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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Verdades e rumores sobre a presença de chineses na África.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Pequenos empresários chineses na África; na foto, Lagos (Nigéria)


"Chineses exploram recursos naturais, roubam postos de trabalho, pagam mal". Simpósio da Associação para os Estudos Africanos em Colónia tentou responder o que é verdade e o que é rumor sobre chineses na África.
Ismail Mrisho tem boas experiências com os chineses. Há sete anos, o tanzaniano trabalha para uma pequena empresa que importa alho da China, passando a exportar o produto para outros países africanos.

Quando Mrisho, de 35 anos, conta do trabalho aos amigos, ouve muitas críticas. Por exemplo: "Claro, em vez de vender o nosso próprio alho aqui da Tanzânia, os chineses importam o produto".
Walter Pon dentro do próprio supermercado na África do Sul, um dos sobreviventes da "Chinatown" de Joanesburgo
Walter Pon dentro do próprio supermercado na África do Sul, um dos sobreviventes da "Chinatown" de Joanesburgo
Mas Ismail Mrisho vê a situação com outros olhos. O alho da China é maior que o da Tanzânia – e mais querido entre os clientes, diz o comerciante. Se os tanzanianos não reagem a essa demanda, a culpa é deles mesmos se outros aproveitam a chance: "A maior parte dos africanos reclama do comportamento dos chineses e da forma como eles administram as suas empresas. Dizem que os chineses são indiferentes aos africanos. Mas meu chefe é boa pessoa", relata Mrisho, que chega a sair com o patrão.

Este "paga bem, e quando eu tenho um problema ele tenta me entender. Mas ouvi o contrário de muitos conhecidos, eles têm uma opinião muito ruim dos chineses. Pensam que os chineses só vão à África para ter lucros e voltar ao próprio país", diz o comerciante.

Fracasso com a língua

Essa impressão é confirmada pela pesquisadora chinesa Katy Lam, da Universidade de Lausanne, na Suíça: "Muitos têm a impressão de que os chineses foram enviados à África pelo governo. Mas isso não é verdade. Os chineses não são nem apoiados pelo governo, dependem apenas deles mesmos", afirma a pesquisadora, que durante vários meses falou com chineses e com a população local do Gana e do Benin.
A pesquisadora chinesa Katy Lam
A pesquisadora chinesa Katy Lam
"Não é fácil para eles. Precisam se adaptar às formas de vida locais – mas, muitas vezes, já fracassam porque não conhecem bem a língua local", descreve Katy Lam.

Especialmente os empresários chineses parecem passar dificuldades na África. Muitas ideias de negócios fracassam. A política, segundo a DW África apurou, também toma medidas protecionistas por causa da desconfiança em relação aos empresários chineses.

Um outro exemplo apurado pela DW África é que, no ano 2000, na capital do Benin, Cotonou, existiam 40 lojas de têxteis num dos maiores mercados da África ocidental, o Dantokpa. Em 2010, apenas três lojas de têxteis sobraram, o resto perdeu as licenças de funcionamento.
Assistentes de uma loja chinesa em Dacar esperam por clientes
Assistentes de uma loja chinesa em Dacar esperam por clientes
Africanos beneficiam da presença chinesa

Por outro lado, muitos africanos também tiram proveito da presença dos chineses, diz Laurence Marfaing, do instituto de Pesquisas GIGA, em Hamburgo. Laurence estuda a interação de pequenos comerciantes chineses com os comerciantes locais no Senegal e no Gana.

Ao lado dos africanos diretamente empregados por chineses, muitos comerciantes de rua africanos conseguiram ficar independentes porque compram produtos de grandes comerciantes chineses. Segundo a pesquisadora Laurence Marfaing, isso também tem uma influência positiva sobre a imigração ilegal para a Europa porque os africanos que conseguem a independência "são pessoas que, há alguns anos, eram candidatos à imigração. Para eles, foi realmente sorte trabalhar com os chineses. Eles conseguiram a oportunidade de ganhar dinheiro e de sustentar as famílias, sem ter de partir".

Autor: Adrian Kriesch / Renate Krieger
Edição: António Rocha
fonte: DW

Emília Pires "Há alguns anos atrás tudo era negativo sobre nós, agora a comunidade internacional usa-nos como exemplo para outros".

