Postagem em destaque

MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Angola está no centro dos negócios em África.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Angola recebe um grande número de solicitações de investimento de empresas públicas e privadas para os vários mercados de África, com destaque para as regiões dos Grandes Lagos e da África Central, anunciou ontem em Luanda o ministro das Relações Exteriores.

Fotografia: Mota Ambrósio

George Chikoti, que dissertava numa mesa redonda sobre o tema "As empresas públicas como instrumentos da política externa do Estado", apontou a República Democrática do Congo (RDC), São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Chade, Guiné-Bissau, Guiné Conacri, Guiné Equatorial e República Centro Africana entre os países com mais solicitações.
Face ao papel político de Angola em África, George Chikoti considera necessário que as empresas correspondam aos pedidos de investimento, para fortalecer e diversificar a economia angolana. 
O ministro reafirmou o compromisso do Estado de criar uma base económica controlada por angolanos, com vista a ultrapassar o desnível competitivo que separa as empresas nacionais das de referência internacional.
“É necessário adoptar uma política proteccionista que estimule a competitividade das empresas e da formação da classe empresarial do país através de programas específicos, voltados à capacitação de formação de empresários e gestores", defendeu.
Chikoti diz que ao estimular as acções de formação por escolas de negócios constituídas através de iniciativas público-privadas e em parceria com as melhores escolas mundiais, as empresas vão poder investir com qualidade nos mercados externos. “É importante a operacionalização do Fundo de Fomento Empresarial e o desenvolvimento do programa 'Feito em Angola’, para promover a contratação pública de produtos nacionais, com a devida monitorização das empresas que tenham aderido ao programa", sustentou o ministro. Sonangol, TAAG, BPC e a ENDIAMA estão bem posicionadas no mercado internacional.   
Os grupos económicos fortes e competitivos têm merecido apoio do Estado através do acesso prioritário às importações, contratos de fornecimento de materiais e equipamentos, assim como concessões ou facilidades FINANCEIRAS para executar as enormes solicitações de investimento no estrangeo, lembrou o ministro.

Oportunidades em debate


Em relação às oportunidades de negócios e internacionalização das empresas mineiras, o ministro da Geologia e Minas, que participou no debate, disse que vários acordos foram celebrados para atracção de investimento.
Francisco Queiroz indicou parcerias com Namíbia, Zâmbia, Zimbabwe e RDC, onde estão a ser estudadas no domínio do cobre e diamantes. “A Endiama e o Catoca são, entre outras, as empresas indicadas para responder às exigências da política de desenvolvimento do Estado", disse.  
Angola mantém um acordo de cooperação com a Namíbia rubricado com a Ferrangol, para trabalhos a nível da fronteira e o Zimbabwe com a SociedadeMineira de Catoca, no domínio dos diamantes. “Há um grande potencial e são dados passos apesar do longo caminho a percorrer no domínio da capacidade interna, rentabilidade, definição clara de objectivos e lucros", apontou. 
Dentro de dois anos, surgem os primeiros resultados do Plano Nacional de Geologia e Minas que vão conduzir ao mapeamento do território para atrair investimento.  
O ministro dos Petróleos disse que são feitos, com os principais operadores em Angola, vários projectos de produção de petróleo, embora com uma participação reduzida das empresas nacionais. 
Ao fazer uma resenha da evolução da produção de petróleo no país, Botelho de Vasconcelos lembrou que depois da produção de petróleo alcançar 173 mil barris por dia em 1975, subiu para 500 mil em 1980, 800 mil em 1990 e mais de um milhão depois do ano 2000, fruto de uma política de atracção de investimento com os parceiros internacionais.  Em relação ao sector do Estado dos Transportes, o secretário de Estado José Kuvíngua avançou que infra-estruturas estão em construção para assegurar a harmonização e união do país, com vista a responder às necessidades da rede ferroviária a nível nacional e da África Austral.
Questionado sobre a gestão da TAAG pela Emirates, informou que a contratação já vem da fase de refundação e que se esperam bons resultados.
# jornaldeangola.sapo.ao


Costa do Marfim: TPI ( Tribunal Penal Internacional ): rejeita o pedido de defesa de Gbagbo para nomeação de um perito independente.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

CPI

A Presidência do Tribunal Penal Internacional (TPI) rejeitou, nesta terça-feira, o pedido de defesa do ex-chefe de Estado da Costa do Marfim Laurent Gbagbo, depositado em 23 de setembro passado, exigindo a nomeação de um perito independente em via de determinar se o juiz Kaul seria capaz de exercer as suas funções judiciárias até 30 de junho de 2014. 

Segundo um comunicado do Tribunal enviado à APA, "A Presidência observou que o juiz Kaul tem contribuído activamente para o trabalho de duas intruções preliminares e em seu papel como presidente da divisão preliminar até a data da sua demissão," em 1º de Julho último. 

Em 12 de Junho de 2014, o juíz da 1ª instrução confirmou a maioria, quatro acusações de crimes contra a humanidade (assassinato, estupro e outros actos desumanos ou - em alternativa - tentativa de homicídio e perseguição) contra Laurent Gbagbo e encaminhado a julgamento perante o Juízo de Instrução I. 

O juiz alemão Hans-Peter Kaul faleceu, segunda-feira 21 de julho, três semanas após sua renúncia por motivos de saúde. 

Em 17 de setembro de 2014, a Presidência do TPI reconstituiu a Câmara da 1ª Instância, que será encarregado do caso, o Ministério Público v. Laurent Gbagbo. 

A Câmara da 1ª instância passou a ser composto por Juízes Cuno Tarfusser (Itália), Olga Herrera-Carbuccia (República Dominicana) e Geoffrey Henderson (Trinidad e Tobago). 

