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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

terça-feira, 19 de abril de 2016

ANGOLA: AS CRÓNICAS ATRASADAS.

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Perdemos o rasto do João quando o Presidente Obama decidiu apoiar os revoltosos na Líbia. Pensámos que tivesse aderido a uma daquelas organizações de voluntários, que organizam os bancos alimentares ou constroem habitações, com dignidade, para os pobres e negligenciados, na América Latina, em África, nos subúrbios das cidades dos países da ex-União Soviética, que se tornaram independentes, ou em Luanda. Não.

Por Domingos Kambunji
OJoão estava nos Estados Unidos da América a escutar os comentadores da CNN, e da Fox News, para depois plagiar as opiniões e ir para Angola escrever esses pensamentos, cinco anos mais tarde, como se eles fossem originais. Queremos aqui relembrar que nos EUA as pessoas não são presas, acusadas e condenadas como pertencentes a uma Organização de Malfeitores por lerem livros ou as crónicas do João. O voluntariado e mecenato são bastante valorizados em termos sociais.
Não sabemos por onde andava o João quando o MPLA decidiu iniciar a guerra civil em Angola, em 1975, com apoio de militares portugueses, extremistas, e depois, sob a custódia de russos e cubanos, o que contribuiu para que muitas centenas de milhar de vidas humanas fossem ceifadas. Nós estávamos em Angola. Também ignoramos o paradeiro do João durante o 27 de Maio de 1977, o que levou ao fuzilamento de muitas dezenas de milhar de angolanos, sob a batuta macabra do MPLA. Nós estávamos em Angola.
Nessas ocasiões em que não conseguimos localizar o João, ele andava a recolher elementos para posteriormente desenvolver as teorias que fundamentam as suas teses na defesa do e na militância no Socialismo Sanzaleiro, que, abusivamente, ele designa por democrático.
Já nos apercebemos que as teorias e as teses do João variam muito, com o estado do tempo e com os ventos que sopram nas modas em Moscovo, Astana, BáCu, Bishkek, Duchambé, Luanda ou Pyongyang (que também dizem ser a capital de um país democrático, a República Democrática Popular da Coreia do Norte).
O filósofo, ideólogo e porta-voz do MPLA, o Gene Bento Kangamba, também diz, à boca cheia, que Angola é uma Reipública “Dimucrática”, o que afirma que as epidemias ocorrem em Angola, devido ao sanzaleirismo do socialismo e cabritismo do MPLA, no sistema nacional de saúde, acontecem porque “Angola istá a chuverê”.
O João, cinco anos após os ataques americanos na Líbia, conclui que essa intervenção foi desastrada. O primeiro a reconhecer tal facto foi o Presidente Obama, há já bastante tempo. Mais uma vez o João chega atrasado porque essa notícia já passou, há muitas semanas, nos órgãos de comunicação dos EUA e de outros países democráticos. Este tipo de informação parece estar a chegar muito atrasada a Angola, país em que os órgãos de informação da propaganda do Reigime de Socialismo Sanzaleiro parecem demorar muito tempo para compreenderem as notícias civilizadas. Todavia, o mundo inteiro sabe que, na Líbia, foi deposto um ditador com uma cultura e práticas bastante semelhantes às do Presidente da Reipública de Angola.
O João leu a notícia de que a Líbia necessita de um Plano Marshall. Nós lemos isso, há já muitas semanas, mas também lemos as notícias de que, em Angola, as desigualdades sociais são vergonhosas, a mortalidade infantil é muito elevada, as epidemias alastram, o Kwanza não pára de desvalorizar, Angola necessita de um Resgate do FMI… (Atenção porque os Arautos do Reigime, os Louvalozédus de Carvalho, já afirmaram de que o Resgate do FMI não é um Resgate. Não é um Resgate porque é um Resgate. É assim como que um Resgate…). O Reigime Angolano define Resgate como Diversificação Económica. Ou será Ecómica?
Barack Obama assumiu a responsabilidade do mau planeamento na intervenção militar na Líbia, há cinco anos. José Eduardo dos Santos já assumiu a responsabilidade da intervenção militar do MPLA, em Angola, durante quatro décadas, que causou e está a causar muitíssimo mais vítimas mortais do que as que aconteceram na Líbia?
Para nós cada vida humana é importante e também sabemos que, quase sempre, os vencedores das guerras são os que conseguem matar mais e depois assumem-se como os únicos donos da verdade e da razão. Também é assim em Angola. É por isso que o João é um dos megafones do MPLA, para poder lucrar com a situação!
Há uma diferença muito grande entre Obama e Dos Santos. Barack Obama fez a sua formação nas universidades de Columbia e Harvard. José Eduardo dos Santos é engenheiro de Bá Cu. Quanto ao João, nem sequer conseguiu concluir a licenciatura que iniciou em Portugal. Teve necessidade de emigrar para outros paradeiros com o objectivo de obter o título de Doutor.
Agora até é professor, em Angola, e escreve crónicas sobre a Líbia, plagiando as opiniões de políticos e comentadores dos órgãos de comunicação dos EUA e de outros países civilizados, tentando apresentá-las como originais, com muitas semanas, meses e anos de atraso!
#http://jornalf8.net/

Brasil: Pedido de impechment será lido hoje no plenário do Senado.

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Pedido de afastamento de Dilma chega ao Senado e será lido hoje em plenário.

Cunha esteve com Renan para levar o processo de impeachment aprovado na Câmara: por causa do feriado de quinta-feira, comissão especial será instalada na semana que vem

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), mais uma vez com o argumento de isenção no exercício do cargo, colocou limitações ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff que podem atrasar a tramitação do caso. Além de não garantir que a comissão que analisa o processo seja instalada ainda nesta semana, Renan freou o acordo entre PMDB e oposição, que haviam fechado consenso para indicação da presidência e relatoria da comissão. A posição do senador diverge da conduta de celeridade adotada pelo presidente da Câmara e colega de partido de Renan, Eduardo Cunha (RJ).

Ontem, Renan também se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, para discutir como será o andamento do processo de impeachment caso o Senado aprove a admissibilidade do pedido votado na Câmara na noite de domingo. Ficou acertado que técnicos dos gabinetes das presidências do Senado e do STF vão se reunir para estabelecer qual será o roteiro exato do impeachment de Dilma. O “passo a passo” do processo valerá a partir de um eventual afastamento temporário de Dilma por 180 dias, caso ela perca a primeira votação no plenário do Senado. Não há prazo para o roteiro ser definido, que deverá ser aprovado em sessão administrativa do STF. “Como presidente do Senado, eu queria repetir: nós vamos observar todos os prazos, garantir direito de defesa, processo legal e eu vou como presidente do Senado, em todos os momentos, manter a isenção e a neutralidade, que são fundamentais para que nós possamos chegar a bom termo”, disse.
Renan também confirmou que a leitura da notificação de chegada da autorização do processo de impeachment pela Câmara será feita no plenário do Senado nesta terça-feira. Seguindo a lei, ele também informou que vai aguardar 48 horas até instalar a comissão, o que coincidiria com o feriado de Tiradentes, na quinta-feira. Desta forma, o presidente afastou a possibilidade de instalar a comissão nesta semana, já que não há sessão ordinária do Senado às sextas-feiras. Na prática, a votação da instauração do processo pode ser adiada em uma semana com esta decisão.

O posicionamento não agradou à bancada de oposição, que gostaria de ver a comissão instalada o mais brevemente possível. Eles vão trabalhar por novo entendimento e pressionar Renan. A posição também contrasta com a opinião de Cunha, que foi pessoalmente entregar a autorização de impeachment de Dilma ao Senado.

