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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 28 de junho de 2023

Senegal: Presidencial - Quase 85% dos eleitos locais lançam uma petição a favor da candidatura de Macky Sall.

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Uma petição, lançada por membros da Associação de Autarcas do Senegal, e a favor da candidatura do Presidente, Macky Sall, recolheu 472 assinaturas em 558, ou seja, 84,5% dos autarcas e 39 presidentes de conselhos departamentais, ou seja, 84,78%. A AMS também está planejando uma coletiva de imprensa amanhã às 11h30 no Pullman para relatar as principais linhas desta petição. Entretanto, a Seneweb publica um texto dos signatários desta petição em que explicam o seu compromisso com um terceiro mandato de Macky Sall. “Numa democracia, a maior legitimidade é eletiva e sempre começa localmente. É por isso que o Presidente da Câmara e o Presidente do Conselho Departamental são os melhores porta-vozes das populações. É por serem o Muro das Lamentações que são os mais legítimos e os mais bem colocados para avaliar as políticas públicas. Nós, executivos territoriais do Senegal, depois de avaliar os resultados da política do presidente Macky Sall nos territórios, chegamos à conclusão de que em 12 anos, como o Senegal, os municípios e departamentos estão em processo de passar da indigência à emergência. A emergência do Senegal é sobretudo a emergência de territórios. Eles estão surgindo graças às políticas ousadas e ambiciosas iniciadas pelo Presidente da República. Entre estes podemos citar: ? o aumento muito acentuado dos fundos de apoio à descentralização; ? a reforma do alvará e a introdução da Contribuição Econômica Local (CEL); ? o efetivo estabelecimento do serviço público local: ? o desenho e implementação do PACASEN, ? a finalização dos textos relativos à distribuição dos fundos mineiros e seu efetivo pagamento aos municípios; ? políticas de proteção social inovadoras e arrojadas, apoiadas na busca constante da equidade social; ? a duplicação da taxa de eletrificação rural em poucos anos; o objetivo de generalização da iluminação pública solar e sobretudo a clara vontade do Estado de universalizar o acesso à energia até 2025; ? a duplicação da produção agrícola seguindo, entre outras coisas, a política proativa de subsidiar insumos e modernizar equipamentos agrícolas; ? o ambicioso programa de abertura das localidades mais isoladas e a modernização dos transportes para melhor responder às necessidades das populações e dos agentes económicos; ? a qualidade das políticas de segurança que, num contexto sócio-político turbulento e complexo onde invectivas, caricaturas, fakes-nenews poluem perigosamente o meio sócio-político e onde o Senegal enfrenta manifestas tentativas de desestabilizar o país e de pôr em causa o nosso sistema democrático e os fundamentos da nossa república. Para além desta avaliação material, o Presidente da República conseguiu descentralizar o espírito de emergência que incutiu no coração de todos os eleitos. É por isso que todos os municípios do Senegal estão em construção. Comunalização universal é hoje sinônimo de emergência popular graças a investimentos maciços e estruturantes. Hoje, não há debate possível sobre os resultados do presidente Macky Sall, que encontrou o caminho que leva à emergência e comprometeu o Senegal a isso. Devemos, portanto, tornar irreversível a nossa marcha para a Emergência e nós, os executivos territoriais, estamos convencidos de que um novo mandato de Macky Sall é essencial para atingir este objetivo. Macky Sall precisa de cinco anos para tornar a emergência irreversível. Estamos, portanto, empenhados e prontos para renovar a nossa confiança nele para o interesse, felicidade e glória do Senegal. É por isso que assinamos esta petição para pedir que ele concorra em 2024. A abordagem será sustentada por uma plataforma permanente de consulta, reflexão e ação para apoiar criteriosamente a candidatura do presidente Macky Sall até a vitória final em 2024. Para além da lei e de uma decisão pessoal, é um dever histórico.” fonte: seneweb.com fonte: seneweb.com

Omar Sy, Kylian Mbappé, Rohff… Famosos entre a emoção e a indignação após a morte do jovem Naël, morto por um policial.

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Emoção e indignação. As reações surgiram após a morte de Naël M., um adolescente de 17 anos baleado e morto durante uma checagem policial na terça-feira em Nanterre. Se alguns políticos denunciaram uma verdadeira "execução", várias celebridades também comentaram esse drama. Kylian Mbappé assim expressou sua dor. "Machuquei minha França", disse ele no Twitter, antes de denunciar "uma situação inaceitável". O futebolista também quis enviar todos os seus pensamentos à família de Naël, "este anjinho que partiu muito cedo". Esta não é a primeira posição assumida sobre o tema da violência policial por Kylian Mbappé: em novembro de 2020, ele reagiu em particular ao espancamento do produtor de música negra Michel Zecler por policiais em Paris, denunciando "um vídeo insustentável" e "violência inaceitável". ”. Outros internacionais franceses compartilharam sua indignação. O guarda-redes da seleção francesa Mike Maignan avaliou assim que “é sempre para as mesmas pessoas que errar leva à morte”, enquanto o defesa Jules Koundé o denunciou “um novo deslize policial” e uma situação “dramática”. Do lado do mundo do cinema, o ator Omar Sy implorou-lhe “justiça digna” pela “memória desta criança”. Vários rappers franceses também comentaram esse drama, como Rohff, para quem "a falta de licença ou a recusa em obedecer não deveria permitir que um policial fora de perigo cometesse um assassinato na via pública". Enquanto a violência pontuou a noite e parte da noite de terça para quarta-feira em Nanterre, o drama reacendeu a polêmica sobre a resposta da polícia no contexto de uma recusa em obedecer. A princípio, fontes policiais afirmaram que um veículo havia colidido com dois motociclistas da polícia. Mas um vídeo que circula nas redes sociais mostra um dos dois policiais segurando o motorista sob a mira de uma arma antes de atirar à queima-roupa quando o carro é ligado. “Vais levar um tiro na cabeça”, ouvimos neste vídeo, sem que esta frase possa ser atribuída a alguém em particular. Por enquanto, o policial de 38 anos suspeito do tiroteio fatal foi preso por homicídio doloso. fonte: seneweb.com

terça-feira, 27 de junho de 2023

Presidencial e legislativo no Gabão em 26 de agosto, Bongo como o segundo favorito.

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O Gabão anunciou terça-feira a realização das suas eleições presidenciais, legislativas e autárquicas a 26 de Agosto, para as quais o presidente cessante Ali Bongo Ondimba e o seu partido deixam para já grandes favoritos face a uma oposição muito desunida. O chefe de Estado, de 64 anos, eleito em 2009 com a morte do pai Omar Bongo Ondimba - que governou o país durante mais de 41 anos - e reeleito em 2016, ainda não anunciou a sua candidatura. Mas seu todo-poderoso Partido Democrático Gabonês (PDG), que domina esmagadoramente o parlamento, o chama de seu "candidato natural" e Bongo vem conduzindo uma intensa turnê pelo país há vários meses que deixa pouco espaço para dúvidas. A oposição, por seu lado, avança para já numa ordem muito dispersa, com cerca de quinze personalidades já a anunciarem a sua intenção de concorrer e outras, incluindo tenores, que não fazem segredo disso. Se seus adversários não superarem suas divisões nos próximos dois meses antes da eleição, Bongo, no poder por quase 14 anos, começará como o forte favorito para conquistar um terceiro mandato em uma votação de turno único, que decidirá, portanto, o vencedor por uma maioria relativa neste pequeno estado centro-africano, que é particularmente rico em petróleo. Um decreto tomado em Conselho de Ministros anunciou a "convocação do colégio eleitoral para a eleição do Presidente da República, dos Deputados à Assembleia Nacional e dos Deputados dos Conselhos Departamentais e dos Conselhos Municipais (...) no sábado dia 26 agosto de 2023". Fixa o prazo de apresentação de candidaturas às três eleições até 11 de julho e a campanha eleitoral oficial, para as eleições presidenciais, decorrerá de 11 de agosto à meia-noite a 25 de agosto à meia-noite. - Violência em 2016 - Em 2016, Bongo foi reeleito por pouco, com 5.500 votos à frente do oponente Jean Ping, que denunciou uma eleição fraudada. O anúncio dos resultados gerou violência na capital Libreville que deixou pelo menos cinco mortos (quatro civis e um policial) segundo o governo, mas cerca de trinta, mortos a bala pela polícia, segundo a oposição. Um derrame em outubro de 2018 havia deixado Bongo afastado da cena política por longos meses e parte da oposição continua, quatro anos e meio depois, a questionar sua capacidade física para liderar o país. A maioria denuncia campanhas centradas essencialmente na saúde do Chefe de Estado e "sem qualquer outro programa". Ali Bongo, que ainda sofre de rigidez numa perna e num braço, movimenta-se com dificuldade mas tem-se multiplicado nos últimos meses, tem um ritmo constante, "passeios republicanos" por todo o país e tem participado em várias cimeiras internacionais ou visitas oficiais ao estrangeiro. O país é governado pela família Bongo há 55 anos e a oposição denuncia regularmente um "poder dinástico". Em fevereiro, um fórum de consulta política, rejeitado pelos principais líderes da oposição, levou a uma modificação da Constituição, em particular fazendo com que o escrutínio passasse a uma única volta e reduzindo a duração do mandato presidencial de sete para cinco anos. Os opositores de Bongo denunciaram uma "manipulação" destinada, cinco meses antes das eleições, a facilitar a sua reeleição por uma maioria relativa. - Oposição dividida - Até o momento, 15 a 20 pessoas anunciaram publicamente sua intenção de concorrer. Ainda não é o caso de alguns dos mais ferrenhos opositores, como Alexandre Barro Chambrier, do Rassemblement pour la Patrie et la Modernité (RPM), ex-ministro do Bongo pai e filho. Outra importante figura da oposição, Paulette Missambo, presidente da União Nacional (ONU) e que foi ministra de Omar Bongo, não esconde suas intenções e declarou, por enquanto, sua candidatura à coligação Alternance 2023, assim como outros tenores da oposição que dela fazem parte. O Gabão é um dos países mais ricos da África em termos de PIB per capita, graças ao seu petróleo, madeira e manganês em particular, e uma pequena população, cerca de 2,3 milhões de almas. Está entre os principais produtores de ouro negro da África subsaariana, e esse recurso representa 38,5% de seu PIB e 70,5% de suas receitas de exportação. Mas a economia, que o governo não consegue diversificar suficientemente, apesar dos progressos significativos nos últimos anos para desenvolver os setores produtivos locais, ainda depende muito dos hidrocarbonetos. “Apesar do seu potencial económico, o país luta para traduzir a riqueza dos seus recursos num crescimento sustentável e inclusivo”, “um terço dos seus habitantes vive abaixo do limiar da pobreza”, analisou o Banco Mundial em 2022. fonte: seneweb.com

