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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

domingo, 27 de novembro de 2022

São Tomé e Príncipe: quatro mortos em tentativa de golpe.

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Quatro pessoas morreram em São Tomé e Príncipe numa tentativa frustrada de golpe de Estado durante a noite de quinta para sexta-feira, informou a agência noticiosa governamental, citando um relatório do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas. O exército, que anunciou na sexta-feira ter frustrado uma tentativa de golpe neste pequeno arquipélago de língua portuguesa, considerado um modelo de democracia parlamentar em África, anunciou que "perderam quatro vidas humanas", três delas devido às suas "feridas" e depois de "trocas de tiros" num local militar, segundo o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas citado pela agência noticiosa governamental STP-Press. Uma das vítimas é Arlecio Costa, ex-mercenário são-tomense do grupo sulfuroso sul-africano "Bataillon Buffalo", desmantelado em 1993 por Pretória. É acusado pelo primeiro-ministro, Patrice Trovoada, de ser um dos patrocinadores. “Quatro cidadãos” e “12 militares do exército e do batalhão Buffalo”, tentaram ocupar instalações de um sítio militar e foram “todos neutralizados e capturados”, antes de três deles morrerem em consequência dos seus “ferimentos”, assegurou o mesmo fonte à agência são-tomense, afirmando que o exército tentou "ao máximo" "preservar" as suas vidas levando-os ao hospital. Arlecio Costa, cuja detenção foi anunciada pelas autoridades, morreu depois de ter "saltado de uma viatura", garante o exército, sem dar mais detalhes. Uma fonte judicial contactada pela AFP não pôde confirmar onde estava o Sr. Costa no momento da sua detenção. Em fevereiro de 2009, enquanto líder de um pequeno partido de oposição, ele foi preso e acusado de ser o líder de uma tentativa frustrada de golpe 12 dias antes. Quatro homens, entre eles o ex-número 1 do Parlamento, Delfim Neves, foram detidos na sexta-feira após serem denunciados por um comando de quatro homens capturados após seis horas de troca de tiros no quartel-general do exército, que atacaram durante a noite, segundo o jornal chefe de governo Patrice Trovoada.

SENEGAL: Função pública - aumentos salariais sob Diouf, Wade e Macky Sall.

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Desde 1982, os servidores públicos tiveram seis aumentos salariais. Os níveis dos de 2022 nunca foram alcançados. De Abdou Diouf (1981-2000) a Macky Sall (desde 2012), passando por Abdoulaye Wade (2000-2012), os funcionários públicos sempre beneficiaram do aumento salarial dos sucessivos regimes. O ministro das Finanças e Orçamento, Mamadou Moustapha Ba, fez um balanço destes aumentos a partir de 1982. Foi na frente dos deputados, na passada sexta-feira, durante a votação do orçamento do Ministério da Função Pública. Fica claro neste resumo que os níveis alcançados em 2022 são inéditos. Variam entre 75.000 e 300.000 francos CFA. Entre outros beneficiários, professores, pessoal de saúde, forças de defesa e segurança. O envelope destinado à medida está estimado em 104,091 mil milhões de francos CFA (final de Outubro último), segundo o ministro das Finanças, que salientou que "é muito provável que o valor seja ligeiramente ultrapassado". Lutas sindicais e vontade política Os sindicatos do setor educacional aplaudiram com as duas mãos. Alguns de seus dirigentes, inclusive, vincularam os bons resultados registrados este ano no CFEE, entrada na sexta série, BFEM e BAC, a esses aumentos salariais que, segundo eles, têm impulsionado a motivação de seus colegas. Esses aumentos salariais, principalmente para professores e profissionais de saúde, foram obtidos após duras lutas sindicais. Certamente. Mas refletem também a vontade do Governo de ter em conta a conjuntura económica mundial marcada pela quebra do poder de compra das famílias devido ao contexto pós-pandemia da Covid-19 e à guerra na Ucrânia. Além dessa atenção aos funcionários públicos, o Estado tomou outras medidas durante o mesmo período para apoiar o mercado de ações de todos os senegaleses, especialmente os mais fracos. É o caso das operações de transferência de renda no valor de 43 bilhões de francos CFA em benefício de mais de 500.000 famílias. É o caso também da queda do preço das necessidades básicas e do aluguel. De 3500 a 300 mil francos CFA No total, desde 1982, sob o comando de Abdou Diouf, os funcionários públicos obtiveram aumento de salário seis vezes. Nesse ano, a folha de pagamento foi aumentada em 3.500 francos CFA. Mais seis anos, vão beneficiar de um novo aumento, desta vez de 3 000. Em 1994, o governo avança ainda mais ao conceder mais 15 000 aos funcionários do Estado. Ele colocará a tampa de volta em 2000 com uma reavaliação de 6294. O regime de Abdoulaye Wade concederá dois aumentos de 10.000 cada um em 2002 e 2005. Desde então, os servidores lutam por um aumento salarial que virá muito mais tarde. É apenas em 2022, sob o comando de Macky Sall, que eles serão atendidos. E em níveis nunca antes alcançados. Consequência direta: a parte do orçamento destinada aos salários dos funcionários públicos subiu. Até porque o tamanho da equipe segue a mesma curva. O Ministro das Finanças informa a este respeito que entre 2000 e 2022, o número de funcionários públicos aumentou de 65.887 para 165.191 para uma folha de pagamento que atingiu 1.097 bilhões de francos CFA este ano, quando vinte e dois anos antes era de 173 bilhões. fonte: seneweb.com

CONVERSAÇÕES DE PAZ RDC EM NAIROBI: Paz sem M23, é possível?

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Desde que os combates recomeçaram na parte oriental da República Democrática do Congo (RDC), a diplomacia só esteve ativa na tentativa de apagar o fogo. Com efeito, depois da cimeira de Luanda onde o Presidente ruandês, Paul Kagame, se destacou pela sua ausência, abriu-se em Nairobi, no Quénia, uma nova sessão de conversações de paz entre os protagonistas congoleses. Essa terceira rodada, que começou em 27 de novembro, deve, a princípio, se estender até 2 de dezembro. O retorno da paz ao leste da RDC passará por Nairóbi? Podemos duvidar. Sobretudo porque Kinshasa se recusou até agora a falar com os rebeldes do M23 que, como sabemos, constituem a maior ameaça ao poder que os qualifica de "terroristas". “Não vamos discutir com o M23 porque não respeitou nada”, reiterou o porta-voz do presidente congolês, Félix Tshisékedi, pouco antes do reatamento das conversações. No entanto, no terreno, a M23 conquistou várias localidades e está quase às portas de Goma. Por que então as autoridades congolesas se escondem? Eles fingem ignorar que o retorno da paz em Kivu do Norte não é possível sem a M23? De qualquer forma, é um erro excluir esse movimento rebelde das negociações de paz em andamento. Tudo está acontecendo, de fato, como se Kinshasa estivesse trabalhando para isolar o M23 para poder combatê-lo melhor militarmente com a chegada gradual de soldados da força regional. Essa estratégia vai compensar? Nada é menos certo. O presidente Félix Tshisékedi se beneficiaria com uma mudança de tom, alcançando todos os grupos armados Porque também os primeiros dirigentes da referida força regional pretendem favorecer o diálogo com todos os grupos armados que esquadrinham o Kivu do Norte e perturbam o sono das populações. “Nossas tropas estão posicionadas com força de imposição, vão pedir aos grupos armados que entreguem suas armas. Se não o fizerem, serão coagidos a isso. Porque as nossas tropas têm capacidade para o fazer para que o diálogo político possa continuar”, disse o porta-voz do exército ugandês, que destaca mil soldados no terreno. Em todo o caso, ao recusar-se a dialogar com o M23, Kinshasa complica a tarefa do mediador queniano que, desde então, luta arduamente para consertar os irmãos inimigos congoleses. Tal atitude não ajuda em nada, principalmente quando sabemos que muito mais do que os cem grupos armados presentes em Nairóbi, o M23 tem uma formidável capacidade de perturbação. Dito isto, e na medida em que é a favor de uma desescalada, o Presidente Félix Tshisékedi beneficiaria de uma mudança de tom, estendendo a mão a todos os grupos armados. Porque de nada adianta assinar acordos em Nairóbi nos quais certos atores, e não menos importantes, não se reconhecerão. É uma utopia querer buscar a paz na exclusão. Não dizemos que as mesmas causas produzem sempre os mesmos efeitos? Bondi OUOBA fonte: https://lepays.bf/

ANGOLA: QUANDO O GENERAL ESCREVE… LATIM!

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O Presidente angolano, general João Lourenço, declarou hoje que segue “com grave preocupação” a situação em São Tomé e Príncipe, após o ataque a um quartel, e apelou às autoridades para que procurem agir “com espírito de justiça e serenidade”, coisa que não está a conseguir implementar no conflito entre a RDC e o Ruanda e em que falhou (“espírito de justiça e serenidade”) no seu próprio reino. Na “qualidade de Presidente da República de Angola e na de Presidente ‘pro tempore’ [para não se enganar a escrever “temporário” ou “provisório” optou por derivar para o latim] a CPLP, tenho seguido com grave preocupação os acontecimentos ocorridos recentemente na República Democrática de São Tomé e Príncipe, onde há registos de perturbação à ordem democrática e constitucional, e em cujo contexto há a lamentar a perda de vidas humanas”, escreveu João Lourenço numa declaração divulgada através do seu gabinete de imprensa. Durante a madrugada de sexta-feira, quatro homens, civis, atacaram o quartel militar em São Tomé, numa acção que o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, descreveu como “uma tentativa de golpe de Estado”. Face aos acontecimentos, João Lourenço apelou às autoridades são-tomenses “no sentido de procurar agir com espírito de justiça e serenidade para clarificar a situação e tomar as medidas pertinentes em estrita observância da legislação vigente no país e dos princípios dos direitos humanos”. Esta referência de João Lourenço aos direitos humanos foi a cereja no topo do bolo, ou não fosse ele o rei da razão da força em vez da força da razão. Para que conste, também em latim, “verba volant, scripta manent” (as palavras voam, os escritos ficam). Angola vai continuar a acompanhar a situação e manifesta-se disponível para desempenhar o papel que lhe for requerido no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), “com vista à construção de uma base de amplo entendimento entre todas as forças vivas da nação santomense”. Exactamente o contrário do que o MPLA faz em Angola. O ataque, que se prolongou por quase seis horas, com intensas trocas de tiros e explosões, foi neutralizado com a detenção dos quatro assaltantes e de alguns militares suspeitos de envolvimento no ataque. Dos quatro atacantes, três morreram, bem como o suspeito Arcélio Costa, que tinha sido levado pelos militares para o quartel às primeiras horas da manhã de sexta-feira, disse fonte ligada ao processo. Ao início da manhã de sexta-feira, os militares detiveram, nas suas respectivas casas, o ex-presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves, actualmente deputado pelo movimento Basta, e Arcélio Costa, antigo oficial do ‘Batalhão Búfalo’ que foi condenado em 2009 por uma tentativa de golpe de Estado, alegadamente identificados pelos atacantes como mandantes. Os assaltantes teriam actuado com a cumplicidade de militares no interior do quartel, tendo pelo menos três cabos sido detidos. No exterior, cerca de 12 homens aguardavam, em carrinhas, e alguns fugiram durante as trocas de tiros com os militares. Os atacantes e os militares envolveram-se em confrontos, tendo o oficial de dia sido feito refém e ficado ferido com gravidade após agressões. Em conferência de imprensa, na sexta-feira, o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, que assumiu o cargo há duas semanas, disse que a situação no país estava “calma e controlada” e elogiou a actuação das Forças Armadas. O chefe do Governo disse ainda esperar que a justiça faça o seu trabalho e pediu “mão firme” para os responsáveis da tentativa de golpe. O Ministério Público de São Tomé e Príncipe abriu dois processos-crime para investigar o ataque ao quartel militar e o alegado homicídio e tortura de quatro suspeitos, disse hoje fonte judicial. Folha 8 com Lusa

