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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 9 de março de 2016

Brasil: Dunga indica que prefere Neymar no Rio: "Pela medalha que Brasil não tem".

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Treinador, no entanto, diz que ainda espera contar com craque também na Copa América. Ausências de Thiago Silva e Marcelo também são assunto em entrevista.
Dunga Brasil x Peru (Foto: AP)

Se for obrigado a escolher, Dunga já sabe: optará por contar com Neymar nas Olimpíadas. O técnico da seleção brasileira afirmou nesta terça-feira, em visita à Europa, que prefere ter o craque do Barcelona à disposição na campanha pela medalha de ouro, no Rio de Janeiro, em agosto, em detrimento à Copa América Centenário, nos Estados Unidos, em junho. O fato de ser um título inédito, aliás, é o que pesa mais na decisão do treinador.

- É difícil (escolher), mas acho que, pela questão da importância que se dá, pela medalha que o Brasil não tem... Ele vem de uma temporada desgastante, teria tempo para se recuperar. Ele viria com condicionamento. Mas o bom seria contar com ele nas duas (competições) - disse em entrevista ao canal "Esporte Interativo" após assistir à vitória do Real Madrid sobre o Roma, pela Liga dos Campeões.
Dunga deve se reunir com o Barcelona, incluindo o técnico Luis Enrique, nos próximos dias. O encontro faz parte de sua missão para negociar a liberação de Neymar e outros potenciais jogadores acima dos 23 anos para os Jogos Olímpicos. Além de Real x Roma, o treinador brasileiro também vai assistir a PSG x Chelsea, em Londres, nesta quarta-feira - o GloboEsporte.com transmite ao vivo a partir das 16h (de Brasília).
Dunga, Andrey e Gilmar fecharão a viagem em Milão, onde, no sábado, o Internazionale de Miranda receberá o Bologna, pelo Campeonato Italiano. O zagueiro é outro favorito a ser um dos veteranos da lista olímpica. A volta ao Brasil está marcada para o início da próxima semana.
"Se trouxer para a reserva não vai ficar contente"
Thiago Silva também foi tema abordado na entrevista do comandante da Seleção. Fora da lista de convocados após falhas consecutivas, o zagueiro gerou mal-estar ao dizer que não havia sido procurado pelo treinador. Dunga fez questão de explicar o tratamento com os jogadores, afirmou que o zagueiro do PSG não gostaria de ser chamado para ficar no banco de reservas e destacou a necessidade de testar opções para seleção olímpica, como Marquinhos, companheiro de clube de Thiago. 
- Jogador de Seleção tem que assumir suas responsabilidades. No Brasil a gente gosta de falar que é o paizão. Isso eu já tenho meus filhos. Tenho que tratar profissionalmente. Tenho que tratar com respeito. É jogador que se trouxermos para ficar na reserva não vai ficar contente. Quando tiver oportunidade para jogar não vai ter problema, se tiver em ótima fase. Mas também temos que pensar em outras opções, futuro, Marquinhos na seleção olímpica. Jogador que tem futuro não só na seleção principal, mas na olímpica. Também estamos trabalhando em várias frentes. Eu não posso falar com um jogador através de vocês (da imprensa). E mesma coisa o jogador não pode falar através de vocês. Então só levo em consideração o que ele fala para mim. Não quero ter razão, quero ganhar. Quero ouvir, mas tem que ser ouvido em coisas concretas que vão ajudar a seleção, e não individualmente. Hoje a gente está trabalhando com outro sistema que tem muitos assessores, não sabe se é o jogador que falou. Fico muito resguardado quanto a isso.
Thiago Silva treino Paris Saint-Germain PSG (Foto: EFE/Facundo Arrizabalaga)Thiago Silva não voltou a ser chamado para a Seleção após falha na Copa América (Foto: EFE/Facundo Arrizabalaga)

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Nigéria acusa MTN de 10.000 mortes por Boko Haram.

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O presidente nigeriano, Muhammadu Buhari acolhendo seu homólogo sul-Africano Jacob Zuma na Presidência em Abuja, em 08 de março de 2016. Por MOHAMMED Momoh | NATION MEDIA GROUP

O fracasso de telecomunicações da MTN Sul-Africano para registrar mais de 5,1 milhões dos seus assinantes causou a morte de 10.000, disse Presidente Muhammadu Buhari.

Em uma coletiva de imprensa conjunta com a visita do presidente Sul-Africano Jacob Zuma em Abuja na terça-feira, o presidente Buhari disse que seu governo estava irritado, e que a MTN estava livre para negociar a multa de $ 3,9 bilhões que lhe é imposta pela omissão.

"Você sabe como a GSM não estava registrada, então estão sendo usada ​​por terroristas. E entre 2009 até hoje, pelo menos 10.000 nigerianos foram mortos por Boko Haram.

As casualidades
"Foi por isso que a Comissão de Comunicação da Nigéria (NCC) pediu a MTN, para globalmente registrar o resto de seus clientes da GSM. Infelizmente, a MTN foi muito, muito lenta e contribuiu para ocasionar o número de vítimas", disse o presidente Buhari.

A MTN foi multada inicialmente em US $ 5,1 bilhões por NCC por não remover os SIMs não registrados a partir da sua rede.

A multa foi reduzida para US $ 3,9 bilhões após muitas súplicas, mas a MTN foi ao tribunal para para se opor ao pagamento.

Movimentos diplomáticos
Depois de alguns movimentos diplomáticos, a empresa pagou US $ 250 milhões em boa fé e retirou o caso para dar espaço para novas negociações.

O Presidente Buhari disse que a preocupação da Nigéria era basicamente sobre a segurança das vidas e propriedades no meio do terrorismo.

Ele também deu a entender que a ação judicial por MTN retardou a intervenção do governo, uma vez que poderia, então, não interferir sobre o assunto.

Comentário público
"Esta é a primeira vez que eu, pessoalmente, como presidente devo estar a fazer um comentário público sobre o assunto.

"A preocupação do governo federal é basicamente sobre a segurança e não à multa aplicada à MTN '', disse o presidente Buhari.

Ele disse que a Nigéria e África do Sul concordaram em actualizar os seus acordos bilaterais.

Sessão conjunta
O Presidente Zuma tinha dito anteriormente que ambos os países assinaram 30 acordos bilaterais.
O líder da África do Sul disse que estava na Nigéria para consolidar ainda mais as relações cordiais existentes e iniciar novos no campo da economia, da segurança e do comércio.

Para o Presidente Zuma  foi agendada a sessão conjunta na Assembleia Nacional para abordar temas depois desta terça-feira.

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segunda-feira, 7 de março de 2016

Brasil: Suposto traficante é preso no DF com lista de cobrança com 20 nomes; veja.

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Ele foi preso no Vale do Amanhecer, em Planaltina; dívida soma R$ 4,1 mil.
Maconha, crack, cocaína e R$ 595 em espécie foram apreendidos com ele.