Rússia: termina a rebelião do Grupo Wagner, Prigozhin deve ir para a Bielorrússia.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... fonte: rfi.fr
Combatentes do grupo de mercenários privados Wagner saem da sede do Distrito Militar do Sul para regressar às suas bases, na cidade de Rostov, Rússia, 24 de junho de 2023. REUTERS - STRINGER O suposto motim militar do Grupo Wagner, chefiado por Yevgeny Prighozin, chegou ao fim na noite de sábado. Num processo mediado por Alexander Lukashenko, presidente da Bielorrússia, com aval de Putin, o líder da milícia privada ordenou às suas tropas que regressassem às suas bases. O Kremlin anunciou que Prigozhin partiria para a Bielorrússia e que a investigação contra ele e os demais combatentes do Grupo Wagner seria arquivada. Menos de 24 horas depois de Yevgeny Prigozhin declarar uma “marcha pela justiça” para ajustar contas com o ministro da defesa, Serguei Shoigu, e Valeri Gerassimov, chefe das operações russas na Ucrânia, o aparente motim terminou. O líder da organização de mercenários do Grupo Wagner anunciou a suspensão do avanço das suas colunas militares em direcção a Moscovo, na chamada Marcha da Justiça, após a mediação do Presidente bielorrusso Alexander Lukashenko. “Lukashenko conhece Prigozhin há cerca de 20 anos”, disse aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. De acordo com um comunicado de presidência bielorrussa, trata-se de “uma acção conjunta” entre Minsk e Moscovo para encontrar uma solução benéfica para ambas as partes, evitando um “derramamento de sangue” na Rússia. “As negociações prolongaram-se durante todo o dia. Como resultado, as partes concordaram que é inaceitável iniciar um banho de sangue no território da Rússia. Yevgeny Prigozhin aceitou a proposta de Aleksandr Lukashenko no sentido de pôr termo ao avanço das unidades armadas de Wagner no território da Rússia e de tomar outras medidas destinadas a diminuir as tensões. Actualmente, está disponível uma variante absolutamente vantajosa e aceitável para desanuviar a situação, incluindo garantias de segurança para os combatentes da empresa militar privada Wagner”. Horas antes do acordo entre críticos do alto escalão militar e o poder instituído em Moscovo, os combatentes da milícia privada conseguiram cruzar a fronteira ucraniana e ultrapassaram diversas barreiras desde Rostov até à entrada do Oblast de Moscovo, a escassos quilómetros da cidade capital. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov detalhou o acordo entre ambas as partes: todas as acusações contra Prigozhin, por ter organizado uma rebelião armada, serão retiradas e este deixará a Rússia para viver na Bielorrússia. Os soldados que se juntaram a ele também não serão processados e os combatentes que não participaram na revolta receberão contratos do Ministério da Defesa. "Chegou-se a um acordo segundo o qual as tropas do Grupo Wagner regressariam aos seus acantonamentos e locais de destacamento. Alguns deles, se assim o desejarem, podem mais tarde assinar contratos com o Ministério da Defesa. O mesmo se aplica aos combatentes que decidiram não participar neste "motim armado". "Alguns combatentes das unidades militares [do Grupo Wagner] mudaram de ideias logo no início [do motim] e regressaram imediatamente. Eles até solicitaram a ajuda da polícia de trânsito, para retornar aos seus respectivos locais de destacamento" Na sequência deste acordo os combatentes do grupo paramilitar decidiram deixar os locais ocupados durante a incursão até Moscovo. O governador de Rostov, Vasily Golubev, anunciou que a "caravana do grupo Wagner deixou Rostov e retornou para os seus acampamentos", sem fornecer mais detalhes. Todas as restrições à circulação nas estradas e auto-estradas foram levantadas, segundo informou a agência rodoviária federal russa, Rosavtodor, à TASS. Este desfecho foi amplamente aplaudido pela população russa, que entre gritos e aplausos, saudou a iniciativa de ambas as partes em evitar um “banho de sangue”. Milhares de pessoas saíram às ruas para observar a retirada dos mercenários, inúmeros vídeos publicados nas redes sociais mostram pessoas que dão as mãos e abraçam-se, apelando ao reforço da unidade entre os russos. O estádio “Rostov Arena”, do principal clube da cidade, uma mensagem era visível à distância: “Somos todos um só povo e estamos a lutar contra um inimigo externo. Acreditamos no povo russo e no nosso presidente”. Para Denis Pushilin, líder da República Popular de Donetsk, esta situação "foi mais um incentivo para aumentar o apoio ao Presidente Putin, tanto por parte dos partidos pró-governo como dos partidos da oposição". Ele acrescentou ainda que este tipo de coisas só pode acontecer na Rússia onde "as maiores dificuldades e as ameaças mais graves nos unem". Entretanto a situação na linha da frente no leste da Ucrânia permanece igual. Esta situação coincide com o recrudescer dos confrontos no leste da Ucrânia, com uma iminente contra-ofensiva de Kiev. Peskov afirmou que o “motim não vai afectar de forma alguma” o curso do conflito, e que este deve continuar. "De modo algum. A operação militar especial continua, os nossos combatentes na linha da frente demonstram heroísmo, estão a desviar a contra-ofensiva das forças armadas da Ucrânia de forma extremamente eficaz. E a operação vai continuar". Para não perder mais tempo, as tropas ucranianas efectuaram diversos avanços e bombardeamentos estratégicos nas regiões de Donetsk e Lugansk. De acordo com a agência de notícias russa TASS, Kiev "bombardeou o território da República de Donetsk 26 vezes durante o sábado”. O Ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, disse no sábado que a Rússia mantém o controlo sobre as armas nucleares tácticas que serão instaladas na Bielorrússia, “em conformidade com as obrigações internacionais”. "Tanto os nossos amigos bielorrussos como os nossos representantes, os representantes da Rússia, explicaram repetidamente o que se estava a passar em relação a este assunto. Este facto [a instalação de armas nucleares] não viola de modo algum uma única obrigação internacional da Bielorrússia ou da Federação Russa, incluindo as obrigações decorrentes do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. Estamos a manter o controlo sobre as armas que serão instaladas no território do nosso aliado, o que garante plenamente a implementação das obrigações que mencionei". O que acontecerá nos próximos tempos? Uma questão que não foi detalhada publicamente pelas autoridades russas diz respeito às demandas efectuadas por Prigozhin, nomeadamente a demissão de algumas figuras do alto escalão militar, como o ministro da defesa Serguei Shoigu e Valeri Guerassimov, comandante das operações na Ucrânia. Embora especule-se a substituição de ambas figuras, a estrutura do poder instituído dentro do Ministério da Defesa da Rússia permanece intacta por enquanto. Se para algumas figuras importantes este acontecimento demonstrou uma certa fragilidade por parte do regime de Putin, este último conseguiu minimizar os danos causados por esta disputa.

"Dívida africana é ridícula" quando comparada com países do Norte.

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No rescaldo da Cimeira para um Novo Pacto Financeiro Global, que decorreu em Paris, um dos temas mais debatidos foram as dívidas soberanas dos países mais vulneráveis, com Carlos Lopes, economista guineense, que esteve na capital francesa para seguir e aconselhar este encontro de líderes mundiais, a afirmar que as dívidas africanas "são ridículas", já que são apenas uma fracção das dívidas do Norte, mas que estes países têm mesmo assim dificuldades em financiarem-se nos mercados financeiros. Mais de 40 líderes mundiais estiveram em Paris no fim desta semana para encontrar novas soluções para o finaciamento das economias em desenvolvimento, com alguns resultados importantes como a dotação de 100 mil milhões de dólares para um fundo verde e a doação dos direitos de saque do FMI dos países mais ricos para os países mais pobres. Um dos temas discutidos foi a dívida soberana dos países africanos que pesa nos orçamentos destes Estados, embora a nível global, pese muito menos do que as dívidas dos países do Nrote. "Em todos os sentidos, a dívida africana é ridícula. Se tivermos em conta o que diz o banco responsável pela regulação mundial no sistema bancário, o Bank of International Settlements, há um fosso criado pela dívida soberana de 800 biliões de dólares onde os 800 mil milhões de África não são nada. E, depois para complicar as coisas, podemos olhar para a dívida em relação ao PIB e o rácio da África é muito baixo, é de 60%, a média dos países ricos é de 120%, portanto nós não somos os responsáveis principais pela dívida", explicou o economista Carlos Lopes. Carlos Lopes esteve em Paris para acompanhar esta cimeira, tendo integrado também o grupo de 12 economistas que fizeram diversas propostas de estímulo da economia global de forma a financiar os países mais vulneráveis, que tê, ,ais dificuldades em apostar no desenvolvimento sustentável.Com o aquecimento global, o esconomisa defende que África está a passar um preço mais elevado do que a sua contribuição. "Se seguirmos os relatórios científicos e compararmos com os montantes e atitudes dos diferentes países para poder dar satisfação à exigência de conter o clima e as mudanças climáticas em várias frentes, nomeadamente da temperatura, de 1,5 graus até 2050 não estamos nem perto dessa trajectória. A ideia é saber quem são os responsáveis. Os países africanos emitem cerca de de 3% das emissões totais e quando vemos a contribuição do continente para a captura do carbono, nós somos contribuintes da solução, não somos parte do problema e devíamos ser compensados por isso", defendeu. Neste fórum, Carlos Lopes garantiu que as vozes dos países africanos e da América Latina se fizeram ouvir. "Durante esta cimeira tivemos vozes estridentes a dizer basta, não queremos mais esta discussão. Tivemos o Presidente Lula, o Presidente Rutto do Quénia, o Presidente Ramaphosa da África do Sul, tivemos uma série de protagonistas africanos todos em sintonia, com a primeira-ministra dos Barbados, e, portanto, há grandes chances de este ano podermos chegar a alguns resultados importantes", declarou. fonte: rfi-fr

ANGOLA: HAJA PACIÊNCIA COM TANTA HIPOCRISIA.

