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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

terça-feira, 29 de agosto de 2023

CÉREBRO PARA QUÊ? BASTAM OS INTESTINOS

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A jornalista filipina Maria Ressa, co-vencedora do prémio Nobel da Paz de 2021, defendeu que os meios de comunicação social no mundo deveriam unir forças na “luta pelos factos”, em vez de competirem entre si. Corrobore-se que o apelo também inclui os jornalistas (e respectivos órgãos) angolanos. Para que conste. Maria Ressa disse numa conferência de imprensa em Oslo, onde vai receber o prémio Nobel da Paz conjuntamente com o jornalista russo Dmitri Muratov, que “a era da competição pelas notícias está morta”. “Penso que este é um momento em que estamos do mesmo lado a lutar por factos e vamos precisar de encontrar novas formas de colaboração, não só em cada um dos nossos países, mas também a nível global”, disse Ressa, citada pela agência de notícias Associated Press (AP). Falando numa conferência de imprensa conjunta, os dois jornalistas lamentaram que a liberdade de imprensa nas Filipinas e na Rússia permaneça sob a ameaça de uma “espada de Dâmocles”, apesar de terem sido laureados com o prémio Nobel da Paz. “Até agora, a liberdade de imprensa está sob ameaça. (…) É como ter uma espada de Dâmocles sobre a cabeça”, disse Maria Ressa, citada pela agência France-Presse, quando questionada se o prémio tinha melhorado a situação no seu país. As Filipinas ocupam o 138.º lugar no índice de liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Ressa disse que foi difícil viajar para Oslo, referindo que teve de “conseguir a aprovação de quatro tribunais”, devido a processos criminais que enfrentava nas Filipinas. “Foi preciso muito para poder estar aqui hoje para responder às vossas perguntas”, lamentou. Em 2020, Ressa foi condenada a uma pena de prisão por calúnia, numa decisão considerada como um duro golpe para a liberdade de imprensa global. Ressa mencionou o seu compatriota e antigo colega, Jess Malabanan, do jornal Manila Standard, que foi morto com um tiro na cabeça. Malabanan, que também era correspondente da Reuters, estava a trabalhar para a agência noticiosa sobre o tema sensível da guerra contra a droga nas Filipinas. Foi 22.º jornalista a ser morto desde que Rodrigo Duterte tomou posse, em meados de 2016. Dmitri Muratov, 60 anos, que dirige o Novaya Gazeta, concordou com Maria Ressa. “Se tivermos de nos tornar agentes de estrangeiros por causa do Prémio Nobel da Paz, não ficaremos aborrecidos”, disse, citado pela AFP. O estatuto de “agente estrangeiro” obriga os meios de comunicação social da Rússia a divulgar este estatuto em todas as suas publicações, textos, vídeos e mensagens nas redes sociais. “Mas, de facto, (…) penso que não vamos conseguir esse rótulo. Em vez disso, enfrentamos outros riscos”, acrescentou Muratov em russo, através de um intérprete. Considerado o único jornal independente que resta na Rússia, o Novaya Gazeta é conhecido pelas suas investigações sobre corrupção e violações dos direitos humanos na Chechénia. O prémio Nobel da Paz, anunciado em 8 de Outubro, foi atribuído a Ressa e Muratov “pelos seus esforços para salvaguardar a liberdade de expressão, que é uma condição prévia para a democracia e uma paz duradoura”, justificou na altura o comité. Ressa e Muratov “são representantes de todos os jornalistas que defendem este ideal num mundo em que a democracia e a liberdade de imprensa enfrentam condições cada vez mais adversas”, acrescentou o comité. O Comité Norueguês do Nobel diz que “a liberdade de expressão é uma condição prévia para a democracia e para uma paz duradoura”. Essa de a liberdade de expressão ser uma condição prévia para a democracia… não se aplica, obviamente, a Angola, ao MPLA, organização que só está no Poder há 48 anos e para quem Jornalista bom é Jornalista morto. São excepção os “fazedores de propaganda” (a quem chamam jornalistas) formados, formatados e castrados pelo regime. “O jornalismo livre, independente e baseado em factos serve para proteger contra abusos de poder, mentiras e propaganda de guerra. O Comité Nobel norueguês está convencido de que a liberdade de expressão e a liberdade de informação ajudam a assegurar um público informado”, afirmou a presidente Comité Nobel Norueguês. Em Junho deste ano, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social do MPLA, Mário Oliveira, visitou as instalações da RTP, em Lisboa, E foi recebido pelo presidente do Conselho Administração RTP, Nicolau Santos, pelos directores de Informação e da RDP, respectivamente António José Teixeira e João Paulo Baltasar e ainda pela directora de Informação África, Isabel Silva Costa. Acompanhado pelo secretário de Estado da Comunicação Social, Nuno Caldas Albino, e pelo adido de Imprensa em Portugal, Victor Carvalho, Mário Oliveira recebeu informações detalhadas sobre o modo como os dois órgãos públicos funcionam. No final da visita, decorreu um encontro de trabalho no qual foi manifestado o desejo mútuo do reforço da cooperação entre a RTP e a TPA (do MPLA), bem como entre a RDP e a RNA (do MPLA), nomeadamente nas áreas da troca de conteúdos e na formação profissional. “Tratou-se de uma primeira visita que o ministro Mário Oliveira realizou a órgãos da imprensa portuguesa, tendo ficado acertado que os contactos irão prosseguir, para a concretização de vários projectos específicos que visam aumentar a diversidade dos conteúdos das empresas públicas de televisão e rádio dos dois países”, lê-se num comunicado de imprensa da comitiva do MPLA. Nicolau Santos já não é o “vómito luso-angolano”? Em Dezembro de 2018, a Lusa (Agência de Notícias de Portugal) assinou, em Luanda, três protocolos de cooperação com a televisão e rádio públicas de Angola. Nessa altura ficou a saber-se que o Pravda do MPLA (Jornal de Angola) deixaria de se referir a Nicolau Santos (actual pelo presidente do Conselho Administração RTP) como fez no artigo publicado em 7 de Janeiro de 2016, sob o título “Vómito de luso-angolano”, em que se referia a ele como “homem nascido em Luanda e hoje serviçal do milionário Francisco Pinto Balsemão”. Os acordos foram assinados pelo então presidente da Lusa, Nicolau Santos, e pelos homólogos da Televisão Pública de do MPLA (TPA), José Guerreiro, e da Rádio Nacional do MPLA (RNA), Josué Isaías. Dois dos protocolos foram assinados com a RNA e um com a TPA, que visam, entre outros, aspectos ligados à formação, troca de experiências e de partilha de informações. Dois outros acordos no mesmo sentido deverão ser assinados em breve com a homóloga da Lusa, a Angop, e com as Edições Novembro, detentora do Jornal de Angola. “Há um protocolo com a TPA, que é essencialmente de formação, e há dois com a RNA. Um tem a componente da formação e outros de prestação de serviços, como um alerta sobre tudo o que saia em relação ao Presidente João Lourenço. Depois, foram-nos pedidos serviços específicos, que serão renovados a cada três meses, se houver interesse nisso, por exemplo, da saída de João Lourenço para fora de Angola”, explicou Nicolau Santos. “Há um protocolo com a Angop, em que houve um pequeno pormenor num protocolo que teremos de limar. O protocolo com a Angop tem formação, mas também tem troca de informações entre as duas agências. Com as Edições Novembro é um protocolo para formação e era para ser assinado também, mas como o presidente teve de se ausentar de Angola não foi possível. Mas penso que esta semana, talvez na sexta-feira, ainda poderá ser assinado em Lisboa” acrescentou. Sobre o que significava para a agência noticiosa portuguesa a expansão dos seus serviços em Angola, o presidente da Lusa enfatizou que constitui um “sinal claro” de que a empresa “está para ficar, quer relançar a sua colaboração com os órgãos de comunicação social angolanos e expandir a operação no país”. “Há um pormenor que permite evitar todos os obstáculos em Angola, que as operações serão feitas em kwanzas, assim como vamos apostar muito na formação e, com o dinheiro que eventualmente viermos aqui a alcançar junto dos nossos parceiros, vamos relançar a nossa actuação, não só em termos de qualidade, mas também na produção de vídeo. Não sei se conseguiremos, mas, até ao final do ano, pensamos ter uma ‘antena’ no eixo Lobito/Benguela, que nos parece decisivo para ter uma melhor cobertura sobre Angola”, explicou. Nicolau Santos lembrou que, dois meses antes, o ministro da Comunicação Social angolano, João Melo, declarou publicamente que via com bons olhos a Lusa fazer acordos de formação com órgãos de comunicação social em Angola, pois há um grande défice na formação. Presente na assinatura, em que também foi assinado um protocolo de cooperação entre a RTP e a TPA, João Melo voltou a repetir o que afirmara dois meses antes, quando uma delegação de alto nível da Lusa esteve em Luanda, salientando que essa preocupação reflecte o alto interesse que os governos dos dois países atribuem a estes acordos. “O intercâmbio no domínio da comunicação é fundamental para potenciarmos ainda mais complexas relações entre Angola e Portugal. Desejo que o acordo corra bem e que tenha sucesso e que possam ser desenvolvidas novas acções a seu tempo”, disse João Melo. Por seu lado, José Guerreiro, presidente da TPA, valorizou os dois acordos assinados com a Lusa e com a RTP, referindo que, no caso da televisão, muitos dos quadros da estação pública angolana foram formados na congénere portuguesa. “É essa prática que queremos desenvolver. Temos profissionais que queremos que melhorem a sua prestação, que precisam de conhecer melhor o que se faz de melhor no mundo, quer em Portugal, quer no Brasil”, acrescentou. “A troca de experiências, a troca de notícias, a troca de informações com a Lusa é fundamental para desenvolver o nosso trabalho. Hoje não se faz comunicação de forma estática e isolada. É com estes dois acordos que assinamos que estamos à procura dessas mais-valias para a nossa estação”, sublinhou José Guerreiro. No mesmo sentido se pronunciou o presidente da RNA, Josué Isaías, que lembrou que “o namoro [entre Lusa e rádio pública angolana] começou há cerca de dois meses e que, rapidamente, se transformou numa relação muito mais séria”. “Com este acordo vamos, em princípio, estabelecer uma relação que poderá nortear nos próximos anos a troca de conteúdos, áudios e textos entre as duas instituições. Há também a perspectiva da formação, pois a RNA tem um défice nesse aspecto. Este acordo poderá resolver este ‘handicap’”, defendeu. Por fim, Gonçalo Reis, presidente da RTP, considerou que o acordo com a televisão pública angolana é o assumir o compromisso de trabalhar, desenvolver e partilhar bolsas de conteúdos, bem como aumentar o número de co-produções e ainda na formação na área de recursos humanos. “Há a aposta da RTP África e da TPA na co-produção e na formação, bem como prosseguir a lógica de que a RTP África funcione numa lógica de conteúdos, envolvendo os operadores africanos, em que a TPA tem um papel de destaque, face à qualidade muito significativa do trabalho que tem desenvolvido”, sublinhou Gonçalo Reis. Segundo Gonçalo Reis, “outro pilar deste protocolo [entre a RTP e a TPA] é o da partilha de conhecimento, da formação e desenvolvimento de recursos humanos em que houve um trabalho de casa muito bem feito por parte da TPA”, pelo que a televisão pública portuguesa está tão-só “a ir ao encontro das necessidades” da estação de televisão de Angola, terminou. “Vómito de luso-angolano (*) Há em Portugal uma categoria de gente que se apresenta como angolana. São pessoas que nasceram em Angola, mas esconderam a sua origem. Nunca fizeram nada de positivo por Angola, mas rapidamente se põem em bicos de pés. Uma dessas personagens é Nicolau Santos, director adjunto do semanário português “Expresso”, homem nascido em Luanda e hoje serviçal do milionário Francisco Pinto Balsemão, dono do império mediático à deriva que dá pelo nome de Impresa. Posicionado melhor do que ninguém na sociedade portuguesa para ajudar o país onde nasceu, como fazem muitos luso-moçambicanos e luso-cabo-verdianos, Nicolau Santos tornou-se uma vergonha para Angola. Foi dos primeiros a abandonar o navio, como fazem os ratos, quando as coisas se complicaram por altura da independência, silenciou os crimes de guerra de Jonas Savimbi e do apartheid nos jornais por onde passou. Mas quando a paz chegou a Angola, apressou-se a ocupar a fila da frente para beneficiar do sacrifício dos outros. Calou-se e foi cúmplice dos piores crimes contra a terra onde nasceu, que não soube honrar. Na última edição do semanário “Expresso”, onde subiu apenas por ser luso-angolano, com possibilidades de abrir portas aos negócios do patrão, Nicolau Santos aparece a requentar o vómito que acumulou durante anos contra Angola e a atirar essa podridão contra o país. O texto “José Eduardo dos Santos: O Rei Sol angolano” publicado no passado sábado no “Expresso” é daqueles materiais provocadores lançados frequentemente pela imprensa portuguesa para inquinar as relações angolanas com Portugal, que já para nada servem. O artigo tem como base a opinião de três outros figurões luso-angolanos da mesma estirpe. O principal desavergonhado que Nicolau Santos usa como fonte no artigo é Xavier de Figueiredo. Trata-se de um antigo e estreito colaborador da tenebrosa “South African Bureau For State Security”, conhecida por BOSS, os serviços secretos do regime do apartheid na África do Sul que foram responsáveis pela repressão a Nelson Mandela e a outros patriotas do ANC. Durante a guerra em Angola, o torcionário mediático Xavier de Figueiredo destacou-se como o mais fiel colaborador dos serviços de inteligência ocidentais na subversão contra o Governo angolano. O editor do “Africa Monitor” foi o grande legitimador na comunicação social portuguesa da guerra de Jonas Savimbi e da África do Sul em Angola. Foi por isso responsável pela morte e o estropiar de milhares de angolanos. Apesar das sanções da ONU decretadas contra os mais directos colaboradores de Savimbi, ainda hoje os serviços de informação de Xavier de Figueiredo continuam activos em Portugal e a atacar as autoridades angolanas como se a hostilidade da UNITA continuasse. O seu escritório está mesmo situado num edifício ligado aos serviços secretos portugueses. Com a paz em Angola, o figurão Xavier de Figueiredo fracassou numa tentativa de lançar uma publicação lusófona, isso porque depois de tanta patifaria e de tanto crime, ninguém lhe deu crédito. A não ser Nicolau Santos e Francisco Pinto Balsemão, que agora o pegam ao colo. É este assassino moral dos angolanos que serve de fonte principal ao director adjunto do “Expresso”. Outra personagem a que Nicolau Santos recorre como fonte é Manuel Ennes Ferreira, economista angolano de competência duvidosa. Foi também dos primeiros a abandonar o barco a afundar em 1975 e quer hoje dar lições aos verdadeiros lutadores dos direitos humanos que cá ficaram. Ficou conhecido pelas frequentes “gafes” nas análises sobre Angola, devido à sua clara parcialidade política. Promoveu a ideia do “eldorado” e “para Angola rapidamente e em força”, por causa dos elevados níveis de crescimento registado nos últimos anos que empurrou para Angola milhares de portugueses e empresas à procura da árvore das patacas. Durante o conflito armado, Manuel Ennes Ferreira gabava-se nas páginas do “Diário Económico” de se recusar a transportar medicamentos para Angola, numa altura em que a doença lavrava no país. Por aí se vê quem é a pessoa. Nada fez de jeito pelo país, mas quando pequenos problemas batem à porta a Angola, volta a revelar o seu estilo. Por puro oportunismo, Nicolau Santos cita no seu texto a grande poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner, mãe do insuspeito Miguel Sousa Tavares, e o jornalista e ex-deputado angolano João Melo. É esta qualidade de gente que Nicolau Santos apresenta como referências dignas para lançar o seu vómito requentado contra os dirigentes angolanos. O que move os luso-angolanos em Portugal, salvo excepções, é ainda, no fundo, o sentimento de diminuir, de maltratar, de magoar. No fundo, os ratos luso-angolanos que abandonam hoje o barco diante da mais pequena vaga são os verdadeiros responsáveis do fracasso da parceria estratégica entre Angola e Portugal, pela incompetência e incapacidade demonstradas. Não sucede o mesmo com os luso-moçambicanos ou luso-cabo-verdianos porque estes são pessoas que não desonram a terra que os viu nascer.” (*) Artigo publicado no Jornal de Angola em 7 de Janeiro de 2016