Cunha moderou a fala e disse que não cabia a ele opinar sobre a condução do impeachment no Senado, mas não deixou de pedir rapidez na tramitação. “A demora é muito prejudicial para o país, porque você está com um governo que ficou meio governo”, afirmou. “Ou ele vira de novo governo, ou deixará de ser governo. Essa decisão, o Senado vai proferir. Agora, a demora não é boa para o país e nem para o próprio governo”, continuou o deputado, após o encontro com Renan.

Para cumprir a cerimônia de entrega do processo, Cunha fez visita pouco usual ao Senado. Mas entrou pela porta dos fundos e não cruzou o Salão Azul. O presidente da Câmara chegou acompanhado de outros deputados pró-impeachment, enquanto funcionários do Congresso trouxeram em um carrinho os 34 volumes, mas de 12 mil páginas, que descrevem o processo de impeachment na Câmara, e entregaram o material à Mesa Diretora do Senado.

Frustrando os planos da oposição, assim como os da ala do PMDB aliada ao vice-presidente Michel Temer, Renan afirmou que tanto o presidente quanto o relator da comissão que vai analisar o processo terão de ser eleitos, e não apenas indicados. “Há um detalhe, já observado na Câmara dos Deputados, é que o relator, diferentemente do que acontece nas comissões, precisa ser eleito, a exemplo do presidente da comissão”, afirmou o presidente do Senado, afastando as possibilidades de que os nomes apenas fossem indicados.

Considerando o critério do tamanho das bancadas e excluindo PT e PMDB da disputa, por considerá-los parte interessada no afastamento ou manutenção de Dilma no cargo, a oposição já contava com o nome do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) para a presidência, enquanto a senadora Ana Amélia (PP-RS) assumiria a relatoria.

A decisão havia sido referendada pelo presidente nacional do PMDB, Romero Jucá (RR), que inicialmente queria que o próprio partido relatasse a matéria e indicou o nome do líder do partido, Eunício Oliveira (CE). Após Eunício recuar da decisão, Jucá passou a defender que caberia a ele indicar outro nome. Nos bastidores, a indicada seria Ana Amélia.

Conversas
Desanimados após a derrota expressiva na Câmara, quando os votos contrários ao impeachment ficaram muito abaixo dos 172 necessários para barrar o processo, o governo começa agora a pensar na batalha do Senado. Pela manhã, a bancada do PT no Senado se reuniu para fazer uma avaliação do cenário e reconheceu que o quadro é difícil. “Mas a presidente é como o Botafogo. Deixa escapar vitórias fáceis e cresce em partidas consideradas impossíveis”, disse um interlocutor do governo.

Como o colegiado do Senado é menor, a estratégia será conversar de maneira seletiva. Dilma deve procurar o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) e a ex-governadora Roseana Sarney, que, por ter uma relação histórica com o PMDB, ficou constrangida de se posicionar contra Michel Temer. Mas pesou, sobretudo, a proximidade de Dilma com o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Dino chegou à Brasília na quinta-feira e articulou até o último momento na esperança de virar votos desfavoráveis ao Planalto.

#correiobraziliense.com.br




Presidente Jammeh da Gâmbia brilha contra os EUA e a ONU: "Nós não vamos deixar a nossa segurança para cães".

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Yaya Jammeh não recua um milímetro. O coro de condenação que se seguiu à sangrenta repressão de manifestações pacíficas da semana passada não parecem preocupá-lo. O Presidente gambiano, que falou ao jornal governamental The Daily Observer no seu regresso da cimeira de Oci na Turquia, indicando que toda essa "agitação é mantida por forças subversivas", reportou a As, que querem destruir a Gâmbia. E apelou aos: "gambianos para não serem enganados por ações das forças que sempre foram os inimigos de África. As pessoas que se proclamam democratas, entetanto não deram à Gâmbia em duas décadas mais de € 50 0 ".
Muito remontado, o Presidente gambiano denunciou a atitude dos Estados Unidos e condenou publicamente a reação severa do governo contra as manifestações pacíficas na Gâmbia. "Há alguns países que pretendem profetizar democracias, mas que o façam depois que eles deixaram de intimidar os negros em seus países. Eles falam da democracia, mas eles permitem o uso de armas para matar pessoas que acusam de serem terroristas a 20.000 km de nossos países. Em nome da segurança nacional, eles matam pessoas que nem sequer têm documentos de identidade no deserto. Vocês pensam que nós deixamos nossa segurança aos "cães" proclamou ele. E apelou a comunidade internacional a respeitar a soberania da Gâmbia.

#notícias da Seneweb

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Risco político "muito elevado" na Guiné-Bissau.

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A possibilidade de surgimento de violência política na Guiné-Bissau mantém-se alta, segundo o Mapa de Risco Político da consultora britânica Aon. O primeiro-ministro diz que o seu Governo "está tranquilo e a trabalhar".
O Presidente José Mário Vaz faz uma comunicação à nação a partir do Parlamento, na terça-feira (19.04)
A instabilidade na Guiné-Bissau continua e as consequências são cada vez mais visíveis. O Mapa de Risco Político da Aon voltou a considerar o país como de risco político "muito elevado". A classificação feita pela consultora britânica especializada em gestão de risco baseia-se principalmente na possibilidade de violência política e no facto de a Guiné-Bissau ser um pólo de narcotráfico.
Para reverter esta situação, a Guiné-Bissau deveria atrair mais investimento estrangeiro, defende Pedro Pinheiro, da Aon Portugal. "Um forte investimento externo que vai desde o investimento nos setores de atividade em que é mais forte até às próprias infraestruturas, para depois os produtos poderem chegar mais baratos a quem necessita deles ", explica. "O investimento direto estrangeiro é fundamental", sublinha o consultor, lembrando que quando existe um risco político muito elevado "os investidores perdem o interesse".
A Guiné-Bissau atravessa um período conturbado, consequência de vários anos de instabilidade política. Apesar da recente presença das Nações Unidas e da União Africana (UA) no país, os problemas não se resolveraam internamente. A UA admitiu mesmo a hipótese de poder vir a tomar as rédeas do país, caso não sejam encontradas soluções internas.
Elevado grau de incerteza
Ainda de acordo com o mapa realizado pela corretora com sede no Reino Unido, a economia guineense está a recuperar muito lentamente da suspensão de ajuda externa e dos anos de instabilidade política. O aumento do investimento que é necessário para impulsionar o crescimento e a economia interna ainda se depara com muitos obstáculos, afirma Pedro Pinheiro.
"Quem quer investir no país não consegue aferir se vai poder cumprir o seu plano de investimento, sem que exista quer interferência do Estado, através de legislação, através de embargo ou do que quer que seja, quer através de violência política, de tumultos ou de nacionalizações", explica.
Porto de Bubaque
Existe um grau de incerteza muito grande que leva a que a Guiné-Bissau seja continuamente considerado um país de risco. Mesmo após dois anos depois das eleições presidenciais, não foram criadas todas as condições suficientes para atrair investimento estrangeiro, salienta o analista.
"A Guiné-Bissau deveria desenvolver setores onde possa ser competitiva relativamente aos países vizinhos. Neste momento, a castanha de caju é a base de exportações e só com isso, não se pode fazer muito". Além disso, lembra ainda Pedro Pinheiro, o país também continua muitos dependente da importação de matérias-primas, como o petróleo e o arroz, entre outros.
Primeiro-ministro diz-se "tranquilo"
A Guiné-Bissau encontra-se num momento de alta tensão e incerteza. No Parlamento, 15 deputados foram expulsos do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder). Esta decisão foi, entretanto, considerada inconstitucional e quando os deputados voltaram à mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP), ficou por esclarecer se irão voltar para o PAIGC ou se irão formar um grupo independente.
O primeiro-ministro guineense, Carlos Correia, afirma que o seu Governo, "está tranquilo e continua a trabalhar", apesar dos recentes rumores, vindos de setores políticos e diplomáticos, sobre a iminência do derrube do Executivo no Parlamento.

