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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

segunda-feira, 12 de julho de 2021

GOLA: De cócoras no reino da CPLP.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Portugal vai estar representado na XIII Cimeira da CPLP, em Luanda, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva. E que tal incluir os restantes sipaios partidários que até dariam o mataco e cinco tostões para estar presentes?

Por Orlando Castro

A Presidência da República portuguesa confirma que Marcelo Rebelo de Sousa vai participar na XIII Conferência de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre 16 e 17 de Julho em Luanda, que assinala a celebração do 25º aniversário de uma organização que, no dizer de Vasco Graça Moura, é uma espécie de organização fantasma, “que não serve para rigorosamente nada”, a não ser “ocupar gente desocupada”.

De acordo com a nota da Presidência, “o Presidente da República tem previstos encontros bilaterais com alguns dos seus homólogos de outros Estados-membros da CPLP”, não especificados, à margem desta conferência.

A Cimeira de Luanda é dedicada ao tema “Fortalecer e Promover a Cooperação Económica e Empresarial em Tempos de Pandemia, em prol do Desenvolvimento Sustentável dos Países da CPLP”.

A XIII Conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que marca a passagem da presidência rotativa desta “coisa” de Cabo Verde para Angola, decorrerá em formato presencial. Quando visitou a Guiné-Bissau, em Maio passado, Marcelo Rebelo de Sousa disse esperar que a sua ida a Bissau contribuísse para uma Cimeira da CPLP com todos os chefes de Estado presentes em Luanda, referindo que isso não tem acontecido.

Portugal tem-se feito representar ao mais alto nível nas cimeiras da CPLP, por regra, com a presença conjunta do Presidente da República e do primeiro-ministro.

Criada há 25 anos, a CPLP tem actualmente nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial – cuja adesão, em 2014, criou polémica.

Teoricamente a CPLP tem como objectivos prioritários a concertação político-diplomática entre os seus estados membros, nomeadamente para o reforço da sua presença no cenário internacional; a cooperação em todos os domínios, inclusive os da educação, saúde, ciência e tecnologia, defesa, agricultura, administração pública, comunicações, justiça, segurança pública, cultura, desporto e comunicação social; A materialização de projectos de promoção e difusão da língua portuguesa.

Mas será que existe uma estratégia comum em matéria, por exemplo, de educação? Não. Não existe. Será que existe uma estratégia comum em matéria, por exemplo, de saúde? Não. Não existe. Será que existe uma estratégia comum em matéria, por exemplo, de ciência e tecnologia? Não. Não existe. Será que existe uma estratégia comum em matéria, por exemplo, de defesa? Não. Não existe.

Não vale a pena continuar a pôr estas perguntas porque, de facto não existe nenhuma estratégia comum, seja em que matéria for. Comum a todos, comum como se existisse uma verdadeira comunidade. Existem casos pontuais, entre alguns dos estados-membros, mas nada em sentido comunitário.

Três países lusófonos – Guiné-Bissau, Angola e Moçambique – estavam entre os que têm a pior taxa de mortalidade infantil, de acordo com o relatório sobre a Situação da População Mundial relativo a 2011. Segundo o relatório do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), em cada 1.000 nascidos vivos, morrem 192,6 na Guiné-Bissau (só ultrapassada pelo Afeganistão e pelo Chade), 160,5 em Angola e 141,9 em Moçambique.

Entre os países de língua portuguesa, seguem-se São Tomé e Príncipe, com 77,8 crianças, e Timor-Leste, com 56,4. Mais abaixo, surgem Cabo Verde, com 27,5, e Brasil, com 20,6. Portugal apresenta uma taxa de 3,7.

Ainda no capítulo da saúde materno-infantil, 1.000 em cada 100.000 mulheres na Guiné-Bissau morrem no parto (pior registo só no Afeganistão e no Chade).

Com números acima das 500 mortes estavam Angola (610) e Moçambique (550). O relatório não apresenta dados sobre São Tomé e Príncipe, enquanto em Timor-Leste 370 em 100.000 mulheres morrem no parto. Os números descem em Cabo Verde (94), no Brasil (58) e em Portugal (7).

No que diz respeito à taxa de partos entre adolescentes (15 a 19 anos), é Moçambique que lidera, com 185 (em cada 1.000), 170 na Guiné-Bissau, 165 em Angola, 92 em Cabo Verde, 91 em São Tomé e Príncipe, 59 em Timor-Leste, 58 no Brasil e 17 em Portugal.

Os indicadores faziam ainda referência à percentagem de “partos atendidos por pessoal qualificado em saúde”, sendo esta menor, entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Timor-Leste (18), inferior apenas no Afeganistão, Chade e Etiópia.

Na Guiné-Bissau (39) e Angola (47) menos de metade das mulheres beneficiaram deste atendimento especializado. Acima dos 50 por cento surgem Moçambique (55), Cabo Verde (78), São Tomé (82) e Brasil (97).

Na saúde sexual e reprodutiva, é em Angola que as mulheres entre os 15 e os 49 anos menos usam contraceptivos, seja através de que método for. Apenas 6% o fazem, seguidas por 10% das guineenses e 17% das moçambicanas.

Em Timor-Leste, 22% das mulheres usam contraceptivos, taxa que aumenta para 38% em São Tomé e Príncipe, 61% em Cabo Verde, 80% no Brasil e 87% em Portugal.

Apenas quatro dos países da CPLP apresentam dados sobre a taxa de prevalência do vírus VIH/SIDA entre a população dos 15 aos 24 anos, com Moçambique a distanciar-se pela negativa, com percentagens de 3,1% nos homens e de 8,6% nas mulheres (apenas menor do que em países como Botswana, Lesotho, África do Sul, Swazilândia e Zâmbia).

Na Guiné-Bissau, o vírus VIH/SIDA afecta 0,8% de homens e 2% de mulheres, em Angola, 0,6% de homens e 1,6% de mulheres e, em Portugal, 0,3% de homens e 0,2% de mulheres.

Nos indicadores relativos à educação, a taxa de alfabetização da população entre os 15 e os 24 anos é de 78% nos rapazes e 62% nas raparigas tanto na Guiné-Bissau como em Moçambique, e de 81% e 65% em Angola.

Taxas de alfabetização totais ou quase totais verificam-se em São Tomé e Príncipe (95% dos rapazes e 96% das raparigas), no Brasil e em Cabo Verde, com os mesmos números para rapazes e raparigas (97 e 99%), e em Portugal (100% para os dois sexos).

Não havia dados sobre a alfabetização em Timor-Leste, mas o relatório indica que 79% dos rapazes e 76% das raparigas em idade escolar estão matriculados no “ensino fundamental”.

Esta é, apesar de pálida, a realidade dos países da CPLP. Estes dados têm dez anos. No entanto, de substancial para melhor nada se passou desde então. Basta, por exemplo, ver que em Angola, para uma população de 31 milhões de cidadãos, tem mais de 20 milhões de pobres.

Durante anos o argumento da guerra serviu às mil maravilhas para que esse “elefante branco” que dá pelo nome de CPLP, enquanto organização que congrega os países lusófonos, dissesse que só podia – quando podia – mandar algum peixe. Para ensinar a pescar era imprescindível a paz. Angola está em paz (ausência de tiros) há 19 anos…

E agora? Há muito que existe paz, nomeadamente em Angola e mais ou menos na Guiné-Bissau. Será que as canas de pesca são mais caras que as Kalashnikov? Será que os angolanos só vão ter direito à cana de pesca quando o rio Kwanza nascer na foz?

Segundo declarações de José Eduardo dos Santos, feitas em 2008, existia a esperança de que “a vontade política que norteia a CPLP, bem como as excelentes relações entre os seus membros dêem lugar a programas concretos que fomentem o crescimento económico, a erradicação da pobreza e a integração social, para que a médio/largo prazo pudéssemos estar todos no mesmo patamar de desenvolvimento”. Isto foi dito há 13 anos.

