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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

domingo, 15 de setembro de 2013

Aminata Touré, a “Dama de Ferro” do Senegal quer acabar com a corrupção.

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A luta contra a corrupção no Senegal leva o nome de Aminata Touré, a nova primeira-ministra do país africano que era titular do Ministério da Justiça: uma “Dama de Ferro” que usou todos os mecanismos ao seu alcance para acabar com a impunidade.
“Recuperamos cerca de 30 bilhões de francos CFA (US$ 60 milhões de dólares) para o tesouro público”, assinalou Touré, em uma declaração de intenções do que está por chegar no Senegal.
“Há uma nova cultura (contra a corrupção) que pegou desprevenidos alguns políticos, e também uma mensagem para os que estão agora no governo”, comentou a primeira-ministra em um recente encontro com a imprensa internacional em Dacar.
O empenho desta economista de 50 anos, a segunda mulher a chegar à chefia do governo no Senegal, contra a corrupção custou várias inimizades, mas também infinitas simpatias.
Para Omar Ba, técnico agrícola de 40 anos, “Touré está desempenhando um papel muito relevante e, durante seu tempo como ministra da Justiça, cumpriu com as aspirações dos senegaleses de viver em um estado de direito que não garanta impunidade a ninguém”.
“A vejo muito bem como a primeira-ministra que vai promover as mudanças anunciadas pelo presidente, Macky Sall”, acrescentou Ba. As metas de Sall são estabelecer a autoridade do Estado, fortalecer o estado de direito e garantir os direitos humanos.
Mas o governo de Touré não é consenso, como mostra a opinião – muito comum entre membros e simpatizantes do governo anterior – de Oumy Ndiaye, funcionária do Ministério das Finanças de 41 anos.
“Ela atua como uma dama de forca e faca, e o faz com uma atitude soberba e intransigente, que contrasta com a tradição de tolerância e diálogo que sempre caracterizou o ‘homo senegalensis’”, critica.
Contra o que pensam seus críticos, Touré defende que sua cruzada não é uma caça as bruxas: a primeira ministra adverte que irá até o fim para acabar com a corrupção, mas garante que os acusados terão “um julgamento justo e equitativo”.
Com este pensamento, a veterana ativista a favor dos direitos humanos lida com os processos contra o antigo ministro Karim Wade, filho do ex-presidente Abdoulaye Wade e detido por desvio de fundos públicos, e também do ex-ditador do Chade, Hissen Habré, que se refugiou no Senegal após ser derrubado em 1990.
O chamado “Pinochet africano” gozava até agora de uma vida tranquila na capital senegalesa, enquanto organizações humanitárias pediam justiça para os cerca de 40 mil mortos sob seu regime.
Agora Habré está detido desde 30 de junho por supostos crimes de lesa-humanidade, e um tribunal especial criado em Dacar o julgará pelos fatos durante seu mandato, entre 1982 e 1990.
Nem ele nem seus advogados parecem dispostos a colaborar no processo, algo que não perturba Touré: “Não há nada de excepcional na atitude de Habré. O mais importante é que haja um processo justo e equitativo, e o tribunal o garantirá para o ex-presidente chadiano”.
Aminata Touré navega em uma onda crescente de simpatia e popularidade entre a opinião pública, especialmente entre as senegalesas, que a consideram um modelo, um símbolo vivo da nova geração de mulheres.
Em Mbour, cidade a 80 quilômetros de Dacar, vários jovens iniciaram o chamado “Movimento Aminata Touré, a Dama de Ferro” para apoiar suas ações.
A nova primeira-ministra tem três filhos e é divorciada de Oumar Sarr, ministro do corrupto regime de Abdoulaye Wade.
Formada, pós-graduada e doutora por universidades francesas e americanas, ex-militante de esquerda e com uma carreira de mais de uma década fora do país como funcionária do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Touré era mal conhecida na própria nação.
Com EFE.

Indignado com racismo, Balotelli afirma: ‘Se acontecer de novo, deixo os campos’.

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Após os incidentes no clássico contra a Roma, no qual o jogador de futebol Mario Balotelli e o seu companheiro do Milan, Boateng, foram chamados de “macacos” em cantos racistas da torcida adversária, ele afirmou que não irá mais permanecer em campo caso os fatos voltem a se repetir. O clube foi punido pela federação italiana.
Durante a partida, que acabou empatada em 0 a 0, o árbitro foi obrigado a paralisar o jogo por conta das ofensas proferidas pelo público. O atacante já foi alvo de preconceito outras vezes. “Sempre disse que se isso acontecesse no estádio, eu agiria como se ninguém estivesse cantando nada e eu não ligasse. Mas agora acho que mudei de ideia um pouco. Se isso acontecer de novo, então vou deixar o campo, porque é muito estúpido”, disse a CNN.
O atacante completou: “Falei com Prince (Boateng). Eu estava prestes a deixar o campo no domingo, mas então eles pensaram que eu estava saindo porque tivemos alguma dificuldade com o jogo, e (me convenceram) que ganharíamos de 3 a 0. Eu disse não, é melhor nós jogarmos e eu vou falar. Se não fosse por isso eu teria deixa o gramado”, declarou.
fonte: revistaafro

sábado, 14 de setembro de 2013

Costa do Marfim candidato a Organização do CAN em 2019 ou 2021.

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Un supporteur ivoirien, lors de la Coupe du monde 2010.
Torcedor marfinense durante a Copa do Mundo de 2010. © AFP

A Costa do Marfim vai apresentar a sua candidatura para sediar o Campeonato Africano das Nações (CAN) em 2019 ou 2021. O governo concordou com a Federação Marfinense de Futebol (FIF).
O anúncio foi feito nesta quinta-feira 12 de setembro, o governo autorizou a Federação Marfinense de Futebol (FIF) para apresentar esta pretensão, numa comunicação adoptada pelo Conselho de Ministros.
O governo da Costa do Marfim "visa criar as condições para a organização da competição continental, melhorando a infra-estrutura", diz o texto. Os marfinenses já organizaram a competição em 1984. Eles também tentaram obter a organização em 2006, apesar do estado de crise sócio-política no país.
(Com AFP)

fonte: jeuneafrique


Camarões: Samuel Eto'o na iminência de deixar os Leões Indomáveis​​?

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Samuel Eto'o, 32 ans, aurait annoncé la fin de sa carrière internationale.
Samuel Eto'o, 32 anos, anuncia a possibilidade do fim de sua carreira internacional. © AFP

Samuel Eto'o, de 32 anos, vai terminar a sua carreira internacional. O capitão da equipa nacional dos Camarões anunciou a decisão a seus companheiros de equipe após a vitória dos Leões Indomáveis ​​contra a Líbia (1-0) em Yaoundé. A questão é que se essa decisão se confirmar, vai permanecer irrevogável, porque não é o primeiro anúncio da retirada do estrela Africano ...

Os Leões Indomáveis ​​receberam em 8 de setembro, o seu bilhete para a fase final da Copa do Mundo de 2014, que se realizará no Brasil. Mas após o jogo contra a Líbia (1-0), o capitão da equipe, Samuel Eto'o, de 32 anos, teria anunciado a seus companheiros de equipe no vestiário, que ele estaria terminando sua carreira internacional.
Acredita o site do diário esportivo francês L'Équipe, que o novo atacante do Chelsea supostamente alegou "problemas pessoais" para justificar sua decisão. Samuel Eto'o e o selecionador alemão da equipe dos Camarões, Volker Finke, tiveram algumas discussões acaloradas antes do jogo contra a Líbia, e não só, o jogador também não treinou com a equipe, ele teria tentado impor ao seu treinador a titularizarão de Aquiles Webo (Fenerbahçe) e Carlos Kameni (Malaga). Tudo em vão, apesar da intervenção do ministro do Esporte Nacional.

Por enquanto, nem Volker Finke ou a Federação Camaronesa de Futebol confirmou a retirada da estrela do futebol Africano e não seria esta a sua primeira tentativa. Em 2012, ele já havia anunciado sua retirada da carreira internacional, declinante o mesmo apelo a Denis Lavagne, então treinador, no jogo contra Cabo Verde na fase de qualificação para o Campeonato Africano das Nações em 2013. 

fonte: jeuneafrique

O Brasil só cresce com Educação – Entrevista Ozires Silva.

