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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

terça-feira, 17 de junho de 2014

Senegal: Aissata Sall Tall - "Ao Podor, eu fiz face ao poder e não é uma tarefa fácil".

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Após o golpe interno no seio do Partido Socialista que a conduziu ao desvio do cargo do Secretário-Geral, Aïssata Tall Sall, ela mesma tinha digerido a pílula desse desastre. Mesmo que ela diga ser apresentada para este cargo, com o único propósito de evitar que o seu partido seja taxado de formação soviética como muitos a culpam. Como, acredita ela, um partido velho com  66 anos de idade, um dos mais antigos na África, depois do ANC, deve soltar a voz para a mudança e renovação. E, apesar de sua promessa de felicitar Ousmane Tanor Dieng no final do congresso, a advogada disse esperar o aval de sua coordenação.

Hoje, o foco está nas eleições locais. A leoa do Podor exige uma vigilância das pessoas para enfrentar um concorrente sério na área, Racine Sy, candidata da maioria presidencial. É ela mesma com quem ela dividiu a mesma coligação nas eleições presidenciais de 2012 e, que agora, ela anda em bandas planas. Uma ruptura que ela acha bem suspeita.

# seneweb.com

segunda-feira, 16 de junho de 2014

PM senegalesa sublinha impacto negativo do défice de infraestruturas em África.

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A primeira-ministra do Senegal, Aminata Touré, sublinhou sábado, em Dakar, o impacto negativo do défice de investimentos em infraestruturas de desenvolvimento económico em África, que faz perder anualmente ao continente dois porcento de crescimento.
Primeira-ministra do SENEGAL, Aminata Touré (Foto: afp)
Primeira-ministra do SENEGAL, Aminata Touré (Foto: afp)


“É geralmente reconhecido que o défice de investimentos em infraestruturas obstrui o crescimento económico em África em quase dois porcento cada ano”, declarou.
Ao intervir  durante a cerimónia de abertura duma reunião preparatória da cimeira dos chefes de Estado e de Governo sobre o financiamento de projectos da NEPAD,  Touré indicou que a diminuição deste défice necessita de despesas intensas num período de mais de uma década.
“A amplitude das necessidades de investimentos imporá uma conjugação acrescida do incremento previsto dos financiamentos privados  e um aumento considerável dos financiamentos públicos”, disse.
Segundo a ministra do Senegal, o desafio para África consiste em mobilizar novos investimentos, nomeadamente nos sectores do transporte, da energia eléctrica e das estradas de tráfego médio ou fraco.
Face a estes desafios, Touré,  que presidiu à reunião preparatória, instou os países africanos a conjugar os seus esforços e lançar-se em projectos comuns.
“A natureza encravada e o tamanho reduzido de vários dos nossos países impõem a necessidade de desenvolver, por um lado, projectos transfronteiriços eficazes e elaborar, por outro lado, soluções regionais de serviço de menor custo “, disse.
Um trabalho de harmonização, acrescentou, regulamentar e administrativo será assim necessário a fim de garantir um correto aproveitamento  do carácter multinacional de tais projectos.
# portalangop.co.ao


domingo, 15 de junho de 2014

Cuba: Infância significa direito pleno à vida.

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Lisanka González Suárez
DENTRE as infâmias que alguns lançam contra Cuba, nenhuma se refere ao tema do atendimento das crianças. É impossível deixar de reconhecer a importância que concede o Estado revolucionário ao cuidado, preparação e formação das novas gerações, em cujas mãos amanhã estará o destino do país.
 Desde há algum tempo a esta parte, a pequena Ilha do Caribe tem sido reconhecida como exemplo em setores muito difíceis de garantir em qualquer nação, inclusive entre as mais poderosas e ricas, que são vitais para o bem-estar dos seres humanos: a educação e a saúde.
 E há uma coisa que nem seus inimigos mais acérrimos puderam ignorar. A prioridade que se dá às crianças ainda antes destas nascerem. Em Cuba não há uma só delas que more nas ruas, que não tenha acesso ao ensino, ou que morra por falta de atendimento médico.
 Nenhum país melhor que este para desenvolver a segunda edição daConferência Internacional de Proteção à Infância, que teve lugar na última semana de maio, em Havana. A realização deste evento fez-me lembrar as palavras proferidas, um tempo antes, pelo representante da Unicef na Ilha, nessa época, Juan José Ortiz: “Acaso porque este é o único país onde se coordena integralmente o desenvolvimento da infância, onde as crianças cubanas são das mais afortunadas do mundo, o que demonstra que a solução aos problemas urgentes deste grupo da população assenta na decisão política e não na situação econômica das nações”.
 Por ocasião da 2ª Conferencia Internacional, a assessora regional de Proteção da Unicef para a América Latina e o Caribe, Nadine Perrault, fez um apelo aos governos da região a adequarem suas normativas internas e proibirem de maneira explícita e absoluta a violência contra as meninas e os meninos, em todas suas manifestações.
 Durante o encontro, coordenado pelo Ministério do Interior, em parceria com a Unicef, foram ministradas várias palestras acerca da proteção das crianças e dos adolescentes em Cuba.
 A especialista do Departamento de atenção ao Direito Cidadão, da Procuradoria Geral da República, Idania Silot Navarro, comentou à imprensa que o panorama da infância cubana é totalmente oposto ao do resto do mundo: “Nosso Código de Família estabelece o papel que a esta instituição cabe na educação e cuidado dos filhos; ainda, ordena que na hora de adotar decisões, os tribunais de justiça se norteiem fundamentalmente por aquilo que seja mais benéfico para os menores de idade”, explicou.
 E acrescentou que em Cuba funciona um sistema de atendimento a menores de idade com transtornos no comportamento, uma rede deLares para Crianças sem Amparo Familiar, enquanto que a prevenção e a previdência sociais estão instituídas desde os municípios até o nível nacional.  