E acrescentava: “deve-se, por isso, pensar muito a sério na criação de facilidades financeiras para a promoção recíproca do investimento e da cooperação económica”.

Todos estão de acordo. Só que… continua a não fazer sentido pedir aos pobres dos países ricos para dar aos ricos dos países pobres. Em vez de se preocupar com o povo que não pode tomar antibióticos (e não pode porque eles, quando existem, são para tomar depois de uma coisa que o povo não tem: refeições), a CPLP mostra-se mais virada para questões políticas, para o suposto aprofundamento da democracia.

Que adiantará ter uma democracia quando se tem a barriga vazia? Valerá a pena pedir, ou exigir, que se respeite a legitimidade democrática se o povo apenas quer deixar de morrer à fome?

Ainda não foi desta, e seguramente nunca será, que a CPLP – organização que voltará agora a ser presidida por um país lusófono cujo presidente nunca foi nominalmente eleito e cujo partido (o MPLA) está no poder há 45 anos, vai perceber a porcaria que anda a fazer em muitos países lusófonos.

De facto, a dita CPLP é uma treta, e a Lusofonia é uma miragem de meia dúzia de sonhadores. O melhor é mesmo encerrar para sempre a ideia de que a língua (entre outras coisas) nos pode ajudar a ter uma pátria comum espalhada pelos cantos do mundo.

E quando se tiver coragem para oficializar o fim do que se pensou poder ser uma comunidade lusófona, então já não custará tanto ajudar os filhos do vizinho com aquilo que deveríamos dar aos nossos próprios filhos.

É claro que na lusofonia existem muitos seres humanos que continuam a ser gerados com fome, nascem com fome e morrem, pouco depois, com fome. Mas, é claro, morrem em… português… o que, se calhar, significa um êxito para a CPLP.

Alguém na CPLP quer saber que no país que vai presidir à organização, 68% da população é afectada pela pobreza, que a taxa de mortalidade infantil é das mais alta do mundo? Não, ninguém quer saber.

Alguém na CPLP quer saber que apenas 38% da população tem acesso a água potável e somente 44% dispõe de saneamento básico?

Alguém na CPLP quer saber que apenas um quarto da população angolana tem acesso a serviços de saúde, que, na maior parte dos casos, são de fraca qualidade?

Alguém na CPLP quer saber que 12% dos hospitais, 11% dos centros de saúde e 85% dos postos de saúde existentes no país apresentam problemas ao nível das instalações, da falta de pessoal e de carência de medicamentos?

Alguém na CPLP quer saber que a taxa de analfabetos é bastante elevada, especialmente entre as mulheres, uma situação que é agravada pelo grande número de crianças e jovens que todos os anos ficam fora do sistema de ensino?

Alguém na CPLP quer saber que 45% das crianças angolanas sofrerem de má nutrição crónica, sendo que uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos?

Alguém na CPLP quer saber que a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens é o método utilizado pelo regime para amordaçar os angolanos?

Alguém na CPLP quer saber que 80% do Produto Interno Bruto angolano é produzido por estrangeiros; que mais de 90% da riqueza nacional privada é subtraída do erário público e está concentrada em menos de 0,5% de uma população; que 70% das exportações angolanas de petróleo tem origem na sua colónia de Cabinda?

Alguém na CPLP quer saber que o acesso à boa educação, aos condomínios, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, aos grandes negócios, às licitações dos blocos petrolíferos, está limitado a um grupo muito restrito de famílias ligadas ao regime no poder?

Não. O silêncio (ou cobardia) são de ouro para todos aqueles que existem para se servir e não para servir. E quando não têm justificação para tamanha cobardia, lá aparecem a inaugurar uma nova sede…

Cremos que o moçambicano Tomaz Salomão, na qualidade de secretário executivo da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral), foi quem melhor definiu a realidade africana, definição essa que também se aplica à CPLP. Quando confrontado com a presença de muitos regimes ditatoriais disse: “São ditadores, mas pronto, paciência… são as pessoas que estão lá. E os critérios da liderança da organização não obrigam à realização de eleições democráticas”.

fonte: folha8

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Pravda: A ode e o ódio ao Lula

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A Ode e o ódio ao Lula

por Raul Longo(*)


O ódio ao Lula vai além do Lula. É muito anterior.

O ódio ao Lula é um ódio aos próprios ancestrais dos odientos.

Ódio aos seus próprios avós e bisavós que vieram fugidos de misérias e fome. Vieram na desesperança de Europas e Ásias, fugidos da marginalidade de uma realidade que hoje os netos fantasiam em castelos e nobrezas, reis e rainhas. Imaginam-se valetes ou bobos da corte. Menestréis ou saltimbancos mambembes. Aristocratas de uma Europa que na Europa deixou de existir.

O ódio ao Lula é ódio à própria opção pela servidão de que antepassados fugiram em busca por melhor sorte e dignidade.

Dessa dignidade é a ode ao Lula. Ode à esperança que resiste desde o século passado, retrasado. Ode à ausência do medo de bruxas e dragões. Ode à esperança na oportunidade, na igualdade de condições. Às conquistas pelos esforços de cada um, de quem está e quem chega. De todos os que chegam vindos pelo aumento da produção, do implemento de indústrias retomadas do nada, recursos onde era negação e risco. Ode ao desenvolvimento que ainda hoje ecoa por toda parte, por toda a nação que foi primeira da América Latina entre a economia internacional.

O ódio ao Lula é antigo. Vêm do tempo das senzalas. Dos Negreiros a trazer  mistérios em culturas e deuses de vingança em macumbas e quimbandas pelo látego e o pelouro. Sangue e suor. Gente de lágrimas e carnes vivas. Carnes de provocações, tentações em peitos, bundas e coxas. Carnes de estupros. Vergonha da inércia, lassidão e preguiça branca. Ódio à tristeza por si, à melancolia branca realçada na alegria do batuque, na dança, na festa a sobrepor a crueldade questionando falsa civilização e devoção em crença cristã. A dúvida dos infernos na incerteza da reza por perdão de atrocidades de senhores nos eitos e maldades de sinhazinhas na casa grande a brincar de fadas em paraísos do Senhor sem aceitar igualdades perante o Senhor. Arrependimentos por excessos aos quais sempre querem retrocesso.

Também aí a ode ao Lula pelo filho na escola se fazendo doutor. À igualdade de acesso à luz, teto e moradia. À água e alimento, médicos e saúde, oportunidade a talentos e vocações de cada um. Aos versos do poeta, às prosas do escritor. Às descobertas em laboratórios, ao acesso livre às universidades e a todas as ciências e artes, a todas as técnicas profissionalizantes e à tecnologia. Acesso aos saberes e experiências de todos os mestres, até mesmo os do exterior.

O ódio ao Lula tem diversas faces, inclusive regionais. É o ódio à percepção da dependência da espoliação nordestina para construção das maravilhas sulinas. Ódio à mão de obra barata para subir chaminés e descer metrôs. Unir com pontes e viadutos por mão e obra que o ódio separa em favelas e periferias. Prédios e edifícios por mão e obra que o ódio relega ao abandono e amontoa em presídios. Ódio às falas socadas, duras, sem o arrastar itálico, sem a verborragia de neologismos, sem a elegância dos anglicanismos. Ódio contra a cultura e por uma cultura que se mente ter.

Mente-se cultura de uma Europa que europeu não quer e busca no Nordeste o que aqui se menoscaba numa coceira de vira-latas.

