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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Cruz Vermelha prevê ao menos quatro meses para controlar ebola.

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De acordo com a organização, medidas como um bom isolamento, bom tratamento dos casos confirmados, e bom, seguro e digno enterro às pessoas falecidas podem contribuir para controlar a epidemia.
Nos EUA, uma palestra ensina como utilizar os equipamentos de proteção contra o vírus.


A epidemia de ebola vai demorar pelo menos quatro meses para ser contida se todas as medidas necessárias forem tomadas, disse nesta quarta-feira (22/10) o responsável geral da Cruz Vermelha, Elhadj As Sy, alertando para “o preço da inação”. A epidemia já causou mais de 4,5 mil mortes na África Ocidental e os especialistas alertam que a taxa de infecção poderá chegar a 10 mil por semana no início de dezembro.

Ainda não há vacina aprovada para o ebola, que também atingiu profissionais da saúde na Espanha e nos Estados Unidos.

Elhadj As Sy listou uma série de medidas que poderiam ajudar a colocar o ebola sob controle, incluindo “um bom isolamento, bom tratamento dos casos confirmados, e bom, seguro e digno enterro às pessoas falecidas”. “Será possível, como era possível no passado, conter esta epidemia dentro de quatro a seis meses” se a resposta for adequada, acrescentou.

“Eu acho que esta é a nossa melhor perspectiva e nós estamos fazendo todo o possível para mobilizar nossos recursos e nossas capacidades para travar o surto”, destacou. As Sy, que falava em uma conferência da Cruz Vermelha da Ásia-Pacífico, acrescentou que “há sempre um preço pela inação”.

Novas medidas serão adotadas hoje nos Estados Unidos, entre as quais os voos dos países mais afetados – Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri – serão encaminhados para cinco aeroportos e os passageiros passarão por exames mais completos de saúde.

Entretanto, especialistas que escrevem para a revista The Lancet, disseram, na terça-feira (21), que a triagem dos passageiros nos aeroportos de saída seria uma opção melhor do que monitorá-los no destino da viagem.


 # correiobraziliense.com.br





terça-feira, 21 de outubro de 2014

Cientistas franceses concebem teste acelerado para Ebola.

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O vírus Ebola. IMAGEM | GRUPO Nation Media

Um novo dispositivo semelhante a um simples teste de gravidez pode permitir aos médicos para diagnosticar um paciente com suspeita de Ebola em menos de 15 minutos, disseram seus desenvolvedores franceses nesta terça-feira. 

Experiências em um laboratório de alta segurança validaram a técnica e kits de protótipo devem estar disponíveis em países  atingidas por Ebola até o final de outubro para um ensaio clínico, disse a Comissão de Energia Atômica da França (CEA), em um comunicado. 

A ferramenta de diagnóstico, ainda não aprovada pelos órgãos reguladores, funciona como anticorpos monoclonais que reagem à presença de vírus em uma pequena amostra, que pode ser uma gota de sangue, plasma ou urina, disseram. 

A empresa farmacêutica europeia Vedalab quer transformá-lo em um jogo amigável, chamado Ebola eZYSCREEN. 

Similar a um teste de gravidez DIY, um resultado positivo vê-se em uma pequena faixa que aparece em uma janela de resultados no dispositivo de mão. 

O kit é simples para se usar no campo, sem qualquer equipamento adicional, disse o CEA, que também faz investigação não nuclear para uma possível aplicação militar ou de segurança 

"Ele pode fornecer um resultado em menos de 15 minutos para qualquer um que pode mostrar sintomas da doença", disseram. 

"Os testes atuais, que são baseados na detecção genética do vírus, é altamente sensível, mas precisa de equipamento especial, leva entre duas e um quarto a duas horas e meia e só pode ser realizado em um laboratório", explicou o CEA. 

O centro das atenções 

Cientistas da agência começou a trabalhar na ferramenta de diagnóstico em meados de agosto, quando a epidemia na Guiné, Libéria e Serra Leoa alastrou. 

A pesquisa era para a chamada Ebolavirus no Zaire, a estirpe que agora circula na África Ocidental. 

A realização se baseia em investigações sobre Ebola anteriormente financiado em parte pelo ministério da Defesa da França, como parte do seu programa anti-bioterrorismo. 

Esta pesquisa tinha "guardado por mais de um ano" o tempo de desenvolvimento do teste para diagnóstico, disse o CEA. 

Mais de 4.500 pessoas foram mortas por Ebola desde o início do ano, quase todos eles na África ocidental. 

A epidemia tem chamado a atenção por causa da infra-estrutura precária nos três países mais atingidos, mas também por falta de equipamentos para combater uma doença que até agora tinha se revelado rara e que devastaria relativamente poucas vidas. 

Outras equipes farmacêuticas também estão trabalhando em ferramentas de diagnóstico rápido para Ebola. Incluem a Primerdesign, uma empresa spin-off da Universidade britânica de Southampton, e Corgenix Medical Corp dos Estados Unidos.


 #africareview.com

Guiné-Conacri: Taxistas acusados de disseminarem o Ébola.

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A região de Coyah, a apenas 50 Km, de Conacri está a registar um aumento dos casos de Ébola.



Na Guiné-Conacri, as autoridades estão a acusar os taxistas de transportarem pessoas infectadas com o Ébola sem notificarem os serviços de saúde. O governo afirma que isso está parcialmente na origem da recente subida de casos da doença.

A região de Coyah a apenas 50 Km de Conacri está a registar um aumento dos casos de Ébola.

As autoridades locais aceleraram a campanha explicando de que modo se pode travar o alastramento da doença mas para já a mesma não teve o efeito desejado.

As autoridades guineenses dizem que o aumento dos casos deriva do facto de taxistas locais, tanto em automóveis como em motocicletas, que atravessam a fronteira até à cidade de Forecariah trazendo para Coyah os doentes provenientes da Serra Leoa.

O governo afirma que os taxistas estão a transportar pessoas que querem escapar á detecção das equipas médicas, com medo de morrerem nos centros de tratamento.

Contudo o presidente da associação de taxistas de Coyah afirma que tal não corresponde à verdade.

Ibraim Summah disse à VOA que os taxistas estiveram na linha da frente da luta contra o Ébola desde o inicio da epidemia. Ele diz que nunca nenhum foi apanhado a transportar um doente com Ébola e que na realidade eles se recusam a transportar passageiros que não se lavem com detergente antes de entrarem nos veículos.

Summah afirma que existe detergente desinfectante na praça de táxis e que todos os clientes devem lavar devidamente as mãos antes  de entrarem nos carros.

As suspeitas recaem sobretudo nos motociclistas visto que é mais fácil para eles atravessarem a fronteira. Contudo para Abubakar Sylla , o presidente da associação dos motoqueiros, é injusto pensar assim.

Segundo Abubakar, os motociclistas transportam algumas pessoas para o hospital mas não atravessam a fronteira. Acrescenta que os taxistas da associação de motoqueiros pedem sempre aos seus passageiros que tomem precauções lavando-se com desinfectante para impedir a propagação da doença.