# granma.cu

Costa do Marfim: Os governantes e governados (Africanos) são todos culpados.

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Nós conhecemos os Slogans de lamentações: "A África é ruim", "líderes políticos africanos são ineficazes", "elite Africana é corrupta", "África está mal governada", "o Estado decepciona o povo ", etc. O fio condutor de todas essas afirmações é que ao longo dos tempos os governantes não desempenharam o seu papel para atender as necessidades das populações as quais eles estão cientes que deveriam melhorar o cotidiano.
Les gouvernants et les gouvernés (africains) sont tous coupables


Surge, assim, uma forma de maniqueísmo, onde a plena recuperação do país é executada exclusivamente nas mãos dos governantes (infelizmente corruptos) e onde os governados (infelizmente, são deixados à própria sorte), entretanto, eles não se sentem nem preocupados nem envolvidos. Em um nível psicológico, isso leva a um afastamento dos cidadãos que, consciente ou inconscientemente leva-os, a estimar que o Estado, são os outros que o encarnam e o desenvolvem.

A postura mental de tais cidadãos comum pode ser justificada na medida em que os líderes brilham-se por instinto ou monopolização do nepotismo institucional. O que até aqui tem dado impressão ao povo de que o património nacional pertence aos outros e que ele não tem algum direito soberano que lhe permite exigir as Contas aos seus governantes. O que é certamente errado!

Não só as autoridades à cabeça dos estados africanos serão considerados responsáveis ​​perante o grande "Tribunal da história", mas também o povo lamentador, preguiçoso, agradável e seguidor de "como vamos fazer? "Ele não será poupado. Na verdade, um povo que se resigna em auto-censura a causa da violência institucional, que não avalia os seus líderes, que não participa (através de críticas constantes ) ao desenvolvimento moral, intelectual e profissional dos seu país e, ao mesmo título que seus governos sem visão política e culpados perante a história.


Entretanto, a sorte atual de uma África que dorme e / ou aquela que espera passivamente a vinda de Jesus, não é apenas uma questão dos governantes. Importa a todos e a cada um dos seus interrogadores sobre a contribuição pessoal a adotar para o redirecionamento integral do continente Africano a fim de que, o presidente da república, o agricultor da aldeia mais remota, todos, para que ninguém possa sentir-se excluído. 

Por: Homem Bene
cameroonvoice

# abidjan.net

Brasil: Drogba sai do banco e Costa do Marfim vence o Japão no Recife.

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N/A

Gervinho, de cabeça, colocou os elefantes na frente do placar e comemorou perto da bandeira de escanteio

A garra e força dos times africanos surgem em momentos inesperados. Na Arena Pernambuco, fechando o terceiro dia de jogos da Copa do Brasil, a Costa do Marfim venceu o Japão de virada por 2 a 1. Mesmo entrando no segundo tempo, Didier Drogba mostrou porque é essencial para o sucesso dos elefantes no Mundial.
Na primeira etapa, Keisuke Honda abriu o placar para os japoneses. Um golaço do camisa 4. Porém, em dois gols relâmpagos dos marfinenses, a virada aconteceu. Bony aos 19 e Gervinho aos 21 minutos da etapa final, garantiram a vitória dos africanos na rodada de abertura.
Em um grupo totalmente aberto, onde tudo pode acontecer, como é o caso da chave C da Copa, japoneses e marfinenses protagonizaram este mesmo cenário no início de jogo. Com um time repleto de jogadores que atuam nos principais clubes da europa, a Costa do Marfim tomou conta das ações da partida, mesmo com Didier Drogba no banco de reservas.
N/A
Honda, na primeira etapa, abriu o placar em Recife
Mas foram os japoneses que atacaram primeiro. E foi fatal. Até então sumido no jogo, Keisuke Honda recebeu belo passe na entrada da grande área. O camisa 4 do time do sol nascente dominou, fintou um adversário e com a perna esquerda chutou forte, alto, sem chance para o goleiro Barry. O gol não abalou os marfinenses que continuaram pressionando no ataque. Bony, o atacante escolhido pelo técnico Sabri Lamouchi, perdeu ao menos duas oportunidades de igualar o marcador em Recife.
A entrada de Drogba já era mais do que pedida pelos torcedores na Arena Pernambuco, até que o camisa 11 finalmente entrou. Sempre conhecido pelo seu faro de gol, Drogba teve papel importante na armação e criação de jogadas no ataque da Costa do Marfim. E funcionou melhor do que o esperado e praticamente da mesma forma. O pé direito santo do lateral Aurier foi pra lá de essencial. Primeiro, cruzamento perfeito na cabeça de Bony que venceu a marcação do zagueiro Yoshida.
Dois minutos depois veio a virada. De novo do lado direito do ataque, Aurier mostrou mais um belo cruzamento. Dessa vez foi Gervinho que testou firme. Com muita chuva e bola molhada, Kawashima não conseguiu fazer a defesa. Quer queira quer não, a presença de seu principal jogador dentro de campo mudou por total.
Os japoneses não encontravam mais forças de buscar um empate, quiçá uma vitória. Com Drogba e Gervinho, a Costa do Marfim criou mais oportunidades para ampliar o placar e fazer saldo em um grupo tão equilibrado como é o caso do C. Uma vitória importante do time que foi melhor. A sempre contagiante torcida marfinense mostrava para o mundo o amor pelos elefantes.
Três na bagagem e segundo lugar do grupo garantido já que a Colômbia está em primeiro por conta do saldo. Os japoneses lamentam a derrota, ainda mais pelo fato de ter sido de virada. Mas ainda crê que seus principais jogadores possam reverter a situação complicada na rodada de abertura.
N/A
Os elefantes marfinenses agradeceram a torcida que esteve presente na Arena Pernambuco
FICHA TÉCNICA
Costa do Marfim 2 x 1 Japão
Local: Arena Pernambuco, em Recife (PE)
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Cartões amarelos: Bamba e Zokora (CDM); Morishige (JAP)
Cartões vermelhos: Não houve.
Gols: Honda (16'/1T); Bony (19'/2T) e Gervinho (21'/2T)
COSTA DO MARFIM: Barry; Aurier, Bamba, Zokora e Arthur Boka (Djapka); Tioté, Serey Die (Didier Drogba) e Yaya Touré; Kalou, Gervinho e Bony (Ya Konan). Técnico: Sabri Lamouchi.
JAPÃO: Kawashima; Uchida, Morishige, Yoshida e Nagatomo; Yamaguchi, Hasebe (Endo), Kagawa (Kaitani) e Honda; Osako (Okubo) e Okazaki. Técnico: Alberto Zaccheroni.
# http://www.atribuna.com.br



