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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sábado, 10 de março de 2012

Quênia: 'Quatro mortos ", com explosões que atingiram o terminal de ônibus(autocarros).

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Homem ferido em Nairobi ataque com granadas (10 de março de 2012) 
Transeuntes ajudaram a carregar os feridos para ambulâncias.

Histórias relacionadas

Pelo menos quatro pessoas foram mortas e dezenas de outras feridas após um ataque com granadas em um terminal de ônibus na capital queniana, Nairobi, dizem as autoridades.
Testemunhas dizem que três granadas foram arremessadas de um veículo que passava na estação de ônibus no centro de Nairobi.
Polícia culpou o ataque a militantes do grupo islâmico somali Al-Shabab.
O incidente é similar aos ataques de outubro passado, quando uma pessoa morreu e muitas ficaram feridas após granadas serem atiradas em um bar e uma estação de ônibus.
O ataque aconteceu poucos dias depois de os militares quenianos cruzarem a fronteira para a Somália para combater os militantes somalis e isso foi também atribuído à al-Shabab.
"Este é um ato covarde praticado por  elementos al-Shabab", disse o porta-voz da polícia Charles Owino que é citado pela agência de notícias France Presse na estação de ônibus. "Mas não vamos ceder na guerra. Vamos pegá-los e vamos continuar com a guerra."

Análise

Nos últimos meses tem havido numerosos ataques perto da fronteira do Quênia com a Somália.
Funcionários culpam os simpatizantes de al-Shabab  que estão agindo em resposta à operação militar no Quênia.
Do outro lado da fronteira com a Somália, houve violentos confrontos entre os militantes islâmicos e forças etíopes.
Estes foram os mais ferozes confrontos desde que o exército etíope em novembro do ano passado se juntou as tropas da União Africana no Quênia e na luta contra a Al-Shabab.
No entanto, nenhum grupo disse que realizou o ataque.
Tem havido uma série de ataques de armas leves e explosões em solo queniano desde que as tropas cruzaram a fronteira do Quênia. Soldados quenianos lutam contra al-Shabab na Somália deverão ser integrados na força de paz da União Africana na próxima semana.
O grupo ameaçou atacar Quênia em várias ocasiões. A Polícia prendeu recentemente várias pessoas sobre um suposto complô para explodir um hotel no litoral queniano.
Após uma explosão de sábado, um incêndio ardia em uma pequena cratera na estação de ônibus Machakos e espectadores ajudaram a carregar os feridos para ambulâncias, segundo relatórios da agência de notícias Reuters.
Uma testemunha disse que as granadas foram atiradas de um veículo de passagem.
"Eu sobrevivi porque eu estava em um ônibus que ainda estava carregando pessoas", disse Charles Njenga a agência de notícias AFP.

fonte: BBC

Primeira mulher a comandar uma UPP recebe prêmio internacional nos EUA .

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Foto: (AP)
1ª mulher a comandar UPP é homenageada

Agência O Globo

A major da Polícia Militar Pricilla de Oliveira Azevedo, primeira mulher a comandar uma Unidade da Polícia Pacificadora, recebeu nesta quinta-feira, Dia da Mulher, o prêmio internacional Mulheres de Coragem 2012. Ela recebeu o troféu das mãos da primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, e da secretária de Estado, Hillary Clinton, durante cerimônia em Washington. A major foi uma das dez vencedoras do prêmio.

Também participam da cerimônia Leymah Gbowee e Tawakkol Karman, que ganharam o Prêmio Nobel da Paz de 2011. O evento será no Auditório Dean Acheson do Departamento de Estado dos EUA. Em comum entre as premiadas, ações na área de direitos humanos, caso de Samar Badawi, ativista política da Arábia Saudita, ou de Hawa Abdallah Mohammed Salih, do Sudão.

O prêmio é um luxo para Pricilla, evangélica da Assembleia de Deus, criada no subúrbio. Em 2007, ela sofreu um sequestro-relâmpago. Foi levada com uma arma enfiada na boca até uma favela em Niterói. Quando a identificaram como policial, ela apanhou, mas conseguiu fugir. Catou um por um seus detratores; só falta um. Em 2008, a major Pricilla recebeu das mãos do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a importante missão de comandar a ocupação da UPP no Morro Dona Marta, em Botafogo.

Beltrame não esconde de ninguém a admiração que tem pela história de Pricilla de Oliveira Azevedo, de origem humilde, parecida com a dos moradores da comunidade que protegeu por três anos. No início, chegou a andar de fuzil pelas vielas. Depois da pacificação, adotou a pistola. Mas a arma da major sempre foi mesmo a conversa. Junto com a repreensão no olhar, era imbatível. Pode parecer politicamente correta, mas, dizem, que se transformava em operações policiais. Estudante de direito, a major - que deixou até afilhados na favela - só saiu do Dona Marta para assumir o desafio de cuidar de todos os projetos estratégicos da pasta. Claro que o foco principal são as UPPs.

Fonte: Agência O Globo

Angola: Activistas raptados e espancados.

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Foto: Mário Domingos, organizador da manifestação de 10 de Março contra Suzana Inglês, após ter sido agredido por desconhecidos. (Central Angola 7311)
Vítimas são organizadores de manifestação contra Suzana Inglês marcada para sábado em Luanda

Por João Santarita, VOA

Dois jovens envolvidos nos preparativos de uma manifestação, prevista para sábado em Luanda, foram raptados e espancados por desconhecidos que se faziam transportar em veículos sem matrícula.

Ambos foram levados inicialmente para um local onde foram agredidos apesar da presença de polícias na área e depois transportados para um local deserto na “Terra Vermelha” onde foram novamente espancados.

Num vídeo publicado na internet uma das vítimas, Mário Domingos disse que a certa altura lhe disseram que lhe iam dar dinheiro para esquecer o que se tinha passado.

Quando ele se recusou a aceitar o dinheiro foi agredido a soco, pontapeado e ameaçado de morte.

Kembamba disse que os indíviduos estavam em contacto com um homem de nome “Bento Kagamba”.

A manifestação de sábado está a ser organizada para protestar contra a nomeação de Susana Inglês para a chefia da Comissão Nacional Eleitoral, disse à Voz da América um dos organizadores, Adão Ramos.

Ramos disse que apesar de os partidos da oposição como a UNITA, também serem contrários à nomeação de Susana Inglês, a manifestação não foi organizada em colaboração com esses partidos.

Os organizadores querem contudo que os partidos políticos participem na manifestação.

“É do nosso interesse e nós apelamos aos partidos políticos para participarem nessa manifestação exactamente porque eles publicamente assumiram um posicionamento igual de contestação a essa nomeação,” disse Adão Ramos

Fonte: VOA

Guillaume Soro demite-se do cargo de primeiro-ministro da Costa do Marfim

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Guillaume Soro ex-primeiro-ministro  da Costa do Marfim a  8  de  Março de  2012
Guillaume Soro ex-primeiro-ministro da Costa do Marfim a 8 de Março de 2012
SIA KAMBOU / AFP

Leonardo Silva
 A  demissão  do  primeiro-ministro  da  Costa  do Marfim,Guillaume Soro,  vai  permitir   que   o  Presidente  Ouattara nomeie  um novo  chefe  do  governo  oriundo  do  PDCI( Partido  Democrático  da Costa do Marfim).

Segundo  os analistas  que  têm acompanhado  a  evolução  política  na Costa  do Marfim, a  demissão  de  Guillaume  Soro das  suas  funções  de primeiro-ministro não  é  própriamente uma novidade, se atendermos  à  actual  conjuntura  do  país  da  África Ocidental. A promessa  eleitoral  de Alassane Ouattara  ao PDCI, partido   liderado  por  Henri Konan Bédié, que  tinha  apoiado  na segunda volta  das  conturbadas eleições o actual presidente da Costa  do Marfim, vai  por conseguinte  ser cumprida. O  próximo chefe do governo  marfinense  será do Partido Democrático  da Costa do Marfim. Guillaume Soro, antigo chefe militar das ex-Forças Novas  e  também  primeiro-ministro durante último  mandato de Laurent Gbagbo, vai presidir  a Assembleia Nacional tornando-se  na  hieraquia  institucional  da Costa do Marfim  o segundo personagem do Estado.
Cursino Tolentino investigador  cabo verdiano explica-nos  porquê que a demissão de Guillaume Soro é positiva  na actual  conjuntura política  da Costa  do Marfim.

fonte: RFI

Gana: Uma magnífica história de sucesso, diz presidente Obama.

