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Kinshasa: 50 camiões de bombeiros anunciados para reforçar o combate aos incêndios.

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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Observadores eleitorais da União Africana já estão na Guiné-Bissau.

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Uma Missão de Observação Eleitoral da União Africana (MOEUA) já está na Guiné-Bissau para supervisionar as eleições presidencial e legislativa previstas para domingo.


Bissau - Uma Missão de Observação Eleitoral da União Africana (MOEUA) já está na Guiné-Bissau para supervisionar as eleições presidencial e legislativa previstas para domingo, segundo a Comissão da organização pan-africana.
A Missão, liderada pelo ex-Presidente moçambicano Joaquim Chissano, que está desde quinta-feira em Bissau, integra 56 observadores provenientes do Parlamento Pan-africano, embaixadores africanos junto da União Africana em Addis Abeba, representantes de órgãos de gestão das eleições e de organizações da sociedade civil de diferentes países.
A MOEUA, que é assistida por um grupo de peritos da Comissão da União Africana, do Parlamento Pan-africano e do Instituto Eleitoral para a Democracia Sustentável em África (EISA), enviou observadores às nove províncias da Guiné-Bissau.
A UA enviou a 9 de fevereiro último uma equipa de Observadores de Longo Prazo (OLP) no quadro da sua MOEUA até às eleições de 13 de abril corrente.
Desde o seu desdobramento, a equipa de OLP encontrou-se com interlocutores a níveis nacional, regional e setorial, dos quais altos responsáveis governamentais, órgãos de gestão das eleições, o Supremo Tribunal, altas autoridades das Forças Armadas e da Polícia, representantes dos partidos políticos, representantes das organizações da sociedade civil e da imprensa.
Um total de 775 mil 508 eleitores, mais de 95 porcento do objetivo fixado, foram registados para as eleições adiadas várias vezes e que deverão restabelecer o Estado de direito neste país oeste-africano após o golpe de Estado de 2012 que provocou a destituição do Presidente Raimundo Pereira.
A MOEUA fornecerá a sua primeira avaliação provisória do processo eleitoral, bem como as suas primeiras recomendações 48 horas após o encerramento do escrutínio. 
# Panapress.

Nigéria: Oficial nigeriano "tem informações" sobre meninas raptadas.

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O Governador Kashim Shettima do Estado de Borno na Nigéria. Ele diz que tem informações sobre o paradeiro de cerca de 200 estudantes sequestrados por grupo islâmico Boko Haram. FOTO | BBC


O governador do estado de Borno na Nigéria diz que tem informações sobre o paradeiro de cerca de 200 estudantes sequestrados por grupo islâmico Boko Haram.

Governador Kashim Shettima disse que tinha passado relatos de avistamentos das meninas para os militares para verificação.

Sr. Shettima acrescentou que ele não achava que as meninas tinham sido levadas através da fronteira para o Chade ou Camarões.

Recentemente, o presidente da França, ofereceu-se para sediar uma cúpula sobre Boko Haram.

" Eu sugeri, ao presidente nigeriano Goodluck Jonathan, um encontro com países vizinhos da Nigéria ", disse François Hollande.

"Se os países concordarem, esse encontro deve realizar-se no próximo sábado ", acrescentou.

Países vizinhos da Nigéria, como Camarões, Níger e Chade, seriam convidados para a cúpula de segurança.

Assessores disseram que os EUA, Reino Unido e UE também seria prováveis participantes.

Os EUA, Reino Unido e França já se comprometeram a dar assistência técnica ao Governo nigeriano.

Enquanto isso, o presidente Jonathan disse que uma equipe israelense de combate ao terrorismo chegaria na Nigéria para ajudar na busca dos estudantes, que foram sequestrados no mês passado.

Escravos

Tropas francesas entraram no Mali no ano passado para expulsar o Al-Qaeda e militantes filiados.

Tanto os EUA como o Reino Unido se distanciaram das sugestões de que eles iriam enviar soldados para participar da operação militar no norte da Nigéria.

"Não há nenhuma intenção neste momento para estar colocando quaisquer botas americanas no terreno", disse o secretário de Defesa dos EUA Chuck Hagel, no domingo.

Primeiro-ministro britânico David Cameron disse que era improvável que a Nigéria pediria para as tropas britânicas para ajudar, mas ele acrescentou: "Eu disse ao presidente Jonathan onde podemos ajudar, por favor, perguntem, e vamos ver o que podemos fazer. "

" Liguei para o presidente da Nigéria, para oferecer qualquer coisa que possa ser útil e nós concordamos em enviar uma equipe que inclui alguns especialistas antiterroristas e de inteligência para trabalhar junto com a maior equipe norte-americana que está fora do país. "

Camarões através do twitter o seu apoio que visa a sensibilização dos sequestradores.

Inconsolável

A primeira-dama dos EUA Michelle Obama  descreveu a si mesma, e o presidente Barack Obama ficou " indignado e com o coração partido " sobre rapto das meninas.

Falando no lugar do seu marido no discurso presidencial semanal, ela disse : "O que aconteceu na Nigéria não foi um incidente isolado. É uma história que vemos todos os dias como meninas ao redor do mundo que arriscam suas vidas para perseguir os seus objectivos. ".

Boko Haram admitiu capturar as meninas, dizendo que nunca deveriam estar na escola e devem se casar em vez de estar nesse lugar. O grupo também ameaçou vender as meninas como "escravos".

Boko Haram tem se empenhado em uma campanha violenta contra o governo da Nigéria desde 2009.

Acredita-se que a maioria das meninas são cristãos, embora um número de muçulmanos está entre os que foram levadas.