ANGOLA: A BADERNA VEM DE LONGE, A CUMPLICIDADE MORA PERTO.

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O Ministério Público (MP) angolano vem, cada vez mais, confirmando ser um comboio a vapor, guiado por um maquinista com habilitação de motociclista, insensível aos trilhos da Justiça. Em qualquer país civilizado o MP assenta num tripé principal: Democracia; Ordem jurídica; Direitos individuais e sociais. Em Angola, para desgraça colectiva, assenta em dois pilares: Dependência ideológica e Direitos colectivos difusos. Por William Tonet Omundo político ouviu o Procurador-Geral da República e assiste, estupefacto, ao procedimento intentado pelo Ministério Público; Mandado de Captura Internacional (MCI), qual cão de caça, na perseguição impiedosa de Isabel Dokolo dos Santos, considerada, hoje, presa fragilizada física e espiritualmente, depois da morte do considerado chefe da “matilha”: José Eduardo dos Santos. Na política não há coincidências e quando os agentes públicos, com o dever de aplicar o Direito, abrem as comportas ideológicas, o livre arbítrio agiganta-se e o esgoto passa a ser o caminho da Constituição, das leis e da democracia. A credibilidade e isenção do Ministério Público angolano pode ser escrutinado a todo o tempo, por não ter um tripé igual ao dos órgãos similares de países civilizados, de direito e democrático, independentes dos poderes, judicial, executivo e legislativo, por defenderem: a) Democracia; b) Ordem jurídica; c) Direitos individuais e sociais. Em Angola, pese a folclórica autonomia administrativa e financeira, no n.º 2 do art.º 1.º da Lei 22/12 de 14 de Agosto, o órgão PGR é nomeado e subserviente à vontade exclusiva do Presidente da República, pela blindagem do n.º 3 do art.º 8.º da Lei Orgânica da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público (Lei 22/12): “O Procurador-Geral da República recebe instruções directas do Presidente da República, no âmbito da representação do Estado pela Procuradoria-Geral da República”. Ora, este ponto é bastante para a maioria dos Ministérios Públicos dos países estrangeiros, rejeitarem a extradição de um cidadão para Angola, por falta de garantia de um justo processo legal e possibilidade de haver o, essencial, contraditório. Mais a mais por a extradição, após mandado de captura internacional, não ser um processo administrativo peremptório, mas jurídico. Após detenção, o agente, no caso Isabel dos Santos, é presente a um tribunal, onde o Ministério Público (estrangeiro) em posse da solicitação, enviada pela PGR/Angola com o libelo acusatório entregue pela secção internacional da Interpol, analisa, antes de a colocar na esfera do juiz. Isso significa que Isabel se, hipoteticamente, vier a ser detida, no exterior, num país, com acordo de extradição com Angola ou ao abrigo dos tratados internacionais, não significa que ela seja, imediatamente, colocada num avião e enviada para o país. Não! Ela será presente, a um juiz de garantia, para este, após audição e convencimento, determinar as medidas de coacção: prisão cautelar ou TIR (Termo de Identidade e Residência), enquanto decorrer o processo de julgamento de extradição por MCI. Aqui chegados, a agente (IS) tem direito a um justo processo legal e de esgrimir argumentos de razão e legais em sua defesa, sendo um dos quais denunciar receios e jurisprudência, sobre a ausência de garantias, perigo de vida, politização da justiça e dependência funcional da PGR ao Presidente da República, que sendo um governo unipessoal, pode determinar, selectivamente, os alvos a investigar e despojá-los dos seus bens móveis e imóveis, pelo texto da alínea l) do art.º 2.º da Lei 22/12 de 14 de Agosto: “Informar o Presidente da República sobre as violações da lei por parte de quaisquer organismos do Estado, de membros do Executivo e de outras entidades por si nomeadas, propondo, se for caso disso, as medidas reputadas adequadas”. O fiscal da legalidade, para desgraça dos amantes da liberdade, sempre andou atrelado às ondas do poder e, hoje, no centro de um vulcão partidário, não arbitra o Direito nem a Lei, mas a ideologia e vaidade umbilical do detentor de um barco, cada vez mais à deriva, no alto mar, tanto assim é que o Ministério Público, empresta interpretação dúbia no art.º 68.º da Lei n.º 22/12 de 14 de Agosto, quanto à imparcialidade da instrução, investigação e justo processo legal. As divagações jurídicas, a violação do segredo de justiça e, até questões de índole passional, passaram a constituir a grande arma de arremesso do Ministério Público contra os catalogados adversários, do(s) detentor(es) do poder político, como acontece com Isabel dos Santos & irmãos, apontados como sendo os únicos dilapidadores do erário público, nos 47 anos de governação “made in MPLA”, que pode ser presa, por um órgão marginal, sem respaldo legal; PGR por não administrar justiça em nome do povo, soberania exclusiva dos juízes. A al.ª d) do n.º 2, do art.º 9.º (Lei 22/12 de 14 de Agosto) diz: “Ordenar a prisão preventiva em instrução preparatória, validá-la, prorrogá-la ou substituí-la por outras medidas de coacção, nos termos da lei“. Essa aberração legal apenas é partilhada pela Guiné Equatorial, cujo sistema é inquisitorial, no universo CPLP, inexistindo nos demais Estados de direito e Democrático. Mais recentemente, no dia 14.11.22, na abertura do I Curso de Formação de Juízes de Garantia e Procuradores, no INEJ (Instituto Nacional de Estudos Judiciários), o vice-procurador Geral da República, Mota Liz, reconheceu a bestialidade jurídica, garantindo que à luz da reforma do sistema de justiça, a decisão “para decretar ordem de prisão no país vai passar a ser, nos próximos tempos, da responsabilidade dos juízes de garantia e não mais dos procuradores gerais adjuntos, como acontece nos dias de hoje”. A inclusão desta norma, por revogação da actual, permitirá aos acusados em processo crime a possibilidade de uma defesa dos seus direitos fundamentais, significando ter o segundo homem da PGR ciência das ilegalidades que estão a ser cometidas hoje contra vários cidadãos, por violação da própria Lei sobre o Repatriamento Coercivo e Perda Alargada de Bens. E quando, para se apossarem do património, legítima ou ilegitimamente adquirido, se altera, propositadamente a Constituição, principalmente o art.º37.º (para alocar o confisco e nacionalização, em fase de instrução), acrescido de mais dois números, passando a ter nova epígrafe: (Direito e limites da propriedade privada): “1. A todos é garantido o direito à propriedade privada e à sua transmissão, nos termos da Constituição e da lei. 2. O Estado respeita e protege a propriedade e demais direitos reais das pessoas singulares, colectivas e das comunidades locais, só sendo permitida a requisição civil temporária e a expropriação por utilidade pública, mediante justa e pronta indemnização, nos termos da Constituição e da lei. 3. O pagamento da indemnização a que se refere o número anterior é condição de eficácia da expropriação.” A estes, foram, para permitir a barganha, mais dois letais, de insegurança para os privados: “4. Podem ser objecto de apropriação pública, no todo ou em parte, bens móveis e imóveis e participações sociais de pessoas individuais e colectivas privadas, quando, por motivos de interesse nacional, estejam em causa, nomeadamente, a segurança nacional, a segurança alimentar, a saúde pública, o sistema económico e financeiro, o fornecimento de bens ou a prestação de serviços essenciais. 5. Lei própria regula o regime da apropriação pública, nos termos do número anterior”. Com este rosário inconstitucional, pela insegurança jurídica do investidor privado, João Lourenço não consegue afastar a suspeição sobre a selectividade dos adversários e a perversão da reforma parcial da Lei mãe. Depois desta e a consequente perseguição aos Dos Santos e próximos ficou afastado, definitivamente, o carácter geral e abstracto das leis, ao direccioná-la, quase exclusivamente, contra Isabel dos Santos, como demonstram, com a engenharia acima da Constituição, os arrestos de contas empresariais, individuais, unidades fabris e comerciais, no país e estrangeiro e, mais recentemente, as acções da UNITEL (25%), que foram, abruptamente, nacionalizadas, ao arrepio dos preceitos gerais do direito e democracia. O art.º 1.º (Objecto) da Lei n.º 15/18 de 26 de Dezembro, Lei sobre o Repatriamento Coercivo e Perca Alargada de Bens diz: “A presente Lei estabelece as condições para o repatriamento coercivo de activos financeiros e a perda de bens a favor do Estado, decorrentes de condenação em processo penal, independentemente de estarem domiciliados ou sedeados no estrangeiro ou em território nacional”. A grande verdade é o DNIAP da PGR andar em sentido contrário, violando, flagrantemente, a norma jurídica, a que estão sujeitos, porquanto a nacionalização de 25% das acções na UNITEL, sem que antes se saiba, qual é a dívida que o Estado, que teve cinco anos para investigar, reclama, contrariam o espírito e a letra do art.º 5.º (Património incongruente) da Lei 15/18 de 26 de Dezembro: “Para efeitos da presente Lei, considera-se património incongruente a diferença entre o valor do património do agente e o que seria compatível com o seu rendimento lícito”. Nesta esquina, importa saber: quanto valem os 25% na UNITEL? Qual o montante reclamado pelo Executivo? Tudo para não se passar a imagem, a nível interno e externo, de haver injustiça, selectividade, perseguição e litigância de má-fé, elementos com incidência na decisão de extradição, havendo convicção do juiz da causa, haver fortes falhas processuais em prejuízo da acusada… Ademais, Isabel dos Santos pode, sendo detida (através MCI), no Dubai, Londres ou Lisboa evocar um outro elemento de força: o MIREX (Ministério das Relações Exteriores) e o SME (Serviços de Migração e Estrangeiro) de Angola, se terem recusado, há mais de dois anos, a renovar o seu passaporte. Hasteados os princípios da discriminação e selectividade, eles serão bastantes para impedir o deferimento de extradição por parte de um juiz imparcial, até mesmo a julgar pela forma como foi encaminhado o pedido. Por outro lado, a julgar pelos efeitos na União Europeia da invasão da Rússia à Ucrânia e expulsão dos oligarcas russos do Reino Unido, tudo indicia, poder, Isabel dos Santos ter nacionalidade britânica e por força da lei, não ser extraditada. A farta jurisprudência do Reino Unido, blindada contra “sistemas brutais” e violadores de países que não sejam confiáveis, quanto ao respeito dos direitos fundamentais, por vezes, mesmo se tratando de cidadão estrangeiro, nega. No 25 de Março de 2019, a “Senior District Judge Arbuthnot” do Reino Unido recusou a extradição de um cidadão brasileiro, baseada em dois aspectos principais: a justiça brasileira teve vários meses para enviar diversos documentos solicitados pelo Tribunal da Inglaterra devidamente traduzidos e, quando o fez, foi de forma incompleta, incorrecta, além de não ter dado garantias suficientes acerca das condições em que a pena seria cumprida e como seria o tratamento do agente assim que entrasse no superlotado sistema prisional brasileiro. O advogado de defesa, Mathaus Agacci, secundado por Anderson Almeida, dupla do Agacci & Almeida Advocacia, bem como o escritório Lloyds PR Solicitor de Londres, exploraram as debilidades do pedido, assentes entre outros na deficiente tradução e argumentos raivosos da justiça brasileira, contra José Vieira, de 60 anos, com dupla nacionalidade; brasileira e italiana, acusado de alegado crime de homicídio no Brasil. A decisão assente na força dos costumes, foi oral e transitado em julgado na Inglaterra, o indiciado viu revogada a prisão preventiva domiciliar, restabelecidos todos direitos de permanência e de circulação no Reino Unido e Europa, tendo-lhe sido entregue e à família os passaportes, pela Suprema Corte Inglesa. O receio do arguido enfrentar um sistema vingativo de viés inquisitorial ditou a negação da extradição pese haver um Tratado de Extradição firmado entre o Brasil e o Reino Unido. Angola oferece condições e garantias superiores às do Brasil, no caso de Isabel ser detida no Reino Unido e não ter a nacionalidade britânica? As fragilidades e o império da raiva, que impera contra os próximos do falecido presidente Dos Santos, não poderão ser evocadas em tribunal, como causa justificativa para negação do pedido de extradição? Na Rússia, sendo nacional, pelo “jus solis”, nasceu em Baku, antiga URSS, seguramente, pelas relações que a mãe tem com as famílias Putin e Medvedev, nem com o Angosat 2, será extraditada. Agora, quando o Procurador-Geral da República diz: “Já demos todas as oportunidades a Isabel dos Santos e ela não soube aproveitar”, falando fora do processo, escancara a “pirotecnia” do Ministério Público, que ou traz ou vaza o processo para a praça pública, para, previamente, condenar os adversários e perseguidos do regime. Por outro lado, colhe o Mandado de Captura Internacional, quando na Assembleia Nacional se discute um texto proposto pelo Titular do Poder Executivo, sobre uma Lei de Amnistia? Não! Por outro lado, Isabel nega as notificações, desmentindo a retórica do Procurador-Geral da República, general Pitta Gróz, de não saber do seu paradeiro, pois “sempre soube onde me encontrar, com disponibilidade de colaborar com a justiça, para provar, o contrário da maioria das acusações e mentiras“. Recorde-se ter sido por iniciativa do PGR, que, com o general Furtado se reuniram (com IS), por altura do falecimento do pai, “antes de ter sido engendrado o roubo do seu cadáver de Espanha, para Luanda, com restrições e proibições dos filhos mais velhos, sobrinhos e próximos de JES, catalogados poderem estar presentes“, disse ao Folha 8, Mariano Bento, sobrinho do malogrado, acrescentando ser “estranha a obsessão de João Lourenço em perseguir a nossa família, não estando contente com a morte do tio (JES) e agora pretender matar a Isabel e depois a Tchizé e os outros, como se fosse uma promessa satânica para se perpetuar no poder. Será que só os filhos e familiares de Dos Santos beneficiaram e ele e os filhos, são pobretões?”. Estranha é a visão “esquecionária” da liderança do regime ao discriminar os filhos de Dos Santos, quando a maioria dos seus, enviados para as melhores escolas e faculdades ocidentais, visando a substituição, carimbam, hoje, lugares fixos nas cúpulas partidária (comité central e bureau político), administrativa e financeira, sendo os actuais “young millionaire” (jovens milionários). Os cinco anos demonstraram que o Executivo de João Lourenço perde mais com estes métodos de perseguição e prisão, sendo a EFACEC, nacionalizada por Portugal, por erro da PGR. Caso houvesse um verdadeiro interesse em recuperar activos e não plantar vinganças e as negociações, estariam no topo das opções. O MPLA, criador do capitalismo selvagem, onde todos roubaram ou beneficiaram, mas apenas uns poucos, considerados os que roubaram mais estão a ser perseguidos, para os retirar tudo. Deixá-los nus, sem boxers, nem bikinis, ainda que tenham conseguido multiplicar o dinheiro, criando empresas e gerando empregos. A opção de uma justiça restaurativa, onde o agente é obrigado a ressarcir, no imediato, sem o arrastar judicial, combateria mais o desemprego, consolidaria a estabilidade social e a rotação de capital. Nestes cinco anos a estratégia de JLO é perdedora. Acumula prejuízos, asfixia a sociedade e destila raiva. Isabel ganhou, transmitindo, para a sociedade o papel de vítima, por ter todo um executivo, apostado na sua destruição económica e encarceramento, ao invés de ser chamada a negociar, como angolana, para multiplicar postos de trabalho e aumentar o pagamento de impostos, para os cofres do Estado. Seria condenada, em 8 ou 12 anos, em implantar em cada uma das 18 províncias, um Candando, com duas ou três filiais, um centro médico e uma escola, sendo ela a custear as despesas administrativas e com o pessoal, durante o período de condenação. Resultado, o país ganharia, pois haveria maior oferta de empregos, depósitos bancários e estabilidade social, diferente da situação actual. O processo de extradição poderá ser longo e arrastar-se para lá do mandato de João Lourenço, tempo bastante para perdermos mais património no exterior a favor de estrangeiros e estes dominarem ainda mais a economia, tornando-se, institucionalmente, nos novos colonos, não deixando aos angolanos outra opção, senão a de uma revolução social de ampla indignação. Finalmente é preciso a PGR aprimorar tecnicamente os argumentos jurídicos para não serem facilmente desnudados como sendo a sua acção, uma farsa processual fraudulenta, pueril, falsa e de litigância de má-fé, enquanto órgão importante para a boa administração da justiça. O órgão fiscalizador da legalidade não deveria permitir ser considerado promotor de uma gamela onde se “cozinham” manifestações criminosas e antidemocráticas atentatórias ao Estado de Direito e Democrático, com carta branca para o cometimento de crimes comuns com a finalidade de tumultuar com a Constituição e a equidade dos cidadãos. folha8

