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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...
domingo, 12 de novembro de 2023
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O órgão oficial do MPLA (Jornal de Angola) relata que o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, afirmou, em Saurimo, Lunda-Sul, que Angola tem tudo “para ser uma terra de oportunidades para todos”, onde cada angolano pode realizar o seu sonho. É uma meia verdade. Angola tem tudo, mas os angolanos nada têm. Basta ver que temos mais de 20 milhões de pobres.
Ao discursar no acto central do 48º aniversário da troca de colonialistas – saíram os portugueses e entraram os do MPLA – em representação do Presidente (não nominalmente eleito) João Lourenço, igualmente Presidente do MPLA e Titular do Poder Executivo, Adão de Almeida defendeu que se continue a investir numa sociedade de valores e de princípios, onde o bem comum esteja acima dos interesses dos indivíduos, se proteja o património público, respeite os poderes democraticamente instituídos, em que se promova a boa gestão da coisa pública e se combata com firmeza a corrupção.
“Angola que estamos a construir para as actuais e futuras gerações é também uma pátria solidária que não deixa ninguém para atrás, que promove e valoriza o papel da mulher e capaz de assegurar a inclusão e o bem-estar dos mais vulneráveis”, sublinhou.
O ministro de Estado afirmou que qualquer angolano que se sinta patriota deve assumir o compromisso de respeito ao passado e honra ao 11 de Novembro.
Adão de Almeida exortou, igualmente, os angolanos a uma visão acertada no presente e compromisso inquebrável para com o amanhã, garantindo ser o que a Pátria exige de cada um dos seus filhos, bem como o que se espera de qualquer patriota. “Ter compromisso com a pátria é honrar o 11 de Novembro”, disse.
A história de Angola, frisou, regista com orgulho o momento fundacional em que, a partir da praça da Independência, na voz do saudoso Presidente Agostinho Neto (o único herói nacional que o MPLA permite e, igualmente, o genocida que mandu assassinar cerca de 80 mil… angolanos nos massacres de 27 de Maio de 1977), foi anunciado o feito, perante a África e o Mundo. Relembre-se que a Independência também foi declarada no Huambo por Jonas Savimbi e Holden Roberto.
O momento, segundo o ministro de Estado, assinalou a concretização de um sonho há muito esperado, sublinhando que, em face disso, “honraram-se as vidas” que muitos compatriotas “doaram às nossas causas”, bem como “deu-se significado ao sangue derramado” pelos valorosos combatentes.
Adão de Almeida lembrou que, na altura, a Independência era um fim, mas também um meio, tendo justificado que era importante sermos independentes para nos livrarmos da opressão, termos dignidade e sermos “donos do nosso próprio destino”. Destino que, ao fim de 48 anos sempre nas garras do MPLA, fez com que Angola tenha hoje mais de 20 milhões de pobres.
“Mas também era necessário sermos independentes, para construirmos uma Angola próspera para todos os seus filhos, capaz de promover o progresso e o bem-estar dos angolanos”, acrescentou, recorrendo-se, a seguir, de uma frase de Agostinho Neto, proferida no discurso proclamador, segundo o qual “a nossa luta não termina aqui. O objectivo é a independência completa do nosso país, a construção de uma sociedade justa e de um homem novo”. E como Adão de Almeida só lê o que lhe mandam ler…
Quarenta e oito anos depois, Adão de Almeida que faz todo o sentido enaltecer as páginas douradas que registam para todo o sempre a bravura e a resistência dos nossos antepassados que, tendo suportado cinco séculos de dominação colonial, não deixaram de sonhar com a liberdade e a autodeterminação.
Citou, a título de exemplo, os incontornáveis Ngola Kiluanji, Njinga Mbandi, Ekuikui, Mandume, Mutu Ya Kevela, que “ousaram não se conformar com a ocupação colonial, tão-pouco com o estatuto insignificante”, imposto aos seus povos e travaram duras batalhas pela sua dignidade. O ministro de Estado disse, ainda, que a história de resistência de Angola ensinou que o seu povo “não desiste dos objectivos”, nem nos momentos mais difíceis ou perante os mais fortes dos adversários. E quando não estão de acordo com os donos dos actuais escravos já sabem qual é a sentença – peixe podre, fuba podre, panos ruins e porrada (ou tiros) se refilarem.
Na visão de Adão de Almeida, após a conquista da Independência, os angolanos precisavam acabar com o conflito interno, tendo ressaltado o ano de 2002 como tendo sido marcante, ao trazer consigo a segunda maior conquista, enquanto angolanos.
E, nesse aspecto, o ministro de Estado realçou o mérito do processo “exemplarmente conduzido pelo Presidente José Eduardo dos Santos”, que culminou com a reconciliação entre irmãos da mesma pátria.
“Hoje, somos independentes e estamos em Paz. No dia 4 de Abril de 2002 a chama da esperança reacendeu e os sonhos da Independência ressuscitaram”, regozijou-se, arrancando aplausos das várias centenas de convidados, no Cine Chicapa.
Da forma mais dura possível, continuou Adão de Almeida, a história ensinou-nos que a estabilidade é melhor do que a instabilidade, que a união é melhor do que a divisão, que somos um só povo e uma só nação e que a única opção disponível é caminharmos juntos, construirmos Angola juntos… desde que tudo isso aconteça sob a égide do MPLA.
Adão de Almeida apelou, ainda, para a necessidade imperiosa de se valorizar e preservar os benefícios da Independência, da paz e da estabilidade, como desafios permanentes e bens inestimáveis, alertando para os cenários de conflitos que assistimos em vários pontos do mundo.
“É uma questão de respeito para com o nosso passado e para com a nossa história”, sustentou, admitindo, de seguida, que os desafios do nosso tempo não se esgotam aí, dado o facto de que temos que pensar na Angola que queremos nos próximos 48 anos.
