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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Abatida, seleção de Portugal joga com Gana que está motivada por pagamento de bicho(dinheiro prometido).

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A seleção portuguesa não tem motivos para estar cheia de confiança durante o jogo contra Gana desta quinta-feira, 13h, em Brasília. Além da fraca campanha, seu principal atleta e melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, já se justificou ao dizer que não veio ao Brasil para ganhar a Copa. Os ganeses, por outro lado, estão mais contentes. Na tarde de quarta-feira, o time africano ficou sabendo que o dinheiro do "bicho" pela participação na Copa, pago pela Fifa às confederações nacionais para ser repartido entre jogadores e comissão técnica, chegou de avião à capital federal.
As duas seleções precisam da vitória com uma boa margem de gols, além de torcer para a Alemanha e  Estados Unidos não empatem no jogo que acontece simultaneamente pelo grupo G. Tanto Portugal como Gana tem uma derrota e um empate e jogam por tudo ou nada em Brasília no último jogo da fase de grupos.
A Polícia Federal informou no começo da noite desta quarta-feira que o embaixador de Gana entrou em contato com o governo federal brasileiro para que o valor da premiação da seleção do país pela participação na Copa - de acordo com a imprensa africana o valor é de três milhões de dólares - entre no Brasil de forma legal. O dinheiro foi levado ao hotel da seleção escoltado por batedores e viaturas da PF.
Os atletas ameaçavam não entrar em campo se o pagamento não fosse feito antes do jogo - a confederação de futebol do país havia prometido pagar no início da Copa. Ninguém confirmou oficialmente aqui no Brasil o valor total da premiação em questão.
Pelo lado português, o técnico Paulo Bento descartou que irá se demitir em caso de eliminação na Copa. De acordo com ele, o trabalho desenvolvido pela delegação com o time independe de resultados no Mundial da Fifa, mesmo após a fraca campanha na primeira fase. Ele também criticou o que considera "erros" por parte da Fifa na organização dos jogos, principalmente no que se refere aos horários estabelecidos para alguns jogos. Os portugueses lamentaram ter de enfrentar a Alemanha, na primeira rodada, às 13h, em Salvador(Bahia).
copadomundo.uol.com.br

Gana e Argélia tentam frear frustrações e dar campanha inédita à África.

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Kevin-Prince Boateng não suporta o calor durante treino de Gana em Brasília
Kevin-Prince Boateng não suporta o calor durante treino de Gana em Brasília

