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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sexta-feira, 2 de março de 2018

ANGOLA: PRESIDENTE VISITA FRANÇA EM MAIO.

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ANGOLA. O Presidente angolano, João Lourenço, visita oficialmente a França em Maio, a convite do seu homólogo Emmanuel Macron, que retribuirá a deslocação em 2019, anunciou hoje em Luanda o chefe da diplomacia francesa.
Jean-Yves Le Drian fez o anúncio em conferência de imprensa, em que acrescentou que a deslocação oficial de João Lourenço a Paris se realiza no dia 21 de Maio.
O ministro para a Europa e Negócios Estrangeiros francês manteve hoje em Luanda contactos para o reforço da cooperação bilateral, tendo sido recebido em audiência pelo chefe de Estado angolano.
Na audiência, segundo o chefe da diplomacia francesa, além da cooperação bilateral, foi abordada a situação política na região, em particular na República Democrática do Congo e na República Centro Africana.
“Nós conhecemos o enorme potencial de Angola e sabemos também da vontade de uma nova fase de desenvolvimento. Fizemos esta manhã a reunião de trabalho, sobre a cooperação económica, em particular no domínio da agricultura, energias renováveis, das águas, turismo e formação”, disse o governante francês.
Jean-Yves Le Drian acrescentou que há vontade firme das autoridades angolanas em promover um desenvolvimento seguro, bem como de assegurar também a autonomia do seu desenvolvimento e da sua diversificação económica, manifestando o desejo de a França ser “um parceiro privilegiado nessa nova dinâmica”.
“Queremos reforçar a nossa parceria e continuar com o nosso engajamento no quadro da visita presidencial, para fazer novos acordos entre nós”, disse Jean-Yves Le Drian, saudando ainda a vontade de Angola de diversificar a sua economia.
O chefe da diplomacia francesa adiantou que a França tem linhas de crédito abertas no valor de 250 milhões de euros, um valor que considerou mínimo para o número de acções que Angola tem pela frente.
“Tratamos do regresso a Angola da Agência Francesa de Desenvolvimento, que já mobilizou 150 milhões de euros para projectos concernentes à água, 100 milhões de euros para projectos de agricultura, para este ano, estando também em análise uma proposta de 50 mil euros, para a identificação de novos projectos, que poderão entrar num financiamento específico”, frisou.
O ministro acrescentou que empresários franceses manifestaram o interesse de investir em Angola, mas querem saber das garantias para a transferência de dividendos, “um aspecto muito importante para transmitir confiança”, frisou.
Jean-Yves Le Drian destacou o interesse de empresas francesas nos sectores da água, energias renováveis, agricultura, agro-indústria, turismo e formação profissional.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, disse que Angola está empenhada na diversificação da sua economia, sendo a agricultura a alavanca do processo.
“Os empresários franceses e angolanos têm uma excelente oportunidade para a exploração e o aprofundamento da cooperação nos sectores agrícola e agro-industrial, aproveitando as valências dos projectos estruturantes, que o Governo angolano tem vindo a realizar, no âmbito da diversificação da economia nacional”, salientou.
Lusa

PRS DEFENDE A NECESSIDADE DE FORMAR NOVO GOVERNO PARA DIRIGIR O PAÍS.

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O líder da bancada parlamentar do Partido da Renovação Social (PRS), Certório Bioté, exortou esta quinta-feira, 01 de Março 2018, o Presidente da República, José Mário Vaz, para formar novo governo que irá dirigir a vida política do país, por forma a ajudar a Comissão Nacional de Eleições (CNE) na organização do processo eleitoral.
 
Certório Biote, um dos vice-presidentes dos renovadores (PRS) falava aos jornalistas à saída de audiência com o Chefe de Estado guineense, com o propósito de debater a questão de marcação da data de eleições legislativas. José Mário Vaz, iniciou ontem (quarta-feira) auscultação dos partidos políticos com e sem assento no parlamento para fixar a data de eleição legislativa.
 
O político lembrou que os técnicos da Comissão Nacional de Eleições (CNE) concluiram através de análises feitas que tecnicamente é impossível realizar eleição no mês previsto pelo calendário eleitoral (Maio), pelo que sugeriram que o escrutínio tenha lugar entre os meados de Outubro e de Novembro do ano em curso.
 
Certório Biote disse que o seu partido concorda com os meses indicados pelos técnicos, porque conforme disse “ajudará a acabar com a crise vigente no país há mais de dois anos. Contudo, alertou que para a realização de eleição nos meses indicados é necessário criar condições de trabalho para a Comissão Nacional de Eleição.
 