Em Chibok, de onde elas foram sequestradas, é uma pequena comunidade onde as famílias são compostas por membros de ambas as religiões.

# africareview.com

Jovem raptada por grupo islâmico conta detalhes da fuga na Nigéria.

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População exige a libertação das meninas sequestradas - Joe Penney/Reuters

BAUCHI, NIGERIA - Sarah Lawan, de 19 anos, uma das poucas estudantes nigerianas que conseguiu escapar do grupo islâmico Boko Haram, falou neste domingo pela primeira vez sobre os momentos de horror que viveu e disse que tem medo de voltar à escola. Em entrevista à agência Associated Press, ela contou sobre a coragem de desafiar seus sequestradores.

"Não posso expressar com palavras o quanto foi aterrador. Dói saber que minhas amigas não se atreveram a escapar comigo", disse Sarah, em entrevista por telefone. "Choro cada vez que cruzo com seus pais e vejo que eles também choram quando me veem."
Sarah contou que várias de suas colegas não quiseram se arriscar na fuga, ocorrida no momento em que elas eram transportadas em caminhões, porque seus sequestradores ameaçaram atirar contra elas.
Segundo a AP, ela falou por telefone da cidade de Chibok, no norte da Nigéria, local onde fica a escola que foi alvo da ação do Boko Haram, em abril - outras 52 meninas conseguira fugir, de acordo com a polícia nigeriana.
A estudante afirmou ainda que teme voltar para a escola. "Tenho medo de voltar, mas não tenho opção, caso me peçam. Preciso terminar meus exame finais", disse a menina.
A rede CNN também exibiu uma entrevista com uma garota que conseguiu fugir no dia do sequestro. A estudante não foi identificada nem mostrou o rosto. Ela contou que preferia "morrer a ser levada" pelos terroristas. "Nós corremos e corremos", disse. Segundo ela, os terroristas usaram sete caminhões para transportar as vítimas.
Neste domingo, cresceu a pressão para que o governo da Nigéria se esforce para libertar as meninas que continuam sob poder do Boko Haram. Diversos grupos anunciaram protestos diários em Abuja, capital do país, para acelerar as ações do governo, acusado de indiferença e de inoperância em relação ao sequestro.
PARA LEMBRAR
Líder planeja vender garotas
O grupo radical islâmico Boko Haram assumiu a autoria do sequestro de 276 alunas de uma escola no vilarejo de Cibok, na Nigéria, realizado no dia 14 de abril. O líder do grupo, Abubakar Shekau, disse que venderia as meninas para casamentos com líderes tribais no exterior. 

Rapto de meninas ganha triste fama

Caso das estudantes sequestradas na Nigéria não é isolado e demorou a chamar a atenção da comunidade internacional para problema.

Lauren Wolfe, Foreigh Policy - O Estado de S.Paulo
NOVA YORK - Na semana passada, vários artigos questionavam por que razão a mídia ignorava o sequestro de mais de 200 meninas pelo grupo extremista islâmico Boko Haram, da Nigéria. Demorou uma ou duas semanas (mais do que o aceitável, na verdade, considerando o horror do crime), mas o caso acabou chamando mais a atenção do que qualquer outro episódio de jovens sequestradas em um conflito armado recente.
Mas a pergunta indignada exprime um desespero mais profundo: "Por que não demos atenção, já no passado, quando milhares de meninas - e meninos - foram sequestrados em conflitos armados? Por que não damos a devida atenção, neste exato momento, às meninas vítimas das redes de tráfico de pessoas, vendidas para casamentos precoces ou mantidas em cativeiro como "esposas" de grupos armados? Por que só agora nos revoltamos?
No dia 14, um grupo extremista, cujo nome pode ser traduzido grosseiramente como "a educação ocidental é proibida", sequestrou as meninas de uma escola da cidade de Chibok, no nordeste do país. O comboio desapareceu rapidamente na floresta e desde então só apareceu uma ou outra informação sobre o seu destino fora do país.
Segundo relatos, elas seriam vendidas para se tornarem escravas sexuais por "apenas" US$ 12 (como se um preço mais elevado melhorasse de algum modo a situação).
O objetivo declarado do Boko Haram é arrancar o controle do norte da Nigéria dos "falsos muçulmanos". O Crisis Group estima que o grupo terrorista, ligado à Al-Qaeda, tenha assassinado mais de 4 mil pessoas na Nigéria desde sua criação, há quatro anos. Segundo a Anistia Internacional, em 2013, realizou sete ataques contra escolas. O Human Rights Watch afirma que os militantes já utilizaram anteriormente crianças como moedas de troca.
No entanto, o sequestro de um número tão grande de jovens de uma só vez é algo impressionante. O Boko Haram escolheu um grupo vulnerável - meninas - que na maioria das sociedades carrega a inestimável conotação de pureza. E com esta designação de personificação da pureza, elas se tornam pouco mais que um símbolo. Na realidade, as moças são seres humanos marginalizados, explorados e ignorados no mundo todo. As meninas são a presa mais fácil da ira dirigida biblicamente contra Eva.
Considerar este fato um simples episódio de tráfico (ou de escravidão dos dias atuais, como frequentemente é definido), equivale a desconsiderar um ponto mais importante: os crimes contra as mulheres e as moças não só são a coisa mais comum, como costumam ser ignorados, não são levados perante os tribunais e nem sequer são noticiados pela imprensa internacional, particularmente quando ocorrem no Hemisfério Sul.
Além da dificuldade de se tentar enquadrar este caso numa categoria, existe um limite cultural quanto ao nível de profundidade em que estamos dispostos a discutir uma coisa tão dolorosa, afirma a ativista e escritora Soraya Chemaly.
"A impressão é que a violência sexual contra mulheres e meninas acabou se tornando um assunto com a qual nos acostumamos e já não chama tanto a atenção", afirma. "É uma coisa que está aí, que não notamos, mas sabem que está aí, e à qual nos referimos com uma série de eufemismos nas nossas conversas e na mídia".
O noticiário refere-se ao destino das meninas nigerianas sequestradas como "casamento de crianças", diz Chemaly, uma expressão que "abranda enormemente o que ocorre neste momento e o torna mais aceitável para as pessoas, quando na realidade é revoltante".
Mas compreender o que está acontecendo é crucial para pôr um fim a isso, diz Akila Radhakrishnan, diretora de assuntos jurídicos do Global Justice Center: "O fato de não se expor a experiência específica das meninas impede a responsabilização do crime, as reparações e os esforços de reabilitação".
O caso do líder da milícia congolesa Thomas Lubanga, no Tribunal Penal Internacional, por exemplo, que se concentrou em sua responsabilização pelo uso de crianças-soldados, não trata de nenhuma forma de violência sexual nas acusações ou nas sentenças.
"Das 129 vítimas representadas no processo, 30 falaram que foram obrigadas a assistir a violências sexuais. Para essas meninas, a violência sexual fez parte de sua experiência do conflito", diz Radhakrishnan. Mas a decisão de não considerar este crime no veredicto final, observa, "torna a justiça sem sentido para estas sobreviventes".
"Será que é isso que as pessoas discutem quando analisam o problema de tráfico internacional? Não exatamente", diz Cristina Finch, diretora do programa sobre direitos humanos da mulher da Anistia Internacional nos EUA. O que aconteceu ali, explica, tem mais a ver com o fato de as mulheres terem sido usadas historicamente como instrumento de guerra.
O Boko Haram debocha de um mundo que tem demonstrado que as meninas são algo descartável e podem ser utilizadas como armas. O grupo tem como alvo os seres mais indefesos da sociedade, aos quais passa a ser atribuído um valor de mercado.
Essencialmente, não é diferente do que pratica o governo sírio, que usa as mulheres como alvos de punição na guerra, supostamente estuprando-as na frente dos maridos ou enviando os vídeos para as famílias a fim de humilhá-las. Em ambos os casos, a ideia é demonstrar poder de tomar o que "pertence" a outros homens e usá-lo à vontade.
Compreender o que aconteceu com as meninas nigerianas e como resgatá-las implica em começar a entender o destino das centenas de milhares - quando não dos milhões - de moças nos vários anos de conflitos globais armados.
# estadao.com.br

