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Kinshasa: 50 camiões de bombeiros anunciados para reforçar o combate aos incêndios.

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domingo, 30 de janeiro de 2022

ANGOLA: DITADORES DE BARRIGA CHEIA.

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Se é normal, embora hipócrita, que as democracias se entendam bem com as ditaduras que lhes interessam, mais normal é o entendimento entre ditaduras. Não admira, por isso, que Kim Jong-un, Teodoro Obiang ou Vladimir Putin sejam íntimos de João Lourenço.

É bom que os angolanos (a comunidade internacional passou uma esponja no assunto) saibam que a ditadura de Pyongyang tem relações históricas com a sua congénere de Luanda.

Para além dos laços históricos, nascidos na década de 70 com o apoio militar norte-coreano às FAPLA, é certo que Angola só tem a ganhar com o reforço da cooperação com Pyongyang.

Então em matéria de democracia e direitos humanos, a Coreia do Norte parece continuar a ser (tal como a Guiné-Equatorial) uma lapidar referência para o regime do MPLA.

Aliás, não é difícil constatar que a noção de democracia de João Lourenço se assemelha muito mais à vigente na Coreia do Norte do que à de qualquer outro país. E é natural. É que para além de uma longa convivência “democrática” entre ditadores, Luanda ainda tem de pagar a dívida, e os juros, da ajuda que Pyonyang deu ao MPLA. Amigos, amigos, contas à parte.

No que tange a direitos humanos, os princípios são os mesmos embora – reconheça-se – Luanda tenha sido obrigada a alargar – só para o mundo ver – o corda que estrangula os angolanos.

De qualquer modo continuam os milhões que têm pouco, ou nada, a trabalhar para os poucos que têm milhões. É assim em todas as ditaduras.

É claro que o Governo do MPLA, no poder desde 1975, escuda-se nas relações Estado a Estado para estar de bem com o Diabo, sendo que o “Deus” é João Lourenço. E faz bem. Segue, aliás, a regra praticada por Portugal em relação a Angola.

Lisboa nunca se importou com a ditadura, como nunca se importou com a sorte dos angolanos. Aliás, Eduardo dos Santos foi elogiado por Cavaco Silva, José Sócrates e Passos Coelho. Fica claro que a Portugal interessa tudo… menos os angolanos. Mudaram os dirigentes mas a bajulação ao MPLA continua pujante.

A regra é simples. Porque carga de chuva tenho de estar preocupado com os muitos angolanos que nem uma refeição têm por dia, se eu tenho pelo menos três? Não é sr. presidente Marcelo Rebelo de Sousa? Não é sr. primeiro-ministro António Costa?

João Lourenço pensa o mesmo. Kim Jong-un e Teodoro Obiang também. Mas não são só eles, acrescente-se. São também os dirigentes das democracias ocidentais, da ONU, da CPLP etc.. Para eles pouco importa que em Darfur tenham morrido em dois anos mais de 300 mil pessoas, ou que em Angola a grande maioria da população (perto de 70%) seja tratada abaixo de cão. Ou que no dia 27 de Maio de 1977 Agostinho Neto, o eterno herói do MPLA, tenha mandado assassinar milhares e milhares de angolanos.

Em 2014, Victoria Clark e Melissa Scott reuniram gostos, preferências e hábitos alimentares dos ditadores do século XX num livro intitulado “Dictators’ Dinners: A Bad Taste Guide to Entertaining Tyrants”, que traduzido à letra significa “Os jantares dos ditadores: Um guia de mau gosto para entreter tiranos”.

Sob o lema “somos o que comemos”, as autoras acrescentaram que “como comemos” e “com quem comemos” também definem uma pessoa. Por isso, as autoras decidiram colocar vários ditadores sobre escrutínio alimentar.

O Chefe de Governo português, António de Oliveira Salazar, adorava sardinhas. O prato tipicamente português relembrava-o da infância pobre e do facto de, em criança, ter de partilhar uma única sardinha com o irmão.

Kim Il-sung, líder da Coreia do Norte, seleccionava os seus grãos de arroz individualmente e criou um instituto cujo único propósito era investigar formas de prolongar a vida.

Nicolae Ceausescu, o líder comunista da Roménia, tinha o hábito de levar comida quando visitava os outros líderes, algo que os irritava. Em casa, Ceausescu adorava comer guisado feito com um frango inteiro, incluindo as patas e o bico.

Josip Broz Tito ficou chocado com a insistência de Nicolae em beber um batido de vegetais com uma palhinha. Mas também os gostos do chefe de Estado da Jugoslávia eram duvidáveis, uma vez que o seu prato preferido era gordura de porco quente.

Adolf Hitler sofria de flatulência crónica e, talvez por isso, tornou-se vegetariano. Além disso, o ditador alemão autorizou um médico a receitar-lhe 28 medicamentos diferentes, incluindo um feito com o extracto de fezes de componentes búlgaros.

Mao Tsé-Tung, o líder comunista chinês, era um carnívoro apaixonado, mas sofria muito dos intestinos. Uma vez confessou a outro líder, numa carta, que comia muito, mas que também passava muito tempo na casa de banho.

Josef Stalin gostava de comer especialidades da Geórgia e o seu prato preferido era Satsivi, feito com galinha e nozes, servido como entrada à temperatura ambiente. O líder da União Soviética aproveitava os jantares em sua casa, em Kuntsevo, para ridicularizar os outros líderes que, durando cinco ou seis horas, tornaram-se uma forma refinada de tortura, graças à participação obrigatória em jogos de beber, músicas e danças. Nikita Khrushchev, o secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, e Tito da Jugoslávia foram dois dos seus “alvos”.

Jean Bedel Bokassa, Presidente da República Centro-Africana, Idi Amin, ditador militar do Uganda, e Francisco Nguema, presidente da Guiné Equatorial, eram suspeitos de serem canibais. Bokassa chegou mesmo a ser julgado por canibalismo, entre outros.

Mais sofisticada deve ser a ementa do Presidente do MPLA, João Lourenço. Provavelmente a sua dieta inclui trufas pretas, caranguejos gigantes, cordeiro assado com cogumelos, bolbos de lírio de Inverno, supremos de galinha com espuma de raiz de beterraba e queijos acompanhados de mel e amêndoas caramelizadas e, claro, umas garrafas de Château-Grillet…

fonte: folha8



Congo(Ex-Zaire): NÃO APARECIMENTO DE KABILA NO CASO CHEBEYA NO ANTECEDENTE DA DETENÇÃO DOS ASSASSINATOS DO EMBAIXADOR ITALIANO NA RDC: Os assassinos sempre podem fugir, mas a verdade acabará por alcançá-los.

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O suspense não durou muito. É o mínimo que podemos dizer. Com efeito, sentado na segunda instância no contexto do duplo assassinato, em 2010, dos defensores dos direitos humanos, Floribert Chebaya e Fidèle Bazana, o Supremo Tribunal Militar que deveria decidir sobre o comparecimento ou não do ex-presidente da República, Joseph Kabila, pura e simplesmente rejeitou o pedido. Sem se preocupar em detalhar, o magistrado justificou sua sentença pelo poder discricionário consagrado no artigo 249 do Código Judiciário Militar. Além disso, acredita ele, o pedido feito pelas partes civis que exigiram a audição das pessoas implicadas pelo Coronel Paul Mwilanbwe condenados à morte e presos no contexto deste caso, está mal formulado. De acordo com o prisioneiro de N'dolo, na verdade, o planejador do crime hediondo seria o general John Numbi que, ele próprio, recebeu ordens da presidência.

                                           Podemos agora considerar que a massa é dita

Fazendo dessas acusações seu cavalo de batalha, cerca de cinquenta organizações da sociedade civil congolesa, sob a liderança da ONG "La Voix des sans voix", esperavam fortemente que o status de ex-presidente e senador vitalício de Kabila não fosse um obstáculo para a aparição do ex-chefe de Estado. Mas com esta decisão que afasta o homem dos garfos caninos da Justiça, podemos agora considerar que a missa está rezada. Mas poderia ser de outra forma?

Certamente não. E por um bom motivo. Teria sido necessária uma forte dose de temeridade para o juiz militar ir empurrar o maciço portão do rancho onde Kabila flui sua aposentadoria de ouro, especialmente porque sabemos que na audiência, do status de testemunha, o ex-chefe do governo congolês Estado poderia mudar de status e se tornar um acusado. E quem diz, além disso, que ele teria tido acesso a ela na medida em que certamente o inquilino do local, que goza do duplo título de ex-presidente e senador vitalício, teve o cuidado de construir muralhas de concreto para se proteger? E então, é difícil imaginar, apesar da briga entre os dois homens, como o presidente Félix Tshisekedi poderia ter libertado o homem que o fez rei. Isso não seria apenas o cúmulo da ingratidão, mas também seria um precedente perigoso, porque nada diz que ele próprio escaparia de tal destino quando viesse a deixar o poder.

