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domingo, 3 de agosto de 2014

Saiba os dez mitos sobre o conflito palestino-israelense.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Os dez mitos sobre o conflito palestino-israelense. 20656.jpeg

Jeremy R. Hammond, analista político independente que foi galardoado com o prêmio Projeto Censurado ao melhor jornalismo investigativo, explica um por um os mitos sionistas que ouvimos todos os dias na propaganda israelense.

 Fonte: Alba TV
Tradução do espanhol: Natália Forcat
Mito 1: Judeus e árabes sempre estiveram em conflito na região
Embora os árabes eram a maioria antes da criação do estado de Israel na Palestina, houve sempre judeus na região. Os palestinos judeus, em maior parte, conviviam bem com seus vizinhos árabes. Isso começou a mudar com o surgimento do movimento sionista, porque os sionistas rejeitaran o direito dos palestinos à autodeterminação e queriam que a Palestina fosse deles para criar um "Estado judeu", em uma região onde os árabes eram maioria e possuíam a maior parte das terras.
Por exemplo, depois de uma série de conflitos em Yafa (Jaffa) em 1921, nos quais morreram 47 judeus e 48 árabes, os ocupantes britânicos realizaram uma investigação e concluiram que "não há nenhum antissemitismo no país, seja  racial ou religioso". De fato, os ataques contra as comunidades judaicas foram o resultado do medo dos árabes do declarado objetivo sionista de apreensão de território. Quando a violência irrompeu de novo em 1929, o relatório da Comissão Shaw, britânica, observou que "em menos de dez anos, os árabes realizaram três ataques graves contra os judeus. Nos 80 anos anteriores a esses ataques, não houve nenhum caso registrado de incidentes semelhantes". Representantes de todas as partes do conflito emergente testemunharam perante a comissão que, antes da Primeira Guerra Mundial, "judeus e árabes viviam juntos, se não de forma amigável, pelo menos com tolerância, uma qualidade que é quase desconhecida na Palestina atual." O problema é que "o povo árabe da Palestina está unido, agora, em sua demanda por um governo representativo", mas os sionistas e seus benfeitores britânicos negam a eles esse direito.
O relatório britânico Hope-Simpson de 1930 relatou, da forma semelhante, que os moradores das comunidades judaicas não-sionistas na Palestina tinha relações amistosas com seus vizinhos árabes. "É muito comum ver um árabe sentado na varanda de uma casa judaica", disse o relatório. "A situação é completamente diferente nas colônias sionistas."
Mito 2: As Nações Unidas criaram o Estado de Israel
A Organização das Nações Unidas foi envolvida quando o Mandato Britânico tentou lavar suas mãos da volátil situação que suas políticas ajudaram a criar e buscou se livrar do problema Palestina. Para isso, eles pediram que as Nações Unidas assumissem o problema.
Desta forma foi criada a Comissão Especial da ONU sobre a Palestina (UNSCOP) com a missão de analisar a questão e fornecer recomendações para resolver o conflito. A UNSCOP não tinha nenhum representante de qualquer país árabe e, ao final, publicou um relatório onde rejeitava explicitamente o direito dos palestinos à autodeterminação. Ao rejeitar a solução democrática do conflito, a UNSCOP propus que a Palestina fosse dividida em dois estados, um árabe e um judeu.
A Assembleia Geral da ONU apoiou a UNSCOP na Resolução 181. Muitas vezes se afirma que esta resolução "divididiu" a Palestina, o que forneceu um argumento legal aos líderes sionistas para a posterior declaração da criação do Estado de Israel, ou alguma variante destas reivindicações. Todas essas alegações são falsas!
A Resolução 181 apenas aprovou o relatório e as conclusões da UNSCOP enquanto recomendações. Não é preciso dizer que para que a Palestina fosse oficialmente dividida, esta recomendação deveria ter sido aceita por judeus e árabes, algo que não aconteceu.
Além disso, as resoluções da Assembléia Geral não são considerados juridicamente vinculativas (apenas as resoluções do Conselho de Segurança são). E, aliás, a ONU não tinha autoridade para tomar o território de um povo e entregar a outro, e qualquer resolução que estabelecesse essa divisão teria sido nula em qualquer caso.
Mito 3: Os árabes perderam uma oportunidade de ter seu próprio Estado em 1947
A recomendação da ONU de dividir a Palestina foi rejeitada pelos árabes. Hoje, muitos comentaristas dizem que essa rejeição foi uma "oportunidade" perdida pelos árabes de ter seu próprio estado. Mas, considerar aquilo como uma "oportunidade" para os árabes é evidentemente ridículo. O plano de partilha não foi de modo algum uma "oportunidade" para os árabes.
Em primeiro lugar, como já comentamos, os árabes eram a maioria na Palestina na época, enquanto os judeus constituíam cerca de um terço da população, e isso graças à imigração em massa da Europa (em 1922, o censo britânico mostrava que os judeus representavam apenas 11 % da população).
Além disso, as estatísticas de propriedade das terras de 1945 mostraram que os árabes possuíam mais terras do que os judeus em cada um dos distritos da Palestina, incluindo Jaffa, onde os árabes possuía 47 por cento da terra e judeus apenas 39 por cento (Yafa se gabava de ser o distrito com o maior percentual de terras pertencentes a judeus). Em outros distritos, os árabes possuiam uma parcela ainda maior da terra. O caso mais extremo era o de Ramallah, onde os árabes possuía 99 % da terra. Em toda a Palestina, os árabes possuíam 85 % da terra, enquanto os judeus eram proprietários apenas de um 7 %, uma situação que permaneceu inalterada até a criação do Estado de Israel.
Apesar destes fatos, a recomendação da partilha da ONU propôs a entrega de mais da metade do território palestino para os sionistas para a criação do seu "Estado judeu". Não era razoável esperar que os árabes aceptassem tamanha proposta injusta.
Alguns comentaristas políticos dizem hoje que a recusa dos árabes em aceitar que parte do seu território lhes fosse tirado, em base à negação explícita do direito de auto-determinação, representou uma "oportunidade perdida". Este julgamento demonstra uma ignorância espantosa das raízes do conflito ou falta de vontade de examinar honestamente a história.
Também é bom lembrar que o plano de partilha foi rejeitado por muitos líderes sionistas. Entre os que apoiaram a ideia, como foi o caso de David Ben-Gurion, o seu raciocínio era que se tratava de uma medida pragmática em direção ao seu objetivo, que era conquistar toda a Palestina para o "Estado judeu", o que poderia, eventualmente, ser alcançado, pela força das armas.
Quando pela primeira vez levantou a idéia de partição, Ben-Gurion escreveu que "depois que nos tornemos uma força poderosa, como resultado da criação do estado, vamos abolir partição e nos expandir para toda a Palestina". O Estado judeu "terá de preservar a ordem" (se os árabes não se submetem) "com metralhadoras, se necessário."
Mito 4: "Direito à existência" de Israel
O fato de que este termo é usado somente em relação a Israel é instrutivo quanto à sua legitimidade, como é uma exigência que se dirige aos palestinos, que são os que devem reconhecer o "direito à existência" de Israel, enquanto ninguém exige que Israel reconheça o "direito à existência" de um Estado palestino.
As nações não têm direitos. As pessoas têm. O marco adequado para o debate é o direito dos povos à autodeterminação. A partir deste ponto de vista, é evidente que não são os árabes que têm negado esse direito judeus, mas os judeus que negaram esse direito aos árabes. A terminologia israelense sobre "direito de existir" é constantemente empregada para esconder esse fato.
Como já dissemos, Israel não foi criada pela ONU, senão que foi fundada em 14 de maio de 1948, quando os sionistas unilateralmente e sem autoridade legal, declararam a existência de Israel, sem especificar as fronteiras do novo Estado. Em um instante, os sionistas declararam que os árabes já não eram os donos da sua própria terra; agora pertencia aos judeus. Em outro instante, os sionistas declararam que a maioria árabe da Palestina era agora cidadãos de segunda classe no novo "Estado judeu".
Não é necessário dizer que os árabes não aceitaram passivamente esses fatos no terreno. Os países árabes vizinhos declararam guerra ao regime sionista, com o objetivo de evitar esta injustiça tão grave contra a maioria dos habitantes da Palestina.
Deve-se ressaltar que os sionistas não tinham direito a maior parte das terras declaradas como parte de Israel. Esse direito era dos árabes. Portanto, esta guerra não foi, como se costuma dizer, um ato de agressão por parte dos Estados árabes contra Israel. Na verdade, os árabes interviram na defesa dos direitos da população árabe da Palestina, para impedir que os sionistas se apoderassem ilegal e injustamente das terras e privassem dos seus direitos à população árabe. O ato de agressão foi a declaração unilateral da criação de Israel pelos líderes sionistas e a violência exercida para impor esse objetivo, tanto antes como depois da declaração.
Durante a guerra que se seguiu, Israel implementou uma política de limpeza étnica. Cerca de 700 mil palestinos árabes foram expulsos ou fugiram de suas casas por medo de massacres, como o que tinha acontecido na aldeia de Deir Yassin, pouco antes da fundação do Estado de Israel. A estes palestinos não lhes foi permitido retornar aos seus lares e terras, apesar de seu "direito de retorno" ser reconhecido e codificada no direito internacional.
Os palestinos jamais aceitarão exigência de Israel e seu principal benfeitor, os Estados Unidos, de que reconheçam o "direito à existência" de Israel. Se o fizessem, isso significaria que Israel teria "direito" de roubar terras árabes, enquanto os palestinos não teriam nenhum direito a elas. Isso significaria, efetivamente, que Israel tinha o "direito" a realizar a limpeza étnica da Palestina, enquanto os árabes não tinham o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade em suas próprias casas e em suas terras.
O uso constante do termo "direito de existir" tem um propósito: esconder a realidade de que são os judeus que negaram aos árabes o seu direito à autodeterminação, e não vice-versa, e tentar legitimar os crimes israelenses contra os palestinos, tanto os do passado como os do presente.
Mito 5:  Os países árabes ameaçaram Israel com a aniquilação, em 1967 e 1973
A verdade é que foi Israel quem disparou o primeiro tiro na Guerra dos Seis Dias. Nas primeiras horas da manhã do 5 de junho de 1967, Israel lançou seus soldados para um ataque surpresa contra o Egito (na época, República Árabe Unida) e dizimou a força aérea egípcia, enquanto a maioria de seus aviões ainda estavam no chão.
É quase obrigatório que os comentaristas descrevam esse ataque como "preventivo". Mas para que tivesse sido "preventivo", deveria ter havido, por definição, uma ameaça iminente de agressão egípcia contra Israel. Mas não havia.
É comum afirmar que a retórica belicosa do presidente Nasser, o bloqueio do Estreito de Tiran, o movimento de tropas na Península do Sinai e a expulsão das forças de paz da ONU em seu lado da fronteira, constituíam em seu conjunto, esta ameaça iminente.
No entanto, os serviços de inteligência de os EUA e Israel avaliaram, naquele momento, que a probabilidade de que Nasser atacasse era realmente baixa. A CIA considerou que Israel tinha esmagadora superioridade militar e que, em caso de guerra, derrotaria as forças árabes no espaço de duas semanas; e, em uma semana, se Israel atacasse primeiro, que é o que realmente aconteceu.
Há que ter em mente que o Egito tinha sido vítima de uma agressão por parte de britânicos, franceses e israelenses na "Crise do Canal de Suez" em 1956, depois que o Egito nacionalizou o Canal de Suez. As três nações agressoras conspiraram para fazer a guerra contra o Egito que levou à ocupação israelense da Península do Sinai. Sob pressão dos EUA, Israel retirou-se do Sinai em 1957, mas o Egito não tinha esquecido da agressão.