domingo, 11 de maio de 2014

Dia das Mães pelo mundo.

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O Dia das Mães é celebrado em muitos países, incluindo o Reino Unido, Estados Unidos, Dinamarca, Finlândia, Itália, Turquia, Austrália, México, Canadá, China, Japão, Bélgica e Brasil. A data é usada pelas crianças e pelos maridos para homenagear as mães e avós por tudo o que elas fazem pela educação dos filhos e netos.
A história do Dia das Mães tem sua origem na mitologia grega. Os gregos festejavam a entrada da primavera reverenciando Rhea, mulher de Cronus e mãe de Zeus, também considerada mãe de todos os deuses. Já os romanos festejavam a chegada da primavera reverenciando Cybele, considerada para eles a mãe dos deuses. Chamada de Hilária, essa celebração durava três dias e incluía paradas, jogos e baile de máscaras.Uma versão mais “moderna” do Dia das Mães aconteceu por volta dos anos de 1600, na Inglaterra. O domingo das mães era celebrado no quarto domingo da quaresma. Pequenas lembrancinhas eram dadas e sobremesas especiais eram servidas.
Nos Estados Unidos, o primeiro Dia das Mães surgiu em 1872, sugerido por Julia Ward Howe, autora da letra do hino do país. Mas foi Ana Jarvis, mulher que perdeu sua mãe muito cedo, quem iniciou uma grande campanha para instituir de verdade o Dia das Mães, em 1907. Anna Jarvis organizou uma cerimônia, em 1907, em Grafton, West Virginia, para homenagear sua mãe, que havia falecido dois anos antes disso. A mãe de Anna havia tentado criar o Mother´s Friendship Days, como um modo de lidar com as conseqüências da Guerra Civil (muitas mães perderam seus filhos em combate naquela época). Para criar um feriado nacional que homenageasse todas as mães, Ana e seus apoiadores escreveram para ministros, políticos e homens influentes no país. Seus esforços foram recompensados e assim o Dia das Mães foi oficializado.
Em 1910, West Virginia se tornou o primeiro Estado norte-americano a reconhecer o feriado. Toda a nação seguiu esta decisão e, em 1914, o Presidente Wilson declarou que o segundo domingo do mês de maio seria considerado o Dia das Mães. Anna usou o cravo como símbolo das mães, uma vez que o cravo representa a doçura, pureza e tolerância presentes no amor de mãe. Infelizmente a intenção de Anna acabou sendo superada pelo comércio que soube e sabe até hoje explorar muito bem todos esses feriados comemorativos. Anna lutou muito contra essa “comercialização” e chegou até mesmo a ser presa após ter “perturbado a ordem” em uma convenção de mães, em 1923. Anna nunca se casou e também não teve filhos. Ela faleceu em 1948.
No Brasil, o Dia das Mães foi introduzido pela Associação Cristã de Moços (ACM), em maio de 1918. A data passou a ser celebrada no segundo domingo de maio, conforme decreto assinado, em 1932, pelo presidente Getúlio Vargas. Em 1949, vários proprietários de lojas de São Paulo lançaram uma grande campanha publicitária incentivando a compra de presentes para as mães e o hábito de presentear as mães ganhou impulso no país.
Dia das Mães pelo mundo
1º domingo de maio: África do Sul, Portugal
2º domingo de maio: Austrália, Bélgica, Brasil, China, Estados Unidos, Dinamarca, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Alemanha, Estônia, Grécia, Canadá, Países Baixos, Nova Zelândia, Áustria, Peru, Suécia, Formosa e Venezuela
Último domingo de maio:França
Outros países, por sua vez, têm datas fixas para comemorar o Dia da Mães:
8 de março: Albania, Rússia, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Romênia
21 de março: Egito, Siria, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos
26 de maio: Polônia
27 de maio: Bolívia, República Dominicana
12 de agosto: Tailândia
8 de dezembro: Panamá
# http://pessoas.hsw.uol.com.br

O dia em que a África se deu asas.