“No momento há um vazio na Comissão Nacional de Eleição, devido ausência do presidente. Também a questão de caducidade do mandato das pessoas que dirigem aquele órgão, de maneira que deve haver a boa-fé para abertura do parlamento e mesmo que seja 30 minutos para a eleição do presidente, dos membros do Secretariado Executivo, que vai organizar eleições livres, justas e transparentes”, observou.
 
PND PEDE A REVISÃO DA LEI ELEITORAL ANTES DA REALIZAÇÃO DE ELEIÇÃO LEGISLATIVA
 
Presidente do Partido da Nova Democracia (PND), Iaia Djaló, disse à imprensa que a questão da marcação da data de eleição cabe ao Chefe de Estado José Mário Vaz, de acordo com a lei. Contudo, recordou que o país depara com enormes dificuldades a nível político e em particular a situação da CNE que está sem presidente e, que na sua opinião, é uma das questões que devem ser realizadas primeiramente para depois marcar a data do escrutínio no mês de Outubro ou Novembro deste ano.
 
“Neste encontro pedimos José Mário Vaz que ajudasse para que a revisão da lei eleitoral seja feita antes da realização da eleição prevista para o mês Outubro ou Novembro. A lei eleitoral vigente deixou de ser justa. Um dos exemplos, é a questão do Círculo 29 que tem maior número dos eleitorados na Guiné-Bissau, mas é atribuída apenas três mandatos e alguns círculos pequenos com menos 15 mil eleitores, também são atribuídos três mandatos. Portanto, não há justiça neste caso, de maneira que é urgente e necessário fazer a revisão da lei eleitoral”, espelhou.
 
Para o presidente do Centro Democrata (CD), Paulino Impossa Ié, o Presidente da República deve dissolver Assembleia Nacional Popular em conformidade com “artigo 69” da Constituição e marcar data da realização de eleição legislativa, de acordo com calendário eleitoral, porque de acordo com o político, “foi esgotado todos os mecanismos no sentido de encontrar soluções para pôr fim a crise política vigente no país”.
 
“É urgente a tomada dessa decisão da parte do Chefe de Estado, porque a população guineense já sofreu muito e continua a sofrer até hoje. País já perdeu a credibilidade interna e internacional”, exortou.
 
O presidente interino do Partido Africano para Liberdade Organização e Progresso (PALOP), Banor Fonseca, afirmou que o momento não é oportuno para pensar na marcação da data de eleição, “senão estaremos a colocar coroça a frente de boy.
 
Lembrou ainda que no momento o parlamento não está a funcionar, onde os órgãos da CNE deveriam ser legitimados, enquanto instituição responsável para a organização da eleição em colaboração com governo que também não está a funcionar. Afirmou, no entanto que “é quase inútil marcar data de eleição neste momento”.
 
 
Por: Aguinaldo Ampa
Foto: A.A

PUTIN APRESENTA MÍSSIL BALÍSTICO DE "ALCANCE ILIMITADO".

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Presidente russo diz que Sarmat torna "inútil o escudo antimíssil dos Estados Unidos"
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, apresentou nesta quinta-feira, 1, o míssil balístico Sarmat, que, segundo ele, tem um "alcance praticamente ilimitado" e torna "inútil o escudo antimíssil dos Estados Unidos", nas suas palavras.
Vladimir Putin no estado da nação
"Ninguém no mundo tem algo igual, por agora. É algo fantástico!", afirmou Putin durante o discurso sobre o estado da nação em Moscovo.

O Presidente russo assegurou ainda que se no futuro algum país conseguir desenvolver um armamento como o existente na Rússia, "então, os nossos homens já terão inventado algo mais".

O Sarmat é um míssil intercontinental pesado capaz de transportar entre 10 e 15 ogivas nucleares.

Ele também advertiu que qualquer ataque nuclear, de qualquer tamanho, contra ele ou seus aliados, é um ataque à Rússia que levaria a uma resposta imediata.

Economia e combate à pobreza

O chefe do Kremlin dedicou quase 30 minutos do seu discurso de duas horas para falar as novas capacidades de mísseis nucleares da Rússia.

Entretanto, ao discursar no salão de exposições de Manege, em Moscovo, el apresentou os objectivos da Rússia para os próximos seis anos, em particular o desenvolvimento da economia, infra-estrutura, saúde e educação.

A menos de três semanas da eleição presidencial, em que deve garantir novo mandato, a expectativa era de que o discurso seguisse uma linha de campanha, em vez de fazer o tradicional panorama governamental que acontece todos os anos.

