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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sábado, 11 de julho de 2015

Crise grega reaviva memória local da Segunda Guerra.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Getty
Filas para conseguir alimentos ainda não são comuns na Grécia, mas a população teme que elas voltem

"Queremos democracia, não queremos guerra", disse Lila Stylianou, professora de música que conversou com a reportagem da BBC na área portuária de Piraeus, logo depois do plebiscito de domingo na Grécia.
Os cafés na Marina Zea ficaram lotados no entardecer, com os clientes tomando sorvete e bebendo cerveja. Uma comunidade que não parecia temer um conflito iminente.
Mas, na última semana, enquanto o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, continuava a "luta" para garantir um pacote de ajuda melhor para a Grécia, as referências a um estado de guerra é algo que ouvi de quase todas as pessoas com quem conversei.
"Estamos prontos para passar fome. Não estamos prontos para guerra", disse Flora, uma assistente de farmácia de 66 anos de Piraeus, que também contou sobre a perigosa falta de suprimentos médicos que está observando.
Enquanto isto, no bairro rico de Kifissia, no norte de Atenas, encontrei uma consumidora que se mudou para a Grécia depois de fugir do conflito no Líbano.
"Você sai do seu pais para ficar longe da guerra e então você acaba aqui. É como uma guerra sem bombardeios", disse.
As pessoas não estão conseguindo dormir. Elas seguem as últimas notícias nas rádios e na televisão, fazem filas para sacar apenas 60 euros por dia em dinheiro.

Ajuda humanitária

A Comissão Europeia já está analisando a possibilidade de enviar ajuda humanitária para a Grécia se não se chegar a um acordo, algo geralmente reservado para zonas de guerra.
Stathis Gourgouris, escritor e filósofo especializado em política, afirma que não é exagero comparar a vida do país a uma "guerra sem bombas".
"Os eventos estão progredindo com uma velocidade extraordinária. Todos estão no limite", disse.
Ele lembra o rápido declínio da riqueza no país nos últimos cinco anos. Antes da Grécia receber ajuda em abril de 2010, o desemprego era de 11,8%. Agora, a taxa está acima de 25%.
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A chanceler alemã, Angela Merkel, é considerada uma grande vilã por muitos gregos
E, segundo Gourgouris, este "fenômeno do rápido empobrecimento" é mais semelhante ao que acontece em condições de conflito.
No entanto, nem todos concordam.
"Nem todo mundo usa metáforas de guerra hoje. Eu não uso", disse o historiador Efi Avdela.
Mas, a ideia da guerra permeia muitas conversas.
Na região fértil nos arredores de Markopoulo, um subúrbio de Atenas, conversei com Vassilis Papagiannakos, fabricante de vinhos, em meio às videiras e oliveiras.
Por aqui, ainda não observei sinais de falta de comida.
Mas, Pappagiannokos não aprova a sugestão de que, no pior dos cenários, esta área tem uma produção de alimentos alta o bastante para sobreviver. Ele descreveu a ideia como um pesadelo.
Para ele, isto lembra as histórias que seu pai contava sobre a Segunda Guerra Mundial, quando a Grécia ocupada pelos nazistas, sofreu com a fome e era comum ver corpos abandonados nas ruas de Atenas.
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Polícia militar britânica organiza uma fila para alimentos na Grécia em 1945 - os gregos tinham que fazer fila durante e depois da ocupação nazista
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Monumentos para as vítimas da ocupação nazista, como este em Karakolithos, estão em várias partes do país

Memória da Guerra

Na verdade, a memória da guerra está muito próxima na Grécia e parece estar afetando as respostas das pessoas à crise econômica.
"Memórias da ocupação ainda são muito fortes. Há pessoas vivas que passaram por isto e outros ouviram as histórias de pais e avós. Foi uma época muito terrível - e a guerra civil que ocorreu depois foi um evento traumático", disse Gourgouris.
A antropóloga Neni Panourgia disse que a Grécia nunca teve um período de "pós-guerra". Depois da Segunda Guerra Mundial, a Grécia sofreu com uma guerra civil violenta e uma ditadura militar, antes de se juntar à União Europeia em 1981.
"Os anos de vida normal antes da União Europeia foram poucos", afirmou.
O governo de esquerda do partido Syriza fez muitas referências aos dias mais difíceis da história da Grécia desde que assumiu o poder em janeiro.
O primeiro gesto de Alexis Tsipras como primeiro-ministro foi uma visita a um monumento em homenagem aos comunistas executados pelas forças de ocupação nazistas em 1944.

'Guerra econômica'

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A maioria das filas na Grécia, até o momento, são de pessoas para sacar dinheiro nos bancos
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O 'fenômeno do empobrecimento rápido' aumentou ainda mais a impopularidade do FMI na Grécia
Para um homem cuja vida política começou como um comunista, a visita teve muito simbolismo. E outra razão deste simbolismo é que a Alemanha tem a maior fatia da dívida grega do que qualquer outro país da zona do euro e a Grécia ainda está buscando indenizações pela ocupação nazista do país.
"Os alemães querem controlar toda a Europa. É uma guerra econômica", disse o dono de um café.
A longa história entre a Grécia e a Alemanha significa que algumas pessoas, nos dois países, responderam ao impasse fiscal em "termos culturais", segundo Gourgouris.
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As negociações de Tsipras com o presidente russo Vladimir Putin geraram cautela entre alguns gregos
Neni Panourgia disse, por sua vez, que a Alemanha agora é vista como um obstáculo à Grécia nas negociações da dívida do país.
"Enquanto os italianos, franceses, belgas e o FMI falam sobre a vontade de aceitar algum tipo de perdão de dívida... os alemães são vistos como o obstáculo", disse.
O ex-ministro da Economia Yanis Varoufakis disse, no mês passado, que os credores internacionais do país transformaram as negociações "em uma guerra".
E as negociações de Tsipras com o presidente russo, Vladimir Putin, também colocaram alguns gregos em alerta.

Geopolítica

Seja negociando táticas ou sugestões mais sérias, estas medidas colocaram a dívida grega no mapa geopolítico.
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O partido do governo, o esquerdista Syriza, fez muitas referências aos dias mais sombrios da Grécia desde que assumiu o poder
"A Grécia sempre foi um país muito pequeno com pouco poder, mas com importância extraordinária devido à sua localização geográfica - entre a Europa e o Oriente Médio", disse o professor Gourgouris.
E os gregos parecem bem conscientes deste fato.
"Acho que isto vai acabar em guerra por causa da localização da Grécia", foi a resposta de Flora, da farmácia de Piraeus, quando perguntei se ela realmente temia que a Grécia pudesse ser atacada.
Outros questionam como a crise de imigração do Mar Mediterrâneo, as intenções do presidente Recep Tayyip Erdogan, da vizinha Turquia, e a crescente militância islâmica no Oriente Médio podem afetar o país.
Mas, a maioria das pessoas com quem conversei afirmam que não acreditam em uma guerra real.
O slogan "guerra sem bombas" é apenas uma metáfora útil para as pessoas que não querem ser ignoradas.
Estas pessoas afirmam que o atual impasse em que o país se encontra é a última crise em uma história tumultuada que ainda está viva nos dias de hoje.

#bbc.com

Ruanda: Parlamento de Ruanda quer debater o terceiro mandato para o Presidente Kagame.

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Mais de 3,7 milhões de ruandeses assinaram uma petição pedindo a prorrogação do mandato do presidente Paul Kagame. ARQUIVO | GRUPO Nation Media.

Legisladores ruandeses vão debater na terça-feira as possíveis alterações na Constituição para permitir ao presidente Paul Kagame um terceiro mandato e  no poder como presidente, pronunciou o parlamento, nesta sexta-feira.

Mais de 3,7 milhões de pessoas - bem mais de metade dos eleitores - assinaram uma petição pedindo uma alteração do artigo 101.º da Constituição, que limita o presidente a dois mandatos, de acordo com a mídia ruandeses.

Os legisladores irão rever "os pedidos dos ruandeses para alteração do artigo 101 da Constituição," referiu o calendário parlamentar.

