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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Suspeito de aplicar golpe do falso sequestro morre após troca de tiros.

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Adolescente pensou que mãe havia sido levada e deu dinheiro a dupla.
Outro suspeito ficou ferido em tiroteio em Cotia, na Grande São Paulo.

 
 
Um suspeito morreu e outro ficou ferido durante uma troca de tiros com policiais militares e guardas municipais em Cotia, na Grande São Paulo, na noite de quarta-feira (27). Segundo a polícia, a dupla aplicava o golpe do falso sequestro em uma adolescente de 14 anos.
Os criminosos ligaram para a casa da garota e disseram que estavam com sua mãe. Como seus pais estavam fora, trabalhando, ela acreditou e ficou desesperada. “Colocaram uma pessoa para gritar no fundo, uma outra mulher, para simular a mãe da menina. A menina acreditou e começou a negociar a liberdade da mãe”, disse o guarda municipal José Garcia Costa Filho.
A adolescente, que vive em um condomínio fechado, andou 1 km até a portaria. Lá, ela deixou uma sacola com dinheiro em um portão. Em seguida, os criminosos ligaram novamente e pediram mais dinheiro. A garota voltou ao portão e deixou outra sacola com valores. Eles ficaram durante cerca de quatro horas na linha com a vítima para que ela não telefonasse para sua mãe.
O pai da adolescente saiu do trabalho mais cedo porque não conseguia falar com os filhos e, ao chegar à sua casa, descobriu o golpe. A PM e a Guarda Municipal foram informadas e armaram o flagrante. “Quando chegaram para pegar a terceira quantia, foram abordados, reagiram, houve troca de tiros e um deles acabou morrendo”, disse o delegado Claudio Alexandre do Rosário.
Um suspeito de 30 anos morreu ao chegar a um pronto-socorro. Um rapaz de 22 está internado. Parte do dinheiro levado foi recuperado e devolvido para a família. A polícia agora investiga a participação de outras pessoas no crime.
A polícia aconselha as pessoas que tomem alguns cuidados ao receber telefonemas como esse. “Primeira providência é tentar entrar em contato com a pessoa que eles dizem que sequestraram. Porque na maioria das vezes não é nada. De imediato, deve acionar a polícia para que ela tome as providências”, acrescentou o delegado.
Fonte: www.g1.com

Duelo dos Grandes: Real Madrid x Barcelona.

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Veja os golos e o talento de Messi.

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Menino de dois anos morre na Praia vítima de bala perdida de confronto de thugs.

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Conforme uma testemunha ocular, a menina estava no interior da casa a comer quando a bala lhe atravessou a cara, assegura, dizendo que esta foi levada para o Hospital Agostinho Neto, ainda com vida, tendo falecido poucas horas depois. 

 Uma criança de dois anos e morreu ontem (27), vítima de uma bala perdida disparada num confronto entre grupos de "thugs" rivais no bairro de Brasil.
De acordo com o Liberal Online, a população de Achada de Santo António, ficou consternada com esta morte.
Conforme uma testemunha ocular, o menino estava no interior da casa a comer quando a bala lhe atravessou a cara, assegura, dizendo que esta foi levada para o Hospital Agostinho Neto, ainda com vida, tendo falecido poucas horas depois.
A entrevistada do jornal disse que todos os dias no Bairro do Brasil se assistem a tiroteios entre grupos rivais de "thugs".
"É uma situação dramática, a partir das 19 horas é bastante arriscado sair de casa, porque não se sabe quando é que uma bala perdida atinge uma pessoa ", denuncia a testemunha.
Revoltados com o índice de violência na capital do país, a população pede que as autoridades tomem medidas com os jovens delinquentes, que estão a espalhar terror pelos bairros da cidade da Praia.
A reportgem da RCV tentou ouvir a Policia Nacional, mas os contactos foram infrutíferos.


fonte:  REDAÇÃO, com RCV

 

Angola: empresas estatais obrigam funcionários a pagar quotas ao MPLA.

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No interior de Angola, funcionários de empresas Estatais acusam a entidade empregadora de estar a forçar os seus empregados a pagar as quotas para o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), ate mesmo quem não milita naquele partido.

O caso tem sido muito visível ao nível das províncias de Benguela e do Huambo onde muitos funcionários remetem-se ao silêncio com medo de perderem os seus empregos.


O caso tem sido muito visível ao nível das províncias de Benguela e do Huambo onde muitos funcionários remetem-se ao silêncio com medo de perderem os seus empregos.

No Huambo, por exemplo, populares denunciaram a Voz da América que, as pessoas são obrigadas apresentarem o cartão de militantes do MPLA para ingressarem na função pública.

Entretanto, o secretário para informação do MPLA, daquela província, Janeiro Lopes, desmentiu as alegações, afirmado que essa pratica deixou ser utilizada em 1992, após a transição para o multipartidarismo.

Já em Benguela, a VOA, fontes do Porto Comercial do Lobito afirmaram que, os cerca de 1800 funcionários que aquela empresa tem, sofrem descontos salariais directamente do banco para as contas do MPLA, ainda que, todos os trabalhadores não se revêem naquela formação partidária.

Os cortes forçados para o benefício do partido no poder, acrescentaram os empregados, variam entre 2 a 3 dólares mes em função do salário que cada funcionário aufere.

Um trabalhador do porto que não quer fazer descontos sobre os seus salários apresentou a esta estação emissora, um recebo do mês de Março com o respectivo corte salarial a favor do partido no poder. O mesmo diz que nunca reivindicou para não ser descontado com medo de ser despedido da empresa.

Por sua vez, Pedro Joaquim, presidente em exercício do Conselho de Administração daquela empresa portuária, disse que, dos 1800 trabalhadores apenas 100 são descontados por militarem no MPLA, na sequencia de um entendimento chegado entre aquela partido e a direcção da empresa.

Victorino Nhany, secretário provincial do Movimento Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), considera que, houve em Angola uma transição para o multipartidarismo sem transição para a democracia, alegando que, apesar da viragem a lei do país continua a ser a do partido único, no qual a adesão e promoção são controladas de acordo com critérios políticos e fidelidade ao MPLA.

“ O MPLA ainda não entendeu que estamos numa fase de aplicar a força do argumento e está a aplicar o argumento da força em que cidadão é coagido a aderir a força”

“ Estamos diante dum estado autoritário em que a força está por cima da própria razão”, acrescentou o politica.

O político sublinhou ainda que, de acordo com a constituição angolana nenhum cidadão é forçado a pagar quotas para um determinado partido.

“ Neste contesto a liberdades fundamentais do cidadão funcionário está sendo coarctada” conclui Vitorino Nhany

Fonte: VoaNews

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Guiné-Bissau precisa de 109 milhões para energia e água.

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O governo da Guiné-Bissau necessita de pelo menos 160 milhões de dólares, cerca de 109,4 milhões de euros, para relançar o sector da energia e da água, duas questões que têm sido apontadas pelas autoridades guineenses como principais entraves ao processo de desenvolvimento do país.

109,4 milhões de euros é quanto o governo guineense precisa para relançar o sector da energia e da água.De acordo com uma nota de imprensa do gabinete da ministra da Economia, Plano e Integração Regional, Helena Embaló, o assunto será debatido numa mesa-redonda, em Dacar, capital do Senegal, na qual o governo irá sensibilizar os principais parceiros e financiadores do sector da energia e água. No debate, que contará com a presença de cerca de 30 pessoas, a Guiné-Bissau vai apresentar os objectivos da reestruturação do sector da energia e água, expor os custos dos investimentos que prevê fazer e solicitar apoio internacional, bem como recolher observações e contribuições sobre a estratégia de reforma do sector.A questão da energia e água tem sido apontada pelas autoridades da Guiné-Bissau como os principais entraves ao processo de desenvolvimento do país.
NúmerosAté à guerra civil de 1998/99, a Guiné-Bissau ainda apresentava índice de qualidade em termos de produção e distribuição de energia e água, no entanto, a situação tem vindo a piorar anualmente.Em Bissau apenas 10% da população está ligada à rede eléctrica pública e 7% recebem água potável diariamente. A capital do país possui apenas uma capacidade instalada de 5,5 megawatts, quando na realidade necessita de 30 megawatts para atender às necessidades de cerca de 400 mil pessoas.
Fonte: OJE/Lusa

Obama divulga certidão de nascimento para acabar com polémica "disparatada".

