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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Unesco aponta má qualidade como principal problema da educação no Brasil.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Relatório vê avanços no acesso ao ensino entre a população mais pobre, elogia o Fundeb como uma política de sucesso e diz que a solução dos problemas passa pela valorização dos professores.



Nenhum dos seis objetivos estabelecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) será cumprido globalmente até 2015, segundo o Relatório de Monitoramento Global Educação para Todos. O levantamento, que será divulgado nesta quarta-feira (29/01) em Brasília e em Adis Abeba, na Etiópia, aponta que 250 milhões de crianças não conseguiram aprender o básico na escola primária e que um quarto da população jovem do mundo não é capaz sequer de ler parte de uma frase.
Apontado diversas vezes como exemplo positivo, o Brasil conseguiu atingir as metas de "educação primária universal" e "habilidade de jovens e adultos", mas ainda precisa avançar para melhorar a qualidade do ensino e diminuir os índices de analfabetismo. Treze milhões de brasileiros não sabem ler nem escrever, o que faz do Brasil o oitavo país com maior número de analfabetos.
"O grande nó crítico do país é a qualidade da educação, especialmente em relação ao aprendizado. O aluno está na sala de aula, mas não aprende. É uma exclusão intraescolar: 22% dos alunos saem da escola sem capacidades elementares de leitura e 39% não têm conhecimentos básicos de matemática. De qualquer maneira, não podemos negar os grandes avanços que o Brasil apresentou", afirma Maria Rebeca Otero, coordenadora de educação da Unesco no Brasil.
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é visto como uma política de sucesso. O relatório diz que o fundo aumentou em 20% a frequência escolar entre as crianças mais pobres e elevou o número de matrículas, especialmente no norte do país. "O Fundeb é tido como um exemplo para o mundo, mas devemos destacar que a gestão dos recursos ainda é muito deficitária", avalia Otero.
A Unesco critica o fato de as políticas sociais e educacionais não reduzirem a disparidade de investimento por aluno no país. Em 2009, o Estado gastou 611 dólares por aluno do ensino primário na região Nordeste, metade do que é investido em um estudante do Sudeste. O mínimo de gasto para uma educação adequada seria 971 dólares por aluno, diz a publicação.
Valorização dos professores
É necessário treinar os professores e oferecer a eles uma remuneração adequada, afirma a Unesco
O relatório, intitulado Ensinar e aprender: atingindo a qualidade para todos, destaca que cerca de 10% do gasto na educação infantil no mundo é perdido devido às falhas no sistema de ensino. A crise global do aprendizado custa aos governos 129 bilhões de dólares por ano. "No estágio atual, os países simplesmente não podem reduzir o investimento em educação", ressalta o texto.
A Unesco conclui que a valorização dos professores pode mudar esse cenário e faz um alerta aos governos para que ofereçam melhores condições de trabalho a esses profissionais. "É preciso atrair melhores candidatos e preencher as vagas. Eles precisam ser treinados para entender as necessidades das crianças e também ser valorizados, com melhores salários e planos de carreira", diz Otero.
O especialista em políticas públicas de educação Erasto Fortes, membro do Conselho Nacional de Educação, afirma que o governo deve se comprometer a construir uma política nacional de formação de professores e oferecer programas de especialização, como prevê o Plano Nacional de Educação (PNE). "O piso salarial, que é muito baixo, também precisa corresponder à média paga a outros profissionais que tenham o nível de formação de ensino superior. Ainda assim, estados e municípios têm recorrido à Justiça para fazer com que essa lei não tenha vigência, em função de dificuldades orçamentárias", critica.
De acordo com a Unesco, será necessário recrutar 5,2 milhões de professores em todo o mundo até 2015.
Ainda sem um Plano Nacional
O Brasil está sem um Plano Nacional de Educação desde 2011. O primeiro, aprovado em 2001, teve vigência de dez anos. O novo texto que tramita no Congresso Nacional estabelece 21 metas para aprimorar a educação no país. "O problema principal a ser considerado é o prazo. O Congresso ainda não cumpriu com sua competência de aprovação do plano e precisa ser mais ágil", considera Fortes.
O PNE foi aprovado no Senado em dezembro de 2013, mas, como houve modificações, o texto voltou para a Câmara dos Deputados. A nova versão é alvo de críticas de movimentos de educação, que veem um tom "privatista" nas mudanças.
Como exemplo do impacto do novo texto aprovado pelos senadores, o especialista em financiamento da educação José Marcelino de Rezende Pinto explica que o Fies, que permite ao estudante financiar as mensalidades das instituições privadas, e o Prouni, que oferece bolsas de estudo em universidades particulares, seriam considerados gastos públicos. "É muito pior, porque infla o gasto e considera todos os repasses ao setor privado como gasto público. É o velho artifício de incrementar o gasto educacional", diz.
O coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, teme que o PNE não seja aprovado na Câmara antes das eleições, em outubro. "Durante todo o processo, o governo federal tentou protelar a votação. Se a pressão das eleições não fizer com o que o governo aprove o plano, o debate pode ficar para 2015 ou 2016. É um momento muito delicado", avalia.
Financiamento da educação
Pressionado pelos protestos de junho do ano passado, o Congresso Nacional aprovou em setembro a destinação de 75% dos royalties do petróleo para a educação. Para Marcelino, os recursos não serão suficientes para bancar a elevação de 10% do PIB para gastos em educação, como prevê o PNE.
No relatório, a Unesco estabelece que o mínimo a ser investido é 6% do PIB. De acordo com a entidade, o Brasil destina 5,9%. Segundo Marcelino, esse parâmetro internacional não pode servir de comparação. "Países ricos gastam cerca de 6% do PIB, mas o montante deles é muito maior. O que deve ser analisado é o gasto por aluno. Os Estados Unidos, por exemplo, investem seis vezes mais do que o Brasil", diz.
O especialista argumenta que, para cumprir a meta de 10% do PIB para educação, o Congresso deverá fazer um grande esforço orçamentário. "O próprio ministro da Educação, Aloísio Mercadante, admitiu que os royalties não seriam suficientes. Agora, tudo depende da batalha dos deputados. Só o petróleo não dá. Acho que o exemplo da Copa é interessante: quando se precisa de dinheiro, ele aparece."
# DW
  • Autoria Karina Gomes


Senegal: Cúpulas da União Africana e do NEPAD: O Chefe de Estado participa em Addis Abeba.

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Addis Abeba: O Presidente da República, Macky Sall, chegou ontem, por volta de 18 horas, em Addis Abeba (Etiópia ), onde ele preside hoje a Nova Parceria para o Desenvolvimento de África ( NEPAD) sobre infra-estruturas, antes de participar amanhã na 22 ª Sessão Ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA).

