Postagem em destaque

MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Promoção do investimento privado: Alemanha doa 7 bilhões de FCFA ao Senegal

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Single Post
À margem da conferência sobre a iniciativa "Compact with Africa" ​​do G20, o ministro do Planejamento, Economia e Cooperação, Amadou Hott, e Gerd Müller, ministro federal alemão para cooperação e desenvolvimento, assinaram uma parceria para incentivar reformas no Senegal. Reformas cujo objetivo é promover o investimento privado.

 "O compromisso do governo federal alemão é disponibilizar ao Senegal uma doação de 108 milhões de euros, cerca de 70,8 bilhões de francos CFA, em assistência financeira e técnica para 2019", diz o comunicado que chegou a Seneweb.

 Ao assinar esta parceria, informa o documento que Hott e Muller destacam os objetivos gerais das reformas previstas. Ou seja, criar empregos, promover a formalização de empresas do setor informal, remover barreiras ao desenvolvimento sustentável do setor privado, especialmente para micro, pequenas e médias empresas (MPME), melhorar as habilidades da força de trabalho investindo no treinamento vocacional e técnico, com objetivo de promover uma boa governança econômica.

 Além disso, os compromissos do Senegal nessa direção, e de maneira mais geral para garantir o sucesso dessa parceria, são concluir a avaliação do Código do Trabalho, desenvolver abordagens de reforma para uma administração trabalhista mais eficiente. , adaptou as disposições do direito do trabalho para as MPMEs, facilitando a aquisição, regularização e transferência de terras, fortalecendo o quadro jurídico, regulatório e institucional para as PME e melhorando seu acesso ao financiamento através da implementação de fundos de investimento adicionais, entre outros.

 E, finalmente, o governo federal alemão indicou sua disponibilidade para alocar montantes adicionais sob essa parceria com o Senegal, dependendo dos progressos realizados.


fonte: seneweb.com 

Senegal: Habré: advogados das vítimas se opõem ao pedido de perdão.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...




Single Post
 Os conselhos dos partidos civis no caso Hissene Habré dizem niet. Segundo eles, "uma graça violaria não apenas as obrigações internacionais do Senegal, mas também seria uma rejeição moral a milhares de vítimas". De fato, os advogados e apoiadores do ex-presidente chadiano argumentaram que o último estaria doente. Assim, eles pedem às autoridades senegalesas que lhe concedam uma graça "médica".


"Nós, advogados de milhares de vítimas, rejeitamos esse pedido e exigimos que, de acordo com o veredicto histórico pronunciado pelas Câmaras Extraordinárias da África (CAE) e as obrigações internacionais do Senegal, Hissène Habré cumpra a pena de prisão perpétua pela qual ele foi condenado ", afirmou Assane Dioma Ndiaye et Cie., através de um comunicado recebido na quarta-feira.


"Até o momento, ele ainda não pagou um centavo a 7396 vítimas"
 Para acreditar neles ", esse julgamento exemplar, que é a honra do Senegal e da África, estabeleceu que Hissène Habré ordenou a prática de crimes desprezíveis - milhares de assassinatos, uso sistemático de tortura, escravidão sexual, estupro - cujos sobreviventes ainda têm estigma. Essas pessoas continuam sofrendo de dor crônica relacionada ao abuso que sofreram.


Além disso, o grupo de advogados das vítimas de Hissène Habré também chamou a atenção para o fato de que o Chambers ordenou que Habré pagasse 82 bilhões de francos CFA a 7.396 pessoas designadas. "Até o momento, ele ainda não pagou um único centavo às vítimas. Hissène Habré escondeu, e ainda esconde, o dinheiro que roubou do povo chadiano, enquanto as vítimas são reduzidas a se manifestar diariamente nas ruas de N'Djamena para exigir o pagamento da indenização ", disse
Ndiaye et Cie. 

fonte: seneweb.com 

Conselheiro do Presidente guineense detido no Brasil

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

 Um conselheiro do Presidente da Guiné-Bissau e mais três pessoas foram detidos no Brasil por suspeitas de organização criminosa. A justiça brasileira investiga alegada falsificação de documentos para posse de terras.
 


Polícia Federal investiga susposto esquema de falsificação de documentos e posse ilegal de terras
 Polícia Federal investiga susposto esquema de falsificação de documentos e posse ilegal de terras

Um conselheiro do Presidente guineense, José Mário Vaz, foi detido junto com mais três pessoas esta terça-feira (19.11) no estado brasileiro da Bahia, por suspeitas de organização criminosa. As autoridades brasileiras investigam suposta falsificação de documentos para posse ilegal de terras.
Segundo a decisão do juiz Og Fernandes, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), "o plano criminoso parece ter sido idealizado por Adailton Maturino dos Santos", o conselheiro do chefe de Estado guineense, e está sustentado na "atuação de advogados e funcionários do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia".
Guinea-Bissau Jose Mario Vaz José Mário Vaz, Presidente da República da Guiné-Bissau
Estes atuavam num "gigantesco processo de 'grilagem' na região do oeste baiano, com o uso de laranjas [testas-de-ferro] e empresas para dissimulação dos ganhos ilicitamente auferidos". A 'grilagem' é, no Brasil, a falsificação de documentos para ilegalmente tomar posse de terras devolutas ou de terceiros. O magistrado judicial diz ainda, citando o Ministério Público (MP) brasileiro na sua decisão, datada de 30 de outubro último, que a área territorial alvo de 'grilagem' supera os 800 mil hectares.
Além de Maturino dos Santos, foram igualmente detidos os advogados Antônio Roque do Nascimento Neves e Márcio Duarte Miranda, além de Geciane Souza Maturino dos Santos, também ela advogada e mulher do conselheiro do chefe de Estado.
"Falsos cargos"
Segundo informação dada à Lusa pela Embaixada da Guiné-Bissau no Brasil no mês passado, Adailton Maturino dos Santos é diplomata e conselheiro especial do Presidente da República daquele país africano, José Mário Vaz.
Contudo, o magistrado Og Fernandes nega que o guineense exerça cargos diplomáticos no país sul-americano. Maturino dos Santos "apresenta-se falsamente como cônsul da Guiné-Bissau, como juiz aposentado e como mediador, além de ser apontado como juiz arbitral pela esposa sem que, na verdade, tenha exercido ou possua qualificação profissional para exercer qualquer dessas funções e cargos", frisou o juiz.
"O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informa que o Governo brasileiro não autorizou, em qualquer momento, a designação de Adailton e Geciane como agentes diplomáticos ou consulares da Guiné-Bissau, sendo falsas as informações enviadas pela embaixada" do país africano, acrescentou o tribunal, que cita o executivo do Brasil.
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, recentemente a Presidência daquele país africano pediu a atribuição de um passaporte diplomático a Adailton Maturino dos Santos, na qualidade de "Conselheiro de Estado". Porém, o pedido foi negado pela própria ministra dos Negócios Estrangeiros guineense.
Movimentações bancárias
O STJ analisou também as movimentações bancárias de Adailton Maturino dos Santos, tendo concluído que o guineense tem cerca de 15,5 milhões de reais (3,34 milhões de euros) sem origem ou destino definidos. O tribunal diz ainda que o casal guineense "tem tentado promover a transferência de variados veículos de alto luxo para a Embaixada da Guiné-Bissau, com o claro intuito de blindagem [proteção] patrimonial".
"Como já está amplamente demonstrado, são gravíssimos os delitos apurados neste inquérito, de entre eles, corrupção passiva e ativa, formação de organização criminosa, e até mesmo possíveis assassinatos, delitos estes que se alongam no tempo e comprometem a credibilidade do poder judiciário, assim como o direito à propriedade privada", indicou o juiz, justificando a medida de prisão temporária pelo prazo de cinco dias.
O esquema de 'grilagem' de terras investigado pela Polícia Federal e pelo MP, alegadamente liderado pelo guineense, levou também ao afastamento de quatro desembargadores do Tribunal de Justiça baiano e dois juízes da primeira instância. Entre os desembargadores afastados, está o presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, Gesivaldo Nascimento Britto.
Os investigadores suspeitam que os seis juízes e desembargadores integrem uma organização criminosa composta por advogados e produtores rurais que atuavam na venda de decisões para legitimar a venda ilícita de terras no oeste do estado da Bahia.