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Presidente dos EUA, Barack Obama que divulga certidão de nascimento para acabar com polémica "disparatada". 
Há vários anos que Obama é acusado por uma franja da direita norte-americana de não ter nascido nos Estados Unidos, o que o incapacitaria de ser eleito para a presidência.
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgou hoje (27) a versão integral da sua certidão de nascimento para acabar com uma polémica "disparatada" sobre a sua nacionalidade.
Há vários anos que Obama é acusado por uma franja da direita norte-americana de não ter nascido nos Estados Unidos, o que o incapacitaria de ser eleito para a presidência.
Ainda durante a campanha eleitoral de 2008, Obama apresentou publicamente uma cópia da certidão de nascimento.
Isso não foi suficiente para convencer os céticos (conhecidos nos EUA por “birthers”), que continuavam a insistir na possibilidade de Obama (cujo pai era queniano) ter nascido no Quénia ou na Indonésia (onde a mãe viveu).
“Ao longo dos últimos dois anos e meio, observei com espanto” a polémica, disse Obama. “Não compreendo como isto se foi arrastando”, acrescentou.
O Presidente norte-americano disse ainda que a divulgação da certidão de nascimento integral (disponibilizada pela Casa Branca em www.whitehouse.gov/sites/default/files/rss_viewer/birth-certificate-long-form.pdf) visa encerrar o assunto, porque os EUA não “podem perder tempo com disparates destes”.
A certidão hoje divulgada regista que Barack Hussein Obama II nasceu às 19:24 de 04 de agosto de 1961, na maternidade Kapiolani, em Honolulu (Havai), filho do cidadão queniano Barack Hussein Obama, de 25 anos, e da cidadã norte-americana Stanley Ann Dunham, de 18 anos.
Obama disse ainda estar ciente de que há “um conjunto de pessoas para quem, por muitos documentos que se apresentem, este assunto nunca ficará resolvido”.


fonte:  RTC, REDAÇÃO, com a Lusa.

Cacau: Conflito põe em risco liderança marfinense.

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Os recentes confrontos na Costa do Marfim poderão por em causa a sua posição do principal produtor mundial daquela matéria-prima.
A Costa do Marfim deverá voltar a exportar cacau ainda esta semana, mas, muitos analistas afirmam que os recentes confrontos no país poderão por em causa a sua posição do principal produtor mundial daquela matéria-prima.

Quando se fala de chocolate é inevitável a associação com o nome da Costa do Marfim.

De Nova Iorque a Nova Deli as flutuações do preço do cacau estão sempre intimamente ligadas ao clima político marfinense.

Na última década, as cotações do cacau subiram e desceram ao sabor das muitas confrontações entre marfinenses.

Durante os últimos meses o preço atingiu o seu ponto mais alto em 32 anos depois do presidente Alassane Ouattara ter ordenado a proibição das exportações para tentar privar de fundos o seu antecessor Laurent Gbagbo que se recusava a deixar o poder.

No princípio do mês as forças de Ouattara detiveram finalmente Gbagbo. Com o termo das hostilidades as exportações do cacau deverão recomeçar nos próximos dias, e, este ano as colheitas deverão ser bastante boas devido às chuvas torrenciais que se abateram naquela região devido ao fenómeno meteorológico “La Niña”.

O problema é que, aquele fenómeno, segue-se normalmente um período de estiagem e os economistas afirmam que nessa altura virá à tona o panorama real da Costa do Marfim depois de uma década de guerra.

De acordo com os analistas, durante a prolongada crise, os líderes marfinenses serviram-se do conflito para usar o cacau como moeda de troca sem qualquer benefício para os produtores e sem aplicarem os fundos necessários para manter os terrenos férteis.

Grande parte dos lucros ficaram nas mãos dos militares ou das autoridades portuárias.

Enquanto isso o cacaueiro médio na Costa do Marfim tem actualmente cerca de 30 anos de idade tendo já ultrapassado a sua fase mais produtiva.

Durante dez anos, afirma Gary Mead , director da revista “World Crops”, os fazendeiros marfinenses viram as suas árvores envelhecerem sem serem capazes de substitui-las: “eles nada podiam fazer no contexto de uma guerra quase constante cercados de milícias e de outros grupos armados. As pessoas desinteressam-se e só produzem o necessário para sobreviver no dia-a-dia.”

Mas, mesmo que os fazendeiros tivessem imediatamente acesso a financiamentos para plantar novos cacaueiros, seria necessário esperar entre 3 a 5 anos para obter as primeiras colheitas razoáveis.

Tendo isso em linha de conta, a Costa do Marfim poderá perder assim a sua tradicional posição como principal produtor mundial de cacau.

O beneficiado será o Gana, um exemplo de estabilidade democrática em África desde as eleições de 1992.

Tradicionalmente o Gana produz cerca de metade do cacau da Costa do Marfim, mas, segundo dizem os analistas poderá ultrapassar o país vizinho já em 2015.

Enquanto isso a Costa do Marfim vai necessitar de investimentos na ordem das centenas de milhão de dólares apenas para tentar manter a sua produção actual.

O problema é que neste momento não há muitos investidores interessados no sector do cacau, e, os poucos que existem preferem aplicar o seu dinheiro no Gana onde existem mais garantias de boa governação. 

fonte: voanews

Há crack nas festas.

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Obs.: Embora a notícia tenha sido divulgada no dia 21/04, mas vale a pena conferir.
O médico chefe dos Serviços de Urgência do Hospital Psiquiátrico de Luanda (HPL), Jaime Sampaio, revelou ontem, quinta-feira, 21, a O PAÍS que a sua equipa tem constatado, pelas declarações dos seus pacientes, que existem alguns produtores de festas que dopam os seus clientes.

Segundo o médico, drogas como a a libanga são colocadas no interior das latas de refrigerantes e bebidas alcoólicas como o champanhe e Spim que são distribuídas aos convivas.

“E como as pedras se dissolvem rapidamente, estes acabam por não se aperceberem que estão a ser dopados” acrescenta. O nosso interlocutor salienta que as raparigas que aparecem no seu consultório confessam ter usado o produto desta forma, porque acreditam que pode dar um outro estímulo sexual.

Mas o médico garante que está sensação é enganosa, porque, se usadas em excesso, estas drogas podem causar disfunção sexual ao contrário da satisfação que procuram.

Jaime Sampaio avança também que a lista de utilizadores de crack na sociedade angolana inclui muitos músicos, taxistas e funcionários de empresas de seguranças, que recorrem a estes produtos para terem motivação e realizarem as suas actividades.

“Eles chegam a consumir diversas pedras por dia porque o seu efeito é muito curto e a vontade acaba sempre por ser maior e irresistível”, garante o médico, avançando que “o HPL recebe diariamente mais de dez jovens consumidores de crack que procuram auxílio para deixarem o vício, entre eles, aparecem dois a três num estado que exige o seu internamento imediato. Os demais são transferidos para a área de consultas externas”.

As estatísticas do HPL indicam que são atendidos diariamente na área de consulta externa cerca de 20 pacientes com distúrbios mentais provocados pela utilização da libanga. A maioria dos utentes com idades compreendidas os 12 e 35 anos.