É o Chefe de Estado, assim como presidente da Comissão de Coordenação dos Chefes de Estado e de Governo do NEPAD, o chefe da abertura dos trabalhos do programa em matéria de infra-estrutura.
A reflexão será notadamente sobre as formas e meios para mobilizar a poupança africana para o financiamento de infra-estrutura. Serão colocadas tantas perguntas para desenvolver a idéia do presidente Macky Sall em parceria público-privada. O chefe de Estado fará também uma apresentação sobre o tema relacionado com o financiamento de infra-estrutura cuja contribuição dará apoio ao desenvolvimento e crescimento ainda não provado.
A intervenção do Dr. Ibrahim Assane Mayaki, diretor executivo da Agência de Planeamento e Coordenação do NEPAD, o braço armado da execução e implementação do componente de infra-estrutura do programa Pan-Africano com iniciativa desde 2001 e coordenado pelo Presidente do Senegal, é aguardado ansiosamente. O NEPAD vai trabalhar com participação de líderes das principais instituições financeiras internacionais, como o Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID ), o Banco Africano de Desenvolvimento ( BAD) e o Banco Mundial (BM).
Na quinta-feira, o chefe de Estado restituirá a seus pares africanos os trabalhos sobre a infra-estrutura do NEPAD, por ocasião da 22 ª Sessão Ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da UA. Nesta cimeira, os líderes africanos devem proclamar 2014 como ano de agricultura e segurança alimentar. Uma iniciativa que coincide com o 10 º aniversário do Programa detalhado de Desenvolvimento Global da Agricultura em África, que corresponde a vontade agrícola do NEPAD.

APS

# lesoleil.sn

Estados Unidos: Poucos confortos para África no discurso chave de Obama.

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O Vice-presidente dos EUA, Joe Biden à (esquerda) e presidente da Câmara, John Boehner ouvem o Presidente Barack Obama fazer o seu discurso do Estado da União antes de uma sessão conjunta do Congresso, em 28 de janeiro de 2014 no Capitólio dos EUA, em Washington. FOTO AFP.

O presidente Barack Obama dedicou apenas algumas palavras para a África em seu Discurso em 2014  de Estado da União, nesta terça-feira, desapontando os presentes que esperavam uma abordagem mais forte dos EUA para com o continente.

O Presidente endereçou quase 7000 palavras e não fez nenhuma menção aos conflitos estourados no Sul do Sudão e na República Centro Africana, nem ele se referiu ao seu plano recentemente anunciado para convidar 47 Chefes de Estados Africanos confirmando uma reunião de cúpula em Washington, em agosto.

Apenas comentários de Obama sobre a política dos EUA para com a África consistiam de um compromisso de continuar a luta contra os militantes da Al-Qaeda alinhados na Somália e uma referência à uma frase de sua iniciativa que é de apoiar melhorias em Energia na África, plano revelado em junho.

"Embora tenhamos que colocar o núcleo de liderança da Al-Qaeda no caminho da derrota, mas a ameaça evoluiu, como filiais da Al-Qaeda e outras raízes extremistas em diferentes partes do mundo", declarou o presidente.

" No Iêmen, na Somália, no Iraque e no Mali, temos de continuar a trabalhar com os parceiros para interromper e desativar essas redes. "

Mais tarde, em seu discurso ao Congresso dos EUA, Obama disse: " Em toda a África, estamos reunindo empresas e governos para dobrar o acesso à eletricidade e ajudar a acabar com a pobreza extrema. "

O blogueiro de Washington Post tinha sugerido na segunda-feira que o discurso do presidente "pode ​​identificar a África como um continente onde ele pretende ser mais ativo. "

Um estudioso da África com foco em um dos principais think tank de Washington tinha também expressado a esperança na preparação do discurso que Obama poderia discutir empreendimentos comerciais dos Estados Unidos envolvendo a África em geral e a Comunidade do Leste Africano, em particular.

Ben Leo, um pesquisador do Centro para o Desenvolvimento Global, observou na segunda-feira que o Congresso deste ano considerou uma extensão ao Acto de Crescimento e Oportunidade para os Africanos, um grande programa de comércio é preferência.

Sr. Leo acrescentou que o governo Obama nos próximos meses " continuará a desenvolver esforços para concluir as negociações bilaterais de tratados de investimento com a Comunidade Leste Africana. "

A referência por Obama a estes dois assuntos vai ajudá-lo a " se preparar para a sua  linha de chegada ", o Sr. Leo sugeriu.

A maior parte do discurso anual do presidente foi focado em questões domésticas, mas ele fez questão de discutir algumas preocupações internacionais em comprimento, especialmente o papel dos EUA no Afeganistão e o programa nuclear iraniano.

# nytimes.com

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

GUINÉ-BISSAU: ENTRE AUGUSTO TRIGO E SIDNEI CERQUEIRA UM PAÍS A PROCURA DE UM RETRATO.

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Fernando Teixeira ( Nandó)

 (MESMO QUE NUMA BARRACA SISTINA)

Serei porventura crítico de arte? Não! Mas terei que sê-lo mesmo que por empréstimo, mesmo que apenas por um dia. Mesmo que apenas até aparecer um que escreva sobre a nossa arte, a nossa cultura, a cultura deste sofrido povo. Já é tempo de termos críticos de arte e outras coisas mais, que não apenas políticos falhados. Países como o nosso, falhados como tal - por obra de políticos falhados que nos governaram - as vezes têm laivos de grandeza aqui e acolá, em artes, literatura, pintura, cinema, musica… e politica.
Se parimos um Amílcar Cabral para depois o assassinar cobarde e impunemente, também parimos um Augusto Trigo para o expulsar, abandonar e esquece-lo por aí, em ruas de amargura, em sítios distantes, em terras de ninguém. Deixa-lo sem nenhum respeito pela sua grandeza, por aí… caminhando, que nem um Fernando Pessoa no seu tempo, nessa mesma cidade, naquele limbo, onde a nossa alma, a alma da nossa Nação, se encontra, procurando por um caminho...
 Aquela assinatura dele, nas paredes do edifício ANCAR, que desde crianças contemplamos com respeito, é o único vestígio de uma existência, que ninguém se lembra, mas que nos diz que um dia ele caminhou por essa rua, passeou nessa zona da cidade, e parou para olhar o mundo com olhos de pintor, de artista, de alguém que era maior que nós. Olhar e ver não é mesma coisa, todos olhamos poucos vêm. Diferentemente de nós, o olhar do artista não vê cores, vive cores. Eis a diferença, que diferentemente apropria, para digerir na alma e plasmar na tela, no papel, na pelicula, no acorde da sua guitarra.
 Mal sabia Augusto Trigo que aquela assinatura humana, talhada na pedra, com pequenos ladrilhos, seria a única homenagem - numa via pública - a todo o seu génio, que este destrambelhado país “faria” ao seu mais talentoso pintor de todos os tempos. Nem uma rua, ruazinha ou ruela foi digno de receber nome deste insigne filho desta terra, que nos deixou imperecíveis obras-primas em patrióticos murais que enalteciam e enaltecem o homem guineense e a sua epopeia de seculos, que ainda hoje podemos contemplar com orgulho. Pois a nação, o patriotismo, se devem ser enaltecidas pela escrita, não menos pela pintura, escultura e música. E temos tantas Ruas “15 e 14 ses” por falta de vultos de valor para denomina-los… mas como esperar o contrário? Se aqueles que dão nome as ruas nada percebem de arte, de cultura e nem de ruas (há que dizê-lo)? E se fosse só isso… nem da vida, da beleza, do amor e de Deus.