Kagame, de 57 anos, está no topo da política de Ruanda desde 1994, quando uma ofensiva por sua força rebelde da etnia Tutsi RPF pôs fim a um genocídio por extremistas hutus que deixaram cerca de 800.000 pessoas mortas, a maioria dos quais eram tutsis.

Como ministro da Defesa e, em seguida, o vice-presidente, Kagame foi amplamente visto como um ambicioso por trás do trono antes mesmo de assumir a presidência em 2003, ganhando com 95 por cento dos votos. Ele foi reeleito em 2010, com um mandato semelhante e retumbante. As próximas eleições estão previstas para 2017.

Referendo

Dado o trauma do genocídio, ele é apontado como um garante da estabilidade e desenvolvimento económico, ganhando até elogios de doadores - e os seus apoiantes dizem que muitos em Ruanda vêem a perspectiva de sua partida como um passo para o desconhecido. Os críticos dizem que ele silenciou oposição e a mídia.

Kagame diz que a decisão é do "povo de Ruanda".

"Eu não pedi ninguém para mudar a Constituição e eu não contei a ninguém como ou o que penso sobre 2017", disse Kagame em abril.

Qualquer alteração à constituição exigiria um voto a favor de pelo menos três quartos das casas superiores e inferiores, tanto do Parlamento, seguido de um referendo nacional.

O movimento vem em meio a uma controvérsia mais ampla em África sobre os esforços de líderes africanos para mudar constituições para permanecer no cargo.

A vizinha Burundi tem vivido em tumulto desde abril, quando o Presidente Pierre Nkurunziza anunciou sua tentativa de ficar para um terceiro mandato nas pesquisas, um movimento analisado pelos adversários como inconstitucional e uma violação de um acordo de paz que abriu o caminho para acabar com a guerra civil em 2006.

#africareview.com


Guiné-Conacry: Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) - 5.206.118 eleitores na lista eleitoral.

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O comitê suprapartidário da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) realizou uma reunião nesta quinta-feira, 9 de julho de 2015, no Palácio do Povo. O objetivo foi discutir o andamento dos preparativos para as eleições presidenciais de 11 de Outubro de 2015. Esta reunião teve a participação de representantes da sociedade civil, centrais sindicais, parceiros técnicos e meios de comunicação.



No início da sua intervenção, a Sra Camara Djénabou Touré, directora adjunto do Departamento Técnico de Planeamento e do registo eleitoral, disse que a revisão das operações terminou no terreno. A CENI iniciou suas operações em 23 de maio de 2015 por um período de 45 dias, dentro do país, e 30 dias fora do país.

No geral, as operações correram muito bem, ainda com alguns problemas iniciais como quaisquer transações desta natureza. De acordo com Sra. Touré, "este trabalho permitiu inscrever 5. 206.118 eleitores nas listas eleitorais dos diversos círculos eleitorais da Guiné, também aceitamos pedidos de correcções de eleitores que existiam no banco de dados e tomaremos em considereção a exclusão de pessoas falecidas, bem como aquelas que mudaram de endereços.

 Dando continuidade à sua intervenção, a Sra. Camara Djénabou Touré explicou que hoje, "a CENI está dentro do seu cronograma, 769.770 dados de cidadãos são processados ​​no banco de dados que foi usado para cadastrar 1,4 milhões esperados,. . 218.000 duplicatas foram confirmados sobre 769.770 cadastrados, o quer dizer que as cifrass brutas vai diminuir em 278.465 eleitores. "

Além disso, a Sra. Camará disse que "operações de revisões foram concluídas, a recuperação de dados foi concluído, do mesmo modo que os kits foram duplicados para Conakry, e estamos agora na fase de tratamento dados cadastrados. Ou seja, de eleitores que foram inscritos duas vezes ou mais. Nós vamos fornecer até 01 de agosto, as listas eleitorais provisórias sobre todo o território nacional ".
Sobre a questão da transparência do processo eleitoral, Sr. Maxime Koivogui, diretor de transparência da CENI, afirmou que "a CENI vai fazer roptura com o engano e a fraude eleitoral que a Guiné conhecia como esta CENI é independente. "

# Mariame Sylla para GCI
2015-GuineeConakry.Info


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Guiné-Conacry:Exclusivo - Moussa Dadis Camara, "Sim, eu vou estar próximo a Guiné".

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Moussa Dadis Camara, 2 outubro de 2009. © Schalk van Zuydam/AP/SIPA

O ex-chefe da junta guineense, Moussa Dadis Camara, foi acusado em 9 de julho de cumplicidade de assassinato, seqüestro e estupro, durante o massacre de 28 de Setembro de 2009. O seu julgamento não vai certamente ser realizado antes da eleição presidencial marcada para outubro, na qual já é considerado candidato, e até ao ao  veredicto, ele será considerado inocente.

Pela primeira vez desde que anunciou sua acusação, Moussa Dadis Camara se exprime na mídia. Ele respondeu às perguntas a Jeune Afrique, por escrito, de Ouagadougou onde ele está no exílio.

Jeune Afrique: Você ficou surpreso com essa acusação?

Moussa Dadis Camara: Não. De toda evidência, não podemos procurar se render a justiça em um evento também grave sem culpar toda a cadeia de comando. Eu não estou no entanto surpreso, nem por esses chefes de acusação de cumplicidade, ou pelo tempo desta acusação, uma vez que estamos a poucos meses antes das eleições [a eleição presidencial a ser realizada em 11 de outubro, segundo a nota].

Como se desenrolou sua audiência em 7 de julho? Em que estado esteve você?

Eu estava e continuei sereno e confiante. Eu mesmo reclamei que a justiça seja feita bem antes do ataque à minha pessoa, o que está diretamente relacionado a jornada de 28 de Setembro [03 de dezembro de 2009, Toumba Diakité, seu assessor e chefe de "boinas vermelhas" acusado de ser responsável pelos massacres, que abriu fogo contra Dadis Camara]. Eu sei que o Presidente Alpha Conde colocar um ponto de honra que a justiça seja feita de forma transparente e sem desvios.

Você sempre, como você tem repetidamente anunciado, que em breve voltará para Guiné?

Sim. a Guiné é sinônimo de justiça. Como eu poderia ter a estima das pessoas se eu não voltar para o meu país? As eleições estão se aproximando, a justiça avança, e eu tenho que lutar e mostrar aos meus críticos e meus inimigos que eu sou e eu vou ficar com a Guiné.

A acusação conclui suas ambições para presidencial de outubro?

Não, muito pelo contrário. Desde o meu exílio forçado, espero que a luz seja lançada sobre esses eventos. Não estou envolvido no massacre e eu espero que a justiça reforça a minha legitimidade para lutar por eleições democráticas na Guiné.

O que vai acontecer com a sua aliança com a União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG) de Cellou Dalein Diallo?

A verdadeira questão é: por que essa decisão da justiça caiu depois que nós dicutimos uma proposta de aliança forte e justa? Eu temo uma orquestração, ver um instrumentalização política da justiça. Eu jamais temi alguma decisão da justiça, mas é claro que há, provavelmente, um desejo de restringir o nosso ritmo. Então, eu devolvo a pergunta: quem se beneficiaria da minha ausência e aniquilação dessa aliança?

O que você espera do julgamento iminente?

Como vocês: as respostas. Lembrem-se de que quase perdi a vida após esses eventos. Punir esses elementos facciosos reveste um carácter quase pessoal, mesmo que esses meus pensamentos vão de encontro aos guineenses que sofreram naquele dia. Um julgamento que revelará a verdade e os verdadeiros culpados serão condenados. E pode ser que talvez vão chamar a atenção daqueles que se beneficiam do meu afastamento. Lembrei-vos que "há um ponto da mais cruel da tirania que é essa que é exercida na sombra de leis e com as cores da justiça" [citação de Montesquieu].

#jeuneafrique.com


Burundi: atraso na eleição.

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Presidente Pierre Nkurunziza

O governo do Burundi, disse nesta sexta-feira que apoiou as chamadas regionais para adiar votações controversas, mas apenas por alguns dias, alegando que tinha solicitado a comissão eleitoral para implementar o atraso.

A crise no país gira em torno do lance ao terceiro mandato do presidente Pierre Nkurunziza, que seus oponentes dizem que é inconstitucional e viola um acordo de paz que pôs fim a uma dúzia de anos de guerra civil em 2006.