O especialista declarou ainda que, à semelhança do Brasil, em Angola existem pessoas de diversos estratos sociais a consumirem esta substância, devido a facilidades de acesso. A julgar pelos depoimentos dos seus pacientes, o especialista realça que o crack consumido pela camada baixa é feito algures no Bairro Operário. Mas os integrantes da camada alta consumem as importadas, segundo Jaime Sampaio.

O crack é a denominação de uma droga de fabrico caseiro, cuja produção dispensa sofisticados aparelhos farmacêuticos.

Em Luanda são feitas em locais identificados como “Casas de Boca”, algumas das quais localizadas nos bairros São Paulo, Operário e no Cazenga. Os seus produtores usam os bagos da liamba, lampadas florescentes e um ácido como matérias-primas.

O nome da droga varia de acordo as zonas, sendo conhecida como “Bula maior”, “Pedras”, “Dá pura”, “Produto”, “libanga”, entre outros.

Jaime Sampaio explicou também que muitos viciados praticam vários crimes nas próprias casas ou na via pública para conseguirem dinheiro e comprarem as “pedras”, que são vendidas por preços que variam entre os dois e 25 dólares. Geralmente o grau de fortificação é que determina o preço do produto.

“O crack é um dos elementos que veio aumentar o nível de criminalidade no seio da juventude angolana, provoca ainda que eles deambulam por longas distâncias de um lado para o outro da nossa cidade e que perdem a personalidade”, explicou o nosso interlocutor, acrescentando que “existe um tratamento científico para os utentes deste tipo droga que está enquadrado no mesmo rol daqueles que usam substâncias psico-activas”.

A falta de instituições específicas para o tratamento de doentes aditivos em Angola tem sido preenchida pelo Hospital Psiquiátrico de Luanda, que criou departamentos específicos para atender a demanda.

Todas as quintas-feiras, a partir das 15 horas, os especialistas de saúde se reúnem para consultas de alcoologias e outras drogas as pessoas que estão interessadas em abandonar estes vícios.

O médico salienta que muitos pacientes têm recaídas depois de estarem curados porque não encontram da parte dos seus familiares, da própria comunidade e reencontram, nalguns casos, o grupo que os levou para este caminho. “Por isso é que há muita gente que diz que os usuários do crack têm dificuldade de deixar este vício”, justificou.

Jaime Sampaio apela ao Ministério da Juventude e Desporto, as organizações não governamentais, músicos e promotores de eventos a realizarem campanhas que desencorajem a juventude de consumirem esta substância por ser mais aditiva do que as outras.

O nosso interlocutor esteve recentemente no Brasil a fazer uma formação para a criação de enfermarias para os usuários de crack. Durante a viagem entre a cidade do Rio de Janeiro e Luanda foi surpreendido por um casal que usou uma criança de sete meses para esconder 25 pedras no seu sexo, coberto com uma fralda descartável. “Eles só foram descobertos porque depois de algum tempo a criança começou a chorar sem parar e os passageiros exigiram que a senhora abrisse a fralda para verificar se ela não estava molhada”, recordou com um ar de tristeza.


fonte: angonotícias

Cadetes de Angola e Cabo Verde na Academia Militar de Nampula. Os chefes do Estado Maior das Forças Armadas das Repúblicas de Angola e de Cabo Verde visitaram a Academia Militar Marechal Samora Machel, em Nampula.

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Soldados moçambicanos
Academia Militar Samora Machel.

Angola e Cabo Verde poderão, a partir do próximo ano, enviar militares para estudar em Moçambique, ao abrigo de um acordo, em fase de negociação, entre os ministérios da Defesa Nacional dos três países.
Para o efeito, os chefes do Estado  Maior  das Forças Armadas das Repúblicas de Angola e de Cabo Verde visitaram, no último fim-de-semana, a Academia Militar Marechal Samora Machel, em Nampula.

O general Geraldo Nunda, Chefe do Estado Maior das Forças Armadas de Angola, falando depois da visita à Academia Militar, mostrou-se visivelmente satisfeito sobre o que viu e sobre as informações sobre o funcionamento daquela Academia.Porém, evitou entrar em detalhes em relação ao número de estudantes que o seu executivo deverá mandar no primeiro ano da cooperação.

Por outro lado, o general Fernando Carvalho Pereira, Chefe do Estado Maior de Cabo Verde, também disse o mesmo, mas avançou, entretanto, que o  projecto de colocar cadetes na Academia Militar de Moçambique foi elaborado durante da visita do presidente cabo-verdiano à Moçambique, efectuada em Novembro do ano passado e, então, entregue ao presidente Armando Guebuza.
A Academia Militar Marechal Samora Machellecciona cursos de nível superior nas áreas militar e civil.

fonte: Voanews

Brasil busca triunfo em 'nova grande disputa' pela África, diz 'FT'.

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O Brasil busca triunfar no que o jornal financeiro Financial Times chama de “a nova grande disputa pela África’’.

BBC - A reportagem é um dos textos que ilustra um caderno especial do diário britânico intitulado “As Novas Rotas do Comércio – América Latina’’.

De acordo com o FT, além dos fortes laços históricos e culturais entre os dois, o comércio do Brasil com países da África está na faixa de US$ 25 bilhões, o que representa metade do comércio brasileiro com a China, que oscila em torno de US$ 50 bilhões.

O jornal destaca que ‘‘o cortejo do Brasil à África é parcialmente fruto da campanha incansável do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fez incontáveis visitas à região’’.

E que esse cortejo ‘‘faz parte de um contexto geopolítico mais amplo’’, no qual o Brasil procura ser reconhecido ‘‘como uma potência mundial, com posições como um assento permanente no conselho de Segurança da ONU’’. A África, afirma o diário, é vista como ‘‘um banco de votos natural’’.

A despeito das afinidades, enfatiza a reportagem, o país enfrenta a crescente competição no continente por parte da China e da Índia e que, por isso, ‘‘o Brasil vai precisar não apenas manter apenas sua investida comercial no continente, mas também sua ofensiva diplomática’’.

Exemplo

‘‘A presidente Dilma Rousseff não terá outra alternativa se não a de seguir os passos de seu predecessor’’, afirma o Financial Times.

A África, afirma o jornal, adquiriu tanta importância para companhias brasileiras que ‘‘ninguém se surpreendeu’’ quando a multinacional Vale anunciou recentemente uma oferta de US$ 1,1 bilhão pela pequena mineradora Metorex, cuja maior propriedade é uma mina de cobre na República Democrática do Congo.

A reportagem fala das afinidades com o continente, resultantes de um histórico colonial em comum com a África lusófona, como Angola e Moçambique, mas frisa que ‘‘atualmente, no entanto, o gigante latino-americano faz mais negócios com Nigéria, Argélia e África do Sul’’.

O diário cita dados de pesquisa feita pelo Standard Chartered Bank, segundo a qual as importações brasileiras provenientes da África cresceram cerca de 21% - alcançando um total de US$ 3,5 bilhões, entre janeiro e março deste ano -, em comparação ao mesmo período do ano passado, enquanto as exportações do Brasil para a África cresceram 39,4%, passando para US$ 2,55 bilhões.

Fonte: BBC

FMI faz previsões otimistas para os PALOP.

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Publicado: 26/04/2011 | Por Redacção Zwela.


DW - A economia dos PALOP - Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, vai crescer este ano e manter o ritmo em 2012. Uma avaliação das previsões do Fundo Monetário Internacional divulgadas recentemente

Roger Nord, conselheiro do Departamento Africano do FMI, considera que o crescimento económico dos PALOP deve ser encarado pelos governos como uma alavanca para a criação de emprego.

