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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Cuba: Sob o olhar de todos...

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


fotos: terramagazine.terra.com.br

Por: David Brooks

“DEIXEM de vigiar-nos”, foi o lema de milhares de estadunidenses que se manifestaram em Washington, bem como as mensagens dos últimos dias, vindas da Alemanha, Brasil, França e o México. O governo secreto está sob o olhar de todos e perante isto se revelam os perigos dessa parte do poder que opera às sombras.
A partir de que Edward Snowden divulgasse e demonstrasse a existência dum aparelho em massa de espionagem dos Estados Unidos sobre os povos e governantes do mundo, através da exemplar valentia dos jornalistas Glen Greenwald e Laura Poitras (entre outros) e do jornal The Guardian (e depois mais uns quantos meios), parte do disfarce democrático de Washington caiu, deixando ver por o que está atrás da máscara.
Acontece que o governo de Barack Obama, que do início disse seria o mais transparente da história, tem muito que ocultar não só aos seus inimigos, senão aos que dizem que são aliados e parceiros, bem como ao seu próprio povo.
“Se você vê algo, diga algo”, tem sido o lema desde 11 de setembro: isto é, todos são suspeitos. De repente, o mais sagrado na retórica oficial deste país — os direitos e liberdades do indivíduo perante o Estado, que o poder do governo se exerce com autorização dos governados — subordinou-se ante uma ameaça que se caracteriza como constante, brutal e permanente. Foram esquecidos os conselhos dos pais fundadores, como o de Benjamin Franklin: “Aqueles que são capazes de ceder a liberdade essencial para obter um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança”.
Em nome da segurança nacional iniciaram as guerras mais longas da história do país, ampliou-se um aparelho de segurança interna e desenvolveram-se programas de espionagem e operações secretas em nível mundial, talvez sem precedente. O sempre existente governo secreto virou governo super-secreto, com grandes programas de assassinato seletivo, sequestros clandestinos e, como é sabido agora, uma vigilância em massa, de tais proporções que possivelmente este comentário seja visto por algum espião antes de ser revisto pela equipe editorial deste jornal.
O governo de Obama e políticos de ambos os partidos, que justificam e defendem a espionagem em massa, não se cansam de repetir que estes programas são vitais para a luta antiterrorista. Por exemplo, nas últimas semanas o governo tem repetido que estes programas permitiram anular 54 complôs terroristas. Contudo, uma reportagem de ProPublica, agrupação de jornalistas de investigação, conclui que não existe evidência para verificar a afirmação e, de fato, os mesmos funcionários admitiram que não é precisa, apesar de difundi-la de maneira constante. Isto se repete em outros aspectos do que se está revelando.
Quando lhe pediram verificar sua afirmação de que todos os programas são legais, mediante autorização judicial e supervisionados pelo Congresso, o governo argumentou inicialmente que não podia oferecer provas da autorização judicial porque as decisões também são secretas. Ainda mais, legisladores se queixam de que não é possível que supervisionem operações secretas, pois não contam com os detalhes.
Mais recentemente, o governo insistira em que seus programas de inteligência são similares aos que fazem todos os países. Contudo, ainda não se sabe de programas de vigilância em massa da população estadunidense, nem de sua cúpula política, por parte de países como a Alemanha, Brasil, França ou o México.
Ao mesmo tempo, nestes dias tem sido muito difícil para o governo justificar sua espionagem às cúpulas políticas de países aliados, como parte dum esforço antiterrorista (será que Merkel, Rousseff, Hollande e Peña Nieto são suspeitos de algo que somente a NSA sabe?
Como afirma Greenwald em seu artigo no The Guardian, há alguma dúvida de que o governo norte-americano repetidamente tentou enganar o mundo, ao insistir em que este sistema de vigilância sem suspeita foi motivado por uma tentativa de proteger os estadunidenses dos terroristas?  Nossas reportagens revelaram espionagem sobre conferências para negociar acordos econômicos, sobre a Organização dos Estados Americanos, empresas petroleiras, secretarias que supervisionam jazidas e recursos energéticos, líderes democraticamente eleitos de estados aliados e povoações inteiras nesses estados. O presidente Obama e seus simpatizantes mais leais podem sustentar, com expressão séria, que se trata de terrorismo?
Entretanto, este governo tem criminalizado a difusão de informação através dos meios, e insiste em que fazê-lo seria considerado traição. As autoridades têm perseguido pelo menos sete filtradores de informação oficial revelada à imprensa, segundo a velha Lei de Espionagem, de 1917, o dobro do número de casos que o total de todos os governos anteriores.
E além do mais, têm espionado e perseguido jornalistas. Recentemente o Comitê de Proteção de Jornalistas emitiu seu primeiro relatório sobre a liberdade de imprensa nos Estados Unidos e condenou as políticas de controle de informação de Obama. O autor do relatório, Leonard Downie Jr, ex-editor executivo do The Washington Post, afirmou: “A guerra da administração Obama contra as filtrações e outras iniciativas para controlar a informação são as mais agressivas que tenho verificado desde a administração do presidente Richard Nixon, quando eu era um dos editores envolvidos nas investigações do The Washington Post sobre o caso Watergate”.
Mas dia após dia, as coisas mudam e os espiões estão no lugar onde menos desejam viver: sob o olhar daqueles aos quais antes espionavam.

fonte; granma.cu

Costa do Marfim: O Tribunal Penal Internacional mantém o ex-Presidente Gbagbo atrás das grades.

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L'ancien président ivoirien Laurent Gbagbo, le 19 février 2013 à La Haye.
Antigo presidente Laurent Gbagbo em 19 de Fevereiro de 2013 em Haia.

O Juíz de Instrução do Tribunal ordenou em 11 de novembro, a detenção do ex-presidente da Costa do Marfim na pendência de um possível julgamento por crimes contra a humanidade. O Tribunal é obrigado a considerar a questão da detenção, pelo menos, a cada 120 dias, por satisfazer três critérios: para garantir que o suspeito compareça às audiências, que não está obstruindo a investigação, e que não continua a cometer crimes, como aqueles para os quais ele é acusado.

"A situação de segurança melhorou na Costa do Marfim" reconheceram os juízes. Os esforços de reconciliação fazem-lhes crer que não é provável que o suspeito, seja liberado, para cometer crimes como aqueles para os quais ele está sendo processado perante TPI. Em revanche, os magistrados consideram necessário a detenção de Laurent Gbagbo que parece ser algo de bom em um eventual julgamento e que não possa impedir a investigação.

Os juízes também dirigiram um pedido de libertação sob fiança por razões médicas. Antes de decidir sobre este ponto, a Câmara pediu o registro e a defesa a apresentar, até 02 de dezembro , mais informações sobre o estado de saúde do ex-presidente .

Por enquanto Laurent Gbagbo permanece atrás das grades, os contornos do seu eventual julgamento continua ainda por emergir. Em 3 de junho, os juízes pediram ao Ministério Público para fornecer até 15 de novembro, mais evidências para decidir se vão lançar seu julgamento.

Final de outubro Fatou Bensouda apelou esta decisão. E na sexta-feira, os juízes suspenderam o prazo, deixando-o livre para prosseguirem com as investigações. Os Juízes agora estão aguardando os recursos da decisão da justiça para estabelecer um novo calendário.

fonte: RFI.FR

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

OPINIÃO: BRASIL - A educação em escombros.

