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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Camarões expulsa ex-presidente da RCA (República Centro Africana), Bozizeo.

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O Deposto líder da República Centro-Africana François Bozizé. FOTO | Arquivo

Yaoundé expulsou o ex-presidente da República Centro Africana (RCA ), que buscou refúgio em Camarões, revelou a imprensa da África.

Fontes seguras dizem que François Bozizé irritou autoridades dos Camarões, porque ele supostamente recebia convidados e coordenava suas atividades políticas na casa de hóspedes do estado no elegante bairro de Golfe da capital, que a presidência lhe tinha concedido.

Seu novo lugar de refúgio no entanto permanece não revelado por funcionários camaroneses.

Depois de voltar para os Camarões em 15 de janeiro vindo da França, Bozizé disse ter feito visitas à cidade fronteiriça oriental de Garoua-Boulai onde se reuniu com os seus apoiantes.

Ele nega alegações de que ele está armando e usando milícia anti-Balaka para prolongar o ciclo de violência em seu país de origem.

Bozizé que formou a Frente para o retorno da ordem constitucional na RCA ( FROCCA ) após sua expulsão em março 2013 sempre manteve a posição de que ele é o líder democraticamente eleito e legítimo de seu país.

Bozizé não descartou a possibilidade de retornar para o cargo e concorrendo a uma futura eleição presidencial. A Presidente de Transição Catherine Samba-Panza é esperado para organizar uma eleição geral, em meados do próximo ano.

# africareview


Angola: Vídeos - Diamantes, Milionários, Violência e Pobreza nas Lundas.

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# makaangola

Obama e Hollande trocam elogios.

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# euronews.pt

EUA define agenda da cúpula de África.

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A Secretária Adjunto de Estado dos EUA para Assuntos Africanos, Linda Thomas-Greenfield em foto de arquivo em setembro de 2013.

Paz, segurança, democracia e a questão da juventude serão questões-chave a serem discutidas quando o presidente dos EUA, Barack Obama receber os chefes de Estado africanos ainda este ano, um alto diplomata dos EUA revelou nesta terça-feira.

Mas a secretária de Estado adjunto para os Assuntos Africanos, a Sra. Linda Thomas-Greenfield, disse que a agenda exata será liberada após discussões com especialistas africanos.

"Estamos em consulta com especialistas sobre o continente Africano para determinar quais as questões que eles estão interessados ​​em discutir durante a Cúpula ", disse aos jornalistas via vídeo-conferência.

"Tivemos uma série de questões para serem analisadas daqui para frente. Paz e segurança é uma prioridade na agenda e são consideradas localmente ( por os EUA ) como uma das questões que pretendemos ter na agenda.

O diplomata argumentou que a população jovem do continente causou emoção, mas havia uma necessidade de abordar os números de jovens " não referenciados ".

Quarenta e sete líderes, a maioria da África subsaariana, incluindo o presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta foram convidados a participar de uma conferência sobre as relações EUA-África, em Washington, em agosto.

Os líderes também devem discutir a extensão do tratado AGOA, que prevê formas mais fáceis para a África exportar seus produtos para os EUA.

A Sra Thomas-Greenfield disse que os EUA esperam estendê-la até o final do próximo ano.

A conferência é vista como movimento dos EUA para combater a crescente influência da China no continente. O país do Extremo Oriente tem vindo a acolher uma cúpula semelhante sob o manto da Focus sobre Cooperação China-África (FOCAC ).

E, embora a súbita mudança para o Oriente por líderes africanos, isso é entendido como resultado da não interferência da China, os EUA insiste que não patrocinam África sobre democracia e boa governação.

" Nós ainda acreditamos que os países devem ser transparentes. Nós não estamos mudando nossa posição só porque eles está dando uma vantagem injusta para as empresas chinesas. "

"Queremos sempre uma igualdade de condições, mas as empresas chinesas irão apenas perceber que ela é importante para operar em um ambiente de transparência. "

# africareview

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Campanha para mostrar diversidade da África: "não somos um país".

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Grupo de estudantes africanos que vive nos EUA lançou campanha em uma tentativa de dissipar equívocos e preconceitos sobre o continente.

Grupo de estudantes africanos que vive nos EUA lançou campanha em uma tentativa de dissipar equívocos e preconceitos sobre o continente.