O ministro de Estado desconstruiu o lema escolhido para as celebrações dos 48 anos da nossa Dipanda (Unidos pelo desenvolvimento de Angola) esclarecendo que não podia ser mais feliz a opção, em virtude de apelar para a compreensão da relação entre a união e o desenvolvimento, “porque todos somos poucos para construirmos a Angola que sonhamos”, com a proclamação da Independência.
“Porque só unidos seremos capazes de enfrentar os desafios do presente e do futuro e colocar o nosso país no lugar que merece na arena mundial”, assegurou.
Adão de Almeida sublinhou que os sonhos da Independência impõem ao país continuidade nos investimentos (motor que colocou o MPLA a liderar o ranking mundial dos partidos com mais corruptos por metro quadrado) ou, para que tenhamos mais e melhor educação, as crianças e jovens sejam mais competitivos (cinco milhões estão, em 2023, fora do sistema de ensino) e possam estar à altura dos desafios dos seus tempos, nem que para isso tenham aulas debaixo de árvores e sentados no chão.
Os grandes desafios, segundo Adão de Almeida, passam por investir na saúde dos angolanos (indo os dirigentes tratar-se no estrangeiro), uma aposta que, na sua óptica, tem surtido os resultados esperados, confirmado pelos feitos dos últimos anos e as perspectivas para os próximos. .
E como os números não mentem (quando são favoráveis ao MPLA) e ajudam a dissipar dúvidas, o ministro de Estado recorreu a eles para explicar que a esperança média de vida aumentou 4 anos, a mortalidade de crianças menores de 5 anos baixou substancialmente e o acesso aos cuidados primários de saúde triplicou. É claro que Adão de Almeida não tem números dos milhões de angolanos que continuam a aprender a viver sem comer ou, por exemplo, das crianças que são geradas com fome, nascem com fome e morrem pouco depois com… foma.
“O Serviço Nacional de Saúde conta com 3.325 unidades sanitárias e o número de camas de saiu de 13.426, em 2017, para 37.808, no ano passado. Só na última legislatura ingressaram para o serviço público de Saúde 41.093 novos profissionais”, constatou. É obra! Mesmo assim, nada melhor para tratar uma bitacaia do que os dirigentes do MPLA irem a hospital público de… Lisboa ou de Madrid, não é ministro Adão de Almeida?
A pensar no futuro, Adão de Almeida defendeu que se deve continuar a investir na melhoria das infra-estruturas necessárias ao desenvolvimento harmonioso do território nacional, sugerindo que a mesma se faça “através da reconstrução e da construção das estradas necessárias” (tal como faziam os portugueses antes de doarem Angola ao MPLA?), para assegurar a conectividade entre as diferentes regiões do nosso vasto território.
Folha 8 com o órgão oficial do MPLA (Jornal de Angola)
Liga Islâmica Mundial: Macky Sall homenageado em Riade.
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Une distinction internationale de plus. Ce samedi 11 novembre, le président de la république, Macky Sall, s'est vu décerner le Prix de la Ligue islamique mondiale lors d'une cérémonie à Riyadh.
La distinction, remise par le Dr. Mohammad bin Abdul Karim Al-Issa, Secrétaire général de la Ligue, a été saluée par le chef de l’Etat sur son compte X, qui exprime sa fierté. Il a adressé ses remerciements au Roi Salman ben Abdelaziz al Saoud, au Prince Mohammed ben Salman, au Dr. Mohammad bin Abdul Karim Al-Issa et à la Commission des 1200 savants de la Charte de la Mecque.
fonte> seneweb.com
GUINÉ-CONACRI: Guiné - julgamento do ex-ditador Camara recomeça segunda-feira após a sua retirada da prisão.
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Após a fuga de 4 de Novembro, a junta governante procedeu a uma purga nos serviços de segurança e prisionais e demitiu cerca de sessenta oficiais, soldados e agentes. Um funcionário do Ministério da Justiça disse à AFP, sob condição de anonimato, que cerca de sessenta pessoas foram presas.
Nos últimos dias, o Ministro da Justiça, Alphonse Charles Wright, falou claramente de cumplicidade dentro dos serviços de segurança.
A organização de direitos humanos Human Rights Watch expressou preocupação com a segurança das vítimas do massacre num comunicado.
A Ordem dos Advogados relatou num comunicado de imprensa “erros e abusos” cometidos pelas forças de segurança durante a caça a Claude Pivi. Denunciou ameaças feitas contra alguns advogados dos acusados do massacre e pediu ao Estado que os protegesse.
fonte: seneweb.com
SENEGAL: Viviane ganha duas novas distinções nos Estados Unidos.
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Depois da sua grande consagração nos Trace Awards de Kigali, a cantora senegalesa conquistou, sábado, 11 de novembro, duas novas distinções nos Estados Unidos numa cerimónia que registou a presença de artistas como Aya Nakamura, Soul Bang's entre outros.
Ela recebeu o Grande Prêmio de Melhor Artista Francófona e o Prêmio Ícone Feminino do Ano. Acompanhada por Seneweb de Nova Jersey, a cantora dedica este prémio ao povo senegalês e ao mundo da música.
African Entertainment Awards USA (AEA-USA) é um evento que celebra a excelência em empreendedorismo e liderança comunitária na indústria do entretenimento em África e na diáspora. A cerimónia decorreu em Nova Jersey na presença das maiores estrelas da música africana e americana.
FONTE: seneweb.com
domingo, 5 de novembro de 2023
GUINÉ-CONACRI: Julgamento do massacre de 28 de Setembro: “Vai continuar como planeado, sem demora” (Gaoual).
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Após a fuga de elementos-chave do massacre de 28 de Setembro de 2009, muitos ficaram preocupados com a continuação do julgamento. O porta-voz do governo acaba de tranquilizar as vítimas.
Entre os fugitivos, três deles foram detidos e trazidos de volta sob custódia. O governo garante que nenhum outro detido, além de Dadis, Pivi, Thiegboro e o coronel Blaise, escapou e que “o julgamento continuará conforme planeado, sem qualquer atraso”.