Putin prometeu no entanto melhorar o nível de vida dos russos e reduzir à metade o nível de pobreza "inadmissível" durante o mandato de seis anos que provavelmente receberá nas eleições de 18 de Março.

O Presidente destacou a importância no investimento em infraestruturas e saúde para evitar que o país fique atrasado, o que no seu entender seria o "principal inimigo".

"Os próximos anos serão decisivos para a vida do país", afirmou o presidente, que considera "essencial o desenvolvimento do bem-estar".

Vladimir Putin revelou que o número de pobres no país caiu de 42 milhões no ano 2000 a quase 20 milhões na actualidade..


Conosaba/Voa

MNE francês em Angola para reforço da cooperação.

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Encontro entre João Lourenço e Emmanuel Macron à margem da Cimeira África/UE em Abidjan.ludovic MARIN / POOL / AFP
Jean-Yves Le Drian assina em Luanda três acordos nos sectores da Agricultura, serviços aéreos e hotelaria e turismo. O ministro dos Negócios Estrangeiros de França encontra-se em Angola para o reforço da cooperação.



O chefe da diplomacia francesa tem encontros marcados com o seu homólogo angolano, Manuel Augusto, e com o Presidente de Angola, João Lourenço. Jean-Yves Le Drian irá ainda encontrar-se com os empresários franceses presentes no país.
Serão assinados acordos de cooperação no domínio da agricultura e da energia, na presença do director-geral da Agência Francesa de Desenvolvimento, Rémy Rioux.
Esta deslocação a Luanda, visa o reforço da parceria política, económica e de segurança entre os dois países, além de servir para estreitar o diálogo sobre as crises regionais como a crise da República Democrática do Congo.
Com o ministro francês, Lunda deverá igualmente preparar a visita do presidente Joao Lourenço a França, antes do mês de Julho.
"O reforço da nossa relação passará pela visita do presidente Macron em 2019. Por isso este encontro de hoje é essencial para impulsionar este novo ciclo de parceria entre nós. O presidente Macron teve a oportunidade de o dizer ao presidente Lourenço: Angola é um país que conta muito para França. (...) Queremos reforçar a nossa parceria e traduzir este compromisso através das visitas presidenciais que vão ter lugar para se alcançar um novo acordo de entendimento entre nós", sublinhou Jean-Yves Le Drian.
Jean-Yves Le Drian, ministro dos Negócios Estrangeiros de França

Jean-Yves Le Drian e Manuel Augusto vão ainda rubricar um protocolo de entendimento entre o Ministério da Hotelaria e Turismo de Angola e o Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros de França no domínio do turismo.
Em 1976, Angola e França estabeleceram relações diplomáticas, com o reforço da cooperação bilateral ocorrido em 1982, através da assinatura do Acordo Geral de Cooperação.
Entre 2014 e 2015, Luanda e Paris viram reforçada a sua cooperação com deslocações recíprocas dos ex-presidentes angolano, José Eduardo dos Santos, e francês, François Hollande.
fonte: RFI

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Estrela de Bollywood morreu afogada em uma banheira.

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Sridevi Kapoor iniciou a carreira nos anos 1960


Sridevi Kapoor faleceu neste final de semana, aos 54 anos de idade
A estrela de Bollywood Sridevi Kapoor, considerada uma das maiores atrizes do cinema indiano, que faleceu no fim de semana em Dubai aos 54 anos, morreu afogada em uma banheira do hotel onde estava hospedada, indicou nesta segunda-feira a polícia do emirado. 

A morte da atriz, sábado à noite no emirado, provocou uma avalanche de homenagens de artistas e políticos indianos. Sridevi Kapoor foi encontrada sem vida no sábado em seu hotel. Ela estava no Golfo para o casamento de um de seus sobrinhos. 

"A morte da atriz indiana Sridevi ocorreu como consequência de um afogamento na banheira do seu quarto de hotel, após uma perda de consciência", anunciou no Twitter a polícia de Dubai, com base no informe da autópsia. As primeiras informações atribuíram o óbito a um ataque cardíaco.

A morte inesperada de Sridevi ocupava nesta segunda-feira as primeiras páginas dos meios na Índia, onde se espera o retorno de seus restos a Mumbai. Após o anúncio da morte, centenas de pessoas se reuniram diante da casa da atriz no bairro de Lokhandwala, em Mumbai, e a polícia foi mobilizada.
fonte: folhape.com.br

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

CPLP: Porquê o silêncio sobre alguns Estados-membros?

