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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A Catalunha e os fantasmas de Espanha.

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A Catalunha e os fantasmas de Espanha

Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
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A Catalunha e os fantasmas de Espanha

O comportamento do governo de Madrid, invocando a autoridade do Estado Espanhol e as normas de uma Constituição que nunca deixou de ser transitória e contrária às vontades em seu tempo manifestadas pelos povos de Espanha, não é surpreendente e está dentro da lógica anacrónica de Rajoy e companhia.
Em síntese: a chamada transição para a democracia foi viciada através da reactivação abusiva da monarquia, regime rejeitado em referendo pelos povos de Espanha.
José Goulão

A violência discricionária de Madrid e a chantagem de Bruxelas, fomentando todo um indisfarçável ambiente de condenação, desde os governos da União Europeia à NATO, são as respostas autistas à intenção das legítimas instituições democráticas catalãs de auscultar o povo sobre a independência da Catalunha, velha, culta e personalizada nação europeia.
O comportamento do governo de Madrid, invocando a autoridade do Estado Espanhol e as normas de uma Constituição que nunca deixou de ser transitória e contrária às vontades em seu tempo manifestadas pelos povos de Espanha, não é surpreendente e está dentro da lógica anacrónica de Rajoy e companhia. Estes não passam de neofranquistas aproveitando-se do facto de a transição política de 1975/1976 e a Constituição dela decorrente serem orientadas pela necessidade de salvaguardar o essencial dos interesses franquistas e da monarquia, embora sob uma capa democrática, perante as urgências suscitadas por dois acontecimentos que desaconselhavam a inércia: a morte de Franco e a revolução portuguesa de 25 de Abril de 1974.
O franquismo assumiu, por isso, as rédeas da transição fazendo o rei Juan Carlos suceder a Franco assim que este morreu e, com excepção de poucos, incipientes e colaboracionistas intervalos assegurados depois por «terceiras vias» socialistas, mantém-se à frente do Estado, chame-se o presidente do governo Aznar ou Rajoy e o Bourbon de turno Juan Carlos ou Felipe.
Em síntese: a chamada transição para a democracia foi viciada através da reactivação abusiva da monarquia, regime rejeitado em referendo pelos povos de Espanha.
É importante notar, contudo, o empenhamento da União Europeia em travar a simples manifestação democrática de opinião do povo da Catalunha sobre a independência ou não independência. Uma animosidade que teve como sonoro porta-voz o anterior presidente da Comissão, Durão Barroso - ou não fora ele um confrade de Aznar no lançamento da guerra para desmantelamento do Iraque - e que prossegue nas atitudes dos actuais dirigentes.
Apenas por pura ingenuidade poderíamos admitir que figuras como Juncker, Draghi, Mogherini, Georgieva, Dombrowskis, Tusk, Moedas e outros que tais conhecem a história europeia e a importância que nela tem a secular nação catalã, sobretudo quando comparada com Estados de conveniência brotando como cogumelos, aqui e ali, consoante os interesses que determinam o que deve acontecer no continente.
Os tecnocratas citados comportam-se como se a história do velho continente se resumisse às ordens, estatísticas, gráficos e powerpoints que recebem das entidades e interesses que lucram com a existência da União Europeia, a qual tem tanto a ver com a história da Europa como as fábulas difundidas a propósito das intenções atribuídas aos «pais fundadores».
Nessa sabedoria dos eurocratas não cabem, como é óbvio, as razões de ser do que acontece na Catalunha nem o respeito pela vontade dos catalães, ainda que manifestada livremente e através do voto democrático. Pelo contrário, Bruxelas apoia sem rebuço o governo de Madrid quando este viola princípios elementares do Estado de direito para impedir que os cidadãos catalães se pronunciem democraticamente sobre o seu futuro.
Esta União Europeia, no entanto, é a mesma que não teve qualquer hesitação em acolher no seu regaço, apressadamente, sem rigor nem exigências impostas a outros Estados membros, nações separatistas como a Estónia, a Letónia, a Lituânia, a Eslovénia, a Croácia; uma União Europeia que não se privou de, à boleia da NATO, sujar as mãos com sangue de centenas de milhares de inocentes para esfrangalhar a Jugoslávia e criar uma ninhada de Estados, alguns deles aberrações que não passam de simples protectorados sob tutela de exércitos estrangeiros, como são os casos da Bósnia-Herzegovina, do Kosovo ou do Montenegro.
É verdade que estes territórios têm as suas histórias próprias, as suas culturas intrínsecas integradas no todo Europeu; sendo assim, o que dizer então da ancestral Catalunha, da sua essência nacional, da sua riqueza histórica e cultural, da coragem e da capacidade de realização do seu povo?
«Espanha tem pela frente o confronto com os efeitos da bomba de relógio montada há 40 anos por via de um processo de transição egoísta e egocentrista, falso e politicamente desonesto, procurando instaurar um franquismo "renovado" através da imposição autocrática de uma monarquia que fora rejeitada pelo povo.»
O que está em causa, portanto, não é o direito dos povos a terem os seus Estados, a poderem decidir sobre as suas dependências e independências. O que ressalta à vista, de maneira flagrante, é que as entidades com poder de decisão à escala supranacional, neste caso a União Europeia e a NATO, espezinham os princípios pelos quais dizem guiar-se e recorrem à pura e simples arbitrariedade quando lhes convém, negando hoje as certezas em nome das quais ontem até promoveram guerras.
Ora desfazem a Líbia, segmentam o Iraque, esfacelam a Síria, como desmembraram a Jugoslávia - sem curarem de proteger os seres humanos das consequências dos seus actos, nem precaverem o futuro daqueles que ainda o têm - ora recorrem a pressões, sanções e chantagens para impedir o acesso à independência de velhas e históricas nações como são a Catalunha, a Escócia ou o País Basco.
Os contornos do frente-a-frente entre Madrid e Barcelona são bem conhecidos, mas podem atingir agora proporções que ameaçam ressuscitar velhos fantasmas em Espanha, como sempre devido à intransigência e à violência do poder central.
A invocação da Constituição é, em Rajoy e na casa real, a versão moderna do argumentário unificador dos reis católicos, em fins do século XV, continuado por Franco no seu interregno de monarquia com rei entre parêntesis, e reassumido através das habilidades da transição para garantia da sobrevivência do Estado unificado, então envernizado com a democracia e autonomias que não conseguem convencer os «autonomizados».