“Agradecemos às forças de defesa e segurança pelo seu inestimável apoio na busca e detenção dos envolvidos nesta fuga. Tenham a certeza de que o Governo continua determinado a garantir a paz, a segurança e a justiça no nosso país”, disse Ousmane Gaoual Diallo.
fonte: https://www.guinee360.com/
Conacri: Dadis Camara capturado, Pivi ainda em estado selvagem.
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O Ministério da Justiça acaba de fazer um comunicado oficial relativo ao ataque à Casa Central de Conacri, na noite de sexta-feira, 3 de novembro, para sábado, 4 de novembro de 2023. Alphonse Charles Wright anuncia a prisão de três “fugitivos” entre os fugitivos.
Segundo o comunicado de imprensa assinado por Charles Wright, a operação que levou à fuga de Dadis Camara e cia., foi levada a cabo por um comando cujos elementos ainda não foram identificados.
Na sequência de investigações realizadas pelas forças de defesa e segurança, alguns dos fugitivos, nomeadamente o Coronel Thiegboro Camara, o Capitão Moussa Dadis Camara, Blaise Goumou, foram "presos e levados de volta" para a casa central de Conacri, onde foram colocados "sob alta segurança ”.
Por enquanto, o coronel Claude Pivi continua foragido.
ANGOLA: CRIMINOSO “ALTAMENTE PERIGOSO” FOGE DA PRISÃO.
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As autoridades penitenciárias, da Polícia Nacional de Angola e dos Serviços de Investigação Criminal procuram desde as cinco horas deste domingo, 5 de Novembro, pelo paradeiro de Valeriano Bruno da Silva, mais conhecido por Bruno, dado como altamente perigoso que conseguiu fugir da Comarca do Namibe em circunstâncias que ninguém “quer explicar”.
Por Geraldo José Letras
Valeriano Bruno da Silva, descrito como altamente perigoso, condenado a 14 anos de prisão pela prática de vários crimes e que já tem histórico de tentativa de fuga, conforme revelaram fontes do Folha 8, conseguiu fugir da Comarca do Namibe às 5 horas de hoje.
O que surpreende as autoridades, são as dificuldades que os guardas prisionais apresentam para responder à pergunta “Como é que o Bruno conseguiu escapar das celas sem que ninguém desse por ele?”.
Valeriano Bruno da Silva é um jovem natural da Província do Huambo, que até à data da sua detenção, julgamento e condenação, vivia na cidade de Moçâmedes, bairro 5 de Abril.
Desde as cinco horas está em paradeiro incerto e sem nenhuma pista, as autoridades prisionais da Comarca do Namibe, Polícia Nacional e Serviços de Investigação Criminal solicitam a quem souber do seu paradeiro que entre em contacto com as autoridades policiais mais próximas.
Em declarações à reportagem do Folha 8 na província do Namibe, os populares, uns, mostram-se desapontados com a incapacidade até agora demonstrada em “pelo menos saber o paradeiro ou ter informações das estratégias que o preso usou para escapar e por que via seguiu”, outros desacreditam as autoridades, porque “não é possível alguém fugir da cadeia as cinco horas e até agora não haver qualquer dado.”
“Ninguém foge de uma cadeia em Angola sem ajuda dos agentes penitenciários”, disse António Mata.
“Nos Estados Unidos da América a polícia põe dinheiro à frente, isso acaba incentivando a população a colaborar com denúncias”, comparou Paulo Barros.
“Qual é o valor da recompensa?”, insistiu Francisco Diogo.
“Vou gastar o meu táxi, tempo ou saldo e sem recompensa nenhuma para ir denunciar? Os altamente perigosos estão nos ministérios,” considera Mauro.
FOLHA8
sábado, 4 de novembro de 2023
Dadis Camara libertado da prisão por um comando armado não foi encontrado em lugar nenhum.
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O antigo ditador guineense Moussa Dadis Camara está à solta depois de ter sido retirado da prisão na manhã de sábado por um comando cujo ataque acordou Conacri ao som de armas automáticas e levantou receios de um novo golpe.
Dois ou três outros ex-funcionários actualmente a ser julgados como ele por um massacre perpetrado em 2009 sob a sua presidência também foram retirados da prisão, disseram um ministro e advogados, sem que esteja claro se Moussa Dadis Camara escapou voluntariamente da sua prisão. Um deles foi levado de volta.
O exército afirmou a sua lealdade à junta em vigor desde setembro de 2021 e apelou à população para se acalmar. O Estado-Maior garantiu, numa mensagem transmitida repetidamente pela televisão estatal, que a situação foi “rapidamente controlada e normalizada”.
“Era por volta das 5 da manhã. Homens fortemente armados invadiram a casa central de Conacri”, disse o ministro da Justiça, Alphonse Charles Wright. “Conseguiram sair com quatro arguidos no julgamento dos acontecimentos de 28 de Setembro (2009), nomeadamente o capitão Moussa Dadis Camara”, disse.
Ele garantiu que as fronteiras estavam fechadas. “Digo ao povo da Guiné que eles serão encontrados onde quer que estejam”, disse ele.
Um dos prisioneiros libertados, o coronel Moussa Tiegboro Camara, secretário de Estado encarregado da luta contra as drogas e o crime organizado no governo de Dadis Camara, foi recapturado, disse ele. O advogado do detido, Jean Sovogui, garantiu que este escapou aos que descreveu como os seus “captores”.
“A caça aos outros continua”, disse a equipe.
O advogado do capitão Dadis Camara, Jocamey Haba, levantou a possibilidade de que o seu cliente tenha sido levado contra a sua vontade.
"Ainda penso que ele foi raptado. Ele tem confiança na justiça do seu país, razão pela qual nunca tentará escapar", acrescentou, referindo-se ao julgamento em curso.
“Sua vida está em perigo”, garantiu.
A operação do comando abalou Kaloum, o distrito da presidência, instituições, empresas e várias embaixadas, mas também a prisão central.
“Há disparos de armas automáticas e de guerra” em Kaloum, disse nas primeiras horas do dia um morador da área, falando sob condição de anonimato para sua segurança.