fonte: DW Africa

Campo de Gibraltar: ponto de entrada de drogas na Europa

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Pelo porto de uma comarca da Andaluzia entra a maior parte da cocaína, haxixe e outras drogas para o continente europeu. Fala-se de uma "mexicanização", mas autoridades espanholas reagem.
Confiscação de 3,5 toneladas de cocaína na Espanha Confiscação de 3,5 toneladas de cocaína na Espanha

O tráfico ilegal de drogas cresce em todo o mundo, assim como os grupos de delinquência organizada que as produzem, traficam e vendem. A pressão da demanda do mercado é cada vez mais voraz, da mesma forma que a necessidade desses grupos criminosos de criar novos mercados de consumo.
O sombrio panorama vivido no México, que insistentemente abordo nesta coluna, parece muito distante para os países da Europa, geralmente mais modernos e com instituições mais sólidas. Mas o fato é que esse câncer do crime organizado e das drogas ilegais está infestando os principais portos marítimos europeus. A maioria das nações não está preparada, nem operacional nem legalmente, para enfrentar esse problema, que, se não for abordado a tempo, pode destroçar um país, como sucedeu com o México.
Esta é a primeira de uma série de três colaborações em que abordarei a problemática existente nos portos da Espanha, Holanda e Alemanha, por onde entra no continente a maior parte da cocaína, haxixe e precursores químicos para produzir metanfetaminas. Veremos como os governos desses países estão encarando o problema.
Fui convidada pelo Instituto de Segurança Pública da Catalunha, Espanha, para falar do caso mexicano e suas instituições, derrotadas pelos cartéis de drogas sobretudo devido à corrupção. Tive a oportunidade de conhecer em primeira mão, de autoridades e especialistas da Espanha e Holanda, a complexa problemática sobre esse assunto que está em gestação na Europa.
"Baltasar Garzón galego"
Nos anos 1990, o juiz Antonio Vázquez Taín, conhecido como o "Baltasar Garzón galego" – em referência a outro lendário juiz espanhol –, iniciou sua luta contra o narcotráfico e as organizações criminosas em Campo de Gibraltar. De início, ele tinha poucos recursos econômicos e contava apenas com uns 20 apoiadores.
O que se enfrentava eram não só os grupos de delinquência organizada, mas também uma cultura de ilegalidade fortemente arraigada na sociedade e tolerada pelas instituições. Só quando se alcançaram níveis "insustentáveis" de violência, é que foi registrada uma reação governamental, relata o juiz.
A região de Campo de Gibraltar, em Andaluzia, a parte mais meridional da Península Ibérica, tem quatro municípios onde se concentra o problema do tráfico de drogas: Algeciras, Los Barrios, Línea de la Concepción e San Roque. Apesar de a região ser muito rica em recursos naturais, humanos e culturais, uma série de fatores econômicos, sociais e geográficos permitiu que o poder do narcotráfico se enraizasse especialmente lá.
Uma das razões são os menos de 20 quilômetros de distância que a separam do reino de Marrocos, o principal produtor mundial do opioide haxixe. Oficialmente, o cultivo de cânabis está proibido no país, mas na prática é tolerado, pois milhares de famílias vivem de sua produção.
Segundo Vázquez Taín, "a Espanha ocupa o primeiro lugar nas apreensões de haxixe: quase 50% do total apreendido dessa droga no mundo inteiro. Até hoje Campo de Gibraltar é seu principal ponto de entrada no continente europeu". Outra razão é que nessa comarca se encontra Algeciras, um dos principais portos comerciais da Europa, por número de contêineres e tráfego de mercadorias.
"É principalmente um porto de trânsito, grande número das linhas marítimas que o utilizam como terminal descarregam contêineres a serem novamente carregados em outras naves que viajam por todo o mundo. Muitas dessas que rotas fazem escala em Algeciras provêm de países produtores de cocaína, a qual, junto com o haxixe, é a principal droga que tradicionalmente entra pelo Campo de Gibraltar, com importância crescente."
Segundo o mais recente relatório da Europol, citado pelo juiz espanhol, "o porto de Algeciras, junto aos de Valência, Barcelona, Roterdã e Antuérpia, são as principais rotas de ingresso de cocaína no continente europeu". Justamente a conexão com o porto de Roterdã através do Rio Reno explica o aumento crescente do tráfico de cocaína para a Alemanha.
Um terceiro fator que fomenta a ilegalidade na zona, explica Vázquez Taín, é o alto nível de criminalidade em Línea de la Concepción, com elevados índices de desemprego, e sua contiguidade com Gibraltar. Esse território da Inglaterra é muito importante para a lavagem de dinheiro gerado por atividades criminais, pois "tem uma legislação fiscal muito favorável".
Esta "permite a constituição de sociedades offshore, que não operam no território de Gibraltar, concedendo confidencialidade aos criadores das empresas, além de vantagens fiscais".
Gibraltar não é considerado paraíso fiscal, nem pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nem pela União Europeia, mas a colaboração com suas autoridades em questões de lavagem de dinheiro e combate ao crime organizado tem sido "muito escassa" – embora nos últimos anos essa tendência venha se revertendo.
Centro do crime organizado
Na baía de Algeciras, a presença da criminalidade organizada chegou a níveis descarados. Como descreve o juiz Vázquez Taín, sua realidade seria muito semelhante à de Culiacán, Sinaloa e outros narcoterritórios do México. "Os narcotraficantes têm residências, armazéns logísticos, embarcadouros. É um território onde a própria autoridade tem dificuldade de entrar."
As lanchas rápidas em que se trafica haxixe chegavam a circular durante o dia, diante dos olhos da população, promovendo um clima de impunidade. Os mitos e fascinação pelo mundo ilegal levam muitos jovens a portarem tatuagens do rosto do traficante colombiano Pablo Escobar, o de uma das lanchas rápidas.
As redes ilegais que operam em Campo de Gibraltar são flexíveis: "Não se pense em organizações totalmente hierarquizadas, fortemente estruturadas. Não se trata das estruturas clássicas de um comando terrorista dos anos 80, estamos falando de organizações extremamente flexíveis, dispostas a se configurarem ou aliarem conforme o carregamento que chegue à zona."
Esse diagnóstico coincide com a forma de operar do Cartel de Sinaloa. A flexibilidade das redes criminosas e sua capacidade de trabalhar com um ou outro grupo em nível internacional se converteu numa de suas principais ferramentas de sucesso, tornando suas operações imprevisíveis e intangíveis.
"Detectamos nos últimos meses o que, no âmbito empresarial, se poderia considerar uma concentração de empresas." Como no modelo mexicano, na Espanha diversas organizações estão se pondo de comum acordo para dividir os gastos e operações necessários a traficar a droga.
Outra característica dos grupos que operam em Campo de Gibraltar é que são apenas intermediários: quem lá opera se dedica unicamente à distribuição, é contratado por organizações maiores, que são as proprietárias da droga.
Em 2018, um comando de 20 pessoas armadas irrompeu num hospital para resgatar um narcotraficante ferido. Esse episódio, a morte de um menino, atropelado no mar por uma das lanchas rápidas marcou o que poderia ser um divisor de águas.
Embora muitos tenham começado a se referir ao fenômeno do tráfico na região como uma "mexicanização", a diferença da realidade no país norte-americano é que a Catalunha pretende reagir ao desafio. Através do fiscal antidroga de Campo de Gibraltar, Alfredo Blanes, a Polícia Nacional e as unidades de investigação criminal e área central de crime organizado da polícia do município de Mozos de Esquadra conseguiram começar a reverter a tendência de impunidade na zona.
Para começar, apreenderam-se todas as lanchas rápidas, confiscaram-se as propriedades vinculadas ao crime organizado e foi realizada a maior operação de apreensão de cocaína da história da Europa. Num contêiner de bananas, chegado ao Porto de Algeciras da Colômbia, encontraram-se 8,4 toneladas da droga, equivalendo a 300 milhões de euros.
A luta travada pelas autoridades espanholas em Campo de Gibraltar não é apenas importante para a sociedade do país, mas também para o futuro de toda a Europa.
--
A jornalista e autora Anabel Hernández escreve há anos sobre cartéis de drogas e corrupção no México. Após ameaças de morte, teve que deixar o país, e vive na Europa desde então. Por seu trabalho, recebeu o Prêmio Liberdade de Expressão da DW em 2019, durante o Global Media Forum, em Bonn.
fonte: DW Africa