Pelo meio ficou muito daquilo que dá razão à Catalunha e torna inquestionável a essência de tendências centrífugas de novo vivas em Espanha: continuar o processo sufragado pelos espanhóis nos anos trinta e que foi abruptamente interrompido pela sangrenta irrupção fascista. 
No referendo de 1931 os espanhóis decidiram-se pela república e abriram as portas para que as nações aglutinadas sob a designação de Espanha decidissem elas mesmas sobre os rumos a tomar. Contudo, para restaurar a democracia depois da inquisição franquista, em 1976, instituições e dirigentes não eleitos impuseram-lhes a monarquia como se nada tivesse acontecido - e não se fala mais nisso.
Os franquistas que habilidosa e oportunisticamente assumiram o processo de transição em 1975, de mãos dadas com o rei, com as costas protegidas pelo intocado aparelho repressor militar franquista, e sempre com a bênção da reaccionária hierarquia católica, fizeram de conta que a vontade legitimamente manifestada pelos espanhóis antes do golpe e da guerra civil perdera validade; e proclamaram hipocritamente a restauração plena da monarquia como uma garantia de paz, estabilidade, unidade e democracia.
É contra este imobilismo anacrónico da trindade rei, pátria e igreja católica que a Catalunha se vem movimentando, tentando retomar o fio à história sem golpes nem violência, apenas através do uso do voto pelos seus cidadãos em referendo decidido pelo Parlamento Autonómico, livre e democraticamente eleito.
Madrid responde procurando eternizar os efeitos do golpe franquista, recorrendo à violência numa escalada provocatória muito bem conhecida e ainda presente na memória de tantos espanhóis, demonstrando que, ao-fim-e-ao-cabo, os interesses por detrás de Rajoy são os mesmos que o Caudillo servia. Uma agressão irresponsável, que provoca reacções do mesmo tipo onde, antes disso, havia mecanismos democráticos em funcionamento e uma sociedade interrogando-se legitimamente sobre a necessidade de mudar, ou não, de rumo.
Na paralela guerra da propaganda nota-se que muitas vezes se agita, de maneira falaciosa, o argumento segundo o qual o processo de consulta popular é um instrumento monopolizado pela direita nacionalista, interpretação objectivamente falsa porque as correntes políticas que apoiam a convocatória, ou não se lhe opõem, percorrem todo o espectro político catalão.
De qualquer modo, achar que existe um pecado original na circunstância de o governo autonómico em funções ser oriundo da direita nacionalista é o mesmo que ilegitimar a restauração da independência portuguesa porque os conjurados, interpretando, sem dúvida, a vontade do povo, eram os Bragança e outros aristocratas, provavelmente muito mais interessados em fazer luzir os seus títulos e interesses de casta do que preocupados com o sofrimento do povo sob o domínio estrangeiro.
«Impedir a realização do referendo, ou declarar a sua nulidade, nunca serão vitórias definitivas do governo de Madrid, mas apenas obstáculos transitórios e traumáticos»
Percebe-se a inquietação dos sectores centralistas espanhóis com a situação na Catalunha. Os acontecimentos actuais desenvolvem-se em território catalão, mas este não é estanque; ali bem perto, na vizinhança e sempre com mil cuidados, outra velha nação, o País Basco, está madura para dar o mesmo passo - também à luz do regresso ao caminho da história, que Guernica relembra inapelavelmente.
Perante a dramática degeneração do conflito ouvem-se apelos frequentes que esbarram em impossibilidades enquistadas: a Madrid pede-se a serenidade, a capacidade de diálogo democrático e o bom senso que Madrid não tem; a Barcelona pede-se o recuo no referendo, quando este é um percurso histórico conscientemente assumido, e com décadas de atraso, que Barcelona não quer abandonar.
Para já, a opção repressiva adoptada pelos sectores centralistas de Madrid pode suscitar um clima de violência de tal modo generalizado que será capaz de acordar velhos e assustadores fantasmas em toda a Espanha, mesmo os mais adormecidos. Impedir a realização do referendo, ou declarar a sua nulidade, nunca serão vitórias definitivas do governo de Madrid, mas apenas obstáculos transitórios e traumáticos - com repercussões no presente e no futuro - num caminho que os catalães já decidiram percorrer.
Além disso, a política autista e trauliteira de Madrid terá como consequência o reforço da mobilização da Catalunha e a intensificação dos esforços para que a questão da independência passe a dominar toda a agenda dos assuntos políticos espanhóis, situação que acabará por se virar contra o governo central e mergulhará o país numa crise de identidade que terá de ser resolvida.
Espanha tem pela frente o confronto com os efeitos da bomba de relógio montada há 40 anos por via de um processo de transição egoísta e egocentrista, falso e politicamente desonesto, procurando instaurar um franquismo «renovado» através da imposição autocrática de uma monarquia que fora rejeitada pelo povo.
Os mentores da transição consumaram a parte política do golpe de Franco em 1936 - liquidar a  república - e chamaram democracia a esta manobra. Nenhum país vive em paz e para sempre sob os efeitos de uma mentira com esta envergadura. Com a agravante de a casa real ser um dispositivo luxuoso, provocatório e comprovadamente corrupto.+
Pelo que, além das movimentações secessionistas que se registam em nações de Espanha, e não apenas na Catalunha, o que está globalmente em causa, por detrás do clima de degeneração político-policial entre Barcelona e Madrid, continua a ser o confisco da legitimidade aos povos de Espanha quando estes proclamaram a república.
Fizeram-no em referendo, no ano distante de 1931; percebe-se, portanto, por que o centralismo madrileno nem quer ouvir falar em consulta popular que evoque esse tempo histórico, ainda que indirectamente. Porém, fugir ao problema, tal como soltar as hordas fascistas, como fez Franco, não é solução. Ele continua a existir e a assombrar.
Nada mais natural, neste ambiente, que os fantasmas supostamente enterrados com as centenas de milhares de vítimas da guerra civil só sosseguem quando o país regressar aos caminhos históricos legitimamente definidos.
Espanha enfrenta uma hora de grandes e indispensáveis decisões, que apenas foi conseguindo adiar iludindo-se com uma estratégia que tem prazo de validade - mesmo que não inscrito em qualquer rótulo.