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Numa audiência na Casa Branca com o seu homólogo ganense o presidente Obama prometeu um dia visitar de novo Accra.
Presidente Obama saudou os avanços politicos no Gana e realçou a realização das eleições presidenciais deste ano em que o seu visitante Atta Mills poderá ser reeleito no cargo
Foto: ASSOCIATED PRESS
Presidente Obama saudou os avanços politicos no Gana e realçou a realização das eleições presidenciais deste ano em que o seu visitante Atta Mills poderá ser reeleito no cargo.
O presidente Barack Obama deu ontem boas-vindas ao presidente do Gana John Atta Mills que se encontra de visita oficial aos Estados Unidos.
O Gana comemorou esta semana o 55º aniversário de sua independência, como o primeiro país independente da África subsaariana.
Os dois presidentes debateram as questões de boa governação e transparência das instituições em África, assim como a relações comerciais bilaterais.
Além da audiência de ontem na Casa Branca com o presidente Obama, o Chefe de Estado ganense tem previsto reuniões com o procurador geral Eric Holder, o Secretário de Energia Esteven Chu e com o administrador da Agencia Americana para o Desenvolvimento Internacional – USAID – Rajiv Shah.
O presidente John Atta Mills deverá visitar amanhã o memorial de Martin Luther King antes do encontro com dois senadores americanos.
Durante a audiência na Casa Branca em que os dois presidentes abordaram a conjuntura política africana assim como as relações bilaterais, o presidente Obama realçou o exemplo do Gana.
“Penso que o Gana tem provado ser um modelo em África no que toca as suas práticas democráticas. E eu aprecio imenso os esforços do presidente Mills não apenas para assegurar eleições livres, mas também para combater a corrupção, aumentar a transparência, e fazer com que o governo trabalhe para o povo e não para apenas alguns.”
O presidente Obama acrescentou ainda que o presidente John Atta Mills deverá ser reeleito este ano.
Por sua vez o presidente ganense agradeceu Obama pela gentileza da sua visita em 2009, e afirmou que os dois países partilham valores democráticos tendo-se referido as eleições presidenciais deste ano no Gana previstas para o mês de Dezembro.
“Temos eleições este ano, mas vamos assegurar antes de tudo que haja paz antes e depois dos escrutínios. Quando não há paz, não são os líderes que sofrem, são as pessoas comuns que nos elegeram. Portanto temos um grande desafio, e conhecemos alguns dos nossos amigos que em África estão olhando orgulhosamente para nós, e não vamos ousar em decepcioná-los.”
O presidente Obama apelidou o Gana de uma “ magnífica história de sucesso” com alto crescimento económico, alto e bom nível de produção e segurança alimentar, e fortes investimentos estrangeiros e deu como exemplos a colaboração entre os Estados Unidos e o Gana na produção eléctrica e créditos as pequenas e médias iniciativas empresariais.
O presidente americano felicitou ainda o Gana como um “actor responsável” ao nível mundial, incluindo nos esforços para estabilizar e reduzir os conflitos em África, e na parceria com os Estados Unidos nas Nações Unidas e aos outros níveis.
Obama concluiu dizendo que espera visitar o Gana num futuro próximo.

fonte: VOA

quinta-feira, 8 de março de 2012

Notícia cheia de curiosidade - leia você também.

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Tania Robertson viu a cena ao chegar para trabalhar.
Réptil ficou preso na teia da aranha e acabou virando refeição.


Uma recepcionista de uma companhia sul-africana ficou apavorada ao flagrar uma aranha devorando uma cobra. Tania Robertson se deparou com a cena assustadora quando chegou para trabalhar, segundo o site "News South Africa".





 Tania, que trabalha na empresa de energia elétrica Bloemfontein, contou que a cena podia ser vista de sua mesa. Segundo ela, o réptil ficou preso na teia da aranha e acabou virando refeição.
 As fotos foram tiradas em 2004, mas foram divulgadas nesta semana. Segundo o especialista Leon Lotz, a aranha é da espécie viúva-marrom, que não chega a ser tão venenosa quanto a viúva-negra.

fonte: G1 em São Paulo

As portas do Reino Unido de fechamento para enfermeiras africanas.

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Frazer Potani, AfricaNews repórter em Lilongwe, Malawi.

Malawi: Enfermeiras  Africanas que pretendem emigrar para o Reino Unido (UK) para garantir postos de trabalho com melhores condições de trabalho do que em seus países correm o risco de ser discriminado e não garantir o emprego. De acordo com uma pesquisa recente, tem havido um declínio acentuado no número de enfermeiros de países pobres em desenvolvimento, incluindo o Malawi e alguns países da África com migração para o Reino Unido amplamente atribuída ao  Departamento de Imigração Reino Unido, controles mais rígidos sobre a imigração de enfermeiros estrangeiros.

Enfermeira

No entanto, alguns pesquisadores revelam que os enfermeiros estrangeiros estão se distanciando do Reino Unido, devido a algumas formas de discriminação contra enfermeiros estrangeiros.

"Está mais difícil para os médicos do Malawi emigrarem para o Reino Unido agora, como as regras de imigração mudaram há alguns anos atrás," Kate Mandeville de Caridade Medica para Medicos no Reino Unido, disse à BBC recentemente, especificamente comentando sobre o Malawi, que por muitos anos tem vindo a exportar enfermeiros para a sua antiga colónia.

Ela acrescentou: "Mas informalmente alguns estão migrando para outros países africanos como
Botswana e Lesotho, que oferecem salários mais altos. "

Mandeville explicou ainda que, felizmente, no Malawi a Faculdade de Medicina está fazendo um trabalho fantástico.

"A Faculdade de Medicina está produzindo muitos médicos mais do que antes, por isso espero que a situação vai melhorar no futuro", disse ela.

O estudo descobriu que houve um declínio significativo no número de enfermeiros formados internacionalmente e que imigraram para o Reino Unido na última década.

Antes de 2005, 10.000 a 16.000 enfermeiras estavam imigrando para o Reino Unido a cada ano a partir de países estrangeiros, mas seguindo as mudanças em 2005 esse número caiu para 2000-2500 enfermeiros estrangeiros que chegam no Reino Unido a cada ano.

No entanto, os resultados de alguns pesquisadores para o Reino Unido apresentaram pedidos de Imigração que "Algumas enfermeiras sentiram-se lesadas com o fechamento de portas no Reino Unido, que haviam sido abertas para elas, mas que já foram fechadas", acrescentando que os enfermeiros estrangeiros perceberam o reforço da regulamentação do Reino Unido como "discriminatório".

No Malawi, a qualquer custo, pacientes e responsáveis ​​esperam que os enfermeiros e profissionais de saúde em geral possam tratar e cuidar dos doentes com empatia antes de prepararem para começar a cuidar dos doentes, e que primeiro devem fazer votos comprometendo-se a respeitar a dignidade de cada paciente e em geral o serviço da humanidade.

O Diretor Executivo de Organização Nacional de Enfermeiras e Parteiras em Malawi (NONM) [também um lider de sindicato para enfermeiros, parteiras e profissionais de saúde em Malawi] Dorothy Ngoma, disse no entanto, que os enfermeiros não são sobrenaturais.

De acordo com Ngoma assim como todos os seres humanos, enfermeiros e profissionais de saúde em geral precisam de tempo para fazer o seu trabalho (atendimento a pacientes), mas também descansar, viver confortavelmente com dignidade se se eles têm para sustentar suas vidas e fazer o seu trabalho profissional e com ética.

"Por exemplo, quatro ou cinco enfermeiras cuidando de, digamos 200 ou 300 pacientes muito doentes por 24 horas por dia sem descanso e ter muito pouco apoio, que em si é uma forma de abuso aos enfermeiros", disse Ngoma acrescentando que a prática do mesmo compromete a qualidade do tratamento prestado aos pacientes.

"Abusar de enfermeiros não é apenas bater ou falar abusivamente a eles como alguns pacientes e responsáveis ​​têm vindo a fazer neste país, mas também sublinhando-as com pressão de trabalho ilimitado sem lhes dar tempo para descansar", disse Ngoma.

Coordenador Nacional Martha Kwataine da Rede Patrimonial de Saúde (MEHN)  disse que sua organização encomendou uma pesquisa que revelou que entre outras coisas, os trabalhadores de saúde, incluindo enfermeiros e parteiras do país começam a receber  os maus-tratos psicologicamente, fisicamente e de outras formas, incluindo excesso de trabalho sem descanso, especialmente em hospitais públicos.

"Em contrapartida, a qualidade dos serviços de saúde prestados por enfermeiras e trabalhadores da saúde em geral no país está comprometida e, em alguns casos, até mesmo coloca os pacientes e clientes em perigo", disse Kwataine.

Médico clínico Edgar Lungu disse que alguns enfermeiros responderam de forma responsável de que os pacientes ou clientes são tratados mal devido ao excesso de trabalho.

"As enfermeiras explicam o tratamento lamentável para os pacientes e clientes é resultado da pressão de muito trabalho e impaciência dos pacientes e clientes", disse Lungu.

Ela revelou que a escassez de pessoal nos hospitais públicos é uma questão crítica porque em vez da relação ideal enfermeiro e paciente de 1 para 10, praticamente cada enfermeiro nas enfermarias de admissão sentem-se superlotadas pelo número de pacientes em hospitais públicos do Malawi.

"Isto implica que uma enfermeira trabalha cinco vezes mais", disse Lungu.

A Escola de Enfermagem (KCN) em Kamuzu Endereço principal que Malata afirma que Malawi tem apenas cerca de 9.000 enfermeiros, e não pode dar ao luxo de perder nenhum deles.

