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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sábado, 8 de agosto de 2015

Nova crise política na Guiné Bissau ameaça estabilidade do país.

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O Movimento Nacional da Sociedade Civil divulgou um documento no qual exorta o presidente da Guiné Bissau, José Mário Vaz, a ter mais confiança no primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, e no seu governo.



Bissau - O Movimento Nacional da Sociedade Civil divulgou, sexta-feira (07), um documento no qual exorta o presidente da Guiné Bissau, José Mário Vaz, a ter mais confiança no primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, e no seu governo.
Trata-se de uma carta lida pelo primeiro vice-presidente do movimento, Luis Nancassa, no termo de uma manifestação da sociedade civil contra a possível demissão do primeiro-ministro, organizada em frente ao Palácio da Republica.
"Senhor Presidente da República o tempo não é para conflitos pessoais. O nosso pais não dispõe nem de tempo nem de meios. A ocasião que se oferece a todos para construirmos juntos o nosso pais com apoio da Comunidade Internacional não voltará a se apresentar tão cedo", refere a missiva.
A Sociedade Civil através desta carta pede ao Presidente da República para que retome o diálogo para que sejam encontradas respostas para os problemas que se colocam.
Nancassa referiu que o Chefe de Estado deve ser o primeiro e melhor embaixador do seu país no plano internacional, com os ministros responsáveis, para o desenvolvimento da diplomacia económica, mobilização de fundos estrangeiros e investimentos necessários.
Domingos Simões Pereira revela divergências com presidente
O primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, revelou quinta-feira  os pontos de discórdia com o presidente da Republica e que diz estarem a ser usados por José Mário Vaz  para provocar uma crise política que justifique a demissão do governo.
"Considerando que essa ameaça permanente de demissão do governo pelo presidente da República prejudica séria e profundamente o país", Simões Pereira disse  ter "chegado o momento" de falar.
E fê-lo numa comunicação ao país, perante jornalistas, apos encontros com representantes de partidos sem assento parlamentar e da sociedade civil.
Nessa declaração, explicou que a certeza sobre as intenções do Presidente tomaram forma na quarta-feira, quando Vaz deu conta ao líder do Parlamento de que não confia "no chefe do Governo" e por isso pretende "destituir o Executivo".
No mesmo dia, "mandou cancelar, sem explicação", a reunião semanal com o primeiro-ministro e anunciou o início de auscultações aos partidos, como a Constituição manda fazer no caso de pretender derrubar o Executivo.
Por outro lado, a Assembleia Nacional Popular (ANP) denunciou a existência de um "plano estratégico" para demitir o elenco governativo - e para constituição de um outro de Unidade Nacional de base alargada.
Face a estes dados, Simões Pereira referiu hoje que há "uma intenção deliberada de provocar uma crise para justificar a decisão de destituição do Governo".
Partindo das conversas que manteve com o presidente do Parlamento, o primeiro-ministro divulgou e rebateu hoje os cinco pontos com que José Mário Vaz justifica uma crise.
O Presidente queixa-se de estarem na proposta de remodelação do Governo elementos sobre os quais há suspeitas de atos ilícitos, mas o primeiro-ministro responde que as pessoas indiciadas pela Justiça foram removidas e Vaz quer agora fazer valer as suas suspeições pessoais.
Noutro ponto, Vaz alega existir um fundo com dinheiro de doadores internacionais que está a ser ocultado pelo Governo, facto negado pelo primeiro-ministro, que diz já ter dado explicações ao Presidente com a ajuda de outros diplomatas, mas sem sucesso.
O chefe de Estado quer ainda retirar da esfera do ministro das Finanças a gestão dos recursos financeiros resultantes da mesa redonda de doadores - realizada em março, com o anúncio de mil milhões de euros de intenções de apoio.
A pretensão foi negada pelo primeiro-ministro: "se tem dúvidas em relação ao ministro das Finanças, então falamos dele", acrescentou num comentário em crioulo, reafirmando que cabe a cada Ministério e aos seus titulares gerir os respetivos dossiês.
Vaz "reagiu negativamente" noutro tema, relativo a uma proposta de Simões Pereira de "inclusão no Governo de elementos próximos ao Presidente", entendendo ser esse "o caminho para o apaziguamento".
"O PR reagiu negativamente, afirmando nunca ter tratado do assunto com ninguém", sublinhou.
Num quinto ponto, José Mário Vaz referiu que o Governo terá permitido o regresso à Guiné-Bissau do antigo chefe militar, o contra-almirante Zamora Induta, "com o propósito de desestabilizar o país".
No entanto, o primeiro-ministro rejeita a informação e disse estar na posse de dados segundo os quais o Presidente da República foi informado e concordou com o regresso de Induta, ex-chefe de Estado-Maior General das forças Armadas.
O primeiro-ministro classificou a intenção do Presidente derrubar o Governo como "uma falta grosseira de ponderação sobre as implicações e o alcance de tal medida para a ordem interna e estabilidade", após as eleições gerais de 2014, "além de ser um rude e traiçoeiro golpe à esperança que a todos tem animado".
"Todos os mecanismos e dispositivos legais e democráticos serão mobilizados para preservar a ordem e evitar a interrupção desta caminhada do país rumo à paz e ao desenvolvimento", referiu, numa alusão à estabilidade política conquistada no último ano com o apoio da comunidade internacional.
O primeiro-ministro garantiu ainda que procurará "a responsabilização política e judicial do autor de atos que ponham em causa a ordem interna e a estabilidade do país".

Ao mesmo tempo, no Palácio da Presidência, Vaz prosseguiu quinta-feira a tarde as audições com líderes partidários, sem prestar comentários públicos sobre a situação política.
#portugaldigital.com.br/lusofonia/

CABO VERDE: Governo preocupado com a situação na Guiné-Bissau.

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O ministro da Presidência do Conselho de Ministros de Cabo Verde, Démis Lobo Almeida

O governo de Cabo Verde está a acompanhar «com muita atenção e preocupação» a situação politica que se vive neste momento na Guiné-Bissau.

O ministro da Presidência do Conselho de Ministros de Cabo Verde, Démis Lobo Almeida, disse, esta quarta-feira, na cidade da Praia, que o governo está fazer votos para que «se preserve a estabilidade política e social» naquele país e que todas as instituições funcionem no quadro constitucional legal.
Daniel Almeida, Cabo Verde
#abola.pt

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Crise política na Guiné Bissau: Comunidade residente em Cabo Verde organiza manifestação em apelo à paz.

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Crise política na Guiné Bissau: Comunidade residente em Cabo Verde organiza manifestação em apelo à paz

Cerca de 100 guineenses residentes em Cabo Verde fizeram no final da tarde desta sexta-feira, 07, uma manifestação que terminou à frente do Consulado-Geral da Guiné Bissau em Palmarejo, Cidade da Praia. Foram entregar uma carta a pedir paz. O presidente da associação dos guineenses residentes em Cabo Verde, Fernando Baldé, explicou à nossa reportagem que a carta endereçada ao Presidente da República, José Mário Vaz, leva um pedido de diálogo “no sentido de se evitar mais instabilidade naquele país”. Mais pede: caso “realmente tiver a intenção de demitir o Governo, que reconsidere”. Garantiu ainda que o objectivo não é culpar ninguém, mas sim pelar à tranquilidade.
Nó kre paz; o povo é soberano; estamos contra a queda do Governo; ningém ka sta riba di lei; Presidente I promotor di paz” foram algumas das palavras de ordem que o grupo de cerca de 100 guineenses residentes na Cidade da Praia disseram no trajecto da Várzea ao Palmarejo.
O destino estava à partida traçado: Consulado-Geral da Guiné Bissau onde foram entregar uma carta endereçada ao Presidente daquele país, José Mário Vaz, num desesperado apelo à paz. Os pedidos iam estampados nos cartazes com frases apelativas e cantados ou gritados quase em unissom.
Após percorrer perto de dois quilómetros, o presidente da associação dos guineenses residentes em Cabo Verde, Fernando Baldé, explicou (no Consulado) a ideia da manifestação, realçando que foi uma marcha pacífica focada na manutenção da paz na Guiné Bissau e “evitar uma crise que faça cair o Governo” - visto o “país estar a andar num bom caminho”. Baldé afirmou que a comunidade guienense residente em Cabo Verde está "apreensiva”, após saber o que se está a passar no seu pais. Pelo que apelou aos governantes guineenses que coloquem acima de tudo o bem-estar do povo.
Na carta entregue ao Cônsul-Geral da Guiné-Bissau em Cabo Verde, com a incumbência de o fazer chegar o quanto antes ao Presidente da Republica Guineense vai um apelo. “Se realmente tiver a intenção de demitir o Governo, que reconsidere porque não queremos que o povo sofra”, pontuou Baldé.
Fernando Baldé garantiu entretanto que “a manifestação não tem a intenção de culpar ninguém”. Outrossim: “baseia-se no diálogo como o único caminho para resolver os problemas”.
Não obstante a apreensão e as incertezas, afiançou ainda que a comunidade guineense está optimista que “tudo isso vai passar e que vão chegar a um consenso”, desabafou num angustiado apelo ao diálogo entre os órgãos de soberania guineenses.
O cônsul-Geral da Guiné-Bissau, Cândido Barbosa, recebeu a carta com a promessa de a fazer "chegar apidamente”. Enalteceu a forma ordeira como decorreu a manifestação e realçou que a peocupação mostrafa é de todos os guineenses espalhados pelo mundo. Além de receber parte dos manifestantes no Consulado, Barbosa , saiu à rua para passar uma mensagem de conforto e esperança aos patrícios.
De realçar que actual crise política guineense ganhou proporções preocupantes com as recentes acusações do Primeiro-ministro daquele país, Domingos Simões Pereira, em como o Presidente da Republica quer derrubar o Governo. Isto numa altura em que os guineenses e a Comunidade Internacional já começavam a acreditar que na paz duradoura e na prosperidade na Guiné Bissau.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em Cabo Verde residem cerca de 5500 guineenses.
Sanny Fonseca
#asemana.publ.cv

Costa do Marfim: Presidente Alassane Ouattara anunciou o início dos trabalhos de Metrô de Abidjan para este ano.