Lista reúne 20 clientes do suposto traficante preso no Vale do Amanhecer, em Planaltina, Brasília (Foto: Reprodução)
Lista reúne 20 clientes do suposto traficante preso no Vale do Amanhecer, em Planaltina, Brasília (Foto: Reprodução)

A Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu com um homem suspeito de tráfico de drogas uma lista de cobrança de 20 possíveis clientes com a marcação de quanto cada um devia a ele. William Barbosa Rodrigues, de 24 anos, foi preso em casa na última sexta-feira (4) no Vale do Amanhecer, em Planaltina.
A lista relaciona débitos que, somados, totalizam R$ 4.165. Além do suspeito, outros quatro homens foram levados para a 16ª DP, em Planaltina. Entretanto, de acordo com a Polícia Militar, Rodrigues assumiu a autoria do crime de tráfico e apenas ele foi preso.
Na hora da abordagem, de acordo com a Polícia Civil, o suspeito tentou fugir pulando de um muro. Ele também tentou convencer um vizinho a lhe ajudar.
Com o homem, porções de maconha, crack, cocaína, R$ 595 em espécie e uma balança de precisão foram apreendidos. As drogas estavam escondidas em uma maleta e em um buraco feito no muro da casa de Rodrigues.
A lista, que foi encontrada na casa do suspeito, destaca que o pagamento dos clientes deveria ser efetuado até esta quinta-feira (10). A polícia investiga os nomes relacionados.
Por nota, a Polícia Militar informou que chegou até Rodrigues por meio de denúncia anônima. William Rodrigues responderá por tráfico de drogas. A pena pode chegar a 15 anos de prisão.
Caso semelhante
Em maior do ano passado, um homem foi preso no Distrito Federal com uma uma lista com anotações sobre clientes e pagamentos, que somavam R$ 77 mil. O flagrante ocorreu no Setor de Mansões Mestre D’armas, também em Planaltina.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito foi abordado por aparentar nervosismo ao ver a equipe. Ele tinha ainda um revólver calibre 38, munição e balança de precisão. Também foram apreendidos 500 gramas de cocaína, 500 gramas de crack, 1 kg de maconha e R$ 1.768. O homem foi levado à delegacia. Lá foi autuado por tráfico de drogas de porte ilegal de arma de fogo.
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Porções de maconha, crack, cocaína, R$ 595 em espécie e uma balança de precisão foram apreendidos. (Foto: Polícia Militar/Divulgação)Porções de maconha, crack, cocaína, R$ 595 em espécie e uma balança de precisão foram apreendidos. (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

>> Leia mais e assista vídeo
Dono de distribuidora reage e atira refrigerantes em ladrão armado; vídeo.

Veja a notícia e o vídeo.

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Ministro nigeriano do trabalho morre em acidente de viação.

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O falecido James Ocholi. FOTO | MOHAMMED Momoh


Ministro de Estado da Nigéria, do Trabalho e Produtividade, James Ocholi, morreu em um acidente de viação no domingo.

Ele morreu junto com sua esposa e filho em um acidente de carro em Abuja - na estrada Kaduna.

A declaração do Presidente Muhammadu Buhari é que recebeu a notícia com choque.

O presidente descreveu a morte como um golpe para a sua luta contra a corrupção.

Sr. Ocholi era de área do governo local do estado de Kogi.

Governador Yahaya Bello do Estado de Kogi expressou choque sobre o incidente.

Ele emitiu um comunicado no domingo que descreve a morte do Sr. Ocholi, que era advogado sênior da Nigéria, como uma perda monumental para o estado e para o país.

"O falecido Ocholi era um oficial da lei pragmática, dinâmica, humana e brilhante e era conhecido em todo o mundo por sua abordagem hábil por questões legais e políticas e um dos advogados constitucionais mais inabalável que a Nigéria já produziu", disse o governador do falecido ministro.

Ele também elogiou o ministro mais tarde como um indivíduo de mente progressiva e um pilar intelectual do partido All Progressives Congress (APC).

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quinta-feira, 3 de março de 2016

Angolanos dizem adeus a Lúcio Lara.

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O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, rendeu ontem homenagem a Lúcio Lara, no dia em que foi a enterrar no Cemitério do Alto das Cruzes.

No velório organizado na antiga sede da Assembleia Nacional, por sinal, o último endereço de trabalho de Lúcio Lara, o Chefe de Estado cumprimentou a família do grande combatente.
Nas antigas instalações do Parlamento angolano, onde Lúcio Lara serviu como deputado até Novembro de 2003, quando decidiu abandonar devido à sua saúde, estiveram os titulares dos órgãos de soberania, membros do Bureau Político e do Comité Central do MPLA. Mas também outras figuras, entre representantes dos órgãos de defesa, segurança e ordem pública, líderes religiosos, membros do Corpo Diplomático e de organizações sociais do partido e da sociedade civil.
Em Angola para o enterro de Lúcio Lara, o Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa, também foi à antiga sede do Parlamento angolano, render homenagem ao Comandante Tchiweka. “Estive com Lúcio Lara muitas vezes durante o período da nossa luta pela liberdade. Era um verdadeiro lutador, incansável pela causa da independência de Angola e não só”, assinalou o líder santomense.

Amigo do Povo

Manuel Pinto da Costa referiu-se a Lúcio Lara como ser único que entregou toda a sua vida pela libertação do povo angolano e também de África, em geral. “Foi uma entrega total por estas causas e no caso de São Tomé, foi um grande amigo do povo”, disse o Chefe de Estado santomense, que antes de ir à antiga sede do parlamento angolano, foi recebido pelo Presidente José Eduardo dos Santos, com quem privou durante cerca de 30 minutos.
Cabo Verde também rendeu a sua homenagem a Lúcio Lara, através de Cristina Fontes Lima. A presidente da Mesa do Conselho Nacional do PAICV disse que o arquipélago “tem também um bocadinho de Lúcio Lara, uma figura maior da história angolana, companheiro de Amílcar Cabral e de todos os combatentes pela liberdade da pátria, de Angola e de África”.
“Apresentamos as nossas condolências à família, mas sobretudo queremos destacar o exemplo para as novas gerações”, disse a dirigente do PAICV, que destacou em Lúcio Lara o homem que lutou por ideais, pela independência e que se manteve coerente, preso a valores e a princípios, que acima de tudo merece ser seguido. “O PAICV quer precisamente mostrar esse respeito e inclinar-se perante a memória de Lúcio Lara”, declarou.

Humildade imbatível

“Igual a ele só ele mesmo. Era um ser único, com visão estratégica incrível e imbatível em humildade e simplicidade.” Foi assim que o nacionalista e um dos mais conhecidos dirigentes do MPLA, Manuel Pedro Pacavira, descreveu o amigo e companheiro de causa, Lúcio Rodrigo Leite Barreto de Lara, o Comandante Tchiweka, que foi ontem a enterrar no Cemitério do Alto das Cruzes. O veterano do MPLA entende que do mesmo modo que se diz que o Presidente Neto devia ter vivido mais tempo, o camarada Lúcio Lara, com 86 anos de idade, morreu jovem. “Penso que ele podia ter ficado mais tempo connosco e com saúde”, argumentou o político, realçando a entrega de Lara à causa da libertação de Angola em particular, mas de todas as colónias europeias em África.
Apesar da diferença de idades – contava apenas 20 anos quando do seu primeiro encontro com Lara em Brazzaville - Manuel Pedro Pacavira recorda que ambos tiveram o mesmo percurso histórico e político. “Estivemos sempre juntos, à excepção do período em que nos separámos em Brazzaville quando eu fui para a cadeia e ele ficou no exterior”, assinala.
Um leve sorriso invade-lhe o rosto ao lembrar do “feliz acaso” de ser o primeiro escolhido por Agostinho Neto para ir estabelecer um “contacto preciso” com o camarada Lúcio Lara em 1960. “Tinha que contactá-lo aonde ele estivesse”, sublinha Pacavira, realçando que Neto tinha chegado a Luanda proveniente de Portugal e desconhecia o paradeiro dos outros, que também não sabiam aonde se encontrava Neto. “Neto tinha apenas uma ideia de que Lúcio se encontrava em Tanjir e mandatou-me para Brazzaville à procura dele. Felizmente, quando chego a Ponta Negra encontro já os contactos de Lúcio Lara, isto em Fevereiro de 1960”, assinala o nacionalista, que recorda ter sido nesse encontro, e já em Brazzaville, que, com Lara, foram lançadas as bases para uma organização clandestina e traçado um plano de luta.