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Existe uma fórmula perversa na destruição de valor do Brasil enquanto potência mundial, alta carga tributária, burocracia fiscal, falta de mão de obra qualificada, baixos indicadores de educação, tudo somado à corrupção. Mas ao mesmo tempo, se a agenda de educação no Brasil fosse levada mais a séria, ou com intensidade, com certeza, muitos problemas de competitividade e inovação seriam resolvidos.
Por que o Brasil não insiste em uma agenda de educação séria? Por quê o país não vive uma nova onda?
O Blog EXAME Brasil no Mundo conversou com Ozires Silva, fundador da Embraer e atual Presidente do Conselho da Anima Educação e Reitor da Unimonte em Santos. Sua visão de desenvolvimento, e principalmente de educação é um fator importante para analisarmos o contexto atual do país, e que caminhos queremos daqui para frente.
Ozires Silva - Divulgação
Ozires Silva – Divulgação
Brasil no Mundo: Considerando o crescimento da economia do Brasil nos últimos 10 anos, e a grande necessidade de mão de obra altamente qualificada, percebemos que o Brasil do ponto de vista educacional não cresceu nos mesmos níveis. Na sua visão quais os fatores que levaram a isso?
Ozires Silva: Realmente, se levarmos em consideração a complexidade e a sofisticação dos produtos que atualmente são colocados no mercado mundial, quebrando paradigmas e rompendo com as tecnologias do passado, constatamos que especialistas capazes e treinados, de alto nível, foram utilizados para que os objetivos comerciais dos produtores pudessem ser atingidos. Também está bem claro que muitos desses produtos não estão tendo origem somente nos territórios dos países tradicionalmente desenvolvidos da América do Norte, da Europa e do Japão. Os chamados “emergentes” estão ocupando novos espaços competitivamente com aquelas nações com as quais nos habituamos a comprar e satisfazer nossas necessidades, existentes ou por existir. Como resultado dessas observações  também constatamos que as estruturas educacionais, nos países que venceram no passado e que estão vencendo no presente, são bastante superiores a que, em média, é oferecida no Brasil para os brasileiros. A pergunta sobre “quais os fatores que levaram a isso” no nosso Brasil exige respostas amplas, ainda sem respostas. Mas se procurarmos resumir, com todas as falhas conhecidas e demonstradas pelos insuficientes índices de aprendizado dos nossos jovens, é que a Educação no Brasil não tem sido, e não é, uma prioridade fundamental, contrariamente ao observado naquelas nações ou regiões que estão na vanguarda das realizações técnicas e tecnológicas. Essa prioridade deveria se concentrar na excelência do aprendizado e que os investimentos, prioritariamente fossem voltados aos alunos, e não à pesada infraestrutura administrativa que mais tenta controlar todas entidades de ensino do que desenvolver novos e atrativos métodos que motivem nossos estudantes.
Brasil no Mundo: Nos últimos 02 anos, o Brasil recebeu um grande número de estrangeiros para suprir a falta de mão de obra qualificada. Considerando que temos hoje mais de 6 milhões de brasileiros matriculados no ensino superior, e já formamos mais de 15 milhões de profissionais nos últimos 10 anos, será que o mercado brasileiro é muito grande, ou não estamos formando profissionais com os níveis exigentes do atual mercado?
Ozires Silva: Devemos considerar normal ao nosso país, e aos outros, receber estrangeiros para suprir a falta de mão de obra qualificada. Não podemos falar desses talentos como pessoas que generalizadamente possamos encontrar em qualquer sociedade humana, mesmo por que eles não são encontrados com facilidade. No passado, em várias áreas do conhecimento e da produção brasileira, mão de obra estrangeira desembarcou no país e certamente tem colaborado com nosso setor produtivo. O que deve nos preocupar é que não podemos aceitar, sem discutir a formação e a graduação local dos brasileiros, sob a suposição de que não possamos produzir esses especialistas entre nós. O correto seria supor que jamais poderemos fazer algo de valor e ganhar posições no mercado mundial, somente com estrangeiros, esperando que eles possam cobrir todas as necessidades nacionais. Assim, temos de assegurar que o nosso sistema educacional seja capaz de formar os especialistas necessários em quantidade e em qualidade suficientes.
Brasil no Mundo: Muito se tem discutido sobre o baixo investimento em inovação no Brasil. Será que o problema da inovação no Brasil é investimento, ou projetos consistentes de inovação e base tecnológica?
Ozires Silva: O Brasil não tem se destacado na conquista competitiva de inovações que gerem marcas e presença nos mercados doméstico e internacional. Nosso país gasta uma boa quantidade de recursos financeiros nos temas ciência e tecnologia, todavia os resultados são claramente fracos, quando comparados com o que ocorre na atualidade no mundo. As razões são muitas, mas algumas podem ser destacadas. Gastamos muito com:
a) as estruturas administrativas para gerenciar os programas de inovação. Temos um Ministério da Educação pesado e caro, os Governos Estaduais, e mesmo algumas Prefeituras de cidades importantes, também instalaram pesadas Secretarias de Ciência e Tecnologia. O que parece necessitarmos é fazer com que tais estruturas estatais sejam capazes de produzir resultados, focando na necessidade de criar métodos e processos de estímulo às  inovações, envolvendo o setor produtivo.
b) os recursos com origem em fundos públicos são de forma maciça orientados para Universidades ou Entidades Governamentais de P&D, numa crença que a criatividade está nas Instituições de Ensino. O mundo está demonstrando que, em média, mais de 80% das inovações têm origem nas empresas produtivas, ou seja, no setor privado. E no Brasil não há mecanismos para financiamento de risco em P&D para o setor privado, e as alternativas criadas pelos governos (Federal e Estaduais) são irrisórias. Já o setor privado não se inclina para esses financiamentos devido às altas taxas de juros, adicionados à falta de apetite pelas naturais características incertas dos resultados. Enfim, temos de quebrar uma crença generalizada de que P&D é uma despesa e não um investimento produtivo do maior valor;
c) devido às características de nosso sistema financeiro, as chamadas “venture capital companies” não conseguem florescer.
Brasil no Mundo: Lembro muito que o senhor falou que a base de constituição da Embraer começava pela educação, principalmente em formar engenheiros. Por quê o Brasil sofre tanto hoje com a falta de engenheiros? E como deveríamos solucionar isso?
Ozires Silva: Aqui temos uma boa notícia. A procura da especialização de engenharia, nos últimos anos no Brasil tem crescido intensamente. Consta que na maioria dos vestibulares das Universidades brasileiras, tanto públicas como privadas, os jovens interessados por engenharia superaram a demanda por cursos de direito pela primeira vez, neste ano de 2013. O que podemos desejar é que essa tendência se mantenha, pois o Brasil gradua a cada ano números alarmantemente menores do que os países de êxito econômico, comercial e cultural. Assim, o principal ingrediente para formarmos mais engenheiros parece que os jovens estão nos oferecendo como solução. O que precisamos é reagir positivamente e aumentar os investimentos para a inovação de modo a gerar mais e mais demandas sob a forma de postos de trabalho. Ou seja, produzir demanda de engenharia para que os jovens graduados possam exercer suas atividades como engenheiros e não derivarem para outras atividades profissionais. O caso da EMBRAER é muito claro. Se não fosse a instituição do ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica, pelo Governo Federal através da Força Aérea, formando desde 1950 engenheiros, hoje não teríamos a comemoração válida de que aviões brasileiros, de criação, projeto, propriedade intelectual e marcas nacionais, estejam voando com sucesso em mais de 90 países, dos cinco continentes, registrando um sucesso marcante de exportação global de produtos complexos de alto valor agregado!
Brasil no Mundo: Quando analisamos o BRICS, percebemos que o Brasil fica muito atrás no quesito inovação, e nisso gera uma perda efetiva de competitividade. Como o senhor vê a participação e preocupação das empresas brasileiras com a inovação, e também com suas participações no BRICS?
Ozires Silva: As empresas brasileiras têm interesse, e muito, em relação às inovações e procuram praticá-las. No entanto, devido aos riscos e às insuficiências dos sistemas financeiros de risco e apoio às inovações no Brasil, elas rotineiramente, com poucas exceções, transferem para o nosso mercado as inovações de sucesso, produzidas no exterior. Ou seja, não correm riscos, pois adotam produtos que venceram nos mercados internacionais, comprando licenças para a produção local. Entre as desvantagens de tais procedimentos é que as licenças normalmente vêm acompanhadas de pesadas restrições. Entre muitas, a mais importante é a interdição às exportações, garantindo que os produtos comprados, sob licenção, estão somente autorizados a produzir para o mercado doméstico brasileiro.
Brasil no Mundo: Pelas suas diversas participações em Fóruns mundiais, qual a sua visão de como o mundo vê o Brasil hoje?
Ozires Silva: Correndo o risco de não ser compreendido respondo que o mundo vê o Brasil como um mercado de quase 200 milhões de habitantes. Vê que os brasileiros mostram significativa tendência de gastar, com grande ênfase no interesse pelas inovações. Mas, diferentemente do que muitas vezes tem sido publicado, também vê o Brasil não como um país do futuro, participando do mercado mundial, como tem sido os casos da Coréia do Sul e, agora, da China. O Brasil tem imagem de um país comprador e isto vem sendo demonstrado pelo nosso balanço do comércio exterior que está mostrando um acelerado crescimento do seu déficit, importando mais do que consegue exportar. Isso também é uma consequência direta do fato que exportamos mais “commodities” e importamos mais produtos de alto valor agregado, obrigando-nos a lotar navios com a exportação de produtos de baixo preço, comprando fora de nossas fronteira os mais valiosos equipamentos.
Brasil no Mundo: Na época da fundação da Embraer, o mercado educacional, e a própria inovação no Brasil ainda andavam em passos lentos, e o senhor desbravou um caminho muito duro e conseguiu. Hoje que temos um nível de informação muito mais amplo, mais universidades, mais acesso à investimentos, mais acesso aos conhecimentos de grandes centros de pesquisa, por quê ainda “patinhamos” no quesito educação e inovação? O Brasil, segundo o Fórum Econômico Mundial está na posição 116º referente à educação, e na posição 60ª em inovação. O que nos leva a isso?
Ozires Silva: No Brasil a legislação básica e fundamental não é estavel e confiável. Os regulamentos são alterados somente por iniciativa dos governantes, sem consultas ao setor produtivo, como acontece lá fora. E isso acontece com extraordinária velocidade, comumente surpreendendo os investidores, que têm seus cenários garantidores dos resultados dos seus investimentos modificados com frequência. Nossas autoridades não têm o hábito de consultar o setor produtivo para estabelecer regras e regulamentações, ao contrário dos países tradicionais e os novos emergentes, que alteram suas estruturas legais e regulatórias em consonância com as necessidades de se manter as empresas locais competitivas. O que se nota é que há sempre o cuidado das empresas nacionais de avançar com coragem em empreendimentos. No capítulo das inovações,  como respondido anteriormente, quase tudo é trazido de fora do país. A nossa legislação deveria estimular às nossas empresas a formar e treinar sua força de trabalho, o que não ocorre na atualidade. Como os empresários estão conscientes e sabem que, quando custeiam educação e treinamento para seus colaboradores, o INSS recolhe encargos sociais, sob o pretexto de que tais despesas são salários indiretos concedidos à sua força de trabalho.
Brasil no Mundo: Que conselho o senhor daria para os jovens estudantes de hoje, principalmente em termos de inovação?
Ozires Silva: Eu diria que “prestem atenção às inovações” pois elas estão mudando o mundo e continuarão a fazê-lo. Vejam o exemplo do Steve Jobs que, através da inovação, produziu produtos que nenhum de nós no passado imaginávamos que deles precisaríamos. Com suas estratégias recuperou a APPLE num surpreedentemente curto período de tempo. Vejam também o exemplo dos Estados Unidos que, como acentuou recentemente o Presidente Obama, sairá da crise financeira internacional por força do poder inovador do povo americano. Diria aos jovens, procurem ser criativos, não somente na escolha dos produtos, mas na forma de conduzir suas empresas e liderar seus colaboradores, motivando a todos a serem e fazerem melhor. E, confiando na sempre na força da renovação que, como regra, normalmente impregna os jovens, e, com coragem e discernimento, procurem o “novo” e façam dele seu sucesso e a riqueza das empresas e de seus colaboradores!
fonte: exame.abril.com.br