Dito isto, devemos congratular-nos com o facto de este pedido, mesmo mal formulado, ter perturbado o sono dos promotores do assassinato do defensor dos direitos humanos e do seu companheiro de infortúnio. Podemos considerar que essa falta de compromisso é um aviso gratuito para esses criminosos que nunca se sentirão completamente seguros. Podemos até arriscar dizer que é apenas um adiamento na medida em que certamente será preciso muito mais para desencorajar as OSCs que parecem determinadas a não cumprir nenhuma trégua até que se faça justiça a Floribert Chebaya e Fidele Bazana. E como se costuma dizer, não importa quanto tempo dure a noite, o sol sempre nasce eventualmente. Mais cedo ou mais tarde, os réus terão que responder por suas ações. Mas ao saber que se encontram perante os tribunais dos homens, os assassinos dos dois cavaleiros dos direitos humanos devem sofrer a tortura do questionamento do tribunal da consciência e, certamente, mais tarde, do de Deus. Também podemos ter razões para alimentar esperanças reais, especialmente porque em outras questões de interesse para a Justiça na República Democrática do Congo (RDC), houve progressos reais. É o caso deste espinhoso caso do assassinato do embaixador italiano, Luca Attanasio.

A prisão dos assassinos do diplomata italiano deve soar como um aviso para todos esses mercadores da morte

De fato, os supostos autores do ataque em que o diplomata morreu, há pouco menos de um ano, foram presos. Mesmo que o líder da quadrilha ainda esteja foragido, as informações coletadas das seis pessoas presas sugerem que a tragédia teria ocorrido após um sequestro que deu errado. Enquanto se espera que as redes da Justiça caiam sobre o fugitivo, já podemos parabenizar a polícia da província de Kivu do Norte que perseguiu implacavelmente os bandidos e que acabou sendo recompensada por seus esforços. Não há dúvida de que sua conquista valerá seu peso de consolo nos corações ainda feridos das famílias do diplomata e seus companheiros de infortúnio. E é também, sem dúvida, toda a Itália que se comoveu com o trágico destino do seu legado que, aliás, se encontrava em missão humanitária, que deve ser aliviada. Mas este sucesso contra os bandos armados que atravessam constantemente o território congolês e vivem da pilhagem, deve ser considerado uma vitória.

fonte: https://lepays.bf/

Burkina Faso: EVENTOS DE 15 DE OUTUBRO DE 1987: De acordo com a análise balística, Thomas Sankara foi morto por balas traçantes.

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Na audiência de 12 de janeiro de 2022, o especialista em anatomia patológica aposentado, Pr Robert Soudré, o especialista em balística e cena do crime, a comissária da divisão Missa Millogo e o patologista forense Norbert Ramdé, vieram dizer ao tribunal que encontraram exumar os restos mortais do Presidente Thomas e seus 12 companheiros de infortúnio. Provas como a reconstrução em vídeo dos fatos foram projetadas. À tarde, familiares das vítimas falaram no bar do Tribunal Militar realocado no Salão de Banquetes de Ouaga 2000.

 

“A profundidade das sepulturas variava de 22 a 58 centímetros. A do presidente Thomas Sankara media 47 centímetros”, disse o professor Robert Soudré, especialista aposentado em anatomia patológica, um dos especialistas que realizou a perícia dos restos mortais dos 13 corpos enterrados às pressas na noite de 15 para 16 de outubro. 2022 no cemitério de Dagnoën. Na barra do Tribunal Militar, o perito relata que houve uma significativa degradação dos restos mortais ligados ao solo ácido e o fato de o sepultamento ter sido sumário. Além disso, ele aponta que em nenhum túmulo eles encontraram um osso inteiro; nem mesmo os ossos do crânio estavam inteiros. Segundo o especialista, os efeitos da roupa do presidente Thomas Sankara estavam bem preservados, neste caso a roupa interior e o fato de treino. Por outro lado, as roupas de algodão desapareceram completamente. Quanto à questão de saber se eles encontraram projéteis ou balas de uma arma de fogo na tumba ou nos restos mortais, Pr Soudré sugere que estruturas contíguas do tipo sólido foram encontradas nas roupas de Thomas. Em relação à causa da morte, o especialista em anatomia patológica deixa claro que, na ausência de músculo, a causa da morte não pode ser determinada em determinados corpos. Por outro lado, em outros órgãos, eles concluíram a uma morte criminosa e violenta, em particular no que diz respeito ao presidente Thomas Sankara. A prova é que "no traje de Thomas Sankara, encontramos buracos de entrada e saída de balas", segundo o professor Robert Soudré. Ele especifica que as trajetórias das balas estavam localizadas no tórax e no abdômen. De qualquer forma, “onde encontramos trajetórias balísticas, concluímos que a morte foi criminosa”.

“Foram golpes mortais”

 “Em relação às sepulturas onde não foram encontrados projéteis, concluindo uma morte criminosa, isso exclui que tenham sido baleados? “, pergunta-me Prosper Farama, advogado da parte civil. “Não”, responde o professor Soudré que observa que por precaução da linguagem em sua disciplina, eles não podem dizer o que não observaram. Em suma, o perito dá a conhecer ao advogado que se pedisse a opinião de Robert Soudré, (não a opinião do perito), diria que "foram mesmo mortos a bala". Outro advogado da parte civil, Me Ferdinand Nzepa, volta à acusação: “A observação é que não havia balas na altura dos membros. E as trajetórias e projéteis diferentes? O especialista Soudré explica que buracos de bala no tórax e no abdômen se referem a órgãos vitais. Então, “esses foram golpes mortais”. Acrescenta ainda que havia muitos buracos de bala e que foi em relação a esses buracos que afirmou que eram projéteis diferentes, ou seja, balas diferentes. Quanto ao resto, “a perícia balística vai esclarecer porque não é de todo meu hobby”, declara o Pr Robert Soudré. Em suma, ele observa que "a roupa íntima de Thomas Sankara estava crivada de balas". Quantas balas? Ele não sabia dizer, já que era tedioso contar os buracos de bala um por um. Eles ainda pegaram sete (7) itens de metal.

Munições que podem ser disparadas de Kalashnikovs, G3s ou metralhadoras

A segunda especialista a falar é a comissária de polícia da divisão Missa Millogo, especialista em cenas de crime e balística. Desde o início, ele argumenta que em alguns corpos, não poderíamos comentar sobre a deterioração das roupas. Por outro lado, “nas roupas bem conservadas, houve queimaduras. O que pressupõe que fossem balas traçantes. Segundo o especialista em balística, munição traçadora são balas que incendeiam. E se tocarem um órgão vital, pode causar a morte. Sobre os sete projéteis encontrados, Missa Millogo observa que são dois tipos de munição que podem ser disparadas por Kalashnikovs, G3s ou metralhadoras. Ele também se referiu aos orifícios de entrada e saída de balas determinados nas roupas de Thomas Sankara e outras vítimas. Ele relata que nos selos nem todos os metais eram projéteis. "Havia chaves restantes." O procurador militar intervém e quer saber se as análises de ADN permitiram conhecer a identidade dos que estão sepultados nas sepulturas.

“Em alguns corpos, encontramos carteiras de identidade nacionais, alianças de casamento”

Sobre este assunto, o professor Robert Soudré defende que os resultados que receberam são inutilizáveis ​​porque, nesta área, passamos do processo menos seguro para o processo mais seguro. E em matéria de justiça, os três exames devem ser conclusivos para determinar a identidade dos corpos. Neste caso, o professor Soudré observa que eles só conseguiram fazer dois testes. Para ter outra história, trazemos o Dr. Norbert Ramdé, médico legista, especialista em reparação de lesões corporais. Isso sugere que a experiência em DNA é um método científico que fornece 100% de respostas. Mas ele menciona que este não é o único método utilizado. Neste caso, o Dr. Ramdé relata que foi utilizado o método de reconhecimento visual. De fato, “as famílias usaram caracteres discretos para reconhecer os seus”, explica ele. E mesmo que "em alguns corpos, encontramos carteiras de identidade nacionais, alianças de casamento", acrescenta o professor Robert Soudré.