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Como é que acha que a comunidade internacional olha para Timor apôs as últimas eleições presidenciais em que ganhou Matan Ruak?
Sim, temos o mundo a olhar para nós, porque as eleições são como uma marca, um indicador que todos usam para ver se Timor sairá, ou não, desta fragilidade, dos conflitos que foi tendo nesta década.
Embora nos últimos quatro anos não tenhamos sofrido crises. Mas muitos estudos dizem que nações de pós-conflito voltam a viver conflitos depois de cinco anos. Nós já desde 2008 que não temos qualquer crise, mas continuamos com os dedos cruzados, no sentido que temos que continuar a trabalhar fortemente para não voltarmos outra vez para a crise. As eleições são um bom
indicador. Até hoje correu tudo bem com as eleições presidenciais.
Como vê o futuro, a acção do Governo em termos de investimentos… que estratégias para a sua área que é a económica?
Tivemos uma mudança na presidência, mas a figura presidencial é mais simbólica do que executiva. Agora, no dia 7 de Julho teremos eleições para o Parlamento e daí vai sair um novo Governo. Haverá 24 partidos a concorrer para o Parlamento, o que torna difícil fazer previsões agora. Mas Timor está ainda numa fase em que, e foi recentemente, em 2008, que lançamos o nosso Plano Estratégico de Desenvolvimento, onde temos traçado o nosso caminho, se nos quisermos desenvolver. Portanto, do meu ponto de vista, Timor Leste tem gozado de um crescimento económico de dois dígitos e temos também reduzido a pobreza, o que nos coloca no caminho certo.
Acredito que quem quer que for que venha a governar quererá continuar a implementar uma estratégia que tenha resultados similares. Se assim for, daqui a vinte anos poderemos deixar de ser um país com rendimento pobre para sermos um país de rendimento médio-alto.
A descoberta do petrólio vem tam- bém impulsionar estas esperanças e está todo o mundo com os olhos postos no país, para negócios. Como está o papel de Timor na sua região? … está perto da Austrália, há a Chi- na… como é que acha que o país se deve posicionar entre estes actores?
 Nós olhamos para isso como factores positivos e até agora temos estado a gerir isto. Na área do petróleo compartilhamos com a Austrália, por exemplo, embora agora, cada vez mais, vamos adquirindo a capacidade para negociar e começar a lutar pelos nossos direitos. E quanto mais conhecimentos adquirirmos melhor poderemos negociar. Timor Leste está nesta fase. E depois, em
termos de comércio com os grandes vizinhos ao lado … nós sozinhos não temos mercado, somo apenas cerca de um milhão de pessoas, mas temos potencialidades em alguns nichos. E como temos um vizinho que é a Indonésia, com cerca de 200 milhões de pessoas, se soubermos desenvolver aquilo que eles querem, poderemos ter aí um bom mercado.
Por outro lado, também temos a Austrália, com cerca de 20 milhões, temos de saber identificar o que é que a Austrália precisa. A China, uma economia grande, na verdade produz tudo, mas deve haver algumas coisas que eles podem precisar. Ainda não estamos nesta fase da identificação das áreas de comércio, mas estamos a desenvolver as relações de amizade.
No presente eles ajudam-nos mais que nós a eles, mas tarde ou cedo poderemos alterar isto e teremos coisas que eles possam querer.
Falou de alterar este cenário, falou, há pouco, de negociar gradualmente para atingir direitos. De que direitos é que está a falar, o que acha que é preciso conseguir ainda?
Bem, nós queremos o que é justo, o que é nosso. Normalmente, em qualquer área de negociação, se você tem conhecimento profundo então está em melhores condições para negociar. Isto não apenas na área de óleo e gás, mas para qualquer outra coisa. Quanto mais conhecimento você tem do mundo, em melhor posição você está, mais forte você é. Por exemplo, agora
Timor Leste está a liderar este grupo 7G+ que é constituído por 19 países considerados frágeis e muitos deles em conflito ou em pós-conflito. Timor Leste está a liderar porque foi eleito, mas também elegeram-nos porque acharam que nós estávamos em melhor posição para liderar este grupo de estados, porque pudemos demonstrar que tudo o que queremos implementar para sairmos rapidamente da situação de fragilidade pode dar certo. Então, com isto, há lições para os outros.
E podemos influenciar também a política global dos nossos parceiros de desenvolvimento para mudarem a sua maneira de engajar países frágeis como o nosso. Porque até agora eles têm andado a fazer de forma tradicional, em que eles decidem tudo. Eles analisam, eles fazem o diagnóstico e depois criam as políticas, criam os programas e os projectos. Agora nós estamos a dizer que não se pode fazer isso, porque o facto de um estado ser frágil não quer dizer que não tem gente capaz de diagnosticar a sua própria fraqueza. Já demos um primeiro passo ao conseguirmos um novo acordo que foi lançado em Busan, onde, agora, mais de quarenta instituições, incluindo algumas nações doadoras que assinaram para aderirem a este novo acordo, onde traz princípio em como mudar comportamentos, não só dos doadores como também dos países que recebem ajuda externa.
Timor Leste, com este processo, tem melhorado a sua imagem no plano internacional. Há alguns anos atrás tudo era negativo sobre nós, agora a comunidade internacional usa-nos como exemplo para outros, isso é interessante.
Num momento éramos uma má nação, num outro momento usam-nos para dizer ok, este é um exemplo que podem seguir, etc. Mas nós, do nosso lado, só queremos aquilo que trabalha para nós e
estamos numa posição de podermos compreender as nações que estão a passar por aquilo que nós passamos.
Então, tudo aquilo que aprendemos, tudo aquilo que dá sucesso, imediatamente compartilhamos com os nossos pares. E mesmo aquilo em que não obtemos sucessos, para evitar que outros vão por aí? Para não se repetirem os erros.
‘ESTAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES FORAM ASSEGURADAS POR NÓS QUASE EM EXCLUSIVO’
“As Nações Unidas ainda estão lá, mas mais como conselheiros, já não fazem nada, porque os timorenses é que estão a fazer. Isto nas eleições. Na área da saúde eles estão a trabalhar connosco na área da nutrição, por exemplo. Mas, em Timor, o trabalho deles está já a mudar para a fase de desenvolvimento”.
O que espera das Nações Unidas depois da saída da sua missão em Timor?
 Quando eles saírem teremos uma transição pacífica. Já estamos a trabalhar com eles para ver quem vai receber e continuar com o trabalho que ainda está por concluir. Mas já há muita coisa assumida pelo Governo. A polícia, por exemplo, já a assumimos. Estas últimas eleições foram asseguradas por nós quase em exclusivo, inclusivamente o secretariado eleitoral. As Nações Unidas ainda estão lá, mas mais como conselheiros, já não fazem nada, porque os timorenses é que estão a fazer. Isto nas eleições. Na área da saúde eles estão a trabalhar connosco na área da nutrição, por exemplo. Mas, em Timor, o trabalho deles está já a mudar para a fase de desenvolvimento.
E neste desenvolvimento estão alguns pontos como o português. Há pouco tempo aprovou-se uma lei que exige, como requisito para os governantes, que falem a língua portuguesa. Que impacto é que acha que esta decisão teve?
O Ministério da Educação tenta implementar estas regras, porque uma das nossas línguas oficiais é o português. A outra é o Tetum. E depois temos as línguas de trabalho que são o inglês e o indonésio. Estamos a tentar implementar, o máximo possível, dentro das capacidades existentes.
Porque aquilo não é um caso de dinheiro, é um caso da capacidade humana de absorver o conhecimento para depois o passar aos outros. Mesmo que tivéssemos muito dinheiro para pôr neste sector, não poderíamos acelerá-lo, porque depende da capacidade humana.
E, neste âmbito, já se pensou em contar com a CPLP, com países como Portugal e Brasil para o envio de pessoal para apoiar neste processo?
Eu acho que o ministro já tem celebrado acordos com os países que mencionou, mas continuamos a voltar para o facto de que terão de ser os timorenses a aprender para depois ensinarem aos outros, senão não será sustentável no futuro. É o que está a ser feito. Por outro lado, estamos conscientes de onde estamos. O português, por si, pode ser um elemento positivo, mas mais no plano de desenvolvimento do nosso sector do turismo. Timor Leste pode ser a pequenita Europa dentro da Ásia. Há pontos vantajosos, para depois, mais tarde, explorarmos no turismo, que é um dos nossos sectores estratégicos para o futuro. Tem também o lado negativo, que vai levar um pouco de tempo para as pessoas adoptarem a língua. Para as crianças é muito mais fácil, mas para os mais velhos é mais difícil. Além disso temos também a língua inglesa que está que se está a afirmar. Também queremos aderir à ASIAN, e aí a língua oficial é a inglesa. Portanto, vamos ter também de aprender o inglês e lidar com os nossos vizinhos.
A Guiné Bissau é um país do G7+, mas o que espera da cooperação com os outros países da CPLP?
Nós também somos parte da CPLP. Se não me engano, já estivemos em uma ou duas reuniões dos ministros das Finanças. As reuniões acontecem de dois em dois anos, creio que a próxima será em 2013. Mas sei que os outros ministros, noutros sectores, têm maior dinâmica. A Saúde e a Educação têm mais encontros, estão mais ligados, talvez porque precisam uns dos outros, mas na minha área, a das Finanças, não há assim tanto. Estamos a falar de finanças públicas, onde há regras internacionais que
todos adoptam. A ligação é mais com o FMI que com quaisquer outros. Mas esperamos, por outro lado, um incremento no comércio com os países da CPLP. Faz pouco tempo que o ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros esteve em Timor e queria conhecer melhor como estávamos a gerir o nosso Fundo do Petróleo e como estávamos a explorar os nossos recursos naturais. Há áreas em que nós podemos ajudar, compartilhando informações.
Quer explicar-nos melhor o G7+,  este acordo dos países frágeis, uma estratégia que Timor Leste está a liderar?
Este acordo é importante, e por isso haver muita gente interessada, porque fala de confiança, de objectivos e das metas para a construção da paz e construção do Estado. O que é interessante nisso tudo é que a liderança é dos próprios países frágeis. São países que estão a tomar nas próprias mãos os seus destinos. Por exemplo, o vice-ministro das Finanças da Somália disse na ONU – Nós não estamos aqui para pedir mais dinheiro, estamos aqui para aprendermos uns com os outros experiências positivas e para aprendermos as experiências negativas e não as repetirmos. Por outro lado, todo este processo é um processo para mudar a nossa mentalidade, não apenas a nossa, mas também a dos nossos parceiros. O mundo financeiro não está lá muito bom, então,quanto mais nos cuidarmos, quanto mais fizermos para que o dinheiro que se gasta se gaste melhor, mais se beneficiam as duas partes: o que recebe e o que dá.