Sacudir o colonialismo

Sobre o significado do encontro, Manuel Pedro Pacavira resume apenas que, no conjunto, foi apenas fruto da “determinação de dois homens colonizados que pretendiam sacudir o colonialismo, dois angolanos cansados da opressão colonial”. O nacionalista recorda de um outro encontro com Lúcio Lara, já depois do 25 de Abril de 1974. “Havia nessa altura necessidade de um contacto entre os camaradas que estavam no interior e que se encontravam no exterior. Mais uma vez em Brazzaville, o primeiro dirigente que encontrei foi justamente o camarada Lúcio Lara”.
Manuel Pedro Pacavira recorda um terceiro encontro com Lúcio Lara, que considerou, tal como os anteriores, outro momento histórico. “Eu e o camarada Hermínio Escórcio estávamos encarregues da organização interna da recepção da primeira delegação do MPLA, que regressa a Angola no dia 8 de Novembro de 1974, chefiada por Lúcio Lara. Andámos sempre juntos. Lúcio Lara, até à vinda do Camarada Presidente Neto, não dava um passo sem a minha companhia. Quando tivéssemos que sair para fora de Luanda, ou ir ter com as autoridades portuguesas era sempre comigo, até que chegou Neto e entregámos as coisas ao Camarada Presidente”, lembra.
O histórico do MPLA considerou a lealdade, a humildade e a extraordinária visão estratégica, como qualidades fortes de Lúcio Lara. Conta que enquanto outros hesitaram e distanciaram-se até, apontando defeitos no Presidente Neto, Lúcio Lara manteve-se sempre ao seu lado. “Tudo isso fruto da capacidade e visão estratégica, por ser capaz de perceber quem era o melhor entre nós. Por ver em Agostinho Neto as qualidades de um guia, um líder capaz de levar o processo até às últimas consequências a favor do povo angolano”.
Manuel Pedro Pacavira nota outras peculiaridades de Lúcio Lara, a quem qualificou de “marxista puro” e de uma simplicidade incomum. “Era uma pessoa simples, extremamente austera, além de incontroverso nas suas convicções políticas. Um marxista de verdade”, frisou. O veterano do MPLA diz desconhecer se Lúcio Lara frequentou alguma escola marxista, mas está convicto de que nas suas práticas do dia-a-dia era brilhante, um marxista puro, que sempre acreditou não só numa Angola unida, mas numa só África. “Era um marxista com uma visão africanista. Um africanista de verdade. África para os africanos. De modo algum numa perspectiva da negritude, mas um africanista na verdadeira essência. Ele morreu a pensar que África é uma só”, conclui.
O presidente da FNLA, Lucas Ngonda, também esteve no velório. Em declarações à reportagem do Jornal de Angola, o deputado destacou a dimensão de Estado de Lúcio Lara. Ngonda defendeu que ao falar-se dos movimentos de libertação é preciso consciência de que passados 40 anos, todas as figuras que lutaram para que Angola tenha a identidade que tem hoje, deixaram de ser figuras partidárias. “São figuras nacionais e fazem parte da memória colectiva e da identidade histórica do país”, frisou.
O político assinalou que como militante da FNLA, caminhou numa margem diferente da de Lúcio Lara, mas que o destino era o mesmo. “O nosso combate era o mesmo, e o resultado a que chegámos era o esperado: o fim do colonialismo português”.

Onofre dos Santos

Onofre dos Santos, juiz conselheiro do Tribunal Constitucional, destacou a preocupação de Lúcio Lara em relação à preservação da história, pensando sempre na vertente histórica dos acontecimentos registados em documentos que deram lugar ao projecto Fundação Tchiweka de Documentação. “Sem documentação não há História, e o Centro de Documentação Tchiweka equivale praticamente à Torre do Tombo em Portugal”, disse.
O magistrado considerou o acervo documental reunido por Lúcio Lara e a mulher, um tesouro de valor inestimável. “Temos realmente um manancial para a juventude estudar porque todos nós temos ideias feitas, preconceitos, mas temos a obrigação de procurar a História a partir dos detalhes e os factos que só os documentos nos podem dar”.
Onofre dos Santos considerou Lúcio Lara um homem extraordinário, que dedicou uma vida inteira à luta de libertação nacional. “Com humildade, com empenho, e sem nunca vacilar, tornou-se essa figura extraordinária não só para Angola, mas para toda a África, e a melhor homenagem que as pessoas podem fazer é estudar a documentação que deixou”, referiu.
O ex-Presidente de Cabo Verde Pedro Pires expressou a sua solidariedade para com a família de Lúcio Lara e com o povo angolano. Também foram enviadas mensagens de Aurélio Martins, presidente do MLSTP/PSD, de São Tomé e Príncipe, do Comité Central do Partido Comunista de Cuba e do Comité Central do Partido Comunista Português.

Indubitável verticalidade

Ao ler o elogio fúnebre, já no Cemitério do Alto das Cruzes, o vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, destacou o papel de Lúcio Lara na luta clandestina, na criação do MPLA, na luta de libertação nacional, na conquista da Independência e na manutenção da integridade territorial do país.
Roberto de Almeida sublinhou a fundação do Clube Marítimo Africano, do Movimento Anti-Colonial em que Lúcio Lara participou ao lado de Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Noémia de Sousa e Mário Pinto de Andrade. O vice-presidente do MPLA realçou que Lúcio Lara foi co-fundador do partido.
A forma de ser e de estar, disse, demonstravam o exemplo de humildade e de modéstia de Lúcio Lara. “Não só pela sua forma de estar e de se apresentar, como também pela sua entrega à causa do povo, amor à pátria e ao próximo, valores que perseguiu na sua vida com indubitável verticalidade e determinação”, disse. Roberto de Almeida sublinhou que Lúcio Lara dedicou também o seu trabalho à educação das crianças de outros países, através da participação nos acampamentos de pioneiros, do movimento juvenil e estudantil internacional.
“Despedimo-nos hoje de um nacionalista da primeira hora, que ajudou a desbravar os tortuosos caminhos que os angolanos trilharam, com confiança e determinação, por isso merecedor do título de precursor da independência nacional”, disse Roberto de Almeida, realçando que Lúcio Lara foi um patriota convicto e de uma verticalidade ímpar.
O secretário de Estado dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Clemente Cunjuca, referiu na mensagem que Lúcio Lara foi um destacado activista e dirigente do nacionalismo angolano, grande precursor da organização dos pioneiros de Angola e do sistema de educação nas zonas libertadas e dinamizador dos centros de instrução revolucionária.