Mais de 70 pessoas foram mortas em mais de dois meses de protestos, com mais de 158 mil refugiados que fogem para os países vizinhos, de acordo com os últimos dados da ONU.

Eleições foram devidas: presidencial para 15 de julho, seguido de eleições para o Senado em 24 de julho, mas os cinco países da Comunidade do Leste Africano (EAC) pediram na segunda-feira para que as eleições fossem adiadas por duas semanas, até 30 de julho, a fim de dar tempo para a mediação.

Foram boicotadas

O porta-voz do governo Philippe Nzobanariba disse em um comunicado que a comissão eleitoral havia sido encarregada de implementar a recomendação da EAC para um atraso para a votação, mas que deve ser realizada o mais tardar até 26 de Julho.

#africareview.com

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Costa do Marfim: Segurança marítima - os países africanos procuram uma solução concertada.

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38 países africanos têm acesso ao mar, mas não participam no transporte marítimo mundial, no máximo 1,2% e apenas 0,9% da arqueação bruta. Os portos destes países gerenciam nada mais que 6% do tráfego de carga global e cerca de 3% do tráfego de contentores marítimos. Nesse nível baixo, temos de acrescentar o vasto leque de potenciais e reais ameaças que podem resultar em perdas significativas e danos catastróficos para estes estados e ocasionalmente perca de receita por incitarem à violência e insegurança, que incluem o tráfico de drogas, a corrupção, pirataria marítima e assalto à mão armada, passageiros clandestinos à imigração, a pesca ilegal, os eventos do mar.

A vista de números e a crescente capacidade de fatores que ameaçam as actividades marítimas de países africanos por iniciativa da Organização Marítima Internacional (IMO), Abidjan está a cedear nesta quinta-feira, dia 9 de julho a reunião regional de Chefes de administrações marítimas dos países francófonos da África Ocidental, Central, Comores e Madagáscar. Sob o patrocínio do primeiro-ministro marfinense Daniel Kablan Duncan, a reunião que durará dois dias, visa abordar, entre outras questões de segurança, a segurança, o controle do porto pelo Estado, as políticas marítimas, de ratificação e a implementação das Convenções. O seu objectivo é, acima de tudo, como apontado por vários oradores na cerimônia que objectiva encontrar uma solução concertada e inovadora com sistemas de gestão adequados. Porque eles se arrependeram, o quanto a África tem sido parte atrasada do desenvolvimento da indústria marítima no mundo, não foi capaz de tomar, de forma sustentável, em benefício o seu lugar natural. Por isso, é certo que o primeiro-ministro marfinense Daniel Kablan Duncun, propôs '' que seja tomada uma ação consistente e vigorosa para resolver estes problemas, a nível nacional, regional e continental '' no final do trabalho.

Também, ele convidou aos participantes para "uma cooperação reforçada e dinâmica" entre as diferentes administrações nacionais, com vista a abordar o "grande desafio '' a qual esses diferentes países são confrontados no mar, notadamente em matéria de segurança marítima e segurança portuária. Para assegurar a disposição de seus países de ratificar as várias convenções adoptadas pela OMI, Daniel Kablan Duncan disse que estava honrado na escolha que incidiu sobre a Costa do Marfim para o início da nova política sobre a auditoria na administrações marítimas a partir do primeiro trimestre de 2016. Martin Parfait Aimé Coussoud-Mavoundou, Ministro delegado da Marinha Mercante do Congo, por seu lado, exortou os africanos a desenvolver "economia azul '' em torno do espaço marítimo. Esta, é pelo estabelecimento de uma "política integrada pró-ativa '', insistiu ele. O ministro marfinense dos Transportes Gaoussou Toure vai seguir o exemplo de seu antecessor. Para ele, '' as apostas são tão importantes e os meios financeiros solicitados são tão elevados que nenhum país Africano sozinho pode lidar com isso. '' Ele, portanto, sublinhou a necessidade de uma sinergia de acções pelos Estados para reduzir os problemas que assolam o sector.

Um total de 15 países participam neste encontro: Benim, Comores, Congo, República Democrática do Congo, Djibuti, Gabão, Guiné, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Madagáscar, Mauritânia, Senegal, Nigéria, Togo e Costa do Mmarfim

Danielle Tagro

#abidjan.net

Cuba é primeira nação do mundo a eliminar transmissão de HIV de mãe para filha/o, diz OMS.

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 Cuba é primeira nação do mundo a eliminar transmissão de HIV de mãe para filha/o, diz OMS. 22513.jpeg

Cuba - Opera Mundi - Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) reconheceu os esforços da ilha pela eliminação também de transmissão congênita de sífilis.
Cuba se tornou nesta terça-feira (30/06) o primeiro país do mundo a receber a validação da OMS (Organização Mundial da Saúde) por ter eliminado a transmissão do HIV (vírus que provoca Aids) e da sífilis de mãe para filho.
"Tudo foi possível por nosso sistema social e pela vontade política desde o mais alto nível. Isso permitiu que um país com poucos recursos tenha feito estas conquistas", disse o ministro de Saúde Pública de Cuba, Roberto Morales, em entrevista a jornalistas na sede da organização, em Washington.
Morales atribuiu este marco ao sistema de saúde estabelecido após o triunfo da revolução cubana há mais de meio século, um sistema que definiu como "gratuito, acessível, regionalizado e integral", de acordo com a Agência Efe.
Junto a Morales, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, reconheceu os esforços da ilha pela eliminação desses dois vírus, após visita de especialistas da organização, que constatam os resultados no local, reportou Cubadebate.
Segundo Etienne, todos os países da região se comprometeram em 2010 a conquistar "o que Cuba alcançou hoje". De sua parte, o ministro cubano disse estar em "total disposição de ajudar outros países".
Em maio de 2014, foi criado um comitê regional de validação de 14 especialistas de diversas nações do continente sobre a eliminação da transmissão congênita do vírus HIV e da sífilis.
Cuba foi o primeiro país a solicitar esta avaliação, processo que já foi iniciado por Barbados, Jamaica, Anguila e Ilhas Virgens. Outros Estados da região e do mundo já deram importantes passos para a sua validação.

In Iranews

 #pravda.ru

Chade: Goukouni Weddeye « Eu não tenho nenhum rancor a Hissène Habré »

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Goukouni Weddeye, em 21 junho de 2015, em N'Djamena. © Alfredo Caliz para Jeune Afrique

O ex-chefe do governo provisório do Chade, Goukouni Weddeye, recusou-se a testemunhar contra Hissène Habré no tribunal durante o julgamento, a ser realizado em 20 de julho em Dacar. Ele não estimou portanto que,  ele é o único que se apresentou em 1982 como inocente dos crimes de que é acusado. Entrevista.

Por muito tempo, os seus destinos estavam ligados. Hissène Habré e Goukouni Weddeye, dois Toubou de ramos distintos (o primeiro é de Daza, a segundo deTeda), nasceram na mesma época, no coração da Segunda Guerra Mundial. Eles travaram uma guerra por quase vinte anos. Em seguida os cinco primeiros anos, um contra o outro. Eles experimentaram o exílio, o apoio ambíguo dos poderosos deste mundo, as derrotas militares, desespero certamente, mas também o poder e exílio novamente.

Hoje Habré aguarda julgamento na prisão em Dakar, enquanto Goukouni, voltou para casa depois de uma longa peregrinação, realizada nas mediações no sul da Líbia há alguns meses, o Burundi recentemente. Sempre tão taciturno, o homem do Tibesti recebe na sua casa que foi cedido pelo Estado em N'Djamena e fala sobre seu ex-rival como amigo de infância de muito tempo e perdido de vista, mas nunca esquecido.

Jeune Afrique: Você depôs no julgamento de Hissène Habré?

Goukouni Weddeye: os juízes africanos [Os Chambers Africanos Extraordinários ] me solicitaram para que viesse para o Senegal. A princípio eu concordei. Depois eu hesitei. Mas depois eu disse: "Por que fazê-lo? "Há vítimas que estão detidos há anos e que têm apresentado suas reclamações. Estou longe de tudo. Enquanto Hissène detinha o poder, eu os combati. No entanto eu declinei o convite.