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Diga rapidamente o que se comemorou no mês de maio. Certamente o Dia das Mães foi a primeira resposta que lhe veio à mente. Outros lembrarão que foi o mês das noivas. Não é impossível que alguns tenham se lembrado da abolição da escravatura e alguém lhe dirá: "Mas esse não é para se comemorar, apenas para se refletir sobre o que foi a escravidão e as lacunas deixadas pela Lei Áurea". Dificilmente ouviremos que, na última semana do mês, no dia 25, se comemorou o Dia da África, de nossa Mãe África, do continente berço da humanidade.

Em maio do próximo ano, serão completados 50 anos da conferência ocorrida em 1963, quando chefes de estado e diplomatas de 32 países africanos independentes se reuniram em Adis Abeba, capital da Etiópia, a convite do imperador daquele país, Haile Selassie, para traçarem uma estratégia visando uma unificação do Continente Africano. Esse encontro aconteceu de 22 a 25 de maio e se encerrou com a criação da Organização da Unidade Africana (OUA). Nove anos depois, em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o 25 de maio como Dia da Libertação Africana, ou o Dia da África.

Quem ainda vê o Continente Africano com o mesmo olhar que lia os gibis e assistia aos filmes do Tarzan, do Fantasma, do Jim das Selvas e similares, não tem a menor ideia do porquê se comemorar o Dia da África. Nem entende os objetivos da OUA: promover a unidade e solidariedade entre os estados africanos; coordenar e intensificar a cooperação entre eles, para garantir uma vida melhor para os povos; defender a soberania, integridade territorial e independência desses estados; erradicar todas as formas de colonialismo; promover a cooperação internacional, respeitando a Carta das Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos Humanos; e coordenar e harmonizar as políticas dos estados membros nas esferas política, diplomática, econômica, educacional, cultural, da saúde, bemestar, ciência, técnica e de defesa.

Em seu discurso de 1963, Jomo Kenyatta - pai da independência do Quênia - afirmou que a África só seria livre de verdade no dia em que se realizasse uma reunião de cúpula da OUA, na África do Sul, então sob o cruel regime do apartheid. Quase 40 anos depois, em 2002, a Organização das Nações Unidas realizou na cidade de Durban, naquele país, uma nova reunião de cúpula com participação de representantes de 53 países africanos, ratificando e ampliando sua carta magna. Foi o último encontro da OUA e ali nasceu um novo organismo: a União Africana (UA).

O Dia da África serve para ajudar os afrodescendentes a refletir sobre o continente de origem de seus antepassados. Além de olhar para as civilizações que antecederam à Conferência de Berlim, que retalhou aquele continente com mais de 30 milhões de quilômetros quadrados e leiloou os pedaços entre potências europeias, temos de procurar conhecer a África de hoje. Uma África que não é apenas fome, conflitos entre etnias ou entre nações, miséria, corrupção e AIDS, como a mídia insiste em veicular. Lá vive cerca de 1 bilhão de habitantes (menos apenas que a Ásia). Seu principal bloco econômico é a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), formada por 14 países, dentre os quais Angola e África do Sul.

Hoje ainda há muitas riquezas minerais a serem exploradas, principalmente petróleo. Hoje, a palavra de ordem do continente, em especial na África do Sul, é o Black Economic Empowerment, o empoderamento dos povos africanos da riqueza de seus países, riquezas que ainda hoje estão nas mãos de empresas multinacionais, geralmente relacionadas com os antigos colonizadores.

# raçabrasil

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Putin visita a Crimeia para comemorações pelo Dia da Vitória.

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Essa é a primeira viagem do presidente russo desde a anexação do território, antes pertencente à Ucrânia.

Putin chega em Sebastopol para comemorações - Foto: Maxim Shemetov/Reuters


(Atualizada às 14h33) SEBASTOPOL - O presidente russo, Vladimir Putin, foi à Crimeia nesta sexta-feira, 9, para participar de celebrações pelo Dia da Vitória, informou o Kremlin. Putin desembarcou na cidade portuária de Sebastopol.
Esta foi a primeira viagem de Putin ao território desde que a ex-península ucraniana foi anexada à Rússia, no dia 21 de março. O presidente comandaria a parada militar na baía da cidade, base da Frota russa do Mar Negro, depositaria um ramo de flores no monumento aos heróis da defesa da cidade e se reuniria com os veteranos da guerra.
A primeira visita do chefe do Kremlin à Crimeia, que revelou seu desejo de ingressar na Federação Russa após um referendo no dia 16 de março, não foi anunciada oficialmente.
A Rússia comemora nesta sexta o 69.º aniversário do Dia da Vitória sobre a Alemanha nazista. Antes de viajar, Putin esteve presente no desfile militar na Praça Vermelha e lembrou da batalha de Stalingrado e do cerco a Leningrado.
líder russo lembrou também a batalha de Sebastopol. "A força de vontade do povo soviético, sua coragem e perseverança salvaram a Europa da escravidão."
O governo em Kiev definiu a visita de Putin à Crimeia como uma "provocação" com a intenção de agravar a crise ucraniana. O secretário-geral da Otan, Fogh Rasmussen, também condenou a viagem do líder russo e a classificou como "inapropriada". 
# / EFE e REUTERS

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Nigéria: MUNDO se levanta contra Boko Haram • Grã-Bretanha, China, França, Canadá junto com EUA para oferecer assistência em comunicações, logística, planejamento de inteligência.