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Encontro dos Brics terá foco na expansão, diz Lula.

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Lula falou sobre a reunião dos Brics que ocorre nesta semana; O encontro da juventude do G20 encerra hoje com propostas para a cúpula. O enfrentamento às desigualdades, às mudanças climáticas e uma nova governança global são os assuntos apontados como prioridade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para serem abordados na 15ª cúpula dos Brics, marcada para os dias 23 e 24 de agosto, em Johanesburgo, na África do Sul. O chefe do executivo embarcou neste domingo (20/8) para a cidade africana. Em entrevista ao Sunday Times, o presidente brasileiro voltou a falar na expansão da própria entidade. Segundo Lula, o Brasil pretende debater "uma nova governança global e a reforma das instituições multilaterais, bem como debates sobre a expansão do próprio Brics". Até agora, 22 países manifestaram interesse em ingressar no bloco econômico, entre eles Argentina, Arábia Saudita, Cuba, Irã e Venezuela. Lula aproveita ida à Cúpula do Brics e faz turnê pela África Lula adia reforma ministerial; mudanças devem ficar para depois de viagem à Africa Lula defende entrada da Arábia Saudita no Brics e critica G7: "Está superado" O presidente ainda destacou que pretende fortalecer as relações entre Brasil e África. "Estou feliz que aqui, nesta cúpula na África do Sul, vamos discutir como os países do Brics podem avançar, ao lado dos países africanos, para proporcionar um desenvolvimento mais forte e inclusivo na África", concluiu. A expectativa de Lula com o encontro é impactar outros fóruns internacionais como a Assembleia Geral da ONU, o G-20 e a COP28 nos Emirados Árabes Unidos. Uma proposta polêmica, no entanto, foi deixada de lado nas pautas a serem abordadas no encontro: a criação de uma moeda única entre os Brics. A ideia seria desafiar o status do dólar americano como moeda de reserva mundial. Anfitriã do encontro, a África do Sul já tinha descartado a discussão do tema. Rio de Janeiro sediará próximo encontro da Juventude G20 O Rio de Janeiro sediará, além da cúpula do G20 de 2024, o encontro do Youth 20, juventude do G20 em inglês. O anúncio foi feito neste domingo (20/8) no encerramento do encontro deste ano, em Varanasi, na Índia. No mês que vem o país também recebe a cúpula do G20, mas na capital Nova Dheli. O Brasil assumirá a presidência do G20 em 1º de dezembro deste ano, pelo período de um ano. Por isso, a cúpula do G20 de 2024 é de responsabilidade brasileira e ocorrerá entre 18 e 19 de novembro, já o encontro do Y20 deve ocorrer em agosto, mas ainda não tem data definida, de acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro. "Youth 20 (Y20) é o grupo oficial de engajamento de jovens do G20. Ele fornece uma plataforma que permite que os jovens expressem sua visão e ideias sobre as prioridades do G20", descreve o perfil oficial da organização do encontro indiano do Y20 em uma rede social. O encontro deste ano do grupo resultou num documento com propostas de políticas públicas para serem entregues aos líderes do G20 durante a cúpula de setembro. Os temas debatidos foram sobre mudanças climáticas, sustentabilidade, soluções para a paz, democracia e inovação. fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Rede 5G completa um ano com mais de 10 milhões de usuários.

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Em rápida expansão, a rede 5G completa um ano de operação no Brasil nesta quinta-feira (6) com disponibilidade superior às metas fixadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A tecnologia supera os 10 milhões de usuários e atende a mais de 150 cidades. Segundo levantamento da Conexis Brasil Digital, entidade que reúne as empresas de telecomunicações e conectividade, o 5G atingiu a marca de 10 milhões de usuários 11 meses após o lançamento, enquanto a rede 4G alcançou o mesmo número em 26 meses. Em relação aos locais atendidos, as operadoras já instalaram o sinal 5G em todas as capitais, todas as cidades com mais de 500 mil habitantes e em metade das cidades com mais de 200 mil habitantes, segundo a Conexis Brasil Digital. Os números estão bastante superiores às metas estabelecidas pela Anatel. O edital da agência reguladora para o leilão 5G obrigava a instalação da tecnologia em todas as capitais até setembro do ano passado com cerca de uma antena para cada 100 mil habitantes. As etapas seguintes são a oferta em todas as cidades acima de 500 mil habitantes até julho de 2025 e em todas as localidades com mais de 200 mil habitantes até julho de 2026. Desafios Segundo a Conexis Brasil Digital, um dos motivos para a rápida expansão da rede 5G foi o fato de o leilão privilegiar os investimentos na instalação e expansão da tecnologia, em vez de concentrar-se apenas em quem pagaria o maior valor. Apesar da rápida expansão, a entidade cita desafios, como legislações municipais desatualizadas que atrasam ou impedem a instalação de mais antenas. Conforme levantamento do projeto Conecte 5G, criados pelas prestadoras associadas à Conexis, das 155 cidades com mais de 200 mil habitantes – incluindo as capitais – metade delas, 77, tem leis desfavoráveis ou não tem legislação específica para a instalação de antenas; 54 dessas cidades têm leis de antenas favoráveis para a expansão do 5G; e 24 têm legislação específica, mas que ainda demandam ajustes para ter mais aderência à Lei Geral de Antenas. A tecnologia 5G tem uma vantagem em relação às redes anteriores, ao exigir a utilização de antenas pequenas, que dispensam torres e podem ser instaladas na fachada de prédios e até em postes e semáforos, sem interferir na paisagem urbana. No entanto, por ter frequência mais alta e comprimento de onda menor, a rede exige a instalação de mais antenas que os outros tipos de sinais. De acordo com o projeto Conecte 5G, o avanço do 5G que vai exigir de cinco a dez vezes mais antenas que o 4G. As operadoras pedem regras mais claras e licenciamentos mais ágeis para manter a velocidade de expansão da tecnologia. (com Agência Brasil) fonte: https://www.jb.com.br/

Italiana famosa por alertar turistas sobre furtos é roubada em Veneza.