LS / hs / APA

Cuba: Elogiam em Angola vocação solidária e internacionalista de nosso país.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

A decisão de Cuba de apoiar o MPLA foi o começo de uma história de amizade e irmandade “duradouras e indestrutíveis”


LUANDA.— “Até hoje Cuba paga um preço muito alto por defender os direitos do seu povo, a sua independência, e por ter tido sempre essa vocação internacionalista e solidária”, afirmou Julião Mateus Paulo Dino Matrosse, atual secretário-geral do Movimento Popular para a Independência de Angola (MPLA).
 Dino Matrosse fez tais asseverações à imprensa em Luanda, após recentes documentos revelados, os quais demonstram que o antigo secretário do Estado norte-americano Henry Kissinger traçou planos para lançar ataques aéreos contra Cuba por Fidel Castro ter decidido enviar tropas para Angola no final de 1975.
 “Cuba continua a ser castigada por essa sua vocação internacionalista e por defender os direitos do seu povo e a sua independência, e dos povos que também lutavam pela sua liberdade”, reiterou Matrosse, segundo a PL.
 Lembrou que a decisão de Cuba apoiar o MPLA deu início a uma história de amizade e irmandade que considerou “duradouras e indestrutíveis”. “Cuba solidarizou-se com a causa nobre do povo angolano, dando-nos todo o apoio e inclusive perderam homens no terreno. Essa amizade tornou-se indestrutível e vai desenvolver-se cada vez mais”.
 Segundo os documentos do Arquivo de Segurança Nacional dos EUA, revelados no livro “Back Channel to Cuba: The Hidden History of Negotiations Between Washington and Havana”, de William M. LeoGrande e Peter Kornbluh, o plano de Henry Kissinger contra Cuba incluía sanções econômicas e políticas, além de ofensivas como bombardeamento de portos cubanos e ataques aéreos e navais estratégicos.
 Kissinger convocou um grupo de altos funcionários estadunidenses para trabalhar nas possíveis medidas de retaliação contra a Ilha, por ter enviado uma força militar para Angola, a pedido do governo de Luanda.
 Para Dino Matrosse as declarações de Kissinger, reveladas no livro “Back Channel to Cuba: The Hidden History of Negotiations Between Washington and Havana”, só atestam o que o MPLA foi dizendo ao longo da história, na altura movimento de libertação e hoje partido político. “Conotavam-nos com o mundo socialista e por isso sofremos represálias. Aguentamo-nos e hoje estamos no poder e com a força que temos. O tempo acaba por trazer à superfície os males que fizeram quer contra nós quer contra Cuba”. Cuba paga até hoje
 Dino Matrosse disse que até hoje Cuba paga um preço muito alto por defender os direitos do seu povo, a sua independência, e por ter tido sempre essa vocação internacionalista e solidária. 

# granma.cu

Estados Unidos: Antes Ebola tinha um nome.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



O Dr. Peter Piot tinha apenas 27 anos, o brotamento do virologista começou com sede de aventura, quando ele foi enviado para o coração da África para rastrear um vírus terrível que ele tinha ajudado a descobrir. 

Foi em 1976, quando o vírus havia chegado ao seu laboratório em Antuérpia, na Bélgica, em um plástico azul congelado segurando dois tubos de vidro de sangue. Eles tinham sido enviados a partir de Zaire (hoje República Democrática do Congo) por um médico que cuidava de uma freira Flamengo que estava morrendo de febre e com perda de sangue. 

Um tubo estava intacto. O outro foi quebrado; seu conteúdo misturado com gelo derretido para formar uma líquido vermelho. Uma nota manchada de sangue, disse a freira que estava entre 200 pessoas, entre médicos e enfermeiros, morrendo de um surto que tinha durado três semanas em Yambuku, não muito longe do rio Ebola. 

A principal suspeita era febre amarela, uma infecção transmitida por mosquitos que o laboratório do Dr. Piot no Instituto de Medicina Tropical foi equipado para detectar. Mas desconhecido por qualquer um, então, o sangue da freira abrigava o vírus que logo seria chamado Ebola. 

Naquela época, os microbiologistas foram realista sobre proteção. Quando o Dr. Piot e seus colegas esvaziaram a garrafa térmica, eles usavam apenas luvas de látex finas - não foram usadas nenhuma das máscaras de alta segurança e "moonsuits" que são agora padrão. 

Eles removeram pequenas quantidades de sangue do tubo intacto para realizar testes de rotina com micróbios conhecidos e testes especiais para a febre amarela, juntamente com os vírus da febre hemorrágica como Lassa, Marburg e dengue. Eles também injectaram no sangue da freira células cultivadas em laboratório e em cérebros de ratos. 

Os testes excluíram todos os agentes infecciosos conhecidos, mas Piot assumio que qualquer um que havia causado a doença da freira deve ter sido destruído durante a viagem de avião a partir de Zaire. Ainda assim, ele e seus colegas verificavam os ratos todos os dias. 

Depois de uma semana, todos os ratos foram mortos, ficou fortemente insinuando que o agente infeccioso não havia sido destruído depois de tudo. Uma autópsia mostrou que o fígado da freira tinha lesões microscópicas que o chefe de Piot, Dr. Stefaan Pattyn, conheciam porque ocorreram em febre de Lassa. Mas, como Lassa já havia sido descartada, Dr. Pattyn dirigiu a pesquisa para identificar um novo vírus.

Na época, apenas três laboratórios fora da União Soviética estavam equipados para lidar com vírus mortais com segurança: Porton Down, perto de Londres; Fort Detrick, uma base militar em Maryland; e o que é agora conhecido como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, em Atlanta. A Organização Mundial de Saúde instruiu os belgas para enviarem imediatamente as amostras em recipientes bem fechados para Porton Down, que, por sua vez, foi transmitido ao CDC porque era laboratório de referência do mundo em busca de vírus hemorrágicos. 

Os cientistas de Antuérpia mantiveram parte do material e olharam para ele através de um microscópio eletrônico. Ele mostrou que o vírus da freira era novo - verme enorme como vírus - que se assemelhava ao Marburg. Os cientistas da C.D.C., em seguida, confirmaram a descoberta pela equipe de Antuérpia e nomearam o vírus como Ebola. 

A esposa de Dr. Piot estava grávida de três meses de seu primeiro filho. No entanto, a curiosidade científica alimentou seu desejo de ir para o Zaire para realizar as investigações epidemiológicas para determinar como este novo vírus se espalha. 

O governo belga disse que não tinha recursos para a viagem - até que a política e a competição científica intervieram. Como cientistas norte-americanos, franceses e sul-Africano que sabiam dos resultados que vieram do Zaire, o governo belga percebeu que ele estaria fechando o cerco a seus próprios cientistas, e ele recorreu a Piot para ir a sua ex-colônia para estudar o vírus. 

Duas freiras belgas com Ebola haviam sido evacuado de Yambuku para Kinshasa, capital do Zaire, e o espectro surgiu de uma epidemia iminente, o descontrole de Ebola entre os milhões que vivem lá e além. Nas poucas horas que ele tinha antes de pegar o seu avião à esquerda, Dr. Piot correu para acumular equipamentos de proteção, tanto quanto ele poderia levar. 



