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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sábado, 13 de outubro de 2012

Direto - François Hollande: "o tempo de Françafrique está revolucionado!"

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O chefe do governo francês fez sua primeira visita à África, de Dacar a Kinshasa. Discurso muito aguardado, o primeiro passo de François Hollande na capital senegalesa irá definir o tom.

Os Presidentes Macky Sall e François Hollande chegam ao Palácio Presidencial, em Dakar, 12 de outubro de 2012. REUTERS / Philippe Wojazer.


Em visita oficial ao Senegal, François Hollande pronuncia às 16:50 h (hora de Paris) o seu "discurso em Dakar" perante a Assembleia Nacional do Senegal. O chefe do Estado francês em sua primeira visita ao continente Africano, afirmou que "o tempo Françafrique está revolucionado".
À noite, François Hollande irá abordar a comunidade francesa com residência na França, às 22 horas (20h GMT).
O chefe do Estado francês, François Hollande chegou na capital senegalesa, Dakar, em 12 de Outubro às 13:40, horário de Paris. François Hollande, então, viajará para Kinshasa para a Cimeira da Francofonia a realizar de 12 de outubro a 14.
Na véspera de sua partida, em uma entrevista, François Hollande, disse: "Eu vim escrever com a África uma nova página" e "tonar o discurso de abertura, com transparência e respeito."
Sexta-feira 12 outubro.

20:50 [APS] Aqui está o discurso completo de François Hollande:

Cinco anos depois do discurso de Nicolas Sarkozy na Universidade Cheikh Anta Diop, François Hollande fez o seu discurso em Dakar perante a Assembleia Nacional.

Obs.: Para você que sabe falar francês, vale a pena conferir.

Vídeo: Discurso de François Hollande.

fonte: SlateAfrique.


Discurso de Eduardo dos Santos vai ser como "os de Castro ou Pinochet" - diz analista.

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Discurso do Presidente da República na sessão de abertura da Assembleia Nacional, na segunda-feira, é um imperativo constitucional.

LUANDA — Na próxima segunda-feira, dia 15 de Outubro José Eduardo dos Santos, Presidente da Republica de Angola discursa pela segunda vez à nação, na Assembleia Nacional.

A primeira aconteceu também em Outubro, mas no dia 18 do ano de 2011. O discurso do Presidente da Republica na casa das leis do país é um imperativo constitucional, dos artigos 118 e 119, da lei magna de 5 de Fevereiro de 2010.

Escute o discurso: Palavras do Presidente José Eduardo dos Santos.
Este ano José Eduardo dos Santos já se dirigiu à nação, não no parlamento mas na Praça da Republica em Luanda, no acto de investidura do presidente e vice-presidente da republica. Na ocasião, José Eduardo deixou patente que o seu mandato vai primar por renovação, na continuidade.

"Este executivo, dirigido por mim, vai primar por uma governação de renovação na continuidade; renovar o que está mal, para melhorar e continuar a apostar em novas obras", declarou o presidente.

José Eduardo dos Santos, no poder em Angola desde 1979. Afinal o que se espera do discurso à nação de José Eduardo dos Santos, na próxima segunda-feira?

O observador de politica nacional, Domingos Teixeira, licenciado em Ciência Política pela Universidade Agostinho Neto, sustenta que não se espera por grandes novidades.

"Por mim, é mais um discurso dos discursos, o que se espera de um discurso de Fidel Castro, Raul Castro ou Pinochet? Os discursos são permanentemente os mesmos, com abordagem de manter as pessoas estáticas nos mesmos lugares; não permitir que as pessoas pensem muito, e aí aparece a media que sustenta estes lideres, para dizer que está tudo bem, e nunca as coisas mudam" diz Teixeira.

A preocupação destes lideres, segundo o analista politico, vai sempre na contra-mão dos interesses do povo.

"Estes lideres de 20, 30 anos não estão preocupados com o povo; estão é preocupados com a manutenção do seu poder; no entanto há uma distancia muito grande, entre o que dizem e o que deixam de dizer, porque eles não tem compromisso com o povo".


fonte: VOA


Nigéria, um país a caminho da separação?

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O motivo para a falta de integração na Nigéria seria a atuação recorrente do grupo extremista islâmico Boko Haram


As especulações sobre uma eventual divisão da Nigéria já existem há algum tempo. Mas foram recentemente reforçadas pelos numerosos e violentos ataques do grupo terrorista islâmico Boko Haram.
Poucos nigerianos se sentem realmente nigerianos no país mais populoso do continente africano: são pessoas das etnias hausa, yoruba, ibo, de religião cristã ou muçulmana, ou vêm das cidades de Lagos, de Port Harcourt ou de Bauchi.
O norte da Nigéria é dominado pelo Islão, e os cristãos são uma pequena minoria na região.
Há três anos, Jonathan Nyebe é pastor da igreja Evangelical Church of West África (Igreja Evangélica da África Ocidental, sigla ECWA), na cidade nortenha de Sokoto.
Ele conta que vem do Estado de Benue, no centro da Nigéria, a 750 km dali, e que teve de se adaptar a esta nova realidade.
Jonathan Nyebe, pastor da Igreja Evangélica da África Ocidental, diz que teve que se adaptar à realidade de Sokoto
Jonathan Nyebe, pastor da Igreja Evangélica da África Ocidental, diz que teve que se adaptar à realidade de Sokoto
„Estou me acostumando às pessoas aqui e aprendo a entender as diferenças culturais, que são grandes", diz.
Jonathan Nyebe é um homem calmo. Descreve a nova morada com cuidado. Não quer provocar a raiva sendo cristão – ou seja, minoria – numa área dominada pelo grupo étnico Hausa.
Apesar disso, a contenção do pastor evangélico só dura poucos minutos. Responde com raiva à pergunta se poderia construir uma nova igreja no centro de Sokoto.
"Não, não, não, jamais”, garante. Segundo Nyebe, em Sokoto, existe uma lei não escrita que diz que não há terreno disponível para uma igreja.
“Se a comunidade tem o dinheiro para a construção, não pode comprar a terra. Por outro lado, o governo permite a construção de mesquitas e paga aos Imãs com dinheiro dos cristãos", explica.
Enquanto uma lei não escrita diz que não há terreno disponível para uma igreja, o governo permite a construção de mesquitas
Enquanto uma lei não escrita diz que não há terreno disponível para uma igreja, o governo permite a construção de mesquitas
Conflito religioso ou terrorismo?
Há muitos anos, os cristãos no norte da Nigéria reclamam do que consideram uma injustiça, já que muçulmanos podem construir mesquitas sem maiores problemas no sul do país.
Outros críticos dizem, no entanto, que o problema é que o governo na Nigéria nada faz por uma integração nacional.
Segundo observadores, as chances de uma rápida aproximação entre etnias e religiões na Nigéria não são muito boas.
O motivo apontado por eles é a atuação recorrente do grupo extremista islâmico Boko Haram, que quer introduzir um Estado islâmico com base na lei islâmica Sharia neste país africano. Desde 2010, o Boko Haram teria assassinado pelo menos 1.400 pessoas.
Também quando supostos porta-vozes do Boko Haram destacam que lutam contra o governo nigeriano e não contra os cristãos, muitos destes sentem que não são bem vindos no norte do país.
Em Kano, todos os visitantes de uma igreja Católica são revistados para verificar se carregam explosivos e armas
Em Kano, todos os visitantes de uma igreja Católica são revistados para verificar se carregam explosivos e armas
Solução estaria no reforço da presença do Estado
Observadores pedem uma atuação mais forte do governo do Presidente Goodluck Jonathan que, segundo os críticos, parece não ser capaz de proteger a população de novos ataques.
Exatamente por isso, no sul do país, a ideia de uma separação do norte da Nigéria parece estar ganhando cada vez mais adeptos.
Mas o cientista político Hussaini Abdu, diretor regional da organização não governamental Action Aid, acha que uma separação do país mais populoso da África é improvável.
“Vejo que o país está diante de um abismo e de grandes desafios. Não podemos negar isso. Mas não acho que o país vá se dividir – até porque essa divisão não é um processo racional, mas é ligado a sentimentos e a contextos específicos", afirma.
Autoras: Katrin Gänsler (Sokoto)/Renate Krieger
Edição: Cristiane Vieira Teixeira / Helena Ferro de Gouveia
fonte: DW

Agência nigeriana apreende 297.957 substâncias narcóticas no aeroporto de Lagos.

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Lagos, Nigéria (PANA) - A Agência Nacional de Luta contra as Drogas na Nigéria (NDLEA) apreendeu 297 mil e 957 quilogramas de substâncias narcóticas em passadores no aeroporto internacional Murtala Muhammed de Lagos, entre janeiro e setembro de 2012, anunciou quarta-feira o seu comandante no aeroporto, Hamza Umar.

Ele explicou que estas drogas foram encontradas em 95 passadores (81 homens e 14 mulheres) que foram detidos com substâncias narcóticas que eles tentavam sair do país durante este período.

Um total de 62 mil e 765 quilogramas de cocaína, 61 mil e 680 quilogramas de heroína, 64 mil e 100 quilogramas de cannabis, 77 mil e 630 de mefanfetamina e 31 e 800 quilogramas de efedrina foram apreendidos, precisou Umar.

Apesar duma redução drástrica das quantidades de droga apreendidas no aeroporto, a NDLEA considera preocupante a tendência inabitual de fazer passar a droga com os passadores que utilizam métodos cada vez mais engenhosos para dissimular as drogas.

Segundo Umar, os passadores escondem a droga em equipamentos desportivos e em cartões embalados ao acaso.

Ele explicou igualmente que a NDLEA, através do reforço das suas operações, salvou a vida a 21 Nigerianos que teriam arriscado a pena de morte se não fossem detidos no aeroporto, por terem introduzido droga em países como a Malásia, a Singapura, a China e a Arábia Saudita, onde o tráfico de droga é passível da pena capital.

Ele indicou que 18 suspeitos detidos deviam levar droga à Maláisia e que os três outros deslocavam-se a outros países onde os traficantes de drogas são enforcados.