Desde o inico do ano verificaram-se mais de 800 óbitos na Guiné-Conacri devido ao Ébola existindo neste momento mais de um milhar de casos, com três novas localidades na lista das zonas infectadas.

# VOA

África do Sul: Oscar Pistorius condenado a cinco anos de prisão pela morte da namorada.

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Leitura da sentença culmina um dos mais mediáticos julgamentos dos últimos anos. Família de Reeva Steenkamp aliviada pelo desfecho do processo.


Foto: Oscar Pistorius
O atleta paralímpico Oscar Pistorius foi condenado nesta terça-feira a cinco anos de pena de prisão efectiva pelo homicídio involuntário da namorada, Reeva Steenkamp. Este poderá não ser, no entanto, o ponto final do mais mediático julgamento na África do Sul do pós-apartheid, uma vez que tanto a defesa como o Ministério Público têm ainda duas semanas para decidir se recorrem da sentença.

O atleta foi ainda condenado a três anos de pena suspensa por uso de arma de fogo. Ao contrário de anteriores ocasiões, Pistorius manteve-se impávido no banco dos reús após a leitura da sentença, recebida em total silêncio na sala de audiências. 

Peritos legais sul-africanos adiantam que Pistorius terá de cumprir um sexto da pena na prisão (cerca de dez meses) antes de pedir transferência para prisão domiciliária, mas o Ministério Público diz que ele terá de passar na prisão pelo menos um terço do tempo a que foi condenado, ou seja, 20 meses.

Pistorius, que se tornou mundialmente famoso por ser o primeiro duplo amputado a competir em Jogos Olímpicos, na edição de 2012 em Londres, foi condenado em Setembro por ter disparado os quatro tiros que mataram a modelo na noite de 14 de Fevereiro de 2013. O tribunal acolheu os argumentos da defesa, considerando não ter ficado provado que o atleta, de 27 anos, tinha intenção de matar Steenkamp, mas concluiu que agiu de forma negligente ao disparar contra a porta fechada da casa de banho onde ele acreditava ter entrado um ladrão.

A lei sul-africana não prevê limites máximos e mínimos para o crime de homicídio involuntário, mas a maioria das penas aplicadas varia entre os sete e os 15 anos de prisão. O Ministério Público pediu que o atleta fosse condenado a dez anos de prisão efectiva, enquanto a defesa alegou que trabalho comunitário e prisão domiciliária seriam uma pena mais adequada.

Na leitura da sentença, a juíza Thokozile Masipa, que presidiu ao processo durante os sete meses que durou o julgamento, afirmou que a decisão é “sua e apenas sua” e sublinhou que a aplicação de uma pena a um crime não é um “exercício perfeito". "A sentença apropriada tal como é decidida por um juiz pode não ser a única sentença apropriada", afirmou, sabendo à partida que o veredicto será controverso num país que elevou Pistorius ao estatuto de herói nacional antes da sua queda em desgraça.

No entanto, Masipa desvalorizou os argumentos de que o sistema prisional não tem condições para acolher alguém com a deficiência de Pistorius, que segundo a defesa está também num estado emocional muito frágil. As mulheres grávidas que cometem um crime vão para a prisão “e também elas são vulneráveis”, afirmou Masipa, insistindo que “não pode haver uma lei diferente para ricos e para pobres” e que, dado o grau de negligência manifestado pelo atleta, a prisão domiciliária não seria uma pena adequada.

À saída do tribunal, já depois de Pistorius ter sido escoltado até às celas por guardas prisionais, a mãe de Reeva Steenkamp afirmou que a pena efectiva aplicada ao atleta representa um alívio, mas não põe fim à dor da família "a menos que alguém por magia a traga de volta".

De semblante fechado, Arnold Pistorius, tio e patriarca da família do atleta, não quis fazer comentários, respondendo apenas “não” quando lhe perguntaram se haverá recurso. A defesa tem, no entanto, duas semanas para decidir se recorre e, nas audiências para a definição da sentença, os advogados deram a entender que o fariam se ele fosse condenado a uma pena efectiva. No final do julgamento, o Ministério Público revelou que mantém ainda em aberto a hipótese de recorrer para uma instância superior para tentar que Pistorius seja condenado por homicídio qualificado.

Seja qual for a decisão, a entrada na prisão deverá colocar um ponto final na carreira do atleta, que ficou conhecido pela alcunha de Blade Runner por correr as distâncias de 100, 200 e 400 metros com duas próteses em fibra de carbono. Segundo fontes próximas, antes de conhecer a sentença, Pistorius ainda ambicionava voltar a treinar-se a tempo de poder competir nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

# publico.pt

OMS declara oficialmente o fim da epidemia de ebola na Nigéria.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma agência especializada em saúde, fundada em 7 de abril de 1948 e subordinada à Organização das Nações Unidas. Sua sede é em Genebra, na Suíça.
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Palavras-chave: Saúde. Países. Doenças. Vírus. OMS.

De acordo com a organização, após 42 dias, nenhum caso de contágio foi confirmado.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta segunda-feira oficialmente a Nigéria livre de Ebola, após os 42 dias necessários - dois períodos de incubação - sem nenhum novo caso de contágio confirmado.

"A epidemia na Nigéria foi derrotada. É um êxito espetacular que mostra ao mundo que o Ebola pode ser contido", disse o representante da OMS em Abuja, Rui Gama Vaz.

A chegada do Ebola à Nigéria, o país de maior população da África com um sistema de saúde precário, disparou os temores de uma rápida propagação do vírus.
Mas a epidemia foi contida com um balanço de 20 vítimas, incluindo oito mortes, graças a uma resposta rápida e eficaz das autoridades.

Senegal, onde o único paciente do país, que havia viajado para a Guiné, foi curado, também foi declarado livre de Ebola na sexta-feira pela OMS.
Os dois países são observados pelos especialistas que tentam conter a propagação da doença, que provocou 4.555 mortes em sete países, a maioria na África ocidental.
Além de vigiar 900 casos considerados de risco, a Nigéria adotou controles nos aeroportos e portos do país.
As viagens ao exterior não foram proibidas, mas a principal companhia aérea do país, Arik Air, suspendeu os voos para Libéria e Serra Leoa, que ao lado da Guiné são os três países mais afetados pelo Ebola.
# correiobraziliense.com

Ebola: Veja como a Libéria está lidando com este mal que ameaça o mundo.

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O vídeo mostra a luta do dia-a-dia contra Ebola na Libéria: Veja o VÍDEO AQUI.

# nytimes.com

domingo, 19 de outubro de 2014

Nigéria: Livra-se do Ebola - o país está "melhor preparado" em caso de uma nova epidemia.

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Vérification de la température de passagers à l'aéroport internaitonal Murtala Mohammed à Lagos
Verificação da temperatura dos passageiros no Aeroporto Internacional de Lagos Murtala Mohammed  © AFP

Três meses após a chegada do primeiro paciente na Nigéria com Ebola, a epidemia, sem controle, tem um número limitado de vítimas no mais populoso país da África, graças a iniciativa rápida e eficaz da reação, apesar de um sistema saúde em más condições.