Um grupo de estudantes africanos que vive nos Estados Unidos lançou uma campanha em fotos em uma tentativa de dissipar equívocos e preconceitos sobre o continente em que nasceram. Chamada de The Real Africa: Fight the Stereotype (A Verdadeira África: Combata o Estereótipo, em tradução livre), a campanha no Facebook busca destruir estereótipos e mostrar que o continente africano não é uma entidade homogênea, mas um território diversificado com mais de 50 países. As informações são da CNN.
"Eu não falo 'africano', porque 'africano' não é uma língua", diz o texto, que lembra que estima-se que o continente tenha mais de 2 mil idiomas Foto: Facebook / Reprodução
"Eu não falo 'africano', porque 'africano' não é uma língua", diz o texto, que lembra que estima-se que o continente tenha mais de 2 mil idiomas
Foto: Facebook / Reprodução
A campanha mostra imagens dos membros da Associação de Estudantes Africanos de Ithaca College, em Nova York, segurando com orgulho bandeiras de diversos países africanos. Em cada fotografia, os alunos mostram uma mensagem simples para refutar os comentários ignorantes e ofensivos que costumam ouvir.
"O que nós queríamos fazer era abraçar as bandeiras individuais dos países da África", afiimou Rita Bunatal, chefe de relações públicas da organização. "Nós queríamos mostrar a beleza e o poder da bandeira. Também queríamos quebrar um dos maiores equívocos sobre o continente, o de que a África é um país."
A campanha traz mensagens como "eu não falo 'africano', por 'africano' não é uma língua" e "a África não é uma selva com animais selvagens".

# Terra

África do Sul lança selo comemorativo de Mandela.

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Selo foi apresentado na mesma data em que Mandela foi libertado, em 1990, após 27 anos de prisão.

Selo homenageia Nelson Mandela, que se tornou ícone global da paz com sua política do perdão e da reconciliação Foto: AFP
Selo homenageia Nelson Mandela, que se tornou ícone global da paz com sua política do perdão e da reconciliação
Foto: AFP
A África do Sul emitiu nesta terça-feira um selo comemorativo em preto e branco com a efígie do ex-presidente Nelson Mandela(1918-2013), e sua venda beneficiará em parte a fundação que leva seu nome.
O selo, que teve uma emissão de cinco milhões de unidades, representa o pai da democracia sul-africana, fotografado alguns anos antes de sua morte - ocorrida em 5 de dezembro passado -, com o cabelo grisalho e os traços envelhecidos, mas com um sorriso nos lábios.
O selo pode ser comprado nos correios sul-africanos e no exterior via internet, a um preço de 50 rands (equivalente a 4,50 dólares).
Selo comemorativo é apresentado na Fundação Nelson Mandela, em Joanesburgo, nesta terça-feira, 11 de fevereiro Foto: AFP
Selo comemorativo é apresentado na Fundação Nelson Mandela, em Joanesburgo, nesta terça-feira, 11 de fevereiro
Foto: AFP
Dois rands por selo serão repassados ao Centro da Memória Nelson Mandela.
Simbolicamente, o selo foi apresentado em 11 de fevereiro, data do aniversário da libertação de Nelson Mandela em 1990, depois de 27 anos de prisão.







# terra.com.br

Santa Sé: O embaixador da Costa do Marfim Akeo Severin Mathias apresenta suas credenciais para o Sumo Pontífice.

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Saint

© Embaixada por DR 
Santa Sé: Sr. Akeo Severin Mathias, o novo embaixador da Costa do Marfim 
em 9 de janeiro de 2014. Vaticano. Santa Sé. O novo embaixador da Costa do Marfim Sr. Akeo Severin Mathias apresentou suas Cartas Credenciais à Sua Santidade o Papa Francisco no Vaticano. 

O novo embaixador da Costa do Marfim para a Santa Sé, Akeo Severin Mathias, apresentou suas credenciais no domingo, à Sua Santidade o Papa Francisco, no Vaticano.

Sr. Akeo sucede a Tebah-Klah Joseph, chamado para outras funções. O Diplomata de carreira, o novo embaixador da Costa do Marfim para a Santa Sé já atuou como diretor de recursos humanos do Ministério das Relações Exteriores da Costa do Marfim.

Akeo Severin Mathias também já atuou na Nigéria, nos Estados Unidos, em Washington e na Coréia do Sul, antes de ser promovido a embaixador em 2008.

Assumir o cargo coincide com a nomeação do novo Cardeal da Costa do Marfim, Sr. Jean-Pierre Kutwan, Arcebispo Metropolitano de Abidjan. Uma importante delegação oficial marfinense acompanhará, na ocasião, a apresentação da insígnia de seu novo cargo no consistório sob Vaticano de 22 a 23 de fevereiro, nós ficamos sabendo de um comunicado da embaixada na terça-feira.

(AIP)
KKP / CMAS
# abidjan.net

Uma guineense que falou tudo que a maioria dos guineenses que vive no estrangeiro não teve ou tem coragem de dizer. RECADOS - "DA ANTIGA ENFERMEIRA" ROSA MARIA MARTINS GOMES.