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Dias de terror na Nigéria podem provocar em breve a união dos países em torno do mundo, unindo suas forças para acabar com a ameaça do Boko Haram e, assim, ajudar a resgatar os estudantes seqüestrados da Escola Secundária do Governo, em Chibok, no Estado de Borno

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, afirmou que está enviando nada menos que 10 tropas militares para a Nigéria, como parte do esforço dos EUA para ajudar a encontrar mais de 230 meninas sequestradas pelo grupo extremista islâmico Boko Haram.

O governo dos EUA está a enviar para a Nigéria uma equipe de especialistas e técnicos, incluindo militares americanos e pessoal especializado em inteligência, investigações, especialistas em negociação de reféns, a partilha de informação e assistência às vítimas pela aplicação da lei, bem como funcionários com experiência em outras áreas.

No entanto, um porta-voz do Pentágono, o coronel Steve Waren, de acordo com a Associated Press, disse que as autoridades não têm um plano para lançar qualquer operação militar agora.

O coronel Warren, de acordo com a agência de notícias, disse que as tropas devem chegar em poucos dias, como parte da maior equipe de assistência dos EUA que pode incluir funcionários do Departamento de Estado e  do Departamento de Justiça.

" Os membros das Forças Armadas vão ajudar com comunicações, logística e planejamento de inteligência", disse ele.

Warren disse que os EUA estavam conversando com a Nigéria sobre a informação e partilha de informações, mas nada tinha sido decidido.

"Já existem cerca de 70 militares na Nigéria, incluindo 50 destinados regularmente para a embaixada, e 20 fuzileiros navais foram lá para dar treinamento", disse Warren.

Os governos britânico e francês, também nesta quarta-feira, disseram que iriam enviar equipes de especialistas para complementar a equipe dos EUA que vão para a Nigéria para ajudar na busca das meninas sequestradas.

O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, disse que a França estava pronta para enviar um " equipe especializada ... para ajudar na busca e salvamento. "
Presidente Goodluck Jonathan, reagindo a estes desenvolvimentos, também disse que a China havia oferecido ajuda.

Enquanto isso, o sequestro de centenas de estudantes na Nigéria , agora está chamando atenção do mundo  e pedido de condenação.

Líderes muçulmanos em vários países criticaram o líder do Boko Haram por usar os ensinamentos islâmicos em sua justificativa para ameaçar vender as meninas como escravos.

Outros salientaram o que eles viam como uma resposta lenta do governo da Nigéria para a crise.

Em um relatório de AP, o ministro de Doações Religiosa do Egito, Mohammed Mohktar Gomaa, citou que  " as ações do Boko Haram é um terrorismo puro, sem relação com o Islã, especialmente o sequestro das meninas. "

Além disso, o xeque Ahmed el-Tayeb com sede no Cairo Al-Azhar, uma das instituições mais prestigiadas do islamismo sunita, disse que os seqüestros " completamente contradizem o Islã e seus princípios de tolerância. "

Num outro desenvolvimento, um jornal de língua Inglesa no Paquistão, nesta manhã, publicou um artigo de opinião que solicitou a Nigéria para não se mover contra Boko Haram.

" O levante popular na Nigéria, na esteira da mais recente atrocidade fornece alguma margem para esperar que o Estado vai finalmente agir de forma decisiva para destruir a ameaça crescente ", escreveu o colunista Ali Mahir.

Também na Indonésia, país de maioria muçulmana mais populosa do mundo, o Jakarta Post publicou um editorial na quarta-feira, condenando o líder Boko Haram por " de forma errada ", citando ensinamento islâmico como desculpa para vender as meninas sequestradas e em escravidão.

O meio de comunicação lembrou o tiro de Talibã, que matou menina paquistanesa de 15 anos de idade, Malala Yousafzai, em 2012 por causa de sua franqueza em defesa do direito à educação das meninas.

O jornal também criticou o presidente Jonathan, observando que " só depois de manifestações de de rua e condenação  internacionais manifestados é que o Presidente Jonathan contou a sua nação que iria tomar todas as medidas necessárias para devolver os jovens aos seus pais e escolas. "

Na Suécia, em um editorial publicado pela ala esquerdista no site de notícias politism.se, blogger Nikita Feiz criticou a comunidade internacional por sua resposta lenta e perguntou por que a situação não tinha provocado uma reação tão rápida como quando Malala foi baleado no Paquistão.

Reino Unido quer implantar tecnologias de rastreamento avançado para localizar as meninas raptadas.

PRESIDENTE Goodluck Jonathan recebeu os protestos da Grã-Bretanha para utilizar os seus recursos de coleta de inteligência em apoio a agências de segurança da Nigéria, atualmente envolvidas na operação de busca e salvamento das meninas raptadas por Boko Haram na Escola Secundária do Governo, em Chibok, no Estado de Borno.

Em consonância com os esforços de seu governo para localizar e resgatar as meninas, o Presidente, nesta quarta-feira, solicitou e recebeu o compromisso do primeiro-ministro britânico, David Cameron, que ele falou por telefone a partir de Abuja depois de se reunir com o premiê Li Keqiang da China.

