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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Reeleição na Bolívia: Em nove anos, Morales erradica analfabetismo e mantém inflação sob controle.

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O desafio dos primeiros dois mandatos de Evo Morales foi recuperar as riquezas naturais da Bolívia.




O presidente da Bolívia, Evo Morales, conquistou no domingo (12), de acordo com resultados extraoficiais, o terceiro mandato consecutivo – um feito em país marcado por história de instabilidade política e econômica. A vitória era esperada: em nove anos de governo, Morales erradicou o analfabetismo, reduziu a pobreza e a desigualdade e garantiu alto índice de crescimento econômico, mantendo a inflação e os gastos públicos sob controle. O líder sindical dos cocaleros (cultivadores da coca), que chegou ao poder com um discurso anti-imperialista, é hoje elogiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial – organizações que ele criticou.

“O FMI elogia nossa estabilidade econômica, mas essa não é um patrimônio do FMI, nem dos economistas neoliberais”, diz o ministro da Economia da Bolívia, Luiz Arce. “Chegamos aos resultados que eles pedem, mas sem usar as fórmulas deles. Usamos nosso modelo, que tem ingerência do Estado e investe dinheiro na área social”.
Segundo Arce, o desafio dos primeiros dois mandatos de Evo Morales foi recuperar as riquezas naturais da Bolívia (minérios e gás natural), que ele nacionalizou para poder investir em educação, saúde e planos sociais. “O petróleo rende US$ 6 bilhões ao ano, que equivalem a cerca de um quinto do nosso Produto Interno Bruto, de US$ 31 bilhões. Agora, 85% desse dinheiro ficam no país e apenas 15% com as transnacionais”, explica Arce.

Os altos preços das commodities favoreceram Evo Morales - primeiro presidente aymara, em um país onde a maioria de indígenas jamais chegou ao poder. Mas, desde 2011, elas vem caindo, afetando a economia dos países vizinhos. Ainda assim, este ano – segundo relatório da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe – a Bolívia é o país que mais vai crescer na América do Sul: 5,5% (o dobro da média regional). De acordo com Arce, esse crescimento deve-se ao aumento do consumo interno, que compensou a desaceleração da economia de países desenvolvidos, compradores de produtos bolivianos.

“Construímos estradas, que ajudaram a aumentar a produção, porque integraram partes da Bolívia que estavam isoladas”, explicou. O consumo, no segundo país mais pobre da América do Sul (depois do Paraguai), é por produtos básicos: gás (que até recentemente era exportado, mas não chegava às casas de muitos bolivianos), supermercados e serviços. Duas obras que marcam a “modernização” da Bolívia são o Tupac Katari (primeiro satélite de telecomunicações do país, lançado em 2013) e o bondinho (ligando a capital, La Paz, à vizinha cidade de El Alto). O teleférico é o mais alto e o maior em extensão urbana no mundo.

Mas o desafio, nos próximos cinco anos, será manter o crescimento de uma economia que depende dos mercados dos países vizinhos (principalmente do Brasil) e reduzir a pobreza, que ainda afeta um quarto da população. Segundo Arce, o próximo passo é explorar novas riquezas, como o lítio (usada para fabricar desde remédios para depressão até baterias e pilhas). A Bolívia tem a maior reserva mundial de lítio, mas não está exportando a matéria-prima porque quer industrializá-la. “A ideia é fabricar pilhas aqui e outros produtos, como fertilizantes, feitos de fosfato, ou plásticos”, destacou Arce.

A dúvida é se a Bolívia terá recursos financeiros e humanos suficientes para dar esses passos ou se vai precisar de dinheiro e tecnologia de países que investiram na região e foram surpreendidos pela nacionalização de seus investimentos – entre eles, o Brasil.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 12 de outubro de 2014

Luta contra o Ebola: Uma oportunidade para a Guiné-Conacry?

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A propagação inquietante da epidemia de Ebola é uma oportunidade para o presidente Alpha Conde? Sidya Toure, presidente da União das Forças Republicanas (UFR) responde à pergunta desta semana. 

"Ouvir o Presidente da República, temos a impressão de que o Ebola é uma oportunidade para a Guiné", lamentou Sidya Toure. Ele disse que foi o primeiro líder político de abril a maio a solicitar para que medidas mais sérias sejam tomadas para evitar Ebola, no momento concentrado em uma região. Alpha Conde tinha respondido naquele momento, diz Sidya, "que nós não temos medo de Ebola". 

"Este é um problema extremamente grave para o nosso país. Mas como diz o ditado de um provérbio Africano, ele não está lutando ao lado do leito da mãe doente. Nosso país está doente, eu digo literalmente e figurativamente. Portanto, devemos todos dar as mãos para garantir que possamos sair dessa ", martelou o presidente da UFR

"Infelizmente, ele continuou, nós acusamos muito o ​​atraso na ignição sobre esta questão, porque nós nos perdemos em conjecturas. Eu percebo que a comunidade internacional veio à nossa cabeceira com muitos recursos, muitas possibilidades. Teríamos de combiná-los com nossas próprias habilidades em comunicação, nível de saúde, nas reuniões, para garantir que todos o nosso país compreendesse que esta doença está lá e temos de lutar para que possamos livrar-se dela. "

Sidya prosseguiu, advertindo: "Esta doença é grave. Não é segura. Ela está destruindo não apenas o que vemos em termos de pacientes, mas está a destruir a economia do nosso país. "Antes de comparar "países como a Nigéria, onde a doença chegou em Lagos, uma cidade que tem o dobro da população de toda a Guiné, eles registraram apenas 9 mortos, mas eles foram capazes de conjurar." Enquanto a Guiné, no mais recente relatório observou-se mais do que 800 mortos. 

"O Paciente Zero veio da Guiné, por isso somos nós que contaminamos outros países. Eu acho que se queremos resolver os problemas em nosso país, temos de encarar a verdade. Isso é muito sério, porque o ato de contornar a verdade, não lhe permite entender sua situação e começar a pedir soluções. Quando ouvimos algo na TV RPG (alusão à RTG), repete-se, todo mundo repete isso como uma verdade da Bíblia ou Corão. Estamos num partido único, cada um deve emitir uma opinião sobre essas questões ", disse ele. 