Merkel pede mais transparência em África

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

 Em Berlim, a chanceler Angela Merkel reconheceu que ainda há desafios para o investimento privado em África. A posição foi defendida num encontro com líderes africanos, no âmbito do projeto "Compact with Africa".

fonte: DW Africa
A chanceler Angela Merkel recebeu os líderes africanos pela terceira vez em Berlim, no âmbito do Compact with Africa A chanceler Angela Merkel recebeu os líderes africanos pela terceira vez em Berlim, no âmbito do "Compact with Africa".

A receção de líderes africanos em Berlim tornou-se rotina para a chanceler alemã, Angela Merkel, desde o início da iniciativa "Compact with Africa", em 2017. Mas o interesse parece estar agora a diminuir: apenas sete chefes de estado dos 12 países do projeto estiveram presentes na reunião desta terça-feira (19.11).
No entanto, Angela Merkel continua a defender que o projeto que visa aumentar os investimentos privados nos países africanos já fez progressos, apesar dos desafios que permanecem.
"Acreditamos e estou profundamente convencida que mais transparência pode atrair mais investidores, porque é muito importante para a Alemanha ou para outros investidores do G20 e das prequenas e médias empresas que a confiança e a transparência prevalecem para que se saiba onde investir e em que condições", disse a chanceler alemã.
Ouvir o áudio 02:58

Merkel pede mais transparência em África

Investimento em África
Merkel garante que o Governo alemão tem feito esforços para fomentar investimentos privados em África. Só no ano passado, Berlim lançou um fundo de investimento de mil milhoes de euros para apoiar projetos de empresas alemãs e africanas.
Paralelamente à cúpula deste ano, o ministério alemão da Cooperação e Desenvolvimento assinou vários contratos, incluindo um acordo de fornecimento de água na Tunísia, uma fábrica de chocolate no Gana e a expansão de uma fábrica têxtil, também no Gana.
Já o Presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sissi, admitiu em Berlim que os investimentos privados são cruciais na região. "Para cooperar com África e fortalecer o mercado interno, os investimentos têm um papel importante. Nos últimos anos, mostrámos que África é uma das regiões mais fortes em termos de desenvolvimento e comércio".
De acordo com al-Sissi, há muitos desafios a serem enfrentados no continente, "como a pobreza e as alterações climáticas". Por isso, frisou o Presidente egípcio, "precisamos de fazer um apelo ao mundo para ajudar África. Temos potencial, forte vontade política, visão".
Deutschland Berlin | Konferenz Compact with Africa | Angela Merkel, Bundeskanzlerin | mit Paul Kagame, Ruanda Paul Kagame, Presidente do Ruanda, e Angela Merkel
Críticas ao "Compact with Africa" 
Porém os críticos da iniciativa dizem que os efeitos no terreno são insignificantes. Os números oficiais mostram apenas um aumento escasso no investimento estrangeiro nos 12 países do projeto "Compact with Africa".
Os críticos dizem ainda que o projeto pouco faz para combater a pobreza em África, como comenta Nene Morisho, diretor do Instituto Pole da República Democrática do Congo.
"Quando se investe numa comunidade, onde a maioria da população não tem acesso a comida, água ou assistência médica, esses investimentos não devem apenas olhar para o lucro. Deve ter-se em conta o contexto social. É isso que sinto falta no 'Compact with Africa'".

default

Chefes de Governo da Alemanha: de Adenauer a Merkel

Konrad Adenauer (CDU), 1949-1963

A eleição de Konrad Adenauer do partido democrata-cristão CDU como primeiro chefe de Governo da Alemanha, em 15 de setembro de 1949, marcou o início de um longo processo de reestruturação política no país. Reeleito em 1953, 1957 e 1961, renunciou ao cargo apenas aos 87 anos de idade, em 1963. Fortaleceu a aliança com os Estados Unidos da América. Na foto: no seu escritório em Bona.


terça-feira, 19 de novembro de 2019

Sabe qual é a melhor forma de descongelar carne?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Há boas notícias para os cozinheiros de última hora. Bifes podem ser descongelados em menos de 10 minutos, sem comprometer a sua qualidade e com muito pouco esforço.


Há boas notícias para os cozinheiros de última hora. Os bifes podem ser descongelados em menos de 10 minutos, sem comprometer a sua qualidade (ao contrário do que se pensava) e com muito pouco esforço. Só é preciso água quente, segundo um estudo publicado no Journal of Food Science.
Muitas das vezes, os alimentos são descongelados lentamente no frigorífico, que é o método recomendado pelos fornecedores e pelo Departamento de Agricultura para minimizar o crescimento bacteriano e a perda de sucos. Descongelar em água fria, a 4,5 graus ou menos, também é seguro e é muito mais rápido, uma vez que a água transfere o calor com muito mais eficiência do que o ar. No entanto, esta opção também pode demorar tempo.
Segundo o estudo do Departamento de Agricultura dos EUA que foi divulgado inicialmente pelo New York Times em 2011, há outra forma de descongelar a carne que é igualmente segura e muito mais rápida. Basta colocar os bifes envoltos em plástico em água quente e ir rodando ocasionalmente.
O estudo foi feito nos laboratórios do USDA em Beltsville, Maryland. Os investigadores Janet S. Eastridge e Brian C. Bowker descongelaram mais de 200 bifes de lombo de carne de três centímetros de espessura de três formas diferentes: alguns num frigorífico a cerca de 3/4 graus centígrados, alguns em banho-maria em circulação constante a 20 graus e outros em banho-maria a quase 39 graus.
O degelo no frigorífico demorou 18 a 20 horas e o banho de água em temperatura ambiente demorou cerca de 20 minutos. Já o banho de água quente demorou apenas 11 minutos para descongelar a carne. Segundo concluíram, os tempos de banho-maria são tão curtos que qualquer eventual crescimento bacteriano permanece dentro de limites seguros para a saúde.
Para além disto, os bifes descongelados com água perderam menos água do que os bifes descongelados no frigorífico. Os pesquisadores também grelharam os bifes, descobrindo que os bifes descongelados perderam cerca de 26% do seu peso original quando cozidos, em comparação com bifes nunca congelados, que perderam 21%. Não foi ainda detetada qualquer diferença significativa entre bifes descongelados lentamente e rapidamente.
Este método pode ser usado sem qualquer perigo em bifes (incluindo os de frango), costeletas, filet mignons e outros cortes relativamente finos, pouco antes de cozinhar. Já em relação a pedaços de carne grandes, o método torna-se perigoso, uma vez que estes demoram tempo suficiente a derreter para que possa haver um crescimento bacteriano significativo.