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Ela mata o marido e esconde o corpo dele no freezer.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Uma mulher foi presa no Brasil pelo assassinato de seu marido. O corpo do homem de 52 anos foi encontrado no freezer de sua casa cinco anos depois de seu desaparecimento. A mulher, de nome Claudia Tavares Hoeckler, admitiu os fatos, mas justificou-se pelo fato de ter sido maltratada e estar em perigo de vida. Ela está sob custódia e a polícia abriu uma investigação. Claudia Tavares Hoeckler, 40, e Valdemir Hoeckler, 52, estão juntos há 23 anos. Em 13 de novembro, o homem foi dado como desaparecido porque não trabalhava mais. Eles informaram a polícia que iniciou as buscas. Foi depois de cinco dias que eles decidiram fazer buscas na casa do casal em Lacerdópolis, Santa Catarina, Brasil. Durante as buscas, a mulher fugiu, pois o corpo sem vida foi encontrado no freezer. Após a autópsia, o homem teria sido morto com um golpe na cabeça. Claudia Hoeckler, a esposa do falecido fugiu por uma semana. Ela finalmente se entregou à polícia em 21 de novembro com seus advogados. Acusada do assassinato do marido, Claudia explicou que foi abusada por anos. Ela diz que foi abuso físico, sexual e mental por parte do marido durante os 23 anos que passaram juntos. De acordo com relatos da mídia, a suspeita tinha hematomas e sinais de violência em seu corpo. Ela foi detida sob custódia por 30 dias enquanto aguarda a investigação. “A detenção provisória do arguido nesta fase permitirá também uma melhor elucidação dos factos, uma vez que evitará que o arguido cause constrangimento à instrução do processo criminal, designadamente para esclarecer as razões e circunstâncias do crime e as possíveis envolvimento de terceiros", afirmou o juiz responsável pelo processo. https://lanouvelletribune.info

Após 26 abortos espontâneos, uma chinesa torna-se mãe.