Além disso, o Egito tinha formado uma aliança com a Síria e a Jordânia, um compromisso mútuo para ajudar uns aos outros em caso de guerra com Israel. Jordânia tinha criticado Nasser por não manter essa promessa após o ataque israelense à aldeia de Samu (na Cisjordânia) no ano anterior, e sua retórica era uma clara tentativa de recuperar sua posição no mundo árabe.
Nasser estava à defensiva e não tinha a menor intenção de lançar uma ofensiva contra Israel. Isto foi apontado por algumas personalidades israelenses. Abraham Sela, por exemplo, do Centro Shalem, observou: "A acumulação de forças egípcias no Sinai não era devido a um plano de ofensiva, e as instruções defensivas de Nasser assumiam explicitamente que Israel atacaria primeiro."
O primeiro-ministro israelense Menachem Begin reconheceu que "em junho de 1967, tivemos uma chance. A concentração de tropas egípcias nas proximidades do Sinai não provam que Nasser estava realmente prestes a nos atacar. Temos de ser honestos com nós mesmos. Nós decidimos atacá-lo ".
Issac Rabin, que também seria mais tarde primeiro-ministro de Israel, admitiu em 1968 que "Eu não acho que Nasser queria guerra. As duas divisões que ele mandou para o Sinai não eram suficientes para lançar uma guerra ofensiva. Ele sabia disso e nós sabíamos disso. "
Os israelenses também reconheceram que sua própria retórica, naquele momento, sobre a "ameaça" de "aniquilação" que representavam os estados árabes, era pura propaganda.
O Geral Chaim Herzog, comandante geral e primeiro governador militar da Cisjordânia ocupada após a guerra, admitiu que "não havia perigo de aniquilação, os quartéis gerais israelenses nunca acreditaram que havia esse perigo."
O Geral Ezer Weizman, disse algo semelhante: "Nunca houve qualquer perigo de extermínio. Essa hipótese nunca foi considerada em uma reunião formal".
O chefe de Estado-maior Haim Bar-Lev, admitiu: "Nós não estivemos ameaçados de genocídio na véspera da Guerra dos Seis Dias e nunca pensamos nessa possibilidade."
O ministro israelense da Habitação, Mordechai Bentov, também reconheceu que "toda a história do perigo de extermínio foi inventada e se exagerou a posteriori para justificar a anexação de novos territórios árabes".
Em 1973, no que os israelenses chamam de "Guerra do Yom Kippur", Egito e Síria lançaram uma ofensiva surpresa para recuperar o Sinai e as Colinas de Golã, respectivamente. Esta ação combinada é popularmente descrita em relatos contemporâneos como uma "invasão", ou um ato de "agressão" contra Israel.
No entanto, como já foi observado, após a guerra de junho de 1967, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 242, que pedia que Israel se retirasse dos territórios ocupados. Não é preciso dizer que Israel recusou-se a fazê-lo e continuou a violar o direito internacional de forma contínua desde então.
Durante a guerra de 1973, Egito e Síria "invadiram" seus próprios territórios, que estavam, então, ocupados ilegalmente por Israel. A idéia de que esta guerra foi um ato de agressão árabe pressupõe que a Península do Sinai, as Colinas de Golã, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza eram territórios israelenses. Isto é, obviamente, uma suposição grosseiramente falsa que demonstra a natureza absolutamente prejudicial e tendenciosa das análises hegemônicas quando se trata do conflito árabe-israelense.
Essa falsa narrativa se encaixa com o relato mais amplo, igualmente falacioso, de Israel como uma "vítima" da intransigência e agressão árabes. Esta narrativa, quase nem questionada no Ocidente, deturpa completamente os fatos.
Mito 6: Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU pede retirada israelense apenas parcial
A Resolução 242 foi adotada depois da guerra de junho de 1967 e pedia a "retirada das forças armadas israelenses de territórios ocupados no recente conflito." Embora a versão israelense goze de grande popularidade, não tem credibilidade.
A tese central deste argumento é que a ausência da palavra "os" antes "territórios ocupados", nesta cláusula, significa que não fazia referência a "todos os territórios ocupados". Basicamente, este argumento baseia-se na lógica ridícula que, uma vez que a palavra "os" foi omitida na cláusula, podemos entender que isso significa que se estava pensando em "alguns territórios ocupados".
Gramaticalmente, a ausência da palavra "os" não tem efeito sobre o significado desta cláusula, que fala de "territórios", no plural. Um teste decisivo é o seguinte: é um território que foi ocupado por Israel na guerra de 1967? Se a resposta for sim, então sob a lei internacional e da Resolução 242, Israel é obrigado a retirar-se desse território. Esses territórios incluem os Altos de Golã sírios, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.
A versão francesa da resolução, tão autêntica quanto a inglesa, contém o artigo definido e uma maioria dos membros do Conselho de Segurança deixou claro durante as deliberações que a sua compreensão da resolução era que se exigia a retirada completa de Israel de todos os territórios ocupados.
Além disso, é impossível conciliar [a versão israelense] com o princípio de direito internacional citado no preâmbulo da resolução sobre "a inadmissibilidade da aquisição de territórios pela guerra." Dizer que a ONU pensava que Israel poderia manter alguns dos territórios ocupados durante a guerra seria ir contra esse princípio.
Poderiamos continuar abordando outras falácias lógicas associadas a este argumento frívolo, mas como é um absurdo à primeira vista, seria supérfluo.
Mito 7: A ação militar israelense contra os seus vizinhos só  pretende defender Israel do terrorismo
Os fatos dizem o contrário. Tomemos, por exemplo, a devastadora guerra israelense contra o Líbano, em 1982. Como foi fartamente documentado pelo analista político Noam Chomsky em sua épica análise "The Fateful Triangle", esta ofensiva militar foi realizada sem nenhum pretexto.
Embora você possa ler relatos contemporâneos insistindo que esta guerra foi travada em resposta ao constante bombardeio no norte de Israel pela OLP, que estava então refugiada naquele país, o fato é que, apesar das provocações israelenses continuas, a OLP respeitou o cessar-fogo em vigor, com poucas exceções. Ademais, em cada um destes casos, foi Israel que desrespeitou o cessar-fogo primeiro.
Entre as provocações israelenses que ocorreram no início de 1982, temos os ataques e afundamentos de barcos de pesca libaneses e centenas de violações às águas territoriais libanesas. Israel também cometeu milhares de violações do espaço aéreo libanês, mas nunca conseguiu obter da OLP uma resposta que servisse como casus belli para a planejada invasão ao Líbano.
Em 9 de maio, Israel bombardeou o Líbano, o que provocou finalmente a resposta da OLP, que lançou foguetes e fogo de artilharia contra Israel.
Em seguida, um grupo terrorista liderado por Abu Nidal tentou assassinar o embaixador israelense em Londres, Shlomo Argov. Embora a mesma OLP havia estado em guerra com Abu Nidal, que tinha sido condenado à morte por um tribunal militar do Fatah em 1973, e apesar do fato de que Abu Nidal não tinha seu quartel geral no Líbano, Israel usou isso como uma desculpa para bombardear os campos de refugiados de Sabra e Shatila, matando 200 palestinos. A OLP respondeu atacando assentamentos no norte de Israel. Mas o Estado judeu não conseguiu obter o tipo de resposta de grande escala que estava esperando para usar como casus belli para a invasão planejada.
Como sugerido pelo estudioso israelense Yehoshua Porath, a decisão de Israel de invadir o Líbano, longe de ser uma resposta aos ataques da OLP, "veio do fato de que o cessar-fogo havia sido respeitado." Porath escreveu no jornal israelense Haaretz que "a esperança do governo é que a debilitada OLP, sem uma base logística e territorial, retorne ao terrorismo anterior. [...] Assim, a OLP perderia parte da legitimidade política que havia conquistado [...] e se eliminaria o perigo de que se desenvolvam, entre os palestinos, elementos que poderiam constituir um negociador legítimo de futuros acordos políticos".
Outro exemplo, desta vez tomado da Operação Chumbo Fundido, que aconteceu entre 27 de Dezembro de 2008 e 18 de janeiro de 2009. Antes que Israel atacara a população sitiada e indefesa da Faixa de Gaza, Tel Aviv tinha chegado a um acordo de cessar-fogo com o governo de Gaza, o Hamás. Contrariamente ao que se acredita, foi Israel, e não o Hamás, que terminou o cessar-fogo.
Os meios de comunicação ocidentais disseram que a Operação Chumbo Fundido foi em resposta ao lançamento de "milhares" de foguetes do Hamás contra Israel, que teria violado, dessa forma, a trégua.
A verdade é que, desde o início do cessar-fogo em junho até o 04 de novembro, o Hamás não disparou nenhum foguete, apesar das inúmeras provocações israelenses, suas operações repressivas na Cisjordânia e os ataques de soldados israelenses contra os habitantes de Gaza na fronteira, que deixaram várias pessoas feridas e ao menos um morto.
Em 4 de novembro de 2008, a Israel violou novamente o cessar-fogo com o lançamento de ataques aéreos e uma incursão terrestre em Gaza que causou várias mortes. Hamás finalmente respondeu com disparos de foguetes, o que levou a contínuos ataques de ambas as partes. A trégua tinha acabado.
Apesar da evidente má-fé de Israel, o Hamás ofereceu renovar o cessar-fogo, já que o período de validade terminava oficialmente em dezembro. Israel rejeitou a oferta e lançou uma punição coletiva violenta contra o povo de Gaza.
Como relatado pelo Centro de Informações de Inteligência e Terrorismo de Israel, a trégua "trouxe um período de relativa calma à população do Negev ocidental", com 329 foguetes e ataques com morteiros, "a maioria deles durante o mês e meio depois 04 de novembro ", quando Israel já tinha de fato violado e terminado a trégua. Isso contrasta fortemente com as 2.278 ataques com foguetes e morteiros  nos seis meses anteriores à trégua. Até 04 de novembro, o centro disse que "o Hamás tomou o cuidado de manter o cessar-fogo."
Se Israel quisesse reduzir a ameaça de ataques de militantes palestinos não deveria ter terminado o cessar-fogo, que teria significado uma redução drástica deste tipo de ataques, incluindo a eliminação de todos os realizados pelo Hamás. Mas, ao contrário, Israel recorreu à violência, o que, como era facilmente previsível, causou uma maior ameaça de ataques de represália em larga escala por grupos palestinos.
Além disso, embora Israel poderia dizer que os meios pacíficos tinham se esgotado e precisava usar a força militar para defender sua população civil, não foi claramente o que aconteceu. Em vez disso, Israel atacou deliberadamente civis em Gaza com ataques sistemáticos e ataques intencionalmente indiscriminados e desproporcionais em áreas residenciais, hospitais, escolas e outros locais onde havia população civil protegida pelo direito internacional.
Como observou Richard Goldstone, um respeitado jurista internacional que foi responsável pela investigação da Operação Chumbo Fundido da ONU, os meios pelos quais Israel realizou esta operação não foram consistentes com seus objetivos declarados, mas foram mais indicativos de um ato deliberado de castigo coletivo contra a população civil.
Mito 8: Deus deu essa terra para os judeus, por tanto os árabes são os ocupantes
Por mais que se debata sobre as evidências no terreno, nada vai convencer muitos judeus e cristãos sionistas que Israel pode ter feito algo errado, pois por trás de suas ações eles veem a mão de Deus e as suas políticas são, na verdade, de acordo a eles, a "vontade de Deus".  Acreditam que Deus deu a terra da Palestina, incluindo a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, ao povo judeu e, portanto, Israel tem um "direito" de tirá-la à força dos palestinos, que, em sua opinião, são os reais ocupantes ilegais do território.