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Conférence

Boa notícia para as populações de Abidjan. É iminente. O Presidente Alassane Ouattara anunciou durante a sua tradicional mensagem à nação como parte da comemoração do Dia da Independência da Costa do Marfim, esta quinta-feira, 6 agosto, o início das obras do Metrô Abidjan para este ano. '' Finalmente, para permitir que centenas de milhares de cidadãos viagem em melhores condições, vamos começar este ano o trabalho de Metrô de Abidjan '', garantiu o Chefe de Estado no primeiro canal de televisão da Costa do Marfim. O presidente aproveitou este fórum para falar dos esforços consentidos para o bem-estar dos marfinenses e as pessoas que vivem na Costa do Marfim. Estes incluem a auto-estrada do norte, a junção da ponte Henri Konan Bédié, as mudanças na Riviera 2, redirecionamento de Boulevard de France, as pontes de Bouaflé e Jacqueville. A margem desse avanço de infra-estruturas, ele discutiu reformas educacionais com a adoção da nova política de "escolaridade obrigatória" para crianças de 6 a 16 anos a partir do ano 2015-2016. No âmbito das reformas, o sistema de saúde não foi ocultado. '' Nós trabalhamos para definir os padrões de nosso sistema de saúde, foram feitos esforços financeiros consideráveis ​​para reabilitar nossas universidades e hospitais regionais '', observou ele. Ele disse que, na mesma dinâmica que recursos significativos foram liberados, para abertura do Hospital Geral de Gagnoa, Hospital Geral Adjamé, os trabalhos do hospital de Angré, isso para não citar os outros. E, finalmente, para reabrir, ele anunciou, o novo departamento de emergência com uma plataforma técnica de '' nível muito elevado '' no Hospital Universitário de Cocody.

O aumento dos salários dos funcionários públicos e melhoramento dos rendimentos dos agricultores têm sido revistos. '' O rendimento dos nossos pais agricultores ascenderam a mais de 5.000 milhões na última safra, '' eles estavam felizes.

Além disso, em preparação para a próxima eleição presidencial a ser realizada no dia 25 de Outubro, o Sr. Ouattara não poderia estar mais do que animado. '' Existem todas as condições para eleições justas, livres e transparentes e em um clima pacífico, '' ele está tranquilo. Lembrou da crise pós-eleitoral, de dezembro de 2010 a abril de 2011, que se desencadeou na sequência da recusa do ex-chefe de Estado Laurent Gbagbo de ceder o poder a Alassane Ouattara o atual presidente, essa crise matou mais de 3.000 pessoas, de acordo com o números oficiais.

Em suma, o presidente garantiu no seu discurso à nação no 55º aniversário da independência de Costa do Marfim os esforços para melhorar a vida dos seus cidadãos.

De Danielle Tagro

#abidjan.net

O Presidente da Serra Leoa desafia os críticos ao estender o período de emergência.

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Presidente da Serra Leoa Ernest Bai Koroma. FOTO | ARQUIVO

O Presidente da Sierra Leoa Ernest Bai Koroma estendeu a emergência pública declarada de travar a propagação da epidemia de Ebola, apesar da forte oposição da opinião pública.

Mas o presidente, em uma declaração nesta sexta-feira, levantou uma série de restrições fundamentais, incluindo a proibição de reunião pública, que grupos de direitos humanos e da sociedade civil dizem ser um abuso em detrimento das liberdades civis.

O movimento seguiu a caducidade das regulamentações aprovadas pelo parlamento na quinta-feira.

O Presidente Koroma, no comunicado publicado no site da Presidência listou sucessos alcançados ao longo do ano com a imposição do estado de emergência.

"Tivemos enormes ganhos e hoje temos apenas quatro casos confirmados em todo o país e apenas duas correntes de transmissão. 9 dos 14 distritos não têm registrado um caso confirmado por mais de 110 dias ", disse ele. "Mas ainda não estamos fora de perigo."

Outras restrições levantadas incluem limitação de período de negociação, a proibição de actividades desportivas, bem como a proibição de casas noturnas e centros de exibição de vídeos.

No entanto, a proibição de mercados e comércio em geral aos domingos permanece em vigor.

O tempo de operação de Okadas - os populares táxis bicicleta a motor - foram novamente prorrogado até meia-noite.

O presidente disse que essas medidas  "já não são consideras necessárias, nesta fase da luta."

Encerramento da empresa

Mas aos empresários advertiu o risco de encerramento ou interrupção dos seus negócios e atividades, se eles não cumprirem o especificado protocolo de prevenção de Ebola, incluindo o rastrear de temperatura, a lavagem das mãos e prevenção de superlotação.

Esta é a terceira vez que a emergência foi prorrogado em Serra Leoa, que registrou 3.585 casos e 3.585 mortes pela doença viral que se espalhou da vizinha Guiné em março de 2014.

De acordo com os regulamentos internacionais de saúde, a Organização Mundial da Saúde só declarará um país livre de uma epidemia após este atingir de zero os novos casos em 42 dias consecutivos após o último teste negativo no paciente.

Liberia está atualmente em contagem regressiva.

Apenas Serra Leoa e Guiné estão lutando com a doença.

"Até esse ponto, o meu governo considera prudente manter em vigor as restrições de teclas para proteger a saúde pública", disse o presidente Koroma.

#africareview.com

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Guiné-Bissau: mensagem do Primeiro Ministro à Nação.