A evocação de balas traçantes fez com que Me Prosper Farama reagisse quem quer saber qual é o objetivo que buscamos usando balas traçantes durante o dia. “Dia ou noite, a bala traçante sempre pega fogo. O objetivo é queimar”, responde a especialista em balística Missa Millogo. E eu Farama para acrescentar: "Para machucar com certeza, para matar", para provar que os elementos não foram para parar Thomas Sankara como alguns afirmam. Após a visita dos peritos, foi projectado o vídeo de reconstituição dos factos, com a duração de 1h05mn. O vídeo percorria atores, locações, locações, explicando os eventos de 15 de outubro de 1987.

A morte é o destino de todos os seres vivos

Após a apresentação das exposições, a palavra foi dada aos beneficiários das vítimas. Conforme anunciado anteriormente em uma de nossas publicações, a família de Thomas Sankara não quis falar. Os beneficiários das vítimas Amadou Sawadogo, Walilaye Ouédraogo e Paulin Bamouni tomaram a palavra. No estande, todos expressaram a dor e a dor que suas famílias experimentaram após o trágico desaparecimento de seu ente querido. Eles também expressam sua satisfação com a realização do julgamento, mesmo que não traga de volta as vítimas. Issa Bassika Sawadogo, irmão do falecido Amadou Sawadogo, foi o primeiro a falar. Para este último, se é verdade que a morte é o destino de todos os seres vivos, a morte de seu irmão em tais circunstâncias foi ainda mais dolorosa. “Eu não poderia perder essa oportunidade de me expressar em relação à dor, a dor que eu, seus pais, seus irmãos e irmãs experimentamos na época. Eu gostaria de estar lá para enterrá-lo, mas quando soube de sua morte, saí para descobrir que ele havia sido enterrado a menos de 30 cm de profundidade. As pessoas começaram a pisar no chão e suas roupas começaram a aparecer. Digo a mim mesmo que mesmo quem ama seu cachorro ou seu gato, não os enterre assim”. Ao ouvi-lo, a dor da família Sawadogo foi grande por não ter podido ver o corpo de seu filho, irmão, pai e chorar. Issa Bassika Sawadogo também deseja que toda a luz seja esclarecida sobre este caso e que seja feita justiça. Assim, ele agradece a todos aqueles que contribuíram para a realização do julgamento. Segundo ele, a vítima deixou dois filhos que tinham, respectivamente, na época dos fatos, 2 anos e 3 anos; e 6 irmãos, bem como ambos os pais. Mas ambos os pais e uma irmã e um irmão morreram sem saber a verdade sobre a morte de seu filho e irmão.

Sua partida prematura levou seu pai e sua mãe

Depois de Issa Bassika Sawadogo, foram os próximos de Walilaye Ouédraogo que tomaram a palavra, nomeadamente os seus irmãos Issa e Ousmane Ouédraogo. Issa Ouédraogo diz que foi com muita dor que a família soube da morte de seu irmão Walilaye. “Ele foi enterrado como um animal. 3 dias depois de seu enterro, os cheiros estavam emanando e os vizinhos vieram para colocar a terra de volta”, lamentou. Issa Ouédraogo diz que está contando com a Justiça para esclarecer a morte de seu irmão que era solteiro e sem filhos. Quanto a Ousmane Ouédraogo, fez saber que na tarde de 15 de outubro de 1987, tendo feito uma pausa, saía para almoçar quando encontrou um 504 branco, com Blaise Compaoré e seu motorista a bordo, chegando a toda velocidade, não muito longe da base aérea de Koulouba. “Eram quase 15h. Quase me derrubaram. Uma hora depois, soubemos que havia um problema ao nível do Conselho do acordo. Foi por volta das 18h que soubemos da morte do presidente Thomas Sankara. Esperei meu irmão em vão. No dia seguinte fui ao palácio. Disseram-me que o meu irmão foi assassinado. Não consegui ligar minha moto. Chorei e fui contar ao meu pai. Depois, fui ao cemitério. A terra que cobria os corpos ainda estava fresca e havia um cheiro. O velho desmaiou. Fiquei doente depois. Alguns meses depois, ele morreu e a velha o seguiu. Durante 30 anos, não podíamos falar. Agora estamos felizes em fazê-lo ”, disse Ousmane Ouédraogo no comando. A última pessoa a falar entre os beneficiários das vítimas foi Céline Bamouni, a filha mais nova de Paulin Bamouni. Na época, ela tinha apenas 11 anos. Sua irmã mais velha tinha 13 anos e seu irmão mais novo tinha 2. Quanto à mãe, ela ficou viúva aos 33 anos. "Ela teve que nos criar sozinha", disse ela. Assim como suas antecessoras, Céline Bamouni expressou a dor e a dor que sua família experimentou após os eventos de 15 de outubro de 1987. Foi em 16 de outubro que ela soube da morte de seu pai. “Em 15 de outubro, tudo estava confuso. Não tínhamos informações. Não ficou claro se ele estava morto, capturado ou conseguiu fugir. Na mente do meu filho, sempre disse a mim mesmo que ele havia conseguido encontrar um esconderijo. Eu acreditava nisso também porque nunca vimos o corpo. Íamos nos recolher sem saber se ele era mesmo uma das vítimas”, conta. Ela também revelou que seu pai era o segundo de uma família de 12 filhos. Era nele que repousava a esperança da família, pois era o único a ter uma educação superior. “Toda a família estava contando com ele. Sua partida prematura levou seu pai e sua mãe”, lamentou. Ela continua nestes termos: “É verdade que eu tinha 11 anos e minha irmã mais velha 13. Mas meu irmão não conhecia nosso pai. Quando falamos com ele sobre nosso pai, ele não sabe de quem estamos falando. “Nossa mãe nos deixou em 2020, 33 anos após o fato. Ela morreu sem saber quem massacrou e enterrou selvagemente seu marido. Ela saiu infeliz. Ela ficou traumatizada. Com este julgamento, começamos a ser curados, mas não vai tirar nossa dor”, concluiu. A audiência foi suspensa e será retomada na segunda-feira, 24 de janeiro de 2022, com a etapa das peças processuais dos advogados da parte civil.

fonte: https://lepays.bf/

Auto Golos da Copa do Mundo de 1930 a 1954.

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Marcar um gol contra, o que poderia ser pior para um jogador de futebol. Mas se você apostar no 1xBet CM em um autogoal em uma partida, é possível ganhar muito dinheiro nesse evento. O número recorde de gols automáticos foi registrado durante o torneio de 2018.

Na 1xBet, os fãs de esportes CM já podem prever os resultados da próxima Copa do Mundo. Mas as desventuras de metas automáticas também ocorreram no século 20.

Campeonato Mundial de 1930
No jogo entre Chile e México, os mexicanos marcaram um gol contra aos 51 minutos, quando o time já perdia por 1 a 0. Após tal erro, o México ficou desmoralizado e sofreu o terceiro gol. No final, a equipe não conseguiu conquistar um único ponto no torneio, terminando em último lugar.

Campeonato Mundial de 1938
Na Copa do Mundo de 1934, as equipes não marcaram nenhum gol contra. Os suíços tiveram azar 4 anos depois, mas seu próprio gol não os impediu de avançar para as quartas de final:

  A Alemanha começou bem e assumiu a liderança.
  A Suíça marcou um gol contra aos 22 minutos, que quase significou um fiasco para a equipe.
No tempo restante, a Suíça mostrou caráter e conseguiu marcar 4 gols contra os alemães.
Após o jogo, o técnico suíço foi chamado de grande tático e chegou a ser chamado para treinar a Alemanha, mas ele recusou com muito tato.

Neste mesmo campeonato, foram os suecos que marcaram um autogolo, contribuindo assim para uma derrota pessoal. A Hungria não teve piedade da Suécia e esmagou-os por 5-1.

Campeonato Mundial de 1950

Na primeira Copa do Mundo após a guerra, um gol curioso foi marcado em uma partida entre Brasil e Espanha. O erro resultante foi cometido pelos espanhóis aos 15 minutos, quando o placar estava 0-0. Foi assim que a Espanha começou sua própria derrota. O Brasil marcou mais 5 gols contra a Espanha, sofrendo apenas um.

Campeonato Mundial de 1954

Durante o mundial, na Suíça, houve alguns gols ao mesmo tempo. O primeiro deles foi um gol contra dos mexicanos em seu jogo contra os franceses. Este evento eliminou o México, pois já havia perdido por 0-2 para os franceses graças a um gol automático. No segundo tempo, o México se recupera e consegue restabelecer a igualdade, mas sofre um novo gol de pênalti no final da partida.

