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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Rússia: A economia das armas no mundo.

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A economia das armas no mundo. 18765.jpeg



Aproximadamente 1,5 trilhões de dólares são gastos a cada ano na produção de armas de qualquer tipo.
Na atual taxa de produção de balas no mundo (16 bilhões por ano), existem 33 balas à sua espera se tiver 20 anos. Isto pode parecer uma produção exagerada, mas a indústria de armamento não o pensa desse modo.

Por Richard Renshaw, no sítio da Adital:

Na atual taxa de produção de balas no mundo (16 bilhões por ano), existem 33 balas à sua espera se tiver 20 anos. Isto pode parecer uma produção exagerada, mas a indústria de armamento não o pensa desse modo. E com a produção de armas ligeiras atualmente em um milhão por ano e com uma longevidade de 50 anos, há mais do que suficientes armas para disparar as balas em sua direção. O problema não se restringe aos países da África e Ásia implicados em conflitos armados ou nas Honduras com a sua repressão armada. Onde quer que viva no mundo, você é um alvo potencial para a violência armada, seja através de conflitos sociais, repressão ou crime.
Este é um valor suficiente para erradicar a pobreza do mundo inteiro assim como providenciar uma habitação razoável, segurança alimentar, água potável, condições sanitárias, eletricidade, educação universal e cuidados de saúde para todos num mundo onde faltam esses serviços essenciais. Seria um valor suficiente para deter o aquecimento global. Mesmo assim, a produção continua e por um motivo muito forte: o lucro. Há uma enorme quantidade de dinheiro envolvido na produção e comercialização de armas.

Esse ramo industrial envolve um amplo espectro de produção que se ramifica por todos os aspectos na relação com os conflitos por meio das armas. Nós estamos talvez mais conscientes da produção de armas nucleares - que continua em um grande ritmo e envolve cada vez mais países - do que da produção de armas convencionais.
Estas são a "maquinaria pesada" dos jogos de guerra e incluem tudo, desde tanques e artilharia a todos os tipos de aviões, como os recém desenvolvidos "drones". Esta indústria está na vanguarda da tecnologia.

Bilhões de dólares são investidos todos os anos na procura do aperfeiçoamento das armas existentes, assim como no desenvolvimento de novas formas de guerra cirúrgica, como sofisticadas armas de som e micro-ondas que podem eliminar pessoas deixando edifícios e objetos intactos.

O ramo menos conhecido da indústria do armamento é o das armas ligeiras: aquelas que qualquer indivíduo pode transportar. Inclui desde espingardas, caçadeiras e metralhadoras até morteiros e rockets terra-ar antiaéreos.

Atualmente há 24 áreas no mundo consideradas zonas em conflito. A maioria das pessoas mortas nestes conflitos morre devido às armas ligeiras e são sobretudo mulheres, crianças, jovens e idosos. Um dos fatores fundamentais para a manutenção das indústrias de armamentos é o mercado disponível para além das estruturas formais. Enquanto os Estados contribuem para grande parte das encomendas de armamento, uma parte considerável é destinada ao fornecimento de armas aos chamados "combatentes da liberdade", "rebeldes" ou "terroristas". É também verdade que, enquanto os maiores fornecedores desses grupos são os mesmos que fornecem armas aos governos nacionais - são numerosos os modos de circundar os esforços para controlar as transferências internacionais de armas -, por outro lado existe uma ampla lista de fornecedores informais através de redes (relativamente) clandestinas que têm a capacidade de produzir armas ligeiras de alta qualidade. O norte do Paquistão e a Colômbia são, por exemplo, produtoras de armas ligeiras de qualidade através de redes clandestinas.
 
A indústria de armamento não se restringe apenas à produção de armas de fogo e de munições (balas ou rockets). Também existe uma vasta gama de produtos essenciais para a condução da guerra e especificamente designadas para complementar o impacto das próprias armas. Podemos incluir nesta categoria, por exemplo, os navios de guerra (incluindo desde porta-aviões a transportes de artilharia). Igualmente importantes são os instrumentos de treino (como os simuladores aéreos), instrumentos de precisão (como os meios de visão noturna e os sistemas de orientação de mísseis), ou os (muito caros) meios de proteção individual. E não podemos esquecer os enormes sistemas tecnológicos envolvidos na detecção de movimentos, na vigilância de comunicações e no fornecimento de informações aos quartéis-generais. O desenvolvimento e instalação de tais sistemas, só nos Estados Unidos, envolvem bilhões de dólares todos os anos.

A maioria dos lucros desses negócios acaba nos bolsos dos maiores produtores internacionais de armas nos Estados Unidos, China, França, Rússia e Inglaterra.

Algumas destas companhias têm uma história que remonta à Segunda Guerra Mundial. Esses produtores de armas estão também ligados aos maiores setores da economia mundial como os transportes, a energia (particularmente o petróleo), comunicações e finanças.

Esta interligação de interesses torna impossível separar os interesses militares na corrente economia globalizada. Isto é muito mais verdade agora do que quando o presidente Eisenhower inventou o termo "complexo militar-industrial" na década de 1950.

As armas não respondem a nenhuma necessidade humana. Mesmo assim elas estão, em proporção à sua utilidade, entre os utensílios mais dispendiosos que uma sociedade pode produzir e uma das maiores causas de degradação ambiental no mundo. Mesmo assim, em nome da segurança, não apenas continuamos a permitir que sejam fabricadas, como tanto nós como os nossos governos continuam a comprá-las em grande quantidade.

Há muitas décadas o número de conflitos armados continua em declínio. Ainda assim, o número de vítimas desses conflitos atinge os milhões de homens, mulheres e crianças desde a Segunda Guerra Mundial. O número de soldados que são vítimas da violência armada no mundo também continua a diminuir. Hoje são as mulheres, crianças e os idosos a maioria das vítimas. Aqui entra também a questão das armas nucleares.

Com tudo o que tem sido negociado desde a Segunda Guerra Mundial sobre o desarmamento, ficamos com a impressão que as armas nucleares já não são um problema. Todavia, não podemos esquecer que existem mais de 22 mil mísseis nucleares armados e armazenados por todo o mundo. Alguns estão em submarinos com diversas ogivas. As grandes potências estão ainda numa posição de destruir grande parte da população mundial a qualquer momento. Elas estão bem cientes de que um dispositivo nuclear pode ser fabricado a partir de urânio enriquecido e transportado facilmente para qualquer parte do mundo. Ainda assim a produção de urânio enriquecido para energia nuclear e para armamento continua. Nós tendemos a pensar numa guerra nuclear na linha de algo parecido com Hiroshima.

Todavia, existem atualmente diversos conflitos armados no mundo onde armas contendo depósitos de urânio - para endurecer os bombardeios e conferir-lhes maior penetração - estão sendo usadas. A radiação afeta a saúde dos soldados e a dos civis. Neste sentido, os maiores conflitos armados no mundo são conflitos "nucleares".

Houve grandes esforços internacionais para colocar esta indústria lucrativa sob controle. Houve tratados internacionais de desarmamento nuclear (que precisam ser renovados frequentemente sob o risco de caírem em colapso); há tratados de controle da produção e venda de armas militares convencionais (artilharia pesada, aviões, tanques, etc.) e atualmente existe um grande esforço para criar um tratado internacional que estabeleça normas para a produção e transferência internacional de pequenas armas (as que podem ser transportadas por uma pessoa apenas). As Nações Unidas reúnem-se cada dois anos para rever as práticas de comércio mundial de armas e para reforçar as normas que efetivamente reduzem o risco de que armas caiam nas mãos de forças não governamentais. Na prática, a transferência internacional dessas armas é, muito frequentemente, uma dança sofisticada em volta das restrições internacionais encontrando buracos grandes como celeiros. Muitas das mais efetivas medidas de controle do mercado de armas são contrariadas pelas nações mais desenvolvidas pela pressão dos seus setores industriais-militares. Quem são os maiores produtores mundiais de armamento, aqueles que produzem e exportam a maioria das armas? São precisamente os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas que têm o direito de veto: os Estados Unidos, a França, o Reino Unido, a China e a Rússia.