“O centro da cidade está bloqueado desde a madrugada, não há entrada nem saída”, disse um comerciante, também sob condição de anonimato.
“Queríamos ir ao porto onde trabalho, mas fomos impedidos (de passar) na entrada da península de Kaloum, onde estavam estacionados veículos blindados”, acrescentou.
Este surto de febre despertou imediatamente a memória do golpe de estado, levado a cabo na mesma época, em 5 de setembro de 2021, quando o coronel Mamady Doumbouya invadiu o palácio presidencial com os seus homens e derrubou o presidente civil Alpha Condé pelas armas.
- A “bússola” da justiça –
Num comunicado de imprensa lido na televisão estatal, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, General Ibrahima Sory Bangoura, apresentou este ataque como uma tentativa de "sabotar" a acção reformista levada a cabo sob a liderança do Coronel Doumbouya.
“Nós, as forças de defesa e segurança, reafirmamos o nosso compromisso inabalável com estas reformas que são cruciais para o progresso e a estabilidade da nossa nação”, disse ele.
Além de Moussa Dadis Camara e Moussa Tiegboro Camara, sites de notícias noticiaram a fuga de Claude Pivi e Blaise Goumou, também julgados entre uma dúzia de ex-militares e funcionários do governo pelo massacre de 2009.
A Guiné, um país com uma história política atormentada desde a independência de França, acaba de entrar no segundo ano deste julgamento, pelo qual Moussa Dadis Camara estava detido desde o início das audiências em Setembro de 2022.
Eles respondem a uma ladainha de assassinatos, atos de tortura, estupros e outros sequestros cometidos em 28 de setembro de 2009 pelas forças de segurança no estádio 28 de setembro, nos subúrbios de Conacri, onde se reuniram dezenas de milhares de simpatizantes da oposição, e nas redondezas.
Pelo menos 156 pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas, e pelo menos 109 mulheres foram violadas, de acordo com o relatório de uma comissão de inquérito mandatada pela ONU.
Este julgamento começou quando o novo homem forte do país, o coronel Doumbouya, prometeu após o seu golpe reconstruir o Estado guineense e fazer da justiça a sua “bússola”.
Após o golpe de Estado de 2021, o Coronel Doumbouya foi investido presidente e, sob pressão internacional, comprometeu-se a entregar o poder a civis eleitos no prazo de dois anos a partir de Janeiro de 2023. A oposição acusa-o de deriva autoritária e fala de “ditadura emergente”.
fonte: seneweb.com
O lembrete da sogra de Khalifa Ababacar Sall para Deus.
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Khalifa Ababacar Sall está de luto pela morte de sua sogra em 4 de novembro.
Esta é Line Baconnier Samb, viúva de Ababacar Samb Makharam, cineasta. Aos 83 anos, Line Baconnier Samb foi o primeiro diretor técnico da Manufatura Nacional de Tapeçaria localizada em Thiès.
Iniciada pelo presidente-poeta Léopold Sédar Senghor, a fábrica nacional de tapeçaria foi inaugurada em 4 de dezembro de 1966. Foi em 1973 que mudou de nome para se tornar Manufactures Sénégalaises des Arts Décoratifs (MSAD) de Thiès.
Milhares de tapeçarias desta estrutura estão espalhadas pelo mundo. As obras da tapeçaria de Thiès são utilizadas para decorar o interior de instituições, palácios, mas também de organizações internacionais, regionais e nacionais.
fonte: seneweb.com
Exfiltração de Dadis Camara da prisão: membros do comando detidos segundo o Exército Guineense.
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Num comunicado de imprensa publicado este sábado, 4 de novembro, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, General Ibrahima Sory Bangoura, congratulou-se com a feroz resistência que os seus homens apresentaram ao comando responsável pela fuga de Dadis Camara. Graças à sua ação, os bandidos tiveram que recuar, garante.
Equipamentos e meios rolantes abandonados pelos atacantes
“Na noite de sexta-feira, 3 de novembro, para sábado, 4 de novembro de 2023, indivíduos armados perturbaram a ordem pública, tendo como alvo a casa central de Conacri e provocando a fuga de alguns detidos ligados aos dolorosos acontecimentos de 28 de setembro de 2009. Estes bandidos enfrentaram feroz resistência das Forças de Defesa e Segurança que, graças à sua acção, conseguiram travar o seu avanço e obrigá-los a fugir. Graças à determinação das Forças de Defesa e Segurança, a situação foi rapidamente controlada e normalizada”, indicou o oficial superior.
Ele informa ainda que alguns integrantes do comando já foram presos. O Exército também pôs as mãos nos equipamentos e meios de rolamento abandonados pelos atacantes.
Querem “sabotar as importantes reformas empreendidas por Doumbouya”
Para o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, o objectivo do comando é “sabotar as importantes reformas empreendidas pelo Chefe de Estado, Sua Excelência o Coronel Mamadi Doumbouya no âmbito da refundação (do Estado guineense) e dos resultados da que já são visíveis no terreno para satisfação do povo soberano da Guiné.” Por fim, convidou “as pessoas a terem calma e vigilância”.
fonte: seneweb.com
La France va restituer au Nigéria une partie du colossal butin de Sanni Abacha.
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A ministra dos Negócios Estrangeiros francesa, Catherine Colonna, aproveitou o seu encontro com o presidente nigeriano, Tinubu, ontem, sexta-feira, em Abuja, para anunciar a devolução ao país de parte do saque de Abacha. Trata-se de uma quantia de 150 milhões de dólares roubados do estado federal pelo ex-presidente. Bola Tinubu agradeceu a Paris “esta boa notícia”.
A promessa de Tinubu
“Agradecemos a sua cooperação eficaz em relação à devolução de dinheiro da Nigéria. Será usado criteriosamente para atingir nossos objetivos de desenvolvimento”, prometeu o inquilino do Aso Rock. Para o seu anfitrião, a devolução deste saque segue-se à conclusão de longos procedimentos legais. “Foi um processo longo, mas estamos felizes por ter sido concluído. Às vezes a justiça pode ser lenta, mas é um sucesso muito bom”, declarou o chefe da diplomacia francesa.