Fanta Bah

#www.lejourguinee.com/

Cuba: O custo de uma política arbitrária.

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De março de 2013 a igual período de 2014, os efeitos nocivos do bloqueio imposto a Cuba têm causado a entidades da indústria alimentar perdas milionárias.
Se a empresa mista Havana Club Internacional tivesse podido vender nosso rum em mercados estadunidenses, de março de 2013 a igual período de 2014, suas contas financeiras teriam contabilizado receitas avaliadas em mais de US$100 milhões. Contudo, hoje esta cifra só faz parte das fatais afetações que provoca ao nosso país uma política arbitrária que leva já muitos anos.

Este exemplo aparece entre os tantos que revelam a natureza do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba e que somente a entidades do Ministério da Indústria Alimentar (Minal) tem causado, durante a etapa avaliada, perdas superiores aos US$102 milhões, segundo foi informado num encontro com a imprensa efetuado em dias recentes.
Poder oferecer serviços variados e de maior qualidade à população tivesse sido possível com esta soma, afirmou a vice-ministra do Minal, Betsy Díaz Velázquez, que enfatizou nas receitas deixadas de perceber por exportações de bens e serviços, bem como nas afetações monetário-financeiras, à população e as derivadas da recolocação geográfica do comércio.
Nesse sentido, o diretor da empresa comercial Caribex, Antonio Guerra, explicou as limitações da exportação de produtos pesqueiros aos Estados Unidos, mercado com capacidade para assimilar quase a totalidade de suas exportações.
Entretanto, a “obrigada” comercialização com outros clientes, supôs para Caribex uma afetação próxima do meio milhão de dólares.

O presidente da Corporação Cuba Ron e da empresa mista Havana Club Internacional, Juan González Escalona, também se referiu à maneira em que o bloqueio afeta a gestão empresarial.
“No mercado internacional do rum, as marcas Premium atingiram em 2013 uma estimativa de 45 milhões de caixas, delas, aproximadamente 40% é consumido nos Estados Unidos. Havana Club é líder do rum Premium em vários países como a Alemanha, Itália, Reino Unido, Suíça, Peru, Bolívia, Holanda... Não obstante, a absurda política do vizinho do norte impede que Cuba conquiste o mercado estadunidense”, afirmou.
Foram evidentes, além disso, em cada uma das intervenções, os danos à economia, associados ao encarecimento dos custos de frete e aumento do preço de algumas matérias-primas contratadas com provedores longínquos. Entre as entidades afetadas destacam Los Portales S.A. , Papas & Co, Stella, a empresa importadora e exportadora Alimpex, e a mista Bucanero.

Betsy Díaz também assinalou como “ano após ano crescem os danos do bloqueio, cujo recrudescimento, desde 2013 e até hoje, encontra seu máximo expoente nas multas impostas a bancos e empresas que operam com suas homologas cubanas”.
As entidades nacionais são obrigadas a elevados gastos financeiros  derivados das taxas de câmbio e a manterem níveis de inventários muito altos a partir  da distância geográfica dos provedores, o que leva a uma fatídica imobilização de recursos.

#granma.cu

Eleições em Moçambique: Dhlakama diz que já está "a formar Governo".

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Candidato diz que vai "limpar" as eleições em Moçambique.



O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, assegurou à Lusa que já está a formar o próximo governo moçambicano e garantiu que vai "limpar" a primeira volta das eleições presidenciais e também as legislativas de quarta-feira, "com mais de 60% dos votos".
"Por aquilo que vemos, vamos limpar numa primeira volta com 60% ou 70%, mesmo as legislativas, porque quem vai votar no Dhlakama, vai votar na Renamo (Resistência Nacional Moçambicana). Toda a gente quer mudança", assinalou, em entrevista à Lusa, o presidente do principal partido da oposição.
Segundo Dhlakama, "há muitos moçambicanos de boa vontade que estão à espera há mais de 22 anos, e que gostariam de fazer parte de um governo honesto, para servir os interesses do povo, para governar com justiça e democracia".
"Ser de facto governante e respeitar os governados. É este governo que estamos a preparar", declarou.
"Pessoas honestas"
O candidato presidencial da Renamo recusou a ideia de que o principal partido da oposição não tem quadros, afirmando que "não há nenhum partido neste mundo, mesmo na Europa, que forma quadros", porque este são "apanhados nas universidades".
"Temos a Universidade Eduardo Mondlane, que sobrevive através dos nossos impostos. Forma jovens médicos, intelectuais. Eu vou buscá-los", afirmou.
"O que se quer é que sejam pessoas honestas, capazes de aceitar trabalhar e comprometer-se a cumprir e servir de facto, para sermos um governo inclusivo e capaz de ajudar esse povo. Portanto, em termos de quadros há muitos moçambicanos formados em Portugal, Estados Unidos, França descontentes. Eu vou usá-los", assegurou.
O líder da Renamo disse também que tem recebido telefonemas de membros do governo a disponibilizarem-se para integrar o eventual executivo a ser constituído em Moçambique, após o escrutínio de quarta-feira.
"Por isso eu digo que o meu governo vai ser inclusivo", prometeu Afonso Dhlakama que, caso vença as eleições, vai dirigir o país que entra num novo ciclo económico caraterizado pela previsão de exploração das grandes reservadas de gás no norte do país.
Afonso Dhlakama prometeu criar um Estado democrático e de justiça social, em que "haja acordos para que estrangeiros não se sintam explorados, mas também para que os moçambicanos não se sintam explorados".
"É muito importante que as empresas paguem os impostos, sem roubalheira, porque os impostos grandes afugentam os investimentos", afirmou.
# www.cmjornal.xl.pt

Costa do Marfim: A sociedade civil tem um papel-chave nas eleições de 2015.

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Entretien
© Presidência por DR 
Entrevista acordada com o Presidente da República,  com a representante Especial do Secretário-Geral da ONU na Costa do Marfim, na segunda-feira, 21 de julho de 2014, em Abidjan. O Presidente da República, Sua Excelência o Sr. Alassane Ouattara se reuniu nesse dia com a Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Sra. Mindaoudou Aïchatou.

O Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas na Costa do Marfim, Aïchatou Mindaoudou, comentou nesta sexta-feira, em Abidjan, o principal papel da sociedade civil da Costa do Marfim no processo eleitoral no país. 

"A sociedade civil tem um papel fundamental para a realização de eleições democráticas em 2015", disse Mindaoudou durante um fórum dedicado aos direitos humanos. 

Para Sra. Mindaoudou, ações de promoções de direitos humanos levadas a cabo por diferentes organizações devem ser incentivadas. 

A padroeira da Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim também pediu a sociedade civil para trabalhar em prol da não-violência a partir da perspectiva de umas eleições bem sucedidas. 

Uma Série de eleições a partir do próximo ano na Costa do Marfim, com a eleição presidencial prevista para Outubro de 2015. 

Para o Representante Especial, "as eleições de 2015 serão um ponto de viragem na vida política e econômica da Costa do Marfim." 

"Os marfinenses devem mostrar que eles não querem voltar para a crise eleitoral de 2010-2011", disse ela. 

Sra. Mindaoudou exortou todas as partes da Costa do Marfim para trabalhar para o país para evitar outra crise pós-eleitoral, como a de 2010-2011, que matou pelo menos 3.000 pessoas e gerou um milhão de deslocados no país.

# abidjan.net

ONU pede a África Ocidental para se unir contra os mercenários.

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Mercenários presos no Zimbabué. A ONU instou os Estados da África Ocidental para se unirem na luta contra o uso de soldados contratados para desestabilizar governos. IMAGEM | GRUPO Nation Media.

A ONU pediu aos países da África Ocidental para reforçarem a sua cooperação para lutar contra mercenários durante os períodos de crise. 

Um relatório precisou; que "este flagelo (mercenários) é um fenômeno transnacional e só pode ser combatido em conjunto pelos países em causa". 

O relatório confirma que nesta sexta-feira seguem para quatro dias uma missão de especialistas da ONU independente para Costa do Marfim, o relatório confirmou que os mercenários foram de fato utilizados nos dois conflitos armados na Costa do Marfim. 

Os conflitos decorreram entre Setembro de 2002 e 2005, bem como durante a crise pós-eleitoral de Dezembro de 2010 a Abril de 2011. 

Cerca de 5.000 pessoas foram mortas nos conflitos que posteriormente subdividiu o país, o norte controlado pelos rebeldes e o sul controlado pelo governo. 

Um relatório detalhado da visita será apresentado à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, em setembro de 2015. 


Durante as guerras fratricidas gêmeas na Serra Leoa e na Libéria, entre 1989 e 2013, foram utilizadas milhares de mercenários dos países membros da sub-região.

# africareview.com

GUINÉ-CONACRI: SOLIDARIEDADE - UNICEF libera 57 toneladas de material para apoiar na luta contra Ebola.

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Um avião que transportava equipamentos para apoiar na luta contra a epidemia de Ebola chegou a Guiné. São 57 toneladas de suprimentos em ajuda contendo 4,5 milhões de pares de luvas, 50 tendas, medicamentos e insumos nutritivos e as balanças para bebês. O material foi financiado pelo Banco Mundial e veio em apoio as estruturas sanitárias do país, severamente enfraquecidas pela epidemia de Ebola.

Para o efeito, uma delegação composta pelo Ministro da Cooperação Internacional, o Representante da UNICEF e Diretor Regional do UNICEF para a África Ocidental e Central que foi recebido no Aeroporto Internacional Conakry Gbessia para receber esta entrega importante. 

Congratulando-se com a contribuição, o Sr. Moustapha Sano Koutoubou expressa confortado pelo apoio constante dos parceiros da Guiné. "O Banco Mundial e a UNICEF que continuam apoiar-nos incansavelmente desde o início da epidemia. Quero reiterar a nossa gratidão e confiança que este material vai realmente para as unidades de saúde para conter a doença o mais rápido possível. "

O Diretor Regional do UNICEF para a África Ocidental e África Central, Manuel Fontaine, renovou o apoio da UNICEF e seu compromisso com o país. Atualmente visitar a Guiné, é particularmente inteirar-se sobre a situação das crianças afectadas por este flagelo. "A grande maioria das crianças afetadas pelo vírus Ebola não têm sempre o bom atendimento. Não podemos responder a uma crise dessa natureza e magnitude com meios convencionais. Precisamos de mais coragem, mais criatividade, e muitos mais recursos. "


Enfrentando a situação no terreno, o governo e os seus parceiros estão a trabalhar arduamente para levantar dinheiro e parar a contenção da progressão da doença, que causou 783 mortes no país.

# www.guineeconakry.info/

sábado, 11 de outubro de 2014

DW destaca: Guiné-Bissau pode sofrer novo golpe, alerta especialistas.

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Em destaque nessa emissão do dia 09/10/2014: 



Em Moçambique, Afonso Dhlakama diz que está em vantagem na corrida à Presidência. Guiné-Bissau pode sofrer novo golpe, alerta especialista. População angolana ainda à espera da data das primeiras eleições autárquicas.


Acesse o LINK e escuta: AQUI.

Fonte DW

Quem são e de onde vêm os candidatos à Presidência de Moçambique?