Ele sublinhou que em 2010 foram apreendidas no aeroporto era de 400 quilogramas de droga, mesmo se uma colaboração internacional reforçada com os parceiros permitiu reduzir a quantidade de substância narcótica apreendidas.

O chefe da NDLEA no aeroporto de Lagos precisou, contudo, que ele continuava a receber ameaças de morte por telefone.

fonte: panapress

Camarõe"Leões Indomáveis" serenos antes de jogo contra Cabo Verde.

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Yaoundé, Camarões (PANA) - Os jogadores da seleção nacional de futebol dos Camarões, os "Leões Indomáveis", apareceram serenos e confiantes quanto ao jogo de domingo contra os "Tubarões Azuis" de Cabo Verde, durante a conferência de imprensa conjunta antes do jogo  com o novo selecionador, Jean-Paul Akono, esta sexta-feira em Yaoundé.

Segundo o selecionador Jean-Paul Akono, a serenidade reina na equipa e os 26 futebolistas convocados estão prontos para o jogo de domingo contra Cabo Verde, pontuável para a segunda mão da última volta das eliminatórias do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2013.

Ele disse que os seus jogadores estão em boa saúde, excepto Léopold Chedjou, lesionado.

Para Jean-Paul Akono, "não basta vencer Cabo Verde domingo, mas é preciso bater-se pelo Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2013 na África do Sul".

Nicolas Nkoulou, jogador dos "Leões Indomáveis", sublinhou que um bom ambiente reina entre os atletas antes de declarar a sua determinação em bater Cabo Verde domingo próximo em Yaoundé, capital camaronesa.

Uma última sessão de treino dos "Leões Indomáveis" estava prevista para esta sexta-feira à noite no estádio omnidesportivo Amadou Ahidjo de Yaoundé.

Por seu turno, os "Tubarões Azuis " de Cabo Verde, após cinco dias de estágio em Portugal, são aguardados esta sexta-feira por volta da meia noite em Yaoundé.

No jogo da primeira mão em setembro passado na capital cabo-verdiana, Praia, os "Tubarões Azuis" bateram os "Leões Indomáveis" por 2-0.

Fonte: PANAPRESS

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Abdou Diouf reconhece impotência da comunidade internacional na prevenção de conflitos.

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Paris, França  (PANA) - O secretário-geral  da Organização Internacional da Francofonia ( OIF), Abdou Diouf, admitiu em Paris "a impotência" da comunidade internacioanal a agir antes da eclosão das crises, "mesmo quando vê sinais precursores».

« Todos sabem no seio da comunidade internacional que a prevenção, quer dizer agir antes da crise, antes que ela inicie, é um exercício particularmente difícil na sua implementação», reconheceu Diouf em entrevista à PANA quarta-feira em Paris, nas vesperas da 14ª Cimeira da Francofonia prevista para sábado e domingo próximos em Kinshasa, na República Democrática do Congo (RDC).

O antigo Presidente do Senegal (1981-2000) sublinhou igualmente que os casos de crise são numerosos no espaço francófono e que essas situações tendem a perdurar, tornando mais complexa a busca de soluções.

«Os nossos textos, a Declaração de Bamako e a de Saint- Boniface, o notável trabalho do painel de alto nível sobre a prevenção e alerta precoce definiram bem o papel da OIF no domínio das crises e estão perfeitamente adaptados e pertinentes tendo em conta as realidades atuais», notou o secretário-geral da OIF.

As crises na Côte d'Ivoire, na Guiné, no Mali, em Madagáscar e na RDC deverão figurar  entre as prioridades das discuções dos chefes de Estado e dos Governos dos 75 países membros e observadores da Francofonia.

As situações de crise chamarão atenção igualmente dos ministros dos Negócios Estrangeiros do espaço francófono reunidos quinta e sexta-feiras  na capital congolesa em prelúdio da 14ª cimeira.

Várias mesas redondas temáticas, das quais uma sobre "A Emergência de África e Boa Governação" e uma outra sobre "Autonomização da Mulhere para um Empreendedorismo Feminino Sustentável" estão previstas à margem da Cimeira.

fonte: panapress



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Os pró-Gbagbo realmente querem se aliar a Ansar Dine?

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Segundo a RFI, um relatório da ONU menciona a relação entre combatentes pró-Gbagbo e os islâmicos da AQMI no norte do Mali. Um explosivo potencial da desestabilização.


Soldados da Costa do Marfim durante uma operação, Abidjan, julho de 2011. © KAMBOU SIA / AFP


Que foram fazer em junho, partidários do ex-presidente Laurent Gbagbo à fronteira da Mauritânia e do Senegal?

Resposta de um relatório de 26 páginas da Organização das Nações Unidas: mercenários recrutados por Ansar Dine, um grupos armados islâmicos que controlam a metade do norte do Mali, para se preparar para o fogo na Costa do Marfim.

O relatório deve permanecer confidencial, e foi lançado em 14 de setembro por um painel de especialistas no Conselho de Segurança. A Radio France Internationale (RFI) obteve uma cópia, e revelou os contornos, em 6 de outubro.

O relatório defende que Laurent Gbagbo deve ter contactado  também no final de junho, com os membros da antiga junta militar do Mali o Capitão Amadou  Sanogo, que ainda controla o acampamento do exército de Kati, em Bamako.

Soldados que não vêem com bons olhos a implantação de uma força de paz no solo Oeste Africano do Mali, e pode ter inimigos comuns como a transição civil no Mali, mas também na Costa do Marfim de Alassane Ouattara.

Presidente marfinense, atual presidente da Comunidade Económica da África Ocidental (CEDEAO), cresce fora a intervenção militar desde o golpe de 22 de Março e da secessão do norte do Mali.

Enfraquecer a CEDEAO e Ouattara

Este relatório traz água ao moinho dos partidários de tal intervenção militar para expulsar os islamitas da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI).

Ele cai como bateria, quando a França defende uma resolução do Conselho de Segurança para permitir a implantação de uma força Oeste Africano no norte do Mali, que seria apoiado pela logística da França, Alemanha e Reino Unido Estados.

Os islâmicos, que tomaram o controle de um vasto território, representam a ameaça de uma "Africanistan" ou um novo Afghanisan no Sahel, espalhando suas filiais em outros lugares na África Ocidental.

Seus contatos com o nigeriano islâmico da seita Boko Haram já estão estabelecidos, e novas ligações com a Costa do Marfim representam uma nova ameaça de desestabilização em uma sub-região já frágil.

Marfinenses que estão envolvidos? O relatório dá nomes: Justin Koné Katinan, o ex-porta-voz de Laurent Gbagbo, a segunda esposa Nady Bamba (muçulmanos) do ex-presidente, e Charles Ble Goude, ex-líder do Jovens Patriotas, que se apressou a negar e enfatizar a "falta de imparcialidade do grupo de peritos", que não entrou em contato para verificar o que foi apresentado no relatório como um fato.

Também implicado, Damana Pickass, o homem que puxou o lençol diante das câmeras dos resultados eleitorais que dá Alassane Ouattara como vencedor, a 30 de novembro de 2010. De aliado Laurent Gbagbo que  fugiu para Gana, onde ele se tornou presidente da Coalizão da Costa do Marfim de patriotas no exílio (Copiado).

Ele negou ter enviado dois emissários ao Mali e diz que "caiu do céu" essa informação. Da mesma forma, Marcel Gossio, ex-diretor do porto de Abidjan, exilado em Marrocos, suspeito de financiar planos militares liderados pelos partidários de Gbagbo, negou veementemente essa ação.

O mesmo relatório menciona a existência de três grupos de aliados do presidente Gbagbo a viver no exílio desde o fim da crise pós-eleitoral na Costa do Marfim.

Estes três grupos, cada um composto por militares e civis, teriam se conhecido em 12 de julho em Takoradi, no Gana e decidem unir forças contra o regime de Alassane Ouattara.

Ataques armados têm aumentado desde junho na Costa do Marfim, contra as bases militares ou prisões. Eles são regularmente executados em Abidjan por partidários de Laurent Gbagbo no exílio na Libéria e Gana, que desmentem.

A insegurança levou ao encerramento temporário de fronteiras com o Gana, por vezes, acusado de jogar uma desordem (Costa do Marfim e Gana decidiram reabrir suas fronteiras, a partir de 8 de outubro).


De um lado, Accra se recusa a seguir mandados de prisão  emitidos pelas autoridades da Costa do Marfim contra figuras proeminentes do regime de Gbagbo, refugiados em seu território. Por outro lado, o país extraditou 5 02 marfinenses e um ganês preso pela polícia em outubro e 4 de setembro, na cidade de Cape Coast. Homens suspeitos de quererem comprar 600 fuzis de assalto para conduzir operações militares na Costa do Marfim.

Gana, um refúgio de paz e estabilidade em uma conturbada sub-região, tem sido um ponto de trânsito do tráfico de armas para o norte do Mali.

O motivo? A presença em Accra da forte comunidade de imigrantes Songhai, um dos grupos étnicos negros no norte do Mali.

O relatório, que derramou muita tinta na Costa do Marfim, é interpretado pela imprensa "azul" pró-Gbagbo ainda com outra manipulação de informações, a arma de guerra real exercido por ambos os lados em toda a crise pós-eleitoral.

"Muito barulho por nada" pode ser lido no site incluindo conexão marfinense, ou até mesmo "relatório da falso ONU" no Abidjan.net ...

Gritos de indignação do regime

No campo de Ouattara, nós nos ofuscamos em ver o atual presidente apontado pelo relatório de violar o embargo de armas.

Além disso, levantam-se as questões:

"Até provar em contrário, nós podemos pensar que a ONU não será obrigado a se comprometer com um relatório tão esmagador para um indivíduo ou uma estrutura a partir dos elementos sem consistência. O que beneficiaria a organização e que graça teria a organização com os exilados pró-Gbagbo? O argumento apresentado pelo entrevistado, que a ONU está sob pressão, pode realmente ser levado a sério? "Questões como Le Pays, Burkina Faso.