No Zaire, ele se juntou a uma equipe internacional de cientistas que voaram para Yambuku e mapearam a disseminação do vírus Ebola, determinando que a rota principal era através de agulhas e seringas não esterilizadas, contato com pacientes infectados e corpos se tocando em funerais. Eles também coletaram sangue de pacientes para testes depois e prepararam para a chegada de uma equipe maior e mais bem equipada para controlar o surto. 

Em quatro meses de operações de campo, outros cientistas também descobriram um segundo surto de Ebola, no Sudão. Por que o vírus atingiu simultaneamente as duas áreas distantes, onde praticamente nenhum contato foi verificado entre eles constituia um mistério - assim como são hoje os focos independentes atuais de Ebola na África Ocidental e Congo. 

Piot, que tem falado muito sobre essa história em entrevistas anteriores comigo e em seu livro de memórias 2012, disse que "não há tempo a perder": Uma vida em busca de vírus mortais," expandiu isso em uma entrevista recente à luz da atual epidemia na África Ocidental, o mais mortífero surto de Ebola na história. 


Ele disse esperar que haverá mais descobertas de mais vírus como o Ebola. E, apesar de os procedimentos laboratoriais de hoje serem muito mais seguros, acrescentou, esses patógenos virulentos poderiam provar o o quanto é tão perigoso esse vírus.