"O país já tem número insuficiente de enfermeiros, portanto, sobrecarregados pela demanda de serviços necessários ao Malawi em hospitais públicos", disse ela, acrescentando que, portanto, "há uma necessidade urgente para nós como um país para recrutar mais enfermeiros, retornar aqueles que tinham deixado o sistema público de saúde para outros pastos mais verdes e motivá-los no trabalho para melhorar a entrega do país de serviços de saúde. "

fonte: Africa News

NÃO ME CALO ATÉ QUE A VOZ ME DOA…

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Caros amigos, no dia 07/03/2012 na página do site Guiné-Bissau contributo - secção de comentários: Nô Djunta Mon - deparei com o texto em anexo da autoria de Dina Tavarez, (não sei se é o nome ou pseudónimo) residente em França, que mereceu resposta da minha parte como podem ler no conteúdo em anexo. Quero aqui tornar público mais uma vez o meu interesse pedagógico de com a minha modesta contribuição como Guineense que sou, cidadão estrangeiro neste País de acolhimento, com o Cartão de Residência Permanente Nº: 010633 (SEF), e mesmo que não fosse este o meu estatuto oficial em território português, há nada que me impeça de dizer ou que escreva o que penso, sou o único responsável por todos os meus artigos de opinião tornados público aqui e em qualquer outro espaço do género.
Qualquer interpretação  tendenciosa ficará com certeza a cargo do próprio, alimentar o seu ego como bem quiser e entender. A quem interessar deve então neste site reunir todos os meus artigos de opinião e reler para comparar com o sentido e intenção acusatória da Dina Tavarez ao pretender conotar uma reflexão lúcida, independente, séria e pedagógica com laços de parentesco citados com requinte de malvadez, NÃO, geração espontânea aqui não existe, há ideias e não um combate físico, penso pela minha cabeça, nunca fui militante de nenhuma organização partidária ou política na Guiné-Bissau, considero-me independente, se fui cunhado do Ex-Presidente Nino Vieira não é menos verdade que tudo isso nunca me afectou positiva ou negativamente, devo acrescentar que igualmente no governo actual na Guiné-Bissau, também tenho um familiar, posto isto, significa tão somente que não misturo as coisas como pretendem insinuar, e ainda, neste site - www.didinho.org - que todos conhecem e bem, aqui neste mesmo espaço muitas vezes leram criticas dirigidas a Nino Vieira, logo é fácil entender a mentalidade subjacente de quem escolhe o mesmo meio de comunicação como ferramenta para fazer chegar a sua mensagem aos nossos conterrâneos e não só, por isso minha senhora está equivocada,  e muito Dina.
Por estas e outras razões entendi que deveria então trazer este assunto para minha página do facebook, e deixar claro mais uma vez o carácter das minhas intervenções que nunca estiveram a venda, só.
Desejo a todos uma boa leitura.
"...07.03.2012 10:50, DINA TAVAREZ from França E-Mail:
NO "TEMPO" DO SEU CUNHADO, DR. FILOMENO PINA, HAVIA JUSTIçA, TANTO RESPEITO PELOS VALORES PATRIOTICOS, EQUILIBRIO NA GESTAO DOS BENS PUBLICOS E TANTAS OUTRAS "COISAS" QUE O SENHOR DR. INVOCA AGORA? O SR. DR. VIVIA, NA ALTURA, NOUTRO PLANETA? VAMOS DEIXAR DE DEMAGOGIAS E DE "FRASES" TIRADAS DOS LIVROS FILOSOFICOS, PORQUE ESSAS "FRASES BONITAS" NAO SIGNIFICAM, ABSOLUTAMENTE NADA, PARA AQUELA MAIORIA DOS GUINEENSES QUE SOFREU DURANTE ANOS A DOR DA INJUSTISA, DA PERDA DE UM ENTE QUERIDO EM SITUASOES OBSCURAS E SEM SABER SEQUER ONDE ESTAO ENTERRADOS. "ESSES TRAIDORES DA PATRIA" NOMES COMO ERAM CHAMADOS, NAO TINHAM FILHOS, NAO TINHAM MULHERES, NAO TINHAM FAMILIA? VAMOS DEIXAR DE BRINCAR COM ESSE POBRE POVO, SR. DR. FILOMENO PINA!. VAMOS SER COORENTES, POR FAVOR! MANTENHAS..."
______________________________________________________________________
07.03.2012 19:38, Filomeno Pina. from Portugal :
Caros compatriotas e amigos.
Dina Tavarez, deve saber pouco acerca de quem se refere no seu texto e em resposta aos seus artigos de opinião em voz própria, porque Eu, Filomeno de Lourenço Gomes de Pina (não tenho pseudónimo), venho de um "tempo" muito mais atrás do que este que acabou de referir e deturpando quanto pôde, em resume, fui académico no meu país, atleta nacional de mérito, cantor de intervenção, fui professor durante cinco anos consecutivos (ensino primário, escola de formação de professores e do liceu nacional), em 1981, deixei o nosso país para concluir os estudos universitários, já concluídos, fiz a especialização em saúde mental na Universidade de Coimbra, desde então exerço a vinte e três anos a profissão de psicólogo clínico.
Mas, indo ao encontro das suas preocupações, compreendo mas não aceito as suas insinuações, considero-me pessoa de bem, não tenho rabo-de-palha, nunca dei "graxa" a ninguém e muito menos as personalidades dos vários governos do nosso país, não, sempre procurei coerência no que faço ou dou a conhecer aos outros.
Contrariamente ao que escreveu no seu texto minha senhora, tenho familiares do lado da minha mãe que tombaram, derramando o seu sangue pela causa comum como Combatentes da Liberdade da Pátria, hoje infelizmente muitos aproveitam para fins pessoais sem o mínimo de consideração pelo Povo. Mas não Eu Dina Tavares, Nunca pedi ou beneficiei de nada das mãos de quem se refere, nenhum favor sequer do meu ex-cunhado que Deus tem, mas acredite se quiser, nunca pedi favor nenhum ao falecido João Bernardo Vieira até ao dia da separação deste mundo por morte, ao contrário de muitos que até hoje vão saltando de poleiro e lá continuam, muitos que com ele privaram, hoje são os mesmos ao lado de quem está, percebeu, nunca lhe pedi favor nenhum que o levasse à infelicidade que possa ser-lhe imputado hoje.
Quanto às "frases filosóficas retiradas dos livros", o que diz é falso e a frase é sua, mas também digo que você não disse uma frase sua e porquê, diga quais são aquelas que referiu, sei que transcrevi alguns ditados popular reconhecidas da grande maioria, todas trazem "aspas" como deve ser, não faço cópias e muito menos plágio Dina, se as frases lhe parecem bonitas como diz fique a saber que os textos dos artigos de opinião são da minha autoria, tenho o cuidado de escrever para o grande público numa linguagem terra-a-terra, não numa linguagem mais cuidada, então faço ideia o que diria se fosse outra, aqui tratamos de um léxico simples e objectivo, só.
Quem brinca ou brincou aqui pelos vistos foi você, permita-me que lhe diga uma coisa, olhe bem o que diz e pare para pensar um pouco mais antes de escrever, mas escreva sff., não fique calada, um mal não justifica outro, e Eu não participei em nenhum deles até hoje por conseguinte não me calo até que a voz me doa Dina.
Mais, fiquei com a impressão de que esta sua intervenção foi para tentar mandar calar, pois temos que nos habituar a liberdade de expressão, há quem emita muitas vozes e não tem voz própria, aqui não é o caso, penso que não feri susceptibilidades, antes pelo contrário, há quase um ano a esta parte tenho disponibilizado parte do meu tempo para dedicar-me a expor algumas ideias ou pensamentos sobre o nosso País.
Quando acontece em tom de crítica normalmente ela é construtiva, aliás é o meu perfil como profissional na área de saúde mental, pauto as minhas intervenções no sentido de ajuda, aconselhar ou esclarecer quando entendo oportuna alguma consideração a fazer, tenho sido feliz sabe, a esmagadora maioria dos meus leitores reconhecem o que acabo de afirmar e tenho recebido elogios pelo estilo dos meus artigos, a contrastar com a maioria dentro e fora da nossa terra, nunca fui e jamais serei um crítico bota-a-baixo, não, se reparar quando critico deixo sempre uma análise à volta do objecto da dificuldade que me refiro, dou a minha opinião e respeito a dos outros, o que me parece muito bem e não o contrário.
Por exemplo vindo da sua parte penso que foi "mázinha" para comigo, mas dou-lhe um desconto, até porque estou coberto de exigências deontológicas, de sigilo profissional o suficiente para não alastrar-me numa análise mais profunda da pessoa que acaba de me tecer intencionalmente considerações e adjectivos menos bons a meu respeito. Deve saber que expôs-se o bastante para merecer mais...
Mas a mim não me ofende quem quer, vamos indo e vamos vendo a Guiné-Bissau é de todos nós, Viva!
Devo acrescentar que o seu texto escrito para mim demonstra uma ausência de objectividade e conhecimento a meu respeito, aqui deixo o meu email: -filompina@hotmail.com-, para que eu possa faculta-lhe todos os artigos de opinião que escrevi há vários meses sobre o nosso País, para que possa analisar e aprofundar as suas contradições deixadas por escrito, eu não me escondo, não tenho pseudónimo, digo o que penso, sempre fui frontal, e já paguei muito caro esta postura, na nossa terra no antigo regime do Presidente Luís Cabral, fui batido nas esquadras de Bissau por três vezes, mas nunca me calaram, por sinal sou a prova viva desta coragem verbal, também sou o primeiro cantor Guineense a cantar DEMOCRACIA na Guiné-Bissau em 1976, como compositor, letrista e interprete no Capa Negra, e nunca entoei a minha voz em nome de nenhum político vivo, apenas e só o nome de Amílcar Cabral em 1976 numa das minhas canções. Como vê sou deste planeta e continuo aqui entre os mortais sDq.
Imagino que muitos de nós como cunhado do antigo Presidente Nino Vieira, teríamos aproveitado muita "coisa", eventualmente lugares públicos etc. mas eu não sou desses, considero-me competente no que faço e não engano, confio no meu pulso e fui educado a respeitar o próximo. Devo dizer que admiro os combatentes da Liberdade da Pátria de Amílcar Cabral, todos e especialmente, João Bernardo Vieira.
Sou católico e espiritualmente formado na mesma linha, respeito a memória dos nossos ente queridos que subiram um degrau acima de todos nós, sabe Deus que não preciso de lições de moral neste aspecto,
Gratos pela atenção dispensada, deixo um abraço Guineense para todos neste "taxo de letras".
Djarama, Filomeno Pina.