O chefe do Governo Carlos Correia falava à agência de notícias Lusa e RDP/África no sábado (16.04), à margem das cerimónias de abertura oficial da campanha de comercialização da castanha do caju, principal produto de exportação do país.
O Presidente guineense, José Mário Vaz, fará uma comunicação à nação a partir do Parlamento, na terça-feira (19.04), esperando-se que haja um debate sobre o estado do país no mesmo dia. Na semana passada, o chefe de Estado emitiu um comunicado a convocar a Assembleia Nacional Popular (ANP) para uma sessão extraordinária. Alegadamente, as formalidades não estavam a ser cumpridas, segundo o presidente da ANP, Cipriano Massamá, e a sessão extraordinária foi adiada para 19 de abril.
Angola e Moçambique no Mapa de Risco Político
O Mapa de Risco Político analisa 162 países e territórios. "O acesso a dados dos últimos 19 anos permite acompanhar o risco político nos mercados emergentes, traçar tendências, medir a exposição ao risco e rever os potenciais desafios que as empresas podem enfrentar ao decidirem investir, crescer ou diversificar os seus negócios nestes mercados", explica a Aon.
Angola aparece no mapa com um risco político alto e Moçambique com um risco moderado. Segundo Pedro Pinheiro, tem havido alguma evolução, mas ainda há um longo caminho a percorrer. "Existe um sentimento por parte do mercado segurador de que efetivamente continuam a existir riscos , sobretudo ao nível da interferência política na economia e riscos em termops de transferência de divisas".
No caso de Angola, o analista lembra que é um país que está muito dependente do preço do petróleo. "E agora o preço do petróleo está a um nível muito baixo, o que causa alguma instabilidade".
#dw.de

Gambia: Os membros de uma missão senegalesa presos pelo Presidente Jammeh.

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Presidente Yaya Jmmeh

Quatro senegaleses foram presos na Gâmbia. De acordo com o levantamento, ele são membros da Direção de Planejamento e do Ministério do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável. Segundo o jornal eles serão apresentados hoje perante os tribunais da Gâmbia.
A delegação é composta de um quadro da elite da direcção: Hamidou Mbaye, de um consultor, de uma estagiária de nacionalidade camaronesa e de um guia nacional de Niaming, que é da região de Kolda, no município de Médina Yoro Foula. Mas, durante a sua missão, eles entraram em território gambiano sem perceber e estavam filmando troncos de árvores. Assim, eles foram presos por aldeões gambianos que imediatamente alertaram a polícia. Os membros da missão se encontram detidos na delegacia de Bansan. Eles são acusados de terem entrado no território gambiano sem permissão.
notícias da Seneweb.

#seneweb.com





ANGOLA: ISABEL DOS SANTOS É IDÓNEA? NÃO, DIZ O BANCO DE PORTUGAL.

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A empresária Isabel dos Santos (filha de sua majestade o rei de Angola) retirou apoio ao acordo com o Caixabank sobre o BPI depois de o Banco de Portugal (BdP ) lhe ter comunicado já esta semana, e pessoalmente, que não lhe dava o registo de idoneidade para exercer funções na administração do BIC Portugal, onde é a maior accionista.

Ainformação foi recolhida pelo PÚBLICO junto de fonte não oficial do supervisor que informou que a decisão extrema do BdP se estende a outros gestores do BIC que pediram também o registo da idoneidade.
O quadro de impasse que se verifica já levou o governo a enviar para a Presidência da Republica o diploma que acaba com o fim da blindagem dos estatutos que impera no BPI e dá direito de veto à empresária angolana, conforme avança a SIC Notícias.
Este domingo, a administração do BPI anunciou, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que não há acordo entre os espanhóis do CaixaBank e a Santoro Finance, a sociedade que controla os interesses da empresária angolana Isabel dos Santos, sobre a nova estrutura accionista do BPI.
No passado fim-de-semana, os dois principais accionistas do BPI tinham anunciado ao mercado que tinham chegado a um entendimento em relação ao futuro do banco, permitindo que o BPI passasse a cumprir as exigências que o regulador europeu faz, nomeadamente no que diz respeito à exposição da instituição financeira a Angola.
No entanto, depois de este sábado a sociedade liderada por Isabel dos Santos ter afirmado que havia ainda “elementos pendentes” no acordo, este domingo a administração do BPI vem declarar o acordo anunciado como ficando “sem efeito”, justificando este desfecho com o facto de Isabel dos Santos ter feito novas exigências que não faziam parte do entendimento inicial.
“O Banco BPI informa que ficou sem efeito o entendimento que foi anunciado ao mercado no passado dia 10 de Abril e a solução que no quadro do mesmo estava prevista”, afirma o comunicado enviado à CMVM.
A administração do BPI explica que, “já depois do dia 10 de Abril, a Santoro Finance desrespeitou o que tinha acordado e veio a solicitar alterações” aos documentos contratuais que tinham sido aí acordados. Se em relação a algumas das alterações, o banco diz que “foi possível chegar a um acordo”, no que diz respeito a uma das alterações solicitadas um novo entendimento não foi possível, já que “pela sua relevância, iria desfigurar gravemente a solução que fora acordada”.
O BPI não diz que alteração era essa e afirma que “está em contacto com o Banco Central Europeu para ser encontrada uma alternativa”.
Já esta tarde, o primeiro-ministro António Costa lamentou o fim do acordo, disse que o Governo vai deixar de ter um papel de intermediação nesta matéria e manifestou confiança que os accionistas do BPI, Caixabank e Santoro, em conjunto com a administração liderada por Fernando Ulrich encontrem uma solução para responder às exigências do Banco Central Europeu.

Folha 8 com Público/Cristina Ferreira

Brasil: Impeachment da presidente Dilma Rousseff tem maioria no Senado.

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A senadora Ana Amélia (PP-RS) é, hoje, o nome mais cotado para presidir a Comissão Especial que avaliará o caso.

Foto: http://static.psdb.org.br/ - Presidente Dilma.
Com a aprovação da Câmara pela continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a próxima etapa é o encaminhamento do caso para o Senado. Levantamento de O Estado de S. Paulo mostra que já há 45 senadores favoráveis à abertura de processo por crime de responsabilidade. Vinte e um se declararam contrários. Seis parlamentares se disseram indecisos e 9 não quiseram se manifestar. Para que o processo seja admitido e aberto no Senado são necessários 41 votos.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) é, hoje, o nome mais cotado para presidir a Comissão Especial que avaliará o caso. Ela já se declarou a favor do impeachment. Ministros do "núcleo duro" do Planalto calculam que o governo tem, hoje, 28 dos 81 votos no plenário.

No levantamento, o PSDB é o partido com a maior quantidade de senadores favoráveis ao afastamento da petista, com 11 nomes. Já no PMDB, do vice-presidente Michel Temer, nove se declararam a favor do processo, três contra, três se disseram indecisos e três não quiseram se manifestar. Na Casa, o PT é o único partido no

qual todos os parlamentares são contrários ao afastamento da petista.

A partir da aprovação da abertura de processo pela Câmara, as atenções dos movimentos pró-impeachment se voltam para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "Agora a pressão é total em cima de Renan", disse neste domingo um dos coordenadores nacionais do Movimento Brasil Livre, Renan Santos

A intenção é fazer com que o peemedebista conduza o processo com celeridade, para que a votação na Casa ocorra até dia 11 de maio

"Biografia"

No sábado, Renan disse a oposicionistas que não iria "manchar" sua biografia ao ser questionado se aceleraria o processo de impedimento de Dilma na Casa. A mesma frase foi dita naquela noite por ele em conversa na residência oficial com senadores do PT e aliados de Dilma.