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A vereadora de extrema-direita italiana Monica Poli, dona do bordão "Attenzione, pickpocket", que viralizou por alertar turistas sobre batedores de carteira em Veneza, teve o celular roubado na cidade turística, na última quinta-feira (17). Segundo o jornal Corriere del Veneto, o assaltante retirou o aparelho das mãos da ativista, que estava na Piazzale Roma. Segundo a publicação, a ousadia do ladrão teria a deixado sem rumo. Até a última atualização desta notícia, a vereadora não havia se pronunciado. O movimento "Cittadini Non Distratti" (Cidadãos Atentos), do qual ela faz parte e que se dedica a alertar pedestres sobre ladrões, também não se pronunciou. O grupo civil está ativo há décadas, mas só recentemente se juntou ao TikTok e ao Instagram, onde centenas de milhares de pessoas agora acompanham, em grande parte graças à voz inconfundível da Poli. Seus gritos de "Attenzione, borseggiatrici!" (Atenção, batedor de carteira!, em português) se tornaram um meme. Em 2019, a revista The Economist informou que o grupo era responsável por um terço de todas as prisões de batedores de carteira realizadas em Veneza. Ainda não se sabe se o roubo ocorreu por Monica ser uma ativista contra os assaltantes, ou se foi mera coincidência. A imprensa local levanta a hipótese de que o roubo a Poli foi uma retaliação - em seus vídeos, ela filma o rosto dos supostos criminosos. A polícia de Veneza também ainda não havia se pronunciado sobre o roubo a Poli até a última atualização desta notícia. Para perceber os assaltantes, a italiana diz que tem um "sexto sentido" apurado. E já sacou também o que eles fazem. "Quando os vejo, sei que são batedores de carteira. É muito estranho dizer isso... Tenho algo dentro de mim e reconheço imediatamente. Eles param na estação. A maneira como olham para as pessoas, a maneira como olham para as bolsas", explicou. fonte: https://www.jb.com.br/

STF torna réus mais 70 investigados por atos golpistas.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou réus mais 70 investigados pela participação nos atos golpistas de 8 de janeiro. O julgamento ocorreu no plenário virtual, modalidade na qual os ministros inserem os votos no sistema eletrônico da Corte e não há deliberação presencial. A votação foi finalizada na madrugada deste sábado (19). Com o fim do julgamento, os acusados passam a responder a um processo criminal na Corte. Nessa fase, serão ouvidas as testemunhas da defesa e da acusação. Em seguida, o Supremo vai decidir se condena ou absolve os réus. Eles respondem pelos crimes de associação criminosa, abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de estado, ameaça, perseguição, incitação ao crime e dano ao patrimônio tombado. Até o momento, cerca de 1,3 mil pessoas respondem a processos no Supremo pela participação na depredação da sede do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso e do Palácio do Planalto. Aproximadamente, 120 investigados permanecem presos. (com Agência Brasil). fonte: https://www.jb.com.br/

Lula viaja neste domingo para reunião do Brics na África do Sul; presidente quer retomar parcerias.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para agenda em três países da África. Além da cúpula do Brics, na África do Sul, a comitiva brasileira visitará Angola e participará da cúpula da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em São Tomé e Príncipe. Na última quinta-feira (17), Lula se encontrou em Brasília com o embaixador da República de Angola, Manuel Eduardo dos Santos da Silva Bravo, para o recebimento de suas credenciais. “Vamos retomar a parceria, intercâmbio e cooperação entre o Brasil e os países africanos”, disse o presidente. A 15ª Cúpula dos Chefes de Estado do Brics acontece entre os dias 22 e 24 de agosto. Será a primeira reunião do grupo realizada de forma presencial desde o início da pandemia de covid-19. Dos países do bloco, estarão presentes os presidentes Lula (Brasil), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Xi Jinping (China), e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participará de forma remota. Entre as questões a serem tratadas na reunião está a expansão do Brics. O Ministério das Relações Exteriores informou que 22 países já manifestaram formalmente interesse em integrar o Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Também deve ser discutido o uso de moedas locais para transações comerciais. Na última etapa do evento, ocorre o encontro estendido com os países-membro do Brics e cerca de 40 países convidados, em sua maioria chefes de Estado e governo de nações interessadas em ingressar no bloco, vindos da África, da América do Sul, do Caribe e da Ásia. Nos dias 25 e 26, Lula irá para a capital de Angola, Luanda, onde será recebido pelo presidente João Lourenço, com quem terá uma reunião privada e outra ampliada no primeiro dia da visita. A cooperação bilateral e o reforço das ligações históricas serão os principais temas da visita de Lula a Angola. Lula também irá se dirigir à Assembleia Nacional de Angola e participar de um seminário, onde irá falar sobre projeto no vale do Cunene, e de um evento empresarial que deverá ter a presença de cerca de 60 empresários brasileiros. Além disso, estão previstas as assinaturas de atos e memorandos nas áreas de agricultura, processamento de dados, saúde e educação. No domingo (27), o presidente Lula irá a São Tomé, capital de São Tomé e Príncipe, para participar da 14ª Conferência de Chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entidade que tem como membros Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. (com Agência Brasil) fonte:

Macky Sall participará da cúpula do BRICS em Joanesburgo.

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A convite de Cyril Ramaphosa, Presidente da República da África do Sul, o Presidente Macky Sall parte em 22 de agosto de 2023 para participar, nos dias 23 e 24 de agosto de 2023, da 15ª Cúpula do BRICS em Joanesburgo. Vale lembrar que o Grupo BRICS inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Num espírito de inclusão e abertura, a 15.ª Cimeira realizará uma sessão especial de diálogo com África para a qual são convidados alguns líderes africanos. O tema da sessão será: “BRICS e África: Parceria para Crescimento Mutuamente Acelerado, Desenvolvimento Sustentável e Multilateralismo Inclusivo”. À margem da Cimeira, o Presidente Sall, na qualidade de co-presidente do Fórum de Cooperação China-África, participará numa reunião sobre a parceria China-África, entre um seleto grupo de Chefes de Estado africanos, por um lado, e Xi Jinping, Presidente da República Popular da China, por outro lado. O retorno do Chefe de Estado está previsto para 25 de agosto de 2023. Dacar, 22 de agosto de 2022. fonte: seneweb.com

AL-HILAL: QUANDO KOULIBALY TENTA, EM VÃO, FALAR FRANCÊS COM NEYMAR.

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Depois de seis anos na França e no Paris Saint-Germain, Neymar disse ao novo companheiro de seleção Kalidou Koulibaly que falava apenas "um pouco" de francês, durante uma sequência transmitida nas redes sociais. Os dois homens agora jogam juntos na Arábia Saudita no Al-Hilal após suas contratações durante a janela de transferências de verão. Neymar descobre seu novo ambiente. Na última terça-feira, o PSG anunciou a saída do atacante brasileiro para o clube saudita Al-Hilal, contra 90 milhões de euros. O jogador de 31 anos vai evoluir com vários companheiros bastante conhecidos do grande público, como Kalidou Koulibaly. Ele mesmo senegalês (mas binacional) e nascido em Saint-Dié-des-Vosges, no leste da França, o ex-zagueiro de Nápoles e Chelsea achou que poderia trocar na língua de Molière com seu novo companheiro de equipe. Em vão. "Francês? Um pouco" Em sequência transmitida nas redes sociais, o zagueiro senegalês - que também tem nacionalidade francesa - se apresentou a Neymar perguntando se ele falava francês. "Francês? Um pouco", respondeu o brasileiro, hilário. Recorde-se que 'Ney' chegou no verão de 2017 a França e ao PSG, por uma transferência recorde de 222 milhões de euros. Apresentado à sua nova torcida neste sábado, Neymar terá que esperar para vestir a camisa do Al-Hilal. O técnico da equipe, Jorge Jesus, anunciou que o craque ainda não está apto para jogar devido a lesão. Para os portugueses, a convocação de Neymar para a seleção para o rali de setembro também é difícil de entender: "Ele não vai jogar porque não pode jogar. Já não pode treinar. Hoje, não vejo nenhum motivo para ele ir para o Brasil. Ele não está treinando, como poderia jogar? Ele tem que se recuperar muscularmente para começar a jogar." Machucado no tornozelo em fevereiro passado, Neymar foi obrigado a encerrar a temporada com calma. O brasileiro voltou durante a preparação para o verão em Paris, marcando duas vezes na partida contra o Jeonbuk Hyundai FC. "Não sei quando ele poderá jogar", alertou Jorge Jesus. fonte> seneweb.com

Cinco coisas para saber sobre os Brics.

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Os países emergentes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul) se reúnem de terça a quinta-feira em Joanesburgo. Pesando 23% do produto interno bruto (PIB) mundial e 42% da população mundial, eles querem afirmar seu peso no cenário mundial. outra ordem mundial O bloco criado em 2009 se reúne uma vez por ano em uma cúpula sediada por um dos cinco países membros geograficamente distantes. O objetivo destas cimeiras é afirmar o lugar destas economias, com o seu crescimento desigual, nomeadamente face aos Estados Unidos ou à União Europeia. Este “clube dos cinco” promove o reconhecimento de um equilíbrio económico e político global multipolar, rompendo com as organizações herdadas do pós-Segunda Guerra Mundial como o Banco Mundial e o FMI. Aspirantes Vinte países pediram para ingressar no BRICS, cujo crescimento econômico é impulsionado principalmente pela China e pela Índia, e outros tantos manifestaram interesse, segundo Pretória no mês passado. Irã, Argentina, Bangladesh e Arábia Saudita estão entre os candidatos. Um dos fatores de atração é, em particular, a criação pelos Brics de um Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) cuja ambição é oferecer uma alternativa ao Banco Mundial e ao FMI. A estrutura, com sede em Xangai, já investiu US$ 30 bilhões desde sua criação em 2015, em projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em estados membros e economias em desenvolvimento. dilema de Putin A organização da 15ª Cúpula dos Brics gerou tensões no cenário internacional nos últimos meses em torno do convite do presidente russo, Vladimir Putin. Depois de meses de especulação, Pretória finalmente resolveu um dilema espinhoso ao anunciar em julho que a Rússia será representada por seu ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov. Putin está sob um mandado de prisão internacional do Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra na Ucrânia. Membro do TPI, a África do Sul deveria prendê-lo se ele entrasse em seu território. Perto de Moscou desde o apoio soviético aos combatentes do apartheid, Pretória se recusa a condenar a Rússia desde o início da guerra na Ucrânia. Sem dólar Os cinco países representam 18% do comércio internacional, onde as transações permanecem majoritariamente em dólares. Críticos à predominância do dólar no comércio internacional, um de seus temas de reflexão gira em torno dos meios de se livrar do dólar. Brasil e China concluíram um acordo bilateral no início do ano para liquidar suas trocas comerciais em suas moedas locais. Coroar as universidades Os Brics anunciaram no mês passado o desejo de criar seu próprio ranking internacional de universidades, durante uma cúpula de ministros da Educação na África do Sul. Moscou acredita, em particular, que as universidades russas são excluídas de certos rankings internacionais por razões políticas. fonte: seneweb.com

UNANIMIDADE EM TORNO DE UM ÚNICO CANDIDATO DA OPOSIÇÃO NO GABÃO: Um plano que surpreende a dinastia Bongo.