 A nossa tragedia tem explicação, tem nomes, tem memória e cheiro. Tem! Tem! Tem! Ai se tem… e como as notas do nosso dinheiro, o único que foi nosso - e não este franco cfa de má memoria, que em má altura veio empobrecer todos os Guineenses e ajudar a destruir a nossa incipiente economia – tem cheiro, textura e cores do Augusto trigo. As notas de mil pesos tinham, as suas pinturas por efigie, e eram tão bonitas que todos queriam guardar um para coleção quando veio a troca de dinheiro. Mas o povo era tão pobre que teve de vende-las... Os “nus” de Trigo, ouso dizer - debaixo da capa deste “crítico de arte”, da vida e do desespero nosso, que ousei encarnar hoje - são os “nus” que imortalizaram a beleza negra perfeita da mulher guineense como jamais foi feito em prosa ou versos, por mais talentosos que fossem.
 Jovens que ainda não conhecem Augusto Trigo, ide ao Ministério do Comércio contempla-lo no seu apogeu, antes que um maluco qualquer seja nomeado Ministro e mande caia-lo de branco. Vão ao antigo Banco nacional (hoje Ministério das Finanças) contempla-lo antes que seja tarde; vão a internet e procurem e vejam a mestria e o talento deste vosso compatriota que nunca os nossos Governantes deram valor. O que nos mitiga a raiva é saber que os nossos Governantes passam e o Pintor Trigo permanecerá por mais cem anos. Nossos Governantes passam todos os dias, e a uma velocidade tal que nem dá para recordar os seus nomes (que fará as suas caratonhas), mas Augusto Trigo é eterno como o é Miguel Ângelo ou Rafael quinhentos anos depois.
Na verdade isto de políticos e artistas há algo que se diga. Haverá algum político holandês que um dia chegara aos calcanhares de Vicente Van Gogh? Ou algum espanhol que algum dia se iguale ao imortal Pablo Picasso? E a esse imenso Leonardo da Vinci? Esse, jamais haverá homem no mundo…
É nessa senda que hoje vim falar-vos também de um jovem pintor. Tão jovem que ainda não se ouviu falar dele como se devia, mas vai-se ouvir, e muito, creio; chama-se Cerqueira, A primeira exposição dele, vi em Lisboa na inauguração do então espaço cultural do Guineense “Gu” Faria em Lisboa, já la vão muitos anos e muitas desgraças. Percebi que tinha talento e troquei uns “trocadilhos” com ele, mas disso não há de se lembrar... Todo o més de Dezembro passado “observei” seus quadros na exposição patente no Centro Cultural Francês de Bissau. Das vezes que lá fui, tentei encontrar um lugar para situa-lo no meu mundo interior de apreciação de arte, não cuidando de saber de era um cubista, impressionista, surrealista, expressionista, simbolista, avanguardista ou seja lá o que for. Tentei esquecer tudo o que sei de pintura, todas as teorias e teorizações, para tentar apenas “gostar” ou “não gostar” do rapaz (pintor). No fim de uma semana, de la ir, gostei do pintor (rapaz).
Bem, não devia dize-lo aqui, mas eu amo a arte em toda a sua acepção. Adoro pintores e a pintura desde a adolescência. Estudei seriamente a pintura na faculdade de arquitetura onde a disciplina “pintura” conjuntamente com a “escultura” era obrigatória para se poder ser arquiteto. Desenhei e pintei muitas “naturezas mortas”, “nus”, “retratos” e “paisagens”, antes de poder passar para o segundo ano de arquitectura. Mesmo assim ainda andei penando debaixo da neve, e com frio congelando os dedos que nem o lápis podiam segurar, a desenhar fachadas neoclássicas, de gosto duvidoso, pelas ruas da cidade. A arte obriga, a arte merece. Já agora, nisto de falar da cultura, amo a sétima arte como se fosse um imperativo existencial. Adoro a música até me doer a alma, e prantear sozinho esse sentir escutando um artista que me toca profundamente. A arquitetura antiga me esmaga como se formiga fosse e me faz cada vez mais entender que nada somos neste mundo … A dança (incluindo o balet que conheci na Rússia) me fascina e encanta. A literatura, a minha paixão maior, enquadra todos estes desencontrados sentimentos. É neste vastíssimo mundo dos meus interesses, mais culturais que artísticos, que tentei enquadrar este jovem promissor que observava atentamente, através dos seus quadros, sem nunca lhe falar.
Quis começar por analisar o “conjunto da obra”, o ritmo “estético” da exposição, o que “perpassa” de quadro para quadro, o que une-os e os faz um só: quadro do Sidnei Cerqueira. Pois um pintor pode pintar cem quadros mas haverá sempre um denominador comum, um fio condutor, uma “alma” própria neles que nos faz saber imediatamente que um quadro é de Modigliani ou Renoir, Gauguin ou Van Goh, Rafael ou Rubens, ou Tintoretto ou Ticiano (ou Rembrandt, porque não?), Salvador Dali ou Picasso.
E assim procurando pela “alma” do pintor dentro dos seus quadros, encontrei por fim aquele fio condutor que os unia a todos, e que seria a "marca registada" deste “novo” pintor. Descobri, na minha apreciação, que era feito de diferentes dimensões: o “movimento” e o “rasto” das cores que esse movimento deixava para trás como a cauda de um cometa. Movimento feito pintura, Pintura feito movimento. Cores movendo-se vertiginosamente. O movimento dado pelas cores vivas e garridas, mais do que pelo “desenho” que as antecede. Vemos movimento mesmo nos “portraits”. Num Che Guevara, que placidamente fuma o seu charuto, satisfeito com a vida (e com a revolução?). Vemo-lo num Mandela que ri e torna a rir numa alegria infantil de homem em paz com a sua consciência. Vemo-lo num Cabral que nos olha sem censura, mas sabendo que de onde o contemplamos não temos a sensação do dever cumprido e nem estamos em paz com a nossa consciência.
E se os “retratos” nos dão a sensação de movimento, as paisagens, as pessoas, as crianças que se movem, trabalham, dançam e cantam no ritmo da vida, não nos dão a “sensação” apenas, são o próprio movimento feito sensação. Não saberei explicar, mas é qualquer coisa como sentir o movimento em nós, mais do que a sensação do movimento que transparece na tela. Por isso comprem um quadro só quando o “sentirem” dentro de vós, na alma e não nos olhos. Os olhos são o espelho da alma, mas só depois da alma estar saciada.
Na exposição do Cerqueira encontrei outra dimensão para além da arte de pintar “tout court”: a dimensão politica. A tentativa de orientar o visitante para uma experiencia maior (não no sentido de valor maior, mas no de acrescentar algo a esse valor intrínseco) do que apenas uma exposição de pintura. Dizeres, frases, sentenças de políticos e homens insignes como Mohandas Gandhi e Mandela. Amílcar Cabral e outros numa comunhão de cores, introspeção e análise no sentido de se ter uma experiência rica, feita de arte, política, história e sentimento humano. Lembrar da biografia de cada vulto político retratado e tentar compreender a mundivisão do pintor, que entendi ser de longe não apenas de um artista plástico mas de um cidadão preocupado... e um conhecedor de cultura que vive a cultura e faz cultura. Isso tudo é que me fez voltar mais vezes também e ter a minha particular compreensão da ligação entre os quadros e os dizeres colados ao seu lado.
Inclusive um dia inadvertidamente o vi pintar “ao vivo e a cores” (passe o colorido pleonasmo) durante uma manhã da exposição, como se fosse uma forma de envolver o visitante e faze-lo participar da magia do momento. Por isso caro Cerqueira, não sei se já encontras-te definitivamente o seu estilo ou a sua vocação; ou mais prosaicamente a sua profissão, pois neste país nunca um artista há-de poder viver condignamente com o fruto do seu trabalho, enquanto formos governados por aqueles nos governam. Mas uma coisa sei: que és poderoso no teu mister e consegues tocar as pessoas. E desse saber que te digo que os teus quadros viverão para além de ti e um dia os teus nossos netos os contemplarão com orgulho como hoje os nossos filhos contemplam os de Augusto Trigo.
Hoje, mais uma vez, “contemplei” a tua exposição, e vi com pena que muitos quadros já “desapareceram” levados pela inexorável lei da vida. Mas ainda vi com agrado o de Albert Einstein que nos “deita a língua para fora” na “reprodução pintada” da sua mais famosa fotografia, mas a mímica desta vez é dirigida a Ray Charles que, em ferente, sentado na pintura do seu piano, só pode estar a tocar “Georgia On My Mind”, a sua mais bela canção de sempre. Fico ali, parado no tempo, escutando os acordes da canção, esquecido que estou numa exposição de pintura... Quando a canção termina, viro-me para sair e deparo-me de novo com Enstein, que indiferente as minhas agoniadas recordações, de uma outra vida, com os olhos muito abertos, deita-me a “língua de fora” outra vez, como que a dar um secreto recado do pintor aos visitantes… que só a ele foi segredado no momento da pintura...
Sim, feliz ou infelizmente, os pintores não pintam quadros para guardar, embora se pudessem guardavam-nas todas, pois em cada um deixam um pouco da sua alma. O pintor, na verdade, só produz um único exemplar em toda a sua vida; e mesmo que goste-mos muito de um quadro, e pedirmos que o pinte de novo, jamais poderá faze-lo “igual” ao original; será sempre mais um “original”. Mesmo que entre um e outro tenha dormido apenas uma noite, essa noite é suficiente para o pintor já ser outra pessoa na manhã seguinte; e “outra pessoa” não pode pintar o mesmo quadro que a “pessoa de ontem” pintou. Por mais perfeita que seja a cópia, será sempre uma imitação. São mais felizes os músicos que têm sempre um exemplar das suas criações (discos) mesmo que venderem milhares de exemplares.
Por isso não peço ao Cerqueira para me repintar aquele que mais gostei - que já não esta ali – pois não será o mesmo (e também, porque não dize-lo, porque não tenho dinheiro para lhe comprar quadros). Mas peço algo incomensuravelmente mais caro, que todo o dinheiro do mundo não paga: peço um retrato para o meu país. Um retrato que “retrate” este meu povo, como o “Guernica” de Picasso retratou o dele, no maior monumento aos milhares de mortos da Guerra Civil Espanhola. Um retrato que “retrate” esta fatídica época em que nos foi dado viver, para que um dia as gerações vindouras vejam o mundo do antanho através dos nossos olhos, através das suas cores.
Como Augusto Trigo – que me deixou com algo que vou levar comigo para a eternidade - que ele deixe algo tão forte e imperecível também, numa “Capela Sistina” qualquer deste destruído país, para este sofrido povo, para que daqui a cinquenta anos, aqueles meninos que ontem olhavam as suas pinturas através do vidro, saibam que um seu compatriota amou a arte, mas amou o seu povo mais do que a própria arte.
E na hora de pintar este mural (só pode ser um mural), que em si, caro Cerqueira, se reencarnem os dons inesquecíveis dos Galogas, Diamantinos e outros tantos pintores Guineenses que já não são deste mundo, mas que nos deixaram com recordações feitas de cores que contavam da nossa existência. Já és como eles no retratar o nosso viver e morrer, mas que sejas um dia o justo continuador deles e de Augusto Trigo, CarBar, Caíto Barros e tantos outros pintores que nunca demos valor – nem vivos nem mortos – como nunca damos valar a nada que realmente valha a pena neste país.