A cultura de um Nordeste pelo qual o turista entoa ode ao Lula admirando transformação de cidades e transposição de águas dignificando sobrevivência no sertão, resultando em redução de migração, da superpopulação e violência. Reduzindo ocupação e destruição de meio ambiente. Ode ao Lula por empresários e visitantes de toda parte. Ode às melhorias de infraestrutura, qualidade e confiabilidade em prestação de serviços. Ode às melhores estradas e logradouros, portos para se comerciar, produção para se negociar.

Mas o ódio ao Lula é também o velho ódio de sempre. Aquele sempre ódio ao pobre e ao que trabalha. É o ódio que aponta egoísmos e hipocrisia em falsas crenças, falsa promessas, engodo pelo voto, pelo golpe. A realidade do que trabalha e quem trabalha tem suor. E suor fede. A realidade de quem não tem trabalho e, se não há trabalho, tem fome. E fome fede. A realidade de quem, se não trabalha, é por vício e, se trabalha, que use a entrada de serviço.

Se não trabalha, de nada serve e, se trabalha, reclama e requer direitos. Direitos ao pobre dá ódio, porque trabalho é exclusivo aos privilégios de patrão, não por direitos e compensação. Todos os direitos ao patrão; e ao trabalhador execução da justiça dos donos da reforma trabalhista.

A volta do trabalhar para não lamber a chibata do feitor, mantida na arrogância dos cães de guarda dos privilégios do dono.

O retorno do trabalhar para existir e continuar trabalhando.

Reivindicação de direitos atrapalha o sono do dono e a quem não trabalha: eliminação. Trabalhador com emprego é empregado sem direitos, e em trabalhador sem emprego se emprega bala, cela e polícia para virar notícia e parecer que há segurança para o sono do patrão e do feitor.

Mas a ode ao Lula é pelo direito humano a médicos, ensino e escola. É ode às oportunidades e não à esmola. Ode ao poder de aquisição do mínimo até mesmo - por que não? - viagem de avião. Ode ao Lula é pelo direito a casa e mobília, cerveja com amigos e churrasco em final de semana.

A ode ao Lula é à indústria naval, ao Pré Sal e à ferrovia. Ódio à autonomia nacional, à estabilidade da moeda e do preço do litro de combustível. Diesel e gasolina. E cada um decidindo a própria sina.

A ode ao Lula é pelo resgate da miséria e pobreza, pela redução do abismo social, à ascensão de 40 milhões, à retirada do Mapa Mundial da Fome.

É a ode ao pleno emprego e ao Brasil protagonizando entre nações preconizando participação na superação da crise internacional.

Porém, no fundo, o ódio ao Lula é também existencial. É o ódio de cada um pela decepcionante incompetência daqueles em quem se acreditou.

Não é ódio por mortos e desaparecidos nem pelas tantas torturas, mas pela inutilidade de tudo que se acreditou e não levou o Brasil a nada, além de analfabetismo e violência, pobreza e doença. Levou o Brasil por tortuosos e torturantes caminhos que nunca chegaram a lugar nenhum.

Tanta imposição, tanta impostação e, aos olhos do mundo, resta apenas a decepção de mais uma ditadura de República das Bananas.

O ódio ao Lula é à própria inadvertência em eleger produto da mídia que só fez média e, de tão inútil, se teve de tirar. O ódio ao Lula é à inapetência de empoados que se elegeu só para servirem de capacho e tirar sapato. Ódio ao Lula é ao menoscabo aos aposentados xingados de vagabundos em outras eras, quando se mantinha o congelamento de salários ao nível de insignificantes poderes aquisitivos, obtinham a triplicação da dívida e entregavam o patrimônio público.

Ódio ao Lula é por se ter elegido o que terminou em descrédito mundial e apagão. É o escuro ódio ao próprio fracasso, à frustração por si mesmo.

Quem nunca elegeu um governo ao qual possa entoar ode por algum feito, como poderá entender multidões em ode ao Lula? Como pode entender a ode do mundo e do Brasil de fundo? Como pode querer o Brasil que é, se não aceita o próprio ser o que é querendo ser o que nunca foi? Mentindo-se a própria realidade?

Ódio ao Lula não é por seus feitos, mas ao nada feito antes de Lula. Ao nada a se contar e cantar. Apenas silêncio e constrangimento por um Brasil falido com vergonha perante a comunidade das nações.

Como entender títulos e honrarias, respeito e admiração internacional ao que apenas resta o negar? Como aceitar ode ao Lula quem não tem motivo para compor ode à ninguém.

Ode à quem? Por quê? Sobre o quê? O que há? Que houve para ode ao antes? Ao agora dos que latejam ódio ao Lula por medo e incertezas, nenhuma perspectiva de quando se terá o prometido para o agora o que já se teve antes. Ódio ao Lula é ao não saber o que se terá amanhã. Não saber quando se tornará o que se teve antes. À evidência do que não se terá amanhã. À inexorabilidade do amanhã.

Ódio ao Lula se revela na ausência de argumento, no mero xingamento, na repetição de pobres trocadilhos. E se desvela na irritação ao estribilho internacional apontando o golpe. Se desvela na vergonha da vaia e no ridículo do que afirma pôr o Brasil nos trilhos quando tudo degrada, desaba, desmonta, decai. Tudo descarrilha em carência, violência e encontros escusos, corrupções e despencar de delações, perdoar de sonegações, descredito em previsões que se ajustam, apertam, tiram dos que não têm, para fechar contas que corrigem em bilhões.

Ódio ao Lula é o ódio às próprias deficiências. É transferência do ódio à própria displicência desde a escola, no diploma comprado, na imerecida conquista pelo "quem indicou?", consciência da ausência de qualquer talento e merecimento. Ódio ao Lula é ódio ao reconhecimento de glória roubada pelo feito por outro, da omissão aos feitos de outros.

É o jeitinho dado para se iludir com o próprio sem-jeito. 

 

Transferência da própria incompetência.

Mas não é ódio às fraudulentas falências financiadas pelos PRÓ ERerários públicos desfalcados. Não é ódio às farsas de bolinhas de papel e boladas de negociatas. Às evasões e inversões. Não é ódio aos superfaturamentos, aos flagrantes de tráfico e extorsão, às toneladas de carreiras em helicópteros, às denúncias e impunidades, à corrupção e homicídios. Não é ódio ao tanto do tudo que se comprova e até mesmo se admite em própria voz na revelação de gravações imprevistas, ao tudo do que se cala na ameaça aos alguém "que a gente mate"(1)

Ódio ao Lula já nem mesmo é pelo Brasil não ser Europa ou porque, para Europa, Brasil nem ser mais América Latina. Mas "de outro mundo"(2)

Ódio ao Lula e seus companheiros é pelo se ter de imputá-los sem haver provas. Por se ter de condená-los inventando fantasiosas literaturas sem nenhum realismo. É o fantástico da condenação ao que o juiz reconhece não ser real e assume não ter ocorrido o crime acusado. O fantástico da premiação ao que juiz reconhece ser crime real, efetuado e efetivado, provado e comprovado, assumido e confessado.

O ódio ao Lula é reincidente porque reincide juiz, crime, criminoso e impunidade. O ódio ao Lula é a evidente e escancarada verdade que ecoa e se responde em ode mundial ao Lula.

É o ódio por ter de "estancar a sangria" (3) de tudo o que se comprova a cada prova do que são os que o acusam e condenam Lula.

É ódio enorme e infindo que vai muito além de Lula, muito depois de Lula. Ódio que se levará ao túmulo porque em qualquer tempo futuro se contará a história de quando o Brasil foi deste mundo. Onde for, de toda parte do mundo futuro, ao se contar a história do Brasil se cantará ode ao Lula.

Ódio ao Lula é à ode ao Lula entoada quanto maior o ódio ao Lula. Ódio a correr consciência de quem não tem memória de nada a contar daqueles de que nem mais lembram haver eleito, tentado eleger,apoiado a se impor por golpe à vontade democrática, por golpe ao Estado de Direito.