Enquanto os resultados da febre hemorrágica continuam a subir, com 4.555 mortes em sete países no total, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o seu fim, oficialmente, na segunda-feira na Nigéria, após Senegal, na sexta-feira. Este anúncio seria após a conclusão do período de 42 dias exigidos --seriam dois períodos de incubação de 21 Dias de casos registrados no país.

Quando um oficial da Libéria, Patrick Sawyer, morreu do vírus Ebola em uma clínica particular, cinco dias depois de chegar a Lagos em 20 de julho, os piores cenários de catástrofe foram considerados em relação ao caos que poderia resultar ao primeiro caso importado do vírus mortal em uma megalópole de mais de 20 milhões de habitantes. Com hospitais públicos em condições precárias, sem água potável para a maioria e, mais importante, sem médicos - em greve protestando contra suas condições de trabalho.

Foram 1800 pessoas mobilizadas

No entanto, a epidemia foi contida rapidamente e fez apenas 20 vítimas neste país de 170 milhões de habitantes, dos quais oito morreram. Na Nigéria, como no Senegal -- onde um caso foi importado da Guiné pudera ser tratado sem gerar outros casos-- a reação muito rápida das autoridades e a implantação de equipes para monitorar todas as pessoas que entram em contato com pacientes, foram elementos fundamentais para parar a cadeia de infecção.

Este trabalho meticuloso foi possível em uma cidade como Lagos, com um dispositivo de emergência existente para a luta contra a pólio, imediatamente adaptado para Ebola, por especialistas dos Centros Americanos para Controle de Doenças e Prevention (CDC), já presente na Nigéria. Cerca de 900 pessoas potencialmente em risco foram seguidas em Lagos e Port Harcourt, onde um colega do Sr. Sawyer, infectado, tinha fugido e contaminou, por sua vez, um médico.

Um total de 1.800 funcionários foram mobilizados e treinados para identificação de pessoas em risco, a descontaminação das instalações e tratamento de pacientes infectados, diz Dr. Faisal Shuaib, chefe do centro de operações de emergência contra Ebola.
Além disso, graças ao suporte para a maioria dos pacientes, os primeiros sintomas e a administração de sais de reidratação oral, "A Nigéria tem uma das mais altas taxas de cura de Ebola no mundo", disse Samantha Bolton, Porta Voz da OMS. 60% das pessoas infectadas sobreviveram, contra menos de 30% em Serra Leoa e na Libéria, os dois países mais afetados, assim como a Guiné.

"A ameaça ainda está presente"

Se todos concordam que o fator sorte também jogou em vários níveis, na Nigéria, especialmente porque Sawyer, doente no momento da chegada, foi ao hospital rapidamente, evitando lugares públicos, especialistas de saúde acham que hoje, a Nigéria está um pouco melhor preparado no caso de importação de um novo caso de Ebola.

Graças a campanhas de conscientização por parte das autoridades na rádio e na televisão e um sistema de alerta SMS enviada por uma rede de informantes da Unicef, "o nível de consciência da população é muito alta hoje na Nigéria., podemos imaginar como seria fazer alerta rapidamente a um novo caso, pelo povo "disse o epidemiologista Chikwe Ihekweazu.

Logisticamente, "centros de isolamento foram identificados na maioria dos estados na (Nigéria) e seis laboratórios do país foram credenciados pela OMS" para realizar testes de Ebola. Assim, "mesmo no caso em que vários casos (seriam importados) ao mesmo tempo, devemos ser capazes de conter a epidemia", disse o Dr. Shuaib. "Todas as partes do país não atingiram o mesmo nível de preparação, mas em geral sim, o país está melhor preparado", diz John Greenleaf da CDC.

É importante, no entanto, que o Estado federal da Nigéria estejam prontos para liberação de recursos mais rapidamente, no caso de um novo surto e que continuemos a aumentar a conscientização sobre o fato de que "a ameaça ainda está presente" , diz ele. Em Lagos, distribuidores de géis à base de álcool ainda são instalados nas entradas e locais públicos e algumas instituições continuam a controlar a temperatura de visitantes todos os dias. Mas os moradores, asseguraram, que tendem a ser menos vigilantes.
Mas, como a epidemia continua a causar estragos na África Ocidental, ainda "é muito cedo para comemorar", na Nigéria, disse o Dr. Ihekweazu.

# jeuneafrique.com

Da Libéria: A Presidente Ellen Johnson Sirleaf pede ajuda mundial para Ebola.

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Presidente Ellen Johnson Sirleaf. IMAGEM | GRUPO Nation Media

A Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf diz que o mundo inteiro tem uma participação na luta contra o Ebola.

Em uma "carta para o mundo", transmitido pela BBC, ela disse que a doença "não respeita fronteiras", e que cada país tinha que fazer tudo o que podia para ajudar a combatê-lo.

Presidente Johnson Sirleaf acrescentou que a geração de africanos está em risco de enfrentar "a catástrofe econômica".

O surto de Ebola já matou mais de 4.500 pessoas em toda a África Ocidental, incluindo 2.200 na Libéria.

Os doadores internacionais têm dado quase US $ 400 milhões (£ 250 milhões) para as agências da ONU e organizações de ajuda, longe dos $ 988 milhões solicitados.

Nos países mais afetados - Guiné, Libéria e Serra Leoa - cerca de 9.000 pessoas foram detectadas como possuidores de vírus, que mata cerca de 70 por cento das pessoas infectadas.

Os Estados frágeis

A carta, publicada no site da Sra. Johnson Sirleaf começa com as palavras "Querido Mundo".

Ela continua a dizer que a luta contra Ebola "requer um compromisso de todas as nações que têm a capacidade de ajudar com os fundos de emergência, material médico ou experiência clínica".

"Todos nós temos um jogo na batalha contra o Ebola", diz ela. "É dever de todos nós, como cidadãos globais, para enviar uma mensagem de que não vamos deixar milhões de africanos ocidentais para se defenderem sozinhos."

Ela disse que não é por coincidência que o Ebola havia tomado conta de "três estados frágeis ... todos lutando para superar os efeitos de guerras interligadas".

Libéria, ela notou, tinha cerca de 3.000 médicos qualificados no início da guerra civil na década de 1980 - e no fim dessa guerra, em 2003, tinha apenas três dúzias.

A mais recente crise na África Ocidental é a pior de todas, o surto de Ebola. 

O vírus se propaga entre seres humanos pelo contato direto com sangue infectado, fluidos corporais ou órgãos, ou indiretamente através do contato com ambientes contaminados.

# africareview.com

Obama pede que americanos não cedam à histeria pela epidemia de ebola.

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Em seu discurso semanal ao país, Obama também afastou a ideia de proibir viagens com destino e a partir da África Ocidental, epicentro da epidemia.