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O ministro das Relações Exteriores angolano, Téte António, considerou hoje histórica (em Angola tudo é histórico) a reunião ministerial para a Cimeira Quadripartida de chefes de Estado e de Governo, na terça-feira, em Luanda, para resolução do conflito no leste da República Democrática do Congo (RD Congo). Falando na abertura da sessão de trabalhos preparatória para a Cimeira Quadripartida de Luanda, Téte António classificou como histórico o encontro por juntar quatro comunidades e mecanismos regionais, sob os auspícios da União Africana e participação das Nações Unidas. A Cimeira Quadripartida da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) e um organismo das Nações Unidas está agendada para terça-feira. Assuntos transversais sobre o continente africano, sobretudo o conflito no leste da RD Congo, devem dominar os trabalhos neste encontro de Luanda. Segundo o governante angolano, citado em comunicado do órgão que tutela, a presença de individualidades dos organismos em Luanda reflecte o significado que a paz, a segurança e a estabilidade política na região dos grandes lagos tem para cada uma das organizações. Um relatório dos peritos sobre o Plano Director Conjunto e Consolidado do Grupo de Coordenação Multinível e o projecto do comunicado da cimeira também estiveram em apreciação na reunião ministerial. A Cimeira Quadripartida visa ainda “reforçar a coordenação e a harmonização dos engajamentos com que cada uma dessas organizações tem vindo a contribuir para a pacificação na região, evitando-se duplicação de esforços e optimizando as iniciativas e recursos”. E a RD Congo aqui tão perto Já em 2017 (18 de Maio), o MPLA lamentava que alguns sucessos alcançados na conquista da paz para a República Democrática do Congo estivessem a ser “sacrificados”, com o conflito armado naquele país. A preocupação foi realçada pelo então secretário-geral do MPLA, António Paulo Cassoma, no discurso de abertura do encontro que juntou na capital angolana os seus homólogos dos antigos movimentos de libertação nacional da África Austral, de Moçambique, África do Sul, Namíbia, Zimbabué e Tanzânia. António Paulo Cassoma referiu que a reunião aconteceu num contexto regional marcado por alguns focos de tensão, augurando que os sinais de entendimento e de paz em Moçambique “sejam consolidados”, igualmente desejando “o resgate da estabilidade política na África do Sul”. Relativamente à RD Congo, o dirigente do MPLA disse que Angola assistia com “grande preocupação ao recrudescimento de um conflito militar, que ao longo dos anos já provocou a perda de milhares de vidas humanas e obrigou que alguns dos seus cidadãos se colocassem na condição de refugiados que abandonam as suas zonas de origem para os países vizinhos em defesa das suas vidas”. “A paz para a nossa sub-região continuará a estar no centro das nossas agendas e é neste sentido que se dirigem os esforços do Presidente José Eduardo dos Santos, na sua qualidade de presidente da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos”, referiu na altura. Lamentou também que “alguns sucessos alcançados neste âmbito no passado, estão a ser sacrificados por força desses conflitos que assentam numa base étnica e tribal”. “O nosso Presidente, o presidente do MPLA e da República, está determinado em prosseguir com os esforços colectivos, em coordenação com os demais chefes de Estado da sub-região, para que se alcance a paz duradoura que o povo congolês e de outros povos da sub-região que dela necessitam e merecem”, disse António Paulo Cassoma. Participaram nesse encontro os secretários-gerais da FRELIMO (Moçambique), do ANC (África do Sul), da SWAPO (Namíbia), da ZANU-PF (Zimbabué) e da Chama Cha Mapinduzi (Tanzânia). E a outra face da tragédia? Recorde-se que, em Novembro de 2016, o ministro das Relações Exteriores de Angola reiterou o claro, inequívoco e musculado empenho do Governo angolano no apoio à República Democrática do Congo (RD Congo) para resolver o conflito político que se prolongava há vários meses. “Pensamos que tem que haver o fim da crise na RD Congo, que passa pelo respeito da Constituição tanto pelos diferentes partidos da oposição como pelo Governo”, disse então Georges Chikoti à margem de um encontro que manteve com a missão do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que se deslocou a Angola, proveniente de Kinshasa, onde permaneceu durante dois dias para ouvir as partes envolvidas no conflito. Foi fácil dizer aos outros para olharem para o que diziam e não para o que faziam. Em Angola o MPLA, o Governo e o Presidente da República (José Eduardo dos Santos, nunca nominalmente eleito, esteve 38 anos no poder) não cumprem a Constituição, mas exigem que o vizinho – sobretudo a oposição – a cumpra. É preciso muito descaramento. De acordo com Georges Chikoti, os membros do Conselho de Segurança da ONU visitaram Angola como sinal de reconhecimento do papel que o país representava na região, sendo um dos vizinhos mais próximos e mais importantes da RD Congo, com uma fronteira comum de cerca de 2.000 quilómetros. O chefe da diplomacia angolana frisou que Angola, como membro da comunidade internacional (quem diria!), pensava que é necessário que o Conselho de Segurança da ONU assuma o papel de trabalhar em coordenação com a região, com a RD Congo, para que possa ajudar este país amigo e servil ao regime de Luanda. “Um papel em que o Conselho de Segurança de facto jogue o seu papel, assuma as suas responsabilidades com a região, com a comunidade internacional para ajudarmos a RD Congo na base daquilo que são os entendimentos que a oposição e o Governo estão a tentar propor”, disse Georges Chikoti. Angola no âmbito da presidência da CIRGL (Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos) tem-se engajado para encontrar soluções pacíficas para resolução de conflitos políticos na RD Congo e que, é claro, mantendo na altura no poder o seu servil amigo Joseph Kabila. O “diálogo nacional” na RD Congo, onde não participou a oposição, deu “luz verde” a 17 de Outubro de 2016 ao acordo para adiar as eleições presidenciais para 29 Abril de 2018, após várias semanas de contestação na rua. Dir-se-ia que foi um “diálogo nacional” atípico. Melhor, foi (como outros) um monólogo feito à medida e por medida para que Joseph Kabila se mantivesse no poder e fizesse tudo o que sua majestade o então rei de Angola mandasse. Os mais optimistas e aliados de Luanda disseram na altura que o acordo pretendia manter no cargo o Presidente do país, Joseph Kabila, cujo mandato terminou a 19 de Dezembro de 2016 e que a Constituição proibia de se recandidatar. Na verdade, o acordo unilateral visava exclusivamente manter Kabila no poder. Esse acordo atípico, ou familiar, previa a criação de um novo Governo, com o posto de primeiro-ministro a ser entregue a uma pessoa da catalogada e pré-fabricada da oposição, mas foi considerado bastante frágil porque o principal grupo da oposição boicotou as negociações. Na guerra civil na RD Congo, entre 1998 e 2002, Angola e o Zimbabué enviaram tropas para aquele país para apoiar o regime do então Presidente, Laurent Désiré Kabila, pai de Joseph Kabila, que foi assassinado em Janeiro de 2001, contra os rebeldes, apoiados pelo Ruanda, Uganda e Burundi. Opositores de Kabila presos em Luanda Recorde-se igualmente, como o Folha 8 noticiou, que o regime angolano prendeu no dia 23 de Outubro de 2016 um grupo de mais de uma dezena de cidadãos da República Democrática do Congo, que se reunia no bairro Palanca, em Luanda, e que pretendia protestar contra a permanência de Joseph Kabila na presidência ou no governo de transição. No dia 23 de Outubro de 2016, dia em que planeavam fazer acertos finais para o protesto, o grupo foi surpreendido e detido por elementos da Polícia Nacional do MPLA e dos Serviços de Investigação Criminal (SIC). Planeavam manifestar-se no dia da 7ª reunião de Alto Nível do Mecanismo Regional de Supervisão do Acordo Quadro para a Paz, Segurança e Cooperação na República Democrática do Congo (RD Congo) e na Região dos Grandes Lagos, realizada no Centro de Convenções do Talatona, em Luanda. O grupo dos cidadãos congoleses-democratas pretendiam demonstrar a sua insatisfação diante dos presidentes que participaram na 7ª reunião, nomeadamente: o anfitrião José Eduardo dos Santos, da RDC, Joseph Kabila, do Congo, Denis Sassou Nguesso, da Zâmbia, Edgar Lungu, do Tchad, Idriss Deby, na qualidade de presidente em exercício da União África. Marcaram também presença, a Presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Zuma, o enviado do secretário-geral da ONU para a região dos Grandes Lagos, Said Djinnit, e representantes de países membros do Conselho de Segurança da ONU. A maior exigência dos partidos políticos da oposição da RD Congo era a não participação do presidente Joseph Kabila nas próximas eleições, sendo que o mesmo já cumpriu com os dois mandatos presidenciais garantidos pela Constituição daquele país. Folha 8 com Lusa

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Rafael Marques: "João Lourenço passou de Messias a Judas".

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Rafael Marques à esquerda. O ativista e jornalista angolano Rafael Marques acusou o Presidente angolano de ter iludido o país com falsas promessas e de ter uma agenda de hostilidade contra os angolanos. O ativista e jornalista angolano Rafael Marques acusou hoje o Presidente angolano de ter iludido o país com falsas promessas, levando a sociedade do sonho ao desespero e passando de Messias a Judas em cinco anos. O diretor do site Maka Angola, em que denuncia vários casos de corrupção, interveio hoje (23.06) no III Congresso Internacional de Angolanística, em Lisboa, lembrando que João Lourenço chegou à presidência em 2017, após quase quatro décadas de José Eduardo dos Santos no poder, permitindo aos angolanos sonharem com a possibilidade de uma Angola melhor. "Augurava-se, como primeiro passo de mudança e de liderança, a reforma do Estado e a implementação de um novo modelo de governação, assente na separação de poderes", apontou. No entanto, a realidade veio a desacreditar as promessas de início de mandato de Lourenço e gorou as expetativas da população, sobretudo no último ano, em que os alicerces necessários à edificação de quatro pilares estruturantes para o futuro de Angola "vêm sendo sistematicamente destruídos". Esses pilares são: uma liderança que promova e una o país e os cidadãos em torno do Estado-Nação, a estruturação do Estado de Direito, uma economia próspera e uma matriz de educação, saúde e justiça que sirva todos os cidadãos. "E os angolanos, depois de tanto sonharem, entraram agora em desespero", lamentou Rafael Marques. fonte: DW África