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É um momento feliz para uma chinesa que teve a alegria de ser mãe. Esta última, cujo nome não foi divulgado, deu à luz uma menina. No entanto, para esta última, foi um verdadeiro obstáculo ter um parto normal que chegasse a termo. De fato, a mulher sofreu 26 abortos espontâneos. A história foi contada em um comunicado de imprensa do Child Health Care Hospital na cidade de Changsha, na China, e do Hunan Provincial Maternal. Segundo o documento, a paciente apresentou várias aderências uterinas, após essas 26 gestações que terminaram precocemente. Ela foi operada Depois desta última, foi em fevereiro de 2022 que ela conseguiu engravidar após uma operação realizada dentro do estabelecimento. Esta gravidez correu bem até ao fim. Portanto, foi na semana passada que ela deu à luz uma menina. Deve-se notar que os abortos espontâneos são geralmente mal experimentados por mulheres que estão esperando um filho. Isso também pode levá-los a agir contra a lei. Como lembrete, no ano passado, após um aborto espontâneo, uma mulher sequestrou outro bebê. Os fatos ocorreram no Brasil. A jovem foi presa ao tentar sair de uma maternidade com uma criança que acabara de sequestrar. Ela foi flagrada em flagrante quando saía do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, capital do estado do Paraná, no sul do Brasil. Questionada, a mulher confidenciou aos agentes do Centro, que teve um aborto espontâneo recentemente e fez tratamento no Hospital. No entanto, os funcionários do hospital revelaram que nunca a tiveram como paciente. A depressão puerperal é um caso de repercussões psicológicas de abortos espontâneos. “A psicose puerperal é um transtorno psiquiátrico grave, ocorrendo na maioria das vezes alguns dias após o parto. A jovem mãe fica então em um estado de confusão significativo, com delírios e/ou alucinações”, disseram os especialistas. https://lanouvelletribune.info

SAÍDA DO PRIMEIRO MINISTRO SOBRE A ATITUDE DE CERTOS PARCEIROS DE BURKINA: Estas verdades que doem mas merecem ser ditas.

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No final da semana passada, segui, como muitos burquinenses, a Declaração de Política Geral do Primeiro Ministro, Me Appolinaire Kyélem de Tambèla. O chefe do governo pintou uma situação condizente com a realidade. Ele disse estar resolutamente comprometido em combater a corrupção e restaurar o orgulho e a dignidade de Burkinabé. E isto, claro, trabalhando, ao lado do Presidente da Transição, para libertar o país destas hordas sanguinárias que continuam a enlutar injustamente as famílias. Para isso, ele apela à solidariedade de todos os burkinabes que, segundo ele, devem provocar uma mudança de mentalidade. Apelando à diversificação dos parceiros, o primeiro-ministro denunciou o comportamento de alguns deles a quem acusa de não jogarem limpo. Peça selecionada: “Como entender que o terrorismo assola nosso país desde 2015, na indiferença, senão com a cumplicidade de alguns de nossos chamados parceiros. Onde encontram as armas, as munições, o combustível, o dinheiro que têm em abundância? Como podem os países que têm o controle do espaço, com modernos meios de detecção, não, se são realmente nossos amigos, nos dar as informações necessárias sobre as ações e movimentos de terroristas? irritou o chefe do governo. Para uma verdade crua, é. É como se certas grandes potências quisessem deixar a situação piorar para poderem pescar em águas turbulentas É certo que o primeiro-ministro não mencionou um nome. Mas basta seguir o seu olhar para perceber que aponta um dedo acusador a… Nem eu, não me arrisco a citar um nome onde os funcionários dão a impressão de pisar em ovos. Não importa ! Alguns de nossos parceiros, se às vezes não são quentes e frios, ainda jogam um jogo conturbado, semeando dúvidas nas mentes das populações. Porque, muitas vezes, é difícil compreender que, apesar do arsenal de que dispõem, os militares ocidentais presentes em determinados países africanos não os podem ajudar a enfrentar eficazmente o terrorismo. É como se certas grandes potências quisessem deixar piorar a situação de suas ex-colônias para poderem pescar em águas turbulentas. Tenho ainda mais motivos para pensar assim porque, quando um de seus nacionais é feito refém por grupos terroristas armados, esses parceiros não economizam em grandes meios para libertá-los. Ainda há alguns exemplos que estão frescos na memória, que prefiro calar sob o risco de dar a impressão de mirar em X ou Y. Mas quando são negros que se matam, não nos importamos quando Não. Às vezes, não aproveito isso para atiçar o fogo, entregando armas a um ou outro acampamento. Você vê? Isso não é sério. Essa abordagem hipócrita mostrou seus limites. Porque ninguém mais se engana. E é hora dos parceiros que se envolvem nesse jogo duplo entenderem que as populações agora estão de olhos abertos e que se beneficiariam em mudar de tom sob o risco de serem expulsos como lixo de algumas de suas ex-colônias. Porque, de que vale um parceiro se não for sincero? Não é melhor estar sozinho do que em más companhias? Em todo o caso, tiro o chapéu ao Primeiro-Ministro que, ao contrário dos outros, não quis ficar na língua da madeira, ao afirmar as suas verdades a quem quiser ouvir. " O bobo "

DIÁLOGO INTER-GUINEENSES: Rumo a um novo encontro perdido com a história.

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Há muito reclamado pela coligação da oposição, o diálogo inter-guineense abriu-se finalmente a 24 de novembro de 2022 em Conacri durante três semanas, sem os principais partidos da oposição, neste caso o Movimento Popular Guineense (RPG) de Alpha Condé e a Aliança Nacional para Alternância e Democracia convocada por Cellou Dalein Diallo. Este diálogo, que visa alcançar o mais amplo consenso possível sobre a condução da transição, em particular o calendário eleitoral e as medidas de confiança a adotar, é também boicotado por grande parte da sociedade civil, em particular pelas associações unidas dentro a Frente Nacional de Defesa da Constituição (FNDC). Os ausentes do diálogo denunciam o unilateralismo da junta no desencadeamento destas conversações destinadas a sarar as feridas, tão purulentas, da história recente da Guiné, e colocam como condição a libertação dos executivos da oposição definhando nas prisões do poder. Se podemos saudar a realização destes encontros que deverão permitir o relaxamento do clima sócio-político na Guiné, também é difícil não admitir que este diálogo começou sem os actores históricos da vida política no país de 'Ahmed Sékou Touré parece como uma falha programada. A junta militar no poder está colhendo a tempestade que semeou A Guiné caminha para um novo encontro perdido com a história. Está a perder a oportunidade de fazer o diálogo inclusivo há muito esperado, uma grande oportunidade de exorcismo destinado a expurgar a cena política dos demónios que regularmente enlutam as famílias guineenses. De quem é a culpa se a tão desejada catarse não acontece? O culpado é identificado. Foi a junta militar no poder que não conseguiu criar condições para reunir os guineenses à volta da mesma mesa. E ela realmente só pode se culpar. Ela colhe a tempestade que plantou. De fato, fazendo populismo, Mamady Doumbouya fez do embasamento dos adversários seu esporte favorito. Reprimindo sangrenta as manifestações do FNDC, que acabou por dissolver, pôs em risco os escassos recursos da coesão social. Posto isto, a pergunta que nos podemos fazer é a seguinte: a oposição guineense está a fazer um bom trabalho ao praticar a política da cadeira vazia? Sabe-se que, na África, os ausentes sob a árvore do palavreado estão sempre errados. Ao boicotarem as conversações inter-guineenses, os principais partidos da oposição guineense não só perdem a oportunidade de defender as suas reivindicações face aos militares no poder, como também perdem a oportunidade de bloquear a partir de dentro do cenário de passagem em vigor instaurado pela junta. Como vemos muitas vezes, sob nossos céus, em tais situações, não é de excluir que adversários sem material sejam furtados com notas para falar e agir em nome dos ausentes. Mas o vinho está desenhado, só falta beber. E é isso que faz temer um futuro difícil para a Guiné, cuja cena política é conhecida por ser um vulcão com erupções mortíferas. Mamady Doumbouya e seus irmãos de armas devem saber como ficar do lado certo da história Tudo indica, de fato, que caminhamos para o cenário chadiano onde, após o diálogo inclusivo, temos assistido a gigantescas manifestações de protesto reprimidas de forma sangrenta. Dito isso, Yayi Boni, o mediador da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que está em Conakry durante o diálogo, pode desarmar a bomba? É difícil responder com certeza a essa pergunta, mas uma coisa é certa: a organização sub-regional, que já vem sendo criticada por boa parte das opiniões internas dos Estados-membros, joga sua credibilidade nessa mediação. É por isso que deve dotar-se de meios para aumentar a pressão sobre Mamady Doumbouya e os seus irmãos de armas para que não só reúnam as condições para a participação efectiva da oposição neste chamado diálogo inclusivo, mas também para que 'eles não ceda à tentação de confiscar o poder. A comunidade internacional também deve estar pronta para apoiar a CEDEAO neste processo. Porque o que se discute no momento é a questão das liberdades individuais e democráticas, que são direitos inalienáveis. Já sabemos que nesta perspetiva, os advogados do FNDC enviaram uma longa correspondência ao Presidente francês, Emmanuel Macron, a pedir-lhe que suspendesse o financiamento destinado ao governo guineense. O caminho está, portanto, livre. Quanto a Mamady Doumbouya e seus irmãos de armas no poder, eles devem aprender com o julgamento em andamento sobre o massacre de 28 de setembro de 2009. Se eles não quiserem se encontrar um dia na caixa dos acusados ​​como Dadis Camara e companhia, eles devem saber como ficar do lado certo da história. E o primeiro passo desta marcha não é dividir os guineenses como estão a fazer neste momento, mas aproximá-los para que juntos encontrem formas e meios de sair do círculo de violência em que entraram. comprometer-se com o caminho do progresso. " O país "

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Afeganistão. Taliban açoitam três mulheres e nove homens em público.

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O gabinete do governador da província de Logar, a sul da capital Cabul, convidou “ilustres estudiosos, mujahideen, anciãos, líderes tribais e população local” para assistirem ao açoitamento público de 12 afegãos, no estádio na cidade de Pul Alam, em Logar. Os 12 cidadãos foram considerados culpados de "crimes morais", disse um responsável taliban à BBC. A punição diz respeito a alegados crimes de roubo e adultério e prática de sexo homossexual cometidos por três mulheres e nove homens. Os condenados foram chicoteados entre 21 e 39 vezes perante o público, que foi proibido de fotografar ou gravar vídeos. Esta prática de espancamento em público reitera a intenção, por parte do Governo taliban, de retomar a interpretação estrita da lei islâmica, a Sharia, uma marca do regime islamista nos anos de 1990. "A lei da Sharia é a única solução para os problemas no Afeganistão e deve ser implementada", afirmou o vice-governador de Logar, Enayatullah Shuja, em comunicado sobre os castigos públicos. Omar Mansoor Mujahid, porta-voz dos taliban na região, declarou, por sua vez, que as três mulheres foram libertadas depois da punição e alguns dos homens foram presos, não sendo claro sobre quantos. O primeiro registo do retorno aos castigos públicos foi confirmado há uma semana. No dia 11 deste mês, 19 homens e mulheres receberam 39 chicotadas cada um por alegados crimes de roubo, adultério e fuga de casa. Durante o primeiro período do regime taliban, entre 1996 e 2001, as chicotadas públicas, bem como apedrejamentos, amputações e execuções públicas eram comuns como penas, à luz da Sharia, no estádio nacional em Cabul. Quando os taliban perderam o poder, na sequência da invasão liderada pelos Estados Unidos, essa prática terá sido abandonada. Vinte anos depois, com a saída das tropas ocidentais, os taliban garantiram que iriam ser mais moderados na interpretação da lei islâmica e respeitar direitos das mulheres e das minorias. Mas os sinais revelaram intenções contrárias, com várias mulheres a serem espancadas por exigirem direitos. O líder supremo decretou a restrinção de direitos e liberdades. Ordenou que a educação das raparigas não fosse além do sexto ano e restaurou a prática do espancamento público. Enquanto o Governo taliban tenta impor a transição administrativa, o país debate-se com uma crise económica e a negação do reconhecimento pela comunidade internacional.