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As eleições presidenciais do Gabão estão marcadas para 26 de agosto. A poucos dias deste grande encontro eleitoral e em plena campanha, a oposição política acaba de dar um importante passo ao designar, para surpresa de todos, um único porta-estandarte. Albert Ondo Ossa, como é chamado, foi escolhido por consenso pelos seus pares para tentar bloquear o caminho ao Presidente Ali Bongo Ondimba, candidato à sua própria sucessão. Na verdade, a nomeação de um único candidato da oposição já estava em andamento há alguns meses, mas o egoísmo e o egoísmo de cada um atrasaram tanto o projeto que muitos gaboneses já não acreditavam nele. Mas agora está feito. Por isso é preciso tecer louros aos adversários políticos de Ali Bongo que, por uma vez, conseguiram silenciar suas diferenças criando uma frente comum com vistas à conquista do poder do Estado. É para o crédito deles. Porque, ao fazer isso, eles se dão mais chances de vencer a eleição presidencial contra Bongo Júnior, que se recusa a imaginar outra vida fora do poder. Esta alternância é tanto mais possível quanto contam com o apoio da sociedade civil que, face às atribulações e torpezas do regime em vigor, apela com todas as forças à alternância no Gabão. Em todo caso, ao decidir unir forças, a oposição pega de surpresa o presidente Ali Bongo e seus partidários que menos esperavam; educados como foram por algumas tentativas fracassadas no passado. Teremos que lutar muito para tornar as eleições transparentes. É certo que a maioria no poder se diz serena e imperturbável face à união demonstrada pela oposição política na antevisão das eleições presidenciais de 26 de agosto. Mas, como sabemos, a melhor estratégia para tentar desestabilizar o adversário na política é minimizar seu plano. Dito isto, cabe a Albert Ondo Ossa e aos seus camaradas dotar-se dos meios para desalojar Ali Bongo do Palácio de Mármore. Dado o primeiro passo, terão que lutar muito para que as eleições sejam transparentes. Este é um desafio importante que deve ser enfrentado a todo custo para evitar um atraso eleitoral. Porque, no Gabão como em muitos países africanos, não organizamos eleições para perdê-las. Esta é uma verdade negada para sempre, especialmente no Gabão sob a dinastia Bongo. Ainda nos lembramos das eleições presidenciais de 2018, cujos resultados cheiraram a roubo e fraude organizados com infelizmente a garantia do Tribunal Constitucional adquirida em causa do príncipe reinante. Este ano, novamente, já podemos ver as coisas chegando; veja-se a recente reforma introduzida a meio de um jogo eleitoral por Ali Bongo, que passou a limitar o número de representantes dos partidos políticos nas assembleias de voto. Quando sabemos que no Gabão, Haut-Ogoué constitui uma variável de ajustamento para o poder durante as eleições, podemos dizer com segurança que a oposição, ao conseguir escolher um único candidato, ganhou uma batalha mas não uma guerra. fonte:lepays.bf

Burkina quer criar uma escola de aviação para seus soldados.

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Além disso, o Capitão Traoré indicou que foram dadas instruções para melhorar a gestão dos recursos humanos na Aeronáutica. Esta abordagem visa responder aos vários desafios operacionais enfrentados pelo exército. O capitão Ibrahim Traoré, chefe da transição em Burkina Faso, falou durante visita oficial a uma guarnição da Força Aérea sobre a criação de uma escola de aviação. O objetivo desta escola seria treinar o pessoal da Força Aérea. Justificou esta decisão referindo que, embora muitos militares tenham sido enviados para formação no estrangeiro, o Burkina Faso dispõe dos meios necessários para realizar esta formação internamente. Além disso, o Capitão Traoré indicou que foram dadas instruções para melhorar a gestão dos recursos humanos na Aeronáutica. Esta abordagem visa responder aos vários desafios operacionais enfrentados pelo exército. Nesta mesma visita, a sua primeira numa guarnição da Aeronáutica, manifestou o seu agradecimento aos pilotos militares, destacando o seu papel tanto junto das forças de defesa como junto das populações. Desde que assumiu o poder em setembro de 2022, o capitão Ibrahim Traoré iniciou várias mudanças dentro do exército. Em novembro de 2022, foram criados Batalhões de Intervenção Rápida e criadas novas regiões militares. Além disso, várias nomeações foram feitas dentro das forças armadas, incluindo a do Coronel-Major Célestin Simporé para o cargo de Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas em abril. fonte: https://lanouvelletribune.info/2023

domingo, 20 de agosto de 2023

Níger: os anúncios do general Tiani são um "fechamento hermético do diálogo".

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No dia seguinte ao discurso televisionado do general Abdourahamane Tiani, durante o qual o líder do CNSP no Níger anunciou notavelmente um diálogo nacional inclusivo, uma entrevista com Oumar Moussa, vice-diretor do gabinete do presidente deposto Mohamed Bazoum. Em discurso televisionado na noite de sábado, o general Tiani, chefe do Conselho Nacional de Salvaguarda da Pátria (CNSP), apresentou seu roteiro: uma transição de no máximo três anos, um diálogo nacional inclusivo. Ele também disse que seu país se defenderia em caso de intervenção militar. Para Oumar Moussa, vice-diretor do gabinete do presidente deposto, Mohamed Bazoum, esses anúncios mostram um “desprezo pelo povo do Níger e pela comunidade internacional”. RFI: O general Tiani anunciou este sábado à noite uma transição com a duração máxima de três anos, a convocação de um diálogo nacional para lançar as bases "para uma nova vida constitucional", tudo isto sem referir em momento algum o destino do presidente que derrubou, Mohamed Bazoum, em 26 de julho, ainda está detido até hoje. O que você pensou disso? Oumar Moussa: Para mim, é particularmente terrível. Essas observações são um fechamento hermético para o diálogo. É realmente um desprezo pelo povo do Níger, é um insulto aos chefes de estado da CEDEAO e é um desprezo pela comunidade internacional. Tentamos ao máximo evitar a intervenção militar e encontrar soluções negociadas... Não podemos nos encontrar diante de uma pessoa que decide sua agenda, o que deve fazer e que varre todos os desejos de negociação. O general Abdourahamane Tiani fez esses anúncios, embora a delegação da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) ainda estivesse em Niamey... Isso é precisamente o que é bastante impressionante. A seu pedido, personalidades da CEDEAO vieram tentar negociar, no interesse de todos. Mas ele, talvez por não ter necessariamente ouvido o que lhe interessa, permite-se ir à televisão para afastar qualquer possibilidade de diálogo. Isso enquanto eles [os emissários de la Cédéao, NDLR] estão em nossos lugares. Acho que não é elegante, simplesmente não é responsável. Você acha que isso reflete a vontade exclusiva do General Tiani? Eu, eu não sei. Costumo pensar que dentro do CNSP há pessoas razoavelmente razoáveis ​​que preferem fazer o possível para que não cheguemos a uma solução que não seja outra senão a negociada. Acho que é a teimosia dele. Não acho que as pessoas sejam tão carentes de elegância a ponto de considerarem que devemos chutar o assunto das negociações enquanto os negociadores estão dentro de nossas paredes. Acho que é só teimosia do Chef Tiani. Não corresponde muito aos outros membros [da junta, nota do editor]. Este domingo, milhares de manifestantes em Niamey saíram às ruas para manifestar o seu apoio à junta após estas declarações do general Tiani. Sabemos como criar demonstradores. Acolhemos jovens recrutas na gendarmaria, na guarda, no exército... Vestimo-los à paisana, enchemos o estádio. Depois, tem outras pessoas, os curiosos que não entendem muito, que a gente mobiliza. E isso dá esse encontro. Mas este não é o Níger. Se por um lado financiam uma mobilização deste tipo, impedem que os cidadãos normais se reagrupem, com intimidações, com detenções arbitrárias. A delegação enviada pela CEDEAO a Niamey pôde reunir-se sábado com Mohamed Bazoum, o presidente deposto a 26 de julho. Você pode nos contar um pouco mais sobre esse encontro? Eles conheceram o presidente. A principal preocupação deles era indagar sobre seu estado de confinamento. Puderam confirmar tudo o que temos apurado ultimamente, nomeadamente que ele está isolado, privado de eletricidade, está em condições que não são nada boas. É uma pena, não é elegante, é quase criminoso. Todos parecem estar acampados em posições irreconciliáveis ​​no momento. Que cenário você acha que é possível? Não são posições inconciliáveis, devemos abrir a possibilidade de diálogo como desejou a comunidade internacional, CEDEAO, Nigéria, Presidente Bazoum. Não podemos dizer que não há elementos sobre os quais poderíamos ter concordado. Mas agora que o general Tiani está fechando hermeticamente a porta ao diálogo, não pudemos examinar as possibilidades de acabar com a crise. Isso é tudo que vejo com muita amargura em outros lugares. Sobre quais elementos “poderíamos ter concordado”, como você diz? O general Tiani poderia ter negociado sua saída. O fato é que o presidente Mohamed Bazoum foi eleito legitimamente, não há motivo para golpe, não há pretexto. O general Tiani afirmou desde os primeiros dias de seu golpe que o fez porque as condições de segurança haviam piorado. Mas curiosamente, no sábado, em seu discurso, ele disse que o Níger impede que o terrorismo invada toda a região. Então você vê uma contradição flagrante. Eles [a junta, nota do editor] não acreditam no que eles mesmos dizem. Mas eles poderiam ter negociado suas condições de saída, poderiam ter negociado a forma como poderiam ser tratados para que fechemos rapidamente esse infeliz parêntese. A CEDEAO pode aceitar esta transição anunciada pelo General Tiani? O General Tiani poderia ter oferecido a eles em um quadro negociado enquanto a delegação da CEDEAO estava dentro de nossas paredes e ele teria ouvido o que ela teria dito a ele. Mas, segui a linha da CEDEAO que considera que este golpe é um golpe a mais. Não podemos permitir que a democracia, o estado de direito, a ordem constitucional sejam desrespeitados desta forma. Assim, a linha da CEDEAO é que devemos voltar à ordem constitucional normal, devolver o Presidente Bazoum às suas funções e depois negociar as condições para a saída dos golpistas para que as coisas retomem normalmente. fonte: https://www.rfi.fr/fr/afrique/20230820

GUINÉ-EAUATORIAL: O Ministério da Educação suspende alguns centros educacionais devido ao mau desempenho.