sábado, 14 de junho de 2014

Mineradora brasileira recebe prêmio de pior empresa do mundo.

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Mineradora brasileira recebe prêmio de pior empresa do mundo. 17779.jpeg


BRASILIA/BRASIL - A mineradora Vale - antiga Companhia Vale do Rio Doce - foi eleita a pior empresa do mundo por causa do seu histórico de violações dos direitos socioambientais, credenciais que a colocam no status de "Inimiga Número Um da Humanidade" e verdadeiro tsunami ambiental do planeta.

Por ANTONIO CARLOS LACERDA
PRAVDA.RU
O prêmio Public Eye Awards foi entregue pessoalmente ao presidente da Vale, Murilo Ferreira, pela Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, pelas numerosas violações dos direitos socioambientais que a Vale promove nas regiões onde estão instalados seus projetos, bem como acusações de evasão fiscal e dívidas bilionárias.
A Vale foi indicada e ganhou o prêmio de pior empresa do mundo por violar direitos fundamentais no Brasil e em mais 39 países, provocando danos aos seres humanos e ao meio ambiente. Ela teve 25.043 votos, no site da Public Eye Awards, concorrendo com as empresas Tepco - responsável acidente nuclear de Fukushima - (24.245), Sansung (19.014), Barclays (11.107), Syngenta (6.052) e Freeport (3.308).
Ao receber o prêmio, o presidente da Vale afirmou não considerar a premiação, por envolver organizações estrangeiras, que, na opinião de Murilo Ferreira, "querem bloquear o desenvolvimento do Brasil".
Ao ser questionado sobre a participação da Vale nas violações cometidas por Belo Monte e TKCSA, Murilo Ferreira se desresponsabilizou das acusações, alegando que embora as reconheça - as violações - a Vale não teria controle sobre esses projetos. "TKCSA e Belo Monte estão fora do meu controle. Somos sócios minoritários. Dentro da TKCSA só podemos ir ao banheiro, quando podemos".
A entidade afirmou que Murilo Ferreira se omitiu diante das questões levantadas sobre a duplicação da estrada de ferro Carajás, violação dos direitos trabalhistas e sobre a preservação dos recursos hídricos. No caso da Serra da Gandarela, o presidente da Vale informou que o projeto Apolo está parado por falta de recursos, mas sua assessora confirmou que a Companhia continua realizando prospecções e pesquisa na última serra intacta de Minas Gerais.
Ele disse ainda que são infundadas as acusações de envolvimento da Vale nos assassinatos de trabalhadores, na Guiné. Quanto a Moçambique, o presidente da Vale se limitou a reconhecer que haveria problemas com os assentamentos de Moatize e não especificou que medidas a empresa vem tomando para solucioná-los.
Murilo Ferreira se omitiu diante as questões levantadas sobre a duplicação da estrada de ferro Carajás, violação dos direitos trabalhistas e sobre a preservação dos recursos hídricos.
Denúncias
Em Piquiá, no município de Açailândia, no Maranhão, a população sofre com vínculo ambíguo e predatório da Vale com as guseiras, envolvidas em trabalho escravo, desmatamento e poluição. Há indícios de um aumento significativo no número de mortes devido a câncer nos pulmões na região.
Em Minas Gerais, no quadrilátero ferrífero, a Vale já destruiu a maior parte das áreas de cangas ferruginosas que, associadas à formação geomorfológica, protegem os mananciais de água. A atividade predatória põe em risco a segurança do abastecimento público de água, no Estado.
Foram apresentadas também denúncias de práticas antissindicais da Vale e o descumprimento do Termo de Acordo de Conduta (TAC), junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT), na unidade de Araucária, no Paraná.
No Estado do Espírito Santo, Sudeste do Brasil, além da poluição que inclui a emissão de material particulado, inclusive de gases cancerígenos, a Vale é acusada de despejar minério no mar, formando uma jazida de 150 mil metros cúbicos no mar de Camburi, litoral da capital, Vitória, contaminando a região.
No Sul do Estado, em Anchieta, a empresa se esforça para retirar da localidade de Chapada do A 73 famílias descendentes de indígenas para construir a Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU).
Em âmbito internacional, a Vale é responsável pelo processo de expropriação e deslocamento compulsório de mais de 1300 famílias em Moçambique, segundo a Justiça Global. " Recentemente, seis pessoas foram assassinadas em uma mobilização de operários que reclamavam a falta de cumprimento da Companhia de acordos trabalhistas. Lideranças locais acusam a Vale de ter fornecido veículos usados para reprimir os manifestantes".