No entanto, há sinais de movimento e são dados pequenos passos. Os esforços para estabelecer normas internacionais de produção, inspeção e transporte de armas, os esforços das Nações Unidas para providenciar alternativas aos conflitos armados através de negociações, os frágeis esforços para supervisionar os cessar- -fogos, embora inadequados, abrem precedentes para novas práticas internacionais. Embora as rodas circulem muito devagar, elas circulam, e a diminuição do número de conflitos armados é um dos indicadores.

Qualquer esforço no sentido de provocar mudanças significativas no sistema econômico mundial, e nas suas instituições financeiras, terá de ter em conta os modos como as indústrias de armamentos são centrais nas estruturas de atividade econômica.

Enquanto isso, as 12 bilhões de balas e esse milhão de armas ligeiras continuam a ser produzidos todos os anos; um trilhão e meio de dólares continua a ser gasto em armamento e uma pessoa por minuto é atingido.
fonte: pravda.ru

Mubarak deixa prisão em helicóptero e é levado para hospital militar.

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Mubarak é transferido para o hospital onde cumprirá prisão domiciliar Foto: AP
Mubarak é transferido para o hospital onde cumprirá prisão domiciliar
Foto: AP

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak saiu nesta quinta-feira da prisão de Tora, no sul do Cairo, em um helicóptero que o levou para o hospital militar de Maadi, também no sul da capital, informaram à agência EFE fontes da segurança do país.

O responsável pelo departamento de prisões do Ministério do Interior, Mustafa Baath, afirmou à agência oficial egípcia Mena que Mubarak ficará internado no hospital militar, que fica na região sul do Cairo.
Dezenas de seguidores de Mubarak e jornalistas estavam do lado de fora da penitenciária de Tora à espera da saída iminente de Mubarak. Um tribunal penal do Cairo ordenou ontem a libertação provisória de Mubarak após ele ter superado o prazo máximo para continuar em prisão preventiva.
Pouco depois, o primeiro-ministro egípcio, Hazem el Beblaui, na condição de vice-governador militar, emitiu ontem à noite um decreto para pôr Mubarak em prisão domiciliar "no marco do estado de emergência" que está em vigor no país em função da última onda de violência.
Mubarak foi preso por supostamente ter recebido presentes avaliados em milhões de libras egípcias de parte do conglomerado de instituições jornalísticas estatais "Al Ahram". O ex-líder também é processado pela morte de manifestantes na revolução de 2011 que o derrubou, pelo desvio de recursos públicos para construir e reabilitar suas mansões particulares, e por enriquecimento ilícito e prejuízo premeditado aos fundos públicos vinculados com a venda de gás a Israel.
Por estas causas, Mubarak está proibido de viajar para fora do Egito, e suas contas estão congeladas, de acordo com fontes judiciais.
Manifestante segura um cartaz com a foto de Mubarak em frente à prisão Foto: Reuters
Manifestante segura um cartaz com a foto de Mubarak em frente à prisão
Foto: Reuters
Manifestante segura um cartaz com a foto de Mubarak em frente à prisão
Foto: Reuters
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Militar americano pede desculpas por massacre de 16 civis no Afeganistão.

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Fotografia do sargento Robert Bales, de 23 de agosto de 2011, liberada pelo Exército americano Foto: AP
Fotografia do sargento Robert Bales, de 23 de agosto de 2011, liberada pelo Exército americano: foto AFP.

Um militar norte-americano condecorado que matou 16 civis afegãos desarmados no ano passado pediu desculpas na quinta-feira perante a Justiça, descrevendo os crimes como "um ato de covardia".
O sargento Robert Bales, que passou quatro temporadas em combate no Iraque e Afeganistão, confessou em junho o massacre de março de 2012 na província de Kandahar, que teve como vítimas principalmente mulheres e crianças. A confissão o poupou da pena de morte, e cabe agora a um júri composto por seis militares decidir se ele será sentenciado à prisão perpétua, ou se terá direito a sursis após 20 anos.
A defesa alegou que Bales sofreu uma crise nervosa devido à pressão da sua missão final ao Afeganistão, e que mesmo antes de ir para lá ele já sofria de transtorno do estresse pós-traumático e lesão cerebral. "Lamentar não é bom o bastante, mas lamento", disse Bales na audiência de quinta-feira num quartel no Estado de Washington, no oeste dos EUA. "O que eu fiz foi um ato de covardia."
fonte: terra.com.br

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Zimbabwe: Mugabe Jurado para mais um mandato.

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O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, foi empossado para um novo mandato, que se estenderá aos seus 33 anos no poder por mais cinco anos.

Quinta-feira, 22 de agosto de 2013, a cerimônia de posse do líder de 89 anos de idade tinha sido adiada por um desafio eleitoral do partido MDC do rival Morgan Tsvangirai.

O MDC disse que a votação de 31 de julho foi fraudada. No entanto, na terça-feira, o Tribunal Constitucional rejeitou o desafio do partido da oposição.

O então primeiro-ministro Tsvangirai disse que não tinha planos de participar da tomada de posse desta quinta-feira. O porta-voz Tsvangirai disse que a eleição foi "roubada" e o primeiro-ministro não poderia participar de uma festa organizada por "ladrões".

Mugabe governa o Zimbabwe desde que o país conquistou a independência em 1980.

Seu partido ZANU-PF e o MDC foram previamente os principais partidos em um governo de partilha de poder formado sob pressão da SADC após as disputadas violentas nas eleições de 2008.

fonte: allafrica.com

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Você tem uma idéia para movimentar a África?

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Relatório Mensal sobre a África realizou uma pesquisa intitulada "30 idéias movem África".
Ecoliers, le 18 juillet 2013, Afrique du Sud.REUTERS/Mujahid Safodien

A África já está se movendo. Ela cria, inova, compromete-se. Mas os obstáculos impedem suas ambições de crescimento e desenvolvimento. O Relatório Mensal sobre a África, apoiado pelo website Jeune Afrique publicou recentemente uma lista de 30 ideias que podem mover a África. Nós selecionamos aquelas que parecem sintomáticas aos desafios do continente.

Um visto Africano

Uma simples solicitação de visto às vezes pode se transformar em um verdadeiro calvário. No continente, muitos países continuam a praticar uma política drástica de controle de fronteiras. Fora da Comunidade Económica da África Ocidental (CEDEAO) e, mais recentemente, a Comunidade  Leste Africano (EAC), a maioria dos estados exigem um visto a seus visitantes africanos, diz o semanário Jeune Afrique.

Promoção da cultura Africana

Como na França ou nos Estados Unidos, os países do continente poderiam estimular e promover a sua cultura. Autores, músicos, cineastas africanos devem receber assistência e revezamento na sociedade. As gerações mais jovens podem ser mais facilmente absorvedores de referências africanas. "Porque, se a partir de Dakar para Niamey passamos por Abidjan, muitas gerações que cresceram lendo Corneille, Victor Hugo e Voltaire, as iniciativas se multiplicariam para apoiar a produção de conteúdo local", acrescentou o semanário.

A escola

Na África, os jovens não estão faltando. Eles são os únicos que fazem este continente uma região do mundo de futuro. Mas estes são os mesmos jovens que são afetados pelo desemprego. Se um posto de trabalho técnico se abre, os jovens africanos nem sempre estão qualificados para vencer. "De acordo com a Organização (UNESCO) Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, menos de 5% dos africanos se inscrevem em programas de formação técnica ou profissional." Formação da Juventude é prioridade. O Marrocos, por exemplo, tenta lançar um plano de industrialização nos setores automotivo e aeronáutica.

Boas estradas

De acordo com o relatório mensal da África, seria necessário gastar €75 bilhões de euros por ano durante a próxima década para que as infra-estruturas do continente sejam ajustadas ao padrão. O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) propôs o uso das reservas da África para garantir o investimento privado em infra-estruturas. Um fundo denominado Africa50 foi criado e com um montante de 38 bilhões de euros para fazer avançar os locais mais importantes.