Outro autogolo aconteceu num jogo entre Inglaterra e Bélgica. Essas equipes ainda participam regularmente de Copas do Mundo. Ao usar o código promocional 1xBet, você pode fazer previsões sobre essas equipes sem correr nenhum risco. Enquanto o placar estava em 4 a 3 a favor da Inglaterra, o britânico Dickinson marcou um gol contra e empatou os adversários. Para ser justo, o empate não teve influência no resultado final da fase de grupos. A Inglaterra ainda terminou no topo da classificação, com a Bélgica terminando em último.

As apostas na meta automática não são as mais comuns, mas o código promocional da 1xBet também está disponível para outros resultados.

Masha Fernandez

fonte: https://lepays.bf/

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Senegal: Receitas alfandegárias: 1.176 bilhões de francos CFA arrecadados em 2021.

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"As liquidações aduaneiras apresentadas pelo sistema ''GAINDE'' ascenderam, em 2021, a 1.176 mil milhões de francos CFA contra 1.020 mil milhões, em 2020, um desempenho notável", declarou, na cerimónia solene do Dia Internacional das Alfândegas, o Ministro de Finanças e Orçamento, Abdoulaye Daouda Diallo. A edição de 2022 deste dia centra-se no tema: "Acelerar a transformação digital das Alfândegas desenvolvendo uma cultura de dados e um ecossistema eficiente".

Abdoulaye Daouda Diallo mencionou uma conquista dos serviços aduaneiros senegaleses através de uma "mobilização excepcional de receitas" favorecida em grande parte graças à implementação da Estratégia Digital Senegal (SN-2025) e ao lançamento da Mobilização de Receitas a Médio Prazo (MTRS).

No que diz respeito ao combate à fraude, segundo o diário nacional Le Soleil que dá a informação no seu número desta quinta-feira, o ministro das Finanças e Orçamento diz elogiar o empenho dos agentes que continuam a brilhar várias apreensões relativas ao tráfico ligado à criminalidade organizada transfronteiriça nas rotas terrestres, aéreas e fluviais.

“Desempenho notável e excelentes resultados”

A grande apreensão de munições para armas de guerra feita há poucos dias na zona portuária, graças ao profissionalismo dos funcionários das Alfândegas, que souberam levar a cabo esta acção através de uma utilização criteriosa dos dados, reflecte o desejo da feroz auto-autorização sacrifício para combater a fraude em todas as suas formas”, argumentou.

O Ministro das Finanças e do Orçamento saudou ao mesmo tempo estes "excelentes resultados" que reforçam a esperança de um Senegal emergente, pela disponibilidade de recursos internos destinados ao financiamento de projectos e programas mas também pela garantia mais assertiva do nosso espaço geográfico presa de tentativas malévolas multifacetadas.

Assegurou estar “convencido” de que a implementação do Programa de Modernização da Administração Aduaneira (PROMAD) será um catalisador para acelerar a dinâmica de transformação digital iniciada pelas Alfândegas. Segundo ele, “a tecnologia digital ocupa um lugar de destaque no PROMAD que constituirá, na próxima década, o substrato de toda a estratégia de modernização das Alfândegas senegalesas”.

fonte: seneweb.com

FIM DA CORRUPÇÃO AGENDADO PARA DAQUI A 54 ANOS.

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O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos de Angola, Francisco Queiroz, regozijou-se hoje com o reconhecimento internacional “do bom trabalho” do Governo angolano no combate sistemático da corrupção, que diz ser liderado pelo Presidente da República. É um trabalho tão bom que Angola “só” está 136ª posição, entre 180 países. Mais 54 anos de governação do MPLA e chegaremos ao top 100…

Francisco Queiroz, que falava hoje em declarações à imprensa, no final do IV Diálogo Estratégico Caminho-Conjunto entre Angola e União Europeia no domínio dos Direitos Humanos, reagia ao relatório sobre o Índice de Percepção da Corrupção 2021, divulgado pela organização Transparência Internacional.

“É uma avaliação bastante positiva, Angola subiu seis posições e é uma subida sustentável, porque já vem dos anos anteriores e representa de facto o comprometimento do Executivo angolano relativamente a esse aspecto muito importante dos direitos humanos, que é o combate à corrupção”, frisou.

O governante angolano salientou que o relatório coloca Angola entre os países da áfrica subsaariana que mais evoluíram em termos de combate à corrupção, e “isso deve-se à política do Presidente João Lourenço de combate sistemático à corrupção”.

“Tem uma importância muito grande para nós, porque é também um reconhecimento internacional do bom trabalho que o executivo está a fazer no combate à corrupção”, destacou.

A média da África Subsariana é de 33 pontos, a mais baixa do mundo, e 44 países classificam-se abaixo dos 50 pontos.

Entre os países africanos lusófonos, Cabo Verde está na 39ª posição, 58 pontos; São Tomé e Príncipe na 68ª posição, 45 pontos; Moçambique na 149ª posição com 26 pontos, Guiné Bissau a 162ª posição, 21 pontos e Guiné Equatorial na 171ª posição, com apenas 17 pontos.

Angola – que no IPC 2021 tem 29 pontos, mais 7 pontos desde o índice de 2012 – regista “uma melhoria significativa” na sequência da eleição do Presidente, João Lourenço, em 2017, que tomou medidas significativas para quebrar a corrupção, assinala o relatório da TI, esquecendo-se que o MPLA se limitou a transferir a corrupção de alguns dos seus membros para outros dos seus membros.

“As autoridades têm levado a cabo investigações de corrupção de alto nível a membros da antiga família dominante, entre eles, a filha do ex-presidente e ex-chefe da companhia petrolífera estatal Sonangol, Isabel Dos Santos – exposta pela dossier ‘Luanda Leaks’ e recentemente indicada pelo governo dos EUA por ‘corrupção significativa’”, assinala a Transparência Internacional.

O relatório ressalva, porém, outra circunstância: “As investigações raramente são abertas noutros casos, levantando dúvidas sobre a existência de justiça selectiva”. Pois é. Aqui é que os elogios da TI são um “saralho do carilho”. Com João Lourenço Angola apenas alterou a titularidade da corrupção.

A organização sublinha mesmo que “num inquérito de 2019, 39 por cento dos angolanos disseram que o Presidente estava a utilizar a luta contra a corrupção como um instrumento contra rivais políticos e a maioria disse também que aqueles que denunciaram corrupção correm o risco de retaliação”.

Quanto à África Subsariana, em termos gerais, a TI sublinha que, de acordo com os últimos inquéritos do Afrobarómetro, a maioria da população africana acredita que a corrupção está a aumentar, ao mesmo tempo que expressa insatisfação com a forma como a democracia funciona.

“Isto não é surpreendente”, assinala a TI, explicando que “a corrupção persistente tem andado de mãos dadas com mudanças inconstitucionais de poder em várias partes do continente”.

Noutro domínio, também nesta região do mundo os governos impuseram restrições desproporcionadas às liberdades civis em muitos países – muitas vezes sob o pretexto de conter a expansão da pandemia de Covid-19.

“Os resultados do IPC 2021 devem servir como um alerta para as sociedades de toda a África Subsariana. A magnitude dos desafios da corrupção exige as respostas mais arrojadas de sempre”, defende a TI.

“Os governos devem reconhecer que o progresso sustentável na luta contra a corrupção só pode ser alcançado se forem garantidos os controlos societais e institucionais do poder”, acrescenta.

A pandemia de Covid-19, por outro lado, “não pode ser usada como desculpa para os governos restringirem o direito das pessoas à informação ou à liberdade de expressão”, acrescenta a ONG.

Os líderes de toda a África Subsaariana “devem envidar esforços para acelerar a recuperação de activos” e aumentar novamente a acção global contra os fluxos financeiros ilícitos, ajudando a evitar a fuga de capitais, “para que os recursos naturais e os fundos públicos possam ser utilizados para apoiar as pessoas que vivem na região, não as elites”, sugere a TI.

Recorde-se que o Presidente de Angola, também presidente do MPLA e Titular do Poder Executivo desafiou, numa entrevista ao jornal português Expresso, o seu ex-patrono e mentor, José Eduardo dos Santos, a denunciar os corruptos. Para João Lourenço, são esses os traidores da pátria. A resposta, se algum dia vier, deveria situar João Lourenço no escalonamento dos traidores e corruptos que tão bem conhece.