Com a aprovação do pedido na Câmara, Renan passa a ser o "árbitro" do impeachment, tendo poderes para ditar o ritmo do processo que opõe os dois principais personagens da crise: o vice-presidente Michel Temer e Dilma - que demitiu do governo todos os indicados pelo peemedebista.

Os líderes de oposição na Câmara temem que os governistas e o PT tentem "tumultuar" o processo nos 180 dias de duração máxima do afastamento de Dilma. "Vão tentar desestabilizar o começo do governo Michel Temer e provavelmente dificultarão a aprovação de projetos. Michel Temer terá que mostrar habilidade para dar respostas rápidas e se firmar, caso contrário o cenário pode virar no Senado nos próximos seis meses", diz o deputado Silvio Torres (PSDB-SP), secretário-geral do partido.

Já o também deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que votou contra o impeachment na Câmara, não acredita em uma reversão do resultado do processo no Senado. Os senadores terão de decidir se instauram o processo de impeachment e afastam a presidente Dilma do cargo. "Eu acho que não é possível reverter no Senado porque os partidos reclamaram questão", disse o parlamentar do PSOL.

Valente lembrou que líderes do PMDB estão envolvidos em investigações da Lava Jato, e avalia que Temer não teria respaldo da sociedade, de acordo com pesquisas de opinião. "Ele, Temer, também é rejeitado. Vamos viver o momento do impasse e o PSOL se declara em oposição a esse conluio que foi feito para esse atalho de chegada ao poder", disse Valente.

Desolado

No domingo, desolado em um canto do plenário, o líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), admitiu a dificuldade do governo. "Não é fácil reverter, neste momento. O que deu errado já vem dando há muito tempo. Vamos baixar a poeira e pensar no que fazer", lamentava o parlamentar.

Já o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse que o governo sofreu uma "derrota momentânea", mas que "a luta está apenas começando". "A derrota é momentânea, as ruas estão conosco e temos condições de virar o jogo no Senado. Essa é uma agressão à legalidade democrática", disse Guimarães.

Ainda segundo o líder, começará hoje uma "guerra prolongada". O deputado petista descartou durante a entrevista que o governo vá adotar a tese de convocar eleições gerais.

Ainda na noite de domingo, diante da derrota na Câmara, parlamentares do governo foram chamados ao Planalto para tentar unificar o discurso de que a derrota é momentânea e que o governo continuará lutando para derrotar o impeachment no Senado

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Brasil: Processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff é aprovado na Câmara

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O pedido segue agora para o Senado Federal, que terá que discutir a admissibilidade.


A Câmara dos Deputados aprovou, neste domingo (17/4), o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A Casa conseguiu os 342 votos necessários para que o processo fosse aprovado. A votação teve início por volta 17h45, após os parlamentares discursarem, e cantarem o Hino Nacional. Quem começou foi o deputado Washington Reis (PMDB-RJ), que estava com problemas de saúde. Depois, foi seguida a ordem pré-estabelecida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em que o voto era revezado entre os estados brasileiros. O voto decisivo foi do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). "Quanta honra o destino me reservou de poder da minha voz sair o grito de esperança de milhões de brasileiros. Sim pelo futuro", afirmou. A votação terminou com 367 a favor, 137 contra, sete abstenções e duas faltas. 

Agora, o pedido segue para o Senado Federal, na segunda-feira (18) e, no dia seguinte, já deve ser lido em plenário. O Senado terá que formar uma comissão de 21 membros que discutirá a admissibilidade do processo. Para o impeachment ser aprovado, é preciso uma decisão da maioria simples, o equivale a 41 dos 81 senadores. Caso o parecer seja aprovado, Dilma fica afastada por até 180 dias para julgamento pelos supostos crimes de responsabilidade e Michel Temer assume como presidente interino.

Dilma Rousseff só será, de fato, impedida de continuar no cargo se, ao final da instrução do processo no Senado, ela for condenada em plenário pelo voto de, ao menos, 54 dos 81 senadores. Essa última sessão será comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) da época.

Acompanhamento da votação


Antes da votação da Câmara, manifestantes pró e contra o impeachment tomaram as ruas do país. Em Brasília, mais de 50 mil pessoas ocuparam a Esplanada dos Ministérios. Também houve atos no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Cascavel (PR), Porto Alegre.

Durante a votação na capital federal, os manifestantes acompanharam cada voto dos deputados em quatro telões na Esplanada dos Ministérios, vaiando e apoiando a cada "sim" ou "não" dito pelos políticos.
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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Reformas em Angola têm que abranger a transparência.

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Angola deverá registar este ano o crescimento mais baixo deste século, segundo o relatório do FMI sobre as Perspetivas da Economia Mundial. Chegou a altura para reformas sérias e mais transparência, dizem os analistas.
Luanda, capital de Angola
Recentemente, Angola solicitou ao Fundo Monetário Internacional (FMI) assistência financeira para os próximos três anos. O Governo de Luanda foi obrigado a tomar esta medida drástica por causa das graves dificuldades em que se encontra a economia nacional, devido à quebra do preço do petróleo. Para os analistas independentes, esta é a oportunidade para pressionar o país a lançar reformas estruturais que consolidem a economia e as finanças de Angola.
O centro de análise económica britânico Economist Intelligence Unit (EIU) publicou um relatório no qual prevê reformas estruturais em Angola, caso o país cumpra as condições que provavelmente lhe serão impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) a troco de assistência.
Segundo a diretora regional para África da EIU, Jane Morley, entre as medidas exigidas pelo FMI vai estar a depreciação da moeda nacional, kwanza:
"Já houve, pelo menos, quatro desvalorizações, mas não bastaram, porque a lacuna entre a cotação oficial e o valor no mercado paralelo ainda é muito grande. Aliás, esse é um dos motivos pelos quais Angola hesitou bastante em se dirigir ao FMI, sabendo que esta será uma das exigências centrais", afirma Jane Morley.

Diversificação é um processo de longo prazo
Já em 2009, quando uma outra quebra de preços do petróleo obrigou Angola a recorrer a ajudas do FMI, as medidas de ajuste exigidas pelo fundo almejaram não apenas reestabelecer o equilíbrio macroeconómico, mas também promover a diversificação de uma economia fortemente dependente do crude.

Jane Morley reconhece que a esperada diversificação não se concretizou, mas diz que este é um processo de longo prazo, não se podendo exigir medidas que transformem a economia de um dia para o outro. Posto isto, comenta: O problema em 2009 - e é muito provável que aconteça agora novamente - foi que o preço do petróleo voltou a subir rapidamente. O que reduziu substancialmente o incentivo para Angola fazer o esforço necessário para a diversificação".
Os analistas prevêem uma recuperação do preço do crude em 2017. Mas para já, as receitas angolanas da exportação do petróleo cairam em 50% desde o início da crise. Isto obrigou o Governo a tomar várias medidas de austeridade, às quais se deverão agora juntar outras sugeridas pelo FMI.
Falta de transparência em Angola não é de hoje
Baía de Luanda
Há, no entanto, mais dificuldades a superar para garantir a consolidação e o crescimento em Angola, admitem analistas como Jane Morley:
"A falta de transparência é um problema antigo. O Governo já promoveu alguns pequenos esforços nesse sentido, para diminuir a preponderância dos políticos que lucram pessoalmente, mas não há dúvida que vai ter que fazer muito mais".
A situação atual aumenta a pressão sobre o Governo, uma vez que cresce a perceção de que a enorme riqueza gerada pelo petróleo nos anos de alta dos preços serviu para enriquecer apenas alguns angolanos no topo, diz a economista.