Costa do Marfim: Presidenciais no Mali - A lição de Soumaila Cissé a Laurent Gbagbo e aos reformadores.

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Démocratie
© Abidjan.net por DR
Democracia na África / Mali: Soumaila Cisse, presidente da URD-Mali e Presidente da Comissão da UEMOA

O Sr. Soumaïla Cissé candidato nas últimas eleições presidenciais no Mali, chegou quarta-feira, 11 de setembro de 2013 a Costa do Marfim, a convite do presidente Alassane Ouattara. Em sua chegada ao aeroporto internacional de Abidjan, uma pequena comissão o recepcionou e uma centena dos seus apoiantes esperavam para mostrar sua gratidão e louvar a sua coragem política .

Soumaïla Cissé tinha admitido publicamente a derrota na segunda-feira, 12 de agosto de 2013, após o segundo turno das eleições presidenciais no Mali. "Minha família e eu somos parte do Sr. Keita, futuro presidente do Mali, parabenizamo-lo por sua vitória . Deus o abençoe e ao Mali " , escreveu no dia o candidato em sua conta no Twitter. Soumaila Cissé fez o anúncio, mesmo antes da publicação dos resultados da segunda rodada. O ex-ministro das Finanças decidiu admitir a derrota, quando ficou claro que Ibrahima Boubacar Keita ( IBK ) foi vitorioso até em Gao, a maior cidade do norte do Mali. As estimativas que foi atribuído dois terços dos votos, de fato, ao IBK. Seus partidários, que estavam esperando antes de ontem no aeroporto de Abidjan não esqueceram o gesto. Entre eles, o Sr. Tidiane Tamboura, o Secretário de Finanças do URD (União para a República e Democracia), partido político de Cissé, e Costa do Marfim, não diz o contrário: "Viemos para saudar o nosso candidato, o nosso herói. Apesar da trapaça, fraude e traição, ele concordou com a paz e a reconciliação, ao admitir a derrota para salvar o Mali. Este ato de amor é como uma semente plantada no solo. Ela irá produzir bons frutos na hora certa. " Soumaila Cissé deverá ter um encontro, na quarta-feira, com o presidente da Costa do Marfim Alassane Ouattara. Este é o terceiro protagonista da crise do Mali a chegar a Costa do Marfim. Antes dele, o presidente eleito IBK, também o da  transição Traoré, que já tinha vindo ao encontro dos chefes de Estado da Costa do Marfim para expressar sua gratidão. Em qualquer caso, e além de tudo, a atitude de Soumaila Cissé após duas rodadas de eleições presidenciais no Mali é um exemplo de democracia que deveria inspirar aos reformadores e a seu mentor marfinense, Laurent Gbagbo que se recusou a deixar o cargo, apesar da sua derrota.

fonte: abidjan.net

República Centro-Africano: Michel Djotodia anuncia a dissolução da "Séléka".

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Michel Djotodia, le président centrafricain.
Michel Djotodia, o presidente centro-fricaino. © AFP

O Presidente Centro-africano Michel Djotodia, anunciou sexta-feira, a dissolução do Seleka em uma declaração no palácio presidencial em Bangui. Esta coligação derrubou sob sua liderança o presidente François Bozizé.

"A partir de hoje, a coalizão rebelde Seleka e a Convenção dos Patriotas para a Justiça e Paz ( CPJP, uma facção rebelde que está aliado a Seleka ) não existe mais. Ela foi dissolvida", disse, sexta-feira 13 setembro, na língua nacional Sango, Michel Djotodia, depois de uma reunião sobre a crise em seu país. "Todos aqueles que continuarem a recorrer a essas entidades serão tratados como bandidos ", disse ele acrescentando. No entanto, ele não especificou como a solução será implementada, mas de acordo com uma fonte próxima à presidência, o texto que indica a decisão deve ser publicado em breve.
A coalizão Seleka tem cerca de 25.000 combatentes, incluindo 20 mil que se reuniram na última hora quando da tomada de Bangui em 24 de março, de acordo com estimativas do novo regime. Muitos desses homens obedecem apenas aos seus superiores imediatos, que se instalaram em algumas províncias e em Bangui . Os combatentes - descontrolados constituem eles as autoridades - são acusados ​​de vários abusos, violência e saques repetidamente contra a população.

Confissões de guerra?
Michel Djotodia também discutiu a situação na região de Bossangoa, a 250 km a noroeste de Bangui, onde ocorrem violentos confrontos entre o novo regime e partidários do general Bozizé e mataram cerca de 100 pessoas no domingo e na segunda-feira. Segundo ele, não há simplesmente nenhuma luta. " Não houve combates na área de Bossangoa, os atacantes vieram sim com um objetivo específico: para atacar um grupo específico da população e os civis que foram usados como escudos humanos em caso de forças de reação da defesa e segurança. "
De acordo com a Presidência, os partidários do ex-presidente atacaram as pessoas de fé muçulmana. Michel Djotodia é o primeiro presidente muçulmano do país predominantemente cristão. "As famílias de muçulmanos foram mortas, casas e celeiros queimados, forçando civis a fugir para se refugiarem no mato. Pessoas inocentes retalhados e foram mortos", criticou quarta-feira o primeiro-ministro Nicolas Tiangaye numa conferência de imprensa. Esses confrontos têm agravado uma situação humanitária já caótico e situação de segurança no país desde a aquisição pelo Seleka .

fonte: jeuneafrique em colaboração( Com AFP)




sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Rússia: Semelhanças que não são meras coincidências.