O prêmio internacional Public Eye Awards é conhecido como o Nobel da vergonha corporativa mundial, e concedido a empresas com graves passivos sociais e ambientais por voto popular. O prêmio foi anunciado durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Reivindicações
Dentre as reivindicações da Articulação estavam a solicitação de que as obras de duplicação da ferrovia Carajás aconteçam, como previsto em lei, somente após a realização de audiências públicas em todos os municípios afetados pela construção, e com a consulta prévia das comunidades tradicionais diretamente impactadas.
Também foi solicitado que a empresa se retirasse do consócio de Belo Monte. Em Altamira e na região do Xingu, as populações indígenas e ribeirinhas têm sofrido diversas violações de direitos por conta da construção da hidrelétrica. Além disso, a região sofre com a intensificação do tráfico e exploração sexual e violência de mulheres, crianças e adolescentes.
Vale e TKCSA
A Vale é sócia da TKCSA e fornecedora exclusiva do minério de ferro. Desde 2010, os moradores do entorno da TKCSA são obrigadas a conviver e respirar partículas derivados do funcionamento da empresaque até hoje funciona sem licença de operação. São muitos os relatos de problemas dermatológicos e respiratórios (constatados em relatório da Fiocruz.).
Esses mesmos moradores convivem com o barulho frequente dos trens, rachaduras nas casas pela trepidação e a poeira de minério deixada pelos trens. Além disso, os pescadores estão proibidos de pescar desde 2006, por conta das áreas de exclusão de pesca criadas com o funcionamento do porto.
Internacional
Em âmbito internacional, a Vale é responsável no processo de expropriação e deslocamento compulsório de mais de 1300 famílias, em Moçambique. Recentemente, seis pessoas foram assassinados em uma mobilização de operários que reclamavam a falta de cumprimento da Companhia de acordo trabalhistas.
Lideranças locais acusam a Vale de ter fornecido veículos usados para reprimir os manifestantes.
Public Eye Awards
Em 2012, a Vale venceu o prêmio internacional Public Eye Awards, conhecido como o Nobel da vergonha corporativa mundial e concedido a empresas com graves passivos sociais e ambientais por voto popular. O prêmio foi anunciado durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A Vale foi a vencedora com 25.041 votos, ficando à frente da japonesa TEPCO, responsável acidente nuclear de Fukushima. 
Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale
A Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale é composta por populações e comunidades atingidas, movimentos sociais, organizações e centrais sindicais de diversos países que sofrem violações de direitos cometidos pela Vale.
Estiveram presentes: a Sociedade Paraense de Direitos Humanos, o Sind-Química-PR, Pacs, Justiça nos Trilhos, Movimentos pelas Serras e Águas de Minas e Justiça Global.
ANTONIO CARLOS LACERDA é correspondente internacional do PRAVDA.RU no Brasil.

Consumo de droga: O Senegal não cheira a legalização.

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O Senegal não está pronto para seguir a proposta ousada da Fundação Kofi Annan que pede descriminalização do uso de drogas após o fracasso da repressão. Em suma, Dakar não é favorável à sugestão.

Dakar é alérgico a qualquer idéia de descriminalização do uso de drogas. Esta sugestão da Comissão da África Ocidental sobre Drogas e da Fundação Kofi Annan visa regulamentar o consumo de drogas nesta parte após o "fracasso" da repressão. Estas recomendações não convergem com as políticas repressivas do Senegal que visam desmantelar redes de traficantes que terminam fazendo o seu estoque em Dakar.

Questionado sobre o assunto de ontem, à margem da visita para lançar a Academia de Polícia, o ministro do Interior, Abdoulaye Diallo Daouda sublinhou "que ele, pessoalmente, não é a favor da descriminalização do uso de drogas." Obviamente, o Senegal está tentando apimentar o seu quadro legislativo para combater o tráfico de drogas. Como evidenciado pela reunião na quarta-feira pelo primeiro-ministro sobre a luta contra as drogas na sub-região. "Acabamos de passar uma lei que criminaliza o uso de drogas. Eu, pessoalmente, não sou a favor ", diz Daouda Diallo Abdoulaye regozijo-me com apreensões significativas nos últimos tempos pela polícia e gendarmes. O que é uma boa maneira de trazer a réplica de Kofi Annan, Obasanjo e Edem Kodjo que pensam que "a repressão não tem funcionado. A proibição falhou. 

