

Papa diz que impasse Israel-Palestina é 'inaceitável'.

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Pontífice afirmou que ambos os lados precisam fazer sacrifícios para a criação de dois Estados.

O Papa Francisco desembarcou neste domingo, 25, em Belém, berço do cristianismo, num gesto simbólico em prol das aspirações palestinas para criação de um estado próprio. Ele considerou "inaceitável" o atual impasse nas conversas de paz e parou brevemente para orações na barreira israelense que cerca a cidade bíblica da Cisjordânia.

Palestinos festejaram a presença do Papa em seu segundo dia de peregrinação pelo Oriente Médio. Grandes bandeiras palestinas e do Vaticano decoraram a Praça da Manjedoura durante a passagem de Francisco.
Ao final de uma missa ao ar livre na praça, o Papa convidou o presidente palestino Mahmoud Abbas e o presidente de Israel Shimon Peres para orarem com ele pela paz. "Eu ofereço minha casa no Vaticano como um lugar de encontro para oração", disse. Outros papas sempre visitavam a Cisjordânia depois de passarem por Tel Aviv, em Israel. Francisco, porém, desembarcou num heliponto em Belém saindo da Jordânia, a bordo de um helicóptero jordaniano, e foi imediatamente recebido numa cerimônia oficial com Abbas. Ao lado do presidente palestino, Francisco declarou que "chegou a hora de colocar um fim a essa situação que se torna cada vez mais inaceitável".
# estadao.com.br

sábado, 24 de maio de 2014

Mali: Cesar-fogo entre Bamako e os grupos armados que controlam Kidal.

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Mohamed Ould Abdel Aziz et le président malien Boubacar Keita le 22 mai 2014 à Bamako.

Mohamed Ould Abdel Aziz e o presidente maliano Boubacar Keita em 22 de maio de 2014 em Bamako. © AFP

Um cessar-fogo foi assinado sexta-feira em Bamako entre e os três principais grupos armados norte  do Mali que controlam a cidade de Kidali, após discussões com o presidente da União Africano Mohamed Ould Abdel Aziz. O chefe da missão da ONU no Mali ( Minusma ), " Albert Gerard Koenders ( disse Bert Koenders , NDLR ) informa que às 9:30 horas ( horário de Brasília) desta sexta-feira, 23 de maio de 2014, um cessar-fogo foi assinado entre o Governo do Mali e MNLA, HCUA e o MAA", disse o Minusma em um comunicado.



MNLA ( Movimento Nacional para a Libertação de Azawad, MNLA rebelião tuaregue ), o Alto Conselho para a unidade da Azawad ( HCUA formada por dissidentes de um grupo jihadista ) e o Movimento árabe de Azawad (MAA) são os três grupos armados, disse o presidente da União Africana, o mauritaniano, Mohamed Ould Abdel Aziz , que reuniu com os representantes nesta sexta-feira à tarde em Kidal ( extremo nordeste ).

O cessar- fogo entrou em vigor após a assinatura do acordo, o que tem sido o caso "às 04:30 " por grupos armados em Kidal, e às " 21:30 " em Bamako pelo governo maliano através do Ministro do Interior, disse o presidente Aziz. " Foi o que ele (o presidente Aziz ) Recebeu ( ... ) é admirável, ( ... ) um cessar-fogo que precisamos ", comentou seu homólogo maliano Ibrahim Boubacar Keita.

Intensos combates
Intensos combates opôs em 17 maio em Kidal ( Nordeste, 1500 km de Bamako ) forças armadas do Mali e os grupos armados, composto principalmente por combatentes tuaregues, mas também árabes. Eles tomaram o controle da cidade, tradicionalmente um reduto do Touareg, mas também Ménaka ( 660 km ao sudeste de Kidal ), de acordo com a ONU, depois de novos confrontos mortais na quarta-feira.

De acordo com a declaração de Minusma, as partes " concordaram com um cessar das hostilidades em todo o território nacional, para voltar ao acordo preliminar, de 18 de junho de 2013, " eles assinaram em Ouagadougou "para uma retomada imediata de negociações com o apoio das Nações Unidas e seus parceiros regionais e internacionais. "

Bamako e grupos rebeldes ", também concordaram com a libertação de prisioneiros, logo que possível, facilitar as operações humanitárias das Nações Unidas e outros parceiros humanitários e os princípios do direito humanitário", disse o Minusma.