E quando lembram, preferem fingir haver esquecido.

Mas o ódio ao Lula nunca será esquecido pelos que odeiam, porque que não há como se esquecer de si mesmo por mais que se culpe o que se teve pela perda do que não mais se terá. Por mais que se culpe o que teve e se perdeu, o ódio ao Lula não calará a ode latejando em maior ódio na lembrança por vergonha silenciada.

Sobre Lula nunca haverá silêncio, porque Lula é história. Enquanto houver Brasil e história se ouvirá ode ao Lula e no futuro não se poderá compreender o ódio que germina na ode ao Lula.   

Um ódio de matar. Mas se esse ódio matasse o Lula, a ode viraria hino em todo o mundo, ensurdecendo o "outro mundo"   

1) "Tem que ser um que a gente mate antes de fazer delação" - Aécio Neves, senador e presidente do PSDB candidato da mídia à presidência em 2014, líder e coo-promotor (com o ex-presidente FHC) dos tumultos de rua dos anos de 2013, 2014 e 2015; ao combinar recebimento de dinheiro de corrupção.

2) "Brasil é outro mundo" - Herta Däubler-Gmelin, Ministra da Justiça da Alemanha em entrevista realizada em julho de 2017 e traduzida para 30 idiomas.

3) "Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria" - Romero Jucá, senador do PMDB e líder posto no Congresso do governo im; ao propor pacto entre parlamentares para a execução do golpe político de 2016. 

 


(*)Raul Longo, jornalista, poeta, escritor e pousadeiro. 
www.sambaqui.com.br/pousodapoesia
Ponta do Sambaqui, 2886
Floripa/SC 

SENEGAL: Tabaski - A ovelha (quase) intocável.

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Poucos dias antes do festival Tabaski, ainda não é hora de comprar ovelhas. E por uma boa razão, os carneiros custam da cabeça aos pés.

A reportagem é de Rewmi Quotidien que informa que os pontos de venda, reconhecidamente esparsos, estão abertos por toda parte nas artérias dos subúrbios.

No cruzamento denominado Béthio, na localidade de Golf Sud, pela saliência, em direção a Hamo 3, todos estes recantos estão inundados de animais.

"100.000 francos é o preço mínimo, 150.000 francos o preço médio, 1.000.000 francos CFA o preço máximo", informa o jornal. O suficiente para deixar o pobre "goorgoorlus" (faminto) tonto, ainda lutando para arrastar as ovelhas.

No Golf Sud, o trabalho do Bus transit rapid (BRT) criou uma grande desordem. Impossível para os "téfankés" (vendedores de ovelhas) encontrar um local para expor seus animais. E, os raros clientes que põem os pés lá deploram o alto custo dos animais.

“Eu estava em um ponto de venda, mas impossível ter uma ovelha por menos de 80.000 francos. Não entendo tal situação”, explica um cliente encontrado no local. “No momento está inacessível porque é muito caro. Ainda estou esperando, talvez na véspera”, acrescenta.

Do lado do vendedor, esse alto preço estaria atrelado ao alto custo da ração do gado, sem falar da água e do apoio aos acompanhantes.

fonte: seneweb.com

SENEGAL: Gendarmerie - Por que Macky ainda não nomeou um segundo em comando.

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O Chefe de Estado nem sempre encontrou um substituto para o General Moussa Fall no posto de Alto Comandante no Segundo da Gendarmaria.

Este último, que ocupava o cargo, foi promovido a Alto Comandante da Gendarmaria e Diretor da Justiça Militar.

O motivo desse atraso? De acordo com a Fonte A, o Presidente da República deve primeiro elevar um ou mais coronéis ao posto de general, de modo que se o General Thiaka Thiaw for impulsionado ao posto de Alto Segundo em Comando, seu assento muito estratégico na Gendarmaria Móvel o fará não ser deixado vago.

Nas próximas semanas, indica o jornal, Macky Sall deve promover um ou mais coronéis ao posto de general e ao mesmo tempo nomear o sucessor de Moussa Fall.

fonte: seneweb.com

Assassinado o Presidente do Haiti, Jovenel Moïse.

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Foto de arquivo: Presidente do Haiti, Jovenel Moïse numa entrevista em sua casa em Petion-Ville, um subúrbio de Port-au-Prince, Haiti.

Moïse, de 53 anos, governou por decreto por mais de dois anos

O Presidente haitiano Jovenel Moïse foi assassinado num ataque à sua residência particular, disse o primeiro-ministro interino do país em comunicado na quarta-feira, 7 de Julho, chamando-o de "acto odioso, desumano e bárbaro".

A primeira-dama Martine Moïse foi hospitalizada após o ataque nocturno, disse o primeiro-ministro interino Claude Joseph.

"A situação de segurança do país está sob o controle da Polícia Nacional do Haiti e das Forças Armadas do Haiti", disse Joseph em nota do seu gabinete. "A democracia e a República vencerão."

Nas primeiras horas da manhã de quarta-feira, as ruas estavam quase vazias em Port-au-Prince, capital do país caribenho, mas algumas pessoas saquearam empresas.

Joseph disse que a polícia foi deslocada para o Palácio Nacional e para a comunidade de luxo de Pétion-Ville e será enviada para outras áreas.

Joseph condenou o assassinato como um "acto odioso, desumano e bárbaro." Ele disse que alguns dos agressores falavam em espanhol, mas não ofereceu mais explicações.

Os problemas económicos, políticos e sociais do Haiti aprofundaram-se recentemente, com a violência dos gangues a aumentar fortemente na capital Port-au-Prince, a inflação a crescer e alimentos e combustível a ficar cada vez mais escassos num país onde 60% da população ganha menos de 2 dólares por dia. Esses problemas acontecem enquanto o Haiti ainda tenta se recuperar do devastador terramoto de 2010 e do furacão Matthew que atingiu em 2016.

Moïse, de 53 anos, governou por decreto por mais de dois anos, quando o país não realizou eleições, o que levou à dissolução do Parlamento. Os líderes da oposição acusaram-no de sede de poder, depois da aprovação de um decreto que limitava os poderes de um tribunal que audita contratos governamentais e outro que criou uma agência de inteligência que responde apenas ao Presidente.

Nos últimos meses, os líderes da oposição exigiram a sua renúncia, argumentando que o seu mandato terminou legalmente em Fevereiro de 2021.

Moïse e os seus apoiantes afirmaram que o seu mandato começou quando ele assumiu o cargo no início de 2017, após uma eleição caótica que forçou a nomeação de um Presidente provisório para servir durante um período de um ano.

O Haiti deve realizar eleições gerais ainda este ano.


fonte: VOA

terça-feira, 6 de julho de 2021

Guiné-Senegal: mais um passo para a reabertura da fronteira.

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Enquanto a fronteira entre os dois países está fechada há nove meses, a Assembleia Nacional guineense reuniu-se em plenário no dia 4 de julho para ratificar o Acordo de Cooperação Militar com o Senegal assinado em 19 de junho em Acra.

Na rodoviária guineense Bambéto, de onde parte a maioria dos viajantes com destino aos países da sub-região, sindicalistas e transportadores da linha Conakry-Manda agitam o dedo. No entanto, é difícil discutir com eles o encerramento da fronteira entre a Guiné e o Senegal. O assunto é tabu. “Não há viagem ao Senegal. A gente se limita a levar os passageiros até Koundara ”, desliza o motorista, exigindo anonimato. Desta aldeia do norte do país, a cerca de vinte quilómetros da fronteira, «os viajantes seguem depois em moto-táxi para atravessar para o Senegal com a cumplicidade de certos agentes de segurança e alfandegários», explica.