Kanye West supostamente revela fotos íntimas de Kim Kardashian para funcionários da Adidas.

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Kanye West criou um "ambiente tóxico" como revelam os depoimentos de funcionários da Adidas coletados pela mídia americana Rolling Stone. E isso, em especial, ao compartilhar fotos e vídeos explícitos de Kim Kardashian, sua ex-mulher. Funcionários da Adidas acusam Kanye West de mostrar fotos explícitas de sua ex-esposa, Kim Kardashian. Como lembrete, o fabricante alemão de equipamentos esportivos encerrou “imediatamente” sua colaboração com o rapper, agora conhecido como Ye, após seus comentários antissemitas. De acordo com vários meios de comunicação americanos, um funcionário afirmou que a artista americana havia mostrado uma foto explícita de Kardashian, durante uma entrevista de emprego em 2018. "Minha esposa acabou de me enviar isso", teria dito Ye após mostrar uma foto "muito explícita e íntima". no telefone dele. Outro ex-funcionário também afirmou que Kanye West mostrou imagens "pessoais" de Kim Kardashian para a equipe criativa de sua marca Yeezy no mesmo ano. Uma terceira fonte, por sua vez, disse à Rolling Stone que o rapper "não tem medo de mostrar imagens explícitas ou falar sobre situações que devem ser mantidas em sigilo". Ex-funcionários da Adidas disseram à Rolling Stone que Ye frequentemente mostrava imagens explícitas, incluindo suas próprias fitas de sexo. “Tenho a sensação de que foi uma tática de desestabilização”, garantiu um deles. O comportamento do artista foi detalhado em uma carta aberta intitulada "The Truth About Yeezy: A Call to Action for Adidas Leadership", que a Rolling Stone obteve. Muitos funcionários de alto escalão da Yeezy culparam os executivos da Adidas por permitir que Kanye West criasse uma cultura corporativa abusiva e por tolerar e ignorar a atitude do rapper. fonte: seneweb.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

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Em um anúncio feito em 21 de novembro, a junta do Mali decidiu proibir as atividades de ONGs financiadas pela França. Uma decisão que, como sabemos, é uma resposta à medida tomada por Paris, uma semana antes, ou seja, em 16 de novembro de 2022, de suspender sua ajuda oficial ao desenvolvimento de Bamako. Uma resposta que, como podemos ver, é uma resposta do pastor à pastora. A junta do Mali sempre brandiu respeito pela sua soberania e respeito pelas escolhas dos seus parceiros e pelas escolhas estratégicas feitas. É uma decisão corajosa. Mas, ao decidir prescindir da ajuda de todos os sócios que não quer mais ver em seu território, mediu todos os riscos que corre? A crise de segurança não corre o risco de se agravar e provocar uma crise humanitária sem precedentes? Não teme Bamako um efeito bumerangue desta decisão quando sabemos que a conjugação destas duas crises é certamente susceptível de complicar a situação no terreno? Esta medida, que não será isenta de consequências, irá certamente levar as autoridades malianas a criar mecanismos para colmatar o vazio deixado por todos estes parceiros que a assistiram. A junta do Mali se beneficiaria de colocar a bola no chão Mas com que conta Bamako para alienar esta comunidade internacional que sempre a acompanhou para sair da crise? O Mali tem certamente o direito de brandir a sua soberania, de recusar qualquer forma de ajuda se considerar que o parceiro oposto não é sincero. Mas terá ele meios suficientes para rejeitar em bloco tudo o que possa ajudar as bravas populações malianas que beneficiam das ajudas destinadas a tirá-las da precariedade? De qualquer forma, nenhum país do mundo pode viver em autarquia. Além disso, 60% do território maliano está fora do controle do exército maliano, apesar da presença dos auxiliares russos de Wagner. Muitas populações do Mali, vítimas da crise de segurança, são forçadas a fugir de sua área em favor de outras áreas mais seguras. Esta decisão de retirada, se fosse implementada, sem dúvida prejudicaria as bravas populações que não só correm o risco de cair sob as balas assassinas dos terroristas, mas também de morrer de fome por falta de alimentos. Em nome das populações cujos interesses afirma defender, a junta maliana beneficiaria de colocar a bola no chão e de se voltar resolutamente para a reconciliação e para o reatamento do diálogo com os seus parceiros. Ben Issa TRAORE

terça-feira, 22 de novembro de 2022

PRESIDENCIAL NA GUINÉ EQUATORIAL: Teodoro Obiang Nguema para sempre

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Aos oitenta anos, só ele tem 43 anos no poder, detém o recorde mundial de longevidade no poder, se deixarmos de lado as monarquias onde o monarca, como sabemos, reina por toda a vida. Mas ele ainda não está pronto para reivindicar seus direitos de aposentadoria. Teodoro Obiang Nguema, por se tratar dele, é candidato à sua própria sucessão e esta, pela 6ª vez. Com efeito, tendo chegado ao poder graças a um golpe de Estado perpetrado em 1979, o mestre de Malabo conseguiu a proeza de criar um vácuo à sua volta para que lidere o país sem qualquer contra-poder real. Como prova, apenas um partido político da oposição foi autorizado a apresentar um candidato. Quanto aos outros líderes da oposição, eles deixaram o país ou foram presos, acusados ​​pelo regime de terem fomentado uma conspiração. É a síndrome da perseguição que geralmente habita todos aqueles que chegam ao poder por meio de um golpe de estado, tanto dão a impressão de ver o demônio por toda parte. De facto, no papel, Teodoro Obiang Nguema enfrenta outros dois candidatos. Mas, na verdade, ele não está preocupado com a reeleição já que um dos adversários é aliado, e o outro que é adversário, se houver, não pesa. O que leva alguns observadores a afirmar que as eleições presidenciais na Guiné Equatorial não deixam margem para suspense. Ambos os resultados, antes mesmo da votação, são conhecidos com antecedência. O vencedor chama-se Teodoro Obiang Nguema. Longos reinados sempre levam ao caos Dito isso, às vezes nos perguntamos qual é o propósito das eleições na Guiné Equatorial senão para cumprir simples formalidades. Como prova, o partido presidencial, ao final das consultas eleitorais de 2016, controla todo o Senado, e detém 99 das 100 cadeiras da Assembleia Nacional. Assim vai a democracia no país de Teodoro Obiang Nguema que, recorde-se, nunca escondeu o desejo de ser sucedido pelo filho, Teodorin. Infelizmente, este último foi ilustrado por escapadas e travessuras que acabaram manchando enormemente sua imagem, semeando dúvidas na mente de seu pai. Isso se aplica ao filho de inimigos legais em alguns países ocidentais. Em outras palavras, se o pai está na largada para mais um mandato, pode ser porque duvida da capacidade do filho de perpetuar a dinastia. Em todo o caso, se não for para preservar os interesses do clã, não vemos o que Obiang Nguema ainda pode dar à Guiné Equatorial que não tenha conseguido fazer em 43 anos. Mas a natureza, muito ciumenta, deliciando-se em pequenas doses com as forças que nos emprestou, Obiang Nguema não terá escolha senão entregar a uma nova geração tudo o que isso pode acarretar como riscos. Porque todos sabem que longos reinados sempre levam ao caos. E a Guiné Equatorial, bate na madeira, não será exceção. Bondi OUOBA fonte: le pays

O PETRÓLEO QUE OS PARIU!