É possivel simplesmente recorrer às páginas de seus próprios livros sagrados para mostrar a falácia dessa e crenças similares. Os cristãos sionistas gostam de citar passagens bíblicas como as seguintes para apoiar suas crenças sionistas:
Disse o Senhor a Abrão, depois que Ló separou-se dele: De onde você está, olhe para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste: toda a terra que você está vendo darei a você e à sua descendência para sempre. Tornarei a sua descendência tão numerosa como o pó da terra. Se for possível contar o pó da terra, também se poderá contar a sua descendência. Percorra esta terra de alto a baixo, de um lado a outro, porque eu a darei a você. (Gênesis, 13:14-17)
O Senhor apareceu a Isaque e disse: Não desça ao Egito; procure estabelecer-se na terra que eu lhe indicar. Permaneça nesta terra mais um pouco, e eu estarei com você e o abençoarei. Porque a você e a seus descendentes darei todas estas terras e confirmarei o juramento que fiz a seu pai, Abraão. (Gênesis 26:2-3).
Ao lado dele [...] estava o Senhor, que lhe disse: Eu sou o Senhor, o Deus de seu pai Abraão e o Deus de Isaque. Darei a você e a seus descendentes a terra na qual você está deitado. (Gênesis 28:13).
Mas sionistas cristãos esquecem convenientemente outras passagens que fornecem mais contexto para entender essa aliança, como as seguintes:
Obedeçam a todos os meus decretos e leis e pratiquem-nos, para que a terra para onde os estou levando para nela habitarem não os vomite.  (Levítico 20:22)
Mas, se vocês não me ouvirem e não colocarem em prática todos esses mandamen­tos, e desprezarem os meus decretos, rejeitarem as minhas ordenanças, deixarem de colocar em prática todos os meus mandamentos e forem infiéis à minha aliança, [...] Se apesar disso tudo vocês ainda não me ouvirem, mas continuarem a opor-se a mim,  então com furor me oporei a vocês, e eu mesmo os castigarei sete vezes mais por causa dos seus pecados. [...] Desolarei a terra ao ponto de ficarem perplexos os seus inimigos que vierem ocupá-la. Espa­lharei vocês entre as nações e empunharei a espada contra vocês. Sua terra ficará desolada, e as suas cidades, em ruínas. (Levítico 26:14-15, 27-28, 32-33).
Então o Senhor irritou-se sobremaneira contra Israel e os expulsou de sua presença, restando apenas a tribo de Judá. [...] Até que o Senhor tirou a Israel de diante da sua presença, como falara pelo ministério de todos os seus servos, os profetas; assim foi Israel expulso da sua terra à Assíria até ao dia de hoje. (Reis II, 17 : 18, 23).
Depois de ter feito tudo isso, pensei que ela voltaria para mim, mas não vol­tou. E a sua irmã traidora, Judá, viu essas coi­sas. Viu [...] também que dei à infiel Israel uma certidão de divórcio e a mandei embora, por causa de todos os seus adultérios. Entretanto, a sua irmã Judá, a traidora, também se prostitu­iu, sem temor algum. (Jeremias 3:7-8).Sim, na Bíblia, o Senhor, o Deus de Abraão, de Isaac e Israel, disse aos hebreus que a terra pode ser seu ... se eles obedecessem seus mandamentos. No entanto, como a Bíblia conta a história, os hebreus não obedeceu e se rebelaram contra o Senhor geração após geração.
O que os sionistas judeus e cristãos omitem dos seus argumentos bíblicos em favor da ocupação israelense é que o Senhor também disse aos hebreus, incluindo a tribo de Judá (da qual descendem os "judeus"), que iria jogá-los fora da terra se quebrassem o pacto rebelando-se contra os seus mandamentos, que é precisamente o que acontece na Bíblia.
Assim, o argumento teológico para o sionismo não é apenas uma bobagem do ponto de vista laico, mas também é uma completa invenção a partir de uma perspectiva bíblica, o que representa uma rebeldia contra o Yahvé e sua Torá e contra os ensinamentos de Jesus, o Messias do Novo Testamento.
Mito 9: Os palestinos rejeitam a solução de dois Estados, porque eles querem destruir Israel
Em uma enorme concessão a Israel, os palestinos aceitaram há muito tempo uma solução de dois estados. Os representantes eleitos do povo palestino na OLP de Yasser Arafat reconheceram, desde os anos 70, o Estado de Israel e aceitaram uma solução de dois Estados. Apesar disso, a mídia ocidental continuou dizendo na década de 90 que a OLP rejeitou essa solução e em vez disso, queria varrer Israel do mapa.
Este padrão tem se repetido desde que o Hamás venceu as eleições palestinas em 2006. Embora a organização islâmica há anos aceitou a realidade do Estado de Israel e demonstrou a sua vontade de aceitar um Estado palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, junto o Estado de Israel, é praticamente obrigatório para grande mídia ocidental, ainda hoje, dizer que o Hamas rejeita a solução de dois Estados e, de fato, procura "destruir Israel".
No início de 2004, pouco antes de ser morto por Israel, o fundador do Hamás, xeque Ahmed Yassin, declarou que o Hamás aceitaria um Estado palestino ao lado de Israel. Desde então, o Hamás tem repetido uma e outra vez a sua vontade de aceitar uma solução de dois Estados.
No início de 2005, o Hamás divulgou um documento afirmando que seu objetivo era alcançar um estado palestino ao lado de Israel, com base nas fronteiras de 1967.
O líder exilado do bureau político do Hamas, Khaled Meshaal, escreveu no The Guardian de Londres, em janeiro de 2006, que o Hamás estava "pronto para alcançar uma paz justa." Ele escreveu que "nunca reconheceremos o direito de qualquer potência a roubar-nos nossa terra e negar nossos direitos nacionais. [...] Mas se você estão disposto a aceitar o princípio da trégua de longo prazo, estamos preparados para negociar os termos."
Durante a campanha eleitoral de 2006, o líder do Hamas em Gaza, Mahmoud al-Zahar disse que a organização islâmica estava disposta a "aceitar o estabelecimento de nosso estado independente na área ocupada em 1967″, um reconhecimento tácito do estado de Israel.
O primeiro-ministro eleito, o líder do Hamás, Ismail Haniyeh, disse em fevereiro de 2006 que o Hamas aceitava "o estabelecimento de um Estado palestino "dentro das "fronteiras de 1967″.
Em abril de 2008, o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter reuniu-se com líderes do Hamás e, em seguida disse que a organização islâmica "aceitaria um Estado palestino com as fronteiras de 1967″ e também "aceitaria o direito de Israel a viver em paz com seu vizinho. "O "objetivo final" do Hamás era "ver Israel com fronteiras atribuídas em 1967, ao lado de um Estado palestino."
Naquele mesmo mês, o líder do Hamás, Meshaal, disse: "Temos oferecido uma trégua se Israel se retirar para as fronteiras de 1967, uma trégua de dez anos, como prova de reconhecimento." E em 2009, disse que o Hamás "aceitou um Estado palestino nas fronteiras de 1967."
A mudança do Hamás, da rejeição total da existência do Estado de Israel a aceitar o consenso internacional de uma solução de dois Estados é em grande parte um reflexo da vontade do povo palestino. Uma pesquisa de opinião pública realizada em abril do ano passado, por exemplo, descobriu que três em cada quatro palestinos estavam dispostos a aceitar uma solução de dois Estados.
Mito 10: Estados Unidos é um mediador honesto e tem procurado a paz no Oriente Médio
Deixando de lado a retórica, os EUA sempre apoiaram as políticas de Israel, incluindo a ocupação ilegal e outras violações do direito internacional humanitário. Apoia as políticas criminais de Israel financeira, militar e diplomaticamente.
A administração Obama, por exemplo, já declarou publicamente que se opõe à política de assentamentos de Israel e tem "pressionado" ostensivamente Israel a congelar suas atividades de colonização. No entanto, logo depois Washington anunciou que não cortará a ajuda financeira e militar a Israel, ainda que desafie as leis internacionais e continue a construir assentamentos. Esta mensagem foi perfeitamente compreendida pelo governo de Netanyahu, que continua sua política de assentamentos.
Para citar outro exemplo simples, tanto a Câmara dos Deputados e do Senado dos EUA aprovaram resoluções declarando abertamente seu apoio à operação israelense Chumbo fundido, apesar do fluxo contínuo de informações atestando a prática de crimes de guerra por parte de Israel.
O dia em que o Senado dos EUA aprovou sua resolução "reafirmando o firme apoio dos EUA a Israel em sua batalha contra o Hamás" (8 de Janeiro de 2009), o Comitê Internacional da Cruz Vermelha emitiu uma declaração exigindo que Israel permitisse o auxílio às vítimas do conflito, já que Israel tinha bloqueado todos os acessos aos palestinos feridos, o que constitui um crime de guerra sob a lei internacional.
No mesmo dia, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, emitiu uma declaração na qual condenava Israel por atirar contra um comboio da ONU que transportava ajuda humanitária para Gaza causando a morte de dois funcionários da ONU, dois fatos que constituem crimes de guerra. O dia em que a Câmara dos Representantes aprovou sua própria versão da resolução, a ONU anunciou que teve que interromper seu trabalho humanitário em Gaza devido aos ataques israelenses que tinham sofrido os seus trabalhadores, comboios e instalações, incluindo clínicas e escolas.
O apoio financeiro de EUA a Israel supera os 3.000 milhões de dólares por ano. Quando Israel lançou sua ofensiva militar para punir a população civil indefesa de Gaza, seus pilotos de aeronaves tripulavam aviões de combate F-16 e helicópteros Apache vendidos pelos EUA, desde os quais jogavam bombas, também fabricadas pelos EUA, bem como munições equipadas com fósforo branco, o que é proibido pelo direito internacional.
O apoio diplomático dos EUA aos crimes de Israel tem sido expresso no uso de seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU. Quando Israel travou sua guerra devastadora contra a população civil e infra-estrutura do Líbano, no verão de 2006, os EUA vetaram uma ressolução de cessar-fogo.
Quando Israel lançou sua operação Chumbo Fundido, os EUA atrasaram a aprovação de uma resolução pedindo o fim da violência e, em seguida, uma vez que permitiram a votação, se abstiveram.
Quando o Conselho de Direitos Humanos da ONU adotou oficialmente as conclusões e recomendações da investigação dirigida por Richard Goldstone, sobre os crimes de guerra cometidos durante a Operação Chumbo Fundido, os EUA responderam anunciando a sua intenção de bloquear qualquer iniciativa que tivesse como objetivo a adoção dessas conclusões e recomendações do Conselho de Segurança. O Congresso dos EUA aprovou uma resolução rejeitando o relatório Goldstone porque denunciou a prática de crimes de guerra por parte de Israel.
Através de seu apoio, incondicional na prática, a Israel, os EUA têm impedido a adoção de medidas destinadas a aplicar uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino. O chamado "processo de paz" consistiu, por muitas décadas, a rejeição de EUA e Israel à autodeterminação do povo palestino e o bloqueio de qualquer estado palestino viável.
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Sobre o autor:
Jeremy R. Hammond é um analista político independente, que foi galardoado com o prémio de melhor Project Censored jornalismo investigativo. É um dos fundadores da Foreign Policy Journal e autor Ron Paul vs Paul Krugman: vs austríaco A economia keynesiana em que a crise financeira ea rejeição da Palestina Autodeterminação: A luta pela Palestina e as raízes do conflito árabe-israelense. Atualmente, ele está preparando um outro livro sobre o papel dos EUA hoje no conflito israelo-palestino.
Tradução ao espanhol: Javier Villate mantém Dissent blog com artigos, resenhas e traduções sobre a Palestina, Israel e no Oriente Médio. Você pode segui-lo no Twitter como @ bouleusis.
# pravda.ru