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ESTIMADA COMPATRIOTA,

ROSA MARIA MARTINS GOMES. 

EU TENHO CERTEZA DE QUE, QUEM LEU ESTE TEU TEXTO E VIVEU NA PELE O QUE VOCÊ RETRATOU NO TEXTO TODO, SÓ TEM QUE ELOGIAR A SUA CORAGEM E DETERMINAÇÃO AO VIR A ESTE MUNDO GLOBALIZADO (NET) E EXPÔR A REALIDADE NUA E CRUA QUE SE FAZ PRESENTE NO RELACIONAMENTO ENTRE GUINEENSE QUE VIVE NO ESTRANGEIRO E AQUELE QUE VIVE NA GUINÉ. DE TUDO SE ESPERA DAQUELE QUE ESTÁ NO ESTRANGEIRO, MAS POUCO SE RECONHECE DE SUA CONTRIBUIÇÃO. MUITO OBRIGADO POR ESSA SUA VALIOSA CONTRIBUIÇÃO QUE, DE CERTA FORMA, NOS REFORÇA A VONTADE DE VENCER E SER DIFERENTE.

OBS.: MAS DE TUDO QUE VOCÊ RELATOU EU SÓ VOU ILUSTRAR UMA SITUAÇÃO QUE MEXEU COM MINHAS ENTRANHAS:
TINHA EU VOLTADO PARA GUINÉ EM OUTUBRO 2013, NA ANSIEDADE ENORME DE FAZER PARTE DE ALGUMA INSTITUIÇÃO E DESENVOLVER O MEU TRABALHO, MAS A SITUAÇÃO ESTAVA TÃO COMPROMETEDORA EM TERMOS DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS QUE QUASE A MAIORIA DOS MINISTÉRIOS NÃO PAGAVA SALÁRIOS. E QUANDO DEI CONTA QUE ALFÂNDEGA NÃO PAGAVA SALÁRIOS A DOIS MESES, AÍ EU DISSE COMIGO, VOCÊ AQUI VAI SE FERRAR! SE ALFÂNDEGA QUE É ALFÂNDEGA NÃO CONSEGUE PAGAR SALÁRIOS, MESMO FAZENDO ARRECADAÇÃO MAIOR QUE QUALQUER OUTRO MINISTÉRIO, QUAL O OUTRO MINISTÉRIO VAI TE PAGAR SALÁRIO?      
O TRISTE DE TUDO ISSO É QUE ME VI, UMA VEZ, NA NECESSIDADE DE PEDIR AJUDA ( 1000,00 FCFA) A UM "AMIGO" QUE CRESCEMOS JUNTOS, ESTUDAMOS NA ANTIGA URSS JUNTOS, DORMÍAMOS JUNTOS, PARTILHÁVAMOS MUITAS COISAS JUNTOS, UM DINHEIRINHO PARA PAGAR PASSAGEM PARA VOLTAR PARA CASA, POIS OS $US100,00 QUE HAVIA TROCADO DE MANHÃ SE ACABARAM COM PAGAMENTOS NA RENOVAÇÃO DE PASSAPORTE, BILHETE DE IDENTIDADE, E INDAS E VINDAS NO MESMO DIA ENTRE CENTRO DE BISSAU E CHAPA DE BISSAU. EU ENCARECIDAMENTE PEDI A ESSE AMIGO PARA QUE ME CEDESSE MIL FRANCO PARA PASSAGEM, POIS, ESTAVA SEM MAIS DINHEIRO NO MOMENTO E PRECISAVA VOLTAR PARA CASA. SABEM O QUE ELE ME DISSE? POXA! NHA ÉRMON, NIN DUCHILIN N´KA TENÉ NA E-KAU-LI, PÁ I BIDA FUGU NA NHA MON SI I MINTIDA! ELE ENTÃO É O GRANDÃO DOS GRANDÕES NAQUELE MINISTÉRIO. 1000,00 FCFA É EQUIVALENTE A $US2,00. ELE NÃO ESTAVA NA RUA, ESTAVA NO PRÓPRIO MINISTÉRIO, DÁ PARA ENTENDER? É O VELHO DITADO: CADA UM DÁ O QUE TEM!
Samuel.