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O Ministério da Educação, Ciência, Universidade e Educação Profissional, suspende temporariamente o ciclo do Bacharelato em alguns centros educativos nacionais de Malabo e Bata, depois de verificar os contínuos resultados desfavoráveis ​​da avaliação do Bacharelato para acesso à Universidade nos últimos anos. Há um total de 30 centros, tanto em Malabo como em Bata. Em Malabo temos os seguintes centros: El Salvador Private School, Esperanza Catalina Private School, Jesus Christ Universal Private School, Leonardo Da Vinci Private School, Nuestra Señora del Pilar Private School , Escola particular Pablo Labrador, escola particular Santa Bibiana, escola particular Santa Isabel, escola particular Santa Sapiencia, escola particular Víctor Calige, escola particular Amigos de Jesús, escola particular Papá Edu, escola particular Manuel Javier e escola particular Liceo Aprender y Crear. E em Bata: colégio particular La Margarita, colégio particular La Esperanza, colégio particular "Prodamba", colégio particular Siglo XXI, colégio particular Nuestra Señora del Socorro, colégio particular Nuestra Señora del Carmen, colégio particular Bondade de Cristo, colégio particular Santa Isabel de "Hungria ". Escola particular Obrero por Piedra Viva, escola particular Comao, escola particular Lalizet, escola particular Padre Luis Monti, escola particular Renacimiento Mama “Joaquina”, escola particular San Agustín, escola particular Totus Dei, escola particular Angelitos de Bata e escola particular Mefisa II. Esta determinação foi implementada para cumprir o disposto na seção 93.2 da atual legislação educacional da Guiné Equatorial (Lei Geral de Educação), com o objetivo de oferecer este nível acadêmico de Bacharelado. fonte: https://www.guineaecuatorialpress.com/

GUINÉ-CONACRI: O PM sobre o caso Cellou Dalein e Alpha Condé - “Que venham e se expressem em torno desta justiça”.

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O primeiro-ministro, Bernard Goumou, falou, neste sábado, 19 de agosto de 2023, sobre o caso do ex-presidente Alpha Condé em internação médica na Turquia e do presidente da Ufdg, Cellou Dalein Diallo, exilado em Dakar. Há vários meses, Cellou Dalein Diallo exige da junta chefiada pelo coronel Mamadi Doumbouya “garantias” de segurança para poder regressar à Guiné. Convidado do jornal TV5MONDE, este sábado, o primeiro-ministro insistiu no facto de não saber que “garantias” exigem o regresso do presidente da UFDG à Guiné. Para si, se o adversário tem um problema, é com a justiça guineense, não com o seu governo, aludindo ao processo Air Guinea pendente no Tribunal de Repressão às Infracções Económicas e Financeiras (CRIEF). “Estou surpreso ao saber que o Sr. Cellou Dalein Diallo está pedindo garantias para retornar ao seu país. Para mim, Cellou Dalein Diallo está livre para voltar à Guiné quando quiser. Que eu saiba, não há mandado de prisão contra Cellou Dalein Diallo. O que deve ser lembrado, você deve saber que se Cellou Dalein Diallo tem problemas com a justiça guineense, ele vem falar perante esta justiça. Mas eu, como primeiro-ministro, chefe de governo, não tenho controle sobre os arquivos judiciais”, afirmou. Questionado sobre um possível retorno do ex-presidente Alpha Condé, deposto do poder em 5 de setembro de 2021, em internação médica desde maio de 2022 na Turquia, o primeiro-ministro se defendeu sucintamente: isto. Deixe a justiça fazer o seu trabalho. » fonte: https://www.guinee360.com/

REUNIÃO DOS CHEFES DE ESTADO MAIOR DA CEDEAO EM ACCRA: Aquecimento antes de agir em Niamey?

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Nos dias 17 e 18 de agosto de 2023, os Chefes de Estado-Maior dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), reúnem-se em Acra, no Gana, para avançar na estratégia de intervenção militar cuja organização sub-regional mantém a opção para restaurar o cargo do presidente Mohamed Bazoum, deposto por um golpe militar em 26 de julho em Niamey. Um segundo conselho de guerra que se realiza na sequência do primeiro que se realizou em Abuja, e que reflecte a determinação dos chefes de estado do espaço comunitário, de irem até ao fim da sua vontade de voar em auxílio dos democracia no país de Ténéré. Mas se esta missão específica dos chefes dos exércitos da instituição comunitária é pôr em prática a melhor estratégia de intervenção e informar os Chefes de Estado "das melhores opções", a questão que se coloca é saber se esta reunião em Accra é um aquecimento antes de entrar em ação em Niamey. Questão tanto mais fundamentada quanto no plano diplomático as linhas lutam para caminhar na direção do diálogo quando a situação não tende a ficar mais tensa. Cabe à CEDEAO decidir sobre o ultimato que deu aos golpistas de Niamey Com, por exemplo, estas ameaças de processo por "alta traição", proferidas pelos golpistas contra o presidente deposto ou mesmo a convocação, por Niamey, do embaixador do Níger estacionado em Abidjan para "consulta" na sequência das declarações do presidente marfinense, Alassane Ouattara, acusado pelos assassinos do presidente Bazoum de "pedir desculpas pela ação armada" contra seu país. Ou seja, longe de diminuir, a tensão parece, pelo contrário, aumentar entre a junta e a CEDEAO, cuja opção militar se torna mais clara com esta reunião em Acra. Mas quando a ação acontecerá? Poderíamos perguntar-nos, perante a atitude da junta que se mantém firme e que já se encontra já na lógica da transição, se confiamos nas declarações do Primeiro-Ministro Ali Mahaman Lamine Zeine, em visita a Ndjamena a 15 de Agosto, onde fez estas declarações, após ser recebido pelo presidente da transição chadiana, general Mahamat Idriss Déby Itno. Isto significa que a bola está cada vez mais no campo da CEDEAO, cuja opção por dar uma chance à diplomacia, por enquanto, esbarra na obstinação dos golpistas, mais do que nunca na defensiva, em não ceder às pressões dos organização da África Ocidental. Sabendo que cada dia que passa, consolida um pouco mais o seu poder numa altura em que a instituição de Abuja não está longe de se envergonhar pelas esquinas por uma opinião cada vez mais desfavorável a uma acção musculada. Isto significa que cabe à CEDEAO decidir sobre o ultimato que lançou aos golpistas de Niamey. E aguardamos para ver se a reunião de Acra nos permitirá definir melhor os contornos desta intervenção militar, que nos parece tanto mais inevitável quanto se pretende ser o último cartucho da CEDEAO face a uma diplomacia que ainda não deu muito. Todo o mal que queremos é ver o resultado desta crise sem um único tiro A questão agora é se a instituição de Abuja estava realmente pronta para uma intervenção militar quando emitiu seu ultimato de sete dias à junta de Niamey. O que também nos faz pensar se não foi um pouco rápido demais, esperando que, além das sanções econômicas, o espantalho de uma possível intervenção militar fosse suficientemente dissuasor para trazer os golpistas à razão. O fato é que, se encontros como o de Acra se multiplicassem enquanto esperavam os frutos de uma diplomacia que, por enquanto, não cumpre a promessa de nenhuma flor, a CEDEAO corre o risco de enfraquecer ainda mais sua posição se não se sentir sozinha , face a uma opinião pública cada vez mais relutante pela opção militar. Isso mostra a importância da reunião de Acra, que deve marcar uma virada nessa crise. Este encontro permitirá saber se a CEDEAO está realmente decidida a cumprir a sua ameaça de intervenção militar se o General Tchiani e os seus irmãos de armas não mudarem de opinião. Mas quanto mais as coisas demoram a ser esclarecidas, mais corre o risco de semear dúvidas nas pessoas e reforçar o ceticismo de ambos os lados em relação à organização sub-regional. Em todo caso, todo o mal que queremos é ver o resultado desta crise sem um único tiro. Este é o lugar para apelar à sabedoria de cada um, no melhor interesse do povo do Níger. fonte:lepays.bf

Rússia: um país africano anuncia uma compra substancial de equipamento militar.

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De sua parte, os Estados Unidos buscam renovar e intensificar seus engajamentos no continente, tanto para proteger seus interesses econômicos quanto para conter a expansão da influência russa. Esta competição geopolítica entre as duas superpotências destaca a crescente importância da África na dinâmica do poder global. No continente africano, a rivalidade entre Estados Unidos e Rússia se manifesta por meio de uma série de iniciativas estratégicas voltadas para o estabelecimento ou fortalecimento de laços com as nações africanas. Historicamente considerada o quintal das antigas potências coloniais e dos Estados Unidos, a África agora se tornou um playground para a influência russa. Moscou, aproveitando a riqueza de recursos naturais do continente e ansiosa para contrabalançar a influência ocidental, está multiplicando acordos de cooperação militar, investimentos econômicos e parcerias estratégicas. De sua parte, os Estados Unidos buscam renovar e intensificar seus engajamentos no continente, tanto para proteger seus interesses econômicos quanto para conter a expansão da influência russa. Esta competição geopolítica entre as duas superpotências destaca a crescente importância da África na dinâmica do poder global. Vários países africanos, no entanto, optam pela Rússia quando se trata de fornecer equipamentos militares. Como parte de sua estratégia de capacitação militar, o Burundi está se preparando para receber um lote significativo de armas russas. Estas revelações emanadas diretamente do Ministro da Defesa Nacional do Burundi, Alain Tribert Mutabazi, testemunham uma colaboração russo-burundiana que está se intensificando. Alain Tribert Mutabazi, durante sua participação no fórum internacional "Exército 2023" na Rússia, expressou sua satisfação com as reuniões com os representantes do Ministério da Defesa da Rússia e do grupo de exportação de armas Rosoboronexport. Ele disse à Sputnik que a cooperação entre os dois países faz parte de uma tradição de relações amistosas e transparentes. Esta afirmação é suportada por vários acordos bilaterais assinados, o mais recente dos quais data de julho de 2022. Um interesse no passado A necessidade de o Burundi fortalecer sua defesa está no centro dessas discussões. Em 2019, o país demonstrou forte interesse em adquirir um sistema de mísseis terra-ar Pantsir-S1. Essas aspirações se alinham com o desejo do governo do Burundi de fortalecer sua defesa aérea e modernizar seu equipamento militar. Esse momento cooperativo ocorre em um contexto geopolítico tenso. A Rússia, sob Putin, está buscando cada vez mais expandir sua influência na África, um movimento que incomoda muito os Estados Unidos. As manobras geopolíticas das duas superpotências mostram o desejo de aumentar sua presença e influência em diferentes regiões do continente africano. A recente situação no Níger, com o golpe de estado e as tentativas americanas de contrariar a influência russa, é disso um exemplo perfeito. A emergência do Burundi como um jogador-chave nesta luta pela influência entre o Oriente e o Ocidente mostra que o continente africano continua a ser um parque de diversões essencial para as potências mundiais. À medida que as relações entre os Estados Unidos e a Rússia se tornam mais complicadas, países como o Burundi podem esperar desempenhar um papel cada vez mais central nessa competição global por poder e influência. fonte: https://lanouvelletribune.info/2023

Como a situação no Níger pode influenciar o preço do urânio nos próximos anos.