Washington - O presidente Barack Obama pediu neste sábado que os americanos não cedam à histeria ou ao medo diante da epidemia de Ebola, considerando que neste momento é necessário ter paciência.


As declarações foram feitas um dia depois de o Banco Mundial ter advertido que o mundo está perdendo a luta para conter o Ebola

Em seu discurso semanal ao país, Obama também afastou a ideia de proibir viagens com destino e a partir da África Ocidental, epicentro da epidemia, dizendo que uma restrição desse tipo só vai agravar a crise. "Todos nós -cidadãos, líderes, meios de comunicação- temos uma responsabilidade e um papel a desempenhar", disse Obama. "É uma doença séria, mas não podemos ceder à histeria ou ao medo, porque isso só torna mais difícil para que as pessoas consigam as informações exatas de que precisam. Temos que nos guiar pela ciência. Temos que lembrar os fatos básicos".

As declarações do presidente dos Estados Unidos foram feitas um dia depois de o Banco Mundial ter advertido que o mundo está perdendo a luta para conter o Ebola e de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter indicado que 4.555 pessoas morreram de 9.216 casos registrados até 14 de outubro.

Os Estados Unidos -onde um liberiano morreu de Ebola em 8 de outubro e duas enfermeiras americanas que trataram o paciente foram diagnosticadas com a doença- não enfrenta uma epidemia, enfatizou Obama. No momento em que o medo do Ebola cresce entre os americanos, Obama reconheceu que é possível que surjam mais casos "isolados". "Mas sabemos como travar esta luta", disse.

"E se dermos os passos necessários, se nos guiarmos pela ciência -os fatos, não o medo-, estou absolutamente seguro de que podemos evitar uma epidemia grave aqui nos Estados Unidos e de que podemos continuar na liderança mundial neste esforço urgente". No entanto, ele advertiu que uma proibição a viagens com destino e a partir da África Ocidental não é a resposta adequada.

"Nossos especialistas médicos nos dizem que a melhor maneira de conter esta doença é detê-la em suas fontes, antes que se alastre ainda mais e seja ainda mais difícil contê-la", disse. "Tentar isolar toda uma região do mundo -se isso for possível-, na realidade, pode piorar a situação".

"Seria mais difícil deslocar equipes de saúde e materiais em ambos os sentidos. A experiência mostra que também pode levar as pessoas na região afetada a mudarem suas viagens para escapar da detecção, e isso vai tornar a doença ainda mais difícil de ser rastreada", alertou.

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sábado, 18 de outubro de 2014

Moçambique: ELEIÇÕES 2014 - PARA A COMMONWEALTH: Resultados reflectem vontade do povo.

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O GRUPO de observadores da Commonwealth afirmou ontem que os resultados das eleições que têm estado a ser divulgados no país reflectem a vontade do povo moçambicano expressa no processo de votação, no passado dia 15 de Outubro.
A declaração foi feita pelo presidente do grupo, Hubert Ingraham, que também afirmou que o colectivo se sentia satisfeito com o desenrolar de todo o processo que, segundo disse, foi livre e transparente, não obstante pequenos incidentes ocorridos nalgumas zonas localizadas.
Ingraham afirmou que os observadores da Commonwealth estiverem a acompanhar o processo eleitoral em sete províncias, além de cidade de Maputo, nomeadamente Cabo Delgado, Gaza, província de Maputo, Nampula, Sofala, Tete e Zambézia.
“Acompanhámos o processo desde os últimos dias da campanha, cujos únicos motivos e preocupação foram os incidentes de violência em Gaza e Nampula, observámos a votação, a contagem e o processo de agregação de votos no dia da eleição e não temos muitos motivos de queixa”, referiu Hubert Ingraham.
Acrescentou que a avaliação do grupo é que no dia da votação, na maior parte, o processo decorreu de forma pacífica e livre, com elevados níveis de transparência retratando a livre expressão da vontade do eleitorado.
Ingraham afirmou que os resultados eleitorais divulgados ainda não são definitivos, daí a declaração do grupo ser intermediária porque os processos de apuramento de votos e resultados críticos ainda estão em curso.
Apesar disso, segundo disse, é preciso que os concorrentes se preparem para aceitar o resultado no fim do apuramento e contagem de votos, respeitando o compromisso assumido antes das eleições uma vez que todo o processo seguiu a Lei Eleitoral.
No entanto, Hubert Ingraham apelou candidatos e partidos que não concordam com os resultados a encaminhar os seus protestos nas entidades competentes que são os órgãos que podem encontrar uma melhor solução para este problema.
“O nosso mandato é observar a organização e a realização das eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais, de acordo com as leis eleitorais relevantes. Este país tem órgãos competentes para dirimir conflitos eleitorais e é lá onde devem ser apresentadas quaisquer contestações”, reiterou.

Entretanto, Hubert Ingraham afirmou que os observadores da Commonwealth apelam à Comissão Nacional de Eleições (CNE) para explorar formas de tornar o processo de contagem de voto mais ágil em eleições futuras, para garantir precisão e transparência. “Vamos também pedir a CNE para providenciar uma iluminação adequada em futuros processos, visto que houve alguns casos em que a votação e a contagem foram feitos em más condições de iluminação”, afirmou Ingraham, acrescentando que esse factor inadequado contribuiu para uma atmosfera de desconfiança e alimentou temores de potencial fraude eleitoral nalguns lugares, causando aumento das tensões.
# jornal notícias

Nigéria: Boko Haram - O cessar-fogo prevê a libertação das meninas do Liceu.

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Des militants de la campagne 'Rendez-nous nos filles'.
As militantes da campanha " libertem nossas filhas"

O cessar-fogo entre a Nigéria e o Boko Haram prevê a liberação de mais de 200 estudantes seqüestradas há seis meses pelo Grupo Islâmico Armado, disse neste sábado o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Chade, cujo país desempenhou o papel mediador.

" O Chade (...) arbitrou negociações entre o governo nigeriano e Ahlou Souna Li Dawa Wal Jihad, conhecido como Boko Haram", disse um comunicado do ministério. De acordo com o texto, as negociações entre os islâmicos e o governo nigeriano criam expectativas sobre a "libertação das meninas (meninas do ensino médio) raptadas pelo Boko Haram em Chibok" em abril, isso em troca da libertação "de alguns defensores do grupo presos em prisões nigerianas ".

"As modalidades dessas libertações serão feitas entre as duas partes e a mediação pelo Chade", conclui o comunicado do Chade, sem dar mais detalhes. Durante as negociações, "os dois lados concordaram em princípio resolver o seu diferendo através do diálogo e concordaram em fazer algumas ações que envolvem a boa vontade de ambos os lados", acrescentou o comunicado.
De acordo com o ministério, "a recente libertação de reféns chineses e dos Camarões e do anúncio de um cessar-fogo feito em 16 e 17 de Setembro de ambas as partes é a implementação desses compromissos."

