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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Rússia: EUA/UE e suas 'sanções apavorantes'.

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EUA/EU e suas 'sanções apavorantes'. 20267.jpeg

EUA/EU e suas 'sanções apavorantes' "Ninguém espanta porco-espinho, só com bunda pelada."[provérbio russo] 

  • A China já criticou fortemente, oficialmente, todas as sanções; disse que não servem para nada. Outras seis cidades no leste da Ucrânia rebelaram-se. Dmitryi Olegovich Rogozin, Embaixador Extraordinário Plenipotenciário e vice-primeiro ministro da Rússia, encarregado da indústria da Defesa, declarou que a Rússia responderá palavras, com palavras; e ações, com ações. Por exemplo, disse que, se os EUA tentarem causar dano à indústria aeroespacial russa, os russos podem mandar astronautas, eles mesmos, para a Estação Espacial Internacional. Oleg Tsarev, uma das figuras políticas mais populares do leste da Ucrânia abandonou oficialmente a corrida presidencial; disse que sua participação é impossível. 

  • Mikhail Dokin, figura destacada do Partido das Regiões, e amigo próximo do prefeito de Carcóvia Gennadi Kermes - que sofreu atentado à bala e está em estado crítico num hospital israelense, declarou que também está pensando em desistir da candidatura à presidência. Pilotos russos informaram que o sinal de GPS sobre a Ucrânia parece ter sido degradado pelos EUA. Os EUA fizeram o mesmo na Líbia, e durante o massacre de 8/8/08 em Ossétia. Por sorte, a constelação de satélites GLONASS operam em plena capacidade (24) e já assumiram todas as frequências.

  •  O secretário de Estado dos EUA John Kerry: "Hoje, que a Rússia tenta mudar a paisagem de segurança da Europa do Leste e Central, temos de deixar absolutamente claro para o Kremlin, que o território da OTAN é inviolável e nós defenderemos cada polegada dele." Em Kiev, o Setor Direita e os maidanistas estão brigando entre eles.Turchinov admite que essa operação falhou: "Gostaria de dizer francamente que no momento as estruturas de segurança não conseguem retomar rapidamente sob seu controle a situação nas regiões de Donetsk e Luhansk. O pessoal de segurança encarregado da proteção dos cidadãos está sem apoio. Mais que isso, algumas dessas unidades ou ajudam ou cooperam com os terroristas. 

  • Nossa tarefa é, antes de tudo, deter a disseminação da ameaça terrorista para todas as regiões da Carcóvia e Odessa." Foi anunciado pelas autoridades militares na Rússia, que dois recém-chegados participarão do desfile do próximo dia 9/5, "Dia da Vitória", em Moscou: uma unidade da Spetsnaz, com os novos uniformes à prova de bala e rifles com silenciador; e uma unidade de Infantaria Naval da Frota do Mar Negro que levará a bandeira da República Russa da Crimeia. 

  • Pode-se facilmente imaginar a fúria dos attachés da OTAN, convidados para assistir ao desfile (como são sempre convidados, anualmente). Boris Nemtsov, ativista neoliberal pró-EUA cometeu suicídio político, ao mostrar-se na TV da Junta de Kiev, e comparar Putin a Stálin. Não que tenha grande coisa a perder, dado que seu partido "Parnas" não descola do 1-dígito, nas pesquisas eleitorais. Nemtsov, Khodorkovsky, Kasparov e Navalnyi e alguns outros, já são, absolutamente, cadáveres políticos. No mesmo programa da TV da Junta de Kiev no qual falou Nemtsov, Iurii Lutsenko, conhecido nacionalista ucraniano, declarou, com ares de máxima seriedade, que "o código genético do povo ucraniano dá aos ucranianos a habilidade de viver longe de mentiras, mas o código genético de filhos de Gengis Khan os faz desejar viver em mentira e disseminar a sífilis patriótica".

Esse comentário sobre a 'genética' soou particularmente cômico, porque Lutsenko estava sentado ao lado de um judeu (Nemtsov), em programa de TV cujo apresentador é judeu (Savik Shuster) e está co-organizando a conferência que convidou Nemtsov a Kiev com outro famoso judeu (Khodorkovsky).  Fico pensando por que esses judeus, que são usualmente super sensíveis a questões "genéticas", mantiveram-se calados e sorridentes enquanto um nacionalista neonazista afirmava, a sério, que os genes asiáticos dos russos os tornariam menos capazes de resistir a mentiras de uma suposta "raça" ucraniana.
  • EUA e União Europeia adotaram mais sanções simbólicas contra a Rússia, que só ajudam numa direção: convencer os russos de que o ocidente não pode tomar e não tomará qualquer medida punitiva significativa contra a Rússia. Os EUA estão noticiando entusiasticamente que as sanções estão fazendo a Rússia sangrar horrivelmente, por efeito de uma fuga de capitais. Há uma certa saída de capitais, mas é capital especulativo, que, como aconteceu em 08/08/08, está sendo sacado por plutocratas ocidentais, em movimento para ser 'noticiado'; e rapidamente o dinheiro voltará para a Rússia. Até aqui não se vê qualquer sinal de desinvestimento, pela simples razão de que os plutocratas ocidentais não têm interesse algum em sofrer as consequências desse movimento.
Talvez eu já tenha escrito sobre ele, mas há um excelente ditado russo sobre ameaças vazias: "Ninguém espanta porco-espinho, só com bunda pelada."
É precisamente o que EUA e UE tentam fazer agora: querem espantar a Rússia com sanções que ferirão muito mais EUA e UE, que a Rússia. E não só isso. 
A simples noção de que impedir 15 ou 30 pessoas de viajar à Eurozona por seis meses abalaria a alma de gente que resistiu por 900 dias contra o cerco de Leningrado pelas forças alemãs (e que passou fome, frio, sede, sob raids aéreos diários da Luftwaffe) é risível.