Por: Lu Young Africa

fonte: Slate Afrique


Nigéria: Jogar futebol pode fazer faíscas.

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Esta é a incrível invenção de uma jovem nigeriana: um balão de futebol gerador de energia.
Julia Silverman (e) e Jessica O Matthews (d), duas das criadoras  da bola que gera energia - Marcos de Paula/AE
Julia Silverman (e) e Jessica O Matthews (d), duas das criadoras da bola que gera energia


Jessica Mathew, uma nigeriana de 25 anos de idade, apresentou em 16 de agosto a sua idéia "brilhante" ao presidente Goodluck Jonathan, relata o Daily Trust. Ele vem em duas versões: uma bola de futebol e uma corda de pular, cuja utilização gera eletricidade.

Após 30 minutos de jogo, esse balão mágico poderá produzir três horas de eletricidade. A energia pode também ser armazenada durante três dias, precisou o site. De acordo com o artigo, esta inovação permite fazer funcionar os eletrodomésticos, mas também para iluminar casas durante falhas de energia.

Uma nativa do Estado de Edo, a jovem menina estudou economia e psicologia na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, diz o jornal. Ela, então, se interessou por adequar ela mesma, a engenharia mecânica e elétrica na sua invenção.

É a popularidade desse desporto que levou-a a escolher uma bola de futebol como o objeto de suas experiências: "Qualquer homem da rua vai querer bater uma bola", disse Jessica Mathew a Daily Trust.

De acordo com a pesquisadora, a sua invenção tem uma vida útil de um ano e meio, mais do que bolas de futebol "clássico"! Já utilizado nos Estados Unidos, essas bolas do futuro devem em breve ser lançado no mercado nigeriano, assim espera Olusegun Asanga, o Ministro do Comércio e Investimento.

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Imagine poder contribuir com a geração de energia elétrica enquanto se joga futebol. Em uma época em que atenções se voltam para ideias de sustentabilidade e para a busca por fontes renováveis de energia, estudantes universitários nos Estados Unidos criaram um inusitado instrumento gerador de eletricidade: uma bola de futebol.
Um mecanismo interno acoplado a uma bola funciona como um motor: conforme ela rola, esse mecanismo também gira e produz e captura a energia cinética gerada.
Meia hora de jogo basta para garantir 3 horas de funcionamento de uma lâmpada de LED ou carregar a bateria de um celular.

Batizado de soccket – junção das palavras soccer (futebol) e socket (conector de tomada) –, o invento surgiu quando as amigas Jessica Matthews e Julia Silverman estudavam em Harvard.

Embora fossem alunas de ciências sociais (Jessica estudava psicologia social e economia, e Julia, antropologia), no final de 2008 elas decidiram se matricular numa aula de engenharia.

Surgiu então a vontade de contribuir com comunidades carentes. “Eu visito o meu povoado algumas vezes por ano e tenho visto em primeira mão a beleza do futebol no mundo em desenvolvimento”, disse Jessica, descendente de nigerianos. “Com esse entendimento sobre o poder desse jogo, começamos a desenhar o primeiro protótipo.”

Após um pequeno apoio financeiro da universidade durante os primeiros testes, elas investiram recursos próprios nos últimos quatro anos para chegar a uma versão de produção em massa. Atualmente contam com doações de empresas privadas e ONGs. “Por U$60 é possível patrocinar uma sOccket e uma lâmpada para uma criança.”

Nos próximos meses, serão distribuídas 7,5 mil bolas. O invento está sendo testado na Nigéria, África do Sul, Haiti, Espanha, México, El Salvador e Libéria. Até o fim do ano, novas bolas chegarão a países como Honduras, Benin e Brasil.

“Estamos em contato com parceiros potenciais para avaliar o processo de produção, distribuição e venda no Brasil”, disse Jessica. A expectativa é de que o invento esteja no mercado até o fim do ano, para venda no site unchartedplay.com. O preço de venda não foi definido.

Jéssica está no País para a TEDxRio+20, que integra o Humanidade 2012, um evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. “Com a minha palestra na TEDxRio+20, espero apoiar os objetivos da conferência, inspirando as pessoas a perceberem que a sustentabilidade é não só vital, mas divertida também.”

fonte: estadao.com.br


Angola: Discrepâncias nos pagamentos de bolsas.

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Contrariamente aos que ainda não receberam qualquer pagamento, por ausência das listas dos aprovados como bolseiros no presente ano lectivo, muitos estudantes também têm sido confrontados com valores diferentes daqueles a que têm direito.
De acordo com informações apuradas por este jornal, a direcção do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo estabeleceu diversos tipos de bolsas, que estão discriminadas em séries identificadas com letras do alfabeto.
Segundo apuramos, por exemplo, quem está com bolsa do tipo A a nível interno recebe aproximadamente 100 mil kwanzas, o mesmo que um bolseiro no exterior do país.
Trata-se de um montante que pode ser repartido por quatro ou três indivíduos das séries que receberem quantidades mais exíguas, como aqueles que auferem apenas 25 mil Kwanzas mensalmente.
Ainda assim, de acordo com relatos a que tivemos acesso, muito estudantes não têm recebido na totalidade os montantes a que têm direito.
“Antes de mais nada recebam os meus calorosos cumprimentos. Sou bolseiro interno e estudante do Instituto Superior Politécnico Jean-Piaget-Benguela e a minha preocupação é a seguinte: sabendo que o INABE começou a fazer os respectivos depósitos nas contas dos bolseiros, encontrei (isto em minha conta) um valor que não coincide com a minha série”, explicou VF. 
BOLSEIROS NO BRASIL DESEJAM AUMENTO DO COMPLEMENTO DE BOLSAS
Estudantes enviados pelo Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (IGNABE) ao Brasil esperam que esta instituição aumente o valor do complemento de bolsa que lhes é atribuído.
De acordo com uma nota a que tivemos acesso, cada um dos estudantes enviados para este país sul-americano recebe do governo bimensalmente mil dólares norte-americanos, o equivalente a dois mil reais.
Além dos constantes atrasos que têm existido para receberem o montante, os bolseiros dizem mesmo que o valor em causa é insuficiente devido ao custo de vida no Brasil, que é muito elevado.
“Com isso, os estudantes têm passado por várias dificuldades e até mesmo por situações humilhantes, por falta de recursos financeiros suficientes e em altura de cobrir até mesmo as nossas primordiais necessidades, como alimentação condigna, saúde, vestuário, material escolar, aluguel de moradias, água, energia eléctrica e outras despesas inerentes a nossa vivência aqui”, explicaram os estudantes.
Dirigindo-se ao director do IGNABE, Miranda Lopes Miguel, os jovens esperam que se regularize o prazo de pagamento do complemento da bolsa, tendo em conta que os atrasos têm sido um dos motivos do descalabro de alguns deles, porque acabam endividados com os bancos, senhorios e fornecedoras de serviços e bens, como condomínio, internet, gás, água e luz.
Os estudantes que se encontram nas universidades situadas em Brasília revelaram que os dois mil reais auferidos bimensalmente é gasto em aluguel (700 reais), IPTU (46 reais), condomínio (46), água (65), energia (45), internet (74) e gás (50).
Despendem ainda para a alimentação (350 reais), material didáctico (120) e extras-saúde, vestuário (360). No total cada um gasta 1856 reais, restando pouco menos de 100 reais para qualquer situação que venha a ocorrer.
Os queixosos alertam que o custo de vida no país em que se encontram varia tendo em conta o seu extenso território. Há regiões em que a situação é mais difícil para os estudantes angolanos que lá se encontram.
“Sabemos também que os estudantes bolseiros do IGNABE em outros países, como por exemplo a Rússia e Alemanha já auferem um complemento de bolsa maior em função disso e não só. Nós, os estudantes aqui no Brasil solicitamos igualmente que sejam atendidas as nossas preocupações, principalmente sobre os atrasos que nos têm frustrado muito”, remataram.

fonte: OPAIS

Cuba: Convocada vigília em frente da Casa Branca a favor dos antiterroristas cubanos.