Vinte e sete reféns chineses e camaroneses que foram seqüestrados em maio e julho, no extremo norte de Camarões em ataques atribuídos a Boko Haram, foram liberados na semana passada. Nigéria disse que havia selado um acordo de cessar-fogo com o grupo. Mas a incerteza permaneceu na manhã de sábado sobre a libertação de mais de 200 estudantes do ensino médio, cujo rapto foi em meados de abril e provocou um alvoroço internacional, na sequência de declarações contraditórias das autoridades nigerianas.

A presidência da Nigéria, disse à AFP a conclusão de um acordo com Boko Haram põe fim as violências e prevê a liberação de 219 meninas que ainda estão desaparecidas após o rapto delas de sua escola em Chibok no nordeste da Nigéria. Mas o porta-voz dos serviços de segurança da Nigéria disse mais tarde que esse acordo ainda não tinha sido selado para as colegiadas.

# jeuneafrique.com



Havana será sede de Cúpula Extraordinária da ALBA-TCP sobre o Ébola.

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Com o objetivo de concertar a cooperação regional para a prevenção e o enfrentamento ao Ébola se realizará em Havana, Cuba, na segunda-feira, 20 de outubro, uma Cúpula Extraordinária da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América - Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP).
  Chefes de Estado e de Governo, assim como outros altos representantes dos países membros da ALBA-TCP e de organismos internacionais, em consonância com o apelo feito pelo secretário-geral das Nações Unidas para reunir os esforços internacionais na prevenção e no enfrentamento à epidemia do Ébola que afeta hoje a África Ocidental e Central, definirão na Cúpula sua contribuição comum perante este importante desafio sanitário e evitar a propagação da doença à região da América Latina e o Caribe.

#granma.cu
 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Em evidente sucesso, o Senegal é declarado livre de Ebola.

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GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde declarou nesta sexta-feira, que a nação da África Ocidental, o Senegal, está livre de Ebola, um raro sucesso em lidar com um vírus mortal que assolou descontroladamente os países vizinhos e despertou alarme em todo o mundo.

A realização do Senegal foi confirmada pela organização de saúde que relatou ter internamente reconhecido a sua própria incapacidade gritante para atacar meses atrás a proliferação da doença . O documento interno teria ido muito além da auto-crítica que os funcionários da organização têm expressado publicamente sobre a sua resposta.

A O.M.S. anunciou que o Senegal concluiu oficialmente um período de acompanhamento de 42 dias, o dobro do período máximo de incubação do vírus, em que não foram encontradas novas infecções. O último caso registrado no país foi de um jovem que estava vindo pela estrada da Guiné; ele se recuperou e voltou para a Guiné, na semana passada, anunciou a organização.

No que seria um sucesso notável, Nigéria, país mais populoso da África, apareceu na sexta-feira última para declarar-se livre de Ebola também. O país iria atingir a marca de 42 dias na segunda-feira, após um surto que infectou 20 pessoas e resultou em oito mortes.

O Senegal muito próximo da Guiné, Libéria e Serra Leoa, os três países que estão no centro da epidemia, "faz com que o país ainda seja vulnerável ​​a casos adicionais importados", disse a organização.

Mais de 4.500 pessoas morreram de Ebola e mais de 9.200 foram infectadas ccom surto atual, de acordo com a mais recente pesquisa revelada pela OMS e que foi postada na sexta-feira em seu site. O número de casos está dobrando a cada mês.

Ainda assim, o sucesso do Senegal em isolar a infecção é um exemplo de boas práticas a um momento em que a organização está a tentar reforçar o prontidão de 15 outros países da África para lidar com os viajantes que chegam que estão infectadas com a doença.

A OMS, uma agência especializada das Nações Unidas com sede em Genebra, é responsável pela coordenação das respostas internacionais por doenças contagiosas.

Dr. Margaret Chan, diretora-geral da agência, e seus principais assessores disseram que todas as agências e os governos lidam com o surto de Ebola - incluindo o seu próprio - subestimou a sua gravidade. Mas um projeto de documento interno, revelado nesta sexta-feira pela Associated Press, usa uma linguagem significativamente mais forte pela falha no desempenho da organização, citando funcionários incompetentes e pouca informação.

"Quase todos os envolvidos na resposta ao surto não conseguiram ver alguma escrita bastante simples na parede", a agência de notícias citou o documento como exemplo.

O porta-voz da O.M.S em Genebra, Tarik Jasarevic, se recusou a comentar sobre o relatório da agência e disse que não tinha visto o documento. "Vamos ter um tempo para analisar a forma como a resposta tem sido tratada e vamos certamente fazer isso, mas, por enquanto, queremos nos concentrar em ajudar os países a fazer a sua resposta de maneira mais eficiente possível", disse ele.

Na Serra Leoa, onde efeitos em cascata do Ebola levaram à escassez de alimentos e a fome, o Programa Mundial de Alimentos e seus parceiros começaram o que chamaram de - a única e maior operação de distribuição de alimentos até à data.

# nytimes.com

Campanha presidencial no Brasil baixa de nível.

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Tribunal Superior Eleitoral proíbe ataques pessoas nos tempos de antena.

Dilma Roussef e Aécio Neves
Dilma Roussef e Aécio Neves

A corrida presidencial no Brasil entra na recta final cada vez mais inflamada, marcada por trocas de acusações agressivas entre os dois candidatos, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), que disputa a reeleição.
A 10 dias das eleições presidenciais, Aécio Neves, actual líder nas pesquisas (51%), e Dilma (49%) trocam constantemente acusações de corrupção, favorecimento de parentes em governos, falta de transparência e mentiras. As críticas atingem também o lado pessoal dos adversários políticos. Nos programas partidários, na rádio e TV, Aécio Neves acusa Dilma e o PT de estarem patrocinando uma campanha de rancor e ódio, voltada para a desconstrução do candidato. Por outro lado, a campanha da petista acusa o adversário de esconder sua história de vida e divulga propagandas políticas que sempre são encerradas com a frase: "Aécio, quem conhece não vota".
Os dois debates que ocorreram na TV entre os presidenciáveis esta semana, para muitos telespectadores, lembraram mais uma luta de boxe. Aécio Neves acusou Dilma, várias vezes, de fazer campanha de baixo nível. Os dois candidatos exploraram, o tempo todo, denúncias um contra o outro.
Aécio questionou Dilma sobre o escândalo envolvendo desvios de dinheiro da estatal Petrobras e a presidente que disputa a reeleição devolveu o ataque questionando o candidato sobre a construção de um aeroporto, com dinheiro público, na cidade onde a família dele tem propriedades. "Como é que o senhor explica ter construído um aeroporto que na época custa R$ 13,9 milhões e que esse aeroporto foi construído no terreno de sua família?"
Aécio respondeu duramente. "A senhora está sendo leviana, candidata. Foi uma obra feita em uma área desapropriada em desfavor de um tio meu, para beneficiar uma região próspera onde estão mais de 150 indústrias".
A candidata também acusou Aécio de favorecer parentes nas estruturas de governos. "Hoje, no Brasil é proibido o nepotismo, o emprego de familiares no governo. E o senhor tem uma irmã, um tio, três primas e três primos no Governo. Se o senhor olhar, no Governo federal, não vai encontrar nenhum parente meu".
E, em outro momento, Dilma tratou do tema da Lei Seca, que proíbe bebida ao volante, para lembrar que o candidato já foi barrado em uma blitz dirigindo embriagado e se recusou a fazer o teste do bafómetro. “Eu acho muito importante a lei seca para o Brasil e acho que o senhor está tentando diminuí-la. Acredito candidato, que ninguém pode sem sofrer as consequências dirigir nem drogado nem bêbado”.
 Apesar de admitir o facto, Aécio acusou Dilma de faltar com a verdade em vários momentos da campanha. “Candidata, a senhora está mentindo para o Brasil. A sua campanha é a campanha da mentira”. 
O clima é tão hostil na campanha política brasileira que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu ontem, 16, que as propagandas eleitorais gratuitas em cadeia nacional de rádio e TV no Brasil não podem servir para "atacar" candidato adversário, mas sim para debater propostas.   
A guerra de acusações tem deixado essas propostas totalmente de lado. Num dos debates na televisão, os dois candidatos juntos, gastaram apenas sete minutos, em 1 hora e 20 minutos, com programas de governos.     
O cientista político Pedro Fassoni concorda que os debates eleitorais deixam os brasileiros sem respostas. “Talvez o debate tenha chamado a atenção não pelo o que foi dito, mas pelo o que faltou a dizer: as grandes questões nacionais como a reforma política, a agrária, um plano nacional de mobilidade urbana, a política externa. Por exemplo, aquela pauta de reivindicação da população no ano passado não foi colocada nesse debate”, diz Fassoni.
#VOA