A boa notícia é que Turchinov já admitiu que perdeu Lugansk e Donetsk Oblast [província], e que agora lhe resta impedir que os mesmos eventos atinjam outras partes da Ucrânia como asregiões de Odessa e Carcóvia [mapaemhttp: // www.ukrainetravel.co / images / REGIONS / ukrain_region.59.jpg Minha sensação pessoal é que a Carcóvia também já foi. Mas Odessa pode ser mais complicada. E a situação em Dnepropetrovsk é ainda mais complexa.
O que pode acontecer é uma desintegração da Ucrânia, em duas etapas. Na primeira etapa, as regiões de Lugansk, Donetsk e Carcóvia separam-se e formam sua própria república independente. Na sequência, uma relativa calmaria, as futuras eleições presidenciais (assumindo-se que venham a acontecer), a questão das aposentadorias, os preços sobem e o fim, completo, do fornecimento de gás russo à Ucrânia. Então, ao longo do verão e início do outono, o resto da Ucrânia explodirá em protestos sociais, que empurrarão regiões como Odessa ou Zaporozhie a romper, enquanto os oligarcas e neonazistas combatem uns contra os outros pelo controle de Kiev.  

Como fator mais poderoso, que afetará o processo de desintegração da Ucrânia, haverá o boom econômico da Crimeia. Se, ano passado, os ucranianos comparavam a prosperidade econômica dos russos e dos cidadãos da União Europeia, esse ano eles compararão a situação econômica na Ucrânia-da-Junta (que chamo de "Banderastão")  e a da Crimeia.
Quanto à República Popular de Donetsk, terá de se integrar á Rússia, mais cedo ou mais tarde, nem que seja por razões de segurança.
Daí que só reste rir, da mais recente ejaculação de conversa fiada, de Kerry. O que, exatamente, significa(ria) "nós temos de deixar absolutamente claro para o Kremlin, que o território da OTAN é inviolável e que defenderemos cada palmo dele"?! 
Será que Kerry acredita seriamente que alguém - qualquer pessoa, mas muito menos, ainda, os russos - acreditaria que os tanques russos estejam prestes a atacar a OTAN? E ainda falta(ria) explicar como, exatamente, a OTAN planeja lutar contra a Rússia, se a Rússia 'já ocupou os Estados Bálticos' (que a Rússia não quer e dos quais a Rússia não precisa)... 
Kerry está-se convertendo em bufão ridículo em tempo integral, que faz Hillary parecer racional.
Uma última coisa: Tenho ouvido que quase 70% dos norte-americanos não estão felizes com Obama nem com o modo como Obama está administrando a crise ucraniana; enquanto a popularidade de Putin não baixa dos 80% de aprovação.
Pode-se concluir que o povo russo e o povo dos EUA têm pontos de vista bem semelhantes. Azar, mesmo, da plutocracia parasitária que pôs no poder uma não entidade do quilate de Obama.
[assina] The Saker
# pravda.ru


Kerry termina visita a Angola com elogios a parceiro “muito importante”.

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O secretário de Estado dos EUA esteve reunido com o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, com quem debateu O papel de Angola na África Central. Fora da agenda de John Kerry ficou o movimento revolucionário.


O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, terminou esta segunda-feira (05.05) uma visita oficial de dois dias a Angola. Em Luanda, afirmou que o país é um parceiro "muito importante" para os Estados Unidos e elogiou Angola na “liderança e participação” nos esforços do continente para por fim aos conflitos em África.
As declarações foram feitas já depois de se ter reunido com o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, com quem debateu o reforço das relações bilaterais e o papel de Angola na África Central.
O papel de Angola na presidência rotativa da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos nos próximos dois anos e os interesses dos Estados Unidos no país são a principal razão que levam John Kerry a tecer amplos elogios a Angola na sua visita ao país.
“Um tema importante é a questão dos Grandes Lagos. Essa é a grande novidade”, afirma Paulo Gorjão, investigador do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS), que salienta o papel do país na região e lembra os “muitos elogios” que Angola tem recebido.
“Na República Democrática do Congo é conhecida há muitos anos o papel influente que Angola tem. E ligaria esta questão à própria candidatura de Angola a um dos lugares não permanentes do Conselho de Segurança da ONU”, para o biénio de 2015-2016, acrescenta o investigador.
“E Angola terá seguramente uma palavra a dizer nessa altura em matérias que dizem respeito a África”, defende Paulo Gorjão, lembrando que estes temas não desaparecerão da agenda até ao final deste ano.

Interesses económicos em foco

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, com o seu homólogo angolano, Georges Chikoti
Por outro lado, os interesses económicos bilaterais terão levado o líder norte-americano a viajar até Luanda para terminar a visita que o levou também à Etiópia, República Democrática do Congo e Sudão do Sul.
“Angola sempre teve em empresas norte-americanas parceiros, mesmo quando as relações entre o MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola] e os Estados Unidos eram inexistentes ou más”, lembra Paulo Gorjão.
Segundo o analista, nos últimos dez aos, as relações entre os dois países deram “um salto enorme do ponto de vista qualitativo” e essa é uma realidade que veio para ficar. “Durante muito tempo, essas relações económicas centraram-se muito na componente energética. Os Estados Unidos são um importador importante do petróleo angolano e essa realidade continuará, apesar de a própria realidade energética norte-americana estar a mudar”, observa.
Mas há ainda outros interesses. “Eventualmente poderá haver vendas de um ou dois aviões, eventualmente da Boeing a Angola. John Kerry traz um pacote financeiro para suportar o aprofundamento das relações bilaterais entre os dois países”, revela o investigador.