# seneweb.com

Interpol investigação possível manipulação de resultados no Mundial.

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Secretário-Geral Ronald Noble diz que a Interpol espera a colaboração da Fifa na investigação, mas não sabe se vai acontecer.


O secretário geral da Interpol Ronald Noble revelou hoje, 13, à rede americana CNN que a institução enviou uma equipa ao Brasil para investigar uma possível manipulação de partidas no Mundial de Futebol.
 
"Estamos muito preocupados com a possibilidade de combinação de resultados no Mundial. Por este motivo, estamos a enviar equipas ao Brasil e a vários países do mundo, particularmente na Ásia, onde vamos investigar as apostas ilegais. O potencial de lucro é enorme", confirmou Noble em entrevista ao apresentador Richard Quest, no programa Quest Mean Business.
 
Segundo Noble, as apostas não seriam apenas sobre os resultados dos jogos, mas também sobre outros lances que acontecem em campo, o que aumenta a possibilidade de suborno a atletas, juízes e participantes. "Um penalty, por exemplo, e outras coisas que podem acontecer no jogo e que o crime organizado está a apostar”, explicou.
 
Questionado sobre uma eventual participação de árbitros, jogadores e outros envolvidos na organização do Mundial, ele disse que a possibilidade existe, mas não deu mais detalhes.
 
Segundo Noble, a Interpol espera a colaboração da Fifa na investigação, mas não sabe se isso vai ocorrer. "Espero que a Fifa apoie as investigações e dê todos os recursos possíveis para trabalharmos. Mas talvez isso não aconteça. De qualquer maneira, confio na integridade e na credibilidade de quem está investigando e o relatório é o que será levado em conta", concluiu.
 
A Fifa e a Interpol já colaboraram para investigar esse tipo de crime no passado. Em janeiro de 2012, a entidade que organiza o futebol mundial anunciou que contaria com agentes internacionais para apurar as denúncias, além de elaborar um programa de protecção para quem denunciasse esquemas de manipulação de jogos.

# VOA

OPINIÃO: A GUINÉ-BISSAU SABE O QUE QUER, OS ELEFANTES TAMBÉM, ACREDITE SE QUISER!