Sanni Abacha é considerado o líder mais corrupto da Nigéria. Entre 1993 e 1998, ele supostamente roubou pelo menos US$ 2 bilhões. Os fundos foram colocados em bancos ocidentais.
fonte: seneweb.com
Guiné-Conacri: Fim da corrida para Dadis Camara, colocado novamente atrás das grades
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O ex-ditador guineense Moussa Dadis Camara, libertado da prisão na manhã de sábado por um comando fortemente armado, foi recapturado e colocado novamente atrás das grades, disseram o exército e o seu advogado.
“O capitão Moussa Dadis Camara foi encontrado são e salvo e levado de volta à prisão”, disse à AFP o diretor de informação do Exército (Dirpa), Ansouma Toumany Camara, sem especificar as circunstâncias da captura.
Um dos advogados do ex-presidente (2008-2009), Jocamey Haba, confirmou numa breve conversa com a AFP que o seu cliente estava de volta à cela.
Apenas o coronel Claude Pivi permanece indetectável entre os três ou quatro homens (dependendo das fontes) retirados da prisão durante uma operação de comando, disse o diretor da Dirpa.
Ele “é ativamente procurado”, mas “não tem chance de deixar o país, já que Conacri está isolada”, acrescentou.
fonte: seneweb.com
domingo, 29 de outubro de 2023
THOMAS SANKARA HERÓI DA NAÇÃO: TODOS QUEREM SER SANKARISTA, MAS NINGUÉM QUER PAGAR O PREÇO!
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É uma cerimónia com toques de elegia e de glorificação que ontem consagrou a elevação do Presidente Thomas Sankara à categoria de herói da Nação.
Mais do que uma comemoração, é uma celebração da memória do pai da Revolução de Agosto de 1983, agora incluído no panteão dos ilustres e emblemáticos mártires que escreveram a história do Burkina Faso à luz do seu intrépido patriotismo e na tinta do sangue deles.
Este 36º aniversário do assassinato de Thomas Sankara, mesmo sem pompa ou ostentação mediática, ficou na história como a primeira comemoração onde está presente toda a elite oficial, a começar pelo chefe de Estado. Acabaram-se as comemorações polémicas à margem da República, num poeirento cemitério de Dagnoën, onde os seus discípulos, ou os chamados discípulos, se acotovelavam, cada um alegando ser mais ortodoxo no seu Sankarismo, diante de uma multidão heterogénea de fãs incondicionais. O advento do MPSR 2 mudou completamente a situação.
Com efeito, recordamos que na comemoração do 35º aniversário, em 15 de outubro de 2022, cerca de 2 semanas após a sua tomada do poder, o Capitão Ibrahim Traoré recebeu a tocha da Revolução das mãos do falecido Coronel Major Pierre Ouédraogo. símbolo de uma transferência entre a velha e a nova geração que persegue o ideal revolucionário e pan-africanista do Presidente Thomas Sankara.
Um ano depois, o capitão Ibrahim Traoré quer ser um porta-estandarte à altura das grandes esperanças suscitadas pelo ícone da Revolução de Agosto de 1983. Por uma combinação de circunstâncias ou por um sinal do destino, ambos chegaram ao poder aos 34 anos, em num contexto nacional muito difícil, movido pelo desejo de criar uma ruptura na governação do país. Objectivos declarados: mais soberania, mais integridade, mais produção de bens e serviços, mais respeito pelo bem público, mais sacrifícios individuais e colectivos numa dinâmica de confiança em primeiro lugar em si mesmo; menos corrupção, menos nepotismo, menos privilégios para as elites, etc. Olá então, as iniciativas para movimentar as linhas com a vontade de avançar rápido e bem.
Mas cuidado com os erros que foram fatais ao presidente do CNR e à Revolução de Agosto: o messianismo; o confisco das liberdades individuais e coletivas; os estereótipos de divisão das populações em pessoas e inimigos do povo, fora aqueles que pegam em armas contra o país e as suas instituições; o método de coagir em vez de convencer; a diplomacia da arrogância, etc.
Além disso, há muitos bajuladores que aplaudem as palavras, os símbolos, os ideais Sankaristas, mas tornam-se cautelosos, ou mesmo demitem-se, quando é necessário agir. Estes seguidores do Sankarismo que querem ir para o paraíso de um Burkina Faso, de uma África livre de exploradores colonialistas e imperialistas, mas não querem pagar o preço, não se consideram apenas entre o cidadão médio. Não é à toa que a multidão de partidos que afirmam ser Sankarismo desde a década de 1990 se subdividiu e fragmentou, resultando na dificuldade de convencer a maioria dos Burkinabè da correcção dos ideais do Presidente Sankara.
Hoje que a situação nacional, regional e global realça a relevância dos ideais e acções políticas deste experiente pan-africanista, os líderes do MPSR 2, começando pelo Presidente Ibrahim Traoré e o seu Primeiro-Ministro, devem trabalhar para garantir que as suas acções sigam as suas palavras e incorporam os símbolos que elas conferem ao ilustre herói nacional. Este é o preço a pagar para evitar que um dia Thom Sank se volte decepcionado no mausoléu cuja primeira pedra foi lançada ontem.
FRELIMO AMPLIA A DITADURA;.
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A socióloga Sheila Khan considera que as manifestações em Moçambique resultam de uma “fraude eleitoral que castigou a democracia”, mas antevê que os protestos, ainda que legítimos, não vão estilhaçar o Governo. Entretanto, a CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa decidiu ser conivente com a fraude, mantendo-se calada e – por isso – conivente.
Sheila Khan diz: “Fomos testemunhando as várias manifestações que resultam de umas eleições que sabemos que foram fraudulentas e que castigaram enormemente a democracia”. Os protestos que sucederam um pouco por todo o país na sequência do anúncio dos resultados eleitorais que deram a vitória à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, em 64 das 65 autarquias do país.