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Washington.— Uma vigília em frente da Casa Branca foi convocada para o próximo dia 12 de setembro, 15o aniversário da prisão nos EUA de cinco lutadores cubanos contra o terrorismo, condenados num julgamento irregular realizado em Miami.

Durante a jornada pacífica se pedirá ao presidente Barack Obama que devolva a sua Pátria a Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González, ainda confinados em cárceres federais, destaca um comunicado do Comitê Internacional pela Libertação dos Cinco, promotor da iniciativa.
Os participantes se apostarão nas proximidades da mansão executiva com consignas como “Já é suficiente”, “Fim à Injustiça”, “Não mais impunidade” e “Liberdade dos Cinco Cubanos Agora”, para chamar a atenção sobre o caso.
Também, integrantes do Comitê Internacional e outros amigos solidários visitarão a sede do Congresso para acompanhar as visitas realizadas a vários legisladores em junho, durante o programa de atividades da segunda jornada ‘Cinco Dias pelos Cinco Cubanos’, em Washington DC.
De igual forma se prevê que de 11 a 17 de setembro o autor canadense Stephen Kimber fale em sete eventos públicos na costa leste do país acerca de seu mais recente livro “O que há do outro lado do mar: A verdadeira história dos Cinco Cubanos”, precisa o comunicado.
Kimber estará junto ao prestigioso estadunidense, filósofo e politicólogo Noam Chomsky em Boston, capital de Massachusetts, e com o integrante da equipe legal dos Cinco, Martin Garbus, na cidade de Nova York.
O livro é resultado dum extenso trabalho de pesquisa que incluiu a revisão, por parte do autor, de mais de 20 mil páginas de registros judiciais do caso.
Especialistas indicaram a irracionalidade das condenações que cumprem Hernández (dupla prisão perpétua mais 15 anos), Labañino (30 anos), Guerrero (21 anos mais 10 meses e cinco anos de liberdade supervisionada) e González (17 anos e nove meses).
Entretanto, René González cumpriu sua sentença em 2011, passou a regime de liberdade supervisionada e está em Cuba após uma sessão judicial que levou como condição a perda de sua cidadania estadunidense.
O Comitê Internacional advertiu, de forma reiterada, que as ações a favor da libertação destes homens devem aumentar.
Um painel da Organização das Nações Unidas questionou, em maio de 2005, a detenção ilegal e arbitrária dos lutadores antiterroristas cubanos, segundo concluiu então num histórico veredicto que sugeriu remediar de imediato essa situação, embora até hoje o governo estadunidense não tenha feito nada para solucioná-lo. (PL)
 
fonte: granma.cu

Costa do Marfim: Campanha para a Educação - Asalfo move dez artistas africanos de renome para Abidjan.

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Education
© Abidjan.net por Serges T
Educação - Asalfo convida artistas africanos em Abidjan para realizar um acto.
A convite do embaixador Asalfo da Unesco, vários artistas africanos (Kojo Antwi, Maleya X, J Martins, Alif Naaba Awadi ....) estão em Abidjan desde terça-feira, 21 agosto de 2013 para o `registro` de um acto para a educação em África.

Awadi (Senegal), X Maleya (Camarões), Kojo Antwi (Ghana), J. Martins (Nigéria), Alif Naaba (Burkina) ... estão no solo da Costa do Marfim desde terça-feira, 20 de agosto de 2013. Estes renomados artistas africanos que se juntarão a Eric Barbara Kanam, Pierrette Adam´s, Eric Patron ...... responderam assim a um convite de Asalfo para participar no desenvolvimento de uma campanha de segurança para a educação em África. O vocal principal do grupo Magic System realiza assim um sonho caro de edificar um projeto no qual ele ocupa a função  de embaixador de projeto da Unesco. Durante dois dias, as nossas estrelas vão, portanto, realizar a gravação da música e as filmagens do filme feito inteiramente em Abidjan. O single será apresentado oficialmente no dia 9 de setembro pela Unesco após o que se seguirá uma série de concertos no país de origem dos diferentes artistas participantes. Todos os recursos, direitos, royalties, lucros .... a partir deste projeto será totalmente doado a Unesco para projetos de desenvolvimento da educação no continente.

fonte: abidjan.net

Mali: Por que IBK não ganhou em Tombouctou?

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IBK, le nouveau président du Mali.
IBK, o novo presidente do Mali.

Indo contra a tendência dominante, que deu ao Ibrahim Boubacar Keita (IBK) uma vitória presidencial esmagadora no Mali, a região Tombouctou é a única que preferiu Soumaila Cisse. Em parte, pelo reconhecimento revelado pelos jovens do país, mas também pela confiança no novo presidente, cujo tom firme é percebido como um obstáculo para a reconciliação entre as comunidades.
Terça-feira, 20 de agosto, o Tribunal Constitucional validou os resultados da segunda rodada presidencial do Mali, confirmando os dados provisórios divulgados quinta-feira passada. Ibrahim Boubacar Keita ganha esmagadoramente com (77,62% dos votos) sobre seu rival Soumaila Cisse que obteve (22, 38%). É uma onda em favor do ex-primeiro-ministro que é mostrada em todas as regiões do país. Todas, exceto uma: a de Tombouctou.
Nos cinco círculos que se compõem, o candidato a eleição do Mali pelo partido (RPM) obteve 45,2% dos votos contra 54,8% do seu rival do partido União para a República e Democracia (URD). A pontuação que se explica em parte pela origem de Cissé, um nativo de Timbuktu, onde ele é largamente visto como o filho do país.

Nenhum presidente "nortista"
Quando estava à frente da Comissão da UEMOA (2003-2011), Cissé também criou vários projetos importantes que têm aumentado sua popularidade na região. "Nós vamos relembrar os furos em Gourma feitos por Soumaila Cisse, o apoio as cooperativas dos agricultores, incluindo o fornecimento das sementes, grupos de motobombas ...", disse Abdel Hamid Maiga, coordenador da URD para Tombouctou.
E mesmo que os dados étnicos não sejam fundamentais na política do Mali, os políticos regionais, por vezes, têm na sua origem uma importância decisiva. Nunca alguma personalidade política originária das três regiões do norte, menos povoadas do que o Sul, governou o país depois da independência. O mais "nordestista" dos ex-Presidentes Amadou Toumani Toure (ATT) foi realmente do Centro (Mopti), embora muitos malianos acreditam que o Sul começa em Ségou (240 km de Bamako) e não em Tombouctou.
Mas o problema para "Soumi" é sobretudo não ter conseguido recolher votos para além da sua região de origem. Apesar de ter nascido em Koutiala (Sul), IBK ganhou grande sucesso na região de Gao (Norte): 65,1% dos votos contra 34,9% para seu rival. Ainda assim, o fracasso - de - IBK em Tombouctou não se explica por enraizamento de Cisse. Número de eleitores têm igualmente colaborado para sancionar a imagem da força que é veiculada pelo novo presidente.
Mosaico cultural
Na verdade, os métodos ou propostas de IBK quando ele foi primeiro-ministro (1994-2000) permanecem em nossas memórias. Na época, elas contribuíram  para forçar uma imagem de um homem forte julgado por seus adversários arrogantes. Um caráter que hoje personaliza o Mali, embora o consenso tido na era ATT é julgado como responsável pela crise. Mas é precisamente esse ativismo - às vezes estranho - o que é temido até em Tombouctou, onde o mosaico cultural (principalmente Songhay, Fulani, tuaregues e árabes) é tão antiga quanto frágil.
"Eu votei em Soumi, como IBK é rancoroso e emprega um tom seco", argumenta Mahamane Djitteye, um jovem de Tombouctou que aspira, como muitos moradores da cidade de 333 santos, a paz e a reconciliação entre comunidades. "Em Tombouctou, a população negra não pode viver sem os brancos e vice-versa, diz um griot famoso na cidade. Nós vamos precisar de desenvolvimento, perdão e não de um homem assumi os seus compromissos." IBK, ele vai mentir para seus críticos?

fonte: jeuneafrique.com

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Apoiantes em Lisboa pedem regresso pacífico de "Cadogo" à Guiné-Bissau.

