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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Quénia:Obama garante apoio de Estados Unidos à África Ocidental no combate ao Ébola.

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Nairobi - O Presidente americano, Barack Obama, assegurou aos países oeste-africanos confrontados com uma epidemia do vírus do Ébola o apoio da sua administração para bloquear a propagação do vírus.
O Presidente Obama, que falava terça-feira às populações da África Ocidental desde Washington e particularmente aos três países mais duramente afectados pela Doença do Vírus do Ébola (Guiné Conakry,  Libéria e Serra-Leoa), afirmou que a primeira etapa da luta
era conhecer os factos.
"Em nome do povo americano desejo que saibam que as nossas orações serão para os  que entre vocês perderam próximos durante esta terrível epidemia de Ébola", disse Obama num despacho divulgado nesta quarta-feira pela Embaixada americana em Nairobi.
"Com os nossos parceiros em todo o mundo, os Estados Unidos trabalham com os vossos Governos parra ajudar a conter esta doença e a nossa primeira etapa nesta luta é conhecer os factos", indicou.
"Em primeiro lugar, o Ébola não se propaga pelos ares como a gripe. A doença não se transmite por um simples contacto, como sentar ao lado de alguém num autocarro. Ela apenas se transmite quando a pessoa desenvolve os sintomas da doença como a febre", afirmou.
"O meio mais frequente de contrair Ébola é tocar os fluídos corporais de alguém que esteja doente ou morreu da doença como o suor, a saliva ou o sangue ou através de instrumentos contaminados como uma agulha", precisou.
O Presidente americano atribuiu parcialmente a propagação da doença aos contactos corporais com os pacientes que são tratados em casa e durante o enterro das pessoas que morreram da doença.
Sublinhou a importância para os agentes de saúde de usar material de protecção e apelou às pessoas doentes que tenham febre a pedir automaticamente ajuda porque um tratamento rápido num centro médico ajuda pelo menos a metade dos pacientes a curar-se.
"Bloquear esta doença não será fácil, mas sabemos como o fazer. Não estão sós, juntos podemos tratar os pacientes com respeito e dignidade", prometeu o Presidente americano.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de mil e 500 pessoas morreram desde o aparecimento da epidemia do vírus do Ébola na África Ocidental em Dezembro de 2013.
# portalangop.co.ao

Regresso de Dhlakama a Maputo: moçambicanos duvidam da eficácia de uma Comissão de Verdade e Reconciliação.

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Nesta quinta-feira, Dhlakama deve voltar a Maputo. O líder da RENAMO quer uma Comissão de Verdade e Reconciliação. Mas a ideia não reúne consenso. Parte da sociedade civil está a favor, mas há quem esteja em dúvida.

O conflito político-militar em Moçambique provocou centenas de deslocados (22.10.2013)

Quando a Lei da Amnistia foi aprovada em agosto, o presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, Custódio Duma, foi o primeiro a defender a ideia de uma aproximação e diálogo entre a população e os beligerantes, pois considera que a lei satisfaz principalmente os interesses dos beligerantes, a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) e Governo da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).
Nesse sentido, na última semana, a Liga dos Direitos Humanos defendeu a criação de uma Comissão de Verdade e Reconciliação que possa apurar os factos e garantir a compensação das vítimas dos últimos confrontos em Moçambique.
Ainda não há reconciliação total
Opinião também sustentada pelo Bispo da Igreja Anglicana em Moçambique, Dom Dinis Sengulane, que lembra que a RENAMO e a FRELIMO não são os únicos atores da vida política moçambicana.
Afonso Dhlakama e Armando Guebuza, principal líder da oposição e Presidente da República respetivamente, reúnem-se esta semana em Maputo
"Ainda não se pode considerar que há uma reconciliação. O parar das armas é criar uma oportunidade para os moçambicanos se reconciliarem, que passa por transferir o diálogo da mesa de negociações para o povo. E todos nós trabalharmos no sentido de nos reconciliarmos. Há muitos aspetos em que as pessoas ainda estão desavindas. Este foi um acordo entre dois grupos. Mas há muitos outros grupos", defende Dom Dinis Sengulane.
Questionado sobre o modelo de tal comissão, o bispo prefere deixar a escolha nas mãos dos moçambicanos.
Dom Dinis Sengulane recorda que vários grupos da sociedade já estão a debater o assunto, como o Parlamento por exemplo, mas defende que deve haver um esforço deliberado para a reconciliação e que a sociedade deve ter a responsabilidade de debater isso em todos os setores.
Também o líder da RENAMO quer uma Comissão de Verdade e Reconciliação. A porta-voz da bancada parlamentar deste partido, Ivone Soares, repisa no entanto a ideia de Afonso Dhlakama e distancia-se das culpas em relação à violência.