É claro que João Lourenço é, também no contexto angolano mas sobretudo do MPLA, uma figura impoluta, íntegra e honorável que nada tem a ver com traidores ou corruptos. Desde logo porque é um general e um político que chegou a Angola há meia dúzia de dias.

Daí para cá a história deste impoluto, íntegro e honorável general é bem mais conhecida. Importa, contudo, reter a comprovação factual de que João Lourenço nunca ouvira falar de corrupção, mesmo sendo ministro da Defesa de José Eduardo dos Santos desde 2014 e vice-presidente do MPLA.

Está, por isso, acima de qualquer suspeita. Na verdade, como é que alguém que aos 20 anos de idade (1974) entrou para o MPLA e fez toda a sua vida nas fileiras do partido poderia ter notado, constatado, verificado ou comprovado que existia corrupção no seio do MPLA e do Governo? Não podia…

João Lourenço diz esperar que a impunidade “tenha os dias contados” em Angola. Insiste na “moralização” da sociedade angolana. Estará a ser ingénuo, imprudente, suicida, estratega ou traidor? Se calhar, fazendo a simbiose de tudo isto, está apenas a gozar com a nossa chipala e a fazer de todos nós… matumbos.

O Presidente diz ser necessária a “moralização” da sociedade, com um “combate sério” a práticas que “lesam o interesse público” para garantir que a impunidade “tenha os dias contados”.

É verdade. Mas é verdade há muitos anos e a responsabilidade é do MPLA, partido no qual João Lourenço “nasceu”, cresceu, foi e é dirigente. Então, durante todos esses anos, o que fez João Lourenço para combater as práticas que “lesam o interesse público”?

“No quadro da necessidade de moralização da nossa sociedade, importa que levemos a cabo um combate sério contra certas práticas, levadas a cabo quer por gestores quer por funcionários públicos. Práticas que, em princípio, lesam o interesse público, o interesse do Estado, o interesse dos cidadãos que recorrem aos serviços públicos”, disse João Lourenço.

Sendo uma verdade de La Palice, como tantas outras que constituem o ADN do partido do qual é presidente, é caso para perguntar se só agora é que João Lourenço descobriu a pólvora?

Ou será que só agora é que João Lourenço descobriu que Angola é um dos países mais corruptos do mundo? Que é um dos líderes mundiais da mortalidade infantil? Que tem 20 milhões de pobres?

“Esperamos que a tão falada impunidade nos serviços públicos tenha os dias contados. Não é num dia, naturalmente, que vamos pôr fim a essa mesma impunidade, mas contem com a ajuda de todos e acreditamos que, paulatinamente, vamos, passo a passo, caminhar para a redução e posteriormente a eliminação da chamada impunidade”, diz João Lourenço.

Desde que tomou posse, a 26 de Setembro de 2017, na sequência das “eleições” de 23 de Agosto, João Lourenço exonerou diversas administrações de empresas estatais, dos sectores de diamantes, minerais, petróleos, comunicação social, banca comercial pública e Banco Nacional de Angola, anteriormente nomeadas por José Eduardo dos Santos.

Quando João Lourenço garantiu em Luanda que o MPLA iria lutar contra a corrupção, má gestão do erário público e o tráfico de influências… poucos acreditaram. Hoje há mais gente a acreditar? Há, é verdade. Mas as dúvidas continuam a ser mais do que as certezas.

João Lourenço discursava – recorde-se – no acto de apresentação pública do Programa de Governo 2017-2022 do MPLA e do seu Manifesto Eleitoral, mostrando a convicção de que – mais uma vez – os angolanos iriam votar com a barriga (vazia) e que havendo 20 milhões de pobres… a vitória seria certa. E foi. E continuará a ser.

“Para a efectiva implementação deste programa temos de ter os homens certos nos lugares certos”, referiu João Lourenço, efusivamente aplaudido pelos militantes presentes formatados e pagos para aplaudir seja o que for que o soba João Lourenço diga, tal como acontecia com Eduardo dos Santos.

Ainda de acordo com João Lourenço o MPLA iria “promover e estimular a competência, a honestidade e entrega ao trabalho e desencorajar o ‘amiguismo’ e compadrio no trabalho”.

“Vamos contar com aqueles que estão verdadeiramente dispostos a melhorar o que está bem e a corrigir o que está mal”, disse João Lourenço.

João Lourenço admite que o “MPLA tem consciência de que muito ainda há a fazer e que nem tudo o que foi projectado foi realizado como previsto”. Por outras palavras, se ao fim de 46 anos de poder, 20 de paz total, o MPLA só conseguiu trabalhar para que os poucos que têm milhões passassem a ter mais milhões, esquecendo os muitos milhões que têm pouco… ou nada, talvez seja preciso manter o regime do MPLA mais 54 anos no poder.

“Contudo, o país tem rumo e estamos no caminho certo, no sentido da satisfação progressiva das aspirações e dos anseios mais profundos do povo angolano”, disse João Lourenço.

Segundo João Lourenço, para que todos os angolanos beneficiem cada vez mais das riquezas do país, o MPLA tem como foco no seu programa de governação para os próximos anos dar continuidade ao seu programa de combate à pobreza e à fome, bem como o aumento da qualidade de vida do povo.

Folha 8 com Lusa

O FISCAL-MOR DO QUE INTERESSA AO (ACTUAL) MPLA.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola, órgão (in)dependente do Presidente do MPLA, desistiu de um dos três processos cíveis instaurados contra Isabel dos Santos, por entender que os factos que nele constam coincidem com o processo-crime que decorre em simultâneo contra a empresária.

A PGR refere que as acções cíveis foram instauradas após providência cautelar de arresto decretada em 2019, tendo sido separadas em função das matérias e da complexidade dos factos. Situação que, depois de aturada e minuciosa análise, só agora descobriu…

Deram então origem a três acções declarativas de condenação que decorrem os seus trâmites no tribunal, designadamente os processos n.ºs 103/2020, 278-20-E e o 35/2020 G, tendo a PGR desistido deste último.

A PGR justifica a desistência devido “aos factos nele narrados terem sido simultaneamente objecto de processo-crime cuja instrução preparatória tramita na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal, sob o n.º 10/20-DNIAP.

A PGR adianta ainda que o arresto dos bens de Isabel dos Santos, filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos e único responsável pela escolha de João Lourenço para o substituir, e pessoas com ela relacionadas, “não caducou e nem foi levantado em função de as duas acções declarativas de condenação continuarem a correr os seus trâmites legais”.

PGR “EXPLICA” PORQUE SÓ HÁ CORRUPÇÃO NO MPLA

O Procurador-Geral da República “explicou” no dia 16 de Novembro de 2021, com a mestria que se lhe reconhece, a razão pela qual os casos de corrupção só envolvem gente do MPLA. Diz o general Hélder Pitta Grós que o combate à corrupção em Angola “é selectivo” porque visa apenas os corruptos. OK. Estamos entendidos. É isso mesmo!

O PGR, que falava à margem de uma conferência internacional sobre a consolidação do Estado de direito nos PALOP e Timor-Leste, que se realizou em Luanda, respondia a uma questão de um jornalista que questionou Pitta Grós sobre críticas de alguns sectores da sociedade civil e da oposição angolana quanto à selectividade do combate à corrupção que tem visado familiares e colaboradores próximos do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, os tais marimbondos (e também caranguejos) de que fala o Presidente João Lourenço.

Além de – pensando melhor – rejeitar a selectividade, salientando que são apenas visados os corruptos, o general Pitta Grós afirmou que não existe em Angola o sentimento de impunidade que existia anteriormente, incluindo nas práticas de gestores públicos, que têm agora “outra atitude”. Anteriormente onde figuravam altos dirigentes do MPLA, como os generais Pitta Grós e João Lourenço, entre (tantos) outros.

Questionado pela Lusa sobre a demora nas investigações relacionadas com a empresária Isabel dos Santos, que é alvo de processos criminais e cíveis em Angola, adiantou que há questões relacionadas com a cooperação internacional que exigem tempo.

“E necessário fazer diligências e estamos dependentes de respostas do exterior, temos estado a fazer uma certa pressão para que essas respostas sejam dadas o mais rapidamente possível, mas não podemos fazer mais, temos de respeitar a soberania dos Estados, respeitar as suas instituições e, portanto, resta-nos aguardar. Mas não houve nenhum abrandamento, os processos continuam”, garantiu o general Pitta Grós, reafirmando que os processos são demorados porque dependem “bastante da cooperação internacional”.