Um dos últimos suspeitos do extermínio de Ruanda é detido na África do Sul.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Fulgence Kayishema é acusado de genocídio, cumplicidade no massacre, conspiração para cometer os assassinatos em massa e crimes contra a humanidade.
Kayishema foi detido em Paarl, África do Sul SIMON WOHLFAHRT / AFP Fulgence Kayishema, um dos últimos quatro fugitivos procurados por seu papel no genocídio de Ruanda em 1994, foi detido na quarta-feira na África do Sul, anunciaram nesta quinta-feira (25) os promotores da Organização das Nações Unidas (ONU) que investigam o caso. "Um dos genocidas fugitivos mais procurados do mundo (...) foi detido em Paarl, África do Sul", como parte de uma operação com as autoridades sul-africanas, informou um tribunal das Nações Unidas em um comunicado. Ele estava desaparecido desde 2001, de acordo com o Mecanismo Residual Internacional dos Tribunais Penais, responsável por concluir os trabalhos do Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR). Kayishema era procurado por seu papel no genocídio que, em cem dias, resultou na morte de 800 mil tutsis e hutus moderados. Ex-inspetor de polícia, nascido em 1961, de acordo com o tribunal, ele foi acusado de genocídio, cumplicidade em genocídio, conspiração para cometer genocídio e crimes contra a humanidade. De acordo com a acusação, Kayishema é responsável e também cúmplice de assassinato e danos físicos ou mentais graves a membros da população tutsi entre 6 e 20 de abril de 1994. Bulldozer O ex-fugitivo teria "participado diretamente no planejamento e execução do massacre", segundo o tribunal, "em particular ao adquirir e distribuir gasolina para incendiar a igreja com os refugiados dentro". "Quando isto falhou, Kayishema e outros usaram um "bulldozer" para derrubar a igreja, enterrando e matando os refugiados dentro", acrescentou. Kayishema e outros supervisionaram a transferência de cadáveres do terreno da igreja para valas comuns nos dois dias seguintes. A detenção de Kayishema "garante que será levado a tribunal pelos crimes de que é acusado", disse o procurador do órgão judicial, Serge Brammertz, citado no comunicado. "Hoje é um dia dedicado à memória das vítimas e sobreviventes do genocídio" que, 29 anos depois, "continuam carregando as cicatrizes físicas e mentais de seu sofrimento", acrescentou. Kayishema usou vários pseudônimos e documentação falsa para esconder sua identidade e contou com "uma rede de apoio de confiança" para não ser encontrado, segundo os promotores. Entre os apoios estão membros de sua família, membros das ex-Forças Armadas Ruandesas e das Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda. A detenção ocorreu em Paarl, durante uma operação com as autoridades sul-africanas, após uma longa investigação realizada em vários países. Muitos ruandeses foram condenados pela Justiça de seu país, por tribunais internacionais ou de países ocidentais, por atos relacionados ao genocídio dos tutsis em 1994. O TPIR já condenou 62 pessoas. Outros, como Augustin Bizimana, um dos principais cérebros do massacre, morreram antes do julgamento pela justiça internacional. Os juízes da ONU suspenderam em março o processo de Félicien Kabuga, suposto tesoureiro do genocídio ruandês em 1994, para decidir se o estado de saúde do réu permite que ele seja julgado. fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/

Lula afirma que países africanos de língua portuguesa voltarão a ser prioridade para o Brasil.

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Presidente brasileiro teve encontro nesta terça-feira (2) com primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, em Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o relacionamento com os países africanos lusófonos (cuja língua oficial é o português) voltará a ser prioridade para o Brasil. Lula teve encontro, nesta terça-feira (2), em Brasília, com primeiro-ministro da República de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, e disse acreditar na cooperação sul-sul (entre países em desenvolvimento) solidária, “com benefícios mútuos e baseada em experiências compartilhadas”. — O Brasil aposta na África não só porque tem uma dívida histórica com esse continente irmão, mas também porque vemos na África um futuro extraordinário com seu 1,2 bilhão de habitantes e seu imenso e rico território — disse durante o encontro, no Palácio do Itamaraty. Em julho, Lula deve ir à cúpula da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em São Tomé e Príncipe, e em agosto, à cúpula do Brics — bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O presidente lembrou que, em seus dois primeiros mandados, foi ao continente africano em 12 ocasiões, quando passou por 21 países. Na quarta-feira (3), o primeiro-ministro Correia e Silva participa do maior evento de tecnologia do mundo, o Web Summit, e, para Lula, isso vai permitir a identificação de novas áreas de cooperação a serem exploradas em setores de ponta. — A economia digital e as chamadas startups têm enorme potencial de transformação de nossa economia de geração de emprego e renda nas cidades e no campo — declarou o presidente. Brasil e Cabo Verde estabeleceram relações diplomáticas em 1975. Desde a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica, em 1977, o país tem sido beneficiado por projetos desenvolvidos em parceria com instituições brasileiras, em áreas como saúde, educação, agropecuária e agências reguladoras. Durante discurso nesta terça, Lula destacou as parcerias na educação. Cabo Verde tem aproveitado as oportunidades oferecidas pelos programas de graduação e pós-graduação e enviado anualmente centenas de estudantes ao Brasil. Diplomatas e militares do país africano também têm frequentado tradicionalmente cursos de formação no Brasil. O Brasil também contribuiu para a criação da Universidade de Cabo Verde, em 2004. — Com seus 18 anos de funcionamento, ela tem representado importante opção para o Ensino Superior dos cabos verdianos que já não necessitam buscar alternativas somente no Exterior — pontuou Lula. Outras iniciativas bilaterais importantes estão em curso em assistência materna infantil, coleta eletrônica de dados para pesquisas populacionais e solidariedade animal. O presidente também defendeu a inclusão social e o combate ao racismo como bases para a plena democracia. — O Brasil ainda tem contas a acertar com seu passado de escravidão. Não transigiremos com racismo — ressaltou. Ainda, Lula também quer dar atenção especial para mitigação dos impactos das mudanças climáticas em Cabo Verde. — Os efeitos da mudança do clima representam ameaças a todos e seus impactos são particularmente perversos nos pequenos estados insulares — destacou, sobre o país que é formado por um arquipélago de dez ilhas, na costa ocidental da África. O Brasil é candidato a sediar a 30º edição da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em 2025. fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Transformação digital em foco: Ruanda e Guiné-Conacri colaboram para os avanços das TIC.

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A delegação de Ruanda, liderada pela Autoridade da Sociedade da Informação de Ruanda (RISA), participou recentemente da Semana de TIC da República da Guiné. Este encontro de três dias, realizado de 14 a 16 de junho, reuniu figuras influentes do setor de TIC em toda a África. A delegação consistia em representantes da Iniciativa de Cooperação de Ruanda, Irembo Gov, QT Software, Pivot Access e RSwitch. A Semana de TIC forneceu uma plataforma para colaboração, discussões e assinatura de importantes Memorandos de Entendimento (MoUs) entre as duas nações. Durante a Semana de TIC, a delegação de Ruanda se envolveu ativamente em várias atividades, incluindo exposições, painéis de discussão, reuniões bilaterais e sessões de trabalho. Estas plataformas facilitaram a troca de ideias e a exploração de potenciais parcerias. Notavelmente, dois MoUs foram assinados, um com foco na colaboração de compras e outro em serviços eletrônicos. Esses acordos estabelecem as bases para uma cooperação reforçada no setor de TIC e a digitalização dos serviços públicos. Os MoUs assinados marcaram um marco significativo no fortalecimento da cooperação em TIC e no avanço da digitalização dos serviços públicos. A parceria criada por meio desses acordos tem grande potencial, principalmente para a expansão da Irembo, uma renomada plataforma digital ruandesa, na Guiné. A formalização destas parcerias assenta na forte determinação demonstrada por ambos os países em aprofundar os seus laços, nomeadamente no domínio das TIC, na sequência da visita do Presidente Paul Kagame à Guiné em abril de 2023. A assinatura dos MoUs entre a Agência Nacional Encarregada da Digitalização da Guiné (ANDE), a Iniciativa de Cooperação de Ruanda (RCI) e a Irembo significa um passo adiante nos esforços de transformação digital. A colaboração visa alavancar o conhecimento e a experiência de ambas as nações para melhorar o acesso aos serviços públicos por meio de plataformas digitais eficientes. Com esta parceria, abrem-se perspectivas positivas para a expansão dos serviços da Irembo na Guiné. O histórico comprovado da Irembo em Ruanda, onde revolucionou as interações cidadão-governo, a posiciona como um potencial catalisador para avanços semelhantes na prestação de serviços públicos na Guiné. À medida que Ruanda e Guiné continuam a aprofundar sua cooperação, particularmente no domínio digital, há um caminho promissor para avanços em tecnologia, melhor acesso a serviços públicos e, finalmente, o crescimento socioeconômico de ambas as nações. fonte: https://www.newtimes.co.rw/

FOLHA8: A POLÍCIA É “BOSTA” SÓ QUANDO CONVÉM?