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Apoiantes de Carlos Gomes Júnior defenderam em Lisboa o regresso do ex-primeiro-ministro a Bissau como candidato às eleições presidenciais de novembro, independentemente das suspeitas criminais ou processos judiciais.
Um grupo de guineenses em Portugal e França reuniu-se num apelo às Nações Unidas com o intuito de garantir segurança e transparência durante a realização do ato eleitoral agendado para 24 de novembro, na Guiné-Bissau, solicitando o destacamento de uma força internacional de paz e segurança para a capital.

O “Movimento Cadogo Presidente” anunciou, no sábado (17.08), em Lisboa que vai enviar nos próximos dias uma carta aberta a Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, a pedir que sejam garantidas condições de segurança propícias à realização transparente das próximas eleições na Guiné-Bissau.
O ex-primeiro-ministro conduziu o país entre 2005 e 2012
O apelo é extensível à União Europeia (UE), à União Africana (UA), à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Marcha pela Guiné-Bissau em Lisboa
Segundo os apoiantes, estas organizações devem “garantir a segurança de regresso a todos os políticos que forçosamente foram obrigados a exilar-se", diz Seko Na Dabó, um dos rostos na coordenação do referido Movimento que envolve cidadãos guineenses radicados em Portugal e em França. Segundo ele, os políticos exilados devem regressar "para exercer as suas profissões na pátria que os viu nascer, sem exceção, seja Carlos Gomes Júnior, sejam todos os outros políticos que queiram voltar”.

O Movimento pretende exaltar a necessidade da Guiné-Bissau voltar à estabilidade e, entre outras ações, está prevista uma marcha na capital portuguesa cuja data ainda não é conhecida.
“Para entregar a carta aberta junto de um representante da CEDEAO, aqui em Portugal, na embaixada da Nigéria. Queremos que ele seja o porta-voz desta carta”, justificou o mesmo apoiante.
Os apoiantes consideram que "Cadogo", nome pelo qual Carlos Gomes Júnior é conhecido na Guiné-Bissau, é uma pessoa idónea capaz de levar o país a cumprir o programa de desenvolvimento e progresso idealizado por Amílcar Cabral.
Ministério Público guineense com processo aberto
As próximas eleições estão marcadas para 24 de novembro
O regresso do ex-primeiro-ministro, anunciado recentemente pelo próprio, está ensombrado com o anúncio do Ministério Público guineense. As autoridades do país pretendem interrogar Gomes Júnior assim que ele regresse a Bissau, por suspeita de envolvimento em vários crimes, entre os quais no assassinato de “Nino” Vieira, Tagmé Na Waie, Hélder Proença e Baciro Dabó.

De acordo com o jurista Arlindo Ferreira, nenhuma lei impede os candidatos de participarem num ato eleitoral só pelo facto de existirem indícios ou suspeitas de crime.

“A Procuradoria-geral da República da Guiné Bissau não acusou formalmente o candidato Carlos Gomes Júnior e mesmo que houvesse acusação, isso não é um fator impeditivo”, frisa Arlindo Ferreira. “A lei guineense só impede a candidatura quando um político ou um candidato presidencial tenha sido condenado com a pena efetiva de prisão. Não é o caso em concreto”, acrescentou.

O advogado afirma que, à luz da lei, Carlos Júnior pode concorrer com toda a legitimidade às próximas eleições presidenciais. No entanto, como cidadão guineense, Arlindo Ferreira receia eventuais riscos com o regresso de “Cadogo”, depois das advertências feitas ao primeiro-ministro deposto pelas autoridades militares e de transição.

O jurista reconhece que a segurança do ex-primeiro-ministro não é um tema pacífico e apela a um entendimento com os olhos postos no futuro da Guiné-Bissau, caso contrário as próximas eleições serão, nas palavras do jurista, um “ato falhado.”

Oiça a reportagem: Falando de Cadogo. 
fonte: DW

Dia Mundial Humanitário: Movimento em crescimento na Libéria.

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MONROVIA, 19 de agosto de 2013 (IRIN) - A Libéria está recebendo de volta e ficando os seus pés depois de uma prolongada guerra civil que matou mais de 200.000 pessoas, desalojaram mais de um milhão, e em grande parte infra-estrutura destruída e as instituições do país. Após uma década de paz, o Serviço de Ajuda Humanitária da Comissão Europeia (ECHO) está pulando para fora do país, falando das necessidades estão mudando a situação humanitária para o desenvolvimento.

Libéria tem feito progressos, particularmente na atracção de investimento internacional, que leva a um crescimento constante do PIB, e o mais importante a manutenção da paz. Mas a pobreza e o desemprego permanecem firmes, a corrupção é generalizada, e pouco progresso tem sido feito em favor da justiça no período pós-guerra ou de reconciliação. Em suma, desafios significativos permanecem.

Para assinalar o Dia Mundial da Ajuda Humanitária, o jornal online IRIN falou com algumas pessoas-chave que trabalharam em projetos financiados pelo ECHO - a maioria deles relacionados com a saúde - durante e depois da guerra, para saber o quão longe a Libéria chegou.



Moses Massaquoi, dotor: - Photo: Tommy Trenchard/IRIN

Moses Massaquoi começou a trabalhar como Médicos Sem Fronteiras (MSF) depois de ser deslocado por um ataque rebelde em julho de 1990. Ele passou a trabalhar com a ONG em inúmeras postagens em toda a África, antes de voltar para a Libéria com a Clinton Health Access Initiative (CHAI).

"O principal desafio no pós-guerra [era] um desafio de construir o sistema, do ponto de vista de ter os recursos humanos necessários", disse à IRIN. "Então, eu diria que o grande desafio é a capacidade. Como você constrói a capacidade, com todos os sistemas discriminados - saúde, educação e tudo "?

Massaquoi comprometeu-se na reconstrução de um sistema de saúde que deixou em frangalhos a situação deixada pelo conflito. Em particular, ele gostaria de ver a Libéria formar seus próprios médicos especialistas.

Ele diz que quer o país "em primeiro lugar, voltado para sua própria profissão - médico, para trazer de volta um sistema de especialização. Nós não temos o controle de produzir nossos próprios especialistas. O governo teve que enviar as pessoas para fora [ao exterior], e quando eles saem, eles não voltam ", explicou.


Um sinal de progresso nesta área, diz ele, é um programa de formação de pós-graduados que foi estabelecido pelo governo, que terá seus primeiros formandos, a partir de setembro de 2013.



Barbara Brillant, enfermeira:

Outro ex-funcionário do MSF atualmente envolvida na formação médica é Barbara Brillant, que dirige uma escola de enfermagem na capital liberiana, Monróvia.

Brillant chegou pela primeira vez em Serra Leoa como missionário em 1977. "Eu cheguei aqui [na África], como uma jovem senhora ... com muito entusiasmo, e eu estava indo para curar o mundo e ensinar a todos. E eu acabei aqui aos 38 anos, depois tendo aprendido muito ", disse ela à IRIN.

"Ele [o conflito] é muito, muito triste. Para mim, pessoalmente, foi assustador, não há dúvida sobre isso. Mas, como um missionário e de ter vivido com o povo da Libéria, a tristeza era mais vendo o povo liberiano na condição em que se encontrava ", disse Brillant.

Ela diz que viu tanto resiliência e orgulho, mas também "o mal no seu pior" durante o conflito.

Irmã Barbara, como é conhecido pelos 450 alunos da escola de enfermagem, está preocupada que, por trás de paz em curso na Libéria não há verdadeira reconciliação. Ela vê pouca melhora na qualidade de vida da maioria dos liberianos.