Por: Sabine Cessou

fonte: SlateAfrique



segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Artigo de opinião: ESQUIZO-ESTADO NO SEU LIMITE.

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A existência de um ESQUIZO-ESTADO, como se conclui em reflexão num dos meus artigos de opinião (De Narco-Estado a esquizo-Estado, dois passos e um País), actualizado mais do que nunca por esta estagnação evidente vivida como impasse perante todos, obviamente que uma situação política desgastante, ganhou destaque no meio Guineense e não só, todos perguntamos qual vai ser o fim, já que o País perde a sua reputação dia após dia, é a pergunta que deixamos no ar, até quando?

Temos como prova disto o facto ocorrido recentemente, quando vimos uma Guiné-Bissau sem voz nas Nações Unidas, sendo inacreditável, triste, este desfecho político diplomático para um Povo lutador, reconhecido há décadas neste mesmo palco da ONU, mas na voz do seu intelectual revolucionário, AMÍLCAR CABRAL que arrancou das profundezas das vísceras das várias Nações representadas nos anos sessenta, um retumbante “Sim Senhor” ao Combatente da Liberdade das Pátrias, na época colonizadas, “ouviram-se discursos em apoio à liberdade e independência para as colónias” (…)
Outros tempos!
Hoje a Guiné-Bissau aparece a "duas" vozes, duas velocidades, num puxa-puxa que terminou com o cartão vermelho da ONU, mostrado ao POVO, sentados na rua ficamos, desconsolados, desesperançados, revoltados, lamentando em tom de desespero tudo o que tem acontecido (o estado da Nação Guineense) até hoje, ao País.
Que mais nos irá acontecer neste cenário de indefinições e por nossa culpa? Nenhum dos filhos tem conseguido levar a água ao moinho, por ausência de profundidade e amplitude das análises retiradas em cima do joelho. Neste último faltou trabalho de casa sério e a tempo e horas nos corredores da diplomacia, porque então seria preferível evitar uma situação difícil destas.
Mas, caros compatriotas o momento continua a ser de profunda reflexão, políticos passam, a Guiné-Bissau fica, é eterno o seu Povo.

À Guiné-Bissau não a ofende quem quer (kanô sêta lê’bssymenty). Ela não se assusta com o troar das falácias à volta da sua realidade política e territorial, mantém erguidos os seus valores culturais, usos e costumes, tem um só rosto e está serena, levantai-vos Povo, Guineenses uni-vos, esta luta continua e a vitória há-de poisar na Mãe se Deus quiser.

Desentendimento constante dentro e fora da "cabeça/Estado" chegamos ao extremo, porque infelizmente numa cabeça com duas bocas, duas falas, quatro olhos e milhares de ouvidos, separados no essencial da audição afinada, provocaram mais uma vez o descarrilamento deste comboio gigante que, num pára arranca desconfiado, já sem auto-estima, deixa adivinhar este desfecho, por falta de confiança num traçado com objectivos pré-definidos que sirvam os interesses do Povo da Guiné-Bissau, sendo que desta vez ainda não foi o que vimos e, não será possível, com este estado de espírito, só uma mudança positiva trará resultados animadores.
Uma teimosia tem funcionado como empurrão nas costas, dado por mãos estranhas ou invisíveis, em tom de ajudas prometidas, de tanta manipulação e chantagem, os autores nacionais estão perdidos ou achados num palco estranho à sua convivência, sobretudo se fora do País, onde moram os "patrões" desta influência negativa.
O que constitui bloqueio do imaginário este estado de espírito comprometido, porque não permite pensar livremente, sabendo e bem o que o Povo precisa e quer urgentemente, mas, não sabe como despir esta dependência pessoal ligada à corrupção estabelecida com alguns "patrões" de negócios no exterior, que movem influências mafiosas, para pressionar os seus colaboradores a fazerem o que eles querem no nosso País.

Com um pé fora e outro dentro, no meio também não está a virtude, estes maus filhos da terra, devem saber que uma certeza o Povo tem, no primeiro de qualquer categoria “inventada” estará a Guiné-Bissau, mesmo que enterrando-se uns aos outros, mas, o Povo continuará esta luta por um futuro saudável e sustentado, acreditem.

Uma chamada de atenção deve ser levada em conta, analisada e ponderada o suficiente, até produzir no mesmo contexto, outra "atenção" nova, diferente e mais capaz, de uma percepção realista e praticável e, por fim, a conquista de uma nova estrada com rumo diferente, mas numa voz unida, falando em nome do Povo e para o Povo.

Um limite imaginário a partir do qual podemos restabelecer graus de confiança nos objectivos traçados, trajectórias a seguir num percurso mais curto possível. É urgente trabalharmos neste sentido, para definirmos prioridades para o Povo.
Mas com cuidados redobrados na escolha e selecção do pessoal que terá nas mãos os destinos do País. É hora de usar poucos, mas bons, esperamos que na meritocracia selectiva e rigorosa, saia de uma vez por todas uma equipa de trabalho forte e dura, gente com calos na “massa cinzenta”, e que vista a camisola com espírito nacionalista aberto e progressista, Guineenses honestos, sérios e capazes, porque eles existem.

É preciso um tratamento político de urgência para acabar com esta face oculta, imagem distorcida, tendenciosa, tida sobre a Guiné-Bissau no plano global das relações internacionais.
Terminar este delírio de duas vozes em duas velocidades, substituir este percurso na areia movediça, para lançarmos os pés em terra firme, correr mais depressa para chegarmos à meta com os nossos destinos nas mãos, à frente do nariz mas com respiração própria, olhos nos olhos, Guineenses na mudança necessária, só.

Os riscos deste projecto de libertação do País do caos em que se encontra, são muitos, do ponto de vista político, cultural, social e físico. Quem não souber que para se avançar neste terreno há que “ignorar” o enfoque dos obstáculos subterrâneos, sua expressão dramática à primeira vista, e não perder demasiado tempo com tradições negativas, costumes e hábitos que sublinham os mesmos erros de sempre, racionalizar constante deve ser o modelo na mudança desejada.

Vamos controlar os riscos com a coragem que todos precisamos, porque nem tudo que receamos é uma ameaça (um’hulydura dy lagartu, nunca n’bórka kanua), acredita, avançarmos fazendo de conta que estas variáveis de risco, constante neste processo político não existem com tanta objectividade como as pintam, mas estando atentos, para o denunciar, combatendo sem o medo ou complexos de natureza intelectual, todos os seus sinais, devemos estar prontos porque só assim venceremos o “medo”.

Não há outro caminho, unidos para combatermos o medo objectivo e subjectivo, material e psicológico, concreto ou simbólico, combater este fenómeno com isenção ideológica de qualquer inspiração política partidária, combater por ser inimigo comum.

Este MEDO é um inimigo sem filiação de grupo, estando infiltrado em todos os cantos do território nacional, usando de forma electiva alguns “apelidos” conhecidos ou pré-conceitos para se fixar, com oportunismo político de grupos mafiosos, movendo influências através do aparelho da corrupção instalada dentro e fora do País, ajustado à elite que faz e desfaz, em todas as áreas de actividade estatal e privada do País.

Que ninguém tenha dúvidas deste medo esquisito que paira no ar, que obriga ao recolhimento intelectual e psicológico dos indivíduos, coagidos, chantageados e manipulados por estas força ocultas do mal, que embora protegidos pelo aparelho do poder, também não fizeram e nem deixam fazer nada de novo e bem feito, só olham para o umbigo, ainda crescem bastante, o Estado é que fica cada vez mais pobre e abandonado, longe de poder vir a ombrear com países igualmente jovens e no bom caminho. Este medo actua psicologicamente, não tendo hora marcada para andar à “solta”, apalpa terrenos antes de entrar para praticar o mal, com a reincidência fatal a que nos habituou. Hoje é este ou aquele a vítima, amanhã pode ser outro, ou Tu.
Acontece quase espontaneamente, quando chegamos a conhecer a vítima, normalmente já é tarde, com pouco a fazer para mudarmos alguma coisa positivamente. O melhor é lançarmo-nos na luta pela dignidade, sem “medos”, a permitir substituirmo-nos pela cobardia, pactuando com a corrupção, para podermos ganhar um lugar ao sol.

Torna-se urgente esta mudança de comportamento social para um combate global sem tréguas, até erradicar o medo da sociedade Guineense, sermos verdadeiramente um Povo livre e com voz própria. Só é possível sê-lo através da responsabilização dos actos praticados e a liberdade de expressão para o cidadão comum no exercício da sua cidadania participativa. Uma igualdade de condições e de circunstâncias, asseguradas pelo aparelho do Estado de Direito Democrático, onde as pessoas e as ideias devem fluir livremente, sem obstáculos “selvagens” que ofendem a dignidade humana, tudo isto independentemente da naturalidade, nacionalidade ou outra diferença qualquer que seja, na sociedade em causa.

Há que haver um denominador comum de justiça que reponha a igualdade de direito perante as diferenças encontradas no plano social, cultural e político, sempre que necessário for, sem complexos de natureza racista ou xenófoba. Uma Guiné-Bissau livre e progressista, queremos sem dúvida.
Entendam-se!
É uma ordem sem aspas, do nosso Povo.

Djarama. Filomeno Pina.

Guineense Simões Pereira busca apoio em Cabo Verde.

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Domingos Simões Pereira

Domingos Simões Pereira, da Guiné-Bissau, procurou apoio político, falou o que pensa e expôs os planos caso seja eleito o novo presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, PAIGC.
Dois dias depois do presidente do governo transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, ter afirmado que o país não mereceu o que se passou na semana passada nas Nações Unidas, por não ter conseguido a acreditação para discursar na Assembleia-Geral, o ex-secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, considerou os acontecimentos de Nova Iorque tristes e lamentáveis.
Enquanto esteve em Cabo Verde para contactar políticos das autoridades cabo-verdianas, conversou na Cidade da Praia com a DW África.
"Guiné-Bissau levou uma lição da ONU"
Trata-se da primeira reação pública de Domingos Simões Pereira ao fato de a Guiné-Bissau ter se apresentado em Nova Iorque com duas delegações – a do presidente deposto, Raimundo Pereira, e a do presidente de transição, Serifo Nhamadjo – e não ter tido voz na tribuna nas Nações Unidas.