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“A Polícia de Segurança Pública (de Portugal) utilizou a fotografia de um agente de etnia africana para publicitar o 40º Curso de Formação de Oficiais da Polícia. A fotografia provocou reacções virulentas e os comentários de teor racista entupiram as redes sociais da PSP. De tal maneira que tiveram de ser apagados. Sobreviveram apenas os menos indigentes, mas pela amostra que aqui deixamos, a título de exemplo, o cheiro devia ser execrável”, conta o Jornalista Carlos Narciso no duaslinhas.pt. Carlos Narciso escreve: “acontece que a fotografia que tanto incomodou intolerantes e racistas não é a única que a PSP utilizou para promover a mesma iniciativa. Nesses casos, em que não surge em destaque nenhum agente da PSP racializado, as reacções foram serenas”. “Não terá sido o caso, mas publicações deste género constituem um isco fácil para rastrear racistas e disseminadores de discurso de ódio. A partir de agora, a PSP não poderá continuar a agir como se o racismo não fosse uma praga a exterminar. Os próprios conselhos que a PSP dissemina (por dever do ofício) servem para ela própria”, conclui Carlos Narciso. RACISMO É RACISMO, SEJA PORTUGUÊS OU ANGOLANO Em 22 de Janeiro de 2019, a Embaixada de Angola em Portugal anunciou que estava atenta ao apuramento de responsabilidades no caso que ocorreu no Bairro da Jamaica, no Seixal, apelando aos cidadãos angolanos que “se abstenham de acções negativas”. Foi um bom conselho, sobretudo quando nas redes sociais aumentava exponencialmente a antipatia, e mesmo ódio, contra os portugueses. “A Embaixada da República de Angola em Portugal tomou conhecimento de uma rixa entre duas senhoras, sendo uma cidadã angolana, depois de terem saído de uma festa, no Bairro Jamaica. Lamentavelmente, ao responder ao apelo feito por uma das partes, as autoridades policiais viram-se envolvidas numa situação de resistência, desrespeito e agressão às autoridades o que derivou no uso excessivo da força exercida contra familiares da cidadã angolana que acorreram ao local”, referiu a embaixada em comunicado. O documento acrescentava que as imagens divulgadas nas redes sociais, sobre o incidente, foram acompanhadas de “apelos à exacerbação dos ânimos e atitudes incontidas e de intolerância de vária índole”. “Ao tomar conhecimento dos referidos factos, o Consulado Geral de Angola em Lisboa, deslocou-se de imediato ao local e prestou o apoio consular aos membros da família nos termos da lei e das suas atribuições, inclusive junto das instâncias policiais e judiciais portuguesas, no âmbito das quais foram e estão a ser feitas as averiguações necessárias e apuradas as devidas responsabilidades”, frisa o comunicado. Em relação aos casos de desordem pública que ocorreram posteriormente, a Embaixada de Angola reprovou os actos, garantindo que iria denunciar “quaisquer tentativas de aproveitamento ou a intenção de ligação desses desacatos que põem em causa a tranquilidade e ordem pública”. “Assim, apela aos cidadãos angolanos a assumir uma atitude de serenidade e civismo, respeitando as leis e a ordem pública do país de acolhimento, abstendo-se de acções negativas e de participar em actos que mais não são do que aproveitamentos alheios com fins inconfessos”, salientava o comunicado. A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portugal reforçou o policiamento com elementos da Unidade Especial de Polícia na Bela Vista, em Setúbal, e em algumas zonas de Loures e Odivelas (distrito de Lisboa), após incidentes registados com o lançamento de “cocktails Molotov” contra uma esquadra e o incêndio de caixotes de lixo e de várias viaturas. Em comunicado, a PSP informou que continuava as investigações a estes incidentes, “nada indiciando, até ao momento, que estejam associados à manifestação” de protesto contra uma intervenção policial no Bairro da Jamaica. Após a manifestação em frente ao Ministério da Administração Interna, em Lisboa, quatro pessoas foram detidas na sequência do apedrejamento de elementos da PSP por participantes no protesto, convocado para dizer “basta à violência policial” e “abaixo o racismo”. Este protesto ocorreu um dia depois de incidentes em Vale de Chícharos, conhecido por Bairro da Jamaica, entre a PSP e moradores, de que resultaram feridos cinco civis e um polícia, sem gravidade. Enquanto isso, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) acusou algumas entidades políticas e associativas, como o Bloco de Esquerda (BE) e a associação SOS Racismo, de incitamento à violência e de colocarem a população contra a polícia. O Sindicato Nacional da Polícia – SINAPOL, também acusou responsáveis políticos e a SOS Racismo de produzirem “declarações insensatas”. “Os comentários de entidades políticas, como o Bloco de Esquerda, e da associação SOS Racismo não vieram contribuir para a solução do problema. Tiveram um objectivo contrário e incitaram à violência”, disse à agência Lusa o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, depois dos incidentes, nomeadamente o ataque com cocktails Molotov contra a esquadra da PSP da Bela Vista, em Setúbal. Paulo Rodrigues considerou “inadmissíveis” os comentários que “colocam a população contra a polícia” e adiantou que criam a ideia de que é legítimo tentar agredir a polícia. O sindicalista adiantou que houve uma tentativa de classificar a PSP como racista e xenófoba. Paulo Rodrigues referia-se à deputada do BE Joana Mortágua, que partilhou nas redes sociais um vídeo dos incidentes no bairro da Jamaica, e comentou que os bloquistas iriam pedir responsabilidades. A associação SOS Racismo anunciou que iria apresentar uma queixa ao Ministério Público na sequência da intervenção policial, sublinhando que as agressões “são absolutamente injustificáveis e inaceitáveis” e, por isso, o caso deve ser esclarecido e as responsabilidades apuradas. Também o dirigente da SOS Racismo e, na altura, assessor do Bloco de Esquerda, Mamadou Ba, publicou um texto na rede social Facebook em que fala da “violência policial” no bairro da Jamaica, no Seixal, e dos confrontos, referindo-se à polícia como “a bosta da bófia”. O SINAPOL disse repudiar todos os actos de violência e considerou “verdadeiramente preocupante” que “incentivos gratuitos” à violência contra polícias sejam também induzidos pela SOS Racismo, o que “acaba por agravar situações” que já têm um cariz “explosivo”. Para reflexão: Uma emblemática sala de espectáculos do Porto (Portugal). Uma senhora barafusta com o assistente de sala por não a deixar entrar por uma determinada porta. Ele explicou: “O seu bilhete indica que a porta de entrada é outra”. Irritada e aos berros a senhora dizia: “Está a fazer isso porque eu sou negra”… FOLHA8

ANGOLA: ATÉ OS PRODUTOS DA CESTA BÁSICA SÃO IMPORTADOS.

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As associações de empresas dos sectores da agricultura, indústria e pescas manifestaram-se hoje preocupadas com a desvalorização da moeda nacional, o kwanza, antevendo o agravamento da inflação. Pelos vistos não perceberam que o MPLA ainda não teve tempo para governar. Senhores! Eles só estão no Poder há 48 anos. Tenham paciência. Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Agro-pecuária de Angola (AAPA), Wanderley Ribeiro, disse que o tema é uma preocupação para a classe empresarial, agravada pelo facto de os insumos serem quase todos importados, “desde o conhecimento à semente”. Isto, refira-se, num território que até à data (1975) da substituição dos colonialistas portugueses pelos colonialistas do MPLA era auto-suficiente. “Vão começar a chegar agora ao país com um preço muito elevado, isso vai fazer com que o custo de produção seja mais elevado ainda. Nós já temos uma estrutura e custo de produção que é muito alta, sem termos estes fenómenos cambiais que estamos a viver agora”, frisou. Além da importação dos insumos, Wanderley Ribeiro expressou preocupação com o pagamento de salários, sobretudo nas grandes fazendas: “Temos uma estatística de que as 30 maiores fazendas do país estão a ser dirigidas por aproximadamente 90% expatriados e entra aqui depois uma dificuldade de tesouraria para conseguir pagar esses salários e tudo isso quem vai ter que pagar é o consumidor final, vai ter que ser embutido no preço do produto, então estamos a prever o agravamento da inflação fruto do aumento do custo de produção”. A explicação, para além de correcta, é simples de entender. O problema está no facto de o general João Lourenço e os seus eruditos colaboradores do MPLA terem sofrido uma involução genética que colocou o cérebro com ligação directa aos intestinos. É por isso que quando usam o cérebro sai… Por outro lado, esta situação estimula a procura interna da parte dos grandes importadores, mas é preciso haver disponibilidade de produto. Lá vem a diversificação económica (que não existe desde 1975) e a auto-suficiência (produtiva, alimentar) que desapareceu na mesma data. “E o que nós temos sentido, sobretudo por não terem arrancado ainda os programas macro definidos pelo Governo, do Planagrão e outros, que viriam ajudar o sector a fazer uma operação de alavancagem, de modo a ter condições de no final deste ano, início do próximo ano, ter uma disponibilidade maior de produtos, até este momento ainda não se sabe da disponibilidade desses recursos, então as empresas também não estão a poder se financiar, conseguir avançar com a sua produção”, disse. O presidente da AAPA para já antevê o aumento da inflação e para fazer face à situação “um remédio que não tem efeito imediato” – o aumento da produção interna. “Tudo isto é provocado por conta da nossa produção praticamente inexistente, temos vindo a promover muito a questão do aumento da produção nacional, mas é preciso que efectivamente se dê prioridade à produção nacional. A prioridade deve estar onde está o recurso e não onde está o discurso”, destacou, observando que “a agricultura não tem recurso, não vê os mecanismos de financiamento que garantam efectivamente a produção”, aliado aos recursos humanos angolanos, ainda com poucos “que cumpram os requisitos ou nível de ‘expertise’ que as empresas buscam”. Por sua vez, o vice-presidente da Associação Industrial de Angola referiu que as empresas estão a ressentir a alta dos valores de importação, que afecta no final quer empresas quer consumidores. Eliseu Gaspar considerou que há um conjunto de medidas a serem tomadas para reverter o quadro, primeiro o aumento da produção interna, seguido da diversificação a economia, “que não seja apenas uma retórica, mas que seja um facto”. “Outra medida estruturante que está a ser proposta nos últimos dias por vários representantes da classe empresarial angolana é que as petrolíferas devem pagar em moeda estrangeira aqui, porque o que se verifica agora é que as empresas pagam em kwanzas e eles só transferem o cambial correspondente aos kwanzas das despesas e o resto do valor fica fora do país, a banca angolana e o mercado angolano não usufruem da venda do petróleo, o que usufrui é um valor residual pago em kwanzas para as suas despesas” realçou. Segundo Eliseu Gaspar, grande parte dos serviços prestados às companhias petrolíferas é feito por empresas estrangeiras e é pago fora do país em divisas, “portanto, há que inverter esse quadro”, propondo uma revisão à lei. O vice-presidente da associação das indústrias citou também as dificuldades para a importação de matérias-primas, “salvo raras excepções”, por conta da insuficiente produção interna, lembrando que “até cereais, a cesta básica, é quase tudo importado”. Já o líder da Associação de Pesca Artesanal, Semi-Industrial e Industrial de Luanda (Apasil), Manuel Azevedo, disse que “o dólar sobe e tudo sobe”. “Nós vivemos de importação, tudo o que é usado na actividade pesqueira é importado, para o barco, a única coisa que não mandamos vir de fora é o prego, a cinta e a madeira, tudo o resto vem de fora, então com o câmbio elevado temos que ajustar, nunca aumentamos o preço, nós ajustamos”, avançou. Manuel Azevedo salientou que é preciso fazer ajustes porque o poder aquisitivo da população diminuiu, concordando com os seus colegas que a desvalorização deve ser travada com a produção nacional. Folha 8 com Lusa

Jammeh é banido de prisão perpétua e enfrenta julgamento criminal(Notícias de setembro/2019)