Angola lidera o crescimento económico entre os PALOP: dos 1,6% do ano passado deverá chegar aos 7,8 neste ano e retomar os dois dígitos no ano que vem: 10,5%. Uma previsão acima das últimas projeções do FMI, em que o país deverá registar o segundo maior crescimento da região da África sub-sahariana, a seguir ao Niger.

O caso de Angola

Depois dum abrandamento em 2009 devido à contração económica mundial, Angola retoma o acelerado ritmo de crescimento, beneficiando do elevado preço do petróleo.

Roger Nord, do FMI, considera que o país deve saber aproveitar a melhoria ecnonómica.

"Prevemos que o crescimento económico em Angola, que caiu para cerca de 1,5% em 2010, irá aumentar para cerca de 8% em 2011. O desafio para Angola é assegurar que estas receitas provenientes do petróleo se traduzam em mais oportunidades de emprego para a população em crescimento no país. Por isso, um dos mais importantes objetivos é assegurar que as elevadas quantias de dinheiro que provêm do petróleo sejam bem utilizadas."

Moçambique também crescerá bastante

O mesmo desafio enfrenta Moçambique, que vai ter também um desempenho acima da média da região sub-sahariana: o Produto Interno Bruto cresce dos 7,5 % este ano para 7,8 em 2012.

"Moçambique teve muitos anos de crescimento rápido, um dos mais rápidos em África. Mas uma das últimas investigações mostrou que o índice de pobreza em 2010 era o mesmo que em 2003. A pobreza não diminuiu ainda que a economia tenha crescido. E o governo decidiu agora que precisa de tomar medidas para assegurar que o crescimento económico beneficie também os pobres e que crie mais emprego.

Penso que no caso de Moçambique isso será possível. A economia é bastante dinâmica, com forte investimento. Para o governo seria importante assegurar que o investimento seja direcionado também para áreas que criem emprego no setor dos serviços como o turismo, serviços portuários e não apenas em mega projetos, que tem sido uma das maiores áreas de crescimento em Moçambique nos últimos 15 anos."

De acordo com o FMI um dos principais riscos para Moçambique, e para os países em desenvolvimento em geral, é a subida da inflação (com o aumento dos preços dos alimentos e energia), o que afeta diretamente a vida das populações mais pobres.

Cabo Verde aposta no turismo

Prevê-se que a retoma económica mundial beneficie o desempenho de Cabo-Verde, com a recuperação do setor do turismo.

"A última previsão para CV é que o crescimento económico possa aumentar de forma significativa em 2011 para 5,5% e perto de 7% em 2012.

Por isso CV pode beneficiar da retoma económica mundial. Seria importante para CV completar a implementação do seu programa de investimento público: investimento em estradas, energia, água, aeroportos e portos. Tudo isso é importante para promover o turismo mas claro, isto tem de ser feito num contexto de estabilidade."

O crecimento económico de S. Tomé e Príncipe deverá ser de 5% neste ano e mais um ponto percentual em 2012. As previsões do FMI dizem ainda que a Guiné-Bissau deverá crescer no próximo ano 4,5%.

Os países em desenvolvimento registam o melhor cenário de crescimento, com 6,5%. Em termos globais, a economia mundial deve expandir 4,4% este ano e 4,5 em 2012.

Autor: Glória Sousa / Carlos Martins
Revisão: António Rocha
Fonte: DW

Dell diversifica-se de olho num futuro além do PC.

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 Ben Worthen
The Wall Street Journal


Michael Dell não quer falar mais sobre PCs.

Enquanto o diretor-presidente da americana Dell Inc. trabalha para recuperar a antes próspera fabricante de computadores, ele aposta numa diversificação que vai afastar a empresa de seu produto mais conhecido.

O empresário de 46 anos tem adquirido tecnologias de ponta — como sistemas de armazenagem de dados e de segurança — que a Dell possa vender às empresas para diminuir a dependência da empresa da venda de computadores com baixas margens de lucro.

A Dell comprou a prestadora de serviços Perot Systems Corp. por US$ 3,9 bilhões em 2009. No ano passado, perdeu uma disputa acirrada pela 3PAR para a rival Hewlett-Packard Co., mas depois abocanhou outra firma de armazenamento de dados, a Compellent Technologies Inc., por US$ 960 milhões.

Depois de alguns anos atribulados, a Dell, que tem sede em Round Rock, Texas, viu uma melhora recente nos resultados. A empresa estabilizou sua operação de PCs mas conseguiu pouco avanço em smartphones ou com sua linha de tablets Streak. As ações da Dell caíram 35% desde que Michael Dell reassumiu a presidência executiva, em 2007.

Dell, que fundou a empresa em seu alojamento universitário em 1984, ainda tem fé: ele investiu US$ 100 milhões em dezembro para aumentar sua participação já considerável na empresa. Ele falou recentemente com o Wall Street Journal sobre sua estratégia, seus planos de aquisições e sua visão do iPad da Apple Inc.

Trechos editados:

WSJ: O sr. está de volta como diretor-presidente há quatro anos. O que o surpreendeu mais na evolução da indústria tecnológica nesse período?

Michael Dell: Eu diria que a rápida ascensão do tablet. Não previa isso completamente. Os tablets não são realmente novos, no sentido de que a ideia do Tablet PC já existe há bastante tempo. Naturalmente, produtos mais recentes tiveram muito mais sucesso.O que é interessante é que os usuários empresariais não vão abrir mão dos smartphones. Não vão abrir mão dos PCs. De modo que as pessoas terão um PC, um smartphone e um tablet. Está muito bom. Crescimento da indústria.

O que também é interessante é o grande sucesso da Apple com o iPhone. O Android surge, com sucesso ainda maior. Acho que veremos a mesma coisa nos tablets, com números enormes de tablets Android, e a Dell certamente participando disso também.

WSJ: O sr. acha que os tablets Android vão superar os iPads no futuro?

Dell: Não amanhã. Não depois de amanhã. Mas se olharmos 18 meses atrás os telefones Android eram 'O que é isso?' E agora há mais telefones Android que iPhones. Não vejo nenhum motivo para que o mesmo não ocorra com os tablets Android.

WSJ: Em 2007, o sr. fez uma grande investida em produtos de uso pessoal e disse que ela seria um dos pilares da empresa. O sr. ainda se posicionaria da mesma maneira?

Dell: Dois terços do lucro da Dell não são de PC. Do terço que é PC, a vasta maioria não é residencial. Só estou deixando claro o que a Dell é hoje, porque acho que muita gente olha para a Dell e pensa 'Oh, a Dell é uma empresa de PC de uso residencial'. Não é realmente o que a Dell é hoje. Claro que queremos aumentar nossa operação de uso residencial e queremos que cresça de modo rentável.

No último trimestre tivemos um modesto lucro no residencial. Parece que estaremos bem posicionados para ter um tipo de lucro modesto parecido este ano. Estamos investindo muito em nossos produtos. Mas o epicentro fundamental da empresa vai mudar das soluções para empresas, serviços, centros de dados, armazenamento, virtualização, segurança? Não. Mas queremos participar de muitos mercados. O residencial é um deles.

WSJ: O que o convenceu de que a área empresarial era a direção em que guiar a empresa?

Dell: Se algo mudou foi o entendimento do que a Dell está de fato fazendo. Olhe para todas as empresas que a Dell adquiriu nos últimos quatro anos. Elas estão todas concentradas nas novas áreas de que falamos: armazenamento, serviços, centro de dados, segurança, virtualização, redes, software, empresas.

WSJ: Devemos esperar mais aquisições nessas linhas?

Dell: O crescimento para a Dell será uma combinação de investimento orgânico, aquisições inorgânicas e parcerias. É certo que nos tornamos uma empresa de US$ 61 bilhões principalmente com crescimento orgânico. Se você olhar para nossa lucratividade verá que ela foi claramente impactada pela estratégia bem-sucedida de aquisição e integração.