Washington recebe cimeira EUA/África.

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Início da cimeira decorre esta segunda-feira (foto AP)

A cimeira EUA/África tem início esta segunda-feira. Angola vai ser liderada por Manuel Vicente (representando o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos). Integram também a comitiva os ministros das Relações Exteriores, Georges Chikoti, das Finanças, Armando Manuel, do Comércio, Rosa Pacavira e da economia, Abraão Gourgel. 

Os restantes países africanos de língua oficial portuguesa (Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique)também marcam presença

Os temas deste encontro centram-se na saúde, vida selvagem, energia, comércio e investimentos em África, bem como paz e segurança no continente. Tudo isto faz parte da agenda oficial da cimeira, subordinada ao tema «Investir na próxima geração», onde foram convidados mais de 50 chefes de Estado e de governo dos países africanos. 

De acordo com fontes da administração norte-americana, a cimeira tem como objetivo o reforço dos laços com os países do continente africano uma vez que a iniciativa permitirá avanços na atenção que a administração dedica ao investimento e comércio em África, não esquecendo o compromisso dos EUA com a segurança no continente, o seu progresso e o bem-estar dos seus povos. 

Além dos assuntos regionais, os Estados Unidos, também, pretendem cooperar e ajudar os Estados africanos a solucionar os desafios a nível da segurança que estão a aumentar no mundo bem como criar um ambiente que permita aos exércitos africanos protegerem os respetivos países. 

Este encontro é visto como mais uma prova da existência de «uma relação forte e histórica", entre EUA e África, e que este encontro não representa uma mudança na política da administração americana mas sim uma reconfirmação do que já tem sido na parceria e uma relação forte com países africanos.

# abola.pt

Costa do Marfim: O retono sobre a queda de Issiaka Ouattara o mais " bling-bling" dos " ex-com-zones"

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Issiaka Ouattara (c), alias Wattao, à Bouaké, en Côte d'Ivoire, le 30 juin 2007.
Issiaka Ouattara (c), aliás Wattao, em Bouaké, na Costa do Marfim, em 30 junho de 2007. © AFP

Ele foi o mais "bling-bling" dos ex-chefes de guerra da Costa do Marfim: a queda do Wattao, um dos principais comandantes das forças de segurança, conhecido por seu gosto excessivo por carros bonitos, causou sensação em Abidjan. 

Vítima de si mesmo, do seu passado ou de uma luta pelo poder? O comandante militar tornou-se um mini-terremoto político. De carreira virtuosa e os dentes de felicidade, Wattao, cujo nome verdadeiro é Issiaka Ouattara não é qualquer um: ele é um ex-líder rebelde que conduziu Alassane Ouattara ao poder. 
Tal como os outros "com-zones" - esses comandantes das Forças Novas (FN), que controlavam o norte do país em 2002 - tinham apoiado a actual Chefe de Estado contra o ex-presidente Laurent Gbagbo nos confrontos pós-eleitorais em 2010-2011. Wattao, que foi o chefe da região Vavoua, rica em cacau (centro-oeste) à frente da famosa unidade "Anaconda" foi o "menos sanguinários dos ex-senhores da guerra", disse à AFP um sociólogo requerendo o anonimato. 

Os "com-zones" são acusados ​​de vários crimes durante a crise de cinco meses que causou cerca de 3.200 mortes no país, incluindo mais de 700 imputados aos pró-Ouattara, de acordo com dados da Justiça da Costa do Marfim. No entanto, todos foram nomeados pelo novo regime em posições-chave e nenhuma preocupação com a justiça, para o desgosto da sociedade civil. "Ouattara, contrariamente às suas declarações públicas (a luta contra a) impunidade, pode livrar um dos ex-zonas à justiça internacional, sem a ameaça de desestabilização" interna, disse um analista sob condição de anonimato.