O ENCONTRO ENTRE O PRIMEIRO MINISTRO DA GUINÉ BISSAU E O SEU HOMOLOGO DE PORTUGAL ULTRAPASSOU DE LONGE AS EXPECTATIVAS INCIAIS.

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O ENCONTRO ENTRE O PRIMEIRO MINISTRO DA GUINÉ BISSAU E O SEU HOMOLOGO DE PORTUGAL ULTRAPASSOU DE LONGE AS EXPECTATIVAS INCIAIS



O GENERAL SISSOKÓ EMBALÓ PRIMEIRO MINISTRO DA GUINE BISSAU VISITOU PORTUGAL ONDE MANTEVE ENCONTROS DE TRABALHO COM O SEU HOMOLOGO ANTÓNIO COSTA DE PORTUGAL.


SOBRE O CONTEÚDO DOS ENCONTROS AINDA NÃO CONSEGUIMOS APURAR, CONTUDO, VAMOS APRESENTAR ALGUMAS FOTOGRAFIAS QUE ILUSTRAM O AMBIENTE AMISTOSO E PROPICIO PARA BOAS CONVERSAS E ENTENDIMENTOS:










ACOMPANHARAM O GENERAL SISSOKÓ EMBALÓ NESTA VISITA O MINISTRO DE ESTADO E DOS COMBATENTES E REINSERÇÃO SOCIAL ARISTIDES OCANTE DA SILVA, MINISTRO FERNANDO VAZ DO TURISMO, O EMBAIXADOR HELDER VAZ E O DIRECTOR GERAL DO PROTOCOLO DE ESTADO ROGÉRIO HERBERT.

AGUARDAMOS O REGRESSO DA COMITIVA DO PRIMEIRO MINISTRO PARA MAIS PORMENORES.

Publicada por Ditadura do Progresso à(s) 

Conosaba

ANGOLA: MINISTROS DO PRESIDENTE SÃO (POR ENQUANTO) 29+3.

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O Presidente da República de Angola pediu “trabalho” aos 32 ministros (29 + 3 de Estado) que hoje empossou em funções, condição que, disse João Lourenço, ditará a avaliação da qualidade das escolhas feitas para este Governo, ou, talvez, da simbiose entre as suas escolhas, as do seu antecessor e as recusas que foi ouvindo.