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Se ainda faltasse alguma prova da crise educacional brasileira, o novo relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre a escassez de pessoal para a construção seria mais que suficiente. Durante muito tempo as construtoras foram uma das principais portas de entrada para o trabalho urbano. Absorviam enormes contingentes de mão de obra de baixa escolaridade e ofereciam ocupação mesmo a analfabetos. Programas de investimento em obras de infraestrutura e em construções habitacionais contribuíam de forma importante para a criação direta e para a manutenção de empregos. Hoje essa porta é muito menos ampla, porque a tecnologia mudou e a atividade requer outro tipo de trabalhador. Mas a política educacional foi incapaz de acompanhar essa mudança e o descompasso é evidenciado, mais uma vez, pela sondagem da CNI.
Mesmo com o ritmo de produção abaixo do esperado, o setor da construção continua encontrando muita dificuldade para contratar mão de obra adequada às suas necessidades. O problema foi apontado por 74% das 424 empresas consultadas na sondagem recém-divulgada. Há dois anos a queixa havia aparecido em 88% das respostas, mas o nível de atividade era bem mais alto e isso se refletia na procura de trabalhadores. Mas o detalhe mais alarmante é outro. A falta de pessoal para as atividades básicas - pedreiros e serventes - foi apontada por 94% das firmas com problemas para preenchimento de quadros. Parcela pouco menor (92%) indicou escassez de funcionários técnicos para ocupações ligadas diretamente à obra.
As indústrias consultadas mencionaram problemas para preenchimento de postos em todos os segmentos e em todos os níveis administrativos. Em relação à gerência, por exemplo, queixas foram apresentadas por 69% das empresas com dificuldades de contratação. De modo geral, os níveis de insatisfação quanto às condições do mercado foram tanto mais altos quanto maior o porte da companhia consultada. A falta de trabalhadores qualificados - a questão mais genérica - foi apontada como problema importante por 81% das empresas grandes, 77% das médias e 64% das pequenas. A média dessas respostas ficou em 74%.
A qualificação de pessoal na própria empresa é a solução mais comum, mas também a aplicação desse remédio está longe de resolver o problema. Alta rotatividade, pouco interesse dos trabalhadores e baixa qualidade da educação básica foram os principais obstáculos apontados pelas companhias consultadas. Mas o terceiro item apontado, a educação básica deficiente, talvez seja a explicação mais provável tanto do desinteresse dos trabalhadores como da rotatividade.
A sondagem do setor da construção complementa com um toque especialmente dramático o cenário mostrado, há poucos dias, na última pesquisa sobre os demais segmentos da indústria. Também neste caso é relevante levar em conta o baixo nível de atividade do setor: mesmo com a lenta recuperação registrada depois de um ano de retração, as empresas continuam com problemas para preencher seus quadros.
Praticamente dois terços das firmas (65%) indicaram dificuldades para encontrar pessoal qualificado. Desse grupo, 81% procuram qualificar os trabalhadores na própria empresa. Mas também neste caso a tarefa é dificultada pela falha da escola. A baixa qualidade da educação básica foi apontada como a maior causa de dificuldade por 49% das empresas com problemas de preenchimento de postos.
Esses dados esclarecem facilmente um paradoxo aparente. Por que - muitas pessoas têm perguntado - as empresas têm evitado demitir, apesar do baixo nível de atividade a partir de 2011? A resposta é evidente. Além dos custos da demissão, os administradores levaram em conta as dificuldades para recompor os quadros.
Durante quase dez anos a administração petista deu prioridade à ampliação do acesso às faculdades, para facilitar a distribuição de diplomas. Quase nenhuma atenção foi dada aos outros níveis. A escassez de mão de obra com a formação mínima é uma das consequências desse erro, ao lado, é claro, da perda de competitividade.
fonte: ESTADÃO

Brasil: Justiça anula passaporte diplomático de filho do ex-Presidente Lula

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ESALQ - USP, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo

Documento foi concedido a Luís Cláudio Lula da Silva 3 dias antes do fim do mandato do ex-presidente; juiz determinou que passaporte seja apreendido e encaminhado ao Itamaraty.


Ricardo Brito - Agência Estado
Brasília - A Justiça Federal de Brasília declarou nulo o passaporte diplomático concedido a Luís Cláudio Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Procuradoria da República no Distrito Federal havia considerado a emissão do documento ilegal e fora do interesse do País. A sentença, do início do mês passado, atende à ação civil pública movida em 2012 pelo Ministério Público Federal.
A concessão do passaporte de Luís Cláudio ocorreu três dias antes do término do mandato de Lula. O Ministério Público abriu uma investigação preliminar, em janeiro de 2011, quando reportagens na imprensa revelaram uma extensa lista de beneficiários do passaporte especial, como parentes do ex-presidente, autoridades religiosas, políticos e ex-ministros. A chamada farra na liberação deste documento levou o Ministério das Relações Exteriores (MRE) a adotar, ao fim daquele mês, regras mais rígidas para concedê-lo.
O passaporte diplomático dá ao seu portador uma série de regalias, como acesso à fila separada em aeroportos e tratamento no embarque e desembarque menos rígido nos países com os quais o Brasil tem relação diplomática. De emissão gratuita, o documento também torna dispensável, em alguns países, a exigência do visto de entrada. Fazem jus ao passaporte diplomático, segundo o Itamaraty, aqueles que desempenham ou vão desempenhar missão ou atividade continuada de especial interesse do País.
Inicialmente, a Procuradoria da República no DF passou um pente-fino para avaliar a regularidade de 328 passaportes emitidos pelo Itamaraty entre 2006 e 2010, em caráter excepcional, em razão do interesse brasileiro. Apenas sete passaportes concedidos aos parentes de Lula foram considerados irregulares, por não apresentarem justificativas pertinentes.
A ação civil pública foi proposta em junho de 2012 depois que o Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou ao Ministério Público que Luís Cláudio era o único que não havia devolvido o documento dentre os sete passaportes dados a parentes do ex-presidente. Um mês depois, a Justiça concedeu liminar para suspender o passaporte dado a ele. O passaporte diplomático dele tinha validade até dezembro de 2014.
Na sentença, o juiz Jamil Rosa de Jesus Oliveira, da 14ª Vara Federal em Brasília, julgou procedente o pedido do Ministério Público para declarar nulo o passaporte diplomático concedido ao filho do ex-presidente. No despacho, o magistrado mencionou que o Itamaraty já havia cancelado o documento por conta da nova regulamentação para sua concessão.
"Em verdade, não há nada a acrescentar em matéria de mérito, uma vez que o passaporte diplomático concedido ao réu foi absolutamente irregular, de modo que a consequência deve ser o cancelamento, definitivo, do documento, e respectiva apreensão, se não houver devolução espontânea", decidiu o magistrado, em despacho de 10 páginas no último dia 3 de outubro.
O advogado de Luís Cláudio, Cristiano Zanin Martins, afirmou que vai apelar da decisão ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), com sede em Brasília. Segundo o defensor, a sentença "não acrescenta nada" porque o passaporte diplomático já tinha sido cancelado. Martins acrescentou que, num recurso anterior, o TRF-1 já havia concedido uma liminar para proibir a apreensão do passaporte diplomático. Nesse recurso, Luís Cláudio ganhou direito de usar o documento, como se fosse um passaporte comum, por ter obtido um visto de entrada nos Estados Unidos com validade até dezembro de 2020.
"A questão do cancelamento (do passaporte) já foi feita administrativamente", afirmou o advogado do filho de Lula. Martins disse que a troca do passaporte diplomático pelo comum será uma providência a ser tomada futuramente.
Na decisão, o juiz federal destacou que o passaporte diplomático será apreendido em juízo, para em seguida ser devolvido ao Itamaraty, após o desenlace do recurso em torno do visto norte-americano.
fonte: ESTADÃO

Angola: Integridade é Cool, Corrupção é Um Crime.