Eles finalmente concordaram " sobre a criação de uma comissão internacional de inquérito sobre os acontecimentos, começando com Kidal ", salientaram.

O Presidente mauritano, chegou em Kidal na sexta-feira de manhã, juntamente com Bert Koenders, o chefe da missão da ONU no Mali ( Minusma ), depois dos apelos para a abertura de discussões que foram múltiplas, na sequência de violento combate, a 17 de maio em Kidal.
Esses desenvolvimentos foram conduzidos ao presidente da UA que fez ele encurtar sua visita a Ruanda para chegar a Bamako, quinta-feira e sexta-feira em Kidal.

O chefe da manutenção de operações da paz da ONU Hervé Ladsous tinha por seu lado solicitado um "cessar -fogo " e voltou " à situação anterior. " Também pedidos feitos pela França, que liderou uma intervenção militar internacional em curso no período janeiro 2013 no Mali.

Redirecionamento
Redirecionamento do dispositivo militar francês no Sahel, decidido após os confrontos no norte do Mali, deverá ser adiado " por um mês ou dois, se as coisas caminharem bem. " Ele deve ser marcado notadamente pela partida de 600 homens, dos quais 300 homens vindos do Chade e da manutenção 1.000 homens locais.

Uns vinte soldados malianos foram mortos e trinta feridos no combate, de acordo com o ministro maliano da Defesa, enquanto o MNLA falou em 40 soldados malianos mortos e 70 capturados desde o início das hostilidades, em 17 de maio.

Segundo a ONU, e mais em Kidal, o MNLA tomou a cidade de Ménaka, o que é contestado pelo governo do Mali, que admitiu a derrota só de Kidal.
Kidal é um desafio para o governo do Mali: apesar da intervenção militar internacional em andamento desde 2013, ele nunca conseguiu recuperar completamente o ponto de apoio desta área, que é o berço dos Tuaregues.

De acordo com o escritório da Agência de Refugiados da ONU (UNHCR), os confrontos levaram 3.000 pessoas a fugir de Kidal.

# jeuneafrique.com


OPINIÃO: Na montagem do quebra-cabeça para composição do novo elenco governamental guineense, acho imprescindível que o Sr. Primeiro Ministro Domingos Simões Pereira eleito em 2014, analise com carinho, alguns candidatos que perderam a eleição, mas que podem constituir peças importantes para assumirem algumas pastas ou ministérios, para a concretização da tão almejada recuperação económica e, em última análise, o desenvolvimento do país.

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Hélder Vaz apresentou o Programa do Governo dele caso fosse eleito. O Programa é voltado principalmente para setores chaves como: Agricultura & Pesca, Educação, reformas a vários níveis e envolvendo várias áreas. Para você que não teve oportunidade de ouvir o que ele detalhou no seu programa, eu disponibilizo para você nesse Blog, o seu pronunciamento retratando essas duas áreas de grande interesse e prioritárias para o desenvolvimento do nosso país - Agricultura & Pesca.



Escuta o pronunciamento de Hélder Vaz: Clicka AQUI.


Candidato Presidencial Paulo Gomes, Independente
O Sr. Paulo Gomes é um outro candidato que perdeu a eleição, mas que pode figurar nesse governo ocupando, por exemplo, a pasta de economia. Uma boa contribuição ele poderá dar em virtude de sua apreciável experiência internacional na área económica e sua integração com instituições económicas internacionais.


Espera-se ( a vontade do povo, é claro! ) que o novo Primeiro Ministro, o Sr. Domingos Simões Pereira não compactuará com o "APADRINHAMENTO" ou outras formas de nomeação de alguns elementos para cargos chaves...Situação que a Guiné-Bissau viveu nos últimos 40 anos e que verteu-se em nosso subdesenvolvimento. Nossa estagnação tem no seu bojo a incompetência revelada por anos a fio por alguns elementos que ocupavam cargos incompatíveis com sua área de competência. Não há dúvida que o Sr. Primeiro Ministro não vai se deixar levar. Sábiamente apresentará em breve o novo elenco governamental rodeado de pessoas de alta competência. Seus ministros, por sua vez, escolherão seus colaboradores a dedo de uma só mão, fundamentando-se em critério rigoroso de avaliação. A experiência do Sr. Ministro como ex-secretário executivo da CPLP nos engradece como guineense que somos. Daí, conduzir-nos a um bom porto é uma grande expectativa... e todos nós acreditamos que o senhor vai surpreender. 