Tendemos ao que geralmente seria considerado aquisição de pequeno a médio porte. Por isso não vemos realmente mudança nisso.

WSJ: O sr. consideraria desmembrar a divisão de PC?

Dell: Não tenho nenhum plano de fazer isso.

WSJ: A Dell está fazendo uma grande investida em computação em nuvem, na qual não está apenas diante de seus concorrentes tradicionais, mas de empresas como Rackspace e Amazon.com. Como o sr. prevê que isso vai mudar as coisas?

Dell: As empresas que você mencionou são clientes da Dell. Por isso as estamos ajudando a construir a infraestrutura que lhes permite oferecer seus produtos de nuvem. O tipo de produto de nuvem que oferecemos é mais seguro e mais dedicado às necessidades de organizações comerciais maiores. Não são voltadas às novas empresas ou ao usuário residencial.

WSJ: Empresas como Amazon e Facebook estão ganhando poder para ditar condições — por causa de suas escalas enormes — e reduzir lucros do negócio de servidores?

Dell: Não é diferente de como pensaríamos a respeito de um cliente importante. O Facebook vai definir um novo requerimento. Bem, acaba que outras dez empresas querem a mesma coisa. E depois disso há mais uma centena de empresas que quer a mesma coisa. Se elas estiverem certas no que definiram, isso nos beneficia e a muitos outros clientes.

WSJ: Qual sua opinião sobre a saúde geral da economia agora?

Dell: Acho que a economia está estável. Vemos tendências saudáveis nos países emergentes, em [pequenas e médias empresas], na grande empresa. Acho que o setor público está com mais dificuldades por causa de algumas questões orçamentárias. Mas isso cria algumas oportunidades, porque quando os orçamentos estão apertados isso faz com que as pessoas busquem meios de economizar e muitas vezes isso se faz usando mais TI.

Fonte: WSJ

terça-feira, 26 de abril de 2011

Em 40 anos, Kadafi acumulou patrimônio bilionário e difícil de calcular.

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 Kadafi teria contas secretas em Dubai e outros países do Golfo.
 Há muita especulação em torno da fortuna acumulada pela família de Muammar Kadafi. O patrimônio do ditador líbio – que governa há 42 anos um dos países mais ricos em petróleo – é desconhecido, assim como o dinheiro que ele mantém no exterior.
Nesta terça-feira (22/02), o jornal britânico The Guardian afirmou que existe uma "lacuna de bilhões" nas contas públicas da Líbia quando se comparam os gastos do Estado com os rendimentos oriundos da exploração de petróleo e gás. A publicação acredita que os petrodólares não gastos pelo governo compõem a maior parte do patrimônio de Kadafi.
Mas o jornal não sabe calcular o valor exato desse patrimônio. Segundo uma fonte não identificada, a família Kadafi teria bilhões de dólares numa conta secreta em Dubai e provavelmente também em outros países do Golfo Pérsico e do sudeste asiático.
Por meio dos despachos diplomáticos norte-americanos divulgados pelo WikiLeaks, o jornal Financial Times diz ter descoberto que Kadafi construiu um "império de dinheiro", pelo qual os filhos dele estariam brigando.
A inexistência de dados sobre o patrimônio do ditador se deve principalmente ao fato de, na Líbia, as finanças públicas nem sempre terem sido separadas do patrimônio pessoal de Kadafi. Segundo o cientista político líbio Assanoussi Albseikri, o líder e sua família lidam com o dinheiro do Estado como se fosse patrimônio deles.
"Os altos funcionários do governo são nomeados diretamente pelo próprio Kadafi. Foi o que ele fez, por exemplo, com o chefe do Banco Central, que é absolutamente fiel a ele", detalha Albseikri.
O especialista diz ainda que os funcionários são diretamente controlados por Kadafi, e que são proibidos de questionar o que é feito com o dinheiro público. "Eles são basicamente cúmplices de Kadafi, que controla a riqueza do país e decide quanto será gasto e onde", diz Albseikri.
Riqueza sem fim
A maneira de governar de Kadafi leva o Financial Times a questionar se algum dia as finanças do presidente líbio e as do Estado chegaram a ser registradas de forma separada.
A maior parte do dinheiro da Líbia vem da exploração de gás e petróleo. Em 2010, o país produziu 2,6 milhões de barris de petróleo por dia, o que corresponde a 2% da produção mundial diária. Os ingressos com o negócio chegaram a 45 bilhões de dólares no ano passado. Segundo informações da National Oil Corporation, no ano anterior a Líbia havia produzido 1,6 milhão de barris por dia e arrecadado 35 bilhões de dólares.
O advogado líbio Alhadi Schallouf, membro do Tribunal Internacional de Haia, calcula que os ganhos do Estado com petróleo e gás somam algumas centenas de bilhões de dólares desde 1969 e que a metade dessa quantia teria ido direto para as contas bancárias de Kadafi e seus filhos.
Segundo Schallouf, Kadafi teria uma conta extra para o dinheiro proveniente do petróleo. "Os rumores de que Kadafi teria 82 bilhões de dólares são falsos. Esses números são na verdade dos anos 90. A quantia real deve muito maior."
Mas o oposicionista líbio Mohammad Abdelmalek calcula que o patrimônio do ditador chegue a 80 bilhões de dólares, e o da família dele, a 150 bilhões. "Os ingressos do Estado vão direto para os bolsos da família. O cidadão comum nunca ganhou nada", afirma Abdelmalek.
É mentira a afirmação de Kadafi de que a receita do Estado seria empregada no bem-estar da população, afirma Abdelmalek. Segundo Schallouf, em vez de usar o dinheiro em benefício da população, Kadafi financiou mercenários e exércitos para proteger o próprio regime.
Dinheiro para o terrorismo
Segundo observadores, os mercenários africanos que provavelmente foram contratados por Kadafi para combater os manifestantes são ligados a grupos rebeldes do continente. "Kadafi já apoiou muitos grupos terroristas, como o IRA, na Irlanda, e outros grupos na Itália e no Chade", afirma Adbelmalek.
Oposicionistas na Líbia exigem agora o congelamento das contas de Kadafi no exterior, como aconteceu com os ex-ditadores da Tunísia e do Egito.
A Líbia é a terceira maior produtora de petróleo da África. As reservas do país são estimadas em 45 bilhões de barris de petróleo e 1,5 trilhão de metros cúbicos de gás – a quarta maior do continente.
Em 2006, Kadafi fundou a Autoridade Líbia de Investimentos (LIA), uma espécie de fundo estatal que, até agora, teria investido mais de 60 bilhões de dólares em projetos fora do país. A LIA aplicou dinheiro em bancos, jornais, clubes esportivos e na indústria automobilística.
O The Guardian afirma que a Líbia detém 7,5% do setor bancário italiano, allém de 2,6% da Fiat e 7,5% do clube de futebol Juventus. O próprio Kadafi, segundo o Financial Times, teria investido 21,9 milhões de dólares num hotel em L'Aquila, cidade italiana que sofreu com um forte terremoto em 2009.

fonte: dw-world.de
Autores: Youcef Boufidjeline / Nader Alsaras (np)
Revisão: Alexandre Schossler

Tchernobil sedia cerimônia de 25 anos da catástrofe nuclear.