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Discurso de Rafael Marques de Morais, Prémio Integridade, Transparency International:   Senhoras e Senhores,   Em Julho passado, fui convocado pela Procuradoria Geral da República de Angola devido a 11 denúncias criminais instauradas contra mim por sete generais, depois de eu ter exposto as suas ligações a sistemáticas violações dos direitos humanos e práticas de [...][...]
Nito Alves em Liberdade
por Maka Angola , 08 de Novembro 2013
Nito Alves, o menor detido desde 12 de Setembro por mandar imprimir camisolas com slogans contra o presidente José Eduardo dos Santos, foi hoje posto em liberdade. Manuel Baptista[...]
(English) Angolan journo recognised for anti-corruption fight
por Maka Angola , 08 de Novembro 2013
Desculpe-nos, mas este texto está apenas disponível em Inglês.[...]
(English) The President and Kangamba
por Rafael Marques de Morais , 06 de Novembro 2013
Desculpe-nos, mas este texto está apenas disponível em Inglês.[...]
Kangamba e a Fogueira da Censura
por Maka Angola , 05 de Novembro 2013
É oficial. O general Bento dos Santos “Kangamba” já consta da lista dos procurados pela Polícia Internacional, a Interpol, da qual Angola é membro.   Bento Kangamba te[...]


Nito Alves em Greve de Fome: Apelo Urgente Enviado à ONU e à União Africana
por Maka Angola , 04 de Novembro 2013
Manuel Baptista Chivonde Nito Alves, de 17 anos, detido desde 12 de Setembro, iniciou ontem (3 de Novembro) uma greve de fome. O menor encontra-se preso há 54 dias sem culpa forma[...]

fonte: makangola.org

domingo, 10 de novembro de 2013

RD Congo: Diplomatas acreditados em Kinshasa indignados com toneladas de armas pesadas abandonadas por terroristas do M23 em Chanzu!

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Os diplomatas americanos, belga, alemão, francês, russo, Zambiano, Egípcio, Ugandês, Tanzaniano, Zimbabuano, Sul Africano ... bem como especialistas das Nações Unidas e as partes da União Europeia observaram as armas abandonadas pelas forças de combate M.23, seu último reduto de Chanzu ficaram indignados com centenas de toneladas de munição e armas pesadas abandonadas no lugar.


O Governador Julien Paluku liderou quinta-feira, pela segunda vez consecutiva , uma missão a Chanzu, o último bastião do chefe de M23, Sultani Makenga, a delegação veio a Kinshasa para obter informações sobre a descoberta de esconderijos de armas sobre este famosa colina.

À chegada em Chanzu, os diplomatas norte-americanos, franceses, belgas, russo, alemão, da Zâmbia, do Egito, Uganda, Tanzânia, Zimbabwe  e de África do Sul ... bem como especialistas das Nações Unidas e da União Europeia ficaram indignados com centenas de toneladas de munição e armas de longo alcance e pesadas ​​abandonadas no local.

Para todos os diplomatas é " impressionante " o que constataram como armamento em Chanzu. Tal quantidade de armas não podem pertencer a uma rebelião . " É uma questão dos Estados " desencadearam os diplomatas ao falar com a imprensa.

Eles rapidamente pediram uma investigação internacional para rastrear a origem de todas essas armas para que as sanções sejam tomadas contra os culpados.


Nesta região de Chanzu-Chengerero, os diplomatas  viram com seus próprios olhos um Jeep Land Rover identificado claramente pertencer ao exército ruandês, pintado a tâche-tâche cor verde e amarelo, e foi um grande espanto para todos.

Nesta missão, você pode ver os membros do mecanismo de verificação conjunta reunindo delegados de 11 Estados-Membros da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (ICGLR).

Apresentação de 287 elementos de M23 capturados

Antes de voltar para Kinshasa sexta-feira, 8 novembro, os diplomatas citados acima foram levados para Kanyaruchinya, 5kms de Goma, onde o exército apresentou 287 elementos de M23 capturados incluindo os ex-FDLR, os ugandeses, ruandeses especialmente os jovens ruandeses expulso da Tanzânia.

A emoção do diplomata russo, a Sra. Galina, estava sobrecarregada quando viu os estranhos entre os elementos da M.23. O diplomata deUganda, por sua vez, teve o cuidado de falar com o seu companheiro de M23, que lhe disse o seu distrito de origem.

Por: C. A. / MMC
fonte: digitalcongo.net

ANGOLA: Processo de Kangamba vem na valise da PGR.

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O caso Kangamba despoletado no Brasil, no âmbito da “Operação Garina”, pode passar para a justiça angolana, já que a Procuradoria Geral da República “tomou a iniciativa de contactar a congénere brasileira no sentido de prestar informações acerca dos factos imputados aos arguidos”, soube OPAÍS junto da PGR. Segundo o Procurador Geral da República, João Maria de Sousa, em declarações a OPAÍS, “nós enviamos um emissário que trará o processo em mãos”. João Maria de Sousa também disse que o processo ainda não chegou a Angola, estando a aguardar pelo mesmo para a competente apreciação. O mandado de captura expedido pelas autoridades brasileiras já foi postado no site da Interpol Internacional. Até ao fecho da presente edição, o bureau da Interpol junto da Direcção Nacional de Investigação Criminal ainda não tinha recebido qualquer documento oficial sobre o processo instaurado contra Bento Kangamba. Certo, porém, é que o seu nome e do alegado sócio Vasco Inácio Republicano Fernando constam na página oficial da Interpol Internacional como estando a ser procurados para serem julgados no Brasil. 
CENÁRIOS PARA KANGAMBA 
Entretanto, um outro magistrado do Ministério Público angolano falou sobre os cenários que se podem abrir para o caso, face à remissão para a Interpol de um mandado de captura contra o general Kangamba. Falando na condição off the record, o magistrado descreveu a OPAÍS dois cenários prováveis, o primeiro dos quais é a prisão e extradição para o Brasil, caso viaje para qualquer país que tenha firmado um acordo nesse sentido. Ainda nesta senda, segundo a fonte, as autoridades brasileiras poderiam pedir a países terceiros para que seja preso e recambiado para o Brasil, onde seria julgado. Isto decorre do facto da Constituição da República de Angola proibir a extradição de cidadãos nacionais. Segundo explicações do magistrado, podem desencadear-se outras consequências internamente, como segundo cenário para o desfecho do caso, que passa pelo julgamento de Kangamba nos Tribunais angolanos. Mas, aclarou a fonte, isto só seria exequível “se os factos imputados como crimes no Brasil aqui também o forem”. O também presidente do Kabuscorp, está a ser acusado de tráfico de seres humanos para exploração sexual, cárcere privado e formação de quadrilha. A Interpol já colocou na lista de pessoas procuradas o general angolano Bento dos Santos Kangamba, acusado pela Polícia Federal do Brasil de liderar uma quadrilha que traficava mulheres do daquele país para prostituição em Angola, África do Sul, Áustria e Portugal. Aquela rede mundial de polícias publicou no seu sitio uma foto de Kangamba, de 48 anos, natural do Moxico, de quem se pede a prisão por integrar uma “associação criminosa para a exploração e tráfico de seres humanos”. Além do general, o seu alegado braço-direito, Fernando Vasco Inácio Republicano, também aparece na lista de procurados. Na mesma página, pede-se a quem tiver alguma informação que contacte a polícia nacional ou o secretariado-geral da Interpol. Segundo a Polícia Federal do Brasil, o esquema comandado por Bento dos Kangamba funcionava há pelo menos 10 anos, período em que movimentou, numa estimativa inicial, mais de 45 milhões de dólares. Outras fontes referem, no entanto, que o esquema funcionou durante seis anos apenas, período em que até 700 mulheres brasileiras viajaram entre Brasil, Angola, África do Sul, Áustria e Portugal. Quanto a Bento Kangamba e o suposto seu braço direito, as autoridades brasileiras esperam agora pela intervenção da Interpol em virtude de não existir um acordo de extradição entre Angola e o Brasil, que obrigue Luanda a enviá-los para serem julgados nos tribunais brasileiros. O MODUS OPERANDI Segundo explicações dadas à imprensa brasileira, por oficiais da Polícia Federal Brasileira, as mulheres eram recrutadas no Brasil e atraídas para os destinos turísticos, onde se entregavam em orgias de “sexo de luxo”. A remuneração variava de USD 5 mil até USD 100 mil, sendo esta, segundo a imprensa brasileira, a quantia paga pelo também conhecido empresário da juventude por uma semana de sexo. Kangamba também é citado pela imprensa brasileira como sendo o responsável pela triagem das prostitutas. 