fonte: observador.pt

Comissão da ONU junta-se a apelos para presidenciais livres na Guiné-Bissau

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Entidade encoraja à resolução das diferenças através do diálogo e de acordo com as disposições da Constituição guineense.  
José Mário Vaz (PAIGC) e Nuno Gomes Nabiam (independente) disputam presidência da Guiné-Bissau  

A Comissão da Configuração da Paz da ONU para a Guiné-Bissau congratulou-se com os apelos lançados pela organizações regionais e internacionais para que os atores políticos mantenham o compromisso de eleições presidenciais justas e livres.
Esta posição consta de um comunicado saído da reunião deste comissão, em que se agradece o envolvimento no processo de paz do Grupo dos Cinco na Guiné-Bissau (ONU, União Africana, Observador Permanente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental/CEDEAO, União Europeia/UE, CPLP) para a estabilização da Guiné-Bissau.
Na mesma nota, divulgada este sábado, expressa-se também um agradecimento ao "importante papel" e às contribuições da Representante Especial da Secretária Geral Rosine Sori-Coulibaly e da equipa do UNIOGBIS.
Os membros da Comissão dizem apoiar os apelos lançados pelas organizações regionais e internacionais a todos os atores políticos da Guiné-Bissau para que mantenham o seu compromisso de realizar "eleições presidenciais livres, justas, pacíficas, transparentes e credíveis em 24 de novembro de 2019", assim como para concluir o ciclo eleitoral em 29 de dezembro de 2019, se for necessário uma segunda volta.
Nesse sentido, exortam os atores políticos a absterem-se de tomar qualquer ação que possa "impactar negativamente na organização das eleições presidenciais".
A Comissão destaca que a conclusão bem-sucedida do processo eleitoral na Guiné-Bissau será fundamental para romper o ciclo de instabilidade política e garantir um compromisso internacional de longo prazo com a implementação das prioridades de construção da paz e a promoção do desenvolvimento socioeconómico naquele país lusófono.
Assim, a Comissão encoraja todas as partes interessadas políticas a resolver as suas diferenças através do diálogo e de acordo com as disposições da Constituição guineense.
A Comissão reitera o seu compromisso de acompanhar a Guiné-Bissau na realização de reformas políticas e institucionais, conforme descrito no Acordo de Conacri e no plano estratégico de desenvolvimento do governo para 2015-2025.
"Em estreita colaboração com a liderança do UNIOGBIS, a Comissão compromete-se a mobilizar apoio internacional para o fortalecimento das instituições locais e a promoção do diálogo e da reconciliação, inclusivamente capacitando mulheres e jovens a desempenharem um papel maior nesses processos", acrescenta a nota.
A Comissão salienta também a sua expectativa de que mudanças futuras na presença das Nações Unidas na Guiné-Bissau tenham em consideração a necessidade de apoio efetivo à implementação das prioridades de construção da paz no país.
A reunião juntou como representantes o presidente da Configuração Específica para o País, embaixador Mauro Vieira, Rosine Sori-Coulibaly, Representante Especial do Secretário-Geral e Chefe do Escritório Integrado de Construção da Paz das Nações Unidas na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), Tanou Koné, Observador Permanente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Barrie Freeman, Diretora e Vice-Chefe do Escritório de Apoio à Construção da Paz e os membros da Configuração Específica do País na Guiné-Bissau.
A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais em 24 de novembro, estando a segunda volta, caso seja necessária, marcada para 29 de dezembro.

fonte:  cmjornal.pt

Senegal: Mais de um quilograma de cocaína encontrado no corpo de uma jovem durante o controle transfronteiriço.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Single Post

Os serviços policiais e aduaneiros da Holanda, Luxemburgo, França e Bélgica organizaram de quinta a domingo uma ação transfronteiriça conjunta contra o narcotráfico e o turismo de drogas. Entre as 1.659 pessoas controladas, 183 estavam em posse de drogas e 10 bêbadas, disse segunda-feira a polícia federal belga. A polícia prendeu 10 pessoas e apreendeu 10 veículos.

A polícia verificou 1.309 veículos. Eles encontraram 5 armas, 8,7 kg de maconha, mais de 2 kg de espaço-espaço, 1,2 kg de cocaína e 260 gramas de haxixe. Uma mulher da Guiana foi presa quinta-feira no Thalys, entre Antuérpia e Roterdã. Durante um exame radiográfico no hospital, 144 "balas" de cocaína de 8 gramas cada foram encontradas em seu corpo, num total de 1.152 kg por um valor de mercado de 57.600 euros.

Oito quilos de maconha

A alfândega de Brasschaat notou um veículo belga suspeito na E19 perto de Minderhout na quarta-feira antes da operação de controle. Continha 8 kg de maconha, um valor de mercado de 80.000 euros. O motorista, um residente belga, disse que estava viajando de Maastricht para Mouscron. Ele foi preso. O inquérito complementar foi confiado à Polícia Judiciária Federal de Antuérpia.

Ainda no E19, a polícia encontrou no sábado 56.600 euros escondidos em um veículo holandês, confiscado. Os serviços aduaneiros também receberam 28.045 euros em atraso de multas criminais.
Frascos de perfume
Um grande número de frascos de perfume ainda embalados foi encontrado na sexta-feira, 15 de novembro, por volta das 12h20, perto de Rekkem, em um veículo registrado na França. Um registro de ocultação foi redigido. No domingo, durante as checagens realizadas nos ônibus, a polícia coletou em um deles 50 gramas de cocaína e 1,7 gramas de metanfetamina.

A polícia prendeu novamente dois traficantes, incluindo um belga, que possuíam 40 gramas de heroína, 20 gramas de cocaína e 545 euros.


fonte: seneweb.com 

Senegal: Espanha - Moussa, o senegalês que faz as prostitutas gozarem.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Single Post
 Os 20 minutos acordados são eternos, a pedido da prostituta, deslumbrados com as proezas de seu cliente que desejam mais. Satisfeita como sempre, ela pega o número de telefone do Senegal. Todas as noites, depois de passear nas ruas da Grand Via, Monica convida Moussa para sua casa para partes de suas pernas que se tornam trabalhadoras.
A ucraniana fala com as amigas que disputam os benefícios da sexualidade africana. Moussa assegura cada vez, e o barulho corre entre as prostitutas. Aconselhado por seus compatriotas, Moussa se depara com a oportunidade de sua vida e usa seu desempenho sexual para ganhar um pouco de dinheiro. É Maria, uma transexual brasileira que fará de Moussa um verdadeiro Gigolo profissional depois de ter bebido em suas proezas.


A partir de agora, os senegaleses viajam por toda a Espanha com a única missão de aproveitar as prostitutas por meio de dinheiro vivo e dinheiro vivo. Moussa Fall, o imigrante ilegal, deixou o centro de recepção de um apartamento nos subúrbios de Madri, do qual ele administra discretamente seu novo negócio sexual.

fonte: seneweb.com 

Senegal: Luta contra o terrorismo na África - Presidente Ghazouani dá a receita aos seus pares.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Single Post
Co-presidindo a cerimônia de abertura da 6ª edição do Fórum Internacional em Dacar sobre Paz e Segurança na África, como convidado de honra, Mohamed Ould, Presidente da República Islâmica da Mauritânia; O xeque Mohamed Ahmed El-Ghazouani enviou algumas linhas de pensamento à platéia. Isso, para "derrotar" o terrorismo na África, especialmente no Sahel.

fonte: seneweb.com 

Senegal: A esposa do lîder incontestavel africano - Colette Senghor será enterrada com o marido em Bel air:

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Single Post

Colette Hubert Senghor, viúva do falecido presidente Léopold Sédar Senghor, falecido ontem na Normandia aos 93 anos de idade, será enterrada no cemitério de Bel Air ao lado de seu marido, informa Iradio. Além disso, a data de seu enterro ainda não foi comunicada.

fonte: seneweb.com 

Líderes africanos em Berlim à procura de mais investimento alemão

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
 fonte: DW Africa

Esta terça-feira (19.11), em Berlim, vários líderes africanos voltam a sentar-se com o Governo da chanceler alemã, Angela Merkel, no âmbito do projeto de investimento "Compact with Africa". 