Luanda teme ter que tomar mais medidas de austeridade, pois estas vão causar sofrimento a todos, quando, no passado, só poucos beneficiaram. Neste contexto coloca-se a questão se é sequer possível um país ter sucesso económico de longo prazo sem transparência ou democracia:
Para Jane Morley “é difícil visionar uma Angola com uma economia moderna, diversificada e funcional se não houver uma maior abertura, tanto do ponto de vista da política como do ambiente de negócios: menos corrupção e maior transparência".
#dw.de

Acusado de matar sua esposa e filha: O senegalês El Hadji Diop corre risco de enfrentar a pena de morte cara a cara com o juiz.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


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O senegalês El Hadji Seydou Diop acusado de matar sua esposa e filha, fez sua primeira aparição hoje perante o tribunal. Diop, que parecia estar esgotado no próprio tribunal, colocou-se a um monte de tempo para enfrentar o juiz. Aos 53 anos, o senegalês El Hadji Seydou Diop corre o risco de enfrentar a pena de morte ou prisão perpétua sem liberdade condicional informou o juiz.

#seneweb.com

Operação prende quadrilha de adulteração de veículos de grande porte.

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São 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em Águas Claras, Ceilândia e Brazlândia, além de cidades do Entorno do DF e de Goiás.


 
Um grupo criminoso especializado em furto de caminhões, adulteração de sinais identificadores e falsificação de documentos é alvo de uma operação da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (14/4). Um dos principais articuladores do grupo é o ex-policial militar Hélio Carneiro dos Santos, 42 anos, envolvido no assassinato do desembargador Irajá Pimentel. O ex-militar cumpria prisão domiciliar e tinha passagens pela polícia. Outro chefe do esquema era José Carlos Pereira Gomes, 28 anos, que também possui antecedentes criminais no Distrito Federal, no Paraná, no Maranhão e em Goiás. 

Oito pessoas foram presas e foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão cumpridas por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV). As ações ocorrem em Águas Claras, Ceilândia e Brazlândia, além do Entorno do DF, em municípios como Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Padre Bernardo e em Anápolis (GO).

De acordo com a investigação, os criminosos furtavam os veículos, falsificavam os sinais identificadores dos caminhões, como chassi, e modificavam a documentação. O interesse do grupo era em veículos especialmente de grande porte, como guinchos e tratores. Depois de clonados, eles eram vendidos à receptadores. O esquema tinha ramificações nos estados do Maranhão, Pará, Bahia, Goiás e Minas Gerais. 

Segundo a investigação do titular da DRFV, delegado Marco Aurélio de Souza, o grupo agia rotineiramente no Distrito Federal há pouco mais de um ano. As investigações duraram 12 meses. Além dos “cabeças” do grupo, participavam do esquema outras oito pessoas. Do total, cinco tinham passagens pela polícia inclusive em outros estados, como Leandro Eduardo Alves Braga, 35 anos, com antecedentes criminais em Goiás em Minas Gerais. 

Os envolvidos vão responder por organização criminosa, furto qualificado, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo, uso de documento falso e falsificação de documento público. As penas somadas podem chegar a 38 anos de prisão.

#correiobraziliense.com.br

Uganda quer o transporte aéreo de 400 pacientes com câncer para Quênia

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Tratamento de radioterapia no Hospital de Mulago, Uganda usando a velha máquina Cobalt 60 comprado há 21 anos. Única máquina de radioterapia do país foi quebrada deixando mais de 17.000 pacientes com câncer em perigo. FOTO | ARQUIVO

Uganda vai fazer transporte aéreo de apenas 400 dos seus 17.000 pacientes com câncer, que precisam de cuidados de radioterapia para o Quênia após a sua única máquina de tratamento quebrar na semana passada, disse um funcionário do governo.

O ministro de Estado da Saúde, Dr Chris Baryomunsi, disse ao Parlamento que o Hospital Aga Khan em Nairobi tinha oferecido para ajudar a apenas 400 ugandeses que precisam de cuidados de radioterapia quando o governo adquire um bunker para uma nova máquina.

Uganda tem cerca de 32.000 novos casos de câncer e cerca de 55 por cento (cerca de 17.600) de estes necessitam de tratamento de radioterapia, de acordo com autoridades.

"O Hospital Aga Khan se ofereceu para tratar 400 pacientes e vamos providenciar transporte e hospedagem para os pacientes que necessitam de tratamento de radioterapia", disse o Dr. Baryomunsi. O ministro, no entanto, disse que os médicos do Instituto do Câncer em Uganda no Hospital de Mulago avaliarão os 400 pacientes para garantir que aqueles que estão mal serão os únicos que beneficiaram de tratamento.

Essa explicação, no entanto, provocou uma enxurrada de respostas no país com membros do Parlamento a exigirem para saber se o ministro estava condenando outros (16.600) para a morte.

"Cada vida é importante neste país disse "Muhammad Nsereko (MP no Centro de Kampala). "Como você pode dizer às pessoas de que elas vão morrer? Sua declaração que vão fazer as pessoas ainda morrem mais rápido. Onde vai poder o resto ir? Conte-nos para que possamos dizer ao nosso povo para se preparar para a morte, porque eles não podem ir para o Hospital Aga Khan. "

Dr Baryomunsi disse à Câmara que a notícia da quebra da máquina de câncer "foi exagerada e apresentada de forma hiperbólica.

"Mesmo quando a máquina estava lá, continuamente, as pessoas estavam morrendo porque a máquina não faz cura", acrescentou o ministro.

Sra Alice Alaso ( representante Serere de Mulheres) interveio: "Estamos a falar de uma situação de emergência, há 17.000 pessoas em risco, é para que o ministro, que é um médico e em cujas mãos todos nós supostamente estamos para se sentir mais seguro , não é para ele vir aqui e lidar com o problema da máquina de câncer como se fosse um negócio normal?
Quem é que vai compensar os milhares de ugandenses que morrem porque a máquina quebrou? É justo para este país? "

Sobre o destino dos 16.600 pacientes com câncer que não viajarão para Nairobi, o ministro aconselhou-os a ir para os cuidados paliativos ou usar analgésicos fortes, especialmente morfina (um analgésico utilizado medicinalmente para aliviar a dor). Ele culpou a mídia social por criar a crise em Mulago e insistiu em que "não há motivo para alarme."

O ministro estava respondendo a perguntas sobre a crise criada por quebra do Cobalt 60, uma máquina no Instituto do Câncer de Uganda (UCI), particularmente de membros enfurecidos com todo o espectro político, que acusaram o governo de negligência e abandono de pacientes que necessitam de tratamento de radioterapia.

A questão foi levantada pelo senhor deputado Eddie Kwizera (do MP de Bufumbira no Leste), que preside o Comitê de Recursos Naturais. O MP informou o Parlamento de que seu comitê havia se reuniu com autoridades do Conselho da Energia Atómica, que os informou que eles tinham emitido bandeiras vermelhas em 2013, mas foram ignorados e que que não havia necessidade de um novo bunker.

Pacientes com câncer em Uganda expostos à radiação, diz corpo atômico

O Sr. Paul Mwiru (do MP Jinja no Leste), exigiu que a Casa faça um embargo para funcionários do governo que vão para o tratamento do câncer no estrangeiro até que a nova máquina seja instalada na UCI.

#africareview.com

ANGOLA: OS EUA QUE SE CUIDEM!

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António Bento Bembe, secretário de Estado para os Direitos Humanos do regime de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos, rejeitou hoje o relatório do Departamento de Estado dos EUA que, sobre os direitos humanos, liberdades e corrupção arrasa o Governo de Luanda.