"É uma pena, porque ... a dor ainda está lá, a raiva ainda está lá. Você só pode rezar e esperar que o tempo vá curar um monte de feridas. Eles nunca vão esquecê-la, a dor, isso é certo ... Eles estão tendo um tempo muito difícil. "
Apesar de paz ", é um lugar difícil para se viver," ela disse, com o custo de vida que tem aumentado de forma constante ao longo dos anos. "Para alugar uma casa agora é insano", ela acrescentou.




Nyan Zikeh, Gerente de TI:

Como Massaquoi, Nyan Zikeh começou a trabalhar para MSF e para si mesmo, enquanto um refugiado. Ele voltou para a Libéria em 1998 e desde então tem trabalhado com as ONGs Save the Children e a Oxfam, onde atualmente é gerente de TI. Ele diz que agora se sente os dividendos da paz duradoura da Libéria. "O que eu sou grato é que temos paz, e a possibilidade de criar uma família estável agora existe", explicou.

Seus planos para o futuro são de deixar o seu emprego e se tornar um empresário agrícola, que ele diz que vai criar oportunidades para os outros trabalharem, ganhar a vida e aprender. "Eu ainda estou trabalhando no desenvolvimento, mas não na caridade", disse Zikeh, que está preocupado com a dependência que está sendo criado pela cultura actual da ajuda a Libéria.

"Também quer deixar entender as autoridades que sabem que nós podemos ser exemplos, que não temos que vender toda a nossa terra para empresas de grande porte", disse ele. Recentes aquisições de terra em larga escala por empresas estrangeiras têm sido criticadas por explorar comunidades locais e a prática de corrupção na atribuição de concessões.


Uma auditoria recente revelou que apenas duas das 68 concessões de terras concedidas desde 2009 estão totalmente de conformidade com o direito da Libéria.



Nathaniel Bartee, dotor:

Quando a guerra estourou em 1989, Nathaniel Bartee era um médico que acabara de voltar de ganhar um mestrado no Reino Unido. Ele fundou a organização Merci para lidar com a situação humanitária em Monróvia, que rapidamente se expandiu para as províncias.

Durante o conflito, Bartee estava às vezes separado de sua família. "Eu não queria deixar a Libéria por causa da quantidade de sofrimento, e os [números] do pessoal de saúde não era muito satisfatório. Então eu fiquei para orientar uma nova geração de médicos. "Até o final do conflito, ele foi apenas um dos 50 médicos que deixaram o país.

Bartee diz que houve clara melhoria na prestação de serviços de saúde, desde aqueles dias. "Hoje eu acho que a saúde é muito melhor. A maioria dos trabalhadores de saúde voltaram, e há mais graduados que estão sendo formados ", explicou.


Mas ele está preocupado que o governo liberiano não está suficientemente priorizando a saúde. Por esta razão, ele pretende tornar-se um senador para pressionar por aumentos no orçamento para a saúde no parlamento.



Sra. Annie Mushan,  activista pela paz para as mulheres:

No final de 1989, Sra Annie Mushan disse, com suas próprias palavras, e "não é uma mulher de falar".
"Eu era apenas uma dona de casa", disse à IRIN. Durante a guerra, Mushan foi deslocada de sua aldeia e acabou indo morar na cidade de Totota, onde foi abordada por movimento de paz das mulheres que haviam surgido em Monróvia.

Mushan eventualmente tornou-se a líder do ramo Totota do movimento pela paz das mulheres, que em última análise desempenhou um papel significativo em pôr fim ao conflito.

Como muitos liberianos, ela está frustrada com o ritmo lento de desenvolvimento do pós-guerra. "Mesmo que haja progresso, as pessoas na Libéria estão procurando emprego de cima e para baixo ... Há tantas pessoas que não estão trabalhando na Libéria - nem um dia. Esse tem sido um dos principais problemas que estamos confrontados hoje ".

Ela agora trabalha no projeto Hut Paz, que surgiu a partir do movimento de mulheres, e procura resolver o problema da violência de gênero, que ela vê como um dos maiores desafios da Libéria. Mushan sente que o sistema judicial existente na Libéria é incapaz de lidar eficazmente com casos relacionados com questões femininas.

"Meu foco vai ficar com as mulheres, para construir sua capacidade de crescer. Eu ainda quero estar a trabalhar para a Casa da Paz [Hut], porque é graça a Casa da Paz [Hut] que eu cheguei onde estou hoje ", concluiu.

tt / aj / rz

fonte: IRIN África

Costa do Marfim: Pela reconciliação nacional - A FPI exigiu a libertação de todos os presos políticos e o retorno dos exilados.

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Dialogue
© Abidjan.net por Didier ASSOUMOU
Diálogo governo e oposição: A FPI exigi a liberação de Justin Kua antes de retomar as negociações.
Quinta-feira 27 junho de 2013 em Abidjan. A Frente Popular Marfinense, durante uma conferência de imprensa fez o estado se ligar da situação sócio-política na Costa do Marfim. FPI exige do governo a libertação dos presos políticos e a criação de um ambiente propício para um diálogo político credível. Foto: Dr. Richard Kodjo, secretário-geral e porta-voz em exercício da FPI.

1-Na terça - feira, 6 de agosto de 2013, as autoridades judiciais decidiram libertar sob fiança 14 pessoas, incluindo 12 militantes da FPI.

2 - Por ter exigido, durante 26 meses, sem sucesso, a libertação de todos os seus altos responsáveis, na sua grande maioria presa, a título especial nos gulags do norte marfinense. A FPI saúda a expansão de sua administração, ao pagar o tributo à Justiça e os advogados.

3 - A FPI aprecia o "gesto de apaziguamento" do chefe de Estado e incita-o a acelerar a flexibilização do contexto social e político na liberação de todos os prisioneiros, facilitando o retorno de todos os exilados e os pró-Gbagbo o descongelamento das suas contas bancárias, de reabilitação e de restituição de suas casas em nome da dignidade humana e da nação que serviram, Affi N'Guessan e seus companheiros que devem gozar de vez às condições de Abidjan, melhor do que aquelas de Bouna, Katiola Boundiali e Maca.

4-A FPI felicita o Presidente Affi N'Guessan e seus companheiros de prisão pela sua persistência  exemplar e fé nos ideais de justiça e de paz.

5 - A FPI reconhece e saúda a valor justo, os incansáveis ​​esforços da comunidade internacional.

6 - A FPI é particularmente grato às organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, incluindo a Human Rights Watch, Anistia Internacional, FIDH, International Crisis Group, pela sua vigilância redobrada contra o que contínua pela deterioração do estado de direito na Costa do Marfim.

7- Estamos convencidos de que a verdadeira garantia do progresso económico e social e do desenvolvimento sustentável continua a ser o jogo democrático, a FPI exorta a comunidade internacional a ser mais vigilante devido ao fato de que, desde a sua criação, o regime atual acumula também obstáculos para a normalização da vida política.

8- Anexado à paz e à estabilidade das regras do jogo democrático, a FPI está pronto para desempenhar o seu papel no diálogo político e do processo de reconciliação.

9- A FPI felicita os seus membros e todos os democratas do mundo, e pede mais determinação na serenidade e disciplina o seu pedido para permanecer mobilizados para a continuação da luta democrática, dirigido por Laurent Gbagbo: em nome da verdade histórica e da dignidade do povo da Costa do Marfim, e que vá até o fim!

Feito em Abidjan, em 19 de agosto de 2013
O Secretário Geral e Porta-voz
Dr. Richard Kodjo

fonte: abidjan.net


Pequim estende tapete vermelho ao Presidente Queniano indiciado pelo TPI ( Tribunal Penal Internacional).