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"Perante a crise institucional que se vive na Guiné-Bissau, o Primeiro-ministro Domingos Simões Pereira covocou hoje, dia 6 de agosto, os líderes dos Partidos Políticos com assento parlamentar e a Comunidade Internacional para os informar sobre a actualidade política vigente no país.
No fim dos encontros proferiu a seguinte comunicação à Nação:
Caros compatriotas,
Sei que as dificuldades de relacionamento institucional entre o Primeiro-Ministro e o Presidente da República, já há muito são do domínio público, e constituem sérios motivos de preocupação e inquietação dos cidadãos, partidos políticos, deputados à Assembleia Nacional Popular, bem como da comunidade internacional.
Na qualidade de Primeiro-Ministro e Presidente do PAIGC, Partido que ganhou as últimas eleições legislativas, considero legítimas essas preocupações, na justa medida em que o cenário prevalecente pode remeter, mais uma vez, a Guiné-Bissau para uma situação de instabilidade governativa, o que representaria uma revolta e frustração absolutas para todos quanto consideram a nova visão de governação a solução para a paz, estabilidade e desenvolvimento da “nossa terra”.
Tentativas várias foram feitas, pelo PAIGC, por cidadãos e personalidades guineenses, bem como pelos representantes e personalidades da comunidade internacional, junto dos dois titulares dos órgãos de soberania, Primeiro-Ministro e Sua Excelência o Senhor Presidente da República, visando ultrapassar essas dificuldades.
Caros compatriotas,
Apesar da afirmação pública, perante os deputados, membros do Governo e diplomatas e representantes do corpo diplomático, numa das sessões solenes da Assembleia Nacional Popular, de que “nunca lhe passou pela cabeça demitir o Governo” e a informação veiculada “não passava de um mero boato”, Sua Excelência o Senhor Presidente da República manteve e mantém o propósito de demitir o Governo.
Considerando que essa ameaça permanente de demissão do Governo pelo Presidente da República prejudica séria e profundamente o nosso País;
Considerando que ontem, o Gabinete de Sua Excelência o Senhor Presidente da República informou da decisão unilateral deste em cancelar, sem qualquer explicação, a reunião semanal de trabalho que mantém com o Primeiro-ministro e Chefe do Governo;
Tendo ainda em atenção que foi anunciado o início de consultas aos partidos políticos e se presume que visem a destituição do Governo;
Considerando finalmente que a Assembleia Nacional Popular denunciou a existência de um “Plano Estratégico” para o derrube do Governo e criação de um Governo de Unidade Nacional de base alargada.
Em nome e representação do Governo a que tenho o privilégio e a responsabilidade de dirigir, entendi como chegado o momento de levar ao conhecimento da opinião Pública Nacional e dos Parceiros Internacionais de Cooperação, estes e outros factos e a nossa leitura sobre as implicações da atual situação.
Primeiro, temos a informar que a proposta de remodelação governamental está preparada há mais de um mês, tendo sido entregue ao Senhor Presidente da República, há exatamente 16 dias.
Antes da submissão dessa proposta de remodelação governamental (da competência e responsabilidade do Chefe do Governo) ficaram acordadas as seguintes disposições:
Que o PM deveria apresentar uma proposta para depois juntos analisarem os nomes e as opções aí inclusas;
Como não se chegou a realizar o debate de urgência pedido à ANP sobre a situação da justiça, que visava esclarecer o quadro de aplicação da lei 14/97 sobre os titulares de cargos políticos, foi recolhida informação sobre os processos judiciais em curso, o que permitiu a exclusão da lista proposta, dos passiveis de acusação;
O PM solicitou e recebeu a anuência do PR para incluir na sua proposta eventuais elementos tidos como próximos ou trabalhando no atual gabinete do PR. Nunca se tratou de ceder lugares para o preenchimento pelo próprio PR; Observados estes pressupostos, são tidos como pontos prevalecentes de discórdia entre o PR e o PM :
Mesa Redonda. O PR diz continuar a não conhecer os resultados reais da MR e não aceita a explicação do governo em como os únicos documentos são o comunicado final da Conferência e a lista dos “Pledges”, já há muito e por várias vezes transmitidos. O PR assume a existência de um fundo que o Governo não quer divulgar e que pretende gerir à margem do seu conhecimento e fiscalização;
Mesa Redonda. O Senhor PR quer participar ativamente na gestão dos recursos angariados. Para esse feito, exige a nomeação de um membro do governo (da sua confiança) funcionando sob a direta dependência do PM (e não do Ministro da Economia e Finanças) que se ocuparia da gestão desses recursos financeiros;
O PR entende que ainda estão no governo elementos que não colhem a sua aprovação, por penderem suspeitas de crime ou por outras situações. Contudo, nunca indicou de quem se tratavam e nunca se disponibilizou a receber quaisquer explicações;
Finalmente a inclusão no governo de elementos próximos ao PR. Essa proposta mereceu uma reação negativa e forte do Senhor PR indicando ao PM que nunca havia falado com ninguém sobre isso. Contudo agora se queixa de não ter sido “nem tido nem achado”;
Mais recentemente foi incluído mais um ponto de discórdia: o regresso ao país do Contra-almirante José Zamora Induta, que o PR ser da responsabilidade do governo e tendo como propósito desestabilizar o país e o seu mandato. Dados objectivos agora na posse do governo indicam que o Senhor Presidente da república e o Senhor Chefe de Estado-maior general, foram as duas entidades contactadas e portanto com conhecimento da chegada do Contra-almirante, sendo da sua exclusiva responsabilidade o seu acolhimento. Já estando no país, o governo limitou-se a garantir a sua segurança preservação da integridade física.
Com base em todos estes elementos factuais e objectivamente demonstráveis, o governo conclui da existência de:
Uma intenção deliberada e evidente de provocar uma crise para justificar a decisão de destituição do governo resultante das últimas eleições legislativas;
Uma falta grosseira de ponderação sobre as implicações e o alcance de tal medida, para a ordem interna e a estabilidade que estamos conquistando, no país e no mundo, para além de um rude e traiçoeiro golpe á esperança que a todos tem animado;
A determinação do PAIGC e dos partidos e organizações políticas e sociais que o apoiam em defender e assegurar as suas conquistas eleitorais;
A responsabilização política e judicial do autor de atos que ponham em causa a ordem interna e a estabilidade do país;
Nesta conformidade
Quero através desta comunicação, exortar aos partidos políticos que apoiam a atual governação, à sociedade civil e a toda a população guineense a se manter calma e tranquila, mas atenta ao evoluir da situação;
Assegurar que todos os mecanismos e dispositivos legais e democráticos serão mobilizados para preservar a ordem e evitar a interrupção desta caminhada do país rumo à paz e ao desenvolvimento;
Agradecer a confiança de todas e de todos e renovar a minha determinação mobilizar toda a minha energia e competência e trabalhar a favor do meu país e do meu povo.
Bissau, 6 de Agosto de 2015
Domingos Simões Pereira
Primeiro-Ministro"
(from Vatican Radio)

Niger: Boko Haram no menu da visita do presidente guineense Alpha Condé.

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Alpha Conde concluiu nesta quarta-feira, uma visita de dois dias ao Níger. O presidente guineense está disposto a apoiar o país na luta contra o grupo do Estado Islâmico na África Ocidental, conhecido como Boko Haram.

A Guiné vai ficar com aqueles que lutam contra a Boko Haram, insistiu o presidente guineense Alpha Condé durante a sua viagem ao Níger: "Eu vim para ouvir meu irmão. Nós estamos prontos para dar toda a nossa contribuição respondendo a solicitação de nossos irmãos, nós estamos prontos para fornecer toda a ajuda que nos solicitarem, porque o que provoca a fraqueza da África é a falta de solidariedade " .

Alpha Condé reencontrou o seu homologo nigeriano Mahamadou Issoufou e Boko Haram esteve, naturalmente, no centro de suas preocupações: "Quando um país tem um problema, os outros não se interessam. Ou, se nós não formos solidários, nós não poderemos nos ajustar. Nós, nós os guineenses estamos prontos como Guineenses que somos a dar qualquer contribuição para a luta contra o Boko Haram. Isso vai depender do que os nossos irmãos nos pedirem. Como é Issoufou, portanto, eu sou o mais próximo ainda, por isso eu vim vê-lo. É ele que vai nos dizer o que ele espera de nós. E vocês podem ter certeza de que, o que ele espera de nós, nós vamos cumprir o nosso dever. "

#http://fr.africatime.com/

Costa do Marfim: O Presidente Ouattara apresentou a sua candidatura à eleição presidencial.

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Na Costa do Marfim, Alassanne Ouattara, presidente cessante e candidato da coalizão RHDP que reuni quatro partidos, dos quais o PDCI e RDR, fizeram um acto oficial da candidatura. Depois de um primeiro mandato, o chefe de Estado postula, portanto, para um novo mandato de cinco anos. Ele está oficialmente inscrito na CEI, a Comissão Eleitoral Independente na quarta-feira 05 de agosto.

O homem que quer ser reeleito presidente no primeiro turno das eleições em 25 de Outubro terá no entanto sido o segundo a cruzar as portas da Comissão Eleitoral Independente (CEI) para apresentar sua candidatura.

Depois de Eloi Bolou Gouali candidato independente, Alassane Ouattara chegou na quarta-feira, 5 de agosto ladeado por vários membros do seu governo, na sede da Comissão para depositar os documentos necessários para sua inscrição como candidato.

Em menos de uma hora as peças foram entregues ao presidente da CEI, Youssouf Bakayoko. Depois de algumas palavras sobre os passos do  candidato presidente, ele foi ao encontro da multidão de apoiantes e activistas que vieram torcer para a ocasião.

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AQUELA OPINIÃO QUE SURGE NO MOMENTO CERTO: NA ESCRITA DE NÔ DJAGRA (PINA!) - POLÍTICOS FORMATADOS PARA UM TEATRO DE RUA!

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Filomeno Pina - Nô Djagra


Tenho dúvidas se  políticos desta natureza chegam a bom porto, alguns não têm amor à coisa pública, há muito que deixaram de ter voz própria, carisma, ostentam alma emprestada, sem sangue na guelra, transportam um coração que bate fora do peito, formatados para registar ordens vindas do exterior para dentro do País, são estas vozes os ecos das decisões vindas de fora que ouvimos dentro do País para cumprir (temos um País que ouve vozes, dentro e fora da cabeça), uma realidade que leva certos políticos a perderem-se em contradições irracionais em política, porque afinal são só intermediários de "ordens" cruzadas, com origens e objectivos diferentes, no entanto difíceis de conciliar na mesma cabeça (terreno/Pais), tudo isto tem provocado desentendimentos, incompatibilidades de carácter e de personalidade, que fugiram ao autocontrolo de cada um dos dirigentes (PR-PA e PM), desvios esses que afectam o interesse nacional e o Povo, desvios de comportamento, que infelizmente pesam negativamente na balança das decisões do Estado, obrigam a que não nos entendamos entre os lideres Guineenses, mas obedeçamos a “patrões” como um pau-mandado, enquanto estamos num puxa-puxa para vender a mesma Mãe resistente, a Guiné-Bissau!

Um político não é uma figura descartável dando lugar à perversão, exploração do País, por gente mascarada que simula incompatibilidade falsa, porque no fundo entende-se bem, embora finja aos olhos do Povo para não remar contra a maré nos interesses obscuros do exterior, que são mandados representar com contrapartidas e comissões milionárias para certos líderes na terra, sabemos e notamos alguns deles na praça, sempre foi assim ao longo de décadas, são sempre os meninos bonitos com recados na memória, espiões atentos para contar aos patrões o andamento das coisas, todos tentam a sua sorte no próprio país, de se venderem bem…

Antes fossem todos inimputáveis por défice intelectual ou diagnóstico psiquiátrico, seria mais fácil de "engolir", que vê-los líderes políticos e com poder, algumas figuras com notoriedade  no meio social Guineense, quando o que merecem é serem vigiados a tempo inteiro, para não cometerem mais crimes de corrupção a que nos habituaram desde há décadas!