Portanto, você conhece bem Habré. Seu testemunho poderá ser útil ...

Sim, eu estive por aí por um longo tempo. É graças a mim que ele foi nomeado chefe do nosso exército. Mas, depois de 4-5 anos, nós nos separamos, e desde então não nos vimos novamente. O que eu vou dizer contra ele?

Você está assistindo o julgamento na televisão?

Sim. Para ver quais as perguntas que lhe são feitas. E quais são suas respostas.

Você acha que ele vai falar?

Eu não acho.

Ele é orgulhoso e arrogante ...

Sim, muito orgulhoso.

É uma coisa boa que ele fosse julgado?

Quando houve rumores de que ele seria julgado em Bruxelas, na Bélgica, eu era contra por princípio. Eu não sou pro-Gbagbo nem pró-Taylor, mas como Habré, eles são antigos chefes de estado: que são intimados, e que seriam julgados na Europa, honestamente isso me dói. E eu gostaria que ele morresse em Dakar, ao invés dele ser julgado no Chade. Mas não vejo nenhuma objeção a que ele seja julgado na África, pelos africanos. Se ele é limpo, ele vai sair. Se ele fez algo, ele vai ser condenado.

E de acordo com você?

Não é limpo, isso é claro.

Quando você estava lutando contra ele na década de 1980 no norte do país, você sabia o que estava acontecendo aqui em N'Djamena ou no sul? A repressão, tortura ...

Não totalmente, mas que tinha ouvido falar sobre algumas coisas. Nós não precisamos estar em N'Djamena para ver que Hissène não tem sentimentos. Ele pode sacrificar sua mãe e pai para alcançar seu objetivo. Quando estávamos lutando contra ele em 1980 [em N'Djamena, etc], já havia evidência tangível de execuções.

Hoje Habré dorme em uma célula e será julgado. Você, você é livre e você vive no seu país. É vingança?

Não, mas ele responde a uma realidade. Quando eu estava à frente do governo de unidade nacional de transição, muitos dos meus camaradas tomaram exemplo sobre o seu controle e me acusaram de ser negligente. "Por que não te impressiona pessoas como Habré? "Me disseram. Mas minha consciência não me permite. Agora, a verdade está lá fora. Eu sou livre. Minha atitude foi recompensada.

A quando remonta vosso último encontro?

Eu não me lembro. Isso foi antes de ele tomar N'Djamena [em junho de 1982].

E o primeiro?

Eu já o conhecia em 1962. Eu estava na escola [em Faya], foi adjunto do prefeito. Percebi, por vezes, mas somente de longe, ele foi um grande líder. A segunda vez que o vi foi em Tripoli [em 1971]. Ele veio a meu convite. E foi indicado para comandar o Comando do Norte do Conselho das Forças Armadas (CCFAN) [dissidência da Frente de Libertação Nacional do Chade (FROLINAT)].

Naquela época, ele realmente foi encarregado de uma missão pelo Presidente Tombalbaye ...
Quando ele chegou em Tripoli, eu estava no mato, nas montanhas do Tibesti. Ele conheceu meu pai [o Derdé Kihidémi] e ele me escreveu uma carta, eu lhe respondi, então nos conhecemos. Eu, então, considerou-o como um militante da FROLINAT que aderiu à rebelião. Abba Siddick [o líder deste movimento armado, exilado em Tripoli], que tinha sido expulso da Líbia, acusou-o de ser um traidor. Eu não compartilho desta visão, eu acho que Siddick jogava com o tribalismo. Foi só mais tarde que me foi dito que ele era um agente de Hissène Tombalbaye.

Muito rapidamente, você lhe confiou a cabeça de CCFAN. Por Quê?

Eu o queria de volta na ordem em nossas fileiras. Ele veio da administração, então eu pensei que era o homem certo. E não estamos lutavam pelo poder, mas contra a injustiça. Nesse campo, ele tinha mais bagagem do que eu.

Habré, não é ele lutando por poder?

Sim. Mas nós só aprendemos muito mais tarde.

Quando você percebeu?

Depois de alguns anos. Quando eu o nomeie o líder, alguns dos combatentes me disseram: "Não, ele é muito frio, temos de avaliá-lo-lo em parte por um ano." Mas eu ignorei. Foi o que Abba Siddick tinha dito: "Goukouni trouxe Hissène, mas ele vai se arrepender." Eu não me arrependo, mas eu sei que eu cometi um erro. Eu estava enganado por meus sentimentos.

O que você lhe diria se você cruzasse a estrada com ele hoje?

Eu não tenho nenhum rancor contra Hissène Habré. Eu não considero-o como um inimigo. Na época, cada um de nós teve sua idéia.

#africareview.com

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Angola: Mário Faustino - O Activista Detido e Esquecido.

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Desde o dia 20 de Junho último, muito se tem dito e escrito sobre os activistas angolanos detidos por acusação de tentativa de golpe de Estado. Contudo, tem permanecido no esquecimento o caso do activista Mário Faustino, detido desde 27 de Maio passado por tentativa de manifestação.

Em exclusivo ao Maka Angola e a partir da cela do Comando Provincial da Polícia Nacional em Luanda, onde se encontra detido, o activista conta ter sido torturado por um brigadeiro das Forças Armadas Angolanas (FAA), numa unidade militar. Segundo o seu depoimento, o brigadeiro em causa terá afirmado que Mário Faustino merecia ser atirado ao alto-mar, aos tubarões, ou a um rio com jacarés.

O procurador-geral da República, general João Maria de Sousa, e o ministro do Interior, Ângelo Tavares, vieram a público falar sobre o zelo dos seus órgãos no respeito pelo princípio da legalidade, no caso específico da detenção dos 15 alegados “golpistas” e de outras acções contra as vozes críticas do regime.

Ora convenhamos que o caso de Mário Faustino revela o estado doentio e a incoerência das acções dos órgãos de justiça. A 18 de Junho, a Polícia Judiciária Militar remeteu, ao Comando Provincial da Polícia Nacional em Luanda, o Processo 453/015, assinado pelo major Bernardo José Quilombo, referente à instrução processual de Mário Faustino. Este reafirma nunca ter sido militar. Algumas caricaturas contra o presidente José Eduardo dos Santos, retiradas da internet, foram anexas ao processo como provas da conduta alegadamente criminosa do activista.

Por sua vez, a 19 de Junho, a polícia registou o detido com o número de processo 4527/015 OP. 

Contactado por Maka Angola, o procurador Cangombe, instrutor do processo junto do Serviço de Investigação Criminal (SIC),  refere que somente após a instrução do processo  “prestaremos as devidas  informações”.

Eis o relato do caso de Mário Faustino.

A primeira detenção

A 2 de Maio, Mário Faustino, com 28 anos de idade, foi detido pela Polícia Nacional no momento em que tentava juntar-se a uma manifestação de antigos combatentes no Largo da Independência, entretanto reprimida. A polícia deteve também oito antigos combatentes na mesma operação.

“Os polícias espancaram-me com porretes, barras de ferro e paus, como é hábito. Levaram-me, primeiro, para a esquadra da Ilha.” O activista conta ter sido transferido, pouco depois da sua detenção, para o quartel-general da Região Militar de Luanda, na companhia dos outros oito detidos, incluindo uma mulher cuja identidade não esclareceu.

Durante 12 dias, Mário Faustino foi sujeito a sevícias diárias. “Fui regularmente torturado por cinco majores e um tenente-coronel. Cada um chegava, tirava-me da cela, acusava-me pessoalmente de querer causar uma nova guerra no país, espancava-me, devolvia-me à cela e ia-se embora”, revela o activista.

Segundo Mário Faustino, as forças da ordem queriam “que eu mostrasse o chefe [das manifestações]. Respondi sempre que as manifestações não tinham um chefe. Se havia, eu não sabia quem era o chefe.”

O activista acabou por ser libertado a 14 de Maio, sem nunca ter sido ouvido pelo procurador-militar, de acordo com o seu depoimento. “Apenas um coronel veio advertir-me, no acto da minha soltura, que eu perderia a vida caso continuasse a participar em manifestações”, relata.