Direitos humanos não são prioridade
Apesar das críticas da Human Rights Watch, que apelou ao secretário de Estado norte-americano John Kerry para se preocupar com a "violação de direitos humanos", o líder norte-americano pouco se centrou na questão.
Segundo Paulo Gorjão, a questão não é olhada pelos Estados Unidos como uma prioridade. “Os países ocidentais têm por regra, uma opinião relativamente crítica – ou pelo menos um pouco crítica - relativamente a alguns aspectos de Angola na questão dos direitos humanos, mas o que é um facto é que, nomeadamente na Comissão de Direitos Humanos, Angola não é um recorrente violador de direitos humanos. E, portanto, essa questão tem sempre mais empolamento na sociedade civil e nos media do que propriamente no plano político”, explica.
O secretário de Estado norte-americano defendeu ainda que Angola está empenhada em melhorar o nível de vida dos angolanos. Algo que o investigador do IPRIS defende que é visível nos “investimentos maciços na área das infraestruturas um pouco por todo o Estado angolano”.
Desse ponto de vista, defende, parece “indiscutível que há desde o final da guerra civil há uma vontade de melhorar as condições, de fazer investimentos na área das infraestruturas. Por outro lado, explica, “evidentemente que esta realidade convive com uma realidade em que Angola tem elevados níveis de corrupção, com muito ainda para fazer, com queixas de natureza diversa”, explica.
Na visita a Luanda, o secretário de Estado norte-americano John Kerry salientou que o objetivo dos Estados Unidos não se circunscrevem aos negócios, mas também à construção de uma parceria para o futuro com o país e continente.
O político frisou que África é um continente em mudança, já que oito das dez economias que mais crescem no mundo estão neste continente.
“Vozes descontentes” fora da agenda

Pedrowski Teca (esq.), membro do "Movimento Revolucionário de Angola"
Após a sua chegada a Luanda, John Kerry manteve encontros com a comunidade empresarial norte-americana em Angola. Esteve reunido com seu homólogo angolano, Georges Chikoti, e com o ministro das Finanças, Armando Manuel. Foi também recebido pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
Quem não teve oportunidade de falar com o chefe da diplomacia norte-americana foram os jovens membros do denominado movimento revolucionário.
Teca Pedrowski, um dos membros do movimento, contou à DW África que contactaram a Embaixada norte-americana para tentar marcar uma audiência com John Kerr, mas a resposta foi não, porque o secretário de Estado já tinha uma “agenda apertada”. “Isso demonstra que não há abertura, não há oportunidades para as vozes descontentes”, lamenta Teca Pedrowski.
Esta visita de Kerry enquadra-se numa ofensiva diplomática do executivo angolano. Recorde-se que na semana passada o chefe de Estado de Angola foi recebido em França, ao mais alto nível, assim como no Vaticano. Teca Pedrowski lamenta que as relações políticas se orientem cada vez mais por interesses económicos. Os Estados Unidos não constituem exceção.
“A história, desde a independência de Angola, em 1975, é sempre de interesses, económicos principalmente, não importando a situação dos direitos humanos, a transparência e a boa governação”, critica.
Liberdade reprimida
Várias organizações de defesa dos direitos humanos apelaram a Kerry no sentido de abordar em Angola problemas como a repressão da liberdade no país. Teca Pedrowski, porém, registou os apelos com algum ceticismo.

Interesses económicos bilaterais marcaram visita de John Kerry a Angola
“Acredito que possa tocar em alguns assuntos, mas são assuntos leves como a exigência de mais transparência, principalmente nas empresas petrolíferas, que devem divulgar os pagamentos feitos e as transacções económicas”, afirma o jovem revolucionário.
Por outro lado, duvida que John Kerry tenha abordado “o que é mais importante neste momento, que é tocar na longevidade no poder de José Eduardo dos Santos, que é um factor de corrupção no país e de má governação.”
No passado sábado (03.05) vários jovens foram temporariamente detidos pela polícia quando tentavam participar, na Praça da Independência, em Luanda, numa manifestação a favor da liberdade de imprensa. O problema foi no entanto rapidamente resolvido antes da chegada do secretário de Estado norte-americano.

# DW.DE



Espanha; O futebolista senegalês Pape Diop respondeu a crise de racismo com dança.

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Le milieu de terrain sénégalais de Levante, Pape Diop (c).
O meio-campista, o senegalês, Pape Diop (c). © DR

Poucos dias após o caso do jogador Daniel Alves, um novo ato de racismo marcou o campeonato de futebol espanhol de domingo. Desta vez, foi o senegalês Pape Diop, que foi alvo de gritos de macaco. Ao qual ele respondeu ... com dança. 
Uma semana após atirarem uma banana no brasileiro Daniel Alves - que havia respondido comendo a banana, atraindo uma onda de apoio internacional - um novo incidente racista no domingo, 4 de maio manchou a imagem do futebol espanhol. Pape Diop, meio campo senegalês de Levante, foi vaiado com gritos de macaco por fãs do Atlético de Madrid. Ele respondeu esboçando alguns passos de dança. 


"Isso me afetou muito, reagiu Diop após o jogo. Que eu estava indo para marcar um canto e uma parte dos adeptos do Atlético começou a gritar macaco. Para neutralizar o caso, comecei a dançar, mas eu não insultei ninguém. Eu acho que é uma falta de respeito que ocorre em todos os campos, é uma provocação. Eu não sei se você pode chamar isso de racismo, mas devem para com os gritos de macaco. "

" Por 11 anos, é a mesma coisa "
Uma semana antes, com Daniel Alves disseram isso: " faz 11 anos que eu estou na Espanha, por 11 anos e é a mesma. " Longe da onda de indignação mundial sobre o incidente envolvendo o jogador brasileiro do FC Barcelona, o episódio, segundo Diop, à imprensa espanhola pouco fez para reagir  nesta segunda-feira. " A pequena dança de Diop, para os fãs do Atlético foi muito" até escreveu o El Mundo Deportivo, admitindo, por sua vez que " ... as presumíveis crises de racismo também... como não importa qualquer outro insulto. "
A filmagem do incidente mostrou vários fãs gesticulando cara de macaco para o meio-campista. Na primeira, o gesto de Diop, enquanto o " Atleti " perdeu por 2-0 e queimou um curinga na corrida pelo título, essa dança foi vista como uma provocação por parte de alguns jogadores de Madrid e a partida terminou com um abandono mais cedo de campo. Após a partida, uma delegação de jogadores do Atlético, no entanto, veio ao vestiário para se desculpar com a comunidade senegalesa.