fonte: OPAIS

Avião se choca contra prédio na maior cidade da Nigéria.

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Pessoas sobem em parte de avião que caiu em Lagos, na Nigéria.



O diretor-geral da Autoridades da Aviação Civil da Nigéria, Harold Demuren, disse que todos os passageiros e tripulantes morreram na queda. Pelo menos quatro chineses estão entre os mortos, de acordo com a agência estatal chinesa, a Xinhua.
A causa do acidente com o avião da Dana Air, um Boeing MD83, são desconhecidas. Pouco antes do acidente, que aconteceu próximo ao aeroporto, o piloto comunicou um problema no motor, segundo um militar que não quis ser identificado.
O avião, que decolou em Abuja, a capital, em direção a Lagos, colidiu com vários prédios, arrancou pedaços de telhados e bateu em uma árvore.
Três horas depois do acidente, bombeiros ainda tentavam controlar o fogo, lutando contra a falta d’água.
Um morador da região, Praise Richard, disse que estava assistindo a um filme quando ouviu uma forte explosão que parecia a de uma bomba.
Quando saiu de sua casa, viu uma enorme quantidade de fumaça. “Não acho que alguém sobreviveu”, afirmou. “Seria preciso um milagre.”
O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, decretou três dias de luto nacional por causa do acidente. Em comunicado, ele disse que cancelou todos os compromissos públicos previstos para a segunda-feira e ordenou uma investigação completa.
Jonathan acrescentou que “rezará para que Deus dê coragem às famílias das vítimas para que consigam aguentar essa perda irreparável”.
O aeroporto internacional de Lagos, de onde o avião decolou, é um dos mais importantes da África. Em 2009, quando a última estatística foi feita, 2,3 milhões de passageiros passaram por ele, de acordo com o governo.
O acidente deste domingo é o pior desde setembro de 1992, quando um avião militar caiu pouco depois do pouso em Lagos, deixando 163 mortos.


fonte: ig.com.br

sábado, 2 de junho de 2012

E se, em vez de ir à escola, o seu filho estudar em casa?

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E se, em vez de ir à escola, o seu filho estudar em casa?
De ano para ano, por esta altura, cresce o número de matrículas para o ensino doméstico. De hipótese bafienta a tendência alternativa, agrada sobretudo a famílias com rendimentos e estudos superiores. Conheça alguns exemplos, saiba como funciona, e quais os  perigos. E DÊ A SUA OPINIÃO.