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Por Omar Bah O governo da Gâmbia publicou seu livro branco sobre o relatório da Comissão Janneh, que analisou as atividades financeiras do ex-presidente Jammeh, sua família e associados próximos. O governo aceitou confiscar os bens do ex-presidente Jammeh para compensar cerca de um bilhão de dalasi e centenas de milhões em moeda estrangeira que a comissão descobriu que ele havia retirado de fundos públicos. De acordo com a Comissão Janneh, os danos que o ex-presidente Jammeh causou a instituições governamentais, recursos públicos e empresas estatais são de natureza tão grave que o governo deveria apresentar uma moção perante a Assembleia Nacional para que seja acusado de roubo , crimes econômicos e corrupção. “O governo aceita a recomendação da Comissão de que seja instaurado um processo criminal contra o ex-presidente Jammeh por roubo, crimes econômicos e corrupção”, disse o governo no livro branco que contém sua decisão sobre as recomendações da Comissão. O governo também disse que aceitou as recomendações da comissão de que o ex-presidente Jammeh está proibido de ocupar cargos públicos na Gâmbia pelo resto de sua vida. De acordo com o Contador Geral, em julho de 1994, quando Jammeh assumiu o poder, seu salário era de D2, 744,20. No entanto, durante seu mandato como chefe de estado, Jammeh adquiriu 281 propriedades fundiárias em todo o país e duas propriedades fora do país (uma nos EUA e outra no Marrocos). De acordo com a Comissão, cinquenta e uma das 281 propriedades pertencentes a Jammeh foram compradas pelo total de D195.500.000, apesar do fato de que seus ganhos legítimos eram insuficientes para adquirir propriedades no valor desse valor. O Governo também aceitou a recomendação da Comissão de impor imediatamente restrições temporárias às propriedades das seguintes pessoas e instituições até novo aviso: Amadou Samba, Tarek Musa, Fadi Mazegi, Illija Reymond, Martin Keller, Nicolae Buziainu, Dragos Buziainu, Ali Youssef Sharara , Woreh Njie Ceesay, Tony Ghattas, Feryale Diab Ghanim, Trust Bank Ltd, Guaranty Trust Bank (Gambia) Ltd e M.A. Kharafi and Sons por seus supostos papéis de uma forma ou de outra. Enquanto isso, dezenas de ex-funcionários do governo, incluindo o ex-vice-presidente Isatou Njie-Saidy, também receberam proibições prolongadas de ocupar cargos públicos e, em alguns casos, confisco de bens. Entre eles estão os ex-SGs Momodou Sabally e Njogu Bah. Sabally foi proibido de ocupar cargos públicos vitalícios depois que a comissão descobriu que ele facilitou saques do Banco Central, entre outras coisas. Ele disse ao The Standard ontem que não poderia comentar imediatamente sobre o assunto, preferindo consultar seu advogado. No entanto, o governo foi criticado por rejeitar a recomendação da comissão para a demissão de vários altos funcionários. Entre eles está o atual chefe de protocolo Alhagie Ceesay. Os críticos dizem que a decisão de apenas alertar Ceesay e outros equivale a justiça seletiva. Enquanto isso, três ex-membros da junta: Ebou Jallow, Edward Singhatey e Yankuba Touray, também foram solicitados a pagar uma quantia combinada de $ 32.220.000 em trinta dias, caso contrário, suas propriedades serão confiscadas ao estado e vendidas. fonte: https://standard.gm/

Macky Sall promete "fortalecer" a democracia.

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O presidente do Senegal, Macky Sall, prometeu na terça-feira fortalecer a “democracia e a liberdade” em seu país, em sua primeira reação pública à agitação mortal provocada pela condenação de um popular líder da oposição. “Vamos prosseguir a nossa marcha rumo ao desenvolvimento económico e ao reforço da democracia e da liberdade no Senegal, respeitando naturalmente o estado de direito”, afirmou Sall numa visita de Estado a Portugal. “Farei com que o Senegal cumpra os mais importantes padrões democráticos”, afirmou após um encontro com o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. O Senegal ainda está se recuperando da violência entre 1 e 3 de junho, que causou pelo menos 16 mortes, segundo as autoridades. A Amnistia Internacional estima o número de vítimas em 23 e a oposição em 26. O derramamento de sangue abalou a imagem de estabilidade do estado da África Ocidental, em uma região conhecida por golpes e turbulências. Os protestos foram desencadeados pela condenação e condenação do líder da oposição Ousmane Sonko a dois anos de prisão sob a acusação de “corromper” uma jovem funcionária de um salão de beleza, uma condenação que o tornará inelegível para as eleições presidenciais de 2024. Sonko é o crítico mais feroz de Sall, acusando-o de estar no topo de uma elite corrupta e alimentar planos para instalar uma ditadura. Sall foi eleito em 2012, quando o mandato presidencial era de sete anos, e reeleito em 2019, depois que o mandato foi reduzido para cinco anos por causa de uma mudança constitucional. Os presidentes não podem servir por mais de dois mandatos “consecutivos”, mas os partidários de Sall dizem que o relógio foi reiniciado depois que a constituição foi revisada em 2016. Sall, em Lisboa, prometeu ainda garantir “que o nosso país não seja desestabilizado, seja qual for a origem dessa vontade de desestabilizar. Vamos monitorar isso muito de perto”, afirmou. “Nosso perfil econômico ficou muito atrativo. Este ano vamos começar a extrair petróleo e gás. Essa também pode ser a razão de todo esse frenesi”, sugeriu. Fonte: AFP

Manchetes: Macky Sall vai se alistar novamente?

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“Graças ao nosso trabalho, vamos ficar no poder”: esta pequena frase de Macky Sall, em visita a França, esta pequena frase incendiou a imprensa senegalesa. Ela apareceu na primeira página do site de notícias Seneweb. “O Chefe de Estado, Macky Sall, parecia levantar um canto do véu sobre suas intenções, tendo em vista as eleições presidenciais de fevereiro de 2024, diz Seneweb. Com efeito, perante os seus militantes estabelecidos em França, país onde iniciou uma visita de trabalho ontem quarta-feira, o chefe da APR prometeu-lhes manter-se no poder, com a vontade do povo, elogiando as suas conquistas . Macky Sall fez a declaração porque sua suposta candidatura está sendo discutida no Diálogo Político. Os participantes nestas consultas teriam decidido deixar esta questão à apreciação dos Sete Sábios do Conselho Constitucional. » E Seneweb a recordar que “o Presidente da República havia declarado, em 20 de março, que a questão jurídica relativa ao terceiro mandato já havia sido dirimida pela referida jurisdição”. Uma declaração que diz muito O site Dakar Matin cita outra frase de Macky Sall que parece ir na mesma direção: “Em breve me dirigirei ao país. Teremos muito que fazer depois desta declaração, para caminhar rumo à marcha do progresso, rumo à vitória de 2024. Comentário de Dakar Matin: “Esta declaração diz muito. De fato, até agora o líder do partido no poder manteve a imprecisão com seu "nem sim nem não" sobre sua candidatura à própria sucessão. Esta convocatória é uma declaração de candidatura a um 3.º mandato? O futuro nos edificará. » erro? Para WalfQuotidien, não poderia ser mais claro: Macky Sall se apresentará… “Macky Sall será candidato à sua própria sucessão em 2024, diz o jornal. O anúncio foi feito ontem na residência do embaixador do Senegal em Paris durante uma audiência concedida aos seus activistas. WalfQuotidien que fala em “mancada”: “é a primeira vez que um Presidente da República declara sua candidatura no exterior. (…) Idealmente, Macky Sall, mesmo contestado por muitos senegaleses, teria dado a primeira oportunidade à sua candidatura ao senegalês que o elegeu em 2012 e reelegeu em 2019. Com este anúncio de candidatura, Macky Sall arrisca reacender as tensões. » Karim Wade e Khalifa Sall possíveis candidatos? E Ousmane Sonko? Outra questão, colocada desta vez pelo Le Monde Afrique: “Os principais rivais do presidente Macky Sall recuperarão os direitos civis dos quais foram privados após as condenações? E eles serão capazes de concorrer à presidência? Este era o ponto mais esperado do diálogo nacional aberto em 31 de maio em Dakar entre o governo e alguns partidos da oposição. E a comissão política respondeu afirmativamente, dizendo-se favorável à modificação dos artigos L28 e L29 do código eleitoral, o que permitiria a reabilitação dos direitos civis e políticos das pessoas que beneficiaram de indulto presidencial e que cumpriram os seus dor. » Assim, Karim Wade e Khalifa Sall puderam participar nas eleições presidenciais: "Karim Wade, filho do ex-presidente Abdoulaye Wade, foi condenado em 2015 a seis anos de prisão por enriquecimento ilícito, antes de ser perdoado e exilado no Qatar, recorda o Le Monde África. Khalifa Sall, ex-prefeito de Dakar, foi excluído das eleições presidenciais de fevereiro de 2019, tendo sido condenado a cinco anos de prisão por desvio de fundos públicos, antes de ser indultado em setembro do mesmo ano. » Assim, “se a modificação do código eleitoral pode permitir que esses dois políticos se apresentem em 2024, a questão permanece aberta para Ousmane Sonko, ainda observa o Le Monde Afrique. O presidente do Pastef foi condenado a dois anos de prisão por corrupção juvenil e seis meses de pena suspensa por difamação. Essas sentenças, que ainda não são definitivas, ameaçam diretamente sua elegibilidade”. Uma “espera engraçada…” Em todo o caso, o Senegal vive “uma espera engraçada”, aponta o site de notícias Seneplus: “Entre a espera de que Ousmane Sonko seja ‘notificado’ do seu veredicto e os diálogos nacionais de Macky Sall, o Senegal está sempre na incerteza e na psicose. Esta estranha expectativa preocupa cidadãos, parceiros financeiros, doadores, investidores, operadores económicos e outros estratos sociais. (…) Apesar das múltiplas mediações e diálogos, poder e oposição parecem acampar em suas posições. » fonte: rfi.fr

Senegal: a elegibilidade de Karim Wade e Khalifa Sall discutida, Macky Sall evoca a eleição presidencial em Paris.