Por Orlando Castro
Bento Bembe coloca em causa o direito dos EUA elaborarem tal documento. Será que é desta que, para além de pôr os bobos da corte a fazer rir o mundo, o rei vai mandar atacar Washington ou expulsar o embaixador norte-americano na capital do reino?
Angola está entre os 18 países que se destacaram em 2015 como principais violadores dos direitos humanos no mundo. Ao longo ano passado, como dos anteriores, e tal como nos futuros, o reino de José Eduardo dos Santos violou gravemente tudo quanto são regras de civilização. Isso aconteceu a nível de direitos económicos, sociais, políticos e civis, bem como de crimes de guerra, com Angola a destacar-se pelo uso de leis de difamação e da legislação de segurança de Estado para perseguir, deter e prender os que expressam pacificamente a opinião.
O regime de sua majestade o rei de Angola continuou em 2015 com restrições severas que têm tido repercussões nas liberdades de expressão, associação e reunião, ao mesmo tempo que novas leis têm permitido detenções arbitrárias de quem manifesta opiniões pacificamente.
Com as críticas da Administração Obama (ver aqui no Folha 8 o artigo “Pior é difícil, dizem os EUA”) ainda um dia destes os angolanos vão querer que o seu país seja um Estado de Direito Democrático. E quando isso acontecer será uma chatice para os donos do país.
Recorde-se o caso iniciado em 2015 em que os activistas (Revús) foram acusados de preparar, entre um vasto leque de atitudes terroristas (como diz o embaixador itinerante do regime, Luvualu de Carvalho), uma rebelião para derrubar simultaneamente o Presidente do MPLA (José Eduardo dos Santos), o Titular do Poder Executivo (José Eduardo dos Santos), o Presidente da “República” (José Eduardo dos Santos) e o Rei (José Eduardo dos Santos).
As autoridades do regime utilizaram as leis penais sobre difamação e a legislação relativa à segurança de Estado para deter arbitrariamente e encarcerar pessoas que apenas expressaram pacificamente as suas opiniões e também para restringir a liberdade de imprensa em particular e todo a liberdade (lato sensu).
O regime de sua majestade tem aprovou uma nova lei que limita as actividades das organizações não-governamentais, destacando que tudo se agrava com o contexto mundial da baixa dos preços do petróleo, que tem tido reflexos negativos na economia angolana.
A força excessiva das forças policiais (uma imagem de marca que remonta ao tempo de partido único) sobre críticos ao regime de José Eduardo dos Santos tem levado a um poder judicial cada vez mais politizado. Isto é, o poder judicial é apenas, de acordo com a lei do senhor feudal, um criado ao serviço de sua majestade o rei. Se calhar queríamos que o poder judicial tratasse como gente os escravos. Isso é que era bom.
Durante a avaliação do balanço em matéria de Direitos Humanos no quadro do exame periódico universal feito pelas Nações Unidas em 2014, Angola aceitou 192 das 226 recomendações então formuladas, prometendo também analisar mais aprofundadamente as restantes 34.
No entanto, em Março de 2015, Angola viria a rejeitar essas 34 recomendações, sobretudo as que exigiam o fim da utilização das leis relativas à difamação e segurança de Estado e das restrições à liberdade de imprensa.
Reagindo e este relatório que mais não é do que, permitam que voltemos a citar Luvualu de Carvalho, um acto terrorista contra a honorabilidade divina e divinal de alguém que é uma referência mundial (pelo menos mundial) em matéria também de direitos humanos, o sipaio com funções de secretário de Estado dos Direitos Humanos, diz que o relatório é algo sem importância.
António Bento Bembe usa a sua afinada e impecável ventriloquia para dizer que “quando as coisas são as mesmas elas perdem valor e qualquer pessoa sabe que isso não é verdade”.
Ora aí está. Qualquer parente mais próximo de Bento Bembe, mesmo que ainda saltite nas copas das mangueiras, não diria melhor. Todos sabem, basta perguntar a esses parentes, que Angola é um dos mais puros regimes democráticos do mundo, concorrendo lado a lado com a Guiné Equatorial e a Coreia do Norte.
Bento Bembe lembra que (atentem no erudito raciocínio) os partidos políticos e as associações actuam livremente em Angola, mas que qualquer nação “tem as duas negatividades e positividades”, e sublinha que “os Estados Unidos também têm”.
E entre as duas “negatividades e positividades”, Bento Bembe esqueceu-se de referir que os EUA, assim como a Europa, têm muito a aprender com regime angolano, liderado desde 1979 (é obra, sim senhor) por sua majestade o rei José Eduardo dos Santos, um democrata que nem precisa de ser nominalmente eleito para continuar a ser rei.
Para o secretário de Estado dos Direitos Humanos, Angola não acusa ninguém e não sabe por que razão “eles passam o tempo todo a acusar-nos”. Com esta Bento Bembe bateu aos pontos qualquer um dos outros sipaios do regime, todos candidatos ao Nobel da imbecilidade, chamam-se Luvualu de Carvalho ou João Pinto.
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quinta-feira, 14 de abril de 2016

ANGOLA: O SEGREDO ESTÁ NOS OVOS?

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Quando, em Fevereiro de 2014, o então ministro da Economia, Abraão Gourgel, inaugurou em Luanda a primeira fábrica de alimentos compostos para animais, na fazenda Pérola do Kikuxi, ficou a saber-se que que iria aumentar substancialmente a produção de ovos em Angola.