O topo da enorme tenda teepee avista-se à distância, guiando os forasteiros que chegam ao Oeste até à Quinta da Pedra, nos arredores da Ericeira. A propriedade já serviu de abrigo a muitos "índios" mas os ateliês pedagógicos que ali se realizavam foram desativados há dois anos. Hoje, a tenda nativo-americana e o forte dos cowboys, tal como o escorrega e os baloiços, estão por conta dos três filhos de Nuno Cardoso e Cláudia Sousa, de 42 e 40 anos, respetivamente. O gestor e a psicóloga viviam num apartamento dos subúrbios de Lisboa quando tiveram o primeiro filho, Pedro, hoje com 14 anos e a frequentar o 8º ano. Hugo nasceu  três anos depois e foi quando Ana vinha a caminho, dois anos mais tarde, que se mudaram para este refúgio no campo com cheiro a maresia.
Cláudia ficou em casa com os filhos até estes fazeres cinco anos. "Achava que depois tinham mesmo de ir para a escola", conta, revivendo a resignação de outros tempos. Foi com a filha mais nova que descobriu o ensino doméstico. Ana aprendeu o bê-á-bá numa pequena primária antiga, mas essa escola foi fechada. No 2º ano, num grande centro escolar e com uma carga horária pesada, começou a dar sinais de tristeza. Repetiam-se as dores de barriga, as febres baixas e a mesma pergunta: "Se eu tiver febre não vou à escola, pois não?"
A família procurava uma saída quando a mãe de uma criança que Cláudia acompanhava lhe falou nesta solução. "Nem sabia que era legal no nosso país", confessa. Foi assim que há, dois anos, Ana foi estudar para casa - uma opção que começa a fazer escola em Portugal.
Eram apenas meia dúzia de alunos no ano letivo 2006/2007, segundo dados do Ministério da Educação. Em 2008/2009, o número subiu para 11 e em 2009/2010 matricularam-se 84 crianças em ensino doméstico. Sem disponibilizarem dados oficiais dos últimos dois anos, as direções regionais de Educação referem que os inscritos se têm multiplicado rapidamente, ultrapassando já as duas centenas, na zona de Lisboa e Vale do Tejo.
Um inquérito online realizado este ano pela investigadora Cláudia Almeida, 35 anos, no âmbito de um mestrado no ISCTE, apurou 67 respostas de famílias em ensino doméstico, em 18 dias. Trinta por cento declararam ser este o primeiro ano em que o fazem. "É algo que parece estar a emergir com todas as forças", diz a investigadora, ela própria mãe de um menino de 3 anos que planeia vir a educar em casa. No seu estudo, destaca-se o facto de cerca de 70% dos inquiridos terem concluído um curso superior. Sobre as razões que motivaram esta opção, 87% mencionam a "liberdade de aprendizagem, 23% referem a "carga horária excessiva" nas escolas e 20% apontam o "bullying e violência escolar".
Uma outra pesquisa, conduzida por Álvaro Ribeiro, 38 anos, no mestrado de Ciências da Educação da Universidade do Minho, indica que "a maioria destas famílias situa-se entre os 30 e os 45 anos de idade, vivendo em regime biparental, academicamente bem qualificadas e com um estatuto e papel profissional que lhes permitem despender grande quantidade de tempo e recursos para este projeto".
O investigador salienta a importância dada pelos pais à "liberdade curricular", concluindo que "os programas de aprendizagem são flexíveis e altamente individualizados", havendo a tendência para seguir "um currículo já experimentado e consistente" nos primeiros dois anos de ensino doméstico. Depois, a maioria das famílias opta pela construção de um programa próprio.
Cláudia Sousa, que além da licenciatura em Psicologia concluiu também o curso de professora do 1º ciclo do ensino básico, optou por educar a filha mais nova seguindo o programa do Ministério da Educação. Mas com "respeito pelos ritmos próprios de aprendizagem e de desenvolvimento", valorizando "a troca de saberes e de experiências". Ana, que sonha ser pintora e pediatra, está a concluir o 4º ano e desenhou toda a história da primeira dinastia. Foi entre pincéis e aguarelas que a mãe lhe ensinou os nomes dos reis e o contexto em que nasceu o amor de Pedro e Inês. "Acaba por aprender-se de forma mais criativa, sem ser necessário passar oito horas entre quatro paredes", explica, referindo que não se senta muito tempo com Ana. Todas as atividades do dia-a-dia são pretextos para aprender mais um pouco: "Sempre fazemos um bolo aplicamos conceitos da área da Matemática, da Língua Portuguesa, do Estudo do Meio." E sobra tempo para a menina se aventurar em muitas outras coisas: além do inglês, está a aprender alemão e japonês, faz surf, vela, judo, equitação, natação e, tal como os irmãos, é escoteira.
Também os filhos de Carlos e Catarina Mendes, de 35 e 32 anos, têm agora mais tempo para se dedicarem a atividades de que gostam, como o hóquei em patins ou o xadrez. O técnico informático e a professora do ensino especial optaram por educar em casa o filho Rafael, de 7 anos, no início do ano passado, e Flor, de 5 anos, seguirá agora os passos do irmão. Francisco, de 4 anos, Lua, de um ano e meio, mantêm-se em casa com eles e, em breve, juntar-se-á a todos um quinto bebé.
"Não é fácil gerir tudo", concede Catarina, com um sorriso. A família mudou-se há cinco anos da zona de Loures para uma aldeia da Lourinhã, proporcionando aos filhos o crescimento entre os gatos, cães e galinhas, em vez de carros. Ainda assim, quando se mudaram para o campo traziam os hábitos da vida na cidade. Carlos estava a trabalhar em Angola, Catarina foi colocada numa escola no Cadaval e não parava. "De manhã era uma correria para vestir os três e despachá-los. Depois ia buscá-los ao fim do dia, outra vez a correr, dava-lhes o banho, jantar e iam para a cama. Quase não estava com eles e comecei a sentir que não os conhecia... Só pensava: 'Mas o que ando a fazer?'" Quando ficou grávida de Lua veio para casa e não voltou a trabalhar. "Enquanto conseguirmos manter a situação, financeiramente... é o que sentimos ser certo."
QUEIXAS NAS COMISSÃO DE MENORES 
Longe do estereótipo das famílias que educam os filhos em casa por motivos religiosos (em Portugal há adventistas do sétimo dia o fazem, em ensino individual), estes pais procuram, sobretudo, acompanhar mais o crescimento das crianças. Para Álvaro Ribeiro, o ensino doméstico que se realiza no nosso país "assenta numa estratégia de classes sociais elevadas", tendo surgido como "uma forma de protesto contra a escola convencional, como instituição e organização", e representando "a emergência, paulatina e impercetível de uma contracultura".
Com maior tradição nos EUA e em Inglaterra, os estudos realizados nestes países indicam várias vantagens em termos dos resultados académicos, segurança emocional e autoestima das crianças. Mas também desvantagens. Nem todos os pais estarão preparados para acompanhar os filhos academicamente e existe até uma corrente que defende o não-ensino, entendendo que as crianças aprendem por si próprias aquilo de que necessitam. Em Espanha, por exemplo, estes comportamentos levaram recentemente à proibição do ensino doméstico, depois de terem surgido adolescentes que não sabiam ler e escrever.
Em Portugal, o ensino é obrigatório até aos 18 anos, pelo que os alunos têm de realizar exames em cada final de ciclo (ver caixa). Contudo, a primeira lei relativa ao ensino doméstico data de 1948, com várias adendas ao longo dos anos, o que tem levado a diferentes interpretações e intervenções da Proteção de Menores. Se uma criança não for matriculada ou se faltar a um exame, é movido um processo por negligência. Foi o que sucedeu na zona de Castelo Branco, onde uma menina de 9 anos ia ser retirada aos pais porque estes decidiram matriculá-la numa escola francesa, não reconhecida pelo Ministério da Educação, recusando realizar os exames do 4º ano. A família alegou motivos religiosos numa primeira audição mas quando o tribunal avançou com o processo... "Fugiram para outro país", confirmou à VISÃO o advogado oficioso da menor.
Este tipo de casos tem vindo a multiplicar-se, com frequência por desconhecimento da lei, e é um dos motivos que levaram à criação do MEL - Movimento Educação Livre. A sua atual presidente é Cláudia Sousa. "O grande objetivo é termos uma voz mais coesa e ativa na defesa da educação em Portugal, e do ensino doméstico em particular", explica.
A SOMBRA DA SOCIALIZAÇÃO
Questões legais à parte, a grande crítica ao ensino doméstico resume-se numa palavra: socialização. Teresa Paula Marques, 40 anos, psicóloga especialista em comportamento infantil e a concluir um doutoramento na área educacional, considera o ingresso na escola "extremamente importante" para que "a criança possa estar com pessoas fora do seu círculo familiar restrito". Essa convivência, diz, "permite-lhe aprender a conviver com as diferenças culturais e sociais". Além disso, "se no seio da família a criança entende as regras como uma imposição dos pais, na escola vai perceber a sua utilidade em termos de convivência e adequação social". Aprenderá, por exemplo, "que se não respeitar certas regras, poderá perder a amizade de um colega, enquanto em casa nada disso acontece. Por muito que os irmãos briguem, o grau de parentesco impede a rutura", afirma a psicóloga.
Cláudia Sousa não aceita, de todo, essa ideia: "O ensino doméstico promove partilhas geracionais de qualidade, aprofunda relações de vizinhança, permite tempo e criatividade para explorar caminhos diferenciados e evidencia-se na noção de pertença a um lugar, à família e à própria comunidade." A família Mendes também não sente que os filhos estejam isolados do resto do mundo. "Têm os vizinhos ou os amigos do hóquei", aponta Catarina, lembrando também que duas vezes por mês viajam até Lisboa, onde se juntam a outras crianças em ensino doméstico, visitando exposições e museus.
"Acredito que há mais vantagens que desvantagens", reforça Cláudia Sousa, que, no próximo ano, também irá ensinar o filho do meio, Hugo, em casa. A presidente do MEL convida a um exercício: "Imagine-se que o Estado decidia criar uma rede de cantinas públicas e decretava que todas as crianças e jovens entre os 6 e os 18 anos teriam, obrigatoriamente, que frequentá-las, seguindo os menus definidos, pois só assim estaria garantida uma nutrição adequada... Seria razoável? Agora substitua-se as palavras 'cantinas' por 'escolas','menus' por 'currículos' e 'nutrição' por 'educação'. Abdicar-se-ia, sem questionar, da liberdade de escolha? E seria melhor frequentar a "cantina pública" ou confecionar as refeições em casa, decidindo os menus, os ingredientes, os horários das refeições?"
Cláudia olha para Ana, agora tão diferente da menina tímida e insegura de há dois anos, e não tem dúvidas. A família prefere colher os legumes na horta biológica, misturando-os numa colorida e nutritiva sopa - que depois comerão todos juntos, à conversa na sua tende teepee.
fonte: visao.pt