Líderes africanos com a chanceler Angela Merkel na cimeira do projeto Compact with Africa em Berlim, em 2018
 Líderes africanos com a chanceler Angela Merkel na cimeira do projeto "Compact with Africa" em Berlim, em 2018

Foi Merkel que lançou a iniciativa "Compact with Africa" em 2017, sob a presidência alemã do G20, com a promessa de gerar mais investimento privado nos países africanos. Mas o projeto acabou por não ter os resultados esperados.
O investimento estrangeiro nos 12 países africanos que fazem parte da iniciativa não aumentou de forma significativa. Segundo Robert Kappel – que é o autor de um estudo ao projeto encomendado pela Fundação Friedrich Ebert – em dois anos registaram-se melhorias nos ambientes de negócio.
"Os investimentos não aumentaram nos países do projeto. O que se conseguiu foi melhorar o ambiente de investimento nos países africanos, que cumpriram a sua missão", explica Ebert, acrescentando, "no entanto", que os países "estão um pouco desapontados com o investimento direto que não flui como esperado".
Ouvir o áudio 02:25

Líderes africanos em Berlim à procura de mais investimento alemão

Segundo o estudo, a criação de empregos prevista por África acabou por não se concretizar, como comenta a embaixadora da Etiópia na Alemanha, Mulu Solomon Bezuneh: "O progresso é bom. Nestes dois anos houve investimentos. O programa é razoável, mas comparado com as expectativas e compromissos, achamos que não é suficiente".
Investimento alemão
De 2017 a 2018, o investimento alemão em África cresceu apenas 19 milhões, sendo que 80% desse dinheiro foi direto para 4 países: Egito, Marrocos, Etiópia e Gana. Agora, o Ministério do Desenvolvimento da Alemanha pretende assinar mais três parcerias com Marrocos, Senegal e Etiópia à margem da cimeira em Berlim.
Além disso, na segunda-feira (18.11), o Governo alemão apresentou sete novos projetos de cunho digital em África. No total, o Ministério do Desenvolvimento está a investir quase 270 milhões de euros em mais de 200 projetos digitais
Entretanto, apenas 800 empresas com capital alemão estão ativas em todo o continente africano. Segundo um estudo do Instituto Allensbach, apenas 5% de todas as outras empresas alemãs preveem fazer negócios com África no futuro.
Para Rob Floyd, do Centro Africano de Transformação Económica, ainda há um longo caminho a percorrer e que "que se pode fazer mais". Para Floyd, os países africanos podem ser mais eficazes na captação de investimento para os seus próprios projetos, e "os países do G20 precisam de ser mais ativos na promoção do investimento das suas empresas em África".
default

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Guine-Bissau: Domingos Simões Pereira - Guiné-Bissau: "Crise está ultrapassada porque é inaceitável"

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Domingos Simões Pereira, candidato do PAIGC, considera que a mais recente crise política guineense "está ultrapassada". E que "o povo guineense não vai tolerar qualquer subversão da ordem democrática".

fonte: DW Africa

Domingos Simões Pereira
Domingos Simões Pereira

Em entrevista à agência de notícias Lusa este domingo (17.11), o candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) às presidenciais guineenses, Domingos Simões Pereira, considerou que a crise no país está "ultrapassada".
"Está ultrapassada, porque é uma situação inaceitável. Ninguém irá permitir isso. Podem continuar a orquestrar porque quem não tem um projeto, porque quem não acredita em democracia como um momento em que o povo decide vai estar sempre a orquestrar", afirmou o candidato às eleições de 24 de novembro, no final de um comício no campo de Lala Quema, em Bissau.
O antigo primeiro-ministro considerou ainda que "o povo guineense não vai tolerar qualquer de subversão da ordem democrática". E que a população deve estar preparada, assim como as autoridades, caso haja esta "ameaça".
Alianças
Questionado pela Lusa sobre o facto de vários candidatos eleitorais estarem a planear unir-se contra ele, Domingos Simões Pereira disse que não preocupa e que essas alianças são "perfeitamente normais" em democracia.
"A única diferença é que eles confiam nas alianças que vão estabelecendo e eu confio no povo guineense, porque eu estou a falar do povo, estou a falar de futuro, estou a falar de esperança e é nisso que eu acredito", afirmou, salientando que a única coisa que o preocupa é que haja condições para que o povo se possa exprimir em absoluta liberdade.
Domingos Simões Pereira salientou também que gostava que a atual campanha servisse para discutir projetos e ideias com a participação de todos os guineenses e debater as suas visões com as visões dos outros candidatos.
Guinea-Bissau PAIGC-Anhänger feiern den Sieg bei den Parlamentswahlen Apoiantes do PAIGC durante a campanha para as legislativas, em março
"Acho extraordinário que candidatos com telhados de vidro estejam a atirar pedras, eu não entendo isso e isso só pode ter uma explicação que é distrair a atenção das pessoas. Querem convocar-me para uma discussão que o povo guineense está saturado de ouvir. Eu não vou fazer isso. Eu vou falar daquilo que o povo guineense quer ouvir", disse.
Tensão política
A Guiné-Bissau iniciou a campanha para as eleições presidenciais num momento de especial tensão política, depois de o Presidente ter demitido o Governo de Aristides Gomes, saído das legislativas de 10 de março, e nomeado um outro liderado por Faustino Imbali.
Grande parte da comunidade internacional opôs-se a estas decisões e a CEDEAO exigiu a demissão de Imbali, sob pena de impor "pesadas sanções" aos responsáveis pela instabilidade política.
Imbali acabou por se demitir, pouco antes de serem conhecidas as decisões dos chefes de Estado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que decidiram reforçar a presença da força de interposição Ecomib no país e advertir o Presidente guineense, José Mário Vaz, de que qualquer tentativa de usar as forças armadas para impor um ato ilegal será "considerada um golpe de Estado".

default

Analistas criticam falta de profundidade da campanha eleitoral na Guiné-Bissau

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

  Os discursos e linguagem dos concorrentes à Presidência da República da Guiné-Bissau estão a ser criticados pelos analistas, que consideram que há um nível de debate "fraco". Guineenses vão a votos no dia 24 de novembro.

fonte: DW Africa
Guinea-Bissau Wahlen (picture-alliance/dpa/M. Cruz)
A campanha eleitoral para as eleições presidenciais de domingo (24.11) na Guiné-Bissau entra esta segunda-feira (18.11) na reta final.
Os discursos dos 12 candidatos a Chefe de Estado têm sido caracterizados por ataques pessoais e troca de acusações sobre a venda dos recursos naturais do país, embora haja candidatos que estão também focados na apresentação do seu projeto político ao eleitorado guineense.
O tema do tráfico de droga no país tem também sido usado recorrentemente como "arma de arremesso" na discussão eleitoral.
Défice de conhecimento por parte dos candidatos
Guinea Bissau Wahlen l Präsidentschaftswahlen Últimas presidenciais guineenses realizaram-se em 2014
Paulo Vasco Salvador Correia, professor universitário, considera a existência de um défice de conhecimento dos princípios democráticospor parte dos políticos. "É muito preocupante o fraco nível de debate político, o que denuncia a falta de preparação dos atores políticos", referiu.
"Lamentavelmente, não se vislumbra no horizonte, a melhoria do debate político a curto prazo. É caso para dizer de que as duas décadas e meia da democracia foram só duas décadas do exercício da democracia e não do exercício democrático. Em termos dos conhecimentos dos princípios democráticos, praticamente não se nota nenhuma experiência e nenhum conhecimento", comenta.
"A saúde, a educação e o acesso à justiça, que estão fora dos discursos da maioria dos candidatos, são temas de debate nas ruas", indica ainda.
Ouvir o áudio 02:33