Perdoados por não saberem o que fazem, não é o caso, porque estes são malandros de ADN refinado, pelos vistos, só usando a força do Povo talvez travemos os mesmos viciados do costume no lugar do crime (País), e serão mais uma vez travados, porque reincidentes, desta vez arrancados pela raiz e de vez, para não se repetir nas próximas décadas no nosso País a mesma doença, o mesmo desgoverno e comportamento histérico de políticos hábeis a agirem por baixo sabendo o que fazem, mas dum comportamento doentio, as suas loucuras prejudicam e têm prejudicado gravemente os interesses do Povo! 

Políticos que não pensam racionalizando, mas  obedecem ao juízo abstracto de carácter emocional, os que ainda pensam, estão marginalizados na sua maioria, continuam atentos e desconfiados, tentando com algum esforço esconder a sua real compreensão deste fenómeno político, deste falso-desespero, vendido na opinião pública como um conflito real, emanado duma dificuldade aparentemente real, quando na realidade se trata de uma representação de sofrimento e dor, daqueles que estão enganando o Povo, sobre isto os bons estão cientes.

Os que ainda pensam têm receios de sobrevivência material no País, por isso movem-se com cuidados acrescidos, comungam dum realismo mais objectivo acerca do País que partilhamos, peço mais uma vez que Deus proteja a Guiné-Bissau eternamente, e para os bons filhos da Terra toda a sorte do mundo...

Os políticos autómatos lembram um funcionamento do aparelho mental sem liberdade de pensamento, de expressão ou de acção política, porque na realidade funcionam de forma esquisita,  parecendo que no lugar do cérebro, têm um sistema automático implantado para o efeito tipo “chip”, percebem tudo quando é uma ordem, mas duvidam de tudo, quando devem pensar pela própria cabeça, só.

E mais, obedecem cegamente e, na maior parte das vezes, não pensam pela própria cabeça! Afinal já está tudo pensado por anónimos, no terreno presenciamos a reprodução dum filme encomendado em que  o Povo é figurante! Mas enganam-se, acreditem que será a última colheita vossa, a "revolução come os seus próprios filhos" e a história repete-se, em ciclos de renovação até atingirmos melhor qualidade com gente de bem, para defensores do Povo, pense Camarada.

Vejamos, o País acabou de se comprometer com os parceiros internacionais, deu a Cara/Rosto com elevado sentido de seriedade Institucional e de Estado, quem sabe o que é isto percebe que - não podemos brincar com o fogo - e, justamente quando tudo foi assinado em Bruxelas, estamos num período de aplicação gradual e progressiva dum projecto de desenvolvimento sustentado para o País. Alguns aparecem só agora para o culto de “empatas” para fazer de vela, os que não fazem e não saem de cima, peço por favor - DEIXEM PASSAR O PROGRESSO DO PAÍS E CHEGAR A BOM PORTO – haverá quem pretenda o retrocesso deste avanço conseguido até hoje em pouco mais de doze meses, são todos eles, os que costumam beneficiar com a desordem e corrupção no País, eles estão aí à espera de ver o leite derramado para lamber, mas uma coisa é certa, se pensam que mudando o piloto no leme se pode mexer na “carga” do barco ou fazer o que bem entenderem com o bolo de milhões, podem tirar o cavalinho da chuva!

Desta vez o “bolo” regressa à base de onde saiu, se o primeiro objectivo for mudado, penso que a comunidade internacional por uma questão de desconfiança da gestão do País e défice Democrático, retira o apoio negociado para o desenvolvimento, acredite se quiser!

Portanto vamos parar com brincadeiras de “faz de conta que estamos zangados”, mas sim, zangarmo-nos a sério com os impostores da praça, os cínicos e corruptos, que ainda resistem e procuram ganhar novo fôlego no terreno.

Pensais o melhor que sabeis, tendes uma oportunidade de ouro para fazer História, mãos à obra camaradas, se houver a mudar por questões de Meritocracia, honestidade e justiça, então avante camaradas, mas o País não pode parar mais, há que avaliar perdas e ganhos a tirar sobre qualquer decisão de Estado neste momento e esgotar as dúvidas num diálogo constante e continuado, é para isso que foram eleitos!

Cuidado Camaradas, tendes o destino do Povo nas v/mãos, façam o melhor para o País, o mundo agradece. Se não pararmos com guerras “interpessoal”, se vamos continuar a mudar de governo como quem vira o disco e toca o mesmo, haverá sempre quem ache que merece sempre melhor que o seu rival ou parceiro partidário, tudo isso até quando Camaradas?

Mais um conflito que está para além do que possa parecer racional, um fenómeno psicológico complexo que assenta no carácter insaciável do desejo invejoso, poucas vezes consciente, e daí poucas vezes controlado na relação humana, por isso propomos a partilha de ideias e decisões colectivas encima da mesa ou estamos sujeitos a assistir mais tarde o mesmo impasse do género (golpes por baixo da mesa), o surgimento de “obstáculo” humano, este murro de nacionais Guineenses prontos a fazer frente quando se sentem afastados do poder “de grupos” ou na família politica…

“Quem tudo quer, tudo perde” e por falta de tolerância à frustração - GUINEENSES UNI-VOS! Vamos a tempo de vencer este impasse irracional, acreditem (…)

Djarama. Filomeno Pina.


GUINÉ-CONACRY: REFORMA DO SETOR DE SEGURANÇA: Posicionamento à fase de operacionalização.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Esta quarta-feira, 5 de agosto de 2015, a Sala de 28 de Setembro do Palácio do Povo de Conakry foi o quadro para a realização do workshop sobre "Capacitação dos membros do Comitê de Coordenação Nacional para a reforma do sector de segurança (SSR ) sobre a Convenção 1325  e o gênero ''. Este ateliê que decorerá durante dois dias (05 e 06 de agosto ) é financiado pelo Fundo de Consolidação da paz das Nações Unidas através do PNUD em parceria com o governo guineense.



O Ateliê de formação dos comitês técnicos liderados por REFMAP (rede das Mulheres do Rio Mano para a Paz), visa contribuir para uma melhor consideração do género nas políticas e programas de desenvolvimento, nomeadamente nas forças de defesa e segurança, reforço das capacidades dos membros dos órgãos de direcção da comissão de reforma nacional, a criação de um quadro para o intercâmbio e a partilha no seio das forças de defesa e segurança em questões de gênero e participação de Mulheres militares e paramilitares nos órgãos de tomada de decisão.

Doutor Dieliman Ousman Kouyaté é o conselheiro político do Ministério da Defesa Nacional, Presidente da Comissão Técnica de monitorização da reforma do sector da segurança: "a reforma do sector da segurança se ocupa da concepção,da pilotagem, de apropriação nacional, de avaliação e acompanhamento de todas as acções identificadas no documento. a reforma do sector da segurança na Guiné é construído sobre o relatório de avaliação que foi feito pelas Nações Unidas, a União Africana e a Francofonia em 2009, sobre o estado de segurança na República da Guiné à época, até os momentos de distúrbio de 2008, 2009, 2010.

Esta avaliação do sector da segurança está limitada a setores do exército, gendarmerie, polícia, a protecção civil, a justiça, ambiente e fronteira. O relatório de avaliação continha 162 recomendações.

O documento foi apresentado ao Presidente da transição na altura, o general Sékouba Konaté em 10 de maio A RSS é a segunda recomendação emanada do Acordo de Ouagadougou da qual a primeira foi a organização de eleições livres e transparentes. Uma vez que o presidente foi eleito, em seu discurso de investidura, a reforma do sector da segurança foi o principal foco de seu projeto social. Ele então nos instrui como colocar em prática os órgão de pilotagem dessa reforma.

Nós organizamos um seminário nacional que foi bem sucedida no estabelecimento 317, as recomendações de como pôr em prática os órgãos de pilotagem da reforma, uma comissão nacional de pilotagem coordenada por uma comissão de orientação estratégica colocada sob a autoridade do Presidente da República, acompanhado de primeiro vice-presidente, que é o primeiro-ministro e segundo vice-presidente que é o Ministro da defesa ", explicou o conselheiro. A missão assinada, de acordo com ele, este órgão de pilotagem é o veículo de adoção de estratégias e das orientações para pôr em prática as diretrizes para a execução das 162 recomendações.

A segunda estrutura essencial da reforma "é a comissão de acompanhamento técnico, que eu dirijo, este é o nível de design responsável pela apropriação da reforma por parte da população e da programação de todas as atividades, permitindo chegar à boa execução das 162 recomendações que costitui a ferramenta central  da pilotagem da reforma  "justificou o Doutor Kouyaté
Quanto ao workshop sobre a Convenção 1325 e de gênero, o presidente do comitê técnico afirma: "Reforma no desenvolvimento da estratégia está completa, entramos na fase de operacionalização, a partir daí, colocamos os objetivos reais para conseguir a reforma. Este workshop faz parte deste quadro uma vez que entre as 162 recomendações, você tem duas recomendações que são transversais, que são: a luta contra a proliferação de armas ligeiras e promoção do género ", disse o Dr. Dieliman Ousman Kouyaté.
No final do projeto, os órgãos do Comité Nacional de Pilotagem deverão contribuir para a efetiva implementação da Resolução 1325, levando apenas em conta as preocupações das mulheres que deve também ser efetiva, incluindo a redução da disparidade entre homens e mulheres e o recrutamento de 30 por cento das mulheres nas forças de defesa e segurança.