SITUAÇÃO DA CRIANÇA EM CABO VERDE É “EXEMPLO” PARA ÁFRICA.

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Cidade da Praia, 01 jun (Lusa) - A presidente do Instituto Cabo-Verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), Marilena Baessa, afirmou hoje que, apesar de alguns constrangimentos, a situação da criança em Cabo Verde "é um exemplo" para outros países da África.

Em declarações à agência Inforpress, por ocasião do Dia Internacional da Criança, que se assinala hoje, Marilena Baessa acrescentou que, tendo como base o relatório sobre a situação da criança em Cabo Verde, apresentado em novembro de 2011 pela Unicef e pelo ICCA, pode "classificar-se de boa" a situação da infância no país.

"De um modo geral, podemos dizer que Cabo Verde é um exemplo para África. Temos ainda muito caminho a percorrer, como trabalhar nalgumas camadas da sociedade, principalmente com as crianças menos favorecidas, que não têm registo de nascimento ou acesso ao jardim infantil, que precisam de uma atenção especial por estarem em situação de rua ou de risco e crianças que não têm convivência com as famílias", disse.

A presidente do ICCA garantiu que o Governo cabo-verdiano e as instituições que lidam com as crianças estão a trabalhar em conjunto para responder a todas as demandas do setor da infância.

"Defendo que nenhuma situação da criança poderá melhorar se não haver um apoio da família, a célula principal de uma sociedade. Temos de, cada vez mais, reforçar a família cabo-verdiana, para que seja reforçada a proteção da criança, pois é com este apoio que poderemos ter cenários cada vez melhores", argumentou.

É nesse sentido que Marilena Baessa reiterou o trabalho que o ICCA tem estado a desenvolver para a proteção da infância, pois acolhe atualmente cerca de 860 crianças nos 16 centros de proteção social espalhados pelo arquipélago.

"A situação da criança de rua ainda existe, mas não é por falta de opções, dado que existem várias outras instituições que fazem um trabalho específico, identificando as crianças na rua e levando-as para os nossos centros", afirmou.

Apesar disso, Marilena Baessa reconheceu que não sabe se é possível, em algum momento, combater por completo a situação da criança na rua, tendo em conta que os fenómenos sociais acontecem e, dependendo da situação da família, pode aumentar ou diminuir, mas não acabar.

fonte: JSD - Lusa

Presidente angolano defende intolerância para golpes de estado no continente.

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Lusa

Luanda, 01 jun (Lusa) - O Presidente de Angola e em exercício da Comunidade de Desenvolvimento de Países da África Austral (SADC), José Eduardo dos Santos, defendeu hoje em Luanda que "não pode ser tolerado o ressurgimento dos golpes de estado em África".

José Eduardo dos Santos discursava na abertura da cimeira extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da SADC, que hoje decorre em Luanda para análise da situação política da região e da integração económica regional.

De acordo como Presidente angolano, o continente necessita de exemplos concretos que confirmem que África pretende "virar firmemente uma página do passado de uma história em comum", marcado pela existência de "governos autoritários ou autocráticos, para dar lugar a sociedades e instituições democráticas".

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Afeganistão: Um homem corta a língua da mulher após discussão.

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No Afeganistão, um homem de 22 anos foi preso por ter cortado a língua da sua mulher depois de uma discussão (imagem de arquivo)
Números recentes de vítimas de violência doméstica estão a chocar o Afeganistão. Mesmo depois do fim do regime talibã, esta semana, um homem de 22 anos foi preso por ter cortado a língua da sua mulher depois de uma discussão.



Como se não bastasse, após esta bárbara agressão, a mulher de apenas 20 anos sofreu um aborto – estava grávida de sete meses. O crime ocorreu na casa do casal, na vila de Jangory, no norte do país. A vítima foi rapidamente encaminhada para o hospital da região de Balkh, onde lhe foi reimplantada a língua. Contudo, fica por saber para já se ela conseguirá voltar a falar.
Numa conferência de imprensa em que a vítima apareceu ao lado da sua mãe, ainda sem poder sequer falar, quis apenas “mostrar a sua repugnância”, segundo relata a imprensa local. A mãe da jovem disse que Saleh, o agressor, era muitas vezes violento com a sua filha durante os 12 meses de casamento. “Ele até chegou a incendiar o quarto dela”, disse. Garantiu que a filha já tinha sido agredida mais vezes mas que “os mais velhos, entretanto, diziam que se tratava de uma típica briga de casal e que não deveriam interferir".
fonte: www.correiodamanha.pt

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Brasil: O ex-jogador da Seleção Brasileira, Roberto Carlos tem seis automóveis confiscados pela Justiça.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Roberto Carlos jogador do Anzhi (Foto: Getty Images)
Roberto Carlos tenta chegar a um acordo
(Foto: Getty Images)


Lateral é obrigado a pagar R$ 360,3 mil a ex-funcionária, mas Justiça não encontra o valor nas contas bancárias e parte para os bens do atleta.