“Não faria sentido algum atribuir à RENAMO a culpa da morte de civis nestes confrontos. Mas neste momento, eu acredito que a concentração deve estar no processo de reconciliação nacional. Temos de estar com os olhos no processo de pacificação do país. Devemos deixar de lado tudo o que possa contribuir para avivar a lembrança triste dos confrontos”, diz a porta-voz.
Desconhece-se quantas pessoas morreram ou ficaram afetadas pelo recente conflito político-militar que o país viveu, pois durante os confrontos as autoridades raramente divulgavam números. Os valores associados aos danos materiais também nunca foram revelados.
Lei da Amnistia é "suficiente"
Um dos modelos de reconciliação considerado exemplar é o da África do Sul, implementado depois do fim do Apartheid. Mas para o colaborador da organização não governamental Observatório Eleitoral, Guilherme Mbilana, uma cópia não seria o ideal.
"É preciso olhar para os contextos. Num contexto da independência do país, se calhar sim. Agora 21 anos depois, não sei se seria prático. A lei de Amnistia é o suficiente para se voltar a um ambiente de concórdia e equilíbrio em termos de cidadania ativa", acredita.
Número das vítimas mortais provocadas pelo conflito entre a RENAMO e o Governo nunca foi revelado
Para Mbilana uma vez aprovada a lei da amnistia a responsabilidade pelas vítimas está nas mãos do Estado. Também em dúvida sobre a eficácia de tal comissão está o diretor da Força Moçambicana para a Investigação de Crimes e Reinserção Social (FOMICRES), Albino Forquilha.
"Pessoalmente não concordo muito porque não sei se responderá às expectativas das populações afectadas. A amnistia aprovada não deveria apenas beneficiar os que cometeram atrocidades. Como são acões criminais, os afetados deveriam merecer alguma atenção. Mas, não acredito que a tal comissão iria atender a esse tipo de aspetos”, duvida Albino Forquilha.
# dw.de

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Mundo relembra 75 anos da 2ª Guerra Mundial.

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Mundo relembra 75 anos da 2ª Guerra Mundial. 20808.jpeg

Soldado soviético coloca a bandeira da URSS no topo da sede do Reichstag, em Berlim, após vitória contra os nazistas.

Há setenta e cinco anos, em 1º de setembro de 1939, eclodiu na Europa a 2ª Guerra Mundial, um conflito que dizimou mais de 60 milhões de pessoas e envolveu dezenas de países de todo o mundo.
 Se a 1ª Guerra Mundial foi considerada na época uma "surpresa" para a grande maioria dos europeus, não se pode dizer o mesmo da 2ª Guerra. Ao longo de toda a década de 1930, na Europa e na Ásia, estavam ocorrendo conflitos, e seu vetor global era bastante claro.
No entanto, como se viu, não era claro para todos. Os líderes do Reino Unido e França, em vez de se contraporem realmente ao agressor ganhando força, que era a Alemanha de Hitler, optaram por seguir o CURSO de seu "apaziguamento". Foi justamente por culpa desses países que no final da década de 1930 foi perdida a última chance real de estabelecer uma coalizão preventiva anti-hitleriana.
Em vez de cortar pela raiz o fortalecimento do poder militar e político alemão, as potências ocidentais de então deram a Hitler a Áustria, os Sudetos, e depois o resto da Tchecoslováquia, fecharam os olhos ao surgimento de campos de concentração no país e ao antissemitismo.
A ativista Socorro Gomes, presidenta do Conselho Mundial da Paz, afirma em declarações ao Portal Vermelho que "a invasão da Polônia pela Alemanha em 1939 é apontada como o evento que fez eclodir o conflito mais fatal da história da humanidade, a 2ª Guerra Mundial, causando a devastação disseminada e a morte de mais de 60 milhões de pessoas, o que equivalia a mais de 2,5% da população global".
Segundo ela, "o nazismo e o fascismo avançaram na guerra contra os povos, que envolveu diretamente mais de 30 países. A grande maioria dos mortos era de civis inocentes e episódios horrendos como o holocausto de judeus, eslavos, negros, ciganos e outros povos nunca podem ser esquecidos", relembra Socorro.
O auge da preparação da 2ª Guerra Mundial acontece no período que se segue à grande crise de 1929, como uma reação das elites. Alguns estudiosos opinam tratar-se de uma continuidade da primeira grande guerra, intensificada deliberadamente por essas elites políticas e econômicas que buscavam uma saída da crise à custa dos povos. Todas as grandes potências envolveram-se diretamente na guerra, marcada por bombardeios deliberados a regiões povoadas e locais estratégicos, principalmente de indústria.
Vários conceitos foram revistos com base na brutalidade imposta aos civis, para a formulação de princípios do Direito Internacional Humanitário. Além disso, os Estados Unidos inauguraram a bomba nuclear, despejando toneladas de urânio e plutônio sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, causando o genocídio de mais de 200 mil japoneses quase instantaneamente e deixando ainda efeitos duradouros.
"Episódios e métodos brutais foram acompanhados de articulações políticas com agendas imperialistas que levaram inúmeros movimentos sociais a reagir, unindo-se, em todo o mundo, em prol da luta pela paz, contra a dominação, em torno da solidariedade internacional. As marcas históricas de uma das maiores tragédias da humanidade devem ser recordadas para fortalecer a luta global contra o imperialismo e em defesa dos povos", encerra Socorro.

Do Portal Vermelho

Líder da Renamo pronto para manter conversações face-a-face com o presidente de Moçambique.

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Moçambique: o líder da Renamo Alfonso Dhlakama. FILE | NATION MEDIA GROUPOposição 

líder moçambicano da Renamo, Afonso Dhlakama vai sair do esconderijo na quinta-feira e retornar para a capital Maputo para conversações face-a-face com o presidente do país, disse o seu porta-voz nesta terça-feira. 

A reunião na sexta-feira com o presidente Armando Guebuza tem como objetivo consolidar um acordo de paz que terminou dois anos de conflito armado e permitinu ao Dhlakama participar de um início tardio na campanha para as eleições presidenciais em outubro. 

"Nós convidamos os nossos sócios, simpatizantes, admiradores e a população em geral para se juntar a nós para receber o presidente Dhlakama na quinta-feira à tarde no Aeroporto Internacional de Maputo," disse o porta-voz da Renamo, António Muchanga, aos jornalistas em uma coletiva em Maputo na terça-feira. 

Dhlakama desapareceu da vida pública em outubro de 2012, mudou-se para um acampamento remoto rodeado de arbusto ao redor de Moçambique e afirmando que o governo não tinha cumprido com os termos de acordo de paz de 1992. 