Exemplo de Humildade


Clemente Cunjuca sublinhou que Lúcio Lara foi um artífice da luta de libertação nacional ao lado do primeiro Presidente da República de Angola, Dr. António Agostinho Neto. “Apesar da sua reconhecida trajectória, como destacado comandante de tropas e dirigente político, Lúcio Lara recusou ser patenteado ao grau militar de general, por não se considerar um militar de profissão”, disse.
O secretário de Estado referiu que Lúcio Lara recusou de forma “expressa e oficial”, gesto revelador de “um profundo exemplo de humildade e de comprometimento desinteressado com a causa libertária do povo angolano”.
Paulo Lara, filho de Lúcio Lara, falou em nome da família. Destacou as qualidades do seu pai como nacionalista que soube conciliar as actividades políticas e familiares. “Desculpa-nos por falarmos um pouco mais de ti, rompendo a tua modéstia e simplicidade. Mais do que pai dos teus filhos, foste um dos pais do teu Movimento, o MPLA. Aprendemos contigo que o ser-se família de um dirigente não significava ter-se mais direitos ou regalias, mas sim, mais deveres. Que os direitos não devem medir-se em função das descendências, mas sim pelas capacidades e méritos de cada um”, disse.
Paulo Lara também agradeceu o apoio do  Estado angolano, através do Presidente da República, e da direcção do MPLA. Também participaram nas exéquias fúnebres, Deolinda Guisimane, membro do Conselho de Estado da República de Moçambique, e Victor Ramalho, membro da Comissão Política Nacional do Partido Socialista de Portugal. Também estiveram presentes os representantes da Federação Democrática das Mulheres, da Organização das Mulheres de Cabo Verde, da União das Mulheres da República do Congo Brazzaville, da Organização das Mulheres de São Tomé e Príncipe, da Liga das Mulheres da SWAPO, e da Organização das Mulheres do Partido Trabalhista do Brasil.
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ANGOLA: MANUEL VICENTE DESMENTE MAS NÃO CONVENCE.

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O Vice-Presidente da República, Manuel Domingos Vicente, declarou hoje que são falsas e atentatórias ao seu bom nome informações veiculadas pela imprensa de todo o mundo, com excepção para a que pertence ao regime, sobre o seu suposto envolvimento em factos que estarão a ser objecto de uma investigação, em Portugal.

Eis o comunicado emitido por Manuel Vicente e recebido na Redacção do Folha 8:

“Tem estado a ser veiculadas pela comunicação social notícias dando conta do meu suposto envolvimento em factos que estarão a ser objecto de uma investigação conhecida por “Operação Fizz”, conduzida pelas autoridades judiciárias portuguesas.
Desconheço se o veiculado pela comunicação social corresponde ou não àquilo que estará a ser efectivamente investigado. Porém, os relatos apresentados por diversos órgãos de comunicação a meu respeito, para além de não corresponderem à verdade, atentam gravemente contra o meu bom nome, a minha honra, imagem e reputação.
Na verdade, sou completamente alheio, nomeadamente, à contratação de um magistrado do Ministério Público português para funções no sector privado, bem como a qualquer pagamento de que se diz ter beneficiado, conforme relatos da comunicação social, alegadamente por uma sociedade com a qual eu não tinha nenhuma espécie de relação, e que não era nem nunca foi subsidiária da Sonangol.
Quanto ao processo arquivado, ao que sei uma simples averiguação de origem de fundos relativos à compra de um imóvel, confiei a minha representação a um advogado, o qual apresentou comprovação cabal da origem lícita dos fundos, com o que o processo não poderia deixar de ter sido arquivado – comprovação essa que, se necessário, poderá ser renovada.
O envolvimento do meu nome na investigação ora em curso, não tem, pois, qualquer fundamento; não obstante, estou totalmente disponível para o esclarecimento dos factos na parte em que me dizem respeito, de modo a pôr termo a qualquer tipo de suspeições, e, com certeza, tudo farei para que sejam devidamente reparados os graves danos causados à minha pessoa.”

Uma tradução linear

O vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, diz ser “completamente alheio à contratação” do procurador Orlando Figueira, para o sector privado, assim como a “qualquer pagamento” de que alegadamente aquele magistrado beneficiou.
O actual vice-presidente de Angola reagia, por insistência – segundo apurou o Folha 8 – do Presidente José Eduardo dos Santos, às notícias (ocultadas pelos órgão do regime – Jornal de Angola, TPA, RNA e Angop) sobre o seu suposto envolvimentos em factos relacionados com a investigação da “Operação Fizz”, conduzida pelas autoridades judiciárias portugueses, e que levou à detenção e à medida cautelar de prisão preventiva de Orlando Figueira, antigo procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).
Manuel Vicente, antigo presidente da Sonangol, salienta que o seu envolvimento na investigação portuguesa “não tem, pois, qualquer fundamento”, porém manifesta-se “totalmente disponível para o esclarecimento dos factos (…), de modo a por termo a qualquer tipo de suspeições”.
Quererá essa disponibilidade dizer que Portugal não precisa de emitir, através da sua Procuradoria-Geral, uma carta rogatória para a nossa PGR, solicitando os seus bons ofícios para notificar Manuel Vicente, pedindo respostas às perguntas processuais que depois – se dadas – seriam enviadas para Lisboa?
Quererá essa disponibilidade dizer que Portugal não precisará de notificar Manuel Vicente para que este seja ouvido em Lisboa ao abrigo da convenção de auxílio judiciário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), situação que só por si garante a Manuel Vicente que não será detido nem impedido de regressar a Angola?
Quererá essa disponibilidade dizer que Manuel Vicente constituiu de facto um advogado no sentido de este contactar o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) para calendarizar o interrogatório?
Quanto ao processo arquivado por Orlando Figueira, no início de 2012, no comunicado, o vice-presidente angolano refere que, ao que sabe, foi uma “simples averiguação de origem de fundos, relativos à compra de um imóvel”. “Confiei a minha representação a um advogado, o qual apresentou comprovação cabal da origem lícita dos fundos, com o que o processo não poderia deixar de ter sido arquivado – comprovação essa que, se necessário, poderá ser renovada”, acrescenta.
Orlando Figueira, com licença sem vencimento desde Setembro de 2012, está indiciado por corrupção na forma agravada, branqueamento de capitais e falsidade informática, encontrando-se em prisão preventiva, no estabelecimento prisional de Évora.
No mesmo processo, foram ainda constituídos arguidos, o advogado Paulo Blanco, por suspeitas de corrupção activa, e uma entidade colectiva, que oficialmente ainda se desconhece qual é.
O procurador Orlando Figueira foi responsável, entre outros, pelos processos “BES Angola” e pelo “Caso Banif”, relacionado com capitais angolanos, tendo arquivado este último.