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Afonso Dhlakama, Daviz Simango e Filipe Nyusi, candidatos à Presidência de Moçambique, para as eleições 2014
Afonso Dhlakama, Daviz Simango e Filipe Nyusi, candidatos à Presidência de Moçambique, para as eleições 2014

Quem são afinal Afonso Dhlakama, Daviz Simango e Filipe Nyusi?
Afonso Dhlakama
Moçambique – Eleições 2014 - Afonso Dhlakama (Moma, provincia de Nampula)
Nascimento – 1 Janeiro de 1953
Localidade: Magunde, província de Sofala
Ocupação – Presidente da RENAMO, Político
Dhlakama ascendeu à liderança da RENAMO apos a morte de André Matsangaissa, às mãos das forças governamentais moçambicanas em 1979. Dhlakama competiu como candidato da RENAMO nas três anteriores eleições presidenciais multipartidárias.
Quem é Afonso Dhlakama?
Afonso Dhlakama nasceu a 1 de Janeiro de 1953, em Mangunde, distrito de Chibabava, na província central de Sofala, e é hoje um dos mais destacados políticos moçambicanos. E foi no regulado de Mangunde, um povoado pobre, onde Dhlakama forjou a sua maneira de ser: determinado.
Após a morte, em 1979, pelas tropas governamentais, do primeiro presidente da Renamo, André Matsangaissa, Dhlakama torna-se o homem forte deste movimento guerrilheiro.
Antes de se juntar á RENAMO, Afonso Dhlakama era militar das forças armadas moçambicanas.
A sua tomada de posição face ao prosseguimento da luta de guerrilha iniciada por Matsangaissa, foi o seu primeiro grande gesto contra o socialismo, e desde então tem sido o grande defensor dos ideais da RENAMO, tornando-se, por isso, uma figura polémica em alguns círculos políticos moçambicanos, sobretudo pela forma como fugiu do exército moçambicano.
Na RENAMO, segundo Odete de Sousa, Dhlakama é considerado um político realista que defende a identidade deste movimento. Ele sabe tomar decisões e, acima de tudo, é um homem de justiça, aparentemente, tendo sido por isso que em 2009, foi reeleito presidente do Partido, derrotando Rogério Francisco Joao.
Até 1984, Afonso Dhlakama era comandante em chefe das forças da Renamo e ao mesmo tempo Presidente do Conselho Executivo do movimento, uma espécie de Governo sombra, constituído por 12 membros.
Foi sob o comando de Dhlakama que a RENAMO teve alguma ascendência na sua luta contra o Governo moçambicano, controlando algumas partes do País. A guerra terminou em 1992, com a assinatura do Acordo Geral de Paz, tendo a RENAMO se tornado um Partido político da oposição, ainda na década de 90.
Mas a grande experiência política de Afonso Dhlakama aconteceu quando ele concorreu para as primeiras eleições multipartidárias em Moçambique, em 1994, alcançando 33.7 % dos votos, contra 52.3 % de Joaquim Chissano, com quem assinara o acordo de paz, em Roma.

Daviz Simango

Daviz Simango
Nascimento – 7 Fevereiro 1964
Localidade: Tanzânia
Profissão – Engenheiro Civil
Ocupação – Presidente Camarário da Beira, Politico, Presidente do Movimento Democrático de Moçambique
Simango aderiu à Renamo em 1997 e como candidato deste partido concorreu com sucesso à presidência da camara da Beira em 2003. Em Março de 2009, Daviz Simango fundou o novo partido MDM, pelo qual concorreu como candidato presidencial nas eleições de Outubro de 2009.
Quem é Daviz Simango?
O Movimento Democrático de Moçambique-MDM, escolheu Daviz Simango, como o seu candidato às eleições Presidenciais de 15 de Outubro próximo, um jovem tido como incómodo tanto para a Resistência Nacional Moçambicana-RENAMO como para a Frente de Libertação de Moçambique-FRELIMO, e que em 2008, tornou vitoriosa a primeira candidatura independente a um município moçambicano.
Actual Presidente do Conselho Municipal da Beira e do MDM, Daviz Simango nasceu a 7 de Fevereiro de 1964, e a sua aposta é chegar á Presidência da República, no âmbito do projecto do seu Partido "Moçambique Para Todos".
Quis o destino que Simango nascesse numa família de políticos, pois, o seu pai, Uria Simango foi vice-presidente da FRELIMO, o qual foi morto sob acusação de traição, a mãe, Celima Muchanga, também militante da FRELIMO, e um irmão, Lutero Simango, que é deputado da Assembleia da República pelo MDM.
Licenciado em engenharia civil pela Universidade pública moçambicana Eduardo Mondlane, Simango foi membro do extinto Partido da Convenção Nacional-PCN, e em 1977 juntou-se á RENAMO, Partido pelo qual se tornou, em 2003, Presidente do Conselho Municipal da Beira, a segunda maior cidade do País.
Na RENAMO, Daviz Simango chegou a ser considerado um delfim do Presidente deste Partido, Afonso Dhlakama. Em 2008, Simango era o candidato natural á sua própria sucessão nas eleições municipais, mas a Renamo optou por nomear para o município da Beira um dos seus deputados na Assembleia da República como seu candidato.
Isso fez com que um grupo de militantes da Renamo iniciasse uma campanha para a candidatura independente de Daviz Simango, o que veio a ser oficializado no dia 05 de Setembro. Nas eleições de 15 de Novembro foi reeleito com mais de 60 porcento dos votos.
E foi em Março de 2009 que Simango apresentou o seu Partido - o MDM, na cidade da Beira, altura em que também foi eleito Presidente desta formação política, a terceira no parlamento moçambicano, onde ocupa oito dos 250 assentos.
Simango é considerado uma figura com prestígio e viu a sua governação na cidade da Beira ser reconhecida pela revista sul-africana Profissional Management Rexiew-Africa, considerando-o melhor presidente de município de Moçambique, em 2006.
No seio do MDM, Simango é visto como uma pessoa que projecta uma imagem de humildade e liderança, e talvez tenha sido por isso que escapou ileso de um atentado quando se preparava para dirigir um comício, na província nortenha de Nampula.
Tal como foi anunciado na altura, o atentado foi da autoria de elementos da RENAMO, um Partido no qual Daviz Simango é considerado traidor, traidor não só por ter formado o seu próprio Partido, mas, sobretudo, por ter atraído muitos membros da Renamo para o MDM.
E há mesmo quem assevere que quem mais tira o sono a Dhlakama é Daviz Simango e não os outros adversários da RENAMO.