Esse acordo terminou com 15 anos da sangrenta guerra civil entre a Resistência Nacional de Moçambicana (Renamo) e a Frente inicialmente marxista para Libertação de Moçambique (FRELIMO), que assumiu o poder após a independência de Portugal em 1975. 

Garantia de segurança 

No final de 2013, o líder da Renamo desertou-se para se esconder nas montanhas de Gorongoza quando tropas do governo invadiram o acampamento e o baixo nível CONFLITO aprofundou. 

Apesar de um acordo de paz assinado entre o seu partido e o governo liderado pela Frelimo no final do mês passado, que prometeu a seus combatentes rebeldes posições nas forças de segurança do Estado e uma anistia para os crimes cometidos durante os dois anos de insurgência, Dhlakama está disposto a deixar seu esconderijo, citando preocupações de "segurança". 

Renamo diz que a comunidade internacional irá garantir a segurança de Dhlakama enquanto ele viaja para Maputo. 

Um grupo de diplomatas, liderado pela Itália e representando peos ESTADOS UNIDOS, Reino Unido, Portugal e Botswana, fará a jornada para a Gorongosa, na quarta-feira, para acompanhá-lo para a capital, disse um dirigente do seu partido.

"Eu irei com eles para lá, nós vamos buscar o presidente e trazê-lo de volta para cá", disse o membro do parlamento da Renamo Ivone Soares à AFP. 

Dhlakama, de 61 anos, participa da corrida presidencial desde 1994, mas viu o seu declínio para a vitória em 16 por cento nas SONDAGENS de 2009. 

Guebuza está deixando o cargo depois de cumprir o máximo de dois mandatos, deixando para o seu cargo o candidato de seu partido Frelimo, o ex-ministro da Defesa Felipe Nyussi, que é visto como quase certo PARA GANHAR a presidência.

# africareview.com

Falta de alimentos nos países afetados por vírus ebola preocupa ONU.

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A doença causou escassez de mão de obra e interrupção do comércio entre fronteiras nos países da África ocidental.

Dacar - A ONU alertou nesta terça-feira (2/9) para o risco de escassez de alimentos em três países africanos afetados pelo ebola como consequência da restrição do comércio transfronteiriço e das importações. "O acesso à comida se converteu em uma preocupação urgente para muitas pessoas em três dos países afetados e seus vizinhos", Guiné, Libéria e Serra Leoa, disse Bukar Tijani, representante regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a África.

As restrições dos deslocamentos nestes países provocaram compras motivadas pelo pânico, com a consequente escassez de alimentos, assim como um forte aumento dos preços, sobretudo nos centros urbanos, disse a FAO. "Com o risco que pesa sobre a colheita principal, a restrição do comércio e o movimento de bens, a insegurança alimentar se intensificará nas próximas semanas e meses", disse o representante da organização.

O surto de ebola deixou até agora 1.552 vítimas fatais e infectou outras 3.062 pessoas, segundo os últimos números da Organização Mundial da Saúde (OMS). Se o ritmo atual de infecção prosseguir, a OMS prevê que em um período de entre seis e nove meses 20 mil pessoas podem ter sido infectadas. A advertência da FAO coincide com o anúncio da OMS de um novo surto na República Democrática do Congo, embora esteja confinado em uma zona situada a 800 km de Kinshasa, a capital. O vírus matou 31 pessoas neste país.

Escassez e preços em alta

No caso de Guiné, Libéria e Serra Leoa, três países exportadores de cereais e outras matérias-primas, a imposição de zonas de quarentena para lutar contra o ebola está tendo consequências na exportação de óleo de palma, cacau e borracha. A FAO adverte que o fechamento de fronteiras comuns entre os três países, assim como a redução do comércio nos portos marítimos, também está reduzindo o fornecimento e aumentando os preços.

# correiobraziliense.com.br

Personalidades mundiais discutem futuro de África (Política).

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Um grupo de doze personalidades de renome internacional, entre as quais o antigo presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, o ex-secretário-geral adjunto das Nações Unidas, Ibrahim Fall, e a directora-geral adjunta da OMC, Valentine Rugwabiza, discutem a partir de hoje, em Luanda, o futuro do grupo dos países da África, Caraíbas e Pacífico (Grupo ACP) após 2020.
Nesta sexta reunião, o Grupo de Eminentes Personalidades da África, Caraíbas e Pacífico (GEP-ACP), no qual figura o angolano Sebastião Isata, antigo representante especial da União Africana na Guiné-Bissau, Burundi e Região dos Grandes Lagos, vai discutir “Os novos desafios, novos princípios: promoção das relações internacionais do Grupo ACP”, “A estratégia renovada para o Grupo ACP atingir o desenvolvimento político e socioeconómico”, “Qual é o futuro do Grupo ACP nas relações internacionais após 2020” e “Financiamento do grupo ACP – Opções viáveis e inovadoras”.

Com a participação dos antigos Chefes de Estado da República Dominicana, Leonel Fernandez Reyna, e da Guiana, Bharrat Jagdeo, o encontro avalia ainda os temas “Grupo ACP e o Acordo de Georgetown: Visão e Objectivos; Crescimento e Evolução, Desafios”, “Factores de sucesso e lições apreendidas de Yaoundé e Cotonou” e a “Actualização da presente cooperação África, Caraíbas e Pacífico e União Europeia: reflexões sobre o Acordo de Cotonou e o Tratado de Lisboa”.