“Nós confiamos na vossa capacidade. É evidente que é cedo para concluir se acertamos na composição deste executivo (…) Será pelo nosso trabalho, pelos nossos resultados, que a sociedade nos vai julgar e concluir, daqui a algum tempo, se, efectivamente, este foi ou não o melhor executivo escolhido”, afirmou João Lourenço, no final da cerimónia de posse do novo Governo.
Mau seria se, na posse, o Presidente da República e Titular do Poder Executivo não confiasse na capacidade dos que escolheu. Admite-se que tenha, contudo, algumas dúvidas. Desde logo porque este não é o governo que ele queria. É, tão só, o executivo possível.
“É importante que quem quer que venha a exercer funções no Executivo se preocupe com esta missão, que deve comungar-nos a todos, para além da cor política ou das opções ideológicas de cada um. O interesse nacional tem de estar acima dos interesses particulares ou de grupo, para que prevaleça a defesa do bem comum”, disse João Lourenço na sua tomada de posse.
O Governo nomeado por João Lourenço foi empossado esta manhã, em cerimónia que decorreu no Palácio Presidencial, em Luanda, e passa a contar com 32 ministros (mais um do que o anterior), três dos quais de Estado, com Manuel Nunes Júnior a acumular com o Desenvolvimento Económico e Social, Pedro Sebastião com as funções de chefe da Casa de Segurança do Presidente da República e Frederico Manuel dos Santos e Silva Cardoso como chefe da Casa Civil.
Será que os 32 ministros correspondem ao que João Lourenço disse na (sua) tomada de posse? Ou seja: “A estrutura do Executivo será reduzida, de modo a garantir a sua funcionalidade, sem dispersão de meios e evitando o esbanjamento e o desperdício de recursos, que são cada vez mais escassos.” Hum!
“Sabemos que temos os olhos, não só dos angolanos mas também do mundo, postos em nós, a julgar pelas grandes expectativas criadas à volta do que este executivo fará nos próximos anos. Temos um desafio muito grande a enfrentar e a vencer, que é, entre outros, o desafio da diversificação da nossa economia, o desafio do combate às assimetrias regionais, o desafio de garantir maior oferta de bens e de serviços para as nossas populações, o desafio de garantir maior emprego para as cidadãos angolanos, em particular para os nosso jovens”, exortou João Lourenço.
Teria sido mais simples a João Lourenço dizer que o governo tem de fazer tudo aquilo que o governo anterior (e alguns ministros são os mesmo) não fez.
“Enfim, numa palavra, temos o desafio de melhorar o que está bem e corrigir o que está mal [lema da campanha do MPLA nas eleições gerais de Agosto]. Essa palavra é nossa e nós temos que ser optimistas ao ponto de pensar que somos capazes, sim”, enfatizou o chefe de Estado.
No Governo hoje empossado, mantêm as mesmas pastas (do executivo anterior, nomeado por José Eduardo dos Santos) Ângelo de Barros da Veiga Tavares (ministro do Interior), Augusto Archer Mangueira (Finanças), Marcos Alexandre Nhunga (Agricultura e Florestas), Bernarda Martins (Indústria), João Baptista Borges (Energia e Águas), Augusto da Silva Tomás (Transportes), Victória de Barros Neto (Pescas e do Mar), José Carvalho da Rocha (Telecomunicações e Tecnologias de Informação) e Carolina Cerqueira (Cultura).
Dos 32 ministros, oito foram promovidos de secretários de Estado à posição de ministro e 11 são mulheres.
“Procurámos também, para além da competência dos quadros, e com bastante atenção, garantir um certo equilíbrio do género. Com certeza que não atingimos as metas que seriam de desejar, mas fizemos o melhor possível no sentido de garantir essa grande representatividade do género neste primeiro executivo”, observou o chefe de Estado.
Apelando ao “contributo de toda a sociedade” e dos “angolanos de boa-fé” para o trabalho do novo Governo, o chefe de Estado exortou os ministros agora empossados a funcionarem em “equipa”, para assim “cumprirem com o programa de Governo”, no sentido de “melhor servir o povo angolano”.
O Ministério da Defesa Nacional, que no Governo anterior era liderado por João Lourenço, passa a ser tutelado por Salviano de Jesus Sequeira, enquanto Manuel Domingos Augusto é promovido de secretário de Estado a ministro das Relações Exteriores, o mesmo acontecendo com Adão de Almeida, que sobe a ministro do Território e Reforma do Estado.
No novo executivo, destaque para Diamantino Pedro Azevedo, que assume o cargo de ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, duas pastas que no Governo anterior estavam separadas. Antes precisamente na pasta da Geologia e Minas, Francisco Queiroz mantém no Governo, agora como ministro da Justiça e dos Direitos Humanos.
A cerimónia de hoje envolveu ainda a posse dos 18 governadores de província nomeados por João Lourenço, com 13 a serem reconduzidos no cargo.


Folha 8 com Lusa

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

João Lourenço nomeia ministros e governadores.

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João Lourenço

João Lourenço

Governo tem 12 ministras num elenco de 30; todos os 18 governadores são homens.
Trinta ministros fazem parte do novo governo de Angola. Augusto Archer de Sousa Mangueira é o novo titular das Finanças, Manuel Domingos Augusto vai chefiar as Relações Exteriores, Salviano de Jesus Sequeira ocupa a pasta da Defesa, e Manuel José Nunes Júnior fica com o Desenvolvimento Económico e Social.
Diamantino Pedro Azevedo, Ângelo de Barros da Veiga Tavares e Anibal João da Silva Melo lideram respectivamente os ministérios de Recursos Minerais e Petróleos, Interior e Comunicação Social.
Os nomes constam de um decreto do novo presidente de Angola, João Lourenço, divulgado hoje, 28, na capital Luanda.
Da lista de 30 ministros, 12 são mulheres. Entre elas, Silvia Paula Lutucuta (Saúde), Bernarda Gonçalves Martins da Silva (Indústria), Victória Francisco Lopes Neto ( Pescas e Mar), Ana Paula de Carvalho (Ordenamento do Território e Habitação), Maria do Rosário Sambo (Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação),Maria Cândida Teixeira (Educação) e Carolina Cerqueira (Cultura).
Lourenço divulgou igualmente os governadores provinciais. Todos os 18 nomeados são homens.
Eis a lista:

Adriano Mendes De Carvalho -Luanda;

Eugénio César Laborinho - Cabinda;

José Joana André - Zaire;

Mpinda Simão - Uíge;

João Bernardo De Miranda - Bengo;

José Maria Ferraz Dos Santos - Kwanza Norte;

Norberto Fernandes Dos Santos - Malanje;

Ernesto Muangala - Lunda Norte;

Ernesto Fernando Kiteculo - Lunda Sul;

Manuel Gonçalves Muandumba - Moxico;

Eusébio De Brito Teixeira - Kwanza Sul;

Rui Luís Falcão Pinto De Andrade - Benguela;

João Baptista Kussumua - Huambo;

Álvaro Manuel De Boavida Neto - Bié;

Carlos Da Rocha Cruz - Namibe;

João Marcelino Tyipinge - Huíla;

Kundhi Paihama - Cunene; e

Pedro Mutinde - Kuando Kubango.

fonte: VOA

Tensão entre JOMAV e líder do Parlamento guineense.

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Na Guiné-Bissau continua a guerra de palavras entre a Presidência da República e o presidente do Parlamento por causa da origem da crise política que assola o país há cerca de três anos.