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Organização lusófona é uma das poucas que não se pronunciou sobre o impasse político guineense e as violações de direitos humanos pelo regime de Malabo. Especialistas ouvidos pela DW África analisam a situação.
fonte: DW África
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Maria do Carmo Silveira, secretária executiva da CPLP
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) precisa adotar um mecanismo de concertação de posições mais célere face a situações de crise em alguns dos seus Estados membros. A proposta, em fase de reflexão a nível interno, é da secretária-executiva da organização, Maria do Carmo Silveira, que no último fim de semana disse, em entrevista à agência Lusa, "sentir-se incomodada" com o "silêncio assustador" da CPLP quanto à crise política na Guiné-Bissau e outras questões importantes da instituição.
As opiniões ouvidas pela DW África corroboram com as recentes críticas feitas, em Lisboa, pelo primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, segundo as quais a CPLP podia "ser mais interventiva”, nomeadamente em relação às questões ou conflitos internos dos Estados-membros.
"Muito pouco se faz no plano da concertação política no seio da CPLP", afirma Hélder Gomes, mestre em Estudos Internacionais pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (IUL), a propósito da posição pouco acutilante da organização lusófona em relação ao longo período de crise política por que passa a Guiné-Bissau, considerado um Estado falhado.
Reforma institucional
"Ao contrário de congéneres como a Commonwealth ou a Francofonia, a CPLP não tem a figura de suspensão ou de até expulsão dos Estados-membros. Tem isso aplicado apenas a observadores. Eu acho que a CPLP deveria ter uma posição mais contundente e deveria focar-se eventualmente numa alteração profunda e efetiva dos [seus] estatutos", propõe o especialista.
Hélder Gomes acrescenta que "há um primado dos direitos humanos" que deveria ser respeitado pela organização. "Não se poderia aceitar que as atrocidades que estão a ser cometidas na Guiné-Bissau e que foram motivo para as sanções da CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] e também a questão da abolição da pena de morte na Guiné Equatorial, não faz sentido que a CPLP, ela própria, não intervenha nesses casos".
Guinea-Bissau Polizei blockiert Zugang zum PAIGC Parteizentrum
Palácio presidencial em Bissau, capital guineense
"CPLP está a acompanhar a crise guineense"
Embora tardiamente, Hélder Gomes saúda a posição mais contundente agora assumida pela secretária-executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, "que se tem pautado por uma certa inoperância, lentidão e timidez", por se sentir "esvaziada de poderes efetivos", afetada também, acrescenta, por "ausência de uma autoridade central".
A executiva são-tomense disse à DW África que a instituição, apesar da sua pouca visibilidade, está preocupada com o prolongamento do conflito por muito tempo "e cada vez [com] novos episódios que vêm complicar a situação".
Segundo Maria do Carmo Silveira, "é verdade que no terreno estão outras organizações, nomeadamente a CEDEAO, que tem tido uma intervenção muito mais ativa nesse processo, mas a CPLP também está a acompanhar e, enfim, nós acreditamos que a saída para a crise deve passar pelo respeito do acordo assinado em Conacri".
Helder Gomes Afrika-Experte aus Portugal
Hélder Gomes: "É preciso uma reforma no estatuto da CPLP"
Assuntos internos de cada Estado
Então, o que explica este silêncio sobre questões tão importantes para a comunidade, nomeadamente a crise política na Guiné-Bissau ou a situação de violação dos direitos humanos na Guiné Equatorial? Nas declarações que faz aos jornalistas, Maria do Carmo tem mantido uma certa prudência quando solicitada a pronunciar-se sobre tal posicionamento, baseando-se no princípio de não ingerência nos assuntos internos de cada Estado-membro, conforme rezam os estatutos.
"Por isso, a CPLP tem estado a adotar um posicionamento muito prudente relativamente a estas questões, mas naturalmente acompanhando de perto e estando disponível para poder apoiar na busca de consensos internos que possam levar à resolução da situação, particularmente a situação na Guiné-Bissau".
Dias antes, em Lisboa, o primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, advertiu que os países lusófonos não estão a fazer um "bom uso" da CPLP, devido às suas agendas internas, e avisou que a organização pode deixar de ter interesse nos próximos anos.
Para o escritor e jornalista guineense, Tony Tcheka, no caso guineense, a CPLP "esteve mal e continua a posicionar-se pessimamente". Ele acrescenta que, mesmo havendo falta de mecanismos legais para participar nos esforços com vista a uma solução da crise guineense, a CPLP não deve nem pode andar a reboque.
Para o analista, "depois de tantos anos de existência [da organização], justificar a sua ausência sistemática nos palcos onde os conflitos são tratados é de bradar aos céus". Tcheka lamenta que "ninguém compreende certos posicionamentos pautados por um silêncio ensurdecedor".