Nyusi, o candidato presidencial da FRELIMO

A sua escolha surpreendeu muitos, é um homem do Norte, mas respondeu a muitos outros que achavam que a FRELIMO devia deixar de escolher apenas candidatos do sul.
Moçambique Eleições 2014: Campanha de Filipe Nyusi (em Mocuba/Província da Zambézia)
Moçambique Eleições 2014: Campanha de Filipe Nyusi (em Mocuba/Província da Zambézia)

Nascimento – 9 Fevereiro de 1959
Localidade: Distrito da Mueda, Província Cabo Delgado
Profissão - Engenheiro
Estudou Engenharia mecânica (Antiga Checoslováquia) e Gestão (Universidade Machester, Grã-Bretanha)
Nyusi trabalhou na gestão dos Caminhos-de-Ferro e Portos de Moçambique, presidiu ao Ferroviário de Nampula, leccionou na Universidade Pedagógica (campus de Nampula). Quando foi escolhido para candidato presidencial pela FRELIMO (Março 20140 era Ministro da Defesa.
Quem é Filipe Nyusi?
Numa escolha surpreendente e que terá desapontado algumas pessoas, a Frente de Libertação de Moçambique-FRELIMO, escolheu Filipe Nyusi, o primeiro homem do norte do País, como seu candidato às eleições presidenciais de 15 de Novembro próximo, contrariando uma prática em que todos os candidatos frelimistas eram do sul.
Há muito que destacadas figuras da FRELIMO originários do norte, entre os quais os generais Alberto Chipande, Raimundo Pachinuapa e Eduardo da Silva Nihia, entre muitos outros, vinham reclamando por um candidato a Presidente da República que não fosse do sul.
E numa escolha surpreendente a FRELIMO, o partido no poder, escolheu Filipe Nyusi, um jovem maconde, para disputar as presidenciais com outros candidatos da oposição.
A escolha foi numa eleição interna do Partido em que Nyusi venceu figuras preponderantes como Luísa Diogo e Aires Aly, ambos antigos primeiros-ministros,
Nyussi nasceu a 29 de Fevereiro de 1969, no distrito de Mueda, na província nortenha de Cabo Delgado, o berço da luta armada de libertação nacional.
Quadro extremamente profissional dos Caminhos de Ferro de Moçambique desde 1992, Nyusi acumulou experiência de bom gestor que o levou ao cargo de Administrador-Executivo da empresa, entre 2007 e 2008, altura em que foi nomeado Ministro da Defesa Nacional.
Juntou-se à FRELIMO, na Tanzânia, quando ainda tinha 10 anos e foi lá onde cresceu, tendo características de um bom líder e bom gestor, qualidades essas demonstradas sobretudo quando foi administrador dos Caminhos de Ferro de Moçambique.
Quando chega ao Governo, Nyusi ataca o problema da logística das forças armadas moçambicanas, e conta com a confiança política que inspira para melhorar aspectos ligados aos quartéis, casernas e até fardamento, sendo hoje visíveis militares bem fardados, um pouco por todo o País.
Nos meios politizados moçambicanos diz-se que esta escolha desapontou algumas pessoas, porque Filipe Nyusi, não é um histórico de Frelimo e é pouco conhecido entre o eleitorado, apesar de o engenheiro civil formado na antiga Checoslováquia ter sido Ministro de Defesa Nacional entre 2008 e início de 2014.
Nyusi tem desafios com o desemprego, sobretudo da juventude, com o estabelecimento da indústria transformadora, com a criação de melhores condições que atraiam o investimento, ou seja, com um crescimento económico que garanta o bem-estar para os moçambicanos.
# VOA

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Segundo médico de Uganda morre de Ebola na Libéria.

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Um médico nascido em Uganda, João Taban Dada, morreu no início desta quinta-feira de Ebola em um centro de tratamento, nos arredores da capital da Libéria, Monrovia. 

A mídia internacional citou o ministro da Saúde liberiano Tolbert Nyenswah como tendo dito que Dr Dada, um ginecologista e cirurgião, seria enterrado na quinta-feira, de acordo com a política por exigência das autoridades - enterro rápido das vítimas. 
Dr Dadá é o segundo médico de Uganda a morrer de Ebola na Libéria, após o Dr. Samuel Muhumuza Mutooro, que morreu em julho. 

Na semana passada, um outro médico de Uganda, Dr. Michael Mawanda, um pediatra, foi levado de avião a partir de Serra Leoa para a Alemanha para tratamento especializado depois que ele foi diagnosticado com Ebola. 

Morte do Dr. Dada completa quatro o número de médicos que morreram na Libéria desde o início. 

Mais de 90 profissionais de saúde, incluindo enfermeiros e médicos assistentes, também morreram. 
Dois vôos militares dos EUA devem chegar a Libéria na quinta-feira, disse  Capt. do Exército R. Carter Langston à Associated Press em um e-mail. 

Os profissionais de saúde 

"Dois vôos diferentes, o MV-22 Osprey e a aeronaves KC-130, juntamente com fuzileiros navais dos EUA, vão chegar para apoiar o esforço conjunto do governo para conter Ebola", disse Carter, lembrando que iriam pousar no aeroporto de Roberts fora da Monrovia. 

Dr Dada, o liberiano naturalizado, serviu como diretor médico do Hospital de Redenção em Monrovia de 2008-2013, antes de passar a assumir uma nova missão no maior hospital do país, o Centro Médico Memorial John F. Kennedy, de acordo com os dirigentes do Hospital Redenção. 

Dr Atai Omoruto, um médico de Uganda no centro de tratamento do Ebola situado na Ilha Clinica, na periferia oeste da cidade, expressou cestar chocado com a morte do Dr. Dada, descrevendo-o como um homem muito calmo e dedicado. 

"Eu não sabia que ele contraiu a doença, é realmente lamentável que ainda estamos perdendo tantos profissionais de saúde", disse à AP. 

"Este Ebola realmente ... ele veio para os profissionais de saúde", disse ele. 

"Porque agora na Ilha Clinica temos quase 10 profissionais de saúde admitidos incluindo médicos de JFK e técnicos de laboratório e enfermeiros."

# africareview.com

Senegal descobre petróleo na costa.

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Companhia petrolífera britânica Cairn Energy, anunciou que descobriu uma quantidade "significativa" de petróleo a cerca de 100km da costa do Senegal. 