Equipa médica pronta para ajudar Guiné-Bissau a não ter ébola.

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Portugal está disponível para enviar equipas médicas para a Guiné-Bissau para manter o país livre do vírus ébola, disse o diretor-geral de Saúde, Francisco George, esta sexta-feira, à chegada a Bissau.

Cartaz de alerta à população sobre o ébola em Monrovia, Libéria






"Se o governo guineense assim o requisitar, naturalmente que a resposta é positiva. É verdade [já há equipa pronta], mas depende sobretudo daquilo que as autoridades guineenses solicitarem", referiu.


Resposta internacional ao ébola foi lenta por crise ter começado em África.




Os países ricos foram lentos em reagir à epidemia do vírus ébola, por esta ter começado em África, disse o antigo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan.

"Estou profundamente desapontado pela resposta (...). Estou desapontado por a comunidade internacional não se mexer depressa", disse Annan a um programa de referência da BBC, o Newsnight.

# jn.pt

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Guiné-Conacri: Ebola - Atenção à psicose global!

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Durante todo o tempo que a doença está estritamente limitada dentro do continente Africano, os principais líderes mundiais haviam lutado para manter a calma e lucidez. Alguns até tinham permitido críticas a países africanos, por medo de serem infectados por sua vez, e tinham barrado os países de regiões afetadas.

O controles na chegada por aqui, verificando o controle da partida ali, sinais de pânico após a epidemia de Ebola está crescendo. Confrontados com os primeiros casos em suas próprias terras, o Ocidente, de repente, percebe a sua vulnerabilidade à epidemia, fortalecem, um após o outro, medidas para a sua própria proteção. Que tende a aumentar um pouco mais a psicose global.

Bem, agora que eles mesmos são afetados, a eles não se aplicam as mesmas receitas. Então, por enquanto, nenhum país ocidental havia banido do seu território os guineenses, Serra-leonenses e Liberianos, o que fizeram pode não estar longe do presente. As últimas medidas recomendadas, tanto por parte dos Estados Unidos a partir de Bruxelas, irá, naturalmente, conduzir a uma restrição de circulação de pessoas nos principais países afetados para o ocidente.

Em termos de Europa, ela decidiu reforçar as medidas de controlo nos aeroportos de partida. O objetivo é limitar ao mínimo, o risco de chegada em solo europeu, um caso suspeito ou confirmado. Em alguns países, incluindo a França, em breve poderá estabelecer os controles na chegada. Sem mencionar a introdução de uma folha complementar a passageiros provenientes da Guiné, Serra Leoa e Libéria que querem vir para a Europa. A bordo do avião, eles são convidados a dar todas as informações possíveis de maneira a ajudar a localizá-los, se necessário.

Nos Estados Unidos, as medidas de controle mais rígidas eram apenas no aeroporto de JFK, que estão em vigor desde ontem e alargadas a outros quatro grandes aeroportos principais do Tio Sam. A isto se soma a mobilização excepcional de Barack Obama, que, após a segunda contaminação de um americano, foi forçado a mudar sua agenda para pegar o ritmo de Ebola! Isso significa que o mundo tornou-se plenamente consciente da magnitude do problema, a propósito, todas estas medidas tendem a reforçar a psicose que já tomou conta das populações de alguns países do hemisfério norte.

O único sinal positivo é a mobilização internacional que não é susceptível de cair com esta nova situação. Pelo contrário, depois de uma reunião especial que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas realizou ontem sobre a doença Ebola, o organismo internacional reiterou o seu apelo para o aumento da contribuição de países desenvolvidos.

Sanso Boubacar Barry para GCI©2014 GuineeConakry.info

Resultados parciais indicam vitória esmagadora da FRELIMO e de Nyusi em Moçambique.

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Segundo projeções e resultados parciais, a FRELIMO fica com a maioria absoluta de assentos parlamentares. Filipe Nyusi seria eleito o próximo Presidente já na primeira volta. RENAMO aumenta votação, MDM estagna.