Advogado comenta  
A terminologia usada no Brasil na tipificação de alguns crimes de que vem acusado o presidente do Kabuscorp, Bento Kangamba e Luís Republicano lhes pode favorecer, comentou a este jornal um advogado que flou sob anonimato. Segundo o causídico, o crime de formação de quadrilha, que consta da acusação, não é usual no Código Penal angolano e um eventual julgamento nos tribunais angolanos, esta acusação poderá ser descartada. No entendimento da fonte deste jornal, o direito penal não admite analogias, pois tem de se fazer uma interpretação extensiva dos factos. Ao contrário do Brasil, no ordenamento jurídico angolano, fala-se de associação ilícita, que pressupõe um ajuntamento de mais de 20 pessoas, assim como de sociedades secretas, cujos membros geralmente não falam das suas actividades, como vem plasmado no artigo 328 e seguintes. Se em relação a este aspecto não houver lugar a uma eventual condenação, já em relação ao cárcere há outras considerações a ter em conta. Na legislação angolana, tratase de cárcere quando a pessoa fica enclausurada por pelo menos 24 horas, sendo que a sobrepassagem deste tempo é tipificado no código penal como crime de cativeiro. Questionado sobre o facto de as supostas prostitutas brasileiras terem alegadamente vindo conscientemente, o advogado lembrou que esta circunstância em nada abona, já que isto pode se dar com recurso a meios coercivos ou brandos, podendo ainda considerar-se a figura do rapto. O causídico admite, por hipótese, que Bento Kangamba e Luis Republicano venham a responder por outros dois crimes, por encontrar correspondência no código penal vigente em Angola. 

Por: Eugénio Mateus eugenio.mateus@opais.co.ao
 
fonte: OPAIS.NET

sábado, 9 de novembro de 2013

Jornal de Angola acusa elites portuguesas de tentarem intimidar Angola.

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O editorial desta sexta-feira diz respeito às notícias de arquivamento do processo na PGR portuguesa que visaria o vice-presidente de Angola Manuel Vicente.


Manuel Vicente, durante uma visita a Lisboa em 2009, quando ainda era presidente do conselho de administração da petrolífera nacional Sonangol HUGO CORREIA/REUTERS

Jornal de Angola volta a atacar "as elites portuguesas ignorantes e corruptas", que acusa de tentarem "intimidar os angolanos para estes deixarem de gerir com toda a soberania e independência o seu país". No editorial de hoje, o jornal refere-se às recentes notícias sobre o alegado arquivamento pelo Ministério Público português de um inquérito judicial que, segundo a comunicação social, visava o vice-presidente de Angola, Manuel Vicente.Na quarta-feira, numa nota intitulada "Vice-presidente de Angola - Manuel Vicente", a Procuradoria-Geral da República (PGR) veio esclarecer que o inquérito, para apurar "eventuais crimes de fraude fiscal, falsificação e branqueamento de capitais, relativo a diversas operações" visava afinal a empresa Edimo e que Manuel Vicente não é arguido nem foi suspeito no inquérito.
Hoje, o Jornal de Angola lamenta o título do comunicado da PGR, quando Manuel Vicente "não é arguido nem suspeito". Cumprimentando os magistrados do Ministério Público português por, na nota, se referirem apenas aos enteados de Manuel Vicente, sem os identificarem, o jornal lamenta que não tenha havido "o mesmo cuidado com altas figuras do Estado Angolano". "Pelo contrário, julgaram-nas e condenaram-nas na praça pública de uma forma infame. É contra isso que os angolanos decentes estão. É isso que consideramos inaceitável", pode ler-se no editorial. Estimando que o mesmo não aconteceria se em causa estivesse um inquérito ao vice-presidente de um país da União Europeia ou dos Estados Unidos, o jornal acusa as "elites portuguesas ignorantes e corruptas" de "estacionarem no colonialismo mais retrógrado". "Continuam a achar que os negros são seres inferiores e se têm uma camisa lavada é porque a roubaram. Quem tem amigos assim, o melhor é virar-lhes as costas e negociar até com o diabo ou dialogar com os inimigos". Para o editorialista, "é muito difícil dialogar com um país em que parece que ninguém se entende e estão todos virados para o tornar ingovernável". "Dizem que o investimento é bem-vindo, mas atacam os investidores angolanos. O mesmo fizeram com Ângela Merkel e a Alemanha que meteram rios de dinheiro para salvar Portugal da bancarrota". No editorial, o jornal acusa os magistrados do Ministério Público de, embora "ciosos da sua independência", serem "irmãos siameses dos que mais se distinguem nas calúnias e ataques à honra de cidadãos angolanos que nenhum Tribunal julgou ou condenou". E diz que os patrões dos órgãos de comunicação social, que apelida de "barões da droga", "esfregam as mãos de contentes quando os seus empregados disparam sobre os angolanos" por esperarem que isso "lhes dê vantagens nos negócios". O jornal acusa ainda os jornalistas portugueses de usarem a carteira profissional "como licença para assassinar o carácter das suas vítimas angolanas na praça pública". Acusando as elites de tentarem intimidar os angolanos para estes deixarem de gerir com toda a soberania e independência o seu país, o editorial termina com um aviso: "Jamais nos deixaremos intimidar. Antes a morte que tal sorte! Assim falava Camões". A actual tensão diplomática entre Portugal e Angola, que levou o Presidente angolano a anunciar recentemente a suspensão da parceria estratégica que pretendia criar com Lisboa, começou em Novembro do ano passado, quando o semanário Expresso noticiou a existência de um inquérito-crime no Ministério Público português contra altos dirigentes angolanos. Na altura, o jornal falava em indícios de fraude fiscal e branqueamento e referia-se concretamente ao vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, ao general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, chefe da Casa Militar da Presidência da República, e o general Leopoldino Nascimento “Dino”, consultor do ministro de Estado e ex-chefe de Comunicações da Presidência da República.

fonte: publico.pt

 

Senegal: Abertura, diques anti-sal, saúde ... : O gênio militar, uma das alavancas do desenvolvimento.

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O Dia das Forças Armadas foi comemorado, ontem, em Camp Dial Diop . O Chefe de Estado , Macky Sall , destacou o papel dos militares no desenvolvimento sócio-econômico, além de suas missões tradicionais. Ele pretende usar o seu talento para a política social bem-sucedida, incluindo a cobertura universal de saúde, abertura, desenvolvimento de terras aráveis, a construção de barragens anti -sal, entre outros.