Direitos humanos nos PALOP: "Alguns problemas continuam os mesmos".

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O relatório anual da Amnistia Internacional aponta violações que continuam a acontecer nos países africanos, apesar de haver alguns sinais de mudança. Angola e Moçambique são destaques no caso dos PALOP.
fonte: DW África
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Angolanos da Associação para o Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos em Cabinda (arquivo/ janeiro de 2018)
O último ano em África foi marcado por violentas medidas contra manifestações pacíficas, opositores políticos, defensores dos direitos humanos e organizações da sociedade civil. Isto é o que destaca o relatório "O Estado dos Direitos Humanos no Mundo 2017/2018", divulgado pela Amnistia Internacional (AI) esta quinta-feira (22.02).
No âmbito dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), situações de repressão contra os cidadãos também foram registadas, como, por exemplo, durante o período eleitoral em Angola.
Em entrevista à DW África, o diretor da organização em Portugal, Pedro Neto, diz que, no caso angolano, é possível notar mudanças favoráveis aos direitos humanos, principalmente no cenário político, com a mudança do chefe de Estado. Entretanto, a liberdade de expressão ainda é limitada.
Pedro Neto sublinhou também que é preciso, em Moçambique, uma legislação eficaz, que consiga "punir e desincentivar" a cultura da violência contras as mulheres e os albinos.
DW África: Qual é a situação atual dos direitos humanos nos PALOP? Há melhorias em relação ao ano passado?
Pedro Neto (PN): Alguns problemas continuam os mesmos, noutros verificamos algumas melhorias. Por exemplo, no caso de Angola, tivemos o processo eleitoral que levou à substituição do Presidente da República e isso é uma melhoria.
Portugal Pedro Neto Geschäftsführer Amnisty International Portugal
Pedro Neto: "Existe uma cultura de impunidade em Angola"
Mas dou-lhe um exemplo da questão da liberdade de expressão: houve um evento que foi uma novidade em Angola, que foi uma conferência de imprensa aberta por parte do Presidente angolano, João Lourenço. Essa conferência não tinha perguntas pré-acordadas. Portanto, os jornalistas puderam colocar as questões que entenderam. No entanto, alguns jornalistas – e alguns até que trabalham para os órgãos de comunicação social com ligação ao Estado – foram intimados devido às questões que fizeram.
DW África: Em Angola, houve várias violações dos direitos humanos durante as eleições gerais do ano passado. Para além de acompanhar estes casos, a AI questionou as autoridades angolanas?
PN: Nós verificamos os acontecimentos. Mas também não era o Governo que tinha que esclarecer, quando muito a Comissão Nacional Eleitoral. No entanto, foram episódios que fomos verificando e testemunhando, portanto, eles são factuais e não necessitam de outra verificação. Não há aqui perguntas a se fazer. De facto, em relação aos últimos anos, aquilo que temos estado a verificar é que existe uma cultura de impunidade.
DW África: Em Moçambique, a violência contra as mulheres e os albinos está em destaque no relatório. O que é preciso para garantir proteção a essas pessoas?
PN: A primeira parte para a mudança é legislar contra a discriminação de género e contra a violência para as pessoas albinas. Esta é a primeira questão: punir e desincentivar através da lei. Em segundo lugar, acompanhar esta mudança de mentalidade que é todos nós temos de olhar para o outro como tão humano quanto eu, e não considerá-lo menos ou mais.
DW África: Por que motivo um país como a Guiné-Bissau, por exemplo, que está numa profunda crise político-institucional, não aparece no relatório?
PN: A AI, infelizmente, é limitada na capacidade dos seus recursos e por isso não fazemos entrada para todos os países do mundo. Não quer dizer que não estamos a acompanhar o caso da Guiné-Bissau e que não façamos investigação também em relação ao que acontece naquele país.
DW África: São Tomé e Príncipe e Cabo Verde também estão ausentes. Porquê?
PN: É a mesma situação. Contudo, parece-me que, comparativamente, a situação na Guiné-Bissau é bastante pior que em Cabo Verde, por exemplo, ou em São Tomé e Príncipe. No entanto, ainda que existem muitos desafios nesses dois países também.
DW África: Também em outros países, como o Quénia e o Ruanda, por exemplo, ocorreram violações dos direitos humanos durante o período eleitoral. Há por parte das autoridades africanas algum esforço para pôr fim a estes episódios?
PN: Oxalá que o trabalho que a AI faz, e também a denúncia e o alarme que demonstra sobre a forma como estas coisas se procedem, que isso venha a influenciar a mudança de comportamento das autoridades. Tivemos uma mudança na liderança política na Gâmbia, tivemos agora também na África do Sul, já em 2018, e que ocorreu de forma pacífica. As pessoas estão a mobilizar-se e a exigir que haja transparência política, que haja eleições justas. E já tivemos alguns casos em alguns países onde, se calhar, há 20 anos isto era impensável poder acontecer.