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Ucranianos lembram vítimas do acidente de Tchernobil.
Líderes russo e ucraniano participaram de homenagem na antiga usina. No dia dos 25 anos do acidente em Tchernobil, autoridades também falam sobre os custos da tragédia e pedem ajuda para superá-la.
Ao lado de outras manifestações por todo o mundo, o aniversário de 25 anos do pior acidente nuclear da história levou os presidentes da Ucrânia e Rússia ao local da catástrofe, então território da União Soviética. Viktor Yanukovitch e Dimitri Medvedev visitaram nesta terça-feira (26/04) a antiga usina de Tchernobil, no norte da Ucrânia, e participaram de uma cerimônia no local.
Os chefes de Estado lançaram a pedra fundamental do futuro monumento aos que trabalharam no saneamento da usina, conhecidos como "liquidadores". Após a explosão do reator 4, em 26 de abril de 1986, cerca de 150 mil homens e mulheres se expuseram à radiação para controlar os efeitos do desastre.
"A humanidade sempre se lembrará do sacrifício de vocês", disse Yanukovitch durante a cerimônia, transmitida ao vivo para a Ucrânia e Rússia. "Por muito tempo, infelizmente, a Ucrânia esteve sozinha neste desastre de Tchernobil. Hoje, não estamos mais sozinhos", comentou o presidente.
Visita tradicional
O presidente de Belarus, Alexander Lukachenko, não participou da cerimônia ao lado de Yanukovitch e Medvedev, optando por uma visita a povoados e fazendas afetados pela radiação.
O departamento presidencial de imprensa bielorusso esclareceu que "a visitação dos locais contaminados no país, no aniversário da tragédia de Tchernobil, tornou-se uma tradição". Consta que Lukachenko "passa vários dias por ano" no território da catástrofe.
A antiga república soviética Belarus teve mais 25% do território contaminado após o desastre e 460 povoados precisaram ser evacuados. Segundo cálculos do gabinete de Lukaschenko, os custos do acidente nuclear chegam a 160 bilhões de euros. Desde que se tornou independente, em 1991, o país já investiu mais de 19 bilhões de euros na descontaminação das áreas atingidas, incluindo as terras aráveis.
Na Alemanha
Norbert Röttgen, ministro alemão do Meio Ambiente também discursou publicamente sobre Tchernobil, nesta terça-feira. O ministério que encabeça foi criado em reação à tragédia na Ucrânia. Ele lembrou que, ao contrário das explosões recentes dos reatores de Fukushima, no Japão, o acidente de 1986 se deveu a falha humana.
O ministro assegurou que, no presente contexto da reavaliação da segurança atômica na Alemanha, o fator humano está sendo levado em consideração, da mesma forma que terremotos, enchentes ou quedas de aviões. O Ministério do Meio Ambiente é responsável pelas condições de segurança das usinas nucleares do país.
"As chocantes imagens das vítimas da radiação, dos refugiados e das áreas então habitadas que precisaram ser abandonadas, ficaram gravadas em nossa memória. Esse acidente nuclear provocou um sofrimento humano imenso. Crianças que ainda nem nasceram irão sofrer por causa dele", advertiu Röttgen.
 Dinheiro para superar o desastre.
Enquanto o presidente Viktor Yanukovitch participava da cerimônia oficial, na capital Kiev o primeiro-ministro da Ucrânia, Mykola Azarov, pedia mais apoio internacional para superar os efeitos de Tchernobil.
Segundo as autoridades ucranianas, o país acumula perdas econômicas da ordem de 180 bilhões de dólares em decorrência do acidente nuclear, e os gastos para superá-lo chegariam a 10% do Produto Interno Bruto do país.
"Apesar de todas as circunstâncias econômicas, nos últimos 20 anos a Ucrânia financiou sozinha os custos da superação do desastre. Temos certeza de que a solidariedade das nações e Estados, o humanismo da civilização moderna não deixarão a Ucrânia sem ajuda externa. Agradecemos a todos que nos ajudaram e, com antecedência, àqueles que nos ajudarão", disse Azarov.
Segundo o premiê, na Ucrânia 2,2 milhões pessoas têm status de vítimas de Tchernobil, e 255 mil delas são reconhecidas oficialmente como "liquidadores". Além de cobrir os altos custos da assistência médica, relocação e compensação das vítimas, o país também precisa financiar a construção de um novo sarcófago para o reator destruído: "Tchernobil deixou problemas sociais e econômicos que persistirão por anos", comentou Azarov.
NP/dpa/afp
Revisão: Augusto Valente.

Guarda real é afastado após chamar Kate Middleton de 'vaca' no Facebook.

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 BBC - Um integrante da Guarda Real do Palácio de Buckingham foi afastado de suas funções no dia do casamento real após chamar a noiva do príncipe William, Kate Middleton, de "vaca arrogante" e "cadela riquinha" em seu perfil no Facebook.

Cameron Reilly, de 18 anos, que usa regularmente o tradicional uniforme vermelho e chapéu de pele de urso em frente aos palácios reais, escreveu no site de relacionamentos: "Ela e William passaram de carro por mim na sexta e tudo o que eu recebi foi uma porcaria de aceno enquanto ela olhava pro outro lado, vaca arrogante idiota não sou bom o suficiente para eles! cadela riquinha concordo plenamente com vc nisso quem dá a menor bola para ela".

O guarda escocês, que disse em seu perfil ter entrado para as Forças Armadas britânicas em 2010, aparece em fotos no Facebook segurando metralhadoras, vestindo uniforme militar e ainda beijando uma garrafa de vodka. Ele também listou entre seus interesses "cerveja super-forte" e "causar confusão".

Além dos insultos contra Kate Middleton, Reilly também teria feito comentários no Facebook denegrindo negros, judeus e paquistaneses.

Um porta-voz do Ministério da Defesa disse que as alegações estão sendo investigadas.

Fonte: BBC

China e Cabo Verde celebram 35 anos de relações diplomáticas.

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 As relações entre China e Cabo Verde mantiveram um desenvolvimento estável nos últimos 35 anos com estreita cooperação em assuntos internacionais, disse Feng Zuoku, vice-presidente da Associação de Amizade do Povo Chinês com os Países Estrangeiros.
A China e Cabo Verde celebraram o 35º aniversário de suas relações diplomáticas com uma recepção em Beijing, ontem (26).
As relações entre China e Cabo Verde mantiveram um desenvolvimento estável nos últimos 35 anos com estreita cooperação em assuntos internacionais, disse Feng Zuoku, vice-presidente da Associação de Amizade do Povo Chinês com os Países Estrangeiros.
Os dois países produziram benefícios reais a seus povos através da cooperação dentro do marco do Fórum de Cooperação China-África e do Fórum para Cooperação Económica e Comercial entre China e Países de Língua Portuguesa, indicou Feng.
Feng também disse que a China agradeceu o apoio do governo de Cabo Verde nos assuntos relacionados aos interesses essenciais da China, como os de Taiwan, do Tibet e dos direitos humanos.
O embaixador de Cabo Verde na China, Júlio César Freire de Morais, elogiou as relações entre o Arquipélago e a China, dizendo que os dois países efetuaram uma cooperação ampla na política, economia e cultura.

fonte:  REDAÇÃO com a CRI

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Construir uma economia dinámica e competitiva é o principal pilar do Governo da 8ª Legislatura. O programa que recebeu contribuições da sociedade cívil está sendo alvo de debate e nesta sessão que vai até quarta-feira será submetido a votação da Moção de Confiança sobre a política geral, conforme fonte da Assembleia Nacional.

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O Chefe do Governo José Maria Neves apresentou hoje (25) na sessão especial do Parlamento, a primeira da 8ª Legislatura, o programa que vai guiar a ação do seu executivo nos próximos cinco anos.
O programa que recebeu contribuições da sociedade cívil está sendo alvo de debate e nesta sessão que vai até quarta-feira será submetido a votação da Moção de Confiança sobre a política geral, conforme fonte da Assembleia Nacional.