O Grupo de Eminentes Personalidades foi criado com a finalidade de elaborar a visão estratégica da organização para o terceiro milénio. A presença de um angolano realça o papel do país no contexto internacional e a participação directa na formulação das grandes decisões e da visão estratégica sobre o desenvolvimento futuro de África, Caraíbas e Pacífico (ACP).

O grupo surgiu na sequência do Tratado de Lomé, assinado em 1979 entre os países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP) e a antiga Comunidade Económica Europeia (CEE), hoje União Europeia. Tinha como objectivo regular as relações entre ambos.

Desde a assinatura do Acordo, as duas instituições têm trabalhado para estabelecer novos Acordos de Parceira Económica (APE).

Os acordos têm por objectivo a eliminação progressiva dos obstáculos ao comércio, o reforço da cooperação em todos os domínios relacionados com o comércio, a consolidação das iniciativas de integração regional no seio da ACP e a promoção da integração gradual dos países África, Caraíbas e Pacífico na economia global.

Do Grupo de Eminentes Personalidades constam ainda antigos ministros e outras figuras emblemáticas da ONU e União Africana.

# governo.gov.ao
JA



domingo, 31 de agosto de 2014

Putin: União Europeia terá dificuldade de voltar ao mercado russo.

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O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu neste domingo (31) a União Europeia de que será difícil voltar ao mercado russo, depois de ele ser ocupado por empresas latino-americanas e asiáticas.
"O perigo para os nossos fornecedores tradicionais é que quando a empresa se instala em um mercado, nesse caso o russo, afastá-la depois vai ser muito difícil, ou até impossivel", disse Putin em declarações à televisão pública do país.
Para ele, as empresas europeias sabem isso e estão decepcionadas com os seus governos devido à política de sanções contra Moscou.
Putin, que proibiu as importações de alimentos, frutas e verduras do Ocidente, em resposta às sanções contra a Rússia pelo seu papel no conflito ucraniano, reconheceu e lamentou que os produtores russos não conseguem cobrir essas importações.
"Por isso, agora trabalhamos com outros produtores estrangeiros. São países da América Latina: o Brasil, a Argentina, o Chile. Também com os nossos parceiros asiáticos: produtores chineses e de outros países", disse o presidente.
Ele classificou de "irrisórias" as tentativas europeias de convencer esses países a não exportar a sua produção para o mercado russo.
"É difícil imaginar que os homens de negócios não aproveitem a ocasião para aceder ao nosso mercado", acrescentou.
Nos supermercados de Moscou já se nota a escassez defrutas e hortaliças e lácteos europeus.
A crise ucraniana, que provocou a pior degradação das relações entre Moscou e o Ocidente desde o final da Guerra Fria, teve nova etapa esta semana devido a informações relativas a incursões de soldados russos na Ucrânia.

# ebc.com.br

Quinze cadáveres de imigrantes africanos são encontrados na costa líbia.

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Cadáveres estavam ao lado dos destroços de uma embarcação, nove dias após outro naufrágio, no qual 170 imigrantes clandestinos morreram.Trípoli - A guarda-costeira líbia encontrou neste domingo 15 cadáveres de imigrantes africanos perto de Trípoli, ao lado dos destroços de sua embarcação, nove dias após outro naufrágio no qual 170 imigrantes clandestinos morreram. "Durante uma patrulha de rotina, descobrimos 15 corpos de imigrantes africanos que flutuavam a 15 km da costa", em frente à localidade de Al-Qarabole (60 km a leste de Trípoli), indicou à AFP um agente da guarda-costeira, Abdellatif Mohamed Ibrahim.

"Estes corpos, incluindo os de duas mulheres e duas crianças, flutuavam ao lado de um bote inflável destruído", acrescentou Ibrahim. O agente considerou que outros corpos poderiam ter afundado no mar, em frente a Al-Qarabole, que já foi palco de um drama na semana passada.

No dia 22 de agosto, a guarda costeira líbia anunciou que 170 imigrantes clandestinos originários da África subsaariana estavam desaparecidos após o naufrágio de sua embarcação em Al-Qarabole. Indicaram três dias depois ter encontrado os 170 corpos sem vida.

Aproveitando-se da pequena vigilância da costa da Líbia, país afundado no caos e onde o governo exerce apenas uma autoridade teórica, muitos traficantes propõem aos imigrantes uma travessia pelo Mediterrâneo em direção à Itália.

A Líbia é um país de trânsito em direção à costa europeia para centenas de milhares de imigrantes, em sua maioria africanos, embora também procedentes das zonas em conflito do Oriente Médio.

# correiobraziliense.com.br

Senegal: Caso Ebola - Awa Marie Coll Seck pediu calma e respeito a higiene.

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A Ministra da Saúde e Ação Social, Awa Marie Coll Seck, pediu serenidade das populações nesta sexta-feira e estrito cumprimento das medidas de higiene após a confirmação do primeiro caso de Ebola no Senegal . 

Um jovem guineense infectados com o vírus Ebola está em quarentena no Hospital Fann em Dakar, anunciou sexta-feira, a ministra da Saúde e Ação Social, Awa Marie Coll Seck durante uma conferência de imprensa. 

"Apelamos a calma aos senegaleses e convidámos a todos a continuar a proteger-se a favor das regras de higiene orientadas por parte dos serviços de saúde. Deve-se lavar as mãos com água e sabão "Ela  disse perante os jornalistas. 

Fazendo a gênese desse primeiro caso, a Senhora Seck explicou que na quarta-feira, 27 de agosto, os serviços do Ministério da Saúde e de vigilância epidemiológica e ação social receberam equipes  "que operam na República da Guiné, reportando informações de surgimento há três semanas, de um caso de contato de pessoas infectadas com o vírus Ebola, que seria feito no Senegal ". 