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A consultora Fitch Solutions considera que a produção de petróleo em Angola vai cair 20% até 2031 devido à maturação dos poços petrolíferos e à falta de investimento crónico em novas descobertas. Será caso para a PGR do MPLA pedir a intervenção da Interpol ou mandar deter esta consultora por atentar contra a segurança do reino? A “principal razão para o crescimento medíocre da produção petrolífera é o efeito do legado da maturação dos poços petrolíferos”, diz a Fitch Solutions numa nota de comentário sobre a manutenção da produção abaixo do limite definido pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). “A queda na produção dos poços actuais de Angola significa que é preciso uma taxa maior de crescimento da produção para manter a produção nos níveis actuais; Angola precisa de cerca de mais 36 mil barris por dia de produção para anular o impacto do declínio natural”, dizem os analistas desta consultora detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings. No comentário, enviado aos clientes, a Fitch Solutions escreve que “Angola tem assistido a uma pequena subida dos níveis de produção, com a entrada em funcionamento de vários pequenos projectos, mas neste trimestre prevemos que a pequena subida de produção estagne, regressando a um crescimento negativo em 2023, com o efeito do declínio dos poços a materializar-se”. A produção de Angola tem andado em cerca de 1,1 milhões de barris por dia desde o princípio do ano, bem abaixo do limite de cerca de 1,5 milhões de barris por dia imposto pela OPEP. “O novo limite para Angola ao abrigo da produção total da OPEP está muito acima das capacidades de produção e as taxas de crescimento anteriores indicam que há uma probabilidade muito baixa de Angola se aproximar dos limites da OPEP a curto prazo”, concluem os analistas. PETRÓLEO, MEMBRO FUNDADOR DO MPLA A ministra das Finanças de Angola, Vera Daves de Sousa, disse no passado dia 17 de Maio que o Governo reviu em alta a previsão de crescimento económico para este ano, antecipando agora uma expansão de 2,7% devido ao aumento do preço do petróleo. “Sim, revimos a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano para 2,7%, considerando o mesmo ritmo de 1,14 milhões de barris de petróleo por dia e um preço a rondar os 100 dólares”, disse Vera Daves de Sousa, quando questionada durante a conferência da Bloomberg sobre África, que decorreu a partir de Londres. Angola saiu da recessão que durava desde 2016 no ano passado, registando um crescimento de 0,7%, e previa aprofundar a recuperação, com uma expansão económica de 2,4% este ano. Na entrevista concedida durante a conferência ‘Bloomberg Invest: Focus on Africa’, a ministra das Finanças foi também questionada sobre a possibilidade de Angola aumentar as exportações de petróleo e gás para a Europa, compensando a quebra nas vendas à Rússia. “Sim, temos a vontade política e abertura para o fazer, mas precisamos de muito trabalho de casa para conseguir dar resposta a essa necessidade da União Europeia”, respondeu Vera Daves de Sousa, salientando que entre o investimento e o retorno passam anos. “Nós viemos de um cenário de queda da produção, estamos a motivar as companhias a fazerem mais investimentos, através de reformas, e estamos a ver os primeiros resultados, mas demora tempo, entre os investimentos que começam agora e os resultados, demora entre dois e cinco anos, por isso sim, queremos e estamos preparados [para aumentar as exportações para a Europa] mas vai demorar tempo para conseguirmos corresponder às expectativas”, explicou a governante. Novidade? Nenhuma. Em Dezembro passado, o FMI referiu que Angola deveria acelerar o crescimento económico para 2,9% em 2022, o que representava uma revisão em alta face aos 2,6% anteriormente previstos pelo Fundo Monetário Internacional, e registar um crescimento médio de longo prazo em torno dos 4%, disse o FMI, sustentando a previsão “na implementação das reformas estruturais”, que roubam aos milhões que têm pouco, ou nada, para dar aos poucos que têm milhões. Ainda segundo o FMI, na análise – repita-se – do final de 2021, a inflação “deverá começar gradualmente a abrandar em 2022”, enquanto o rácio da dívida pública deverá cair para 78,9% em 2022, ajudada não só pelo regresso ao crescimento económico, mas também pela valorização do kwanza durante este ano. “As políticas prudentes das autoridades angolanas contribuíram para fortalecer a estabilidade e a sustentabilidade ao abrigo do programa, apesar das difíceis condições económicas; ajudadas pela recente subida dos preços do petróleo, esta disciplina nas políticas e o compromisso com as reformas também começaram a melhorar o desempenho económico, colocando Angola no caminho da recuperação dos múltiplos choques e da recessão plurianual que sofreu”, conclui o FMI. Como é para matumbos… E m Outubro de 2021, o mesmo FMI piorou a previsão de crescimento para Angola, antecipando uma recessão de 0,7%, a sexta queda anual consecutiva da riqueza do país, que deveria crescer 2,4% em 2022. De acordo com essas Previsões Económicas Mundiais, divulgadas no âmbito dos Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial, o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana iria registar o sexto ano consecutivo de recessão. Mas como era Natal… Angola tem enfrentado crescimentos negativos do Produto Interno Bruto desde 2016, na sequência da descida dos preços do petróleo, que afectou a receita do Estado, e do abrandamento da produção de petróleo devido à falta de investimento e ao declínio natural das reservas. As previsões (de Outubro de 2021) do FMI surgiram poucos dias depois de o Governo de Luanda ter actualizado o cenário macroeconómico, no qual estimavam uma estagnação (crescimento zero) este ano, apesar de a ministra das Finanças, numa entrevista à Bloomberg, ter admitido que a recessão era ainda uma possibilidade. Por sua vez, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, disse na altura que a redução da actividade petrolífera, a par dos efeitos da pandemia, foi um dos principais motivos dos crescimentos negativos dos últimos anos. “Devido ao grande peso que o sector ainda tem na nossa economia, o crescimento negativo deste sector tem afectado negativamente o crescimento global do país”, disse, lembrando que a estimativa do Governo apontava para um crescimento nulo em 2021, depois de cinco anos de recessão, mas já com a economia não petrolífera a crescer significativamente. “Para 2021, prevemos um crescimento global nulo, mas devemos realçar que para este ano a previsão de crescimento do sector não petrolífero é de 5,9%, enquanto o sector petrolífero deverá registar uma taxa de crescimento negativa em 11,6%”, disse o governante, num discurso feito no seminário sobre a economia de Angola, promovido pelo Instituto Real de Estudos Internacionais do Reino Unido (Chatham House). Para 2022, o Governo previa uma expansão económica de 2,4%, sustentada num crescimento do sector não petrolífero de 3,1%, “o que é de grande importância porque este é o sector que cria mais postos de trabalho e está em melhores condições de contribuir para o bem-estar dos angolanos”, concluiu o responsável. Deficiência ou (deliberado) gozo? N o dia 10 de Dezembro de 2019, Marcos Rietti Souto (representante do FMI em Angola), disse que as reformas em curso no país “são do Governo angolano e não da instituição financeira”, defendendo que “apesar de difíceis”, estas trarão “resultados positivos”. Por outras palavras, como faziam os coloniais maus “chefes de posto”, a culpa do que eles mandavam fazer era sempre dos sipaios. “Reconhecemos que muitas dessas reformas, essas medidas, não são medidas fáceis, elas são para a economia e para a população, mas elas são reformas do Governo angolano, não são medidas do FMI, nós estamos aqui, simplesmente, para darmos o nosso contributo do ponto de vista da experiência”, afirmou nesse dia Marcos Rietti Souto, passando aos angolanos um enorme atestado de menoridade intelectual e de matumbez. Segundo o responsável, o FMI iria continuar a dar o suporte técnico ao Governo angolano para implementar essas reformas “que na nossa visão pensamos que no médio e longo prazo terão resultados bastantes positivos para a economia angolana”. No âmbito do programa de ajustamento financeiro, aprovado em Dezembro de 2018, e no domínio económico, financeiro e fiscal estão em curso em Angola (por ordem directa e sine qua non do FMI) com vista à estabilidade macroeconómica e da gestão das finanças públicas. “Todas essas medidas, elas vêm sendo discutidas dentro do contexto desse programa de assistência ao Governo angolano que já vem inclusive sendo apresentado nos relatórios anteriores”, recordou o representante do FMI, em declarações aos jornalistas. O responsável falava na altura na sede do Ministério das Finanças, em Luanda, no final de cerimónia de assinatura do Projecto de Apoio à Gestão das Finanças Públicas de Angola entre o Governo angolano, a União Europeia e o departamento de Assuntos Fiscais do FMI. “Existem algumas iniciativas em curso, inclusive as transferências monetárias para as populações mais carentes é uma iniciativa em coordenação com o Banco Mundial e a intenção é que este mecanismo esteja disponível antes de se começar qualquer remoção de subsídios do petróleo”, explicou. Em relação à, na altura recente aprovação da revisão da Lei de Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo, com observações sobre pessoas politicamente expostas, o representante do FMI classificou com um “passo importante”, aguardando pela sua efectivação. “Esperamos pela efectivação da aplicação da lei, e da nossa parte o que vemos é que há um compromisso muito forte por parte das autoridades angolanas e enfatizo que essa como tantas outras são iniciativas do Governo angolano”, concluiu. Folha 8 com Lusa