De acordo com Neves, durante a apresentação do programa, a aposta maior vai centrar-se na economia. "Construir uma economia dinámica, competitiva, inovadora e sustentável é o primeiro grande objetivo do Governo. Este é no nucleo central do programa do Governo devendo todos os demais eixos contribuirem para sua realização", afirmou o Chefe do Executivo.
Para atingir essa meta, de acordo com o 1º Ministro, o governo irá trabalhar para expandir a base produtiva da economia e aumentar a produtividade e a competitividade. Ainda segundo José Maria Neves, o governo fixa como meta, conseguir um crescimeto robusto do PIB e criar milhares de postos de trabalho, mas tendo em atenção o contexto internacional.
"No contexto mundial incerto em que vivemos torna-se ainda mais premente a necessidade de manter equilíbrios fundamentais da economia num ambiente de baixa inflação", disse.
Cabo Verde no Mundo
As recentes convulções registadas nos países árabes do Magrebe e do Golfo, bem como a instabilidade vivida na nossa sub-região oeste africana que na visão de Neves adensam o ambiente de incerteza, não foram deixados de lado.
"O contexto mundial incerto e imprevisível representa um desafio maior para Cabo Verde condicionando de formas diversas a realização das metas para esta legislatura. Temos de estar preparados, o nosso objetivo é navegar nesse mar de incertezas de uma forma estratégica. Devemor criar e agarrar as oportunidades" afirmou.
O governante adianta que é preciso gerir as ameaças e encontrar novas formulas como por exemplo para a questão crítica do financiamento do desenvolvimento.
"Nesses tempos tormentosos por que passam a comunidade internacional, um País pequeno e vulnerável como este nosso tem que forçosamente de manter salvaguardado o sentido de rumo comum", aconselha adiantando que porventura Cabo Verde é um País onde a ideia do sentido de Estado mais intensamente interpela todos os sujeitos políticos.
"É verdade que já fizemos um longo caminho nesta matéria mas temos de ir ainda mais longe", avançou. Para atingir as metas preconizadas pelo Executivo, Neves aponta quatro pilares fundamentais. "Primeiro, mobilizar e empoderar as pessoas, a sociedade civil e o setor privado para uma participação e co-responsabilização na implementação da agenda de transformação.
Segundo, melhorar a coordenação dentro da Administração Pública e entre o Governo e os municípios". Ainda, para chegar nos objetivos José Maria Neves propõe focalizar a qualidade governativa na qualidade dos serviços prestados aos cidadãos e as empresas.
Também, ele promete estabelecer um sistema de seguimento e avaliação que permita monitorar os progressos e tomar com sentido de oportunidade, as medidas corretivas que se impuserem.
Resumindo, Neves considera que o Governo propõe a nação uma visão, um rumo e uma agenda para trilhar os novos caminhos. "Propomos vias para aproveitar todos os potênciais existentes, explorar todas as oportunidades internas e externas, acelerar e tornar irreversível o processo de transformação da economia e de modernização da sociedade.
Sabemos que não será fácil, serão precisos muitos esforços e sacrifícios". "Tenho para mim, que construíndo sobre o que já conseguimos, será preciso como tenho dito, fazer roturas e provocar mudanças", conclui.

Fonte: RTC - CV

Cubano que combateu em Angola escreve livro. Lázaro Cardenas combateu em Angola em 1975 e 1978 e regressou mais tarde como adido militar.

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Lázaro Cardenas Sierra, autor de "Angola e a África Austral"

Lázaro Cardenas Sierra combateu em Angola durante a guerra civil, regressou, posteriormente, como adido militar cubano em Luanda, e passou os últimos 10 anos a reunir material para publicar no seu livro "Angola e a África Austral: Apontamentos para o processo negocial para a paz (1976-1992)".
O livro foi apresentado ao público, esta quinta-feira, na Casa de Angola, em Lisboa, e numa entrevista à Voz da América, Cardenas afirma que a presença militar cubana em Angola foi "muito importante" para a paz na região.
Atribui a Resolução 435 do Conselho de Segurança da ONU (que serviria de base para a independência da Namíbia) à diplomacia angolana e às vitórias militares sobre os sul-africanos em Angola.
Mas, dito isso, rejeita a ideia de que sem os militares cubanos não teria havido paz em Angola. "Dizer que se Cuba não estivesse poresente não havria paz, nem a independência da Namíbia seria um pouco pretensioso da minha parte", disse Cardenas à VOA, salientando que, "Cuba fez o que tinha que fazer".
"Penso que a presença [cubana] desempenhou um papel importante e, pessoalmente, sinto-me orgulhoso de ter participado", declara o veterano internacionalista cubano.
O livro tem mais de 800 páginas sobre a guerra civil angolana, e sobre o papel cubano na mesma, mas o seu autor rejeita que a obra seja uma tentativa de justificação política da participação cubana no conflicto angolano.
"A minha intenção é realçar as verdadeiras raízes históricas das perpspectivas de paz que se produziram na África Austral, primeiramente em Angola e na Namíbia e depois, também, na África do Sul," disse, concluindo: "Não tento a justificar política nenhuma. O que eu tento é narrar factos, aquilo que aconteceu".

Fonte: Voanews

Quatro presidentes juntos contra a crise .

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25 de Abril - discursos marcados por eleições e pedido de ajuda externa.

Não há memória de os três ex-chefes do Estado e do actual Presidente da República falarem ao País no mesmo púlpito e na mesma ocasião. Será hoje, a partir do 12h00 no Palácio de Belém.
As comemorações do 37º aniversário do 25 de Abril de 1974 levaram Cavaco Silva a chamar Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio, num momento em que uma missão conjunta do Banco Central Europeu, Fundo Monetário Europeu e Comissão Europeia avalia o pedido de ajuda externa financeira e há eleições a 5 de Junho.
Cavaco quebra hoje o seu silêncio, em intervenções públicas, sobre a situação do País. O Chefe do Estado tem sido alvo de várias críticas por só se pronunciar sobre os desafios do País no Facebook. A última mensagem é de 19 de Abril. O Presidente apelou, então, à continuidade do projecto de uma Europa unida, sem "egoísmos nacionais". Soares já sustentou que Cavaco Silva deveria ser mais interventivo e sublinhou, em entrevista ao ‘i’, que o Facebook não compensa o desejo popular de o ouvir. Há um ano, Cavaco Silva alertou para dúvidas quanto ao futuro do País, nomeadamente as desigualdades sociais.
JOSÉ SÓCRATES, PASSOS E PORTAS CONVIDADOS
O primeiro-ministro, José Sócrates, várias instâncias do Estado, os líderes do PSD e do CDS-PP, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, representantes dos partidos com assento parlamentar, além de entidades ligadas ao 25 de Abril integram a lista de convidados para a cerimónia do aniversário da ‘Revolução dos Cravos’ no Palácio de Belém. Cavaco Silva irá agraciar ainda sete personalidades, entre elas, o antigo presidente da Assembleia da República Barbosa de Melo, bem como o Banco Alimentar Contra a Fome. Este ano, recorde-se, o Parlamento optou por não fazer a tradicional evocação da data com discursos no Plenário por se ter sido dissolvido. A par da cerimónia em Belém, realiza-se também o habitual desfile na avenida da Liberdade, em Lisboa, que contará com dirigentes do BE, PCP, PS e Verdes.  

HISTORIADORA DETESTOU DECLARAÇÃO DE OTELO
A historiadora Irene Pimentel não gostou de declarações recentes de Otelo Saraiva de Carvalho, que disse que, se soubesse como o País ia ficar, não teria feito a Revolução, contrapondo que "todos os portugueses são donos do 25 de Abril".

Fonte: Correio da Manhã     Por: Cristina Rita com Lusa.

Traficantes mudam a táctica para introduzir droga no país .