#Aliou Mamadou Diallo para GCI
2015-GuineeConakry.Info

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Compreender a crise do Burundi através de seus mediadores sucessivos.

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Presidente ugandês e mediador, Yoweri Museveni (à esquerda), acolhido pelo Presidente burundês Pierre Nkurunziza (à direita), em Bujumbura, em 14 de julho de 2015. © Berthier Mugiraneza / AP / SIPA

Depois de domingo, os ataques contra os Burundeses em primeiro plano se multiplicaram . Neste contexto, a mediação de Uganda, que tinha sido adiado indefinidamente na véspera das eleições presidenciais em 21 de julho, poderá bem se retomar. Em vinte anos, o país tem experimentado nada menos que seis principais mediadores.

Temendo que o Burundi se mergulhe novamente no caos, as organizações internacionais e embaixadas estrangeiras têm-se multiplicado nos últimos dias pedindo diálogo e reiterando a importância das negociações que tinham começado com o Presidente ugandês Yoweri Museveni.

As negociações foram adiadas por tempo indeterminado na véspera da eleição presidencial, mas poderão se retomar nos próximos dias em Bujumbura. De acordo com várias fontes diplomáticas, o presidente de Uganda, teria expressado a intenção de enviar ao Burundi o seu emissário, o ministro ugandês da Defesa Crispus Kiyonga.

De outras, antes dele endossar o seu papel delicado de mediador no Burundi. No rescaldo do golpe de outubro de 1993, Julius Nyerere desenhou as premissas dos Acordos de Arusha (2000), assinados e executados sob a liderança de seus sucessores, Nelson Mandela e Jacob Zuma.

No entanto, desde abril de 2015, duas tentativas de mediação já falharam. Said Djinnit e Abdoulaye Bathily foram contestados antes que Yoweri Museveni os sucedesse. Retorno dos mediadores que desempenharam um papel fundamental na história do Burundi.

#jeuneafrique.com

10 mortos, outros sequestrados por insurgentes em Camarões.

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Presidente dos Camarões Paul Biya (à direita) aperta a mão do seu homólogo nigeriano Muhammadu Buhari no palácio presidencial em Yaoundé em 29 de julho de 2015. As conversações focaram na ameaça regional em virtude do Boko Haram. FOTO | AFP | PRESIDÊNCIA CAMARÕES

Pelo menos 10 pessoas foram mortas e várias outras sequestradas por pessoas que se acredita ser os insurgentes na localidade de Tchakarmari na divisa Mayo Sava da região do Extremo Norte dos Camarões.

Os relatórios dizem que os insurgentes atacaram a aldeia na noite de terça-feira, 04 de agosto, antes de tomarem rumo de volta para a Nigéria depois que as forças de defesa de Camarões contra-atacaram.

Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade para as mais recentes atrocidades, mas as autoridades estão suspeitando do grupo jihadista nigeriano, o Boko Haram, de ser o responsável.

O grupo extremista entrou recentemente em incursões transfronteiriças em Camarões, no Chade e no Benin, como ele mudou o seu modo de operação de combate convencional para atentados suicidas usando principalmente as meninas adolescentes como homens-bomba.

Dar fruto

Em conferência de imprensa no início do dia, o ministro de comunicação de Camarões  que também é o porta-voz do governo, Issa Tchiroma Bakary, disse que o governo tinha tomado medidas para enfrentar a ameaça terrorista no país e na região do Extremo Norte em particular.

"As operações especiais realizadas no campo da Defesa e Forças de Segurança, sob a coordenação das autoridades administrativas, estão rendendo frutos. A luta vai ser intensificada até a erradicação total da Boko Haram que ameaça o nosso país ", disse o ministro.

Sr. Tchiroma chamado na mídia por não publicar "imagens chocantes" que retratam [corpos] desmembrados ou decompostos, sob o pretexto de cobrir as atrocidades cometidas pela seita islamita.

"Ao fazer isso, estamos sem saber jogar o jogo da Boko Haram, cujo objetivo é espalhar o terror e instilar um clima de medo no seio da nossa população."

#africareview.com

Camarões: Presidente Paul Biya ainda continua forte em 33 anos no poder.

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Presidente Paul Biya

Paul Biya, que governa Camarões desde 1982 deixou em aberto a possibilidade de concorrer a um outro mandato quando seu mandato atual termina daqui a três anos.

Respondendo a uma pergunta no Palácio da Unidade em 3 de julho sobre sua longevidade no poder e a probabilidade de ele concorrer a eleição presidencial de 2018, o Presidente Biya disse que o ano eleitoral não estava entre suas preocupações atuais.

Ele disse que ainda está servindo o mandato de sete anos que camaroneses escolheram para dar a ele e não aos vinte e três outros candidatos que também estavam na disputa em 2011.

"É certo que as eleições serão realizadas em 2018, mas 2018 ainda está longe. Então, até que venha 2018 eu vou decidir se vou concorrer a um novo mandato ou pedir minha aposentadoria ", disse Biya na conferência de imprensa que concedeu com a visita do presidente francês François Hollande.

A resposta do líder de 82 anos está profundamente enraizada no pensamento dos camaroneses de que Biya vai encarar um outro próximo mandato.

Prof Tazoacha Asonganyi, um analista político camaronês, disse que a democracia no país é uma farsa.

Na realidade, Asonganyi que recentemente publicou um livro, "Camarões: Escolhas difíceis em uma democracia Falha", argumenta que Camarões é de um sistema multipartidário fictício onde o poder é exercido pela decisão unicamente do CPDM.

"A cédula, desde então, não conseguiu derrubar Biya do poder. É por isso que ele tem sido capaz de se vangloriar de que, mesmo em 2018 e mais além, ele pode ficar por uma eleição e vencer tantas vezes quanto ele quiser.

"A urna representa praticamente nada em Camarões".

Sucessão do líder é um tema tabu dentro dos círculos do governo e sua decisão no Movimento Democrático do Povo Camaronês.

Camarões tem um sistema de eleição presidencial de uma-rodada onde um candidato só tem de reunir o maior número de votos para se declarar o vencedor. Não existe um limite de percentual.

Na maioria dos países africanos que praticam o sistema eleitoral de primeira volta, os operadores históricos sempre saem vitoriosos.

Essa adulteração do sistema eleitoral, alguns afirmam que os camaroneses, têm contribuído para a permanência do Sr. Biya no comando do estado nos últimos 33 anos.

Chamada do povo

Antes das eleições presidenciais de outubro de 1992, após o retorno ao pluripartidarismo, o Parlamento debateu o sistema eleitoral de dois turnos em sessão extraordinária, em setembro do mesmo ano. O sistema de dois turnos ou duas rodadas, eventualmente, não foi aprovado.

Biya não teria sido elegível para as eleições presidenciais de 2011 se o parlamento não tivesse ajustado a Constituição de 1996 e anulado os limites do mandato presidencial em 2008, o movimento dos críticos disse que foi controlado remotamente pelo líder.

Os defensores da decisão CPDM do Sr. Biya, em uma publicação de três tomo, publica que 'Paul Biya: Foi chamado pelo Povo "," que implorou "o presidente a executar novamente o mandato depois que o Parlamento demoliu os limites de mandato.

Sr. Biya alegou que, concorrendo as eleições presidenciais de 2011, ele estava respondendo a " Apelação do Povo".

O seu partido o escolheu como seu candidato presidencial em um congresso em Yaoundé um mês antes das votações de 2011.

Embora Biya foi sempre eleito, os críticos do presidente de longa permanência no poder dizem que ele é um presidente ilegítimo.

Esses argumentos são da legião, e um deles é que um presidente eleito por menos de 5 milhões de pessoas em um país com uma população de mais de 20 milhões de habitantes não é legítimo.

Willibroad Dze-Ngwa, pesquisador político camaronês, concorda que Biya tanto fez para manter o poder em suas mãos, mas acha que a discussão sobre quantas eleições ele participou está fora de cogitação.

"O ministro da Administração Territorial e ELECAM disse que (eleições regem corpo) e os funcionários são todos nomeados a partir do comitê central do CPDM", diz ele.

"Quem paga a orquestra escolhe a música. Ele escolhe a música em Camarões porque todos esses funcionários nomeados foram nomeados por ele. Ele pode demiti-los. A Constituição dá-lhe poderes excessivos. Por isso, é uma questão de vontade. Se Biya quiser ele permanecerá como presidente ".

Garantia insuficiente

A oposição tem clamado por um campo de jogo político de alto nível. Mas cada vez que a oposição pede para pôr em prática a tais instituições para dar credibilidade ao processo eleitoral, Biya tem dado híbridos feitos por medida de pedidos da oposição.

Antes de 1992, as eleições na República dos Camarões eram geridos pelo Ministério da Administração do Território. O ministério também foi o único responsável para decidir sobre a elegibilidade de candidatos potenciais para os cargos eleitorais.

A oposição lutou contra a gestão das eleições pelo Ministério da Administração Territorial e exigiu a criação de uma comissão nacional de eleições.

Em resposta, Biya criou o Observatório Nacional de Eleições (NEO), após um protesto de rua por legisladores do partido do líder da oposição, a Frente Democrática Social (SDF).