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Semelhanças que não são meras coincidências. 18864.jpeg

Por: Mario Augusto Jakobskind

Qual a semelhança entre o deputado Natan Donadon, do PMDB, que está cumprindo pena por peculato e formação de quadrilha no presídio de Papuda, em Brasília, e o Senador boliviano Roger Pinto Molina, que conseguiu fugir da embaixada brasileira em La Paz e percorrer 1600 quilômetros sem ser molestado?
Donadon foi poupado pelos seus pares e não perdeu o mandato parlamentar. Tanto o deputado brasileiro como o senador boliviano juram inocência. Pergunta-se: qual o réu acusado por crimes de corrupção admite culpa?

Roger Pinto Molina já estava condenado a um ano de prisão em um processo por corrupção e deveria responder a outros 20. Além de ser acusado de crimes ambientais, Molina responde na Justiça por delitos econômicos no valor de 6 milhões de dólares, cometidos quando governou o Departamento de Pando.
O Senador boliviano também está envolvido em um massacre que resultou na morte de 13 indígenas e em centenas de feridos. Ou seja, o parlamentar boliviano não é propriamente um perseguido político, da mesma forma que o deputado brasileiro.
Esteve mais de 15 meses na Embaixada brasileira, tendo recebido asilo político pelo governo de Dilma Rousseff, mas não salvo conduto por parte da Bolívia. Na semana passada, em uma operação rocambolesca, que tem todos ingredientes de participação de serviço de inteligência associado com setores conservadores do brasileiro e boliviano, Molina ingressou em território do Brasil e em seguida foi de avião particular para Brasília em companhia do Deputado Ricardo Ferraço, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado.

O coordenador da operação de fuga, o encarregado de negócios brasileiro em La Paz, diplomata Eduardo Saboia, passou a ser considerado pela mídia de mercado um "herói". Os defensores da fuga chegaram a alegar que a ação foi feita por "razões humanitárias", já que Molina estava doente e em estado de depressão. Tão doente que ao chegar ao Brasil nem um médico foi procurar e a sua alegria não lembrava em nada o "estado depressivo" alegado.
Os defensores de Molina, alguns colunistas de sempre, estão sendo contraditórios. Enquanto criticam com toda a veemência o fato de a Câmara dos Deputados ter mantido o mandato do parlamentar presidiário Donaton, defendem com o máximo ardor o agora ex-Senador Molina, na verdade, não propriamente um perseguido político, mas sim um acusado, que tem todo o direito de defesa, de delitos econômicos contra a nação boliviana e de direitos humanos.

Baseado em informações incorretas da própria representação diplomática brasileira em La Paz, o Itamaraty aprovou a concessão do asilo político, portanto não a um perseguido político, mas a um político acusado de corrupção. O então Ministro Antonio Patriota poderia ter recorrido a outras fontes antes de levar a posição ao governo e conceder o asilo político. Patriota, agora ex-ministro virou embaixador na ONU.

Esse episódio lembra o modo de agir bizarro do conservadorismo brasileiro, que defendeu uma ação militar contra o governo de Evo Morales quando a Bolívia decidiu defender os seus interesses e adotar medidas restritivas contra a ação da Petrobras.

Ninguém foge de um país percorrendo mais de 1600 quilômetros sem ser admoestado. É preciso saber quem protegeu o senador. Se isso não for feito, seguirá pairando a dúvida de que a ação foi mesmo coordenada por grupamentos conservadores interessados em criar fatos no sentido de impedir a continuidade da integração latino-americana, que passa pelo entendimento entre brasileiros e bolivianos.
E quem estaria interessado em dividir as nações latino-americanas se não os setores conservadores associados aos serviços de inteligência dos Estados Unidos, cujo governo pretende que o nosso continente volte a ser o pátio traseiro ou quintal de Washington, como declarou recentemente o secretário de Estado norte-americano, John Kerry?

Uma pergunta que não quer calar: se por um acaso o deputado-presidiário Natan Donadon para fugir da sentença que o condenou a 13 anos de prisão pedisse asilo político a uma embaixada estrangeira no Brasil, qual seria a reação popular e das autoridades? E o que diria a mesma mídia de mercado que tenta incutir na opinião pública que Roger Molina é um perseguido político?

"Você finge que aprende e eu finjo que ensino" - As recentes declarações da professora e doutora da Faculdade de Direito de São Paulo, Maristela Basso sobre o episódio da fuga do senador boliviano remetem ao que dizia o saudoso mestre Darci Ribeiro ao criticar a academia: "você finge que aprende eu finjo que ensino".

A professora doutora disse que "a Bolívia é insignificante em todas as perspectivas. É um país, sim, que tem uma fronteira enorme com o Brasil, são nossos vizinhos que têm maior fronteira terrestre, mas nós não temos nenhuma relação estratégica com a Bolívia, nós não temos nenhum interesse comercial com a Bolívia". E ainda por cima acrescentou: "os brasileiros não querem ir para a Bolívia. Os bolivianos que vêm de lá vêm tentando uma vida melhor aqui, [eles] não contribuem para o desenvolvimento tecnológico, cultural, social e desenvolvimentista do Brasil. Então, Bolívia é um assunto menor".

Além de demonstrar racismo e preconceito, a professora doutora, fã de Fernando Henrique Cardoso, simplesmente demonstrou ignorância sobre o fato de que três quartos do gás natural consumido pelas indústrias paulistas provêm da Bolívia, por um gasoduto de mais de 3.000 quilômetros.
fonte: pravda.ru

Paremos de chamar as nossas dirigentes de " Damas de Ferro", isso é ridículo!

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Nós não dizemos nunca a um homem político que ele é de ferro. Então por que dizer isso as nossas dirigentes? 
Christiane Taubira (droite) et Aminata Touré (gauche), Dakar, mars 2013 / AFP
Christiane Taubira (à direita) e Aminata Touré (à esquerda), Dakar, março de 2013 / AFP


Em todo o mundo, ainda há muito a ser feito para acabar com a desigualdade e a discriminação sofrida pelas mulheres em diversas áreas. Em algumas regiões, a igualdade de acesso das mulheres à educação e ao mundo do trabalho continua a ser uma pista de obstáculos e de luta.
Portanto, quando uma mulher atinge responsabilidades qualquer e em qualquer campo que seja, ela rapidamente é atribuída o epíteto de " Dama de Ferro " um pouco como se a mantivéssemos sempre com " aperto " para dirigir uma empresa ou qualquer instituição.

Este caso existe e em abundancia ainda, em 1 º de setembro, quando Aminata Touré foi nomeada primeiro-ministro do Senegal. Todo mundo usou e abusou do epíteto " Dama de Ferro " para falar sobre o assunto ( quando ela tinha ocupado a posição soberana do Ministro da Justiça, no governo anterior ).

As mulheres são em poucos números dirigindo negócios, tanto é que, qualquer uma que consegue aceder a cargo, ela é tida como uma " Dama de Ferro ". Isso será dito a todas aquelas que, um dia, chegam a presidir o destino desse país.

As primeiras que nós atribuímos esse terrível apelido (nós esquecemos muitas vezes ) que na Siri Lanka Sirimavo Bandaranaike (foi várias vezes primeiro-ministro) e Golda Meir, a primeira-ministra de Israel 1969-1974. Devido à sua resistência (devido ao seu temperamento, no contexto da época que era necessário e que, talvez, porque ela não tinha escolha, em meio a horda de homens a quem ela ordenava ), Golda Meir foi até apelidada de "o melhor homem do governo".

Bem, obviamente, aquela através do qual este termo foi popularizado foi Margaret Thatcher. Desde então, todas as dirigentes políticos são de " ferro".

Segurem-se! Quando em Libéria, Ellen Johnson Sirleaf em 2006 tornou-se o primeira Africana a ser eleita chefe de Estado, ela imediatamente se tornou uma " Dama de Ferro ". No entanto, esta economista não tem nada de uma mal-humorada e a gestão do país ganhou um certo calor.

Joyce Banda do Malawi não é excepção, embora desde abril de 2012, quando ela sucedeu Bingu Wa Mutharika do Malawi a cabeça do governo, ela revelou-se principalmente por ações brilhantes como a revenda do avião presidencial. Em suma, tudo se passou na mente dos homens, como se, quando uma mulher está dirigindo, tudo descarrilha completamente, a ponto de tornar-se como de ferro. Como isso é estranho!

Imaginem vocês qualificar um homem empreendedor de "Homem de Ferro ", por exemplo? Não, isso seria ridículo. Portanto, isso é tudo referindo, se não mais, para chamar de "ferro" a uma mulher quando ela é a chefe. Isso é limite de insulto.