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Ndongala Garcia, proprietário de um laboratório caseiro de cocaína, encontra-se detido na Comarca Central de Luanda onde aguarda julgamento por crime de tráfico de drogas. A detenção do presumível traficante de droga é resultado de um trabalho de investigação levado a cabo por efectivos afectos ao Departamento de Combate ao Narcotráfico do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional. Com ele foi também detida uma mulher de 28 anos, que supostamente trabalhava como passadora de cocaína.

Inicialmente fixou residência no bairro Mártires de Kifangondo, onde viveu mais de quatro anos, tendo como principal actividade a venda de cocaína. Apercebendo-se da perseguição policial, não desistiu do rentável negócio. Na ânsia de se esquivar dos agentes da polícia, mudou de residência, fixando-se no Golfe-2, onde arrendou uma casa, transformando-a num laboratório caseiro de cocaína.

Ndongala Garcia da Silva adquiriu um fogão com duas bocas. Numa delas metia uma panela onde introduzia bicarbonato de sódio com cocaína e deixava ferver, transformando o produto em crack, um tipo de droga vulgarmente conhecido por libanga.

Depois criou no Golfe-2 e em outros pontos da cidade vários locais de venda de drogas. Esses locais são apelidados por "bocas", onde o mesmo era o principal fornecedor. Cada grama é comercializado a 25 dólares. Quando se regista carência do produto, o valor sobe para 30 dólares.

Os vendedores ou passadores de drogas recebiam o produto em quantidades previamente determinadas e revendiam a clientes habituais. Algumas cambistas de rua, vulgo kinguilas, são apontadas pela polícia como supostas vendedoras de drogas.

Detenções

No ano passado, a Polícia Nacional apreendeu, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, 74.067,5 quilos de cocaína, 1.686 de bicarbonato de sódio, 426 gramas de anfetamina e 477.218,29 quilos de liamba. Os referidos produtos foram encontrados em bagagens diversas e no corpo de vários cidadãos provenientes do Brasil. Fonte ligada ao Departamento Provincial de Combate ao Narcotráfico do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional avançou ao Jornal de Angola que mais de 90 por cento da droga que chega ao país por via aérea é proveniente do Brasil, concretamente dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, através de correios de droga, também conhecidos por "mulas". A par dos angolanos, alguns cidadãos de nacionalidade nigeriana, congoleses democráticos, malianos e senegaleses são apontados como sendo os principais traficantes de drogas. Com o incremento de acções de vigilância no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, os traficantes de droga, segundo a fonte do Departamento de Combate ao Narcotráfico, estão a usar a rota Brasil/República Democrática do Congo, recentemente inaugurada, para fazer chegar a droga ao nosso país por via terrestre. A mercadoria é introduzida através das províncias do Zaire e da Lunda-Sul. A rota da Namíbia, através da fronteira de Ondjiva, também é usada para fazer chegar o produto ao país por via terrestre com destino a Luanda. A liamba é produzida em quase todas as províncias do país, com destaque para Malange, Bengo, Uíge, Kwanza-Sul e Benguela. O produto é descarregado na periferia do mercado dos Kwanzas, Rocha Pinto e Kicolo, dissimulado em sacos de macroeiras e carvão e é guardado em residências, concretamente de pessoas conhecidas e que conhecem bem como funciona o negócio.

Busca do lucro fácil


Os traficantes de droga, incluindo mulheres de várias idades, entram para o mundo da droga para obter lucro fácil e melhorarem a sua condição financeira. Segundo explicações da fonte do Departamento de Combate ao Narcotráfico, os conhecidos correios da droga chegam a pôr em perigo a própria vida, com a ingestão via oral de várias cápsulas contendo drogas a partir do Brasil. O produto é expulso via anal, já em Angola, 24 horas depois.

No ano passado, a Polícia deteve um cidadão com mais de 80 cápsulas de cocaína no estômago. No caso de uma das cápsulas se desfazer no estômago, o indivíduo pode ter morte imediata.

Para além do estômago, há cidadãos que trazem o produto escondido nos órgãos genitais ou até mesmo no ânus. A cocaína pode ainda ser dissolvida e embebida em roupas, carregadores de telemóvel, máquinas de lavar, troféus, peças de viaturas, garrafas de perfume, garrafas de licor, entre outras formas, segundo declarações de uma fonte identificada afecta ao Departamento de Combate ao Narcotráfico.

Inicialmente, os transportadores da droga são contactados pelos traficantes, quer sejam conhecidos ou não, propondo-lhes uma viagem ao Brasil em busca de negócio, em troca de valores monetários.

Muitos cidadãos só se apercebem do negócio da droga já no Brasil, como aconteceu com uma cidadã que pediu anonimato.

A mesma explicou à reportagem do Jornal de Angola que tinha sido contactada por um homem conhecido do bairro, que lhe propôs uma deslocação ao Brasil em busca de mercadoria, sem saber ao certo a sua natureza. Como contrapartida, haveria de receber 1.500 dólares, valor que, segundo ela, necessitava para abrir um negócio de venda de produtos em roulote no bairro Hoji ya Henda.

No hotel, foi contactada quatro dias depois, tendo-lhe sido dito que tinha de levar uma mercadoria de droga. Os traficantes aconselham as pessoas envolvidas no transporte a não informarem a família, com receio de que a "dica" chegue aos ouvidos da Polícia.

Entre 2008 e 2010, o Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional destruiu 152.880 quilos de cocaína apreendidos no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, mais 214.200 quilos de liamba proveniente de algumas províncias do país.

A droga é comercializada em espaços públicos, como discotecas, centros recreativos, bares e casinos, principalmente à noite.

Na via pública, o comércio é feito entre as 10 e as 18 horas, tanto no centro como na periferia da cidade. No interior das residências, segundo especialistas ligados a esta matéria, a cocaína é vendida durante a tarde por razões de segurança.

As drogas provocam alterações no sistema nervoso e estimulam, entre outros, a prática de crimes relevantes como homicídios, assaltos à mão armada, roubos qualificados, violação de menores, entre outros, de acordo com a fonte do Departamento de Combate ao Narcotráfico do Comando Provincial de Luanda.

Actuação policial

Em Julho, Agosto e Setembro do ano passado, a polícia deteve, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, 136 cidadãos, entre nacionais e estrangeiros, em posse de 23,8 quilos de cocaína, provenientes do Brasil. Dos detidos, 14 eram mulheres.

O crime de tráfico de droga está plasmado na Lei 3/99, de 6 de Agosto, com pena de prisão que vai dos 8 aos 12 anos. Segundo o Código Penal Angolano de António Vicente Marques, nos casos de consumidores as penas vão de três dias a dois anos de prisão. Seis cidadãos da Nigéria e três angolanos foram detidos em Agosto do ano passado pelo Comando Provincial de Luanda por estarem supostamente envolvidos no crime de tráfico e posse de droga.

Carlos Kiwewa, 36 anos, foi detido no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, proveniente do Brasil, com 104 cápsulas de cocaína no estômago que pesavam 1,170 quilos. Revelou que se deslocou ao Brasil para este serviço a troco de três mil dólares.

Alexandre Bartolomeu, 42 anos, escondeu 33 cápsulas de cocaína num casaco. Caso a droga passasse pelas autoridades policiais ganharia 1.500 dólares.

Pascoal Edoze, de 34 anos, nigeriano residente em Angola há sete anos, dedicava-se à venda de cocaína. Antes do negócio da droga vendia peças de automóvel. Amox Sidgei, 30 anos, recrutava cidadãos para venderem droga, a partir da Nigéria, e tratava dos passaportes.

Detido com dois passaportes, um nigeriano, em nome de Amos Chijiake, e outro angolano, de António Manuel Pedro, natural de Mbanza Congo. Tem Bilhete de Identidade angolano verdadeiro com o mesmo nome. 


Fonte: Angonotícias

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