“Eu disse ao coronel que se eu tivesse de ser morto por participar numa manifestação, então seria melhor o governo rasgar primeiro a Constituição, que é a causa deste problema [tentativas de manifestação]”, prossegue o activista, em tom de desafio.

A segunda detenção

Mário Faustino insiste no pleno exercício do que considera ser o seu direito constitucional de manifestação. Segundo o Art.º. 47.º, 1.º, da Constituição, “é garantida a todos os cidadãos a liberdade de reunião e de manifestação pacífica e sem armas, sem necessidade de qualquer autorização e nos termos da lei”.

Ora, Faustino juntou-se a uma nova tentativa de manifestação, 13 dias após a sua libertação, e acabou novamente detido, a 27 de Maio. O relato sobre o que lhe tem acontecido às mãos das autoridades é aterrador.

No acto de detenção, no Largo da Independência, os agentes policiais trataram à pancadaria sete activistas, incluindo Mário Faustino e os veteranos Nito Alves e Adolfo Campos.

Adolfo Campos, por exemplo, conta ter sido arrastado pelo asfalto por agentes policiais, até lhe esfolarem as costas. Conforme testemunho do próprio, durante a tareia, com porretes, pontapés e bofetadas, fracturaram-lhe ainda o braço direito.

Já na esquadra da Boavista, para onde os activistas foram levados, os agentes policiais receberam ordens para transferir Mário Faustino, tomado como o suposto “cabecilha da manifestação”, mais uma vez para o Quartel-General da Região Militar de Luanda.

“Tentámos pressionar para que o Mário não fosse separado do nosso grupo de detidos. Tentámos defendê-lo, agarrando-o, mas fomos espancados”, lamenta Adolfo Campos.

Tubarões ou jacarés

“No quartel, os militares disseram-me que eu tinha de ser morto, porque era fraccionista”.

“Um brigadeiro e um comissário [da Polícia Nacional] foram ter comigo [à cela], no dia seguinte, e afirmaram que eu merecia ser atirado aos tubarões no alto-mar ou aos jacarés no rio, porque eu queria provocar uma guerra”, denuncia Mário Faustino. Porém, o detido não identificou os oficiais que terão falado consigo, já que estes não terão dito o seu nome ou cargo ocupado; foi apenas capaz de lhes identificar as patentes, uma vez que se encontravam fardados.

No segundo dia, um major da Polícia Judiciária Militar interrogou o detido. “O major perguntou-me se eu estava a ser apoiado por algum partido político e quis saber quanto eu recebia”, prossegue Mário Faustino.

De acordo com as declarações do próprio, ao responder negativamente à questão, o major perguntou-lhe de que forma se sustentava. Mário Faustino afirmou ser desempregado e activista. “Disse que continuarei a defender a causa do povo angolano”, remata.

A Região Militar de Luanda manteve encarcerado Mário Faustino por mais 12 dias. Transferiu-o, a posteriori, para uma cela solitária numa instalação militar que o activista não soube precisar. “A Polícia Militar escoltou-me de carro para uma outra unidade. Eu não vi nada. Quando chegámos, alguém me disse apenas que eu estava na Cidade Alta [zona do Palácio Presidencial e do Ministério da Defesa].”

“[Os militares] despiram-me a roupa toda e fiquei nu, sob comando de um brigadeiro e de um tenente-coronel fardados.”

“O brigadeiro disse-me que a intenção deles era virem buscar-me à cela, durante a noite, para me atirarem ao alto mar. Depois, os dois oficiais espancaram-me com barrotes e porretes por todo o corpo.”

De acordo com informações por si prestadas, Mário Faustino passou perto de 20 dias numa cela solitária, sem direito a água e alimentação. “Por pena, alguns guardas, às escondidas, davam-me água e pão”, revela.

Como forma de chamar atenção para o seu calvário, Mário Faustino conta que teve apoio de um soldado que lhe “ofereceu” um isqueiro. “Tive de incendiar o meu colchão para me retirarem daquela cela. O soldado tinha pena de mim e achava que os seus chefes me queriam matar ali mesmo.”

Depois do incidente, Mário Faustino foi transferido para a direcção provincial do Serviço de Investigação Criminal (SIC), nas instalações do Comando Provincial da Polícia Nacional, onde se encontra actualmente.

“O tenente-coronel batia-me muito com um barrote, enquanto quatro soldados me agarravam.”

Na sexta-feira passada, já no comando provincial, o activista foi ouvido pelo procurador Cangombe.

“O procurador mostrou-me o processo e perguntou-me se já tinha sido ouvido por outro procurador. Respondi que não”, conta.

Segundo Mário Faustino, o procurador perguntou-lhe o que fez e o que o terá levado à prisão.

Apesar de não ter sido ouvido pelo procurador militar durante a sua detenção no quartel-general da Região Militar, Mário Faustino soube então que lhe foi instruído pela Polícia Judiciária Militar. No referido processo, estavam anexas, como provas do crime, caricaturas do presidente José Eduardo dos Santos que circulam nas redes sociais. Numa dessas caricaturas, o presidente está amarrado e a ser escoltado por agentes do FBI, o bureau de investigação federal dos Estados Unidos da América.

Mário Faustino trabalhou até 2010 na Casa de Segurança do presidente da República, como civil colocado na base da Brigada Especial de Limpeza, no Kikolo, em Luanda. O activista fez parte do grupo original dos ora célebres e martirizados activistas 
Alves Kamulingue e Isaías Cassule. Ambos se destacaram, comAlberto Santos, na organização dos despedidos da Casa de Segurança, incluindo ex-guardas presidenciais, para uma manifestação contra o presidente José Eduardo dos Santos. Alves Kamulingue foi fuzilado a 27 de Maio de 2012, dia da malograda manifestação, por um grupo de operativos da Polícia Nacional e do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE). Isaías Cassule foi assassinado por asfixia, e o seu corpo foi atirado aos jacarés por outro grupo de operativos sob supervisão directa do comité provincial do MPLA em Luanda.

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Banco Mundial alerta para aumento de morte materna pós-Ebola.

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O Banco Mundial alertou nesta quarta-feira que a perda de profissionais de saúde em meio à epidemia de Ebola na África ocidental pode aumentar as mortes de mulheres por complicações da gravidez e do parto.
Um adicional de 4.022 mortes de mulheres pode ser visto a cada ano ao longo de Guiné, Libéria e Serra Leoa, países mais atingidos pelo recente surto de Ebola, disse o Banco em um relatório que analisa o impacto além dos efeitos diretos da epidemia.
"A perda de trabalhadores de saúde pelo Ebola pode elevar as mortes maternas até taxas vistas pela última vez nestes países há 15-20 anos atrás", disse Markus Goldstein, economista-chefe do Banco Mundial e co-autor do relatório, em comunicado.
Segundo o relatório, médicos, enfermeiros e parteiras morreram desproporcionalmente na epidemia, que já matou mais de 11.200 pessoas nos últimos 18 meses, a maioria delas na África ocidental.
Por exemplo, no mês de maio, 0,1 por cento de toda a população da Libéria tinha morrido de Ebola, em comparação com 8,1 por cento dos seus trabalhadores de saúde.
A perda de trabalhadores de saúde para o Ebola provavelmente resultaria em taxas de mortalidade materna significativamente mais elevadas mesmo após os três países serem declarados livres do Ebola: 111 por cento na Libéria, 74 por cento em Serra Leoa e 38 por cento na Guiné.
"O Ebola enfraqueceu sistemas de saúde já muito frágeis nesses países", disse David Evans, co-autor do relatório. "O impacto devastador de Ebola deve ser o catalisador para reforçar os sistemas de saúde muito além de seus níveis pré-Ebola".
O relatório disse que 240 trabalhadores de saúde precisam ser contratados imediatamente entre os três países. De acordo com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, os países precisam de 43.565 médicos, enfermeiros e parteiras para atingir a cobertura de saúde adequada, observou.
Tim Evans, diretor de saúde, nutrição e população no Banco Mundial, pediu um "investimento urgente" que iria priorizar a formação de trabalhadores de saúde nos três países.
"Isso é para garantir que a Guiné, a Libéria e Serra Leoa não estão apenas equipadas para lidar com futuras epidemias mortais, mas que todos os dias as mães tenham acesso aos cuidados de saúde de qualidade de que precisam, que salvam suas vidas e as preparam para o futuro".
O relatório, "Mortalidade Profissional da Saúde e o Legado da Epidemia de Ebola", foi publicado na revista The Lancet Global Health nesta quarta-feira.