Lamentou o que aconteceu na sede da ONU, às delegações da Guiné-Bissaú em Nova Iorque Lamentou o que aconteceu na sede da ONU, às delegações da Guiné-Bissau em Nova Iorque
A Guiné-Bissau havia sido impedida de ter representante a falar na Assembleia Geral das Nações Unidas porque a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) havia entrado com um recurso bloqueando. O órgão impediu Raimundo Pereira de discursar, mesmo a sua delegação tendo sido credenciada para o evento anual da ONU.
Para o antigo secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o que se passou, na semana passada, em Nova Iorque, foi uma lição que a comunidade internacional deu aos guineenses: "A Guiné-Bissau deveria evitar que um palco como as Nações Unidas, onde Cabral fez das intervenções mais célebres e que colocaram, no passado, o poder português numa situação difícil, seja utilizada para o que foi realmente muito triste", refere-se ele ao fato de não terem sido autorizados a falar.
Ainda assim, Domingos Simões Pereira elogiou os sinais de possível entendimento dados pelos presidentes Raimundo Pereira e Serifo Nhamadjo, ao se encontraram, pela primeira vez depois do golpe de Estado na Guiné-Bissau de 12 de Abril, para conversarem. Domingos Simões Pereira vê a iniciativa como um sinal de disposição e disponibilidade das duas partes.
O caminho trilhado em Cabo-Verde
O ex-secretário executivo da CPLP esteve nos últimos dois dias na Cidade da Praia, em Cabo Verde, para fortalecer relações com autoridades do país no âmbito da sua candidatura à presidência do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, o PAIGC.
"O comandante Pedro Pires fez a gentileza de me receber. Eu queria mesmo conversar com ele sobre vários assuntos que têm me preocupado e a ocasião foi extraordinária para compartilhar do conhecimento que Pedro Pires tem da comunidade guineense", contou Simões Pereira.

Destacou um projeto coletivo, para "virar a página" Destacou um projeto coletivo, para "virar a página"
Entre quarta e quinta-feira (4.10), ele se reuniu com empresários e dirigentes políticos cabo-verdianos, entre os quais o primeiro-ministro, José Maria Neves. "Aproveitamos para falar da atualidade guineense, dar-nos conta de uma camada mais jovem dentro do partido que hoje tem o propósito de desenvolver uma plataforma nova, para ser competente mas, sobretudo, apontar uma opção congregando o maior número possível de sensibilidades dentro do partido", explicou Simões Pereira.
Plano de governo
Domingos Simões Pereira diz estar à frente de um grupo de guineenses que propõe ao PAIGC e à Guiné-Bissau um projeto novo e ambicioso: "O que eu eventualmente vou dirigir, se me derem essa oportunidade, é um projeto coletivo, de gente que acredita e que tem condimentos necessários para propor ao país uma viragem de página."
Quanto aos nomes dos seus apoiantes, ele preferiu não avançar. Mas destacou que vão desde as pessoas mais antigas dentro do partido até aos mais jovens.
Ao entrar nessa corrida pela liderança do PAIGC, Domingos Simões Pereira está consciente dos riscos que está a correr: "Não há nenhum processo político, no momento, que não apresente riscos."
A eleição para o próximo presidente do PAIGC está prevista para janeiro de 2013. Além de Domingos Simões Pereira, anunciaram que irão se candidatar também o atual líder e primeiro-ministro deposto guineense, Carlos Gomes Júnior, o empresário Braima Camará e o antigo ministro da Defesa, Aristides Ocante da Silva.
Depois de Cabo Verde, Domingos Simões Pereira desloca-se a alguns países europeus e africanos, entre os quais os da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, para a apresentação do seu projeto político.
Autor: Nélio dos Santos (Cidade da Praia/Cabo Verde)
Edição: Bettina Riffel / Helena Ferro de Gouveia

fonte: DW

domingo, 7 de outubro de 2012

Quem é o melhor jogador Africano em 2012?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Yaya Touré, Ballon d'Or africain 2011, va-t-il se succéder à lui-même? REUTERS/Olivia Harris


O ano de 2012 ainda não findou, mas a temporada de premiações já está se aproximando rapidamente. Entre os jogadores a serem premiados estão os jogadores de um continente inteiro aguardando troféu de um jogador Africano do ano de 2012. CAF lançou sua pré-selecção de jogadores. São 34 candidatos, incluindo o jogador de Costa do Marfim Yaya Toure da internacional, que sonha em ganhar o prêmio pelo segundo ano consecutivo.

Esta nova edição tem também uma forte conotação para o marfinense Didier Drogba, que agora está no auge no Shanghai Shenhua, ele é tido como um favorito. Já coroado em 2006 e 2009, o ex-Marselha é também um vitorioso na Liga dos Campeões com o Chelsea e no Campeonato Africano na final com os elefantes. O atacante de 34 anos ainda está fora do caminho como o seu grande rival que está ausente: após um ano decepcionante com os Leões Indomáveis, Samuel Eto'o é realmente parte a esquecer ao lado Anzhi Makhachkala. Difícil para o atacante camaronês, também suspenso por grande parte da temporada para reivindicar um título que ele ganhou quatro vezes.
Observemos também o ressurgimento no Magrebe como os Marroquinos (Belhanda, Taarabt, Barrada), Argélia (Feghouli) ou Tunísia (Abdennour Msakni) têm representantes nesta seleção, como a Zâmbia, campeão Africano de título, representado por seu capitão Christopher Katongo e Kalaba Rainford e Sunzu Stoppila.
Mais uma vez, a peça é feita para os expatriados desde que os dois melhores clubes do continente estão no único local: TP Mazembe com Sunzu e Kalaba ou Esperance com Msakni. Esta lista será reduzida para apenas 10 nomes até o final de outubro, antes de serem enviados para os treinadores nacionais dos 54 países membros da CAF e os Secretários-Gerais das Associações Nacionais para eles determinarem seu pódio. Veredicto em 20 de dezembro em uma cerimônia a ser realizada em Accra, Gana.
- A lista de indicados:

Abdelaziz Barrada (Marrocos, Getafe)
Adel Taarabt (Marrocos e Queens Park Rangers)
Alain Traoré (Burkina Faso, Lorient)
Alexandre Song (Camarões, Barcelona)
André Ayew (Gana, Marselha)
Arouna Koné (Côte d'Ivoire, Wigan)
Aymen Abdennour (Tunísia, Toulouse)
Bakaye Traoré (Mali, AC Milan)
Sheikh Tioté (Costa do Marfim, Newcastle)
Katongo (Zâmbia, Construção Henan)
Demba Ba (Senegal, Newcastle)
Didier Drogba (Costa do Marfim, Shanghai Shenhua)
Emmanuel Agyemang Badu (Gana, Udinese)
Emmanuel Mayuka (Zâmbia, Southampton)
Foxi Kethevoama (Central, FC Astana)
Gervinho (Costa do Marfim Arsenal)
Hilaire Momi (Central, Le Mans)
John Obi Mikel (Nigéria, Chelsea)
John Utaka (Nigéria, Montpellier)
Kwadwo Asamoah (Gana, Juventus)
Moussa Sow (Senegal, Fenerbahçe)
Nicolas Nkoulou (Camarões, Marselha)
Pape Moussa Konaté (Senegal, o FC Krasnodar)
Papiss Demba Cissé (Senegal, Newcastle)
Pierre-Emerick Aubameyang (Gabão, Saint-Etienne)
Rainford Kalaba (Zâmbia, TP Mazembe)
Seydou Doumbia (Costa do Marfim, o CSKA Moscou)
Seydou Keita (Mali, Dalian Aerbin)
Sofiane Feghouli (Argélia, Valencia)
Stoppila Sunzu (Zâmbia, TP Mazembe)
Victor Moses (Nigéria, Chelsea)
Yaya Touré (Costa do Marfim, Manchester City)
Younes Belhanda (Marrocos, Montpellier)
Youssef Msakni (Esperance da Tunísia)

Por: Nicholas Mc Anally

fonte: SlateAfrique

África: é a revolução digital da África sob ameaça?

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Na década de 1990, antes que todo mundo tivesse dois telefones celulares e Skype, e mais ainda, era um sonho distante, se você fosse um Africano vivendo em outros lugares, com a necessidade de ligar para casa, ou se você fazia visitas frequentes a um centro de chamada local ou se você comprava um cartão de chamada internacional.

Obtido através de seus entes queridos ou adquiridos para contatos de negócios era um jogo, e cada chamada de sucesso era um triunfo da esperança sobre a adversidade.

A chegada de telefones celulares e, assim como significativamente, acesso fácil e barato à internet para muitas pessoas em toda a África e da diáspora Africana, foi um milagre discreto baseado em uma mudança relativamente pequena nas políticas governamentais. Agora é possível que outra mudança nas políticas do governo possa matar essa revolução antes que ele ganhe o seu potencial.

Ao longo da década de noventa e início ano 2000, uma revolução das telecomunicações pegou toda a África Subsariana como muitos governos relaxados, com regras relativas à participação de empresas privadas no sector das telecomunicações, pouco interesse em permitir que as empresas privadas entrem no mercado - nomeadamente, Mo Ibrahim, revolucionou o mercado de telecomunicações com a criação da Celtel (agora em negociação como Airtel). Muitas empresas globais agora estão ansiosas para entrar em África, graças em parte ao sucesso das empresas de telecomunicações.


O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) estima que há 473 telefones celulares por 1000 pessoas no continente, um nível significativamente mais alto de penetração de telefonia móvel do que em qualquer outro lugar do mundo. Certamente bate as 15 linhas de telefones fixos por 1.000 usuários em toda a África. A revolução da telefonia móvel, ainda em sua primeira fase, e a revolução da internet nascente - que começou com lançamento de cabos de fibra óptica através do mar, alimenta interesse por uma série de partes interessadas - o que tornará a África mais conectada com o resto do mundo do que nunca antes.