# nytimes.com



segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Cuba: ARTIGO DE FIDEL - Os heróis de nossa época.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Muito se tem para dizer destes tempos difíceis para a humanidade. Hoje, no entanto, é um dia de especial interesse para nós e também para muitas pessoas. Ao longo de nossa breve história revolucionária, desde o golpe cruel de 10 de março de 1952, promovido pelo império contra nosso pequeno país, não poucas vezes nos vimos na necessidade de tomar importantes decisões.
 Quando já não restava nenhuma alternativa, outros jovens, de qualquer outra nação em nossa complexa situação, faziam ou se propunham fazer o mesmo que nós, ainda que no caso particular de Cuba a casualidade, como tantas vezes na história, jogou um papel decisivo.
 A partir do drama criado em nosso país pelos Estados Unidos naquela data, sem outro objetivo que frear o risco de pequenos avanços sociais que pudessem antecipar futuros de mudanças radicais na propriedade ianque em que tinha sido convertida Cuba, se engendrou nossa Revolução Socialista.
 A Segunda Guerra Mundial, que acabou em 1945, consolidou o poder dos Estados Unidos como principal potência econômica e militar e converteu esse país, cujo território estava distante dos campos de batalhas, no mais poderoso do planeta.
 A esmagadora vitória de 1959, podemos afirmar sem sombra de chauvinismo, converteu-se em exemplo do que uma pequena nação, lutando por si mesma, pode fazer também pelos demais.
 Os países latino-americanos, com um mínimo de honrosas exceções, se bastaram depois das migalhas oferecidas pelos Estados Unidos; por exemplo, a quota açucareira de Cuba, que durante quase um século e meio abasteceu esse país em seus anos críticos, foi repartida entre produtores ávidos de mercados no mundo.
 O ilustre general norte-americano que presidia então esse país, Dwight D. Eisenhower, tinha dirigido as tropas na guerra em que libertaram, apesar de contar com poderosos meios, só uma pequena parte da Europa ocupada pelos nazistas. O substituto do presidente Roosevelt, Harry S. Truman, mostrou ser o conservador tradicional que nos Estados Unidos costuma assumir tais responsabilidades políticas nos anos difíceis.
 A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas que se constituiu, até fins do século 20, na mais grandiosa nação da história na luta contra a exploração impiedosa dos seres humanos foi dissolvida e substituída por uma Federação que reduziu a superfície daquele grande Estado multinacional em quase 5,5 milhões quilômetros quadrados.
 Algo, no entanto, não pôde ser dissolvido: o espírito heróico do povo russo, que unido a seus irmãos do resto da URSS tem sido capaz de preservar uma força tão poderosa que junto à República Popular da China e países como Brasil, Índia e África do Sul, constituem um grupo com o poder necessário para frear a tentativa de recolonização do planeta.
 Dois exemplos ilustrativos destas realidades podemos ter primeiro na República Popular de Angola. Cuba, como outros muitos países socialistas e movimentos de libertação, colaborou com ela e com outros que lutavam contra o domínio português na África. Este exercia-se de forma administrativa direta com o apoio de seus aliados.
 A solidariedade com Angola era um dos pontos essenciais do Movimento de Países Não Alinhados e do Bloco Socialista. A independência desse país fez-se inevitável e era aceita pela comunidade mundial.
 O Estado racista da África do Sul e o Governo corrupto do antigo Congo Belga, com o apoio de aliados europeus, preparavam-se ávidos para a conquista e a partilha de Angola.
 Cuba, que há anos cooperava com a luta desse povo, recebeu a solicitação de Agostinho Neto para o treinamento de suas forças armadas que, instaladas em Luanda, a capital do país, deviam estar preparadas para sua posse, oficialmente estabelecida para o dia 11 de novembro de 1975.
 Os soviéticos, fiéis a seus compromissos, tinham-lhes fornecido equipes militares e esperavam o dia da independência para enviar os instrutores. Cuba, por sua vez, se adiantou no envio dos instrutores solicitados por Neto.
 O regime racista da África do Sul, condenado pela opinião mundial, decide adiantar seus planos e envia forças motorizadas em veículos blindados, dotados de potente artilharia que, depois de avançar centenas de quilômetros a partir de sua fronteira, atacaram o primeiro acampamento de instrução, onde vários instrutores cubanos morreram em resistência.
 Depois de vários dias de combates sustentados por aqueles valorosos instrutores junto aos angolanos, conseguiram deter o avanço dos sul-africanos para Luanda, a capital da Angola, onde tinha sido enviado por ar um batalhão de Tropas Especiais do Ministério do Interior, transportado de Havana nos velhos aviões Britannia de nossa linha aérea.
 Assim começou aquela épica luta naquele país da África negra, tiranizado pelos racistas brancos, cujos batalhões de infantaria motorizada e brigadas de tanques, artilharia blindada e meios adequados de luta, derrotaram as forças racistas de África do Sul e as obrigaram a retroceder até a mesma fronteira de onde tinham partido.
 Porém, não foi no ano de 1975 a etapa mais perigosa daquele embate. Esta teve lugar, aproximadamente, 12 anos mais tarde, no sul da Angola.
 Assim o que parecia o fim da aventura racista no sul de Angola era só o começo, pelo menos começaram a levar em consideração que aquelas forças revolucionárias de cubanos brancos, mulatos e negros, junto aos soldados angolanos, eram capazes de fazer engolir o pó da derrota aos supostamente invencíveis racistas. Talvez confiaram demais em sua tecnologia, suas riquezas e o apoio do império dominante.
 Ainda que não fosse nunca nossa intenção, a atitude soberana de nosso país não deixava de ter contradições com a própria URSS, que tanto fez por nós em dias realmente difíceis, quando o corte dos fornecimentos de combustível a Cuba por parte dos Estados Unidos nos teria levado a um prolongado e caro conflito com a poderosa potência do Norte. Desaparecido esse perigo ou não, o dilema era decidir entre sermos livres ou nos resignar a sermos escravos do poderoso império vizinho.
 Em tão complicada situação como naquela do acesso de Angola à independência, em luta frontal contra o neocolonialismo, era impossível que não surgissem diferenças em alguns aspectos dos quais podiam resultar consequências graves para os objetivos traçados, que no caso de Cuba, como parte nessa luta, tinha o direito e o dever de conduzir ao sucesso.
 Sempre que no nosso julgamento qualquer aspecto de nossa política internacional podia se chocar com a política estratégica da URSS, fazíamos o possível para evitá-lo. Os objetivos comuns exigiam de cada qual o respeito aos méritos e experiências da cada um deles. A humildade não está em contradição com a análise séria da complexidade e importância da cada situação, ainda que em nossa política sempre fomos muito estritos com todo o que se referia à solidariedade com a União Soviética.
 Em momentos decisivos da luta em Angola contra o imperialismo e o racismo produziu-se um desses conflitos, que se derivou de nossa participação direta naquela região e do fato de nossas forças não só lutar, como também instruir a cada ano milhares de combatentes angolanos, aos quais apoiávamos em sua luta contra as forças pró-ianques e pró racistas da África do Sul.
 Um militar soviético era o assessor do governo e planificava o emprego das forças angolanas. Divergíamos, no entanto, em um ponto e de fato verdadeiramente importante: a reiterada frequência com que se defendia o critério errôneo de empregar naquele país as tropas angolanas melhor treinadas a quase mil e quinhentos quilômetros de distância de Luanda, a capital, pela concepção própria de outro tipo de guerra, nada parecida à de caráter subversivo e guerrilheiro dos contrarrevolucionários angolanos.
 Na realidade, não existia uma capital da Unita, nem Savimbi tinha um ponto onde resistir, se tratava de um chamariz da África do Sul racista que servia só para atrair para lá as melhores e mais preparadas tropas angolanas para supreendê-las. Dessa forma, nos opúnhamos a tal conceito que mais de uma vez se aplicou, até a última batalha para golpear o inimigo com nossas próprias forças, a batalha de Cuito Cuanavale.
 Direi que aquele prolongado confronto militar contra o exército sul-africano se produziu na raiz da última ofensiva contra a suposta "capital de Savimbi", em um longínquo rincão da fronteira de Angola, África do Sul e da Namíbia ocupada, para onde as valentes forças angolanas, partindo de Cuito Cuanavale, antiga base militar desativada da Otan, ainda que bem equipadas com os mais novos CARROS blindados, tanques e outros meios de combate, iniciavam sua marcha de centenas de quilômetros para a suposta capital contrarrevolucionária.
 Nossos audazes pilotos de combate apoiavam-nos com os Mig-23 quando estavam ainda dentro de seu raio de atuação.
 Quando ultrapassavam aqueles limites, o inimigo golpeava fortemente aos valorosos soldados das Fapla com seus aviões de combate, sua artilharia pesada e suas bem equipadas forças terrestres, ocasionando muitas baixas entre mortos e feridos. Mas desta vez dirigiam-se, em direção as golpeadas brigadas angolanas, para a antiga base militar da Otan.
 As unidades angolanas retrocediam em uma frente de vários quilômetros de distância entre elas. Dada a gravidade das perdas e o perigo que podia ser derivado delas, se esperava a solicitação habitual da assessoria do Presidente de Angola para que se apelasse ao apoio cubano, e assim foi.
 A resposta firme desta vez foi que tal solicitação só seria aceita se todas as forças e meios de combate angolanos na Frente Sul se subordinassem ao comando militar cubano. De imediato foi aceita aquela condição.
 Com rapidez mobilizaram-se as forças em função da batalha de Cuito Cuanavale, onde os invasores sul-africanos e suas armas sofisticadas se lançaram contra as unidades blindadas, a artilharia convencional e os Mig-23 tripulados pelos audazes pilotos de nossa aviação. A artilharia, tanques e outros meios angolanos localizados naquele ponto que careciam de pessoal foram postos em disposição combativa com o pessoal cubano.
 Os tanques angolanos que em sua retirada não podiam vencer o obstáculo do caudaloso rio Queve, ao Leste da antiga base da Otan, cuja ponte tinha sido destruída semanas antes por um avião sul-africano sem piloto, carregado de explosivos, além de estar rodeado de minas antipersonal e antitanques.
 As tropas sul-africanas que avançavam toparam a pouca distância com uma barreira intransponível contra a qual se estatelaram. Dessa forma com um mínimo de baixas e vantajosas condições, as forças sul-africanas foram contundentemente derrotadas naquele território angolano.
 Mas a luta não tinha sido concluída, o imperialismo com a cumplicidade de Israel tinha convertido a África do Sul em um país nuclear. Ao nosso exército tocava pela segunda vez o risco de se converter em alvo de tal arma.
 Mas sobre esse ponto, com todos os elementos de julgamento apropriados, estou elaborando e talvez possa ser escrito nos próximos meses.
 Que acontecimentos ocorreram ontem à noite que deram lugar a esta prolongada análise? Dois fatos, a meu julgamento, de especial transcendência:
 A partida da primeira Brigada Médica Cubana para África para lutar contra o Ébola. O brutal assassinato em Caracas, Venezuela, do jovem deputado revolucionário Robert Serra.
 Ambos os fatos refletem o espírito heróico e a capacidade dos processos revolucionários que têm lugar na Pátria de José Martí e no berço da liberdade da América, a Venezuela heróica de Simón Bolívar e Hugo Chávez.
 Quantas espantosas lições guardam estes acontecimentos! Mal as palavras servem para expressar o valor moral de tais fatos, que ocorreram quase simultaneamente.
 Não poderia jamais achar que o crime do jovem deputado venezuelano seja obra do acaso.
 Seria tão incrível, tendo em vista a prática dos piores organismos ianques de inteligência. A verdadeira casualidade seria se o repugnante feito não tivesse sido realizado intencionalmente, ainda mais quando o mesmo se enquadra absolutamente ao que foi anunciado pelos inimigos da Revolução Venezuelana.
 De todas as formas, me parece absolutamente correta a posição das autoridades venezuelanas de propor a necessidade de investigar cuidadosamente o caráter do crime. O povo, no entanto, expressa comovido sua profunda convicção sobre a natureza do brutal fato de sangue.
 O envio da primeira Brigada Médica a Serra Leoa, marcado como um dos pontos de maior presença da cruel epidemia do Ébola, é um exemplo do qual um país pode se orgulhar, pois não é possível atingir neste instante maior honra e glória.
 Se ninguém teve a menor dúvida de que as centenas de milhares de combatentes que foram a Angola e a outros países de África ou América, prestaram à humanidade um exemplo que não poderá ser apagado nunca da história humana; menos duvidaria que a ação heróica do exército de avental ocupará um altíssimo lugar de honra nessa história.
 Não serão os fabricantes de armas letais os que atingirão tal honra. Oxalá o exemplo dos cubanos que marcham para a África se agarre também à mente e ao coração de outros médicos no mundo, especialmente daqueles que possuem mais recursos, pratiquem uma religião ou outra, ou a convicção mais profunda do dever da solidariedade humana.
 É dura a tarefa daquelas e daqueles que marcham ao combate do Ébola e pela sobrevivência de outros seres humanos, ainda que com risco as suas próprias vidas. Não por isso devemos deixar de fazer o impossível para garantir, aos que tais deveres cumpram, o máximo de segurança nas tarefas que desempenhem e nas medidas a tomar para proteger a eles e a nosso próprio povo, desta ou outras doenças e epidemias.
 O pessoal que marcha à África está protegendo também aos que aqui ficam, porque o pior que pode ocorrer é que tal epidemia ou outras piores se estendam por nosso continente, ou no seio do povo de qualquer país do mundo, onde uma criança, uma mãe ou um ser humano possa morrer. Há médicos suficientes no planeta para que ninguém tenha que morrer por falta de assistência. É o que quero expressar.
 Honra e glória para nossos valorosos combatentes pela saúde e a vida!
 Honra e glória para o jovem revolucionário venezuelano Robert Serra junto à companheira María Herrera!
 Estas ideias escrevi-as em dois de outubro quando soube de ambas as notícias, mas preferi esperar mais um dia para que a opinião internacional se informasse bem e para pedir ao Granma que as publicasse no sábado.
Fidel Castro Ruz
2 de outubro de 2014
20h47