O Presidente Macky Sall, presidiu ontem a 10a Jornada  das Forças Armadas com o tema " Forças Armadas para servir a Nação ". A cerimônia, que marca o aniversário da fundação do exército, um "instrumento de soberania ", teve a participação de muitas personalidades da República e do corpo diplomático acreditado no Senegal. Para o chefe de Estado, o evento é " uma ilustração do reconhecimento do Senegal a respeitar o seu filho ilustre que se envolveu tanto em sua grandeza . "

 Sobre o tema desta 10 ª edição, o Sr. Sall disse que ele enfatiza a " função do membro, soldado cidadão, embora este é ciente de que o fogo o mutila e mata, enfrentando o perigo para o triunfo dos ideais do seu país. " Na sua opinião, o exército não se limita à defesa do território, a segurança das pessoas e seus bens. Após a independência, lembrou ele que: " O Presidente Senghor rapidamente mediu o que essa entidade, já bem estruturada e disciplinada poderia trazer para o nosso jovem estado em construção. " Isso , disse ele, " em todos os sentidos no conceito da Nação Armada. " Ao lado de suas missões tradicionais, que ele tem acrescentou, o exército tornou-se " uma ferramenta para o desenvolvimento e bem-estar social", antes de elogiar o papel dos engenheiros militares na construção e reabilitação de obras na natureza econômica ou social.

 Estas são todas as razões por que o Chefe de Estado decidiu equipar esses corpos " industrial " e " engenhoso ", porque está ciente de que eles podem fazer, e, portanto, substancialmente no seu plano de abertura, o desenvolvimento de terras e construção de diques anti -sal. A contribuição das Forças Armadas em saúde pública e em serviços de saúde, de acordo com o presidente da República, atingiu proporções significativas . Segundo ele, cerca de 80 % dos atendimentos nas unidades de saúde militares são civis.

 O Chefe de Estado está convencido de que os militares têm pessoal altamente qualificados que podem contribuir para a cobertura de saúde territorial", uma pedra angular da sua política no domínio social. " Como tal, ele revelou que havia instruído o ministro das Forças Armadas para aumentar os efetivos em vários centros e identificar os centros médicos da guarnição de suas capacidades técnicas. Também, ele continuou, " o exército terá que se revelar daqui para a frente e prepare-se para aprender novas habilidades ,especialmente para intervenções em situações de desastre . "

Promoção dos valores cívicos

O presidente também tem aumentado a contribuição das Forças Armadas na promoção de valores cívicos que estão no centro das suas preocupações ". Eu atribuo grande importância a sua extensão. Pois é a melhor defesa contra o egoísmo, contra qualquer indício particularista que ameaçam a qualquer momento, nossas nações ainda frágeis ", disse o presidente. Ele espera que o Serviço Civil Nacional, com o apoio das Forças Armadas, para além das actividades de férias para se tornar um "órgão de trabalho com os jovens que, por um determinado tempo, servirá o país voluntariamente num serviço cívico ". "A nação espera tudo do seu exército que deve continuamente estar na vanguarda de qualquer luta para segurança do nosso país ", disse ele.

Finalmente, o chefe de Estado, comandante supremo das forças armadas, convidou os jovens oficiais promovidos de três classes dos quais o General de Divisão Souleymane Kéléfa Diallo, o médico coronel Louis Kondé e o coronel Sidy Sady " , para serem os dignos herdeiros de ilustre oficiais falecidos que, deram suas vidas, então firmemente colocado ao serviço da Nação ". No seu juramento, percebo a vossa  força e convicção , disse ele, "é um compromisso com o povo ".  "Que vocês, em todas as circunstâncias, tenham isso como guia. A vossa contribuição para a obra de construção da nação é enorme. Encorajo-vos a perpetuar esta tradição de excelência para o Senegal ainda em pé, próspera e radiante ", diz ele .

AMEAÇA DE TERRORISMO E CONEXÃO DE TRÁFICOS: Equipar as Forças Armadas de vantagens.

O Presidente da República saudou, ao longo da cerimônia, a disciplina , coragem inalterável , o espírito republicano, total dedicação à missão e controle da arte militar das Forças Armadas do Senegal . "Nossos cidadãos estão assim orgulhosos e garantidos que o santuário é seguro. O Corpo militar é " um sacerdote, uma vez que ele tem a percepção da pátria sagrada ", disse ele, dirigindo-se aos oficiais, sargentos e outros cargos.

No entanto, ele alertou , " turbulência sub-regional geopolítica que proíbe a complacência. " "O terrorismo e todo o tráfego relacionado representam uma ameaça real a ser levado em conta. Este ambiente de distúrbio chamado postura antecipatória , instrução e formação adaptados ", ele disse . Para este fim, o Presidente Sall reafirmou a sua decisão de fornecer as forças armadas o equipamento necessário para cumprir as suas missões sempre " de forma mais eficaz . " Procedimentos, ele revela, são incorridos. " Essas aquisições devem andar de mãos dadas com a moral , sem o qual o material não produziria o desempenho desejado . O soldado deve ter a mente e a vontade de servir ", disse ele.

COMPENSAÇÃO vítimas da guerra : Fundos estão disponíveis

O Chefe de Estado, durante a cerimônia, revelou que os fundos para a compensação de feridos de guerra e da família dos soldados mortos em operações estão disponíveis a partir de ontem no Ministério das Forças Armadas. Em sua opinião, o Departamento irá proceder de imediato ao pagamento dos valores devidos aos beneficiários. Em relação ao documento sobre as propostas para melhorar a condição de militar, Sall disse que foi recebido. " Tenham certeza de que ele vai ser revisto com diligência, no sentido de tornar o exército mais atraente", disse ele. Anteriormente, o Chefe de Estado elogiou a memória de " Jambaars " caídos no campo de batalha e mostrou compaixão para com os feridos e doentes, desejando-lhes uma rápida recuperação. Ele também prestou homenagem aos homens e mulheres envolvidos em operações dentro e fora do país , antes de felicitar os velhos ", que foram capazes de construir esta grande ferramenta de defesa e iluminar o caminho para a geração atual, que perpetua o profissionalismo e o estado místico pena estabilidade, respeito e influência no nosso país " .

APRESENTAÇÃO DO " FORMATO DA ARMADA 2025 " : Um Exército Republicano para servir a nação.

No final da cerimônia, que foi realizada no distrito Dial Diop, as autoridades das Forças Armadas apresentados ao Chefe do Estado " O Formato da armada 2025 " . Após esta apresentação, o Presidente Macky Sall disse que estava orgulhoso de que " O Senegal tem um grande exército e cidadãos republicanos estão ao serviço da Nação. " "Eu tenho uma apresentação muito importante da capacidade projetada para 2025 . Tudo foi revisto para permitir que as Forças Armadas possa responder na melhor das hipóteses para pedidos feitos a eles e para garantir a segurança interna como o país estrangeiro " , disse ele. No entanto , ele reconheceu, ainda requer muito esforço para melhorar as autoridades públicas. " Estamos comprometidos com o máximo de recursos disponíveis para as forças armadas para que possam alcançar, com satisfação, os objectivos definidos para eles", disse o presidente Sall, que disse que este dia é registrado no resto do calendário republicano .