O premiê chinês, em uma visita oficial à Nigéria, tinha dado da mesma forma o compromisso de seu país para ajudar a rastrear e resgatar as meninas.

Jonathan pediu e recebeu uma promessa da implantação de recursos de imagens de satélite britânicas e outras tecnologias de rastreamento avançados de apoio ao esforço contínuo.

De acordo com o Assessor Especial do Presidente sobre Mídia e Publicidade, Dr. Reuben Abati, que informou ao correspondente State House, em Abuja, o presidente agradeceu ao Sr. Cameron, o governo e o povo britânico por sua preocupação com o destino das meninas raptadas e sua vontade de prestar assistência concreta para salvar as meninas dos terroristas.

Ele disse ao primeiro-ministro que o Ministério dos Negócios Estrangeiros teria ligação com o governo britânico por meio de sua Comissão de Alto Nível, na Nigéria, para trabalhar os detalhes práticos do apoio prometido e colaboração contra o terrorismo.

China oferece assistência • ao Presidente Jonathan, o premiê chinês concorda com uma maior cooperação.

A CHINA, na quarta-feira, tornou-se a última potência mundial a oferecer a sua ajuda para enfrentar a ameaça de Boko Haram na Nigéria, seguindo os saltos de decisão dos Estados Unidos de implantar homens e materiais para rastrear insurgentes que sequestraram as meninas em 14 de abril.

Presidente Goodluck Jonathan, na quarta-feira, recebeu premiê chinês, Li Keqiang, que está em uma visita de Estado de dois dias à Nigéria, com ambos os líderes concordaram em cooperar em uma série de setores para o benefício mútuo dos seus países.

O premiê chinês, também participa do Fórum Econômico Mundial sobre a África a decorrer em Abuja.

Emergindo da reunião bilateral entre os dois líderes, que teve lugar no Palácio Presidencial, em Abuja, Jonathan disse que o líder chinês prometeu assistência de seu país para a Nigéria na guerra contra o terror.

Jonathan disse : " Nós concordamos em aprofundar a cooperação em matéria de defesa e segurança e reforçar a cooperação no combate ao terrorismo, anti-pirataria e combate ao crime organizado.

" O primeiro-ministro expressou firme apoio aos esforços para salvaguardar a nossa soberania e garantir a nossa integridade territorial, bem como a promoção do desenvolvimento econômico.

" O Premier prometeu que a China vai ajudar a Nigéria em sua luta contra o terror, especialmente no compromisso e nos esforços para resgatar as meninas que foram tiradas de uma escola secundária em Chibok, Estado de Borno ", disse Jonathan.

"Acabamos de manter discussões bilaterais, ao longo dos quais examinamos questões de interesse comum para os nossos países. Analisamos, em particular, as nossas relações económicas, comerciais, políticas e culturais.

"Estamos satisfeitos com os resultados registrados nesses campos. Também concordamos que o 10 º aniversário do estabelecimento da parceria estratégica entre os dois países programado para 2015 deve ser mantido para aprofundar ainda mais as nossas relações ", acrescentou Jonathan.

O Presidente disse que ele reiterou o compromisso da Nigéria à política de uma só China, enquanto a Premier expressou firme apoio aos esforços da Nigéria para salvaguardar a sua soberania nacional, a integridade territorial e segurança, bem como a promoção do desenvolvimento econômico.

Comprometendo-se a intensificar os esforços para melhorar conjuntamente a cooperação estratégica entre os dois países, os dois líderes também concordaram em incentivar suas empresas nacionais para aprofundar a cooperação no desenvolvimento de infra-estrutura, especialmente ferroviárias, usinas de energia e aeroportos.

Os dois lados consideraram a assinatura do acordo bilateral em serviços aéreos ( BASA ) como uma oportunidade para aprofundar a cooperação no domínio da aviação.

# tribune.com.ng

Senegal: Plano Diretor de Urbanização de Dakar no horizonte 2025 - Assinatura da ata das discussões sobre o projecto de revisão.

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Urbanisme Dakar


O Representante Residente da Agência de Cooperação Internacional do Japão ( JICA), Ryuichi Kato, e o Diretor de Urbanismo e Arquitetura, Oumar Sow assinaram antes de ontem, em Dakar, as actas das discussões sobre o Projeto de revisão do Plano Diretor de Urbanismo de Dakar no horizonte 2025.

A cidade de Dakar está enfrentando a rápida urbanização e sem cessar o crescimento, com a degradação corolário do quadro da via urbana. É dentro da perspectiva de corrigir esta situação que o Governo do Senegal enviou um pedido ao Governo do Japão para o projecto de revisão do plano Diretor Urbanístico de Dakar ( PDUD ). Atas das discussões sobre o projeto foram assinadas na segunda-feira pelo Representante Residente da Agência de Cooperação Internacional do Japão ( JICA), Ryuichi Kato, e o Diretor de Urbanismo e Arquitetura, Oumar Sow.

A revisão do PDUD, indica um comunicado da JICA, será uma oportunidade para corrigir as deficiências identificadas no plano existente e realizar novos pólos de centralidade urbana. Este projecto, por um período durável de 18 meses, será implementado na região de Dakar, pela Diretoria de Urbanismo e Arquitetura ( DUA ) com o apoio da cooperação japonesa. Destina-se a otimizar o planejamento da aglomeração de Dakar para ocupação concertada, racional e espaço harmonioso. O projecto de revisão do Plano Diretor Urbanístico de Dakar tem por objectivo identificar e corrigir as deficiências identificadas, desenvolver os pólos de centralidade urbanos de centralidade urbana capaz de assegurar o equilíbrio espacial da mesma regional, mas também a preservação e melhoria do ambiente urbano e dos espaços naturais.