EUA: Trump promete maior controlo nas escolas.

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Oração antes de encontro na Casa Branca
Oração antes de encontro na Casa Branca

Alunos e pais estiveram na Casa Branca e pediram maior controlo na venda de armas
O Presidente dos americano, Donald Trump, prometeu que o país será "muito forte" no controlo de antecedentes e acompanhamento de saúde mental após o ataque a uma escola na Flórida, durante um encontro com sobreviventes de massacres em escolas nesta quarta-feira, 21,, na Casa Branca.
Trump e o seu vice-presidente, Mike Pence, receberam alunos, professores e parentes de vítimas da Marjory Stoneman Douglas, de Parkland, na Flórida, e também de Columbine, em 1999, e da Sandy Hook, em 2012.
Depois de ouvir estudantes e pais a pediram maior controlo das armas e que a situação não pode ficar como está, o Presidente solicitou sugestões sobre como lidar com o problema.
Trump afirmou que a possibilidade de conceder o direito de pessoas altamente treinadas portarem armas em escolas, como professores ou directores, é certamente uma ideia que será avaliada.
"Vamos analisar isto com rigor. Muita gente será contra, mas muitos serão a favor. O bom é que haverá muita gente apoiando esta ideia", disse.
Brandon Thompson, professor de uma escola em Washington DC, ponderou, no entanto, que professores também estão sujeitos a instabilidades emocionais e podem usar uma arma inadequadamente, e por isso o ideal seria continuar não tendo armas dentro das escolas.
Ele citou o exemplo bem sucedido da sua unidade educacional, onde os alunos passam por detectores de metal e têm suas mochilas examinadas em aparelhos de raio-x na entrada.
Segundo Thompson, alunos e funcionários garantem sentir-se mais seguros desde que o procedimento foi adoptado.
Estudantes e pais também deslocaram-se à capital da Flórida, Tallahassee, onde pediram aos legisladores do Estado maior controlo das armas.
Sondagens diversas indicam que mais de 90 por cento dos americanos querem um maior controlo na venda de armas.
    fonte: VOA

    São Tomé e Príncipe: Portugal vai abrir nova linha de crédito.

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    Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros de PortugalLusa

    Chefe da diplomacia portuguesa Augusto Santos Silva anuncia em São Tomé que está a ser estudada uma nova linha de crédito ao arquipélago e um empréstimo de Estado a Estado.




    Termina amanhã (22/02) a visita de Estado a São Tomé e Príncipe do Presidente português Marcelo Rebelo de Sousa, que esta quarta-feira inaugurou a Escola Portuguesa em São Tomé, que já funciona há um ano, mas ainda não tinha sido inaugurada.
    Marcelo Rebelo de Sousa vai ainda depositar hoje uma coroa de flores no monumento dos Mártires da Liberdade, em Fernão Dias, que homenageia as vítimas do massacre de Batepá, perpetrado a 3 de Fevereiro de 1953 pelo governador Carlos Gorgulho em represálias ao protesto dos trabalhadores das roças de café e cacau, que exigiam melhores condições laborais.
    Amanhã no término da sua visita o Presidente português visita a Ilha do Príncipe.
    Marcelo Rebelo de Sousa anunciou no Fórum Económico luso-são-tomense que o acordo económico que Portugal está a preparar com o país tem um "potencial enorme", inaugura um "novo patamar, mais ambicioso" nas relações bilaterais, e poderá mesmo servir de "modelo para a CPLP".
    Á margem desta visita, Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal anunciou que está a ser estudado "um empréstimo directo de Estado a Estado para o qual à luz das regras aplicáveis, São Tomé tem que apresentar garantias estatais...e uma nova linha de crédito [cujo valor não foi avançado]...cremos que chegaremos a um bom resultado, que garanta taxas de juro muito favoráveis para São Tomé".
    Portugal e São Tomé e Príncipe assinaram em 2016 um Programa Estratégico de Cooperação orçado em 58 milhões de euros, que está a decorrer embora com ajustamentos pontuais, mas uma linha de crédito de 10 milhões de euros para apoio ao sector empresarial está bloqueada há três anos, segundo o Primeiro Ministro são-tomense Patrice Trovoada.
    novo acordo será assinado até ao final deste ano durante a visita ao arquipélago do primeiro-ministro português António Costa.
    RFI Com a colaboração da Agência Lusa.