Em Madagascar, elas se encontraram numa parada. Lá, nós não dizemos " dama de ferro ", mas de " Ranavolona " o nome de uma antiga rainha malgache  reputada por sua firmeza e falta de misericórdia. Mas, reparem-se, que o apelido é também em si pejorativo, pleno de desprezo. Parece que nós supomos que qualquer mulher que se esforça para exercer corretamente o seu trabalho no meio de uma fauna de homens, muitas vezes ela é frustrada e amargurada, falta obrigatoriamente de misericórdia e de fazer mostrar o autoritarismo... De forma grossa, o Ranavolona e a Dama de Ferro, são a mesma coisa, só que pior. Não importa qual!

Por: Raoul Mbog

fonte: Slate Afrique



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Gâmbia: O Presidente Jammeh suspende a execução dos condenados à pena de morte.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Le président gambien Yahya Jammeh le 24 novembre 2011 à Addis Adeba, en Ethiopie.
Presidente gambiano, Yahya Jammeh, em 24 de novembro de 2011 em Addis Adeba, na Etiópia. © AFP

Sob pressão internacional, o Presidente gambiano Yahya Jammeh anunciou a suspensão até uma data não especificada, as execuções de condenados à pena de morte na Gâmbia, que tinha originalmente planejado para matá-los todos antes de meados de setembro.
No poder há 18 anos, Yahya Jammeh disse em 19 de agosto que todos os prisioneiros no corredor da morte seriam executados em meados de setembro.
Uma semana depois, oito homens e uma mulher, dois senegaleses, foram tirados da prisão Mile 2, perto de Banjul e abatidos.

Moratória
O anúncio das execuções tinha levantado uma onda de protestos internacionais, sabendo-se que dezenas de outros prisioneiros, da Gâmbia e estrangeiros, mantiveram-se sob ameaça de iminente execução, incluindo os prisioneiros doentes mentais e políticos, de acordo com várias organizações independente.
"O presidente Yahya Jammeh decidiu adotar uma moratória sobre as execuções depois de inúmeras chamadas no sentido do conselho a ele dirigidos pelos anciãos, grupos de mulheres, bem como grupos de jovens em todo o país ", anunciou sexta-feira à noite a Presidência em um comunicado em Inglês lido na televisão estatal .

Esta afirmação também se refere a "chamadas " de líderes estrangeiros para suspender as execuções: os de " ex- primeiro-ministro senegalês Souleymene Ndéné Ndiaye, bem como do Presidente da República Islâmica da Mauritânia ( Mohamed Ould Abdel Aziz , etc ) e do Presidente da República da Costa do Marfim ( Alassane Ouattara , diz a nota ), que enviaram seus chanceleres como representantes especiais ao Presidente Jammeh ".
Após o anúncio das execuções, em agosto, seu regime foi fortemente criticado em todo o mundo. Seu vizinho senegaleses protestaram contra a morte de dois de seus cidadãos, sem seu conhecimento, e anunciaram que iriam solicitar as instituições africanas e internacionais para exigir sanções contra Banjul .
O regime, no entanto, avisou que a suspensão era condicional. " Esta é apenas uma moratória sobre as execuções. Se ocorrer a diminuição da taxa de crimes violentos, a moratória será por tempo indeterminado, se aumentar, a moratória será levantado automaticamente ".
Essa mensagem foi dirigida "para o grande público na Gâmbia e no exterior ", a presidência assegurou ainda que "não é nenhum discurso crítico e nem pressão " farão recuar Yahya Jammeh, que entende bem como " garantir a paz e a tranquilidade para as quais o povo da Gâmbia o elegeu " ...
Uma maneira indireta de lembrar a importância do turismo para o pequeno país de 1, 7 milhões de pessoas, fazendo fronteira com Senegal e o Oceano Atlântico.

"Clima de terror"

"É a pressão de organizações não -governamentais, a imprensa internacional, que o obrigou-o a retirar-se ", disse neste sábado o presidente do Reencontro Africano para a Defesa dos Direitos Humanos ( RADDHO ) , Alioune Tine , em Dakar.  " Mas o problema fundamental permanece no clima de terror que continua a prevalecer na Gâmbia, com prisões, execuções sumárias ", disse Tine à AFP, pedindo " que a comunidade internacional continue com a pressão. "
A Anistia Internacional tinha levantado ao longo dos últimos dois anos, um aumento de pena de morte de prisioneiros em Gâmbia: "Alguns foram condenados depois de serem julgados por acusações por motivações políticas e sujeitas a tortura e outros maus-tratos com objectivo de extorquir confissões ".
O ex- tenente do exército que tomou o poder através de um golpe de Estado, Jammeh, de 47 anos, foi oficialmente eleito em 1996 e reeleito três vezes. Foi aprovada em 2002 uma emenda constitucional tornando mandatos presidenciais ilimitados.

fonte: jeuneafrique.com



Angolanos foram os que mais gastaram em Portugal.

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Os turistas vindos de Angola foram, de acordo com a Global Blue, os que mais compras fizeram em Portugal, em regime de ‘tax free’, no primeiro semestre do ano. Os angolanos compraram mais do que os brasileiros, chineses e russos juntos, como refere o Público desta segunda-feira.

Nos primeiros seis meses do ano, 41% dos turistas que fizeram compras no comércio português em regime de ‘tax free’ eram angolanos, 23% eram brasileiros, 11% chineses e 6% russos, segundo a empresa que opera no negócio do reembolso do IVA, Global Blue.

No ano passado, os turistas vindos de Angola foram responsáveis por 50 milhões de euros em ‘tax free’ (reembolso dos impostos de produtos adquiridos por turistas de fora da União Europeia), refere o jornal Público de hoje, sendo que o volume de compras já em 2013 aumentou 20%.

Segundo o responsável pela Global Blue em Portugal, Pedro Frutuoso, os angolanos gastam em média 315 euros cada vez que vão às compras e adquirem não só produtos de luxo, mas também marcas vestuário de grande consumo, “por não os terem no seu mercado de origem”.

Mas o especialista alerta que o peso de Angola tem vindo a estabilizar e que as potencialidades de crescimento estão noutros países, como a China e o Brasil.

As vendas a turistas chineses dispararam 129% no primeiro semestre do ano, em relação ao mesmo período de 2012. Em cada acto de compra, os chineses gastam, em média, 1.198 euros, porque além de adquirirem “produtos de luxo”, vão às compras em grupo e compram por imitação.

“A compra de um turista extracomunitário é entre quatro e cinco vezes superior à de um consumidor local [português]”, que gasta, por norma, 35 euros cada vez que vai às compras, referiu Pedro Frutuoso, que explicou que “60% ou 70% das vendas mensais” das marcas de luxo são conseguidas “estes visitantes”.

Este facto levou já várias cadeias de luxo a contratar funcionários que falem chinês ou russo.

fonte: angonotícias

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Rússia: O grande momento de Putin no cenário mundial.

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O grande momento de Putin no cenário mundial. 18856.jpeg