Uma vasta gama de serviços, empresas e movimentos estão emergindo das conexões que os africanos estão fazendo com todo o mundo, não menos, com seus parentes e amigos na diáspora. Tomemos o exemplo de Light Up da Nigéria, um movimento social que visou sensibilizar a opinião de eletricidade da Nigéria a conceder o poder de acesso. A campanha foi concebida por nigerianos no país e na diáspora sobre o serviço BlackBerry Messenger, onde grande parte da coordenação de seus protestos e eventos de sucesso também aconteceu.

Ushahidi, uma multidão de acesso a website, que se baseia em mensagens de texto para obter informações, foi crucial para rastrear a violência política no Quênia, durante as tumultuadas eleições de 2007. Fundamentalmente, foi a natureza relativamente barata de mensagens de texto que fez que Ushahidi tenha um desenvolvimentos de gosto viável.

Revolução Internet Sob Ameaça

No entanto, cada vez mais conscientes do que parece ser um setor em expansão e rentável, alguns governos do continente estão contemplando mais impostos sobre internet e atividade relacionada aparelho móvel. Enquanto isso, os organismos da indústria, tais como [ Operadores Europeus de Redes  de Telecomunicações  ETNO Association] estão fortalecendo a introdução de um mecanismo chamado "enviando pela rede e parte paga", que trataria os provedores de conteúdo como "criadores de chamada", semelhante à maneira como qualquer consumidor faz uma chamada de telefone e suporta o custo de instalá-la.

ETNO, um corpo feito de muitas das grandes empresas de telecomunicações na Europa, quer que esta política se torne lei internacional. Atualmente, para a maioria das empresas, o custo de fornecimento de dados, digamos, um vídeo, é mais caro e supera o transporte de dados, exigindo um investimento significativamente mais alto. Um relatório, escrito por Rohan Samarajiva, ex-Diretor Geral de Telecomunicações do Sri Lanka e CEO da Lirne Ásia, uma TIC, prevê sérias consequências para o desenvolvimento da internet e da prosperidade da África, se os governos fazerem mudanças "para uma rede pós-paga " um modelo de envio de dados.

O relatório diz que um acordo global para mover-se para uma "rede pós-pago para envio" política que teria um efeito negativo sobre as regiões, oferecendo um cheque em branco aos prestadores de aumentar os preços para os consumidores. Isso teria um efeito amortecedor sobre a economia florescente digital em regiões como a África. Ele também assume que os provedores de conteúdo valorizam o acesso à informação suficiente pagar para consumir. Em essência, diz Rudolf Van Der Berg, pesquisador da OCDE (Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento) "Efetivamente colocar uma taxa sobre o tráfego pressupõe que a pessoa de quem o conteúdo origina de alguma forma os valores que ele é lido ou visto por alguém em Gana ou em qualquer outro lugar. Francamente, não pode se preocupar o suficiente para pagar por isso. Então, em vez de pagar eles podem desligar o acesso a ele. " Ele passa a dar uma explicação concisa de como acusações podem afetar africanos e os da diáspora.

"Ele também diz que funciona ao contrário. Que se Gana tem um conteúdo que pode ser relevante a não-residentes e não-ganenses, então o resto do mundo coloca um custo sobre o tráfego de Gana. Seria Gana, na verdade, a ser capaz de pagar as taxas? Meu vizinho na Holanda é de Gana, no entanto, que não é visível quando ele está na internet. Então talvez ele não será mais capaz de acessar o conteúdo em Gana, porque o sua Operadora não recebe nenhum dinheiro de empresas de telecomunicações de Gana ou o.. conteúdo de Gana é bloqueado o acesso a não proprietários. Isso também pode significar que a empresa que ele e sua família estão acessando entre a Europa e África não iria funcionar de forma tão eficiente como antes. "


Estudo conjunto da OCDE com a UNESCO para o desenvolvimento de pontos de conteúdo local para a regulação do impacto terrível no aumento que poderia haver sobre o acesso à Internet em África e os seus benefícios econômicos. O estudo descobriu que os países com taxas mais baixas durante todo o tempo para acessar a internet também teve um maior percentual de aumento no conteúdo local - que é o conteúdo relevante para o público no mesmo país e mais frequentemente do que não entregue de pacotes em línguas locais por fornecedores locais.

Apesar do domínio avassalador do Inglês como o idioma da internet, o estudo é válido mesmo para países como a Polónia, que compartilham a sua língua com nenhum outro país. Segundo o relatório, onde os países aumentaram os encargos para as chamadas móveis e de atividade, as chamadas para os países dos Estados Unidos caiaram significativamente, indicando que as taxas similares em provedores de conteúdo de internet terá efeitos semelhantes;

O governo de Gana colocou um comunicado em resposta ao relatório da Lirne Ásia repudiando propostas ETNO, mas essa proposta continuará a ser discutida se, outros governos africanos tomarem suas posições na busca de solução. Muitos deles vão tomar uma decisão sobre ETNO do "envio de pacote pela rede com parte paga" modelo que será discutido em uma conferência sobre telecomunicações a partir do 3 a 14 de dezembro - o futuro da internet na África poderá muito bem ser definido nesses 11 dias.

De: Meiji Fatunla da RAS editor de site e também de Debate na Diáspora.


fonte: AllAfrica






sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Estudo no exterior reserva armadilhas para universitários brasileiros.

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Foto: Reuters


Apesar das dicas de preparação de feiras de estudos no exterior, agências e palestras de universidades, estudantes brasileiros que se candidatam a programas de mestrado e doutorado na Europa ainda encontram algumas surpresas desagradáveis.
Um custo de vida mais alto do que o esperado, exigências das instituições e dos países e a burocracia para a revalidação do diploma no Brasil são algumas das queixas mais frequentes, mas o conselho dos que já passaram pelo processo é quase sempre o mesmo: planejamento redobrado.
Entenda quais são os principais problemas e saiba como se adiantar a eles:

O preço da moradia

Estudantes de programas governamentais como o Ciência sem Fronteiras chegam à Europa sem a preocupação de conseguirem um lugar para morar, já que o programa inclui a acomodação. Mas a maior parte dos pós-graduandos brasileiros na Europa aprende que, ao contrário do que se imagina, as residências estudantis das universidades não são a opção mais em conta.
"Muitas vezes, a residência é mais cara do que alugar um apartamento pequeno ou dividir um apartamento com colegas ou amigos. E nem sempre se tem facilidades como uma pessoa contratada para fazer a limpeza", disse à BBC Brasil Diego Scardone, diretor da Associação de Estudantes de Pós-graduação e Pesquisadores Brasileiros no Reino Unido (Abep).
Em capitais como Londres e Paris os preços podem chegar a ser equivalentes, por conta do valor alto dos alugueis, mas em cidades menores que abrigam universidades consagradas, como Oxford e Cambridge, na Grã-Bretanha, as residências são consideradas mais caras e preferidas somente por quem quer ter a experiência de morar no campus.
"Na Grã-Bretanha, as residências estudantis são privadas e o dinheiro ganho com elas é usado para subsidiar as universidades. Mas agora com todos esses cortes no ensino superior, eles estão aumentando os preços para cobrir os buracos, ao invés de favorecerem aos estudantes", afirma Scardone.
De um modo geral, é possível encontrar apartamentos e quartos para alugar em regiões mais baratas através de sites e anúncios nos murais das próprias universidades. No entanto, o processo de aluguel também costuma criar outras preocupações - e um gasto inicial maior.
Em muitas cidades, agências e proprietários exigem que o estudante tenha um fiador local ou que pague um ou dois meses de aluguel adiantados, além de algum tipo de caução. "Geralmente, universidade não pode ajudar em nada, a não ser fornecendo um carta que confirme a matrícula do aluno."
A estudante brasiliense Renata Moreira, mestranda em Indústrias criativas na Universidade Paris 8, diz que uma boa alternativa é se preparar para gastar um pouco mais do que o planejado inicialmente.
"Eu saí do Brasil pensando que gastaria pelo menos 500 euros por mês de aluguel, depois de pesquisar preços pela internet. Vendi meu carro e me organizei, mas isso nunca aconteceu. Fiquei um mês e meio no sofá dos amigos procurando lugares e tive muita dificuldade. Acabei indo morar com uma amiga de amigos em um estúdio de 30 metros quadrados, pagando 600 euros por mês", disse à BBC Brasil.
Depois de três mudanças em um ano, Renata conseguiu um apartamento através de uma agência que alugava para estrangeiros que moram na capital parisiense. "Se você é estudante e, portanto, não tem renda fixa, está no fim da fila das agências comuns de aluguel", diz ela.

A desorganização nas universidades

Informações incompletas e até perda de documentos dos estudantes são algumas das histórias contadas por brasileiros que estudaram na Inglaterra, na França e na Espanha.
A estudante baiana Camila Alvarez, que chegou a sofrer a ameaça de deportação depois que a London Metropolitan University (LMU) perdeu a licença para pedir a emissão de vistos para alunos estrangeiros, diz que ficou sem informações durante a confusão causada pela decisão polêmica do governo britânico. "Eles diziam para nós que também não sabiam o que estava acontecendo, mas já deviam estar cientes daquele processo."
Depois que a decisão foi revogada, a LMU disse ao grupo de 60 brasileiros que eles não teriam o reembolso total do pagamento, caso quisessem deixar a instituição, já que poderiam se manter no país por um ano com o visto de estudante. "Não sei se quero ficar aqui, porque não me sinto segura de que nada mais irá acontecer. Mas sem esse reembolso, fica difícil pagar um curso em outro lugar", disse Camila à BBC Brasil.
Camila Alvarez | Foto: BBC
Depois da ameaça de perder o visto, Camila Alvarez não se sente segura na universidade britânica
Falhas na organização de universidades parisienses também prejudicaram o jornalista Diego Damasceno, que acaba de completar o mestrado em Estudos cinematográficos e audiovisuais na universidade Paris 3.
"Eu fui aceito primeiro pela (universidade) Paris 8. Normalmente os aceites saem em julho ou agosto e o semestre começa em outubro, mas o meu saiu somente em novembro. Essa demora me custou metade do semestre."
"Minha namorada, que estudava na Paris 3, para onde eu também tinha me candidatado, passou na secretaria para saber se eu havia sido aceito lá também, porque até novembro eu não tinha recebido nem sim, nem não. Ela descobriu que sim, eu havia sido aceito, mas eles não tinham me comunicado porque meu dossiê tinha sido perdido", contou à BBC Brasil.
Segundo Damasceno, o que resolve é insistir. "Perguntar é muito importante. Nem tudo está claro ou visível e há coisas burocráticas que só descobri lá. Não diria que os funcionários foram solícitos, mas a insistência dá frutos."
Segundo Diego Scardone, na Grã-Bretanha também é importante procurar os departamentos específicos nas universidades que ajudam os estudantes estrangeiros, mas nem sempre o melhor é aceitar como final tudo o que os funcionários dizem. "Esses profissionais estão lá para ajudar, mas muitas vezes eles dão informações erradas ou incompletas, é preciso ficar no pé e questionar", aconselha.