#granma.cu

Brasil: Quais serão as estratégias de Dilma e Aécio no segundo turno?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Alçados ao segundo turno da eleição presidencial, os candidatos do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, Aécio Neves, têm esta segunda-feira para definir suas estratégias para a próxima etapa da disputa. A campanha recomeça no final da tarde de hoje, 24 horas após o encerramento da votação do último domingo.
A BBC Brasil ouviu analistas e assessores dos candidatos sobre como Dilma e Aécio deverão se comportar nesta fase. Agora, eles terão pouco menos de três semanas para a campanha, período bem mais curto do que os 45 dias que antecederam o primeiro turno.
O prazo apertado, segundo analistas, dificulta mudanças de rumo na campanha. Portanto, dizem eles, candidatos têm pequena margem para erros nesta fase.
Uma questão central para o segundo turno é o destino dos votos de Marina Silva (PSB), ultrapassada com folga na reta final da campanha por Aécio. Analistas avaliam que, se o tucano obtiver o apoio formal da ex-ministra, suas chances de vitória aumentam exponencialmente.
O rumo que Marina vai seguir nesta próxima etapa, no entanto, é incerto.
Analistas avaliam as três opções de Marina para 2º turno
Embora durante a campanha a candidata tenha sinalizado que optaria pela neutralidade no caso de um segundo turno entre outras siglas – como fez na eleição de 2010 – alguns analistas identificaram no pronunciamento feito pela ambientalista após a divulgação dos resultados no domingo um sinal de que ela poderia apoiar Aécio Neves.
A expectativa é de que a candidata oficialize seu posicionamento ainda nesta semana. Caso ela permaneça neutra, dizem os analistas, Dilma será favorecida, já que Aécio precisaria herdar cerca de dois terços dos votos da ex-ministra para empatar a disputa com Dilma.

Pobres x classe média

Segundo o cientista político Jairo Nicolau, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dilma tem como maior trunfo no segundo turno uma “conexão muito sólida” com os pobres brasileiros.
“Nas últimas seis disputas houve uma divisão entre os pobres de um lado e a classe média de outro. Os azuis (PSDB) ganham a classe média, e o vermelho (PT) ganha o povão. Esse padrão deve se repetir”.
Por outro lado, diz ele, das últimas eleições para cá a rejeição ao PT cresceu no país, e a estrutura do partido nos Estados está mais frágil neste pleito.
“Uma ala grande do PMDB está com Aécio, e parte do PSB não volta mais (para a base governista)”.
Nicolau diz ainda que o mineiro conta com boa estrutura nos Estados e deve ser mais difícil de derrotar do que os últimos tucanos a disputar a Presidência, José Serra e Geraldo Alckmin.
“Ele tem uma atitude que tem sido bem avaliada nos debates, faz confronto direto com a Dilma e se protegeu das acusações mais óbvias, como as de que acabaria com os programas sociais e promoveria privatizações.”
Para o professor, o principal desafio do tucano é ganhar votos no Nordeste, região em que o PT venceu com grande vantagem.

Petrobras

Assessores de Aécio disseram à BBC Brasil que, no segundo turno, ele deve manter a estratégia de associar o governo federal a casos recentes de corrupção. A candidatura aposta em novas revelações do escândalo na Petrobras.
Como Aécio virou o jogo e chegou ao 2º turno
Nas últimas semanas, dois personagens envolvidos nas denúncias – o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa – depuseram em investigação sobre o suposto pagamento de propinas a políticos de partidos da base aliada do governo
Os depoimentos estão protegidos por sigilo, mas novos detalhes podem ser divulgados nos próximos dias. A presidente tem dito que seu governo está comprometido com o combate à corrupção na Petrobras, e que as gestões anteriores do PSDB acobertaram denúncias.