Gana esteve a um lance de fazer história no dia 2 de julho de 2010. Uma bola que morreria nas redes, mas encontrou no meio do caminho as mãos do uruguaio Luis Suárez. Pênalti. Quando Asamoah Gyan correu para a cobrança, a festa já havia dominado das arquibancadas do estádio Soccer City, em Johanesburgo. O chute dele não carregava apenas as esperanças dos torcedores ganeses, mas de todo o continente africano, que nunca havia conduzido um time a uma semifinal deCopa e tinha ali o remanescente daquela edição. E tudo isso bateu na trave do goleiro Muslera, que depois foi herói da classificação sul-americana nas penalidades. Nesta quinta-feira, Gana estará mais uma vez no caminho da história. Os Estrelas Negras e a Argélia ainda tentam classificação para as oitavas de final do Mundial de 2014 – a África nunca teve mais de um representante nessa fase. E isso fortaleceu uma dúvida sobre o real papel que os africanos desempenham na competição: eles são o continente da festa, das decepções, das crises ou de uma evolução consistente?
O primeiro time africano a disputar uma Copa foi o Egito, que fez apenas um jogo em 1934 (derrota por 4 a 2 para a Hungria). O continente só obteve a primeira vitória no torneio em 1978, quando a Tunísia bateu o México por 3 a 1. Quatro anos antes, o Zaire (atual República Democrática do Congo) havia feito campanha que representava o que a África era para o futebolmundial naquela altura: três reveses em três partidas, sem gols anotados, com direito a ter sido goleado por 9 a 0 pela Iugoslávia.
A história dos africanos na Copa começou a mudar em 1982, quando a Argélia esteve muito perto de passar da fase de grupos (foram duas vitórias e uma derrota em três jogos). Contudo, quem mais chamou atenção naquele ano foi a seleção de Camarões, que empatou suas três partidas. O time do meio-campista Abega e do centroavante Roger Milla era representante de um futebol alegre, ofensivo e cheio de dancinhas. O tal "estilo africano" dava sinais de que podia ser competitivo no mais alto nível.
Em 1986, Camarões não conseguiu sequer classificação para a Copa. A seleção africana voltou ao torneio em 1990, quando bateu Argentina, Romênia e Colômbia para chegar às quartas de final e ser superada pela Inglaterra. Era mais um sinal de evolução.
Toda essa evolução fez de Camarões a primeira grande decepção africana em Copas. A seleção que podia ter dado muito ao continente africano nunca mais passou da primeira fase. Foi assim em 1994, 1998, 2002, 2010 e 2014. Em 2006, nem à fase de grupos eles chegaram. "As pessoas acham que a África está lá apenas para compor o espetáculo", disse o camaronês Samuel Eto'o em entrevista coletiva concedida em maio deste ano – portanto, antes do início da Copa de 2014.
No Brasil, espetáculo foi a última coisa que Camarões proporcionou. Antes da viagem, jogadores discordaram da premiação oferecida pela federação local e ameaçaram não embarcar. O clima ruim foi um dos elementos de uma campanha extremamente negativa no Mundial de 2014 (três derrotas em três jogos, com um gol feito e nove sofridos). "Muitos viram o comportamento que é inaceitável. Isso ficou bastante claro para nós", avaliou o alemão Volker Finke, técnico da equipe africana.
Os jogadores da seleção de Gana também ameaçaram boicotar a Copa de 2014. Eles exigiam pagamento de bonificação por partida disputada na competição. Até quinta-feira, cogitavam não entrar em campo na última rodada da fase de grupos, contra Portugal, nesta sexta. O plano de ação para conter a crise envolveu acordos entre governos e um avião que chegou a Brasília por volta de 20h com o dinheiro cobrado pelos atletas – US$ 3 milhões (R$ 6,7 milhões), segundo a agência de notícias "AFP".
Em 2006 e 2010, Gana foi a única seleção africana que passou da fase de grupos da Copa do Mundo. Para repetir o feito em 2014, os Estrelas Negras precisam vencer Portugal às 13h desta quinta-feira, em Brasília, e ainda torcem por um revés dosEstados Unidos no duelo com a Alemanha.
Depois de chegar duas vezes às quartas de final, Gana tem mais uma chance de mostrar que é um postulante real às primeiras posições da Copa do Mundo. As dancinhas eternizadas por Camarões em 1990 fazem parte do passado do continente africano. Agora, falta transformar a seriedade em resultados expressivos.
O pior é que a lista de decepções proporcionadas pelo continente africano não se restringe à seleção ganesa. Basta lembrar o histórico de Costa do Marfim, seleção que conta com nomes badalados como Drogba, Gervinho e os irmãos Kolo e Yaya Toure. Essa geração esteve em três edições da Copa (2006, 2010 e 2014), mas nunca passou da fase de grupos. Nesse intervalo, ainda colecionou resultados como uma derrota para Zâmbia na decisão da Copa Africana de Nações de 2012.
E o que dizer de Senegal, que estreou em Copas em 2002 com uma vitória sobre aFrança, então campeã, e avançou às oitavas de final num grupo que eliminou os gauleses e o Uruguai? Os senegaleses chegaram às quartas naquele ano e perderam para a Turquia. Nunca mais voltaram ao Mundial.
São vários os exemplos de seleções africanas que prometem sucesso, dão impressão de que vão emplacar e depois naufragam de forma contundente. Também são vários os casos de crises que se sobrepõem ao futebol nos países dessa região. E uma coisa tem relação direta com a outra.
A Nigéria, por exemplo, teve um problema de grandes proporções em 2013. Com o país mergulhado em crise financeira, a federação local cortou a premiação do elenco que disputaria a Copa das Confederações. Como consequência, jogadores ameaçaram não viajar ao Brasil. Foram demovidos, mas isso não foi suficiente para ajudar em campo. Em três jogos, os africanos somaram uma vitória por 6 a 1 sobre o Taiti e derrotas para Uruguai (2 a 1) e Espanha (3 a 0).
Como acontece com muitos países africanos, a Nigéria é formada por mais de uma centena de etnias. As relações internas são muito frágeis, e o sentido de nacionalismo é algo menos consolidado do que acontece em regiões como a América do Sul. A Copa do Mundo é um reflexo disso.
Curiosamente, mesmo em meio a tantos conflitos, os africanos têm um sentimento de orgulho do continente. "Os líderes do futebol não nos respeitam, e os nossos adversários não nos respeitam, mas a África deve lutar para ir o mais longe possível", disse Eto'o. "Os times que estão na Copa estão jogando também pela chance de dar alegrias ao povo africano", completou o técnico Stephen Keshi, que comanda a seleção nigeriana.
Todo esse orguho continental começará a ser testado nesta quinta-feira. Se conseguir classificar três times para as oitavas de final, a África manterá vivo o sonho de colocar um time nas semifinais da Copa pela primeira vez na história – feito que até a Ásia, com a Coreia do Sul de 2002, já conseguiu. Gana e Argélia não jogarão apenas por vagas, mas por história.
# copadomundo.uol.com.br



quarta-feira, 25 de junho de 2014

Brasil: A quem serve a regulamentação da prostituição?

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A quem serve a regulamentação da prostituição?. 20497.jpeg


No Brasil, mais uma vez, está em debate a regulamentação da prostituição. O que estava, e continua, em jogo nas propostas apresentadas é a legalização dos cafetões e empresários do sexo. O projeto apresentado pelo deputado federal Jean Wyllys (PSOL) de regulamentação dos profissionais do sexo na verdade quer legalizar os cafetões - argumentando que com isso melhorará as condições de "trabalho"-, embora o projeto não preveja nenhuma regulamentação dessas casas e sua adequação. 