«Com base nessas informações, as investigações foram realizadas de acordo com procedimentos previamente estabelecidos", acrescentou Awa Marie Coll Seck, observando que o caso "foi localizado na Clínica de Doenças Infecciosas do Centro Hospitalar Fann. 

'Este é de um jovem estudante da Guiné em uma Universidade de Conakry, que apareceu para consulta na terça-feira, 26 agosto de 2014, no hospital (Fann) com sintoma infecciosa sem hemorragia, ocultando informação de que ele teve contatos na Guiné com familiares afetados pela doença ", disse a ministra. 

'A pessoa foi imediatamente colocada em quarentena e contou com o apoio adequado ", disse a ministra da Saúde, afirmando que" foram feitas as análises de detecção de vírus Ebola', simplesmente. 

"Os resultados dos testes realizados pelo Instituto Pasteur de Dakar acusaram teste positivo", de acordo com Awa Marie Coll Seck, observando que até à data, "a saúde do paciente está perfeita". 

Ela assegurou que o monitoramento da resposta ao vírus Ebola, já em vigor 'foi reforçado "e que são implementados todos os meios" para evitar a propagação da doença a partir deste caso importado. '

A ministra da Saúde acrescentou ainda que OMS, que já foi informada e está empenhada em fornecer apoio técnico e financeiro " ao Senegal. 

Senegal, desde então, decidiu em 21 de agosto fechar as suas fronteiras terrestres com a Guiné, "tendo em conta a evolução do vírus Ebola, o que representa um problema de saúde pública de importância global." 

Isso já é feito nas fronteiras aéreas e marítimas com aeronaves e navios da República da Guiné, Serra Leoa e Libéria. 

O surto de Ebola ocorreu no início deste ano na Guiné, antes de se espalhar para Libéria e Serra Leoa, países vizinhos e a Nigéria. 

Em seu último relatório divulgado quinta-feira, a OMS contava com 1.552 mortes por 3.069 casos relatos em total de casos, que eventualmente, posossam ultrapassar os 20 mil. 

O vírus Ebola é transmitido por contato direto com sangue, fluidos ou tecidos do corpo de pessoas, mas também pelo consumo ou contato com animais infectados. 

Ainda não existe um tratamento eficaz ou vacina contra esta doença, ainda que um tratamento experimental foi feito recentemente em dois americanos infectados com o vírus. 

AYK / SDI / OID

# seneweb.com

Lesotho : Mudança de Comandante do Exército provocou o lance do golpe - fontes.

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Tropas de Lesoto deixam o Escritório Central da Polícia em Maseru, após assumirem o controle de várias delegacias e invadindo estações de rádio na capital em 30 de Agosto de 2014. Os militares do Lesoto negam que tenham tomado o poder, disse um porta-voz à TV Sul-Africana, apesar das afirmações do primeiro-ministro de ser um golpe. IMAGEM | GRUPO Nation Media.


A tensão política entrou em erupção em Lesoto, na sequência da demissão do Chefe das Forças de Defesa de Lesotho (LDF), o Tenente-General Tlali Kamoli pelo Primeiro-Ministro Tom Thabane, fontes disseram à Africa Review. 

Aparentemente, o comandante do exército foi dispensado de suas funções pouco antes de agitação militar de sábado ao se recusar a cooperar com o governo. O novo comandante, Maaparankoe Mahao, deve ser nomeado na segunda-feira. 

Por volta de 03:00 da manhã de sábado, os soldados fortemente armados do Lesoto dominaram todas as delegacias de polícia em Maseru, em uma tentativa de derrubar o governo, de acordo com fontes confiáveis ​​do país. 

Aparentemente, Kamoli que é um membro da oposição democrática do Congresso do partido, tem uma base de apoio forte entre seus subordinados, daí a tensão política no pequeno país montanhoso que está completamente rodeado pela África do Sul. 

"Não [foi] uma ordem do primeiro-ministro para o chefe do exército deixar o cargo. Mas ele [não] quer ceder, de modo que os soldados estão lutando contra isso. Os soldados estão tomando conta do país, funcionários do governo estão sendo jogados para fora do país ... O exército de Lesotho está tentando desarmar policiais. O quartel-general da polícia está bloqueado com cadeados ea polícia está trancado dentro ", disse a fonte em Maseru. 

Foi relatado que o Sr. Thabane fugiu para a África do Sul. 

Ele disse à BBC que ele foi removido de sua posição "não pelo povo, mas pelas forças armadas e que isso é ilegal". Ele disse que temia por sua vida e ele só vai regressar ao seu país quando a sua vida não está mais em perigo. 

Segundo a imprensa, o ministro dos Esportes de Lesoto e membro do Partido Nacional Basotho, Thesele Maseribane, disse que o Exército tomou o controle sobre a sede da polícia do país e estações de rádio e telecomunicações. 

Fusão do Governo de coalizão 

Fontes do governo do Lesoto disseram que isso resultou do discurso oficial do Comissário da Polícia, Khothatso Tšooana, a respeito da petição da próxima semana por partidos de oposição contra a demissão do primeiro-ministro pelo parlamento cujo cargo foi prorrogado em junho passado. O comissário, em seu discurso anunciou que rejeitou o pedido do partido de oposição. 

"Até agora, os soldados ainda estão em torno das delegacias de polícia e a polícia não está disponível em qualquer lugar em Maseru e as pessoas não estão recebendo os serviços da polícia. As estações de rádio estão fora do ar a partir de 05:00 até 11:00 e é como se as mesmas forças desconectassem tais meios para cortar o fluxo de informação ", uma fonte disse à África Review ontem. 