Veja o vídeo: AQUI.

#( Com AFP)



Novo governo da Guiné-Bissau será formado até ao mês de Junho - Ramos-Horta.

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Valença - O representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, disse sábado que o novo governo guineense deverá estar formado até Junho, mês que "será histórico" para aquele país africano de língua oficial portuguesa.


"Se tinha alguma dúvida há seis meses, depois de muito diálogo, intensos contactos com todos os actores políticos e militares, estou convencido que em Junho teremos governo na Guiné-Bissau", afirmou hoje Ramos-Horta, de visita a Portugal.
Em causa está o resultado das eleições guineenses de 13 de Abril, que deram a maioria absoluta ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), liderado por Domingos Simões Pereira, para formar governo dois anos depois de um golpe de Estado.
O representante das Nações Unidas defende a necessidade de "compreensão" para com o primeiro-ministro eleito, dando-lhe "tempo" e "sem pressão de ninguém", para que possa constituir "o melhor governo" para o país.
O ex-primeiro-ministro timorense falava à margem da homenagem que lhe foi feita sábado pela Câmara de Valença, no norte de Portugal, recebendo a medalha do município pelo seu passado político e pela defesa da paz e reconciliação em Timor-Leste.
Além desta homenagem, Ramos-Horta reuniu-se naquela cidade com o secretário de Estado dosNegócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Campos Ferreira, apelando à intervenção da diplomacia portuguesa junto da comunidade internacional para desbloquear um apoio financeiro de "emergência" ao novo governo a formar por Domingos Simões Pereira.
"Há mecanismos de apoio previstos pela União Europeia para o próximo ano, mas o povo guineense não pode esperar até 2015. Precisamos de apoio de Junho até Dezembro deste ano. São algumas dezenas de milhões de dólares necessários para os próximos seis meses", explicou o representante das Nações Unidas.
Além do pagamento de salários a funcionários públicos, a aquisição de medicamentos, de equipamentos de saúde ou a importação de alimentos são áreas prioritárias, disse ainda.
"O povo guineense fez a sua parte, comportou-se (nas eleições) com exemplaridade, com grande civilidade, regressámos à ordem constitucional. Agora cabe à comunidade internacional cumprir com as suas promessas e obrigações, morais e éticas", apontou Ramos-Horta.
# portalangop



domingo, 4 de maio de 2014

Brasil aposta na Guiné-Bissau como nova vitrine internacional.

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Guineense deposita seu voto na urna na eleição presidencial de 2012 na Guiné-Bissau
À medida que o Brasil reduz gradualmente sua presença no Haiti, o governo brasileiro aposta na Guiné-Bissau como nova vitrine internacional do país.

Ex-colônia portuguesa de apenas 1,6 milhão de habitantes, a Guiné-Bissau sofreu cinco golpes desde sua independência, em 1974, e é um dos principais entrepostos da cocaína que sai da América do Sul rumo à Europa.

Em 40 anos, o país nunca teve uma transferência de poder legítima, de presidente eleito para presidente eleito.

O último golpe de Estado foi em 2012. Agora, os guineenses se preparam para voltar à democracia: votaram para presidente em abril, e o segundo turno ocorre em 18 de maio. Isso se os militares deixarem. As Forças Armadas periodicamente interrompem a ordem democrática.

É esse país difícil que o Brasil abraça como seu projeto de reconstrução de nações fracassadas, pós-Haiti.

À frente da empreitada está o ex-chanceler Antonio Patriota, representante do Brasil na ONU, que preside a Comissão de Construção de Paz do organismo. "Após as eleições, temos uma agenda de modernização do setor de segurança que inclui desde cuidar da aposentadoria dos militares até modernizar as Forças Armadas", disse à Folha.

Outro plano é trabalhar com a diversificação da produção no país –mais de 50% das pessoas dependem da castanha de caju. "Os recursos necessários são modestos, por isso a Guiné-Bissau tem tudo para ser um exemplo bem-sucedido de reconstrução pós-conflito", diz.

"Trata-se de um país que pode entrar no rumo com recursos reduzidos, e o Brasil pode cumprir essa função", ecoa Pedro Cardoso, chefe da divisão de África 2 do Itamaraty. "É uma vitrine para nosso trabalho de cooperação internacional."

Mas trata-se de uma aposta arriscada. "Muitos outros já tentaram transformar a Guiné-Bissau e não conseguiram", pondera Adriana Abdenur, professora de relações internacionais da PUC do Rio, que estuda a atuação brasileira na África.

Depois do golpe de 2012, a situação ficou ainda pior. Toda a ajuda externa (que chega a 40% do Orçamento do país) foi suspensa.

No ano do golpe, o PIB do país encolheu 1,5%; em 2013, cresceu só 0,3%. Isso em um país que tem renda per capita de US$ 524 e está em 176º no Índice de Desenvolvimento Humano (entre 186 países).

Os ministérios mal conseguem pagar os salários dos funcionários. A agência de combate às drogas não tem dinheiro para pôr gasolina nos poucos veículos que tem.

"Até agora, os programas do Brasil tiveram pouco impacto para melhorar as instituições do país, e não é culpa do Brasil –trata-se de uma missão impossível", diz uma fonte que acompanha de perto a situação.