Ter que comprovar a renda antes da viagem

A maior parte das universidades e dos consulados europeus exige algum tipo de comprovação de renda conceder o visto ao estudante. No entanto, muitos pós-graduandos são pegos de surpresa pela exigência de ter todo o dinheiro para o curso e para se manter no país meses antes da viagem.
"Foi difícil juntar o dinheiro, eu não tinha na mão. Se você já trabalha e não depende nem pode depender dos pais, é difícil, porque de repente você tem que ter, digamos, 5 mil euros, para comprovar que pode se sustentar na cidade", disse Diego Damasceno.
"Planejamento é uma dica óbvia, mas é importante. Acho que vale a pena até adiar por um ano a ida, para juntar mais dinheiro. Outra possibilidade é tentar programas que incluam trabalho ou estágio, embora isso não se aplique a todas as áreas ou cursos."
O designer Daniel Cabral, que está em Londres para um mestrado na Chelsea College of Art and Design, teve que comprovar uma quantia ainda maior para conseguir o visto.
"Comecei a me planejar para o mestrado em 2010 e, calculei o dinheiro com o câmbio da época – cerca de R$ 35 mil para o curso e R$ 24 mil para viver em Londres. Dei início a todo o processo e quando finalmente fui aprovado, em março de 2012, vi que o câmbio tinha piorado e que precisava de mais dinheiro", conta.
"Ao me informar sobre o visto, descobri que precisava ter todo o dinheiro – o pagamento do curso e mais o equivalente a nove meses de estadia em Londres, considerando mil libras por mês - 30 dias antes de entrar com o pedido. O dinheiro também teria que ficar parado na minha conta durante aquele mês, sem que fosse usado para outra coisa."
Com o aumento do valor da libra e também do valor do curso neste meio tempo, ele teve que juntar cerca de R$ 10 mil a mais. "Acho que uma coisa importante é se planejar para levantar pelo menos 10% além do valor calculado inicialmente, por causa das flutuações do câmbio. É ruim perder um curso para o qual você se preparou por tanto tempo porque, na hora, não tinha dinheiro a mais para dar."

A revalidação do diploma

Um dos processos mais custosos e complicados para os estudantes de pós-graduação no exterior é a revalidação dos diplomas obtidos no Brasil. Apesar do incentivo para que estudantes brasileiros façam cursos na Europa e em outros países, torná-los oficiais no país pode custar até R$ 5 mil e demorar entre seis meses e dois anos ou mais.
A burocracia também pode dificultar a inscrição em universidade europeias que não reconheçam os diplomas de graduação brasileiros. "Pra mim a complicação já começou no Brasil, porque a quantidade de papéis que a universidade espanhola pediu para reconhecer o meu título era muito grande, tive que traduzir todo o meu currículo escolar da graduação", diz o jornalista catarinense Ricardo Viel, que faz mestrado em estudos latino-americanos na Universidade de Salamanca, na Espanha.
"Eu tive que comprovar para eles que tinha um título superior no Brasil com a quantidade de créditos que equivaleria a um daqui. Demorei pelo menos quatro ou cinco meses e gastei muito dinheiro, porque só existe uma tradutora juramentada para o espanhol em São Paulo, onde moro."
Diego Boesel | Foto: Arquivo pessoal
Engenheiro gaúcho gastou cerca de R$ 5 mil com o processo de revalidação do diploma
Já no Brasil, o estudante pode procurar tanto uma universidade pública quanto uma privada para o processo de revalidação. O critério de escolha deve ser encontrar um curso de pós-graduação que tenha disciplinas, carga horária ou linhas de pesquisa equivalentes ao curso europeu.
No entanto, cada universidade tem suas regras, seus critérios de avaliação e seu preço. O custo do processo de revalidação - sem contar com a tradução dos documentos exigidos pela instituição - varia entre cerca de R$ 200 e R$ 2 mil reais. E isso ainda não garante o reconhecimento do diploma.
"O que poucos estudantes sabem é que quando não obtém a revalidação, eles podem levar o caso para o Ministério da Educação, que tem uma visão mais favorável ao processo", explica Mohallem.
O engenheiro gaúcho Diego Boesel foi bolsista do programa de pós-graduação europeu Erasmus Mundus e cursou, em 2009, um mestrado em automação espacial e robótica em universidades na Alemanha, Suécia e Finlândia. Seu diploma, no entanto, só foi revalidado em agosto de 2012, após despesas de R$ 5 mil.
"O que me complicou foi que eu só comecei a me preocupar em saber os documentos necessários depois de ter retornado para o Brasil. Aí a primeira coisa que aparece, para quase todas as universidades, é ter o diploma, histórico ou outro documento autenticados pela embaixada do Brasil no país", disse à BBC Brasil.
"Eu não podia ir para a Europa e não queria enviar isso pelo correio para que alguém fizesse para mim, para não arriscar perder meus documentos. Então deixei isso parado até que voltei à Europa pra trabalhar e resolvi fazê-lo."
Boesel também teve mais um contratempo, depois de reunir os documentos exigidos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde fez o curso de graduação, descobriu que a instituição tinha deixado de fazer revalidações de diplomas estrangeiros. "Eu fui buscar outra universidade e acabei tendo que juntar mais documentos ainda, porque cada uma delas requer documentos diferentes. Me pediram coisas que eu nem imaginava, como um comprovante de que o curso era presencial."
O engenheiro, que hoje trabalha em uma empresa de suíça de microtecnologia, calcula que levou cerca de um ano para coletar todos os papeis e traduções. Ele também levou algum tempo para encontrar um curso equivalente ao seu nas instituições brasileiras.
"Vale a pena ver primeiro quais são os requisitos de cada universidade onde se poderia fazer a revalidação e tentar ir juntando os documentos à medida em que estiver fazendo o mestrado", aconselha. "Mas é muito importante que isso seja feito antes de voltar para o Brasil, porque alguns documentos levam tempo para que a universidade consiga emitir."
De acordo com Michael Mohallem, a exigência de semelhança entre os cursos de fora e os brasileiros é uma das maiores contradições do processo. "O governo financia a ida do estudante como bolsista para estudar fora, por exemplo, e depois não reconhece o diploma que ele mesmo havia considerado válido na candidatura das bolsas. Isso diminuiu, mas ainda existe. Especialmente quando o estudante vai fazer cursos interdisciplinares que são novos e é difícil encontrar equivalentes no país."
Ele diz que o ideal é consultar sobre os cursos brasileiros equivalentes ao desejado antes mesmo da candidatura no mestrado europeu. "É um passo que quase ninguém dá, mas começa a ser uma vantagem."

fonte: BBC Brasil







quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Entrevista / Aicha Koné, diva da música da Costa do Marfim: "Estas são as condições de meu retorno''.

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Musique

© Abidjan.net por Prisca
Música - A terceira edição do Festival de música urbana Anoumabo (Femua) fechou suas portas em
Abidjan, Marcory. De 4 a 6 junho de 2010, milhares de amantes de música vibraram ao som de melodias a favor de FEMUA, organizado pelo grupo "Magic System". Foto: Aicha Koné.


Exilada de parte do seu próprio país? Aicha Kone, da Costa do Marfim, da música Diva, responde a perguntas de Claudy Siar da RFI, sem rodeios. Condições de seu retorno a Abidjan e sua nova vida na Guiné Conakry.
Guiné, porque se tornou a sua terra. Podemos falar de exílio? Miriam Makeba é uma do século 21?
Alguns tendem a pensar. Miriam Makeba há muito tempo permaneceu na Guiné Conakry, por causa do apartheid em seu país. Eu sou parte do relatório, do que aconteceu comigo, a guerra. Ela não poderia caber na minha filosofia, o ambiente não combinava comigo mais. Eu também acho que eu não teria tido a oportunidade de fazer este álbum. Acabei de fazer um álbum chamado'' Kaira" a felicidade.
Deixando seu país natal o que é caro para você, mesmo que você se apresenta como um Africano ... é a volta? E como dizem é dar um passo atrás para ganhar impulso para retornar evidentemente ao seu país natal?
Meu desejo é de voltar, mas não para agora. Eu ainda sou guineense de qualquer maneira (risos).

E sobre o apaziguamento do país?