Havia outros relatos não confirmados de que a Direcção anti-Corrupção e de Infracções Económicas prendeu a maioria dos ministros do antigo partido no poder, o Congresso Democrático, bem como ex-ministros do Congresso para a Democracia e um ministro no governo atual, devido as alegações de corrupção e roubo de dinheiro público. 

"Portanto, parece que o comandante que tinha acabado de ser afastado não suportou o governo e quer remover o governo. Muitas coisas estão acontecendo agora e estamos muito confusos ", disse uma fonte do governo. 

Mais tarde, quando a notícia de um golpe militar se intensificou, o porta-voz militar do Lesoto negou que o exército tomou o poder. O Major Ntele Ntoi disse ao canal de notícias ANN7 da África do Sul que a operação do exército foi dirigida apenas para desarmar a polícia que estava se preparando para fornecer armas a certos partidos políticos no Lesoto. Ele não deu mais detalhes. 

O Ministério das Relações Exteriores da África do Sul rapidamente condenou a ação tomada pelos militares de Lesotho, afirmando que uma mudança inconstitucional não será tolerado. 

Lesotho tem sido governado por um governo de coalizão que foi formado em 2012.

# africareview.com


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Panorama político brasileiro.

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Panorama político brasileiro. 20789.jpeg

Com a morte de Eduardo Campos, ficou de pronto aberta uma ferida no Partido Socialista.  Campos adotava um socialismo bastante liberal e democrático, mas muito sério.

partido reagiu rápido.  Com a indicação da própria viúva do candidato, o nome Marina Silva surgiu no cenário com velocidade.  A convenção confirmou e a ex-ministra do Meio Ambiente, nosprimeiros anos do mandato Lula, foi anunciada como sucessora de Campos.
Marina não é nada desconhecida do eleitor brasileiro.  Companheira de Chico Mendes, assassinado pela sua intransigente defesa do meio ambiente, foi figura destacada no primeiro governo petista.  Desentendeu-se com Dilma Rousseff e terminou por pedir demissão do ministério, aceita pelo presidente que sempre afirmou ser a acreana da sua mais absoluta preferência e confiança.  O fato causou constrangimento, mas substituição de ministros é coisa comum em qualquer governo.
A aparente frágil Marina Silva, intoxicada pelo mercúrio usado na exploração de metais preciosos e poluidor das águas do seu estado natal, o Acre, sobreviveu não só ao mal físico como ao desgaste sofrido politicamente.  Em pouco tempo era candidata à presidência da República e foi muitíssimo bem votada.  Agora, em semanas, surgiu na pesquisa eleitoral como verdadeiro fenômeno, bastante próxima de Dilma e superando Aécio Neves, do PSDB, duas vezes governador de Minas Gerais e agora senador da República.
O fato não ficou nestes termos, assustou a muitos, quando foi anunciado que em segundo turno bate fácil a atual presidente da República.  Alguns analistas ousam afirmar que a vitória será imediata, descartando outra votação. O fato se explica.
            Marina tem o perfil do povo brasileiro.  Fala bem, tem ideias bastante coerentes e se identifica com a massa.  Sobre a sua cabeça não pesa acusação de qualquer falcatrua, ou seja, para o brasileiro que está se acostumando a vida que leva, que melhorou bastante, é o nome que interessa a ricos, remediados e pobres, que veem surgir ameaças diárias na economia brasileira.  O governo Dilma não agrada mais ao povo como antes, por medo do futuro incerto: inflação, descaso com a saúde, a educação, a segurança e o saneamento, fantasmas que assombram qualquer governo ou povo.
            Assim pensa o cidadão.   Se vence Dilma, ele está arriscado a perder o que conquistou.  Com Marina, determinada e até mesmo exagerada nos bons propósitos, o homem se sente seguro.  Medo da candidata por qual motivo, se ela representa o socialismo existente hoje na França e na Alemanha?
            Não será surpresa alguma se não existir segundo turno.  Sua vitória é inevitável, segundo tudo indica e o número crescente de adesões diárias ao nome Marina Silva.

Jorge Cortás Sader Filho é escritor

#pravda.ru

Bissau previne-se do Ébola já presente no Senegal.

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O vírus Ébola parece ter chegado ao Senegal
O vírus Ébola parece ter chegado ao Senegal
REUTERS/2Tango

O primeiro-ministro guineense Domingos Simões Pereira considera ser uma má notícia para o pais, caso se confirme a presença do  vírus Ébola no Senegal. Este sábado será lançada uma campanha nacional de limpeza e desinfecção.

Na habitual conferência de imprensa semanal para fazer o ponto das acções do seu Governo, Domingos Simões Pereira abordou a progressão do vírus Ébola na região da África Ocidental e a alegada chegada do mesmo ao Senegal.
O primeiro-ministro guineense apelou à união de esforços na prevenção da doença e anunciou o início de uma campanha nacional de limpeza e de desinfecção já a partir deste sábado.

# rfi.fr

Clima de receio no arranque da campanha eleitoral em Moçambique.

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Apesar do fim dos confrontos entre o exército moçambicano e homens da RENAMO, o espectro da violência continua vivo no país, onde este domingo (31.08) tem início a campanha partidária para as eleições de 15 de outubro.