Finalmente, pensou-se, o país compreendeu que a mulher mais rica de África, a multimilionária Isabel dos Santos, tinha razão quando, ainda criança, começou a vender ovos nas ruas de Luanda.
Hoje a aposta sai reforçada com a promessa, velhinha, de que é urgente diversificar a economia. Assim, a Angolaves quer voltar a ser líder na produção de ovos, numa altura em que intensifica a produção de milho, bagaço de soja, farinha de peixe, ração e pintos e tem um aviário que alberga 15 naves onde se encontram cerca de 336 mil aves.
Há quem diga que, afinal, Isabel dos Santos (a princesa do clã de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos) teve e tem um sucesso estrondoso não pelos ovos mas pela proximidade em relação ao poder, sobretudo no que diz respeito ao acesso aos negócios. Más línguas.
“O que explica Isabel dos Santos, assim como outras entidades, não só em Angola, é a proximidade do poder para os negócios. Não são precisos meios obscuros, basta o acesso aos negócios”, afirmou há um ano Filipe S. Fernandes, autor do livro “Isabel dos Santos — Segredos e poder do dinheiro”.
Para Filipe Fernandes, normalmente associa-se a fortuna de Isabel dos Santos aos diamantes que o pai lhe teria dado, mas “há uma hipótese muito mais simples” que pode explicar a fortuna como, por exemplo, a concessão das telecomunicações (UNITEL) nos anos 1990.
Na altura, Angola estava a tentar que houvesse uma empresa internacional a concorrer à licença de concessão de telemóveis e em plena guerra civil ninguém queria arriscar e, “de certo modo”, explica o autor, o negócio teria de ser dado a alguém que tinha de estar próximo do poder. E quem melhor do que a filha do Presidente?
“Só o facto de ter tido aquela concessão pode ter sido uma boa base para uma boa fortuna e basta ver o valor dos dividendos que são pagos pela UNITEL desde que foi criada sendo que teve dividendos desde muito cedo”, explicou.
“Foi em Baku que José Eduardo dos Santos conheceu a mãe de Isabel dos Santos, Tatiana Kukanova, uma russa campeã de xadrez que estudava geologia. O Azerbeijão, então posto avançado russo, acolhia jovens quadros promissores dos movimentos de libertação alinhados com o regime comunista como o MPLA”, refere o autor, sublinhando que o encontro entre os dois não foi promovido pelo KGB, os serviços secretos da ex-URSS.
“Depois do casamento sabe-se muito pouco sobre Tatiana. Sabe-se que trabalhou na SONANGOL quando foi para Angola, que após o divórcio continuou em Angola tendo depois ido viver com a filha para Londres. Fala várias línguas e foi sempre o ‘porto seguro’ da Isabel dos Santos”, diz Filipe Fernandes que refere no livro os poucos dados sobre a actividade empresarial da mãe da empresária.
“Tatiana Kukanova surge nas contas divulgadas pelo denominado SwissLeaks, que se baseia nas listas das contas na filial do HSBC, obtidas por Hervé Falciani, um ex-funcionário, em 2008, e agora divulgadas. Na sua conta estavam, em 2006-2007, mais de 4,5 milhões de euros”, escreve Filipe Fernandes.
O livro baseia-se em fontes abertas como livros e jornais até porque, refere o autor, após ter contactado “com algumas pessoas” chegou à conclusão que muito pouca gente conhece Isabel dos Santos com alguma consistência e fiabilidade.
Além das questões familiares o livro recorda o caso “Angolagate” e os complexos movimentos de Arcadi Gaydamak e Pierre Falcone acusados pela justiça francesa da venda ilegal de armas em Angola durante a guerra civil.
“Em 2011, o tribunal de Paris retira as acusações de tráfico de armas e de influências mas condena-os por fraude fiscal e branqueamento de capitais”, refere o autor.
Na sequência do caso, o livro sublinha ainda o papel de Lev Leviev, negociante de diamantes natural de Uzbequistão e apresentado à cúpula do poder em Angola por Gaydamak e que “afrontou” a companhia diamantífera De Beers conseguindo negociar directamente em Angola e Rússia.
Na sequência destes contactos, recorda a biografia, surge a empresa Africa-Israel Investiments (AFIL) que dá origem a partir da reorganização de 2009 à Ascorp, cujos accionistas eram a Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola e a Trans-African Investment Services (TAIS).
O memorando do acordo assinado em 1999 assegurava à TAIS e à Welox a compra de um mínimo de 150 milhões de dólares em diamantes.
“Esta associação teve mais uma confirmação com a revelação de documentação da filial suíça do HSBC. Isabel dos Santos, por sua vez, deteria 75% da Trans-African Investments Services enquanto a mãe, Tatiana, que entretanto se tornou cidadã britânica, ficava com 25%”, lê-se na biografia que cita a imprensa internacional.
O livro, ainda no capítulo dedicado aos “diamantes e à guerra civil” indica mesmo que, segundo Gaydamak, TAIS é um acrónimo das iniciais Tatiana e Isabel, empresa que entretanto acaba por mudar de nome para Iaxon Limited, registada na colónia britânica de Gibraltar.
O livro dedica ainda capítulos sobre as ligações de Isabel dos Santos ao empresário português Américo Amorim, “a guerra na Galp Energia” e os vários pontos de contacto com Portugal.
“Ela faz estas ligações porque são estratégicas para os negócios em Angola. Ao mesmo tempo por segurança: se alguma coisa acontecer de grave também tem um refúgio e aquilo que é racional com a ligação com Portugal é o sector empresarial, a eficiência e a máxima rentabilidade nos negócios além de assegurar o seu controlo estratégico em Angola”, disse o autor da biográfica.
Para Filipe Fernandes, a empresária encontrou alguma consistência nos sectores que escolheu: o financeiro e a articulação que ela tem que ter porque, “apesar de tudo”, os bancos em Angola, têm alguns accionistas portugueses e consequentemente com os meios accionistas internacionais que “sozinha não teria”.
Regressemos a Fevereiro de 2014. “São projectos como estes que permitem impulsionar a nossa economia e melhorar os níveis de produção interna, reduzindo as importações”, referiu o ministro que, por lapso, se esqueceu também de referir que este sinal de progresso se deve ao espírito estratégico e inovador de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos.
Na mesma ocasião, o consultor do ministro da Economia, Licínio Vaz Contreiras, disse que o programa “Angola Investe” previa atingir 70% das necessidades do mercado em ovos até final do ano. Provavelmente com algumas modificações genéticas as galinhas produziriam ovos com as diferentes marcas comerciais e, quem sabe, até com as cores do proprietário ou do Governo.
“Em 2012, quando visitámos a fazenda Pérola do Kikuxi, existiam apenas 25 mil galinhas em crescimento, hoje 200 mil galinhas geram um ovo por dia”, afirmou Licínio Vaz Contreiras, descobrindo – o que importa realçar – um verdadeiro ovo de Colombo.
E acrescentou que “esta unidade fabril começa a resolver a cadeia de produção de ovos e frangos, que para nós constitui um grande impulso ao sector aviário”. Talvez assim, nas zonas mais inóspitas, possamos ver as jovens de cesto na mão a vender os ovos nas picadas, procurando um dia serem também milionárias.
Certamente que agora, perante a crise que até levou o reino a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional, o Executivo não deixará de implementar o lançamento de ovos da marca “Isabel dos Santos”, destinados à exportação, correspondendo, aliás, à emblemática tese da filha de sua majestade o rei que diz: “Tive sentido para os negócios desde muito nova. Vendia ovos quando tinha seis anos”.
Isabel dos Santos, a mulher mais rica de África, é já um património da humanidade, sobretudo a nível da transparência empresarial e da valorização de um produto quase autóctone – o ovo. Não são produzidos pelas chamadas galinhas de Angola mas de um seu parente, o que para o efeito é irrelevante.
Além disso, como se sabe, a ascensão empresarial da Santa Isabel dos Ovos não se deveu, longe disso, ao facto de ser filha do dono do aviário, mas tão somente à sua capacidade genética para antecipar os bons negócios, dos quais a venda de ovos foi um talismã.
Acresce que todas as afirmações de Isabel dos Santos, ovíparas ou não, constituem um legado da humanidade. Vejamos algumas que fez ao influente jornal britânico Financial Times:
“Lembro-me quando existiam 300 mil carros em Luanda, quando existiam 600 mil carros, quando existia um milhão de carros e agora penso que existem 2 milhões de carros. Está relacionado com o crescimento do mercado de consumo. Apenas cresceu de forma muito mais rápido do que as infra­estruturas podiam acompanhar”;
“Como se consegue baixar a desigualdade em Angola? Criando oportunidades e criando cada vez mais desenvolvimento. Acordar de manhã e ir trabalhar, fazer alguma coisa. Vai demorar muito tempo, mas quanto mais coisas se fizer acontecer, mais coisas serão construídas”;
“Duvido [que os meus pais tenham sido apresentados pela KGB, quando se conheceram na antiga União Soviética]. Demoraram sete anos a casar, a obter as autorizações. Não penso que tenha sido o KGB, pois nesse caso teriam obtido os papéis mais cedo”;
“O meu pai gosta de cozinhar. Gosta de Peixe. Nunca tivemos o sentido da grandiosidade. Eu ia a pé para a escola”;
“Imagino que seja muito difícil distinguir o pai da filha. Penso que essa dificuldade advenha de estar a fazer as minhas coisas e o meu pai ser uma figura política africana muito forte há tantos anos”;
“Os meus pais foram muito exigentes comigo. Tinha cerca de 23 horas de aulas por semana, mais os laboratórios, mais os relatórios, pelo que não havia tempo para divertimentos”;
“Há muitas pessoas com ligações familiares, mas que hoje não são ninguém. Se for trabalhador e determinado vai ter sucesso e isso é o principal. Não acredito em caminhos fá­ceis”;
“Não estou envolvida na política e nunca tive qualquer papel na política. Nunca tive um emprego na administração pública. Não trabalho com o Governo”;
“Estou sempre a trabalhar, sete dias por semana. O trabalho é divertido. Se faz alguma coisa que vai dar um emprego a alguém, e essa pessoa depois pode pagar a educação do seu filho, e depois o seu filho vai ser um médico, que provavelmente ajudará muitas outras pessoas, isso é muito motivante. Muito mais divertido do que ir para a praia”.
#http://jornalf8.net/

ANGOLA: MULHERES RESISTENTES.