Analistas criticam falta de profundidade da campanha eleitoral na Guiné-Bissau

Para Adama Baldé, vice-presidente da Rede Nacional das Associações Juvenis (RENAJ), os discursos dos candidatos às eleições não estão a ser motivantes. "Os discursos políticos estão a ser menos interessantes, porque não se traz o essencial para o povo", afirmou.
"Enquanto jovens, almejávamos ter discursos mais assertivos e debates nos quais os candidatos digam o que têm para este povo e como poderão influenciar os outros órgãos da soberania para levar uma boa imagem do país o mais longe possível", disse.
Situação política em risco de se deteriorar
"Podemos esperar o agravar da situação, o intensificar das acusações, dos discursos enraizados no ódio, na segregação e divisão étnica", adverte Paulo Vasco Salvador Correia.
"Esperamos que a situação política venha a deteriorar-se nos últimos. No fundo, estamos a tratar de pessoas que da política, da prática e cultura política conhecem muito pouco. Estamos a falar de políticos que não têm proposta e nem projeto social", critica o professor universitário.
A televisão e a rádio nacionais têm promovido debates entre os candidatos, mas os analistas continuam a lamentar aquilo que consideram ser a falta de preparação de alguns concorrentes para dar respostas às questões essenciais.
A campanha eleitoral termina na sexta-feira (22.11). A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais em 24 de novembro, estando a segunda volta, caso seja necessária, marcada para 29 de dezembro.
default

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

“Angola continua sem política eficiente de valorização de quadros de excelência”

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Augusto Cuteta

A citação que dá título a esta entrevista é do jovem angolano João Paulo de Morais, especialista em Logística Militar e Gestão de Recursos de Defesa, especialidades que estão na origem de um convite que lhe foi formulado pela consultora britânica SMI, especializada em questões de Defesa e Segurança Internacional, para ser um dos oradores da “20ª Conferência Anual sobre Transporte Aéreo Militar e Reabastecimento Ar-Ar”, que vai decorrer de 3 a 4 de Dezembro, em Lisboa, Portugal. O entrevistado, de 33 anos, já trabalhou para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e é o primeiro angolano a participar, como orador, no evento.


 João de Morais, Especialista em logística militar
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

Foi convidado para estar presente como orador na 20ª Conferência Anual sobre Transporte Aéreo Militar e Reabastecimento Ar-Ar, que se realiza, em Lisboa, em Dezembro. O que leva na bagagem para o evento?
Começo por dizer que a conferência é organizada pela prestigiada consultora britânica SMI. O evento vai ter lugar, em Lisboa, de 3 a 4 de Dezembro. A consultora é especializada em questões de Defesa e Segurança Internacional. A conferência contará com a presença de altas chefias militares de países membros da OTAN e da União Europeia, assim como de outras organizações político-militares. O evento tem o apoio e patrocínio de multinacionais de referência mundial, como a Boeing, Embraer, Airbus, entre muitas outras. Este evento visa discutir, essencialmente, dois temas relacionados com a Logística Militar Aérea, nomeadamente “Transporte aéreo estratégico” e “Reabastecimento Aéreo”.

Que temas vai apresentar
no evento?
Eu, particularmente, vou abordar o Transporte Aéreo Estratégico (TAE) e a sua importância para o desenvolvimento das capacidades militares e projecção de forças. O TAE é um facilitador fundamental do movimento rápido de forças, especialmente quando se ameaça o terreno ou quando as condições dificultam a liberdade de movimento. Devido à sua capacidade de resposta, velocidade de execução e alcance global, o TAE também oferece os meios mais eficazes para possibilitar e sustentar a projecção rápida, até decisiva, do poder aéreo, em especial para teatros de operações distantes e para locais remotos. O TAE é, no fundo, uma solução rápida e maneira versátil de implantar, sustentar e reimplementar forças militares.
Não vai falar de reabastecimento aéreo?
O reabastecimento aéreo é um tema mais técnico, do ponto de vista da engenharia aeronáutica. Durante o reabastecimento aéreo, a transferência de combustível entre aeronaves em voo faz com que o caça de combate não tenha que regressar à base, aumentando substancialmente a sua capacidade de projecção combativa. O objectivo das operações de reabastecimento aéreo é aumentar a eficácia, estendendo o alcance, a carga útil ou a resistência das aeronaves receptoras, o que incrementa consideravelmente a capacidade operacional e combativa dos aviões empregues nas operações. Eu diria mesmo que, de todos os multiplicadores de força e poder aéreo, o reabastecimento aéreo está entre os mais significativos, devido à sua capacidade de resposta, velocidade de execução e alcance global.

O que significa para si o convite, para ser um dos oradores na conferência?
O convite surgiu directamente da organização, que quis agregar à sua lista de prelectores altas patentes militares e especialistas civis que possam acrescentar valor à conferência. Após algumas avaliações, recebi o convite oficial para fazer parte do conjunto de oradores. Será, sem dúvida, uma oportunidade para demonstrar os meus conhecimentos técnicos, mas, também, uma ocasião para aprender com alguns dos melhores especialistas do sector da defesa a nível mundial. Este evento servirá como barómetro para medir a pertinência dos conhecimentos adquiridos nos últimos anos.

Que impacto a conferência trará às organizações envolvidas, como a União Europeia e a OTAN?
Esta conferência está a ser encarada com bastante expectativa por parte das organizações político-militares, devido à sua relevância estratégica. A União Europeia está em fase de implementar a Cooperação Estruturada Permanente (PESCO) para a Defesa. A Estratégia Global da UE para a Política Externa e de Segurança (EUGS) iniciou um processo de cooperação mais estreita em segurança e defesa. Os Estados-membros da UE concordaram em intensificar o trabalho nesta área e reconheceram a necessidade de maior coordenação, investimento e cooperação no desenvolvimento de capacidades da Defesa. As questões concernentes ao Transporte Aéreo Estratégico e o Reabastecimento Aéreo constam da lista de prioridades desta nova estrutura permanente, assim como da Agência de Defesa Europeia (EDA). Relativamente à OTAN, os Estados-membros, durante a cimeira decorrida no País de Gales, comprometeram-se a investir dois por cento do seu Produto Interno Bruto (PIB) no sector da Defesa, tendo em conta a volatilidade do ambiente de segurança e o desenvolvimento da capacidade militar, assim como o aprimoramento da técnica.

Que significado terá na sua carreira a participação neste evento?
É um marco importante para a minha carreira. É sem dúvida um orgulho ver o meu nome associado a personalidades de referência internacional. Eventos como este abrem várias portas e acabam por ser uma montra com alto nível de visibilidade, permitindo que importantes individualidades acedam ao nosso trabalho e que haja troca de ideias. Desde que recebi o convite, para participar nessa conferência, as solicitações para desenvolver o meu trabalho noutras organizações internacionais e centros de pesquisa duplicaram.