A ação do Brasil vai da formação de diplomatas até combate ao HIV, processamento de caju e diversificação de culturas. Mas as ações sofrem com a instabilidade.

No final de 2011, o Brasil abriu um centro para formar forças de segurança. Em caráter experimental, treinou três grupos de policiais. Mas logo veio o golpe de 2012, e o centro foi desativado. Neste ano, foi cedido à ONU.

O país investiu na Guiné-Bissau US$ 7 milhões pela Agência Brasileira de Cooperação desde 2002 e ao menos mais US$ 10 milhões em outros tipos de cooperação. E o Ministério de Defesa deve assumir papel maior na modernização das forças do país.

A própria Comissão de Construção de Paz das Nações Unidas é vista pelo Brasil como projeto importante.

Ela foi criada em 2005, fruto da pressão de países emergentes por reformas na ONU.

Patriota compara: "O Conselho de Segurança é como se fosse a UTI –é acionado para remediar uma emergência", diz. Já a comissão seria um centro de reabilitação para os países que saem da UTI.

Para Issac Murargy, secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a fase pós-eleitoral na Guiné-Bissau será determinante.

"Eles precisam de uma grande injeção de recursos internacionais", disse à Folha.

Isso depende, em parte, da capacidade de mobilização da comissão de paz. "Além disso, o narcotráfico continua muito presente."

O ex-comandante da Marinha do país José Américo Bubo Na Tchuto foi preso em alto-mar por agentes dos EUA em abril de 2013, por tráfico de drogas.

O comandante das Forças Armadas, general Antonio Injai, patrocinador do golpe de 2012, é acusado de tráfico de drogas e armas.

O Brasil se prepara para retomar os programas de ajuda assim que houver um governo formado. No primeiro turno, José Mário Vaz, do principal partido, o PAIGC, ganhou com 41% dos votos e disputa o segundo turno com Nuno Nabiam, que teve 25%.

O medo é a história se repetir: Nabiam é o candidato apoiado pelos militares. 



# folha.com.br





sábado, 3 de maio de 2014

Nigéria: Boko Haram planeja bombardear Lagos - revelou os EUA

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boko-haram3

O temido terrorista Boko Haram está planejando dois grandes ataques antes do final do ano, publicou Sunday Tribune.

Embora os alvos dos ataques planejados não possam ser confirmados quando da edição desta matéria, a Embaixada dos Estados Unidos na Nigéria, alertou nesta sexta-feira sobre um ataque iminente em um hotel popular em Lagos.

Ela, no entanto, disse que não tinha mais informações sobre o método e o momento do ataque.
Um cidadão do Estado de Borno, nome mantido sob anonimato, que supostamente escapou dos terroristas depois de ter sido sequestrado, disse a Sunday Tribune em um bate-papo exclusivo que, os membros da seita estavam planejando dois grandes ataques para este ano.

Ele também expressou o temor de que os atacantes já poderiam se infiltrar em Maiduguri e em outras áreas no Nordeste.

Mas, por ações desenvolvidas  e que começaram a gerar tensão em Lagos, a embaixada dos EUA, em uma mensagem de segurança aos cidadãos dos EUA sobre ameaça terrorista, que foi publicada no site da embaixada nesta sexta-feira, a embaixada dos EUA alertou aos seus cidadãos para evitarem os dois ramos de hotel localizados no centro comercial de Lagos ", neste momento, " porque não conseguia identificar qual dos dois poderia ser atacado.

" Durante o mês de abril grupos associados ao terrorismo supostamente planejavam montar um ataque não especificado contra um hotel na Nigéria ( nome não revelado), perto da cidade de Lagos. Não houve mais informações sobre qual dos dois ramos do hotel em Lagos seria o possível alvo, ou se ambos os hotéis seriam os possíveis alvos. Não há mais informações sobre o momento ou método de ataque. Cidadãos americanos são aconselhados a evitar estes hotéis neste momento, " afirmou  a embaixada dos EUA.

Terroristas atacaram a aldeia Borno e mataram dezenas.

Enquanto isso, a aldeia Alimineri e uma outra aldeia ao longo da estrada  Konduga, Maiduguri foram, no sábado, atacados por membros dos insurgentes de Boko Haram, deixando dezenas de mortos, enquanto centenas fugiram das suas casas.

Embora os militares, em um comunicado assinado pelo Director de Informação da Defesa, major-general Chris Olukolade, confirmou que houve um ataque à aldeia Margimari e outros assentamentos nos arredores de Maiduguri, declarou que apenas quatro pessoas foram mortas.

Mas narrando seu calvário, um dos moradores de Alimineri, Mallam Aji Mallum, disse que ele e os outros escaparam da aldeia afetada, disse a jornalistas que as aldeias foram queimadas nos ataques, que ocorreram cerca de 2 horas da manhã de sábado.

" Alguns dos moradores locais que ficaram presos em suas casas foram queimadas vivas, com todos os seus bens, enquanto alguns foram mortos a tiros enquanto tentava escapar. Mulheres, crianças, jovens, homens de idade não foram poupados pelos insurgentes. Levou a graça de Allah quem escapou ", disse ele.

# tribune.com.ng

Ruanda: de acordo com um jornal canadense, o governo está por trás das tentativas de assassinato de opositores. Faustin Kayumba Nyamwasa (25) - Patrick Karegeya (22) - Paul Kagame (10) - O governo de Ruanda (8).

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Le président rwandais Paul Kagame.
Presidente de Ruanda Paul kagame

O governo de Ruanda havia planejado atentados contra os opositores do regime de Paul Kagame exilados no exterior, de acordo com uma pesquisa realizada pelo jornal canadense The Globe and Mail.