Por Nalu Faria, psicológa e coordenadora da SOF - Sempreviva Organização Feminista
Seu conteúdo mostra que ele não visa melhorar a vida das mulheres em situação de prostituição, não prevê nenhum tipo de política pública específica, que contribua para que essas mulheres não tenham que ser constantemente vítimas de insultos, violência e marginalização. Ao contrário de promover os direitos e a autonomia econômica das mulheres, o projeto visa suprir uma necessidade da indústria sexual, que juntamente com as grandes corporações, buscam utilizar o corpo das mulheres para faturar altos montantes em grandes eventos como a Copa do Mundo
debate público sobre a regulamentação da prostituição como profissão tem pontos de partida que falseiam e distorcem a realidade da prostituição. Um primeiro aspecto é simplificar a questão, ao tratar como um comportamento individual algo que é parte de uma instituição e faz parte de um sistema. Esse argumento está baseado em uma visão liberal, centrada no indivíduo e suas escolhas no mercado, sem levar em consideração as relações políticas e de poder envolvidas.
Nessa posição, é nítido que não se parte de uma visão crítica do patriarcado, como sistema de dominação masculina, nem das conexões entre o modelo de sexualidade atual e a prostituição. Ao se referir à prostituição como um trabalho, essa perspectiva liberal não entra no que é a diferença entre vender a força de trabalho e a apropriação do corpo. Ou seja, não é o que a prostituta pode fazer, mas é seu corpo. Como diz Marie Victorie Louis (2004), essa visão "postula que as pessoas - e não só as coisas, podem ser objetos de contratos e contradiz abertamente o princípio universal segundo o qual o corpo humano é inalienável." As propostas de regulamentação são apresentadas a partir do argumento de que a prostituição é um trabalho como outro qualquer, que cada pessoa vende algo e, neste caso, as mulheres vendem o corpo. Por isso, devem ser consideradas trabalhadoras do sexo. Seus defensores utilizam a arroba (trabalhador@s) e, assim, parece que a prostituição é algo de homens e mulheres, já de início ocultando seu caráter patriarcal e as relações desiguais. 
Ao separar a prostituição da exploração sexual, o serviço sexual livre do serviço sexual forçado, há uma intenção de legitimar a prostituição como um serviço que pode ser comercializado. A diferenciação entre prostituição forçada e voluntária, parte do reconhecimento de que há situações em que mulheres são obrigadas a se prostituir. Em geral, essa visão está vinculada a posição de criminalização da prostituição infantil, nesse caso considerada exploração sexual, que não é voluntária. 
Um primeiro elemento que chama a atenção nessa posição é que não se considera o fato de que a maioria das mulheres chegam à prostituição ainda crianças e adolescentes, como é o caso do Brasil. Então, torna-se apenas um período de espera para o dia em que fizer 18 anos. Se ela continua na prostituição, passa a ser considerada uma decisão por vontade própria. Ou seja, desconsideram a experiência de uma jovem de 18 anos, que viveu uma situação de prostituição desde os 12 anos, e o significado para sua auto-estima, auto-confiança de que pode fazer outra coisa, de que será aceita. Como se a situação de exploração sexual não ficasse marcada no corpo, na subjetividade, na forma de ver e pensar o mundo e a si mesma. Isso tudo se soma ao estigma que teria que enfrentar e aos limites que as mulheres encontram para se inserir no mercado de trabalho. Por fim, temos que lembrar que a maioria das mulheres nessa situação está sob o controle de cafetões e cafetinas, o que é muito difícil de romper. 
Os argumentos em favor da prostituição como outro emprego qualquer se utilizam da realidade extremamente desigual do mercado de trabalho no Brasil. Afirmam que a prostituição proporciona uma remuneração maior que muitos outros empregos majoritariamente femininos, como o emprego doméstico ou o telemarketing. Escolher entre o "menos pior" para garantir as condições de vida não é uma referência para quem atua em nome da igualdade e da justiça social. Além disso, esse discurso encobre as desigualdades de classe e raça que existem entre as próprias mulheres: parece que estamos em um mundo em que todas as mulheres têm todas as condições para "escolher" entre ser médica, professora universitária, empregada doméstica, prostituta, advogada... 
Dá pra imaginar que as diferentes trajetórias (fuga de situações de abuso, pobreza, violência, autoritarismo) e rotinas (sexo com vários clientes, uso de drogas pra conseguir aguentar) das mulheres prostitutas sejam uma "livre escolha"? 
Uma coisa é a vontade de sair na rua com a roupa que for, sem ser importunada, ou transar com quem desejar. Outra é usar o corpo e o sexo para sobreviver. Sobreviver, porque a realidade das prostitutas é bem diferente do glamour retratado pela mídia, nas novelas e revistas, e principalmente na visibilidade que ganham os depoimentos das mulheres que dizem se prostituir por serem libertárias e autônomas. 
A posição a favor da regulamentação só se sustenta se for ocultada a realidade e a essência da prostituição. Uma realidade em que a grande maioria das mulheres prostituídas são as mais pobres, as que são expulsas de suas terras, as que são prostituídas junto aos canteiros das grandes obras, das mineradoras, das madeireiras, das empresas do agronegócio. Ou a realidade da prostituição nos países ricos, em que a maioria das mulheres prostituídas são dos países do sul e do leste, e migraram ou foram traficadas para a Europa. 
Na verdade, esse discurso pró regulamentação reforça a visão do grupo dominante - os homens prostituidores. Eles tem como instituição o sistema patriarcal que lhes confere poder há milhares de anos. E conseguiram fazer parecer que as relações de dominação são fruto da biologia: a suposta sexualidade inata viril e insaciável, masculina, frente a passiva sexualidade feminina.
O desejo é deles, e o corpo das mulheres existe para satisfazê-los. Só isso pode explicar porque os homens querem fazer sexo com quem não os deseja. Na verdade, para os que consideram que as mulheres são uma mercadoria essa posição é coerente. Portanto, essa é uma visão baseada em uma determinada moral, que historicamente tratou as mulheres a partir da polaridade entre santas e putas. No feminismo, essa dicotomia foi analisada como a hipocrisia da dupla moral para negar e controlar o desejo das mulheres. Ela divide e coloca as mulheres em oposição entre si e funciona como um critério de julgamento das mulheres a partir da sexualidade. Do ponto de vista da vivência das mulheres, o resultado é uma ambiguidade e uma contradição entre a expressão do seu desejo e os castigos e perigos que isso pode representar. Ou seja, os perigos relacionados ao que ocorre quando transitam nas fronteiras entre santas e putas. 
O complicado é que essa posição, ao não assumir sua visão conservadora, busca confundir o debate, chamando a posição feminista crítica de moralista e com tabus sexuais. 
Nossa moral é outra: a da defesa da liberdade e autonomia. A liberdade só pode estar em construção se há uma visão crítica aos mecanismos de dominação. Caso contrário, se legitima uma prática de opressão. A prostituição foi construída historicamente para garantir o patriarcado e o modelo de sexualidade correspondente. Até hoje, persiste como um mecanismo de coerção. 
Estamos convencidas de que devemos impedir a regulamentação da prostituição como profissão, mas isso não significa que não há nada a fazer. O Estado já tem instrumentos para tirar as mulheres em situação de prostituição da invisibilidade e da estigmatização. É preciso que o Estado promova campanhas de prevenção e conscientização sobre a violência e o controle do mercado do sexo sobre o corpo e a vida de mulheres e meninas. Os atores que organizam este mercado e aqueles que o sustentam, ou seja, os cafetões e os clientes, precisam ser punidos pela violência que geram. É preciso, ainda, enfrentar a discriminação e os preconceitos que as mulheres prostituídas vivenciam quando procuram o serviço de saúde ou as delegacias. Além disso, consideramos que há muitas políticas a serem desenvolvidas, em termos de assegurar aposentadoria universal, de incluir as mulheres prostituídas em políticas de inclusão social, de programas específicos de educação, moradia, geração de trabalho e renda. Nenhuma destas propostas figuram nos projetos de regulamentação. Ao contrário, a legalização da cafetinagem contribui para legitimar o sistema de exploração, mantendo as mulheres como objetos e não como cidadãs, com direito a ter direitos. 
Referências bibliográficas: 
Luis, Marie Vitoire. In: La Prostitución. Selección de Articulos de Le Monde Diplomatique. Santiago do Chile: Editorial Aún Creemos en los Sueños, 2004. 
SOF. Prostituição: uma abordagem feminista. São Paulo: SOF, 2013. 
O artigo foi publicado inicialmente pela Fundação Heinrich Böll Stiftung Brasil.
# pravda.ru