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No Senegal, os participantes do diálogo nacional iniciado pelo presidente do país concordaram que Karim Wade e Khalifa Sall, duas figuras políticas condenadas em 2015 e 2018, respectivamente, podem concorrer à presidência em fevereiro de 2024. Uma votação na qual o chefe de Estado, que é em seu segundo mandato, ainda não declarou suas intenções. Macky Sall, por outro lado, mencionou esse prazo na frente de apoiadores, em 21 de junho de 2023 em Paris. Explicações. Com nossa correspondente em Dakar, Charlotte Idrac No Senegal, Karim Wade e Khalifa Sall podem ser candidatos presidenciais agendados para fevereiro de 2024? Sim, responde a Comissão Política para o Diálogo Nacional, iniciada pelo Presidente Macky Sall; discussões boicotadas por parte da oposição, incluindo Ousmane Sonko. Karim Wade, do Partido Democrático Senegalês (PDS), foi condenado em 2015 por enriquecimento ilícito, e Khalifa Sall, ex-prefeito de Dakar, em 2018 por "fraude em fundos públicos". No diálogo nacional, foi assim encontrado um consenso sobre a possibilidade de aqueles que às vezes são apelidados de "os 2 K" participarem nesta eleição. "Eles têm agora a oportunidade de se apresentarem" Suas candidaturas foram rejeitadas pelo Conselho Constitucional para as eleições presidenciais de 2019 por causa de suas condenações. Karim Wade e Khalifa Sall receberam indultos presidenciais. Os delegados ao diálogo nacional – do governo, da oposição, da sociedade civil e dos “não alinhados” –, representados por Déthié Faye, concordaram com uma modificação do código eleitoral: “É o artigo L28. Acrescentamos o indulto presidencial como meio também para que um cidadão não possa ser recusado a se inscrever nas listas eleitorais. Eles agora têm a oportunidade de se apresentar. » Para Nafissatou Diallo, porta-voz do PDS, Karim Wade é de fato "eleitor e elegível" desde 2020, período de 5 anos após o término da condenação. O partido pede a revisão do julgamento do filho do ex-presidente. Pedido “reconhecido” pelos delegados ao diálogo, afirma o deputado. Quanto ao caso de Ousmane Sonko, líder do partido Pastef, condenado em 1º de junho a 2 anos de prisão, continua pendente. As conclusões do diálogo, previstas para até 24 de junho, terão de ser validadas pelo Chefe de Estado. Também não houve consenso sobre a questão de uma possível terceira candidatura do presidente Macky Sall para 2024: cada campo permaneceu em sua posição. Em Paris, Macky Sall fala sobre 2024 na frente de ativistas Enquanto uma declaração à nação de Macky Sall é aguardada com ansiedade após a violência mortal que se seguiu à condenação de Ousmane Sonko, o chefe de Estado está na França para a cúpula "sobre um novo pacto financeiro global". Um vídeo do presidente na frente de seus ativistas em Paris foi amplamente divulgado nas redes sociais, mas também pela presidência em Dakar. “O Senegal desperta ganância”, diz ele, enquanto o país se prepara para explorar gás e petróleo. “Viste os passos da provocação”, da “intimidação” contra o país. “Posso garantir que essas tentativas serão em vão”, disse o chefe de Estado. E acrescenta: “Vamos ficar no poder”, “mantenha-se unidos, mantenha-se mobilizado. Teremos que fazer, muito que fazer para avançar rumo à marcha do progresso e da vitória em 2024”. Este não é um anúncio oficial de candidatura, mas uma nova alusão a este debate crucial face às eleições presidenciais marcadas para daqui a 8 meses. Para a oposição, um terceiro mandato seria uma "linha vermelha", em um clima político já eletrizante. Macky Sall prometeu dirigir-se à nação após as conclusões do diálogo nacional previstas para este fim-de-semana, mas "mantém-se dono do jogo" ao declarar-se, limita-se a indicar a sua comitiva, com o prazo para o início do procedimento de apadrinhamento de candidatos , que deve começar no final de agosto. fonte: https://www.rfi.fr/fr/afrique

Presidente da República do Senegal iniciou Visita de Estado a Portugal.

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No início da Visita de Estado a Portugal, o Presidente do Senegal, Macky Sall, foi recebido pelo Presidente da República na Praça do Império - Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, numa cerimónia oficial de boas-vindas. Foram prestadas Honras Militares, com a execução dos Hinos Nacionais dos dois países, salva de 21 tiros, revista e desfile da Guarda de Honra. Após deslocação para o Palácio de Belém, com escolta de honra por regimento a cavalo da GNR, o Chefe de Estado senegalês foi recebido pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. De seguida, dirigiram-se à Sala das Bicas para a fotografia oficial, tendo o Presidente senegalês assinado o livro de honra. Realizada a apresentação das delegações, o Presidente Macky Sall reuniu-se com o Presidente da República, tendo-se seguido um encontro dos dois Chefes de Estado alargado às respetivas delegações. No final, os dois Presidentes prestaram declarações à imprensa. fonte: https://www.presidencia.pt/

Economistas cabo-verdianos apontam caminhos para responder a "recomendações" de parceiros.

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Memorial Amílcar Cabral, Cidade da Praia, Cabo Verde Parceiros internacionais reconhecem os progressos alcançados no quadro da consolidação fiscal, mas pedem melhorias na mobilização de receitas domésticas por via da implementação de reformas digitais para melhorar eficiência tributária e da racionalização dos incentivos fiscais. PRAIA — O Grupo de Apoio Orçamental (GAO), integrado por países e instituições que apoiam o Orçamento Geral do Estado de Cabo Verde, insta o Governo da Praia a fazer reformas do sector empresarial do Estado, limitar as capitalizações, manter o controlo da dívida e reforçar mecanismos tributários. Apesar da pequenez do país e do mercado cabo-verdiano, especialistas dizem que com o incremento de um maior rigor na gestão pública e mais disciplina na cobrança fiscal é possível aumentar a arrecadação de recursos internos. Os parceiros reconhecem os progressos alcançados no quadro da consolidação fiscal, mas, conforme avançou Raquel Marchâ, continuarão a ser fundamentais “melhorias na mobilização de receitas domésticas por via da implementação de reformas digitais para melhorar eficiência tributária e da racionalização dos incentivos fiscais”. Neste particular, o economista Agnelo Sanches afirma que desde que sejam observados maior rigor na gestão da coisa pública e disciplina fiscal, será possível aumentar as receitas internas. “Admito que haja em Cabo Verde gastos públicos supérfluos que devem ser evitados, por outro lado também tem que haver mais transparência na gestão dos recursos e educação para a cidadania fiscal”, sustenta Sanches. Os parceiros, segundo a conselheira para a cooperação da Embaixada de Portugal, Raquel Marchâ, reiteram ainda a importância de se limitar as capitalizações , garantias e empréstimos ao sector empresarial do estado, sugerindo reformas no sector. “Tal exige um forte compromisso no sentido de se implementar a agenda de reforma no SEE para 2022-2026, focalizando nas empresas públicas que promovam reformas mais estruturantes”, concluiu. Uma das empresas públicas que tem recebido vários avales do Estado é a Cabo Verde Airlines, transportadora aérea do arquipélago que está no processo de reestruturação e consolidação da operações de voo. Para o economista José Carlos Teixeira, as sugestões do GAO justificam-se e cabe ao Governo fazer uma profunda reflexão técnica e não apenas política, visando encontrar saídas viáveis para o sector empresarial do Estado. “Terá que haver um debate acerca disso e ver até que ponto injectar mais dinheiro público nessa empresa será benéfico para os contribuintes cabo-verdianos” , anota. Entretanto, o primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, disse que o Governo está em sintonia com as preocupações dos parceiros e trabalha para reformar o sector empresarial do Estado. Quanto à CVA, o governante adiantou que o Executivo está a criar condições para que a transportadora aérea possa estabilizar as suas operações e depois ser privatizada. “Vai ser um caminho que tem de ser percorrido, mas até lá o Estado tem de investir na empresa e estão previstos montantes delimitados no Orçamento do Estado para garantir essa intervençao… são mantidos acordos com os parceiros para nós garantirmos a retoma da empresa e reprivatiza-la a fim de evitar que o Estado continue a injectar recursos financeiros importantes nesta empresa”, afirmou o Correia. Para além do habitual apoio ao Orçamento do Estado, o GAO também se disponibilizou a conceder outros apoios no quadro do programa de desenvolvimento estratégico, com grande incidência para a promoção do tecido empresarial privado. fonte: VOA

Brasil: abertura de um julgamento crucial para o futuro político de Jair Bolsonaro.

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O ex-presidente pode ser considerado “inelegível” por decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Ele é acusado de abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral de 2022. No centro do julgamento que começa nesta quinta-feira, 22 de junho: um encontro no palácio presidencial com embaixadores e equipes diplomáticas, datado de julho, onde Jair Bolsonaro mais uma vez atacou o processo eleitoral do Brasil sem provas. Seis meses depois de deixar o poder, ele enfrenta a justiça: o ex-presidente brasileiro de extrema-direita Jair Bolsonaro é julgado a partir de quinta-feira em um julgamento que pode lhe render inelegibilidade e privá-lo da votação de 2026. Bolsonaro, que se diz inocente, será ausente para o julgamento na quinta-feira, porque ele viajará para Porto Alegre (sul) para reuniões políticas, disse sua defesa. Em discurso em julho de 2022 na residência presidencial do Alvorada, e veiculado pela televisão pública, declarou perante diplomatas que queria "corrigir falhas" no sistema de votação eletrônica com a "participação das Forças Armadas", sem apresentar qualquer prova por suas alegações. Por essas declarações, o ex-capitão do exército de 68 anos pode ser declarado “inelegível” para cargos públicos por oito anos. A promotoria está processando-o por "abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação". Ao longo de sua campanha, ele acenara com o risco de fraude, atiçando a ira de seus partidários mais radicais que, no dia 8 de janeiro, poucos dias após a posse de Lula, atacaram as cadeiras do Executivo, Legislativo e Judiciário em Brasília. Cenas marcantes que lembravam o assalto protagonizado, dois anos antes, por partidários do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Capitólio, em Washington. “Não houve comentários” “Não houve críticas ou ataques ao sistema eleitoral. Fiz uma apresentação sóbria de como funcionam as eleições no Brasil”, disse Jair Bolsonaro nesta quarta-feira à imprensa. Na CNN Brasil, ele pediu aos juízes um “julgamento justo”. Para os eleitores de Jair Bolsonaro que permanecem leais a ele, como Luciano Pereira, “o presidente não cometeu nenhum delito. Se o TSE o inelegível, é uma pena para eles. A prova que fazem da perseguição política. Eles são ativistas. Se perseguirem Bolsonaro, nascerão milhares e milhares de Bolsonaros. Enquanto militantes do Partido dos Trabalhadores, quase não há...", assegura. Mas a direita brasileira, escreve nossa correspondente no Brasil, Sarah Cozzolino, ainda não tem um sucessor tão popular quanto Jair Bolsonaro. O ex-presidente ainda terá de enfrentar cerca de quinze processos na Justiça Eleitoral e cinco processos no Supremo Tribunal Federal, em especial por sua atuação nos atentados de 8 de janeiro. fonte: rfi.fr(com AFP)

TENSÃO PRÉ-ELEITORAL NA RDC: A necessidade de chegar a um compromisso.