    GUINÉ-BISSAU: JUSTIÇA: GERALDO MARTINS ACUSADO DE VIOLAÇÃO DE REGRAS ORÇAMENTAIS.

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    Bissau, 21 Fev 18 (ANG) – O Ministério Púbico acusou Geraldo Martins, ex-ministro da Economia e Finanças do demitido governo de Domingos Simões Pereira, de ter violado as regras orçamentais durante o período em que esteve a testa das finanças.
     
    A revelação foi feita através de um comunicado  à imprensa à que a Agência de Noticias da Guine (ANG) teve acesso, segundo o qual o então ministro das Finanças foi acusado no âmbito do processo denominado “Resgate” dos Empresários com dividas junto dos bancos comerciais do país, em 2015. 
    A nota refere que o ex-governante requereu à instruções por não concordar com a acusação, e, em consequência, o processo foi remetido ao juiz de Instrução Criminal que acabou por pronunciar favoravelmente a acusação contra o ex-ministro.
    Segundo a nota, o Ministério Público já  enviou o referido processo ao juiz julgador, para efeito de marcações de sessões de audiência e julgamento.
    Por outro lado, a mesma nota da conta de que  o processo-crime contra  dois agentes da Esquadra-Modelo da Polícia do Bairro Militar, aqui em Bissau, suspeitos da violação duma jovem de 20 anos de idade, foi acusado e remetido ao Tribunal Regional de Bissau (TRB).
    “Os paramilitares em causa, são indicados de crime de sequestro e violação sexual, cabendo nesta fase processual, o Tribunal agendar as sessões de audiência e julgamento”, lê-se no documento.
    A mesma nota acrescenta ainda que  o caso que envolve quatro despachantes oficiais e dois técnicos do Ministério das Finanças, também já foi acusado.
    “Os suspeitos em causa, são acusados de crimes e fraudes fiscal, associação criminosa, corrupção activa e passiva e ainda crimes de falsificação qualificativa. O caso  prejudicou ao Estado guineense num montante aproximado de um bilhão de fcfa” refere o comunicado.
    A Procuradoria-Geral da República adverte que vai continuar a ser implacável no combate a qualquer tipo de criminalidade, particularmente a da corrupção e  crime organizado, “ tendo sempre como  fundamento e limite, a Constituição da República e as leis em vigor na Guiné-Bissau”. 
     ANG/LLA/ÂC/SG

    ANGOLA: AQUI QUEM MANDA É ELE!

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    O líder do MPLA, José Eduardo dos Santos, quer ver corrigido o favorecimento da escolha de quadros do partido e a necessidade de posterior colocação, quando não são reconduzidos, que recorda arrastar-se desde “o tempo do partido único” em Angola. Quem diria? Mas o “escolhido de Deus”, “querido líder” e (entre muitos outros eméritos qualificativos) “arquitecto da paz” lá sabe.

    José Eduardo dos Santos discursava hoje na abertura de uma reunião do secretariado do Bureau Político (BP) do MPLA, realizada em Luanda, em que participaram os primeiros secretários provinciais do partido.
    De acordo com o líder do partido no poder em Angola desde 1975, os processos eleitorais internos “têm sido guiados pelo princípio da renovação na continuidade”, contudo “os que perdem as eleições ficam desempregados e à espera de nova colocação, sobrecarregando assim o departamento de quadros do partido com processos de pessoas para colocar”.
    “Esta é a situação que vem do tempo do partido único, acho que deve ser corrigida. Duas condições devem ser observadas, os quadros devem ser eleitos por mérito próprio e o partido não deve favorecer ninguém, quem não é eleito ou reconduzido deve procurar meios próprios para a sua colocação”, referiu.
    Outro problema ainda focado hoje por José Eduardo dos Santos (que só esteve 38 anos como Presidente da República e Titular do Poder Executivo), que abordou assuntos sobre a vida interna do partido, tem a ver com a dimensão dos aparelhos administrativos do MPLA e os seus orçamentos, que colocam um grande desafio à direcção do partido.
    “Porque não há quase sempre recursos financeiros para garantir uma remuneração justa dos trabalhadores. Quanto ao emprego desses aparelhos administrativos, esses devem ser estáveis e não estarem em constante mudança, por decisão do secretário”, considerou.
    José Eduardo dos Santos manifestou igualmente preocupação, considerando este um “desafio que requer uma profunda reflexão”, a formação de dirigentes e quadros do partido, para que conheçam bem os estatutos e os regulamentos do partido.
    “Os grupos e sessões ou círculos de estudo nos comités de acção deveriam ser reactivados, com o objectivo de relançar esse estudo. O DIP [Departamento de Informação e Propaganda] também poderia contribuir para essa formação ou a divulgação, estabelecendo os canais de informação interna, o que já conseguimos aliás, e modernizando as técnicas de comunicação e informação”, disse.