OS POLÍTICOS E AS FRALDAS

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Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal, criticou o Qatar por não respeitar os direitos humanos, mas vai legitimar – com a sua presença – o Campeonato do Mundo de Futebol que hoje começa. O Presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, vai fazer o mesmo. O primeiro-ministro, António Costa, também. Portugal, como muitos outros, não segue o conselho de Eça de Queiroz que dizia: “Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão”. Por Orlando Castro N a verdade, citando Guerra Junqueiro, os portugueses são “um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta”. São “uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro”. Portugal tem “um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas”. Portugal é dominado por dois partidos (PS e PSD) “sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar”. NOBEL DA POUCA-VERGONHA PARA MARCELO, SILVA E COSTA A “minha experiência de muitos anos de vida e muitos anos de vida política é que o fundamental é olhar para os povos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa a propósito do “irritante” com Jair Bolsonaro. Pois é. E quando os povos são os, por exemplo, de Angola? Os ideólogos do regime e os políticos portugueses entendem, em grande parte por culpa nossa, que somos todos matumbos. E se por cá se fomenta o medo, a ignorância, o pensamento único, o mesmo (ainda) não se pode dizer em relação a Portugal. Custa, por isso, a entende que os dirigentes portugueses sejam tão cobardes. Custa a crer, mas é verdade que os políticos fazem um esforço tremendo (se calhar bem remunerado) para procurar legitimar o que se passa de mais errado no mundo, desde que isso ajude a besuntar o seu umbigo. Alguém ouviu Marcelo Rebelo de Sousa dizer que 68% da população angolana é afectada pela pobreza, que a taxa de mortalidade infantil é das mais alta do mundo, com 250 mortes por cada 1.000 crianças? Alguém o ouviu dizer que apenas 38% da população angolana tem acesso a água potável e somente 44% dispõe de saneamento básico? Alguém ouviu Marcelo Rebelo de Sousa dizer que apenas um quarto da população angolana tem acesso a serviços de saúde, que, na maior parte dos casos, são de fraca qualidade? Alguém o ouviu dizer que 12% dos hospitais, 11% dos centros de saúde e 85% dos postos de saúde existentes no país apresentam problemas ao nível das instalações, da falta de pessoal e de carência de medicamentos? Alguém ouviu Marcelo Rebelo de Sousa dizer que 45% das crianças angolanas sofrerem de má nutrição crónica, sendo que uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos? Alguém o ouviu dizer que, em Angola, a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens, ou seja, o cabritismo, é o método utilizado pelo MPLA para amordaçar os angolanos? Alguém alguma vez ouviu Marcelo Rebelo de Sousa dizer que, em Angola, o acesso à boa educação, aos condomínios, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, aos grandes negócios, às licitações dos blocos petrolíferos, está limitado a um grupo muito restrito de famílias ligadas ao regime no poder? Alguém ouviu Marcelo Rebelo de Sousa dizer que Angola é um dos países mais corruptos do mundo e que tem 20 milhões de pobres? Ninguém ouviu nem Marcelo, nem António Costa, nem Santos Silva. Dir-se-á, e até é verdade, que esse silêncio é condição “sine qua non” para cair nas graças dos donos do dono do nosso país, até porque todos sabemos que nenhum negócio se faz sem a devida autorização de João Lourenço. Portugal consegue assim não o respeito mas a anuência do regime para as suas negociatas. Esquece-se, contudo, de algo que mais cedo ou mais tarde lhes vai sair caro: o regime não é eterno e os angolanos têm memória. Os angolanos da casta superior que dirige o reino há 47 anos (o MPLA) acreditam que se justifica que Marcelo Rebelo de Sousa agradeça (mesmo que a despropósito) ao Presidente João Lourenço. Se o MPLA dizia que José Eduardo dos Santos era o “escolhido de Deus”, Marcelo Rebelo de Sousa, Santos Silva e António Costa devem dizer que João Lourenço é o próprio “Deus”. Portanto… Marcelo Rebelo de Sousa, ao elogiar o “projecto de paz, de democracia, de regeneração financeira, de desenvolvimento económico, de combate à corrupção” protagonizado pelo Presidente do MPLA, João Lourenço, mostrou várias vezes que não sabe o que diz nem diz o que sabe. Mas não está só. Quando se está no Poder todos são bestiais. Quando deixam de estar são, regra geral, bestas. José Eduardo dos Santos que o diga, José Sócrates que o diga. Todos nos recordamos de, numa intervenção durante um jantar oficial oferecido por João Lourenço, no Palácio Presidencial, em Luanda, Marcelo Rebelo de Sousa saudar como “o vulto cimeiro de um novo tempo angolano”. Não se terá lembrado de o propor para um Prémio Nobel, mas quando “descobrir” que existem 20 milhões de angolanos pobres… vai propor. Justamente, acrescente-se. “Vossa excelência protagoniza-o com um projecto de paz, de democracia, de regeneração financeira, de desenvolvimento económico, de combate à corrupção, de afirmação regional e mundial. Nós, portugueses, seguimos com empenho essa aposta de modernização, de transparência, de abertura, de inovação, de acrescida ambição”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, bem ao estilo dos sipaios coloniais, mas com uma substancial diferença. Estes eram obrigados a bajular, o presidente português não é obrigado a isso. Ou será que é? Segundo o Presidente português, João Lourenço protagoniza “um novo tempo angolano, na lúcida, consistente e corajosa determinação de aproveitar do passado o que se mantém vivo, mas, sobretudo, entender o que importa renovar para tornar o futuro mais possível, mais ambicioso e mais feliz para todos os angolanos”. Continuemos, para memória futura, com o brilhantismo bacoco de Marcelo. Diz ele que, da parte de Portugal, Angola conta com “o empenho de centenas de milhares que querem contribuir para a riqueza e a justiça social” com o seu trabalho, bem como “das empresas, a começar nas mais modestas, no investimento e no reforço do tecido socioeconómico angolano” e também com “o empenho das instituições públicas portuguesas, do Estado às autarquias locais”. “Podem contar connosco na vossa missão renovadora e recriadora. Portugal estará sempre e cada vez mais ao lado de Angola”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa, fazendo aqui e mais uma vez o exercício de passar aos angolanos um atestado de menoridade e matumbez. Portugal, por sua vez, conta com a “incansável solidariedade” de Angola. “Contamos com os vossos trabalhadores, as vossas empresas, as vossas instituições públicas, a vossa convergência nos domínios bilateral e multilateral. Temos a certeza de que Angola estará sempre e cada vez mais ao lado de Portugal”, prosseguiu Marcelo no seu laudatório e hipócrita exercício de servilismo. De acordo com o Presidente português, este “novo momento na vida de Angola” coincide com “um novo ciclo” nas relações bilaterais. “E nada nem ninguém nos separará, porque os nossos povos já estabeleceram o seu e o nosso caminho”, considerou Marcelo, sentindo o umbigo aos saltos, alimentado pela esperança de que os portugueses não acordem e os angolanos nunca lhe cobrem a cobardia. “Porque estamos mesmo juntos, na parceria estratégica, na cooperação económica, financeira, educativa, científica, cultural, social e política. Porque no essencial vemos o mundo e a nossa pertença global e regional do mesmo modo, a pensar na paz, nos direitos humanos, na democracia, no direito internacional, no desenvolvimento sustentável, na correcção das desigualdades”, argumentou aquele que, em matéria de bajulação, bateu todos os recordes anteriores, desde Álvaro Cunhal a Rosa Coutinho, passando por Vasco Gonçalves, José Sócrates, António Costa, Cavaco Silva, Passos Coelho e tantos outros. No final da sua intervenção, de cerca de sete minutos (que entrará para o “Guinness World Records” por ser o que mais bajulação fez em tão curto espaço de tempo), Marcelo Rebelo de Sousa disse que “a história faz-se e refaz-se todos os dias e nuns dias mais do que noutros”, acrescentando: “Estes que vivemos são desses dias”. folha8

COMO NO MPLA, TUDO NA MESMA NO PAIGC

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Domingos Simões Pereira foi hoje reeleito líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) durante o X congresso do partido, anunciou a presidente da comissão eleitoral, Aminata Silla. D omingos Simões Pereira, que é presidente do partido desde 2014, foi reeleito com 1.162 votos dos 1.268 votantes do congresso, dedicado ao tema “Consolidação da Coesão Interna, a luz do pensamento de Amílcar Cabral, pelo resgate do poder popular e promoção do desenvolvimento”. Domingos Simões Pereira disputou a liderança do partido com Octávio Lopes, que obteve 62 votos, João Bernardo Vieira, que teve 32 votos e Edson Araújo, que conseguiu quatro votos. O PAIGC deveria ter realizado o seu congresso em Fevereiro, mas foi adiado devido às restrições sanitárias impostas pelo Governo para combater a pandemia da covid-19. Questões judiciais, algumas das quais que levaram à intervenção das forças de segurança, impediram o partido de realizar o congresso por mais três vezes. O arranque do congresso, na sexta-feira, ficou marcado com a entrada de polícia armada na sala onde decorria a reunião magna do partido para deter o antigo primeiro-ministro Aristides Gomes, que chegou nesse dia ao país. Aristides Gomes saiu da sala e, segundo fontes partidárias, está em segurança. No dia 26 de Fevereiro de 2020, o então candidato às eleições presidenciais guineenses, Domingos Simões Pereira, acusou, em Luanda, o chefe de Estado do Senegal de querer impor à força na Guiné-Bissau o Presidente que ele apoia, tal como fez na Gâmbia. E foi por isso que veio fazer “queixinhas” ao MPLA. Em declarações aos jornalistas, em Luanda, após uma audiência com o Presidente João Lourenço, Simões Pereira referiu que o Presidente senegalês, Macky Sall, “assumiu num ‘tweet’ pessoal que a CDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) deveria mobilizar as forças para impor o Presidente que ele acha que devia ser colocado na Guiné-Bissau, a exemplo do que já tinha feito na Gâmbia”. “A Guiné-Bissau é um Estado soberano, independente, a proclamação da independência da Guiné-Bissau custou vidas e é importante que todo o mundo compreenda que os guineenses não vão permitir que um Presidente lhe seja imposto, que não corresponda àquilo que é a vontade do povo guineense”, afirmou o candidato apontado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) como derrotado nas eleições. Domingos Simões Pereira, (também) presidente do PAIGC, histórico irmão do MPLA, referiu que explicou a situação política da Guiné-Bissau ao Presidente angolano, considerando que “há outros interesses por detrás do contencioso eleitoral” e que “a questão que se está a debater neste momento na Guiné-Bissau não se resume à disputa eleitoral”. “Os outros interesses são de países que assumem ter uma agenda para a Guiné-Bissau. Se eu disser que no meio deste contencioso eleitoral há um país vizinho da Guiné-Bissau que assume que vai lançar o leilão de plataformas de exploração petrolífera, incluindo plataformas petrolíferas que estão dentro do território da Guiné-Bissau, acho que isso dá alguma ideia daquilo que está a acontecer connosco”, frisou. Simões Pereira referiu que o Presidente angolano o “ouviu com muita atenção” e “colocou várias questões”. “E tal como eu, quando descobrimos – penso que todo o mundo ficou surpreendido – também ele ficou surpreendido com esta quantidade de evidências, e apesar disso uma determinação em contrariar as leis da Guiné-Bissau”, referiu. O político guineense sublinhou que com a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), cumprida a questão da abertura das urnas e recontagem dos votos, aceitará “qualquer resultado, mas nunca imposto de fora ou por vontades por outros interesses”. “Somos legalistas, somos democratas, e sendo aquilo que é a escolha feita pelo povo guineense, nós aceitaremos qualquer resultado”, disse. Do MPLA, Domingos Simões Pereira disse esperar o apoio de sempre, “que é o acompanhamento, entre Estados irmãos, como é o caso da relação entre Angola e a Guiné-Bissau”. “O que nós esperamos é que, quando todos se dizem cansados, Angola não esteja cansada de ouvir a Guiné-Bissau, quando todos podem estar cansados de nos acompanhar, Angola demonstre não estar cansada de acompanhar a Guiné-Bissau, é isto que o povo guineense quer ouvir, quer sentir, para que tenha as forças necessárias, as energias necessárias, para fazer valer a sua independência”, salientou. Dias antes a Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau confirmara os resultados das eleições presidenciais e a vitória de Umaro Sissoco Embaló, tendo rejeitado as reclamações apresentadas pelo representante da candidatura de Domingos Simões Pereira. O Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau ordenou à CNE que fizesse um novo apuramento nacional dos resultados após um recurso interposto pelo candidato apontado como derrotado, Domingos Simões Pereira, alegando fraude e irregularidades no processo. A CEDEAO ameaçou impor sanções a quem perturbasse o processo eleitoral e apelou ao diálogo entre a CNE e o STJ para resolver o contencioso eleitoral. Segundo o apuramento nacional da segunda volta das eleições presidenciais de 29 de Dezembro, Sissoco Embaló venceu o escrutínio com 53,55% dos votos, enquanto Domingos Simões Pereira obteve 46,45%. A Guiné-Bissau e a Angola do MPLA N o dia 19 de Outubro de 2019, o Presidente guineense, José Mário Vaz, elogiou o seu homólogo angolano, João Lourenço, pelo combate contra a corrupção, referindo que os dois países “estão juntos” nessa luta. A Guiné-Bissau “não pode ficar refém de caprichos pessoais” do Presidente José Mário Vaz, afirmou em Junho desse ano o ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Domingos Augusto. “É uma coisa que me é comum com o Presidente João Lourenço, que […] está num combate sério à corrupção. Eu estou mais do que num combate feroz contra a corrupção”, disse José Mário Vaz, em entrevista à agência Lusa em Lisboa. Na altura todos ficaram à espera de ver Teodoro Obiang fazer uma simbiose de José Mário Vaz e João Lourenço dizendo, debaixo de aplausos dessa “coisa” que se chama CPLP, que está a fazer um “combate sério e feroz contra a corrupção”. Referindo que na Guiné-Bissau se diz “dinheiro do Estado no cofre do Estado” em vez de corrupção, o Presidente admitiu que se trata de “uma luta bastante difícil”, mas que “vale a pena esse combate”. “Quando olharmos para trás, vamos dizer que valeu a pena a nossa passagem nesta cadeira porque a nossa passagem permitiu o desenvolvimento do país e permitiu o bem-estar do nosso povo”, referiu. Questionado sobre as relações com Angola, José Mário Vaz disse que se tratava de “um país irmão” e que “por isso não há razão nenhuma para que não haja boas relações”. As relações entre os dois países foram afectadas pela crise de 2012, após o golpe de Estado na Guiné-Bissau. Angola enviou militares para o país, mas a intervenção foi contestada e o Governo angolano acabou por retirar aquela força. Sobre o papel da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Guiné-Bissau, tendo em conta a influência da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o Presidente considerou que as duas organizações “são importantes” para o país. No entanto, reconheceu que a CEDEAO tem uma “presença forte” e que a sua força militar (Ecomib) “contribuiu para a paz e para a estabilidade na Guiné-Bissau”. Referindo que o lugar da CPLP na Guiné-Bissau “é intocável” porque é “a grande família”, sobretudo por causa da língua, José Mário Vaz defendeu, contudo, que a organização lusófona tem de ser mais “a CPLP dos povos e da economia”. Sobre o papel de Portugal, o chefe de Estado defendeu que “pode fazer muito mais” pela Guiné-Bissau e que pode “ter muita contrapartida” se o fizer. O Presidente disse que “gostaria de ter mais empresários” portugueses na Guiné-Bissau e defendeu que Portugal poderá também contribuir mais para a formação de quadros e formação profissional, embora admitisse que o acesso às universidades portuguesas estava mais facilitado. Recordando que fez o seu percurso escolar em Portugal, onde tem “muitos amigos”, o Presidente guineense acusou “algumas pessoas”, sem especificar (como é timbre dos heróicos… cobardes), de terem exercido influência sobre as autoridades portuguesas para prejudicar a cooperação entre os dois países. “Ninguém pode defender mais interesses de Portugal mais do que eu”, conclui. Foto de arquivo: José Eduardo dos Santos aconselhando o jovem Domingos Simões Pereira. Folha 8 com Lusa