08/07/2015 20:59


Epidemia de ebola ainda não acabou, alerta OMS.

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epa04406156 Liberians with symptoms of Ebola report to nurses in protective clothing at the John F. Kennedy (JFK) Ebola treatment center in Monrovia, Liberia 18 September 2014. In Geneva, Switzerland, the World Health
Mais de mil técnicos da OMS atuam em Serra Leoa, Libéria e GuinéAhmed Jallanzo/EPA/Lusa/Direitos Reservados

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que, apesar dos avanços obtidos nos últimos meses, a epidemia de ebola ainda não acabou. Segundo a entidade, novos casos da doença continuam sendo identificados, com destaque para registros recentes na Libéria. Pelo último balanço, mais 20 foram confirmados na última semana de junho. A atual incidência do ebola varia de 20 a 27 novos casos por semana.
“No último ano, fizemos progresso ao estabelecer sistemas e ferramentas que nos permitem responder de forma rápida e efetiva. Graças à diligência e dedicação de milhares de cientistas, pesquisadores, voluntários e fabricantes, estamos numa situação melhor do que a que enfrentamos um ano atrás”, afirmou a organização.
A OMS destacou que a epidemia de ebola permanece em curso e que melhorias nos métodos de trabalho estão sendo incorporadas à medida em que são desenvolvidas. “Mas precisaremos ainda de muitos outros meses de trabalho árduo para alcançarmos o fim da epidemia e para impedir que a doença se espalhe por outros países.”
De acordo com a entidade, já existem quatro kits de diagnóstico rápido para o ebola, capazes de detectar a doença em poucas horas, além de 23 laboratórios habilitados para a testagem do vírus. A organização acredita que, em alguns meses, uma vacina segura contra o ebola estará disponível.
Ao todo, 1,1 mil técnicos especialistas da Organização Mundial da Saúde trabalham atualmente nos três países mais atingidos pela doença: Serra Leoa, Libéria e Guiné. A epidemia foi formalmente reconhecida pela OMS em março do ano passado. Ao todo, 27.443 casos foram registrados até junho deste ano, além de 11.220 mortes provocadas pela doença.

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terça-feira, 7 de julho de 2015

O Senegal vira as costas para o francês, mas o vernáculo é grego para muitos...

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Um dos líderes mais eruditos da África, o poeta-presidente e laureado da Academia Francesa, Leopold Sedar Senghor, o segundo à esquerda. ARQUIVO | GRUPO Nation Media.

Quando o governo do Senegal aprovou o uso de línguas vernáculas no Parlamento por deputados que não são proficientes na língua oficial, o francês, ele criou ainda mais problemas - muitos legisladores, descobriram que eram incapazes de ler ou escrever também em seus respectivos dialetos locais ou wolof, a língua nacional.

O Senegal é um dos muitos países africanos que lutam para encontrar um equilíbrio entre a utilização das língua oficiail que pode ser entendido por muitos, no lugar das línguas vernáculas e locais em que a maioria das pessoas são proficientes, mas que nem sempre são compreendidas por todos.

Em países como a Tanzânia, Uganda e África do Sul, as crianças recebem suas aulas de formação que são ministradas em suas línguas vernáculas para eles entenderem os conceitos-chave, antes de lhes ser introduzido o Inglês e outras línguas estrangeiras.

Embora o Senegal seja a casa de um dos líderes mais eruditos da África, o velho poeta-presidente e laureado da Academia Francesa, Leopold Sedar Senghor, mas muito poucas pessoas no país têm o domínio do texto escrito das línguas que falam.

Isto é, em parte, devido à tradição oral encontrado em muitas partes do continente, mas também é devido a algumas tendências idiossincráticas. O Pulaar muitas vezes chamado Toucouleurs, estão entre os grupos majoritários espalhados por todo o país e bem conhecidos por sua baixa taxa de alfabetização em francês. Eles também são notoriamente etnocêntricos; eles deliberadamente falam sua própria língua para todos os outros e fazem muito pouco esforço para dominar outras línguas, incluindo o Wolof.

Como resultado, a maioria dos legisladores pulaar dirigem-se ao Parlamento através de intérpretes, uma prática que outros deputados também com menos domínio do francês e wolof seguem.

Enquanto os intérpretes permitem os senegalês para se comunicarem uns com os outros, eles nem sempre concordam com o que ouvem ou como se escreve. Por exemplo, mesmo aqueles que são alfabetizados em Wolof fundado sobre a ortografia das palavras básicas como "casa" que para alguns significaria Keur e para os outros Kerr.

Fonte de disputa

Mesmo a ortografia para o nome do prato nacional, que compreende trincas e peixe temperado, é uma fonte de controvérsia. Alguns chamam arroz como chep ou Tchep e peixes como dienne ou djenne.

Longe de ser um incômodo para os pedantes, grafias no Senegal podem ser uma fonte de grandes divergências. Em 1977, não tivesse havido uma intervenção difícil do presidente Senghor que teria proibido um dos filmes do produtor líder do país, diretor e escritor, Sembene Ousman, para a exibição pública.

A briga entre o poeta-presidente e o cineasta era simplesmente sobre a ortografia de um dos títulos de filmes de Ousman, Ceddo, que, traduzido, significa literariamente alguém que não acredita em Deus, mas em espíritos.

O Presidente preferiu o título do filme a ser escrito com um 'd', e não dois, e o filme foi proibido, alegando que ele promovia conflito entre o Islã, e o Cristianismo, bem como as crenças tradicionais.

Décadas mais tarde, o debate continua sobre como soletrar e escrever muitas palavras em Wolof, que é amplamente falado na África Ocidental, mas veio originalmente do Senegal. Ao contrário de Kiswahili na África Oriental, que é amplamente utilizado na escrita, o Wolof permanece principalmente como um vernáculo falado.

O trabalho está em andamento para criar grafias padrão para o idioma nacional, mas isso, sem surpresa, não será sem vozes de dissidentes. Loquaz o ministro da Educação do Senegal Serigne Mbaye Thiam não parece ser claro sobre como proceder com a seleção e o ensino das línguas locais nas escolas.

Ele argumenta que o processo é "complexo e, por vezes sensível", mas não oferece soluções claras.

Cheikha Ndiaye, um ex-professor de sociologia, disse à África que o comentário que surge com a complexidade a partir da escolha de uma língua em detrimento de outras, num país onde muitas pessoas são multi-linguísticos, mas mantêm suas línguas originais.

Dinâmicas do poder 

Há bem mais de uma dúzia de idiomas no Senegal com o Serer (da comunidade de Senghor) sendo uma das maiores e sem dúvida a mais balcanizada. Seu sucessor, Abdou Diouf, é uma mistura de Pulaar e Serer, assim como o titular Macky Sall - considerações importantes na dinâmica de poder da linguagem.

Para adicionar a esta complexidade, o grupo Serer tem cinco dialetos que são bastante diferentes, até mesmo para as pessoas que vivem dentro de um raio de 10 km.

"Esta é uma questão sensível e deve-se ter muito cuidado e com técnica em lidar com esse tipo de problema", disse o professor Ndiaye durante o lançamento de um programa de parceria educacional em Dakar recentemente.

A parceria entre a Associação de Pesquisa em Educação e Desenvolvimento e da Fundação Dubai que é um projeto bilíngüe para ajudar as escolas a navegar pelo labirinto de línguas no ensino de alunos.

Estima-se em cerca de 17 mil milhões de francos CFA (aproximadamente US $ 8,5 milhões) serão gastos em mais de seis anos para treinar 300 professores e 24 inspectores e produzir livros didáticos, a fim de ajudar a impulsionar o ensino de línguas no país.

Inicialmente, o plano era para promover o uso de Wolof, mas essa resistência rapidamente fez reunir os professores e pais em muitas partes do país. Após uma conferência de consenso nacional em Dakar (com tradutores de prontidão), foi acordado que várias línguas locais seriam ensinados, dependendo da localidade.