É o primeiro angolano a participar como orador na conferência. É verdade?
Espero ser o primeiro de muitos que venham a ser convidados. É, de facto, um orgulho poder ser o primeiro angolano a fazer parte desta prestigiada conferência. Mas, espero não ser o último. Acredito que as minhas passagens pelas estruturas da OTAN ajudaram a credibilizar o meu percurso profissional e conhecimento científico. É fundamental que as Forças Armadas apostem seriamente no plano de desenvolvimento dos efectivos militares e civis, para que, em matérias militares, possamos estar devidamente representados e na vanguarda.
" A prontidão combativa está ligada à capacidade de fornecimento logístico"
Como pensa que Angola pode tirar benefícios dos seus conhecimentos, por ser especialista numa área tão estratégica?
Angola pode beneficiar amplamente dos meus conhecimentos, uma vez que as questões relacionadas com a logística militar são transversais a todas as Forças Armadas mundiais. Vivemos numa era de escassos recursos e existe a necessidade de uma gestão mais eficiente, feita com cientificidade e rigor técnico. O actual processo de reestruturação e modernização das Forças Armadas Angolanas pressupõe maior racionalização, integração, eficiência e eficácia, considerados fundamentais na concepção de uma possível nova arquitectura do dispositivo que se pretende optimizar, tornando esta matéria bastante actual e pertinente. É bom salientar que o grau de prontidão combativa está intrinsecamente ligado à capacidade de fornecimento logístico às forças destacadas no teatro de operações. Por conseguinte, a perícia logística é uma condição “sine qua non” para qualquer estrutura militar, que pretenda alcançar a vitória em combate. Portanto, a transmissão de conhecimento nesta área tão estratégica torna-se primordial para um melhor desempenho de quaisquer Forças Armadas que pretendam atingir níveis de excelência.

Acha que existe alguma falta de reconhecimento, em Angola, das suas capacidades?
Estou em crer que em Angola ainda exista a percepção de que os assuntos de defesa e segurança devem ser geridos unicamente por quadros militares ou paramilitares. Esta abordagem contrasta com a visão europeia ou americana, que olham para os civis como uma importante fonte de conhecimento técnico e científico para assuntos relacionados com a elaboração da política de defesa nacional e de conceitos doutrinários das Forças Armadas. Os países desenvolvidos têm no capital humano o principal recurso, dentro de uma organização.
Como encara ou lida com esta situação?
É de salientar que quadros com este tipo de formação e conhecimentos em matérias de defesa são amplamente valorizados nos países desenvolvidos, sob pena de os perderem para outras organizações. Infelizmente, Angola ainda não dispõe de uma política eficiente de valorização e captação de quadros de excelência, como vemos noutros países, acabando por perder estes mesmos para outras nações ou organizações de renome. Apesar da pouca dinâmica por parte das nossas instituições de Estado, tenho tido bastantes solicitações para desenvolver o meu trabalho em várias organizações, e acredito que, muito brevemente, irei abraçar um novo projecto, no qual poderei fazer bom uso dos meus conhecimentos e experiências.

Como caracteriza a actual situação da segurança internacional e nacional?
A análise que faço sobre o actual ambiente de segurança internacional é de que saímos de um período de relativa estabilidade para entrar num momento de profunda transformação da ordem global. A década passada foi caracterizada por volatilidade e interrupção, levando à contínua adaptação e transformação nos níveis local, regional e global. Podemos quase considerar este período de instabilidade global como “o novo normal”. Os conflitos têm aumentado significativamente com o número de guerras civis e ataques perpetrados por Estados e grupos armados, aumentando, pela primeira vez, em uma década. Extremismo violento, terrorismo e ameaças híbridas cresceram para contribuir com novas fontes de grandes riscos à segurança, paz e estabilidade em todo o mundo. A Europa tem lidado com ameaças convencionais, como formação militar e instabilidade internacional, incluindo mudanças climáticas e demográficas. A falha na mitigação das mudanças climáticas e desastres naturais pode ser considerada uma questão de segurança internacional, assim como as armas de destruição em massa, fraude de dados e ataques cibernéticos. A natureza multidimensional das ameaças emergentes precisa de novas abordagens de paz e segurança, fundindo noções convencionais de poder com novos métodos científicos.

Em relação a Angola, como aprecia a situação em matéria de segurança?
Angola, estando inserida numa região com elevada complexidade geoestratégica (Região dos Grandes Lagos), tem feito um trabalho meritório no que diz respeito à sua diplomacia militar. Angola tornou-se a placa giratória para os assuntos de conflito regional, devido à vastíssima experiência na mediação dessas matérias. O processo de reestruturação e modernização das Forças Armadas Angolanas, em particular a Marinha de Guerra e a Força Aérea Nacional, tendo em conta a extensão da costa atlântica, de 1.650 quilómetros, e os perigos da pirataria, vindos do “Corno de África”, assim como a protecção e preservação dos recursos marítimos, é fundamental para o desenvolvimento económico. As ameaças migratórias, assim como a instabilidade vindas da fronteira com a República Democrática do Congo, perigam a nossa estabilidade socio-económica e a nossa segurança nacional, tendo em conta a fronteira terrestre de 2511 quilómetros que une os dois países.

fonte: jornaldeangola

Moçambique: Nyusi promete "perseguição" a autores dos ataques no centro do país

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Em declarações, esta sexta-feira (15.11), na província de Sofala, o chefe de Estado moçambicano asseverou que "não há espaço para guerra" em Moçambique e que atacantes serão responsabilizados criminalmente.
Mosambik Präsidentschaftswahl 2019 | Filipe Nyusi (AP Photo/F. Momade)
Filipe Nyusi

O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, disse, esta sexta-feira (15.11), que orientou as Forças de Defesa e Segurança para capturarem os autores dos ataques armados que já provocaram a morte de pelo menos 10 pessoas no Centro de Moçambique.
"Todos dizem que não estão envolvidos. Já que ninguém quer assumir [os ataques], nós orientamos as Forças de Defesa para perseguir essas pessoas para que sejam responsabilizadas", afirmou Filipe Nyusi, à margem de um comício na vila de Gorongosa, província de Sofala, onde inaugurou novas infraestruturas.
Para o chefe de Estado, os desafios que se apresentam no atual contexto moçambicano não deixam espaço para novos conflitos, cujas consequências afetam também os países vizinhos de Moçambique. "Os nossos vizinhos passam por estas estradas e pagam ao país por isso. Não há mais espaço para guerra aqui e nós não podemos passar toda a vida nisto ", referiu.
Lei da Amnistia
Nyusi lembrou ainda que a Lei da Amnistia, aprovada este ano para evitar responsabilizações criminais sobre atos cometidos entre 2014 e 2016, como resultado do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado a 06 de agosto, não vai cobrir novos crimes.
"A Lei da Amnistia é para trás e não para frente. Por isso, vamos perseguir, apanhar e responsabilizar criminalmente estas pessoas porque este é o momento de trabalhar e isso só é possível com paz", concluiu.
Os ataques armados contra viaturas na Estrada Nacional Número 1, no centro de Moçambique, já provocaram pelo menos 10 mortos. Em alguns ataques, as autoridades responsabilizaram guerrilheiros da RENAMO.
No entanto, em entrevista à DW, Ossufo Momade, líder do principal partido da oposição, negou que a RENAMO esteja envolvida.

fonte: DW Africa

Moçambique: Conselho Constitucional nega pedido da RENAMO para anular eleições

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

 Conselho Constitucional de Moçambique negou provimento ao recurso do principal partido da oposição, que pediu a anulação das eleições gerais e provinciais de 15 de outubro alegando vários ilícitos.