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No dia 25 do corrente mês (5ª feira) pelas 18H30 no Camões/Centro Cultural Português (Av. de Portugal nº 50. Luanda) será inaugurada a exposição fotográfica Mulheres Resistentes, numa parceria com a Alliance Française de Luanda, que reúne 22 trabalhos do fotojornalista francês Pierre – Yves Ginet.

Os trabalhos fotográficos apresentados foram recolhidos em 20 países de vários continentes. Do Tibete à Turquia, do Peru à Argélia, da Argentina a Marrocos, da França ao Haiti, da R.D. do Congo ao Nepal, da Palestina ao Sudão, do Ruanda ao Cambodja, da Bélgica ao Kosovo. Todos eles são testemunhos da luta das mulheres anónimas no mundo actual.
A exposição, que foi concebida em estreita colaboração do Centro de História da Resistência e Deportação de Lion com a Associação “Mulheres Aqui e Além”, aborda temas chave da luta das mulheres em prol do objectivo comum de construção de um futuro melhor para as gerações vindouras. O respeito pelas minorias étnicas, o direito à cidadania plena, a luta contra a discriminação, contra o preconceito, contra a injustiça, contra todas as formas de violência e a luta pela liberdade.
Pierre – Ives Ginet, no seu trabalho, não reduz a mulher à condição de vítima perpétua, mártir, ou minoria a proteger. Rejeita uma visão paternalista da condição da mulher e projecta uma imagem da sua força, como sujeito activo da sociedade, ao lado do homem. As mulheres, que representam actualmente cerca de 51% da população mundial, têm em comum a abnegação, a determinação, um sentido profundo do diálogo e enfrentam com coragem todos os males que as atingem, mas também os que afectam indiscriminadamente a sociedade, como os conflitos e as epidemias.
A exposição conjuga e harmoniza imagens de diferentes continentes, diferentes religiões, diferentes países (mais ou menos desenvolvidos), de zonas de guerra e de zonas de paz, procurando um ponto comum universal entre todas as mulheres resistentes anónimas a que chama “combatentes da sombra”.
Sobre a exposição, Taslima Nasreen, escritora do Bengladech, diz: “Um testemunho a favor do reconhecimento das mulheres, tão universal como contemporâneo, só pode servir para nos encorajar a prosseguir os nossos combates”.
Algumas palavras-chave induzidas pelas imagens relativamente às mulheres: Afirmar a sua identidade e a sua cultura; Resistir às injustiças; Lutar pelos seus direitos; Sobreviver à fome e à doença; Reconstruir as sociedades.
Pierre – Ives Ginet abandonou, em 1996, uma carreira bem sucedida de analista financeiro numa multinacional, para abraçar a profissão de fotógrafo. Dedicou os primeiro anos do seu trabalho, como fotojornalista ao Tibete, sobre o qual publicou várias obras. Aí desenvolveu um trabalho profundo, de três anos, sobre as monjas tibetanas, Posteriormente, foi alargando o seu campo de acção ao mundo inteiro, desenvolvendo o tema das mulheres anónimas que contribuem para escrever a história do nosso tempo.
Foi co-fundador da revista “Mulheres Aqui e Além” e publicou sete obras, das quais cinco dedicadas ao Tibete. Apresentou perto de duas dezenas de exposições em França e na Bélgica. É a primeira vez que apresenta os seus trabalhos em Angola.
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GUINÉ-BISSAU: A TODO O MOMENTO GOVERNO PODERÁ CAIR (MÉNHER MÉNHER!).

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Vários observadores em Bissau acreditam estar para breve a queda do governo de Carlos Correia (PAIGC) e já se aventa a possibilidade de tal ocorrer já esta quinta-feira, 14. É essa, também, a previsão do Africa Monitor, que na sua última edição avança exactamente esta data para a queda do governo.

Prevê-se, ainda, que o próximo executivo da Guiné-Bissau venha a receber o apoio do Partido da Renovação Social (PRS), de dissidentes do PAIGC e de personalidades ligadas ao Presidente da República, José Mário Vaz. Para a chefia do governo, o nome mais aventado é o de Soares Sambú, um dos mais prestigiados dissidentes do partido atualmente no poder.

A análise do "Africa Monitor" coincide com a opinião da maioria dos observadores em Bissau, que apontam José Mário Vaz como o inspirador de mais uma mudança de executivo. E há relatos de que o PR se tem desdobrado em reuniões com vários setores políticos.

A iminente queda do governo de Carlos Correia decorre de um acórdão do Supremo Tribunal, com data de 4 de abril, onde se determina que os 15 deputados do PAIGC, que se rebelaram contra a direção do partido e pediram o estatuto de independentes, regressem ao Parlamento.

A decisão do tribunal aconteceu após um recurso interposto pelos deputados que foram expulsos do Parlamento com a alegação que o regimento da Assembleia Nacional não admitia o estatuto de independente.

Com o regresso dos parlamentares dissidentes e a convocação do plenário para dia 14, o mais provável é que uma moção de censura provoque a queda do governo do PAIGC. E, nesse sentido, o PR já “mexe os cordelinhos” para se encontrar uma outra solução decorrente da nova maioria parlamentar (PRS e dissidentes do PAIGC).

Fonte: AM/CV-Direto

http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article117700&ak=1

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Comité Central da FRELIMO debate paz em Moçambique.

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O Comité Central da FRELIMO, o partido no poder em Moçambique, está reunido a partir desta quarta-feira (13.03), em Maputo. A preservação da paz no país é o tema em destaque no encontro de três dias.
Comité Central da FRELIMO


Numa altura de agravamento da crise política e militar no país, a 5ª Sessão Ordinária do Comité Central da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) vai discutir "com mais profundidade" a questão da preservação da paz, anunciou o porta-voz António Niquice.
Reiterando que é essencial manter a ordem e segurança pública no atual contexto, o porta-voz da Frelimo sublinhou ainda que o partido fará tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a restauração da estabilidade política e militar.
Moçambique vive uma crise política e militar caracterizada por confrontos entre as forças de defesa e segurança moçambicanas e o braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), principal partido de oposição, no centro do país, e por ataques a veículos militar e civis em vários troços da principal estrada do país na região, atribuídos ao movimento.

Também a economia moçambicana tem sido atingida por uma queda vertiginosa do metical face ao dólar, descida das exportações e subida de inflação, por efeito não só de causas externas, como a baixa cotação de matérias-primas, como também da seca que atinge centenas de milhares de pessoas no sul e centro do país.
Novo secretário-geral?
Presidente Filipe Nyusi numa reunião do Comité Central da FRELIMO (05.02.2016)
Tem sido aventada a possibilidade de o atual secretário-geral da organização, Eliseu Machava, deixar o lugar para dar espaço ao Presidente Filipe Nyusi de indicar um quadro da sua confiança. Porém, António Niquice não se pronunciou sobre essa hipótese.

Eliseu Machava ascendeu ao posto de secretário-geral da FRELIMO em 2014, quando o partido ainda era dirigido por Armando Guebuza, na altura chefe de Estado, e tem sido apontado como um dos últimos baluartes do "guebuzismo" na hierarquia do partido.
No encontro também será discutida a data e o local da realização do XI Congresso da FRELIMO, previsto para 2017, e que será o primeiro a ser dirigido pelo atual presidente do partido e chefe de Estado, Filipe Nyusi.
#dw.de

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