FIM DA TRANSIÇÂO NA GUINÉ-BISSAU: CPLP saúda mas alerta para obstáculos.

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Presidente José Mário Vaz
O SECRETÁRIO executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Murargy, saudou, terça-feira, o regresso da Guiné-Bissau à ordem constitucional, mas considera que o país ainda tem "muitos obstáculos" pela frente.
"É preciso superar muitos obstáculos" no contexto em que "está a viver ainda a Guiné-Bissau. É preciso muito trabalho, muita seriedade e muito patriotismo também", destacou o diplomata moçambicano, refere a Lusa.
O Secretário-executivo da CPLP falava em Bissau onde participou na cerimónia de posse do presidente José Mário Vaz.
Murargy defendeu estarem criadas as condições para o regresso à ordem constitucional na Guiné-Bissau, mas que deixou um aviso: é preciso continuar com a transição rumo à estabilidade efectiva.
EUA EM “EXPECTATIVA”
A administração norte-americana, por seu turno, disse que "aguarda com expectativa" trabalhar com as novas autoridades guineenses.
"A administração norte-americana aguarda com expectativa trabalhar com José Mário Vaz e com o Governo da Guiné-Bissau, uma vez que retornou à ordem democrática", refere-se, segundo a Lusa, num comunicado divulgado, segunda-feira, a partir da embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Dacar, Senegal.
No documento de felicitações pela posse do novo Presidente da República, os EUA pedem aos líderes guineenses, "tanto civis como militares", que oiçam "a voz do povo" e promovam "a paz e a estabilidade".
José Mário Vaz assumiu, na segunda-feira, a presidência guineense, numa cerimónia realizada no Estádio Nacional 24 de Setembro.
O parlamento ditado pelas eleições legislativas de 13 de Abril prestou juramento, na última semana e, depois de empossado, o novo chefe de Estado poderá colocar em funções o primeiro-ministro (Domingos Simões Pereira) e respectivo Governo.
Assim, chega ao fim o período em que o país foi dirigido por autoridades e figuras nomeadas na sequência do golpe de Estado militar de Abril de 2012, que depôs o executivo em que José Mário Vaz era ministro das Finanças.
jornalnoticias.co.mz

José Mário Vaz ausculta partidos para a formação de um novo Governo.