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Filomeno Pina

Elefantes do Kénia
Porque alguns não tiveram a coragem suficiente para perguntar os porquês sobre a maior parte das decisões políticas (“coisas nossas”) erradas, desenroladas num sentido irracional e que continuou como se tudo estivesse bem sem precisar de correcção. Posto isto, nada se fez para mudar de rumo na política “repetida” e sem sucesso. Políticas que provocaram estagnação do País, sem mudar de rumo nas coisas obviamente más para o País, erradas ou clivadas do ponto de vista intelectual, igual, mas ninguém parece ter tido coragem para dizer do seu ponto de vista, que isto vai de mal a pior! Como se nada fosse mais importante que resolver definitivamente e para o bem comum do País, tudo o que esteve sempre mal?Quando se fala de mortes de gente inocente, gente “anónima” misturada com outros de apelidos reconhecidos na praça, na verdade, ninguém sabe ao certo, quantos foram sacrificados até hoje, ou que por arrastamento ficaram colados muitos no mesmo destino mortal. Caídos no mesmo buraco, enterrados sem a dignidade merecida como humanos e, muitos repousam em valas comuns ou separados, em parte incerta, só Deus sabe!
Como se ouve, ainda hoje, em histórias macabras contadas com pareceres “demoníacos” a fazerem a diferença, justificam o receio proveniente do atraso cultural do Povo, sujeito a manipulação, deturpação, de quem conta ou percebe melhor certos assuntos, a partir da sua ”leitura” de dor e sofrimento dos que ficam (os vivos) em luto psicológico prolongado no tempo, sem nunca ninguém como autoridade do Estado se pronunciar eticamente sobre o assunto ou humanamente, em sinal de respeito do Estado pelos acontecimentos menos bons, tristes, desenrolados no País. Até quando? Há que lembrar que o Estado costuma ser pessoa de bem e cumpridor das suas responsabilidades. Que assuma o que lhe diz respeito, sempre!
Ficamo-nos por aqui, porque normalmente não se investigam casos mediáticos de crimes políticos e outros. A impunidade “engole” tudo, mas o “gato”, esse deixa sempre o rabo de fora. Só há crimes perfeitos na Guiné-Bissau? Mal habituados como estamos, achamos que é normal viver com crimes por desvendar que nunca chegam à barra dos Tribunais e as autoridades permanecem em silêncio, dando o benefício da dúvida, prevalecendo esta última acima da investigação.
Como será possível ninguém se querer pronunciar objectivamente sobre as mortes ocorridas até aos dias de hoje no País, parecendo que ninguém quer saber deste comportamento de loucura normal, vindo desde o mato e continuado no período pós-independência, com mais de quarenta anos, neste momento? Basta!
Matanças levadas a cabo como um princípio de limpeza para exterminação dos reacionários no seio do PAIGC (diziam os mandantes do crime) e, mais tarde, no País inteiro assistíamos a desaparecimentos, sem julgamento prévio nos tribunais.
Um extermínio cíclico, normalmente associado aos golpes de Estado no País, selectivo, alguns eram escolhidos para morrer (muitas vezes por questões vingativas, de ódios, inveja e xenofobia). Confundidos estavam na “revolução-paranoica” como grupo de crime organizado, sustentado normalmente, por quem ciclicamente detém o poder do Estado nas mãos. Nisto, a “revolução-paranoica” agiu quando entendeu ser a altura certa, a “comer” os próprios filhos (camaradas). Fazendo limpeza dos ditos “reaccionários”, só por pensarem diferente ou nem isso, por pouca sorte de terem estado no dia não e em más horas, aqui ou noutro lugar suspeito, ficaram marcados e, mais tarde, mortos.
No fundo, temos dois grupos ocupados, os que pensam diferente dos matadores e os líderes (mandantes ou executantes) de crimes.
Dando a sensação que os piores filhos da Guiné dominavam tudo a partir da Independência, pelo menos, pois foram eles que escolheram sempre entre Camaradas da política, quem vivia e quem devia ir desta para melhor. Foi sempre assim e, muitas vezes, aconteceu em qualquer canto do nosso País, alguém ficar enterrado injustamente, num lugar ocultado aos próprios familiares!
Anos e anos desgastaram mentalmente qualquer esperança de bom senso entre camaradas da política, reinando a desconfiança, permanecendo a raiva vingativa em relação aos mandantes de crimes e os seus “executantes”, que se prolongou tempo demais, durante décadas e continua, parece!
Todos os líderes políticos vivos entre nós, quase que enterram a cabeça na areia com medo. Preferindo o estatuto de ”morto-vivo”, sem rosto reconhecido, o equivalente a não falar frontalmente, não contar histórias com verdades, mas preferir manterem-se calados e sentados sobre as mentiras, que por sua vez “calcam” a verdade dos factos, por um fingimento amnésico colectivo em relação ao passado histórico e ao presente. Mas, talvez um dia, será eternamente a “mentira”, erguida como estátua monumental, desde a luta de libertação aos nossos dias, porque a Verdade pela Verdade, parece não ter pernas para andar. Mas espero bem que NÃO!
Devemos abandonar o que é mau do passado e do presente, corrigir os erros cometidos, virar a página e escrever uma nova história repleta de sinais de desenvolvimento e felicidade de um Povo, que merece! Mas “virar esta página”, não significa esquecer tudo (virar o disco e tocar o mesmo) e praticar os mesmos erros, utilizando os mesmos actores políticos que foram péssimos para o Estado. Mudar de página constitui divórcio consumado em relação às más práticas de crime e de corrupção contra o Tesouro de Estado.
Abandonar o passado significa tão-somente a transformação do homem novo, na liderança do Governo e Estado da Guiné-Bissau. Significa principalmente ter o perfil de Estado como líder, ser honesto acima de tudo, como nacionalista, ser patriótico e competente, no exercício das suas responsabilidades.
Aproveitemos este regresso dos - “Elefantes” - às nossas matas da Guiné-Bissau, como um símbolo de grandeza e de força, da Terra Sagrada. Trouxeram “recados” para o Povo, numa leitura que só a natureza sabe perscrutar, só não sabemos, se vão ficar pelo nosso País por tempo indeterminado.