"Nós parlamentares deixamos a Casa de Vidro (Assembleia Nacional) para ir a pé para dar uma cópia da comissão eleitoral independente para o presidente Biya já que todos os nossos gritos no parlamento e na rua não foram ouvidos. Foi depois de duas semanas nas ruas que ele (Biya) nos pediu para voltar e examinar o projeto que ele estava enviando ", disse Joseph Mbah Ndam, SDP MP e consultor jurídico nacional desse partido de oposição.

Em vez da Comissão Eleitoral Independente, o presidente optou pela criação de um Observatório Nacional de Eleições.

A oposição está persistente em defender que o observatório não era garantia suficiente para eleições livres e justas, a serem realizadas nos Camarões.

NEO foi dissolvido e um outro órgão, Eleições Camaronês (ELECAM) foi criado. No entanto, a sua independência ainda é questionável. Os seus membros são nomeados pelo Biya e seu atual presidente, o Dr. Samuel Fonkam Azu'u, foi um ativista tição do partido de Biya. Ele disse que se demitiu do partido, quando foi nomeado para chefiar o órgão de gestão eleitoral.

"Embora ele está mancando hoje, ELECAM constitui a implantação embrionária de um órgão neutro para a realização de eleições. Nós ainda estamos lá para se certificar de que nós aperfeiçoamo-la para os Camaroneses terem uma verdadeira democracia ", disse o Sr. Mbah Ndam.

#africareview.com

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

BURUNDI: desturbios programados?

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O mundo tenta entender apenas o assassinato do general Adolphe Nshimirimana, regado com foguete e crivado de balas em seu carro, 72 horas atrás, e agora é um ativista pelos direitos humanos Pierre-Claver Mbonimpa, presidente da Associação para a Protecção dos Prisioneiros e Direitos Humanos (APRODH), que levou por sua vez, o tiro à queima-roupa por um motociclista malicioso. Tudo isso parece seguir uma mecânica repressiva cujos autores não vão ficar muito tempo escondidos, porque a assinatura de seu mesmo pacote não revindicado acabará por traí-los.



Segundo Zygele, filha de Pierre-Claver Mbonimpa, a vida de seu pai não está em perigo, apesar dos ferimentos no pescoço e bochecha. Mas os dois ataques a duas personalidades desta qualidade em um curto período de tempo, realmente é preocupante todas as chancelarias dos terríveis excessos desão  Burumdeses.

Perdedor Perdedor

Antes dessa decadência programada, a comunidade internacional está se movendo, e Ban Ki Moon, o Secretário-Geral das Nações Unidas, em pessoa, pegou o seu telefone para se juntar ao Presidente Yoweri Museveni do Uganda e presidente da União Africana, Nkosazana Dlamini Zuma, para incentivá-los a continuar a mediação com suporte completo. Ele francamente declarou o seu apoio "para a rápida retomada do diálogo para aliviar as crescentes tensões e preparar a formação de um governo de unidade nacional." A fim de eliminar rapidamente a tentação do Burundi para a auto-destruição.
Isso que está acontecendo hoje na terra de Pierre Nkurunziza é muito grave, e se os líderes da região da África Oriental não acordarem, a desestabilização do Burundi pode ter consequências mais graves do que eles imaginam . Com espantalho do bônus de um retorno à luta armada, combinado com todos os tipos de tráfego sobre a riqueza mineral e outros do país. Nem a oposição nem o poder poderá ganhar esse jogo. É bom terminar o jogo de uma maneira "perde-perde"!
Por isso, é com razão que Tom Malinowski, o Secretário de Estado dos EUA para a Democracia os tweetou: "Burundi precisa de justiça, não de vingança, acrescentou. Estamos prontos para fazer todo o possível para que os responsáveis ​​sejam levados à justiça. "
Como toda a gente reconhece que, nesta crise, como em outros lugares, não é uma panacéia a colocar fora da mesa ou de mediação. Qualquer outra opção seria uma simples aventura, um atraso que terá um preço a pagar. Estes ataques bem-sucedidos ou falhados só irão alimentar o ressentimento e os terrores que os burundeses acreditavam ter deixado para trás.

# Maria BABIA para GCI
2015 - GuineeConakry.Info



Exclusivo - Gabão: Maixent Accrombessi, Chefe de Gabinete da Presidência, preso em Paris.

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Maixent Accombressi, Chefe de Gabinete do Presidente, é a ruína da oposição gabonesa. © DR / tela capturada no Youtube

O chefe de gabinete da presidência do Gabão, Maixent Accrombessi, foi preso e colocado sob custódia em Paris, nesta segunda-feira, 3 agosto, no quadro de uma investigação de "corrupção de agente público estrangeiro."

É um novo que se arisca a levantar alguma turbulência nas relações franco-gabonês. De acordo com uma fonte do Ministério do Interior francês Maixent Accrombessi, o chefe de gabinete do presidente Ali Bongo Ondimba (ABO), foi preso nesta segunda-feira, 3 agosto no aeroporto de Roissy, na sala VIP, antes de tomar avião para seguir viagem para Libreville. Ele foi colocado sob olhares da polícia judiciária, no quadro de uma investigação de "corrupção de funcionários públicos estrangeiros." Não estando de posse de uma ordem de missão, ele não poderia jogar sua imunidade diplomática.

Accrombessi é um dos mais próximos colaboradores de ABO, do qual ele era o colaborador do Ministério da Defesa antes de ser promovido ao todo-poderoso director do gabinete da presidência na nova administração.

Hoje o verdadeiro guardião do Palácio a beira-mar, é titular de uma Graduação em Economia Aplicada e de uma Pós-Graduação em desenvolvimento econômico e social, é um velho agente imobiliário parisiense, que fica próximo a saída de André Mba Obame, líder a oposição do Gabão, até a sua morte em abril passado.

Originário do Benin e naturalizado Gabonês, Maixent Accrombessi é criticado pela oposição do Gabão a ser o elemento central do sistema de governação em vigor desde 2009 por ABO, que sucedeu seu pai após eleições contestadas.

#jeuneafrique.com

Nigéria: Onde está Abubakar Shekau?

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O Líder do Boko Haram Abubakar Shekau. Ele costumava aparecer regularmente em vídeos do Boko Haram. FOTO | BBC

Militantes islâmicos lançaram um novo vídeo sobre a insurgência na Nigéria, com o líder do Boko Haram Abubakar Shekau novamente a não comparecer nele.

Sua ausência contínua aumentando a especulação sobre o seu destino.

Ele foi ouvido em março, quando ele lançou uma mensagem de áudio prometendo lealdade ao grupo do Estado Islâmico (ISIS).

Logo depois, os militares da Nigéria disseram que tinham recapturado todas as cidades de Boko Haram.

Os militares disseram no domingo que eles haviam libertado 178 pessoas detidas em cativeiro por Boko Haram no estado de Borno no nordeste.

Eles também mataram militantes e capturaram um comandante depois de ataques aéreos sobre bases do grupo, acrescentou.

No vídeo de oito minutos, um jovem não identificado fala em nome do Estado Islâmico na África Ocidental convidando as pessoas a ser pacientes: "Nós ainda estamos presentes em todos os lugares que tínhamos estado antes."

O homem falou na língua regional Hausa, com legendas em árabe e Inglês.

O vídeo mostra os militantes atacando um posto de segurança, apreendendo armas e cortando a garganta de um homem vestido com uniforme da polícia.

Propaganda ISIS

Shekau também não apareceu em um vídeo do Boko Haram lançado em junho.

Isso vai reforçar especulações de que ele está profundamente na clandestinidade, ou foi ferido e até mesmo morto.

Independentemente do destino de Shekau, ficou evidente a partir do vídeo que alguns militantes na Nigéria ainda estão determinados a lutar.

O vídeo é horrível, mas a sua produção é elegante e isso sugere que ele foi produzido com a ajuda de unidades de propaganda ISIS-aliados, diz o correspondente.

O jovem militante falou na língua regional Hausa, com um sotaque do grupo étnico Kanuri, ao qual pertence Shekau.

Shekau tornou-se líder do Boko Haram após o assassinato do fundador do grupo, Muhammad Yusuf, sob custódia policial em 2009.

Os relatórios anteriores sobre sua morte provaram ser falsos.

Ele provocou indignação mundial quando o Boko Haram sequestrou mais de 200 meninas de um internato em Chibok cidade no estado de Borno, em abril de 2014.

Ele riu em um clipe de vídeo, e disse: ". Eu raptei as suas meninas eu vou vendê-las no mercado, por Allah vou vendê-las e casá-las.".

O governo dos EUA ofereceu uma recompensa de até US $ 7 milhões para obter informações sobre a sua localização.


ISIS está sedeado no Iraque e na Síria, tem um ponto de apoio na Líbia, e prometeu criar um califado
mundial.

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Burundi: Presidente Pierre Nkurunziza adverte contra vingança.

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Presidente Pierre Nkurunziza. ARQUIVO | NATION MEDIA GROUP

O Presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, alertou contra a vingança após o assassinato de um general sênior muito próximo a ele. 

"A vingança pode acabar com toda uma geração", disse ele, em um discurso à nação no domingo, pedindo calma. 

Um porta-voz presidencial disse que era muito cedo para culpar alguém pela morte do General Adolphe Nshimirimana em um ataque com foguete e arma contra o seu carro. 

Sr. Nkurunziza ganhou o terceiro mandato no mês passado, em meio a protestos mortais sobre sua decisão de concorrer ao cargo novamente. 