Segundo projeções do Observatório Eleitoral dos resultados das eleições gerais moçambiçanas, divulgadas nesta quinta-feira (16.10) pelo Centro de Integridade Pública (CIP), a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) poderá ficar com a maioria absoluta dos assentos parlamentares.
Filipe Nyusi, candidato do partido no poder, teria obtido maioria absoluta já na primeira volta e seria o próximo Presidente do país.
A Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) e seu candidato, Afonso Dhlakama, teriam aumentado o número de votos e conseguido inverter a tendência histórica de declínio que o partido viveu depois do auge das eleições de 1999.
Já o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e seu candidato, Daviz Simango, não teriam conseguido repetir a boa votação das eleições autárquicas, permanecendo estagnados - considerando que nas eleições passadas o MDM concorreu em apenas uma parte das províncias.
O seguintes números são projeções que foram compiladas às 18h30 desta quinta-feira (hora local de Moçambique) pelo Observatório Eleitoral. Registaram amostras dos resultados de 67% das 2.107 assembleias de voto selecionadas, o que da, segundo o CIP, uma margem estatística de erro de menos de 3%.
Eleições Presidenciais
60,5% Filipe Nyusi - FRELIMO [2009: Armando Guebuza 75,5%]
32,0% Afonso Dhlakama - RENAMO [2009: 16,5%]
7,5% Daviz Simango - MDM [2009: 8,6%]
Eleições Legislativas
58,0% com 142 assentos FRELIMO [2009: 74,7% com 191 mandatos]
29,5% com 75 assentos RENAMO [2009: 17,7% com 51 mandatos]
10,4% com 30 assentos MDM [2009: 4,0% com 8 mandatos]
Taxa de participação
51,5% [2009: 45%]
Resultados parciais do STAE confirmam tendência nas eleições presidenciais
O STAE - Secretariado Técnico da Administração Eleitoral - publicou resultados parciais que confirmam a tendência das projeções. Com 25% dos votos contados, os números, citados pelo CIP, foram os seguintes:
63% Filipe Nyusi - FRELIMO [2009: Armando Guebuza 75,5%]
29,4% Afonso Dhlakama - RENAMO [2009: 16,5%]
7,6% Daviz Simango - MDM [2009: 8,6%]
Segunda as projeções do CIP, o quarto Presidente de Moçambique - depois de Samora Machel,
Joaquim Chissano e Armando Guebuza - será Filipe Nyusi
Fica aqui o registro dos números da projeção que foi compilada às 11h45 desta quinta-feira (hora local de Moçambique) pelo CIP.
Eleições Presidenciais
60% Filipe Nyusi - FRELIMO [2009: Armando Guebuza 75,5%]
32% Afonso Dhlakama - RENAMO [2009: 16,5%]
8% Daviz Simango - MDM [2009: 8,6%]
Eleições Legislativas
57% com 142 assentos FRELIMO [2009: 74,7% com 191 mandatos]
20% com 75 assentos RENAMO [2009: 17,7% com 51 mandatos]
12% com 30 assentos MDM [2009: 4,0% com 8 mandatos]
Taxa de participação
acima de 50% [2009: 45%]
# dw.de

Costa do Marfim: a mãe do ex-presidente Laurent Gbagbo morreu (é oficial)

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La

Abidjan - A mãe do ex-presidente marfinense Laurent Gbagbo morreu na noite desta quarta-feira, três dias após seu retorno de exílio, informaram nesta quarta-feira de fonte oficial, disse à AFP.

"A mãe de Gbagbo morreu. Seu último desejo era morrer na sua aldeia", disse à AFP o ministro Hamed Bakayoko.

"Foi sugerido à família uma ambulância, mas esta manhã a família decidiu transportá-la em um veículo regular, houve uma parada em Yamoussoukro (centro), e ela morreu às 7:45", ele explicou .

Vários executivos da Frente Popular Marfinense (FPI), o partido do ex-presidente Laurent Gbagbo, disseram à AFP que ainda não estão cientes da morte.

Com idade acima de 90 anos, Marguerite Gado, mãe do Sr. Gbagbo voltou domingo por estrada desde a vizinha Gana, onde ela estava no exílio desde a crise pós-eleitoral de 2010-2011.

"Ela queria voltar para Costa do Marfim há mais tempo", disse o ministro do Interior da Costa do Marfim.

O regime do presidente Alassane Ouattara "ofereceu suas condolências à família" fez-se saber.

Ouattara, cuja vitória nas eleições presidenciais de 2010 foi rejeitada por Laurent Gbagbo, a Costa do Marfim mergulhou-se numa grave crise que deixou mais de 3.000 mortos ", fez reformas na sua casa, na aldeia, há mais de dois anos."

Laurent Gbagbo está preso em Haia à espera de julgamento pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), que o acusa de "crimes contra a humanidade".

Milhares de marfinenses fugiram para Gana durante a crise pós-eleitoral.

O regresso dos refugiados é um desafio para a reconciliação nacional, a prioridade do governo, quase quatro anos após o fim da crise causada pela recusa de Gbagbo de reconhecer a vitória de seu rival nas eleições de novembro de 2010 .

EAK-jf / SBA / gg

# abidjan.net

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Cuba: O que não poderá ser esquecido nunca.

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                                                                ARTIGO DE FIDEL
Domingo, dia 12 de outubro, pela manhã, a edição dominical na internet do The New York Times – órgão de imprensa que em determinadas circunstâncias traça pautas sobre a linha política mais conveniente aos interesses de seu país, publicou um artigo que intitulou "Tempo de acabar o embargo a Cuba"; com opiniões do que a seu julgamento, deve seguir o país.
 Há momentos em que tais artigos são assinados por algum prestigiado jornalista, como alguém a quem tive o privilégio de conhecer pessoalmente nos primeiros dias de nossa luta na Serra Maestra com os restos de uma força que tinha sido quase totalmente eliminada pela aviação e pelo exército de Batista. Éramos então bastante inexperientes; nem sequer concebíamos que dar essa impressão de fortaleza à imprensa constituía algo que pudesse merecer uma crítica.

Não era bem como pensava aquele valente correspondente de guerra com uma história que lhe deu nome nos tempos difíceis da luta contra o fascismo: Herbert Matthews.
 Nossa suposta capacidade de luta, em fevereiro de 1957, era um pouco menor, porém mais que suficiente para desgastar e derrotar o regime.

 Carlos Rafael Rodríguez, dirigente do Partido Socialista Popular, foi testemunha do que, após a Batalha de Jigüe, em que uma unidade completa de tropas seletas foi obrigada a capitular, depois de dez dias de combate, expressei sobre meu temor de que as forças do regime fossem se render, em julho de 1958, quando suas tropas de elite se retiravam precipitadamente da Serra Maestra, apesar de treinadas e assessoradas pelos vizinhos do norte. Tínhamos encontrado a forma adequada para derrotá-las.
 Era inevitável estender-me um pouco neste ponto se desejasse explicar o ânimo com que li o mencionado artigo do jornal norte-americano, no domingo passado. Citarei suas partes essenciais que irão entre aspas:

 "... o Presidente Obama deve sentir angústia ao contemplar o lamentável estado das relações bilaterais que sua administração tem tentado consertar. Seria sensato que o líder estadunidense reflita seriamente sobre Cuba, onde uma virada política poderia representar uma grande vitória para seu governo."

 "Pela primeira vez, em mais de meio século, mudanças na opinião pública estadunidense e uma série de reformas em Cuba, têm feito que seja politicamente viável retomar relações diplomáticas e acabar com um embargo insensato. O regime dos Castro tem utilizado o referido embargo para justificar suas falhas e tem mantido o seu povo bastante isolado do resto do mundo. Obama deve aproveitar a oportunidade para dar fim a uma longa era de inimizade, e ajudar um povo que tem sofrido enormemente desde que Washington cortou relações diplomáticas em 1961, dois anos após Fidel Castro ter chegado ao poder."

 "...o deplorável estado de sua economia tem obrigado Cuba a implementar reformas. O processo tornou-se mais urgente a raiz da crise financeira na Venezuela, dado que Caracas proporciona-lhe petróleo subsidiado. Com o temor de que a Venezuela tenha que cortar sua ajuda, líderes na Ilha dão passos importantes para liberar e diversificar uma economia que historicamente tem controles rígidos."