O jornal falou com os exilados com sede na África do Sul e Bélgica, a antiga potência colonial, que foram recrutados por agentes da inteligência militar de Ruanda para contratar pistoleiros responsáveis ​​pela morte de opositores do presidente Paul Kagame. Em uma conversa telefônica gravada em 2011, o líder da inteligência militar de Ruanda, o coronel Dan Munyuza conversa com o ex-major Robert Higiro de como remover dois ex-Kagame.


"O preço não é um problema ", disse Munyuza, oferecendo um milhão de dólares para o assassinato do ex-general Faustin Kayumba Nyamwasa e do ex-chefe de inteligência Patrick Karegeya exilado em Joanesburgo. " Seria ótimo para se livrar de ambos ao mesmo tempo, mas se isso não for possível, com um só, o inimigo fica enfraquecido. ( ...) Se ele (o assassino ) poderia matar os dois pássaros com uma pedra só e remover ambos ao mesmo tempo, ele poderia ganhar mais. "

Faustin Kayumba Nyamwasa sobreviveu a duas tentativas de assassinato desde 2010. Karegeya Patrick foi encontrado morto em 1 de Janeiro, estrangulada em um hotel de luxo em Joanesburgo. Segundo o The Globe and Mail relata que sempre Kigali busca eliminar adversários que vivem no exterior, "agentes de Ruanda anda à procura de pessoas vulneráveis ​​em círculos sociais em suas metas e colocar pressão sobre eles ou oferecer-lhes dinheiro em troca de sua cooperação."


O governo de Ruanda é regularmente acusado de estar por trás dos tiros disparados para abater adversários de Paul Kagame que buscavam asilo político no exterior. Kigali sempre negou qualquer ligação com essas ações, mesmo que Kagame não desmentisse. Sobre o assassinato de Patrick Karegeya, Paul Kagame falou em uma entrevista com o Wall Street Journal: " Ruanda não matou essa pessoa, mas eu teria gostado. " . "Talvez ele merece ", disse ele referindo a Faustin Kayumba Nyamwasa em 2012, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato, em Joanesburgo.
" A traição tem conseqüências. Quem trai nossa causa ou desejo de nosso povo se tornará uma vítima. É o que resta ser visto, é como ele vai se tornar uma vítima ", disse recentemente o homem forte do Ruanda.

# jeuneafrique.com







Guiné-Bissau: Candidatos às presidenciais guineenses prometem respeitar resultados.

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A máquina das duas candidaturas que vão discutir a segunda volta das eleições presidenciais de 18 de maio na Guiné-Bissau já está afinada para a caça ao voto que começa à meia-noite deste sábado (03.05) no país.

Primeira volta das eleições gerais na Guiné-Bissau

A 24 horas do início campanha eleitoral, a capital Bissau já se pintava com as cores das bandeiras, cartazes e dísticos dos dois principais partidos, o Partido Africano para Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Partido da Renovação Social (PRS), que apoiam José Mário Vaz e Nuno Gomes Nabiam, respetivamente, estreantes na política guineense que disputam o pleito.
Na primeira volta, José Mário Vaz, também conhecido como Jomav, arrecadou 40,89% dos votos contra 24,79% de Nabiam.
A estrutura do PAIGC começa a campanha em Buba, no sul do país e domingo na capital e à tarde em Bafatá - continuando no resto da semana no Centro e Leste do país, setores de Ganadu, Contuboel, Gabú, Boé e Pirada, de acordo com o seu programa eleitoral.
Do lado da candidatura de Nuno Nabiam, independente apoiado pelo PRS, o maior partido da oposição, o programa ainda está a ser finalizado.

José Mário Vaz, candidato do PAIGC
Temas recorrentes
Rui Landim, politólogo guineense, prevê discursos acentuados na promoção de estabilidade e paz: "O tema central da campanha será a estabilidade, como todos sabemos."
O politólogo está certo de que temas críticos no país serão novamente tocados durante a caça ao voto, "a governabilidade está em causa a restauração da democracia, a construção do Estado de direito e a autoridade do Estado. Este é um tema incontornável."
Por ser uma das eleições mais concorridas de sempre na Guiné-Bissau, a comunidade internacional teme que não venham a ser reconhecidos os resultados da segunda votação.
José Mário Vaz garante que aceitará a decisão do povo nas urnas. "Queria deixar a nossa posição claríssima, de que vamos aceitar o veredito popular, seja a favor do engenheiro Nuno Gomes Nabiam, seja a nosso favor", declarou.
"Dizemos isso porque estamos muito preocupados com a situação do nosso país", justifica Vaz.
Por isso, o candidato do PAIGC diz que pretende reverter o cenário: "A imagem do nosso país nos últimos anos não tem sido boa, por isso queremos virar a página e fazer da Guiné um país do futuro, onde toda a gente vai gostar de viver."

Nuno Nabiam, candidato apoiado pelo PRS
Iguais promessas
Também Nuno Nabiam promete respeitar o veredicto das urnas. "Estamos aqui no exercício da democracia, quem ganhar é para o bem da democracia, vamos ter a coragem de (aceitar) que a democracia é assim, aceitar os resultados que saem das urnas", afirmou.
"Estou convicto que, da minha parte, vamos saber respeitar a vontade expressa pelo povo da Guiné-Bissau", acrescentou.o candidato.
O facto de Nuno Nabiam ter recebido o apoio de PRS e PAIGC não conseguir convencer o leitorado com o seu candidato, Paulo Gomes, o terceiro candidato mais votado na primeira volta, não vai influenciar a tendência de voto, segundo o analista Rui Landim.
"Há uma grande diferença entre o primeiro e segundo lugar, falo de mais de 100 mil votos de diferença entre os dois candidatos. Uma boa parte do PRS já tinha dito que ia votar no Nabiam. Na minha opinião, os 60 mil votos do senhor Paulos Gomes, são provenientes, em cerca de 85%, do PAIGC", explica.
A realização da segunda volta das presidenciais coloca um ponto final no período de transição que durou dois anos.
Dirigindo-se à comunidade internacional, Serifo Nhamadjo, Presidente de transição, pede uma assistência afincada dos parceiros após as eleições para o país.
Perto de 800 mil guineenses serão chamados às urnas para eleger o novo Presidente da República, entre JOMAV e Nuno Nabiam, a 18 de maio.
De acordo com os números finais da votação de 13 de abril, as taxas de abstenção foram as mais baixas de sempre, com 11,43% nas eleições legislativas e 10,71% nas presidenciais.
# dw.de


Braisl: O ex-Presidente Lula

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Lula lá de novo?