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A seis meses das eleições gerais (presidenciais e legislativas), o clima sócio-político é tenso na República Democrática do Congo (RDC). Não sem razão, as composições da Comissão Nacional Eleitoral e do Tribunal Constitucional que são postas em causa pela oposição que pede a sua reforma, bem como o apuramento dos cadernos eleitorais. Alguns, como Martin Fayulu ou o partido do ex-presidente Joseph Kabila, defendem um boicote ao processo eleitoral, enquanto outros simplesmente exigem a organização de "uma nova auditoria independente e transparente do registro eleitoral". Isso significa que poucos meses antes das eleições, facas são sacadas entre os protagonistas da cena política na RDC. Com uma oposição empenhada em obter as máximas garantias de transparência antes da realização das eleições e que continua a correr para as macas, perante um poder que quer fazer questão de honra realizar as eleições "dentro dos prazos constitucionais" tendo para a reeleição do seu candidato a um segundo mandato. Cuidado com o despertar de velhos demônios! O mínimo que se pode dizer é que essas eleições gerais de fim de ano já estão polarizando as atenções em um país onde as eleições sempre foram fonte de tensão, mas também de violência às vezes mortal. Como foi o caso em 2011, quando a oposição denunciou fraude após a eleição de Joseph Kabila ou em 2019, após a proclamação dos resultados a favor de Felix Tshisekedi. Os protestos animados que se seguiram deram origem a atos de vandalismo, saques e outras formas de violência que contribuíram para aumentar o abismo de divisão entre os congoleses. E não muito longe das eleições de dezembro de 2023 que já se avizinham, a crise de confiança entre os atores políticos é ainda agravada por fortes suspeitas num cenário de suspeitas de fraude. E o poder de Félix Tshisekedi não escapa à regra não escrita de desconfiança da oposição que sempre apontou o dedo para a composição dos órgãos eleitorais que são frequentemente acusados ​​pelo CENI e pelo Tribunal Constitucional, mais com razão do que sem razão na RDC como alhures no continente negro, para cavalgar pelo poder no local. Não é Martin Fayulu quem dirá o contrário; aquele que, durante as eleições presidenciais de dezembro de 2018, viu o tapete ser cortado sob seus pés senão roubado de uma vitória que o alcançava, após a renúncia do presidente Joseph Kabila a um terceiro mandato inconstitucional, nas condições conhecidas. E o que aconteceu na Costa do Marfim em 2011, graças às eleições presidenciais que permanecem até então, com as suas três mil mortes, a maior crise pós-eleitoral que o país de Houphouët Boigny nunca viveu? Portanto, cuidado com o despertar de velhos demônios que dormem apenas com um olho em uma RDC onde as eleições costumam rimar com violência e onde as alianças são feitas e quebradas de acordo com os interesses do momento. As autoridades de Kinshasa devem evitar emprestar o flanco Daí a necessidade de se chegar a um compromisso para afastar o azar, de modo a evitar que a crise de segurança que assola o leste do país se acrescente a uma grande crise política. A República Democrática do Congo não precisa disso. É por isso que o poder se beneficiaria em prestar, tanto quanto possível, um ouvido atento às recriminações da oposição. Em todo o caso, deixar de rever de cima para baixo a composição dos órgãos eleitorais, se uma eventual auditoria independente ao caderno eleitoral, pode contribuir para diminuir as tensões políticas, já seria um vencedor. No mínimo, tirará argumentos para que a oposição continue protestando. Basta dizer que as autoridades de Kinshasa devem evitar emprestar o flanco. Porque é do protesto que muitas vezes surge a violência. E quando se trata de eleições, embora geralmente saibamos quando as crises começam, por outro lado, é sempre difícil prever o resultado, muito menos a extensão. E este é um alerta que não é válido apenas para a República Democrática do Congo. Até porque, para além do país de Félix Tshisekedi, já podemos ver o início de tensões eleitorais a ganhar forma em países como a Serra Leoa, Togo, Gabão, República Centro-Africana, Costa do Marfim, onde as facas parecem já desembainhadas entre a oposição e o governo em relação às próximas eleições. Este é o lugar para convocar a classe política africana como um todo, para uma mudança de paradigma. Isso, para inculcar em todos os atores as virtudes da democracia que passam também por eleições limpas que farão a grandeza de nossas nações. Caso contrário, as mesmas causas produzirão sempre os mesmos efeitos. E são os pobres que serão sempre o peru da farsa de políticos de ética duvidosa e dispostos a todo o tipo de compromissos para satisfazer as suas ambições pessoais.

Obrigado ao futebol senegalês e seus atores (Por Cherif Diop)

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Que pé! No contexto que o Senegal vive, o brilhantismo do futebol senegalês é uma grande melhoria para toda a nação. Como símbolo, o Senegal de El Hadj Diouf e Sadio Mané superou o país de Pelé e Neymar: 4 gols a 2. Brasil, um país onde o futebol é uma religião. Esta vitória simboliza muito mais que um desempenho esportivo, pois além do prestígio de ser a primeira nação africana a ter marcado 4 gols contra o ogro do futebol mundial representado pelo Brasil de Sócrates, devemos nos alegrar com o caráter unificador e apaziguador que o futebol senegalês e seus atores nos oferecem desde 06 de fevereiro de 2022, data em que o Senegal finalmente conquistou uma Copa Africana de Nações (Can) em Yaoundé. Graças ao futebol, a moral dos senegaleses está melhorando Nos últimos três anos, as notícias foram deprimentes, chatas e trágicas. Deprimente por causa da covid e suas consequências desastrosas em 2020. Chato e trágico por causa do interminável caso Sweet Beauté (30 mortos oficialmente) e também por acidentes dramáticos como o de Sikilo no início do ano: 43 mortos, infelizmente. A imagem do país não saiu incólume destes acontecimentos. Nossa estabilidade lendária cambaleou. Nosso capital reputacional é fragmentado em todo o mundo. Há três anos que o nosso país vive num clima de ansiedade, mas sempre a magia do futebol opera. O futebol põe um sorriso no rosto do povo senegalês e augura um futuro melhor num contexto de tensão quase permanente. Como um momento de graça, o futebol é uma lufada de ar fresco para o povo, um armistício no confronto político-jurídico, enquanto durar, fico tentado a dizer. Ao mesmo tempo, essa comunhão de corações em torno da bola redonda questiona, já que a divisão parece chegar ao domínio de Sunugal. Nestes tempos, o comunitarismo, o etnicismo, o corporativismo primário, cego e às vezes hipócrita nunca atingiram um nível tão alto. Isso é muito preocupante, para não dizer inaceitável na terra do primo brincalhão, da irmandade islâmica e do diálogo islâmico-cristão, uma vez que nossas válvulas de segurança. Morar junto não rima com essa arquipelização da nação. Felizmente, nosso futebol está florescendo e devemos nos alegrar sempre porque este esporte representa uma saída para os senegaleses e o cimento de uma convivência harmoniosa. O futebol está em alta. Cabe às autoridades agarrar a bola no salto. Vamos pegar a bola no salto, vamos transformar o teste Para ser factual mas acima de tudo por diversão, vamos relembrar as atuações inesquecíveis dos nossos “Leões”. Campeão africano em 2021, vencedor do Can beach soccer (outubro de 2022), vencedor do campeonato das nações africanas (fevereiro de 2023, campeão do Can U20 (março de 2023), vencedor do Can U17 (maio de 2023). Este vento de sucesso, de trégua num horizonte por vezes sombrio do Senegal, deve ser aproveitado para a política da juventude. O momento é ideal para surfar a onda a fim de devolver a esperança a estes milhares de jovens senegaleses presos na ociosidade crónica. Perante esta constatação , é urgente relançar as atividades de verão, tanto desportivas como culturais, para receber o movimento navetane como anunciou o Chefe de Estado. "Kou def lou reuy am lou reuy" segundo o Presidente Abdou Diouf. O futebol dá-nos satisfação, devemos apoiar futebol sem demora.Neste sentido, o programa nacional de apoio ao futebol local deve ser executado em modo acelerado para os jovens que praticam futebol, para felicidade dos entusiastas do futebol e para o amor de toda a nação. E para gerar o futuro Sadio Mané. Por que não? Cherif Diop Jornalista, cidadão senegalês

Macky Sall recebe calorosas boas-vindas em Lisboa e reforça cooperação com Portugal.

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O Presidente Macky Sall concluiu a sua visita de Estado a Portugal com as boas-vindas na Câmara Municipal de Lisboa e na Assembleia da República, onde lhe foram prestadas homenagens e à democracia senegalesa, segundo nota da Presidência da República. Durante o seu encontro na Câmara Municipal de Lisboa, o autarca Carlos Moedas manifestou o seu entusiasmo pela presença do Presidente da República do Senegal. Ele elogiou os talentos diplomáticos do Chefe de Estado e disse que o Senegal é um modelo para outros países africanos e europeus. Carlos Moedas destacou ainda o empenho do Presidente Sall e afirmou que a União Europeia continuará a considerar o Senegal como um parceiro essencial, empenhado na defesa da paz, causa legítima para todos os que a apoiam. No seu discurso, o Presidente Macky Sall recordou os valores comuns partilhados pelo Senegal e por Portugal, como a liberdade, a democracia, os direitos humanos, bem como uma visão do mundo caracterizada pelo multilateralismo, paz, inclusão e solidariedade internacional. Reiterou a vontade de consolidar a cooperação entre os dois países e convidou a aprofundar as oportunidades de cooperação descentralizada com as autarquias locais senegalesas, de forma a levar a parceria a um patamar superior. fonte: seneweb.com

Senegal: Diálogo nacional - os treze acordos, quatro embates e dois silêncios do comitê político.

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Os resultados são geralmente positivos. Os membros da Comissão Política do Diálogo Nacional podem considerar-se satisfeitos com os resultados das suas sete sessões de trabalho. Resultaram, de fato, em treze acordos para quatro discordâncias e dois pontos não tratados. Entre os principais consensos, a modificação dos artigos L28 e L29 do Código Eleitoral que deveria restaurar a elegibilidade de Khalifa Sall e Karim Wade, a revisão do julgamento deste último e o método de nomeação do líder da oposição (o candidato que ficou em 2º do presidencial). Em termos de divergências, os representantes das autoridades rejeitaram quatro propostas resultantes das discussões: a proibição do Chefe de Estado de ser ao mesmo tempo líder partidário, a ideia de retirar do Ministro do Interior a organização das eleições para confiá-lo a "uma personalidade neutra", a cessação do processo contra os equiparados a presos políticos e o questionamento da caducidade eleitoral pronunciada pelo juiz. Segundo Les Échos, que dá esta informação na sua edição de quinta-feira, o comité político do Diálogo Nacional não se pronunciou sobre dois assuntos: "a modificação do artigo L57 (do Código Eleitoral que proíbe um cidadão de patrocinar dois candidatos ao mesmo voto) e o papel da justiça no processo eleitoral". A referida comissão depositou as suas conclusões na mesa do coordenador do Diálogo Nacional, Moustapha Niasse. Les Échos informa que os relatórios de todos os grupos de trabalho serão apresentados em plenário no próximo sábado no Salão de Banquetes do Palácio. fonte: seneweb.com

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