Debate nacional

Assim, o Wolof será predominantemente ensinado e em torno de Dakar, a capital, onde acredita-se ser originário o grupo étnico Lebou.

Os alunos de outras partes serão ministrados nas línguas vernáculas mais comuns, de acordo com o Sr. Abdou Diaw, o diretor de educação primária no ministério.

"Cientificamente, está provado que quando uma criança começa a aprender na sua língua materna, isso a ajuda a compreender rapidamente e melhor", disse ele. Com apenas 18,2 por cento das raparigas na escola, de acordo com um estudo da Unesco, em 2012, as autoridades esperam que isso vai aumentar matrículas femininas em um país com mais mulheres do que homens.

Países têm experimentado o uso de vernáculo no ensino por muitos anos e Unesco realizou uma das primeiras reuniões internacionais sobre o assunto em 1951, em Paris. A experiência com o Senegal começou em 1976 mas foi abandonado até que a incapacidade dos deputados se expressarem em francês trouxe o assunto de volta ao debate nacional em 2013.

Com Parlamentares livres para falarem em suas línguas vernáculas no Parlamento, os alunos das escolas terão agora a sua oportunidade de lhes serem ensinados em línguas que compreendam. As autoridades esperam que em 2018 as seis línguas principais, Wolof, Serere, Pulaar, Joola, mandinga e soninké, será entrincheirado nos programas escolares.

Com alguma sorte, os futuros legisladores senegaleses serão capaz de entender um ao outro, sem a necessidade de tradutores, ou a necessidade de falar o francês quebrado. "Optimisme Avec!"

#africareview,com



Enquanto no Brasil "Maju" é alvo de racistas, em Portugal, jornalista negra faz história.

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Da Redação: Alberto Castro

Lisboa/Portugal - Na mesma semana em que, no Brasil, a jornalista Maria Júlia Coutinho, apresentadora do tempo do Jornal Nacional, da Rede Globo, se tornou alvo de hostilidades e ataques racistas, em Portugal, Conceição Queiroz, jornalista portuguesa nascida em Moçambique assumiu o jornalismo da TVI24, canal de notícias a cabo da TVI, uma das principais estações da televisão portuguesa.
É o que relata, o jornalista Alberto Castro, correspondente de Afropress em Londres. "Um dia após os restos mortais do grande Eusébio da Silva Ferreira receber honras de Estado e passar a repousar eternamente no Panteão Nacional, ao lado dos grandes vultos da história de Portugal, o país do agora imortal Pantera Negra, marcou mais um golaço em favor da inclusão e da sua diversidade étnico-racial" conta Castro, ao mencionar a data em que Queiroz assumiu o telejornalismo do canal. 
Ela tem nacionalidade portuguesa, mas nasceu em Moçambique. Desde sábado (04/07), a jornalista assumiu a apresentação do telejornal da TVI24, que vai ao ar das 09h às 15h, na TVI. Conceição tornou-se, 21 anos depois, a segunda pessoa negra a sentar-se na bancada principal da estação de TV. A primeira foi José Mussuali, também de origem moçambicana que, em 1994, fez história ao se tornar no primeiro homem negro a apresentar um telejornal, e logo em horário nobre. 
''É importante assumir a diferença. Assumo toda a minha africanidade'', disse Conceição, em entrevista ao jornal luso Diário de Notícias. Ciente da realidade e dos preconceitos raciais que disse já ter sentido na pele, a jornalista mostra-se, no entanto, otimista quanto ao futuro, lembrando ser perfeitamente comum a presença de âncoras das mais diversas etnias no panorama televisivo de países como a Inglaterra ou os Estados Unidos. 
''Acho que vamos chegar lá. Vai demorar algum tempo, mas esta situação já é um bom sinal, estamos no bom caminho", afirmou.

Em Portugal, segundo Alberto, são poucos os casos de profissionais de imprensa originários de minorias étnicas como apresentadores principais de programas informativos ou de entretenimento. "A jornalista Alberta Marques Fernandes foi o primeiro rosto marcadamente afrodescendente do noticiário da televisão em Portugal. Atualmente moderadora de programas e apresentadora de noticiários na RTP Informação, ela fez história em 1992 quando se tornou na primeira pessoa a abrir as emissões da SIC", afirma.
#afropress.com

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Apoio de 40 milhões de euros de Portugal à Guiné-Bissau poderá começar a ser aplicado "sem demoras", afirma Passos Coelho.

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Foto: abola.pt

O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, acredita que vai ser possível começar a aplicar sem demoras parte dos 40 milhões de euros que vão disponibilizados à Guiné-Bissau até 2020.
"Temos condições para não perder muito tempo e começar a executar alguns desses projetos", referiu o líder do Governo português depois de assistir à assinatura do Programa Estratégico de Cooperação Portugal - Guiné-Bissau, para o período de julho de 2015 a dezembro de 2020, hoje, no Palácio do Governo, em Bissau.
O documento foi assinado pelos ministros dos negócios estrangeiros dos dois países, Rui Machete e Mário Lopes da Rosa, respetivamente titulares da pasta em Portugal e na Guiné-Bissau.
O programa visa apoiar o processo de consolidação da democracia e desenvolvimento do Estado guineense em quase todas as áreas, da defesa ao desenvolvimento rural, passando pela educação.
As verbas vão ser transferidas à medida que os projetos ficarem prontos do lado da Guiné-Bissau para poderem ser executados, explicou Passos Coelho.
"O ritmo de execução depende dos projetos que vierem a aparecer. Não temos uma fatia destinada a cada ano e é natural que uma parte importante do financiamento se possa concentrar nos primeiros anos", referiu.
O importante, acrescentou, é que "os projetos estejam bem alicerçados e que depois de serem executados vão ao encontro do que são as necessidades de diagnóstico que constam do programa de cooperação".
O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, reconheceu que a bola está do lado guineense, e que agora, para além da estratégia, vai ser preciso capacidade para passar da teoria à prática.
Seja como for, considerou desde já que a cooperação entre a Guiné-Bissau e Portugal "está de boa saúde e os próximos tempos prometem trazer ganhos para os dois países, mas obviamente com particular atenção para a Guiné-Bissau que passa por um período bem mais difícil".
Passos Coelho deixou ainda um apelo à estabilidade, referindo que "apesar dos importantes progressos já alcançados, a situação permanece frágil. A credibilidade alcançada dependerá, em muito, da manutenção da estabilidade política".
A tensão entre o primeiro-ministro da Guiné-Bissau e o Presidente da República, José Mário Vaz, fez com que, ainda na última semana, o chefe de Estado discursasse à nação para negar que tivesse um plano para demitir o Governo - como era admitido em meios diplomáticos e comentado pela população.
A comunidade internacional espera agora que ambos se entendam.
Ainda no que respeita a acordos, o chefe de Governo português entregou simbolicamente 80 distintivos destinados à Polícia de Ordem Pública da Guiné-Bissau de um total de 1700 a entregar no âmbito da cooperação policial entre estados.
Passos Coelho anunciou também que vai ser relançado o projeto de construção de um novo centro cultural português em Bissau.
Noutro âmbito, ainda durante o verão, os dois países vão assinar o Programa Quadro de Cooperação Técnico-Militar 2015-2017, "cuja elaboração está em fase de negociação avançada", referiu Passos Coelho.
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GUINÉ-CONACRY: Crise guineense - A UFDG prevê as manifestações após o Ramadã:

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Após a admissão de fracasso do diálogo inter-guineense iniciado há cerca de duas semanas, o presidente da UFDG, líder da oposição guineense depois de sua assembleia geral semanal neste sábado, 4 de junho, anunciou a retomada das manifestações de rua após o mês do Ramadã.



Tendo falhado em se agir em conjunto em várias questões prejudiciais ao processo eleitoral, notadamente, em torno das delegações especiais, a oposição voltou a decidir sua retirada do diálogo. Apesar da falta dos opositores, um documento foi assinado pelo movimento do governo, a sociedade civil e a comunidade internacional, sobre as conclusões desse diálogo não finalizado até agora.
Para a oposição, a retomada das manifestações é uma forma de exigir ao poder um diálogo franco e sincero, para se chegar a um consenso sobre a continuação do processo eleitoral. Mas essa política da cadeira vazia poderá ter reversões imprevisíveis contra a oposição.