A opinião aqui manifestada por mim é apenas a opinião de um cidadão guineense. Ela pode não ter nenhuma influência na decisão do Sr. Primeiro Ministro, mas é uma opinião que pode ser apreciada.

Mantenhas!

Samuel Vieira 




sexta-feira, 23 de maio de 2014

O Banco Mundial ajuda a Guiné-Bissau a expandir o Setor Agrícola, a criar oportunidades de Emprego para a Juventude.

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WASHINGTON, 22 de maio 2014 - A Diretoria Executiva do Banco Mundial  aprovou um montante de 8.2 milhões de dólares americanos em crédito da Associação Internacional de Desenvolvimento ( IDA) * para ajudar a Guiné-Bissau a criar empregos e combater a insegurança alimentar e a pobreza através da expansão de agronegócio e do caju do país, aumentar a oferta de produção de arroz, e apoio ao empreendedorismo em outros setores da economia.

Hoje o Crédito da IDA suporta o Sector Privado na Reabilitação e Desenvolvimento do Agronegócio, e tem como objetivo estimular o crescimento económico, reforçando simultaneamente a prosperidade compartilhada.

" A Guiné-Bissau, tem condições de abastecer os países vizinhos com arroz e ser o terceiro maior produtor de caju do mundo ", disse Vera Songwe, Diretora do Banco Mundial para a Guiné-Bissau. " Ao concentrar-se nas lacunas importantes que inibem o crescimento do agronegócio, o projeto de hoje vai ajudar a reconstruir o potencial do setor, estimular o crescimento e permitir aos pequenos agricultores para aumentar os seus rendimentos, além de criar empregos para os jovens e aumento dos rendimentos para as mulheres. "

Caju é o mais importante produto agrícola do país e é cultivado por cerca de 55 por cento de todas as famílias de agricultores. O projeto vai ajudar a expandir a indústria do caju com programas-piloto para aumentar a produtividade dos agricultores e melhorar as práticas de produção de caju, e apoiará novas instalações de armazenamento local para fortalecer o poder de negociação dos produtores de caju.

Estimular a produção de arroz com atividades tais como o fornecimento de insumos para aumentar a produção de arroz vai ajudar a diversificar o setor agrícola do país, melhorar a segurança alimentar e reduzir a pobreza.

Mais da metade - cerca de 60 por cento - da população da Guiné-Bissau tem menos de 25 anos de idade e os mais jovens estão desempregados. Para ajudar a alavancar a economia do país, o projeto de hoje visa dotar os jovens empresários na Guiné-Bissau com capital e habilidades gerenciais, a fim de lançar novas ideias em negócios sustentáveis. Esses recursos serão alocados através de um plano de negócios, uma competição que irá agregar cerca de 200 participantes com treinamento intensivo no planejamento e desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) de negócios.

" As atividades visam reforçar a indústria do caju e a expandir a produção de arroz, combinado com a criação de oportunidades para os jovens empresários para aprender habilidades de negócios, obter acesso ao crédito e lançar novos negócios, vai ajudar a proteger os fazendeiro de choques externos, criar empregos e ajudar a reduzir a pobreza para muitas famílias pobres da Guiné-Bissau ", afirmou Francisco Campos, do Banco Mundial e Líder da Equipa de Trabalho para este projeto.

" Estamos ansiosos para o sucesso da implementação deste projecto, que irá percorrer um longo caminho no sentido de reduzir os riscos de instabilidade social em toda a Guiné-Bissau ", disse Aniceto Bila, do Banco Mundial que vai Liderar a Equipe de Co-Tarefa para este projeto.

# http://www.worldbank.org/

Guiné-Bissau: Nuno Nabiam aceita resultados das eleições em nome da "paz e estabilidade".

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O candidato derrotado nas eleições presidenciais da Guiné-Bissau aceita os resultados da votação de domingo, mas mantém a tese de que lhe roubaram votos. Observadores sustentam que eleições foram credíveis.