Antes da implementação do estudo, indica o comunicado, a JICA organizou entre 2011 e 2013, uma série de seminários sobre "Desenvolvimento urbano na Ásia e África ", Senegal, Vietnã, Gana e Costa do Marfim, a fim de compartilhar experiências e boas práticas de alguns países asiáticos, em especial, (Tailândia, Indonésia, Vietnã e Camboja ), que enfrentaram esses problemas nos anos 80 e 90, e receberam assistência técnica do Japão. Assim sublinhou a JICA, o projeto realizou o desejo do governo japonês, dados os compromissos que foram assumidos durante a quinta Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento Africano (TICAD ), dar suporte a elaboração de 10 projetos-diretores estratégicos em 10 países africanos, incluindo o Senegal para o planejamento de transporte e infra-estrutura urbana.

Senegal, diz Ryuichi Kato, é um dos países seleccionados para beneficiar da assistência da JICA para desenvolver seu Plano de urbanização de Dakar.

Assim, continua ele, o Projeto de Descentralização revista vai melhorar as condições de vida na capital senegalesa e também irá planejar um desenvolvimento coerente para restabelecer o equilíbrio entre habitatação e atividades nos novos pólos e aliviar o congestionamento o velho centro da capital Dakar.

O Representante Residente da JICA prometeu assistência contínua da sua instituição ao Senegal, mas exige um forte compromisso do Governo do Senegal que vai garantir uma boa coordenação entre os vários departamentos e agências para o planejamento urbano que envolve diferentes atores. "Eu não tenho nenhuma dúvida de que vocês vão tomar todas as medidas necessárias para assegurar uma boa coordenação das partes interessadas, de modo que este estudo reflete a visão das autoridades em planejamento urbano, mas também, uma vez que o documento for aprovado, ele pode ser aplicado em todo o seu rigor para não cair na mesma... ", disse Kato.

Por Adama Mbodj

# lesoleil.sn

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Guiné-Bissau: Zé Manel na ONU engrandecendo o nome da Guiné.

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Zé Manel na ONU - OIÇA.

África do Sul tem primeira eleição da geração nascida após apartheid.

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Pesquisas indicam que governista CNA tem apoio da maioria da população. Campanha foi abalada por acusações contra o presidente Jacob Zuma.

Sul-africanos fazem fila para votar em Bekkersdal, perto de Johanesburgo, nesta quarta-feira (7) (Foto: Mike Hutchings/Reuters)
Sul-africanos fazem fila para votar em Bekkersdal, perto de Johanesburgo, nesta quarta-feira (7) (Foto: Mike Hutchings/Reuters).
África do Sul realiza nesta quarta-feira (7) a primeira eleição com a participação da geração nascida após o apartheid, e as pesquisas indicam que o prestígio do partido governista Congresso Nacional Africano (CNA) na luta contra o regime de minoria branca prevalecerá mesmo entre os novos eleitores.
Os 22.263 locais de votação, que abriram as portas às 7h locais (2h de Brasília), fecharão às 21h (16h de Brasília). Muitas pessoas fizeram fila antes da abertura para votar na quinta eleição geral, envolvendo todas as raças, desde o fim do regime do Apartheid em 1994.
A imprensa destacou alguns incidentes isolados, como a falta de urnas em alguns locais ou o fato de que alguns funcionários eleitorais usavam camisas do ANC.
Mais de 25,3 milhões de sul-africanos devem votar para eleger 400 deputados, que designarão o próximo presidente em 21 de maio.
Jacob Zuma, de 72 anos, no poder desde as eleições de 2009, deve obter o segundo mandato de cinco anos.
Em Attridgeville, um acampamento informal em Pretória, a comissão eleitoral teve que montar uma tenda para que os milhares de residentes locais pudessem votar, segundo a Associated Press.
Em Soweto, casa do ex-presidente Nelson Mandela, muitos disseram ter votado pela CNA, partido que liderou a luta contra o Apartheid e tem dominado a política local desde que Mandela foi eleito presidente em 1994.
As pesquisas de opinião do jornal "Sunday Times" ao longo dos últimos dois meses colocam o apoio ao CNA em torno de 65%, levemente abaixo dos 65,9% conquistados na eleição de 2009 que elegeu o presidente Jacob Zumam, segundo a Reuters.
O apoio ao CNA surpreendeu os analistas, que um ano atrás diziam que o partido poderia penar nas urnas, já que o seu passado glorioso virou história e os eleitores se concentraram no lento crescimento econômico e na série de escândalos que caracterizaram o primeiro mandato de Zuma.
A economia mais sofisticada da África enfrentou dificuldades para se recuperar da recessão de 2009 - a sua primeira desde o fim do apartheid em 1994 - e os esforços do CNA para estimular o crescimento e lidar com os 25% de desemprego foram prejudicados por poderosos sindicatos.
O principal organismo anticorrupção do país acusou Zuma neste ano de "se beneficiar irregularmente" de uma reforma paga pelo Estado em sua casa particular em Nkandla no valor de US$ 23 milhões que incluiu uma piscina e um galinheiro.
A taxa de aprovação pessoal de Zuma caiu desde as revelações. Mas, em uma entrevista coletiva nesta semana para concluir a campanha do CNA, o líder de 72 anos minimizou as insinuações de que o imbróglio esteja prejudicando o partido.
"Não estou preocupado com (a casa em) Nkandla", disse Zuma. "O povo não está preocupado com isso. Acho que as pessoas que estão preocupadas com isso são vocês, a mídia, e a oposição".
Zuma votou logo cedo em uma escola em sua cidade natal, Nkandla, encerrando o que ele chamou de campanha "muito desafiadora". Já Helen Zille, líder da Aliança Democrática, principal partido de oposição, votou na Cidade do Cabo.
Helen Zille, líder da Aliança Democrática, principal partido de oposição, votou na Cidade do Cabo nesta quarta-feira (7) (Foto: Sumaya Hisham/Reuters)Helen Zille, líder da Aliança Democrática, principal partido de oposição, votou na Cidade do Cabo nesta quarta-feira (7) (Foto: Sumaya Hisham/Reuters)
Divisão
O escândalo da reforma em sua propriedade expôs a divisão entre líderes atuais e antigos do CNA, em especial Nelson Mandela, primeiro presidente negro do país, que morreu em dezembro.
Também se tornou o grito de guerra daqueles que acham que o domínio do CNA, que inicia a sua terceira década no poder, corrompeu a alma do antigo movimento de libertação de 102 anos de existência.
"Não é necessariamente a enorme quantia paga pelo poder público o aspecto mais corrupto do caso envolvendo a propriedade rural de Zuma", afirmou o jornal Business Day em um editorial nesta semana.
"É a forma como este negócio miserável envolveu tantos outros: ministros, burocratas, autoridades de partido e, à medida que a eleição se aproxima, seguidores comuns."
De acordo com o economista do Standard Bank, Simon Freemantlede, em Johanesburgo, "no geral, a eleição é tediosamente reconfortante... Sabemos quem vai vencer e sabemos que não vai haver nenhuma mudança radical de política. Isso é reconfortante".
O rival mais próximo do CNA, a Aliança Democrática, teve apenas 16,7% dos votos em todo o país em 2009 e, embora tenha ganhado espaço, o partido ainda é visto como a casa política dos brancos privilegiados.
Em vez disso, o maior desafio veio dos ultraesquerdistas Combatentes pela Liberdade Econômica (EFF, na sigla em inglês), liderados por Julius Malema, expulso da Liga Jovem do CNA e que se espelha no ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez.
Em seu último comício em um estádio de futebol em Pretoria, Malema, que quer nacionalizar bancos e minas, além de tomar fazendas de propriedade de brancos sem pagar uma compensação, criticou tudo, desde a questão de Nkandla aos investidores estrangeiros e ex-potências coloniais.
No entanto, mesmo o surgimento do barulhento EFF não deverá ter um impacto na eleição, já que as pesquisas mostra o apoio ao movimento entre 4 e 5 por cento. O fato é que de 1,9 milhão de jovens eleitores nascidos após o apartheid, os chamados "Nascidos Livres", com idades entre 18 e 19 anos - o principal eleitorado do EFF, apenas um em cada três está registrado para votar.
As urnas estarão até às 21h locais (16h em Brasília). A expectativa é de que os resultados já estejam disponíveis a partir do meio-dia de quinta-feira (8). Quase 25,4 milhões de eleitores, de uma população de 53 milhões de pessoas, se inscreveram para votar.
# g1.globo.com