GUINEENSE, estranho no estrangeiro e no próprio PAÍS

 Ser GUINEENSE, é sinónimo de coragem. É ser MACHO.
Quando se é GUINEENSE e viver no estrangeiro, tem que ser duplamente Macho. Viver torna-se mais difícil. A vida no estrangeiro, longe dos familiares, longe da realidade do País de origem, é muito difícil. Tem que se adaptar aos hábitos e costumes, e as intempéries da vida.
Não fazem a ideia os que estão na Guiné, o trabalho que os que estão no estrangeiro, têm de fazer para se sobreviver. Apesar de ser trabalho digno e honesto, não deixa de ser duro. 99% não trabalha na sua profissão eleita, pela qual se formou.
No estrangeiro, reinventa-se a profissão. Todos os que não tiverem a oportunidade de conseguir a equivalência da sua profissão, adapta-se a qualquer trabalho para se sobreviver. De Médicos a Enfermeiros; de Engenheiros a Advogados; de Professores a Músicos; de Economistas a Pilotos; de Escriturário a técnicos de electricidade e água; etc. etc.  
Fazem de ajudantes nas obras, carpinteiros, pedreiros, armadores de ferros, ladrilhadores etc.
Fazem de ajudantes de cozinha, cozinheiras, limpeza, garçón a servir as mesas nos bares e restaurantes.
Fazem de empregadas na casa de patroa ou seja lavam, passam, cozinham, cuidam das crianças.
Fazem de assistentes domiciliárias, nos lares de idosos ou nas casas.
Assistentes de acção médica, ou seja serventes nos hospitais ou nos centros de saúde ou nas clínicas.
Fazem limpezas nas escolas, nos aeroportos, nos ministérios, nas indústrias farmacêuticas, nos transportes públicos, nas empresas, nos bancos, nas ourivesarias, nas farmácias etc. etc.
Fazem camas nos grandes hotéis, nas pensões e nos motéis.
Fazem de segurança. Trabalha-se com a temperatura atmosférica, muito baixa ou com muito calor e seco. Tudo isso para se sobreviver e educar os filhos. São todos trabalhos dignos e honestos. Chega ao fim do mês, o esforço é compensado com o ordenado. Pode ser pouco mas dá para o gasto. Nesse pouco que ganham, muitos que deixaram os familiares no País, mandam algum para lá.
Mas o que se ganha com isso? Nem gratidão e nem reconhecimento.