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José Mário Vaz (foto LUSA)
Presidente eleito José mário Vaz

O recém-empossado Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, recebeu esta quarta-feira a visita das cinco forças partidárias com assento no Parlamento do país, tendo em vista a formação de um novo Governo constitucional.

À saída, e em declarações à comunicação social, todos os líderes dos partidos reconheceram «a urgência» da resolução desta situação, porém não foi ainda adiantada qualquer data.

# abola.pt

Ramos Horta apela à solidariedade entre dirigentes da Guiné-Bissau.

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Representante do secretário-geral diz que presidente deve saber os limites do seu poder; governo deve ser investido nos próximos dias, após a posse do presidente José Mário Vaz nesta segunda-feira; ex-presidente timorense deixa o cargo no fim deste mês.

Ramos Horta Foto: ONU/Martine Perret

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau apelou à solidariedade entre o chefe de Estado e o chefe de governo indigitado da Guiné-Bissau.
José Ramos Horta falou em exclusivo à Rádio ONU numa conversa para marcar a última semana do seu mandato no país africano.
Normalidade
Nesta segunda-feira tomou posse o presidente guineense, José Mário Vaz na que é vista como etapa decisiva do regresso do país à normalidade após o golpe de Estado de abril de 2012.
"Os dois, o presidente e o primeiro-ministro têm que ser mutuamente solidários e apoiar-se: um não pode ser adversário do outro. No passado, eram a fonte principal da instabilidade no país, a rivalidade entre as duas entidades. O presidente tem que saber os limites do seu poder no sistema semi-presidencial. Foi o que eu fiz como em Timor, como presidente depois da crise de 2006. Após o governo ter sido eleito em 2007 – sarar as feridas e criar as condições para que este pudesse governar com tranquilidade", declarou.
Militares
O presidente foi empossado cinco dias após a União Africana ter levantado a suspensão do país, declarada na sequência do golpe militar. Espera-se que o governo e o primeiro-ministro sejam empossados nos próximos dias.
Para a nova fase Ramos Horta disse será crucial tratar as forças militares de forma diferente.
"O presidente José Mário Vaz poderia criar condições para que o governo do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira possa governar com tranquilidade e sem sobressaltos. O presidente não pode ser oposição ao governo. O mesmo acontece com a Assembleia Nacional. Nesta fase de transição, nos próximos cinco anos, eles têm que procurar sempre o consenso e o diálogo permanente com a chefia militar. A reforma das forças armadas e a sua modernização tem que ser resultado de diálogo com a chefia militar trata-los (aos militares) como filhos dignos da terra e não responsabiliza-los pelos males todos do país porque os políticos também tinham uma mão grande nos problemas do país, não eram somente os militares", ressaltou.
Nas Nações Unidas, Ramos Horta disse ter recebido garantias de doadores para o financiamento da Guiné-Bissau. A União Europeia teria assegurado apoios para o próximo ano.
# unmultimedia.org

terça-feira, 24 de junho de 2014

Gâmbia: Presidente Jammeh - Os Guineenses devem desconsiderar o tribalismo para o desenvolvimento.

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O presidente da República tem desafiado os guineenses a pôr de lado o tribalismo e reconciliar como um só povo, a fim de impulsionar o rápido desenvolvimento sócio-econômico do país de língua portuguesa empobrecido. Ele também lamentou que a Guiné-Bissau - que tem um histórico de golpes e discórdias civis - perdeu os 12 anos valiosos que poderiam ter sido usados ​​para desenvolver o país.

Sua Excelência Sheikh Professor Alh. Dr.Yahya Jammeh falava na segunda-feira no Aeroporto Internacional de Banjul após o seu regresso da Guiné-Bissau onde participou da investidura do novo líder do país, José Mario Vaz, que ganhou eleição presidencial no mês passado.

Jammeh, que recebeu recentemente o novo presidente guineense durante dois dias de viagem diplomática em Banjul, pediu aos cidadãos desse país para entender que o país não pertence a nenhuma tribo, mesmo aquela com a maioria da população.

"Você pode perceber que cada tribo ocupa uma área particular, por isso, se você estão falando sobre a Guiné-Bissau e você fala sobre uma tribo tentando dominar outra, isso é uma receita para o desastre. Eu acho que eles os guineenses têm visto isso, e eu acho que todos eles já perceberam que é só a paz que pode trazer o desenvolvimento e tornar o país livre da fome e da pobreza. Então eu acho que isso é muito mais importante ", observou ele.

O líder gambiano deu sua entrevista no aeroporto lançando um apelo a todos os chefes de Estado africanos para apoiar o novo governo e evitar interferir em seus assuntos internos, dizendo que "às vezes, algumas das instabilidades na Guiné-Bissau foram ocasionadas ​​por alguns chefes de Estado africanos".

"A coisa mais importante seria que os guineenses se entendessem e que, se alguém lhes pede para desestabilizar o seu país, é eles que vão sofrer se eles não aprenderam com os 20 anos de caos. Eu não acho que eles não aprenderam a lição, porque se aprenderam eles teriam percebido que eles estão muito para trás e que é uma realidade. Eles não têm eletricidade e assim vai ser difícil eles recuperarem o atraso, eles perderam 12 anos valiosos de desenvolvimento ", advertiu.