.../ Foi esta então a resposta que mereceu anotação nesta pág. obgdo.

terça-feira, 6 de março de 2012

Teresa da Silva Neto: ‘Se exiStem bolsas para os alunos, porque não financiar as instituições privadas?

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As instituições privadas de ensino superior têm uma associação.Existe também uma espécie de clube dos reitores para ir trabalhando com e exigir coisas e até criticar as políticas universitárias do Executivo?
Existe uma Associação das Instituições do Ensino Superior Privadas Angolanas (AIESP), que agora presido e que funciona cá nas nossas instalações.

Não lhes ocorre a criação de um clube de reitores para darem contributos e exigirem, chateando mesmo, o que acham de direito?
Não. Na associação organizamonos no sentido de apoiarmos o Ministério da Ciência e Ensino Superior.
Posicionamo-nos como um apoio do ministério, com o compromisso na melhoria do funcionamento das instituições. Não é para chatear nem para sermos sombra do Ministério.
Entendem-se todos nesta associação?
Entendemo-nos. Temos muito boas relações e discutimos os assuntos de forma séria, apesar das amizades que existem e apesar da concorrência que também existe entre as instituições.

E trata-se de uma concorrência que não é para brincadeiras…
Não é fácil.
Falando em concorrência, já se diz que algumas universidades estão mais como um objecto de negócios para os seus promotores que propriamente como uma casa para criar e expandir o conhecimento. Preocupa-a o que se diz sobre a qualidade do ensino nas nossas universidades?
Sim. A qualidade do ensino das nossas instituições tem de ser discutida e avaliada, porque somos muitas instituições privadas de ensino superior e a ideia que se cria é sobre o que, exactamente, temos estado a fazer nas instituições. Na Universidade Metodista de Angola (UMA) temos a consciência que não estamos aqui para sermos mais uma, o nosso desafio é para sermos a melhor instituição. Queremos investir nos quadros que são formados na instituição com qualidade. É nisso que apostamos, tanto ao nível do Conselho de Administração que se preocupa em comprar o que nós solicitamos, como ao nível da reitoria em que estamos preocupados em organizar a questão pedagógica, começando pela selecção dos estudantes, os docentes e sobre o que temos estado a leccionar nas nossas aulas. Todos os nossos cursos técnicos, fundamentalmente nas engenharias, é importante que os estudantes tenham aulas práticas em laboratórios.

Como reage quando se depara com universidades que não cuidam da questão da formação de qualidade… mais preocupadas com o negócio que propriamente com a boa formação?
O nosso foco de conversa na associação é exactamente este.
Porque temos na associação pessoas que são reitores e que também são os gestores das instituições. O reitor, muitas vezes, é a pessoa que gere a área pedagógica e todos nós sabemos que temos compromissos.
Se és um reitor de uma instituição e acobertas coisas desta natureza, porque é negócio, sem preocupação com a formação dos estudantes, isso é muito mau. Mas o que eu percebo é que os incentivos, as dificuldades que existem, a busca, têm estado a levar a que as instituições não sejam vistas como negócio, porque esta não é a ideia. Penso que isso fica fora das expectativas que as instituições têm estado a criar.

A UMA está a crescer. É o projecto inicial que o dita ou as oportunidades é que vão surgindo?
Quando uma pessoa se dispõe a uma tarefa destas tem já o projecto definido. O que queremos ser hoje, amanhã e o que queremos ser no futuro. Nós começámos com um projecto inicial que dizia que o nosso espaço inicial de leccionação seria em Luanda, na Baixa, onde estamos, construindo de seguida um edifício lá atrás. E depois de tudo consolidado pretendemos sair deste espaço em que estamos instalados. Crescer é a ideia inicial e temos marcado passos aos poucos. Temos de sustentar o que nos propusemos fazer.

Daqui a um ano teremos a UMA toda no Kaop Park?
Toda não. No Kaop temos os cursos novos, nas áreas de ciências da saúde e desportos e aqui temos os cursos voltados para a área tecnológica. Temos um terreno na área de Catete que creio que será o lugar para o grosso da nossa expansão.

Uma das queixas repetidas sobre as universidades em Angola prende-se com o facto de não terem um corpo docente próprio e fixo. Como é que a UMA vê este problema, quer escapar disso ou rendeu-se aos chamados turbo-docentes?
No nosso país temos este problema com os professores. Também temos alguma falta de sentido de carreira, mas não é só no ensino. Há professores a leccionar há muitos anos, mas não temos a cultura de fixação numa universidade, com um gabinete, para desenvolver pesquisas. Acho que esta política, de estabelecer o docente, não existe ainda. Até porque se o docente não está em várias universidades está numa empresa qualquer, além da universidade. Face a isso, nós temos contado com professores estrangeiros, poucos, mas são os que nos garantem uma certa segurança.
Os professores nacionais, estamos a fidelizar os que trabalham connosco há mais tempo. Este é o caminho que temos seguido. O nosso próprio projecto aposta na política de fidelização de quadros. Esta semana irei conversar com os colegas de outras instituições privadas sobre este assunto. O ideal é termos quadros próprios.
‘Ainda temos o problema dos professores que mal conseguem

comunicar com os estudantes’ “Até porque hoje todos querem dar aulas, mas não é bem assim, quem vai dar aulas tem de ter didáctica”

A falta da fixação de quadros não decorrerá também do facto de algumas instituições assumirem de alguma forma o efémero da sua existência? Não têm revistas para publicação de ensaios científicos, não criam gabinetes ou centros de pesquisa, não têm professores fixos… não será na perspectiva do baixo investimento porque, se calhar, daqui a dez ou quinze anos fecham as portas porque o negócio poderá já não ser rentável?
Diria que não, é tudo muito novo no nosso país. Mas até o Estado já decretou que as pessoas devem leccionar até duas instituições no máximo. Até porque em Luanda já nem é possível a pessoa deslocarse por três/quatro instituições. Na verdade as pessoas mal davam aulas, aquilo era mais uma forma de ganhar dinheiro. Hoje, um dos projectos da nossa associação visa exactamente a formação e fixação de quadros, tal como a pesquisa e a publicação.
Porque usamos livros produzidos no estrangeiro, mas precisamos também de ter material produzido por nós.
Estamos a criar condições para isso, para que esta cultura se instale nas instituições. Cá, na Metodista, daqui a alguns dias vamos inaugurar a reprografia, que ajudará as pessoas que queiram fazer publicações.
Temos mesmo de formar os nossos quadros, até porque hoje todos querem dar aulas, mas não é bem assim, quem vai dar aulas tem de ter didáctica … ainda temos o problema dos professores que mal conseguem comunicar com os estudantes. Na ideia de formarmos os nossos quadros, nós firmámos protocolos com universidades portuguesas como as de Coimbra, de Évora e do Porto, justamente para nos ajudarem a formar os nossos quadros.

São universidades com prestígio
São. E podem ajudar-nos muito.

No ano passado foi publicado um ranking das universidades africanas em que Angola não ficou bem na fotografia. A publicação de obras científicas, no nosso caso a não publicação, pesou na classificação?
Também. É por aí que passa o nosso desafio. Mas não vamos correr muito, vamos dar um passo de cada vez.
Primeiro temos de formar bons professores. A cada ano que falta vamos contratando pessoas para os lugares que estão por preencher, estamos a formar equipas com professores nacionais e vamos buscando gente de fora para os lugares em que não temos ainda nacionais para os preencher, ou quando nos trazem mais conhecimento.

Abrem este ano um curso de cardiopneumologia, como o farão sem um hospital associado?
Não, não temos um hospital nosso, mas estamos apenas no primeiro ano.
O que vamos precisar depois é de instituições para estágios. Pela especificidade do curso, não precisaremos de um hospital associado. Iremos solicitar acordos ou vagas para o estágio nos hospitais existentes. Até porque já temos esta experiência, os nossos estudantes em análises clínicas e saúde pública são os primeiros com curso superior, em Angola. Eles fizeram estágios nos hospitais e ficaram, convivendo com técnicos que mesmo não tendo um curso superior, têm uma experiência acumulada importante.
Vamos formar técnicos para trabalhar com os médicos cardiologistas.

E o campus para formação nas áreas dos desportos?
Esta formação irá ao encontro das preocupações que a sociedade e o governo têm expressado sobre esta matéria. Os angolanos gostam de desportos. Recebemos recentemente o CAN de futebol e percebemos que as pessoas estão cada vez mais engajadas com as selecções nacionais das várias modalidades. É uma área que além da questão da saúde das pessoas poderá também trazer retornos importantes para o país.

E o campus tem capacidade para receber quantos estudantes?
Temos capacidade para até duas mil pessoas, mas este ano estamos à espera de cerca de mil estudantes.
É um espaço generoso, temos uma pista de atletismo grande e adequada à modalidade, temos dois ginásios, multiusos e um menor para sessões com ginástica rítmica, etc. É um espaço para o desporto.