Ministério de Energia do Senegal, em um comunicado nesta quinta-feira, explicou que a reserva de petróleo foi descoberto a uma profundidade de 1,427m e quantificado o achado em mais de 250 milhões de barris. 

O grupo britânico anunciou também que o trabalho de avaliação adicional seria conduzido para determinar se  região poderia conter uma quantidade maior 

"Esta é uma notícia muito animadora para o nosso país", disse o comunicado do Ministério de Energia, mas advertiu que "ainda é preciso manter a cabeça fria". 

O otimismo cauteloso decorre do anúncio feito pelo Cairn Energy, que levaria anos antes do primeiro barril poder sair da água. 

O ministério de Energia explicou que o Senegal tinha estava em busca de petróleo desde a independência em 1960 e tinha emitido uma licença para cerca de uma dezena de empresas já depois dessa data. 

A descoberta, no entanto, foi realizada em conjunto pela Cairn Energy e seus parceiros, a ConocoPhillips americano, o FAR australiano e Petrosen, informou a companhia nacional de petróleo do Senegal. 

Com a descoberta, Senegal junta-se quase oito dos 15 países da sub-região que já descobriram petróleo, sendo a Nigéria como o maior produtor e exportador.

# africareview.com

Nigéria: Polémica em torno da fortuna do Presidente Goodluck Jonathan.

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Nigeria Goodluck Jonathan cAFP

AFPL e Presidente nigeriano Goodluck Jonathan, foram rápidos em reagir à publicação de um ranking dos mais ricos presidentes africanos, dando-lhe uma fortuna de 100 milhões de dólares (78 milhões de euros). 

É uma controvérsia que Goodluck Jonathan fez questão de desligar o mais rápido possível. O presidente nigeriano negou, nesta quinta - feira, 9 de outubro no website richestlifestyle.com as informações atribuindo-lhe uma fortuna de 100 milhões de dólares (78 milhões de euros). 

"O presidente Jonathan nunca foi um empresário ou empreendedor", respondeu a presidência da Nigéria, em um comunicado, e, portanto, o surgimento de Goodluck Jonathan nesta lista é "infundado e difamatório". O ranking foi destaque em vários jornais nigerianos nesta quinta-feira. 

A alegação de que o presidente Jonathan "ascende agora a cerca 100 milhões" implica "que o presidente é enriquecido por corrupção desde que tomou posse (em 2010), o que certamente não é "disse o comunicado.  

A Presidência pediu "uma negação e sem reservas o pedido de desculpas do site RichestLifestyle.com e todos aqueles que têm reproduzido este artigo desagradável" e ameaça levar o caso para "os tribunais na Nigéria e no exterior" . 

A menção de Goodluck Jonathan no site já foi removido da lista de mais ricos presidentes africanos. 

A resposta firme e rápida da presidência após a publicação de um pouco conhecido o site público mostra como a corrupção é uma questão sensível na Nigéria, o maior produtor de petróleo em África. 

Bouteflika, Ouattara, Kabila ... Quais são os salários oficiais de líderes africanos?

La palme de la transparence revient en revanche aux États d'Afrique de l'Est.
O prêmio de transparência vem em revanche aos estados do Leste Africano. © Montagem J. A.

Jeune Afrique convida você a descobrir os salários oficiais e vários benefícios concedidos aos Chefes de Estado e de Governo de África. Quem é o mais bem pago? Mais favorecido? O melhor? Respostas com o nosso mapa interativo. 

Atualizado 5 de Março às 24:29. 
Muitos de vocês farão seus comentários ao se surpreenderem com a fraqueza de uma parte do dinheiro que damos a eles. Então nós especificamos que escolhemos para listar apenas os salários oficiais dos chefes de Estado. 
Abordar os salários e benefícios concedidos aos chefes formais de Estado e de Governo da África não é fácil. A mesma tarefa é particularmente difícil em alguns países. Entre os mais opacos, onde nós não temos sido capazes de recolher qualquer informação: Sudão, Gâmbia, Eritreia, por exemplo. 
Alguns países da região do Sahel (Mauritânia, Níger, Chade ...) também foram ilustrados por sua omissão. 
O prêmio de transparência significa, no entanto, África Oriental, África Central e Austral, e em particular nos países de língua inglesa. Alguns, como Ruanda e Nigéria, publicado para todos verem, em textos oficiais, os valores dos salários presidenciais. 
Oficialmente, o chefe de Estado com salário mais alto pago é Jacob Zuma da África do Sul, com um salário mensal de 19.765 euros. O salário oficial "menor" é o de Camarões de Paul Biya, recebe 200 € por mês por seu mandato na presidência. Para efeito de comparação internacional, Barack Obama tem um salário mensal de 24.264 € por mês, François Hollande 13.764 € por mês, e Vladimir Putin de 7.460 €. 

Divirta-se visitando o site de jeuneafrique clicando em cada Estado no mapa para conhecer o salário do presidente do país visitado. Acesse o LINK: AQUI. 

# jeuneafrique (Com AFP)

Guiné-Bissau afasta crianças de conflitos.

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Guiné-Bissau Bandeira

A União Europeia (UE) congratulou-se, em comunicado, com a ratificação pela Guiné-Bissau de um protocolo facultativo da Convenção sobre os Direitos da Criança contra o envolvimento de menores em conflitos armados.

“Com esta ratificação, a Guiné-Bissau está a contribuir para o reforço da tendência mundial no sentido de eliminar o recrutamento de crianças para as forças armadas”, referiu a delegação da UE em Bissau.
A representação europeia, assim como os chefes de missão das embaixadas de Espanha, França e Portugal, consideram que esta ratificação “constitui um passo importante dado pelas autoridades da Guiné-Bissau e encoraja a continuação dos esforços, com vista a uma melhor promoção e protecção dos direitos humanos no país”, refere o comunicado. Na prática, o protocolo facultativo da Convenção sobre os Direitos da Criança relativo ao envolvimento de menores em conflitos armados entra em vigor na Guiné-Bissau no dia 24, um mês depois de ter sido assinado pelas autoridades, e a UE disponibilizou-se para ajudar à sua aplicação. “As crianças afectadas por conflitos armados continuam a ser uma das prioridades da UE no âmbito dos direitos humanos. Os conflitos armados continuam a afectar um grande número de crianças e representam uma séria ameaça para a sua sobrevivência, desenvolvimento e oportunidades de vida”, conclui.
O protocolo foi adoptado a 25 de Maio de 2000 pela Assembleia-Geral da ONU, com vista a lutar contra o envolvimento de crianças em conflitos armados.
# jornaldeangola.sapo.ao

Morte de outro negro pela Polícia de Saint-Louis causa onda de protestos.