Para o artista que eu sou, é a estabilidade necessária para que um artista possa crescer.
Quando falamos, alguns só querem a cura através das mulheres e homens de cultura, qualquer que seja o seu campo?
Isso é verdade, mas não é tão fácil, porque as feridas ainda estão frescas. Nós, como artistas, nós começamos. Há uma faixa do álbum "Kaira", cujo título é ''Widemin Senufo", minha língua paterna, o que significa'' nos ajudar.''
Quando eu olho para Aicha Koné que está na minha frente, eu sinto que tenho tanto uma mulher, uma irmã que conta para a África, que é tanto machucada por tudo o que é aconteceu. Que ao mesmo tempo parece ser sobre os ombros o peso de tudo isso. Mas eu ainda sinto o otimismo de que em toda a sua carreira, você sempre permitiu atravessar a época e as dificuldades.
Exatamente! Essa é também a vida, ou seja, enfrentar as provações com grande esforço. De onde eu venho, não tem sido fácil, e viu que as coisas aconteceram na minha presença, que é difícil de suportar. Isto é verdade, mas manter a esperança e que há sempre um sol no horizonte.
Coisas nem sempre foram fáceis para você que pertence à nobreza, e que acabou quebrando as regras para finalmente satisfazer a sua paixão pela música, canção, o pan-africanismo.
Sim, e eu digo que não é só porque você tirou a cabeça para fora da água.
Assim, a música Aisha, você tem que acreditar?
Você tem que acreditar e perseverar, é uma arma neste negócio, que lhe permite ouvir os dois lados do mundo.

Você fará 35 anos de carreira na Costa do Marfim, mas não é possível, conte-nos um pouco ...
É claro que eu queria comemorar meus 35 anos em meu país, mas a guerra impediu-me. Por isso, comemorei na Guiné. E, devo admitir que foi uma grande festa. Tive a sorte de ter convidado a filha de Miriam Makeba, e devo admitir que foi uma honra. Então, fui recebido pelo Presidente da Guiné.
Hoje, eu ouço você dizer os nomes de grandes figuras de músicas africanas, e eu tenho um sentimento que você esqueceu. Você se tornou um ícone, porta-bandeira, e eu sei que não é fácil. Você vai voltar para a Costa do Marfim?
Inshallah ... Chamam-me muito para eu voltar para casa. Atualmente, eu espero que as coisas vão se normalizar. Agradeço os esforços das autoridades para que eu retorne.
Diga-nos, como foi este novo álbum longe do seu país?
Devo admitir que é sempre difícil estar longe de casa. A gravação deste álbum foi benéfico para mim. Para este álbum, eu fui para o Brasil. E eu tive uma experiência muito boa. Ao fazê-lo, não há ritmo brasileiro no meu álbum.

fonte: abidjan.net


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Guiné Conacry: "O medo tem mudado de lado".

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As forças de segurança entraram em confronto com manifestantes em Conacri. (foto de arquivo)


Conakry - Três anos depois de um massacre no estádio de Conacri, capital guineense, em que centenas de pessoas foram mortas, feridas e estupradas durante uma repressão militar sobre uma manifestação para protestar contra a candidatura presidencial do líder do golpe, Moussa Dadis Camara, há indícios de que a impunidade pode estar chegando ao fim.

A juventude guineense com Thierno Ousmane Diallo diz que esses dias quando ouve funcionários de segurança em determinados rádios, ele tem notado uma ligeira mudança no tom. "Eu ouvi uma diferença sempre tão leve", diz ele. "Eles não soam tão descarados como antes."

A diferença é que eles estão pegando e pode ser parte dos que dizem muitos guineenses, são os rumores de uma transformação na luta pelo Estado de Direito.


Diallo está entre vários homens supostamente torturados por policiais em 2010. Inquietação seguinte ligada a uma campanha eleitoral presidencial aquecida. Este ano os nacionais e internacionais grupos de direitos humanos registraram queixas sobre o caso, bem como uma repressão violenta em 2007 pelas forças de segurança contra manifestantes. Em maio de 2012 os juízes guineenses fezeram acusações no caso de tortura de 2010, permitindo que as investigações criminais possam ser abertas.

As acusações de Maio fazem parte de uma série de lances legais guineenses que dizem que foram "impensáveis" apenas um par de anos atrás. Em fevereiro os juízes guineenses apresentaram acusações contra alto nível militar o oficial Col Moussa Tiégboro Camara por suposto envolvimento no massacre de 28 de setembro no estádio em 2009.

Em 13 setembro de 2012 um outro oficial, Col Abdoulaye Chérif Diaby, foi indiciado pelo ataque ao estádio. Os dois estão entre várias pessoas nomeadas por uma comissão de inquérito da ONU como possivelmente os a sofrer pena.

"As ações legais que vimos contra alguns agentes de segurança - muitos deles considerados como intocáveis ​​- pode ter colocado um germe de dúvida na mente das pessoas que possam ter, no passado, cometidos abusos, sem um segundo pensamento", disse Hassan II Diallo , um magistrado em Conakry que comanda um programa de reforma judicial no Ministério da Justiça.

Em 54 anos de independência da Guiné temos visto inúmeros casos de violação, tortura e outras violações por parte das forças de segurança, sem conseqüências legais. O próprio fato de que os juízes guineenses trouxeram acusações é notável, dizem os guineenses.

Mamadou Alpha Barry, oficial de comunicações na Gendarmerie, disse à IRIN: "Eu não posso comentar sobre a luta contra a impunidade é o departamento de justiça que lida com isso eu só posso falar de segurança ... estão em curso reformas na segurança.. forças armadas. Estamos trabalhando com a população e as relações entre as forças de segurança e a população são muito melhores. "


"Germe da dúvida"

Se as acusações contra o ex e atuais funcionários planta um "germe da dúvida" nas mentes das forças de segurança, mas também encoraja as vítimas e aço de suas determinações de ir atrás de seus agressores, os feridos no ataque ao estádio e outros eventos ao IRIN.

"O medo tem mudado de lado", disse Aliou Barry, presidente da Liga Guineense de direitos humanos ONDH, que foi severamente espancado por soldados na eleição, violência relacionada em 2010. "As autoridades estão agora claramente cientes de que a justiça realmente pode ser processada na Guiné.

"Eu estava surpreso que um juiz guineense sequer nos ouviu", ele disse. "Isso era inédito aqui." Ele disse que o progresso jurídico tem incentivado as vítimas a não serem manipuladas por ofertas de dinheiro para o silêncio, que costumava acontecer com as famílias a assumir automaticamente que, não vêem nenhum uso na via judicial.

Uma mulher, que preferiu o anonimato mostrou cicatrizes IRIN em seus braços e pernas, onde, segundo ela, os soldados atacaram com facas como a estupraram no estádio em 28 de setembro de 2009. Ela disse que está determinada a continuar testemunhando e fazendo o que ela deve fazer.

"Meu desejo mais ardente é ver meus estupradores atrás das grades", disse à IRIN. "Estou lutando para restaurar minha dignidade."

Ninguém diz que as vítimas não estão mais com medo ou que as forças de segurança já não realizam mais abusos. Tortura à vítima Diallo, desde acusações foram feitas nesse caso, recebe regularmente ameaças pessoalmente e por telefone. Alguns funcionários indiciados, como Camara, que mantem suas posição no governo.

Guiné ainda tem de colocar em prática um mecanismo de proteção às vítimas e testemunhas, disse Louis-Marie Bouaka, chefe do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos na Guiné.

"O judiciário guineense não mudará durante a noite", disse a Federação Internacional para os Direitos Humanos (FIDH), em um relatório recente. "Mas um clima diferente parece ser predominante" no Judiciário, a sociedade civil e executivo.

FIDH está trabalhando ao lado dos direitos humanos e grupos de guineenses apresentou queixas em nome das vítimas de tortura e de outras violações.


Barra baixa

Magistrado Diallo diz que "só na Guiné" haveria indiciamentos e a abertura de investigações criminais a ser visto como notável.

"Nós estamos vindo de tão longe recordando atrás - o barra é tão baixa", disse ele. "Esses movimentos estão longe de ser suficiente. Ninguém pode saber o quão sério as autoridades estão debruçando sobre isso até que vejamos atos concretos para seguir estas acusações."

Foromo Frédéric Loua, advogado e presidente da ONG de Direitos legais guineenses (direitos iguais para todos), diz que para ele as acusações não representam muito. "Nada foi feito oficialmente para realmente ir atrás daqueles que violaram os direitos humanos. Ainda há muito a ser feito. E as violações continuam."

Na verdade muitos guineenses dizem os cidadãos continuam a enfrentar abusos cometidos por policiais e gendarmes. Eles não percebem uma mudança no clima, ou o progresso na luta contra a impunidade. IRIN falou com as famílias dos dois jovens que foram mortos a tiros durante distúrbios em 21 e 22 de Setembro - as famílias dizem que foram gendarmes.

Ganhos de vedação

Trabalho duro pela frente para um sector judicial que tem grave falta de recursos humanos e materiais.

Foi apenas em agosto de 2012 que os juízes guineenses que investigam o ataque 28 de setembro de 2009 receberam materiais como computadores e outros equipamentos para realizar seu trabalho.

A parte do orçamento nacional destinado ao Judiciário é de 0,29 por cento, de acordo com magistrado Diallo.

"O sistema judicial continua a ser grosseiramente subfinanciado", disse Corinne Dufka, pesquisadora sênior para a África da Human Rights Watch (HRW), que fez uma extensa pesquisa sobre a impunidade na Guiné. "Para se ter progresso no Estado de direito tem de financiar adequadamente, treinar e equipar a polícia, você tem que financiar o Judiciário."

fonte: AllAfrica






segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Senegal: Presidente descreve a Agenda de Reforma "significativa", diz que o Mali deve ser incorporado.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Photo: Tami Hultman/allAfrica
Presidente Macky Sall do Senegal.

Quando Macky Sall tomou posse como presidente do Senegal, em abril, ele prometeu uma "ruptura" com muitas das políticas de seu antecessor, Abdoulaye Wade, com quem ele serviu como primeiro-ministro de abril de 2004 a junho de 2007. Esta semana, enquanto em Nova York participa da Assembleia Geral das Nações Unidas, ele conversou com AllAfrica sobre sua ambiciosa agenda doméstica e refletiu sobre o agravamento da crise no Mali, do Senegal e grande vizinho do leste. Trechos de suas respostas que foram absorvidas em francês e traduzidas para AllAfrica:

Quais foram suas principais prioridades desde que se tornou presidente?


Uma das minhas prioridades é melhorar a governação democrática. Para isso, foi necessário primeiro resolver a crise entre nós e o presidente anterior. Ele queria correr para um terceiro mandato, mas - em uma democracia moderna, o acesso à energia, bem como a saída deve ser regulamentado. Deve ser compatível com a norma e regras democráticas.