REPAREM NESTES PORMENORES:
Quando precisam do dinheiro, telefonam todos os dias, até receberem. Depois, nem uma chamada para agradecer. Para quê? Não vale a pena. Se estiverem contentes com a quantia, dizem:” não fez mais do que a sua obrigação “ . Caso contrário, dizem:” não podia mandar mais? É mesmo forreta “.
Mandam pedir telemóveis de dois cartões, com câmara de filmar e touch, smart fone. Um telemóvel que os um emigrante não tem possibilidade para comprar por terem o preço de uma renda de casa. Se mandar um simples que está na seua possibilidade, dizem: “ não presta, é um tijolo, ou é um telemóvel das obras; mal agradecidos.
 Mandam pedir as roupas de marca como Zara, HeM, CeA, Mango, etc. Se não for de marca, ou os sapatos e ténis não forem de marca, dizem: “ foram comprados nas feiras ambulantes. Mal agradecidos.
No estrangeiro, trabalha-se de ano a ano, e não se consegue saciar esses luxos porque, se deve pagarrenda de casa, luz, água, gás, telefone, médico, livros, roupas para crianças e adultos, por cada estação do ano. Para além dos passes para se deslocar para o trabalho e para a escola. Sobra muito pouco para se dar ao luxo de comprar o telefone móvel topo de gama. A não ser a prestações, que vão afectar e muito a rotina da família.
No estrangeiro trabalha-se mesmo a sério para ter uma vida razoável. As Mulheres trabalham no duro paraganhar o pão de cada dia. É desse dinheiro que enviam um pouco para os familiares na Guiné e mesmo assim não há obrigado.
O que fazem no País? Trabalham uma ou duas horas no máximo. Saem no meio do expediente para resolver assuntos pessoais e só voltam no dia seguinte. As mulheres preferem ser concubinas de homens casados para terem uma vida boa. Não importa se será 4ª ou 5ª na lista do amante. E a saúde como é que fica?
As mulheres que vivem no estrangeiro são consideradas empregadas de limpeza na Guiné, mas quando vão de férias, elas pedem roupas, cuecas, e até jóias se as tiver. Quando o dinheiro acabar, de tanto dar aqui e ali, começa a hostilidade. Desaparece a simpatia, o calor humano, os convites para almoços e jantares. Desaparece tudo.                
É preciso ser valente para se deslocar de férias para a Guiné, por ser o País de origem, e ter o direito de lá ir visitar os familiares e renovar a força. Mal chega ao aeroporto, sente logo a hostilidade, a indiferença e a desconfiança. A pessoa sente que não é bem vinda. Caso dos homens é diferente porque precisam do dinheiro que eles levam. São explorados até ao tutano. As mulheres são consideradas rivais. Metem defeitos até na roupa que elas usam.
Acham-se melhores, pensam que a vida e o trabalho que fazem é mais digno do que os que vivem no estrangeiro. Isso é cobardia, porque apesar de terem recursos e trabalham naquilo que gostam, fazem muito pouco.
Corajosos são os que vivem no estrangeiro porque sentem indiferença no País que não é deles e depois têm que suportar a hostilidade no próprio País.
Sejam humanos. Já se sofre demais ter que viver longe dos familiares. Mas ser hostilizado pelos irmãos da Pátria é mesmo desagradável. Vão a Terra porque só querem sentir um pouco de calor humano.
Não sintam a inveja da vidinha que levam no estrangeiro. As mulheres trabalham de sol a sol, de chuva a chuva, de neve a neve. Saem de casa ainda de madrugada e voltam as tantas da noite. As vezes nem encontram os filhos ou os maridos. Chegam a casa, eles já estão a dormir. Saem de madrugada, ainda não estão acordados. Ser n`bindani ou badjuda fulupe, ou ser obreiro, no estrangeiro, é um prestígio. Cada tostão ou tudo o que se manda para a Guiné, é dinheiro merecido.
No estrangeiro o dia começa cedo com a correria para apanhar os transportes para chegar o local de trabalho ou a escola. Por vezes são três transportes até chegar ao destino. No regresso a casa é o mesmo percurso.
Até os filhos começam cedo. Aos 3 meses já vão para a cresce e depois para o infantário e consoante vão crescendo vão para pré-escolar e só depois para elementar ou o ensino básico. A vida aqui, não é pêra doce. Quando se desloca para o emprego, viaja-se quilómetros a quilómetros. As vezes a distância é comparado de Bissau a Mansoa, ou de Mansoa a Gabú, ou de Bissau a Quinhamel, ida e volta todos os dias.
Por isso, sejam solidários com os que vivem no estrangeiro, merecem.
Agradeçam qualquer coisa que vos é oferecido. Eles sacrificam para partilhar convosco. Não vão para lá para tirar o lugar de ninguém e nem tomar o que é vosso. Só querem sentir o calor humano, reviver o passado.
Merecem a vossa solidariedade, a amabilidade e a fraternidade.
Não considerem os Emigrantes vossos inimigos. São vossos irmãos. Usem essa hostilidade quando forem eleger um candidato.
Usem a experiência que tiveram no passado, tais como a opressão, a tortura, a fome, as mortes injustificadas e façam uma escolha acertada.
Escolhem candidatos novos que nunca fizeram parte da corrupção e morte. Não aceitem que vos imponham candidatos escolhidos ou recomendados.
A Guiné precisa entrar no século XXI. A modernidade e o desenvolvimento já atingiu uma fase avançada.
A governação na Guiné deve sair do ciclo vicioso em que se encontra. Escolhem candidatos que levarão desenvolvimento para o País e não os que já fizeram parte de QUERO, POSSO E MANDO e NHA BOCA CASTA LA.
Bola para a frente.
Escolhem mentes abertas e a inteligência pura, que aceitam a opinião do povo e a crítica construtiva, para tirar a Guiné do marasmo em que se encontra.
Na hora da eleição, escolhem a fartura, o desenvolvimento, a liberdade, a saúde e a educação para todos.
Votem PROGRESSO.
O Progresso é o presente e o futuro, não o passado.

VIVA a nossa GUINÉ. Estamos juntos.

A UFO CULT faz a restauração do primeiro clitóris no hospital na África.

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Claude Vorilhon, líder dos Raelianos, fala em 24 de março de 2003, em São Paulo, Brasil, nesta foto de arquivo. A ideia da restauração do primeiro clitóris no hospital no mundo veio da seita. FOTO | AFP.

A UFO CULT está por realizar a primeira restauração do clitóris no hospital na África, em Burkina Faso, previsto para estrear em março, que oferecerá uma cirurgia controversa para vítimas de mutilação genital feminina.

A seita Raelian acredita que os seres humanos foram criados por extra-terrestres para experimentar a alegria. Ela promove a paz no mundo, a democracia e satisfação sexual.

Esta missão levou-os a fazer campanha ativamente contra a mutilação genital feminina (MGF), e a fazer uma clínica em San Francisco, oferecendo uma cirurgia reconstrutiva controversa para as vítimas.

Seus cirurgiões afirmam que podem restaurar a sensação sexual e orgasmos às vítimas, embora os resultados permanecem contestados por alguns médicos.

Agora o movimento está trazendo seu trabalho para Burkina Faso, com um novo centro no sul da cidade de Bobo-Dioulasso, cuja  abertura está prevista para 7 de março.

O centro é chamado de Kamkazo, ou "a casa para as mulheres ", mas é apelidado de "the Pleasure Hospital".