 "...o governo cubano começou a permitir que seus cidadãos se empreguem no setor privado e que vendam propriedades, como automóveis e casas. Em março, a Assembleia Nacional de Cuba aprovou uma lei com o fim de atrair investimento estrangeiro. (...) Em abril, diplomatas cubanos começaram a negociar os termos de um tratado de cooperação que esperam assinar com a União Europeia. Participam das primeiras reuniões preparados, ansiosos e conscientes de que os europeus vão pedir maiores reformas e liberdades civis.
 "O governo autoritário continua perseguindo dissidentes, que frequentemente são detidos por períodos curtos. Havana não explicou a suspeita morte do ativista político Oswaldo Payá”.

 Como pode ser apreciada uma acusação caluniosa e gratuita.
 "No ano passado, flexibilizaram as restrições de viagens para os cubanos, o que permitiu que dissidentes proeminentes viajassem ao exterior. Na atualidade, existe um ambiente de maior tolerância para aqueles que criticam seus líderes na Ilha, mas muitos ainda temem as repercussões de falar abertamente e exigir maiores direitos".
 "O processo das reformas tem sido lento e tido reveses. Mas em conjunto, estas mudanças demonstram que Cuba está se preparando para uma era pós-embargo. O governo afirma que retomaria com gosto as relações diplomáticas com os Estados Unidos sem condições prévias".

 "Como primeiro passo, a Casa Branca deve retirar Cuba da lista que mantém o Departamento de Estado para penalizar países que respaldam grupos terroristas. Atualmente, as únicas outras nações na lista são Sudão, Irã e Síria. Cuba foi incluída em 1982, por seu apoio a movimentos rebeldes na América Latina, ainda que esse tipo de vínculo já não exista. Atualmente, o governo estadunidense reconhece que Havana está jogando um papel construtivo no processo de paz na Colômbia, servindo de anfitrião para os diálogos entre o governo colombiano e líderes da guerrilha”.

 "As sanções por parte dos Estados Unidos à Ilha começaram em 1961, com o objetivo de expulsar Fidel Castro do poder. Através dos anos, vários líderes estadunidenses têm concluído que o embargo tem sido um erro. Apesar disso, qualquer iniciativa para eliminá-lo traz consigo o risco de enfurecer membros do exílio cubano, um grupo eleitoral que tem sido decisivo nas eleições nacionais. (...) a geração de cubanos que defende o bloqueio está desaparecendo. Membros das novas gerações têm diferentes pontos de vista, e muitos sentem que o embargo tem sido contraproducente para fomentar uma mudança política. Segundo uma recente pesquisa, 52% de norte-americanos de origem cubana em Miami pensam que deve terminar o bloqueio. Uma ampla maioria quer que os países voltem a ter relações diplomáticas, uma posição que compartilha o eleitorado norte-americano em geral".
 "Cuba e Estados Unidos têm sedes diplomáticas em suas capitais, conhecidas como seções de interesses, que desempenham as funções de uma embaixada. No entanto, os diplomatas estadunidenses têm poucas oportunidades de sair da capital para interagir com o povo cubano e seu acesso aos dirigentes da Ilha é muito limitado".

 "Em 2009, a administração Obama tomou uma série de passos importantes para flexibilizar o embargo, facilitando o envio de remessas à ilha e autorizando um maior número de cubanos radicados nos Estados Unidos a viajar à Ilha. Também criou planos que permitiriam ampliar o acesso à telefonia celular e internet na ilha. Mesmo assim, seria possível fazer mais. Por exemplo, se poderia eliminar as restrições às remessas, autorizar mecanismos de investimento nas novas microempresas cubanas e expandir as oportunidades para norte-americanos que desejem viajar à ilha."

 "Washington poderia fazer mais para respaldar as empresas norte-americanas que têm interesse em desenvolver o setor das telecomunicações em Cuba. Poucas se atreveram por temor às possíveis repercussões legais e políticas."
 "Por não fazer, os Estados Unidos estariam cedendo o mercado cubano a seus rivais. Os presidentes da China e da Rússia viajaram a Cuba, em julho, tendo em vista ampliar os vínculos".

 "O nível e envergadura da relação poderia crescer significativamente, dando a Washington mais ferramentas para respaldar reformas democráticas. É factível que ajude a frear uma nova onda migratória de cubanos sem esperança que estão viajando para os Estados Unidos em balsas".

 "Uma relação mais saudável poderia ajudar a resolver o caso de Alan Gross, um especialista em desenvolvimento que está há quase cinco anos detido na ilha. E mais ainda, criaria novas oportunidades para fortalecer a sociedade civil, com as quais gradualmente se diminuiria o controle que exerce o Estado sobre a vida dos cubanos. Se bem que a Casa Branca pode tomar certos passos unilateralmente, desmantelar o embargo requereria uma ação legislativa em Washington".

 "... vários líderes do hemisfério se reunirão na Cidade do Panamá, por ocasião da sétima Cúpula das Américas. Vários governos da América Latina fizeram questão de convidar Cuba, rompendo assim com a tradição de excluir a Ilha por exigência de Washington."
 "Dada a quantidade de crises em nível mundial, é possível que a Casa Branca considere que dar uma virada substancial em sua política em relação a Cuba não é uma prioridade. Todavia, uma aproximação com a Ilha mais povoada do Caribe que incentive o desbloqueio do potencial dos cidadãos de uma das sociedades mais educadas do hemisfério, poderia representar um importante legado para a administração. Também ajudaria a melhorar as relações dos Estados Unidos com vários países da América Latina e a impulsionar iniciativas regionais que sofrem como consequência do antagonismo entre Washington e Havana."
 "... Após o convite a Cuba para a Cúpula, a Casa Branca não confirmou se Obama participará."

 "Tem que fazê-lo. Seria importante que se fizesse presente e considerasse como uma oportunidade para desencadear uma conquista histórica".
 Uma das sociedades mais educadas do hemisfério!!!! Isso sim que é um reconhecimento. Mas, por que não diz de uma vez, que em nada se parece ao que nos legou Harry S. Truman quando seu aliado e grande saqueador do tesouro público Fulgencio Batista assaltou o poder, em 10 de março de 1952, a somente 50 dias das eleições gerais. Aquilo não poderá ser esquecido nunca.

 O artigo está escrito, como pode ser apreciado, com grande habilidade, buscando o maior benefício para a política norte-americana na complexa situação, quando se acrescentam os problemas políticos, econômicos, financeiros e comerciais. A isso se somam os derivados da mudança climática acelerada; a concorrência comercial; a velocidade, precisão e poder destrutivo de armas que ameaçam a sobrevivência da humanidade. O que hoje se escreve tem uma conotação muito diferente do que divulgavam há apenas 40 anos, quando nosso planeta se via já obrigado a albergar e abastecer de água e alimentos ao equivalente da metade da população mundial atual. Isto sem mencionar a luta contra o Ebola que ameaça a saúde de milhões de pessoas.

 Acrescente-se que dentro de alguns dias a comunidade mundial irá expor ante as Nações Unidas se está de acordo ou não com o bloqueio a Cuba.
Fidel Castro Ruz

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