Votação (Getty)
Agora no segundo turno, candidatos têm apenas 14 dias de campanha

Para Antonio Flávio Testa, professor de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), as denúncias de corrupção na Petrobras devem deixar Dilma na defensiva no segundo turno.
Para sair dessa posição, diz ele, ela tentará debater com Aécio programas de governo, detalhando as propostas para seu segundo mandato e se comprometendo a terminar as obras que não conseguiu concluir nos últimos quatro anos.
“No primeiro turno ela já mostrou tudo o que o governo fez, então agora deverá focar no futuro”, diz o professor.

Economia e comparações

Assessores tucanos afirmam que Aécio também continuará a criticar a política econômica do governo Dilma, que, segundo o tucano, teria provocado o crescimento da inflação, freado a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) e afugentado investimentos.
Já assessores da presidente disseram à BBC Brasil que Dilma apostará na estratégia que o PT adotou nos últimos segundos turnos das disputas presidenciais, quando os candidatos petistas fizeram comparações entre os governos Lula-Dilma e a gestão FHC.
# BBC


domingo, 5 de outubro de 2014

O ex-ditador haitiano Jean-Claude Duvalier morreu de uma crise cardíaca.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

L'ex-dictateur haïtien Jean-Claude Duvalier, lors d'une conférence de presse, le 21 janvier 2011.
O ex-ditador haitiano Jean-Claude Duvalier, durante uma conferência de imprensa em 21 de janeiro de 2011 © AFP

O ex-presidente haitiano Jean-Claude Duvalier morreu na manhã de sábado, no Porto-Príncipe "Port-au-Prince" de um ataque cardíaco aos 63 anos de idade, disse à AFP o ministro da Saúde, Florence Guillaume Duperval. 
"A família nos ligou hoje de manhã para enviar um helicóptero-ambulância após o seu ataque cardíaco, não tivemos tempo de tranportá-lo, tentamos prestar atendimento no local, em seguida, a morte aconteceu", disse o ministro disse à AFP. 
Jean-Claude Duvalier, conhecido como Baby Doc, herdou o poder, em 1971, de seu pai, o ditador François Duvalier, com a idade de 19 anos. Em seguida, ele foi derrubado em 1986 por uma revolta popular. Ele voltou para a surpresa dos haitianos em 2011, após 25 anos de exílio na França. Ele, então, disse ter voltado para ajudar o povo haitiano. 
Mas desde o seu retorno, muitas queixas foram apresentadas contra ele, por prisões ilegais, torturas, aprisionamentos e exílio forçado de seus oponentes, mas também por peculato. Entretanto nenhum julgamento havia sido realizado. 
Depois de várias recusas de comparecimento, ele foi apresentado pela primeira vez no a Corte de apelação, de Porto-Principe em fevereiro 2013. A justiça haitiana tinha ordenado uma nova investigação em fevereiro em crimes contra a humanidade não prescrito atribuído ao ex-ditador. 
Jean-Claude Duvalier, cujos advogados regularmente enfatizavam sua saúde frágil, vivendo em aposentadoria, em uma área de luxo na parte alta de Porto-Principe. 

# jeuneafrique.com

sábado, 4 de outubro de 2014

MOÇAMBIQUE: CAMPANHA ELEITORAL.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

CAMPANHA ELEITORAL - Nyusi promete aplicar recursos em escolas


O CANDIDATO presidencial do Partido Frelimo, Filipe Nyusi, prometeu ontem em Inhambane que a redistribuição da riqueza resultante da exploração dos recursos naturais existentes naquela região e em todo o país será feita através da aplicação do dinheiro em escolas, fontes de abastecimento de água, energia eléctrica, hospitais, vias de acesso em condições e outras infra-estruturas económicas e sociais.
Falando no bairro Liberdade III,  arredores da capital provincial, Filipe Nyusi reiterou que como futuro Chefe do Estado não terá dinheiro para distribuir aos moçambicanos mas sim no quadro da gestão racional e sustentável dos recursos locais poderá ser possível a concretização dessa promessa. O candidato da Frelimo reafirmou ainda que o seu sonho é transformar Inhambane num centro estratégico de desenvolvimento do país através da exploração dos recursos naturais ali existentes para a redução gradual do desemprego, principalmente na juventude.

CAMPANHA ELEITORAL - Dhlakama reúne-se com comerciantes



O CONCORRENTE da Renamo às presidenciais de 15 de Outubro, Afonso Dhlakama, deverá se reunir hoje com os vendedores formais e informais no município da cidade de Tete, no prosseguimento da sua campanha eleitoral à província de Tete.
Afonso Dhlakama, segundo o programa que nos foi cedido pelo Gabinete de Preparação Eleitoral da Renamo em Tete, chega domingo à cidade de Tete, proveniente do Planalto de Angónia onde, entre outras actividades, vai orientar um comício popular no campo de futebol no bairro Sansão Muthemba junto ao Mercado Kwachena Nhartanda, no prosseguimento de “caça” ao voto para si e para o seu partido. Depois disso Dhlakama vai se reunir com os membros e simpatizantes da Renamo.
#jornalnoticias.co.mz

Ebola: Sierra Leoa introduz lições pela rádio e TV para as escolas.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



As autoridades da Serra Leoa introduziram aulas de rádio e televisão para compensar o tempo perdido no calendário acadêmico. 

Escolas eram para abrir no início de setembro. A declaração do estado de emergência em julho empurrou o calendário indefinidamente. 

Com a inabalável epidemia, as autoridades educativas temem que o ano lectivo possa ser perdido. 

Começando terça-feira, 7 de outubro, estudantes de todo o país começaráão as aulas através da mídia. 

O programa vai ter 41 estações de rádio em todo o país, e a única televisão nacional, SLBC, levará lições da escola ao ar. 

O "sistema de escola inteira foi interrompida e as crianças não estão aprendendo", diz ministro da Educação, Dr Minkailu Bah. 

A partir de sexta-feira, dados do Ministério da Saúde e Saneamento mostraram 557 pessoas morreram da doença em Serra Leoa, fora de 2.246 casos. 

O epicentro do país, desde então, deslocou-se do leste para o norte, onde os casos foram se multiplicando a cada dia. 

Os mais atingidos, Distrito de Bombali, com 227 casos, STANDS em terceiro, atrás Kailahun e Kenema, a leste com 530 e 429 casos, respectivamente. 