No final de julho, Wattao, de 47 anos, foi em todo caso diminuído de seu posto como comandante do Centro de Comando das Operações (CCDO), corpo de elite de 800 homens, bem equipados e treinados. Ele foi também deposto de seu posto como chefe de segurança da zona sul de Abidjan. Ele ficou como o segundo comandante da Guarda Republicana, o título é ainda honorário: o chefe desse outro corpo de elite - Cherif Ousmane, um outro "com-zone" não o deixa fazer o que quiser, de acordo com um especialista militar.


No entanto, o governo queria banalizar o evento. "Não há nem punição nem má conduta para ele ou a humilhação de seus superiores", mas simplesmente "notas", garantiu o ministro da Defesa, Paul Koffi Koffi .


Gangsta rap
Uma posição oficial longe de convencer os apoiantes de "Sra Blé-Blé" (cobra grande em linguagem Malinke), um dos apelidos de Wattao. Os tiros interromperam a cerimônia de transferência de poder a seu sucessor à frente Abidjan-sul, que apontou cinco membros de sua guarda pessoal para serem colocados sob prisão, de acordo com a imprensa da Costa do Marfim.


Wattao poderá gerar custos por uma luta pelo poder entre o Presidente da Assembleia Nacional Guillaume Soro, ex-líder da FN do qual ele é próximo, e o ministro do Interior, Hamed Bakayoko, os dois grandes rivais para o pós-Ouattara. Mas ele paga suas inclinações especialmente para
 "bling-bling", de acordo com o analista da Costa do Marfim.

Seu retrato com seu cão de ronco - companheiro inseparável neste país tropical - em "Uma" na revista People fez estrangular alguns dignitários. Sua retorno a Maserati para receber um jornalista francês, ele veio para uma reportagem na televisão sobre o crime na Costa do Marfim, também foi tudo comentado. Wattao parecia ilustrar os clichês do "gangsta rap" Americano: pistola em ouro - Coult de rêve  - Em Assinie, o Saint-Tropez - Estacionamento coberto de carros. "Eu faço os negócios (...) O salário não é suficiente, o salário não é suficiente", justificou.

No sul de Abidjan, "Wattao e seus homens são citados por extorsão a ricos comerciantes libaneses e empresários", e nos "tráfegos no porto", replicou um conhecedores do dossiê. O oficial rebaxado também é citada no relatório da ONU acusando-o de envolvimento no tráfico de diamantes e de ouro. O mais recente, publicado em abril, atribui a ele o envio de 90.000 euros mensais pela exploração fraudulenta na mineração de ouro.

Menos visíveis são, as outros antigos "com-zones" que não são menos culpados. Segundo a ONU, a sua má-fé  nos negócios de cacau e castanha de caju, que inclui a Costa do Marfim, respectivamente como o primeiro e segundo maior produtor mundial, arrecadou 400 milhões de euros para o país apenas com a colheita de 2011-2012.


# jeuneafrique.com

sábado, 2 de agosto de 2014

Barack Obama convida África para Washington.

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A chegada de Barack Obama, o primeiro afro-americano eleito presidente dos Estados Unidos, à Casa Branca em 2009 suscitou grandes expectativas em África, expectativas que poderão ser confirmadas na cimeira EUA/África que Washington acolhe na próxima semana.
Após seis anos na presidência norte-americana, Obama vai reunir, entre 04 e 06 de agosto, os líderes do continente africano para uma cimeira que visa, entre outros aspetos, reforçar as relações económicas com uma região que é fortemente cortejada por outro gigante mundial, a China.
Da Etiópia à Nigéria, passando pelos países africanos de língua oficial portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), 50 chefes de Estado ou de governo foram convidados para estar em Washington, pela primeira vez na história americana, independentemente da prática de valores democráticos e da defesa dos direitos humanos.
Para justificar a decisão de convidar quase todos os líderes africanos, a Casa Branca afirmou que convidou todos aqueles que “têm boas relações com os Estados Unidos e a União Africana (UA)”.
Entre os que ficaram de fora está a Eritreia, país que está a ser alvo de sanções por parte da ONU, o Sudão, devido ao seu Presidente Omar al-Bashir (acusado pelo Tribunal Penal Internacional de crimes de guerra e contra a humanidade) e o Zimbabué, cujo chefe de Estado, Robert Mugabe, está sujeito a sanções norte-americanas. Igualmente de fora está a República Centro Africana, em guerra civil e liderada por uma presidente de transição, que está suspensa da UA.

# online.jornaldamadeira.pt

Barack Obama desafia jovens africanos a mudar o mundo.

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"África tem que deixar de lado a noção de que a corrupção é uma maneira de estar africana", disse o Presidente americano.
Barack Obama no encontro com os jovens que participaram no programa Yali 2014, Julho 28 EUA


"Os jovens africanos estão menos interessados em ajuda e mais interessados em querer aprender a empreender, eles querem saber como se criam empregos e oportunidades, essa é a chave", disse o Presidente Barack Obama, no primeiro de três dias da cimeira com os jovens líderes africanos em Washington.
No encontro, na capital americana, o Presidente americano, agradeceu a coragem e convicção destes jovens, pelo trabalho que têm feito nos seus países. As palavras de Barack Obama foram de motivação, mas também deixou alguns conselhos:
"Para uma melhor governação, estes jovens terão que aceitar a responsabilidade de fazer parte de uma geração que tem todas as condições para mudar o rumo do continente e do mundo. Para começar, é preciso criar uma base de respeito pela lei e respeito pelas mulheres", lembrou o Presidente que se opôs veemente "às tradições que fazem mal às pessoas".
No discurso motivador, desafiou os jovens a perseguir os seus sonhos e a combater a corrupção.
Apesar do grande desafio que África tem pela frente, o momento é agora, as oportunidades existem, há mais democracia, mais respeito pelos direitos humanos, justificou Barack Obama.
Países africanos têm recursos e precisam usá-los da melhor forma
Da corrupção, à dívida externa, passando pelo acesso ao financiamento e ao empreendedorismo, o Presidente Obama deu algumas respostas, senão esclarecedoras, com um fio condutor comum: África tem tudo o que precisa para crescer economicamente.
Ao longo da conversa com os futuros líderes, ao Presidente americano foi questionado por que motivo o ocidente não perdoa a dívida aos países africanos, para que eles possam reerguer-se. Numa resposta sem muitos rodeios, Barack Obama lembrou que apesar de ser importante que o ocidente reveja essa questão, é igualmente importante reconhecer que muitos desses países têm recursos suficientes para fazerem melhor do que têm feito.
O líder dos Estados Unidos disse também que "África tem que deixar de lado a noção de que a corrupção é uma maneira de estar africana", que é preciso fazer das leis a norma e não a excepção.
Obama reconheceu que o financiamento é um dos obstáculos ao empreendedorismo, mas ficou a promessa de que os Estados Unidos vão tentar ajudar.
África tem que se actualizar
"Não acredito em tradições que façam mal às pessoas, que não funcionam e segregar mulheres não funciona", vincou o Presidente, acrescentando que "é preciso respeitar as mulheres para que as nações africanas se desenvolvam, porque empoderar uma mulher, dar-lhe educação é garantir o progresso de toda uma comunidade".
Obama ressalvou que África precisa de se actualizar, reconhecendo a importância das tradições, mas que estas também podem ser alteradas e que nenhuma tradição deveria defender práticas como a mutilação genital feminina.

Adelina Calundongo, Akiules António, Selma Neves e Alfredo de Pina são quatro entre 500 jovens que vão estar nos Estados Unidos por seis semanas.
A partir da esq.: Akiules António, Selma Neves, Alfredo de Pina e Adelina Calundungo, participantes do programa Yali 2014 nos Estados Unidos da América. Junho 2014A A partir da esq.: Akiules António, Selma Neves, Alfredo de Pina e Adelina Calundungo, participantes do programa Yali 2014 nos Estados Unidos da América. Junho 2014.
Dez jovens, angolanos e cabo-verdianos, estão entre os 500 líderes africanos que vão participar no programa Yali, uma bolsa de estudos criada pelo Presidente Barack Obama, que tem como objectivo potenciar as competências dos jovens líderes africanos e dar-lhes a oportunidade de aprender junto dos melhores, nas melhores instituições dos Estados Unidos da América.
Falámos com 4 desses jovens, que já estão de malas feitas para participarem no Yali e contaram à Voz da América, quais as motivações, expectativas e projectos os levaram à candidatar-se à Yali.

Adelina Calundongo, professora de enfermagem na Escola Técnica de Saúde da Huíla, ensina 300 jovens por ano; Akiules António, físico nuclear em Luanda, tira férias para ensinar crianças em localidades remotas de Angola.

Jovens com iniciativa, de todo o continente africano candidataram-se para uma das melhores experiências das suas vidas. Como Akiles e Adelina, também Selma Neves da Ilha do Sal em Cabo Verde aguarda ansiosamente por chegar aos Estados Unidos.

Também em  Cabo Verde, ouvimos Alfredo de Pina, director de Recursos Humanos da Administração Pública e presidente do grupo juvenil solidário Wedocare, que não escondeu o “orgulho de poder conhecer o Presidente Barack Obama”.

Estes quatro jovens empreendedores vão participar no programa de capacitação de jovens líderes africanos criado pelo Presidente Barack Obama.
# voaportugues.com

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Guiné, Serra Leoa e Libéria fecharão fronteira comum onde Ebola surgiu.