FRELIMO e MDM escolheram Nampula para o arranque da campanha eleitoral

A gestão dos confrontos galvanizou a imagem das partes beligerantes, principalmente da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), o maior partido da oposição, consideram analistas nacionais. Das 30 formações inscritas, as mais visíveis são apenas três.
Para o analista político Silvério Ronguane, o momento que se avizinha poderá não ser de habitual festa, como era de se desejar. “Por um lado, esta devia ser a campanha mais animada de todas porque estamos reconciliados e ultrapassamos a guerra. Mas também tenho medo que a campanha eleitoral possa abrir feridas que ainda não estão bem cicatrizadas, que possa ter um tom de conflitualidade”, explica.
Face aos receios de conflitos, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) garantiu à DW África que está tudo a postos para que a campanha eleitoral corra da melhor maneira possível. Segundo Paulo Cuinica, porta-voz do órgão eleitoral, “este momento tem vindo a ser preparado com todos os atores”, isto é, com os próprios partidos políticos e com a imprensa.
“Temos estado a divulgar mensagens positivas no sentido de as pessoas não enveredarem pela violência. E temos estado a trabalhar com a Polícia da República de Moçambique (PRM), com quem temos formações conjuntas” a nível distrital, adiantou. De acordo com o porta-voz da CNE, há um conjunto de atividades já em andamento e também foi acordado um código de conduta política com os partidos e com a PRM.
Três favoritos na corrida
Silvério Ronguane considera difícil antever já um potencial vencedor, mas está certo de que a corrida eleitoral será muito bem disputada. Ao todo são 30 as formações políticas inscritas com vista às eleições legislativas, sete para as assembleias provinciais e três candidatos às presidenciais.
Porém, sublinha, as formações políticas não entram em igualdade de circunstâncias para a caça ao voto, facto que claramente destaca os três favoritos: a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO, no poder), a RENAMO, o maior partido da oposição e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a segunda maior força da oposição.
“A FRELIMO tem a sua história, mas sobretudo tem meios. É um partido que tem fortes probabilidades de marcar positivamente estas eleições”, explica o analista político.
Por outro lado, observa, também é preciso ter em conta que o recente desfecho político é favorável à própria RENAMO. O líder da RENAMO, “Afonso Dhlakama, sai como grande vencedor desta tensão política porque atingiu todos os seus objetivos e é de esperar que a hostes renamistas estejam neste momento muito mais galvanizadas e prontas para vencer estas eleições”, afirma Silvério Ronguane.
MDM e FRELIMO arrancam em Nampula
E como se posiciona o MDM entre os dois principais partidos agora revigorados em termos de imagem, depois da gestão da crise político-militar? “Não podemos deixar de lado o MDM, que é o partido emergente, o partido da juventude, que nãos e revês nesta história belicista nem na forma de governar dos mais velhos”, lembra o analista moçambicano.
O analista Silvério Ronguane receia que a campanha eleitoral possa "abrir feridas"
“É a juventude que se levanta e quer iniciar uma nova fase, um novo regime político”, acrescenta.
O MDM já anunciou que vai lançar a sua campanha para as eleições gerais em Nampula, no domingo. A FRELIMO também escolheu esta província nortenha - o maior círculo eleitoral do país - para o início da sua campanha.
Se por um lado a grande maioria das formações políticas está pronta para ir ao terreno lutar pelo voto, a RENAMO, por outro lado, não sabe em que momento e onde dará o pontapé de saída.
“Terei que escolher uma das províncias, no centro, no sul ou no norte, mas neste momento não posso precisar o distrito, a cidade ou até mesmo o posto administrativo”, disse à DW África o líder da RENAMO.
A legalização do acordo do fim das hostilidades entre o Governo da FRELIMO e a RENAMO, através da ratificação pelo Parlamento e posterior promulgação pelo Presidente do país, Armando Guebuza, é o que falta para que o maior partido da oposição possa ir à conquista do eleitorado.
Partidos com pouca expressão
Os restantes 27 partidos não têm muita expressão política. Fora as épocas eleitorais raramente se pronunciam sobre a vida política, económica e social do país. Também quase não promovem atividades de interesse nacional.
As eleições gerais em Moçambique estão marcadas para 15 de outubro
Nesta campanha que se avizinha, Silvério Ronguane acredita que estes venham a ter pouca visibilidade, tal como em épocas normais.
“Os outros partidos sempre participaram nestas eleições. Não é a primeira vez. E têm tido 1% ou 0,5% dos votos. Portanto, vão contribuir para a festa, mas não se conhecem as suas ideias”, observa.
Nenhum destes partidos tem um candidato às eleições presidenciais nem listas para as eleições provinciais, salienta ainda o analista. “Estamos a falar de forças residuais que têm, sobretudo, um caráter muito local, regional e não podem ser vistos num contexto global”, conclui.
A campanha eleitoral para as quintas eleições gerais moçambicanas decorre durante 45 dias e termina a 13 de outubro, dois dias antes da votação.
# dw.de

Oito pessoas em quarentena no leste da Guiné-Bissau.

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Gabú, Guiné-Bissau
Gabú, Guiné-Bissau
http://gabu-melhor.webnode.pt/

Cristiana Soares
Oito pessoas provenientes da Guiné Conacri estão em quarentena no Hospital Regional de Gabú, no leste da Guiné-Bissau. Estes indivíduos teriam entrado no país às escondidas. O Ébola ainda não chegou à Guiné-Bissau mas as autoridades têm estado a tomar uma série de medidas preventivas.

As fronteiras entre a Guiné-Bissau e a Guiné Conacri estão fechadas mas, mesmo assim, tem-se registado entrada de pessoas na Guiné-Bissau, devido à porosidade das fronteiras. Foi isso que aconteceu com estas oito pessoas, seis homens e duas mulheres, que entraram na região de Gabú às escondidas, há seis dias. Depois foram conduzidos para o hospital regional da cidade, onde se encontram em quarentena durante 21 dias, período de incubação do vírus Ébola.
O vírus do Ébola ainda não chegou à Guiné-Bissau mas as autoridades têm estado a tomar uma série de medidas preventivas, entre elas, o fecho de todos postos da fronteira terrestre com a Guiné-Conacri, uma campanha nacional de limpeza e desinfecção e a criação de um banco de sangue.
Para Francisco Luís Garcia, consultor da Associação de Saneamento Básico e Protecção Ambiental de Gabú, a população esta "tranquila", mas cada vez mais "preocupada".