O lateral-esquerdo Roberto Carlos, do Anzhi, teve seis carros bloqueados pela Justiça do Trabalho por causa de um processo movido por uma ex-funcionária da RCS Empreendimentos, empresa que pertence ao jogador e a seu pai, Oscar Pereira Silva. O processo prevê uma execução trabalhista de R$ 360,3 mil.
Como a quantia não foi encontrada em nenhuma das contas bancárias do jogador, a justiça decretou que o valor fosse buscado entre os bens de Roberto e Oscar. Com isso, ohouve autorização nesta quarta-feira para confiscar os automóveis. No entanto, caso o valor dos carros não chegue a R$ 360,3 mil, outros bens poderão entrar na lista.
Advogados das duas partes tentam chegar a um acordo. Na primeira reunião, realizada na última quarta-feira, no entanto, ainda não houve uma conclusão. Roberto Carlos se manifestou sobre o caso através do Twitter, lamentando que a história tenha chegado até a imprensa.
- Vou resolver da melhor maneira possível. É uma pena sair na imprensa sobre dinheiro. Que pena! Vou resolver com calma, tá? Deus vê tudo - declarou.
O caso
A condenação aconteceu em 2007, em uma ação proposta por uma mulher exigindo reconhecimento de vínculo empregatício com a RCS Empreendimentos e Participações, da qual Roberto Carlos é sócio majoritário, e seu pai, Oscar Pereira da Silva, minoritário. Confirmada a razão da requerente, a Justiça determinou o pagamento de verbas trabalhistas devidas e indenização por conta do tempo trabalhado sem pagamento regular.
Contudo, a Justiça não encontrou bens no nome da entidade para penhorar e realizar o pagamento e, assim, partiu para penhora nas contas pessoas dos proprietários. Caso o valor não seja encontrado, a Justiça determinou que o sigilo fiscal de Roberto Carlos seja quebrado pela Receita Federal. Assim, será feita uma busca em cartórios por imóveis do jogador para que eles sejam penhorados para o pagamento das dívidas.
fonte: globo.com

Brasil: Estudante de direito chama guarda de macaco e é preso por racismo, no ES.

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Polícia afirmou que jovem chamou guarda-vida de macaco (Foto: Reprodução/TV Gazeta) (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Ele corria com cão na areia da praia quando foi abordado por guarda- vidas.
'Eu sorri, porque jamais faria isso a uma pessoa', disse o estudante.

Um estudante de direito, de 30 anos, foi preso por racismo, desacato, desobediência e resistência à prisão, de acordo com a polícia, nesta quarta-feira (30), em Vila Velha, região da Grande Vitória. Ele passeava com um cachorro na praia, o que não é permitido, e foi abordado por guarda-vidas. A polícia disse que o estudante chamou um dos guardas de macaco por não aceitar a intervenção. Leonardo Márcio Mônico garantiu que não teve comportamento racista, pagou fiança de R$ 5 mil e foi liberado.
O jovem estava correndo com um cachorro na areia da praia de Itapoã, quando foi abordado por guarda-vidas. No momento da abordagem, houve uma discussão e, segundo a polícia, o estudante chamou um dos guardas de macaco. "Havia um grupo de guarda-vidas em treinamento no local e ofendidos resolveram fazer um boletim de ocorrência. Em seguida, o homem foi encaminhado ao Centro Integrado de Defesa Social para acionar a polícia", explicou secretário de Defesa Social de Vila Velha, Ledir Porto.
Leonardo Mônico afirmou que não foi racista. "Eles chegaram para mim e disseram: 'você me acusou de ser macaco'. Eu sorri, porque jamais faria isso a uma pessoa", argumentou o estudante.
De acordo com o delegado Robson Martins, no momento em que o rapaz estava sendo levado para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ), ele foi resistente a prisão e agrediu os policiais.
"Tanto que ele não respondeu só por injúria racial. Eu também o qualifiquei em desobediência, em desacato e em resistência a prisão", afirmou o delegado.
A mãe do jovem ficou revoltada com a situação e reclamou. Segunda ela, o filho sofre de problemas mentais. A doença foi descoberta há um ano e devido ao problema, Mônico abandonou a faculdade que fazia na Europa. "Eu só sei que fui para cima deles para defender meu filho, que ficou muito agitado. Ele toma remédios, tem problemas de esquizofrenia e já foi internado duas vezes. Ele trancou a faculdade por causa da doença, pois estava com a mente muito perturbada na Alemanha e voltou para ficar perto da família", explicou a enfermeira Rosilda Stippich.
fonte: globo.com

Prisão em Marrocos: A verdade e impostura.

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Enésimo testemunho de tortura em prisões marroquinas? Adil Lamtaoui, francês de origem marroquina de 31 anos é detido no Marrocos em outubro de 2008. Ele foi condenado a dez anos de prisão por tráfico de drogas. Atos para os quais ele alega, durante meses, a sua inocência.

De sua cela, ele apelou ao statos difíceis de explicar aos meios de comunicação franceses que ele foi julgado e, especialmente, sem prova de que sua confissão tinha sido extraídas sob tortura

"Eu estava amarrado pelos pés. Eu tinha sangue saindo das orelhas. Foi um pesadelo.É psicologicamente e fisicamente insustentável. Estamos prontos para qualquer coisa.Se eles queriam que eu admitisse que eu era responsável pelos ataques em Nova Iorque em 11 de Setembro, eu estaria pronto para fazê-lo. Já faz quase quatro anos. Eu não durmo à noite "

Lamtaoui testemunhou a antena da Europa 1.

"Fiquei chocado, eu fui atingido" por Europa1

Ele diz que antes de sua prisão, ele era um produtor de cinema. Ele financiou dois filmes que tiveram algum sucesso nas bilheterias, mas que ele acredita ter ganhado um monte de "ciúme". "Estou muito bem sucedido, e muito rápido (...) Talvez seja por isso eles me colocaram na prisão", acrescenta para a Europa 1.

Um ambiente político favorável

Até seu programa de rádio, ele entrou em contato com os jornalistas que tinham sido relutantes em fazer eco a história de sua provação alegada. Seu testemunho, gravado em um manuscrito de várias páginas, imprecisas, deixando algumas dúvidas sobre a veracidade de suas declarações.