No passado dia 24 de Setembro, no seu discurso do dia da independência, o Presidente José Mário Vaz voltou a responsabilizar o Parlamento, nomeadamente os deputados do PAIGC, de ser o epicentro da crise política.
Hoje em conferência de imprensa, Armindo Handem, um porta-voz de Cipriano Cassamá, refutou as acusações e acusou o Chefe de Estado de desrespeito à Constituição do país.
"O Presidente da República envereda não só pelo desrespeito à Constituição como incentiva a sua violação de forma sistemática e perigosa chegando ao ponto de por em causa a própria estabilidade do país e o princípio de separação de poderes", descreveu Armindo Handem, um porta-voz do presidente da Assembleia Nacional Popular.
As declarações acontecem um dia depois de o executivo de Umaro Sissoco Embaló ter anunciado o fim da tolerância para com os insultos às figuras do Estado guineense. Quem ofender o Presidente da República, o líder do Parlamento ou o primeiro-ministro pode ser preso.
Armindo Handem, um porta-voz de Cipriano Cassamá
fonte: RFI

ANGOLA: ELES AÍ ESTÃO. MINISTROS SÃO 30.

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NOTÍCIA ACTUALIZADA COM AS ALTERAÇÕES NOS GOVERNOS PROVINCIAIS. O novo Governo angolano, nomeado pelo Presidente da República que é também Titular do Poder Executivo, João Lourenço, vai continuar a contar com três dezenas de ministros, dos quais nove mantêm as mesmas pastas do executivo liderado até terça-feira por José Eduardo dos Santos.

Ainformação consta de um comunicado de imprensa divulgado pela Presidência da República angolana, dando conta que as nomeações dos titulares dos diferentes departamentos governamentais foram feitas hoje, por decreto presidencial.
O Governo nomeado por João Lourenço passa a contar com três ministros de Estado (mais um em relação à governação anterior), com Manuel Nunes Júnior a acumular com o Desenvolvimento Económico e Social, Pedro Sebastião com as funções de Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República e Frederico Manuel dos Santos e Silva Cardoso como Chefe da Casa Civil.
Mantêm as mesmas pastas Ângelo de Barros da Veiga Tavares (ministro do Interior), Augusto Archer Mangueira (Finanças), Marcos Alexandre Nhunga (Agricultura e Florestas), Bernarda Martins (Indústria), João Baptista Borges (Energia e Águas), Augusto da Silva Tomás (Transportes), Victória de Barros Neto (Pescas e do Mar), José Carvalho da Rocha (Telecomunicações e Tecnologias de Informação) e Carolina Cerqueira (Cultura).
O Ministério da Defesa Nacional, que no Governo anterior era liderado por João Lourenço, passa a ser tutelado por Salviano de Jesus Sequeira, enquanto Manuel Domingos Augusto é promovido de secretário de Estado a ministro das Relações Exteriores, o mesmo acontecendo com Adão de Almeida, que sobe para ministro do Território e Reforma do Estado.
No novo executivo, com posse agendada para o palácio presidencial no sábado, 30 de Setembro, destaque para Diamantino Pedro Azevedo, que assume o cargo de ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, duas pastas que no Governo anterior estavam separadas.
António Rodrigues Afonso Paulo é o novo ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Ana Paula Chantre Luna de Carvalho é nomeada ministra do Ordenamento do Território e Habitação, Pedro Luís da Fonseca assume a pasta da Economia e Planeamento, Maria do Rosário Sambo o Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, e Maria Cândida Teixeira a Educação.
As nomeações do novo chefe de Estado angolano envolvem ainda Manuel Tavares de Almeida, para o cargo de ministro da Construção e Obras Públicas, Sílvia Paula Lutucuta, para a Saúde, Maria Ângela Bragança, para a Hotelaria e Turismo, Victória Correia da Conceição, para o cargo de ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula Sacramento Neto, para a Juventude e Desportos, e Aníbal João da Silva Melo, para a Comunicação Social.
Após mais de 20 anos como governador provincial do Moxico, João Ernesto dos Santos ‘Liberdade’ assume agora o cargo de ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Jofre Van-Dúnem Júnior a pasta do Comércio e Paula Cristina Francisco Coelho é a nova ministra do Ambiente, enquanto para secretária do Conselho de Ministros foi nomeada Ana Maria de Sousa e Silva.
Na quarta-feira, a Presidência angolana já tinha anunciado o antigo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidência da República de José Eduardo dos Santos, Edeltrudes Costa, como o primeiro ministro nomeado por João Lourenço, neste caso para o cargo de ministro e director do Gabinete do Presidente da República.
O anterior Governo contava com mais de 30 ministérios, mas na tomada de posse, na terça-feira, João Lourenço reafirmou a intenção de promover a redução do executivo, no âmbito de uma reforma do Estado, prevendo a “descentralização de poderes, a implementação gradual das autarquias e a municipalização dos serviços em geral”.
“A estrutura do executivo será reduzida de modo a garantir a sua funcionalidade sem dispersão de meios e evitando o esbanjamento e o desperdício de recursos que são cada vez mais escassos”, apontou João Lourenço, que encabeçou a lista do MPLA que venceu as eleições gerais angolanas de 23 de Agosto.