Eleições na África do Sul: Deputada do MPLA acredita em eleições livres e justas na África do Sul.

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(D.R)


A deputada da bancada parlamentar do MPLA, Carolina Cerqueira, disse nesta terça-feira que a África do Sul está preparada para que as eleições gerais marcadas para esta quarta-feira sejam justas, livres e transparentes nas nove províncias do país.
Segundo Carolina Cerqueira, que falava à Angop a propósito das eleições gerais na África do Sul, acredita estarem criadas as condições para que os eleitores realizem num clima de paz e transparência o seu direito de voto.
A deputada que chefia uma delegação do MPLA de observação ao pleito eleitoral convite do ANC, frisou que acompanhou o último comício realizado pelo candidato Jacob Zuma, em Joanesburgo, que reuniu cerca de 160 mil pessoas.
De acordo com a fonte, o presidente Zuma no seu discurso incidiu para avanços no crescimento económico dos últimos cinco anos nos domínios da educação, segurança social, saúde, desenvolvimento rural, no combate à corrupção e na luta contra o crime organizado.
“O plano nacional de desenvolvimento, contido no manifesto do ANC, prevê a criação de seis milhões de oportunidade de emprego nos próximos cinco anos”, disse a fonte.
Acrescentou que a terça-feira foi de dia reflexão, prevendo-se que votem 23 milhões de sul-africanos, dos quais 54 % mulheres e mais de 40% homens dos 18 aos 25 anos.
Do total contam cerca de seis milhões constitui a “FREEBORN”, cidadãos que votarão pela primeira vez.
A deputada adiantou que, estão mobilizadas dois mil 600 soldados entre eles forças de segurança e polícias para garantir os serviços de segurança nas eleições gerais.
Nesta segunda e terça-feira, Já votaram 58 mil pessoas em voto especial, 36 mil votaram em casa por doença, segundo dados da comissão eleitoral independente.
Carolina Cerqueira adiantou que estarão abertos 22 mil 265 postos de votação nas 9 províncias do país.
Afirmou que o clima é calmo e acredita que as disputas eleitorais vão ser mais renhidas na região da cidade do Cabo onde o ANC nunca ganhou.
Participam no pleito eleitoral 33 partidos, sendo o segundo com maior expressão é o (EFF) lutadores para a liberdade económica, chefiado por Júlio Malema, antigo presidente da liga da juventude do ANC.
Carolina Cerqueira participou na segunda-feira no debate radiofónico Voz do Cabo, tendo enaltecido a experiência de Angola nas eleições realizadas em 2012, o compromisso da paz na região dos Grandes Lagos, e em particular do empenho do presidente José Eduardo dos Santos, e a participação importante das mulheres nos órgãos de decisão, particularmente, no parlamento e na estrutura do MPLA.
# portalangop.co.ao

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