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Le président kényan Kenyatta et son homologue chinois Xi Jinping, le 19 août 2013 à Pékin.
O Presidente queniano Uhuru Kenyatta e seu homólogo chinês Xi Jinping, em 19 agosto de 2013 em Pékin. © AFP


O Presidente queniano Uhuru Kenyatta, indiciado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade, foi recebido em 19 de agosto com grande alarde em Pequim pelo seu homólogo chinês, Xi Jinping.
Em uma visita oficial a Pequim, o presidente queniano, Uhuru Kenyatta foi recebido em 19 de agosto no Palácio Tiananmen, pelo seu homólogo chinês Xi Jinping. Um regimento da Guarda Presidencial foi implantado em sua honra.
A presença do presidente do Quênia, também foi saudado por uma salva de 21 tiros. Em seguida, os dois líderes mantiveram conversações dentro do Grande Salão do Povo.
Uhuru Kenyatta, investido no início de abril, depois de vencer a eleição presidencial em 4 de março no país, no entanto, é perseguido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por seu suposto papel na violência que se seguiu à eleição anterior, no final de 2007. E seu julgamento está programado para acontecer em 12 de novembro.

Não-interferência de Pequim
Uma situação embaraçosa para os países da União Europeia e os Estados Unidos que dizem que limitam as suas relações com o chefe do executivo do Quênia apenas com  "contactos necessários", embora o primeiro-ministro britânico David Cameron já teve encontro com Uhuru Kenyatta a margem de uma conferência em Londres sobre a Somália.
Pequim está ao seu lado com a sua política de não-interferência nos assuntos internos dos países africanos, cujos líderes também apreciam a ausência da China, em sermões sobre direitos humanos e corrupção.
Parceiros depois do ano de 1960, ano da independência de países africanos, a China e África têm fortalecido seus laços ao longo dos últimos quinze anos. Desde 2009, a China tornou-se mesmo o maior parceiro comercial da África.

(Com AFP)

fonte: jeuneafrique.com

Egito: O Líder supremo da irmandade muçulmana na banca das acusações.

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Mohamed Badie foi detido no Cairo, em seu apartamento, não muito longe do lugar al-Rabaa Adawiya.
Mohamed Badie,  le 23 décembre 2010, au Caire. REUTERS/Asmaa Waguih
Mohamed Badie, em 23 dezembro de 2010, no Cairo. REUTERS/Asmaa Waguih

Mohamed Badie, o guia supremo da Irmandade Muçulmana, foi preso na noite de segunda-feira para terça-feira no Cairo. Sua prisão aconteceu seis dias após a dispersão sangrenta dos partidários da confraria nos arredores de Rabaa al-Adawiya et Nahda  Desde então o rastreamento dos simpatizantes da fraternidade e seus apoiadores continua. Em menos de uma semana, o número oficial de mortos nos confrontos entre partidários do presidente islâmico Mohamed Morsi demitido em 3 de julho e a força de ordem é de mais de 800 mortos.

O chefe da influente da Irmandade Muçulmana foi capturado com outros dois líderes do movimento em um apartamento próximo a Rabaa al-Adawiya  As imagens de sua prisão foram amplamente exibidas na televisão egípcia que cobrem quase unanimemente o golpe militar. O homem está imobilizado,o ar circula em um jalabiya branco, ele de túnica longa tradicional.


Desde 10 de julho, o tribunal egípcio ordenou sua prisão, incluindo sua incitação à violência, bem como vários outros quadros importantes da Irmandade Muçulmana. Khairat el Chater, o número dois e eminência parda da irmandade, e também Saad al Katatni  presidente do Partido Liberdade e Justiça da Irmandade Muçulmana foram detidos e encarcerados na prisão de alta segurança de Torah.

O Presidente Destituído Mohamed Mursi, ainda preso em lugar secreto, e depois nesta segunda-feira, 19 de agosto, sob a influência de uma nova carga de chefe de "cumplicidade em assassinato e tortura" de manifestantes que protestavam do lado de fora do palácio presidencial no final de 2012.

Caça aos Irmãos
Em seu último discurso televisionado, no domingo 18 de agosto, o chefe do exército e novo homem forte do Egito, o general Abdel Fatah al-Sissi, insistiu que seu país combaterá incansavelmente os "terroristas", um termo amplamente utilizado na mídia pelo novo poder para designar a Irmandade Muçulmana. Em uma entrevista ao jornal francês Le Monde de 20 de Agosto, um general da polícia disse inequivocamente a vontade do poder para prender ou matar os altos responsáveis e subalternos da irmandade.

"Nós somos 90 milhões de egípcios e há apenas 3 milhões da Irmandade Muçulmana. Seis meses é que precisamos para liquidar ou aprisioná-los todos. Este não é um problema, já fizemos isso no ano de 1990. "

Mais de mil manifestantes pró-Morsi foram presos, incluindo o mais importante dos quadros da Irmandade Muçulmana, que devem ser julgados a partir de 25 de agosto. Mohamed Badie também estará no banco dos réus. O oitavo guia supremo da Irmandade Muçulmana, eleito em janeiro de 2010 como chefe da Irmandade, o homem ficou várias vezes na prisão, acusado de várias tentativas para derrubar o governo egípcio em 1960.


Slate África, com AFP


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Angola: Margoso - urbanização para os ricos, despojo para os pobres.

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José Agostinho Quiteque, de 31 anos, representa a terceira geração da uma família nascida no Bairro Margoso, no Distrito da Maianga, em Luanda. O bairro, aninhado na encosta entre a zona urbana do Prenda, o Bairro Azul e a Avenida Revolução de Outubro, será demolido para dar lugar a um projecto de urbanização para ricos.
 
A família Quiteque tem mais de 50 anos de vivência no bairro. O patriarca Agostinho Chiteque, natural do Kwanza-Sul, teve ali o seu primeiro filho há 52 anos, na primeira casa de madeira que construiu, precisamente no local onde hoje é a Clínica do Prenda. As autoridades coloniais concederam-lhe outro terreno, um pouco mais abaixo, onde construiu uma casa definitiva, em alvenaria, e ali se fixou até à sua morte, há quatro meses, aos 81 anos de idade. Teve quatro filhos, todos nascidos no Margoso.
 
No quintal, então com espaço suficiente, construíram-se quatro anexos para acomodar os filhos e suas respectivas famílias.
 
O primogénito Manuel teve oito filhos, naquela comunidade familiar. Por sua vez, o seu primogénito José teve três filhos, no mesmo local, constituindo assim a quarta geração dos Quiteques no Bairro Margoso.
 
José Agostinho Quiteque é hoje um dos membros da comissão de moradores para a defesa do realojamento condigno daqueles que serão expulsos do Margoso devido ao novo projecto de urbanização.
 
A 14 de Agosto passado, pouco mais de uma centena de moradores, maioritariamente mulheres, perfilharam-se na Avenida Revolução de Outubro, ao raiar do dia, para protestar contra o que seria a data marcada paras as demolições do bairro. Altas entidades governamentais, militares e policiais acorreram ao local para constatarem a razão da manifestação, pacífica e ruidosa, numa das principais artérias de Luanda, que se prolongou até perto do meio-dia.
 
“Passámos três semanas sem dormir, com o pesadelo das máquinas que viriam à noite ou de madrugada demolir as nossas casas, como é prática do governo”, explica Manuel Paulo, de 26 anos, nascido no Margoso.
 
A ordem para a demolição das primeiras 150 casas, marcada para 14 de Agosto, foi transmitida aos moradores pelo director do Projecto de Requalificação do Bairro Margoso, Baixo Prenda e Chabá, António Teixeira João.
 
Foi também António Teixeira João quem telefonou pessoalmente ao comando policial do distrito da Maianga para providenciar os efectivos necessários para a operação, segundo um comandante local. O mesmo oficial referiu que normalmente é o comando-geral da Polícia Nacional quem ordena as esquadras policiais a acompanhar as demolições.
 