Alterações nos governos provinciais

João Lourenço nomeou hoje governadores para as 18 províncias do país, mas com apenas cinco mudanças, nomeadamente em Luanda, a capital, assumindo o cargo Adriano Mendes de Carvalho, que substitui o general Higino Carneiro.
Foram igualmente nomeados hoje, por decreto presidencial, para governador da província de Cabinda, Eugénio César Laborinho, que no Governo anterior ocupou a pasta de secretário para a Protecção Civil e Bombeiros do Ministério do Interior.
Para governador da província do Uíge foi nomeado o anterior ministro da Educação Pinda Simão, para a província da Lunda Sul Ernesto Fernando Kiteculo e para o Moxico Manuel Gonçalves Muandumba, que ocupou no Governo anterior a pasta da Assistência e Reinserção Social.
Foram reconduzidos no cargo os governadores da província do Zaire, José Joana André, do Bengo, João Bernardo de Miranda, do Cuanza Norte, José Maria Ferraz dos Santos, de Malanje, Norberto Fernandes dos Santos, da Lunda Norte, Ernesto Muangala, e do Cuanza Sul, Eusébio de Brito Teixeira.
O decreto presidencial reconduziu igualmente nos cargos os governadores da província de Benguela, Rui Luís Falcão Pinto de Andrade, do Huambo, João Baptista Kussumua, do Bié, Álvaro Manuel de Boavida Neto, do Namibe, Carlos da Rocha Cruz, da Huíla, João Marcelino Typinge, do Cunene, Kundhi Paihama, e do Cuando Cubango, Pedro Mutinde.

Favores com favores se pagam

Oantigo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidência da República de José Eduardo dos Santos, Edeltrudes Costa, foi o primeiro ministro a ser nomeado pelo novo chefe de Estado angolano, João Lourenço. As ligações familiares começam a vir à tona na Presidência da República, no Tribunal Constitucional e a Comissão Nacional Eleitora.
De acordo com informação oficial enviada à comunicação social, João Lourenço nomeou o seu Gabinete de Trabalho, com Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa a ocupar o cargo de ministro e director do Gabinete do Presidente da República.
Edeltrudes Costa ocupou até 5 de Setembro de 2016 as funções de ministro de Estado e chefe da Casa Civil, durante a presidência de José Eduardo dos Santos, que terminou na terça-feira, com a posse de João Lourenço.
Ainda sobre o Gabinete de Trabalho do chefe de Estado, foi nomeado Félix de Jesus Cala para o cargo de secretário-geral do Presidente da República e Edson Ulisses de Carvalho Alves Barreto para o cargo de director do Gabinete de Quadros do chefe de Estado.
Igualmente por decreto presidencial assinado por João Lourenço, foi nomeado Marcy Cláudio Lopes para o cargo de secretário para os Assuntos Políticos, Constitucionais e Parlamentares do Presidente da República, Victor Manuel Rita da Fonseca Lima para secretário para Assuntos Diplomáticos de Cooperação Internacional, Itiandro Slovan de Salomão Simões, para secretário para os Assuntos Judiciais e Jurídicos do Presidente da República.
Luís Fernando é nomeado por João Lourenço para o cargo de secretário para os Assuntos de Comunicação Institucional e de Imprensa do Presidente da República e Flávio Saraiva de Carvalho da Fonseca, para secretário para os Assuntos Regionais e Locais.
As ligações familiares começam a vir à tona na Presidência da República, no Tribunal Constitucional e na CNE. Recorde-se que Rui Ferreira é o presidente do Tribunal Constitucional desde 2008, eleito para um mandato único de… 7 (sete) anos!
Ora então, Rui Ferreira é o sogro de Marcy Lopes, secretário para os assuntos Políticos, Constitucionais e Parlamentares do Presidente da República, tendo ocupado até dia 27 de Setembro, o cargo de director para assuntos ligados aos partidos do Tribunal Constitucional.
A esposa de Marcy Lopes e filha do juiz Rui Ferreira é membro do secretariado da CNE liderada pelo juiz Silva Neto.
Sónia Neto é membro do secretariado da CNE e filha do juiz Silva Neto.
Rui Ferreira, o presidente cessante do Tribunal Constitucional declarou que tem uma dívida impagável para com o Presidente da República cessante:
1 – Foi advogado do Presidente da República (ainda é através do seu escritório);
2 – O PR indicou o seu nome para PCA da Nova Cimangola;
3 – Dirige o Tribunal Constitucional que desvalorizou as reclamações dos partidos da Oposição em dois pleitos eleitorais, transformando-o numa sucursal do regime;
4 – Deu posse a José Eduardo dos Santos e a João Lourenço como presidentes da República em eleições muito contestadas.
A recompensa (para além da promiscuidade) ou algo como isso já vem de longe.


Embora tenha jurado respeitar a Constituição e a lei, espera-se que pelo menos João Lourenço use com parcimónia a via expresso que terá aos seus pés durante os próximos cinco anos. Ou seja, que faça o que prometeu, melhorando que está bem e corrigindo o que está mal.
fonte: http://jornalf8.net

Moçambique nega compra de armas à Coreia do Norte.

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O ministro da Defesa Salvador Mtumuke negou as acusações das Nações Unidas sobre a compra de armas à Coreia do Norte e garante que não existem provas sobre tais factos.



Moçambique não comprou armas à Coreia do Norte. O ministro da Defesa Salvador Mtumuke reagiu neste sentido, e pela primeira vez, à acusação das Nações Unidas e desafia os peritos para que venham ao país para provar o contrário.
O ministro moçambicano da defesa quebrou o silêncio. Atanásio Mtumuke nega que o país tenha adquirido armas à Coreia do Norte violando o embargo imposto pela Nações Unidas a 10 anos.
O chefe da diplomacia moçambicana Oldemiro Balói nega a compra de armas mas admite erros cometidos pelo país, durante a vigência das sanções, o apoio militar recebido pela Coreia do Norte.
Há quase duas semanas que as Nações Unidas acusaram Moçambique e Angola, únicos países africanos falantes da língua portuguesa, de terem violado o embargo militar imposto a Coreia do Norte há uma década.
Mais pormenores com Orfeu Lisboa
Correspondência Orféu Lisboa