Fernando Teixeira,
Crítico de arte por um dia.


Bissau, 24 de Janeiro de 2014

Libéria: a Presidente Sirleaf apresenta código de conduta para os funcionários públicos.

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A Presidente da libéria Ellen Johnson Sirleaf. PHOTO | ARQUIVO 

Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf emitiu uma ordem executiva delineando um código de conduta para os funcionários públicos e servidores públicos no local de trabalho.

Entre outros, o código de conduta exorta funcionários públicos para conduzirem-se com o máximo de integridade e respeito, e adverte contra qualquer funcionário público, permitindo relações no local de trabalho ou em qualquer outro lugar que afeta adversamente sua / seu desempenho.

O código também adverte aos funcionários públicos contra o assédio sexual e comportamento antiético e indecoroso como o uso de força, atitudes obscenas e linguagem ofensiva, vestir indecente, supervisão não razoável ou opressivo e gestos sexuais, o que constitui assédio sexual e, portanto, uma violação dos direitos humanos.

O código de alerta contra o consumo de álcool, a ingestão de drogas proibidas e outras substâncias, bem como o comportamento inadequado e a discriminação no local de trabalho, actos fraudulentos e ilegais.

Ela chama atenção para a aderência de sistema de mérito nos locais de trabalho.

Qualquer funcionário público envolvido na tomada de decisões que afetam a contratação, licitação e aquisição, ou concessão de licenças, deve assinar títulos financeiros, devendo, além disso, declarar seu / sua renda, ativos ou passivos, antes de assumir o cargo.

Declarações semelhantes serão feitas no final de cada dois anos, mediante a promoção de um nível para outro, mediante transferência para outro escritório e em cima da renúncia ou aposentadoria.

De acordo com o código de conduta, os documentos de declaração de ativos devem ser apresentados à Comissão Anti-Corrupção da Libéria ( LACC ) .

As falsas declarações conduzirão à demissão sumária.

Ministros e chefes de agências serão responsáveis ​​pela aplicação deste código.

A última portaria 55 substitui a Ordem Executiva 38, que expirou.