Os EUA acabaram gravemente isolados na reunião do G20 em São Petersburgo, no que tenha a ver com a questão síria. O melhor que os norte-americanos conseguiram dizer foi que o grupo dividiu-se ao meio - "cinquenta a cinquenta"[1] -, mas a fria realidade é que só Turquia, Canadá, Arábia Saudita e França aliaram-se à proposta dos EUA de atacar a Síria.
 Como fica, então, o presidente Barack Obama, nos terríveis dias ou semanas à frente?
A conferência de imprensa de Obama no G20, ontem, oferece alguns sinais. Obama falou em tom sombrio, sem as afirmações calorosas, nem o pensamento assertivo que lhe são frequentes como político e intelectual dotado. Basta dizer que Obama continua preso às suas armas, insistindo no caminho já gasto, sobre as questões discutidas. Pareceu, mesmo assim, mais introspectivo, procurando as ideias, como se elas lhe escapassem ao falar.
O tom em relação à Rússia foi notavelmente conciliatório, o que refletiu a aguda consciência de que, na questão da Síria, é Moscou quem está exercendo liderança mais convincente, não Washington... Obama, deve-se supor, já sabia da conferência de imprensa do presidente Vladimir Putin, antes, na tarde da 6ª-feira, na qual o presidente russo disse palavras que não se ouviam na história da diplomacia moderna desde a Revolução Bolchevique, há um século: "segundo várias pesquisas de opinião, a maioria das populações [ocidentais] estão do nosso lado [dos russos] e contra a ampliação de hostilidades."
De fato, Putin deixou bem claro que a Rússia não se deixará ficar à margem, só olhando dolentemente a Síria ser agredida - "A Rússia ajudará a Síria? Sim. Ajudaremos. Já estamos ajudando. Estamos fornecendo armamento e em pleno processo de cooperação econômica. Espero que, no futuro, expandiremos ainda mais a cooperação humanitária, inclusive mais ajuda humanitária e apoio à população civil." Impossível falar mais claramente.
É verdade que não se tratava exclusivamente da Síria. Putin dizia, à plateia mundial, que nos cinco anos ou quase isso desde que declarou, em frase que ganhou fama, que o colapso da União Soviética foi um "desastre geopolítico", a Rússia, sim, ascendeu à posição de grande potência. Sem dúvida, a reunião do G20 em São Petersburgo é evento de importância máxima no funcionamento do sistema mundial. Vinte anos de política mundial estão sendo quebrados, e com essa quebra se esvai o mundo "unipolar", filho do pensamento ocidental triunfalista.
Ora, a conferência de imprensa de Obama mostrou que o presidente parece compreender isso, porque enfatizou que os EUA teriam de agir na Síria, em nome de sua "credibilidade". Obama não explicou por que um ataque militar contra a Síria melhoraria, fosse como fosse, a terrível situação naquele país. Certamente, porque os EUA não têm sequer alguma mínima ideia sobre isso. Só via os EUA, e seu único foco era o risco de o poder norte-americano sobre o mundo ser erodido. Foi posição ditada mais por preocupações sobre a reputação dos EUA e menos por algo que os EUA realmente esperem obter. Obama argumentou grosseiramente, sem qualquer sofisticação, a favor de uma política exterior apoiada no uso de força letal; mais sobre a identidade dos EUA, sua imagem no mundo e em relação a pressões internas ou externas.
O único argumento estimulante que lhe ocorreu foi que a liderança envolve tomar decisões, mesmo quando sejam impopulares. Citou a decisão de Franklin Roosevelt, de participar na II Guerra Mundial, e a de Bill Clinton, no Kosovo. É pensamento controverso.
Nem o Vietnã ou o Afeganistão ou o Iraque eram guerras "impopulares", quando começaram. Claro que guerras sempre mudam muito. Em segundo lugar, a analogia com a II Guerra Mundial ou o Kosovo é descabida, porque o mais desconcertante, hoje, na questão síria é, como disse o respeitado diplomata norte-americano Ryan Crocker (que também foi embaixador na Síria, Líbano, Iraque e Afeganistão), "o nosso [dos EUA] maior problema é a ignorância: somos muito ignorantes sobre a Síria".
Além do mais, acontece também de uma das qualidades da liderança ser a capacidade de dizer "não" a guerras, por mais populares que pareçam ser.
Adiante, excerto de coluna publicada no Washington Post no início da semana, assinada por general do exército aposentado e ex-comandante da Academia Militar dos EUA, Robert H. Scales:
"Nosso mais respeitado presidente soldado, Dwight Eisenhower, teve a gravitas e a coragem de dizer não à guerra oito vezes durante sua presidência. Pôs fim à Guerra da Coreia e recusou-se a ajudar a França na Indochina; disse não aos seus antigos aliados de guerra Grã-Bretanha e França, quando pediram que os EUA participassem da captura do Canal de Suez. E resistiu contra os liberais democratas que queriam ajudar na formação do recém criado Vietnã do Sul. Todos sabemos o que aconteceu, depois que seu sucessor ignorou o conselho de Eisenhower."[2]
O principal problema de Obama é que passou a ser pressionado pela Direita Republicana como presidente "fraco", e sente a necessidade política de demonstrar que não é o caso. Por outro lado, enfrenta a dificuldade de que alguns desses mesmos detratores mudaram de lado e, hoje, se identificam com a opinião popular.
Em resumo, a Síria é problema da política norte-americana doméstica.[3] Obama disse, dentre outras coisas, que "pode haver alguns membros do Congresso que dizem que temos de fazer até mais, ou que já me criticaram antes por não ter atacado [o presidente Bashar] Assad, e que agora estão dizendo que vão votar 'não'. Vocês têm de perguntar a eles exatamente como eles explicam isso."[4]
Seja como for, Obama recusou-se a revelar se dará prosseguimento à operação militar contra a Síria, no caso de resposta negativa do Congresso. Prefere mostrar-se como se estivesse em movimento, às vésperas de receber apoio robusto dos Congressistas e preparando-se para falar em rede nacional de televisão ao país na 3ª-feira.
A grande questão é: e o que vem pela frente? O que acontecerá se vier um Não do Congresso? É onde duas coisas que Obama disse ganham significado. Uma, o modo suave, quase doce, como referiu-se à conversa com Putin: "uma conversa sincera e construtiva"; e o tom amigável que usou ao falar do presidente russo chama a atenção e foi muito evidente.
Obama deixou de lado todas as flagrantes diferenças de posição entre Rússia e EUA sobre a Síria, e disse que "nós dois concordamos que o conflito subjacente pode ser resolvido por uma transição política prevista no processe de Genebra I e Genebra II. Assim sendo, precisamos nos mover juntos... ainda é importante trabalharmos juntos para conseguir que as partes em conflito tentem resolvê-lo."[5]
De certo modo, estava também falando a Putin (tanto quanto ao povo dos EUA) todas as vezes que repetiu suas garantias sobre "ataque limitado, proporcional (...) Nada de Iraque, nada de coturnos em solo; nada de coisa longa, arrastada (...)". Assim também, Obama disse que "meus militares garantiram que podemos agir hoje, amanhã, daqui a um mês..."[6]
É onde Obama ter admitido que ainda mantém a cabeça "aberta" merece atenção cuidadosa. Perguntado diretamente, ao final da conferência de imprensa, se consideraria novas ideias que pudessem "reforçar o sentimento internacional de segurança para a Síria, mas adiassem qualquer ação militar", Obama respondeu o seguinte:
"Estou ouvindo todas as ideias. E algumas delas são construtivas. E estou ouvindo as ideias do Congresso, e estou ouvindo ideias aqui. Mas quero repetir: meu objetivo é manter a norma internacional que baniu armas químicas. Quero que o banimento seja real. Quero que seja sério.
Se houver ferramentas que nós possamos usar para conseguir isso, obviamente minha preferência será, outra vez, agir internacionalmente de modo sério e garantir que o Sr. Assad entenda o recado. Não estou 'babando' por ação militar (...) Tenho a bem merecida reputação de encarar muito a sério, muito sobriamente, a ideia do engajamento militar. Claro que olharemos outras ideias. Até aqui, pelo menos, ainda não vi apresentadas ideias que eu ache que, de modo prático, que fariam o serviço...
Mas quero enfatizar que nós continuaremos as consultas com nossos parceiros internacionais. Estou ouvindo o Congresso... E se houver boas ideias que valham a pena perseguir, estarei aberto a elas."
Verdade é que Putin fez valiosíssima, profunda contribuição para a paz mundial e a segurança internacional, quando, com muita habilidade, fez o barco do G-20 navegar para momento decisivo, atraindo a atenção internacional para a Síria, movimento que, ao que parece, forçou Obama a abrir a cabeça a novas ideias que podem atender às preocupações dos EUA sobre os estoques de armas químicas na Síria, sem que, por isso, soltem lá todos os seus cães de guerra.
Putin revelou que ele e Obama "concordamos sobre alguns cenários possíveis que podem resolver pacificamente essa crise" e os dois ministros de relações exteriores "permanecerão em contato no futuro próximo, para discutir essa questão extremamente sensível."
Claro, não há qualquer garantia de que se possa impedir um ataque militar liderado pelos EUA nos próximos dias ou semanas. De fato, Obama está sob imensas pressões de seus aliados do Golfo Persa e da Turquia. Mas o pêndulo pode ter dado sinais de estar começando a oscilar - o que talvez ainda não esteja muito claro e pode ser movimento ainda invisível a olho nu - na direção do diálogo e das negociações.
Se essa dinâmica incipiente ganhar momentum - e a probabilidade de que aconteça não pode ser descartada - então, sem dúvida, essa virá a ser universalmente reconhecida como a melhor hora de Putin, nessa sua contribuição de estadista no cenário mundial.
 fonte: pravda.ru

Costa do Marfim: Após a sua forte atuação no Mundial de Atletismo de Moscou Murielle Ahouré apresenta as medalhas ao Chefe de Estado.