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

DIVULGAÇÃO DA ONU SOBRE A DETENÇÃO DE LÍDERES SEPARATISTAS DE CAMARÕES: Como água nas penas de um pato?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
É uma postura que deve trazer um pouco de luz atravessando as janelinhas das celas dos separatistas anglófonos do imaginário estado da Ambazônia detidos. Com efeito, como prelúdio do julgamento de recurso de Sisiku Julius Ayuk Tabé, chefe deste autoproclamado Estado e dos seus camaradas, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária fez uma saída que não passou despercebida. Segundo a ONU, “a privação de liberdade” dos dirigentes da luta pela independência da Ambazónia, não tem “base jurídica”. Também preocupados estão o opositor Maurice Kamto e seus companheiros do Movimento para o Renascimento de Camarões, que estão presos há vários meses. Ao fazê-lo, o poder de Paul Biya, segundo a ONU, deve proceder à sua libertação imediata. A força-tarefa da ONU acabou de derramar água nas penas de um pato? Em outras palavras, as autoridades de Yaoundé se recusarão a responder favoravelmente ao pedido da ONU? É muito provável. A prova é que o desembargador rejeitou o recurso da condenada. Também vimos as coisas chegando, pois o governo camaronês já havia dado o tom. “Camarões é um país soberano e aqueles que violam nossas leis são julgados pelos tribunais”, reagiu. Tudo isso não era um bom presságio para o futuro. Isso significa que nem Sisiku Julius Ayuk Tabé nem Maurice Kamto, muito menos seus companheiros, tinham ilusões. É provavelmente o mesmo para as Nações Unidas, várias das quais foram ignoradas muitas vezes na África ou em outros lugares. Estaria na moda para o poder de Biya avançar para um compromisso político Ainda assim, se dependesse do poder de Biya, os prisioneiros de língua inglesa cumpririam integralmente suas sentenças. Num contexto de real separação de poderes, os presos poderiam ter esperado um destino melhor. Mas ninguém é enganado. Porque as decisões judiciais parecem ser ditadas dos corredores do Palácio Etoudi. Claramente, a saída da ONU provavelmente não teria um impacto decisivo no destino dos separatistas em apuros. No entanto, o governo camaronês teria muito a ganhar se levasse em consideração as conclusões do grupo de trabalho da ONU. Especialmente porque, de Kidal a Biafra via Casamance ou Tigray, a história ensinou suficientemente que nem o Kalash, nem a tortura ou a prisão podem extinguir para sempre um foco secessionista ou separatista. E a parte de língua inglesa dos Camarões não será exceção. Estaria na moda quando o poder de Biya caminha para um compromisso político colocando corajosamente e sem pretensões na mesa o debate sobre o futuro da Ambazônia. De qualquer forma, uma coisa é certa, as tendências de independência de Sisiku Julius Ayuk Tabé e seus companheiros têm fundamentos. E Biya faria bem em fornecer uma resposta política a essas fundações, alcançando os falantes de inglês. Mais do que ninguém, o homem do "6 de novembro" é diretamente desafiado; aquele que acaba de completar quarenta anos no poder. Sabendo que vai entregar, Paul Biya deve trabalhar para deixar para seus filhos e netos, um Camarões livre de crises sócio-políticas. Este também é o desafio que mais deveria importar para ele, se ele realmente ama Camarões e seu povo. Michel NANA

CUMPRIMENTO DA FRANCOFONIA EM DJERBA: Que transformação para um espaço atormentado?

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Abre, este sábado, dia 19 de novembro de 2022, durante 48 horas, na ilha de Djerba, na Tunísia, a 18. conforme sugerido pela Organização Internacional da Francofonia (OIF) e pela diplomacia tunisiana em outubro de 2021. Para esta reunião de chefes coroados do mundo francófono, são esperados nada menos que trinta para uma organização que atualmente possui 88 países, incluindo 54 membros, 7 associados e 27 observadores. Para acompanhar estes Chefes de Estado, estarão em torno das mesas de debate, 89 delegações oficiais e representantes de diversos organismos internacionais. O tema escolhido é: “Conectividade na diversidade: o vetor digital de desenvolvimento e solidariedade no mundo francófono”. O mundo francófono continua sendo a classe burra da democracia Embora devamos saudar a realização desta cúpula, que marca o compromisso dos atores que tornaram possível resistir à rajada de Covid-19 e à situação mundial marcada pela guerra na Ucrânia e o ressurgimento da insegurança no país do Na faixa sahelo-saariana, também podemos nos felicitar pela relevância do tema em um contexto hiperconectado, onde os movimentos sociopolíticos e o crescimento econômico são impulsionados pelas novas tecnologias de informação e comunicação. Mas essas conquistas não devem ofuscar as questões existenciais da Francofonia. E a primeira dessas questões existenciais é a própria questão da língua francesa no mundo. Mesmo que o francês ainda tenha 321 milhões de falantes e apresente uma marca de avanço de 7% em relação ao ano de 2018, notamos uma clara queda em relação ao inglês que oferece mais facilidade. Tratar-se-á, portanto, durante esta cimeira, de tomar as medidas necessárias para que a língua francesa "seja ensinada, falada, utilizada" e para que "continue a ocupar o seu lugar" como entende o primeiro responsável pela a organização francófona. Mas imaginamos que além do uso prático da língua francesa, ela implica todos os valores que a acompanham, em termos de democracia, paz, direitos humanos, mas também cooperação econômica e sociocultural. E é nisso que reside a segunda preocupação existencial da Francofonia. De fato, apesar de a organização ter feito da promoção da boa governança e das liberdades individuais e coletivas seu cavalo de batalha, observa-se que o mundo francófono continua sendo a classe dos burros da democracia. Atestam-no os regimes resultantes dos golpes de Estado no Mali, no Burkina Faso ou na Guiné, sem esquecer as ditaduras vermes dos Camarões ou do Congo. Podemos esperar que deste país deixe um novo impulso para a África nas suas relações com a língua francesa. fonte:lepays.bf

O comentário forte de Ronaldo sobre Messi que promete fazer manchetes.

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Na 2ª parte da entrevista que Cristiano Ronaldo concedeu a Piers Morgan, Lionel Messi foi um dos temas abordados. O astro português começou por revelar que este será o seu último Mundial, o 5º da sua carreira. Veja também: Escritor português sobre Ronaldo: “Quem é indiferente ao que nos faz chorar não merece o nosso respeito” Ronaldo abordou as hipóteses de Portugal e aqueles que serão as seleções favoritas à vitória final. "Vai ser provavelmente o último Mundial. Estou muito otimista. Temos um treinador fantástico e grandes jogadores. Estou convicto de que vamos fazer um grande Mundial. Já sonhei em ganhar o Mundial, vai se difícil, mas tudo é possível. Vamos ser competitivos. Nunca somos favoritos. A França, Espanha, Argentina e Brasil são os favoritos", afirmou. Ora neste sentido, Piers Morgan colocou o seguinte cenário ao astro português. Ronaldo marca dois golos, Messi também marca dois golos e depois, já no último minuto, aos 90'+4, o craque luso faz o hat trick e Portugal sagra-se campeão do Mundo. Veja também: Rui Santos arrasa em carta aberta a Ronaldo: “Não dês esse prazer a Ten Hag” Um cenário que Ronaldo assinaria por baixo, nem que fosse outro jogador a marcar o golo da vitória. "Vá lá… isso seria bom demais. Não esperaria um sonho assim tão bom quanto esse. Por mim pode marcar outro jogador, não me importa. Se Portugal chegar à final e alguém marcar que não eu, mesmo que seja o guarda-redes, eu serei a pessoa mais feliz do Mundo. Mas se isso acontecesse, posso dizer que terminaria a minha carreira se isso acontecesse", referiu. O internacional português não teve problemas em reconhecer a qualidade de Messi, ao ponto de apontá-lo como o melhor jogador que alguma vez defrontou. Ronaldo revelou que também não teria problemas em jantar com Messi "Jogador incrível, mágico, de topo. Como pessoa… Partilhámos o topo durante 16 anos, tenho uma grande relação com ele. Não somos amigos, mas é como um colega de equipa. Respeito-o muito pela forma como fala sempre de mim. É argentino, a minha namorada também… É um grande rapaz, faz tudo pelo futebol. Provavelmente o melhor que vi, a par do Zidane. Jantar com ele? Porque não? Adoro conhecer pessoas, partilhar coisas, ideias, aprender, novos pensamentos… Vou fazê-lo, de certeza, daqui a alguns anos", concluiu. fonte: https://www.msn.com/pt

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