O Senhor Petróleo

Não sendo de origens abastadas, como é que Manuel Vicente se torna numa das figuras mais ricas do regime? Em 1991 entrou para a Sonangol como funcionário e ocupando o cargo director-adjunto até 1998, chegando a presidente um ano depois.
Foi Manuel Vicente quem liderou negociações com os gigantes mundiais do petróleo, como a Exxon Mobil, a Chevron, a Total, a Elf ou a BP. Em 2011, o ultimo ano de Manuel Vicente na Sonangol, as receitas da petrolífera ascenderam a cerca de 34 mil milhões de euros, montante que coloca a empresa ao nível dos gigantes mundiais como a Amazon ou a Coca-Cola.
A gestão de muitos milhões, feita por meios opacos, de há muto que colocou a Sonangol no radar da corrupção. Isso mesmo foi dito pela Global Witness e Fundo Monetário Internacional.
Em 2011 a Sonangol teve 34 mil milhões de euros de receitas. Nesse ano o FMI detectou um buraco nas contas nacionais de Angola de cerca de 32 mil milhões de dólares americanos entre 2007 e 2010. Um montante que, alegadamente resultante das receitas de direitos petrolíferos, que a Sonangol nunca transferiu para o Estado. A gestão de Manuel Vicente fica igualmente marcada por 4,2 mil milhões de despesas não registadas da Sonangol.
Embora pouco transparente, o sucesso de Manuel Vicente na Sonangol catapultou-o para o círculo íntimo do presidente, sentando-o ao mesmo nível de ‘Kopelipa’ e ‘Dino’, para além de interlocutor-mor dos negócios com Isabel dos Santos e os filhos de José Eduardo dos Santos.

No meio de todo este imbróglio importa recordar que, em 2013, depois da abertura, em Portugal, de investigações criminais por suspeitas de branqueamento de capitais contra João Maria de Sousa, procurador-geral da República, o general ‘Kopelipa’ e o próprio Manuel Vicente, José Eduardo dos Santos anunciou formalmente o fim da “parceria estratégica com Portugal”.
#http://jornalf8.net/

Conflitos forçam moçambicanos a fugir de Tete.

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Apesar de as tensões entre RENAMO e FRELIMO terem diminuído nos últimos dias, moradores continuam a abandonar os distritos de Moatize e Tsangano. Violência gera refugiados e afeta comércio e rede hoteleira.
Terminal dos transportes de Moatize, onde chegam muitos refugiados
Apesar de não ter havido registo de confrontos militares nos últimos dias entre homens armados da RENAMO e as forças de segurança da FRELIMO na província de Tete, várias pessoas continuam a abandonar as regiões de Nkondedzi e Chibaene, nos distritos de Moatize e Tsangano.
Em Nkondedzi, mais de seis mil moçambicanos já terão atravessado a fronteira para o Malawi à procura de segurança. Algumas centenas optaram por encontrar refúgio noutros pontos da província de Tete.
O criador de gado Raúl Macaza, que vive na comunidade próxima aos locais dos confrontos, retirou há uma semana todo gado daquela zona, por temer novas confrontações. Macaza passou toda a noite a levar os animais a pé de Nkondedzi até a vila de Moatize.
“Eu também não podia ficar lá sozinho, com os animais, enquanto os donos estão a sair. As casas estão fechadas, os currais sem animais. Naquele dia fui obrigado a tirar o gado”, conta.
Moradores que ainda resistiam em deixar suas casas decidiram sair em busca de lugares mais seguros. Eles alegam que as forças de defesa estão a cometer atrocidades contra as pessoas que ainda continuam nas comunidades.
Raúl Macaza, de Nkondedzi: "As casas estão fechadas, os currais sem animais. Fui obrigado a tirar o gado"
“Quando as forças de defesa chegam costumam queimar as casas. Nós estamos cansados de dormir no mato”, relata Lasten Gift, que se refugiou em Nkondedzi.
Gift vivia na zona de Ndande. Apesar de perder a casa, deixou um terreno agrícola. Mas agora receia regressar por medo de morrer. “O problema é que quando as forças de defesa chegam, matam as pessoas que estão a trabalhar. Temos muito medo de andar e fazer a nossa vida”, relata.
Um transportador de passageiros que opera na rota que liga a cidade de Tete à vila de Angónia, no norte da província, diz que nas últimas semanas tem transportado muitos residentes de Nkondezi que procuram abrigo em Moatize. Os refugiados só pretendem retornar aos seus locais de origem quando já não houver tensão político-militar.
Tensão político-militar
A RENAMO reitera que, a partir deste mês, vai governar nas seis províncias onde reclama ter vencido nas eleições de 2014. Facto que também está a precipitar a fuga de pessoas de Nkondedzi, por receio de novos confrontos.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Tete garante que há calma e tranquilidade em Nkondedzi e Chibaene. “Na província de Tete, a situação político-militar está calma. Mas o que pode acontecer nos próximos dias não sabemos. Esperemos para ver”, afirma Luís Núdia, porta-voz do comando provincial em Tete.
Luís Núdia, porta-voz do comando provincial da PRM em Tete diz que a situação está calma em Nkondedzi e Chibaene
O governador da província, Paulo Auade, disse ao canal de televisão moçambicano STV que os refugiados no centro de Kapise, no Malawi, onde se encontram muitos moçambicanos, são malawianos assolados pela seca, que procuram ajuda. “Não há nenhum refugiado. Aqueles que estão no Malawi são deslocados. Se verificar bem, tem mais crianças e mulheres do que homens armados”, ressalvou.
Enquanto prevalece a tensão político-militar muitas empresas que operam na província de Tete começam a acumular prejuízos, devido à retração de investimentos. “Se não houver estabilidade política, obviamente não haverá estabilidade económica. O económico nunca se separa do político”, alerta Hermínio Nhantumbo, vice-presidente do Conselho Empresarial de Tete.
O setor hoteleiro também está a ressentir-se dos impactos do recrudecimento dos ataques em Nkondedzi. Nos últimos dias, vários hotéis em Tete registam uma ocupação diária de apenas três a quatro pessoas.
“As empresas estão restringidas a investir em Tete, porque as coisas não estão como antes. Com estes conflitos, o fluxo dos hóspedes tende a reduzir”, relata Clemente Ibrahimo, administrador de um hotel em Moatize.
As mineradoras que operam em Tete evitam pronunciar-se oficialmente sobre os impactos da tensão política, alegando que o assunto cabe às autoridades governamentais.
#dw.de

O ex-ministro da Defesa da Zâmbia liberado após a prisão breve.

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O ex-ministro da Defesa da Zâmbia Geoffrey Mwamba foi preso quarta-feira por perfuração ilegal.

O porta-voz da Polícia da Zâmbia Charity Chanda disse a repórteres que o Sr. Mwamba foi preso e detido na Delegacia Woodlands sob a acusação de perfuração ilegal.

O empresário de Lusaka rico foi liberado mais tarde de vínculo, disse sua equipe de advogados de oito membro.

Ele é susceptível de aparecer no tribunal em breve, acrescentou a equipe.

Sucessão caótica

Sr. Mwamba foi ministro do presidente falecido Michael Sata, mas eles se desfez do cargo devido as diferenças na chefia no norte da Zâmbia de onde o ex-vem.

Após a morte do Sr. Sata em 2014, o Sr. Mwamba ofereceu a si mesmo durante um congresso a sucessão caótica para substituí-lo, mas foi derubado pelo Sr. Miles Sampa, que era na época líder de um partido de oposição, a Frente Democrática.