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Murielle

Louvor e reconhecimento do mérito continua para a velocista, medalha de prata duplo no último Campeonato Mundial, em Moscou, Murielle Ahouré. Recebida Segunda-feira em júbilo, a nativa da cidade Modeste, que içou a bandeira da Costa do Marfim para o céu de Moscou, ela foi recebida ontem, no Palácio Presidencial, pelo Chefe de Estado, Alassane Ouattara. Depois de meia hora de conversa com a jovem velocista que é o orgulho de toda a Costa do Marfim, o presidente reiterou o apoio da nação para a vitoriosa Murielle Ahouré. "Eu vos apresento uma pessoa que dispensa apresentação, a nossa estrela, o nosso orgulho. Eu estou tão feliz de ver Murielle e ainda aproveito esta oportunidade para felicitar o seu desempenho excepcional, coroada com duas medalhas de prata . Este é um grande orgulho para a Costa do Marfim. Um exemplo para a juventude, a sua determinação, a disciplina, a ética do trabalho ... especialmente seu entusiasmo ", disse o Chefe de Estado, tudo em apoio a vice-campeã do mundo em Atletismo, apoio total do estado da Costa do Marfim nos seus preparativos para as próximas competições. "Eu disse a Murielle que iríamos apoiá-la. O treinamento é caro, e sua estadia também nos Estados Unidos. Que ela se tranquilize, a Costa do Marfim assumirá sua responsabilidade", concluiu o presidente dos marfinenses. O reconhecimento, toda a honra, estou muito feliz, e congratulo com a solidariedade do povo da Costa do Marfim em apoiar a juventude da Costa do Marfim para o desafio de trabalhar . "Eu gostaria que o meu exemplo contaminasse os jovens da Costa do Marfim. Eu trabalhei duro. Eu não fui revelada assim fácil", observou Murielle Ahouré antes de mostrar a sua gratidão a seus pais, ao Presidente da República e a todos os marfinenses . Quarta-feira, Murielle Ahouré vai enfrentar a imprensa, a partir de 10:00 no Hotel Marfinense.

Por: Moussa Keita (Fotos A. Mesmer )

fonte: abidjan.net

O Magrebe tem também em si sua Roma, são os negros. " Obs.: Se você é negro e pensa viver ou estudar em Marrocos, pense duas vezes e desista. Ali não é lugar para acreditar em sonhos!"

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Migrants subsahariens à Oujda, 2005 / REUTERS

A discriminação e a violência estão aumentando contra os africanos subsaarianos no país do Magrebe.

Os Negros se tornaram os Romanos do Maghreb ". Por esta fórmula chocante, o autor Boubacar Seck denuncia o racismo cotidiano enfrentado por Subsaarianos instalados no país do Magrebe . Ele publicou um fórum sobre Yabiladi , apoiada pela Argélia Focus.

Violência em série
Em Marrocos , a situação é conhecida, mas as autoridades não fazem nada. Nada no decorrer deste verão de 2013, incidentes racistas têm aumentado, acusa o autor . Em julho, vários sindicatos proibiram o aluguel de imóvel, apartamentos para " africanos " e os estudantes subsaarianos são expulsos de suas casas.

Em 24 de Julho, o congolês Alex Toussaint Mianzoukouta ficou gravemente ferido em circunstâncias suspeitas : foi lançado a partir de uma van da polícia que percorria a auto-estrada para reconduzi-lo a fronteira. Este professor é pai de duas crianças e morreu seis dias depois de seus ferimentos graves, disse Argélia Focus.

Em 7 de agosto,  uma menor marfinense Tina Melon, sofreu abusos por parte das forças de segurança, fez-se saber ainda dessas informações o site Argélia Focus: ela foi estuprada por quatro policiais . A investigação do wali de Tânger não permitiu realizar nenhuma prisão.

Finalmente, outro assassinato abala a sociedade marroquina, anotou o site: 14 de agosto, o senegalês Ismaila Faye foi atacado na estação de ônibus(autocarro) em Rabat por causa de um lugar no ônibus. Ele recebeu três facadas e morreu instantaneamente.

E o resto do Magrebe?
Se é em Marrocos a violência contra africanos subsaarianos são os mais exacerbados, os outros países do Magrebe não são deixados para trás, referiu o Focus da Argélia. O racismo contra os negros na Tunísia é uma realidade. Em maio de 2013, tunisianos atacaram um edifício de estudantes africanos ... e uma das vítimas foi presa.

Na Argélia, o racismo anti- Africano está enraizada na sociedade, diz o artigo. Muitas vezes, são as forças de ordem que se fazem passar por piores mensageiros: em fevereiro de 2013, duas jovens camaronesas foram estupradas em Oran por um grupo de homens armados.

Insuficiência de meios de ação
Para se protegerem, as populações sub-saarianas estão organizadas em coletivos, como na Tunísia, onde vão se manifestar diante de embaixadas de seus países de origem, comentou o site. Eles são apoiados por ONGs internacionais, bem como associações locais ( Associação Marroquina de Direitos Humanos e a Liga Argelina para a Defesa dos Direitos Humanos).

Mas para Boubacar Seck fez se bater mais forte. As autoridades dos países do Magrebe devem comprometer-se com firmeza para conter o fenômeno do racismo na sociedade, ele referiu. Populações da África Subsaariana devem ser melhor protegidas pelas leis , disse ele.

No Parlamento marroquino, essa idéia está sendo discutida em torno de um projeto de lei apresentado em 15 de julho pela Autenticidade e Modernidade visando punir todas as formas de discriminação. Da mesma forma, algumas associações tunisinas defendem a inclusão do princípio da protecção das minorias na Constituição do país .

fonte: Slate Afrique em colaboração com a Argélia Focus.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Alemanha: Frankfurt - novo Bugatti de R$ 7 milhões bate 410 km/h.

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Grupo Volkswagen abriu a temporada de lançamentos do salão do automóvel de Frankfurt.



O grupo Volkswagen fez as vezes de anfitrião e abriu nesta segunda-feira a temporada de lançamentos do salão do automóvel de Frankfurt, que começa amanhã na cidade alemã. Dono das marcas Volkswagen, Bugatti, Lamborghini, Porsche, Audi, Skoda, Seat e Ducati, o grupo mostrou uma prévia do que começará a vender a seus clientes nos próximos meses. O discurso foi baseado na sustentabilidade e carros elétricos, mas os destaques ficaram para novos esportivos potentes e versões comemorativas que batem a casa dos R$ 7 milhões.
A Bugatti mostrou mais uma de seus modelos da série especial "Les Légendes de Bugatti" (as legendas da Bugatti), uma coleção de seis versões que serão itens de colecionador e terão apenas três unidades fabricadas. Nesta segunda, a marca revelou o Bugatti Grand Sport Vitesse "Jean Bugatti", em homenagem ao primogênito do fundador da fabricante. O carro será equipado com um motor 8.0 l que o levará de zero a 100 km/h em 2s6 e a uma velocidade máxima de 410 km/h. O preço: 2,28 milhões de euros, mais taxas (cerca de R$ 7 milhões).
A Lamborghini também mostrou uma versão comemorativa. A marca italiana fez a estreia mundial do Gallardo LP-570-4 Squadra Corse, baseado em um carro de corrida da Lamborghini. O modelo será equipado com propulsor V10 capaz de gerar até 570 cavalos e levar o veículo aos 320 km/h.


A britânica Bentley mostrou pela primeira vez o Continental GT V8 S, que será vendido na versões coupé e conversível a partir do começo do ano que vem. O destaque do carro tambpem fica por conta de sua performance: o motor que o equipa é um 6.0 l de 12 cilindros e que o leva a 322 km/h.
A estratégia da Porsche foi mostrar que um carro que pode rodar sem emissões de gases também consegue ter performance. O 918 Spyder híbrido atinge os 345 km/h e faz de zero a 100 km/h em 2s8.
A Audi deu ao público duas prévias: o A3 conversível, que vem para o Brasil, e o protótipo Nanuk, que também chamou atenção pelos números: motor V10 5.0 l de 544 cavalos que faz o carro bater em 305 km/h. Além disso, os conceitos que o carro traz, como câmeras no lugar dos retrovisores externos e a suspensão inteligente que se move conforme a velocidade do carro.
A marca Volkswagen escolheu o e-load up!, uma versão elétrica e para uso comercial do up!, como sua estrela da noite. Nem mesmo a versão com motor a combustão chegou ao Brasil. Para o e-load up!, a Volks destacou que o carro pode percorrer 160 km só com a energia da bateria elétrica. A versão esportiva da perua do Golf - mais um carro que não é vendido aos brasileiros - também foi mostrada durante a apresentação.
Opel Monza Concept

Senegal: Será ouvido amanhã e na quinta-feira pelo procurador especial - Karim retorna ao CREI - ele será ouvido em novos fatos.