# africareview

Gâmbia: O Presidente Jammeh quer uma equipa muito motivada de funcionários públicos-Veep, disse aos recém-empossados altos funcionários do Governo.

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A vice-presidente e ministra de Assuntos da Mulher, disse aos novos e recém -empossados altos funcionários do governo de que o presidente da República, Sua Excelência Sheikh Professor Dr. Yahya Jammeh Alhaji, está interessado em ter uma equipe muito motivada de funcionários públicos, instando-os a prosseguir melhorias conforme exigido. O presidente, ela notificou, tem feito muito para garantir que os funcionários públicos tenham o ambiente propício para fazer o seu trabalho e exercer as suas funções, citando alguns esquemas criados no setor de serviços civil para motivar o pessoal.

Sua Excelência Dra. Aja Isatou Njie - Saidy falava nesta segunda-feira enquanto presidia a cerimônia de posse do secretário de Gabinete, Abdoulie Sallah e oito secretários permanentes de vários ministérios.

Os secretários permanentes, que fizeram os três juramentos de posse, de sigilo e fidelidade são: Abdoulie Camara, Ministério dos Transportes, Obras e Infra-estrutura; Isatou Auber, de Gabinete do Presidente, Dr. Omar Cherno Barry, Ministério do Ensino Superior, Investigação, Ciência e Tecnologia; Mod K. Ceesay, Ministério das Finanças e Assuntos Económicos; Ada Gaye, Ministério da Agricultura; Abdoulie Jallow, Ministério das Finanças e Assuntos Económicos; Nancy Niang, do Ministério da Informação, Comunicação, Infra-estrutura, e Dr. Mackie Taal, do Ministério da Saúde e do Bem-Estar Social.

Em seu discurso, a Vice Presidente Njie - Saidy exortou os altos funcionários para se concentrarem e continuarem a fazer o seu trabalho corretamente, exortando-os a consultarem-se mutuamente, bem como ao público. Isso, ressaltou, é fundamental, uma vez que na implementação de algumas das políticas e programas, eles precisam consultar o público.
" Uma vez que vocês continuem a fazer isso eu posso lhes assegurar que seremos capazes de realizar os bons serviços conforme exigido ao povo da Gâmbia. Juntamente com o apoio do pessoal a vocês, espera-se que vocês se entreguem aos bons serviços conforme exigido ao povo da Gâmbia e como vocês se relacionam com seus setores especializados. Assim, as expectativas são altas em vocês ", afirmou.

A vice-presidente concluiu pedindo pela busca de mais orações para a liderança e o povo de Gâmbia.

Revezando ao abordar o encontro, o secretário-geral, chefe do Serviço Civil e ministro de Assuntos Presidenciais e Função Pública, Momodou Sabally, lembrou aos funcionários recém-empossados das enormes responsabilidades que têm pela frente.

"Elas são exigentes e desafiadoras, mas o fato de vocês terem sido escolhidos entre os muitos, isso diz muito sobre o fato de que o presidente e todo o governo tem muita confiança e muita confiança em vocês. Então, isso significa que muito se espera de vocês. Vocês têm responsabilidades que vêm com privilégios, mas há momentos em que vocês têm que tomar decisões difíceis no interesse do país. Olhando para o quadro maior, essas decisões têm de ser tomadas ", disse-lhes.

O chefe de serviço Civil aproveitou a oportunidade para salientar a necessidade de proteger as informações do governo, que segundo ele, deve estar em uma " base que precisa ser conhecida ". Sabally também assegurou a continuidade perm sects de continuar a apoiar e orientar em todos os momentos, enquanto há indicação de planos para medir o desempenho no serviço público. "Vamos trazer um mecanismo para reconhecer e premiar os funcionários destacados não só em seu nível, mas também o pessoal que seria necessário para ajudá-los a alcançarem os resultados que esperamos ", ele revelou.

Falando em nome dos seus colegas, o PS Abdoulie Camara expressou seu profundo apreço e gratidão ao presidente pela oportunidade de servir o país.

Embora reconhecendo que a responsabilidade confiada a ele é enorme, ele garantiu o seu compromisso, à fidelidade e firmeza para servir e contribuir com a sua quota para a realização da visão de liderança em consonância com os objectivos do Programa de Aceleração do Crescimento e Emprego (PAGE ). " Agradecemos profundamente e rezamos pedindo orientação a Deus em todos os nossos esforços ", ele orou para o presidente.

O Tecnocrata experiente, Abdoulie M. Sallah, que falou na ocasião, também agradeceu ao líder gambiano por reengajá-lo no governo. Sallah aproveitou a oportunidade para destacar a longa lista de numerosas iniciativas de desenvolvimento alcançados pelo governo sob a liderança do Presidente Jammeh.

 " Muito tem sido feito de 1994 à esta data ", disse ele, citando a construção do terminal do Aeroporto Internacional de Banjul, a Universidade da Gâmbia, a estrada North Bank, entre outros, como alguns dos principais desenvolvimentos de infra-estruturas provocadas pela Administração Jammeh.

O ministro do Comércio, Emprego e Integração Regional, Abdou Kolley, disse aos secretários permanentes que são articuladores-chave na execução dos programas do governo. "Vocês são principais consultores jurídicos  aos ministros, e que na realização desse trabalho, esperamos que vocês sejam profissionais, sendo honestos e dedicados a esse trabalho ", ele advertiu.

Autor: Musa Ndow

# www.observer.gm

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Brasil reforça influência em Cuba.

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Megaprojeto no Porto de Mariel confirma crescente interesse de elevar cooperação econômica com a ilha caribenha, como deixou claro Dilma em Havana. Para especialistas, governo brasileiro já mira eventual fim do embargo.

Dilma Rousseff e Raúl Castro em Cuba nesta segunda-feira (27/01): cooperação crescente