Os opositores argumentaram que ele violou a constituição e houve uma fracassada tentativa de golpe em maio. 

"Adolphe Nshimirimana era o número dois do regime, não oficialmente, mas extra-oficialmente. Este assassinato é um golpe muito grave para o governo do Burundi", disse o analista do International Crisis Group Thierry Vircoulon. 

Os agressores supostamente direcionaram metralhadoras e lançadores de foguetes contra o carro do general, no distrito Kamenge da capital Bujumbura. 

Uniforme militar 

O porta-voz presidencial Gerve Abehayo rejeitou as sugestões de que o ataque poderia ter sido realizado por elementos dentro do próprio aparato de segurança do Burundi, após testemunhas relataram que quatro homens em uniforme militar pulverização carro do general de balas. 

"O governo não está perdendo apoio ... o exército permanece forte e unido ... um general foi morto, mas isso não significa que todo o exército foi dizimado neste país", disse ele. 

O Presidente Nkurunziza pediu uma investigação sobre o assassinato do general para ser concluído no prazo de uma semana. 

A União Africana, União Europeia e os EUA condenaram o ataque, com a presidente da UA Nkosazana Dlamini Zuma descrevendo-o como um "ato bárbaro que é susceptível de desestabilizar ainda mais o país". 

jornalista proeminente do Burundi Esdras Ndikumana, que trabalha para a agência de notícias AFP e a Radio France Internationale (RFI), diz que ele foi detido por oficiais da inteligência e espancado depois de tentar tirar fotos no local do ataque.  

Mais de 70 pessoas foram mortas desde o início do conflito, em abril, e 180 mil fugiram do país, de acordo com a agência de refugiados da ONU. 

Sr. Nkurunziza chegou ao poder em 2005, depois que 300 mil foram mortos em um conflito de 12 anos entre as etnias hutus e tutsis.

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domingo, 2 de agosto de 2015

O Burundi em crise com o general superior assassinado.

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O general Adolphe Nshimirimana. Um assessor do Presidente Pierre Nkurunziza, depois de ouvir a morte do general, disse: "Eles (os rebeldes) declararam a guerra e eles vão ver o que vão receber."

O general superior do Burundi e assessor próximo ao presidente Pierre Nkurunziza foi morto neste domingo em uma emboscada em seu carro na capital Bujumbura, disseram os funcionários e testemunhas.

O general morto, Adolphe Nshimirimana, era amplamente visto como de facto o chefe da segurança interno do país do centro Africano em crise e até mesmo considerado como o número dois do regime.

A polícia e testemunhas disseram que o pick-up do general Nshimirimana foi atingido por dois foguetes e pulverizado com armas automáticas na capital nesta manhã de domingo, e mais tarde foi confirmada a sua morte, junto com seu motorista.

Comunicado do chefe da Presidência Willy Nyamitwe confirmou que o general, um ex-chefe do Exército e chefe de inteligência, tinha sido morto.

"Eu perdi um irmão, um companheiro de luta. A triste realidade é que o general Adolphe Nshimirimana não está mais neste mundo é", disse ele em uma mensagem postada no Twitter.

O assassinato ocorreu em apenas uma semana depois que o presidente Nkurunziza foi declarado o vencedor absoluto das eleições controversas, assegurando um terceiro mandato consecutivo, apesar dos protestos da oposição e condenação internacional.

A candidatura de Presidente Nkurunziza foi considerada inconstitucional pela oposição e provocou meses de protestos que deixaram pelo menos 100 mortos em uma feroz repressão do governo, bem como uma tentativa de golpe em meados de maio.

Guerra declarada

General Nshimirimana era visto como o cérebro por trás da repressão contra os protestos, bem como um jogador-chave na frustração da tentativa de golpe.

Uma fonte da presidência disse que a situação no Burundi é "grave" e alertou para uma possível onda de ataques de vingança.

"A situação é muito grave. O general era alguém que era essencial no sistema", disse a fonte, que pediu para não ser identificado.

"Estamos a tentar gerir a situação, mas não é fácil. Nossos meninos querem vingar."

Fontes policiais disseram que sete prisões foram feitas, e uma fonte no Serviço Nacional de Inteligência do Burundi, a SNR, disse que as forças de segurança estão "nervosas".

"Você não pode imaginar o que o general Adolphe representava para nós", disse a fonte.

"Eles declararam a guerra e eles vão ver o que vão receber", disse outro general superior pro-Nkurunziza, que pediu para não ser identificado.

Não houve reivindicação imediata e de responsabilização pelo assassinato, embora os golpistas, desde então, se reagruparam e lançaram uma rebelião no norte do país, que também estão associadas a uma série de ataques com granadas em Bujumbura.

Há temores de que um novo conflito no país poderia reacender a violência étnica hutu-tutsi e trazer um outro desastre humanitário para a região dos Grandes Lagos conturbado a África Central.

A última guerra civil no Burundi, que terminou em 2006, deixou pelo menos 300 mil pessoas mortas.

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Zimbábue suspeita que outro caçador americano matou leão em abril.

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O governo do Zimbábue afirmou que os caçadores que estão no país devem partir e anunciou uma reunião de crise com os profissionais do setor.

Zimbabué: Dentista norte-americano identificado como caçador que matou Cecil, o leão

O Zimbábue acusou neste domingo (2/8) outro americano de ter caçado um leão sem permissão em abril, enquanto o organizador da expedição foi detido e está sendo interrogado pela polícia, informaram o governo e a autoridade de parques nacionais. A detenção de Headman Sibanda, proprietário da agência Nyala Safaris, foi anunciada no sábado.

"Desde então, estabelecemos que seu cliente também era um americano que veio ao Zimbábue em abril", afirma um comunicado da presidência.

"O caso Headman Sibanda está relacionado com um leão que foi abatido por este outro americano", disse àa AFP Caroline Washaya-Moyo, porta-voz dos Parques Nacionais (Zimparks).

"Sibanda coopera com a polícia nas investigações", destacou o governo, que identificou o caçador como Jan Cismar Sieski, da Pensilvânia.

Neste domingo, o governo do Zimbábue afirmou que os caçadores que estão no país devem partir e anunciou uma reunião de crise com os profissionais do setor.

Após a morte do famoso leão Cecil, abatido fora da reserva animal de Hwange por outro americano amante da caça, o governo de Harare ordenou uma "vasta investigação em toda a indústria relacionada com os safáris.

Uma campanha de doação teve início para ajudar os parques nacionais do Zimbábue a financiar a investigação.

Além disso, o governo adotou novas restrições de implantação imediata à caça de leões, elefantes e leopardos, que está proibida a partir de agora nas imediações da reserva de Hwange, exceto com a permissão por escrito da autoridade de parques naturais.

#correobraziliense.com.br

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Um dentista norte-americano foi identificado como o caçador que matou ilegalmente o leão Cecil, animal mascote do Parque Nacional de Hwange, no Zimbabué, segundo noticia a agência France Presse (AFP).

O leão, um macho de 13 anos célebre pela sua juba negra, foi atraído para fora dos limites do parque e atingido por flechas disparadas por Walter James Palmer, ficando ferido e tentando fugir.
O norte-americano terá seguido o animal moribundo durante 40 horas com a ajuda de dois cúmplices – a quem terá pago 50.000 dólares (cerca de 45.200 euros) -, conseguindo finalmente abatê-lo a tiro.
A culpa do dentista foi hoje confirmada pela Associação de Operadores de Safari do Zimbabué, em conferência de imprensa na capital do país, Harare.

“Segundo as informações que temos, parece que ele já teria cometido crimes semelhantes noutros locais”, afirmou Emmanuel Fundira, o presidente da associação.
Nem o parque de Hwange nem a polícia confirmam se o indivíduo ainda se encontra no país africano, nem se será julgado.
Os seus dois cúmplices foram, porém, identificados e detidos, devendo comparecer em tribunal na quarta-feira, acusados de caça furtiva.
Walter James Palmer, dentista no estado norte-americano de Minnesota, tinha já sido falado pela imprensa do seu país, mas em tom marcadamente diferente.
Em 2009, o jornal New York Times elogiava a sua perícia no tiro ao arco, sublinhando que Palmer tinha aprendido a usar a arma “aos cinco anos de idade”, e que era “capaz de acertar numa carta de jogar a mais de 90 metros de distância”.
A página na rede social Facebook do seu consultório dentário foi apagada, após ser alvo de numerosos comentários de internautas indignados.
“O mais triste de tudo isto, agora que Cecil está morto, é que o leão que o substitui no topo da hierarquia, Jericho, vai provavelmente matar todas as crias de Cecil, como mandam as regras sociais naturais entre os leões”, declarou um porta-voz da organização não-governamental Zimbabwe Conservation Task Force (ZCTF), dedicada à preservação da vida selvagem do país.
No Zimbabué, a caça só é permitida em reservas privadas e só até certas quotas, e é totalmente proibida nos parques nacionais como o de Hwange, que no ano passado recebeu cerca de 50.000 visitantes, 23.000 dos quais estrangeiros.
Fonte:-Diário Digital com Lusa


Dois soldados são alvos de ataque no Mali e morrem.

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A identidade dos agressores era desconhecida.