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foto: braziliense.com.br


Guiné, Libéria e Serra Leoa anunciaram nesta sexta-feira que vão colocar em quarentena a região fronteiriça comum, onde surgiu o último surto do vírus Ebola, que deixou mais de 700 mortos. O anúncio foi feito durante uma reunião de emergência em Conacri, capital da Guiné, para discutir a epidemia, que matou mais de 700 pessoas, e depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertar que o Ebola pode provocar uma perda catastrófica de vidas e severos prejuízos econômicos, se continuar a se espalhar. "Concordamos em adotar ações importantes e extraordinárias em nível transfronteiriço concentradas em regiões transfronteiriças, que respondem por mais de 70% da epidemia", declarou Hadja Saran Darab, secretária-geral do bloco União do Rio Mano, que reúne os países da África Ocidental afetados pelo surto. "Essas áreas serão isoladas pela polícia e pelo Exército. As pessoas nestas áreas sob quarentena receberão ajuda material", destacou. Os líderes de Serra Leoa, Libéria e Guiné usaram a cúpula, da qual também participaram representantes da Costa do Marfim e da OMS, para anunciar um plano de US$ 100 milhões de resposta à crise sanitária. Centenas de especialistas e funcionários sanitários serão mobilizados para combater a epidemia.Os três países também incentivarão os esforços para evitar e detectar casos suspeitos, instar uma melhor vigilância fronteiriça e reforçar o centro de coordenação sub-regional da OMS para combater a epidemia, na Guiné. Darab não revelou a área exata que fará parte da zona de isolamento, mas o epicentro da doença tem um diâmetro de quase 300 km, espalhando-se de Kenema, no leste de Serra Leoa, a Macenta, no sul da Guiné, e abrange a maior parte das florestas no extremo norte da Libéria. "Os serviços nessas regiões serão reforçados para que sejam realizados de forma eficaz o tratamento, os exames de detecção e o rastreamento", detalhou.


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Gâmbia: Líderes mundiais escrevem para o Presidente Yahya Jammeh Alhaji.

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O presidente da República, Sua Excelência Sheikh Professor Dr. Yahya Jammeh Alhaji, recebeu mensagens de três líderes mundiais, duas das quais felicitaram-no com o advento do mês sagrado dos muçulmanos - o  Ramadã que acaba de terminar. 

Sua carta dizia:

Excelência,
        Eu gostaria de aproveitar a oportunidade desta 23 ª Conferência da União Africana para reafirmar o apreço de Madagascar por estar de volta a nossa Organização comum e seu compromisso de honrar as suas obrigações estatutárias financeiras.

Neste sentido, na medida em que a liquidação de sua contribuição anual em atraso no orçamento da União Africana está em causa, eu gostaria de confirmar a vontade de Madagascar de liquidar a sua contribuição para o exercício em curso, o mais tardar até o final de dezembro 2014.

Levando-se em conta a situação actual de Madagascar após cinco anos de crise política, o Governo malgaxe gostaria de chamar a atenção dos membros da União Africana e da Comissão para os desafios financeiros que agora o país está enfrentando e sua incapacidade para honrar suas obrigações financeiras a nível internacional. 

Portanto, Madagascar gostaria de beneficiar de uma moratória de três anos antes de limpar os seus débitos em atraso por quatro anos, mas compromete-se a pagar a sua contribuição anual durante este período.

Confiando em seu apoio benevolente e sua compreensão, por favor aceita, Excelência, os protestos da minha mais elevada consideração.

Sua Excelência Hery Rajaonarimampianina
Presidente de Madagáscar

# www.observer.gm

Eleições gerais em Moçambique criam tensão no MDM.

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Comissão Nacional de Eleições em Moçambique (CNE & STAE Moçambique)


O terceiro maior partido moçambicano, Movimento Democrático de Moçambique (MDM), está a ser afectado com lutas internas numa altura em que se preparam as eleições gerais de 15 de Outubro.
João Baptista foi um dos membros que renunciou à militância da terceira força política em Moçambique uma vez que acusa a liderança do partido de não obedecer a princípios da eleição dos candidatos a membros da assembleia provincial e a deputados da Assembleia da República, em Nampula.
“Se olharmos para a lista, as pessoas que ocupam a primeira posição são as pessoas não residentes, as pessoas da cidade da Beira e outras cidades. Isso fica complicado. Estamos a ser usados para fazer trabalho político e não fazer actividades para satisfazer algumas pessoas”, disseJoão Baptista.
O Movimento Democrático de Moçambique já reagiu através do seu delegado político em Nampula, Richard de Carvalho. Este considerou que as acusações eram falsas ao afirmar, “somos muitos aqui no partido MDM, não era possível todos nós ocuparmos o número um. Essas pessoas estão também nas listas da assembleia provincial e listas para a Assembleia da República”.
O Conselho Constitucional moçambicano notificou oito dos onze candidatos às eleições presidenciais para completar irregularidades detectadas nas candidaturas. Segundo o jornal moçambicano “Notícias”, apenas três candidatos apresentaram processos sem irregularidades, nomeadamente Filipe Nyusi, da Frelimo, partido no poder, Afonso Dhlakama, Renamo, principal partido da oposição, e Daviz Simango, do MDM, terceira maior força política do país.
Moçambique acolhe as quintas eleições gerais e multipartidárias no próximo 15 de Outubro, e nesta altura assiste-se a movimentações internas e externas no seio das principais forças políticas que vão concorrer ao pleito eleitoral. 
# rfi.fr



Guiné-Bissau - Socorro! Nossa representação diplomática no Brasil deve chamar atenção da Rede de Televisão Globo que notíciou hoje de manhã, 01/08/2014, notícia do tipo: os países da África Ocidental assolados com Vírus Ebola. Guiné-Bissau foi mencionado com números que nunca registramos. Isso é grave! Nossa embaixada deve aceder essa informação e fazer reclamações.

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É comum ver nessa rede de televisão notícias ruins da África repassadas para o povo brasileiro. A impressão que o povo brasileiro tem da África e dos povos africanos é das piores possíveis partindo de um conjunto de informações que são repassadas a partir deste canal de televisão. É triste, mas é realidade! Jamais se viu difundir algum progresso africano, de algum país do continente, neste canal de televisão, em termos de melhorias em infra-estrutura, tecnologia, descobrimentos, riquezas naturais, etc, etc. Hoje foi a Guiné-Bissau que foi sorteada com notícias do Vírus Ebola e com dados que nunca contraímos. Guiné-Bissau e Guiné-Conacri são dois países irmãos, mas que são incomuns em língua. Na Guiné-Conacri o francês é a língua oficial, na Guiné-Bissau é o Português. Elementos suficientes para não deixar gerar confusão em relação aos dois países. Presumo que confundiram Guiné-Conacri com Guiné-Bissau. Estou certo que o nome da Guiné-Bissau citado hoje no Jornal da Manhã às 07:30h, na Rede Globo, já vazou pelos quatro cantos do mundo. Mas tratando-se da África essa emissora quer sempre sair em primeiro lugar com notícias ruins. Eu estudei e vivi na Rússia na década 80, jamais vi uma notícia africana ser difundida de forma negativa quanto vejo nesse canal. Na Rússia as notícias difundidas sobre África tinham um conjunto de informações do tipo: Localização geográfica, população, notícia daquele país e não da África como um todo. Aqui assistimos constantemente nesse canal notícias do tipo: Os africanos estão morrendo de fome (assunto da Somália!) que passa a ser de todo o continente. Vírus Ebola na África! Mas por enquanto são três países que foram citados, mas esse canal interpreta doutra forma. Entendo que nossa embaixada no Brasil deve enviar uma nota para esse canal de televisão para fazer reclamação do que foi difundido sobre a Guiné-Bissau, hoje. Isso é sério e gera consequências negativas para atração de investimentos. Se algum empresário estava fazendo malas para a Guiné-Bissau hoje, depois de ouvir essa notícia, já não vai mais - e aí, de quem é o prejuízo? Dessa emissora certamente não é, pois, ela fatura com venda de novelas e muitas outras coisas, por isso, não está nem aí pelo que pode causar aos outros.

Obs.: Não disponibilizei o vídeo porque estava na área de assinantes.

Deste que ama o seu país e não o troca por nada...

Breve estará de volta!

Samuel Vieira


Mias notícias sobre Ebola: OMS lança plano de US$ 100 milhões para conter ebola; Serra Leoa isola regiões.

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Em Monróvia, capital da Libéria, o especialista Alfred Sirleaf explica a epidemia de ebola e critica algumas ações do governo na contenção do vírus letal: por enquanto, a doença está vencendo
Foto: Jonathan Paye-Layleh/AP
Em Monróvia, capital da Libéria, o especialista Alfred Sirleaf explica a epidemia de ebola e critica algumas ações do governo na contenção do vírus letal: por enquanto, a doença está vencendo - Jonathan Paye-Layleh/AP

RIO - Líderes de países da África ocidental e autoridades internacionais anunciaram ontem medidas ainda mais drásticas para tentar conter o pior surto do letal vírus ebola já registrado até hoje. Restrição de viagens, cancelamento de aulas, inspeções de casa em casa, incluindo o uso de militares e policiais, foram algumas das ações aprovadas às pressas. Em Serra Leoa, o governo mandou tropas para isolar regiões em quarentena. Nos EUA, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) pediu que apenas viagens estritamente essenciais sejam mantidas para essa parte do planeta. E a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou um plano de US$ 100 milhões para tentar conter a epidemia.


Segundo a OMS, o número de mortos subiu de 672 para 729 em apenas quatro dias (entre 24 e 27 de julho) em Guiné, Libéria, Serra Leoa e Nigéria — o país mais populoso da África, onde, até agora, apenas um caso foi registrado. No mesmo período, 122 novos casos foram identificados, elevando o número total de pessoas infectadas para 1.323. Trata-se do maior surto desde que o vírus foi identificado há quase quatro décadas. Não há vacina nem tratamento específico para o ebola, um dos vírus mais letais já conhecidos, com uma taxa de mortalidade que pode chegar a 90%.