Passaremos então a ter treinadores com curso superior?
Acho que sim. Mas o espaço, além da formação, serve também para as pessoas, para as escolas. Temos lá uma piscina, campos de ténis, um court de ténis, campo de golfe… é um espaço preparado para quase todos os desportos.

Mas aí no Kaop Park está num sítio com dificuldades de acesso, não?
Isso já não se coloca em Angola, é só começar o funcionamento e logo surgirão as formas de lá chegar. Para já, a via está boa… temos estado a falar com o Ministério da Juventude e Desportos, explicando o que temos e vendo em quê que o Governos nos poderá ajudar. Somos uma instituição do ensino superior privada, é verdade, mas nós formamos cidadãos angolanos e julgo que é aqui que o Estado nos pode ajudar. De facto não estamos para ganhar dinheiro, apenas, temos de ver o que estamos a fazer, estamos a formar quadros.
Temos de produzir viveiros, é o que nos falta em Angola. Eu vivi mais de uma dezena de anos no Brasil e sei um pouco como é que aquele país se tornou num dos maiores exportadores de jogadores, começa-se pela base. Estas boas experiências podemos segui-las.

Até que ponto a UMA segue a doutrina metodista?
Nós somos uma universidade metodista, temos a nossa doutrina e seguimos aquilo que nós apregoamos.
Eu sou pastora da Igreja Metodista também, além de reitora da universidade. Nós queremos que os nossos estudantes saiam da universidade com uma marca. Neste ano de 2012, os candidatos a nossos estudantes, e nós, fizemos ao longo de uma semana um encontro, e estamos a falar de cerca de cinco mil candidatos, e com todos eles conversamos, já para acautelar, sobre o que nós gastaríamos que eles fossem como estudantes e profissionais no futuro. Dentro de todos os currículos da universidade há uma disciplina de ética cristã. Não é no sentido de tornar todos adventistas, o que pretendemos é formar bons profissionais para o mercado do trabalho. Eu, na qualidade de reitora, gostaria que os nossos estudantes, em qualquer lugar em que fossem pudessem levar um bocadinho que fizesse a diferença, no relacionamento, no profissionalismo, na qualidade do trabalho. Se pregamos isso também devemos ensinar aqui. A nossa divisa é passarmos a doutrina metodista e pedir que eles sejam tolerantes.

Não há resistências à doutrinação? É como tudo, há pequenas resistências, não podemos esperar que saia tudo bonito. As pessoas às vezes perguntam porquê que tenho de ter esta disciplina se eu não sou?
Nós explicamos, tu não és mas estás. É como pessoas ligadas a outras igrejas que dizem não poder vir às aulas às Sextas-feiras. Dizemos tu não podes na tua igreja, mas aqui não é bem assim.
Tudo passa pelo diálogo. A conversa é o mais importante. É como dizer vou dar um não, mas um não bem dado, um não que sabe a sim.
Não há facilitismos por ser da igreja. não sabe, reprova!
“reprova-se. Quem não sabe reprova. É só ir ver a pauta para a admissão”
E a taxa de aproveitamento, aqui reprova-se muito ou também se insiste até à aprovação do aluno?
Reprova-se. Quem não sabe reprova. É só ir ver a pauta para a admissão. Reprova-se, aqui não há facilitismos porque é da Igreja, não.
Não sabe, reprova. O que eu digo aos alunos é que se apliquem nos estudos, que aproveitem os períodos de borla para se ocuparem na biblioteca. Há que aplicar-se.

Mas há também o problema da má preparação com que os alunos chegam ao ensino superior.
Isto é um problema nas universidades. Temos estado a falar entre nós e também com os ministérios do Ensino Superior e da Educação, porque a preparação de base é assunto do Ministério da Educação…

Mas não recebem um produto em condições…
Eu diria que o problema nem é das políticas do Ministério da Educação, hoje, eu acho que já nem passa por aí, com as reformas que foram feitas.
Acho que há também um relaxamento por parte dos encarregados de educação, que criaram na cabeça a ideia do facilitismo… o aluno pode até preparar-se para uma prova de admissão, por exemplo, mas o pai já está a pensar em como fazer caminhos para pedir ajuda, mas nunca, ao longo do ano lectivo, acompanhou o desempenho do filho na escola.
Depois vêm dizer que o filho é muito inteligente… pois, é inteligente porque ele o diz, o pai não o acompanha.
Acho que há disso, porque as pessoas vêm mal preparadas. Há quem não saiba escrever. Pode-se ler uma carta de um aluno que vai entrar na universidade e ficar triste. Vimos agora o que foi o exame de acesso, nas provas de português, nas provas de matemática… a desculpa é o stress, mas há quem escreva universidade com “c”, metodista com “z”… é complicado.

Alguns destes acabam por entrar nas universidades. Como se trabalha com eles?
Quando se fazem as provas de acesso as vagas vão sendo preenchidas de acordo com as notas. A primeira vaga é preenchida pela nota mais alta e assim se vai descendo até á última nota. Há pessoas que ficam de fora e acho que é uma pena, porque deveríamos ter uma chance, o ano propedêutico, ou ano zero.
Este ano zero deveria existir, onde o estudante ficaria a preparar-se para a universidade e depois ter acesso ao ensino superior. Já tivemos, mas veio uma ordem para abandonarmos. Mas hoje há estudantes a reclamar eles mesmos pelo ano zero, que consideram importante. Ainda recentemente se soube que mais de quarenta mil pessoas concorreram às provas de acesso da Universidade Agostinho Neto… existem candidatos, existem poucas vagas e o índice de aprovação, mesmo assim, deixa muito a desejar.

Temos, portanto, uma sociedade moldada pela mediocridade, sendo a grande maioria da população jovem…
Não o diria. Não podemos rotular a sociedade desta forma, acho que não. Só pelo facto de muita gente querer entrar para o ensino superior, eu diria que há interesse na formação. Agora, é preciso que se entenda universidade não como o ponto de obtenção do diploma, mas como o ponto de obtenção de formação para podermos ser úteis ao país. São jovens e têm de saber o que querem fazer.
Acho que tem de partir de casa a ideia e orientação para que ele pense ‘vou me formar para no futuro ser um quadro de qualidade’. Nós, a maior parte das pessoas da nossa direcção, não tivemos a sorte de nos formarmos no nosso país, fomos formar-nos fora e voltámos, mas com a ideia de nos formarmos e voltarmos para sermos úteis ao país. Penso que as pessoas que agora têm condições de estudar no nosso país têm de pensar da mesma forma: vou formar-me em Angola para dar o meu melhor.

Portanto, a busca da melhor qualificação é mesmo o objectivo. Acha que o Estado deveria subsidiar as universidades privadas?
Sim. É como disse: as universidades são privadas mas são parceiras do governo, ou do Estado, porque o produto que vão apresentar terá sempre um impacto na nossa sociedade. Há a necessidade de existir um financiamento às universidades privadas. Se hoje existem bolsas de estudo para formar quadros que estão nas instituições, incluindo as privadas, porque não financiar as instituições privadas por aquilo que têm estado a fazer?

Isto teria uma relação directa com o aumento da qualidade do ensino, ou com a produção científica?
De alguma forma ajudaria. Veja a montagem de laboratórios, que são muito caros, porque para um curso técnico a instituição tem de ter laboratórios. Ajudaria. Acho que o governo deveria pensar nisso, em financiar as instituições privadas.
Claro que se deveria avaliar o grau de retorno. Há pouco tempo pôs a questão de algumas universidades poderem estar a vislumbrar o seu fim para daqui a uma década, por exemplo, é aí que se tem de ver as coisas.
Eu defendo a ideia que as instituições sejam avaliadas, para que não ande cada uma a dizer que é a melhor. Tem de haver uma avaliação, que é o que, ao que parece, o Ministério da Ciência e do Ensino Superior a procurar fazer.

Já solicitaram ao Estado este apoio?
Temos solicitado de alguma forma.
Solicitamos, por exemplo, a isenção de impostos para os produtos a usar nos laboratórios, para livros…

E a resposta tem sido positiva?
Não propriamente. Existe uma lei, mas não tem sido praticada, nesta questão dos impostos. Esta tem sido a nossa luta constante. Acho que nisso já seria uma ajuda. Porque as alfândegas têm o documento que isenta de impostos este tipo de materiais, mas isso não é aplicado. É lamentável.

E a política do Estado para o ensino superior, o que lhe parece, precisa de arranjos?
Eu acho que a cada ano que passa sentimos melhorias. Só a ideia de se ter aumentado o número de instituições, públicas e privadas, já é um avanço. Antigamente tínhamos uma única para todo o país, hoje existe abertura, o que mostra que o Estado tem estado a investir naquilo que é o principal, a formação. Nenhum país sobrevive sem gente formada.

Tanto a Universidade Metodista quanto as outras universidades angolanas vão falando das suas ligações às universidades de prestígio lá fora, mas não falam de alianças internas.
Não há notícia de um aluno da Faculdade de Medicina Veterinária do Huambo, por exemplo, beneficiar de um programa de intercâmbio com uma universidade de Luanda…
A ideia do intercâmbio ao nível nacional já existe. Nós fazemos intercâmbios com a Universidade de Évora, por exemplo, por causa das engenharias, por força do nosso curriculum que tem uma estrutura idêntica à deles. As outras universidades, acho que a dificuldade é um pouco esta, temos currículos desfasados. Mas existe já uma política do ministério que pretende balizar os currículos, porque se saio de uma universidade do Huambo, no quarto ano, tenho de encontrar em Luanda uma estrutura curricular igual ou aproximada. A Metodista lança este ano os primeiros formados, tínhamos que nos adequar, os intercâmbios vão aparecendo ao longo do processo. Por exemplo, falou do caso de um aluno do Huambo, nós, agora, com o curso de engenharia agropecuária, nós temos de ir buscar a experiência do Huambo que é o único curso no país. Na área da arquitectura, nos colóquios que se vão organizando, lidamos muito com as universidades que também têm cursos de arquitectura, participamos em palestras, etc. Não é ainda como gostaríamos, são parcerias ainda tímidas, mas o caminho a fazer é exactamente este.