"Os preços dobraram"

O encerramento das fronteiras com o Senegal e a Guiné-Bissau, em setembro passado, oficialmente por motivos de segurança, teve consequências importantes para a economia do norte do país. Grande parte da produção agrícola guineense destinada à exportação passava anteriormente pelo Senegal. “Este ano, algumas mangas e laranjas apodreceram”, lamenta Alhassane Baldé.

Koundara, localizada no eixo que conecta Conakry a Dakar, foi particularmente afetada. “A maior parte da nossa atividade está focada no Senegal. Em circunstâncias normais, os caminhões, incluindo grandes transportadores, podem fazer até oito viagens por mês entre Koundara e o Senegal, explica Alhassane Baldé, presidente da Câmara de Comércio da Prefeitura de Koundara. Por outro lado, você não pode exceder quatro viagens mensais para Conakry, pois a cidade fica mais longe e a estrada está em más condições. "

Antes do fechamento, a proximidade com o Senegal também oferecia aos comerciantes de Koundara acesso privilegiado a uma série de produtos a preços muito competitivos. “O preço de um saco de cimento de 50 kg nunca ultrapassou os 60.000 francos guineenses aqui. Hoje, é vendido por cerca de 85.000 francos ”, explica Alhassane Baldé. Desde setembro passado, “os preços dos produtos importados do Senegal ou da Gâmbia dobraram, às vezes até triplicaram”, diz o presidente da Câmara de Comércio, que denuncia a especulação de alguns comerciantes. “Quem comprou ações antes do fechamento aproveitou para vender pelo preço que queria. "

Alpha Condé - Macky Sall: o impasse

As más relações entre o presidente guineense Alpha Condé e o seu homólogo senegalês Macky Sall não são recentes. Mas nos meses que antecederam a eleição presidencial de outubro de 2020, o impasse cresceu. Em setembro, Conakry decidiu fechar a fronteira com o Senegal, onde residem um a dois milhões de guineenses, destacando razões de “segurança nacional”. Em causa, segundo as autoridades guineenses, a presença do outro lado da fronteira de militantes da Frente Nacional de Defesa da Constituição (FNDC), qualificada como um “movimento insurrecional”, e em particular de dois dos seus dirigentes - Ibrahima Diallo e Sekou Koundouno - que foram objecto de um mandado de detenção expedido pela justiça guineense.

"Já faz algum tempo que, como na altura em que Senghor e Sékou Touré se enfrentavam, todas as tentativas de desestabilizar a Guiné partiam do Senegal", declarou Alpha Condé em março passado em entrevista a Jeune Afrique. Guinean então afirmou ter proposto a Macky Sall "organizar patrulhas mistas na fronteira para evitar a infiltração de elementos hostis", mas lamentou que "isso não tenha acontecido".

Ratificação dupla

No dia 19 de junho, à margem da cúpula de chefes de estado e de governo da CEDEAO em Accra, os ministros da defesa e das forças armadas guineenses e senegaleses chegaram finalmente a um acordo sobre um acordo de cooperação militar e técnica. O texto prevê, em particular, a organização de patrulhas mistas pelos dois estados ao longo de sua fronteira comum. Mas este é apenas um primeiro passo para a efetiva reabertura da fronteira. A implementação do acordo depende, de facto, da sua ratificação pelos parlamentos senegalês e guineense.

    “O Senegal deve acompanhar o ritmo da Guiné

E neste ponto, foi Conakry que assumiu a liderança. A ponto de surpreender os observadores: a Assembleia Nacional, que suspende os trabalhos segunda-feira e retoma no próximo mês de outubro, colocou o tema na ordem do dia de um plenário convocado para domingo. Mohamed Diané, o ministro da Defesa, compareceu aos deputados para defender o texto. Ele assegurou notavelmente que, uma vez que o texto tenha sido ratificado por ambos os lados, uma "estrutura para consulta e diálogo será estabelecido para verificar como o acordo será implementado. "
“O lado senegalês deve acompanhar o ritmo da Guiné”, defende, afirmando que o seu ministério está “totalmente empenhado em acelerar o processo”.

“Está tudo bloqueado! "

“Nunca será cedo para finalmente restabelecer o trânsito, cada dia que passa perde-se milhões para os operadores económicos e é a população que sofre”, reage Chérif Mohamed Abdallah, presidente do Grupo Organizado de Empresários (Goha), que regularmente viaja para a fronteira. Se assegura que "85% dos operadores económicos afectados pelo tráfego fronteiriço são guineenses", insiste no impacto do encerramento na actividade de toda a sub-região, desde a Gâmbia ao Senegal passando pela Guiné. -Bissau e até à Mauritânia.

“O encerramento perturba toda a cadeia: marfinenses que produzem cola, serra-leoneses e o seu óleo de palma, guineenses e vegetais produzidos em particular na Guiné Central… Está tudo bloqueado! "Ele se arrepende. E para apontar um dedo acusador à CEDEAO: “Estive na semana passada em Diaobé [cidade senegalesa na fronteira com a Guiné]. Todos reclamam do assédio da alfândega. Já não deveria ser a Ecowas de Chefes de Estado, mas a dos povos, com a livre circulação de pessoas e bens para ser eficaz. "
Tags: GuineaSenegalCondeMacky
Autor: Jeune-Afrique - Seneweb.com


Para manter Messi, o Barça terá que vender vários jogadores.

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Para registrar seus novos recrutas e manter Lionel Messi, o Barça terá que reduzir significativamente sua folha de pagamento. Explicações.
A liga espanhola impõe regras muito rígidas em relação à folha de pagamento do clube. Confrontado com os enormes contratos de suas estrelas, o Barça solicitou uma isenção especial da La Liga. Apesar das discussões com o presidente Javier Tebas, a Liga Espanhola de Futebol é inflexível: não.

Por enquanto, a folha de pagamento Blaugrana é de cerca de 347 milhões, mas deve ser reduzida para ... 160 milhões. Você deve ter contado, o Barcelona deve, portanto, reduzir sua folha de pagamento em ... 187 milhões de euros. Uma economia gigantesca.

De acordo com a rádio catalã RAC, se o Barça deseja aprovar oficialmente as assinaturas de seus novos recrutas, ou seja, Agüero, Memphis, Eric Garcia e Emerson, ele terá que cortar drasticamente sua folha de pagamento.

Sem escolha, portanto, para Joan Laporta, o novo presidente do Barça: será necessário vender e se livrar de vários grandes contratos. Depois das vendas de Todibo em Nice (8,5 milhões de euros e bônus) e Konrad de la Fuente na OM (entre 3 e 4 milhões de euros), o Barça também gostaria de se separar de nomes como os de Pjanic, Coutinho ou Umtiti, que pesa pesadamente nas finanças do clube.

Trincao foi emprestado com opção de compra de Wolverhampton, Firpo oficialmente ingressou no Leeds por € 15 milhões. Braithwaite, ainda em disputa com a Dinamarca pelo euro, também pode ser vendido. E para prorrogar Lionel Messi, sem contrato desde 1º de julho, pode até ser necessário deixar uma estrela como Dembélé ou Griezmann sair, sob pena de não conseguir reduzir suficientemente a folha de pagamento. Além disso, outros jogadores, como Busquets, verão seus contratos cortados.

Em suma, é provável que haja muito movimento no Barça durante esta janela de transferências de verão.

fonte: seneweb.com

segunda-feira, 5 de julho de 2021

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O ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, condenado à prisão, anunciou na noite de domingo que não será preso, poucas horas antes de expirar o prazo imposto pelos tribunais para a entrega às autoridades.
“Não preciso ir para a prisão hoje”, disse ele, rindo, durante uma coletiva de imprensa em seu reduto de Nkandla, em Kwazulu-Natal (Leste).