Ele foi construído por Clitoraid, uma ONG criada pelos raelianos para fazer campanha pelo fim da MGF ( Mutilação Genital Feminina). Ele diz que têm financiado o hospital com doações de particulares. O custo total não foi revelado.

"A ideia veio do movimento Raelian, mas eles não são os financiadores. Clitoraid é uma associação sem fins lucrativos, em que ambos os raelianos e não raelianos trabalham", disse Abibata Sanon à AFP, ele faz parte da equipe do projeto.

Nadine Gary, diretor de comunicações da Clitoraid, bem como sendo um Raelian e um cirurgião na clínica San Francisco, disse que as operações " irão restaurar a dignidade da mulher, bem como a sua capacidade de experimentar prazer físico, o que lhes foi tirado contra a sua vontade. "

As operações, que duram cerca de 45 minutos, serão gratuitos.

Já existem 300 mulheres na lista de espera, vindos do Quênia, Moçambique, Etiópia, Senegal, Mali, Costa do Marfim - " e de todos os lugares que a mutilação genital feminina é praticada ", disse Sanon.

O movimento Raelian foi fundada em 1970 por Claude Vorilhon seguindo o seu "encontro" com os extra-terrestres.

O movimento encontrou vários seguidores no Canadá, e ganhou as manchetes em 2002, quando o movimento alegou ter clonado um ser humano.

A Organização Mundial da Saúde estima que entre 100 milhões e 140 milhões de mulheres foram vítimas de mutilação genital em todo o mundo.

É mais prevalente no nordeste e no oeste da África, em particular " excisão ", em que o clitóris e lábios são removidos.

O número de vítimas caiu no Burkina Faso desde que a mutilação genital foi proibida em 1996, mas um estudo realizado em 2010 constatou que 58 por cento das mulheres sofreram com a prática.


# africareview.com

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Senegal: Acordos de Parceria Económica - A CEDEAO e a UE chegaram a um compromisso.

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A África Ocidental e a União Europeia chegaram a um consenso sobre os Acordos de Parceria Económica (APE). Falta a validação pelas instâncias habilitadas.
Os negociadores da África Ocidental e da União Europeia chegaram a um compromisso aceitável sobre os Acordos de Parceria Económica, anunciou, sábado, Kadre Désiré Ouedraogo, ao sair de uma audiência que o Presidente Macky Sall concedeu às duas delegações. "Nós informamos ao presidente Macky Sall quais as principais diferenças que permaneceram entre nós (nota : África Ocidental e a União Europeia ), chegamos aos compromissos aceitáveis para a nossa zona e para ambas as partes: " ele declarou. As duas delegações vieram de Bruxelas para entregar o documento de compromisso ao presidente Macky Sall, Supervisor das negociações.  
Na cimeira extraordinária da CEDEAO em Dakar, em 25 de outubro passado, os Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO tinham nomeado Presidente Macky Sall para supervisionar as negociações em busca de " compromisso mutuamente benéfico para as partes. "
Kadré Desiré Ouédraogo disse que os compromissos que os dois lados chegaram devem ser validados pelos órgãos da África Ocidental e da União Europeia na tomada de decisão. "Esperamos que vamos finalmente ser capaz de assinar o Acordo de Parceria Económica Regional ( EPA) que vai realmente promover o desenvolvimento na África Ocidental e apoiar a integração sub-regional ", disse o Sr. Ouedraogo. Ele estava acompanhado por, entre outros, o presidente da Comissão da UEMOA, Sheikh Hadjibou Soumaré, do negociador chefe da União Europeia, Karl de Gucht.
Sheikh Hadjibou Soumaré lembrou que todos os pontos discutidos e negociados foram com base nas instruções e orientações dadas pela Conferência Extraordinária de Chefes de Estado da CEDEAO, realizada em Dakar. " Pontos negociados são os mais difíceis e nós poderíamos encontrar um acordo mínimo com o nosso parceiro europeu, o acordo deve agora seguir seu curso, porque há outros exemplos de validação, ou seja, a Conferência de Ministros e chefes de Estado ", disse o presidente da comissão da UEMOA.
O principal negociador da União Europeia, Karl de Gucht, tem ampliado o espírito construtivo, no qual ambas as partes trabalharam para chegar a um "acordo mutuamente aceitável e benéfico. " Sem entrar em detalhes sobre o acordo, disse que a União Europeia está empenhada em não conceder subsídios à exportação para a África Ocidental. Os dois lados também concordaram com o apoio financeiro do Acordo de Parceria Económica Regional ( Aper ) no curto, médio e longo prazo. Uma parte importante deste acompanhamento financeira será dedicada à infra-estrutura e energia, disse Karl De Gucht.
"Nos esperamos que os procedimentos de ambos os lados, Africa Ocidental e União Europeia avançarão com diligências para que possamos começar esta nova etapa de nossa cooperação o mais rápido possível ", declarou De Gucht. Ele agradeceu o Presidente Macky Sall pela liderança política que tem dado às negociações. "Foi isso que permitiu chegar a esse acordo ", argumentou. Os Acordos de Parceria Económica vão estabelecer uma zona de comércio livre entre a União Europeia e os países da CEDEAO mais a Mauritânia 