Hoje, ele é direcionado para trás na imprensa marroquina e, sobretudo francesa. Devo dizer que, além do interesse que pode a priori criar sua história, a situação política na França presta-se: os socialistas que conhecemos mais inclinado a olhar para os casos de violações de direitos em Marrocos, estão agora no poder.

Exemplo entre muitos, Vincent Peillon, agora ministro da Educação no governo Ayrault, tinha movido céus e terra para trazer a voz do coronel Terhzaz. O ex-número dois da Air marroquino Force, também tem cidadania francesa, foi condenado em Rabat em 2008 por um tribunal militar a doze anos de prisão por alta traição por defender a situação com o rei de aviadores, prisioneiros de guerra. As condições de sua prisão eram deploráveis. Ele finalmente conseguiu um perdão real em março de 2011.

Pressão da mídia

O diretor Yamina Benguigui, vice-prefeito de Paris, e nomeado para o Ministério da Francofonia e cidadãos franceses no exterior, diretamente solicitado pelo telefone Adil Lamtaoui na Europa 1, só poderia ser sensível ao seu drama.

Marrocos é o primeiro país na África do Norte a nomear a tortura como um crime específico em seu código penal. No entanto, histórias como Adil Lamtaoui são comuns nas prisões em Marrocos, onde os ativistas dos direitos humanos, opositores políticos de todos os matizes, os alunos dos ultra-esquerdistas revolucionários, radicais islâmicos e sarauis separatistas testemunham regularmente de que eles sofreram abusos por parte de seus captores. E muitas vezes é difícil separar fato de ficção.

Em março, cinco alunos marroquinos de Fez e Taza foram presos por exigir melhores condições de estudo. Um deles, Ezedine Erroussi, entrou em greve de fome o que foi divulgado hoje, escreveu uma carta na qual ele revelou que tinha sofrido tortura e condições desumanas de encarceramento. A pressão da mídia forte em torno de sua causa ao internacional lhe permitiu obter a sua libertação.

Este é especialmente o caso de Zakaria Moumni campeão de boxe, que recentemente ganhou as manchetes maioria. Ele foi preso em setembro de 2010 em sua chegada a Marrocos de avião de Paris com base em evidências perjuros acusando-o de fraude e incomunicável e detidos por vários dias. Durante seu julgamento, considerada "injusta" por organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, o atleta tinha constantemente desafiado a polícia secreta marroquina para torturá-lo no centro de detenção secreto em Temara, alegando que havia solicitado uma reunião com o rei para recuperar seus direitos administrativos.

Instrumentalizar a Tortura

A mobilização excepcional de certos círculos políticos na França, ONGs internacionais e da imprensa ajudou a aliviar o estrangulamento do regime marroquino. Ele também acabou sendo perdoado pelo rei. Hoje ele tem lutado para a sua reabilitação.

"Alguns querem simplesmente desfrutar da tragédia sofrida de Zakaria e a extensa cobertura da mídia que recebeu para fins impróprios (...) Ele me enoja e me enfurece e, acima de tudo, isso prejudica a campanha de apoio as verdadeiras vítimas de tortura em Marrocos e em todo o mundo ", protestou um dos apoiadores do boxer.

fonte: slateafrique

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Angola: "Sinto que ressuscitei e o organismo funciona normalmente”.

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É jornalis ta de profissão e é um dos casos bem sucedidos de cidadãos angolanos que recebeu um outro rim através de um transplante, realizado em Espanha. 
Abílio Cambambe confessa que depois da operação sente que “ressuscitou, o organismo funciona normalmente e continuo a fazer a medicação que me foi recomenda pelo corpo clínico”. Desloca-se cada seis meses ao país onde foi submetido a cirurgia para efectuar revisões normais. 
Tudo aconteceu em finais de 2009, três anos depois de ter deixado Angola com a vida em risco. Por isso considera a sua experiencia como “sui generis”. 
“Graças ao facto de ter um parente a viver em Espanha e dado os recursos escassos no país era impossível fazer um transplante. Então, recorrendo ao familiar fui a Espanha e num espaço de três anos consegui”, explicou Cambambe, alertando que “isso não é muito normal acontecer porque o transplante se processa em cinco ou seis anos, em função da lista de espera que um indivíduo está sujeito”. 
Vivendo uma certa debilidade física, o nosso interlocutor emagrecia a cada dia que passava, algo que as analises efectuadas aqui no país não conseguiam identificar, porque diagnosticavam sempre tensão alta. Era esse o diagnóstico tanto nos hospitais públicos como privados, que só foram deixados de parte quando por orientação de um médico recorreu ao Hospital Militar Principal onde se consegui identificar a verdadeira patologia. 
“Tinha os rins praticamente paralisados. E quando isso ocorre está associado a não evacuação da urina e fica alterada a composição do sangue, o que é fatal. O médico recomendoume que num espaço máximo de 15 dias procurasse alternativa no exterior porque tinha poucas possibilidades de sobreviver em função do estado em que me encontrava”, garante o jornalista. 
Hoje sente-se como se não tivesse passado numa operação do género, que só foi possível graças ao apoio da empresa onde funciona, a Radiodifusão Nacional de Angola (RNA), e particularmente do então director e então ministro da Comunicação Social, Manuel Rabelais, segundo o próprio profissional da casa. 
Cambambe não menciona concretamente quanto gastou porque a operação foi feita no serviço público de saúde espanhol. E agora serve de fonte de inspiração e ajuda a outros pacientes que procuram esta solução no exterior, um dos quais viajou recentemente para um país asiático e já desembolsou perto de 120 mil dólares. 
O nosso interlocutor lamenta a não existência deste serviço no país porque existem muitas pessoas que padecem da mesma doença que ele sofria. Diz mesmo que “a doação de um órgão não é como ir comprar uma fruta numa loja, mas sim algo fundamental para que as pessoas possam sobreviver e transpor determinadas barreiras”. 
“Sei que o país não tem um processo de legalização, que é algo que me surpreende porque as autoridades deviam tomar com mais acuidade este aspecto porque existe muita gente a precisar de órgãos. Quanta gente? Quantos quadros este país perde porque não há instrumentos legais que permitam a realização de transplantes no país?”, questiona Abílio Cambambe, realçando que “já não está em causa a capacidade técnica porque é possível fazer-se a aquisição dos equipamentos para a realização dos transplantes”.  
Ele vê a questão religiosa como algo subjectivo porque os que recorrem a um transplante fazem-no de forma consciente. “Estamos atrasadíssimos porque não há informação que possa dar a percepção de que as autoridades estão empenhadas em desenvolver esta área das ciências médicas no país”, desabafou. 
O entrevistado, que regressou ao país há um ano e meio, já ouviu falar da proposta de lei que passou pelo Ministério do Interior, mas acredita que as coisas não fluem. Da mesma forma que desejam aqueles que necessitam de um transplante. 

fonte: opais.net

Papa quebra silêncio sobre escândalo no Vacaticano.