Depois que o partido do governo estabeleceu o incumbente Edgar Lungu como candidato na eleição Janeiro de 2015, o Sr. Mwamba optou por sair e depois se juntou ao Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional.

Polícia da Zâmbia em 27 de fevereiro de 2016 prendeu 21 jovens na propriedade Luanshya  do Sr. Mwamba levando junto com eles algumas supostas "armas ofensivas".

Direitos humanos

Mais tarde a polícia exibiu facões e uma pistola, como parte dos itens que foram recuperados da propriedade que estava sendo usado como um ginásio por alguns jovens do partido UPND.

O líder do Partido Hakainde Hichilema descreveu a ação como supressão dos direitos humanos.

A polícia teve que disparar gás lacrimogêneo para dispersar quadros de UPND que haviam escoltado Sr. Hichilema e comitiva do Sr. Mwamba quando a situação virou incontrolável.

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quarta-feira, 2 de março de 2016

Manuel Vicente excluído da sucessão presidencial em Angola?

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O jornalista Alexandre Neto duvida que a investigação ao vice-presidente angolano por alegada corrupção de um procurador português tenha abalado a presidência. E questiona se Vicente alguma vez terá sido o preferido.
O presidente do Instituto de Comunicação Social de África Austral em Angola (MISA-Angola), Alexandre Neto Solombe, relativiza a notícia avançada pelo semanário português Expresso, que escreveu que o caso em Portugal poderia afastar definitivamente o vice-presidente angolano da corrida à sucessão do Presidente José Eduardo dos Santos.
O ex-procurador português Orlando Figueira, que está neste momento em prisão preventiva, terá recebido 200 mil euros, em janeiro de 2012, no dia em que arquivou um inquérito-crime sobre Manuel Vicente, entre outros arguidos. Outro dos arguidos é o advogado Paulo Amaral Blanco, que representou Manuel Vicente na compra de um apartamento no edifício Estoril Sol, em 2012, e cujo escritório foi alvo de buscas.
O semanário português diz que as críticas suscitadas pelo caso teriam agastado José Eduardo dos Santos, que terá pedido uma investigação aos negócios de Manuel Vicente relativos ao tempo em que liderou os destinos da Sonangol, a petrolífera estatal angolana. Alexandre Solombe afirma que a informação avançada pela publicação é algo inédito. Porém, não acredita que o regime angolano tenha ficado abalado com a notícia.
"Fazendo parte de uma hierarquia de direção política do país, e nas condições em que Angola se encontra presentemente, completamente embebida num manto de corrupção, tenho dúvidas que acontecimentos como este abalem a presidência da República", declarou à DW África, sublinhando que a imagem que existe de Angola é uma "imagem de corrupção generalizada que o país está a viver".
Proteger imagem de JES
Para o presidente do MISA-Angola, a informação de que o Presidente terá pedido uma investigação contra Manuel Vicente faz parte de uma táctica dos serviços secretos de Angola para desviar as atenções e, desta forma, proteger a imagem de José Eduardo dos Santos de mais um escândalo envolvendo um dos seus braços direitos.
"Pode fazer parte da estratégia passar a informação de que o Presidente da República esteve alheio a este acontecimento e, como tal, está efetivamente abalado", explica."Os serviços secretos muitas vezes funcionam com este propósito: procurar imacular a imagem do Presidente da República".
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Alexandre Solombe alega qualquer investigação a Manuel Vicente não deve deixar de fora Isabel dos Santos e outras figuras do círculo presidencial. "Seria a primeira figura de proa a cair nas malhas da investigação e desde logo orientadas pelo Presidente da República", afirma.
O jornalista lembra que o próprio Presidente declarou tolerância zero à corrupção, mas "não fez nada" até ao momento. "Angola é um país embebido em grandes escândalos, com o envolvimento da própria filha [Isabel dos Santos], que não consegue justificar como se enriquece em 12 anos. Não há nada que justifique que a filha do Presidente tenha a riqueza que ostenta", critica.
Quanto à informação avançada pelo semanário português de que a investigação poderá servir de pretexto para afastar definitivamente o vice-presidente angolano do processo de sucessão presidencial, o presidente do MISA-Angola questiona: "Será que Manuel Vicente alguma vez esteve no plano número um na sucessão do Presidente da República, com todos os movimentos periféricos dos filhos – e da filha em particular?".

#dw.de

Funcionários aduaneiros no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta no Quénia (JKIA) apreenderam 6 quilograma de entorpecentes.

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Funcionários aduaneiros no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta no Quénia (JKIA) apreenderam 6 quilograma de entorpecentes nesta segunda-feira que vinha escondido em pacotes transportados.

Oficiais ligados à Autoridade de Divisão de Apreensão do Kenya (KRA) que estavam em uma missão de triagem de rotina no armazém da Corporação Postal do Kenya no JKIA, quando encontraram pacotes marcados como peixe seco.

Os pacotes cuidadosamente escondidos tinham sido enviados a partir de um endereço de um senegalês para posterior envio para o Reino Unido através de Benin através do serviço de correio Post Office.

O narcótico

O Comissário Julius Musyoki da Alfândega e Controle de Fronteiras disse em um comunicado que os testes preliminares indicaram que a substância ou entorpecente era bhang.

"Nossos oficiais assistidos por cães farejadores, entre outras soluções de tecnologia, teriam sido alertados para garantir que as substâncias proibidas não são exportados ou importados através dos nossos pontos de fronteira", disse ele.

Ele pediu que as empresas de entrega e dos serviços postais internacionais para estarem em alerta máxima para evitar que sejam usados ​​como canais de transporte por traficantes de drogas.

os culpados

Sr. Musyoki disse que as investigações tinham sido lançadas pela Unidade de Anti-Narcóticos.

"A descoberta na instalação da Corporação Postal será prosseguido com investigação para garantir que os culpados sejam levados à justiça", disse ele.

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terça-feira, 1 de março de 2016