fonte: RFI

ONGs angolanas descrentes sobre mudanças com nova legislatura.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Deputados eleitos tomam posse em meio a ceticismo da sociedade civil sobre alterações na ordem política. Representantes ouvidos pela DW África dizem que mudanças só vão ocorrer com saída do MPLA do poder.
fonte: Dw África
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Sede da Assembleia Nacional de Angola, em Luanda
As peças do jogo político permaneceram as mesmas com as eleições gerais de 23 de agosto em Angola. Esta quinta-feira (28.09), os 150 deputados do Movimento Popular da Libertação de Angola (MPLA), o partido no poder, tomaram posse mantendo a maioria absoluta na Assembleia Nacional. A União Nacional para a Independência Totald e Angola (UNITA), o maior partido da oposição, ficou com 51 do total de 220 assentos.
Representantes de ONGs ouvidos pela DW África não acreditam em "mudança na continuidade" como proposto pelo presidente eleito, João Lourenço, e estão céticos sobre uma alteração da ordem política no país após 40 anos de independência. Um deles é Elias Isaac, diretor da ONG Open Society em Angola.
"Nós acreditamos que o debate político, as políticas públicas e a legislação serão do mesmo tipo e servirão para perpetuarem o sistema vigente no país e, acima de tudo, para restringir cada vez mais os direitos da população. A oposição, mesmo junta, não tem força para desfazer a maioria absoluta que o MPLA tem no Parlamento. A oposição estará sempre fragilizada, sem voz e sem espaço. Essa configuração parlamentar não ajuda a pluralidade democrática que Angola precisa", critica.
Angola Rohstoffe
Elias Isaac, diretor da ONG Open Society em Angola
Para Elias Isaac, depois de quatro décadas sob o regime de José Eduardo dos Santos, Angola precisava de um Parlamento mais equilibrado para se alcançassem "políticas de consenso e não de controle". Ele concorda com a proposta da UNITA de despartidarizar as instituições da governação, mas prevê um árduo caminho para que esse objetivo seja alcançado.
"Só haverá despartidarização das instituições do Estado no dia em que o MPLA sair do poder. Essa é a realidade. É preciso uma mudança na configuração da estrutura política de Angola. O MPLA terá que abandonar a governação do país para que a sociedade angolana se despartidarize", ressalta. 
Criticando a omissão do regime de José Eduardo dos Santos sobre as mortes envolvendo a extração de diamantes na região das Lundas, Jordan Muacabinza, do Movimento do Protectorado da Lunda-Tchokwé, espera que os deputados mudem o foco para atender às necessidades do povo angolano.
"Eu espero que o Parlamento seja para os angolanos e não para uma equipa que quer beneficiar-se. O atual presidente eleito deve mostrar suas capacidades não como um ditador, mas demonstrar capacidade de governar como se fosse um humanista. Além disso, o MPLA precisa respeitar os outros partidos com assentos no Parlamento", explica.
Ao referir-se ao recente assassinato do filho do deputado Joaquim Nafóia, da UNITA, Jordan Muacabinza assinalou que os partidos no poder devem abster-se da violência e trabalhar para melhorar a situação dos direitos humanos em Angola. "Esse modelo nunca vai acabar até que tenhamos uma nova liderança e um presidente independente. Nós estamos numa selva, onde os caçadores têm tendência de aniquilar qualquer tipo de animal. E os animais somos nós. Somos vítimas do regime no poder", afirma.
Lições do passado
Já Padre Gaudêncio Félix Yakuleinge, diretor-executivo da Associação Ame Naame Omunu (ANO), que significa "Eu também sou pessoa", confia que os novos deputados podem mudar o destino de Angola.
"Nós, desta vez, acreditamos que os números e distribuição dos partidos podem não ser o ideal e que analistas desejariam que fosse diferente, mas acreditamos ser possível que haja alguma coisa positiva. Mesmo os próprios deputados devem ter tomado consciência dos erros que foram cometidos ao longo da história e com a experiência que ganharam e os novos desafios poderão ser obrigados a dar passos positivos", analisa.
"Se olharmos as estatísticas, o partido no poder tem estado a perder cada vez mais votos e isso poderá jogar um papel muito importante para recuperarem os votos que perderam arté aqui. A situação socioeconômica também obriga os deputados a fazer esforços para que haja uma mudança", acrescenta. 
Gaudêncio Féliz concorda, no entanto, com a opinião da UNITA de que existe uma partidarização das instituições do governo, com membros do MPLA a comandar sítios-chave da governação, mas acha ser possível alterar esse cenário.