Condenado a 15 meses de prisão
Zuma foi condenado na terça-feira passada a 15 meses de prisão pelo Tribunal Constitucional por se recusar repetidamente a testemunhar em investigações de corrupção do Estado. Mas o tribunal aceitou no sábado um pedido do político estrategista para rever sua sentença, em uma manobra para evitar ser colocado atrás das grades pelo menos até a nova audiência marcada para 12 de julho.

Ele teve que se render o mais tardar esta noite
"Eles não podem aceitar papéis e esperam que eu apareça na prisão", disse Zuma. Ele tinha até a noite de domingo para ir sozinho a uma delegacia, caso contrário, a polícia foi condenada a prendê-lo em três dias e levá-lo para uma prisão onde ele começará a cumprir sua pena. Tecnicamente, esta nova audiência não suspende o julgamento do Tribunal Constitucional, qualificado como "histórico" e do qual não cabe recurso, segundo os especialistas em direito constitucional.

“Uma paródia de justiça”
“Mandar alguém para a prisão sem julgamento é uma caricatura de justiça”, disse Jacob Zuma, acrescentando: “Mandar-me para a prisão no auge de uma pandemia, na minha idade, é como me condenar à morte”. Mais cedo, diante de uma multidão reunida em torno de sua residência em Nkandla, o ex-presidente de 79 anos denunciou uma "violação de seus direitos" pelos juízes que o condenaram.

Muitos apoiadores
“Quando vi a polícia aqui, me perguntei como eles iriam chegar até mim, como iriam passar por toda essa gente”, lançou o ex-presidente, provocadoramente de boa vontade, na direção de seus partidários que gritavam seu nome quando ele apareceu no palco. Se a polícia "vier aqui para prender Ubaba (o pai, em zulu), terá que começar conosco", disse à AFP Lindokuhle Maphalala, um de seus apoiadores.

Temendo tensões, o ANC enviou uma delegação à província de Kwazulu-Natal (Leste) para pedir calma e a presença policial foi reforçada.

Preso em escândalos
O ex-presidente é acusado de saquear dinheiro público durante seus nove anos no poder. Preso em escândalos, ele foi forçado a renunciar e ser substituído pelo atual presidente, Cyril Ramaphosa. Jacob Zuma também está sendo julgado por um caso de suborno de mais de vinte anos. Ele é acusado de ter embolsado mais de quatro milhões de rands (ou 235.000 euros pela taxa atual) da francesa Thalès, que foi uma das empresas a quem foi concedido um suculento contrato de armas no valor total de cerca de 2,8 bilhões de euros.

fonte: seneweb.com

Senegal:

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Em 2020, em meio à pandemia de Covid-19, foram importadas 30.984 toneladas de álcool, ou seja, 30 milhões 900 mil de espírito livre em todo o território nacional, segundo dados do Ministério do Comércio.

Segundo o L'Observateur, esses números não levam em consideração a importação de álcool bruto.

As regiões de Dakar, Thiès, Mbour e Ziguinchor são as mais afetadas.

Em 21 de junho de 2021, o Ministério do Comércio registrava 14 milhões de litros de álcool.

Em 2014, o Senegal ficou em terceiro lugar no ranking da OMS de países consumidores de álcool.

E, paradoxalmente, é um país com 95% de muçulmanos, dizem eles.

fonte: seneweb.com

ANGOLA: Ser gerado com fome, nascer com fome e morrer com fome.

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O comprometimento do Governo angolano na melhoria das condições de vida das famílias e o desenvolvimento do país, com prioridade às crianças, é frequentemente destacado pela ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira. Há 45 anos que o MPLA nos fala da prioridade às crianças. No entanto, elas continuam a ser geradas com fome, a nascer com fome e a morrer… com fome.

Em Agosto de 2019, falando na cerimónia de inauguração da Unidade de Cuidados Intensivos e Hemodiálise do Hospital David Bernardino, a governante referiu estarem criados os pressupostos fundamentais para que se possa dar uma assistência adequada aos pacientes com insuficiência renal. Foi uma viagem longa, caso se concretize de facto. 45 anos para criar os… pressupostos fundamentais.

“É um privilégio poder testemunhar este acto que marca o início da actividade da nova unidade de cuidados intensivos e hemodiálise. Com esta unidade, este hospital de referência ganha assim mais valências, que vão contribuir para melhorar a qualidade de vida das crianças, a segurança e a tranquilidade para as famílias”, disse a ministra, acrescentando que o trabalho desenvolvido pelo hospital nos domínios da saúde preventiva, curativa e de reabilitação das crianças com patologias de média e alta complexidade, por meio de uma política de investigação, formação permanente do pessoal, é baseado no uso de tecnologias adequadas.

“Situação que muito contribui para o desenvolvimento dos cuidados da saúde infantil e de assistência médica a nível do país, sendo esta instituição uma referência que deverá ser cada vez mais modernizada e potencializada técnica e humanamente”, reforçou Carolina Cerqueira.

A ministra referiu também que o grande número de crianças doentes admitidas por insuficiência renal, que eram anteriormente transferidas para o Hospital Josina Machel e Clínica Girassol, poderão contar com serviços especializados para a abordagem e tratamento destes casos.

Carolina Cerqueira apontou que a criação da enfermaria pediátrica de hemodiálise a nível nacional nos serviços de cuidados intensivos, com tecnologia moderna, é resultado do investimento crescente do Executivo no sector da saúde, particularmente no atendimento às crianças, que sofrem pela falta de condições assistenciais adequadas nesta especialidade.

A remodelação e apetrechamento em equipamentos de ponta, de alta complexidade desta unidade, adiantou, permite afirmar que será melhorada a assistência às crianças e evitar que sejam transferidas para outras unidades, usufruindo plenamente de uma unidade de referência nacional nos cuidados pediátricos.

Além dos investimentos em equipamentos e obras de melhoria, a ministra frisou ainda a capacitação dos profissionais das mais diversas categorias, visando um atendimento qualificado e sobretudo humanizado.

Ressaltou igualmente que a causa mais frequente de insuficiência renal aguda das crianças é a malária, pelo que recomenda a literacia dos pais e dos responsáveis, o uso de mosquiteiros impregnados com insecticidas.

Carolina Cerqueira apelou aos profissionais de saúde que irão prestar os seus serviços, que façam com amor e carinho redobrado, com espirito de partilha e entrega, para minimizar a dor das crianças, que representam o futuro da Nação e merecem toda atenção uma vez que, são a prioridade da governação, conforme estabelecido no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN), contextualizada na agenda do Executivo, que está comprometido em melhorar as condições da vida das famílias e em particular das crianças, que são o futuro do país.

Filhos da fome algum dia irão ser livres e brilhar?

A primeira-dama de Angola, Ana Dias Lourenço, convidou a duquesa Meghan Markle, mulher do príncipe Harry, a apoiar o projecto “Nascer Livre para Brilhar”, que visa eliminar a transmissão à nascença do vírus do HIV. Será possível que quem é gerado com fome, nasce com fome e morre pouco depois com fome algum dia seja livre e possa brilhar?

O convite, recorde-se, foi feito em Setembro de 2019 durante o encontro que Ana Dias Lourenço manteve com o príncipe Harry, no Palácio Presidencial, após ter sido também recebido pelo Presidente João Lourenço, segundo a embaixadora britânica, Jessica Hand.

Em declarações à imprensa, no aeroporto internacional 4 de Fevereiro, após a partida do príncipe Harry, a diplomata, considerou o encontro “interessante” para abordar o problema do HIV/SIDA em Angola, nomeadamente o projecto levado a cabo pela primeira-dama para benefício das famílias.