  Por: Souleymane Dia SY

fonte: lesoleil.sn

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Guiné-Bissau: Só vendo com os nossos próprios olhos - identificamos o quanto esse país se mergulhou no caos! Aguarde novidade que já já estarei contigo, mostrando o que para você talvez não constitua muita surpresa, mas apenas um facto de que já ouviu falar ou viu as imagens.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Samuel Vieira

TER SAUDADE DO PAÍS QUE NOS VIU NASCER É ALGO QUE MEXE PROFUNDAMENTE COM O NOSSO INTERIOR. SENDO ASSIM, ACREDITAMOS SEMPRE QUE VER ALGO EM EVOLUÇÃO REFERINDO-SE A ESSE PAÍS É ALGO QUE NOS DEIXA EXTREMAMENTE FELIZ. MAS QUANDO TAL NÃO ACONTECE E NEM HÁ NENHUM INTERESSE EM PRESERVAR AQUILO QUE HERDAMOS DOS OUTROS, JÁ QUE NOSSA CAPACIDADE DE INOVAR NÃO SE CONSTATA, PERGUNTAMOS - ENTÃO, ONDE FOI QUE NÓS ERRAMOS?! NA ESCOLHA DE INDIVÍDUOS PARA DIRIGIR PROJETOS VIÁVEIS OU NOSSA OMISSÃO PERMANENTE EM PROMOVER MUDANÇAS FOI A INÉRCIA DA QUESTÃO? QUEM NÃO SABE FAZER, PELO MENOS DEVE SABER MANTER O QUE OS OUTROS FIZERAM PARA ELE, ESTE PRINCÍPIO INFELIZMENTE NÃO SE OBSERVA NA GUINÉ. TUDO ESTÁ SE DESMORONANDO EM TERMOS DE PRÉDIOS PÚBLICOS, AS ESTRADAS E CALÇADAS EM CONDIÇÕES TRANSITÁVEIS PRATICAMENTE NÃO EXISTEM NA GUINÉ. AS INOVAÇÕES NÓS CONSTATAMOS, É CLARO, NA OSTENTAÇÃO DE PODER ECONÔMICO POR PARTE DAQUELA MINORIA - A FILOSOFIA QUE SE PREGA POR PARTE DOS DIRIGENTES DO PAÍS, É NÃO ´FAZER O BOLO CRESCER PARA DIVIDIR DEPOIS, MAS SIM, ABOCANHAR A MAIOR FATIA AINDA QUE ESSE GESTO CAUSE SOFRIMENTO À GRANDE MAIORIA DA POPULAÇÃO. O POVÃO ESTÁ EMPOBRECIDO E SEM ESPERANÇA. SALÁRIOS QUE NÃO SE PAGAM, ESCOLAS QUE NÃO FUNCIONAM, HOSPITAIS PÚBLICOS SEM REMÉDIOS E MÉDICOS DESESPERADOS, ASSIM COMO FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA SUA MAIORIA, ETC, ETC, SÃO ENTRE OUTROS AS CAUSAS FREQUENTES QUE LEVAM AO ENVELHECIMENTO PRECOCE A UMA BOA PARTE DA POPULAÇÃO GUINEENSE. O ESTRESSE É GERAL! VOCÊ QUE ESTÁ FORA POR MUITO TEMPO, NÃO SE ESTRANHE SE UM DIA TIVER QUE FAZER VIAGEM PARA AQUELE LUGAR, E DE REPENTE ENCONTRAR PELA RUA AMIGOS IRRECONHECÍVEIS OU ATÉ PARENTES. A PELE REVELA TUDO E A FEIÇÃO DESCREVE O QUE ELE NÃO PRECISA TE CONTAR. ATÉ QUANDO ESSE SOFRIMENTO PERDURARÁ SÓ DEUS TEM O CONHECIMENTO E SÓ ELE VAI AGIR PARA MUDAR O QUE ESTÁ TOTALMENTE ERRADO NAQUELE PAÍS. VOCÊ VIVER NUM PAÍS ONDE AO LONGO DE UM MÊS PRATICAMENTE O FORNECIMENTO DE ENERGIA NÃO ACONTECE E NINGUÉM RESPONDE POR ISSO, ISSO PRATICAMENTE DIZ TUDO EM RESUMO O QUANTO O PAÍS ESTÁ VIRADO AO AVESSO. SEM ENERGIA OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS MUITAS VEZES SAEM À RUA PARA SE ABANAREM ALIVIANDO-SE DO CALOR INTENSO. COM ISSO CERTAMENTE O QUE SE DEVIA FAZER FICA AO DEUS DARÁ. O QUE DÓI MAIS É QUE QUANDO PASSAMOS POR CABO VERDE, QUE É A NOSSA ROTA PRINCIPAL HOJE SEGUINDO PARA GUINÉ, CONSTATAMOS EVOLUÇÕES CONSTANTES E QUE MOVEM ORGULHO CABO VERDIANO. O CABO VERDIANO NÃO PRECISA SE EXIBIR EM CARROS DE LUXO PARA REVELAR QUEM ELE É. OS COLEGAS FORMADOS MORAM EM GERAL EM PRÉDIOS BONS, ORGANIZADOS. QUANDO SAEM DE MANHÃ PARA TRABALHAR E LEVAR ANTES OS FILHOS PARA ESCOLAS, NÃO PRECISAM ENFRENTAR RUAS CHEIAS DE BURACOS COMO ACONTECE NA GUINÉ. OS CARROS DELES SÃO PRESERVADOS PORQUE PERCORREM BOAS ESTRADAS. EM RESUMO QUERO DIZER QUE, QUANDO HÁ UM PROPÓSITO QUE É PENSAR NO COLETIVO, NOSSAS ASPIRAÇÕES SE REVELAM NA SATISFAÇÃO DA GRANDE MAIORIA. CABO VERDE PRESERVOU TUDO QUE LHE FOI DEIXADO E AVANÇOU MUITO PENSANDO NO POVO E NÃO EM PROJETOS INDIVIDUAIS.

A PARTIR DE HOJE ESTAREI CONVOSCO TRAZENDO NOVIDADES E IMAGENS FORTÍSSIMAS DAQUELE LUGAR, PARA UM CONVITE À REFLEXÃO. ALGO PRECISA SER FEITO ANTES QUE SEJA DEMASIADO TARDE DEMAIS.

UM ABRAÇO E FIQUE LIGADO TODOS OS DIAS NESSE BLOG PARA QUE NADA TE ESCAPE.

SAMUEL

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Prezados Leitores, por motivo de viagem, a atualização deste nosso lugar de encontro, o Blog Djemberém, se fará tão logo as condições permitam. Conto com a compreensão de todos.

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Samuel Vieira

Fazer circular as notícias principalmente do continente africano, foi um desafio que eu abracei e pretendo levá-lo até o limite das minhas condições de trabalho e condições de vida. Sendo assim, não hesitarei em nenhum momento em publicar informações das diversas situações que ocorrem no nosso continente, opiniões individuais desde que sejam voltadas para busca de consenso, sugestões valiosas que visam progresso. Não sou jornalista de profissão, mas apraz-me fazer um trabalho que muda o pensamento das pessoas pela positiva. Sendo você um leitor atento, pode constatar que as notícias ou informações que divulgo, não são de atiçar ou gerar controvérsias, pelo contrário, elas vão de encontro ao progresso almejado por alguns países africanos e o papel nobre de seus dirigentes na condução da política local visando progressos, melhorias, estabilidade, busca incessante pela democracia, a paz assentada no equilíbrio social e no fortalecimento da educação do povo. 

Breve estarei com vocês com muitas notícias e publicações voltadas, unicamente, para chamar atenção sobre progressos no nosso continente e figuras envolvidas para fazer decolar esses progressos.

Um abraço a todos!

Samuel Vieira

Após seleção multicultural de futebol, Alemanha tem primeiros negros no Parlamento.

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Karamba Diaby é o primeiro negro a ser eleito para o parlamento alemão (Foto: Divulgação/karamba-diaby.de)


Karamba Diaby, de 51 anos, um químico de origem senegalesa.