Quanto aos activos recuperados, estimados em mais de 5 mil milhões de dólares, têm sido encaminhados, em valores monetários para uma conta do Banco Nacional de Angola (BNA), enquanto os valores patrimoniais têm sido entregues ou ao Cofre da Justiça ou a departamento ministeriais.

A lei angolana atribui 10 por cento dos valores recuperados à Procuradoria-Geral da República, enquanto órgão recuperador, que servem para reforço da sua capacidade e melhoria das condições de trabalho, mas até ao momento a instituição ainda não foi beneficiada. “Estamos ainda a ver como vamos fazer a operacionalização”, indicou então o general Hélder Pitta Grós.

A conferência internacional, que reuniu especialistas e altos quadros do sistema judiciário, bem como responsáveis políticos de Portugal e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor-Leste marcou a fase final do Projecto de Apoio à Consolidação do Estado de Direito (PACED), financiado pela União Europeia e co-financiado pelo instituto Camões.

Hélder Pitta Grós sublinhou que o início do PACED foi para Angola “um despertar” para a necessidade do país se preparar para enfrentar um tipo de criminalidade para a qual não havia quase formação. Só havia, só há, muita prática…

“Serviu para esse despertar, serviu para darmos os primeiros passos e daí continuarmos a consolidar essa formação”, realçou o mesmo responsável.

A PGR do MPLA negou na altura ter recebido das autoridades judiciais portuguesas uma lista discriminada de fortunas de cidadãos nacionais domiciliadas em Portugal. De acordo com o general Hélder Pita Grós, que falava em Abril do ano passado ao órgão oficial do MPLA/Estado, o Jornal de Angola, a notícia então veiculada pelo jornal português Correio da Manhã (CM), “até ao presente momento a PGR não recebeu qualquer lista com este teor.”

Hélder Pita Grós reconheceu, no entanto, que “temos tido cooperação e colaboração pontual com as autoridades portuguesas em processos específicos.” “Por conseguinte, é frequente deslocarmo-nos a Portugal e a outros países no âmbito da aludida cooperação”, reforçou o general magistrado do Ministério Público.

O jornal português noticiou que a Justiça portuguesa, através do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), entregara a Angola listas das fortunas que vários cidadãos angolanos (listados pela PGR angolana) possuem em Portugal.

As listas, que constam de um relatório, têm mais de sete mil páginas e incluem detalhadamente todos os bens que existem em Portugal, com destaque para contas bancárias, aplicações financeiras em fundos de investimento, acções de várias empresas cotadas e não cotadas, imóveis e participações sociais.

O relatório, que cumpre com uma carta rogatória que a Procuradoria-Geral da República de Angola tinha pedido, há mais de um ano, às autoridades judiciais portuguesas, foi entregue em mão, segundo o CM, a um funcionário judicial da PGR de Angola que se deslocou propositadamente a Portugal.

São dezenas de nomes de cidadãos angolanos que constam da lista, entre eles os de familiares do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos. O grosso da informação disponibilizada, segundo o CM, refere-se a Isabel dos Santos. A filha do ex-Presidente fez investimentos nas empresas portuguesas NOS, Galp, Efacec, Millennium BCP, Banco BIC e noutras dezenas de empresas.

Segundo o general Hélder Pita Grós, “em Democracia, as instituições públicas exercem as suas funções norteadas pela prossecução do interesse público, pela transparência e pela prestação de contas à sociedade do cumprimento das suas atribuições constitucionais e legais, na medida em que é em nome e em prol dos cidadãos que se estruturam e organizam os poderes públicos”.

Assim, “a Procuradoria-Geral da República, o fiscal-mor da legalidade democrática, obriga-se à criação de canais de comunicação e de interacção com os cidadãos, de modo a permitir o escrutínio da sua acção e a obter dos destinatários finais do seu papel social o retorno necessário ao aprimoramento e melhoria dos seus procedimentos”.

“Nesta era digital, a inauguração do portal da Procuradoria-Geral da República visa impulsionar e dinamizar o fornecimento de informações sobre o funcionamento desta Instituição, a sua composição em matéria de magistrados do Ministério Público, técnicos de justiça e outros servidores, bem como a divulgação de toda a actividade quotidiana com valor noticioso ou de interesse público”, afirmou o PGR.

Recorde-se que a PGR esclareceu no dia 25 de Junho de 2018 ter recebido da congénere portuguesa a certidão digital integral do processo envolvendo o antigo presidente da Sonangol e ex-vice-Presidente da República, Manuel Vicente, mas explicando – atente-se – que só com a recepção em formato de papel poderia continuar as diligências.

Em comunicado, a PGR confirmava ter recebida a certidão digital em 19 de Junho, na qualidade de “autoridade central para efeitos de cooperação judiciária internacional em matéria penal”, do processo que corria no tribunal de Lisboa, “na sequência da sua transferência para continuação do procedimento criminal em Angola”.

“A PGR de Portugal, no ofício de remessa do referido expediente, mencionou o envio do processo em suporte físico, isto é, da certidão integral em formato papel tão logo seja concluída a respectiva feitura”, lê-se num comunicado.

No entanto, a PGR angolana alertava que, nos termos do artigo 4.º da Convenção de Auxílio Judiciário em Matéria Penal entre os Estados-membros da CPLP, o pedido de auxílio é cumprido “em conformidade com o direito do Estado requerido”. E, na altura, “não existindo no ordenamento jurídico angolano regras processuais que admitam processos em formato digital, a PGR de Angola aguarda que lhe seja remetida pela sua congénere o processo em formato de papel, para ulteriores trâmites”…

Hoje tudo está diferente. “Um recurso extremamente útil e de reforço ao exercício da cidadania é o espaço (no Portal) para a apresentação de denúncias públicas, cuja confidencialidade a anonimização dos denunciantes é garantida pelo sistema informático e por técnicos especializados da Procuradoria-Geral da República, permitindo ainda que o interessado faça o acompanhamento do tratamento dado à sua denúncia por via do portal”.

Folha 8 com Lusa


Biden reforma justiça militar para transformar violência sexual em crime.

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O presidente dos Estados Unidos Joe Biden discursa do Capitólio no aniversário de um ano do ataque à sede do Congresso dos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou nesta quarta-feira (26) uma ordem executiva reformando a justiça militar para tornar a violência sexual nas forças armadas um crime e não uma contravenção, após anos de tentativas fracassadas do Pentágono de combater esse flagelo. O objetivo do decreto é "tornar o assédio sexual um crime sob o código de justiça militar e fortalecer a resposta dos militares à violência doméstica e à disseminação ou distribuição injustificada de imagens íntimas", tuitou o presidente americano.... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2022/01/26/biden-reforma-justica-militar-dos-eua-para-processar-violencia-sexual.htm?cmpid=copiaecola.

Este decreto previsto no orçamento do Pentágono para 2022 torna efetiva a lei "Eu sou Vanessa Guillén", que leva o nome de uma soldado de 20 anos assassinada em 2020 em uma base militar americana após ser vítima de assédio sexual. A jovem soldado havia dito a sua família que não confiava em seus superiores para dar seguimento a uma denúncia de assédio sexual, e seus parentes duvidaram publicamente da determinação do Exército de investigar seu desaparecimento, até que seu corpo desmembrado foi finalmente descoberto. Uma dúzia de oficiais foram expulsos do Exército alguns meses depois. A lei estabelece que agressões sexuais, violência doméstica e agressões a menores serão julgadas.

fonte: noticias.uol.com.br

Crise na Ucrânia obriga os EUA a reverem prioridades de política externa.

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Desde que tomou posse como presidente dos Estados Unidos, Joe Biden tem, sistematicamente, reforçado o compromisso em contrapor a política externa que teve lugar durante o governo de seu antecessor. O trumpismo foi marcado, no campo internacional, por intenso apelo ao nacionalismo e ao protecionismo, por uma visão curto prazista, pelo insistente uso de mecanismos econômicos como instrumentos de barganha política e, sobretudo, por uma forte crítica à ordem liberal, frequentemente acompanhada do desejo de rever compromissos assumidos pelos Estados Unidos. A ideia era manter negociações duras em um contexto de elevada imprevisibilidade, com o objetivo de "aumentar o retorno sobre o i... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/fernanda-magnotta/2022/01/27/crise-na-ucrania-obriga-os-eua-a-reverem-prioridades-de-politica-externa.htm?cmpid=copiaecola.