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Em primeiro lugar, é fundamental entender o peso do Níger no mercado mundial de urânio. Apesar de representar apenas 4,7% da produção mundial, o país é um fornecedor essencial para a Europa. Em 2022, o Níger forneceu cerca de 18% do urânio importado pela França e 25% das importações da União Europeia. O urânio está no centro da transição energética global. Seu papel na energia nuclear, visto por muitos como uma solução viável para a crise climática, o torna ainda mais valioso. O Níger, ator chave no fornecimento de urânio, entrou recentemente numa fase de tensão política, levantando preocupações sobre a oferta e o preço deste mineral. Como poderia a situação no Níger influenciar o preço do urânio nos próximos anos? Em primeiro lugar, é fundamental entender o peso do Níger no mercado mundial de urânio. Apesar de representar apenas 4,7% da produção mundial, o país é um fornecedor essencial para a Europa. Em 2022, o Níger forneceu cerca de 18% do urânio importado pela França e 25% das importações da União Europeia. Qualquer mudança na capacidade do Níger de exportar urânio terá inevitavelmente um impacto nos mercados europeus. O golpe de julho aumentou a incerteza. Mesmo que as operações de mineração não estejam paralisadas, uma mudança na política de exportação ou um aumento na tributação do urânio pode ocorrer no novo regime. Tais ações teriam repercussões diretas nos preços mundiais, criando tensões entre oferta e demanda. Além disso, os investidores, sensíveis aos contextos políticos, podem perceber a situação no Níger como um risco acrescido. Um aumento de preço mesmo sem escassez A desconfiança pode levar à especulação, elevando os preços, mesmo na ausência de escassez real. Além disso, o complexo cenário geopolítico, com a Rússia usando sua influência na indústria nuclear e as recentes tensões em torno da Ucrânia, podem levar a Europa a buscar fontes alternativas de abastecimento. Tal movimento aumentaria a demanda por urânio de outros países produtores, influenciando novamente os preços mundiais. À medida que o mundo caminha para uma transição energética, o urânio desempenhará um papel fundamental. A situação do Níger, com a sua potencial influência na oferta e nos preços, será, portanto, determinante para o mercado do urânio nos próximos anos. Os formuladores de políticas e investidores globais precisarão ficar de olho nos desenvolvimentos no Níger para antecipar futuras oscilações. fonte: https://lanouvelletribune.info/2023/

Benin: "A França não nos impede de desenvolver", diz porta-voz do governo.

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“A França não nos impede de evoluir”, disse Wilfried Léandre Houngbédji em entrevista à televisão nacional. Ele acha que para uma luta efetiva em favor do desenvolvimento dos países africanos, os pan-africanos devem direcionar suas reflexões para os reais fatores que prejudicam a África. Nos últimos anos, países da África francófona, como Mali, Burkina Faso e Níger, foram abalados por crises políticas. Em tais circunstâncias, várias vozes de diferentes continentes se levantaram para acusar a França de ser a fonte de todos os problemas, incluindo o terrorismo, a pobreza e as crises políticas enfrentadas pelos países africanos de língua francesa. No entanto, o secretário-geral adjunto do governo e porta-voz do governo do Benin, Wilfried Léandre Houngbédji, considera que a França não impede o desenvolvimento dos países da África francófona. “A França não nos impede de evoluir”, disse Wilfried Léandre Houngbédji em entrevista à televisão nacional. Ele acha que para uma luta efetiva em favor do desenvolvimento dos países africanos, os pan-africanos devem direcionar suas reflexões para os reais fatores que prejudicam a África. “O pan-africanismo de hoje deve acompanhar nossas preocupações de desenvolvimento. A França não impede o florescimento do pan-africanismo”, afirmou. Ele acha que o Presidente da República do Benin é um modelo para os pan-africanos porque, após a sua ascensão ao poder, Patrice Talon permitiu a todos os africanos o acesso ao Benin sem visto. “O presidente Patrice Talon não tem dupla nacionalidade. Ele é apenas beninense e fala pela África. É uma voz para a África. Isso é o pan-africanismo em ação. Não é quem explora a miséria do povo, não é quem mantém a confusão nas massas”. Refira-se que neste período conturbado da África francófona, alguns vídeos estão a circular nas redes sociais e a fazer correr muita tinta e saliva. Entre elas, estão as imagens de uma entrevista que a política italiana Giorgia Meloni deu a um canal de televisão privado em seu país em 19 de janeiro de 2019, quando ela era deputada e chefe do partido de direita Irmãos da Itália. fonte: https://lanouvelletribune.info/2023

Copa do Mundo Feminina: Espanha no topo do mundo, vencendo a Inglaterra.

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A Espanha sagrou-se campeã mundial pela primeira vez graças a um golo da jovem capitã Olga Carmona frente à Inglaterra (1-0), atual campeã europeia, numa final inédita do Mundial Feminino, domingo, em Sydney. Bastou três edições (2015, 2019, 2023) para La Roja decolar no teto do mundo. Acossados ​​antes do Mundial por tempestades extradesportivas entre os jogadores e a federação e sobretudo o treinador Jorge Vilda, os espanhóis bateram os ingleses, favoritos, e sagraram-se campeões mundiais pela primeira vez na sua história. A juventude, a criatividade e o jogo de passes espanhóis prevaleceram sobre a experiência e catarro dos ingleses, longe da serenidade habitual. - Carmona, dupla salvadora - Depois de duas semifinais perdidas, os ingleses, campeões europeus no ano passado, também disputaram sua primeira final de Copa do Mundo, mas falharam a última etapa. Os jogadores de Sarina Wiegman não conseguiram trazer de volta o título mundial que a Inglaterra esperava desde o título mundial masculino em 1966. Tal como em 2019 com a Holanda, o treinador sagrou-se vice-campeão do mundo, após um título europeu. As companheiras de Olga Carmona seguiram o caminho das mais novas, depois dos títulos mundiais Sub-17 e Sub-20 em 2022. Estes três títulos também foram conquistados pela pepita Salma Paralluelo, de 19 anos, estabelecida na noite de domingo e ainda a rodar sem ter sido decisiva. Numa primeira parte, incomodados com a incursão de um espectador com a camisola "Ucrânia Livre" em campo e onde os espaços eram frequentemente encontrados, os espanhóis aproveitaram um erro da defesa inglesa do FC Barcelona Lucy Bronze, que perdeu a bola no círculo central. Perfeitamente deslocada para a esquerda, a capitã espanhola Olga Carmona, de 23 anos, cruzou seu chute rasteiro e enganou Mary Earps (29º). Foi ela quem já tinha marcado o golo da vitória na meia-final frente à Suécia (2-1) Minutos antes, Lauren Hemp, brilhante do lado britânico, havia encontrado o travessão de Cata Coll (16º) após boa jogada. Por outro lado, os espanhóis também estiveram muito perto de inaugurar o marcador, com Paralluelo a falhar a recuperação à queima-roupa (17º). Mesmo num novo sistema posto em prática por Wiegman após o regresso dos balneários, os ingleses continuaram em dificuldades, nomeadamente por causa da líder espanhola Aitana Bonmati (50.º), autora de um poderoso remate logo acima da barra (62.º ). Mary Earps tentou manter as companheiras vivas parando um pênalti, apitou para um handebol de Keira Walsh na área pelo VAR e chutou feio de Jennifer Hermoso, que errou sua segunda tentativa neste exercício na Copa, após uma primeira falha contra a Costa Rica. Abaladas pelo jogo e pela técnica de La Roja, as inglesas não puderam contar com Lauren James, de volta de suspensão após mau gesto contra a Nigéria, ainda que não tenha passado longe de enganar Cata Coll (76.º). - Vilda, odiada e sagrada - Até então, a Espanha nunca havia vencido sequer uma partida eliminatória em uma Copa do Mundo e esse feito é ainda mais impressionante dado o contexto extraesportivo da seleção. La Roja viveu um terremoto que ameaçou o surgimento de sua equipe feminina, depois que quinze internacionais anunciaram em setembro passado que não queriam mais jogar pela seleção novamente. Fontes citadas na imprensa local falaram dos métodos considerados "ditatoriais" por Jorge Vilda. Mas o técnico, apoiado por sua Federação durante esta crise sem precedentes, permaneceu. E manteve sua legitimidade através de uma série de resultados excepcionais, marcados por este título histórico. Desde então, três dos 15 "rebeldes" regressaram ao Mundial e um deles, o médio do Barça Aitana Bonmati, também esteve entre os melhores do torneio, fazendo esquecer a Bola de Ouro. o final da partida (90º). Mostrou caráter, levando as companheiras à calma, num final de jogo tenso e marcado por faltas. Sua Copa do Mundo muito boa faz de Bonmati o favorito para a futura Bola de Ouro. Diante de 75.700 espectadores no estádio Austrália, esta final foi o ato final de um torneio cheio de novidades e surpresas. fonte: seneweb.com

Mamoudou Ibra Kane: “A política no Senegal não passa de injúrias e assassinatos”.

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A forma de fazer política desemboca cada vez mais na invectiva, que desemboca na violência, nas matanças. O Senegal está em situação. É verdade que a classe política senegalesa luta hoje para unir os senegaleses, na opinião de Mamoudou Ibra Kane. O líder do movimento Amanhã é Agora explica que “desde março de 2021, registamos cerca de cinquenta mortes. Tudo isto ligado, em grande parte, à adversidade política. razão pela qual o movimento Amanhã é agora sentiu que era necessário dizer a estes políticos que é do nosso interesse acabar com este comportamento radical, extremista que leva a situações de crise, situações de violência. festas". Segundo ele, temos muitas coalizões políticas, mas falta uma coalizão: é a coalizão dos cidadãos. "Acredito que para além de ser socialista, liberal, republicano, pergunto-me hoje se estas ideologias se agarram às realidades. O denominador comum é o amor ao Senegal, é o nosso patriotismo, mas um patriotismo lúcido, um patriotismo não violento, pelo razão boa e simples de que não precisamos nos matar, não precisamos nos repreender, mesmo que a política tenha suas regras que "Você também tem que entender para necessariamente dizer o que pensamos do Senegal, como o que acho que devem ser as soluções para os problemas que enfrentamos". Situando as responsabilidades, nota que "a oposição como o poder, cada um tem a sua parcela de responsabilidade. Porque se não nos falamos, ainda mais se não nos ouvimos, criamos situações de instabilidade penso que a democracia tem as suas exigências. A exigência da tolerância, a exigência da diferença, etc. E penso que o poder beneficiaria de mais respeito pelas liberdades e direitos dos senegaleses”. seneweb.com

Níger: a transição "não pode passar de três anos", garante o chefe do regime militar.

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O novo homem forte do Níger, general Abdourahamane Tiani, que chegou ao poder por meio de um golpe, garantiu no sábado à noite que o período de transição não pode exceder três anos, enquanto alerta os países estrangeiros contra uma intervenção militar contra seu país. "Nossa ambição não é confiscar o poder", disse Tiani durante um discurso televisionado, especificando que a duração da transição "não pode ultrapassar três anos". "Se um ataque for realizado contra nós, não será a vitória fácil em que algumas pessoas acreditam", alertou, um dia depois de uma decisão da CEDEAO dizendo que estava pronta para uma intervenção armada. fonte: seneweb.com

Níger: milhares de pessoas manifestam-se em Niamey em apoio ao regime militar.