Jammeh também falou muito dos recursos naturais de que a ex-colônia portuguesa é dotado, mas observou que esses recursos não têm sido explorados para o desenvolvimento do país ", a Guiné-Bissau tem um monte de recursos naturais e marinhos, mas se você vai para setor das pescas  da Guiné, você verifica que é dominado por estrangeiros; assim também na indústria madeireira. Eles têm mais madeira do que a Gâmbia, mas o que acontece? Algumas pessoas a aproveitam em detrimento de outros. Eles devem entender que a instabilidade só vai enriquecer algumas pessoas e ilegalidade só iria criar o caos e a indisciplina. E onde há indisciplina, o país não se desenvolve. Portanto, é muito importante para todos os países da África para aprender uma lição com o que aconteceu na Guiné-Bissau, Mali e em outros lugares porque o conflito e a guerra não traz o desenvolvimento ", salientou o presidente.

Sobre as drogas
O líder gambiano também desafiou o novo governo da Guiné-Bissau no combate às drogas, corrupção e indisciplina; vícios, segundo ele, são hostis ao desenvolvimento nacional. Ele lamentou a sua natureza destrutiva e desafiou o novo presidente para os resolver.

Ele continuou: "Eles realmente têm que combater as drogas, corrupção e indisciplina. O novo governo tem realmente um trabalho muito difícil a fazer, o que deve incluir a luta contra a corrupção e as drogas. As drogas estão profundamente enraizadas e envolvem pessoas muito poderosas, mas o que é ilegal é ilegal! Você não pode ser poderoso, porque você está lidando com substâncias ilegais. Guiné-Bissau foi retido devido ao fato de que não havia democracia e perdeu quase 10 anos de desenvolvimento, porque [o período] foi de tumulto, destruição e instabilidade. As pessoas foram assassinadas com impunidade e, pior do que tudo isso, tornou-se um narco-estado ".

O líder gambiano concluiu reiterando a necessidade de os guineenses se reconciliarem, expressando seu prazer que tal apelo foi apresentado com destaque no recém-empossamento ou investidura do novo presidente.

Reformas
Sua Excelência José Mario Vaz, nascido em 10 de Dezembro de 1957, visitou pela primeira vez a Gâmbia logo depois de vencer o segundo turno contra seu adversário na última eleição presidencial. Ele ganhou com 40,9% dos votos, e entrou para o segundo turno com o segundo candidato principal, Nuno Gomes Nabiam. No segundo turno, em 18 de Maio de 2014, ele ganhou com 61,9% dos votos. Embora Gomes Nabiam inicialmente contestou o resultado, mas ele admitiu depois a derrota no dia 22 de maio de 2014.

por Musa Ndow

# www.observer.gm

PR DE CABO VERDE DEIXA MENSAGEM DE “AMIZADE E DE FRATERNIDADE” EM BISSAU.

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Presidente Jorge Carlos Fonseca
O Presidente da Republica de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, levou esta segunda-feira a Bissau uma mensagem de "amizade e de fraternidade" depois de as relações entre os dois países terem arrefecido nos últimos dois anos de transição.
"Trago uma mensagem de amizade e de fraternidade dos cabo-verdianos para com os guineenses e estamos todos esperançados e convictos de que a Guiné-Bissau retomará os caminhos da estabilidade, paz, do progresso e bem-estar", referiu hoje, citado pela Agência de Notícias da Guiné (ANG).
Jorge Carlos Fonseca falava na capital guineense onde participou na cerimónia de posse do presidente eleito da Guiné-Bissau, José Mário Vaz.
Depois do golpe de Estado de abril de 2012, as relações entre os dois países restringiram-se ao essencial - tal como aconteceu com a maioria da comunidade internacional, que não reconheceu as autoridades de transição nomeadas.
Jorge Carlos Fonseca considerou a investidura do novo Presidente da República um elemento "fundamental" para o retorno à normalidade constitucional do país.
José Mário Vaz foi eleito à segunda volta a 18 de maio depois de o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que o apoiou já ter conquistado maioria absoluta nas eleições legislativas realizadas a 13 de abril.

Foram as primeiras eleições realizadas na Guiné-Bissau desde o golpe de Estado de 12 de abril de 2012 e que permitem ao país voltar a normalizar relações diplomáticas e de cooperação com o exterior.
# anacao.cv

Senegal: Violência eleitoral em ATOUBA: a lei deve ser exercida, de acordo com Aminata Touré.

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                                          Aminata Touré - Primeira-Ministra do Senegal.

Em um meeting no último sábado para HLM Patte d'Oie, a candidata preconizou a elaboração de um código de boa conduta para erradicar a violência na arena política. Ela recomendou uma aplicação estrita do da lei face ao que aconteceu em Touba.

" Se fará com que reste a força da lei. As investigações serão feitas e o Ministério Público já prendeu algumas pessoas ", reagiu a primeira-ministra Aminata Touré, interrogada sobre a violência eleitoral em Touba, que nos fez perder um deputado Moustapha Cissé Lô a uma parte de seus bens materiais. Segundo ela, a lei deve ser exercida em todo o seu rigor. Aminata Touré está fortemente convencida de que podemos realmente ir a eleições com calma. "Eu apelo à responsabilidade dos líderes políticos. Os resultados da eleição eleitoral são satisfatórios, exceto alguns incidentes violentos registrados ao longo do tempo. Isso é lamentável. Esta manhã, tivemos um dos nossos jovens que recebeu facadas. Felizmente, a sua vida não está em perigo ", lamentou o cabeça da lista da coalizão Bennoo Bokk Yaakaar" da cidade de Grand-Yoff ".