"Minha eleição para o Parlamento alemão tem importância histórica", celebrou Karamba Diaby, de 51 anos. Ele se estabeleceu em Halle em 1986 depois de obter uma bolsa de estudos oferecida pela então comunista Alemanha Oriental.
Eleito pelo Partido Social Democrata (SPD, nas iniciais em alemão), Diaby afirmou que sua prioridade no Parlamento será a promoção de oportunidades iguais na educação. "Toda criança nascida na Alemanha deve ter a chance de sucesso na escola, independentemente da situação social ou da renda dos pais", declarou.
Apesar de um em cada cinco alemães ser imigrante ou filho ou neto de imigrantes, poucos deles conseguiram chegar ao Bundestag. Até as eleições do último fim de semana, nunca um político negro havia chegado ao Parlamento, apesar de mais de meio milhão de imigrantes africanos viverem na Alemanha atualmente.
Ao mesmo tempo, a União Democrata Cristã (CDU, na sigla em alemão), da chanceler Angela Merkel, elegeu pela primeira vez uma mulher muçulmana para representar o partido conservador no Bundestag. Cemile Giousouf foi eleita pela cidade de Hagen. Ela tem 35 anos e é filha de pais turcos, mas nasceu na Alemanha. Fonte: Associated Press.
BERLIM - A eleição alemã de domingo colocou os primeirosnegros, um ator e um químico, e uma muçulmana no Parlamento do país que, além de ser a capital industrial, também se afirma como o centro cultural da Europa. Eles estão entre os 34 deputados de origem imigrante eleitos, contra 21 do último pleito.
Na Alemanha, 19% da população é de imigrantes mas no Parlamento a proporção é bem menor: 5,4% dos deputados vem de famílias não-alemães, segundo o Migration Media Service, um centro de estudos.
Nascido no Senegal o químico Karamba Diaby reconhece que sua eleição foi um fato histórico. Após ganhar uma bolsa de estudos, ele se mudou para a cidade de Halle, na antiga Alemanha Oiental, em 1986, para estudar química no lado comunista do país. Só em 2001, porém, o Diaby recebeu a cidadania alemã. Ele afirma que a prioridade de seu mandato na Câmara dos Deputados terá como prioridade a igual oportunidade de educação no país.
- Toda criança nascida na Alemanha deve ter a chance de ser bem sucedida na escola independente do seu contexto cultural ou da renda de seus pais - disse ele, que tem 51 anos.
Seu partido, o Social Democrata, teve 25,7% dos votos e é provável que faça algum tipo de aliança com a União Democrata Cristã de Angela Merkel.
Vem da legenda da chanceler reeleita o ator Charles M. Huber e a muçulmana Cemile Giousouf.
Filho de um diplomata senegalês com uma alemã, Huber tem 56 anos e participou de um famoso filme de ficção científica de 1985, "Inimigo Meu". A história trata de dois inimigos de guerra de raças diferentes cujas naves caem num mesmo planeta e, para se sobreviver, precisam se unir.
Também da União Democrata, Cemile Giousouf, se transformou na primeira parlamentar muçulmana do país. Nascida na Alemanha de pais Gastarbeiter - em sua maioria trabalhadores turcos com visto temporário - ela foi enviada para ser criada por um tio na Grécia e voltou após completar dois anos. Nos dois países viveu como parte da minoria muçulmana.
Marcada pelo passado nazista que acreditava numa raça superior de seres humanos, os arianos, o país registra avanços na tolerância: há três anos, a seleção alemã na Copa do Mundo comoveu o país com um time composto por 11 imigrantes: batizada de "seleção multicultural" ficou em terceiro lugar no campeonato.
fonte: br.notícias.yahoo.com.br
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Karamba Diaby entre dois eleitores (Foto: Assessoria de Imprensa de Karamba Diaby)
Karamba Diaby ocupará uma cadeira no Bundestag com a promessa de trazer melhorias aos imigrantes.
Um homem de 51 anos e nascido no Senegal fez história na Alemanha, no último domingo (22). Karamba Diaby é o primeiro negro eleito no país. Ele vai ocupar uma cadeira no Bundestag, a câmara baixa do Parlamento alemão.
Diaby, que se candidatou pelo Partido Social Democrata (SPD), não conseguiu a vaga diretamente, mas sim pela lista partidária. Na Alemanha, cada eleitor deve votar duas vezes, a primeira em seu candidato e a segunda no partido.
A cidadania alemã foi conquistada em 2001 por Diaby, que chegou na Alemanha, ainda Oriental, em 1985. O afro-alemão estudou Química na universidade de Halle, onde concluiu o Doutorado.
O deputado, durante as campanhas, manteve no discurso o intuito de melhorar as condições para estrangeiros que vivem na Alemanha. No Parlamento, Diaby será oposição à coalização de governos democratas da chanceler Angela Merkel.
Em entrevista à BBC, Diaby chegou a afirmar que sua campanha era “uma loucura”. O “Ay, Karamba”, slogan da candidatura do deputado, aliado ao fato do candidato ser negro e carismático, fez com que por onde passasse ele fosse tratado como “celebridade”. 
Além de Diaby, o ator alemão de origem senegalesa Charles M. Huber, dos conservadores (CDU) de Angela Merkel, também foi eleito no último domingo.
fonte: revistaforum


É inútil ser um bom jornalista em Marrocos.

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O escritor marroquino Driss Ksikes denunciou a prisão do diretor do site informação Lakome, ao qual a Justiça marroquina critica pela transmissão de um vídeo AQMI.
Capture d'écran chaîne marocaine 2M. HO / 2M TV / AFP
Captura da ecrã do canal marroquino 2M. HO / 2M / TV / AFP

O que é ser um bom jornalista em Marrocos? ", pergunta o escritor e especialista em mídia, Driss Ksikes. O recente caso que mistura o diretor do site Lakome e a justiça marroquina é repleta de significado. Segundo o autor, esta pasta como os muitos que o precedem, revelam "várias manifestações de autoritarismo, tentativa de um nacionalismo exacerbado, que aparecem de novo e remodelam no ar."

O que há de errado com o jornalista marroquino Ali Anouzla, diretor do Lakome? As autoridades marroquinas acusam-no de ter distribuído por pura propaganda, um vídeo virulento de 41 minutos de al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), dedicado exclusivamente, pela primeira vez ao rei Mohammed VI.

Para Driss Ksikes, estas acusações são parte de uma campanha draconiana contra todos os jornalistas "irreverentes, que se recusam a ceder a auto-censura."

Ele continua:

"Os pretextos variam (Sahara, Islam, monarquia, estabilidade, segurança, etc.) Mas o objetivo nunca foi alcançado: o silêncio, passa pela discussão da polícia e do judiciário, as vozes mais credíveis e mais altas, que autorizam a eles mesmos a não se submeter aos ditames do desejado consenso acima. "

Esses caras devem esperar palavras de ódio daqueles que defendem o sistema. Ali Anouzla que é muitas vezes referido como a "quinta coluna", às vezes como um "traidor da nação". Neste clima, o que é ser um bom jornalista em Marrocos? Driss Ksikes tenta responder com um toque de ironia:

"Inquerido sobre o negócio florescente de cortesãos? Muito arriscado. Para descobrir as vozes alternativas no Saara? Temível. Para expor o discurso dos radicais islâmicos? Perigoso. Fazer Fala da memória dos parentes do sultão? Desrespeitoso. Sondar as opiniões dos governados sobre o rei que governa? Sacrilégio.

fonte: Slate Afrique "


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Cuba: Bloqueio dos EUA afeta sistema de saúde pública de nosso país.

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HAVANA.— O bloqueio econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos contra Cuba provoca perdas milionárias ao sistema de saúde da Ilha, segundo estimações oficiais que contabilizam essas afetações no último ano.