Autoridades de saúde dos EUA aconselharam os americanos a evitar viagens aos países afetados. O CDC lançou um alerta de “nível 3”, o maior da instituição, indicando “alto risco” para os visitantes. Esse tipo de alerta é incomum e, normalmente, reservado a situações consideradas muito graves. Foi usado, no passado, no surto da altamente contagiosa Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) e no terremoto do Haiti.
Desesperado para conter a epidemia, o presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, declarou ontem estado de emergência e pediu o deslocamento de forças de segurança para as áreas em que pacientes estão sendo mantidos em quarentena. Antes dele, o governo da Libéria já havia anunciado o fechamento de escolas, uma licença compulsória de 30 dias para funcionários públicos considerados não essenciais e também o deslocamento de forças de segurança para áreas de quarentena. Em ambos os países, encontros públicos estão restritos, e estão previstas buscas por pessoas infectadas em casa. Até autoridades governamentais estão obrigadas a cancelar viagens ao exterior que não sejam consideradas essenciais.

“Trata-se de uma doença que não pode ser combatida por um país, por uma comunidade”, afirmou Koroma, em comunicado à nação publicado no site da presidência. “Suas implicações sociais, econômicas, psicológicas e de segurança demandam medidas de nível local, nacional e internacional. Desafios extraordinários requerem medidas extraordinárias. (...) Falhar não é uma opção.” As autoridades enfrentam também a falta de conhecimento sobre a doença, que já levou muitas populações a acusarem os médicos de a estarem disseminando. Costumes locais, como o de lavar os corpos antes do enterro, podem ajudar na disseminação do ebola.

— A epidemia é muito grande e muito dispersa — afirmou o coordenador interino de emergências em Serra Leoa, Hilde de Clerck, da ONG Médicos Sem Fronteiras. — Parece lógico que os países estejam reagindo dessa forma. É preciso fazer algo. Cada vez mais casos vêm sendo registrados no Sul dos países, revelando uma dispersão geográfica.
A Nigéria registrou apenas uma morte por ebola; a de um americano que estava trabalhando na Libéria e morreu logo depois de pousar em Lagos no início do mês. Autoridades do aeroporto nigeriano informaram ontem que vão inspecionar de forma mais rigorosa passageiros provenientes dos três países mais afetados em busca de sintomas como febre alta, podendo até mesmo ordenar testes de sangue e quarentenas. Em Serra Leoa e Gana, autoridades dos aeroportos também anunciaram ontem a adoção de novos procedimentos para detecção de pessoas infectadas.
Com a disseminação dos casos, há um grande temor de que a epidemia saia da África e chegue até mesmo à Europa. Um caso suspeito chegou a ser avaliado num centro para imigrantes no Reino Unido, mas o resultado do teste foi negativo. Outra grande preocupação é a China, o país mais populoso do mundo e o que mais mantém laços comerciais com a África. Um vírus tão letal chegando a uma das superpovoadas cidades chinesas poderia causar um estrago gigantesco.
Para especialistas, no entanto, o risco de uma pandemia global sem controle é muito baixo.
— A transmissão do vírus ebola se dá pelas secreções, pelo contato de mucosas, como olho e boca, com fluidos corporais do infectado — explica o infectologista Stefan Cunha Ujvari, autor do livro “Pandemias”. — Ou seja, a transmissibilidade do vírus não é considerada muito alta. Vírus são considerados de alto contágio quando transmitidos pelo ar, por exemplo.

BRASIL ENVIARÁ KITS MÉDICOS
Medidas de contenção são simples de tomar. Entre elas estão o isolamento do paciente e o uso de roupas de proteção por profissionais de saúde.
— O que acontece nessas regiões mais pobres da África é que, muitas vezes, elas não dispõem com facilidade desse aparelhamento para o isolamento. O paciente fica em casa, as famílias manipulam suas secreções — explica. — Por isso acho que, mesmo que o vírus saia da África, é relativamente simples controlá-lo. Isso já aconteceu antes, com duas turistas que voltaram de Uganda para EUA e Europa com a febre marburg (similar ao ebola).
O Brasil anunciou ontem o envio de 14 kits de ajuda à África. Cada um pesa 240 quilos e contém 48 tipos de produtos, sendo 30 remédios. 

# globo.com (Com agências internacionais)



quinta-feira, 31 de julho de 2014

A Organização Mundial de Saúde lança um Plano de Emergência ( $US100 milhões de dólares) para o combate ao Vírus Ebola na África Ocidental.

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O chefe da Organização Mundial de Saúde e presidentes dos países da África Ocidental sofrem com o pior surto de Ebola do mundo  e vão se reunir na Guiné, nesta sexta-feira, para o lançamento de um plano de emergência no valor de 100 milhões dólares para uma resposta conjunta, disse a OMS. 

"A escala do surto de Ebola, e a ameaça persistente que representa" faz com que a OMS exija, que a Guiné, Libéria e Serra Leoa " adotem resposta a um novo nível", disse o Diretor Geral da OMS, Margaret Chan, em um comunicado. 

A OMS disse que "várias centenas" de pessoal médico precisam ser enviados para os países afetados para ajudar os trabalhadores sobrecarregados em instalações lutando com a epidemia, que já custou cerca de 730 vidas.

Os mais "urgentemente" necessários são: os "médicos clínicos e enfermeiros, epidemiologistas, especialistas em mobilização social, logística e gestores de dados", disse.

O Surto de vírus Ebola  requer um Plano de Resposta na África Ocidental para fechar as lacunas ", como tal, parte de uma campanha internacional, regional e nacional foi intensificada para manter o surto sob controle". 

O plano também vai reforçar os esforços para prevenir e detectar casos suspeitos, incitar melhor vigilância nas fronteiras, e o reforço da OMS  na sub-região com centro de coordenação na Guiné. 

A OMS divulgou sua estimativa mais cedo, nesta quinta-feira, com 729 pessoas mortas com vírus Ebola até agora na Guiné, Libéria, Serra Leoa e na Nigéria, desde que o surto começou no início deste ano, com um total de 1.323 infecções relatadas. 

# africareview.com

A esposa de Mugabe se junta à briga sobre sucessão no Zimbabwe.

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A surpreendente confirmação da sua posição como líder da liga das mulheres do partido ZANU-PF, no congresso do partido em dezembro irá impulsionar Graça Mugabe, de 49 anos de idade, na festa do poderoso Politburo.

A nomeação surpresa da mulher do presidente Robert Mugabe à cabeça da poderosa ala feminina do partido no poder injetou nova intriga na luta para suceder o homem forte de 90 anos de idade. 

Como um membro do órgão de decisão supremo a ex-datilógrafa presidencial irá desempenhar um papel activo na luta dilacerada da facção para suceder seu marido, que assumiu o poder, em 1980, quando da independência do Zimbábue da Grã-Bretanha.

A especulação sobre o pensamento por trás da subida de uma mulher que anteriormente estava no banco de trás do ZANU-PF, tomou conta do Zimbabwe desde a sua nomeação que foi anunciada no fim de semana.

Alguns analistas expressaram preocupação de que uma dinastia Mugabe poderia estar em formação.

Rashweat Mukundu, da política think-tank do partido Zimbabwe Democracy Institute, disse que a medida iria aprofundar o mistério sobre a sucessão de Mugabe.

"É uma continuação da luta pelo poder dentro do ZANU-PF e vai aumentar a confusão sobre o sucessor de Mugabe", disse Mukundu.

Durante o seu reinado de 34 anos Mugabe evitou nomear um sucessor, mas ele expressou suas preocupações pessoais sobre a ausência de um sucessor adequado.

Temores de uma dinastia

"O campo de batalha vai mudar", disse Mukundu. "É uma situação difícil que ZANU-PF enfrenta dentro do partido".

"Há tanto sigilo em torno da questão da sucessão e ninguém sabe o que a outra facção está planejando ou pensando."

Facções liderados pelo vice-presidente Joyce Mujuru e ministro da Justiça, Emmerson Mnangagwa enfrentam disputa de cargo do governante veterano, dividindo o partido e aumentando a preocupação sobre o seu futuro, sem Mugabe. 

Pechincha entre as duas facções do partido custou caro nas eleições de 2008 quando o movimento da oposição de Morgan Tsvangirai do partido para a Mudança Democrática (MDC), ganhou a maioria dos assentos parlamentares.

Legalistas de Mugabe disseram que o movimento para endossar Graça Mugabe como chefe da ala feminina foi concebido para superar as divisões que ameaçam romper ZANU-PF.

"Nós vemos um monte de divisão", disse Monica Mutsvangwa, secretário da Liga das Mulheres da ZANU-PF de informação e publicidade.

"Precisamos avançar juntos e é isso que a Liga das Mulheres está querendo. Ela (Grace) é a mãe da nação e ela demonstrou sua experiência política".

Mas o analista político Dumisani Nkomo disse a subida de Grace Mugabe poderia gerar uma terceira força e mergulhar o partido ainda em desordem.

"O problema é que ela pode ter a sua própria ambição", disse Nkomo. "Isso muda toda a matriz de sucessão. Ela cria um novo ambiente com adição de uma terceira força para gerar confusão.

"É ruim para o país. Também se pode ver a criação de uma dinastia e consolidação do poder pela primeira dama", disse ele.

Mugabe, no passado, se comprometeu a recomendar um sucessor no momento adequado para evitar causar racha no partido.

Mas o movimento de sua mulher na política activa é susceptível de desencadear "o que poderia gerar intrigantes nas disputas políticas", de acordo com Mabasa Sasa, colunista do Sunday Mail estatal.

A incerteza sobre a sucessão e as preocupações com a sua idade e deterioração da saúde de Mugabe provocou a divisão do governo e crescimento estagnado na economia em crise, com os investidores adotando uma atitude de esperar para ver.