Aminata Touré acha que aqueles que se dedicam a estes atos de violência não tem certeza de sua vitória. "Deixem o povo escolher. A polícia deve agir ", disse ela.
Durante o meeting, a primeira-ministra também explicou seu programa aos militantes e reiterou o interesse da segurança em Grand-Yoff. "Não beber em estabelecimentos terá regulamentação porque essa atividade expõe muitos de nossos jovens. É um dever do município. Não devemos esperar que tudo venha da autoridade central ", disse Aminata Touré reafirmando a sua ambição de ver Grand-Yoff emergir.

"Eu tenho um título Scat de terra desde de 1992 e uma cooperativa de crédito para as mulheres que está operacional em Grand-Yoff. Eu instalei há 17 anos ", ela esclareceu. Aminata Touré, quer desenvolver ainda mais sua participação neste bairro, falou sobre o conceito de "preferência comunitária", que irá apoiar as pequenas e médias empresas no município. Também, ela sensibilizou seus militantes para uma vitória impressionante de Bby na noite de 29 de junho. "Além do folclore, vocês devem sensibilizar os seus próximos para que eles votem em nós; porque queremos vencer ", insistiu Aminata Touré.

Quanto a Modou Mbaye, presidente de vendedores ambulantes em Grande Yoff, este afirmou o seu compromisso de eleger a Sra. Aminata Touré.

Por: Serigne Mansour Sy Cisse

# lesoleil.sn



Guiné-Bissau tem um novo Presidente.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Cerca de dois anos depois do golpe deEstado militar que depôs o Governo, a Guiné-Bissau tem um novo Presidente desde esta segunda-feira (26.06). A posse de “Jomav” marca o regresso do país à ordem constitucional.

José Mário Vaz, novo Presidente da Guiné-Bissau

Com a tomada de posse no passado dia 17 de junho de Cipriano Cassamá como novo presidente do Parlamento guineense e agora de José Mário Vaz como Presidente da República, e brevemente de Domingos Pereira como chefe do Governo, chega assim ao fim o período em que a Guiné-Bissau foi dirigido por autoridades e figuras nomeadas na sequência do golpe de Estado militar de abril de 2012.
Trata-se do início de uma nova etapa para a Guiné-Bissau, encarada com muito otimismo pelo historiador e investigador guineense Julião Soares de Sousa.
DW África: Como perspetiva esta nova etapa para a Guiné-Bissau?
Julião de Sousa (JS): Há aqui profundas alterações a acontecerem no país e perspetivas com bastante otimismo em relação ao futuro do país. São os novos corpos que vão trazer, seguramente, algumas novidades em termos de exercício da governação e, portanto, só posso encarar isso com certa serenidade e também com algum otimismo.
DW África: Não será uma mudança na continuidade?
Julião de Sousa, historiador e investigador guineense
JS: Espero que não seja a mudança na continuidade, pelo menos o facto de haver novas pessoas a corporizarem toda esta transformação que se esperava há muitos anos, o facto é que novas pessoas perspetivam que sejam também novas as políticas.
É isso que todos os guineenses esperam, e portanto, não acredito que se venha a manter aqui o status quo que nos trouxe até aqui com situações graves do ponto de vista interno, graves conflitos, graves cisões internas e espero que os novos corpos que vão entrar em funções venham a limar todos esses problemas e que se trabalhe no sentido de se juntar o país, de se unir o país e de fortalecer o diálogo que é necessário para a construção de uma nova pátria.
DW África: A comunidade internacional diz estar cansada de ajudar a Guiné-Bissau, que será uma nova oportunidade. Será uma oportunidade que as novas autoridades da Guiné-Bissau não deverão perder?
JS: Não podem desperdiçar essa oportunidade. De facto dá a sensação de que chegamos ao fim da linha. E de facto a comunidade internacional estava cansada dessa situação de instabilidade que a Guiné viveu ao longo dos anos e portanto, o que se espera agora é que haja um grande sentido de responsabilidade, que o guineense tenha essa responsabilidade e que tenha consciência que nós tínhamos chegado ao fim da linha e que doravante é necessário que haja mais diálogo interno e que comecemos a dar os primeiros passos internamnete no sentido de resolver rapidamente os problemas das nossas populações, que é o que as populações também esperam. Não acredito que se venha a desperdiçar esta oportunidade, porque me parece que será uma das poucas oportunidades que temos para que, de facto, alterar esse status quo.
Vários chefes de Estado, governantes e outras figuras participaram na cerimónia
DW África: Então quer dizer que na ordem do dia não vai continuar o perigo da instabilidade no país?
JS: Acho que o próprio guineense está cansado dessa instabilidade, portanto, o que se espera é que doravante haja um grande sentido de responsabilidade no sentido de evitar o regressso a esta instabilidade.
É verdade que o Presidente e os nossos órgãos de soberania vão tomar posso com alguns problemas por resolver, há problemas gravíssimos que tem de ser devidamente poonderados, mas é preciso que haja mudanças efetivas nas Forças Armadas, na esfera política e nas políticas e tudo isso são dossiers que vão estar em cima da mesa. Mas o mais interessante é que haja um grande sentido de responsabilidade e de Estado.
DW África: Muitos dizem que para lidar com vários desafios na Guiné-Bissau é preciso haver um Governo inclusivo. Isso não será marginalizar a própria oposição?
JS: Quando se fala em inclusão é exatamente no sentido oposto, é alargar o leque das possibilidades do diálogo nacional. Acho que esse diálogo deve ser de inclusão, não do afastamento dos partidos que ficaram largados do poder por causa das eleições, mas que haja um diálogo interno com a participação de todos.
No fundo o que pode tirar o país da situação em que se encontra é um diálogo inclusivo com a participação de todos.
Certamente que é isso que vai acontecer com a tomada de posse das novas autoridades e penso que todos têm essa consciência de que para que haja boa governação. E para que haja estabilidade governativa é necessário que haja mais diálogo nacional.
DW África: Esse diálogo inclusivo poderá acabar com as sanções internacionais contra alguns chefes militares ligados ao tráfico de drogas, para que a estabilidade regresse ao país?
JS: Acho que é um dossier que certamente as novas autoridades vão ter de resolver, porque quando se fala em diálogo nacional ele tem de ser inclusivo e que não haja perseguições ou ódios. A ideia é que haja um diálogo efetivo e quem cometer algum crime deve ser julgado pelos nossos tribunais e deve ser julgado. Portanto, não perseguir as pessoas sem mais nem menos, evitar esses ódios que tem trazido o país a essas todas convulsões que assistimos ao longo desses 40 anos.
Campo cheio para assistir ao empossamento de "Jomav"
# dw.de