“Os resultados não são reais, há uma enorme hipocrisia política por parte da Frelimo, que deixa a democracia moçambicana castigada e manca”, acrescentou a escritora moçambicana que é também professora na Universidade do Minho.
Para Sheila Khan, talvez o único ponto positivo da contestação que surgiu a seguir às eleições de 11 de Outubro foi a união da oposição em torno da crítica ao processo eleitoral.
“Temos visto uma oposição muito musculada, extremamente vigilante e atenta ao que se passou no período pós-eleições; havia quem dissesse que não tínhamos uma verdadeira oposição, que pudesse fazer frente à Frelimo, mas o que vimos é uma oposição interveniente, que fez, ela própria, contagens eleitorais paralelas destes resultados eleitorais”, acrescentou.
Questionada sobre como serão os próximos dias e semanas, Sheila Khan disse estar pessimista face à contínua capacidade de mobilização da oposição, apesar do impacto de iniciativas como a carta aberta assinada por Samora Machel Júnior.
“Sendo membro do comité central da Frelimo, disse que houve um acto hediondo e um castigo, um rasurar dos pilares da democracia, e é uma pessoa que está dentro da c do partido no poder; ele quebra, estilhaça a coesão e o silêncio de uma Frelimo que se coloca num pedestal da história moçambicana e que tem esquecido o que é a cidadania, a partilha e a distribuição do poder”, criticou a socióloga, considerando que, para a Frelimo, “não há qualquer pudor em ganhar de forma fraudulenta, o que interessa é manter o poder”.
Para o futuro, concluiu, não haverá um enfraquecimento da Frelimo nem uma recontagem de votos: “O resultado prático é a pressão, a manifestação da cidadania e será uma contestação acérrima, mas se vai provocar algum tipo de enfraquecimento ou um estilhaçar da Frelimo, não acredito”, disse Sheila Khan.
Os resultados apresentados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Moçambique indicam uma vitória da Frelimo, em 64 das 65 autarquias do país, enquanto o MDM, terceiro maior partido, ganhou apenas na Beira.
As sextas eleições autárquicas em Moçambique decorreram em 65 municípios do país no dia 11 de Outubro, incluindo 12 novas autarquias, que pela primeira vez foram a votos.
Na sexta-feira, dia a seguir ao anúncio dos resultados das eleições pela CNE, pelo menos 10 pessoas ficaram feridas e outras 70 foram detidas durante marchas de protesto contra os resultados das sextas eleições autárquicas em diversos pontos de Moçambique, segundo a polícia.
Partidos da oposição, sobretudo a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, têm promovido, um pouco por todo o país, marchas de contestação aos resultados das eleições de 11 de Outubro, juntando milhares de pessoas que denunciam uma alegada “megafraude” no escrutínio.
De acordo com a legislação eleitoral moçambicana, os resultados do escrutínio ainda terão de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional (CC), máximo órgão judicial eleitoral do país.
Recorde-se a Embaixada dos Estados Unidos emitiu um comunicado no dia 16 em que disse existir muitos relatórios credíveis de irregularidades no dia da votação e durante o processo de apuramento dos votos e pediu que haja uma resolução justa sobre esses alegados ilícitos eleitorais.
A representação americana afirmou que as eleições decorreram “de um modo geral, pacífico”, mas reconheceu que “existem muitos relatórios credíveis de irregularidades no dia da votação e durante o processo de apuramento dos votos”.
Nesse cenário, defendeu que a “Comissão Nacional de Eleições (CNE) deve garantir que todos os votos são contados de forma exacta e transparente”.
Também o Alto Comissariado do Canadá, a Embaixada da Noruega e a Embaixada da Suíça manifestaram na sua preocupação com as irregularidades denunciadas no dia das eleições autárquicas, e no processo de apuramento dos votos e pediram que o quadro jurídico dê resposta aos processos entretanto apresentados.
Por sua vez, a União Europeia (UE) manifestou hoje preocupação com as notícias de irregularidades nas eleições autárquicas de Moçambique e afirma estar a acompanhar de perto o rescaldo do processo eleitoral.
“A sociedade moçambicana mostrou-se activamente empenhada e participou em grande escala”, destaca, em comunicado, a UE, manifestando depois preocupação com “as notícias de irregularidades”, desejando que “estas sejam devidamente tratadas para garantir um resultado pacífico e satisfatório do processo eleitoral, no pleno respeito pelo Estado de direito e pelos princípios democráticos”.
Folha 8 com Lusa
Senegal: prisão de outro opositor próximo de Ousmane Sonko.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A tensa situação política no Senegal, marcada pelos problemas jurídicos do líder da oposição Ousmane Sonko, está a viver um novo ponto de viragem. Sonko, líder do partido PASTEF e terceiro nas eleições presidenciais de 2019, está atolado em complicações jurídicas que prejudicaram as suas ambições para as eleições de 2024. A sua remoção das listas eleitorais e sérias dúvidas sobre a sua participação nas próximas eleições presidenciais foram vistas por muitos como manobras políticas para removê-lo da corrida.
Sonko, denunciando uma conspiração política, retomou recentemente uma greve de fome para protestar contra o impasse jurídico em que se encontra. Neste contexto já carregado, a prisão de Amadou Ba, um membro proeminente do extinto partido Pastef Les Patriotes e colaborador próximo de Sonko, acrescenta uma camada de preocupação.
Ba foi preso no dia 27 de outubro após um programa no canal privado SenTV. As razões da sua prisão permanecem desconhecidas, o que os críticos dizem reflectir uma tendência repressiva do governo em relação à oposição.
Um flashback?
Recorde-se que centenas de manifestantes saíram às ruas para exigir a libertação de “prisioneiros de consciência”, mostrando assim a sua insatisfação com a situação política. Excepcionalmente, esta manifestação foi autorizada, quebrando a onda de proibições impostas desde Maio às reuniões da oposição. Um momento que foi visto como uma sugestão de relaxamento no tenso clima político do país.