Para eliminar qualquer possibilidade futura de que um presidente pode ficar no poder por um período prolongado, decidi apresentar um projeto de lei constitucional, seja por meio de parlamento ou um referendo, que reduz o prazo de sete para cinco anos que se aplicam a mim também. Fui eleito por sete anos, mas decidi que só iria permanecer por cinco antes de submeter-me ao público de votação mais uma vez. Essa foi uma decisão importante. Além disso, o presidente só pode servir a dois termos. Portanto, ninguém pode servir a mais de dois mandatos de cinco anos termos.


A segunda medida diz respeito ao orçamento. Em (muitos) estados africanos, a maior parte dos recursos são usados ​​para manter a super estrutura do Estado, isto é, para propagar estilo de vida do governo. Para combater isso, eu coloquei no lugar um governo limitado - um gabinete com apenas 25 membros, em comparação com 38 (rumores de ser como muitos, como 45), na administração anterior. Na minha instrução, também reduzimos o número de agências e embaixadas ao redor do mundo para que nossos recursos possam ir diretamente para os cidadãos.

Para responder às necessidades sociais da população significa, no sector da saúde, por exemplo, oferecendo cobertura de saúde universal. Porque temos muito poucos trabalhadores assalariados, a grande maioria da população não tem cobertura de saúde, e não há sistema de seguro médico. Então, uma das minhas prioridades era fazer saúde universal uma realidade até o final de 2013.

É uma grande reforma que eu estou no processo de implementação, juntamente com o sector da educação que precisa ser modernizada. Não é apenas uma questão de expansão de largura, mas garantindo a qualidade do ensino também.


Infra-estrutura, agricultura e Emprego para Jovens

Igualmente importante é o domínio agrícola, porque para o Senegal se desenvolver, a agricultura deve continuar a ser o sector mais importante. Mas temos que reformar nossas práticas agrícolas, para torná-las mais modernas e mais produtivas para que os agricultores e as áreas rurais em geral, ganhem mais receita.

Um dos outros pontos principais que eu estou focando é o emprego dos jovens através da formação profissional. É verdade que o ensino superior é importante, mas a formação profissional deve estar disponível para todos, a formação profissional que proporciona aos jovens uma vocação, mas também o que pode ser útil para as empresas. Eu acredito que não vai demorar muito para que cada região tenha o seu próprio centro de formação profissional que pode educar 2000, até 2500 aprendizes.

Relativos à agricultura, outra prioridade é a infraestrutura do país, as rodovias e estradas. Boas estradas vão ajudar a modernizar o sector agrícola. É necessário para nós também a pensar sobre a energia, um dos principais fatores que impedem o desenvolvimento no Senegal.

Nada disso seria possível se não tivéssemos o investimento estrangeiro. Mas, para facilitar o investimento estrangeiro, temos de respeitar o Estado de Direito em que a justiça funciona normalmente. Temos de combater a corrupção e, para este fim, instituímos reformas sérias. Devemos promover a boa governação.

De fato, para todos esses objetivos, temos introduzido reformas significativas. Reformas fortes para combater a impunidade. Hoje, as pessoas percebem que os casos legais são uma questão judicial, a ser decidida sem coerção ou interferência.
 

Depois de visitar o Senegal, Melinda Gates disse as necessidades do Senegal,  tomar medidas sérias para reduzir o número de mulheres e de bebês que morrem durante a gravidez. Você pretende tomar medidas para evitar os casamentos precoces, fornecer métodos contraceptivos para as famílias e ajudar a garantir que os bebês recebam alimentação adequada?
Absolutamente. Eu acredito que Melinda Gates viu os esforços que o Senegal está tomando no campo da saúde materna e infantil. Mãe e bebê formam um par inseparável. Temos que cuidar do bebê antes mesmo de nascer. Em outras palavras, as mulheres grávidas devem ter atenção médica, pré-natal, tenham check-ups regulares para criar pré-condições para um parto saudável. Para isso, decidimos eliminar as despesas relacionadas à entrega da criança, para partos normais e cesariana. Porque tanto em áreas rurais e urbanas, ainda é um problema e a comunidade nacional tem que ajudar as mulheres nessa área.
Em julho, iniciamos uma campanha para combater certas doenças que afetam as mulheres, incluindo doenças crônicas como insuficiência renal. Não é a diálise, mas, infelizmente, não temos máquinas de diálise suficientes em nossos hospitais e tratamentos do setor privado são proibitivamente caras. Desde Julho que temos feito um esforço para fornecer tratamento gratuito para pessoas com insuficiência renal nos hospitais públicos. Graças a ONG e os parceiros certos, temos recebido várias máquinas de diálise para expandir o programa.
Para as mulheres, bem como crianças, temos implementado uma política para melhorar a saúde, combate à desnutrição, aumentando as condições de vida para prevenir a mortalidade infantil, e também programas de vacinação. Criei o que eu chamei de Fundo de Segurança à Família que vai dar às mulheres pobres a oportunidade de ter seus filhos vacinados e inscrevê-los na escola. Vamos melhorar o nível de vida das populações mais pobres.
Quanto a gravidez na adolescência, gravidez indesejada, devemos estabelecer programas de educação, algo que estamos no processo de fazer agora. Não é fácil, mas há sempre maneiras de capacitar as mulheres que vivem em áreas rurais.
Precisamos lançar programas de conscientização sobre planejamento familiar. Isso vai ajudar a melhorar a saúde da mãe e da criança. Mas é um processo de longo prazo, no qual tanto o Governo e a sociedade civil devem desempenhar um papel.
Lá você tem uma série de projetos em que estamos trabalhando. Como você pode ver, há muitos.
 


Algumas pessoas criticaram sua mudança para eliminar o Senado, enquanto você disse que isso iria liberar recursos para combater as inundações que estão causando sofrimento em muitas áreas do seu país. Por que você acha que é uma boa idéia para eliminar o Senado e o que você está fazendo sobre as enchentes?
Primeiro de tudo, temos de deixar claro que apenas 35% dos membros do Senado foram eleitos. Os outros foram escolhidos pelo presidente, de modo que este Senado não era realmente legítima. Não era representante do povo senegalês. Em um país democrático há instituições que têm cada um uma missão particular ou poder atribuído pela Constituição. O poder legislativo em um sistema bicameral como os EUA ou o francês um é feito de dois ramos, com membros eleitos directamente por sufrágio universal. Eles fazem as leis e controlam as ações do governo. Nosso Senado baseou-se num modelo que não é universal. Muitas perguntas foram levantadas sobre o Senado, sobre a sua legitimidade.
Eu pensei que uma câmara, a Assembleia Nacional, é suficiente, no Senegal. Ela poderia criar leis, decidir se elas devem ou não ser passadas e têm direito de veto sobre as ações do governo também. Além disso, o orçamento de 7000 milhões CFA anuais atribuídas ao Senado é uma grande soma. Você poderia levantar 70.000 milhões CFA - o que equivale a 140 milhões de dólares norte-americanos - se você somar esse valor por dez anos.
E o meu plano para lutar contra as inundações deve durar dez anos. Temos de construir novas casas, ajudar as pessoas a sair de áreas alagadas e criar sistemas de drenagem. Minha visão é a de re-alocar todas as tarefas no Senado para a Assembléia Nacional para que o dinheiro que era para comprar carros para os senadores possam ser usados ​​para pessoas que vivem em apuros em áreas alagadas e alcançar meus objetivos com a ajuda de nossos parceiros .
Estou aberto a um diálogo nacional também, para esse efeito, um "think tank" nacional foi criado para ajudar a executar as instituições.
O Estado deve dar o exemplo. Mostrar às pessoas que ele está tentando poupar dinheiro, reduzir o tamanho do governo, o mapa senegalês diplomático, o que implica a redução do número de embaixadores e eliminando o Senado, com reformas de que se ele é útil ou não.
No futuro, se as nossas condições econômicas melhorarem, nós podemos considerar a possibilidade da parte de trás do Senado - mas desta vez, os seus membros seriam eleitos. Seria uma verdadeira câmara legislativa. Por agora, temos outras prioridades como dar casas para os desabrigados, a criação de um sistema de bem-estar para eles e criar empregos para os jovens. Por todas estas razões, foi necessário se livrar do Senado. Eu realmente aprecio que o Senado e a Assembleia Nacional apoiem a minha conta e se passei.
 


O que deve ser feito sobre o Mali. Que resposta regional você favorece pela CEDEAO (a Comunidade Económica dos Estados Oeste Africano) e que tipo de ação internacional que você está esperando para ver?

A situação no Mali é preocupante não só para outros países da África ocidental, na zona CEDEAO, mas para o mundo inteiro, porque - pela primeira vez - um movimento jihadista internacional fez uma curva ao país à sua vontade e pode reforçar apoio significativo.

É uma região sem lei onde as drogas, tráfico de armas e outras atividades ilegais prosperam. Portanto, se o mundo não faz nada para reclamar do Mali como um único território unido, o movimento terrorista internacional poderia se desenvolver lá, e isso é algo que não podemos aceitar, algo que não podemos deixar acontecer.

Uma vez que este conflito começou, a CEDEAO tinha feito enormes esforços para fornecer soluções. Mas agora, é claro que o problema é muito complexo para a CEDEAO para gerir sozinho, em parte por causa das implicações regionais para não-membros da CEDEAO, como Mauritânia, Argélia, e o Chade.

 O maior fórum foi necessário para discutir essas questões, e nós sempre consideramos incluindo a União Africana. A União Africana ajuda a Cedeao e supervisionar a criação de forças africanas, quando autorizado pelo Conselho de Segurança. Eu acredito que durante esta sessão receberemos uma resolução clara e precisa do Conselho de Segurança permitindo o uso de forças armadas, ao abrigo do capítulo 7 da Carta das Nações Unidas, para combater o terrorismo e trabalhar para uma resolução na região.
 


fonte: Allafrica 

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