ANGOLA: MORREU LÚCIO LARA

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lúcio-lara

O nacionalista angolano e membro fundador do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) Lúcio Lara morreu ontem, em Luanda, vítima de doença prolongada.
Lúcio Lara, filho de pai português e mãe angolana, tinha 86 anos. Natural da província do Huambo, o nacionalista angolano fez os seus estudos em Portugal.
A sua militância no partido maioritário iniciou-se na década de 1950, em Angola e entre angolanos no exílio, tendo sido eleito secretário da organização e dos quadros do partido na primeira conferência nacional do MPLA, em Dezembro de 1962. Posteriormente, passou a secretário-geral.
O Bureau Político do Comité Central MPLA considera Lúcio Lara, que morreu este sábado em Luanda, por doença, “um artífice da luta pela independência de Angola”.
Em comunicado, o Bureau Político do MPLA refere a “profunda comoção” causada pela morte deste nacionalista e realça a “inestimável participação” de Lúcio Lara em prol da autodeterminação dos angolanos.
“Nascido aos 9 de Abril de 1929, o camarada Lúcio Lara foi um artífice da luta pela Independência de Angola, ao lado do primeiro Presidente de Angola, Dr. António Agostinho Neto, e outros eminentes nacionalistas, tendo inscrito o seu nome com letras de ouro na nossa história recente, pela sua inestimável participação na árdua caminhada em prol da Liberdade, da Autodeterminação e da Independência Nacional”- lê-se no comunicado.
Pelo infausto acontecimento, o Bureau Político do Comité Central do MPLA “inclina-se perante a memória deste ilustre combatente da pátria angolana” e endereça as condolências à família enlutada em nome dos seus militantes, simpatizantes e amigos.
Para se saber com exactidão quem foi, na óptica do regime, Lúcio Lara, nada melhor do que transcrever o texto do Jornal de Angola:
“Também conhecido por Tchiweka, pseudónimo de guerra escolhido em homenagem à terra da sua mãe, uma aldeia situada no Huambo, a morte de Lúcio Lara é a partida de uma das principais figuras da luta pela independência do país do jugo colonial.
Lúcio Lara foi o exemplo de jovens que, na década de 40 do século XX, abraçaram os ideais de liberdade e de progresso e, determinados, formaram um amplo movimento de libertação nacional com o objectivo de quebrar as algemas da repressão e devolver ao povo angolano o sonho de independência que a implantação do colonialismo havia roubado.
A repressão colonial fascista fez emergir uma geração de angolanos que procurou, dentro e fora do país, criar as condições para que o processo de luta anti-colonial ganhasse uma outra dinâmica e reconhecimento a nível africano e internacional.
É neste contexto que Lúcio Lara se destaca como um dos impulsionadores de todo o processo de organização política que veio a desenvolver-se, tendo como ponto de partida a Casa dos Estudantes do Império, em Coimbra, onde se encontrava a estudar e onde deu início à actividade política, em 1949. Com Agostinho Neto, Humberto Machado, Zito Van-Dúnem, e outros nacionalistas, Lara fazia também parte do Clube Marítimo Africano, em Lisboa, importante ponto de encontro para troca de informações, de documentos e de coordenação da luta clandestina contra o poder colonial.
Quando a PIDE (polícia secreta portuguesa) desencadeia uma vaga de perseguições e detenções, entre 1950 e 1959, Lúcio Lara refugia-se na Alemanha. É seguindo, depois, a rota Tunes (Tunísia), Rabat (Marrocos) e Conacry (Guiné Conacry) que faz o regresso ao continente. A partir desta última capital, enceta um intenso trabalho político que, em conjunto com Agostinho Neto e demais nacionalistas, o vai guindar à posição de co-fundador do Movimento Popular de Libertação de Angola.
A participação na luta de libertação nacional, a entrega total à causa do povo angolano, o empenho para tornar Angola um país uno e indivisível, fizeram de Lúcio Lara uma figura incontornável no seio do MPLA.
A luta gloriosa levada a cabo ao longo de 14 anos de guerrilha em Angola, que se espalhou praticamente por todo o país, a par das guerras de libertação que teve de enfrentar nas outras ex-colónias, levaram o poder colonial a claudicar. O golpe de Estado que em 25 de Abril de 1974 pôs fim à ditadura colonial fascista em Portugal foi o corolário de todo esse longo processo de desarticulação da máquina que Salazar havia montado.
Como resultado, a 8 de Novembro de 1974 Lúcio Lara aterrava em Luanda à frente da primeira delegação do MPLA que se deslocou à capital angolana depois do derrube da ditadura em Portugal. Viria então preparar o regresso de Agostinho Neto, que teria lugar em Fevereiro de 1975.
Foi Lúcio Lara quem empossou Agostinho Neto como primeiro Presidente de Angola, e foi também Lúcio Lara quem deu posse ao Presidente José Eduardo dos Santos, depois do desaparecimento físico do fundador da nação.
Falar de Lúcio Lara é tão somente falar de um dos grandes vultos da política angolana que, ao lado de Agostinho Neto, marcou de forma inapagável um dos mais ricos períodos da história da luta pela autodeterminação do povo angolano e pela afirmação de Angola como país soberano no concerto das nações.
Com a sua morte, parte o último fundador até então vivo do Movimento Popular de Libertação de Angola.
Não é este texto, como é óbvio, suficiente para traduzir a dimensão política de um homem da envergadura de Lúcio Lara.
Os grandes homens podem partir, mas as suas obras ficam para a eternidade como testemunho da sua grandeza, da sua estatura política, cultural, moral e cívica invulgares. Angola agradece por tudo quanto Lúcio Lara foi capaz de fazer para engrandecer o país e tornar os angolanos cidadãos dignos no mundo, sem vergonha da sua própria identidade.”

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Gabão: Presidente confirma candidatura ao segundo mandato.

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Presidente Ali Bongo Ondimba do Gabão fora do Palácio do Eliseu, em Paris. ARQUIVO | NATION MEDIA GROUP

O Presidente gabonês Ali Bongo Ondimba confirmou sua intenção de concorrer a um segundo mandato nas eleições ainda a ocorrer este ano.

"Eu anuncio minha candidatura para a eleição presidencial deste ano", revista de notícias Pan-Africano, Jeune Afrique citou declaração do Presidente Bongo durante uma visita ao hub de petróleo de Port Gentil na segunda-feira.

A cidade é considerada o reduto tradicional para a oposição.
Presidente Bongo, de 57 anos, que sucedeu a seu pai falecido, Omar Bongo Ondimba, e ganhou a eleição disputada em 2009, está se aproximando do final do seu primeiro mandato de sete anos no comando da nação Africana Central que não tem limite de mandatos presidenciais.

Nossos ancestrais
"Com a graça de Deus, as bênçãos de nossos antepassados ​​e seu apoio, eu sou candidato para a eleição presidencial", disse o Presidente Bongo em seu tweeter.

Ele vai procurar estender o mandato da metade dos governistas do Partido Democrático Gabonês, um aperto do século no país produtor de petróleo.

A eleição é amplamente esperada para ocorrer em agosto, embora a data ainda está para ser confirmada pelas autoridades.

O investimento público
Durante seus quase sete anos de posse, o Presidente Bongo tem procurado reformar e diversificar a economia do petróleo - dependência do Gabão e aumentar o investimento público, embora alguns de seus programas ambiciosos foram atingidos pela queda dos preços das commodities.

A oposição no Gabão apoia o ex-presidente da União Africana, o Dr. Jean Ping, como seu candidato para a eleição.

"Após uma reunião, estou oficialmente nomeado como o único candidato da Frente de Oposição para a mudança política (FOPA) na eleição presidencial !," disse o Dr. Ping postando no Twitter.

Grupo privilegiado
Presidente Bongo sublinhou a necessidade de lutar contra um "sistema de privilégios" em um país onde a maior parte da riqueza do petróleo tem historicamente beneficiado a uma pequena elite.

Tanto o Presidente Bongo e Dr Ping pertencem ao grupo privilegiado e podem, portanto, lutar para convencer os eleitores de que a distribuição da riqueza era uma prioridade.

O sistema eleitoral de uma rodada do Gabão é visto como favorecedor do operador histórico e a maioria dos analistas espera que o operador histórico possa permanecer como presidente, embora eles também apontam para o risco de instabilidade devido à alta tensão entre os apoiantes e opositores do partido no poder.

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PAIGC rejeita proposta do Presidente da Guiné-Bissau para resolver crise.