Dois soldados do Mali foram mortos, enquanto cinco ficaram feridos, em um ataque contra seu comboio na região central do país, informou o tenente-coronel Diarran Diakite, conselheiro do Ministério da Defesa.

Diarran Diakite disse que o ataque neste domingo ocorreu na estrada, entre as cidades centrais de Nampala e Diabaly, cerca de 400 quilômetros do norte da capital, Bamaco.
Segundo o tenente-coronel, a identidade dos agressores era desconhecida. A metade norte do Mali estava sob controle de extremistas islâmicos desde um golpe militar, em 2012, mas uma intervenção militar liderada pela França em 2013 dispersou os extremistas de cidades e vilas do norte. Porém, a região segue insegura, mesmo com a presença das forças de paz da ONU.

Nos últimos meses, a violência se estendeu ao sul e um ataque ao final de junho matou três soldados.
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sábado, 1 de agosto de 2015

Ebola NA GUINÉ-CONACRY: A vacina VSV- Zékov conhece seu primeiro teste.

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A Coordenação Nacional da luta contra o Ebola na Guiné organizou nesta sexta-feira, 31 de julho de 2015, uma conferência de imprensa animada pelo coordenador, Dr. Sakoba Keita. Este encontro com uma platéia de jornalistas de todos os meios de comunicação da praça, foi uma oportunidade para a coordenação nacional da luta contra o Ebola na Guiné e os seus parceiros, notadamente a OMS, CDC, MSF e UNICEF, para apresentar a vacina VSV-Zékov e sua reação positiva sobre várias pessoas.


O co-fonfadador do site GuineeConakry.Info, Justin Morel Junior, se fez vacinar

Em seu discurso, o chefe da coordenação nacional da luta contra o Ebola na Guiné, Dr Sakoba Keita começou por referir que ele tem confiança na ciência, mas especialmente em Deus, porque ele acredita que a vacina VSV-Zékov foi testado em 4000 pessoas em quarentena e a avaliação foi positivo em 100%. O conferencista fez compreender que esta vacina candidata não pode ser utilizado em doentes que já sofrem de Ebola na medida em que os seus corpos reter mais vírus.

'' portanto, para esses pacientes de Ebola, devem proceder aos cuidados clínicos, a fim de alcançar a cura. Uma maneira de dizer-lhe que apenas as pessoas em quarentena podem beneficiar da vacina, porque lhes permite reforçar o seu sistema imunológico para combater o vírus Ebola, por 21 dias, '' reforçou ele.

Dr Sakoba Keita também disse que esta vacina candidata foi desenvolvido pela Agência de Saúde do Canadá (PHAC) e a licença foi arquivado por laboratórios americanos.

Quanto ao novo representante da OMS na Guiné, Dr. Mohamed Belhocine, declarou que "o ensaio desta vacina na Guiné é, portanto, um resultado parcial. Isso não significa que devemos baixar a guarda; "Para este fim, exortou as autoridades de saúde no país para continuarem com as medidas habituais, incluindo a lavagem das mãos regularmente, o isolamento do doente de Ebola, não manipulação dos corpos, etc.

O novo chefe da OMS disse que a Guiné, a Libéria e a Serra Leoa ainda não testaram esta vacina. É no entanto, o primeiro lugar no mundo a Guiné. Na foto, Justin Morel Junior, co-fundador do site GuineeConakry.Info, se fez vacinar perante os 10 primeiros Guineenses, dos quais Dr Sakoba, em 07 de março de 2015 no Centro de Saúde Kipé. Eles foram os pioneiros, aqueles que aceitaram o risco para dar chance aos seus concidadãos e a todos os outros ao redor do mundo. Eles serão supervisionados por 84 dias. Este resultado feliz vem-lhes confortar em suas decisões exemplares. Ontem eles forma 'cobaias', hoje eles são modelos em coragem.
Com a palavra, o coordenador nacional da luta contra o Ebola na Guiné, Dr Sakoba Keita que também observou que durante quatro dias, nenhum casos foi confirmado no interior do do país e na capital depois de nove dias, há um caso confirmado no município de Ratoma.

#Leon KOLIE para GCI
2015 GuineeConakry.Info

PM da Guiné-Bissau considera normal levantamento de imunidade a deputados.

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O primeiro-ministro da Guiné-Bissau e presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, afirmou que respeita a decisão do Parlamento em mandar levantar a imunidade aos deputados que estão sob investigação judicial.



A Assembleia Nacional Popular (ANP) aprovou na quarta-feira o levantamento da imunidade parlamentar do deputado José Miguel Dias e prepara-se para fazer o mesmo com Gabriel Sow, ambos eleitos pelo PAIGC, partido no poder.

José Miguel Dias é arguido com mais 20 pessoas acusadas de fraude com dinheiros de pensionistas, um caso que remonta a 2011, altura em que Miguel Dias era alto funcionário do Ministério das Finanças e o julgamento já está agendado.

Gabriel Sow está a ser investigado num processo já julgado pela vara-crime do Tribunal Regional de Bissau, em que é responsabilizado pela gestão danosa em três sociedades.

"O Parlamento é uma entidade soberana, votou em consciência. Temos que respeitar esse voto", defendeu ontem o primeiro-ministro guineense durante uma visita a Mansoa, no centro do país, onde passou por algumas infraestruturas sociais.

Por ser uma questão ligada à ética e à consciência individual, os partidos deram liberdade de voto aos deputados para que pudessem expressar-se livremente, sublinhou Domingos Simões Pereira.

"Tiveram essa liberdade, exerceram essa liberdade, temos que respeitar", acrescentou Simões Pereira, que não quis se alongar quando questionado pela agência Lusa sobre se a remodelação governamental seria para breve.

O Presidente da República, José Mário Vaz, já exprimiu o desejo de ver mudanças no elenco governativo face a investigações judiciais que envolvem alguns membros do Executivo e o primeiro-ministro já admitiu que ambos têm falado sobre o tema.

"Não gostaria de tecer comentários para não correr o risco de ser mal interpretado, mas é assunto sobre o qual estamos a trabalhar", disse Domingos Simões Pereira.

@Lusa
 

Rei africano mora na Alemanha e governa seu país pela internet.

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BERLIM/ALEMANHA - Gbi é uma das mais pobres regiões da África. No entanto, é por meio de tecnologia que o país vem sendo governado pelo rei Céphas Bansah, que vive a cerca de 7 mil quilômetros de distância, na cidade alemã de Ludwigshafen, e comanda seus súditos na África por meio de e-mails, redes sociais e software de chamadas telefônicas online.
Por ANTONIO CARLOS LACERDA

"Governo nessas condições para ficar mais próximo das novas tendências e tecnologias e, assim, introduzi-las mais facilmente em minha nação" - na verdade, em seu país falta remédio e comida, mas não falta internet. Bansah chegou ao trono antes de seu pai e de seu irmão mais velho porque ambos são canhotos e em Gbi não se admite que pessoas não destras tenham funções de destaque.
Justiça seja feita, porém, à austeridade do rei: ele não vive com dinheiro enviado por seus súditos nem conta com a ajuda do governo alemão. Sobrevive trabalhando em sua oficina mecânica durante o dia. E dorme pouco porque à noite cuida de seu país por meio da internet.
Durante o dia, Céphas Bansah é dono de uma oficina mecânica na Alemanha. Depois do expediente, é o rei de um povo em Gana. Céphas Bansah tem 66 anos e com o auxílio de ferramentas como o Skype e e-mails, além de um trono localizado em sua sala de estar, a majestade realiza a mediação entre os antepassados de seu povo e os vivos, além de ajudar a solucionar disputas tribais.
O problema de ser um rei, mas viver como um cidadão comum é que Bansah acabou se tornando um alvo fácil para ladrões. Há alguns dias, divulgou o jornal britânico The Independent, sua casa na Alemanha foi invadida e foram roubadas coroas e joias que pertenceram aos seus avós.
De acordo com informações em site oficial, apesar de todas as facilidades da vida moderna, Bansah visita sua terra várias vezes durante o ano para ter um contato direto com os desafios enfrentados por seus súditos no dia a dia.
A decisão de reinar longe de seu território foi tomada logo quando ele assumiu a coroa, no início dos anos 90. Acreditava que, da Europa, poderia ajudar mais.
Portanto, além de vídeo conferências, o rei desenvolve projetos de infraestrutura e busca apoio do governo alemão e da comunidade acadêmica para executá-los em Gana.
Bansah desembarcou na Alemanha nos anos 70, como estudante. Lá, conheceu sua esposa e decidiu se estabelecer. Com a morte de seu avô, em 1987, se tornou o único da família que poderia ocupar o posto de rei. Seu pai e irmão mais velho foram desconsiderados por serem canhotos, característica que é vista como negativa pelo povo da região.
Togbe Ngoryifia Céphas Kosi Bansah é parte dos Ewe, um grupo étnico que vive em Gana, Benim e no Togo. Segundo ele, a estrutura deste povo é baseada na ajuda mútua entre os membros da comunidade. Terra e água, por exemplo, são gerenciadas e conservadas por todos.
As famílias são grandes, moram juntas e são sustentadas com a colaboração de pais, filhos, tios, avós e quem mais com eles viverem. As casas são feitas em barro e madeira. A poligamia existe e, por este motivo, as mulheres são incentivadas a trabalharem para serem independentes dos maridos.
ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU
 

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