“Foi interessante. Foi um encontro de informação durante o qual o príncipe entendeu o trabalho de muitos sectores das organizações angolanas e ele recebeu um convite para a duquesa, para apoiar em conjunto o processo aqui”, disse Jessica Hand.

A campanha nacional “Nascer Livre para Brilhar” foi lançada em Dezembro de 2018 pela primeira-dama angolana, na província do Moxico, e visa reduzir a taxa de contaminação do VIH de mãe para o filho dos actuais 26% para 14%, em três anos.

Ao contrário do que parece ser a filosofia basilar do seu marido, acreditamos que Ana Dias Lourenço prefira ser “salva” pela crítica do que “assassinada” pelos elogios.

“Nascer Livre para Brilhar”? Será possível que quem é gerado com fome, nasce com fome e morre pouco depois com fome algum dia seja livre e possa brilhar?

Angola pretendia reduzir, até ao fim deste ano, dos actuais 26% para 14%, a taxa de contaminação do VIH de mãe para o filho, no âmbito da Campanha “Nascer Livre para Brilhar”, anunciou a própria primeira-dama. Vá lá. Desta vez não foi o Presidente. Mas o Governo está imparável. Às segundas, quartas e sextas lança novas iniciativas, às terças, quintas e sábados novos planos. Aos domingos… preparam os anúncios da semana.

Ana Dias Lourenço, citando dados da ONUSIDA de 2017, referiu que Angola regista uma baixa cobertura dos serviços de transmissão do VIH da mãe para o filho, onde apenas 34% das mulheres grávidas, que vivem com o vírus, recebe terapia com anti-retrovirais para não contaminar o bebé.

Ana Dias Lourenço indicou também, segundo dados do Ministério da Saúde, que em Angola existiam 650 unidades sanitárias que oferecem o programa de prevenção da transmissão vertical, contudo, em 2017 apenas 40% das grávidas fez a primeira consulta pré-natal durante o primeiro trimestre de gravidez e 18% não fez qualquer consulta pré-natal, como aponta o Inquérito dos Indicadores Múltiplos de Saúde do Instituto Nacional de Estatística.

Segundo a primeira-dama, 70% das mulheres declarou ter enfrentado problemas de acesso aos cuidados de saúde, nomeadamente, problemas financeiros (63%), distância do centro de saúde (51,8%) e necessidade de autorização para ir à consulta (30,5%).

Relativamente ao tratamento pediátrico, estima-se que apenas 14% das crianças dos zero aos 14 anos que vivem com o VIH está em tratamento com anti-retrovirais.

O estigma, a discriminação, a não-aceitação e a falta de conhecimento ou de informação sobre a doença, são ainda desafios que se enfrentam no combate a esta endemia.

“As estatísticas e os factos acima mencionados preocupam-nos, assim, a campanha “Nascer Livre para Brilhar” pretende reduzir a taxa de transmissão do VIH de mãe para o filho, de 26%, em 2019, para 14%, em 2021, aumentar a utilização do preservativo pelos jovens dos 15-24 anos e melhorar a qualidade dos cuidados pediátricos até 2021″, disse Ana Dias Lourenço.

De acordo com a primeira-dama, é obrigação das pessoas envolvidas no plano consciencializar a população e as famílias, em particular as mulheres em idade fértil, grávidas, adolescentes e jovens, sobre “o que pode ser feito para prevenir a transmissão do VIH da mãe para o filho”.

“Vamos abordar o estigma e discriminação relacionados ao VIH, nas escolas, igrejas e na comunidade”, disse Ana Dias Lourenço, lembrando que esses males fazem com que muitas grávidas vivendo com o VIH não beneficiem dos serviços de saúde disponíveis.

Ana Dias Lourenço pediu a colaboração das organizações da sociedade civil, dos líderes religiosos, das autoridades tradicionais, entre ouros, na execução do Plano Operacional de Prevenção da Transmissão do VIH de Mãe para o Filho 2019-2021.

Na apresentação do referido plano, a directora do Instituto Nacional de Luta contra a Sida, Lúcia Furtado, recordou que a prevalência nacional de VIH é de 2%, contudo, as províncias de fronteira apresentam uma prevalência até três vezes mais do que a média nacional, como é o caso do Cunene (6%). Segundo Lúcia furtado, as mulheres têm uma prevalência de 2,1% e os homens uma prevalência de 1,2%.

“Em Angola estima-se que 300 mil pessoas vivam com o VIH, destas 190 mil são mulheres e destas 21 mil estima-se que sejam gestantes seropositivas e 120 mil são crianças dos zero aos 14 anos”, disse a responsável. Sobre novas infecções em crianças, a directora indicou que as estimativas apontam para 5.500 que nascem já contaminadas.

Lúcia Furtado referiu que apenas 54% das pessoas que iniciam o tratamento com anti-retrovirais dão continuidade até um ano, enquanto os restantes abandonam o tratamento por vários motivos.

fonte: folha8

Putin aprova estratégia para rebater influência ocidental na Rússia.

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Documento aprovado pelo chefe de Estado acusa Ocidente de usar problemas socio-económicos russos para abalar valores tradicionais. Embora valorizando diplomacia, não exclui "medidas simétricas e assimétricas".

Segundo Putin, incidente no Mar Negro, foi "provocação complexa, envolvendo britânicos e americanos"

O presidente russo, Vladimir Putin, aprovou uma revisão da estratégia de segurança nacional, prevendo medidas para reagir à "influência estrangeira" no país. Segundo o documento de 44 páginas, divulgado neste sábado (03/07), a pressão crescente dos países ocidentais representaria grave ameaça para a sociedade russa, pois "a 'ocidentalização' da cultura aumenta o perigo de que a Federação perca sua soberania cultural".

Consta, ainda, que os "tradicionais valores espiritual-morais e cultural-históricos" da Rússia estariam "sob ataque ativo dos Estados Unidos e seus aliados", inclusive de instituições transnacionais. Nesse sentido, o Ocidente procuraria se aproveitar dos problemas sociais e econômicos para desestabilizar a sociedade e radicalizar protestos nacionais.

Nos últimos anos, potências ocidentais vêm acirrado suas críticas ao Kremlin em diversas questões, incluindo a anexação da península da Crimeia, pertencente à Ucrânia, em 2014; interferência ilícita nas políticas nacionais; supostos ciberataques; e o encarceramento de líderes oposicionistas como Alexei Navalny.

A nova tomada de posição do Kremlin chega em meio a tensões crescentes entre a Rússia e o Ocidente, agravadas nas últimas semanas pela realização de treinamentos dos Estados Unidos e seus aliados no Mar Negro.

Ainda a Crimeia

Embora reafirmando o comprometimento da potência eurasiática com a diplomacia como meio de resolução de conflitos, o documento aprovado por Putin enfatiza que Moscou "considera legítimo adotar medidas simétricas e assimétricas" a fim de prevenir "ações não amigáveis" de Estados estrangeiros.

Poucos dias antes da divulgação da estratégia, o chefe do Kremlin classificara como "provocação" o incidente de 23 de junho, no Mar Negro, quando a Rússia alega ter efetuado disparos de advertência contra o HMS Defender, da Marinha britânica que navegava em seu território.

O Reino Unido, que não reconhece a anexação da península da Crimeia pela Rússia, afirma que não houve disparos contra seu navio, e que ele se encontraria de águas ucranianas.

"Foi nitidamente uma provocação complexa, envolvendo não só os britânicos, mas também os americanos", declarou Putin na quarta-feira, acrescentando que uma aeronave de vigilância dos EUA estaria operando em coordenação com a embarcação britânica, a fim de monitorar a reação russa.


av (AP,AFP)


ANGOLA: Um conto-da-carochinha num reino de faz de conta.