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A Procuradoria Especial do Tribunal de repressão ao enriquecimento ilícito não terminou com Karim Wade. Alioune Ndao quer lidar com o ex-ministro de Estado, na quarta-feira (amanhã) e quinta-feira para informá-lo de "novos fatos" e que as cartas rogatórias sejam disponibilizadas .
Ela se move sobre o dossier de Karim Wade e é de grande risco. The Daily tem anunciado a partir de fontes legais que o ex-ministro de Estado deve ser convocado pela Procuradoria Especial do Tribunal de repressão ao enriquecimento ilícito ( CREI ). Ele vai enfrentar, assim, Alioune Ndao na quarta e quinta-feira para encarrar novas suspeitas sobre ele. Esta convocação resulta, de fato, sussurrou ela, sobre os "fatos recém-descobertos " em relação, a sequência das investigações confiadas às cartas rogatórias. Este será o primeiro face- a -face do filho do ex-presidente Wade desde que ele foi colocado sob custódia, ao mesmo tempo com Bibo Bourgi Mbaye Ndiaye, Pape Mamadou Pouye, Cheikh Diallo e Companhia, dentro do quadro de investigações de suposto enriquecimento ilícito. Karim Wade é bem conhecido por seu registro e será assistido pelo seu advogado.
Dois meses atrás, The Daily relatou a descoberta de "contas suspeitas " e " grandes somas de dinheiro " para Monaco graças à colaboração da Procuradoria Geral do Principado. E outros que foram enviados para as Ilhas Virgens Britânicas, Luxemburgo, Panamá, Dubai, entre outros. Sua defesa tinha retomado o sorriso em episódios das administrações provisórias de Dubai Porto Mundial e Ahs, as empresas emprestaram ao seu cliente um montante global de 694 bilhões alegados pelo Procurador Especial . Isto é, o arquivo está em processo de instrução que o Sr. Wade deve estar ciente dessas " novas evidências ", que poderiam complicar o seu caso . E enquanto a Comissão de instrução CREI deve completar sua investigação, em outubro, os prazos impostos foram de 6 meses, ele não foi ouvido sobre o mérito do caso.
Coincidência ou não, o Ministério Público Especial parece ir contra aqueles que jogaram com a saída de Aminata Toure à cabeça da Justiça, e que a perseguição iria atrasar. O novo procurador-geral, Sidiki Kaba, em qualquer caso, prometeu continuar com esta caça às bruxas iniciado por seu antecessor, apesar de ter criticado o tribunal especial.

Por: hamath@lequotidien.sn

fonte: lequotidien.sn

TPI: O Vice-presidente Queniano William Ruto perante o seu julgamento.

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William Ruto, vice-président du Kenya.
William Ruto vice-presidente do Kenya.

O julgamento do vice-presidente queniano, William Ruto e o seu co-anfitrião e animador da rádio, Joshua Arap Sang, começa hoje, terça-feira, 10 de setembro, em Haia. Eles são acusados ​​pelo TPI por crimes contra a humanidade durante a violência pós-eleitoral de 2007-2008.
Esta é a primeira vez que um responsável em exercício é julgado. Em antecipação ao julgamento do presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, previsto para 12 de novembro, o julgamento do vice-presidente William Ruto, de 46 anos, começa nesta terça-feira, 10 setembro, em Haia. Como chefe de Estado, ele é acusado de crimes contra a humanidade, em particular pela organização de violência política e étnica após a final disputada pelo presidente Mwai Kibaki em Dezembro de 2007 a ​​reeleição. A crise essa que ceifou a vida de mil pessoas e mais de 600 mil deslocados. As acusações são claras: assassinato, perseguição e deportação.
O co-acusador de Ruto é o animador de rádio Joshua Arap Sang. Ambos não se declaram culpados. O primeiro é acusado de estar a cabeça de uma organização criminosa para expulsar partidários do PNU (Partido de Unidade Nacional Uhuru Kenyatta) do Vale do Rift. O segundo de ter contribuído por estes crimes "violência alimentanda para espalhar mensagens de ódio." O julgamento começou em um contexto de hostilidade Parlamentar vis-à-vis no TPI, com a adoção pelo Parlamento queniano de um texto propondo abandonar o Estatuto de Roma, o tratado fundador do Tribunal, acusando-o de ser um instituição "neo-colonialista".

Ironia da história
Na verdade, as oito investigações actualmente em curso pelo Tribunal referem-se todos eles, aos países africanos, e quase sempre figuras que já não estão mais no poder, como Laurent Gbagbo da Costa do Marfim. Portanto, dentro deste caso, o procurador do Tribunal Penal Internacional, Fatou Bensouda, persiste em igualar os membros dos dois clãs que entraram em confronto nos confrontos políticos- étnicos em 2007-2008 antes de se tornarem aliados políticos : o Partido de Unidade Nacional ( PNU ) do Presidente Mwai Kibaki e Uhuru Kenyatta, e o Movimento Democrático Laranja ( ODM ) de Raila Odinga e William Ruto. Uhuru Kenyatta é acusado de ter, em resposta, desenvolvido e implementado um "plano comum" generalizado e sistemático contra os apoiantes dos ataques a ODM .
É mesmo uma espécie de ironia histórica que os responsáveis quenianos são julgados quase que simultaneamente, depois de serem aliados, eles chegaram à cabeça do Estado durante o processo em curso no TPI, um conjunto de acusação do qual eles ainda se beneficiaram eleitoralmente ... "A abertura do primeiro julgamento, e esperamos o segundo, em novembro, que não deve ser visto como um incômodo ao Quênia. ( ... ) Este julgamento vai ajudar a estabelecer a verdade ", disse na segunda-feira o secretário do TPI , Herman von Hebel . Mas o caso foi marcado por inúmeras acusações que alegam intimidação a testemunhas, incluindo uma parte do governo queniano. A defesa do Sr. Ruto rejeitou as acusações de que ele está tentando influenciar testemunhas.
Kenyatta advertiu no domingo que era impossível que os dois chefes do executivo sejam considerados conjuntamente o terror do Quênia. Os Juízes do Sr. Ruto disseram na segunda-feira que iriam sentar-se por períodos de pelo menos quatro semanas no mínimo, dedicadas a cada um dos processos .
( Com AFP)

fonte: jeuneafrique

O Apartheid não acabou nas escolas sul-africanas.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Quase 20 anos após o fim do apartheid, a escola tornou-se o catalisador de todas as desigualdades.
Ecoliers chantant pour l'anniversaire de Nelson Mandela, Pretoria, 18 juillet 2013 / REUTERS
Os alunos cantam  no aniversário de Nelson Mandela, em Pretoria, 18 de Julho de 2013 / REUTERS

"A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo ", disse Nelson Mandela. No entanto, a África do Sul faz figura de " lanterna vermelha " na educação. Ela ocupa o penúltimo lugar no ensino de matérias científicas, justamente atrás do Iêmen, revelaram os números do Fórum Econômico Mundial .

Desde 1996, no entanto, o país gasta grandes somas em educação, entre 18% e 22% do seu orçamento, ou cerca de 6 % do PIB, confirmou o site Geopolis.

Mas o sistema de ensino público do estado é deplorável, reportou ainda o site Geopolis. Muitas escolas não contam sequer com um bacharel, especialmente na província rural de Limpopo. De acordo com o porta-voz do Departamento Provincial da Educação questionado por Geopolis em 2012, cinco porcento de escolas tiveram uma taxa de 100% ... de ausência de bacharéis.

A escola Alapha faz parte. Ela tornou-se o símbolo dessas instituições onde " perpetuam a forma de apartheid " estruturas em ruínas, nenhuma biblioteca, nenhum equipamento científico, poucos manuais didáticos atualizados ...

Em 2012, o Estado foi mesmo condenado por falta de equipamentos nas escolas, lembra Geopolis. O Tribunal Superior de Pretória determinou que a falta de livros didáticos é uma " violação do direito constitucional à educação básica ", revelou-se que após vários meses depois do início das aulas em janeiro, mais de 5.000 escolas rurais, cerca de 1,7 milhões de estudantes ainda não tinham recebido seus livros, diz Geopolis .

As desigualdades reveladoras
Aquelas famílias que podem pagar, preferem matricular seus filhos no setor privado. O sistema escolar é um indicador de desigualdade " que assola o país. " Por um lado, as instituições públicas, sem qualquer equipamento, comparadas as outras escolas particulares, como o Colégio São João, em Joanesburgo, onde um ano de estudo são pagos mais de 7.000 euros por ano.

Segundo as autoridades, esta situação é baseada principalmente na dificuldade no recrutamento de professores nas áreas rurais, relata o site. Em alta está a escola Alapha, o diretor admite que, por vezes, tem que ensinar ele mesmo por falta de professores disponíveis .

Além de províncias rurais, essas escolas da segunda zona são muitas vezes localizadas em municípios predominantemente de negros, o que ajuda a manter os problemas ddesigualdade pós -apartheid e do emprego de pessoas negras na África do Sul, acrescenta o artigo.

fonte: Slate Afrique




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