Mesmo nas parcerias internacionais o que se vê é o receber, livros, professores, etc., mas não se dá conhecimento, não se recebem cá estudantes de fora.
Mas nós temos uma experiência, há tempos recebemos aqui um grupo de pessoas de uma universidade que pretendem fazer connosco um intercâmbio na área da gestão, um estágio, e nós mandando estudantes para lá. Penso que tudo isso tem a ver com a política interna de cada instituição, qual é o olhar que têm as pessoas que estão à frente. Eu tive esta experiência, sei que é boa. Até para a elaboração do trabalho de fim de curso estas experiências têm valor. Nós temos estado a trabalhar neste sentido, de levar os nossos estudantes para fora. Os nossos estudantes de arquitectura são privilegiados porque já o fazem, viajam e voltam com outras experiências, além dos professores com experiência internacional que temos.

Perfil
Teresa da Silva Neto é natural de Luanda, mas cresceu no Uige.
É a mais nova reitora de uma universidade angolana e uma das duas únicas mulheres com este cargo (a outra é Laurinda Oigard, da Universidade Privada de Angola). Casada e mãe de rês filhos, todos eles nascidos no Brasil, mas com nomes angolanos, como Makiesse e Kidi.
Formou-se em teologia e em pedagogia. Fez um mestrado em ciências da religião e publicou, no fim dos estudos para o seu doutoramento na Universidade de Campinas (Brasil), o livro História da Educação e Cultura de Angola.
Filha de pai metodista e mãe católica, foi católica até aos vinte anos. Diz que foi ao Brasil criança e voltou senhora. Foi lá que se casou com o angolano Adriano Domingos Neto.
Afirma ter uma boa relação com os profissionais e alunos da universidade. Dirige uma instituição que alberga cerca de oito mil pessoas, entre estudantes, docentes e funcionários. A Universidade metodista lecciona um total de 18 cursos.
José kaliengue

fonte: OPAIS

NÃO AO USO DE COLETE À PROVA DE JUSTIÇA.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

“ Quem não deve não teme “, diz o Povo!
Porque ninguém está acima da lei, queremos uma lei cega que não olhe a meias, que corte a direito sem tremer nas orientações e decisões de Justiça com lealdade, fidelidade, consciência, em igualdade de circunstâncias e de condições justas e transparentes para todos os cidadãos.
Não queremos uma justiça que olhe a apelidos, que seja complexada e inibida perante a condição social do indivíduo de acordo com o seu estatuto público no meio, sua condição material e ciclos de influência, queremos tão somente uma justiça transparente, convincente, normal e compreensível para o cidadão comum, uma justiça pela primeira vez igual para todo o território nacional da Guiné-Bissau.
Estamos todos muito preocupados em relação à esta realidade doentia no que concerne à Justiça. Há várias décadas que arrastamos com esta dificuldade que começa a parecer crónica quando não é, apenas precisando de uma nova mentalidade, coerência e especificidade nas suas actuações e aplicação da lei.
Por ironia do destino, somos um País com uma Faculdade de Direito há vários anos e que confere o grau de licenciatura em Ciências Jurídicas,  somos também um País pioneiro com um Ilustre Professor Doutor, Constitucionalista e único salvo erro nos PALOP, exceptuando o Brasil que tem um avanço enorme nas áreas de especialização cientifica superior em relação aos restantes Estados de língua portuguesa. Não se percebe o porquê deste atraso medonho da Instituição de Justiça, aliás, penso que percebemos um pouco este motivo, mas não aceitamos esta negligência dos profissionais de justiça, mesmo compreendendo que o verdadeiro problema assenta na corrupção e algumas dificuldades administrativas desta actividade profissional no terreno, torna-se difícil qualquer tolerância em relação ao fenómeno. Constatamos que o funcionamento da justiça age como um pau de dos bicos, com um dos lados perfeitamente inoperacional, protegendo alguns bandidos e o outro, afiado e pronto a picar o mais fraco. Temos Justiça para todos os gostos, carteiras, apelidos e até chegarmos a ausência pura e simplesmente de Justiça propriamente dita, uma impunidade total para certos indivíduos, mas que justiça é esta amigo.
Enfim, caminhamos para mais uma eleição presidencial, o rufar dos tambores saiu à rua, apontam-se “espingardas” para esta realidade nua e crua, ouvimos todos perguntando por justiça, todos perguntam mas alguns por ironia quando os próprios estão há anos a fio e nada fizeram para empurrar este barco para frente, onde pára a justiça realmente, melhor vamos impor justiça em voz alta para acordar os mortos vivos, dá vontade de rir ouvindo isto da boca de certos indivíduos durante esta campanha eleitoral.
Por vezes até parece mentira ou que alguns aterraram de pára-quedas no território nacional e não sabem do que se passa no terreno, dando a sensação que esta motivação é só devida ao estado de campanha eleitoral e talvez para esquecer de novo logo a seguir. Ouvimos vozes aclamando por justiça social em relação aos crimes cometidos há três anos atrás no nosso País, as mortes de João Bernardo Vieira, Tagma Nawai e mais dirigentes do PAIGC e do Estado da Guiné-Bissau igualmente assassinados, espanta de certo modo a muitos Guineense tudo isto e até hoje nada ou quase nada em matéria de investigação a partir deste acontecimento criminoso se fez, parece já ser hábito esta acumulação de assassinatos sem investigação e respectivo julgamento ao longo da história do nosso Estado.
É de lembrar que até hoje nenhum dos inquéritos das mortes de Nino Vieira e Tagma Nawai e outros, chegou ao fim, ainda não se concluiu qualquer acusação contra ninguém, parece impossível, portanto não existindo arguidos neste processo, todos os suspeitos são considerados inocentes até uma prova em contrário, mas para quando será feito este trabalho, o Ministério Público tem uma palavra a dizer, mas com o andar dos tempos sem sinais óbvios de trabalhos, parece cada vez mais difícil uma conclusão experimental da investigação judicial.
Quem não deve não teme diz o Povo, mas para alguns esta máxima não funciona, receiam uma identificação inesperada com o submundo do crime, aqueles que têm rabo-de-palha andam alguns empenhados na busca de uma armação protectora até conseguirem "colete à prova de justiça", estes não são visíveis do exterior, quando envergado por alguém apenas se nota bem e, estranha-se a ausência e impunidade à mistura, na convivência social é notado por sinais de alerta mais ao menos reconhecidos e percebidos pelos mais atentos no meio ambiente (o diz que diz, faz o enfoque e lança a suspeição da boca para fora até que fala-se na vizinhança, é um velho truque de grupos identificados - Bamtabá - um vício antigo da comunicação entre pessoas que se conhecem) e quando menos se espera acontece que se sabe sempre tudo, quem matou ou quem mandou matar e como tudo aconteceu…
Imaginando que alguém já traga o “colete à prova de justiça” vestido, em que ficamos então, pergunto, o que fazer com esta possível imunidade às leis vigentes no País caso tratar-se de um político ou alguém bem relacionado no meio castrense, será que o tribunal militar ou civil vai agir com isenção, volto a perguntar. É uma questão que também merece reflexão e a ver vamos como a Guiné-Bissau vai safar-se desta "batata-quente", sem ficar mal na fotografia e aos olhos do mundo como Estado garante da Justiça Social no País, isto é, se continuar esta impunidade sem governo que imponha ordem jurídica nas coisas.
Assistimos nestes dias a uma campanha eleitoral onde continua ausente um debate de ideias e de projectos entre os candidatos, devíamos estar preocupados com o valor das ideias, projectos e modelo de "arbitragem" neste momento ainda nas cabeças dos Srs. candidatos que concorrem ao mais alto cargo da Magistratura da Nação, pergunto porquê assim, até parece que já não vale a pena apostar nas ideias, mas sim no "charme" ou estaremos todos enganados por enquanto.
Ainda não se ouviu falar de debate político, queremos ver este gesto democrático no nosso País como Estado Democrático e de Direito que é, tudo isto traz as suas vantagens porque facultará bases de reflexão ao eleitorado.
Temos um País onde impera a oralidade/literatura oral em primeiro lugar, uma via de informação privilegiada em relação à literatura escrita/comunicação por escrito, daí que entenda-se, para o Povo a via do debate público torna-se na mais importante avenida principal para dar e receber a informação durante e depois desta campanha eleitoral.
Vamos ao debate, “quem quer peixe vai ao mar” e alertamos os candidatos de que o nosso Povo está/estamos habituados ao peixe fresco, nada de “importação”, e teorias de chapa ou ideias congeladas a mando dos amigos ricos do exterior, porque nós queremos descer ao nível das nossas necessidades reais, reunir o perfil das nossas dificuldade e sermos realistas, avançar a partir das nossas necessidades, dar prioridade máxima as coisas que NASCEM, CRESCEM, REPRODUZEM E MORREM DENTRO DO TERRITÓRIO NACIONAL, isto é, na perspectiva do que deve ser explorado e também do perfil de desenvolvimento sustentado que tanto se espera e queremos. E mais, obviamente que nesta perspectiva pautamos pelo conhecimento e sabedoria assentes na base e principio da honestidade, fidelidade em relação ao que a natureza nos ofereceu, toda a sua filosofia existencial é anti-vender a Mãe-Terra por nenhum preço deste mundo de negócios.
Temos um País que é um paraíso futuro, imagino o seu colo grande repleto de filhos do mundo inteiro, amigos de toda a parte, mas, com o seu património humano e territorial na posse do Estado da Guiné-Bissau ponto final paragrafo. O amor cuida e protege, presta cuidados maternais, é da natureza humana este instinto e dever da alma, só quem for perverso a esta natureza sentimental não percebe isto, portanto devo acrescentar que o Amor não é uma fricção de mucosas, por isso é que na prostituição não há afecto do género, não existe amor na prostituição, então é bom repensarmos muita coisa feita até aqui e tomarmos caminhos gratificantes, realistas, com afectividade partilhada, abandonar as imitações, sobretudo não importar modelos velhos, carecas e abandonados nesta nova vaga de cuidados intensivo na recuperação do planeta, por isso meus amigos, deixemos de alienações, ganâncias, comportamento ilícito, mortes encomendadas, crimes com o objectivo de permanência de todo uma desgraça que ainda não deu a cara, ninguém lhe conhece o verdadeiro rosto, nem mesmo aquele irmão guineense que apenas faz o serviço a mando de organizações prontos a comprar toda a dignidade que quiser em troca um punhado de “moedas”. Vamos a tempo de repensar e regressar à base das nossas necessidades, vencer o monstro que há dentro de nós e que nos impele a vendermos, o chão que guarda a nossa primeira cicatriz ( N’ndê ku byku ym’terradu-nêl ) a Mãe-Não se vende!
O estado psico-social do ambiente que se vive em Bissau obriga a que as autoridades se mantenham atentas e com sensibilidade para detectar reacções que possam desembocar em conflitos de vária ordem, pondo em causa a organização e o exercício de voto, o normal funcionamento do apuramento e sua contagem. Vamos esperar que as autoridades locais mais uma vez mantenham a ordem e segurança nos locais de votos ao nível territorial, não obstante o comportamento ordeiro e de educação cívica a que estamos habituados a registar nas nossas populações que são um exemplo para todo o mundo, sempre que são chamados respondem, presente. O Povo é ordeiro e mais uma vez irá demonstrar que está e sempre esteve presente, obedecendo as regras democráticas do jogo, mesmo quando os seus lideres esquecem as promessas de campanha eleitoral, eles lá estiveram e deram o seu contributo, deram a cara como seria de esperar, sempre presente.
Vamos honrar este esforço desta vez e partir para o entendimento progressista, fraterno e solidário para os avanços que tanto precisamos, arrancar definitivamente rumo a Paz e Progresso da nossa sociedade, desde já com um País para todos os seus filhos, todos sem excepção, mesmo que tenha alguém “quarenta nacionalidades”, não podemos continuar a menosprezar a Diáspora guineense, não convém tapar o sol com a peneira, o mundo perspectiva uma evolução global, os focos de diferença culturais tendem a transformarem-se num núcleo gigante (todos diferentes e todos iguais), pois então não seremos nós os “atrasados mentais” prontos a decapitar os próprios irmãos que as circunstâncias da vida levou a que pedissem o acolhimento longe da terra. A Diáspora existe desde os anos vinte/trina, é uma realidade nua e crua, já não espera para ser reconhecida, não, está aí à frente dos nossos olhos. Não percebo qualquer complexo a este respeito quando temos políticos parlamentares no exercício das suas funções na Guiné-Bissau mas com nacionalidade estrangeira, basta de jogos de cintura, do engano e vamos falar olhos nos olhos, acabar de vez com certos complexos discriminatórios que zelam por interesses pessoais. Muitas vezes apenas e só para esconder a sua incompetência ou ignorância em relação a muita coisa, todos nós temos necessidade de ir aprendendo enquanto por aqui andarmos e vivos. Estamos sempre a aprender por isso há que haver intercâmbio de experiências, de sabedoria, de conhecimento, de amores e experiência afectiva e cultural, enfim derramar no mesmo lago-de-reencontros tudo do que considerarmos do melhor que há em nós, fazer um doce que realmente seja doce, e com Amor.
Basta de descriminação frontal e reprimida, vamos olhar olhos nos olhos e falar claro na mesma língua emocional, afectiva, e de resistência à mudança fácil e traiçoeira que nos propõe o “diabo”…
VAMOS MUDAR!
Um abraço Guineense.
Filomeno Pina.