Um novo relatório publicado na quarta-feira pela caridade, Save the Children, indica uma situação muito pior da que se pensava. 

Cinco pessoas são infectadas com o vírus Ebola cada hora em Sierra Leoa, diz o relatório. 

Hospitais comprimidos com rodada de pessoas doentes a cada dia por falta de espaço, já confirmada em parte do relatório. 

As questões de privacidade 

De acordo com a Save the Children, cerca de 765 novos casos da doença Ebola foram relatados no país na semana passada. 

E isso, a caridade acrescenta, acontece em um país com apenas 327 leitos disponíveis para os pacientes. 

A taxa de infecção pode chegar a 10 pessoas em uma hora, se medidas urgentes não forem tomadas, adverte. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a partir de quarta-feira, o volume de casos nos quatro países do Oeste Africano afetados combinados estava sobre 7100, com mais de 3.300 mortes. 

Na sexta-feira, um médico Uganda chegou à Alemanha para tratamento após contrair o vírus em um centro de tratamento 22-cama recém-inaugurado perto de Freetown. 

A caridade italiana médica, de emergência, que dirige o centro em Lakkah, recusou-se a divulgar a identidade do doente citando privacidade. 

Cerca de 165 profissionais de saúde cubanos chegaram em Freetown na quinta-feira para impulsionar os esforços para combater a doença. 

O Presidente Ernest Bai Koroma repetiu na sexta-feira o pedido para mais apoio internacional para combater a doença. 

Seu apelo na visita do Ministro  irlandês de Desenvolvimento Internacional após um dia depois de sua tentativa fracassada de viajar para o Reino Unido para uma conferência para arrecadar fundos para o país no esforço anti-Ebola, organizado pelo governo britânico.

# africareview.com


CELEBRAÇÃO DE " l’Aïd-El-Kébir " NA COSTA DO MARFIM.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Célébration
No centro o chefe de Estado Alassane Ouattara

Os muçulmanos na Costa do Marfim celembram neste sábado, assim como os outros ao redor do mundo, o Eid Al-Adha (Eid-El-Kebir), conhecido como o "Festival do Sacrifício" ou Tabaski a segunda maior festa naquela comunidade. 

Vestida com suas melhores roupas, os fiéis invadem as várias mesquitas para assistir dois rakattes, orações e sermões dos imãs que abordam diversos temas. 

Na Grande Mesquita no Golfo da Riviera, onde houve a oração oficial com a participação do chefe de Estado Alassane Ouattara, o Imam Mamadou Traoré explicou a importância do sacrifício de Abraão. 

Quanto à notícia, ele elogiou os esforços feitos pelas autoridades políticas e administrativas do país ao longo das linhas de reconciliação. Imam Traoré acolheu a representação da sociedade civil, incluindo a religiosa no seio da Comissão Eleitoral Independente (CEI). 

Após a oração, os fiéis foram mandados para casa para o segundo destaque do festival que é o sacrifício do animal (ovinos, carne ...), a carne deve ser dividido em três partes (família, amigos e vizinhos). 

A festa de Tabaski ou Eid-El-Kabir comemora a disposição de Abraão de sacrificar seu filho Ismael como um ato de submissão a Alá. Também marca o fim da peregrinação (Hajj, quinto pilar do Islã) a Meca, na Arábia Saudita. Os peregrinos hospedam-se na sexta-feira na estação de Arafat, cerca de uma vintena de Meca, antes de regressar a Mina para outra ritos deste pilar do Islã. 


LS / APA

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Crise de Ebola: Libéria quer processar o homem hospitalizado no hospital dos EUA.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Libéria foi mais afetada pelo surto, com 1.998 mortes registradas são os últimos dados da ONU. FOTO | BBC

As autoridades liberianas dizem que vão processar o homem diagnosticado com Ebola que está nos EUA, acusando-o de mentir sobre seu contato com um parente infectado. 

Quando ele deixou o país no mês passado, a nação liberiano, Thomas Eric Duncan preencheu um questionário dizendo que nenhum de seus parentes estavam doentes. 

Mas o vice-ministro da Saúde da Libéria disse que ele tinha levado um parente doente para uma clínica em um carrinho de mão. 

Sr. Duncan está em estado grave em um hospital em Dallas. 

Ele é o primeiro caso de Ebola a ser diagnosticado em solo americano, onde cerca de 100 pessoas estão sendo verificadas por exposição ao Ebola. 

Mais de 3.330 pessoas já morreram do surto de Ebola em quatro países da África Ocidental. 

' Rápida Recuperação' 

Jonathan Paye-Layleh o correspondente da BBC na capital da Libéria, Monróvia, disse que o anúncio de acusação foi feita na conferência de atualização de notícias semanais de Ebola, que é acompanhado por inúmeros funcionários do governo e foi dominado pelo caso do Sr. Duncan. 

"Desejamos-lhe uma rápida recuperação; aguardamos sua chegada na Libéria" para enfrentar um processo, disse Binyah Kesselly, o presidente do conselho de administração da Autoridade Aeroportuária da Liberia. 

Vice-ministro da Informação, Isaac Jackson confirmou que o Sr. Duncan seria processado por ele ter "mentido sob o juramento sobre o seu status com Ebola". 

Antes da entrevista, o senhor Kesselly disse que Sr. Duncan tinha respondido "não" a todas as perguntas do formulário do Ebola, que inclui um sobre se o viajante tem parentes doentes com Ebola. 

O vice-ministro da Saúde Tolbert Nyenswah explicou na entrevista coletiva que estava investigando os movimentos do Sr. Duncan antes de deixar a Libéria em 19 de setembro. 

Ele disse que Duncan trabalha como motorista na Libéria para Guardar- Carga para envio, numa subsidiária do serviço de correio internacional FedEx, e vive no subúrbio Paynesville 72, Comunidade de Monrovia. 

Eric Vaye, um vizinho do Sr. Duncan, também participou para ajudar no acompanhamento dos contactos, e disse que nove pessoas haviam morrido de Ebola no distrito nas últimas semanas. 

Sr. Duncan é acusado de ter empurrado o carrinho de mão quando conduzia um parente doente para uma clínica. 

Nosso repórter diz que isso é proibido e as pessoas são obrigadas a ligar para um número de emergência para garantir que os pacientes sejam recolhidos por trabalhadores da saúde de modo que mais contato com pessoas doentes seja evitado. 