Na Inglaterra, o Poder Judiciário não tem a força coercitiva que tem por aqui, no Brasil. Ele é exercido pela Câmara dos Lordes e sua autoridade é lastreada nos usos e costumes então em vigor. Dá certo, entre outros motivos, porque sempre deu certo. Existe, ali, um arranjo que, tal qual um cipreste, demandou centenas de anos para crescer e se desenvolver. Para derrubá-lo, não basta um vendaval ou mesmo uma ventania. E quanto à força dos usos e costumes, há de sempre ser lembrado que eles não cresceram ao léu. Pode-se afirmar, com total convicção, que é muita pretensão a nossa desejar virar o mundo do avesso, ignorando toda a experiência, os ajustes e o processo de tentativas e erros obtidos em milênios de civilização.

Na história humana, os grandes avanços sempre se deram pela evolução, nunca pela revolução. As grandes revoluções, como a francesa e a russa, sempre foram muito eficientes na derrubada das instituições que já existiam, mas nunca souberam como colocar outras, melhores, em seu lugar.
Sir Isaac Newton, quando indagado sobre como conseguira formular a Teoria da Física Mecânica, respondia que nada fizera demais, apenas ficara de pé sobre os ombros de gigantes. E quantos foram os gigantes que o precederam? Uma longa fila, a partir de Sócrates, Platão, Aristóteles, Arquimedes e tantos outros mais a perder de vista, cada um tendo contribuído com o seu quinhão.
Os usos e costumes, assim, prestam uma reverência ao passado. São o que Lord Dahrendorf, alemão de nascença, comparou a fios de alta tensão. Eles são, aparentemente, inofensivos. A ponto de os próprios pássaros neles pousarem. Mas basta que alguém se aventure a neles tocar para que eles descarreguem uma violenta carga de energia, no mais das vezes, fatal. No caso inglês de que tratamos agora, o Direito costumeiro tem se revelado de grande eficácia na distribuição de justiça, ao contrário do nosso Direito, de base positivista. O recente julgamento do "mensalão" pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em que poucos e raros foram os condenados, é um eloquente exemplo desse fenômeno.
Esta introdução toda, no entanto, é para comentar as recentes declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Rádio e Televisão de Portugal (RTP). Para quem não se recorda, ele disse, com todas as letras, que o julgamento do "mensalão" teve "praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica". Nesse seu esforço para desqualificar o processo, louve-se nele a sua sempre sofrível tentativa de valer-se da aritmética. De mais a mais, com que régua o ex-presidente teria estabelecido tal resultado? Realmente, 80 + 20 = 100. Da mesma forma que 100 - 20 = 80.
Assim sendo, dada a exatidão dos cálculos, como foi que ele chegou lá? Não me consta que ele tenha tamanho conhecimento em aritmética. Tampouco conhecimento jurídico - vide as recorrentes afrontas à lei protagonizadas por aqueles que, por mais que ele jure de pés juntos que não, eram gente da sua confiança.
Lula, enquanto presidente, sempre divertiu a Nação com as suas impropriedades e enormidades. Tudo nele era perdoado em razão de seu passado humilde. Quem não se lembra da "épica" explicação dada por ele, num evento na África, de como a poluição produzida por um país afetava os demais países por causa do fato de a "Terra ser redonda e girar", fazendo com que todos fossem obrigados a passar por baixo daquela poluição?
Hoje, tudo isso não conta mais. Quando o seu nome desponta entre os mais cotados para vir a substituir Dilma Rousseff, porém, fica a pergunta: ele de novo?
Este "ele de novo" está eivado de significados. Um deles é o de prorrogar a permanência desta turma no poder por, no mínimo, mais quatro anos - isso está, evidentemente, acima da capacidade de resistência da Nação. Mais um "mensalão" ninguém aguenta. Fora todas as outras atrocidades que certamente continuariam a ser cometidas contra nosso bom senso e nossos bolsos. Uma mistura que inclui incompetência, letargia e escândalos de corrupção. A conta a ser quitada vai muito além das fronteiras de nossa imaginação. E certamente da habilidade aritmética do nosso ex-presidente.
A "mais valia" governista assustaria até os mais ferrenhos marxistas. Atualmente ela se encontra em quase 40% de todas as riquezas produzidas no País. Com mais quatro anos de governo "lulopetista", sabe lá Deus onde vai parar.
Mas a possibilidade de uma eventual troca de candidatura, da nossa atual presidente pela de Lula, é real. E será ainda mais se a sua "análise aritmética" concluir que as chances de Dilma Rousseff sair derrotada pelas urnas aumentaram. Lula certamente seria um candidato menos derrotável. Não creio que o PT morra de amores por Dilma, o problema maior seria como convencer a população de que fora, mais uma vez, "apunhalado pelas costas" por um de seus companheiros. Do contrário, por que haveria de substituí-la? Não tinha sido ela a grande "gerenta" responsável pelo suposto sucesso do seu governo?
Assim sendo, vamos, com todo respeito, propor a Lula um pacto de cavalheiros. Faltam ainda alguns meses para o sufrágio de outubro. A tendência apontada nas pesquisas é de que haverá um bolo geral. Ninguém pode apontar, desde já, quem se sairá melhor nesse enfrentamento.
A proposta é a seguinte: ele desiste de disputar o pleito e, em troca, nós lhe providenciaremos uma "super Bolsa Família". Não sei se seria o mais justo, mas certamente nos custaria bem menos do que a sua presença, e a de todos os seus aliados, no comando do País. Talvez se, na hora de escolher seus companheiros, tivesse ele invertido sua equação e feito um julgamento 80% jurídico e 20% político, seu fim pudesse ser um pouco mais digno...
*João Mellão Neto é jornalista, foi deputado, secretário e ministro de Estado.
# estadao.com.br

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Presidente Raúl Castro encabeçou o desfile de 1º de maio.