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Os desafios de mobilidade e as soluções para o Metro de Superfície de Luanda (MSL) estão em debate, numa conferência internacional organizado pelo Governo, no Arquivo Nacional. “Luanda 2030 – Cidade inovadora”? “Wall Street de Luanda”? Num reino de faz de conta, façamos de conta que somos um país.

Sob o lema “Projecto Metro de Superfície de Luanda e os Desafios da Mobilidade”, a conferência conta com a presença dos ministro dos Transportes, Ricardo Viegas de Abreu, das Obras Públicas e Ordenamento do Território, Manuel Tavares de Almeida, da governadora de Luanda, Ana Paula Chantre Luna de Carvalho, quadros seniores de diversos departamentos ministeriais e outros especialistas nacionais e internacionais.

Em Abril deste ano, o Presidente da República, João Lourenço, criou uma comissão multissectorial, encabeçada pelo ministro dos Transportes, para preparar as condições para o lançamento da parceria público-privada responsável pela implementação do projecto Metro de Superfície de Luanda.

A Comissão é ainda integrada pelos ministros das Obras Públicas e Ordenamento do Território, do Interior, das Finanças, da Economia e Planeamento, da Energia e Águas e da Cultura, Turismo e Ambiente, a governadora de Luanda e o secretário do Presidente da República para os Assuntos Judiciais e Jurídicos.

A medida teve em consideração a urgência de melhorar a mobilidade na província de Luanda, bem como a sua requalificação, tendo em conta a política de investimentos para o desenvolvimento económico e social do país, no âmbito do Plano Director Nacional do Sector dos Transportes e Infra-Estruturas Rodoviárias. O referido plano deve ser executado na base de uma redução sustentada dos encargos públicos com recurso a parceria público-privada que permita a viabilização financeira do sector.

As obras dos primeiros 30 quilómetros do Metro de Superfície de Luanda estavam, inicialmente, para arrancar no princípio deste ano, segundo anúncio feito pelo ministro dos Transportes, em Novembro do ano passado, durante um encontro com jornalistas. No total vão ser 149 quilómetros de extensão, estando o orçamento estimado em três mil milhões de dólares.

O Governo previa concluir, no ano passado, a formalização da parceria público-privada e dar início ao processo para a construção da primeira linha do Metro de Superfície de Luanda.

A parceria com a Siemens Mobility contava com o suporte financeiro do Estado para o arranque do projecto, mas fruto das condições actuais, o Governo optou por “não ir por esta via”. “Estamos a acelerar o estabelecimento da parceria público-privada para o lançamento do projecto e contamos que, ainda este ano, possamos fazer a formalização final e dar início à construção da primeira fase da linha do metro de superfície com pelo menos 30 quilómetros no período indicado”, avançou.

Em 22 de Setembro de 2014, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, anunciou em Luanda, que n mês seguinte, em Outubro, o Executivo iria aprovar um programa de expansão da rede viária e ferroviária da província.

O Chefe de Estado anunciou igualmente, a construção na zona sul de Luanda, de duas avenidas, sendo uma delas na Marginal da Corimba, com um metro de superfície, que iria melhorar a mobilidade.

“Na zona sul, por exemplo, além da Avenida da Corimba, surgirão mais duas, uma das quais, será a Marginal da Corimba, que vai ser uma avenida moderna, com um metro de superfície e mais de cinco quilómetros de praias à frente”, sublinhou.

Recorde-se que o Presidente da República reuniu-se nesse dia com os membros do Governo Provincial de Luanda. Antes dessa reunião, o governador Graciano Domingos tinha empossado os novos administradores da província de Luanda.

Angola continua a ser… Luanda

A província de Luanda deverá duplicar a população para 12,9 milhões de habitantes até 2030, o que obrigará – por exemplo – à construção, nomeadamente, de 13 novos hospitais, 1.500 escolas e de 1,4 milhões de casas.

A informação consta do Plano Director Geral Metropolitano de Luanda, preparado pelo Governo para a província da capital angolana, prevendo que só o município de Viana – o mais industrializado do país – atinja dentro de 15 anos os 3,1 milhões de habitantes.

O diagnóstico da situação na província estimava que 80% da população – um quarto de todo o país – vive em musseques. E a independência foi há 45 anos, a paz chegou há 19 anos e desde 11 de Novembro de 1975 é o MPLA o dono disto tudo.

Nesta área, o plano, designado de “Luanda 2030 – Cidade inovadora”, previa realojamento e regeneração de várias zonas da capital, nomeadamente nas classificadas de “prioridade muito alta”, por riscos de vida eminente ou indução, entre outros problemas.

Com o crescimento da população estimado para 12,9 milhões de pessoas, e face às dificuldades de mobilidade que se registam diariamente na capital, com filas intermináveis de trânsito e reduzidas ofertas de transportes públicos como alternativa, este plano de intervenção prevê obras em 446 quilómetros de estradas primárias e 676 quilómetros de vias secundárias.

Igualmente um sistema de comboio suburbano com 210 quilómetros e 142 quilómetros de corredor para trânsito exclusivo de transportes públicos.

“As poupanças de tempo projectadas nas viagens de carro podem representar o equivalente a 2% do PIB (Produto Interno Bruto) de Luanda em 2030″, lê-se num relatório oficial. O consumo de água, para uso doméstico, comercial e industrial, mais do que deverá duplicar em 15 anos.

O executivo também previa a construção de infra-estruturas de saneamento básico, com dois novos sistemas, a norte e a sul da capital, a remoção da Estação de Tratamentos de Águas Residuais (ETAR) removida da marginal de Luanda e a “reutilização de efluentes tratados para agricultura e fins industriais”.

“Wall Street” do reino feudal

O distrito financeiro do projecto Baía de Luanda, também denominado “Wall Street de Luanda” seria a cereja no tipo do enorme bolo do MPLA. O Presidente Executivo da Baía de Luanda, Miguel Carneiro, e a administradora, Vera Massango, orgulhavam-se do projecto localizado junto ao Porto de Luanda, a Wall Street da capital angolana, uma parcela de 20 lotes de terreno.

Finalizado o projecto, a zona poderá contar com edifícios de escritórios e habitação, hotéis e áreas comerciais. O projecto Baía de Luanda, lançado em 2004, visou a requalificação daquela área, virando a sua frente de actividades para a construção de distrito financeiro, eventos, espaços comerciais, estacionamento, publicidade e residencial.

Segundo Miguel Carneiro, num momento de desaceleração da economia angolana o projecto reviu os seus objectivos de rentabilidade e adaptou-se ao novo paradigma económico, com vantagens mútuas para investidores e consumidores.

“Daí nós hoje termos espaços comerciais com modelo contratual muito flexível. Sabíamos que no mercado anteriormente cobravam-se rendas de um ano, por exemplo, para o arrendamento de um espaço, a baía de Luanda hoje cobra no seu modelo uma jóia de entrada de dois meses, e depois os lojistas vão pagando a renda à medida que estão a ganhar com o seu negócio”, explicou o responsável.

Por sua vez, Vera Massango disse que pelas características da baía, os investidores “mesmo de uma forma tímida” têm procurado e visitado o projecto para informações sobre a zona residencial.

Miguel Carneiro considerou “entusiasmante” para o projecto o actual momento de crise, “por conseguir colocar e materializar um plano de negócios conservador”.

O responsável recordou que o projecto registou sempre, desde o seu início, algumas dúvidas por parte dos cidadãos, quanto à execução da sua limpeza, alargamento, criação de espaços verde e a sua manutenção, construção e competitividade.

“Tem sido um processo extremamente desafiante, continuamente provar que é possível. Mesmo no momento actual é possível a baía continuar a ter uma marginal de 3,1 km, mantê-la verde, com espaços para as famílias e lançar uma estratégia de trazer os investidores, lojistas e angolanos de todas as classes”, concluiu.

fonte: folha8

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