domingo, 4 de março de 2012

Guiné-Conacry: "Até 50 mortes em acidente de camião".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Mapa
Os relatórios referem que até 50 pessoas morreram e pelo menos 20 ficaram feridas após um acidente de estrada no leste da Guiné.
"Um caminhão ... foi a causa deste acidente grave que mergulhou numerosas famílias em luto,disse " o ministro do governo Alhassane Conde em um comunicado, informou a AFP.
O caminhão estava viajando de Moribadou para levar os passageiros para um mercado semanal na cidade de Beyla.
Os relatórios apontam que o caminhão caiu em um barranco após seus freios falharam.
Todas as vítimas foram enterrados em uma vala comum no local do acidente, segundo os relatórios.
Os feridos foram levados para o hospital em Beyla, uma testemunha disse à agência France Presse.

fonte: BBC 

sábado, 3 de março de 2012

Ex-colônias africanas são esperança de Portugal em crise.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


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Foto: Uma das saídas para a economia portuguesa é a apostar nos mercados emergentes em África. (PA)
João Carlos, DW

Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde são apenas algumas das ex-colônias de Portugal que poderão talvez contribuir para o término da crise no país europeu. Empresários apostam no mercado dos falantes da língua portuguesa.

Os países africanos de língua portuguesa e o Brasil podem ajudar Portugal a sair da crise. Pelo menos é o que acreditam os empresários dos referidos países, entrevistados pela DW em Lisboa.

Eles consideram que uma cooperação pode ser vantajosa e beneficiar o crescimento da economia portuguesa, deprimida por uma forte recessão. Portugal não tem outra saída senão apostar no mercado externo, defendem empreendedores.

A ajuda vem de África

Desde maio de 2011, Portugal depende de um programa de assistência financeira internacional, em consequência da degradação das contas públicas. As perspectivas de crescimento económico ainda são reduzidas, mesmo com o esforço interno do país para inverter este ciclo, com origem na crise da dívida. Uma situação que afeta também alguns dos países periféricos da União Europeia.

Uma das saídas para a economia portuguesa é a apostar nos mercados emergentes em África, na Ásia e na América Latina. Para José Lino Dores, do grupo Navex, que tem ligações com África e Brasil, as ex-colônias portuguesas são determinantes para ajudar Portugal a sair da crise.

"Não somente ajudar Portugal a deter um nível superior de desenvolvimento, como também a situação [pode ser] recíproca. Portugal poder alavancar, de alguma maneira, outras economias", defende Dores.

Para António Silva, empresário angolano no ramo dos transportes, logística e comércio, Angola já está a dar a sua contribuição. Ele defende que Portugal já olha Angola com outros olhos, o que já deveria ter feito há anos, acredita Silva.

Mas como não fez, perdeu muito com isso, conclui o empresário. "As empresas angolanas, como a Sonangol, já estão a entrar no capital das empresas portuguesas". Na opinião dele, Portugal pode contar com o apoio de Angola.

Outro que estende a mão é Manuel João Almeida, empresário do ramo da hotelaria em Cabo Verde. Ele diz que a crise está a atravessar o mundo e que Portugal precisa apostar no mercado externo. "A gente também aposta em Portugal", acrescenta.

Quem menciona a Guiné-Bissau é Saico Embaló, outro empresário daquele país ocidental africano. Ele acredita que a Guiné-Bissau poderá servir de plataforma de entrada para empresas portuguesas interessadas no mercado ocidental africano.

Na opinião dele, o mercado ainda é virgem e "tem muita coisa para explorar", sobretudo no ramo industrial. "As nossas portas estão abertas para receber empresas portuguesas. Vamos trabalhar em conjunto", defende Embaló.

"Unidos venceremos"

As opiniões dos mais diferentes empresários foram coletadas à margem do 1º Congresso Mundial de Empresários das Comunidades Portuguesas e Lusofonia, que terminou nesta quinta-feira (01.03) em Lisboa.

O tema mais debatido foi a importância dos negócios para relançar a economia portuguesa. Neste âmbito, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, defendeu maior aproveitamento das capacidades da rede de empresários no exterior.

Na opinião dele, esta rede de empresários no exterior tem uma capacidade que muitas vezes não é aproveitada e que "se tudo for bem conjugado pode constituir um enorme serviço para Portugal", defende.

Capacidade que, segundo Portas, pode contribuir para mobilizar recursos a favor do crescimento económico e ajudar Portugal a sair da crise.

Autor: João Carlos (Lisboa)
Edição: Bettina Riffel / Renate Krieger

fonte: DW

Senegal: a oposição se une contra Wade.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Buya Jammeh, AfricaNews repórter em Dakar, Senegal.
 