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Vários milhares de pessoas manifestaram-se no domingo de manhã no centro da cidade de Niamey, em apoio aos militares que tomaram o poder a 26 de julho no Níger, e que anunciaram no sábado um período de transição de três anos no máximo. Como em todas as manifestações a favor do novo regime, muitos slogans hostis à França e à Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) foram entoados ou exibidos em cartazes, observaram os jornalistas da AFP. "Não às sanções", "Abaixo a França!", "Pare com a intervenção militar", poderíamos ler, em particular, na Place de la Concertation em Niamey. Os músicos também homenagearam com canções os militares no poder. A CEDEAO ameaçou usar a força se o presidente deposto Mohamed Bazoum não for reintegrado. Na noite de sexta-feira, após uma reunião dos seus chefes de gabinete em Acra, a organização regional indicou mesmo que "o dia da intervenção está marcado". Desde 30 de julho, o Níger também está sob pesadas sanções financeiras e comerciais impostas pela CEDEAO. Os militares no poder em Niamey, que afirmam ter o apoio da população, alertaram os países estrangeiros contra qualquer intervenção armada. "Se um ataque for realizado contra nós, não será um passeio no parque em que algumas pessoas acreditam", disse o general Abdourahamane Tiani, o novo homem forte do país, em um discurso televisionado na noite de sábado. Ele também garantiu que não quer "confiscar o poder", prometendo uma transição de "três anos" no máximo. No entanto, a esperança de uma solução diplomática permanece. Uma delegação da CEDEAO deslocou-se a Niamey no sábado e pôde encontrar-se com o General Tiani e depois com o Presidente deposto Mohamed Bazoum. fonte: seneweb.com

SENEGAL: Saída das esposas de Sonko - Mamoudou Ibra Kane entrega suas verdades.

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As duas esposas de Ousmane Sonko, durante uma entrevista, transmitida na noite de sexta-feira, apelaram por clemência ao Chefe de Estado e à Primeira Dama. Eles pediram a libertação de Ousmane Sonko, que está sofrendo e precisa dos cuidados de sua família. Questionado sobre esta saída para a mídia, Mamoudou Ibra Kane fez sua leitura durante sua reunião com o júri de domingo, desta vez como convidado. “Ouvi duas esposas apelarem ao Presidente da República e à sua esposa, a primeira-dama. Elas gostariam que o marido voltasse para casa. Uma vez que ele tenha recuperado sua liberdade, deixe-o ser cuidado porque ele precisa ser curado. É um chamado que humanamente pode ser compreendido”, explica. Para o presidente do movimento Amanhã é Agora, a dimensão humana é importante na equação de Ousmane Sonko. "Muitos assuntos de estado foram resolvidos em uma câmara conjugal", disse ele. “O Presidente da República tem poder de indulto, também pode ser o autor de um projeto de anistia, mas ainda não chegamos lá, continuou. Ainda assim, as duas esposas de Sonko o contataram para desafiar seu senso de humanismo. O ex-chefe da Emedia também falou sobre o político Ousmane Sonko, cuja substância critica: “Sonko é um político que toma medidas, que tem um discurso que eu não compartilho totalmente. Porque eu acredito que tudo que pode ser fonte de violência não é bom. Mas, respeito a trajetória que ele escolheu ao marcar minha opção por outra forma de fazer política. Em seus atos políticos, ele é livre como ator para pensar que em algum momento deve dizer isso ou deve fazer aquilo. Quer dizer, você tem que dissociar a dimensão humana do problema da dimensão política do problema”. fonte: seneweb.com

MAIORIA DA CEDEAO DEFENDE INTERVENÇÃO MILITAR NO NÍGER

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A maioria dos países da CEDEAO está empenhada em participar numa eventual intervenção militar para restabelecer a ordem constitucional no Níger, afirma o comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança do bloco, Abdel-Fatau Musah. Segundo Abdel-Fatau Musah, “todos os países, excepto os que estão sob domínio militar (Burkina Faso, Mali e Guiné-Conacri) e um pequeno país (Cabo Verde) (…) estão determinados” a participar numa eventual intervenção. O comissário transmitiu esta mensagem à margem da reunião dos chefes de Estado-Maior dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que decorreu em Acra, capital do Gana. Esta é a segunda reunião do género em que os chefes militares do bloco regional continuam a discutir e a elaborar um plano para o eventual recurso à força para resolver a crise no Níger, na sequência do golpe de Estado de 26 de Julho. “Há uma altura em que é preciso estabelecer limites. O facto de termos tido três golpes de Estado bem-sucedidos (na região) e de não ter sido aplicada uma resposta forte não significa que devamos permitir que o dominó continue”, sublinhou Abdel-Fatau Musah. A reunião em Acra teve lugar depois de os chefes de Estado e de Governo do bloco de 15 países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) terem ordenado a “activação” da “força de reserva” da organização, em 10 de Agosto, embora tenham garantido que continuariam a apoiar o diálogo para resolver a crise. Os chefes de Estado-Maior da Nigéria, do Gana, da Costa do Marfim, do Senegal, do Togo, do Benim, da Serra Leoa, da Libéria e da Gâmbia participaram na reunião, enquanto os seus homólogos de Cabo Verde e da Guiné-Bissau estiveram ausentes. O Níger também não está representado, nem o Burkina Faso, o Mali ou a Guiné-Conacri, países onde também ocorreram golpes de Estado entre 2020 e 2022 e que manifestaram a sua rejeição do uso da força. Até ao momento, a junta militar golpista de Niamey ignorou as ameaças e, além de nomear um novo primeiro-ministro, formar um governo de transição, reforçar o seu aparelho militar e fechar o espaço aéreo, avisou que o uso da força será objecto de uma resposta “instantânea” e “enérgica”. O golpe de Estado no Níger foi conduzido em 26 de Julho pelo autodenominado Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria (CNSP), que anunciou a destituição do Presidente, Mohamed Bazoum, e a suspensão da Constituição. O Níger tornou-se assim o quarto país da África Ocidental a ser dirigido por uma junta militar. No século XIX, os franceses iniciaram a colonização do Níger, que obteve sua independência em 1960. O idioma oficial do país (francês) é uma das heranças desse processo de ocupação. A economia nacional é pouco desenvolvida e os empréstimos realizados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) agravaram as crises socio-económicas. O Níger é uma das nações economicamente mais pobres do mundo, possuindo poucas terras cultiváveis e escassos recursos naturais de valor comercial. O urânio é o principal responsável pelas exportações do país. Conforme dados divulgados pela ONU, o Níger detém o terceiro menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta: 0,261. Entre os vários problemas sociais estão: a subnutrição atinge 29% dos habitantes; a taxa de mortalidade infantil é de 85 óbitos a cada mil nascidos vivos; os serviços de saneamento ambiental são insuficientes; a maioria da população vive com menos de 1,25 dólar por dia e o índice de analfabetismo é de 72%. Com a crise no Níger, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, actua para levar assistência de emergência às pessoas na escala apropriada. Pelo menos 3,3 milhões de pessoas, ou 13% da população, sofrem de insegurança alimentar aguda. A agência da ONU precisa de US$ 71 milhões para sustentar as operações no Níger até Janeiro e alerta que o número aumentará se a crise se aprofundar. Somente na primeira semana de Agosto, as equipes do PMA entregaram alimentos vitais para 140 mil pessoas em todo o país e cuidados vitais de desnutrição para 74 mil crianças. Para a directora regional interina da agência na África Ocidental, independente da situação política, a entidade deve continuar os esforços humanitários e de resiliência. Margot van der Velden afirma que o trabalho do PMA é vital, especialmente para as pessoas mais vulneráveis. Para ela, o foco deve ser dar suporte para as comunidades durante o período de escassez entre as colheitas. A representante do PMA adiciona que sem financiamento adequado, as consequências serão graves e além do Níger. Ela destaca que, no Sahel, as crises não reconhecem fronteiras. Segundo a agência, o país da África Ocidental é uma rota crítica da cadeia de suprimentos para os países vizinhos que também enfrentam crises e necessidades humanitárias sem precedentes. Dados apontam que há 698 mil pessoas deslocadas à força, incluindo 358 mil deslocados internos. Mesmo nas circunstâncias singularmente desafiadoras que enfrentam agora, a equipa do PMA está no local a trabalhar com parceiros para atender às necessidades do povo do Níger. Com as distribuições em andamento, a expectativa é alcançar mais de 1 milhão de pessoas com assistência alimentar de emergência somente em Agosto. Outras 180 mil pessoas afectadas por choques climáticos também continuam a receber transferências de protecção social como parte da assistência do PMA durante todo o ano. Embora a principal temporada de colheita comece em Outubro, as comunidades em todo o Níger que beneficiam do apoio à construção de resiliência continuam a desenvolver e manter a terra restaurada e a produzir alimentos. No entanto, as sanções e fecho de fronteiras afectam drasticamente o fornecimento de alimentos vitais e suprimentos médicos para o Níger. O PMA expressa preocupações com os efeitos, particularmente o risco de que o aumento dos preços coloque os alimentos básicos ainda mais fora do alcance das pessoas em circunstâncias já consideradas terríveis. O agravamento da situação humanitária ocorre em um momento em que a agência está reduzindo as porções globalmente por falta de fundos. Van der Velden afirma que a falta de financiamento priva milhões de pessoas de receberem assistência que não apenas “coloca comida nos seus pratos, mas protege os seus meios de subsistência”. Em 2022, enquanto o Níger enfrentava uma crise alimentar sem precedentes, o PMA ampliou a sua assistência vital para alcançar aqueles em necessidade crítica, reforçando as actividades de resiliência para apoiar os avanços de soluções sustentáveis de segurança alimentar. FOLHA8

LADRÕES DO MPLA LEVAM ANGOLA À FALÊNCIA.