Apesar de conquistas pontuais, o preço disso foi um progressivo isolamento dos Estados Unidos e a criação de vácuos de poder que rapidamente passaram a ser disputados por outras potências. Os norte-americanos minaram, por conta própria, sua liderança e abriram espaço para que novas redes de dependência fossem estimuladas mundo afora. Ciente disso, Biden assumiu a Casa Branca propondo um restauro da presença norte-americana e da agenda multilateral, além de uma reaproximação em relação aos aliados mais tradicionais. Ao mesmo tempo, restituiu um discurso moralista, velho conhecido da política externa dos Estados Unidos, amparado, principalmente, na difusão de certas ideias e visões ... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/fernanda-magnotta/2022/01/27/crise-na-ucrania-obriga-os-eua-a-reverem-prioridades-de-politica-externa.htm?cmpid=copiaecola

fonte: noticias.uol.com.br

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Não haverá guerra com a OTAN. Haverá Rússia-Índia-China contra o Ocidente.

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Como as negociações entre Putin e Biden influenciaram a situação de crise na Ucrânia, cujo parceiro a Índia eventualmente será - Rússia ou EUA, e por que ninguém vai desconectar a Rússia do sistema de pagamentos SWIFT.

Não haverá guerra entre a Rússia e a OTAN

Durante as negociações entre os presidentes Putin e Biden, a Rússia pediu garantias para a não expansão da OTAN para o leste. A OTAN respondeu que não haveria nenhuma garantia e que os Estados Unidos continuariam agindo como nas décadas anteriores.

É preciso distinguir aqui entre o que dizem em público e o que realmente fazem na realidade. Na verdade, os americanos não vão nos dar nenhuma garantia desse jeito, eles vão continuar enganando a Rússia. Recentemente, descobriu-se que os americanos estavam considerando uma opção para aceitar a autonomia parcial do Donbass dentro da Ucrânia, embora fosse diferente da especificada nos Acordos de Minsk. Eles supostamente queriam fazer com que parecesse um ato de cortesia, considerá-lo uma grande concessão para a Rússia. No entanto, isso nada mais é do que um ato de engano para fazer a Rússia desistir do Donbass.

Os americanos farão de tudo para salvar sua imagem. Eles não se moverão para atender a nenhum dos requisitos da Rússia: o equilíbrio de poder está errado aqui. Eles também não haviam atendido nossos requisitos durante a era soviética e não o farão agora.

As negociações não foram realizadas à toa, no entanto. Joe Biden disse que os Estados Unidos não enviariam tropas americanas para a Ucrânia. O Artigo 5 do Tratado de Segurança Coletiva da OTAN não se aplica à Ucrânia, portanto os americanos não lutarão pela Ucrânia. Além disso, eles têm um plano para evacuar cidadãos americanos da Ucrânia em caso de emergência. As autoridades ucranianas receberam assim uma mensagem clara da Casa Branca: se algo acontecer, é o povo ucraniano que vai morrer, é a economia ucraniana que vai ruir. O Ocidente simplesmente colocará mais sanções contra a Rússia em troca. Isso não parecia um consolo para a Ucrânia. Este é um dos resultados das negociações entre Putin e Biden.

A Ucrânia não entrará em guerra com a Rússia sem garantias de apoio de outros países. No entanto, não haverá suporte fornecido.

A equipe de Zelensky precisa fingir agora que está tudo bem. Na realidade, porém, os Estados Unidos continuarão alimentando o regime ucraniano apenas para mantê-lo à tona. Se a Rússia conseguir não ter a presença militar da OTAN na Ucrânia, será um sucesso. No entanto, esta não é uma solução para a crise ucraniana. Se a Ucrânia continuar a ter governos anti-russos, se eles fizerem sua máquina de propaganda funcionar de modo que os jovens ucranianos cresçam e desprezem a Rússia, isso constituirá um grande problema para a Rússia por muitos anos.

A Rússia está agora tentando usar a crise na Ucrânia como pretexto para negociações sobre tópicos geopolíticos mais amplos. As garantias de segurança da Rússia não se limitam apenas à Ucrânia.

Triângulo Rússia-Índia-China

Os Estados Unidos estão preocupados com a aliança emergente entre a Rússia e a China. Também existe a Índia, uma grande potência também. A Rússia e a Índia assinaram recentemente uma série de acordos de grande escala. Até que ponto o Ocidente está pronto para se opor a essa aliança?

Não vejo nenhuma perspectiva de cooperação entre os Estados Unidos e a Índia que possa ameaçar a Rússia. Este é principalmente um jogo sobre as contradições entre a Índia e a China. Os americanos precisam da Índia como país que pode competir com a China. Existe um conflito territorial de longa data entre a China e a Índia. Se a Rússia pudesse ser um mediador e propor uma solução para o conflito, isso seria um grande avanço no futuro.

Os americanos não podem oferecer sua mediação. Eles podem usar a Índia para pressionar a China a exacerbar um conflito potencial. A Rússia pode aparecer aqui como um pacificador. O trio de Rússia, Índia e China pode mudar o equilíbrio de poder no mundo e criar séria competição para o Ocidente também, desde que todos os três países sejam membros da Organização de Cooperação de Xangai (SCO).

A visita de Putin à Índia mostrou que os americanos não serão capazes de usar a Índia em suas manipulações anti-russas. Os acordos que a Índia e a Rússia concluíram na esfera militar contradizem diretamente a lei dos EUA sobre sanções contra os países que compram armas russas. Infelizmente, a lei afetou as vendas internacionais de armas russas.

O Ocidente vem tentando desconectar a Rússia do sistema de pagamento SWIFT já há alguns anos. Eles podem ter instituições internacionais envolvidas para esse propósito?

Se o fizerem, não evitarão as consequências. Este é um sistema internacional, e a Rússia é um ator importante nele. Ao fazerem essas ameaças, elas causam danos ao dólar, ao euro e a todo o sistema de pagamentos, que se baseia no dólar norte-americano. Isso é benéfico para outras moedas, como o yuan. Se isso acontecer, a Rússia terá que encontrar uma alternativa disponível. Se a Rússia for desconectada do SWIFT, o país não vai morrer de fome. A economia russa dará uma guinada dramática em direção a moedas alternativas e também à moeda doméstica.

Essa virada tornará os concorrentes do Ocidente mais fortes e desacreditará o sistema SWIFT em si. Se for descoberto que jogadores tão grandes como a Rússia podem ser desconectados do sistema por razões políticas rebuscadas, isso significaria que o sistema não é confiável.

Tal movimento afetará as economias europeias e até mesmo americanas, já que a Europa e a América são os principais compradores das obrigações da dívida da Rússia. É como o Nord Stream 2. Dezenas de empresas europeias investiram muito dinheiro no projeto. Portanto, se eles querem impor sanções ao Nord Stream 2, eles causarão um grande golpe para essas empresas ao mesmo tempo.

Tecnicamente, pode-se desconectar a Rússia do SWIFT, mas isso acarretará uma cascata de consequências negativas - de curto e longo prazo - para todos os outros.


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Senegal: Estado de saúde de Sadio Mané: Dr Fédior tranquiliza, "Clinicamente e radiologicamente, está tudo normal".

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A Seneweb sabe um pouco mais sobre o estado de saúde do extremo leonino, Sadio Mané, que recebeu um violento capricho durante a partida a contar para os oitavos-de-final de Can 2021 contra Cabo Verde. O médico do Teranga Lions, Dr Fedior da Federação Senegalesa de Futebol (Fsf), respondeu a algumas perguntas de jornalistas preocupados com o futuro do Leão na toca.

“Ele recebeu um choque violento, um golpe, depois de ter feito contato com o gol adversário aos 63 minutos. E após esse choque recebido violentamente na cabeça, ele conseguiu continuar por alguns minutos antes de sair porque estava tonto no campo. Achamos necessário levá-lo ao hospital e fazer pelo menos uma tomografia cerebral. Isso não revelou quaisquer lesões cerebrais ou ósseas. Saímos do hospital 1 hora depois e fomos para o hotel. Atualmente, ele se sente bem, todos os sintomas que ele tinha em campo desapareceram. Mas, apesar de tudo, isso exige um acompanhamento de perto e veremos em dois dias como ele estará”, informa o médico do Lions, Dr Abdourahmane Fédior de Bafoussam.

Continuando suas explicações, este último tranquiliza: “atualmente no nível clínico está bem, no nível radiológico também está bem, está tudo normal. Tudo o que podemos fazer é segui-lo, colocá-lo para descansar e possivelmente ver se ele pode retomar gradualmente os treinos”, disse o Dr. Fedior ao deixar o hospital Sadio Mané.

fonte: seneweb.com

CAN 2021: o grande desabafo de Samuel Eto'o.