Brasil e Cuba têm mais em comum do que as críticas aos Estados Unidos – os dois países mantêm uma cooperação especial, que se tornou mais intensa nos últimos anos. Enquanto médicos cubanos desembarcam em território brasileiro, a ilha caribenha recebe produtos agrícolas. Agora, ambos trabalham juntos no megaprojeto do Porto de Mariel, cuja primeira parte foi inaugurada nesta segunda-feira (27/01) pela presidente Dilma Rousseff.
O Brasil se vê no momento como um dos motores do desenvolvimento, ainda que lento, da economia cubana. E mira, segundo especialistas, um eventual fim do embargo americano, que já dura mais de cinco décadas. Em discurso na ilha caribenha, Dilma não escondeu o desejo de reforçar a cooperação com o governo de Raúl Castro.
"Laços profundos unem os nossos países, um sentimento de amizade aproxima nossas sociedades. O Brasil acredita e aposta no potencial humano e econômico de Cuba", afirmou a presidente. "O Brasil quer tornar-se parceiro econômico de primeira ordem para Cuba."
Mais empréstimos
Não é coincidência que o Porto de Mariel, maior projeto de infraestrutura em andamento em Cuba, esteja a cargo de uma empreiteira brasileira, a Odebrecht. O financiamento da obra também tem o governo brasileiro por trás: o BNDES aprovou empréstimos de 682 milhões de dólares para financiar a construção, que tem custo total de 957 milhões de dólares.
Dilma e Raúl na inauguração do Porto de Mariel
Nesta segunda-feira, Dilma ainda ofereceu um crédito adicional de 290 milhões de dólares, dinheiro a ser destinado também para a zona econômica especial do Porto de Mariel. "É a expressão do compromisso brasileiro de apoiar o desenvolvimento econômico de nossos irmãos caribenhos", disse o Itamaraty em nota à DW.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram o crescimento da parceria comercial entre os dois países. As exportações do Brasil para Cuba aumentaram de 80 milhões de dólares em 2003 para 568 milhões em 2012. De janeiro a setembro de 2013, o valor das exportações já atingia cifra próxima a 515 milhões de dólares.
Desde 1998, o BNDES garantiu empréstimos no total de 703 milhões de dólares a empresas brasileiras que investem em Cuba. Em 2013, Cuba foi o terceiro maior destino de financiamentos do banco para exportação de bens e serviços do Brasil. Para especialistas ouvidos pela DW, não há dúvida: os investimentos são estratégicos.
"O porto é visto como uma maneira de se antecipar aos investidores americanos", explica Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV. Segundo ele, tem-se no Brasil a concepção de que numa Cuba pós-Castro a liberalização da economia prosseguirá mais rapidamente e pode levar, em consequência, ao levantamento do embargo americano.
À espera do fim do embargo
A agência de investimentos alemã GTAI já aposta há um bom tempo no relaxamento do embargo a Cuba. Peter Buerstedde, especialista da agência, observa que, como Raúl Castro quer permanecer na presidência apenas até 2018, existem indicações de mudança em médio prazo nos rumos da ilha. "O Porto de Mariel poderá se tornar um centro de logística no Caribe quando os EUA levantarem o embargo", prevê.
A construção do Porto de Mariel em Cuba foi, em grande parte, financiada pelo BNDES
Na próxima reunião de cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), nos dias 28 e 29 de janeiro, em Havana, já são evidentes alguns sinais de uma diminuição das animosidades.
Pela primeira vez, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, aceitou o convite para participar do evento. Insulza quer impulsionar as conversações com Cuba, que foi excluída da organização em 1962 por pressão dos EUA.
"O modo como os EUA lidam com Cuba é visto em toda a região como nada construtivo", explica Stuenkel. Para ele, o Brasil se prepara para entrar no lugar da Venezuela como o principal parceiro do regime cubano. "A Venezuela não consegue mais transferir, em longo prazo, ajuda de grande porte a Cuba, porque luta internamente com seus próprios problemas econômicos."
Na opinião de Stuenkel, a intensidade dos confrontos ideológicos entre a esquerda latino-americana e os Estados Unidos está diminuindo. Sem Hugo Chávez, Cuba não poderia ir muito longe. "Se governo cubano perder um apoio de grande porte, as mudanças em larga escala serão inevitáveis", aposta.
O Ministério das Relações Exteriores já busca, de longa data, fortalecer os laços políticos com Cuba. "As relações Brasil e Cuba atravessam excelente momento. Por trás da cooperação existe uma visão compartilhada", afirmou o Itamaraty à DW. "Nossos governos acreditam que não basta crescer; é preciso promover o desenvolvimento social e melhorar as condições de vida dos mais necessitados."

# DW.DE


França: Pelo menos 150 detidos e 19 polícias feridos em manifestação contra François Hollande.

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(D.R)

Pelo menos 150 pessoas foram detidas e 19 polícias ficaram hoje feridos durante confrontos registados em Paris, no final de uma manifestação a exigir a demissão do presidente francês, disse fonte policial.
A polícia disse que 17 mil pessoas integravam a manifestação, mas os organizadores – um coletivo denominado ‘Dia de Cólera’ que integra movimentos de direita, de extrema-direita e de católicos conservadores – referiram a presença de 120 mil.
Os jornalistas no local consideraram este valor sobreavaliado.
Os organizadores disseram exigir a “demissão imediata” de Hollande, caso contrário o “‘Dia de Cólera’ vai continuar os protestos nas ruas e depois derrotá-lo nas urnas”.
Os manifestantes desfilaram aos gritos de “Não ao casamento homo” ou “Europa secessão, a França é uma nação”.
A manifestação saiu da praça da Bastilha e percorreu cinco quilómetros até ao largo dos Inválidos, onde terminou.
O final da manifestação ficou marcado por confrontos entre as forças de segurança e algumas centenas de jovens, que lançaram projéteis, garrafas, petardos, barras de ferro e caixotes do lixo. A polícia respondeu com granadas de gás lacrimogéneo.
O ministro do Interior francês, Manuel Valls, declarou “condenar firmemente a violência contra as forças de segurança, perpetrada por indivíduos e grupos de extrema-direita, cujo único objetivo é instalar a desordem”. 
# (angop.co.ao)

Cuba: 55 anos de política exterior revolucionaria.

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Cuba receberá a próxima Cúpula da Celac com um histórico de mais de 50 anos defendendo princípios de justiça e soberania na arena internacional

SERGIO ALEJANDRO GÓMEZ

 CUBA é um país pequeno e pobre em recursos econômicos, mas durante os últimos 55 anos tem mantido uma política exterior com alcance e influência global, baseada em princípios e valores revolucionários.
Esta opinião é compartilhada inclusive por seus poucos — embora poderosos — adversários, que não têm podido evitar que se espalhem e diversifiquem os laços forjados com povos e governos do mundo inteiro.
Na própria essência da nação, em sua insularidade e composição multiétnica, estão algumas das claves para compreender a ativa relação que Cuba tem mantido com o exterior ao longo de sua história.
Situada no mar Caribe, região que o dominicano Juan Bosh qualificou de fronteira imperial, nosso país sempre tem estado submetido às tentativas de dominação das grandes potências, desde Espanha e Grã-Bretanha, até os Estados Unidos.
Nestas circunstâncias, o principal interesse nacional, além de qualquer conjuntura, tem sido e é garantir nossa soberania, independência e autodeterminação.
O triunfo da Revolução em 1º de janeiro de 1959 foi o acontecimento histórico que materializou esses objetivos, pospostos por uma república neocolonial dependente dos EUA. A eleição do caminho da construção do socialismo a 90 milhas da principal potência capitalista, fez da consolidação de uma eficiente política exterior um assunto de vida ou morte.

ANTI-IMPERIALISMO, INTERNACIONALISMO, ANTICOLONIALISMO

Os Estados Unidos não podiam permitir o exemplo que Cuba representava para a América Latina e o Caribe, bem como para os países do Terceiro Mundo. Sua política de agressão encaminhou-se a tentar derrubar o novo governo por todas as vias possíveis.
Em Punta del Este, Uruguai, os Estados Unidos reuniram em 1962 os países da Organização de Estados Americanos (OEA) para impor-lhe sua política de isolamento contra a Revolução cubana. Ali, a maioria dos governos das oligarquias locais aderiram aos interesses norte-americanos.