# africareview.com



quarta-feira, 30 de julho de 2014

UE destina dois milhões de euros para luta contra o Ebola na África.

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Equipe médica prepara-se para trazer comida para os pacientes mantidos em uma área de isolamento no centro de tratamento de ebola. Desde março, mais de 1.200 pessoas foram infectadas na África Ocidental, e mais de 800 morreram   (Tommy Trenchard/Reuters)

Equipe médica prepara-se para trazer comida para os pacientes mantidos em uma área de isolamento no centro de tratamento de ebola. Desde março, mais de 1.200 pessoas foram infectadas na África Ocidental, e mais de 800 morreram..

Washington - A epidemia de Ebola na África, que desde março matou mais de 800 pessoas, continuava fazendo estragos nesta terça-feira (29/7), com um médico morto em Serra Leoa, outro médico americano "muito doente", um canadense em quarentena e a interrupção de conexões aéreas entre países do oeste africano.

Enquanto isso, representantes da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e da Organização Mundial de Saúde (OMS) se reunirão em caráter de emergência, em dia e local ainda não determinados, para avaliar como evitar a propagação da pior epidemia de Ebola da História.

Horas antes, a companhia aérea pan-africana ASKY anunciou a interrupção de suas conexões entre as capitais da Libéria e de Serra Leoa, depois da morte, na Nigéria, de um passageiro liberiano infectado com o vírus. "A suspensão dos voos com destino a Freetown e Monróvia, por parte da ASKY, ocorre no âmbito da luta contra a propagação do vírus Ebola", disse à AFP Afoussath Traoré, porta-voz da companhia com sede em Lomé, no Togo.

A decisão da companhia forçou a OACI - que é uma agência da ONU - a entrar em ação, explicou à AFP o presidente da organização de aviação civil, Raymond Benjamin. "Isso nos faz agir muito rapidamente", disse Benjamin, destacando que a OACI "fará consultas com a OMS para saber quais tipos de recomendação deve emitir" para deter a expansão da doença.

Desde março, mais de 1.200 pessoas foram infectadas na África Ocidental, e mais de 800 morreram. O vírus se concentra em Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Ajuda da UE
Esta nova parcela de ajuda da UE se soma aos 3,9 milhões de euros que o bloco já destinou à causa entre abril e junho deste ano.

A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira (30/7) uma nova ajuda de dois milhões de euros para a luta contra o Ebola nos países da África Ocidental.

"O nível de contaminação é extremamente preocupante e devemos aumentar nossa ação antes que mais vidas sejam perdidas", afirmou Kristalina Georgieva, comissária europeia de Ajuda Humanitária, citada em um comunicado.

Esta nova parcela de ajuda da UE se soma aos 3,9 milhões de euros que o bloco já destinou à causa entre abril e junho.


A Comissão disse ainda que a ajuda será canalizada através de três organizações: a Organização Mundial da Saúde (OMS), que fornece equipamento e assessoria, Médicos Sem Fronteiras (MSF), que oferece apoio clínico para isolar e conter a epidemia, e a Federação Internacional da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, que promove a prevenção.

A epidemia, que está em curso desde o início do ano, se declarou na Guiné e depois atingiu a Libéria e Serra Leoa. Na semana passada foi confirmado o primeiro caso na Nigéria. Desde março, mais de 1.200 personas foram infectadas na África Ocidental e mais de 800 morreram.

O vírus Ebola é transmitido por contato direto com sangue, fluidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados. A febre que provoca se manifesta com hemorragias, vômitos e diarreia. A taxa de mortalidade varia entre 25% e 90% entre os humanos e não há vacina que evite o contágio.

# correiobraziliense.com.br

Ruanda: Prisão perpétua requerido contra Joel Mutabazi, ex-membro da guarda presidencial de Paul Kagamé.

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Joel Mutabazi, lors de l'ouverture de son procès à Kigali.
Joel Mutabazi, depois da abertura de seu processo em  Kigali. © AFP


A promotoria de Kigali requeriu nesta quarta-feira a prisão contra o tenente Joel Mutabazi, um ex-membro da guarda presidencial de Ruanda, entregue em outubro de 2013 por Uganda para Ruanda, apesar de sua condição de refugiado. Ele foi acusado de terrorismo. 
A promotoria de Kigali requeriu nesta quarta-feira, 30 de Julho, a prisão perpétua, notadamente por terrorismo, contra o tenente Joel Mutabazi. Este ex-membro da guarda presidencial de Ruanda que foi deportado em outubro de 2013 para Ruanda por Uganda, apesar de sua condição de refugiado. 

Ele é julgado desde 28 de janeiro por um tribunal marcial por formação de um grupo armado contra o presidente, terrorismo, complô contra um governo estabelecido, espalhando informações falsas para criar uma hostilidade internacional contra o governo de Ruanda, posse ilegal de armas de fogo e deserção. 

 "Processo de terror" em Ruanda: Mutabazi, o ex-guarda-costas de Kagame perante os tribunais" 
"Todos esses chefes cometeram uma série de crimes e para isso nós apelamos pena de prisão em vista contra o tenente Mutabazi e também sua desgraduação", disse o promotor militar, tenente Faustin Nzakamwita, que também exigiu uma sentença de prisão perpétua contra um dos co-acusados, a 37 anos de prisão contra os outros nove, 20 anos contra dois outros, sete anos contra o irmão mais novo de Joel Mutabazi e sentenças de cinco anos contra o seu tio e cunhada. Estes três próximos a tenente Mutabazi produziram depoimento em carga contra o acusado durante o julgamento. 

Acusações fabricadas 
"Todas essas acusações contra mim são inventadas, eu sou inocente, e peço ao juiz para decretar a minha libertação imediata", disse, entretanto, Joel Mutabazi, que assegura a si mesmo, a sua própria defesa. O advogado dele Antoinette Mukamusoni se retirou do processo em afirmação de que seu cliente não respeita a linha de defesa adotada. Os argumentos da defesa continuam no final da tarde, desta quarta-feira. 

"Kagame se escapou de uma tentativa de assassinato em 2010?" 
Mutabazi Joel e seus 15 co-acusados são, de acordo com o Ministério Público, implicados em diferentes graus, envolvidos em ataques com granadas perpetrados em Ruanda em 2010 e atribuídos por Kigali, ao Congresso Nacional Ruandense (RNC) - partido de oposição no exílio - e Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda (FDLR). A promotoria afirma ter descoberto ligações entre o FDLR e RNC, cujos líderes estão exilados, os dissidentes da Frente Patriótica Ruandesa (RPF), o partido do presidente Paul Kagame.
Joel Mutabazi, que rejeitou a abertura de seu processo, as acusações voltaram contra ele, se recusou a comentar, apenas descreveu o procedimento como ilegal e alegou ter sido sequestrado de Uganda, onde ele tinha o estatuto de refugiado e  estava sob a proteção da ONU.

Violação do direito dos refugiados?
O governo de Uganda reconheceu no final de outubro que o tenente Mutabazi tinha infiltrado clandestinamente  em Uganda, depois de um erro no julgamento pela polícia de Uganda que tinha-o entregue a representantes das autoridades ruandesas. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) denunciou uma violação grave do dever essencial de proteger os refugiados da parte das  forças da ordem de Uganda.

Joel Mutabazi fugiu para Uganda em 2011, depois, de acordo com suas declarações, ele foi preso e detido por vários meses devido a suas supostas ligações com desertores do regime, que passaram para oposição no exílio.

# jeuneafrique.com (Com AFP)

Guiné-Bissau com défice de 35 milhões em 2014.

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JOSÉ MÁRIO VAZ - Presidente da Guiné-Bissau


O Estado da Guiné-Bissau enfrenta um défice de 35 milhões de euros entre a previsão de receitas e despesas até final do ano, anunciou o ministro das Finanças, Geraldo Martins, que prevê "cobrir" o buraco orçamental até dezembro.

"O 'gap' [brecha] fiscal é de 23 mil milhões de francos CFA [35 milhões de euros] entre a previsão de receitas de todo o ano de 2014 e as despesas previstas", disse o ministro, referindo que estão a ser mobilizados vários mecanismos para lidar com a situação.
Por um lado, foi feita na última semana uma emissão de dívida com 22,8 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a mereceram a confiança da banca privada regional.
Estão também a ser programadas "ações para melhorar a arrecadação fiscal", "há apoios em vista", nomeadamente da União Europeia e Timor-Leste, e é esperada a liquidação de "fundos de compensação de pescas ainda durante este ano", referiu.
"Se tudo correr bem, podemos fechar este `gap` até dezembro", sublinhou Geraldo Martins.
No entanto, boa parte do dinheiro só deve entrar nos cofres do Estado "entre novembro e dezembro" e até lá é preciso encontrar soluções que "permitam ter os fundos necessários para o funcionamento do Governo", acrescentou.
A necessidade de liquidez está a ser tratada com parceiros da Guiné-Bissau e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que na terça-feira terminou uma visita de sete dias ao país, e poderá implicar a criação de "um comité de tesouraria".
Uma das missões desse comité passará por "verificar como fazer uma boa gestão daquilo que existe tendo em conta a situação real em termos de receitas", referiu Geraldo Martins.
De acordo com o ministro das Finanças e Economia, o mais tardar em setembro será apresentado à Assembleia Nacional Popular (ANP) um "orçamento equilibrado" para o que resta de 2014.
Neste e no próximo ano as prioridades passam por definir os orçamentos gerais do Estado, equilibrar as contas públicas e aumentar a arrecadação fiscal, nomeadamente junto dos serviços de alfândegas e de contribuições e impostos.
"Só a partir daí podemos pensar em medidas estruturais como aumentar os funcionários públicos", concluiu.
# www.rtp.pt/noticias

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