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País da Copa das Nações Africanas de 2021, Camarões está no centro da polêmica desde o caso dos goleiros antes das oitavas de final contra as Comores. De fato, o protocolo covid foi alterado no dia anterior ao jogo, o que impediu os comorianos de colocar em campo um goleiro profissional. Mas diante da polêmica, o presidente da FECAFOOT (a federação camaronesa), Samuel Eto'o, assumiu o papel.

“Gostaria de lembrar a todos os seus colegas que estão embarcando em explicações impossíveis, que a agência escolhida para realizar os testes não está sob o controle de Camarões, está 100% sob o controle da CAF. Acho que as regras do jogo eram conhecidas por todos antes do início da competição. Eu realmente, humildemente desejo que meu país seja respeitado. A Tunísia teve sete jogadores testados positivos contra a Nigéria. Não acho que a Tunísia tenha jogado contra Camarões. Marrocos, em seu primeiro encontro, foi penalizado, mas não jogou contra Camarões. Não é justo insinuar coisas, acusar o governo camaronês, acusar-me. Tentei ser um grande campeão, mas fui porque mereci todas as minhas vitórias. Eu nunca aceitei traição e nunca aceitarei. Espero que esteja claro para todos e que os falsos debates que queremos colocar nas costas do Estado e da federação camaronesa parem", disse ele ao microfone do Canal +.

fonte: seneweb.com

CAN 2021: Senegal não deve subestimar Cabo Verde (Diomansy Kamara)

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O Senegal vai errar ao menosprezar o seu adversário nos oitavos-de-final do CAN, Cabo Verde, "uma equipa séria que conseguiu arrebatar o apuramento", estimou o antigo avançado dos leões, Diomansy Kamara.


 ''Não há empate bom, é preciso estar focado no seu assunto e Cabo Verde é uma equipa boa e séria que conseguiu arrebatar a qualificação frente aos Camarões'', disse o antigo avançado dos Leões, apelando para esquecer o registo do Senegal frente a Cabo Verde. , informa Aps.

No passado mês de Junho, os senegaleses venceram os cabo-verdianos num amigável por 2-0. Nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, os Leões saíram vitoriosos do confronto duplo entre as duas seleções (2-0 e 2-0). O Senegal deve preparar-se “mentalmente”, segundo Diomansy Kamara, acrescentando que a eliminação da Argélia e do Gana que caíram na primeira jornada desta edição deve colocar uma pulga no ouvido dos supostos favoritos da competição.

A equipa senegalesa, que recupera todo o seu potencial, deve dizer a si própria que nada será dado, recorda o antigo avançado, sublinhando que com os oitavos-de-final, "é mais um torneio que se inicia". “Estas são as partidas finais, você tem que ser eficaz nas duas superfícies da verdade”, disse Kamara, acrescentando que com um AFCON de 24 equipes, a competição realmente começa nas oitavas de final.

''É o mesmo que o Euro e a primeira rodada é principalmente corrida, mesmo que os braços grandes tenham caído'', observou ele, acreditando que o mais difícil é ver como os jogadores que ficaram sem competição reagirão contra o Cape Verde. “Esperamos que eles recuperem o impulso e fiquem atrás dos Leões”, disse ele, observando que o país anfitrião, Camarões, é um bom exemplo de solidariedade e apoio.

seneweb.com

De volta às datas deste escândalo que corre o risco de derrubar Boris Johnson.

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O laço está apertando em torno de Boris Johnson, ouvido na quarta-feira em uma investigação sobre várias partes em Downing Street durante os confinamentos. De volta a este "portão do partido" que poderia custar ao primeiro-ministro britânico o seu posto.

"Não tenho ideia de como tudo isso vai acabar", disse um membro do governo britânico ao The Sun. Boris Johnson "pode ​​ganhar a próxima eleição como se estivesse algemado daqui a uma semana". Terça-feira, 25 de janeiro, o chefe da Polícia Metropolitana (Met, a polícia da Grande Londres) anunciou a abertura de uma investigação após as revelações em cascata sobre as festas organizadas pelo primeiro-ministro britânico durante os confinamentos. Ouvindo quarta-feira ao meio-dia, o chefe do governo britânico terá que responder às acusações que lhe são feitas. Festa de Natal, bebida de despedida, vinho e queijo ao sol... Uma retrospectiva cronológica dessas constrangedoras reuniões festivas organizadas em Downing Street.

15 de maio de 2020
O primeiro-ministro, sua esposa Carrie e assessores são fotografados compartilhando tábuas de queijos e taças de vinho no jardim de Downing Street durante o primeiro bloqueio. Após a publicação do instantâneo na imprensa, Boris Johnson evoca em sua defesa "pessoas a trabalhar, a falar de trabalho".

20 de maio de 2020
Nesta data, os britânicos só podem se encontrar legalmente com uma pessoa ao ar livre. No entanto, mais tarde descobrimos que o secretário particular de Boris Johnson, Martin Reynolds, convidou por e-mail uma centena de convidados para vir “aproveitar o bom tempo” para uma bebida “com distanciamento social” nos jardins da residência do primeiro-ministro. Pedindo desculpas ao Parlamento, Boris Johnson garante que foi uma reunião de trabalho na qual passou apenas 25 minutos.

19 de junho de 2020
Uma festa surpresa de aniversário realizada em homenagem ao primeiro-ministro em Downing Street. Até 30 pessoas participam, de acordo com a ITV. Uma porta-voz de Downing Street disse que Boris Johnson participou "menos de dez minutos" desse "breve encontro" de seus colaboradores.

13 de novembro de 2020
Relatos da mídia de uma festa com assessores no apartamento de Boris Johnson, apesar de um segundo bloqueio. O gerente garante que "as regras sempre foram respeitadas".

27 de novembro de 2020
Teria sido organizada uma festa de despedida para um colaborador de Downing Street, durante a qual Boris Johnson faria um discurso.

10 de dezembro de 2020
O Ministério da Educação confirmou a realização de uma festa onde cerca de vinte pessoas se reuniram em torno de algumas “bebidas e canapés”. Após o confinamento, vigoraram restrições em Londres que proibiam diferentes famílias de se reunirem em ambientes fechados.

14 de dezembro de 2020
Depois que uma foto apareceu na imprensa, o Partido Conservador reconheceu uma festa não autorizada em sua sede em Londres, organizada pela equipe do então candidato a prefeito de Londres Shaun Bailey.

15 de dezembro de 2020
O Sunday Mirror publica uma foto do primeiro-ministro, ladeado por dois assessores, participando de um questionário online. Downing Street admitiu que o líder "brevemente" participou do evento, enfatizando que era virtual.

16 de dezembro de 2020
O Departamento de Transportes emitiu um pedido de desculpas por uma festa de Natal "inapropriada" realizada em suas instalações.

18 de dezembro de 2020
Um conselheiro de Boris Johnson pediu demissão depois de brincar, em um vídeo que se tornou viral, sobre uma festa que teria reunido cerca de 40 pessoas naquele dia em Downing Street. Chamando-se de 'furioso', o primeiro-ministro afirmou ter 'se assegurado várias vezes' desde o início do caso que 'não houve festa' e que 'nenhuma regra' não foi violada.

16 de abril de 2021
Segundo o Daily Telegraph, duas festas de despedida "regadas" são organizadas em Downing Street um dia antes do funeral do príncipe Philip, marido da rainha, quando Elizabeth II apareceu sentada sozinha, à distância de seus parentes, em seu funeral em Windsor Capela do Castelo.

Boris Johnson afirma que não esteve presente nos eventos, onde o álcool foi contrabandeado em uma mala, pois estava em sua residência de campo em Damas. Downing Street pediu desculpas à rainha.

Bebidas de sexta-feira
O Mirror afirma que todas as sextas-feiras, os trabalhadores de Downing Street completavam sua semana de trabalho compartilhando taças de vinho, uma "tradição de longa data" que continuou apesar da pandemia.

Boris Johnson poderia ser ameaçado de ter que renunciar se 54 dos 360 conservadores que têm assento na Câmara dos Comuns tomassem a iniciativa de escrever uma carta de desafio ao presidente do Comitê de 1922, um grupo de parlamentares conservadores. Este limite ainda não foi ultrapassado, vários conservadores eleitos dizendo que querem esperar pelos resultados da investigação interna.

fonte: seneweb.com

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