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A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) foi a empresa angolana do Sector Empresarial Público (leia-se, do MPLA) com maiores prejuízos estimados em 128,5 mil milhões de kwanzas (142,3 milhões de euros) em 2022, e está em falência técnica, tal como o seu proprietário, o MPLA, tal como o próprio país. Os dados agregados sobre o desempenho do Sector Empresarial Público (SEP) relativamente ao exercício económico de 2022 foram apresentados hoje, em Luanda, pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) angolano. A ENDE lidera a lista das empresas do SEP com maiores prejuízos em 2022, o Banco de Poupança e Crédito (BPC), maior banco de capitais públicos, é o segundo da lista com prejuízos de 120,4 mil milhões de kwanzas (133,3 milhões de euros). Desta lista constam ainda a Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom) com 35,5 mil milhões de kwanzas (39,2 milhões de euros), seguida dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) com prejuízos de 14,6 mil milhões de kwanzas (16 milhões de euros), da Televisão Pública de Angola (TPA) com 13,7 mil milhões de kwanzas (15 milhões de euros), e da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) com 12,5 mil milhões de kwanzas (13,8 milhões de euros). O grupo Zahara com 11,4 mil milhões de kwanzas (12,6 milhões de euros), a Empresa Nacional de Navegação Aérea (ENNA) com 5,2 mil milhões de kwanzas (5,7 milhões de euros), a Sociedade Gestora de Aeroportos (SGA) com 4,3 mil milhões de kwanzas (4,7 milhões de euros), e a Aldeia Nova com 1,8 mil milhões de kwanzas (1,9 milhões de euros) completam o quadro do SEP com maiores prejuízos em 2022. O IGAPE enumera também um conjunto das 10 maiores empresas em falência técnica neste período liderada pela Biocom com 320,74 mil milhões de kwanzas (335 milhões de euros), seguida pela ENDE com 127,93 mil milhões de kwanzas (141 milhões de euros), o grupo Zahara com 77,25 mil milhões de kwanzas (85 milhões de euros), a Angola Telecom com 75,14 mil milhões de kwanzas (83 milhões de euros), e a TPA com 21,48 mil milhões de kwanzas (23 milhões de euros). Segundo o relatório apresentado pelo chefe de Departamento de Acompanhamento das Empresas Públicas do IGAPE, Ednilson Sousa, as capitalizações às empresas do SEP atingiram os 422,1 mil milhões de kwanzas (489 milhões de euros). O BPC foi a instituição pública com maior capitalização, em 2022, com 80,41 mil milhões de kwanzas (89 milhões de euros), seguido da TAAG com 39,11 mil milhões de kwanzas (35,5 milhões de euros). A Empresa de Produção de Electricidade (Prodel), a ENDE, a Empresa de Águas, a Rede Nacional de Transporte (RNT), o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) estão também na lista das mais capitalizadas pelo Estado em 2022. Em 2020, as capitalizações ao SEP atingiram 206,3 mil milhões de kwanzas (228 milhões de euros), em 2021 foram de 168,1 mil milhões de kwanzas (186 milhões de euros) e em 2022 atingiram 422,1 mil milhões de kwanzas. A televisão estatal do MPLA lidera ainda a lista de empresas do SEP que beneficiaram de subsídios operacionais, em 2022, tendo encaixado, neste período, 10,65 mil milhões de kwanzas (11,7 milhões de euros), seguida da Rádio Nacional de Angola (RNA) com 8,81 mil milhões de kwanzas (9,7 milhões de euros). As Edições Novembro, empresa que detém o Pravda (Jornal de Angola), Jornal dos Desportos, Jornal Economia e Negócios e demais títulos, a Agência Angolana de Notícias (Angop), a TV Zimbo, recuperada pelo Estado, o CFB e o Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) também figuram de lista de beneficiários de subsídios operacionais. LADRÕES DO MPLA LEVAM ANGOLA À FALÊNCIA Omundo é uma dinâmica de vontades, sentires e gemeres dos cidadãos, cuja moral e ética difere de geografia em geografia, daí nenhum país estar imune ao cometimento de crimes. Um dos mais badalados ilícitos da actualidade moderna é, para tristeza geral, praticado nos corredores dos poderes públicos, talhados à imagem e semelhança de uma partidocracia, que desde 11 de Novembro de 1975, sequestrou o Estado. A República, que deveria ser criada, baseada nos três poderes: Legislativo; Executivo e Judicial, depois da realização de eleições gerais, se homenageado os Acordos de Alvor, nunca emergiu, porque amordaçada a democracia, pela cumplicidade comunista do MFA (Movimento das Forças Armadas), que entregou de bandeja o território ao MPLA, em detrimento dos outros dois movimentos, que foram subscritores (FNLA, UNITA). E, neste difuso diapasão, foi institucionalizada a Partidocracia Popular de Angola assente numa ideologia autocrática, confundindo os bens públicos como se partidários se tratasse, uma verdadeira subversão de conceitos. O confisco de património imobiliário do Estado para benefício partidário (todas as sedes do MPLA; Nacional, provinciais e municipais, foram surripiadas ao Estado, sem qualquer contrapartida), a constituição de empresas com fundos públicos (GFI e outras), o controlo dos poderes, legislativo (Assembleia do Povo – Assembleia Nacional), judicial (Tribunal Popular Revolucionário – Tribunal Constitucional; Supremo e de Contas), a submissão das grandes empresas públicas (SONANGOL e ENDIAMA) e do Banco Nacional de Angola, constituíram uma avenida de confisco da rés pública e da institucionalização do peculato e da corrupção, desde 1975. A corrupção não é irmã gémea, mas filha do regime dos ditos revolucionários, que a implantaram aquando da criação do sistema socialista e de construção do “homem novo”, que nunca saiu do papel, pois o novo, hoje feito velho, nunca chegou, sequer a ver o dito homem programado pelo MPLA. Todas estas incoerências, arbitrariedades, ilícitos e abusos ocorrem diante dos olhares cúmplices do sistema judicial e dos juízes, totalmente submissos ao partido no poder, que acabam, uma maioria, também, por se corromper. Actualmente, 2023, no consulado de João Lourenço, quando prometeu o contrário, na ascensão ao poder, assiste-se ao apogeu da podridão, ladroagem e alta corrupção no sistema policial, judiciário e judicial, com denúncias de máfias e barões da droga, de combustível, de extorsão e venda de sentenças, com vários juízes dos tribunais superiores a navegarem na suspeição. A partidocracia que adentra o governo, por falta de formação dos gestores públicos permite que haja abusos e desvios de dinheiro e património, destes para ganhos pessoais, levando a maioria dos cidadãos a perder a confiança na política económica do Executivo, submissa a agenda neoliberal do FMI, que prevê a miséria de Angola e dos angolanos, através da exploração das matérias-primas e controlo da soberania económica de Angola. Com uma justiça e juízes corruptos, todos da inteira confiança do Presidente da República, por serem do MPLA, como Joel Leonardo, Laurinda Cardoso e Exalgina Gamboa, já compulsivamente expulsa da magistratura, o dinheiro dos contribuintes que deveria servir para emponderar os empresários, construir escolas, creches, centros de saúde, hospitais e estradas é desviado para actividades do partido no poder e as contas particulares de juízes, procuradores e políticos ladrões e corruptos. Hoje já ninguém acredita na reputação do sistema da justiça e no argumento do combate a corrupção quando o país está transformado numa lavandaria de dinheiro do fundamentalismo islâmico e das máfias chinesas, vietnamitas, portuguesas e brasileiras, agora reforçadas com o controlo da TAAG pelo espanhol e staff de segurança integrado por alguns elementos que se dizem ligados aos cartéis da droga de alguns países da América Latina. Um já foi expulso… Se um juiz vive num condomínio de luxo, a expensas de um empresário polaco, que por ser do MPLA, é protegido das dívidas milionárias contraídas junto dos bancos comerciais, destacando-se o BPC, onde é o maior devedor, mas contando com a cobertura e até protecção do presidente do Tribunal Supremo considerado pelo Ministério Público como “criminoso”…, nada espanta sobre os altos índices de corrupção, nas instituições públicas, alimentados pelos togados de preto. Hoje a corrupção é a maior responsável pelos altos índices de pobreza, fome e miséria e enriquecimento ilícito das actuais elites, que visam superar os outros “camaradas” do MPLA, que imperaram no período dos 38 anos de José Eduardo dos Santos, em função da contratação simplificada, entrega de obras do Estado sem concurso público, na generalidade a amigos e afins. Embora os milhões e milhões estejam a ser criminosamente desperdiçados e apadrinhados pelo FMI e capital estrangeiro, que hoje, já domina a economia, o mais grave é a transformação de Angola como uma das maiores lavandarias de dinheiro dos fundamentalistas islâmicos e de corruptos de outros países. O que preocupa os bons autóctones, depois dos escândalos do aumento da ladroagem é, não só, o silêncio da oposição e dos intelectuais, que assistem impávidos e serenos a colonização do país, como a cumplicidade do ocidente que continua a escancarar os cofres bancários para receber dinheiro de sangue e da corrupção da ditadura, alcandorada no poder, que lhes permite explorar as matérias-primas, deixando o país na dependência e miséria, pior do que na colonização portuguesa. A corrupção “gourmet” no executivo de João Lourenço, com a bênção da podridão judicial, limita a capacidade deste ser sensível às justas reivindicações dos professores, médicos, enfermeiros, bancários, profissionais liberais, desempregados e pobres, mas é permissível a proteger incompetentes, mafiosos e larápios estrangeiros, como os que se encontram a afundar , com a maior desfaçatez e irresponsabilidade a única companhia aérea de bandeira nacional, com salários astronómicos ofensivos a maioria dos famintos. Por esta razão é que o MPLA não tem vontade de ver implantada a democracia capaz de reverter o actual “status quo” e, na alternância de poder, ser capaz de construir instituições fortes e transparentes capazes de acabarem com a mamata da corrupção, que é uma verdadeira avenida para a fuga fiscal e aos impostos, quando a contratação simplificada é a norma imposta pelo Presidente da República. Os estudos internacionais denunciam que nos países mais corruptos, onde Angola tem morada, devido ao suborno, as instituições públicas arrecadam menos impostos. Além disso, em sentido inverso, quando os contribuintes acreditam que o Executivo e a Justiça são corruptos, como ocorre, também, entre nós, emergem, também, com certa legitimidade, resistência ao pagamento de impostos, por inexistência de exemplos de cima. Os governos menos corruptos do mundo, como os nórdicos e outros, arrecadam mais impostos daí a qualidade de vida ser superior, permitindo altos níveis nos seus sistemas de educação e saúde. O país precisa de uma verdadeira revolução desarmada, capaz de devolver a soberania económica; as terras aráveis, águas, minas, grandes empresas públicas aos autóctones, para que o populismo e a xenofobia não cresçam e optem por um retorno a guerra, em nome da liberdade, verdadeiramente, amordaçada. A corrupção do Executivo impede que os cidadãos, até das zonas geradoras de riqueza para o PIB beneficiem inteiramente dos recursos naturais, das suas regiões, tais como os diamantes (Lundas, onde houve um genocídio em Janeiro de 2022, no Cafunfu), petróleo (em Cabinda e Zaire, onde a pobreza é extrema), inertes; areia e burgau, sob domínio chinês. Infelizmente, o domínio da exploração de petróleo, dos diamantes e dos outros minérios por gestores do MPLA, que pensam mais no dinheiro que no cidadão, transformam os enormes lucros, numa panaceia incentivadora para o aumento e institucionalização da corrupção, que mina e torna fraca as instituições. Definitivamente, estamos sob um pântano onde a credibilidade do MPLA de tão manchada está a vender o país e a promover, 48 anos depois do fim da colonização portuguesa, a uma nova, agora capitaneada pelo fundamentalismo islâmico, que tem como bandeiras para penetração e domínio do território, o monopólio do comércio, tornando os pobres e famintos dependentes da sua comida, bem como o incremento das relações com jovens e mulheres angolanas, para gerarem filhos, mandados para as “madrastas” escolas islâmicas, visando habilitar-lhes nos próximos 5 a 10 anos, com capital, nacionalidade disputar o controlo dos poderes político, legislativo e judicial. Não estão longe, pela forma como os seus empreendimentos comerciais, imobiliários, industriais e agrícolas, quadricula(ra)m o país. Este é o perigo que a corrupção partidocrata e aversão à implantação da democracia pelo MPLA vai causar aos angolanos, num futuro próximo, pois tendo ciência que não podem contar com o poder judicial, os cidadãos de bem, os verdadeiros nacionalistas e patriotas, devem começar, agora, hoje e, não amanhã, a levantar vozes de indignação para o resgate da liberdade e dignidade do país, rejeitando a tese de voltarmos a ser colonizados, agora pelos novos senhores feudais religiosos extremistas. Folha 8 com Lusa

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