Macky Sall agradeceu os negociadores
Mankeur Ndiaye, o ministro das Relações Exteriores, agradeceu, em nome do Chefe de Estado, os negociadores da África Ocidental e da União Europeia. " Em nome do Presidente Macky Sall, eu gostaria de agradecer sinceramente os dois negociadores chefes, a saber, o Presidente da Comissão da CEDEAO e o Presidente da Comissão da UEMOA, que são pessoalmente investidos para lançar este importante documento para o futuro das relações entre a África Ocidental e a União Europeia ", disse Ndiaye Mankeur. E acrescenta: " O Presidente da República, associou a estes agradecimentos a todos os funcionários que tenham trabalhado com eles desde o primeiro gatilho dado na primeira cimeira extraordinária em Dakar, a 25 de Outubro 2013, que ajudou a re-engajar toda a nossa sub-região". Mankeur Ndiaye disse que o presidente Macky Sall tomou iniciativas pessoais em direção ao Parlamento Europeu, e para que certos chefes de Estado africanos e europeus possam impulsionar as negociações e chegar a um acordo que seguirá um processo de validação. Ele anunciou que o presidente vai acionar no mesmo dia (Sábado) o Presidentes Alassane Ouattara e Yayi Boni, respectivamente presidentes em exercício da CEDEAO e da UEMOA, para darem atenção ao documento que têm de receber do Comissário Karl Gutch.

As Negociações que nós alongamos
As negociações para o estabelecimento de Acordos de Parceria Económica Regional ( Aper ) entre a África Ocidental e a União Europeia começaram em 06 de outubro de 2002, em Cotonou ( Benin ). O prazo final foi de 31 de dezembro de 2007. Mas o prazo foi prorrogado por ausência de um acordo entre as partes. Enquanto isso, a Costa do Marfim e Gana, sob pressão da Europa, assinaram acordos provisórios, respectivamente, 7 e 13 de dezembro de 2007, ou seja, poucos dias antes do prazo. Os pontos críticos eram inúmeros. A CEDEAO e da União Europeia não concordaram com o nível de liberalização e duração. Na verdade, os europeus exigiram a liberalização mínima de 80 % em 15 anos, enquanto os estados da Cedeao mais a Mauritânia foram confinados a 67 %, mas sobre 25 anos. A lista de produtos sensíveis a incluir na liberalização também foi um ponto de divergência. Além disso, a CEDEAO se recusou a assinar os Ape sem compensação pela perda de receitas aduaneiras, que induziria uma situação de livre comércio e apoio financeiro para melhor lidar com os choques. É neste contexto que o Programa Ape para o Desenvolvimento ( PAPED ), abrange diversas áreas, incluindo infra-estrutura, processamento de alimentos, têxteis, turismo que foi submetido a Europa para um financiamento em 9,5 bilhões de euros em 5 anos. A CEDEAO também solicitou a remoção ou a redução substancial das barreiras de normas fitossanitárias e outras barreiras.

Mamadou Gueye

# lesoleil.sn

Guiné-Bissau: General suspeito de ligações ao tráfico de drogas revela-se músico.

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O Chefe de Estado Maior da Força Aérea da Guiné-Bissau lança músicas para mudar a péssima imagem que os militares guineenses têm. Papa Camara é um dos oficiais acusados internacionalmente de ser narcotraficante.