# rfi.fr

OMS lança mapa para ampliar resposta internacional ao surto de ebola.

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Objetivo é interromper transmissão da doença dentro de seis a nove meses; o guia também reconhece a importância de abordar, em paralelo, impacto socioeconômico.

OMS informa comunidades sobre o vírus. Foto: OMS/C. Banluta

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.
A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou nesta quinta-feira um "mapa" para guiar e coordenar a resposta internacional ao surto de ebola na África Ocidental.
O objetivo é interromper a transmissão em curso da doença dentro de seis a nove meses e, ao mesmo tempo, gerenciar rapidamente as consequências de qualquer eventual propagação internacional.
Impacto
O documento também reconhece a necessidade de abordar, em paralelo, o impacto socioeconômico mais amplo do surto.
Segundo a agência, o roteiro responde à "necessidade urgente" de aumentar "de forma dramática" a resposta internacional. Ele vai servir como uma plataforma para atualizar planos operacionais detalhados.
A OMS afirmou que o mapa usou informações e comentários recebidos de diversos parceiros, incluindo autoridades de saúde dos países afetados, bancos de desenvolvimento, outras agências da ONU, a organização Médicos Sem Fronteiras, a União Africana além de nações que estão fornecendo apoio financeiro.
Está sendo dada prioridade a centros de tratamento e gerenciamento, mobilização social e enterros seguros.
Números
Segundo a OMS, o número de casos prováveis e confirmados no surto atual de ebola nos quatro países afetados é 3069, com 1552 mortos. Os dados são dos Ministérios da Saúde da Guiné, Libéria, Serra Leoa e Nigéria.
A agência afirma ainda que o surto continua a acelerar. Mais de 40% do número total de casos relatados ocorreram nos últimos 21 dias. No entanto, a maioria está concentrada em poucas localidades.
A taxa de mortalidade é de 52% e varia de 42% em Serra Leoa a 66% na Guiné.
A OMS menciona ainda que um surto separado de ebola, não relacionado ao da África Ocidental, foi relatado no dia 24 de agosto pela República Democrática do Congo. Nenhum novo caso foi confirmado em outros países.
# Rádio ONU

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

OMS diz que pode haver mais de 20 mil pessoas infectadas por ebola na África.

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Segundo organização, quantidade de casos pode ser até seis vezes maior do que o número oficial.
Enfermeiros encaminham paciente com ebola para hospital em Monróvia, capital da Libéria Foto: ZOOM DOSSO / AFP

Enfermeiros encaminham paciente com ebola para hospital em Monróvia, capital da Libéria - ZOOM DOSSO / AFP

RIO - Mais de 20 mil pessoas podem já ter sido infectadas pela epidemia de ebola, segundo informou nesta quinta-feira (28) a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a entidade, o número de casos pode ser até seis vezes maior do que os 3.069 reportados até o momento. Desde fevereiro, quando começou o surto, o vírus já tirou a vida de 1.552 pessoas em quatro nações da África Ocidental.

A estimativa foi feita durante um pronunciamento à imprensa sobre as novas estratégias para combater o surto. Em um comunicado, técnicos da organização afirmaram que a tática já reconhece que o número de casos possa ser bem acima do relatado por voluntários que trabalham na África Ocidental.

Segundo o informe, "as atividades de resposta à epidemia devem ser adaptadas de acordo com as áreas de transmissão intensa, e especial atenção deve ser dada à interrupção da transmissão nas capitais e grandes portos das nações africanas, facilitando assim a resposta maior e esforços de ajuda."

O comunicado veio ao mesmo tempo em que o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Tom Frieden, afirmou que a epidemia é “muito maior do que se pensava”. No entanto, Frieden disse que ainda há esperança na luta, uma vez que o vírus é transmitido apenas por contato corporal com o paciente infectado. Segundo o diretor do CDC, é preciso alertar as comunidades africanas sobre os procedimentos a serem adotados em caso de contágio:

- O ebola é transmitido através do contato com fluidos corporais, o que muitas vezes acontece como quando se cuidam dos doentes ou durante o enterro do paciente já falecido. Precisamos trabalhar juntos para cuidar das comunidades, para que possam obter o apoio de que necessitam sem espalhar o vírus.

Das 1.552 mortes registradas, quase a totalidade vem da Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria. Neste último, foi confirmada nesta quinta a primeira morte por ebola fora da região de Lagos. Outras 70 pessoas estão sob vigilância na cidade.

A vítima foi um médico que trabalhava no centro petrolífero de Port Harcourt. Ele morreu na sexta-feira, mas o diagnóstico da infecção só foi registrado dias depois. Sua esposa foi colocada sob quarentena, além de outras 70 pessoas na cidade.
O ebola chegou à Nigéria através de Patrick Sawyer, um homem liberiano-americano que viajou para Lagos antes de morrer. Um dos profissionais de saúde que o atendeu foi o referido médico, que depois viajou para Port Harcourt.

Mais de 240 profissionais de saúde já foram infectados com o ebola, uma taxa que a OMS alega ser "sem precedentes".
Ministros da Saúde dos países da África Ocidental estão reunidos em Gana para discutir a melhor estratégia de combate ao surto mais letal dos últimos anos no mundo.

# oglobo.globo.com

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