Entre maio de 2012 e abril de 2013 as perdas causadas pelo bloqueio àsaúde pública cubana se contabilizam em US$ 39 milhões, só como resultado da aquisição de medicamentos, instrumentos e outros insumos em mercados longínquos, assim como pelo uso de intermediários.
  A cooperação internacional com o país caribenho também se ressente como resultado da perseguição de Washington contra bancos, firmas e empresas que realizam transações com Havana.
  Assim, o Banco Cantonal de Zurique, Suíça, decidiu suspender suas operações com Cuba, o qual afetou o direito de cidadãos desse país que por mais de 20 anos apoiaram projetos médicos na luta contra o câncer, prevenção da Aids, entre outras doenças, através da organização MediCuba-Suisse.
  A mão longa do bloqueio estadunidense põe entraves ao treinamento do pessoal médico cubano em técnicas contemporâneas de atendimento médico.
  Ocorre com os equipamentos de Tomografia por Emissão de Positrões da marca Philips.
  A maioria dos equipamentos de imagens médicas são controlados ou baseados no sistema operativo Windows XP, de 64 bits. Sua ativação na Ilha não é possível devido ao bloqueio.
  O Centro Nacional de Genética Médica de Cuba não pôde adquirir um Analisador Genético, produzido exclusivamente por companhias norte-americanas, como a Applied Biosystems, pertencente à Life Technologies.
  A longa lista inclui o Instituto de Gastroenterologia, impossibilitado de dispor de um equipamento de radiofrequência bipolar. Tal equipamento é de tecnologia estadunidense e comercializado por empresas desse país que não podem fazer negócios com Cuba.
  O Centro Pediátrico de Cardiologia de Havana enfrenta sérias dificuldades para adquirir óxido nítrico, gás fabricado por companhias estadunidenses e europeias.
  Também o Instituto de Nefrologia defronta problemas com a disponibilidade de kits para tipagem tissular HLA, da firma de origem norte-americana One Lambda, que não autoriza sua venda ao vizinho país.
  Os doentes com HIV/Aids cubanos estão impossibilitados de receber as combinações de antirretrovirais que incluam o Tenofovir, da firma Gilead. Não puderam contar com os medicamentos antivirais kaletra, nelfinavir, ritonavir e Lopi/Rito infantil 80/20 mg.
  Em seu caráter extraterritorial, o cerco inclusive foi imposto noutros países.
  Assim ocorreu em uma oficina do Sistema LabWare-LIMS realizada na Colômbia. Ali foram excluídos os especialistas do Instituto Nacional de Oncologia e Radiobiologia sob o pretexto de que aempresa norte-americana LabWare, patrocinadora do evento, não podia fazer tratos com a Ilha.
  Cuba prepara um relatório com estas e outras incidências que, por causa do bloqueio dos Estados Unidos, afetam a vida de seus habitantes e inclusive cidadãos e empresas de outras nações, que será apresentado proximamente ante a Assembleia Geral das Nações Unidas. (PL)
 

fonte: granma.cu


Angola: Jovens “Revolucionários” Libertados sob Caução.

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A juíza Josefina Pedro, do Tribunal de Polícia de Luanda ordenou, ontem, a libertação provisória dos oito jovens detidos a 19 de Setembro, suspeitos de tentativa de manifestação, por insuficiência de provas.

Conhecidos como membros do auto-denominado Movimento Revolucionário, estiveram detidos Adolfo António, Adolfo Campos, Amândio Canhanga, António Ferreira, Joel Francisco, Pedro Teka, Quintuango Mabiala e Roberto Gamba.

No dia seguinte à detenção, a 20 de Setembro, os jovens from presentes ao tribunal para julgamento sumário. Os advogados de defesa solicitaram, como ponto prévio, que a sessão de julgamento decorresse por depoimento escrito, para eventual admissão de recurso por parte dos réus.

“Devido ao adiantamento da hora, a juíza decidiu por bem interromper a sessão de julgamento”, disse o advogado David Mendes.

Para o efeito, a magistrada concedeu a liberdade preventiva aos arguidos, sob termo de identidade e residência, tendo marcado, para 23 de Setembro, às 8h30, a continuação do julgamento.

A continuação do julgamento foi marcada pela apresentação de sete dos oito réus novamente na condição de detidos.

Segundo o advogado de defesa, David Mendes, “os jovens foram capturados 20 minutos após terem sido libertados pela juíza, na sexta-feira. Foram novamente conduzidos a tribunal sob custódia”.

Devido a essa nova condição dos detidos, o advogado esclareceu que os réus “só podiam ser devolvidos [novamente] à liberdade sob caução”.

A juíza Josefina Pedro ordenou o pagamento de uma caução de 200,000 kwanzas (equivalente a US$2,000) para cada um dos sete réus.

Confusão
À saída do tribunal, o jornalista Rafael Marques de Morais solicitou aos recém-libertados os seus depoimentos sobre as suas experiências, sobretudo os que haviam sido torturados no acto de detenção e a posteriori. O grupo, ao qual se juntaram os jornalistas Alexandre Solombe e Coque Mukuta, caminhou cerca de 300 metros até à viatura do primeiro, onde decorreram algumas das entrevistas.

Passados 20 minutos, o grupo foi cercado por 45 elementos da Polícia de Intervenção Rápida, fortemente armados com metralhadoras, lançadores de gás lacrimogéneo, escudos e outro equipamento de luta anti-motim. Para além dos jornalistas foram detidos sete dos oito réus, excepto Quintuango Mabiala que se havia retirado poucos minutos antes.

Os sete jovens, depois de terem sido brutalmente agredidos na unidade principal da Polícia de Intervenção Rápida, assim como os jornalistas, foram transferidos para as celas da Direcção Provincial de Investigação Criminal (DPIC).

Sem terem sido ouvidos, os jovens passaram o fim de semana na cadeia e foram presentes a tribunal, na manhã de hoje, 23 de Setembro, com um segundo processo-crime que os acusa de terem causado “distúrbios”.

A confusão criada pela segunda detenção levou a juíza a juntar os dois processos num só. Para além disso, considerou a acusação contra os detidos de  vaga e generalizada e remeteu o processo à DNIC para melhor instrução. Ordenou a discriminação das acusações e  a apresentação de provas materiais específicas contra cada um dos detidos.

Na acareação dos primeiros dois réus, Quintuango Mabiala e Roberto Gamba “Pastor”, os declarantes da Polícia Nacional acusaram os manifestantes de terem agredido violentamente um agente da Polícia Nacional. Os mesmos alegavam que o agente vitimado se encontrava a receber tratamento médico e não se podia fazer presente no Tribunal. Também indicaram que os réus foram detidos na  zona do São Paulo, a quilómetros do largo onde a manifestação devia ter acontecido. No entanto, Maka Angola apurou que os dois jovens foram torturados, no acto da sua detenção, até desmaiarem.

“Na enfermaria da 9ª Esquadra, onde nos reanimaram, deram-nos, a cada, um comprimido paracetamol e puseram-nos um pouquinho de bálsamo nos dedos para tratarmos dos inchaços”, denunciou Quintuango Mabiala.

A juíza exigiu a comparência do agente supostamente agredido em tribunal. Os réus não tiveram direito à palavra.

A defesa interpôs recurso e invocou a violação de normas elementares da constituição e da legislação em vigor sobre os direitos fundamentais dos cidadãos. David Mendes descreveu também como a acusação atropelou as normas básicas de instrução processual, à luz do Código do Processo Penal.

“O Ministério Público não conseguiu fundamentar a acusação para incriminar os réus. Em circunstâncias normais, os réus teriam sido imediatamente absolvidos por falta sequer de acusação específica contra si”, disse o outro advogado de defesa, Salvador Freire.
fonte: makaangola

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