Partes da oposição do Senegal uniram-se para por de fora o atual presidente Abdoulaye Wade fora do poder, chamando o povo do Senegal para votar mais próximo o seu rival Macky Sall em votação de segundo turno este mês. Segundo os resultados provisórios anunciados pela Comissão Nacional de Eleições, o Presidente Wade ficou em primeiro lugar com 34,85 por cento dos votos de domingo, enquanto Sall perdia com 26,57 por cento. Eles vão se enfrentar numa segunda volta mais provável de ser realizada em 18 de março.
Senegal
Senegalês Youssou Ndour ícone da música jogou seu peso atrás Sall em sua tentativa de frustrar o líder no sit-apertado.

"A mudança já está lá, agora é só uma questão de colocá-la em ação", Ndour disse aos jornalistas em breves comentários, após uma breve reunião com o Sr. Sall.

O prêmio Grammy e porta-voz da estrela disse aos jornalistas que "Macky Sall já concordou em" várias demandas que estão em linha com as orientações estabelecidas pelo comitê consultivo nacional sobre a boa governação liderada por ex-secretário da UNESCO Amadou  Mbowe Matarr.

Isto de acordo com ele, se destina a melhorar a vida do povo do Senegal.

"Youssou Ndour apoiará Macky Sall no segundo turno da eleição", disse o porta-voz, Aliou Ndiaye.

Ndour, o exportador mais famoso da cultura do Senegal, anunciou em janeiro que planejava correr na corrida presidencial, porém o mais alto tribunal do país recusou a sua candidatura, alegando que ele não tinha recebido indicações suficientes.

Enquanto isso, o M23 chamou uma reunião na tarde de sábado na Praça do Obelisco Dakar em memória das seis pessoas mortas em um mês de manifestações violentas que antecederam a eleição.

O Movimento 23 de junho (M23) exortou seus membros, incluindo os falhados candidatos presidenciais, para "provarem o seu patriotismo e pôr de lado seus problemas pessoais para o interesse superior do Senegal" em apoio a Sall.

"Devemos todos nos mobilizar em conjunto, para dar o golpe do assassino e pôr fim a este regime", disse o coordenador de M23 Tine Alioune.

Ele disse que Sall, de 50 anos, desferiu um golpe humilhante para o titular, forçando-o em uma corrida fechada após as eleições de domingo, era a única possibilidade para a prevenção de Wade, 85 anos, de servir a um novo mandato em até 90 anos.

O influente rapper que liderada o movimento "Fed Up" também se inscreveu para a campanha pró-Sall. "Na arena (wrestling), quando você está lutando contra um adversário que você precisa acabar com ele, você não deve dar-lhe tempo para se recuperar", disse um de seus líderes, o rapper "Thiat".

O movimento exortou seus membros a "votar maciçamente para Macky Sall" e frustrar licitação de Wade a reeleição.

Wade, que passou 12 anos no poder, em janeiro, driblou o limite de dois mandatos, se apresentou para concorrer à reeleição, o que provocou os protestos.

Os resultados foram um revés enorme para Wade, que perdeu um milhão de eleitores em comparação com a eleição de 2007, que ele ganhou no primeiro turno.

Analistas dizem que ele enfrenta uma dura batalha para ganhar o segundo turno com a oposição ferozmente unidos atrás do gol para derrubá-lo.

Sall, um antigo primeiro-ministro, está ganhando apoio do influente vice-campeão que deixou para trás a votação de domingo.

No entanto, a 52 anos atrás tem-se mantido na vanguarda dos protestos da oposição contra Wade que está a tentar governar até aos seus 90 anos e de ter contornado um limite de dois mandatos que ele mesmo introduziu.

O Governo no relatório da UE

O governo na quinta-feira criticou a missão de observadores da União Europeia, dizendo que estava "se intrometer" no processo eleitoral.

A missão descreve a primeira rodada de votação como um processo "adequado", mas manifestou-se contra a proibição de manifestações da oposição no centro da capital durante a campanha e contra o que chamou de era da "falta de transparência" na entrega de cartões de eleitor .

"Observadores da União Européia dizem jamais interferir no processo eleitoral", Cheikh Gueye, o ministro encarregado das eleições, disse em uma carta enviada ao chefe da missão observadora Thys Berman. O ministro também alertou que ele poderia revogar o mandato da missão.

Secretário Geral da ONU

Das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu "responsabilidade cívica" no Senegal antes da segunda volta da eleição presidencial cada vez mais amarga.

O secretário-geral "felicita o povo do Senegal pela forma pacífica e ordeira", no qual a primeira rodada foi realizada na semana passada, disse o porta-voz de Ban Martin Nesirky.

Ban particularmente reconheceu o papel das "autoridades eleitorais, as forças de segurança, sociedade civil e partidos políticos na defesa do Senegal que tem uma longa tradição democrática", disse Nesirky.

"Como o país se prepara para uma segunda rodada de votação para determinar a sua futura liderança, os o secretário geral, alertou mais uma vez, para o mesmo espírito de responsabilidade cívica e compromisso democrático que deve prevalecer durante todo o processo", disse ele.
 
fonte: Africa News 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Drogba exige 9 milhões de dólares para renovar pelo Chelsea.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O avançado costa-marfinense, de 33 anos, termina contrato com os ingleses do Chelsea no final da época e, segundo o “Daily Mail”, só renova se o clube aumentar o seu salário para 9 milhões de dólares/ano
A menos de cinco meses de terminar contrato com o Chelsea, Didier Drogba já avisou o clube de Londres (Reino Unido) que só renovará se o seu salário for aumentado para nove milhões de dólares anuais.
A informação foi avançada pelo jornal britânico “Daily Mail”, que refere ainda que o internacional da Costa do Marfim é, com 33 anos, um dos jogadores mais requisitados no mercado, destacando-se o interesse do Anzhi, actualmente orientado pelo ex-treinador do Chelsea, Guus Hiddink.

Fonte: Daily Mail

África: AFRICOM determinado em combater os grupos terroristas.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

General Carter Ham detalha no Congresso os graus de riscos que representam as nebulosas terroristas da al-Qaida no continente
General Carter Ham defende as estratégias da AFRICOM de combate ao terrorismo em África, no Congresso americano e evoca as razões desta força ter o seu quarter-general na Alemanha
Foto: AP
General Carter Ham defende as estratégias da AFRICOM de combate ao terrorismo em África, no Congresso americano e evoca as razões desta força ter o seu quarter-general na Alemanha

África: AFRICOM combate ao terrorismo


Grupos terroristas na Somália, no Norte de África e na Nigéria estão a considerar as possibilidades para a coordenação conjunta dos treinos, financiamento e de ataques terroristas, o que agudiza as preocupações dos Estados Unidos em matéria de segurança, disse ontem o comandante da AFRICOM perante o Congresso americano.
O General Carter Harm sublinhou que os líderes da al-Shabab na Somália, da AQMI - al-Qaida no Magreb e da Boko Haram na Nigéria pretendem reforçar e sincronizar as suas acções.
O General Carter Ham disse perante o Comité de Segurança da Câmara dos Representantes que se esses três grupos terroristas conseguirem uma melhor partilha de fundos e cooperarem mais ao nível dos treinos dos seus membros, “representaria um desafio real para os Estados Unidos.”
A al-Shabab, a AQMI e a Boko Haram são descritas como as três maiores ameaças da segurança em África, e todas elas têm um forte vínculo com a al-Qaida.
“No Corno de África, al-Shabab e al-Qaida formalizaram publicamente o seu último anúncio de fusão. Em África a segurança continua de facto a ser influenciada por actores externos, pelo rápido desenvolvimento económico, crescimento populacional e a todos níveis de diversidade do continente.”
O comandante da AFRICOM detalhou os esforços consentidos pelos Estados Unidos com vista a treinar, equipar e apoiar os países do norte e leste de África onde as milícias levaram a cabo uma série de ataques dramáticos no ano passado.
O reforço do apoio americano as operações em torno da cidade de Mogadíscio na Somália, por parte de tropas ugandesas e burundesas integradas na força de União Africana, enfraqueceu a al-Shabab. O general Carter Ham sublinhou que o recente anúncio de uma aliança formal entre a al-Qaida e a al-Shabab sugere que o grupo de insurrectos na Somália está em decadência e que anda a procura de apoio internacional.
“De facto há muito que se suspeitava da existência de uma forte relação de amizade entre a al-Qaida e al-Shabab na Somália assim como da al-Qaida na península arábica através do Golfo de Aden com operações no Iémen.”
O general Carter adiantou que a unificação formal da al-Shabab e da al-Qaida anunciada a 9 de Fevereiro pela líder da al-Qaida, Ayman al-Zawahri poderá permitir a esses grupos concentrar-se em acções de ameaça contra os interesses americanos. O comandante da AFRICOM adiantou ainda que existem algumas bolsas de combatentes estrangeiros envolvidos na resistência na Líbia e outrora lutaram contra as forças americanas e da coligação internacional no Iraque. O general Ham sublinhou que a al-Qaida deve estar a tentar recuperar essa rede de combatentes.
Respondendo a questões dos membros do comité do Congresso sobre as razões da AFRICOM ter o seu quartel-general na Alemanha, o general Carter Ham disse que os governos africanos necessariamente não desejam uma grande presença militar americana nos seus países.
O comandante da AFRICOM concluiu adiantando que as forças americanas na Europa podem mais facilmente chegar aos pontos de tensões na região, incluindo o Médio Oriente, Europa do Leste ou África, e apontou como um dos exemplos a intervenção no ano passado na Líbia.

fonte: VOA

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