Verfassungsrat Mosambik (DW/L. Matias)

"O Conselho Constitucional nega provimento ao pedido de declaração de nulidade da votação e do apuramento a todos os níveis das eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais", lê-se no acórdão datado de dia 11 e citado pela agência Lusa.
O recurso do principal partido da oposição tinha sido entregue em 29 de outubro.
Na altura, Venâncio Mondlane, mandatário da RENAMO, disse que o partido queria "a anulação das eleições, porque elas não foram eleições. Foram uma caricatura, uma exibição circense".
Alertas de Momade
Entretanto, esta quinta-feira (14.11), o presidente da RENAMO, Ossufo Momade, afirmou que Moçambique se arrisca a voltar a um novo conflito caso o Conselho Constitucional valide os resultados eleitorais de 15 de outubro.
"Se quiserem salvar Moçambique, estas eleições devem ser anuladas. O Conselho Constitucional deve, através do nosso recurso, respeitar a vontade do povo moçambicano", disse Ossufo Momade, falando durante um comício na cidade Pemba, na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
Durante a intervenção, o líder do principal partido da oposição afirmou que o seu partido não está interessado na guerra, advertindo, no entanto, que a RENAMO não tem medo da guerra".
"Não vamos aceitar que um punhado de pessoas altere aquilo que é a vontade dos moçambicanos", frisou Ossufo Momade.
Assistir ao vídeo 01:21

Ossufo Momade faz primeiro comício após derrota eleitoral da RENAMO

RENAMO volta a negar responsabilidade por ataques
O líder da RENAMO reiterou que os grupos que têm protagonizado ataques armados contra viaturas no centro do país, na Estrada Nacional 1, não são da RENAMO contrariando a versão das autoridades moçambicanas que têm vindo a responsabilizar o braço armado do partido pelos ataques, que já provocaram pelo menos 10 mortos.
"Aquele grupo que está a disparar no centro de Moçambique não está ligado à RENAMO. Nós respeitamos aquilo que assinámos no dia 6 de agosto [Acordo de Paz e Reconciliação], mas não vamos deixar que se altere a vontade do povo", frisou.
Ossufo Momade acusou ainda a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) de estar a tentar "empurrar o país para a guerra" com a alegada fraude nas eleições.  Querem-nos na guerra para que eles fiquem a roubar", concluiu o líder da Renamo.
Os resultados eleitorais anunciados pela Comissão Nacional de Eleições deram larga vantagem à FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), cujo candidato foi reeleito à primeira volta para um segundo mandato como Presidente, com 73% dos votos. Para o parlamento, a FRELIMO conseguiu eleger 184 dos 250 deputados.

default
  fonte: DW Africa

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Evo Morales está exilado no México. Onde está Ringo, o seu cachorro?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O cão vira-lata, adotado pelo ex-presidente em agosto e que o acompanhava até mesmo em reuniões oficiais, ficou em Cochabamb.

Evo e seu cão, Ringo, em reunião oficial 

Evo Morales deixou a Bolívia na última terça-feira, rumo ao exílio no México, depois de renunciar ao cargo de presidente e receber asilo do governo mexicano. Morales afirmou que a decisão foi tomada em nome da pacificação de seu país e para defender sua vida. Entre os vários companheiros que Morales teve que deixar para trás, está Ringo.
O cachorro vira-lata de pelo dourado e nariz cor de rosa, adotado pelo ex-presidente da Bolívia e que o acompanhava até nas agendas oficiais, não pôde embarcar no avião da Força Aérea Mexicana.

Segundo informou um perfil de Facebook dedicado a notícias da região dos trópicos de Cochabamba, Ringo foi acolhido por Andrónico Rodríguez, líder da Coordinadora de las Seis Federaciones del Trópico de Cochabamba, organização que foi um dos principais bastiões de Morales ao longo de toda a sua trajetória política.
O jovem Andrónico era apontado como um possível sucessor político de Morales.

De Gringo a Ringo






















Senegal: Suposição de corrupção no Tfm - Bouba Ndour faz uma grande revela

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Single Post
"Realmente não há perigo em casa". Essa é a firme convicção do diretor de programas da Tfm. De fato, em uma entrevista à Seneweb, Ahmed Khalifa Niass desafiou diretamente o apresentador do programa "Face 2 Face", "para que ilumine a lanterna aos senegaleses, pois é citado em um caso de suposta corrupção. ". Uma posição que empurra Bouba Ndour a levantar qualquer ambiguidade. "O Tfm é um grupo onde a solidariedade é a ordem do dia, não há intenção de manchar o apresentador, e o que aconteceu", diz o interlocutor a Seneweb, "é apenas um mal-entendido." E para encerrar a controvérsia, Bouba Ndour anuncia que "o programa em questão será transmitido no próximo domingo. Se não foi transmitido, a tempo, é porque houve uma interrupção no programa com o Gamou ".

fonte: seneweb:com 

Uganda: Oposição quer levar Presidente Yoweri Museveni ao TPI

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Grupo de partidos políticos da oposição ugandesa diz que está a recolher provas e assinaturas para pedir ao Tribunal Penal Internacional que julgue o chefe de Estado por crimes contra a humanidade.

fonte: DW Africa
Yoweri Museveni, de 74 anos, está no poder desde 1986.
Yoweri Museveni, de 74 anos, está no poder desde 1986.
Um grupo de partidos políticos da oposição do Uganda acusa o Presidente Yoweri Museveni de crimes contra a humanidade, incluindo execuções extra-judiciais, tortura e sequestros, e diz que recolheu provas suficientes para apresentar um caso sólido ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia.
Liderado pelo advogado Erias Lukwago, o grupo está a recolher assinaturas e pretende apresentar cerca de dois milhões ao TPI para julgar Yoweri Museveni, de 74 anos.
"O general Yoweri Kaguta Museveni e vários altos oficiais da defesa e do Governo cometeram crimes repugnantes contra a humanidade e violações graves dos direitos humanos categorizados como crimes contra o povo do Uganda", afirma Eias Lukwago. "Crimes pelos quais ele pode ser intimado, processado, julgado, condenado e punido pelo Tribunal Penal Internacional", garante.
Governo desvaloriza
Yoweri Museveni, no poder desde 1986, irá disputar um sexto mandato em 2021. Num país onde um em cada dois habitantes tem menos de 16 anos, é o único Presidente que a maior parte da população ugandesa conhece.
A oposição acusa-o também de querer eternizar-se no poder. Museveni alterou a Constituição da República para concorrer às presidenciais de 2021, após 33 anos a frente dos destinos do Uganda.
Ouvir o áudio 03:45

Uganda: Oposição quer levar Presidente Yoweri Museveni ao TPI

A alteração constitucional aprovada pelo chefe de Estado reintroduziu um limite de dois mandatos presidenciais, que tinha sido suprimido em 2005, mas a medida só entra em vigor após as próximas eleições, o que poderá permitir a Museveni apresentar-se a mais dois escrutínios - ou seja poderá ser presidente até 2031, quando tiver 87 anos e um total de 45 no poder.
Em reação à pretensão da oposição, o Governo do Uganda, através do seu porta-voz, Shaban Bantariza, minimizou o caso: "Eles deveriam  focar-se mais na preparação da próxima campanha eleitoral, na próxima eleição, para chegar ao poder e governar o Uganda de maneira diferente do Presidente Museveni. Caso contrário, essa ideia de ir ao TPI é uma farsa que não ajudará a ninguém".
Objetivo realista?
O estatuto de Roma sobre o TPI estabelece que apenas um Estado, o Conselho de Segurança da ONU e o promotor do Tribunal é que podem apresentar casos ao tribunal de Haia. E antes que o caso seja aceite pela instituição, o processo deve ser julgado pela justiça local e, em caso de insatisfação, com o tribunal do país em causa, o queixoso poderá recorrer ao Tribunal Penal Internacional.
O professor de direito da Universidade de Makerere, do Uganda, Daniel Ruhweza, acredita que o caso contra Museveni pode seguir em frente, mas os responsáveis precisam de ter provas fortes: "Devem ser crimes especificamente declarados, com uma certa gravidade. Cabe aos queixosos provar a gravidade dos crimes que justifiquem a intervenção do TPI. A partir daí, o Tribunal Penal Internacional virá e fará a sua própria investigação".
Mesmo que consigam reunir os dois milhões de assinaturas necessárias, o Tribunal Penal Internacional terá ainda que abrir uma investigação sobre o assunto.

default
 

Total de visualizações de página