Penso que vieram como um sinal positivo de esperança desta natureza global, em nosso favor, acredite se quiser. Significando que as nossas matas serenaram e comunicaram com os bons espíritos ancestrais, de todo um mosaico étnico Guineense, “eles” vieram por bem, trazer as “honras” que o Povo Guineense merece. Mostrar que o País foi eleito, pela natureza deste planeta, como o cantinho territorial visto como um todo, o nosso “ninho” de surpresas, para quem vier por bem (homens e animais)!
Numa sinfonia do adeus às mortes, contra a impunidade, contra a pobreza, a exploração do homem pelo homem, contra o roubo à Mãe e aos Cofres do Tesouro Público, contra o aproveitamento ilícito das infraestruturas do Estado, “arrancadas” por oportunismo e ganância, do que pertence ao Povo legítimo. Fazendo-se proprietários dos bens, os aproveitadores comissionistas de sempre, sem concurso público transparente, que conseguem tudo quanto querem, sem darem a cara. Porque ninguém sabe quem são os que estão por trás de certos negócios de vento em popa no território nacional, pois só reconhecemos, quase sempre tardiamente, alguns “testas de ferro” e os seus patrões!
Se é o Estado da Guiné-Bissau o beneficiário legítimo dos negócios de madeira, areia pesada e outros, levados a cabo no País, queremos saber o estado da coisa pública, o que fica concretamente para os cofres do Estado, porque os bens referidos, esses são do Povo legítimo, e têm sido “exportados” do solo Guineense, para os quatro cantos do mundo e ninguém no País, explicou nada ainda, depois de tantas interrogações levantadas, de natureza económica, comercial, social e política, para além das consequências da biodiversidade do sistema ambiental global e específico para a nossa Guiné-Bissau.
Continuamos num tempo difícil de descortinar, porque se ouvem muitas mentiras ou fala-se verdade poucas vezes, talvez só quando aparentemente “bêbados”, ou em estado de angústia e de desabafos, desinibidos pelo estado eufórico de agressividade contida que lhes vai na alma, quando toca no “pelo” ou de um ente querido, de outro modo, só por sentimentos de culpa, ressentimento pós-traumático da convivência revolucionária, falhada, que abandonou há muito os ensinamentos de Amílcar Lopes Cabral, alguns resolvem confessar um pouco mais. Estamos ainda numa época que esconde crimes de sangue e traições vividos intensamente, que fecharam com juramentos de vinganças por cumprir, custe o que custar, penso. Mas morte após morte, nunca trouxeram nada de novo a não ser o planeamento do próximo a abater. Até quando esta compulsividade insana na mente dos revoltados?
Porquê nós? Pergunto! Tivemos coragem para libertar dois Países (Guiné-Bissau e Cabo Verde) ao mesmo tempo, mas temos ao mesmo tempo, um medo terrível da verdade dos factos que importa corrigir e sarar definitivamente, medo da crítica e da autocrítica, somos constantemente invadidos pela pressão psicológica da cobardia em relação à verdade cristalina, pura, com palavras amargas e doces, que são nossas realidades, fazendo parte integrante dos nossos erros cometidos que não se apagam e, também de certezas absolutas que são o conforto inesgotável de amor e de compaixão, desde a luta de libertação.
Mas ainda falta camaradas, queremos o essencial, para percebermos este “enguiço” que tem bloqueado, estagnado o País, queremos continuar a viver com verdades ocultadas ainda, porque parece que existe um pacto de silêncio entre os antigos combatentes, Camaradas com média de setenta anos que estão entre nós, dos quais esperamos tudo, menos continuarem calados.
 Acabem com este mutismo verbal electivo e falem connosco, agora! Com os vossos filhos ou netos, acreditem em nós, sabemos cuidar dos mais velhos com carinho. Hoje são os únicos testemunhos vivos que libertaram Guiné-Bissau e Cabo-Verde. Trata-se de uma atitude revolucionária enfrentarem esta última “guerra” que vos falta vencer, como Verdadeiros Antigos Combatentes da Liberdade da Pátria, passarem o testemunho dos acontecimentos da luta de libertação da Guiné-Bissau e Cabo-Verde para nós, só.
 Avante Camaradas, já serão poucos, nô komberssa ku’mutru-bó!
Não vamos lá só com mentiras, sairemos deste ciclo do mal, se quebrarmos este pacto do diabo neste mundo do crime organizado, que tem gente de fora e de dentro do nosso País, alimentando este ciclo vicioso, que parece não ter fim à vista.
Enquanto não se erguer à vista de todo o Povo, a nova Bandeira da Verdade, como se espera na história natural das coisas, parar esta ocultação propositada dos erros cometidos e de proteger criminosos, continuaremos no mundo do engano, da mentira e da falsidade entre Guineenses.
Mas, a mentira para além de ter pernas curtas, não leva a lado nenhum, por melhor “arquitectura” possível que possa manter. O normal é cair por terra à vista de todos.
Convém lembrar que o Guineense sabe perdoar, é duma compaixão soberba e inigualável, mas primeiro, precisa da verdade e só depois acredita no perdão!
Mudando um pouco de assunto, vale a pena sairmos vitoriosos desta vez, apostados na veracidade de métodos experimentados no terreno, que deram resultados reconhecidos noutros lugares do planeta, para evitarmos experimentalismos falsos ou “românticos”, sem resultados satisfatórios desejados.
Devemos evitar a entrada de projectos sem revalidação/acreditação feita no País (para isso, é criar gabinetes próprios para tal), e de acordo com as necessidades projectadas no terreno, com a supervisão do Governo no País. Encontrar rapidamente certezas práticas, em relação ao engano de algum “romantismos” subjacente, em algumas ajudas de há uns anos para cá, em formato de “projecto”, feitas por medida (para umas dezenas de necessitados nacionais, que justifique a presença a “título” de projecto no terreno duma entidade estrangeira no País) à quem das necessidades, mas que podem ser reformuladas, reenquadradas de modo diferente, a servirem melhor do que até aqui, os interesses do País!