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Papa quebra silêncio sobre escândalo no Vacaticano

Bento XVI falou esta quarta-feira pela primeira vez sobre o escândalos da fuga de documentos que está a provocar uma série de convulsões no Vaticano, dizendo-se triste pela traição, mas agradecido a todos os que o têm ajudado a cumprir a sua tarefa.

Esta foi a primeira vez que o Papa fez uma referência direta ao escândalo em que o Vaticano se encontra mergulhado, lamentado algumas das notícias que têm vindo a público e que classifica como rumores "exagerados" e "gratuitos", que dão uma "imagem falsa" da Santa Sé. "Os acontecimentos dos últimas trouxeram tristeza ao meu coração", admitiu Bento XVI, no final da audiência semanal, esta quarta-feira.
O tema tem sido dominante em todos os media italianos desde que o mordmo do Papa foi detido, na semana passada, depois de terem sido alegadamente descobertos no seu apartamento documentos de Bento XVI.
O possível envolvimento de cardeais neste escândalo é um dos "rumores" a que o Sumo Pontífice se referia, assim como detalhes da investigação que está a ser levada a cabo e que até os advogados do mordono dizem desconhecer.
Em causa está uma das maiores fugas de informação da história do Vaticano, com um número significativo de documentos, que estavam na secretária do próprio Papa, a irem parar às mãos de um jornalista.

fonte: visao.sapo.pt

Beyoncé revela que emagreceu 27 quilos.

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Beyoncé está apostada na recuperação da silhueta custe o que custar. A cantora revelou que já perdeu 27 quilos desde o nascimento da sua primeira filha,Blue Ivy Carter, em Dezembro do ano passado.

"Vocês não fazem ideia de como eu trabalhei duramente para estar aqui. Tive que perder 27 quilos”, disse Beyoncé aos fãs, durante uma actuação no Revel Beach Ovation Hall, em Atlantic City.


Este foi o primeiro espectáculo da cantora desde o nascimento de Blue Ivy Carter, fruto do seu casamento com o rapper Jay-Z.

Fonte: Vidas

Ashton Kutcher não tirou os olhos de Demi Moore.

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"Eles ainda estão desesperadamente apaixonados", sublinhou um amigo do casal, que testemunhou o encontro de Demi Moore com Ashton Kutcher, numafesta.

"O Ashton não tirou os olhos dela e depois de a abraçar confessou que cometeu erros horríveis no último ano. A voz tremia-lhe e escorriam-lhe lágrimas enquanto falava", acrescentou a mesma fonte, citada pelo site do ‘Mirror’.

Separados desde final do ano passado, depois de Ashton ter confessado que fora infiel, o casal nunca se tinha encontrado. Mas, agora, segundo o jornal, falam em reconciliarem-se.

Fonte: Vidas

Ex-Presidente da Libéria condenado a 50 anos de prisão.

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Charles Taylor, condenado


Um tribunal especial para a Serra Leoa condenou, na quarta-feira, 30 de maio, a 50 anos de prisão, o ex-Presidente da Libéria, Charles Taylor por armar rebeldes do país vizinho em troca de “diamantes de sangue”.
Trata-se da primeira sentença pronunciada contra um Chefe de Estado por um tribunal internacional desde os processos de Nuremberga, na Alemanha, contra criminosos de guerra nazis em 1946.
Em abril, Charles Tylor, de 64 anos, foi considerado culpado de todos os onze pontos de crimes de guerra e contra a humanidade, apresentados pela acusação. O tribunal sedeado na Holanda concluiu ter provas suficientes para o negócio fechado entre o ex-líder liberiano e a Frente Unida Revolucionária da Serra Leoa (RUF) durante os dez anos de uma guerra civil que durou até 2001.
Condenado por crimes “horrendos” contra a humanidade
Segundo os juízes, Taylor forneceu as armas, que foram pagas com diamantes extraídas por escravos das minas nas zonas controladas pelos rebeldes. Os soldados do movimento rebelde violavam os escravos, cortavam membros às vítimas e recrutavam à força crianças com menos de 15 anos.
Referindo-se a Taylor, o juiz do tribunal especial, Richard Lussick, acusou o réu “de conluio com alguns dos crimes mais horrendos na História da humanidade”,
Os "diamantes de sangue" pagaram as armas dos rebeldes
Os "diamantes de sangue" pagaram as armas dos rebeldes
acrescentando que os seus atos tiveram repercussões “devastadoras” para as famílias das vítimas e a sociedade da Serra Leoa no seu todo. No tribunal em Leidschendam, na periferia de Haia, Lussik salientou que o senado de juízes decidiu por unanimidade a sentença de 50 anos. O ex-Presidente da Libéria tem tuas semanas para recorrer da sentença.
Taylor manteve sempre a sua inocência
A acusação, pela boca da Procuradora, Brenda Holis, pedira 80 anos de prisão para Taylor, em tempos um dos homens mais poderosos da África Ocidental e uma força motriz de relevo por detrás da guerra civil na Serra Leoa, que custou a vida a 120 000 pessoas. O juiz Lussik considerara, já no mês passado, que Taylor tinha uma influência considerável sobre a RUF, e sobre o seu temido líder, Foday Sankoh, que morreu em 2003.
Taylor afirmou a sua inocência durante todo o processo, insistindo ter sido instrumental para o acordo que finalmente pôs termo à guerra civil no país vizinho. Taylor permanecerá em detenção em Haia sob guarda das Nações Unidas até a finalização do recurso jurídico. Em 2007, o Governo de Londres prometera acolher Taylor numa prisão inglesa, caso fosse condenado, parte do acordo internacional que permitiu que o seu processo fosse levado a cabo na Holanda.
 Celebridades envolvidas no processo
A modelo Naomi Campbell admitiu ter
recebido "diamantes de sangue" de presente
A modelo Naomi Campbell admitiu ter recebido "diamantes de sangue" de presente
O processo durou quase quarto anos, e incluiu o testemunho de celebridades como a modelo Naomi Campbell, que admitiu ter recebido “diamantes sujos” de presente em 1997.
Taylor foi preso na Nigéria em março de 2006 quando tentava fugir do exílio naquele país, onde se encontrava quando foi forçado a abandonar a Libéria três anos antes, sob pressão internacional, para pôr fim à guerra civil no seu próprio país.
Autora: Cristina Krippahl/ rtre, afpe, afp, lusa,
Edição: António Rocha.
fonte: DW

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