No entanto, a prisão de Ba é vista por muitos como um retrocesso. Alioune Tine, do think tank Afrikajom Center, sublinha que este gesto representa um choque para a oposição e coloca obstáculos ao processo em curso de relaxamento político. Esta detenção realça a fragilidade das relações entre o governo e a oposição.
Preocupações com o estado de saúde de Sonko
Internacionalmente, o advogado franco-espanhol de Sonko, Juan Branco, expressou preocupação com a saúde do seu cliente numa entrevista à BBC. Criticou também a falta de atenção dos meios de comunicação franceses à crise política senegalesa, enfatizando a necessidade de reconhecimento e compreensão internacional face à complexidade da situação no Senegal.
Os recentes desenvolvimentos jurídicos e políticos, nomeadamente a detenção de Ba, sublinham a necessidade de um diálogo construtivo e de reformas políticas para garantir a estabilidade e o respeito pelos direitos humanos no Senegal. À medida que as tensões continuam a aumentar, a comunidade internacional é chamada a acompanhar atentamente os desenvolvimentos futuros, na esperança de que a democracia e a justiça prevaleçam.
fonte: https://lanouvelletribune.info/
Terrorismo: Gana recebe veículos blindados da UE.
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O Gana procura conter a escalada do terrorismo e recorre aos seus parceiros. A União Europeia (UE) doou recentemente 105 veículos blindados ao Gana, um gesto simbólico e prático no fortalecimento da segurança regional. O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, entregou pessoalmente estes veículos durante uma cerimónia realizada em Acra, sublinhando o compromisso da UE na cooperação com as nações africanas atormentadas pela ameaça do terrorismo. Esses veículos blindados, além da capacidade de resistir a ataques, serão equipados com equipamentos de vigilância aérea e sistemas de guerra eletrônica.
O aumento do terrorismo não é um fenómeno isolado no Gana, mas uma tendência alarmante que é evidente em vários países da região, nomeadamente no Mali, no Burkina Faso e no Níger. Estas nações têm sido palco de múltiplos ataques terroristas perpetrados por grupos extremistas, que não só desestabilizaram a segurança regional, mas também exacerbaram as tensões étnicas e políticas. Mas há vários meses que o Mali e o Burkina aumentaram consideravelmente o seu equipamento militar para enfrentar a ameaça.
Segundo Josep Borrell, a propagação da insegurança do Sahel para os países do Golfo da Guiné já não é um simples medo, mas uma amarga realidade que as nações envolvidas não podem, e não devem, enfrentar sozinhas. Segundo os responsáveis, esta iniciativa insere-se, portanto, num plano mais amplo da UE para reforçar a segurança em quatro países da África Ocidental, com um programa de ajuda de 616 milhões de euros. Este plano também inclui medidas para a criação de emprego, especialmente no norte do Gana, onde as tensões étnicas são palpáveis.
Para as autoridades ganenses, os novos veículos blindados serão um trunfo importante para o exército ganense, não só para a protecção das tropas no terreno, mas também para a vigilância e a recolha de informações cruciais para combater grupos terroristas.
fonte: https://lanouvelletribune.info/2023/
Mali, Burkina, Níger: autoridades eleitas americanas juntam-se à dança.
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As recentes convulsões políticas na África Ocidental chamaram a atenção dos políticos americanos. Os principais membros democratas da Comissão de Relações Exteriores do Senado expressaram preocupações sobre a resposta dos EUA à onda de golpes de estado em países como o Níger, Burkina Faso e Mali. Salientaram a necessidade de uma avaliação crítica das políticas dos EUA, argumentando que uma resposta inconsistente aos golpes de estado poderia encorajar mais instabilidades.
As relações militares entre os Estados Unidos e estas nações africanas têm sido destacadas, particularmente em países como o Níger, onde as bases militares americanas são significativas. A designação destes acontecimentos como golpes de estado levanta questões difíceis sobre os laços militares com as novas juntas. Esta situação complexa provavelmente contribuiu para o atraso no reconhecimento oficial dos golpes de estado pelos EUA, o que suscitou preocupações entre os legisladores.
Além disso, o envolvimento de militares treinados pelos EUA nestes golpes de estado foi chamado de "falha de inteligência" por alguns senadores, destacando o uso de equipamento militar fornecido pelos EUA nestas acções desestabilizadoras. Estas ligações perigosas foram reconhecidas como preocupantes, embora não representativas dos programas de formação do Departamento de Defesa.
O atraso dos Estados Unidos em reconhecer os golpes e a falta de sanções imediatas contra os novos líderes foram contrastados com as ações da União Europeia, que impôs sanções ao Níger. A falta de acção rápida é vista como um sinal negativo, talvez indicando às autoridades militares que as consequências das suas acções não serão graves.
Ao mesmo tempo, os parceiros regionais apelaram aos Estados Unidos para que adiem as sanções numa tentativa de restaurar a democracia de forma autónoma, reflectindo dinâmicas complexas entre actores locais e internacionais. Os esforços da CEDEAO para restaurar a democracia mostram um desejo regional de resolver crises políticas, embora a coordenação com os actores internacionais continue a ser um desafio.
Finalmente, a ausência de embaixadores americanos em vários países africanos foi identificada como um obstáculo adicional à interacção efectiva na região. Esta lacuna diplomática, exacerbada por atrasos políticos internos nos Estados Unidos, reduz a capacidade dos Estados Unidos de competir com outras potências globais como a China e a Rússia na África Ocidental, sublinhando a importância de uma presença diplomática sustentada para navegar no complexo cenário político da região.
fonte: https://lanouvelletribune.info/2023
Exército em Burkina Faso: Presidente Ibrahim Traoré toma uma nova decisão.
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Há já algum tempo que está em curso uma campanha para reforçar a capacidade militar do Burkina Faso. O Presidente Ibrahim Traoré tomou uma iniciativa importante. Assinando um decreto, criou sete Batalhões de Intervenção Rápida (BIR) em Gourcy, Gaoua, Kongoussi, Banfora, Solenzo, Bogandé e Gayéri. O principal mandato destes batalhões é fornecer escoltas a grandes comboios logísticos em benefício das Forças Armadas Nacionais ou de qualquer outra organização, marcando assim um passo significativo no aumento da segurança logística e na luta contra o banditismo.