Outro oficial da Polícia Nacional, presente no local, aceitou, a pedido da comissão de moradores, ver as imagens das chamadas “casas evolutivas”, no Zango, onde as famílias deverão ser realojadas. As “casas evolutivas”, assim denominadas pelos arquitetos do executivo do presidente José Eduardo dos Santos, são edificações de dimensões exíguas, sem acabamentos, que têm sido construídas em bairros de realojamento na zona de Luanda (Zango, Viana e Panguila) e também em alguns municípios de Malanje. Disse apenas: “Estou sem palavras. Façam uma manifestação pacífica e não agiremos”.
 
A Brigada Canina da Polícia Nacional, enviada ao local, manteve os cães nas viaturas. Até o chefe dos Serviços de Inteligência e Segurança Militar (SISM), general Zé Maria, sempre lesto a pressionar a repressão de manifestantes, teve atitude diferente. Conversou com uma moradora, Marisa, que lhe entregou um dossier sobre a posição dos moradores, as convocatórias recebidas pelos visados e fotos do local de realojamento no Zango. Em seguida, retirou-se do local.
 
O presidente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda (CACIL), general José Tavares, deslocou-se ao local, quando soube do protesto, e organizou uma reunião com os moradores, a quem transmitiu o seu desconhecimento sobre quaisquer ordens governamentais para as demolições.
 
No mesmo dia, o porta-voz da CACIL, João Dombaxi, revelou à TV Zimbo que António Teixeira João não tinha autorização para ordenar as demolições. “Concluiu-se que houve algum equívoco em alguém não mandatado para o efeito ter determinado o realojamento da população do Margoso para o Zango”, disse Dombaxi.
 
O porta-voz referiu também que a CACIL concluiu que “não há condições para que as populações possam ser transferidas nessa altura para o Zango, em virtude de, segundo os populares, não existirem condições e infrastruturas para o efeito”.
 
“A zona de realojamento não tem água, energia eléctrica, escolas, postos médicos. Esses governantes são desumanos, querem acabar connosco que somos pobres”, denuncia José Agostinho Quiteque.
 
O membro da comissão de moradores nota ainda a falta de condições de habitabilidade das casas onde deverão ser realojados.
 
As casas evolutivas têm duas divisões exíguas, uma para quarto e outra para casa de banho. “Cada morador tem de rebocar as paredes interiores, cimentar o chão, instalar sanita na casa de banho e construir a cozinha e sala”, explica José Agostinho Quiteque.
 
Na zona do Zango, para onde deverão ser transferidos os moradores do Margoso, fora da cidade de Luanda, encontram-se já muitas famílias desalojadas da Ilha de Luanda. Desde há quatro anos que vivem em casebres improvisados de chapas, papelões e outros materiais. As tendas que lhes haviam sido entregues pelo governo, como moradias, rasgaram-se e deterioram-se com o passar do tempo.
 
 
Vida Urbana para Ricos
 
A 25 de Março passado, o governador de Luanda e primeiro secretário do MPLA na provincial, Bento Bento, presidiu a uma reunião sobre o processo de requalificação do Margoso e Chabá. Os ministros da Construção e do Urbanismo e Habitação, entre outros dirigentes, participaram do encontro.
 
Na ocasião, o coordenador do projecto, Mateus Morais de Brito Júnior, revelou à imprensa o destino do Margoso e Chabá: “Vamos tirar todos aqueles casebres e transformar num bairro nobre, com equipamentos sociais. O que estamos a discutir agora é como desalojar e realojar a população que vive naquela zona”.
 
Mateus Morais de Brito Júnior é o vogal da empresa Vida Urbana S.A., a quem o governo atribuiu a concessão da zona a demolir. Brito Júnior foi ministro da Construção, deputado do MPLA e, actualmente, exerce a função de administrador não-executivo do Jornal de Angola.
 
A Vida Urbana Limitada foi criada em 2002 pela advogada Paulette Maria de Morais Lopes. Em 2009, a empresa transformou-se em sociedade anónima e passou a designar-Viva Urbana S.A. Aumentou o seu capital de 450,000 kwanzas para 1.8 milhão de kwanzas, na altura equivalente a US $20,000. Paulette Lopes passou a deter 80 porcento do capital, enquanto os seus sócios Hélia Maria Bernardo Miguel, Mara Geovana Contreiras Cirilo de Sá, Djamila Sousa Pinto de Andrade e José de Carvalho Tavares ficaram nominalmente com cinco porcento cada. O cidadão norte-americano George Wesley Sherrell é o presidente do Conselho de Administração da referida empresa.
 
Como é possível que uma empresa desconhecida, sem qualquer historial de construção civil digno de registo, ganha uma empreitada desta dimensão, sem concurso público, e que envolve o desalojamento de perto de 3,000 famílias?
 
No entanto, George Wesley Sherrell, é também administrador de uma outra empresa, nominalmente propriedade da advogada Paulette Lopes, a Kworum Capital, Limitada.
 
No seu website, a Kworum Capital é apresentada como uma empresa bancária de investimentos fundada por um grupo de banqueiros internacionais e gestores experientes. A empresa dedica-se principalmente à captação e realização de financiamentos para projectos comerciais e de infrastruturas em Angola, através de parcerias com bancos locais e internacionais. Também investe em empresas na África Austral e Ocidental.
 
Maka Angola irá investigar, nas próximas semanas, as empresas Vida Urbana e Kworum Capital, a sua relação com o poder e a sua capacidade de influenciar o despejo arbitrário dos moradores do Margoso e Chabá, de forma desumana.
 
fonte: makaangola

Thomas Sankara (1949-1987), homem político burkinabé: O itinerário de um homem íntegro.

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Thomas Sankara é provavelmente uma das mais famosas figuras africanas do século 20, apesar de uma carreira política curta. É aos 19 anos de idade que começou sua carreira militar antes de ser enviado para continuar a sua formação em Madagascar. De lá, ele testemunhou revoltas populares contra a neo-colonização na época 1971/1972. Ele retornou a Alto Volta em 1972 e participara na guerra contra o Mali em 1974. Ele vai em seguida para França e depois para Marrocos, onde em 1976 ele conheceu Blaise Compaoré. Os dois homens rapidamente se tornaram muito próximos, considerando-se como "irmãos". Eles se formarão com Henri Zongo e Jean-Baptiste Boukary Lingani o grupo de oficiais (ROC), que constitui um grupo de jovens oficiais durante a presidência de Henri Zerbo.
Em setembro de 1981, Thomas Sankara foi nomeado Secretário de Estado da Informação e aparece ótimo no caminho para sua primeira reunião de gabinete. Ele se renunciará pelo acontecimento de 21 de abril de 1982 que marca o seu protesto contra a corrupção e "engasgos do povo." Um ano depois, o golpe de Estado liderado por Blaise Compaoré o impulsionou ao poder. Esta é a fase do começo de tomadas medidas drásticas, como a venda de carros de luxo de membros do governo, enquanto ele próprio reservou a si o Renault 5. Ele não hesitou em assumir algumas teses pan-africanista de Kwame Nkrumah e Patrice Lumumba. Ele começou a luta contra a corrupção, o que resultou na transmissão de julgamentos pela rádio, mas sem a pena de morte. No primeiro aniversário da Revolução, 4 de agosto de 1984, ele mudou o nome de seu país de Alto Volta, herdada da colonização, para "Burkina Faso", que significa "Terra dos homens honestos."
Aliado da URSS e marxista convencional, ele decretou o aluguel gratuito durante todo o ano de 1985 e iniciou um programa de construção de habitações. Mas sua atitude e a grande popularidade que ele goza no seio da juventude africana contribuíram para ele ganhar a desconfiança de seus vizinhos, e alguns países ocidentais, incluindo a França. Ele será assassinado em 15 de outubro de 1987. Blaise Compaoré, citado como o patrocinador deste assassinato, sucedeu-o. Hoje ainda toda uma geração guarda como presente as boas recordações deste jovem revolucionário, presidente modesto, não hesitou em aplicar a si mesmo o que ele pregou ...
El Hadji Ibrahima Thiam (Fonte: uniondesafricains.org)
fonte: lesoleil.sn

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