“A OEA ficou desmascarada como o que realmente é: um ministério de colônias ianques”, disse Fidel ao povo, reunido na Praça da Revolução em 4 de fevereiro de 1962, para escutar a Segunda Declaração de Havana.
“Vamos ter a solidariedade de todos os povos libertados do mundo, e vamos ter conosco a solidariedade de todos os homens e mulheres dignos do mundo”, afirmou nesse então o líder cubano.

Cuba teve que olhar a milhares de quilômetros rumo ao leste para encontrar aliados na construção de um novo tipo de sociedade, mais justa e solidária, sobre a base de uma economia subdesenvolvida e mono-produtora.
Por razoes políticas, econômicas e de segurança, as relações com o campo socialista, nomeadamente com a União Soviética, começaram a ocupar um papel predominante na política exterior.

Contudo, jamais se fecharam as portas para melhorar as relações com as nações da América Latina e o Caribe, e inclusive, com os Estados Unidos. De fato, na medida em que nas décadas seguintes as ditaduras militares e os governos de direita aderidos aos interesses dos EUA foram dando passo a forças menos retrógradas, a Revolução criou importantes espaços de intercâmbio com seu espaço geográfico natural.
Além disso, Cuba apoiou a causa dos países do Terceiro Mundo e foi membro fundador, de vez que ator de peso, no Movimento de Países Não-Alinhados, que presidiu por primeira vez entre 1979 e 1983, em pleno auge da guerra fria.

Os combatentes e cooperantes cubanos ofereceram sua ajuda desinteressada a várias nações que lutavam por sua independência, principalmente na África e na América Latina, como prova dos princípios anti-imperialistas e anticolonialistas da Revolução. Além disso, dezenas de milhares de médicos, professores e assessores civis de diversos tipos colaboraram com o desenvolvimento social e econômico dos países do Sul.
A independência de Angola e Namíbia, o começo do fim do apartheid, a formação de milhares de profissionais que educavam, salvavam vidas ou construíam seus novos países, são só alguns dos sucessos que se podem contar nesta etapa.

A política exterior, como a Revolução mesma, tinha seus ideais. Essa realidade, embora tardiamente, foi reconhecida inclusive nas fileiras inimigas. “Castro era talvez o líder revolucionário no poder mais genuíno daqueles momentos”, escreveu em suas memórias o político estadunidense Henry Kissinger.

ROMPER O CERCO

No início de 1990, a desintegração da União Soviética e o colapso do campo socialista representou um duro golpe para Cuba, que de repente perdeu seus principais mercados e fontes de fornecimentos essenciais.
Os setores mais extremistas e anticubanos nos Estados Unidos, ante a impossibilidade de dar a estocada final, acirraram o bloqueio com a aprovação da Lei Torricelli, em 1992, e a Helms-Burton, em 1996, entre outras medidas. Ao mesmo tempo, destinaram centenas de milhões de dólares extras à subversão e criação de uma suposta dissidência interna.
Contra todos os prognósticos daqueles que contavam os dias finais da Revolução, Cuba não só conseguiu resistir, senão que ficou fortalecida em diversas frentes.

As relações com os países do Sul ganharam auge, especialmente com a América Latina e o Caribe, Ásia e África. Com isto, deu-se continuidade aos nossos princípios e propósitos nos organismos internacionais, foi privilegiada a busca da paz, a decisão da integração e da colaboração.

As políticas agressivas, ilegais e extraterritoriais de Washington foram tão arrogantes, que suscitaram um quase unânime repúdio internacional e levaram a níveis maiores a solidariedade com Cuba, inclusive em países tradicionalmente aliados dos norte-americanos.
Exemplo disto são as votações da Assembleia Geral das Nações Unidas que desde o início de 90 condenam anualmente o bloqueio estadunidense: se em 1992, 59 países votaram a favor, três contra e a imensa maioria, 71, abstiveram-se; em 1997 (um ano depois da aprovação da Hels-Burton), 143 países votaram a favor, três contra e 17 abstenções.

Apesar das vicissitudes econômicas, a solidariedade cubana multiplicou-se. Inclusive durante os anos mais difíceis do período especial, Cuba não hesitou em pôr a disposição dos povos do mundo seu capital humano, e até seus poucos recursos econômicos. Esse foi o caso da ajuda médica gratuita oferecida a vários países da América Central que foram devastados pelos furacões George e Mitch, em 1998.

As escolas continuaram abertas não só para os cubanos, mas para milhares de estudantes estrangeiros que compartilharam necessidades para formar-se como engenheiros, professores e outras profissões.

SUCESSOS E AMEAÇAS DE UM NOVO SÉCULO

A primeira década do século 21 iniciava com um fato que abalou os alicerces da nação: a luta pelo retorno do garoto Elián González, retido ilegalmente nos Estados Unidos. Nesta ocasião, o povo saiu para as ruas em massa, em manifestações que não cessaram até que seu pai, Juan Miguel González, tocou solo cubano com seu filho nos braços.

A década também trouxe novas ameaças. Durante oito anos, o povo teve que suportar o governo do republicano George W. Bush, talvez o pior presidente que os Estados Unidos tenha tido, e que iniciou uma das etapas mais negras da política exterior norte-americana.
Guerras preventivas, danos colaterais, cárceres secretos, torturas a prisioneiros, tornaram-se termos comuns em seu mandato.O atentado contra o World Trade Center de Nova York foi utilizado para desatar uma guerra paranóica contra um novo e escorregadiço inimigo: o terrorismo.

A política hostil levada a cabo pelos Estados Unidos constituiu uma ameaça direta, pois a Ilha “passou a fazer parte do grupo de 60 ou mais cantos escuros do mundo” acusados de patrocinar o terrorismo, e portanto sujeitos a uma “guerra preventiva”.
Os argumentos eram ridículos. Mais de meio século de agressões dos EUA contra a Revolução, eram mais que suficientes para provar que esse país pratica com sistematicidade o terrorismo de Estado para conseguir seus objetivos.

Além disso, em território norte-americano se hospedaram e protegeram organizações terroristas e criminosos que causaram morte e destruição em Cuba, como Luis Posada Carriles e Orlando Bosh, e muitos outros.

Em lugar de detê-los e julgá-los por seus crimes, as autoridades estadunidenses se dedicaram a perseguir e deter um grupo de jovens cubanos cuja missão era obter informação sobre essas mesmas estruturas terroristas que punham em perigo a segurança dos cidadãos.
A partir desse momento, Cuba leva a cabo uma batalha pela libertação dos Cinco cubanos, declarados Heróis no país, batalha que virou centro do conflito histórico com os Estados Unidos e um dos pontos mais importantes de sua política exterior.
A campanha internacional pela liberdade destes antiterroristas, que leva já mais de 15 anos, tem reunido mostras de solidariedade no mundo todo, inclusive dentro de importantes setores da sociedade civil norte-americana.