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Manifestantes retomaram os slogans gritados em agosto em Ferguson, onde um negro com 18 anos foi morto por um polícia. 
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KENNY BAHR/REUTERS
Manifestantes retomaram os slogans gritados em agosto em Ferguson, onde um negro com 18 anos foi morto por um polícia.

Dezenas de pessoas manifestaram esta quinta-feira à noite a sua cólera depois de mais um confronto entre um polícia e um jovem negro, que terminou com a morte deste em Saint Louis, no Estado do Missouri, Estados Unidos da América.
Em agosto registaram-se tumultos raciais subsequentes a outro incidente similar em Ferguson, nos arredores de Saint Louis.
No caso desta quinta-feira, um polícia, que se encontrava a trabalhar para uma firma de segurança privada, alvejou e matou um negro com 18 anos durante um confronto na rua, explicou o chefe da Polícia, Sam Dotson, sem mencionar a origem étnica do agente.
Dotson indicou que o jovem tinha sido o primeiro a disparar, por três vezes, sobre o polícia, que respondeu com 17 disparos.
O jovem integrava um grupo de três pessoas que chamaram a atenção do agente, que se encontrava de patrulha na parte sul da cidade.
O agente saiu da sua viatura e os jovens começaram a fugir, avançou Dotson, adiantando que o polícia se lançou em perseguição.
"Um dos homens aproximou-se então do agente, de forma agressiva. O agente ordenou-lhe várias vezes que parasse", acrescentou.
Depois de terem começado uma luta corpo a corpo, o jovem pôs-se em fuga, momento em que o polícia reparou que ele estava armado.
O suspeito "apontou a sua arma para o polícia e disparou pelo menos três vezes sobre este", disse Dotson, que continuou a descrever o incidente: "O polícia replicou, porque estava a ser alvejado". Em resultado, "o suspeito faleceu", rematou.
No local do incidente, disse, a polícia encontrou uma pistola de calibre 9 milímetros, mas os familiares do jovem garantem que ele estava desarmado.
Um inquérito interno foi aberto para "determinar se o agente tinha agido de maneira apropriada ou não", anunciou ainda Dotson.
Cerca de 300 pessoas, segundos órgãos de comunicação locais, concentraram-se no local para exigir justiça.
Os manifestantes retomaram os slogans gritados em agosto em Ferguson, nos arredores de Saint Louis, onde um negro com 18 anos foi morto por um polícia branco de 28.
Um grande júri deve decidir até meados de outubro se há motivos para julgar o polícia.
Este incidente desencadeou vários dias de violentos motins raciais neste subúrbio de maioria negra.
A cidade tornou-se então o símbolo da desigualdade de tratamento no sistema judicial e policial de que os negros se queixam nos EUA.

# jn.pt












quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Agenda Africana: "Os guineenses não conhecem os seus direitos".

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Ele é líder, é coordenador da Liga dos Direitos Humanos do sector autónomo de Bissau e é um rapper dedicado à defesa dos direitos básicos dos cidadãos guineenses.

Edmar Nhaga - coordenador da Liga dos Direitos Humanos sector de Bissau.
Edmar Nhaga - coordenador da Liga dos Direitos Humanos sector de Bissau.

“As pessoas precisam de ser educadas para que saibam que têm direito à justiça”, as declarações são do rapper guineense e participante da bolsa Yali, que falou com a Voz da América sobre o programa que o trouxe aos Estados Unidos e a outras centenas de jovens africanos para aprenderem mais sobre liderança e empreendedorismo.
Na Guiné-Bissau, boa parte das pessoas desconhece quaisquer direitos que tenha, pelo que o projecto de Edmar Nhaga é garantir que os guineenses sejam educados para que saibam que têm direito à justiça e que esta é gratuita.
Edmar foi um dos jovens que participou no programa Yali ou Mandela Washington Fellowship durante seis semanas, entre Julho e Agosto, e foi escolhido para um estágio de dois meses na capital americana.
O actual coordenador da Liga dos Direitos Humanos do sector autónomo de Bissau está na Liga desde 2011. Juntou-se à organização a convite do presidente da Liga, mas a paixão surgiu ainda na faculdade de Direito de Bissau onde integrou o grupo de rap Cientistas Realistas e através das suas rimas criticava algumas situações que passavam no seu país.

Ainda a partir de Washington o também rapper iniciou contactos para que a missão de educar as pessoas no que toca aos seus direitos seja cumprida e por outro lado motivar e ser mentor dos próximos jovens guineenses que viajarão para os Estados Unidos em representação da Guiné Bissau no programa Mandela Washington Fellowship, criado pelo Presidente Barack Obama, direccionado a jovens líderes africanos de todo o continente.
As inscrições para o Mandela Washington Fellowship 2015 já estão abertas e encerram a 5 de Novembro.
Escute Edgar Nhaga: VOA
# VOA

MORTOS POR EBOLA CHEGAM A QUASE 4.000 E DOENÇA SEGUE FORA DE CONTROLE EM TRÊS PAÍSES DA ÁFRICA, DIZ OMS.

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Libéria e Serra Leoa possuem, respectivamente, apenas 21 % e 26 % dos leitos que necessitam.

O pior surto de ebola já registrado matou 3.879 pessoas em um total de 8.033 casos até 5 de outubro, e não há nenhuma evidência de que a epidemia está sendo mantida sob controle na África Ocidental, informou a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta quarta-feira (8).