    Ele deve ter razão…

    Segundo o presidente do partido, o MPLA é Angola e Angola é o MPLA. A isso acresce que o país só tem dois e meio heróis nacionais: Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos e… João Lourenço. O lugar de dono disto tudo está hoje, embora de forma mais subtil, ocupado por José Eduardo dos Santos. Quando o MPLA for apenas um dos partidos do país e Angola for um verdadeiro Estado de Direito, então haverá outros heróis. Mesmo assim talvez sejam todos do… MPLA.
    Até lá, os angolanos continuarão sujeitos à lavagem do cérebro de modo a que julguem que António Agostinho Neto foi o único a dar um contributo na luta armada contra o colonialismo português e para a conquista da independência nacional que, ao fim de 42 anos, mais não tem sido do que a mera substituição dos colonialistas. Deixaram de ser os portugueses e passaram a ser os angolanos do MPLA.
    Cabe agora ao MPLA actualizar a cartilha e falar ao mundo do papel de José Eduardo dos Santos na luta pela libertação de Angola, em particular, e do continente africano em geral. Com alguma habilidade ainda vamos ver referências ao seu contributo para a libertação da Europa.
    Fruto da entrega de José Eduardo dos Santos à causa libertadora dos povos, o Zimbabué e a Namíbia ascenderam igualmente à independência, assim como contribuiu para o fim do Apartheid na África do Sul, dirão (como ele quer) os arautos do actual Presidente do MPLA.
    Não nos admiremos que um dia destes alguém nos diga que, desde 1961 e até agora que só existem Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos. Se calhar até é verdade. Aliás, bem vistas as coisas, Holden Roberto e Jonas Savimbi, FNLA e UNITA, nunca existiram e são apenas resultado da imaginação de uns tantos lunáticos. Ou se existiram não eram certamente angolanos. Por isso não lhes é aplicável o título de heróis.
    É de crer igualmente que José Eduardo dos Santos foi também, segundo uma nova versão da cartilha herdada do regime de partido único (hoje em termos práticos assim continua), “um esclarecido homem de cultura para quem as manifestações culturais tinham de ser antes de mais a expressão viva das aspirações dos oprimidos, arma para a denúncia dos opressores, instrumentos para a reconstrução da nova vida”.
    “Dotado de um invulgar dinamismo e capacidade de trabalho, José Eduardo dos Santos foi e é incansável na sua participação pessoal para resolução de todos os problemas relacionados com a vida do partido, do povo e do Estado”, dirão os génios do DIP.
    Numa coisa a cartilha revista do MPLA terá toda a razão e actualidade: “José Eduardo dos Santos reafirmou constantemente o papel dirigente do partido, a necessidade da sua estrutura orgânica e o fortalecimento ideológico, garantia segura para a criação e consolidação dos órgãos do poder popular, forma institucional da gestão dos destinos da Nação pelos operários e camponeses”.
    E, como se vê, os destinos da Nação estão entregues desde 11 de Novembro de 1975 aos operários e camponeses do tipo José Eduardo dos Santos & Associados.
    Em reconhecimento da figura do segundo herói nacional, devem ser erguidas em vários pontos do país mais estátuas suas, que simbolizem os seus feitos e legados, marcados pelas suas máximas “De Cabinda ao Cunene um só povo e uma só nação” e “O mais importante é resolver os problemas do povo”.
    Os problemas do povo não foram resolvidos? Pouco importa. Importante são as estátuas que poderão ser vistas por um povo que continua a ser gerado com fome, a nascer com fome e a morrer pouco depois com… fome.


    Folha 8 com Lusa

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