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O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros e primeiro secretário do Comitê Central do Partido, Raúl Castro, encabeçou o desfile nacional pelo Dia Internacional dos Trabalhadores na Praça da Revolução José Martí, em Havana.
Às 7h30 desta manhã esplendorosa, as notas do Hino Nacional indicaram o início da celebração, da qual seriam testemunhas e protagonistas centenas de milhares de havaneses, concentrados antes do amanhecer na avenida Paseo e nas proximidades da emblemática praça, em massa compacta de povo, que com sua presença apóia a Revolução e a decisão de construir uma sociedade socialista, próspera e sustentável.


“A presença em massa dos trabalhadores, junto ao nosso povo nas praças e avenidas, expressa a reafirmação dessa decisão, constitui uma mensagem ao mundo de nossa unidade e apoio à Revolução, a Fidel e Raúl e ratifica a total convicção de continuar defendendo uma pátria livre e soberana, como a que hoje temos”, afirmou o membro do Comitê Central, do Conselho de Estado e secretário-geral da Central dos Trabalhadores de Cuba, Ulises Guilarte, nas palavras centrais.
Às 7h45, levantando uma tela gigantesca com a inscrição “Os trabalhadores  unidos na construção do socialismo”, começou o grande desfile, encabeçado pelos trabalhadores da saúde.
Acompanharam o povo cubano neste grande desfile mais de 1.700 dirigentes sindicais e de movimentos sociais e de solidariedade com Cuba, de 78 países.



# granma.cu

Costa do Marfim: O governo quer reforçar o diálogo com os trabalhadores.

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O Primeiro ministro Daniel Kablan Duncan


O governo da Costa do Marfim tem a intenção de reforçar o diálogo com o mundo do trabalho com a criação de um Conselho Nacional de Concertação Social que deve se encarregar das questões envolvendo a melhoria das condições de vida dos trabalhadores.



"Devemos fortalecer a plataforma para o diálogo entre o governo e os sindicatos ", disse o primeiro-ministro, Daniel Kablan Duncan, anunciando a "criação iminente " 
de um Conselho Nacional de Concertação Social (CNDS ), por ocasião do a comemoração do Dia Internacional do Trabalho, nesta quinta-feira em Abidjan.


De acordo com o primeiro-ministro, a criação do 
CNDS
 está inscrito nas matérias a serem examinadas "urgentemente" pelo Conselho de Ministros do Governo.



Enquanto se aguarda a implementação efectiva desse espaço de troca com os representantes das confederações sindicais, Daniel Kablan Duncan propôs os próximos encontros com dirigentes sindicais " a cada seis meses" instaurado no ano passado.



"Em prosseguimento as consultas, vamos encontrar soluções para as suas preocupações que são legítimas ", disse o primeiro-ministro aos trabalhadores antes de destacar as medidas tomadas pelo governo para melhorar suas vidas e trabalho.



Ele citou o aumento do salário mínimo garantido (salário mínimo) é de 60 mil francos CFA ( cerca de 120 dólares), o desbloqueio e a revalorização de salários dos funcionários públicos, a implementação da cobertura universal de saúde e medidas para relançar a economia e o emprego.



Diferentes centrais sindicais reconhecem que " muito tem sido feito " pelo governo todos aguardam " ainda muito " dele relativamente as questões " capitais ", tais como a reforma Geral de 
Estado na Função Pública, o alto custo de vida, os preços exorbitantes  e a adoção de um novo código de trabalho.

# abidjan.net



Vaticano: Presidente José Eduardo dos Santos recebido pelo Papa Francisco.

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Cidade do Vaticano (Dos enviados especiais) - O Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, manteve hoje, sexta-feira, na Basílica de São Pedro, Cidade do Vaticano, um encontro com sua Santidade o Papa Francisco, com quem abordou aspectos ligados a cooperação entre Angola e a Santa Sé.

À chegada, por volta das 10 horas e 10 minutos ( mesma hora em Angola), a Basílica de São Pedro, o estadista angolano foi recebido com honras por efectivos da Guarda de Honra suíça, ligados a Santa Sé, tendo de seguida recebido cumprimentos de boas vindas do Prefeito da Casa Pontífice, Monsenhor Ganswein.

Após a saudação, o Presidente Eduardo dos Santos seguiu para a Sala do encontro, onde privou, durante cerca de 40 minutos, com o Papa Francisco.

A audiência decorreu no âmbito da visita, de três dias, que o Chefe de Estado Angolano efectua à Itália, dedicada ao reforço das relações, datadas de muitos anos, com a Santa Sé, sede da Igreja Católica.

De seguida o Chefe de Estado teve uma outra audiência com sua eminência o Cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano.
Acompanharam o Presidente, nesta deslocação à Santa Sé, a primeira dama de Angola, Ana Paula dos Santos, o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, e o representante de Angola no Estado do Vaticano, embaixador Armindo do Espírito Santo.
Ainda hoje o Presidente vai visitar a Basílica de Santa Maria Maggiore e o Túmulo de Dom Afonso Nvunda "o Negrita”, primeiro angolano representante na Santa Sé, falecido há 400 anos.

Angola, Estado laico, tem uma população que profeça maioritariamente a religião Católica.
# portalangop



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