Numa declaração em crioulo na sua sede de campanha, em Bissau, Nuno Nabiam disse que houve um alegado "roubo de votos" porque os números anunciados na terça-feira (20.05) pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) não coincidem com os que foram recolhidos pela sua direção de campanha.
De acordo com os dados oficiais da CNE, José Mário Vaz, candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e antigo ministro das Finanças do Governo deposto no golpe de Estado de abril de 2012, venceu as eleições presidenciais na Guiné-Bissau com 61,9 por cento dos votos.

Por seu lado, o candidato Nuno Nabiam recolheu 38,1 por cento, no escrutínio cuja taxa de participação foi de 78,2 por cento.
Apoiantes de Nabiam contestam resultados
Na altura do anúncio dos dados provisórios da CNE, o candidato derrotado não aceitou imediatamente os resultados, tendo mesmo anunciado que iria pedir a impugnação dos mesmos. Agora, em nome da "paz e estabilidade", Nabiam disse já ter comunicado à CNE que os resultados divulgados devem ser proclamados.

O candidato derrotado anunciou ainda que está a preparar um projeto político que dará a conhecer em breve para dar resposta à "popularidade" conquistada e para lançar as suas soluções para o país porque não vai estar de "boca calada".

Apesar de o candidato apelar à calma, vários apoiantes exaltados gritaram palavras de ordem contra os resultados eleitorais durante a conferência de imprensa. À saída da sede de campanha, houve vários empurrões provocados por alguns deles.
Jose Ramos Horta Präsident von Ost-Timor
José Ramos-Horta, felicita povo guineense pelo regresso à ordem constitucional
ONU satisfeita com processo eleitoral
Nesta quinta-feira (22.05), através de comunicado, o representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, felicitou os guineenses pelo regresso à "ordem constitucional".

Horta diz-se "felicíssimo" com o encontro realizado entre o presidente de transição, Serifo Nhamadjo, o presidente eleito, José Mário Vaz, o primeiro-ministro eleito, Domingos Simões Pereira, o candidato presidencial derrotado, Nuno Gomes Nabiam, e toda a chefia militar. No comunicado, o representante da ONU felicita o vencedor, José Mário Vaz, mas elogia também o candidato derrotado, Nuno Gomes Nabiam, "pela sua conduta serena e apaziguadora durante toda a campanha eleitoral e o anúncio oficial dos resultados provisórios."
As missões internacionais de observadores consideram que a votação decorreu de forma credível e transparente e não foi anunciada qualquer reclamação face aos resultados. O processo eleitoral põe termo a um período de transição de dois anos, na sequência do golpe de Estado militar de abril de 2012, que, de acordo com organizações nacionais e estrangeiras, agravou a crise económica e social no país.


# DW.DE

Moçambique: Renamo anuncia Afonso Dhlakama como candidato.

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Afonso Dhlakama
Afonso DhlakamaFotografia © Natacha Cardoso

O secretário-geral da Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, Manuel Bissopo, anunciou hoje que o líder do movimento, Afonso Dhlakama, será o candidato presidencial da organização às eleições gerais de 15 de outubro próximo.
Afonso Dhlakama reapareceu em público há cerca de duas semanas, na Serra da Gorongosa, centro do país, para se recensear com vista às eleições gerais (presidenciais, legislativas e assembleias), alguns meses após ter-se refugiado em local incerto, na sequência do ataque do exército, em outubro do ano passado, ao acampamento em que vivia em Sadjunjira, também no centro do país.
"Mesmo que o presidente Dhlakama não consiga sair para circulação, de forma a exercer a atividade política por motivos de segurança, vai candidatar-se", afirmou hoje o secretário-geral da Renamo (Resistência Nacional Moçambique) durante uma reunião de quadros do partido na cidade de Quelimane, capital da província da Zambézia, centro do país.
Na entrevista que concedeu aos jornalistas em Gorongosa, após recensear-se, Afonso Dhlakama afirmou que a decisão de se candidatar às eleições gerais de 15 de outubro está dependente da decisão do partido.
A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, elegeu Filipe Nyusi, como seu candidato presidencial, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a terceira maior força política no país, escolheu Daviz Simango, presidente do partido, para a corrida à Ponta Vermelha, a residência oficial do chefe de Estado moçambicano.
Após se recensear, cercado por membros da sua segurança, Afonso Dhlakama voltou para o local onde está refugiado, caminhando pela mata cerrada da Serra da Gorongosa.
# jn.pt





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