GUINÉ-BISSAU: Novo PR define prioridades na hora da posse.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Foto | abola.pt

A GUINÉ-BISSAU tem desde ontem um novo presidente, José Mário Vaz (Jomav), do PAIGC, o que marca o regresso do país à ordem constitucional, após o golpe de Abril de 2012. Na hora de investidura, Jomav elegeu o combate à pobreza como umas das prioridades enquanto chefe de Estado.
No seu discurso de posse no Estádio Nacional 24 de Setembro em Bissau, prometeu "meter as mãos na lama" - expressão que significa trabalhar arduamente - para produzir riqueza no país.
"Temos que meter as mãos na lama e pôr a economia guineense a funcionar e a produzir riqueza para atacar e resolver os problemas que afectam a nossa sociedade", disse José Mário Vaz, anunciando uma "parceria estratégica" entre Presidente e Governo, afirmou que a Guiné-Bissau não pode continuar a ser um país onde "uma minoria" trabalha e produz riqueza para a "maioria sem trabalho".

novo chefe de Estado, investido no cargo perante milhares de guineenses que encheram o Estádio Nacional 24 de Setembro, defendeu ter chegado a hora de o país definir uma estratégia que deve ser seguida para o futuro.
"DJITU TEM KU TEM"
Para Jomav, a Guiné-Bissau está hoje aparentemente "num beco sem saída" devido às mudanças constantes de rumo e ausência de políticasem sectores como educação, economia ou justiça.
O novo líder guineense, eleito em Maio, recorreu à expressão popular em crioulo "djitu tem ku tem" (tem que haver jeito) para galvanizar os seus concidadãos para o que diz ser "uma nova era".
"Como Nação só chegaremos com sucesso a algum lado se soubermos para onde queremos ir. Nós passámos estes anos a anunciar, a anular e a anunciar de novo, medidas, leis, opções políticas, programas e projectos mal avaliados", observou José Mário Vaz.
A valorização dos recursos humanos terá que ser o factor primordial na elaboração da "verdadeira estratégia nacional" que possa ajudar a "corrigir o rumo" da economia e o desempenho político.
Na tal estratégia nacional deve ser dada ênfase às reformas, promoção da unidade nacional e criação de consensos com todos os segmentos da sociedade, incluindo os militares, sublinhou José Mário Vaz.
A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo e a situação agravou-se nos últimos dois anos liderados por autoridades de transição - nomeadas depois do golpe de Abril de 2012.
Hoje os serviços públicos (incluindo forças de segurança) acumulam seis meses de salários em atraso, o aparelho de Estado não funciona e a economia caiu a pique - queda agravada pela corrupção e saque de recursos naturais, denunciam organizações nacionais e estrangeiras, tópicos que o novo Presidente também aponta como prioritários.
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Guiné-Bissau: «Façam as malas e voltem para a terra que vos viu nascer» - José Mário Vaz.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Presidente eleito - José Mário Vaz

Durante o seu discurso na cerimónia de tomada de posse, o novo Presidente da Guiné-Bissau convidou, esta segunda-feira, todos os emigrantes guineenses que se encontrem em dificuldades a fazerem as malas e a regressar ao país.

«Para aqueles que hoje se encontram sem emprego no país de acolhimento e que têm estado a sofrer, o meu conselho é o seguinte: façam as malas e voltem para a terra que vos viu nascer», afirmou José Mário Vaz.

O recém-empossado chefe de Estado salientou que também ele é filho de emigrantes, apelando: «Se é para sofrer, então soframos juntos.»

José Mário Vaz exortou ainda os guineenses a regressarem para ajudar a reconstruir o país, adiantando que vai adotar uma política vigilante contra a corrupção.


# abola.pt



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