Sr. Nyenswah disse que era "menos provável" que o Sr. Duncan tivesse contraído a doença quando de sua passagem por Libéria, porque ele não estava mostrando sinais antes de sair. 

Segundo os últimos dados da ONU, houve 7.178 casos de Ebola confirmados, com a Serra Leoa, Libéria e Guiné sofrendo mais. 


Liderança da organização de caridade Salvem as Crianças "Save the Children" alertou que Ebola está se espalhando a uma "taxa terrível", com o número de novos casos registrados dobrando a cada poucas semanas.

# africareview.com

Cabo Verde vai avaliar viagens para os EUA por causa da situação do ébola anunciada nesse país e decidir que posição adoptar.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Minha gente, caiu como uma bomba! Essa notícia em parte seria de aplaudir o governo caboverdiano se se tratasse de um país qualquer; portanto, menos viável que próprio Cabo Verde. Mas tratando-se dos Estados Unidos? A primeira potência mundial? País esse que tomou de frente ações diretas para ajudar a combater o vírus com tendências a se espalhar pelo mundo? País que salvou todos os pacientes de origem americana que contraíram essa doença nos países africanos e que hoje estão livre da doença? Seria realmente uma atitude estratégica do Governo, estancar viagens de cidadãos caboverdianos aos Estados Unidos porque esse país estaria entre áspas " assolado por vírus Ébola " ?  Sou admirador confesso dos passos largos rumo ao desenvolvimento que o Governo caboverdiano e seu povo deram nos últimos anos em relação a qualquer outro país africano, mas eu acho que uma atitude dessa devia ser analisada friamente antes de ser anunciada - minha opinião. 

Veja o vídeo: Vídeo


De: Samuel Vieira


Brasil: Candidatos elegem Dilma Rousseff como alvo no último debate antes do 1º turno.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Candidata petista foi fustigada durante as quase duas horas do debate promovido pela Rede Globo. Corrupção e aparelhamento de estatais foram principais temas dos ataques.

                         Candidatos participaram do último debate antes do 1º turno                                                                                         
A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) foi escolhida como alvo preferencial dos demais candidatos no debate entre os presidenciáveis promovido pela Rede Globo de televisão na noite desta quinta-feira (02). Seus dois principais concorrentes, Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) aproveitaram o debate desta madrugada para desgastar a candidata petista. Logo na primeira pergunta, Luciana Genro (PSOL) aproveitou para fustigar Dilma com uma pergunta sobre a corrupção na Petrobras e sobre as alianças firmadas pelo PT com partidos de direita.


“Não são as alianças que definem corruptos. Há corruptos em todos os lugares. As instituições é que devem ser virtuosas e investigar. A CGU, a abertura para investigar aconteceu no meu governo. Eu quero garantir que todos os crimes serão investigados, doa a quem doer. Não há ninguém acima da corrupçãotodo mundo pode cometer corrupção, as instituições que devem investigar”, disse Dilma, citando medidas de combate à corrupção.

Logo no fim do primeiro bloco, os candidatos Levy Fidelix (PRTB), Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) protagonizaram um bate-boca sobre temas polêmicos, como legalização das drogas e o combate à homofobia. Em uma pergunta de tema livre, Eduardo Jorge sugeriu a Levy Fidelix que ele “pedisse desculpas ao povo brasileiro”, por conta de posições consideradas homofóbicas, defendidas pelo candidato do PRTB no debate da Record, na semana passada. Fidelix, por sua vez, acusou o presidenciável do PV de “fazer apologia” do uso de drogas.

Ainda no primeiro bloco, Aécio Neves e Marina Silva mandaram artilharia pesada um contra o outro. Disputando uma vaga no segundo turno contra Dilma, ambos investiram em pontos fracos do adversário direto. O tucano questionou o discurso marineiro de "nova política", enquanto a ambientalista criticou o PSDB pela suposta compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição, no Congresso, quando"começou o mensalão", segundo a peesebista.

No segundo bloco, Marina criticou a inexperiência de Dilma, por "não ter sido nem vereadora e virado presidente". "Interessante, vindo de uma pessoa que defende a nova política", rebateu petista. Ambas discutiram sobre a autonomia do Banco Central. "Sugiro que a senhora leia o que escreveram no seu programa", alfinetou Dilma. "Autonomia é para combater a inflação, que hoje está alta, e para que não haja interferência política de quem acha que manda em tudo", rebateu Marina.

"Terminou, candidatas, por favor. Candidatas!". William Bonner teve trabalho para fazer com que Marina e Dilma parassem de falar, após um embate duro entre as duas sobre corrupção, no terceiro bloco. "A corrupção foi varrida para debaixo do tapete", criticou Marina sobre o governo Dilma. Vamos colocar os pingos nos is: o diretor nomeado por você, diretor de fiscalização do Ibama, foi afastado no meu governo por crime de desvio de recursos. E eu não saí por aí dizendo que você conhecia e tinha acobertado a corrupção", devolveu Dilma na tréplica.

Nas considerações finais, Dilma pediu ao eleitor que "vote com a sua consciência, paz e amor no coração". Marina se despediu prometendo o passe Livre e uma saúde "que acolha as pessoas na hora em que elas precisam".  Aécio Neves prometeu ser "o presidente de todos os brasileiros". Eduardo Jorge encerrou classificando o PV como "conservador, reformista, revolucionário e necessário". Pastor Everaldo defendeu as bandeiras da "família", como fez em todos os debates. Levy, acusado de homofobia, falou da "inversão de valores e desagregação social", e prometeu estar de volta nas próximas eleições. Após apresentar as bandeiras do PSol, Luciana Genro questionou: "Isso é utopia? Sim, uma utopia concreta, porque ela pode se realizar."

# correiobraziliense.com.br

Senegal: 70 senegaleses repatriados esta noite da república Centro Africana.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Depois de uma primeira onda de 500 pessoas em janeiro último, as autoridades senegalesas decidiram acolher outros compatriotas repatriados. Setenta (70) senegaleses vão assim pisar a pista do aeroporto Leopold Sedar Senghor (LSS) esta sexta-feira à noite, informa "O Povo". Cinqüenta (50) Outros, incluindo alguns dos Camarões, são esperados na próxima semana. 
O jornal relata que esta operação era para ser realizada mais cedo. Mas devido ao Ebola e a ascensão do grupo Boko Haram nos últimos tempos, isso atrasou a operação de acolhimento de nossos compatriotas repatriados.

# seneweb.com

Total de visualizações de página