O General Papa Camará (à esq.) coloca patente a um militar guineense

A imagem dos oficiais militares da Guiné-Bissau foi sempre associada à má imagem que o país projeta desde a independência do jugo colonial em 1974.
Os militares sempre foram tidos como principais responsáveis pelos assassinatos recorrentes, instalando uma instabilidade crónica no país.
Essa postura dos militares guineenses criou um mal-estar entre as Forças Armadas do país e a população guineense em geral, gerando um clima de medo, intimidação e de muita desconfiança.
A imagem dos militares piorou no plano internacional quando vários oficiais foram acusados de tráfico de droga que passa no país para a Europa.
Um deles é o atual Chefe de Estado Maior da Força Aérea da Guiné-Bissau, o general Ibraima Camará, mais conhecido como Papa Camará, que recentemente lançou músicas em Bissau. Temas que já que são um sucesso radiofónico.
A Guiné-Bissau é considerada uma das placas giratórias do tráfico de drogas da África Ocidental
Apelos à união e reflexão
O general afirma que através da música consegue fazer passar a mensagem da união entre os povos contra calúnias.
Papa Camará refere-se ao facto de ser acusado pelos Estados Unidos de América de ser um dos barões da droga na Guiné-Bissau. "Fiz esta interligação para justamente contar a verdadeira história do país. Na música não fiz só apelos a paz e a reconciliação nacional, como também tentei mostrar que poderíamos ser úteis se nos unísssemos", conta.
As duas músicas de apresentação divulgadas em Bissau falam do amor que deve prevalecer na sociedade guineense. O general Papa Camara faz apelos à paz e à reconciliação nacional.
O chefe de Estado Maior da Força Aérea, que se formou na antiga União Soviética em aviação militar, pretende dedicar-se à música quando se reformar.
Em finais de 2013, a polícia apreendeu droga no aeroporto internacional guineense
Músico na lista negra dos EUA
O general pretende mudar a imagem dos militares guineenses através da música. "Apesar das pessoas afirmarem que as minhas músicas têm boa melodia, para ser um bom cantor não me interessa essa melodia, mas sim o conteúdo que lanço nessa música, não só para o meu país, mas para África em geral, para procurar a raiz dos problemas", explica.
Papa Camará é, desde 2010, uma das duas altas figuras militares da Guiné-Bissau apontadas como estando envolvidas no narcotráfico num documento do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América.
A ação judicial emitida pelo Tesouro norte-americano proíbe também quaisquer ligações comerciais ou financeiras de cidadãos norte-americanos com Papa Camará e Bubo Natchuto, ex-chefe da Marinha da Guiné-Bissau, já detido nos Estados Unidos, e congela activos que estes possam deter em território americano.
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Partidos concordam em adiar eleições na Guiné-Bissau para 13 de abril.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



As autoridades de transição e os principais partidos políticos concordaram adiar as eleições de 16 de março para 13 de abril do corrente ano.
Devido às inúmeras dificuldades e lentidão do processo de recenseamento, que só termina no sábado (08.02), conjugado com a não convocação da plenária guineense para aprovar o encurtamento dos prazos, era quase impossível cumprir o atual cronograma eleitoral.
Manuel Alipe da Silva, porta-voz do Fórum Guiné-Bissau, uma plataforma que congrega mais de 20 partidos políticos que apoiam a transição, diz ter concordado em mudar a data para que as eleições possam ser livres, justas e transparentes.
“Deveríamos manter o dia 16 de março, dado a situação política e social do país, mas entretanto tivemos que ajustar o dia 13 de abril, tendo em conta a proposta maioritária que apareceu durante a reunião”, declarou.

“Uma questão nacional”

Perante a realidade no terreno, a segunda força política do país, o Partido da Renovação Social (PRS), decidiu igualmente assumir a nova data. “Fomos confrontados com factos que ditam a obrigatoriedade da alteração da data. É uma questão nacional”, justificou Filipe Quessanqué, um dos porta-vozes dos renovadores.
presidente do movimento nacional da sociedade civil, Jorge Gomes, também se congratulou com o adiamento das eleições para 13 de abril.
“Subscrevemos a data de 13 de abril. Alguns partidos propuseram o dia 27, mas achamos que é muito tarde”, uma vez que coincidiria com o tradicional início da campanha da castanha de cajú, de onde provém o rendimento da maior parte das famílias guineenses, explica Jorge Gomes. “ E no ano passado, a população já sofreu muito”, lembra.

Em nome da comunidade internacional, Ovídeo Pequeno, representante da União Africana (UA) em Bissau, prefere realçar a importância do recenseamento ter atingido números assinaláveis. “A partir de agora o povo da Guiné-Bissau tem na mão um instrumento importante que é uma base de dados que vai determinar o seu futuro”, considerou.

Reforma das chefias militares
José Ramos Horta, representante especial do secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau
José Ramos Horta, representante especial do secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau, reconhece que a comunidade internacional já estava sensibilizada para um possível adiamento.
Para Ramos Horta, o mais importante depois das eleições gerais é remodelar as atuais chefias militares, “para lançar o processo de reforma e modernização” das Forças Armadas.
Segundo o representante da ONU, isso significa que “o presidente, o primeiro-ministro e os partidos têm de estar unidos, porque se não o Governo propõe a reforma das Forças Armadas e o Presidente faz politiquices e diz que não. Esta reforma, frisou, “não significa expulsar ninguém”.
De acordo com dados do Governo de Transição, foram recenseadas mais de 700 mil pessoas dos 810 mil potenciais votantes. O recenseamento termina este sábado em todo país. Haverá ainda mais dois dias para registar emigrantes guineenses.
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