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Deputados tomam posse na Assembleia Nacional de Angola.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O Parlamento angolano tem caras novas, a partir desta quinta-feira (28.09), depois das eleições gerais de 23 de agosto. O líder da UNITA afirma que deputados vão ocupar os assentos para "combater a corrupção".
fonte: DW África
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A cerimónia de investidura dos 220 deputados eleitos nas eleições de 23 de agosto tem lugar esta quinta-feira (28.09) na sede do Parlamento angolano.
O Movimento Popular da Libertação de Angola (MPLA) conta com 150 deputados, a União Nacional para a Independência Totald e Angola (UNITA) tem 51, a Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) tem 16 parlamentares, na bancada do Partido de Renovação Social (PRS) estão sentados dois deputados e apenas um representa a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA).
Apesar de contestar os resultados das eleições gerais de 23 de agosto, a UNITA decidiu que os seus deputados vão tomar posse.
Angola - UNITA Parteiführer Isaias Samakuva
Isaías Samakuva, presidente da UNITA
"O Grupo Parlamentar da UNITA vai para este Parlamento não para consolidar a errada impressão dos que pensam que se vai ao parlamento por causa dos Lexus [alusão à distribuição de viaturas luxuosas por todos os deputados à Assembleia Nacional], mas para demonstrar permanentemente que estão lá porque esse é o palco mais indicado para combater os males do país", afirmou o líder Isaías Samakuva, esta quarta-feira (27.09), em Viana, arredores de Luanda, na abertura da quarta reunião ordinária da Comissão Política do Comité Permanente.
Entre esses "males", Samakuva destacou "a má governação, o desemprego, os assaltos aos cofres do Estado e o nepotismo".
Isaías Samakuva, que anunciou que vai abandonar a liderança do Galo Negro, disse que para o principal partido da oposição angolana, "constitui prioridade nacional absoluta a institucionalização das autarquias municipais em todo país".
O líder da UNITA, que ocupa o cargo desde 2003, depois da morte do fundador Jonas Savimbi, em 2002, entende que o "fim da era da partidarização do Estado, do enriquecimento ilícito na utilização de cargos públicos e uma nova abordagem sobre reconciliação nacional" são algumas das metas que os angolanos esperam dos seus representantes na Assembleia Nacional.
No entender de Isaías Samakuva, os deputados da UNITA devem combater no parlamento a "exclusão social e a discriminação económica", bem como a "subalternização" do Estado e da Assembleia Nacional ao MPLA e ao Governo.
Infografik Abgeordnete im angolanischen Parlament POR
Regime angolano "não mudou”
Num discurso crítico, Isaías Sdamakuva entende que os problemas de Angola "vão continuar" com João Lourenço na presidência, uma vez que o regime "não mudou" com as eleições de 23 de agosto.
Joao Lourenco Angola
João Lourenço tomou posse como terceiro Presidente de Angola
"As violações dos direitos humanos continuam e vão continuar, o país continua e vai continuar com uma profunda crise de valores, com um Estado predador, uma constituição atípica, uma economia prostituída, uma dívida pública insustentável", apontou Samakuva.
No entender do líder da UNITA, o grande obstáculo à concretização da justiça e da paz social é "a captura das instituições do Estado pelo partido/Estado, a partidarização do Estado".
Angola precisa de "de amplos diálogos", nomeadamente "entre ricos e pobres, letrados e iletrados", acrescentou Isaías Samakuva.
O discurso do líder da principal força da oposição aconteceu no mesmo dia em que João Lourenço tomou posse como terceiro Presidente da República de Angola.
Os partidos da oposição não se fizeram representar na cerimónia, por contestarem os resultados oficiais divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral.

FUNCIONÁRIOS DA TELEVISÃO DÃO 24 HORAS PARA GOVERNO PARAR DE INTERFERIR NAS NOTÍCIAS.

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Os funcionários da Televisão da Guiné-Bissau deram, esta terça-feira (26), ultimato ao Ministro da Comunicação Social para, até o dia 28 corrente, acabar com censura das notícias de alguns partidos políticos durante o telejornal

O ultimato dos funcionários vem na sequência da reunião entre os funcionários e o Sindicato de Base da TGB, dos órgãos público e igualmente do Sindicato Nacional dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS).

O Presidente do Sindicato de Base da TGB, Francisco Indeque, diz aos jornalistas que, dentro de 24 horas, se o Ministro da Comunicação Social não responder a carta, os funcionários vão boicotar todos os trabalhos dos partidos políticos…

O Presidente Interino da SINJOTECS, Domingos Sanca, lamenta a intervenção directa nos trabalhos jornalísticos.

De referir que os funcionários da Televisão da Guiné-Bissau entregam abaixo-assinado no início do mês em curso ao Governo que, doravante, não vão admitir que haja censura às notícias de qualquer natureza.


Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Bíbia Mariza Pereira/radiosolmansi com Conosaba

FEZ SEXO COM O GENRO E TENTA ATROPELÁ-LO PARA ESCONDER O CASO.

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Faz sexo com o genro e tenta atropelá-lo para esconder o caso
Kathleen Davis, uma mulher de 58 anos, que manteve relações sexuais com o marido da filha, Michael, de 33 anos, tentou atropelar o amante para esconder o caso.

De acordo com o jornal The Mirror, Michael terá confessado à mulher que tinha uma relção extra-conjugal com a mãe desta. Quando Kathleen soube, ficou furiosa com a ideia de que a filha a pudesse vir a odiar e agiu violentamente contra o homem de 33 anos.

Os factos ocorreram na Florida, EUA. Michael contou à polícia que começou por ouvir barulhos no exterior da sua casa. Quando abriu a porta, o homem deparou-se com a amante, de 58 anos, a atirar ovos contra a sua habitação e o seu carro.

Completamente enfurecida, Kathleen tentou inclusivamente atropelar mais do que uma vez o marido da filha. A mulher entrou no seu carro e começou a perseguir o homem, que tentava desesperadamente escapar do veículo.

A mulher acabou por parar quando se apercebeu de um carro da polícia no local, cujo agente a deteve imediatamente. A mulher encontra-se presa por suspeita de agressão agravada com recurso a arma mortal.

Fonte: Correio da Manhã, in http://noticias.mozmassoko.co.mz



PM DA GUINÉ-BISSAU MARCOU PRESENÇA NO Vº CONGRESSO DO PRS.

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Presença do Primeiro-ministro General Umaro Sissoco Embaló, acompanhado de membros do governo no V°Congresso Ordenário do PRS onde afirma que o PRS é um referência na Guiné-Bissau é um Partido com grande credibilidade interno e externo.

Conosaba/http://faladepapagaio.blogspot.pt/

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