Esta medida surge num contexto em que o Burkina Faso, tal como o Mali, está a intensificar a sua cooperação militar com a Rússia. O objectivo é reforçar a segurança interna, em resposta aos desafios colocados pelo terrorismo e pelo crime organizado.
A cooperação russo-burquinense, recentemente destacada durante uma visita de altos funcionários russos a Ouagadougou, evoca oportunidades de melhoria operacional e tecnológica, destinadas a aumentar a eficácia das forças armadas nacionais.
Há já algum tempo que está em curso uma campanha para reforçar a capacidade militar do Burkina Faso. O Presidente Ibrahim Traoré tomou uma iniciativa importante. Assinando um decreto, criou sete Batalhões de Intervenção Rápida (BIR) em Gourcy, Gaoua, Kongoussi, Banfora, Solenzo, Bogandé e Gayéri. O principal mandato destes batalhões é fornecer escoltas a grandes comboios logísticos em benefício das Forças Armadas Nacionais ou de qualquer outra organização, marcando assim um passo significativo no aumento da segurança logística e na luta contra o banditismo.
Esta medida surge num contexto em que o Burkina Faso, tal como o Mali, está a intensificar a sua cooperação militar com a Rússia. O objectivo é reforçar a segurança interna, em resposta aos desafios colocados pelo terrorismo e pelo crime organizado.
A cooperação russo-burquinense, recentemente destacada durante uma visita de altos funcionários russos a Ouagadougou, evoca oportunidades de melhoria operacional e tecnológica, destinadas a aumentar a eficácia das forças armadas nacionais.
Desafios de segurança levados a sério
A decisão do Presidente Traoré de formar estes batalhões de intervenção rápida é um reflexo do reconhecimento dos atuais desafios de segurança e do desejo de os superar através de ações determinadas. Demonstra também o compromisso de dotar as forças armadas dos recursos e capacidades necessários para garantir a segurança do país.
A medida poderá constituir um passo significativo na busca do Burkina Faso por uma maior segurança. Ao concentrar-se em unidades militares ágeis e reactivas, o Burkina Faso está melhor posicionado para enfrentar os desafios de segurança contemporâneos, promovendo ao mesmo tempo a identidade e as tradições militares que são fundamentais para o moral e a eficácia das tropas.
fonte: https://lanouvelletribune.info/2023
África: Alemanha quer estreitar laços enquanto França perde terreno.
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O panorama político e diplomático em África está a sofrer mudanças notáveis, particularmente com o declínio da França em países como o Mali, o Burkina Faso e o Níger. Estas retiradas, associadas ao crescente sentimento político anti-francês (não confundir com o sentimento anti-francês), reflectem um período difícil para a França no continente africano. Em contraste, a Alemanha mostra um desejo crescente de reforçar os seus laços com África, como demonstrado pelas recentes visitas de altos funcionários alemães a vários países africanos.
As visitas deste domingo do chanceler alemão Olaf Scholz à Nigéria e ao Gana, bem como as do presidente alemão Frank-Walter Steinmeier à Tanzânia e à Zâmbia, são indicadores claros do interesse renovado da Alemanha no continente.
Estas medidas ocorrem num contexto em que Berlim procura novas parcerias energéticas, após o fim do fornecimento de gás à Rússia. A Alemanha, já importadora de petróleo nigeriano, está a explorar relações reforçadas com África para garantir mais recursos energéticos.
Outros desafios
Os desafios demográficos e migratórios também são foco de discussão durante estas visitas. Olaf Scholz visitará um centro de acolhimento para migrantes repatriados e abordará também a questão da imigração de trabalhadores qualificados.
O contraste entre a perda de terreno da França e as ambições alemãs em África destaca uma possível redefinição das relações europeias com o continente. A Alemanha parece disposta a ocupar um espaço desocupado pela França, o que poderá sinalizar um realinhamento de alianças e influências em África.
Esta mudança na dinâmica entre Alemanha, França e África sublinha a importância estratégica do continente na geopolítica global. Recorda também a necessidade de as nações europeias reconsiderarem e adaptarem continuamente as suas estratégias, a fim de construir relações mutuamente benéficas com os países africanos.
Avaliação da presidência de Macky Sall: avaliações de Khadim Bamba Diagne.
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No Senegal, produzir no vale e trazê-lo para Dakar é mais caro do que comprar o produto na China e trazê-lo para Dakar. Isto significa que os meios de transporte são muito caros. Portanto, é bom investir em estradas e ferrovias, segundo o Dr. Khadim Bamba Diagne. O economista-professor-pesquisador foi o convidado do “Júri de Domingo” da Iradio. “O problema com o presidente Macky Sall é que perdemos muito dinheiro com a Air Senegal, com a Ter. Houve tantos investimentos pesados. Precisamos desses investimentos, mas”, afirmou.
Para ele, gerir um país significa ordenar essas prioridades. “A prioridade para os senegaleses é o emprego. Temos 300 mil jovens que ingressam no mercado de trabalho todos os anos. Agora, se não houver negócios, se não houver estratégias de produção de riqueza para estes jovens, será muito complicado. Gerir o país significa reduzir as desigualdades. Precisamos pensar em mecanismos que tirem o país da pobreza extrema.”
A Doutora Diagne lamenta que a nossa administração seja clássica. “É uma administração de 1960. Estamos em 2023, por mais que estejamos a formar inspetores do Tesouro, estamos a formar inspetores fiscais, por mais que tenhamos que formar inspetores digitais, tivemos que formar inspetores financeiros. Existem novas profissões que estão mudando a face do mundo. Há um estudo que mostra que até 2032, 29% das profissões actuais desaparecerão. São mais de 35 profissões que vão aparecer.”
fonte: seneweb.com
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