Em um relatório divulgado hoje, a organização destacou a falta de capacidade dos países mais afetados pela doença em lutar contra a epidemia.
Libéria e Serra Leoa, os dois mais atingidos pelo ebola, possuem, respectivamente, apenas 21% e 26% dos leitos que necessitam para tratar os doentes. A OMS alertou os países vizinhos para se prepararem já que o ebola deve se espalhar ainda mais através das fronteiras.
No relatório sobre o plano de resposta contra o ebola, publicado duas vezes por semana, a OMS adverte que "a tendência de agravamento da situação continua".
"A situação em Guiné, Libéria e Serra Leoa continua a se deteriorar, com uma transmissão ampla e persistente do vírus do ebola", assinalou a organização.
Além disso, as dificuldades para coletar dados confiáveis na Libéria continuam, e, por isso, a OMS considera que o suposto arrefecimento no ritmo de aumento de casos não é verdadeiro.
Pelo contrário, isso "reflete a deterioração na capacidade dos que estão tentando responder (à epidemia) no terreno para registrar dados epidemiológicos exatos", apontou.
A crise se agrava
Nesta semana, os coveiros de Freetown, capital de Serra Leoa, anunciaram uma greve que deverá afetar a retirada dos corpos das vítimas da doença. De acordo com as lideranças da categoria, os salários dos coveiros que trabalham para o governo federal não estão em dia. Caso a greve seja confirmada, os bairros da periferia da capital deverão ser os mais afetados.
Especialista em ebola sugere que governo brasileiro deve monitorar aeroportos do País
A organização MSF (Médicos Sem Fronteira), que está lutando contra a doença na África, recusou recentemente o dinheiro doado pelo governo da Austrália e divulgou um comunicado oficial pedindo que os governos enviem apoio pessoal, afirmando que até mesmo uma dúzia de pessoas capacitadas poderiam salvar milhares de vidas.

A instituição alega que não tem capacidade de combater o surto sozinha. "Estamos recusando gente nas nossas clínicas, que operam há semanas acima da sua capacidade", diz.
Funcionário da ONU contaminado
Uma autoridade médica internacional da Missão da ONU na Libéria testou positivo para o vírus do ebola e está recebendo tratamento, informou a missão da ONU no país (Unmil) em um comunicado nesta quarta-feira.
O funcionário, que não foi identificado, é o segundo membro da missão a contrair ebola — o primeiro morreu no dia 25 de setembro.
EUA intensificam vigilância nos aeroportos
Os Estados Unidos vão começar a medir a temperatura de passageiros que chegam aos aeroportos dos EUA vindos da África Ocidental a partir deste fim de semana, informaram autoridades norte-americanas nesta quarta-feira.
A medida visa impedir um surto do vírus ebola no país.
As autoridades vão utilizar um equipamento não invasivo para monitorar as temperaturas dos passageiros e pedirão que eles respondam um questionário criado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA perguntando informações detalhadas sobre suas atividades na África Ocidental, disse uma autoridade do governo norte-americano familiarizada com os planos.
newsrondonia.com.br

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Costa do Marfim: O Chefe de Estado recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Feminina de Sookmyung na Coreia do Sul.

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O Presidente da República, Sua Excelência Alassane Ouattara, em visita oficial de 04 dias a Seul desde segunda-feira, 6 de Outubro, recebeu esta quarta-feira, 8 de outubro de 2014, o título de Doutor Honoris Causa em Economia pela Universidade Feminina de Sookmyung e participou de uma discussão no almoço com as quatro principais instituições econômicas coreanas. 
Falando na cerimónia de título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Feminina de Sookmyung, o Presidente da República disse que recebe este prémio como um sinal de respeito para a Costa do Marfim e para todos os marfinenses. 

O chefe de Estado também disse compartilhar a visão dos promotores da Universidade Feminina de Sookmyung que aderiram à política do governo da Costa do Marfim na educação feminina e da promoção do gênero. Ele também revelou que a Costa do Marfim pretende reforçar a sua cooperação com a Coreia em todas as áreas, especialmente na área de educação e formação. 

A Presidente da Universidade Feminina de Sookmyung, a Sra. Sunhye Hwang, por sua vez, disse que a cerimônia não só resalta os méritos do presidente Alassane Ouattara, mas também contribui para conectar mais de perto a universidade e a Costa do Marfim. 
Ela também convidou o Presidente da República para atuar como uma ponte entre Universidade Feminina de Sookmyung, da Costa do Marfim e da África. 

A cerimônia terminou com a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Embaixada da Costa do Marfim, República da Coreia e da Universidade Feminina de Sookmyung. 
O Presidente da República, em seguida, participou de uma discussão no almoço com as quatro principais instituições econômicas, como a Federação das Indústrias Coreanas (FKI), a Associação de Comércio Internacional da Coreia (KITA), a Câmara de comércio e Indústria sul-coreana (KCCI) e da Federação das Pequenas e Médias Empresas sul-coreana (KBIZ). 

Nesta ocasião, o presidente Alassane Ouattara apelou a essas instituições para vir e investir na Costa do Marfim, porque oferece muitas oportunidades de negócios com um quadro macroeconómico satisfatório e um ambiente de negócios seguro. 
"Investir na Costa do Marfim é um investimento em um mercado da África Ocidental de mais de 100 milhões de pessoas", afirmou, em especial, o Chefe de Estado. 

Além disso, ele queria mais investimento e comércio entre a Coreia e Costa do Marfim e disse que o desejo marfinense de maior valor é para ver as grandes instituições coreanas em apoiá-los em seu desejo de ser um país emergente no horizonte 2020. 

O vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Coréia, Sr. Dong-Geun Lee, por sua vez, assegurou o chefe de Estado e  disponibilidade de empresas coreanas para se juntar à Costa do Marfim. Ele esperava que a visita oficial do presidente Alassane Ouattara vai ajudar a aumentar o volume de comércio entre Costa do Marfim e a Coreia. 

Note-se que no período da tarde, o Presidente da República visitou o Museu de Inovação da marca Samsung, com sede em Suwon.

# abidjan.net

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