Com verdades experimentadas avançamos mais depressa, sairemos vitoriosos e unidos num único rumo, de Unidade Nacional e Desenvolvimento Sustentado do nosso País e não às “pinguinhas”, com recados daqui e dali, para passar umas “férias”. Contudo, devemos reconhecer a grandeza material e o alcance na prática, levados a cabo no País, por Organizações Não Governamentais, que operam com distinção na Guiné-Bissau, que são  o exemplo de que nem tudo se pode colocar no mesmo saco!
Chegou a hora de aceitarmos o que é de aceitar (o mais que preciso/necessário), e escolher projectos sérios e sustentáveis para garantir postos de trabalho e permitir fazer carreira profissional aos nacionais Guineenses. Chegou a hora de avaliar/reavaliar a Acreditação de todos os Projectos que operam no País  há já algum tempo. Devem todos ser ciclicamente reavaliados, os seus recursos, resultados e os níveis de satisfação na presente conjuntura e de acordo com as nossas necessidades e não o contrário. Confrontados estes com outros na mesma perspectiva e especialização. Como também, avaliar na especialidade os mesmos Diplomas Científicos dos seus representantes e a sua experiência profissional no ramo de actuação que ocupam no nosso País.
Estar atento é o mesmo que ter os neurónios espalhados pelo corpo todo e activos, capazes de captarem, conduzirem e interpretarem corretamente todos os sinais do meio ambiente onde vivem! Quando tais competências não correspondem, atrofiam o desenvolvimento normal esperado, os resultados deixam muito a desejar e o atraso torna-se evidente. Há que estar em alerta no controle de estímulos, desde a sua origem/chegada ao País, o seu percurso e ocorrência, aos resultados esperados para aprovação ou não, na constante avaliação/reavaliação dos processos!
Um verdadeiro fenómeno recente no País é o regresso dos Elefantes na Guiné-Bissau, vejo tudo isto como um bom sinal espiritual! É um símbolo de força inspiradora, de segurança, de poder, de equilíbrio e de procura de paz e tranquilidade, para assentar “família” num território seguro como é a Guiné-Bissau. Nisto, os animais não se enganam, penso. Embora, por enquanto nas nossas matas, se cruzem com o som estridente e ruidoso das motosserras, no abate indiscriminado de árvores centenárias. Os elefantes estão atordoados, andam nervosos como alguns de nós (Guineenses). Mas estes gigantes dos pesos pesados vieram chamar a atenção do mundo, sobre a Guiné-Bissau! Atentos ao que se passa com as “sombras” desaparecidas, que há séculos marcam horário solar para as populações e os animais, estiveram atentos ao que se passa desde sempre, mas hoje são árvores centenárias, velhotes mas fiéis ao património das nossas florestas, de pé ainda, as que não são obrigadas a cair e a seguir “sepultadas” num contentor, para serem levados por terra e mar, para um País rico qualquer. Toda esta madeira dos pobres! Hoje abatidos e exportados, fazendo lembrar os navios negreiros, não se sabendo nada mais, apenas e só, que são já “cadáveres” metidos em contentores, aos milhares de toneladas cada um, com o destino oculto e incerto!?
Mas alguém sabe explicar isto, o GOVERNO?
Tenho muito medo do derrame do “Pau-Sangue” na Guiné-Bissau! Receio a falta de sangue, de ar puro e de sombras gigantes de árvores centenárias no nosso País. Receio pela ausência da “canção” de embalar revolucionária, que adormeça a raiva de ver sangrar as esterias das árvores caídas, em vez da frescura das suas sombras amigas eternas, dum Povo Guineense, o seu único dono legítimo, que nunca recebeu nada de ninguém, por isso, é digno e não o ofende quem quer! Cuidado, você que trás o lápis entre os dedos, para traçar o novo rumo para o País, só.
Temos visto árvores tombadas sobre o chão sagrado. Sangrando por ganância precoce dos “PICA-PAU”, que invadem as nossas matas, derrubando árvores centenárias, a troco de um silêncio que abrange muita gente (guineenses e estrangeiros), os servidores do dinheiro fácil, mas que hão-de ajustar contas com o – “dum-dy-matu” – Yram dy Terra, ou o novo Governo, pabya tudu kym-ky kumé hê pó-dy-matu, ppê-bay tudu nô dyamty tê na mortu, fép! Ku sê mufunéssas!
Nhôr Deus ta purdam, hêz komberssas dy fadyga!
Mas temos todos a memória revoltada hoje, os que vêem o mal e não dizem por enquanto! Que vêem o mal dos “pássaros” pica-pau da Guiné-Bissau, “eles” adoram PAU-SANGUY, BISSYLOM, ETC…, mas para os seus bolsos, em vez dos cofres do Estado!?
Peço a Deus, que esses camiões não consigam chegar aos portos de Bissau, ou de saírem por terra (fronteiras) para fora do território Guineense, sem que o Estado, averigue publicamente e com transparência total. Afinal que projectos são estes e quem beneficia com tudo isto, será o Povo!?
AFINAL ESTAMOS A FALAR DE ÁRVORES CENTENÁRIAS E NÃO DAS QUE ALGUÉM PLANTOU HÁ CINQUENTA  ANOS, SÓ.
Reparem no elefante quando dorme, traz ambos os dentes implantados na cabeça, não os tira para descansar mais leve, não! Dorme com o mesmo peso com que acorda e levanta-se para a vida de sempre, reúne a família e avança em busca de vida, faça chuva ou faça sol, lá vai o maior do mundo, seguro de si, embora às vezes caia nas emboscadas e seja sacrificado para lhes roubarem os dentes de marfim, é dinheiro, infelizmente!
Temos um belíssimo exemplo de persistência, coragem e de trabalho destes animais gigantes em terra firme, uma autêntica Mãe, que traz os filhos junto dela, não os distribui para se aliviar do trabalho, nem tira os dentes para dormir, está presente nos cuidados maternais, na vida do dos filhos, até sempre. Vamos copiar o ELEFANTE, e  cuidar da Guiné-Bissau?
É deste exemplo que a Guiné-Bissau precisa, olharmos pelo Povo com firmeza e honestidade, sem descartar as responsabilidades do Estado, e sempre atentos, porque é este o novo conceito de “revolucionário”, que hoje significa ser um líder do Povo, é - SER HONESTO - em defesa dos bens e do tesouro público do Estado da República da Guiné-Bissau!
Os Elefantes chegam em boa hora, na hora da renovação do Estado para o tornar cada vez mais forte! Estamos atentos aos sinais desta nova revolução para erguer o País, rumo à prosperidade, ao progresso, à felicidade e ao bem-estar do Povo.

Viva a República da Guiné-Bissau, Unidade, Luta e Progresso.

Djarama. Filomeno Pina.

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