Por outro lado, e como ratificação de seu protagonismo nas causas do Terceiro Mundo, Cuba assumiu em 2006 novamente a presidência do Movimento de Países Não-Alinhados.
Ao longo da primeira década do século, a Ilha teve importantes sucessos na esfera multilateral como as condenações em massa contra o bloqueio estadunidense na Assembleia 
Geral das Nações Unidas.

Após a eliminação da antiga Comissão de Direitos Humanos, foi eleita como membro pleno do novo Conselho de Direitos Humanos, onde os EUA não tinham cadeira, o que deitou por terra a justificação que esgrimiam para manter sua política de agressões e subversão, evidenciando seus verdadeiros interesses e objetivos.

FIM DA LONGA NOITE NEOLIBERAL

Durante os primeiros dez anos do século 21, a América Latina e o Caribe sofreram uma transformação radical que mudou a correlação de forças, até então dominada pela direita e o neoliberalismo.
Nesse período de tempo, como tem dito o presidente equatoriano Rafael Correa, acabou “a longa noite neoliberal” que tinha colocado na miséria as grandes maiorias, enquanto enriquecia uns poucos privilegiados.

A chegada de Hugo Chávez à presidência venezuelana em 1999, e o triunfo posterior de movimentos progressistas e de esquerda na Argentina, Uruguai, Brasil, Equador, Bolívia, Paraguai e Nicarágua, e outros, criaram um novo ambiente de cooperação e intercâmbio entre os países da região. No início de novembro do ano 2005, na cidade argentina de Mar del Plata, teve lugar um ponto de inflexão que evidenciou os novos ares que corriam. Ali foi desterrada a ALCA que o EUA propunham para criar um espaço de livre comércio em todo o continente.

Meses antes, tinha tido lugar outro acontecimento em prol da união dos povos latino-americanos. Em dezembro de 2004 o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, e o líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, assinaram a Declaração Conjunta para a criação da Alternativa Bolivariana para os Povos da América (ALBA), realizando-se em Havana a primeira cúpula deste organismo.

Nos anos posteriores aderiram a esta iniciativa a Bolívia, Nicarágua, Dominica, Equador, São Vicente e as Granadinas, Antígua e Barbuda e Honduras. Este último país abandonou o organismo em 2009, após o golpe de Estado que tirou do poder o presidente constitucional Manuel Zelaya.

“Afirmamos que o princípio cardinal que deve guiar a ALBA é a solidariedade mais ampla entre os povos da América Latina e o Caribe, com base no pensamento de Bolívar, Martí, Sucre, O’Higgins, San Martín, Hidalgo, Petión, Morazán, Sandino e muitos outros próceres, sem nacionalismos egoístas que neguem o objetivo de construir uma Pátria Grande na América Latina, segundo o sonharam os heróis das nossas lutas emancipadoras”, expressa seu documento constitutivo.

SOLIDARIEDADE: PRINCÍPIO E FIM

Neste novo cenário e depois de deixar atrás as mais graves vicissitudes econômicas, o alcance da cooperação internacionalista cubana virou exemplo do que um país pode conseguir quando atua por princípios de justiça.

Surgiu o Programa Integral de Saúde que buscava estender os serviços médicos a uma centena de países, fundamentalmente África e América Latina. Isto também incluía a formação e capacitação de recursos humanos nas áreas onde trabalham os médicos cubanos como na Ilha. A Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), que no ano letivo 1999-2000 contava com mais de 3 mil estudantes de 23 nações, multiplicou as matrículas para converter jovens pobres em médicos para suas próprias comunidades.

Em 2005, as graves inundações provocadas pelo furacão Katrina nos Estados Unidos, motivaram que Cuba organizara a Brigada Médica Henry Reeve, batizada assim por Fidel em honra a um médico nova-iorquino que lutou pela independência de Cuba.

Essa brigada, rejeitada pelos norte-americanos, começaria a trabalhar pouco tempo depois no Paquistão, afetado por um forte terremoto, considerado a pior catástrofe natural desse país, com um saldo aproximado de 80 mil mortos e mais de 3 milhões de desabrigados.
A brigada Henry Reeve assumiu a partir desse momento mais de uma centena de missões ante a ocorrência de terremotos, cheias e outras situações de catástrofes na Guatemala, Paquistão, Bolívia, Indonésia, Belize, Peru, México, Equador, China, Haiti, El Salvador e Chile.
Se bem o setor da saúde tem sido o navio insigne da cooperação internacional, noutras áreas como a educação a contribuição também tem sido importante. Mediante o programa cubano Sim, eu Posso, desenvolvido por especialistas da Ilha no início da década, foram alfabetizados milhões de pessoas adultas no mundo todo.

Além disso, como parte da ALBA, Cuba e Venezuela têm levado a cabo missões internacionais de maneira conjunta, como é o caso da Operação Milagre, que tinha como objetivo operar 6 milhões de pessoas de diferentes padecimentos oftalmológicos em dez anos. O plano começou na Venezuela e abrangeu uma trintena de países da América Latina, Caribe, Ásia e África.
Os profissionais também cumpriram em território venezuelano Missões sociais que têm mudado a fisionomia desse país. Como é o caso do programa Bairro Adentro, que significou o acesso à saúde de milhões de cidadãos pobres dessa rica região.

A cooperação internacional cubana, por seu alcance e importância, virou elemento principal nas relações de Cuba com o Terceiro Mundo.
Sem abandonar os princípios solidários que sempre a tem guiado, tem-se transformado num sistema de cooperação sul-sul, com benefício para ambas as partes.

UMA CÚPULA HISTÓRICA

A 2ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) que terá lugar em Havana, nos finais deste mês de janeiro, constitui um acontecimento histórico. Com ela terminará a presidência Pro Tempore anual do nosso país à frente do primeiro organismo que agrupa as 33 nações independentes da América Latina e o Caribe, sem depender de nenhum fator externo.

Em 2008, em resposta a um chamado do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, os países que hoje integram a Celac reuniram-se na Costa do Sauípe, Brasil.
Ali foi decidida a incorporação de Cuba ao Grupo do Rio e acordou-se formar uma união da América Latina e o Caribe sem a presença dos Estados Unidos.
Cuba participou ativamente da discussão para a criação do que hoje conhecemos como a Celac, que teve sua primeira cúpula em Caracas, dezembro de 2011.

Sua constituição, qualificada por Fidel castro como o fato institucional mais importante do último século, demonstrou a madurez da região para conseguir um novo paradigma  de integração com inclusão social, não só baseado em seus interesses mercantis. O fato de que Cuba tenha sido o segundo país selecionado para assumir a presidência não é casual, mas sim o reconhecimento da validez e permanência dos princípios, valores e objetivos da política exterior cubana ao longo de mais de meio século.

Também constitui uma mensagem direta de unidade da região contra as agressões que Cuba sofre por parte dos Estados Unidos. Um país que tem ficado totalmente isolado em sua política de bloqueio e subversão.

# granma.cu

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