Salématou DIALLO GCI
2015-GuineeConakry.Info

Presidente Camaronês deixa em aberto a questão de concorrer novamente.

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O presidente francês, François Hollande (à esquerda) com o seu homólogo camaronês Paul Biya, depois de suas conversações em 03 de julho de 2015 em Yaoundé. FOTO | AFP


O longo período na presidência do Presidente Camaronês Paul Biya deixou em aberto a possibilidade dele alargar o seu mandato para a eleição presidencial de 2018.

Falando em uma conferência de imprensa conjunta em Yaoundé com a visita do presidente francês, François Hollande, presidente Biya foi forçado a responder à questão da sua longevidade no cargo.

"Eu não sou um ditador, eu fui votado [para]. Ninguém permanecer no poder porque quer, mas porque pode ", disse o líder Camarões no fim de semana.

Presidente Biya, de 82 anos, dirige Camarões por 33 anos.

Observadores políticos nos Camarões acreditam que ele pode ser indicado para um outro  escrutínio em 2018.

Mas o octogenário disse à imprensa que a eleição presidencial de 2018 não é sua preocupação agora.

"É certo que se realizará eleições em 2018, mas 2018 ainda está longe. Então, vamos esperar até 2018 para eu declarar minhas intenções de se candidatar a um novo mandato ou tomar minha aposentadoria", disse ele.

Em 2008, o parlamento de Camarões mudou uma cláusula constitucional de 1996 que limitava a dois mandatos presidenciais, cada mandato segue um período de sete anos.

Mestre Colonial

Isso deu a alavanca para o Sr. Biya concorrer à eleição presidencial de 2011, que ele ganhou.

O Presidente Hollande, que estava de visita de seis horas a Camarões, reconheceu que soldados franceses massacraram nacionalistas camaroneses durante a era colonial na década de 1950.

As populações mais afetadas foram os Bamileke e o Bassa, que vieram, respectivamente, das regiões do oeste e do litoral.

"Eu reconheço que houve episódios extremamente perturbadores e mesmo trágicos", disse o presidente Hollande no Palácio Presidencial em Yaoundé durante um jantar oficial oferecido pelo presidente Biya.

Ele e seu exército discutiram a luta contra o grupo terrorista Boko Haram, o progresso da democracia na República dos Camarões, os direitos humanos e o pôr em prática das instituições previstos na Constituição.

Eles também discutiram a cooperação económica entre a França e os Camarões, bem como o investimento local por empresas francesas.

A França é antiga potencia colonial dos Camarões.

Presidente Hollande, no entanto, ressaltou que ele não tinha vindo para "ditar" tudo para o país.

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MP queniano diz a Obama para constar claramente na sua agenda os gays durante a visita.

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O Presidente da Assembleia Nacional do Quênia Justin Muturi e um punhado de legisladores alertaram o presidente americano Barack Obama que o Quênia é contra o pedido para abraçar casamentos do mesmo sexo quando ele visitar o país este mês.

Eles disseram que a união dos gays era contra a cultura Africana e não se admite no Quênia.

Eles também apontaram o Código Penal criminalizando os queniano que optarem por casamentos do mesmo sexo.

"Pensamentos liberais estão sendo considerados como entretenimento em alguns países sob o pretexto dos direitos humanos. Temos de estar vigilantes e proteger contra isso (o casamento gay). Devemos levar a sociedade à uma posição vertical e não permitindo que o comportamento detestável nos afeta, assim como nós temos também a responsabilidade de proteger as nossas crianças ", disse o orador atrás do pano de fundo da catedral Igreja Anglicana em Embu County de onde ele vem.

Sr. Muturi disse que tinha ao mesmo tempo dito fora a um grupo de parlamentares britânicos que queriam discutir o assunto, acrescentando que eles não permitiriam qualquer movimento na Assembleia Nacional buscando legislação para a união dos gays.

Ele esclareceu no entanto que ele não estava falando em nome da Assembleia Nacional, mas expressando suas opiniões pessoais sobre o tema depois que os EUA legalizaram casamentos do mesmo sexo.

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Papa inicia visita à América do Sul no Equador.

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Papa inicia visita à América do Sul no Equador.

AP

O papa Francisco chegou neste domingo ao Equador na primeira parada de uma viagem de sete dias por alguns dos países mais pobres da América do Sul.
Em sua chegada, Francisco afirmou que todos na sociedade deveriam poder se beneficiar com o progresso.
O papa Francisco é o primeiro líder da Igreja Católica a vir de um país da América do Sul, a Argentina. Em 2007, antes de se tornar papa, ele disse durante uma reunião de bispos da América Latina que esta é a região do mundo com maior desigualdade social.
Dezenas de milhares de pessoas estavam nas ruas da capital, Quito, esperando a chegada do pontífice.
Além do Equador, o papa também deve visitar a Bolívia e o Paraguai, mas não vai passar por seu país.
O Vaticano afirmou que a decisão de não visitar os países maiores da América do Sul reflete o interesse do papa pelas "periferias". O Vaticano também informou que esta viagem vai se concentrar na questão da pobreza.
Esta é a segunda visita de Francisco à região desde 2013. Durante a visita anterior, no Brasil, ele falou a milhões de pessoas na praia de Copacabana, como parte de um festival da juventude católica.

'Honra'

O presidente do Equador, Rafael Correa, que é de esquerda, afirmou que a visita de Francisco ao país é uma "honra".
O trajeto entre o Aeroporto Internacional Mariscal Sucre, em Quito, e a residência do embaixador do Vaticano na cidade, onde o pontífice deve passar a primeira noite de sua visita à América do Sul, durou cerca de uma hora. O papa não tem eventos programados para a noite de domingo.
Na manhã de segunda-feira ele deve ir para a cidade litorânea de Guayaquil e deve participar de uma missa onde são esperadas um milhão de pessoas.
Para a visita à Bolívia, o papa já teria pedido para mascar folhas de coca, segundo o ministro da Cultura do país, Marko Machicao.
A folha de coca, o ingrediente base para a fabricação de cocaína, é usada na região dos Andes há milhares de anos para combater os males causados pela altitude e também como um leve estimulante.
E, em setembro, o papa deve visitar Cuba, antes de uma outra viagem aos Estados Unidos.
O pontífice teria ajudado na retomada de relações diplomáticas entre os dois países em dezembro de 2014.

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Presidente de Cabo Verde aponta desafíos que o país deve enfrentar.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



O presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, disse hoje que os sucessos de Cabo Verde nos 40 anos de independência são reais e muito importantes e devem ser proclamados com orgulho, mas sublinhou que nem tudo correu bem.
Jorge Carlos Fonseca que discursava na sessão especial da Assembleia Nacional para assinalar o 5 de Julho, acrescentou que o país avançou muito, mas que há desafios ainda a serem vencidos. Colocou a tónica sobretudo nas dificuldades ainda vivenciadas no país.
Estes e outros sintomas merecem, na perspectiva do Presidente da Republica, serem cuidadosamente analisados.
Jorge Carlos Fonseca frisou ainda no seu discurso a necessidade de  concentrar o essencial dos esforços do país no plano interno e nas reformas urgentes e  indispensáveis para adequar  sociedade á economia globalizada.
Excerto do discurso de Jorge Carlos Fonseca na sessão especial da Assembleia Nacional para assinalar os 40 anos da independência nacional.
Discursaram também o presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso Ramos, o líder do grupo parlamentar do PAICV, Felisberto Vieira, o líder do Grupo Parlamentar do MPD, Fernando Elísio Freire e o deputado UCID, António Monteiro.
O evento  contou com a participação de diversas individualidades nacionais e estrangeiras entre  os quais o Primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho.
Sob o lema “Nha Amor, Nha Fé, Nha Luta”, as actividades centrais das comemorações do 40º aniversário da independência nacional arrancaram na noite de Sábado no mítico Estádio da Várzea, infra-estrutura onde há 40 anos foi proclamada a independência de Cabo Verde, do jugo colonial português.
(DA com Rádio Nova, Emissora católica de Cabo Verde) 

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