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O PAIGC, partido no Governo na Guiné-Bissau endereçou esta segunda-feira (29.02.) uma carta ao Presidente da República, José Mário Vaz, em que rejeita a proposta de acordo para resolver a crise política no país.
Guinea-Bissau Jose Mario Vaz
Tanto o PAIGC bem como a mesa da Assembleia Nacional Popular rejeitaram a proposta feita pelo Presidente da República, José Mário Vaz, para pôr termo à crise política vigente na Guiné-Bissau.

José Mário Vaz tinha dado aos atores políticos até esta segunda-feira (29.02.) para que se pronunciassem sobre a proposta que conta com 10 pontos que chamou de "acordo político de incidência parlamentar para a estabilidade governativa".
Na proposta, apresentada na última quinta-feira (25.02.) as diferentes partes deveriam desistir de todas as queixas interpostas na justiça e os 15 deputados expulsos do Parlamento deveriam retomar os seus lugares.

Por outro lado, o Governo manter-se-ia em funções, mas também teria que trabalhar para arranjar consensos no Parlamento para que o seu programa, o Orçamento Geral de Estado e outros instrumentos da governação fossem aprovados.

O acordo prevê igualmente incentivar o Governo a acelerar os trabalhos da revisão constitucional, a reforma do sector da defesa e segurança, bem como o estabelecimento de mecanismos do combate à corrupção, entre outras medidas.

"Proposta não reflete realidade do país"

Pela voz de Manecas dos Santos, membro do bureau político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, o PAIGC considerou que a proposta de José Mário Vaz não reflete a realidade do país, mas sim serviria para situações de pós golpe de Estado. “Isso parece muito com os acordos celebrados depois do último golpe, ou seja um pacto de transição. Mas não estamos numa fase transição, há uma legalidade que está de pé, há um Presidente da República, existe um Governo e uma Assembleia Nacional Popular que funciona. Para além disso há um partido, o PAIGC, que ganhou as eleições legislativas com uma maioria absoluta. É preciso não esquecer esse facto”, sublinhou Manecas dos Santos.
Manecas dos Santos, durante a guerrilha do PAIGC (1971)
À luz do acordo também seria criado uma espécie de Governo de unidade nacional, que teria como tarefas primordiais a retoma do diálogo com os parceiros sobretudo para que as promessas da mesa redonda de Bruxelas sejam executada.

"A saída é respeitar a lei"
Segundo, Manecas dos Santos, não há crise que justifique a proposta do Presidente e afirma que “quando se constatam diferendos numa sociedade existem instituições próprias para os solucionar e essas instituições são os tribunais. A saída é uma só, ou seja continuarmos a respeitar a lei”.

Para o PAIGC, a proposta do chefe de Estado "apenas levou em conta" as ideias dos 15 deputados do partido, expulsos da militância e do Parlamento, bem como as ideias do Partido da Renovação Social (PRS), que lidera a oposição, e "eventualmente" as opiniões da Presidência da República, disse Manuel dos Santos.
PAIGC quer o estrito cumprimento da lei
De acordo com Manecas dos Santos, o Presidente deve respeitar a separação de poderes e deixar a Justiça fazer o seu trabalho. “Não venham sugerir compromissos que ultrapassam a lei. O PAIGC não vai nisso porque defende o estrito cumprimento da lei”.
Entretanto, o Presidente da República deverá reagir às posições do PAIGC e da mesa da ANP nesta terça-feira (01.03.).
#dw.de

Embaixador angolano em Portugal não comenta caso que envolve Manuel Vicente.

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O embaixador angolano em Portugal, José Barrica, escusou-se a comentar o caso judicial relacionado com o vice-presidente Manuel Vicente, assegurando que os dois países trabalham para a "melhoria permanente" das relações.
Relações económicas e políticas luso-angolanas não serão afetadas, diz José Marcos Barrica
As relações político-diplomáticas entre Angola e Portugal não serão beliscadas pela investigação ao vice-presidente angolano, Manuel Vicente, cujo nome aparece referido no âmbito do processo que levou à recente prisão preventiva do ex-magistrado português Orlando Figueira, por alegadamente ter recebido dinheiro do antigo homem forte da petrolífera Sonangol para arquivar processos. A garantia foi dada pelo embaixador angolano em Lisboa, José Marcos Barrica, que falava à imprensa esta segunda-feira (29.02.), à margem da conferência "Construir um futuro sustentável" em Angola.
José Marcos Barrica disse que as relações económicas e políticas luso-angolanas não serão afetadas na sequência da investigação pela Polícia Judiciária (PJ) portuguesa ao vice-presidente Manuel Vicente, no âmbito da "Operação Fizz", que envolve o ex-procurador luso Orlando Figueira, em prisão preventiva.
Conferência "Construir um futuro sustentável" em Angola
"O que nós temos vindo a acompanhar são análises de questões bilaterais em todos os domínios da vida dos dois países e não se fazem análises de assuntos particulares, assuntos isolados", esclareceu.
Segundo o diplomata, as relações entre os dois países e povos devem pautar sempre pela melhoria permanente. "Quer as aurtoridades portuguesas quer as autoridades angolanas têm vindo a trabalhar no sentido de aprofundar e consolidar as relações entre Angola e Portugal e entre portugueses e angolanos".
O diplomata angolano disse ainda que a Embaixada em Lisboa acompanha o processo através da comunicação social. E estando a investigação a ser conduzida por instâncias do Estado português, Angola não interfere no processo.
"Não compete à missão diplomática pronunciar-se sobre assuntos que estão no foro da justiça", sublinhou o embaixador. "Acreditamos que as instâncias que cionduzem o processo são competentes e vamos continuar a trabalhar, como compete à missão diplomática, na melhoria e no aprofundamento das relações entre o Estado acreditante e o Estado acreditador".
Menos lucrativo exportar para Angola
Paulo Varela, presidente da direção da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA), não se quis pronunciar sobre o processo. "Não comentamos outro tipo de assunto que não seja a nossa atividade enquanto Câmara de Comércio. A dinamização da atividade empresarial é o nosso objetivo. Em relação a esse tema não temos qualquer comentário nem qualquer opinião".
Paulo Varela, presidente da direção da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA)
O ministro português da Economia. Manuel Caldeira Cabral, também não falou do "caso Manuel Vicente". Preferiu destacar o esforço dos dois países para contornar as consequências da crise, nomeadamente a falta de divisas, o seu efeito nas importações e exportações, assim como no abrandamento do crescimento económico de Angola.
"Há já uma linha para o apoio aos pagamentos", lembrou, salientando que as várias empresas enfrentam diferentes dificuldades. "O setor da construção tem algumas dificuldades de baixa do nível de atividade, noutros sectores o principal problema são os pagamentos e obviamente neste momento a própria desvalorização da moeda retirou uma parte dos lucros a algumas empresas".
Por isso, tornou-se "menos lucrativo exportar para Angola". Segundo Caldeira Cabral, é preciso estancar esta queda criando mecanismos que permitam às empresas financiar as suas exportações. "Esta diminuição das relações a curto prazo vai ser compensada a longo prazo", concluiu.
Tal como muitos dos empresários que participaram na conferência da CCIPA, o ministro português mostrou-se confiante que a crise financeira e cambial em Angola será ultrapassada.
#dw.de

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